Friendly Fires | Popload
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29/08/2011 - 14:17

Muse, Warpaint, Friendly Fires, Interpol. O último dia do Reading Festival, contado em fotos e vídeos

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Último dia de Reading com muitas atrações que o Brasil verá em breve. O Interpol fez seu show “correto” na arena principal. As meninas fofas do Warpaint fizeram show aclamado na tenda NME/Radio One. Ed Macfarlane disse que o Friendly Fires quer ser o novo Primal Scream. Mike Skinner vai terminar os trabalhos com o The Streets para se dedicar à carreira de ator. Já o Muse fechou toda a programação com o show meio épico meio exagerado de sempre, tocando na íntegra o ótimo álbum “Origin Of Symmetry”. Os vídeos e as fotos contam um pouco mais.

Tomada aérea da arena de Reading lotada para o último dia de festival

Tá achando que se divertir na lama é peculiaridade apenas do Glastonbury?

Ed Macfarlane, do Friendly Fires, resolveu mostrar seu gingado para o público bem de perto

O fofo grupo Warpaint, que vem ao Brasil abrilhantar o Popload Gig 8 em outubro, faz seu show hipnótico de sempre em uma das tendas no Reading

O Interpol, também com passagens reservadas para o Brasil, se apresentou na arena principal

O The Streets, de Mike Skinner, fez seu último show na história em festivais. Em 2012, ele pretende seguir carreira como ator. “Preciso fazer outras coisas. Estou ficando velho”, avisou Mike, no palco

O Muse encerrou o Reading 2011 com seu show apoteótico e tocou o “Origin Of Symmetry” na íntegra

Notas relacionadas:

  1. U2/Muse em Santiago: setlist, fotos, vídeos e afins
  2. #LollaPopload – OH MY! Fresno meets Friendly Fires
  3. Reading Festival começa já, já. E terá “os nossos” Strokes, Interpol, Liam Gallagher, Metronomy, Warpaint e mais uns 120 outros. Ah, o Nirvana toca no domingo
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
07/08/2011 - 12:45

Lollapalooza USA, Dia 2 – Sábado estranho: O Cee-Lo Green foi Lady Gaga, o Friendly Fires foi U2 + Coldplay e o Eminem foi “adulto”

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* Here we go. Magic.

* O sábado do Lollapalooza foi tão, digamos, “morno”, que todo o line-up do dia foi ofuscado pela expectativa do show que o Foo Fighters ia fazer FORA do festival. Não muito longe dali, mas não ali. No clube Metro, a banda de Dave Grohl, grande atração deste domingo no encerramento do Lolla 20 anos, armou um aquecimento extra-festival. Um “aquecimentozinho” de três horas de show épico com ingressos esgotados em segundos, segundo informam. O FF realizou no Metro um desses “shows do disco”, tocando na íntegra o álbum novo “Wasting Light”. Mas não só: “We’re going to do the whole new record and then a bunch of old shit”, avisou Dave Grohl antes da pancadaria começar.

Mas, para não falar do segundo dia do Lollapalooza com um show FORA do Lollapalooza, dedicaremos um outro post para a apresentação extra do Foo Fighters no Metro. Sobre o Lolla em si, ali no “cercadinho” para 100 mil pessoas do Grant Park, o sabadão do festival teve mais ou menos o seguinte:

Parece que o Eminem fez um showzão, mas parece também que nem era o Eminem no palco, segundo relatos. O cara passou por um rehab forte nos últimos tempos e estava tão aéreo no Lollapalooza que nem parecia “The Real Slim Shady”. Foi tipo um show “adulto” do Eminem, se você consegue imaginar isso. E o caminhao de hits dele estava lá, então a platéia que curte saiu extremamente satisfeita.

O show do dia foi unânime, pelo que eu li e ouvi: Friendly Fires. Isso porque a banda britânica tocou tipo 2 da tarde. Os americanos pela primeira vez prestaram boa atenção em como o FF é bom, vibrante ao vivo, cheio de músicas bacanas. Piraram, óbvio, com a dancinha cool do Ed Macfarlane. “Dança da cobra misturada a variações de boogaloo, shake, shimmy e spazz-matazz”, vi um jornalista local definir. No embalo, compararam o Friendly Fires com U2 fase vintage, Coldplay e Muse, se é que qualquer dessas comparações fazem sentido. Em resumo: mesmo ali no comecinho do dia, com “apenas” umas 60 mil pessoas circulando no festival ainda, o Friendly Fires magnético botou o Lollapalooza para dançar.

Outro destaque, desta vez negativo, foi o show chato e sonolento do Cee-Lo Green, sempre ruim para ser escalado em festivalzão aberto. O Brasil deu sorte com o cancelamento dele no festival do Anhembi, em junho, ouso a dizer. Tudo bem que o Cee-Lo estava vestido de Lady Gaga, mas ainda assim o melhor momento da apresentação ser quando ele canta uma cover de Violent Femmes é muito pouco para o nome que ele tem.

Sobre o show do Death from Above 1979 e seu indie-eletrônico terrorista, esse eu vi inteiro, via Youtube. A dupla canadense bizarra, em que baterista canta e o parceiro usa o baixo como se fosse um guitar hero, não traz mais o frescor espetacular de sete anos atrás, mas ainda impõe algum respeito com um barulho dos diabos. O show de ontem no Lolla foi melhor, me pareceu, do que o que fizeram no Coachella em abril, quando voltaram de um “tempo” de cinco anos sem tocar. Um dos grandes momentos do festival até agora: quando o baterista Sebastian Granger primeiro desceu da bateria, depois do palco e foi dar seus berros insanos abraçado à rebolante tiazinha que fica no canto do palco “interpretando” o show para os que têm dificuldade de audição. Dizem que em certa hora parte da mulherada começou a arrancar a camiseta diante do palco. Isso o Youtube não mostrou.

Do que eu pude pescar, de resto, o show do Drums foi a festinha de sempre, a Lykke Li toda de preto foi um refresco cool para os olhos e ouvidos com seu pop dance sueco e o Ween foi o retardado de sempre, às vezes assumindo um Frank Zappa no palco, outras fazendo parecer que era um show do Austin Powers. Indiferente nunca dá para ficar diante de um show do Ween.

