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21/07/2009 - 17:43

O adeus da Popload! O “oi” do Fellini! O tchau do Depeche Mode! Ting Tings no Brasil! Muricy no Palmeiras! Popload Gig 2 e a banda do verão (lá!)! Reggae é o novo indie!

* Opa. Essa do Muricy escapou no título. Foi mal. Mas guarde este lema: “Era isto ou o futebol”.

* Xiii Dave Gahan…

* Alô, Brasil. Festival de epígrafes na Popload.

* “Sometimes I say stupid things…”
(Franz Ferdinand)

* “Shut Up and Let Me Go” (Ting Tings)

* “Você nem imagina o que você não conheceu” (Fellini)

* Aprendi duas coisas lendo sobre o Caetano Veloso na Folha de S.Paulo. Primeiro que o Caê Lindo odeeeeeia hipocrisia. Segundo que ele sente saudade de um jato forte de urina. What?

* Calma, deixa eu explicar o título. Essa é um homenagem poploadica ao Fellini, um dos melhores grupos independentes da história deste país. E olha que ser indie nos anos 80 não era essa mamata que é hoje em dia. E o primeiro álbum do Fellini, de 1985, pequena obra-prima do underground paulistano, se chama “O Adeus de Fellini”.

* O Fellini toca nesta quarta-feira no Studio SP. É show único em São Paulo, onde eles não tocam há tempos. É o show de aniversário de 25 anos da banda. E eles vão tocar “Rock Europeu”. E “Teu Inglês”.

* O OI E O TCHAU DO FELLINI - Mais sobre a grande volta e o novo adeus do seminal grupo dos anos 80 vem ali para baixo, quando vou reproduzir o texto escrito para a Folha de S.Paulo, com alguns trechos inéditos da entrevista com o vocalista da banda, Cadão Volpato.

* FESTIVAL “80, 90, 2000″ TRAZ TING TINGS - O nome algo engraçado do festival é auto-explicativo. Um festival a ser realizado em outubro em São Paulo e Rio, aparentemente, terá como atrações as bandas Depeche Mode (não mais), Prodigy e Ting Tings. Entendeu?
Os dois primeiros a gente sabia. A boa notícia é a inclusão da agitadíssima dupla de Manchester, uma das melhores bandas novas para pista de dança do planeta. Acho que só perdem para o… Friendly Fires. Mas, enfim, certeza de show divertido. Vamos aguardar o anúncio oficial. Ou não!

* DEPECHE MODE CANCELADO - O Depeche Mode, que seria uma das atrações desse novo festival, informou através de comunicado oficial que os shows marcados para o Brasil em outubro (22 Rio, 24 SP) foram cancelados devido ao remanejamento de datas feito recentemente pela banda, que precisou cancelar muitos shows da atual tour de verão pela Europa, por causa de problemas de saúde do vocalista Dave Gahan. No início deste mês, quando já havia retomado os shows, Gahan sofreu uma contusão muscular e precisou cancelar mais datas em Portugal e na Espanha.
O interessante é que os demais shows dessa “perna latina” da turnê, até agora, não sofreram alterações. México, Costa Rica, Colômbia, Peru, Chile e Argentina, ao que tudo indica, receberão a atual excursão do grupo. Sobrou mesmo só pro Brasil…

* KILLERS, AS DATAS? - São Paulo, em lugar a definir, no dia 21 de novembro. Rio de Janeiro, no HSBC Arena, no dia seguinte. Porto Alegre, dia 25 de novembro, no Teatro Bourbon. Será que vai ser assim, mr. Brightside?

A dupla cool americana Golden Filter

* CALENDÁRIO INDIE - Não está ruim, Brasil.
- dia 5 agora tem a deliciosa dupla Golden Filter, de Nova York, tocando no Clash em mais uma balada da instituição blog-festeira IM//A\\PARTY, com abertura do Database, Stop Play Moon, Gil Barbara e WE//R\\DJs.
- dia 13 em Porto Alegre começa turnê de três shows brasileiros do los-strokes Little Joy, de Fabrizio Moretti, com abertura da banda indie-folk Dead Trees, de Portland.
- dia 15, no Rio, depois 17, em São Paulo, a “banda do momento” Friendly Fires comanda mais uma edição do Popload Gig, que em outubro volta com o…
- em outubro tem Ting Tings (mais Prodigy e sem o Depeche Mode); em novembro tem Killers e o Planeta Terra com o Faith No More e a renca.
Que mais, mesmo?

