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07/12/2009 - 11:33

Julian e o futebol brasileiro. O indie nacional na Casa Branca. Morfina, Jesus e outras “elevações”

* Pronto, agora que eu estou aparentemente livre dos remédios narcóticos, dá para escrever uma coisa ou outra sem achar que a tela do computador é realmente uma janela (e não “janela”) que eu tenho que atravessar. Morfina é para os fracos.

kurtjesus

A história recém-descoberta de que Jesus Cristo teria visitado no mundo antigo a Inglaterra e, mais especificamente, Glastonbury, a Jerusalém dos festivais de rock do mundo moderno, é sensacional por si só. Que ele teria utilizado lama para construir na cidade uma casa ou igreja é igualmente, digamos, revelador. E que por conta de tudo isso o figuraça Michael Eavis, o maluco que organiza o Glastonbury, esteja pensando para a histórica edição de 2010 escalar o grupo Jesus & Mary Chain tocando “Psychocandy”, seu seminal primeiro álbum, é algo para se dizer “Amém”. Já vai ter o U2 cantando “Gloria”, hit do seu cristianíssimo álbum “October”. E, não, nem vem, Kurt Cobain: por motivos que fogem desta dimensão não vai ter uma apresentação especial do Nirvana desempenhando a música “Jesus Don’t Want Me for a Sunbeam”

* SUPERMARÇO TRAZ MASSIVE ATTACK - Guarda seu 13º. Março de 2010, por algum motivo cósmico, virou o que a gente costumava ter em outubro/novembro: uma época de muitos shows internacionais. Parece que foi adicionada à lista do supermarço a grande banda inglesa Massive Attack, outrora de trip hop, que excursiona pela América do Sul no começo do ano que vem para promover seu novo álbum, “Heligoland”, a ser lançado em fevereiro. O CD terá convidados como Damon Albarn (Blur), a galera do TV on the Radio e, talvez…, Mike Patton.

Por enquanto, teria “escapado” apenas a data do show do Massive Attack em Santiago, no Chile: 2 de março. Vamos ver como a coisa anda.

Um desenho do supermarço de shows está assim rascunhado: Franz Ferdinand, Coldplay, Gossip, Guns n’ Roses, Bat for Lashes, Massive Attack. Se você estender para abril, dá para botar na conta U2 (talvez) e Popload Gig 3 (talvez).

* MELHORES DE 2009: THE XX - A especialíssima banda inglesa XX programou a linda “VCR” como seu próximo single, se é que isso ainda exista. “VCR”, como 98% da pequena obra do XX, é daquelas canções que ajudaram a inaugurar o conceito bizarro de indie-minimal, que imagino vai encher as caixas sonoras em 2010. Música calminha, simples até a medula, das que dão a impressão que até você que nunca encostou num instrumento pode tocar e cantar. Enfim, música para ouvir no quarto de luz apagada.

Tirando o blablá, essa “VCR” é de doer a alma. Nela o jogralzinho garota-garoto do XX funciona de modo absurdo. Ela falando que ele costumava ter respostas para tudo e que vendo as coisas em fita VCR ela achava que eles eram superstars. Ele desejando ir para o fundo do mar viver em outras companhias. Adoro a parte “We live half in the daytime/ We live half at Night”.
Poesia baratinha + som econômico cheio de barulhos eletrônicos simplórios + ela canta + ele canta = …

Parece filhos hipotéticos do pessoal do New Order/Joy Division ganhando tecladinhos e baixo de Natal.

E tem o lado B do single “VCR”, que vai ser a inédita “Insects”, que circulou por blogs ingleses semana passada.

* JULIAN CASABLANCAS: “STROKES MELHOR DA DÉCADA? NÃO É BEM ASSIM” – Entrevista com o “difícil” Julian Casablancas, à luz do disco solo e de sua primeira turnê longe dos amigos dos Strokes. Saiu no “Guardian”, há alguns dias. O jornalista meio chocado com a “agressividade leve e a incomunicabilidade” do Casablancas. “O que você gostaria que eu dissesse?” é o título do texto, para dar uma idéia. Julian não concorda que os Strokes foram um dos principais grupos da década. “Você não acha que sua banda devolveu a graça ao rock, deixou o rock ’sexy’ novamente?”, perguntou o Tim Jonze, conhecido jornalista inglês de música, editor do diário britânico. “O que eu acho é que os Strokes ajudaram a difundir o indie rock. É o que eu acredito que fizemos.”