Para explicar mais um pouco sobre o segundo dia do Lollapalooza, a gente tem…

******** AS FOTOS

Um modo mais rádipo de sair de lá do fundo e chegar perto do palco

Palco principal para quê? Desde as primeiras horas do dia, a tenda eletrônica já fica bombada em Chicago

Garota mostra o rebolado, a ginga e o equilíbrio da mulher americana

Fã do Eminem declara todo seu amor e carinho pelo rapper-problema

Galera do Beirut enfrentou sol e chuva com sua música-fofura

Ed Macfarlane, do Friendy Fires, não se contentou em ficar apenas no palco e foi fazer sua dancinha boogaloo no meio da galera insana

Cee-Lo apareceu com um figurino de fazer inveja à Lady Gaga e fez show morno, assim como no Coachella. A Time Out local perguntou: “por que ele quer que os EUA o odeie?”

Perry Farrell, fundador do Lolla, do festival, se apresentou na tenda eletrônica com seu projeto PerryEtty vs Chris Cox

O sempre perturbado e agora “clean” (dizem) Eminem encheu de hits o encerramento do segundo dia Lollapalooza

Não muito longe dali, um tal de Foo Fighters tocou para 1.100 loucos no Metro, na “pós-festa” do Lolla. Coisa fina

******** OS VÍDEOS

* Fotos: Time Out, Spin, NBC, Chicago Tribune e Billboard

Notas relacionadas:

  1. LOLLAPALOOZA DIA 1 – Lady Gaga vs. Strokes – Fotos, Vídeos, Twitter
  2. Um áudio aí: Friendly Fires. Tocando Lady Gaga. Só isso.
  3. #LollaPopload – OH MY! Fresno meets Friendly Fires
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
07/08/2011 - 00:35

#LollaPopload – OH MY! Fresno meets Friendly Fires

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Um dos shows mais comentados do sábado no Lolla foi o do sempre explosivo Friendly Fires, show este que deve desembarcar no Brasil no primeiro semestre de 2012.

E não é que o trio inglês despertou a atenção do Lucas Silveira, vocalista do Fresno? Ele até postou um vídeo curto “estou-aqui-Brasil” da bagunça ótima que é o show dos caras, justo no momento que o insano vocalista Ed Macfarlane resolveu ir para o meio da galera.

Notas relacionadas:

  1. A rave anos 80 do Friendly Fires
  2. O White Lies, o Friendly Fires e o Glastonbury
  3. Um áudio aí: Friendly Fires. Tocando Lady Gaga. Só isso.
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
21/07/2011 - 15:32

Um áudio aí: Friendly Fires. Tocando Lady Gaga. Só isso.

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O grupo britânico Friendly Fires, nosso trio indie-dance favorito faz tempo, esteve hoje no famoso “Live Lounge” da BBC Radio 1, onde tocaram duas canções ao vivo: “Hawaiian Air”, single mais recente do FF, e “The Edge of Glory”, cover da… Lady Gaga.

A banda, uma das mais concorridas nos festivais de verão da Europa, incrível show no Benicassim 2011 (foto acima) e no Popload Gig de 2009, atração master do próximo Reading Festival, mandou muito bem. Só ficaria melhor se desse para ver o Ed rebolando a música com uma camisa florida. Ouve isso.

Notas relacionadas:

  1. Let’s f**king dance! The Rapture semana que vem em SP. Popload Gig 1 semana que vem em SP. Popload Gig 2 com Friendly Fires em agosto. Mais: o Grizzly Bear e os pôsteres de shows que todo clube devia fazer (versão final)
  2. Outro super segundo semestre? Friendly Fires e Vaccines puxam fila de atrações do Planeta Terra
  3. A rave anos 80 do Friendly Fires
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
26/06/2011 - 11:41

Glastonbury 2011 – Sábado. O dia em que…

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…O Pulp fez seu “show surpresa”, levou os britânicos às lágrimas e, como disse a fofa Rosie Wash, do “Guardian”, incrivelmente estão melhor ao vivo agora, velhos e muito distantes da época áurea do britpop (anos 90). Vamos ver o que os vídeos que acharmos têm a dizer. Óbvio, um dos momentos mais incríveis do Glasto 2011 já eleitos foi o encerramento com o superhit indie “Common People”, que tem toda uma história forte neste festival. Foi depois que a banda tocou ela pela primeira vez, no Glastonbury de 1995, que de imediato começou a comoção de um país todo em torno de uma música só na história do pop britânico. Nada muito importante, haha… O Jarvis Cocker falou ontem, durante o show. “Thanks, Glastonbury. Depois daquele nosso show aqui em 1995 parece que fomos lançados numa estranha viagem em órbita da Terra e acabamos de voltar ao planeta para estar aqui hoje, tocando de novo.
…O Coldplay fez seu famoso show bonito/chato-para-cacete, coloridíssimo, “melhor que o morno do U2″ segundo falaram e que nós brasileiros pudemos ver inteirinho (quem conseguiu) ao vivo pela TV, em HD (Multishow HD). E que, melhor de tudo, nos tirou da obrigação de vê-los no Rock in Rio. :) Coldplay 2011 – check!
…O Horrors finalmente ressurgiu das cinzas, mostrou o cabelo novo do Farris e fez a tenda do John Peel Stage balançar tocando muito do seu novo disco, “Skying”, que diferentemente do que falam todas as bandas quando lançam um disco novo é tido pelo Horrors como “um disco muito melhor do que tudo o que fizemos no passado”.
…Ainda estou apurando, mas parece que o show do Noah and the Whale foi considerado por muita gente o melhor do festival.
…O dos australianos hippies do Tame Impala também.
…O do Kills também.
…O do Fleet Foxes definitivamente talvez não tenha sido. O do ratinho reggaeiro Rastamouse parece que foi bom, mas como foi no palco de crianças talvez não tenha sido visto pela maioria das 200 mil pessoas que circulam pelo Glasto neste ano. Talvez.
…O show do delicado James Blake, segundo reports, foi inacreditável. Aconteceu logo após a “surpresa” do Pulp, que deixou a galera do palco The Park num elevado estado emocional. Mas aí o Blake botou uma multidão imensa para ficar caladinha para ouvir seu slow pop todo trabalhadinho no silêncio (ui!).
…Parece ter virado oficial: Neste Glastonbury 2011 o Friendly Fires se transformou no novo Chemical Brothers.
…Eu chego agora para você e digo: esquece tuuuuuudo o que eu escrevi acima e me ajuda a juntar informações que comprovem o que parece ser a mais pura verdade tirada do festival neste ano. Que a banda nova mais incrível e o show mais transcendental deste ano, a história vai contar, foi de um grupo chamado… Totally Enormous Extinct Dinosaurs.

******************* FOTOS
Todas as imagens abaixo são da “NME” e de sua rede.

Glastonburyyyyyy, Uhuuuuuuuuuu!