* O (OI E O) ADEUS DE FELLINI - O cultuado e “difícil” grupo Fellini, famosa ex-banda paulistana, agora banda vivíssima e novamente ex-banda a partir da semana que vem, se junta nesta quarta-feira na cidade para uma apresentação histórica em vários sentidos.
O quarteto liderado por Cadão Volpato e Thomas Pappon, que se manteve sempre na contramão do oba-oba do rock brasileiro dos anos 80, comemora em show único em São Paulo os 25 anos de sua polêmica existência.
O Fellini, que em sua lista de adoradores tinha Renato Russo, Chico Science, Marcelo D2 e metade da “intelligentsia” acadêmica paulistana (a outra metade, mais Ira!, Titãs etc. compunham a lista de detratores), toca seu art-rock com alguma eletrônica e um cheirinho de MPB no Studio SP nesta quarta.
“Um outro show será no próximo sábado em Curitiba, dentro do adequadíssimo Festival Rock de Inverno. E aí termina nossa turnê mundial”, diz o vocalista Cadão Volpato, 52, na verdade hoje muito mais escritor que vocalista.
Você não imagina o que você não conheceu, como diz a letra de “Rock Europeu”, o “megahit”, do Fellini. Formada em 1984 nos porões da ECA, a Escola de Comunicações e Artes da USP, o Fellini fincou pé no underground paulistano da época e de lá não saiu. Não tocava em rádios, não frequentava o programa do Chacrinha, não era condescendente com o rock da época de Blitz, Paralamas, Barão Vermelho, Titãs, RPM e sempre tocou para poucos, tinha nome de cineasta de vanguarda, citava Allen Ginsberg e Gang of Four nas letras. E o primeiro álbum, de 1985, tinha o insólito nome de “O Adeus de Fellini”. O Fellini era uma genuína banda indie lá nos anos 80.
“Num tempo em que as bandas tinham nomes mais punks (Mercenárias, Voluntários da Pátria, Plebe Rude), a gente veio com um nome que lembrava esquisitices. Sempre fui um fã do Federico, mas o nome era mais para soar como algo engraçado, o que, de certa forma, definiu nossa conduta, que misturava uma graça contida com algumas atitudes surrealistas e também uma certa poesia. Se você levar em conta que vivemos numa das cidades mais italianas do planeta, fazia sentido. Mas esse sentido veio a posteriori. Já pensou se fosse Pasolini?”, lembra Cadão.
Mas e as tretas com a cena rock da época?
“Sempre estivemos à esquerda desse pessoal todo. O rock do Rio sempre foi um lixo, nós nunca tivemos nada a ver com isso. Os de São Paulo frequentavam a mesma cena, dividiam as mesmas casas noturnas, muitos eram amigos. Mas se eu dissesse que conheço a fundo o trabalho deles, estaria mentindo”, conta o vocalista do Fellini.
“Sobre os Titãs, eu disse uma vez que eles eram os ‘alternativos de plantão’ e eles não gostaram muito. Também dividimos uma escolha dos críticos da revista ‘Bizz’ sobre o melhor disco de 1987. Hoje sei que nós é que levamos, mas a ‘Bizz’ não ousaria deixar de fora uma banda do mainstream, em favor de uns pobres independentes. E foi uma votação do país todo. Daí ouvimos dizer que houve um certo mal-estar, e que isso teria contribuído para a nossa não-aceitação junto às grandes gravadoras. Ora, a gente mesmo nunca fez nenhum esforço nesse sentido.”
Depois de quatro álbuns independentes, a banda acabou, em 1990. Um certo renascimento do Fellini se deu em 2002, quando gravaram um álbum caseiro. Em 2003, flertaram pela primeira vez com o “estrelato”, quando o grupo foi convidado a se reunir para estrelar a edição daquele ano do Tim Festival, tocando na mesma noite de White Stripes e Rapture.
“Fomos tratados como profissionais, ganhamos um bom cachê. Foi o primeiro e único decente, por sinal”, diz Cadão.
O Fellini que se apresenta em SP e Curitiba traz sua formação original: Cadão Volpato (voz), Thomas Pappon (baixo), Jair Marcos (guitarra) e Ricardo Salvagni (bateria).
Segundo Cadão Volpato, a banda nem pensa em continuar a brincadeira da volta, tão em voga no rock atual: “Não existe essa possibilidade. Estamos bem entusiasmados com esses shows: talvez sejam os melhores das nossas vidas, mas voltar não está nos nossos planos. Acabou. Já era. Mas nunca se sabe.”