* Essa é velha, já tinha visto uma vez, mas por alguma carga d’água não dei na Popload. Então, já que eu esbarrei nela, aqui está. Tem uma foto famosa do Julian Casablancas batendo bola em um sítio no Rio de Janeiro. O pai do Julian mora lá, O stroke tem até irmãozinho brasileiro. Logo a conexão é tão clara quanto a do “carioca” Fabrizio Moretti com o Brasil. Você vai ver na foto, o time do Julian, o terceiro de pé, estava invicto no Rancho Santo Antônio.

jcasablancas_06

* JOHNNY CASA BRANCA: O INDIE NACIONAL CHEGA… À CASA DO OBAMA – CSS? Bonde do Rolê? O mais longe que o indie nacional jamais pensou em alcançar aconteceu semana passada. A história é direta e reta. Líder de uma das bandas indies nacionais mais incríveis desta década, a formação portunhol Los Pirata, o guitarrista João Erbetta tocou na Casa Branca, famosa residência oficial do presidente dos EUA. Erbetta, Paco Garcia quando o Los Pirata exige a persona, residente atual do bombado bairro nova-iorquino do Brooklyn, foi um dos convidados para uma festa organizada pela Michelle Obama, a mulher do homem. Erbetta sugeriu a banda Yamomanem, de Washington DC, para acompanhá-lo. O “encomendado” era um repertório mais “jazzy”. Mas Erbetta, que tem discos solo de surf rock instrumental, acabou desempenhando seu prórpio som e mandando até “Tico-Tico no Fubá” para a primeira-dama, li no site da revista “Época”. Nice!

Detalhe: o pirata João Erbetta foi convidado para tocar de novo na Casa Branca na semana que vem. “Não sei se vai dar para ir de novo”, diz o guitarrista, desencanado da turma do Obama.
Será que uma hora dessas, para um festa menos careta, o Los Pirata toca na casa mais famosa do mundo?

* O Los Pirata faz dois shows no começo de janeiro em São Paulo, a princípio. Um no Sesc Santana (dia 7) e outro no CB (dia 8).

* O TWITTER E O MELHOR DA SEMANA (PASSADA) – Bom, como não rolou o post sexta, fica para hoje o que aconteceu de mais… mais… mais… “destacável”. Vai soar meio defasado, mas enfim, foi isso.

@narcisaoficial Odeio futebol, mas adoro copa! Copacabana PALACE

@pedrobeck Outro dia mandei sms p/ minha mae escrito “email” p/ ela olhar o email. ela me liga e diz “tem email seu no meu cel mas só ta escrito email”

@anabean Picolé de QUEIJO não é legal http://bit.ly/5OlId3

@vcunha UNFOLLOW FRIDAY: @realWbonner @paulosalimmaluf @luanapiovani @Boninho @Veja

@caioo Lombardi says: ‘leila, segura. nós vamos morrer’

@pedrobeck HAHAHAHA. Tão falando ai que o Twitter vai mudar o “What’s happening?” por “Who’s dead?” (via @jramanzini).

@guardianculture Arcade Fire to release new album in 2010 http://bit.ly/7mup71

@athosampaio Tatu obeso – O VÍDEO – http://bit.ly/7Lj64o

@spiceee Curto q jornais vinculem a piada de robin williams c/o histórico de drogas, como se precisasse estar drogado pra fazer piada c/o rio.

@marconil Não acredito em ETs. Acho difícil que outro planeta reuna as três condições indispensáveis à vida: luz, oxigênio e cerveja.

@MGoldschmidt Na globo o repórter pergunta: “o time começa como líder e perde de 4…”. Pô, vamos construir melhor a frase? “de 4″ é muita humilhação…

@disarm_ Amor é quando minha mãe faz café pro meu pai e toma um gole antes, pra ter certeza que está do gosto dele.

@FabioRex Eu queria uma vez fazer umas sungas com o logo “o câncer da prostata no alvo da moda” mas achei q não ia vender muito.

@MarcoBezzi AC/DC = Antes da Chuva/Depois da Chuva

@mautex RT @zimbinsky: AC/DC alert! Cuidado: nem tudo que tem cabelo comprido no show é mulher.

@rbressane O que me assusta é: por que a Folha prefere grafar ‘boceta’ a ‘buceta’? Boceta é caixa, segundo os lusos. Buceta é outra coisa

@MyHolger Ver a @luizamell dançando ao som de Holger foi algo inesperado!! #latipordentro

@portaldogeologo Executivos americanos apostam em retomada do mercado de carvão. E não, não é por causa do seu churrasco de fim de ano: http://bit.ly/71SJg1

@sergueirock Eu nunca morderia um animal para maltratá-lo… mas confesso que uma vez mordi a bunda de um holandês. Recomendo, people.

* POPLOAD E O REGGAE (!!!!) - Por que não? Nesta quarta-feira se apresenta na Clash Club (Barra Funda) a banda americana Easy Star All-Stars, aquele grupo famoso em fazer versões dub, ska e dancehall para álbuns clássicos do rock, tipo “OK Computer”, do Radiohead, e “The Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd. Até para os Beatles eles fizeram uma versão dancehall.