Jarvis Cocker no show do Pulp. Quem mais…

Alá o Chris Martin achando que está tocando na Party Intima, quando o JP faz chover papel colorido picado na gente

O palco do “show surpresa” do Pulp, o mesmo utilizado no “show surpresa” do Radiohead de sexta

Hey, ladieeeeees!

Noah, do Noah and The Whale, da música “Tonight’s the Kind of Night”, sabe qual?

A incrível Alison Mosshart, a parte mulher do Kills, se entrega como se não houvesse show no Brasil “amanhã”

Awnnnnnnnnnnnnnnnnn!

Alá o Yuck tocando para uma multidão no palco John Peel, no Glasto, depois de ter tocado em São Paulo terça passada. Com certeza o show daqui foi mais, hum, “quente”

O conceito roqueiro “Essas botas foram feitas para andar” sofre uma pequena reinterpretação em festivais como o Glastonbury

************************* VÍDEOS
O incrível vídeo da incrível “Yellow” na incrível atmosfera do Glastonbury. O maravilhoso The Kills. O Pulp visto como você estivesse ali, no meio da galera, cantando “Disco 2000″. A vida continuando para o Noah and the Whale. Chemical Brothers fazendo a Terra se mexer (vc não sentiu uma tremidinha, ontem?). A batucada fantástica do Friendly Fires e a camisa do Ed Macfarlane. Tudo vídeo lindo.
.

Notas relacionadas:

  1. Glastonbury 2011 – Show do Two Door Cinema Club foi brilhante
  2. Glastonbury 2011. Rastamouse chegando para seu show
  3. Glastonbury 2011. Mais fotos
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
25/06/2011 - 18:17

O White Lies, o Friendly Fires e o Glastonbury

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Entrevistinha bacana do Jack (White Lies), Ed e Jack Savidge (Friendly Fires) para o bamba Steve Lamacq no estúdio montado pela BBC em Glastonbury. Eles jogaram conversa fora sobre o festival e afins.

Notas relacionadas:

  1. Girls and boys: a triunfal volta do Blur. Londres está “swinging”. O sambão do Friendly Fires na Popload Gig 2. Michael Jax e o incrível caso da capa da “Q”. Franzzzzz, Fred Perry, prêmios f*d*. Que mais, hein…
  2. Outro super segundo semestre? Friendly Fires e Vaccines puxam fila de atrações do Planeta Terra
  3. A rave anos 80 do Friendly Fires
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
22/06/2011 - 15:26

Popload nos festivais de verão da Europa. Hoje: Southside (Alemanha)

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A Popload inicia nesta semana uma fase de cobertura especial de grandes festivais europeus. Seja de corpo presente, seja monitorando leitores-colaboradores lá na Europa, em ação conjunta com o blog. Da minha parte, eu parto (hihi) segunda-feira próxima para Londres, se nada fugir do programado. A partir de quinta-feira, na capital inglesa, começa uma temporada de shows diários que incluem Arcade Fire no Hyde Park (mais Vaccines, Beirut, Mumford & Sons e Owen Pallett), Flaming Lips tocando o lendário álbum “Soft Bulletin” na íntegra (mais Dinosaur Jr tocando o disco “Bug” e o Deerhunter tocando o “Milk Man”), Foo Fighters nos megashows do Milton Keynes Bowl (mais Biffy Clyro, Death Cab for Cutie e Tame Impala) e o Pulp no Wireless Festival (com TV on the Radio, Cut Copy, Metronomy, Foals, Horrors, Naked & Famous). Outro destino praticamente certo deste blog é o festival de Benicassim, em julho, na Espanha (Mais Arcade Fire. E Strokes, Arctic Monkeys, Primal Scream tocando o Screamadelica).

* Este blog também está armando uma rede de correspondentes “europeus” para nos enviar o clima, fotos, vídeos e pequenas resenhas. Se você vai para algum festival europeu e quer colaborar com a Popload, entre em contato no lucio@uol.com.br.

* Hoje damos a largada na cobertura dos festivais de verão (e primavera, ainda) 2011. A leitora Isadora Goes cobriu para nós o Southside Festival, na Alemanha, no último final de semana. Confira. Todas as fotos são da Isadora.

Local: próximo a Tuttlingen, no sul da Alemanha, lado oeste.
Line up: Foo Fighters, Arcade Fire, The Chemical Brothers, Portishead, Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs, My Chemical Romance, The Hives, Suede, Kasabian, The Subways, Gogol Bordello, Two Door Cinema Club, The Kills, Lykke Li, Glasvegas, Friendly Fires, Darwin Deez, Warpaint, The Vaccines, Tame Impala, Miles Kane, Hercules and Love Affair entre outros.

Por Isadora Goes, especial para a Popload.
O Southside, que aconteceu no último fim de semana no sul da Alemanha, é festival irmão do mais antigo e reconhecido Hurricane. Chuva e lama típicas de primavera européia (como ressaltou Win Butler, “nice summer weather”), aspectos audiovisuais dignos da perfeição alemã e público endoidecido digno de festival europeu. Eclética, a escalação apetitosa mesmo em termos europeus foi comparada ao dinossauro Isle of Wight pelo humilde público alemão. De hypes como Two Door Cinema Club (foto abaixo) e The Vaccines a mais experientes como Incubus (passando por um lado do ecletismo um tanto duvidoso, com Sum 41 e My Chemical Romance). Os grandes atrativos do ano eram os grupos/artistas com discos recém-saídos do forno.

No primeiro dia, de cara os mais esperados. Depois de um animado The Hives e um não tão animado The Wombats, o Arctic Monkeys começou com a já clássica “The View from the Afternoon” para delírio dos enlameados fãs. Com a sobriedade e eficácia de sempre, a banda dividiu o show entre os quase hits do novo disco e os já hits de discos anteriores, mantendo-se na linha mais dark e elaborada característica da banda desde seu encontro com Josh Homme. Depois de tocar a quase esquecida mas muito vibrada “When the Sun Goes Down”, Alex Turner se despediu com um frugal “enjoy Foo Fighters”.

Causando uma intensa mudança de atmosfera, o Foo Fighters já chegou mandando os dois hits de seu novo disco, a pesada “Bridge Burning” e a incrível “Rope”. Uma hora e meia extasiantes de “Some new shit and some old shit”, nas palavras do próprio Dave Grohl. A linda “Everlong” fechou o show, uma recompensa para os que aguentaram todo o concerto debaixo da chuva, agora temporal.

Portishead foi o primeiro grande do segundo dia. Abrindo o show com um verso em português que dizia algo como “Você tem que aprender, você só ganha o que voce merece”, a banda deixou o público embevecido com seu repertório lento e psicodélico. O Arcade Fire (foto abaixo) veio depois com seu espetáculo audiovisual de uma hora e meia. A quase épica “Wake Up” fechando, como sempre linda. Klaxons e Chemical Brothers encerraram a noite no agito.