* O Fellini foi, e talvez ainda seja tão importante para o indie que eu conheço um jornalista indie que só entrevistou/entrevista o Fellini na vida.

* O post está só no comecinho.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , ,
06/02/2009 - 20:12

Nada para se preocupar

* O legal é que eu não voltei mais ao post passado não por minha causa. Eu até tentei, hahaha. Falha técnica.

* MANCHESTER/LONDRES – Então vou lá e já volto. Vou contando aqui.

* OASIS VÍDEO – Falando em Manchester, nesta semana apareceu o vídeo novo do Oasis, para a música “Falling Down”. Fiquei com preguiça de colocar o filminho aqui. A música é até boa, mas um vídeo do Oasis é sempre um vídeo do Oasis. Você vê, não entende por que eles fazem um vídeo daquele jeito e no momento seguinte esquece. Esse traz a incrível história de uma princesa da Inglaterra infeliz que chora bastante e é menosprezada pelo Liam e pelo Noel numa festa aí. Mas, tirando o resultado final da obra videoclíptica dos Gallagher, o legal foi a mensagem que o rapper americano Kanye West botou no blog dele, a respeito: “O vídeo novo do Oasis parte meu coração”. Não entendi se foi zoeira, fruto da famosa briga recente do Noel com o rap dos EUA (Jay-Z, Glastonbury), mas o West chegou a postar o vídeo no blog. Deve estar falando sério.

Falling Down, do Oasis, sai como single no dia 9 de março. Uma das músicas “lado B” vai ser uma versão remix para a música com 22 minutos de duração, feita pelo Gaz Cobain, do Amorphous Androgynous. Vou repetir: 22 minutos. Tem ainda outras duas versões remix (uma feita pelo Prodigy e outra pelo Twiggy Ramires, baixista do… Marilyn Manson), além de uma canção inédita, chamada “Those Swollen Hand Blues”.

* POPLOAD EM CURITIBA – Evento bem classe com discotecagem Popload em Curitiba, dia 13 de março. Os espertos Copacabana Club, Bo$$ in Drama e Popload. Pelo que eu entendi, é em um lugar chamado John Bull Music Hall. Festa de lançamento do vídeo de “Just Do It”, do CC.

* O VÍDEO DO GOLDEN FILTER – Sensacional a história do “vídeo dos beijos destruidores”, da misterioooooosa banda Golden Filter, que circula na internet e foi colocado aqui no post passado. O vídeo NÃO é do Golden Filter. É da banda belga The Subs. Alguém pegou e colocou a música do Golden Filter no vídeo do Subs e soltou por aí. A confusão toda é muito boa, e para ambas as partes. I mean: para o Golden Filter e para mim. A música dos belgas é bem chata, tipo “industrial meets ilha-de-capri”. Na descrição deles no MySpace, diz que eles são “beatbastards” que queriam apenas ver onde o trance (!?!?) poderia chegar. Tivemos a sorte de ter visto o vídeo certo com a musica errada. Ninguém merece o electrocafona meio ilha-de-capri de background para um casal tão antenadinho, em clima tão hot. Golden Filter é a trilha ideal para o vídeo. O Golden Filter não deve nem estar sabendo que tem um vídeo legal, hahahaha. Talvez sem conhecimento da confusão, lotou show em Nova York sem disco nem gravadora em seu primeiro show por lá (e sério!), e vai lançar single no dia 16 na Inglaterra, vídeo ao vivo, etc…
* Começaram a aparecer os primeiros registros do Golden Filter em seu primeiro show nos EUA, no Le Poisson Rouge, NY, em 30 de janeiro. Dá uma olhada no zoado vídeo ao vivo de “Solid Gold”, o single, com a vocalista loira bem hippie-louca, só para ter uma idéia da indie-disco da banda.