E a Popload sorteia dois pares de ingressos para o show do grupo nova-iorquino ESAS. Para concorrer, basta mandar sua solicitação nos comentários aí embaixo. Lá pelas 16h desta quarta eu aviso os ganhadores por email. Vai pro reggae?

* DISCO DO ANO -Vem no próximo post. Deu preguiça de elaborar. Também os últimos ganhadores do DVD do Primal Scream chega logo mais.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
24/11/2009 - 10:03

Os Garotas e as Homens

* Aumenta u som!

* Galera, está muita loucura a postagem dos comentários neste blog e tal. Resolvi botar ordem na casa e estabelecer umas regras. Falei? A partir de hoje tem que ser assim:

regras

* Hahaha. O mais importante está no fim. Os que estiverem de meia rosa estão proibidos de comentar neste blog, ok? Brincadeira, claro. Aqui é um lugar tão democrático, mas tão democrático, que até tentamos sortear ingressos para o show do Sting com o índio Raoni de “backing vocal”.

* WTF? U2 cotado para headline do Glastonbury 2010?
E, claro, cada coisa no seu lugar. E, claro, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Mas eu vejo aqui os eventos grandes e médios com um público bem pequeno e lá, tipo o Glastonbury 2010, esgotando quase 180 mil ingressos um ano antes de ocorrer e sem ninguém saber uma só atração que vai tocar. E eu fico pensando…

* Mano Brown na capa da “Rolling Stone” de dezembro? Racionais ficando, hum, mais “pop”? O que mais, 2009?

* CONTAGEM PARA O GOSSIP – Atração brasileira para dois ou três shows aqui em março de 2010, conforme já assopramos neste espaço há dias, a poderosa banda americana Gossip se apresentou no último final de semana em um programa da TV francesa. Beth Ditto ruiva, de vestido coladinho e berrando “I trust yooooooooou” como se a TV na França fosse encerrar suas transmissões para sempre. Já vi alguns shows do Gossip, estou mais ou menos acostumado com a performance-nunca-normal da Beth Ditto, mas tenho um pouco de medo do que pode acontecer aqui quando ela estiver gritando de calcinha e de sutiã em palcos brasileiros. Medo bom. E, claro, desde que o show seja em algum lugar bacana, óbvio, e não na, tipo, Chácara do Jockey. Mas, como ela mesmo diz, “it’s up to me and you to prove it”.

* AINDA O WALKMEN E A VEIA NO PESCOÇO DO HAMILTON - Pena que pouca gente viu no Rio de Janeiro e ninguém viu em SP (porque não teve aqui) o show da banda americana de indie-heart (haha) The Walkmen, neste último final de semana. Aconteceu no tal festival universitário da MTV (?!?!) que a emissora promoveu na Marina da Glória, exclusivamente para os cariocas. Dona de uma coleção incrível de músicas boas e intensas, o Walkmen conta na sua linha de frente com a performance-doação do artsy Hamilton Leithauser, que canta sempre no limite do infarto, parece.
Numa apresentação que eu vi da banda em Chicago, em 2006, naquele Pitchfork Festival, escrevi aqui sobre a veia saltada do pescoço de Hamilton, quando ele canta apaixonadamente suas canções. Botei até esta foto no blog, na época:

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Agora, no Rio, em 2009, não está diferente, não. Parece que, quando suas músicas chegam ao refrão, o pescoço dele vai explodir. Confira a bela “We’ve Been Had”, não ligue para a gritaria feminina, e veja logo no começo as movimentações para fora do corpo da veia do pescoço de Hamilton. Dá um pause por volta dos 28s, haha.

* OS GAROTAS – A banda masculina Girls, de San Francisco, passou pela ótima rádio KEXP, de Seattle, para uma session. O Girls interpretou a tocante “Laura”, com o filho-de-deus Chris Owens usando uns óculos escuros hippongo estiloso. É uma cannabis nos óculos dele?

* AS HOMENS - Banda performática do Brooklyn (de onde mais?) que era apenas um projetinho de DJs do Le Tigre já tem um tempo, a Men prepara o corpinho para fazer barulho mesmo em 2010, quando deve soltar um primeiro disco “para valer”. Formada pelas garotas JD Samson, que tem mais bigode que eu e você juntos, e Johanna Fateman, a Men até lembra o electropunk do Le Tigre, mas numa rotação mais devagar e com vocal mais, well, calmo.

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JD e Jo, as meninas do Men

Andaram excursionando com Gossip e Peaches. Nos shows venderam o EP abaixo, chamado “Limited Edition Demo”, que esgotou rapidinho e agora só existe para compra na Amazon e no iTunes.