Os falados The Vaccines, Friendly Fires e Two Door Cinema Club abriram o domingo com shows semelhantes e previsíveis na despretensão, fazendo a alegria do dançante público jovem. Sem chuva, o Kasabian (foto abaixo) levantou o público com hinos como “Club Foot” e “L.S.F.” Incluindo todos os hits, com foco no álbum “West Ryder Pauper Lunatic Asylum”, a banda apresentou algumas furiosas novas músicas do pronto-para-ser-lançado quarto disco. Digitalism encerrou o festival feliz da vida de tocar em casa.

Notas relacionadas:

  1. O adeus da Popload! O “oi” do Fellini! O tchau do Depeche Mode! Ting Tings no Brasil! Muricy no Palmeiras! Popload Gig 2 e a banda do verão (lá!)! Reggae é o novo indie!
  2. Especial os maiores festivais do mundo. Hoje: Woodstock, Reading Festival e Popload Gig
  3. Holy Fuck (Buttons)!!!! Começa hoje a temporada dos 90 shows internacionais
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
21/04/2011 - 13:09

A rave anos 80 do Friendly Fires

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No próximo dia 16 de maio será lançado “Pala”, o super aguardado segundo álbum do Friendly Fires. O primeiro single é “Live those Days Tonight”, que já tem clipe lançado e é inspirado pelas raves exóticas do final dos 80’s, montado só com imagens de arquivo da época.

O Friendly Fires estava com tudo armado para voltar ao Brasil ainda este ano, no Planeta Terra, mas resolveram mudar os planos de divulgação do “Pala” e a rota da turnê foi modificada.

Uma nova visita do grupo, que fez shows históricos no Popload Gig ano passado, ficou adiada para o ano que vem.

Notas relacionadas:

  1. Let’s f**king dance! The Rapture semana que vem em SP. Popload Gig 1 semana que vem em SP. Popload Gig 2 com Friendly Fires em agosto. Mais: o Grizzly Bear e os pôsteres de shows que todo clube devia fazer (versão final)
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  3. Outro super segundo semestre? Friendly Fires e Vaccines puxam fila de atrações do Planeta Terra
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
11/04/2011 - 18:19

Outro super segundo semestre? Friendly Fires e Vaccines puxam fila de atrações do Planeta Terra

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Será que começa a se configurar um novo super “segundo semestre”, como em 2010? Duas das primeiras atrações do Planeta Terra (5 de novembro) são conhecidas agora.

* O Friendly Fires , que em maio lança “Pala”, seu novo álbum, retorna ao país após os apoteóticos e tumultuados shows no Popload Gig, quando a banda esgotou em questão de horas os ingressos para suas apresentações.

*****

* Outra atração do evento é o Vaccines, considerada “só” a banda do momento, que recém lançou seu aclamado álbum de estreia “What Did You Expect From The Vaccines” e tem sido um dos grupos mais requisitados para fazer show na atualidade. Só nos próximos meses, o Vaccines toca com o Arctic Monkeys nos Estados Unidos e em estádios na Inglaterra, com o Arcade Fire no Hyde Park, e em diversos festivais como o Glastonbury, Isle Of Wight e Rock Werchter.

Notas relacionadas:

  1. Let’s f**king dance! The Rapture semana que vem em SP. Popload Gig 1 semana que vem em SP. Popload Gig 2 com Friendly Fires em agosto. Mais: o Grizzly Bear e os pôsteres de shows que todo clube devia fazer (versão final)
  2. Girls and boys: a triunfal volta do Blur. Londres está “swinging”. O sambão do Friendly Fires na Popload Gig 2. Michael Jax e o incrível caso da capa da “Q”. Franzzzzz, Fred Perry, prêmios f*d*. Que mais, hein…
  3. Pum, Cecê e Rock’n'roll: a nova configuração das baladas de SP pós-lei antifumo. Franz Ferdinand, Yeah Yeah Yeahs, FNM e Jane’s Addiction: o segundo semestre esquenta. E maaaaais.
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: ,
03/09/2009 - 15:11

Reading Fest Extravaganza, Belchior e Vanusa, Vagner Love, Sonic Youth e/ou Snow Patrol, vídeo do Yeah Yeah Yeahs, Nick, Hornby, Summer e Tarantino (título provisório)

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* Popload em Reading. Popload em Londres. E, ufa, Popload em São Paulo.

* Lá e cá, risonho e… lííííímpido.

* Costas, check! Joelhos, check! Pernas, check! É, voltei inteiro.

* Soube na volta que acharam o Belchior, o “nosso Richey Edwards” (Manic Street Preachers). Com a diferença que o Belchior foi encontrado no Uruguai três meses depois de “desaparecer”, enquanto o Richey sumiu em 1995, foi “visto” desde o México até a Grécia e por fim foi declarado morto no final do ano passado. Só que agora, parece, o Brasil está envolvido com outro mistério pop: onde anda a Amelinha?

* Poploadmania. Think less but see it grow. Like a riot, like a riot, oh! I’m not easily offended.

* Lembra que eu falei que eu não achei a camiseta Reading-Oasis tipo a do Glastonbury-Michael Jackson? Então… Achei!

* QUEM NO PLANETA TERRA? – Antes de falar de lá, um papinho sobre aqui?
1) Eu sei que não dá para confiar em argentinos na semana de Brasil x Argentina
2) Tirando o Primal Scream, a gente acertou todos os nomes gringos da escalação do festival Planeta Terra até agora.
Posto isso, venho dizer o seguinte. Me bateram da Argentina que o headliner do PT 2009 pode sair destes dois nomes, ambos fortemente em negociação com os hermanos: Sonic Youth e Snow Patrol.
Kataplááá!!!
O primeiro é o primeiro, em atual gás de dar inveja os meninos do Bombay Bicycle Club, a atual banda mais energética do planeta.
O segundo, inédito no Brasil, e de um certo passado indie glorioso e em um atual perigoso caminho ao mainstream-novela das oito, devo confessar: eu gosto. Tudo bem?

* E OS MAIORES NO MAIOR DOS READING FORAM… – Vou dar uma geral neste post sobre o que está sendo considerado o maior dos últimos Reading Festival. Mais gente (150 mil), melhor escalação (Radiohead, Arctic Monkeys, Kings of Leon como headliners), melhores veteranos (showzaços de Faith No More, Prodigy, Ian Brown), maiores novidades (Big Pink, Bombay Bicycle Club, La Roux, The XX). Sobre o que eu vi, o que eu li, escutei, o que perguntei aos amigos, vou dizer quem foi os melhores, em um ângulo pessoal ou puxando para tal.