* PETER. BJORN. JOHN. – Falando no Golden Filter e sem falar de novo no remix cool que eles fizeram para “Lay It Down”, nova do Peter Bjorn & John… Sobre os suecos, nossos amigos já, e nessa expectativa boa que cerca o novo disco deles, “Living Thing”, que sai só em março, me lembro da viagem que fiz a Estocolmo no ano passado. Visitei o estúdio dos caras, que estavam trabalhando em dois discos. Um foi aquele “incidental” e instrumental, “Seaside Rock”, e o outro era este “Living Thing”, o “de verdade”, verdadeiro sucessor da fase “Young Folks”. Juro que ouvia uns barulhos estranhos no estúdio e que o sonzinho que rolava ali não parecia a “música do assobio”, o hit mundial, a canção que foi massacrada em 70 seriados americanos e até em novela brasileira. Achei que fosse só os caras ouvindo rap, dance, sonzinhos estranhos. Agora, depois dessas músicas novas deles que estão surgindo desde o final do ano passado, estou começando a crer que já era coisa de “Living Thing”. Na semana passada, o iTunes lançou a ótima “Nothing to Worry About”, de um certo modo oficioso, já que a música tinha vazado na internet havia algumas semanas. E vazou no blog do Kanye West (!?!?!), hahahaha. Em “estreia mundial”, avisava o Kanye.

Coro de crianças, batidas compassadas com palmas, voz largada tipo rock inglês de moleque. Nem parece o Peter Bjorn & John, de tão maluquinha. E parece muito Peter Bjorn & John.

Mas chegamos em “Laid It Down”, que também vazou faz um tempinho e era chamada de “Hey”, com a extensão “Shut the Fuck Up, Boy”. Essa que o Golden Filter remixou, acima. A letra é direta. “Hey, shut the fuck up, boy. You are starting to piss me off. Take your hands off that girl. You have already had enough.” Não vejo a hora de pegar o disco todo na mão.

* APP DA HORA: SATURDAY NIGHT FEVER – Let’s boogie? Hahaha. Esse ainda nem baixei, de emoção. Pelo que eu entendi você dá uma dedada no iPhone e tem nas mãos um concurso de dançarinos de disco music, incluindo hinos como “YMCA”, do Village People; “Shake Your Groove Thing”, de Peaches & Herb, e “Car Wash”, da Rose Royce. E, com o dedo, vai controlando os movimentos do dançarino, as giradinhas, agachadas, os braços abertos, as jogadas de mão para cima, o boogie todo. Ganhando pontos por isso. O vídeo abaixo te dá uma noção do nível da coisa. Dá para chamar uns três amigos e… competir na disco.

* R-A-D-I-O-H-E-A-D – Rolou no domingo a edição 2009 do Grammy, em Los Angeles. A festa, que sempre é cheia de pompa, teve alguns nomes de peso do pop como Robert Plant e Coldplay levando boa parte dos prêmios para casa. Até aí, nada de novo. Mas o destaque mesmo fica para a apresentação de “15 Step”, com o Radiohead (que levou dois prêmios) sendo acompanhado pela USC Marching Band, grupo formado por estudantes da Universidade do Sul da Califórnia, todos trajados com a camisa da W.A.S.T.E.

Legal o Thom Yorke com cabelo/barba de Liam Gallagher e a introdução da fofa Gwyneth Paltrow, que no final do discurso para o Radiohead dá uma piscadinha básica para o Sr. Martin, na platéia. Sem falar no clima Olodum-meets-Michael-Jackson da performance. Preciso refletir mais para saber se gostei. Calma.

* E não, o Gilberto Gil, nossa única esperança, não conseguiu trazer o prêmio de Melhor Álbum de World Music. O grupo vencedor foi um quarteto formado por Mickey Hart, Zakir Hussain, Giovanni Hidalgo e Sikiru Adepoju, com o álbum “Global Drum Project”. Don’t worry, Gil.

* Nesta terça (10/2), chegou às lojas americanas “Incredibad”, álbum da “banda” formada pelos humoristas da Lonely Island (Saturday Night Live). O projeto com letras-zoeira tem convidados especiais nos vocais, como o sempre presença Justin Timberlake e o… Julian Casablancas, que canta na faixa “Boombox”. A Popload entrega o vocalista do Strokes bem, hã, à vontade nesse novo trabalho.

* TING TINGS – Demorou. Vídeo novo da agora “banda-de-gente-grande”, com lançamento mega nos EUA, re-edição de vídeos e tudo mais. O sétimo (!!!) single, a ser lançado no dia 23 de fevereiro, fica para a música “We Walk”, que também está no álbum We Started Nothing (rodando na net desde sempre, e nas lojas desde maio do ano passado). Dizem que o vídeo é dark. Não achei não. Para mim, Katie White quis mesmo é se inspirar naquele comercial com um outro White conhecido nosso. Dá uma comparada: qualquer semelhança não é mera coincidência.

* Seguinte. O publicador não está querendo me ajudar, sorry y’all! Assim que os problemas técnicos e a neve deixarem, eu volto. Ou não…

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , ,
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