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Tem o vídeo Brooklyn-loucurinha-artsy delas para a música “Credit Card Babe”. Ele é assim:

* UM CERTO FINAL DE SEMANA DE SHOWS – Vou voltar ao assunto mais um pouquinho, só porque a gente vive mesmo um mundo musical bizarro. Primeiro temos os dois principais festivais do país, com atrações internacionais grandes, sendo realizado na mesma cidade no mesmo dia. Logo depois, vemos uma banda como Killers com público abaixo da expectativa tocando para um povo no mar de lama, nosso “own private Glastonbury”. Enquanto isso, no Rio, e só no Rio, a MTV faz um “festival universitário”, por algum motivo, escala um grupo de show bacana como o Walkmen, não traz para São Paulo, e junta, segundo relato, nem 100 pessoas diante da atração. Antes de o show começar, não estava tããão vazio. Aí realizaram um sorteio de passagens aéreas e uns kits com Snickers (o chocolate). Por fim, anunciaram o vencedor de um concurso de banda que a MTV estava promovendo. Mas, logo após do resultado propagado, foi todo mundo embora, deixando o Walkmen sozinho fazendo um show bem particular para os poucos fãs na Marina da Glória. No dia seguinte, teve o Sting cantando com o índio Raoni no que sobrou da nada confortável Chácara do Jockey, que teve um cenário do tipo deste abaixo. Que novembro!

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Público vendo o Lenine em show do About Us, domingo, que teve o Sting como atração principal. Foto Flavio Moraes/Arena Foto

* NOVA YORK CONTRA O CRIME – Não é só de bandas novas (Brooklyn) que vive a mais famosa cidade do mundo.

24horas

* SUPERSUCKERS CANCELOU. ISSO SUCKS - A banda americana Supersuckers, atração do Goiânia Noise Festival e que faria shows em São Paulo, se enrolou com os vistos brasileiros e desencanou de vir ao país. Outra tentativa de trazer a “maior banda do mundo” está sendo feita, só que para 2010.

* INGRESSO AC/DC – PROMOÇÃO - Popload antecipa o Natal e descola para sorteio um valioso ingresso de PISTA para o show do AC/DC. Quem quiser tentar a sorte, o esquema desta vez é via comentários e email (lucio_ribeiro@ig.com.br, já consertado). Deixe o email certinho, porque o vencedor vai ficar sabendo quinta à noite que ganhou a entrada. Vem nessa. For those about to rock, Popload salutes you.

* PROMOÇÃO DVD DO PRIMAL SCREAM – Tinha anunciado uma vez, anuncio de novo. A nova empreitada carioca Coqueiro Verde Records, que tem um vasto e bizarro catálogo de discos e DVDs, está soltando nas lojas brasileiras agora em novembro o DVD “Riot City Blues Tour”, gravação de 2006 de show no Hammersmith Apollo, em Londres. O DVD traz ainda 13 vídeos dos hits da banda de Bobby Gillespie. Se você perdeu a banda no Planeta Terra, ou estava lá e quer ver de novo, esse show do Apollo é recomendadíssimo. E tem CINCO DVDs para sorteio aqui na Popload. Esquema: comentários. Vem.

* MEET MUPPETS – Bom, vou indo. Deixo para finalizar uma banda especial fazendo uma homenagem especial para um supergrupo, que voltou ao assunto neste final de 2009. Com vocês, The Muppets.

* Fui.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , ,
30/06/2009 - 08:03

Ferrou: Dandy Warhols quis a morte de Michael Jackson. Extra: como o Twitter vai salvar a música. Xi, Brasil: o indie e a gripe. Nheca: o indie e o cocô. E mais Jacko e o Glasto-tal. E o Blur me esperando

* Michael? MICHAEL?

* Correria, hein? Jacko e Glasto agitaram a nossa vida pop nos últimos dias. Obviamente mais o primeiro caso.

Camiseta-sucesso do Glastonbury deste ano. O astro Michael Jackson morria na sexta-feira enquanto o famoso festival britânico estava em plena atividade em seu primeiro dia. Histórica.

* No quesito “minha vida”, algo que está agitando também é uma gripe forte. Mas não é isso que você está pensando, não…

* Popload em Londres. Se tudo sair como o planejado, este blog será escrito nos próximos dias direto da capital inglesa, na companhia de uma galera como Blur, Friendly Fires, Franz Ferdinand, Passion Pit, Foals, Vampire Weekend e. Vamos ver o que rola.

* Estou indo, claro e especialmente, para o Blur no Hyde Park. Porque, você sabe, eu tenho uma parklife.