Antes, queria dizer, mesmo correndo o risco de parecer metido, arrogante, exibido e tal, que… Quem matou a pau, tenda absurdamente lotada, pista dançando do começo ao fim, clima total de festa, todas as músicas sendo gritadas, foi uma certa atração do último Popload Gig.


“Hellooooo, Reading. We are the Friendly Fires and you are the incredible second best audience we’ve played this month”

Mas então. Meu Top 5 de sete bandas do Reading 2009 foi:

1. Radiohead
2. Friendly Fires
3. Passion Pit
4. Big Pink e La Roux
5. Gossip, The XX

(1) É aquilo que a gente viu. Show lindo para os ouvidos e olhos. Mais modern jazz, electrojazz que indie ou rock, embora o começo com “Creep”, para os ingleses que não viam a banda tocá-la há séculos, foi matador. Vi só uma hora de show, pelos motivos óbvios, e porque ali do lado ia começar a La Roux.
(2) Foi a catarse coletiva já citada. E, independente de qualquer coisa, pensa: umas 10 mil pessoas gritando para uma banda que tocou há algumas semanas para 1000 no Circo Voador e 500 no Studio SP.
(3) Foi meu terceiro Passion Pit ao vivo. Uma no Sxsw, show cool mas caótico, bagunçado mesmo de banda parecendo tocar pela segunda vez na vida. Outra abrindo para o Franz Ferdinand em Londres em julho, show burocrático e chato, até. E esta no palco dois do Reading, abarrotado, vibe incrível, uma música boa atrás da outra.
(4) Big Pink começou irregular, como é o disco. Viajante sem sair do lugar, shoegaze mais climático que climáááático. Aí começaram a carregar na eletronice, a guitarra subiu, a atmosfera começou a ficar pesada e densa e pesada e densa… O final com as mágicas “Velvet” e “Dominos” matou. Como dizem no twitter, morriumpouquinho. A La Roux no mesmo palco, mas num outro dia e contexto, joga com o jogo ganho. A galera AMA a moça, canta tudo, eletropop quase vagabundo mas com muito charme, com uma parte chatinha, outra sensacional. Não há meio-termo. Mas as boas, tipo “In for the Kill”, “Bulletproof”, “I’m Not Your Toy”, “Quicksand”, fazem o local em que ela toca o melhor lugar do mundo para estar.
5) O Gossip é aquilo. Beth Ditto despachada, enlouquecendo num crescente, clima de show para amigos, músicas novas bem boas ao vivo, músicas “velhas” absurdas e o final com “Standing in the Way of Control” para o mundo acabar. A “nova sensação” XX é uma delícia ao vivo, para uma banda tão parada. Mistura de Cure com Pixies, jogralzinho ele-ela na medida, banda que explora os minimalismos quase silêncio com uma genialidade absurda para ver em um grupo tão novo. Thom Yorke deve adorá-los.

* ISTO FOI O READING:
- Outros shows bem bons: Horrors, Kings of Leon, Metronomy, Yeah Yeah Yeahs (perfeito se não fosse no palcão principal), Bombay Bicycle Club e, acredite, Bloc Party (a parte que eu vi).
- Show que confundiu: Arctic Monkeys. Na hora, achei alguns momentos bons, outros burocráticos. Ninguém muito empolgado com as músicas novas. Mas na hora em que ouvi, depois, no especial da Radio One, achei muito bom.
- Show que não rolou de jeito nenhum: Kaiser Chiefs.
- Show que eu não vi, mas amigos acharam o máximo: Faith No More, Florence & the Machine, White Denim, Dinosaur Pile-Up e… Them Crooked Vulture, a banda do Josh Homme + Dave Grohl + John Paul Jones que tocou de surpresa, sem ser anunciada, no palco 2, tipo sábado 4 da tarde.
- Várias: “Sex on Fire”, do Kings of Leon, e “When the Sun Goes Down”, do A.Monkeys, foram as duas músicas mais absurdamente cantadas alto pela galera no Reading. Parece que no Faith No More teve uma par delas. E “Death”, do White Lies, teve lá sua glória; Popload e a moda: camisa xadrez que um dia foi grunge e hoje é folk foi tendência. Pintura na cara teve mais no Reading deste anos do que quando o Collor sofreu impeachment. O “must” era fazer bigodes e focinho de gato no rosto. Homem e mulher. No show do Bombay Bicycle Club, pensei que ia rolar esmagamento de pessoas. Ou, pior, de adolescentes. Quando você achava que não havia espaço para mais ninguém, lá vinha uma orda de 20 teens raivosos querendo chegar perto do palco. Foi assim da primeira à última música. Medo.

* O READING 2009 EM TRÊS VÍDEOS
1) Beth Ditto fazendo dancinha na explosiva “Jealous Girls”

2) Um vídeo “especial” para “Heads Will Roll”, do Yeah Yeah Yeahs

3) A sensação Big Pink, japa girl na batera, mandando “Velvet”

* Mais Reading, com outros vídeos e fotos, logo mais.

* ALL YOU NEED IS (VAGNER) LOVE – Sumiço do Belchior, fim do Oasis, Reading Festival, disco novo da Scarlett Johansson, Popload em Londres? Nenhuma notícia pop foi tão importante nos últimos dias do que a contratação do Palmeiras para o campeonato brasileiro: o Vagner Love, o craque do amor, que passou cinco anos entre as russas e agora deve estrear sábado no Palestra Itália.
Além de uma Copa da UEFA e duas taças do Russão (?!?!), o atacante traz na bagagem a inspiração para duas bandas europeias batizadas com seu nome. A primeira é de Manchester e se chama isso mesmo, Vagner Love. A segunda é uma espécie de Village People alemão-anos-2000 e é batizada de Wagner Love, com W. Eu e meu amigo do Planalto, o Eduardo Palandi, somos os fãs oficiais brasileiros de ambas as bandas.

1. A primeira é um trio de moleques de Manchester que faz power pop de três minutos como se fosse 1993 (Sebadoh, Teenage Fanclub… Green Day?). A Popload ouviu e concluiu: se Vagner Love jogasse no Manchester United, perigava de “This Is Not a War” e “We Don’t Care” virarem hinos de arquibancada da maior torcida inglesa, tipo “Seven Nation Army” (White Stripes) na Itália. Veja e ouça com seus próprios olhos e ouvidos: myspace/vagnerloveband.