Não sou só eu. All the people. So many people.

* O “CASO FAITH NO MORE” - Muito ouriço sobre a vinda da turma do Mike Patton para estes lados. A Argentina começaria a vender os ingressos para seu show de outubro nesta segunda-feira, com absurda procura. Em Santiago, as 25 mil entradas já, a esta hora, devem estar esgotadas, tamanho o fuzuê chileno para ver a volta do grupo. Aqui no Brasil… Apesar do silêncio incômodo, a banda, sim, deve estar fechada para vir ao país. O tecladista Roddy Bottum disse que o Faith No More não tocar no Brasil é como se ele comesse seu próprio cocô. Que beleza. Falou “poo”, em inglês, mais infantil. Mas no fim dá na mesma. Vai, Brasil. Anuncia os caras.

* O INDIE E A GRIPE SUÍNA - Essa história é tragicamente boa. Já não basta a crise econômica para ficar atrapalhando os shows gringos futuros… A recente turnê do músico sueco Jens Lekman pela América do Sul (ele tocou em São Paulo, Santiago e Buenos Aires) rendeu ao cantor a “doença da moda”, a gripe H1N1, mais (erroneamente, dizem) conhecida como gripe suína. O coitado está de quarentena, diz. Não pode sair de casa. Está vendo o verão pela janela, disse em seu blog. Lekman sofreu, segundo seus relatos. A doença “pegou” quando ele estava retornando à Europa, num avião da Air France. Tremedeira e alucinações causadas pela febre, que apertou sob o Atlântico. Pediu ajuda a bordo e a delicadeza francesa solicitou que ele esperasse o avião aterrissar. Começou a sofrer “segregação” no vôo, por parte dos passageiros sentados próximos a ele. Foi ao banheiro “se isolar” e desmaiou no vaso. Ele não vai esquecer mais os shows que fez por aqui.

* EXTRA! DANDY WARHOLS QUIS A MORTE DE MICHAEL JACKSON (E, MAIS, A RELAÇÃO DE JACKO COM O INDIE) - Simples assim. A banda de Portland, que já teve sua glória indie e cujo líder tem o descolado nome Courtney Taylor-Taylor, botou em letra de música em 2003 que esperava a morte do astro pop. Tudo por causa dos Beatles. É assim:

Na letra de “Welcome to the Monkey House”, faixa que abre o CD de mesmo nome e que na sequência tem a incrível “We Used to Be Friends”, Taylor-Taylor canta o seguinte:

“When Michael Jackson dies we’re covering Blackbird”.

Michael na época era dono do espólio dos Beatles e tudo o que ligasse o grupo de Lennon & McCartney tinha que ter sua aprovação. E o Dandy Warhols queria fazer uma cover de “Blackbird”. Para isso, precisava que Michael Jackson morresse. Entendeu? Hahaha.

Na letra, Taylor ainda tira uma onda do fato de que o DW fazer uma cover de tal música não seria absurdo, nem considerada cover. Porque quase ninguém conhece “Blackbird” ou sabe que é música dos Beatles. A não ser que alguém no rádio fale isso antes de tocar a canção. Taylor zoando geral.

No fim, óóóbvio, a prometida cover dos Beatles há seis anos foi cobrada agora pelos fãs, via internet, NO DIA SEGUINTE DA MORTE DO MJ. Agora vão ter que fazer, hahaha. E botar nas rádios como “música do Dandy Warhols”, porque ninguém vai reconhecer.

No site oficial da banda já tem uma resposta a isso:

“Hey. Since the tragic news of Mr. Jackson’s passing yesterday, we here at the website have been besieged with requests of the status of The Dandys’ cover of The Beatles’ “Blackbird”, as foretold, and some would say, fore-promised (that’s probably not a word), in the title track of our 2003 album Welcome To The Monkey House.
“Please note that this was not an anticipated event and we had no cover of “Blackbird” all rearin’ to go. I mean, how could we? With both Courtney and Fathead currently out of town we cannot say when we will be able to get to this cover of “Blackbird”, but we will, as soon as we are all together and able, since we have come to find that it means so much to a lot of you.”
Genial.

* Ainda neste post, “Jacko e o indie”.

* GLASTONBURY 2009 - O consenso é que o famoso festival lamacento britânico foi “morno” nesta edição. Aham… Acho que, desta vez, só uns 100 shows foram legais, dos 1200 que tiveram. Haha, inglês tem uma outra medida para as coisas. Blur fechando o show com “Universal”, a zoeira indie de La Roux e Micachu, Franz Ferdinand mandando “No You Girls” e Kapranos falando para a multidão “Sometimes I say stupid things because I never wonder how the girl feels. How the girl feels. How the girl feels…”, Dizzee Rascal mandando “Stand Up Tall” e “Bonkers” na sequência no áudio com o público mais louco que eu ouvi (Radio One) desde Chemical Brothers fazendo “Hey Boy Hey Girl” tipo 2000, Neil Young e Paul McCartney cantando juntos “A Day in the Life”, dos Beatles. Esse foi o “Glastonbury chato”, de longe o festival mais fácil, graças à “modernidade”, de ser ouvido e visto sem ter que sair de casa da história. Já falo mais sobre isso.


O Glastonbury sempre deixa a fazenda com esse visual as segundas de manhã… (Foto: foodbymark)


…E geralmente deixa assim quem o acompanha durante todo o final de semana. Ou pelo menos quem tenta acompanhar. (Foto: Crouch24/7)

Mal termina a edição do festival e muita gente já fica tensa, projetando e querendo saber quais bandas vão tocar no Glastonbury do ano seguinte. A crítica especializada corre sempre atrás, querendo saber quais serão as bandas headline e, principalmente, quais bandas novas aparecerão nos palcos alternativos para que sejam criados novos hypes. Enfim, é grande o número de pessoas que considera o Glastonbury o “maior e mais importante festival de música do mundo”. Só que essa máxima de festival mais importante para a música, segundo o Alex Kapranos, não precisa ser necessariamente levada em conta, após uma das frases mais comentadas do último final de semana, falada por ele à BBC. “Você não precisa assistir aos shows para se divertir em Glastonbury. Música aqui é segundo plano”.


É só falar em Glastonbury que aparece a chuva/lama. Mas várias pessoas “don’t give a fuck” para detalhes pequenos como esse. (Foto: Julian Lawson)


Uma das grandes preocupações da organização do evento foi com a gripe suína. Seis pessoas com suspeita, entre as 175 mil que acompanharam o festival, tiveram que se retirar do festival. (Foto: Gigwise)

* Você não está sozinho, Jens. A onda da gripe suína andou preocupando a organização do festival. No começo da semana passada, até andou se falando em um possível adiamento do evento. De acordo com dados prévios do domingo, último dia do festival, seis pessoas foram atendidas e isoladas com suspeita de terem sido infectadas pelo vírus, sendo quatro homens (dois do País de Gales e dois da Escócia), uma garota (escocesa) e uma criança, que estava com sua família. Todos, após medicados e isolados, precisaram deixar o festival.


Quando se pensa em Glastonbury, todo ano o Franz Ferdinand é sempre citado (antes) como banda a ser escalada e (após) como um dos shows mais comentados do festival. (Foto: BBC)


Parece o Horrors, mas é o Klaxons, que apareceu em show-surpresa, fazendo referências a filmes Tim Burton, trajados como personagens de “Beetlejuice”, “Edward Mãos de Tesoura” e “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”. Mas o detalhe principal: tocaram só as “velhas”. Apenas duas músicas novas do álbum que deve ser lançado em… em… 2010. Então, Klaxons? A new rave já…(Foto: BBC)

Outro assunto “off” que tomou conta do Glastonbury, lógico, foi a morte de Jacko, que morreu um dia antes do início oficial do evento, assim como aconteceu com outra lenda, Jimi Hendrix, que tombou 24 horas antes da primeira edição do festival. As bad girls supercomentadas Lily Allen e Lady GaGa fizeram discursos sobre o fato. O Neil Young entrou no palco tocando o clássico “Hey Hey, My My” dizendo que “o Rei se foi, mas nunca será esquecido”, enquanto fazia uma pose com o punho levantado. Mas quem teve a manha mesmo foi a louquinha Karen O., do Yeah Yeah Yeah’s. Antes de tocar “Maps”, um dos hits da banda, ela disse que “gostaria de dedicar esta música a Michael Jackson. E também a todas as mamães aqui presentes…” What?


A lenda Neil Young chegou, fez pose de Michael Jackson e saiu do Glastonbury como umas das apresentações memoráveis da história do evento. (Foto: NME)


Provavelmente o show mais aguardado do evento, Damon Albarn apareceu com seu Blur para encerrar a edição 2009 do Glastonbury. (Foto: Getty Images)

* QUEM OUSA PARAR O HYPE DO PHOENIX? SEUS FÃS! - Está virando polêmica interessante essa bombação atual em torno da “cinematográfica” banda francesa Phoenix, capitaneada pelo velho conhecido Thomas Mars, pai da filha da diretora Sofia Coppola. Ao mesmo tempo que os franceses experimentam uma bombação “nível Coldplay” na cena americana (o termo não é meu), fãs indies dos caras estão o-di-an-do o novo CD do grupo, “Wolfgang Amadeus Phoenix”, o de “pop classique”. A afirmação é a de que nenhuma música nova seria boa o suficiente para, por exemplo, fazer parte do disco “Alphabetical”, de 2004. Hahaha.