2. A Wagner Love surgiu na Alemanha em 2003 (a de Manchester é de 2007). Ao invés do popzinho underground, é um quarteto assinado com a EMI local, que faz uma mistura de Phoenix com Jorge Vercilo (!) cantando em inglês. Ficou com medo? Não se preocupe, é mais para o lado do Phoenix, já que o hit “I know”, emplacado na trilha do filme “Jogos de Amor em Las Vegas”, é muuuuito parecido com “Too young”, do primeiro disco dos franceses.

*** Agora uma pausa para os nossos comerciais ***

* POPLOADED 122 - Está em cartaz na Rádio Poploaded a edição 122 do programa co-apresentado por Lúcio Who e o gênio Fábio Massari. No playlist, só balas: Friendly Fires exclusivo ao vivo na passagem de som do Studio SP, Dwarves, Deerhunter, Eve & Benga, Electric 6, Decemberists, XX entre outras. Na famosa session ao vivo de banda nacional, a apresentação do grupo electrogrungesexy Brollies & Apples, em vídeos classe gravados na Rua Amauri, pelos mascarados. Tipo este.

* POPFELLAS APRESENTA NO PORN – O ótimo duo paulistano No Porn, dos festeiros Luca e Liana, se apresenta nesta quinta-feira em pocket show na balada rock Popfellas, com discotecagens deste aqui, de Rafa Urenha e do Focka. Mesmo se eu não tivesse a “obrigação” de tocar, eu jamais perderia esta balada. Wicked!

 

*** Fim dos nossos comerciais ***

* CARACA: ROCKBAND DO RADIOHEAD? - Hahahahaha.

* CARACA: MAS O DOS BEATLES É BEM SÉRIO - Rolou no final de semana passado, mas como eu estava absorvido no Reading, não tinha visto.

* CARACA: E O DO KURT? – Este é para o Guitar Hero 5, também old news, mas serve no “pacote” dos Beatles real e do Radiohead fake. Nesse jogo o Kurt Cobain pode tocar e cantar qualquer coisa: de “Smells Like Teen Spirit” a… Bon Jovi. Aí alguém aproveitou para fazer o Kurt cantar “You Give Love a Bad Name”, sendo que Love, neste caso, foi uma direta para a Courtney Love. Hehe.

* LOGO MAIS - Popload no cinema: Tarantino, ETs e o filme sensação de 2009. Popload na literatura: O Nick Hornby que veio parar na minha mão. E os sambistas do indie. Foram os prêmios ingleses. Só loucura.

Notas relacionadas:

  1. The Ones I Love – Radiohead, REM e o Planeta Terra
  2. Anatomia de um hit indie nacional. A música ruim mais legal do momento. Green Day na(o) Terra? Ting Tings também? Serviços de utilidade pública. O Gui Fest. E o Arctic Monkeys. E é isso aí.
  3. Pum, Cecê e Rock’n'roll: a nova configuração das baladas de SP pós-lei antifumo. Franz Ferdinand, Yeah Yeah Yeahs, FNM e Jane’s Addiction: o segundo semestre esquenta. E maaaaais.
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
18/08/2009 - 15:16

Benga, Comichão, Coçadinha, Popload Gig, o Woodstock twittado, Me N My, Lucy, vodca com cranberries

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* Affe.

* Popload Gig 2 está morto. Longa vida ao Popload Gig 3. Outubro? Dezembro? Quem mesmo? Sugestões?

* Me inscrevi para tentar ingressos para o show “surpresa” que o Arctic Monkeys anunciou para semana que vem, quarta-feira, no incrível Brixton Academy, em Londres, cheio de “special guests” e o primeiro no Reino Unido desde dezembro de 2007. Além de ser, óbvio, o primeiro por lá depois do lançamento do álbum novo. “Humbug” sai na próxima segunda-feira. Será que rola?

* PERGUNTA: NO DIA 7 DE NOVEMBRO, VOCÊ VAI EM QUAL? - Segue a grande questão pop de 2009, depois que os dois encorpados festivais anunciaram que vão realizar suas edições NO MESMO DIA, com outros 364 dias no ano para escolherem.

Xiiiii. Jane’s Addiction não vem mais, pelo que eu soube. NOT! Necas. A banda estava vindo para o Maquinária, tudo beleza. O Planeta Terra entrou na jogada e ofereceu mais. Virou leilão. O Maquinária, novo festival endinheirado do Brasil, que já tinha oferecido US$ 1 milhão para trazer o Foo Fighters (sem sucesso), aumentou a proposta. O Jane’s Addiction pensou, pensou e disse: “Só em 2010″.

Se o Maquinária perdeu grande atração, o PT também amargou a sua. O grupo americano Yeah Yeah Yeahs, depois de um forte namoro, disse um “não” definitivo nesta segunda-feira, de acordo com uma fonte.

A banda indie curitibana Copacabana Club deve estar na escalação nacional do Planeta Terra, depois de estrelar o Popload Gig no Rio e em SP.

O famoso DJ e produtor francês Etienne De Crecy, veterano bamba da house music, está vindo para tocar no Playcenter.

Mike Patton, atração do Maquinária com o grande FNM, está em forma. Em recente festival na Hungria, ele subiu nas costas de um segurança, botou uma calcinha vermelha na cabeça e depois começou a engolir o cordão de seu tênis, segurando uma das extremidades. Quando tinha só um pouquinho para fora, ele começou a puxar o cadarço de volta. Que beleza.

* POPLOAD GIG 2 – FRIENDLY FIRES, COPACABANA CLUB, BROLLIES & APPLES E A NOITE EM QUE… – Bom, a modéstia me impede de falar sobre o meu próprio festival. Então vou deixar que a galera fale por mim.