Mas o fato é que o Phoenix segue aparecendo bem nos EUA. Os shows estão loucura. Eles se despediram dos palcos americanos (momentaneamente) domingo passado, quando tocaram com ingressos esgotados em Los Angeles. Em Nova York, como a Popload reportou, o Phoenix causou sensação. O gás “americano” foi tanto que um dos integrantes tombou doente, por causa de estafa. Hahaha. Integrante do Phoenix com estafa é demais. Coitado, justo agora que a banda, a partir de quinta agora e a partir de Calais, na França, vai dar a volta ao mundo e só vai parar de tocar em dezembro.

Em abril, eles se apresentaram no “Saturday Night Live”. No mês passado, tocaram para milhões via programa do David Letterman. Só na semana passada, a banda teve música na trilha de seriado americano e de programa da MTV. E, para completar, tocaram no programa do Jimmy Kimmel para outros milhões. A performance, esta aí embaixo, foi para a fofa “Lisztomania”, o hit atual. Veja.

* JACKO E O INDIE - Tirando a história do Dandy Warhols “desejando” a morte do Michael Jackson, o indie já cruzou o caminho do Rei do Pop em outros momentos marcantes. Alguns deles (me ajuda se tiver outros):

- A grande revolução do rock nos anos 90 contou com uma “participação especial” do nosso amigo Michael Jackson. O monumental “Nevermind”, segundo álbum do Nirvana, foi lançado em setembro de 1991, ali no submundo do indie. O terremoto causado por Kurt Cobain, o rock sujinho e “Smells Like Teen Spirit” começou a tremer tudo e aumentar de intensidade até que, em janeiro de 1992, o mundo mudou. O “Nevermind” chegou ao primeiro lugar da “Billboard”, desbancando do topo adivinha quem? Michael Jackson e seu álbum “Dangerous”.

- No Brit Awards de 1996, o gênio Jarvis Cocker, do Pulp, simplesmente invadiu o palco enquanto Jacko se apresentava, fazendo pose de Jesus Cristo e rodeado por criancinhas. A intenção de Jarvis – que pouco tempo atrás disse ter se arrependido – era a de protestar contra o comportamento do Rei do Pop e como a mídia o tratava, como um semi-Deus. Isso foi na época em que Michael Jackson estava sendo acusado dos primeiros supostos crimes de pedofilia.
Jarvis subiu ao palco correndo e mostrou a barriga. Logo em seguida, foi abordado pelos seguranças. Na época até falaram que três crianças que participavam da apresentação sofreram ferimentos causados pelo Jarvis, mas isso depois foi desmentido.
A repercussão foi gigante, ganhou destaque na mídia e muita gente deu opinião. Uma das mais célebres foi a do Noel Gallagher. “Jarvis é totalmente inocente. Ele é uma estrela. Tudo que ele fez foi subir ao palco e mostrar a barriga, mas na Inglaterra as pessoas acharam isso algo chocante. Não é algo como ele chegar no palco e acertar a cabeça do Michael com um taco de baseball. Para Michael Jackson vir até este país depois de tudo o que vem acontecendo, e vocês sabem do que estou falando, vestindo uma manta branca e levantando a mão pensando que é o novo Messias, alguma coisa está acontecendo. Quem ele pensa que é? Eu?”

Algumas covers indies para músicas arrasa-quarteirões de Michael Jackson também são conhecidas. Tem desde o Chris Cornell (ex-Soundgarden) e o fofo Belle & Sebastian interpretando “Billie Jean” até Fall Out Boy (indie?) e Neil Finn “fazendo o Michael” cada qual a seu modo. Inclui-se na lista o Ian Brown (ex-Stone Roses), que botou duas covers de Jacko em CD: “Thriller” e, óbvio, “Billie Jean”. Dois players para você:

* THE WAY WE LIVE NOW – Esta deve virar uma coluna fixa aqui na Popload, para falarmos do mundo de hoje e dessa coisa da modernidade, hahaha. O título (foi mal que deixei em inglês mesmo, mas fuck it) é uma homenagem a uma saborosa seção do “New York Times”. Comecei no último post, como “O mundo e a modernidade”. Acaba que…

- O técnico mais caro do Brasil, Wanderley Luxemburgo, R$ 550 mil mensais e mais “valioso” que o Muricy e o treinador da seleção brasileira, foi demitido do Palmeiras. Bomba na grande imprensa? Nada. O próprio Luxa postou a notícia no blog dele e no Twitter. Foi aquela bola de neve de informação na noite de sexta. A TV deu muitas horas depois. Os jornais deram muitas horas depois. O papo rendeu discussão velha mídia x nova mídia, de novo. No Twitter, óbvio. O caso me lembrou de certa forma a história TMZ-Michael Jackson. Até alguns veículos online demoraram a dar a notícia, porque queriam checar a informação, embora tal informação tenha sido dada pelo próprio envolvido. Tempos confusos. Não para nós.