“A apresentação durou uma hora, única frustração para quem assistiu ao show, que já figura entre os melhores do ano.”
“RG Vogue”

“O mais legal da noite foi poder ver uma banda legal em um lugar pequeno, com o público se divertindo como se não houvesse amanhã. Raridade no mundo indie.”
Paulo Terron, “With Lasers”

“E nesta segunda rolou a segunda edição do Popload Gig, festival que teve Friendly Fires, Copacabana Club e Brollies & Apples. Vi as duas primeiras. Sobre o Copacabana Club: não foi o melhor deles que vi, mas o show teve as costumeiras doses de animação, cor e músicas dançantes.
Friendly Fires foi fora de série. A banda fez a temperatura do Studio SP subir lá em cima, o povo se espremia e tentava dançar, cantava junto. Os caras são, além de bons músicos, carismáticos,”
Thiago Ney, “Ilustrada no Pop”, Folha Online

“Preocupado que estou com uma viagem na semana que vem, nem em sonho perdi tempo indo atrás do Lúcio pra solicitar algum tipo de credenciamento pra Popload Gig II. Entenda: eu não vou morrer se eu não assistir o Friendly Fires. E nem por isso deixei de anunciar a gig no blog, desejo o maior sucesso do mundo pra ela.”
Humberto Finatti, “Zap’n'Roll”

“A segunda edição do festival Popload Gig é uma mostra da nova realidade do cenário de shows no Brasil. Primeiro, por trazer ao Brasil uma banda que está estourando no underground mundial – os ingleses do Friendly Fires, donos de um dos melhores discos de 2008… Segundo, por mostrar a tendência atual de venda de ingressos a preços abusivos, cobrando exorbitantes R$ 90 para um evento que junta três artistas desconhecidos do grande público: eles e os brasileiros Brollies and Apples e Copacabana Club.”
Dênis Moreira, “Vírgula”

“Cheio de energia, o trio – que vira sexteto ao vivo – tocou as músicas de seu álbum de estreia e deixou 400 pessoas encharcadas de tanto dançar (e se espremer na frente do palco).”
“iG Música”

“Delícia a Popload Gig ontem … acabando de chegar no escritório, bom dia!”
jujunatal, no Twitter

“I know you would I know you wanted to jump in the… @popload gig”
tonollica, no Twitter

A fantástica “Paris”, ao vivo, no Studio SP – POPLOAD GIG 2

“Lovesick”, que abriu o show à noite, sendo executada à tarde, na passagem de som – POPLOAD GIG 2

* ITCHY AND SCRATCHY - Não sei bem por que e isso talvez deva explicar muito do meu “eu”, mas adoro desenhos animados toscos e/ou podres. Tipo “Beavis & Butthead”, “South Park”. E, claro, “Comichão & Coçadinha”. Não sei você, mas eu, o Bart e a Lisa curtimos bem. Vi no Twitter ontem, algum amigo reverberando, que alguém compilou todos os “Comichão & Coçadinha” neste vídeo aqui.

* DUAS DAS TRÊS MELHORES MÚSICAS DO MUNDO HOJE – São estas daqui embaixo.

- Eve & Benga – “Me N My”.
O nome é ótimo, a letra é uma delícia, o ritmo é de matar. Chamam essa música de a “Get Yr Freak On” de 2009. O negócio é mesmo bombástico.
A rapper dureza Eve botou letra em cima de eletronices e batidas do gênio do dubstep britânico Benga e deu nisso.

A letra da música goes like this: “Me and my bitches up in the club/ Me and my bitches up in the club… Never knew a bitch like you could dance/ Never knew a bitch like you could dance. Dance, dance, dance. C’mon dance, c’mon dance”. Parece Prodigy, parece big beat. O “Pitchfork” disse que lembra “Busy Child”, do Crystal Method. Pelas referências, você tem uma idéia com o que está lidando.

- Big Pink – “Dominos”
É a música que eu falei aqui já, das “garotas que caem como dominó”, obra da deliciosa dupla indie-dance Big Pink. O duo me lembra o MGMT: quando erra na música, ela fica bem chata. Quando acerta, é um dos grupos do ano. O vídeo de “Dominos” é muito classy. E o que a Lovefoxxx está fazendo na bateria?!?! Quem é essa japonesa?

* WOODSTOCK NO TWITTER - Para falar bem a verdade, essa foi a melhor maneira de comemorar os 40 anos do marcante festival. A simulação do que seria twittar no Woodstock se o evento hippie fosse hoje rodou loucamente na internet. Parece que a “Rolling Stone” gringa publicou o desenho em suas páginas. E o jornal gaúcho “Zero Hora” traduziu. Ficou assim:

10:45 AM Aug 14th
Indo em direção à fazenda distante. Espero não pegar muito tráfego…

9:27 AM Aug 15th
Richie Havens parece que vai tocar para sempre. OK, eu entendi, a guerra é um saco #woodstock

5:40 PM Aug 15th
Joan Baez dedicando Drug Store Truck Driving Man para o governador da Califórnia

1:05 AM Aug 16th
Cara… Quill está matando a pau. Acho que vai estourar. Pessoas vão lembrar dessa banda para sempre :D #A&R

12:27 PM Aug 16th
RT @wavygravy Não tomem o ácido marrom

12:40 PM Aug 16th
@carlossantana Você está matando a pau. Mas seus chapas não vão a lugar nenhum com esses solos de bateria

2:37 PM Aug 16th
@slystone Desculpa, perdi seu show. Não sei se você poderia me levar mais alto do que eu estou agora.

2:49 AM Aug 17th
@abbiehoffman Sai do palco, idiota. Eu quero ver o The Who

5:17 AM Aug 17th
Seja qual for a droga que está fazendo o Joe Cocker tremer e suar daquele jeito eu queria tomar só a metade e ficar deitadão

2:17 PM Aug 17th
@seanpenn Feliz aniversário de 9 anos, campeão!

5:39 PM Aug 17th
Eu queria evitar esse ácido marrom, mas todas minhas pedras estão cobertas de lama #youknowuahippie

9:57 PM Aug 17th
Finalmente @jimilixxx está nos trazendo pra casa

 

10:38 AM Aug 18
RT @hellsangels Festa com vocês na Califórnia! Garantimos que os anos 60 vão durar pra sempre

* POPLOADED 120 – STAY TUNED - O programa de rádio Poploaded, com sua incrível session ao vivo, chegou ao número 120. Nesta edição, o programa apresentado pelo dispensa-comentários Fabio Massari e por euzinho mesmo próprio traz as prediletas da casa, tipo Only Ones, Born Ruffians, The XX, Yeah Yeah Yeahs, La Roux, Mate of State, Throw Me the Statue e mais.
Na famosa session no moderno estúdio da rua Amauri recebemos a visita sonora do grande Eddie Spaguetti, membro fundador do não menos grande Supersuckers, banda do Arizona que no começo dos anos 90 caiu no meio da revolução de Seattle, assinando com a Sub Pop.
Spaguetti veio ao Brasil recentemente fazer shows de seu disco solo, acompanhado do guitarrista Jordan Shapiro, que apenas toca com Bob Dylan.
Os dois, na session de cinco músicas que gravaram no estúdio do iG, mostraram um indie-country (“americana”) de chorar. Como aqui, em “Breaking Honey’s Heart”. Então chora.