- O diário inglês “Guardian”, talvez o mais bacana jornal do mundo, criou um tópico especial para sua cobertura do festival Glastonbury, que aconteceu na Inglaterra no último final de semana. Debaixo de toda resenha do show tinha um resumo chamado “In a Tweet”: 140 toques explicando de modo direto qual foi a do show analisado. E a luxuosa versão online do jornal botou todos os seus jornalistas twittando direto do festival.

- Esta é enviada pelo poploader candango Eduardo Palandi, gênio: “Minha contribuição para o “the way we live now”: pizza. A tecnologia está revolucionando o processo de pedir uma pizza: a Domino’s inventou um rastreador de pedidos que é surreal, porque rola um lance-a-lance na internet ou por SMS, desde o momento em que você fecha a compra até a entrega, passando pela montagem, pelo forno e pelo empacotamento. Com uma certa “narração” dos lances que até identifica os funcionários, tipo “Mike levou a pizza ao forno” ou “Tom saiu com ela para entrega”.
- “Mas não é só isso”, continua Palandi. “Tem a moda das pizzarias no Twitter. A primeira foi a NakedPizza, de Nova Orleans, que trocou a veiculação de seus telefones nos veículos de entrega e na placa do lado de fora da loja pela divulgação do endereço do microblog. E ganhou mais de 5 mil seguidores em três meses. Depois disso, a Pizza Hut começou a explorar as possibilidades do Twitter, chegando a colocar, no “New York Times”, um anúncio de “procura-se twitteiro de verão”, para “narrar, em 140 caracteres ou menos, o que rola na Pizza Hut”. Por aqui, a Uma Pizza, de Florianópolis (@umapizza), está entrando na onda, aceitando pedidos por MSN, Skype ou por aquela geringonça das antigas que chamamos de telefone. E, se você mencionar um código divulgado apenas no Twitter da pizzaria, e que muda a cada dia da promoção, ganha 10% de desconto.”

- Na noite de terça veio o aviso: “Hoje, pizza em dobro. Peça o regulamento pelo msn (umapizza@hotmail.com) ou ligue e se informe (48) 3028-xxxx. Palandi exclama: “Peça o regulamento pelo MSN? Cacete!!”

- Por último, mas não menos importante, aliás uma das coisas mais importantes que eu soube em anos (hahaha, adoro frases assim), e que vai ser bem esmiuçada em próximos posts, é que… veja bem… O TWITTER VAI SALVAR A MÚSICA. Vou resumir. Depois explico melhor.

A Amanda Palmer, uma integrante pequena de uma banda pequena de um cena pequena, que era cantora-pianista do grupo The Dresden Dolls, está encontrando A REVOLUÇÃO do indie! Ela revelou que ganhou recentemente U$ 19 mil dólares no Twitter. Em 10 horas. Ela fez uma campanha no Twitter para quem estivesse de bobeira numa sexta-feira à noite, como ela. Ofereceu camisetas. Vendeu todas. Ofereceu um show exclusivo aos seguidores dela na rede social. Vendeu centenas de ingressos. Tudo pelo twitter. Depois fez um pequeno leilão com trecos assinados por ela. Faturou US$ 19 mil. Seus mini-posts em 140 toques foram retwittados, ganharam tradução em várias linguas, repercutiram em blogs etc.
Palmer diz que não faturou 1% disso vendendo seus discos solo. Ela afirma que está pensando seriamente em abrir um site chamado “Huge State of the Music Industry and How Everything Is Going to Have to Change”. Vamos supor que uma artista tão pequena como a grande Amanda Palmer tenha, sei lá, apenas 30 mil fãs. Enquanto o Metallica tenha, sei lá, 30 milhões. 1) A Amanda Palmer em 10 horas ganhou US$ 19 mil com uma simples twittada. 2) Imagina quando artistas grandes descobrirem o Twitter. Voltaremos ao assunto.

* Bom, chega. Agora, se nada der errado, o próximo post será “obrado” da Inglaterra. Óbvio, vai rolar um sorteio “presente de viagem”, relativo ao show do Blur no Hyde Park e outras coisas pop que eu descolar em Londres. Então, pode ir se manifestando nos comentários, porque a concorrência começa aqui. E, lembre-se. Ainda não está resolvido o “problema dos comentários engolidos”. Então tente postar só palavras. Evite links e outros efeitos. Beleza?

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
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