 
* POPFELLAS QUINTA APRESENTA… – A megahot balada dentro da balada. A Popfellas, uma das festas deste blog que acontece quinzenalmente e às quintas dentro da “premiada” Rockfellas, nesta semana vem turbinada. Nas picapes, o incrível DJ Gil Barbara divide as picapes comigo e com o Focka, uma vez que o Rafael Íntimo Urenha está dando rolê em Londres, fucking bastard. E, no palco, a Popfellas orgulhosamente apresenta a internacional Lucy & Popsonics, trio de Brasília formado pela Fernandinha, o Pio e a sensacional Lucy. Para quem não conhece, dá uma olhada neste trechinho de show deles em junho agora na Holanda. No Vegas, quinta, vai ser ainda melhor.

* A IMAGEM DO HORRORS NO ESPELHO - Ok, já superlotei de vídeos este post e vai demorar para carregar em alguns computadores… Mas não dá para deixar de lado o vídeo psicodélico e colorido da banda mais urubuzenta e p&b dos últimos tempos, o genial Horrors, sobrinhos do Cramps e do Nine Inch Nails (aliás, a premiere do clipe foi no canal oficial do NIN no YouTube). A música é a linda “Mirror’s Image”, do último disco. F***. Já postei aqui minha foto com o Faris?

* Por ora, é só, folks. Outro pra você. Tchau.
* PS: estou tentando um prêmio inacreditável para o próximo sorteio.
* PS2: a história do cigarro e da “nova balada” depende de uma historinha em andamento. Acho que vai dar para o próximo blog.
* PS3: fui

Notas relacionadas:

  1. O indie nacional está nu (peladão, mesmo). Popload Gig 2. O Faith No More, o Killers e o Franzzzz na nossa mira. O Pata e o Julian. Os Monkeys e a La Roux
  2. O adeus da Popload! O “oi” do Fellini! O tchau do Depeche Mode! Ting Tings no Brasil! Muricy no Palmeiras! Popload Gig 2 e a banda do verão (lá!)! Reggae é o novo indie!
  3. Especial os maiores festivais do mundo. Hoje: Woodstock, Reading Festival e Popload Gig
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
13/08/2009 - 18:11

Especial os maiores festivais do mundo. Hoje: Woodstock, Reading Festival e Popload Gig

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***** POPLOAD GIG – CIRCO VOADOR (RJ) *****

A loooooooooooooooovesick. Quase 1100 pessoas na etapa carioca do Popload Gig, sábado à noite, no Rio de Janeiro. O Friendly Fires, atração principal, começou o show tipo assim:

***** POPLOAD GIG POPLOAD GIG POPLOAD GIG POPLOAD GIG *****

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* C’mon, baby. Light my fire.

* Oi, nós somos o Friendly Fires…

* FRIENDLY FIRES E O BRASIL - “Derrubem aquela estátua do Cristo Redentor e botem uma nossa”.

* Já percebeu que eu vou gastar o post falando dos três festivais citados no título, né? Fora o resto. Mas vamos começar dizendo o seguinte:

* READING FESTIVAL 2009 - Daqui duas semanas. De Arctic Monkeys a Fight Like Apes. De Radiohead a XX. De Yeah Yeah Yeahs a Big Pink. De Kings of Leon a Dananananaykroyd. E a Popload, se nada der errado, estará lá.

* POPLOAD GIG 2 – Hoje vou falar menos do festival deste blog, que acontece neste sábado, dia 15, no Circo Voador (Rio), e na segunda, 17. Porque quem vai falar são os caras da atração principal, o grupo inglês suuuuuuuperbombado Friendly Fires. O FF toca com os brasileiros-cool Copacabana Club e Brollies & Apples.

Trazer o Friendly Fires hoje ao Brasil é tipo trazer o Arctic Monkeys uma semana antes de eles lançarem o primeiro disco, não? Ou o Nirvana uma semana antes de eles tocarem no Reading Festival 1991. O Libertines antes de o Pete Doherty brigar e ser expulso do grupo. O…
Está bem, eu paro.

Estou manchando a amizade com amigos importantes e com muita gente da imprensa, que não se agilizaram antes, porque está impossível botar uma pessoa magrinha a mais no Studio SP, na segunda. Já foi dificil conceder um passe para o povo do Channel 4 (Inglaterra) e da Fox latina, que vão cobrir o festival. Hihi. Agora, nem se o Jon Pareles (“NY Times”) pedir ele consegue entrar.

* O ótimo baterista do Friendly Fires, o Jack Savidge, andou retwittando o que eles vêm fazer no Brasil.

“jackbsavidge RT @xampucomx: @jackbsavidge Friendly Fires is coming to Brazil to fucking everything!!!!”

* Aí os sujeitos do Friendly Fires explicaram o lance do samba. E falaram que querem ir a um baile funk. Ai, ai.

* PERGUNTA: NO DIA 7 DE NOVEMBRO, VOCÊ… - Haha. Já que vamos experimentar uma guerra de megafestivais num mesmo sábado de novembro, essa questão vai ficar reverberando aqui no blog para eu tentar medir quem vai onde.

No dia 7/11, você vai ao Planeta Terra (Ting Tings, Yeah Yeahs, Green Day, Grizzly Bear, tudo não confirmado) ou vai no Maquinária (Faith No More confirmado, Jane’s Addiction e Deftones “confirmados” pela Popload.)

Jane’s Addiction twitta a Popload. Aliás, o Twitter do Jane`s Addiction, comandado por um site ligado à banda, mas não-oficial, parece, postou a data do Brasil e falou do Maquinária, linkando a Popload como fonte. Acho bom esse meu chute estar certo, hahahaha. Ainda não dá para assumir como verdade porque o festival não se manifestou. Eu, como “empresário do rock” (hihi), sei que essas coisas mudam em questão de horas. Até porque o Jane’s Addiction pode acabar no T…

Falando nisso, o Planeta Terra, que vai acontecer no Playcenter (conforme adiantou a Po…) divulgou que o festival vai ter 10 bandas internacionais e 10 nacionais. E que o ingresso custará R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia). E atenção: a entrada dará direito ao público a utilizar os brinquedos do parque.

Dos dez nomes nacionais, dois a gente já sabe. Macaco Bong e Killers on the Dancefloor.

* PURPLE HAAAAAAAAAZE: WOODSTOCK 40 ANOS - É isso aí, bicho! Não é exagero dizer que, se não fosse o Woodstock, não haveria hoje festivais gigantescos como o Reading Festival, o Glastonbury, o Popload Gig e o Gui Festival (vai, me deixa com minha piadinha…).
A princípio uma festinha numa fazenda de Nova York em um final de semana de agosto de 1969, o Woodstock fugiu do controle e acabou transformando o mundo.
Mais de 500 mil pessoas, há 40 anos, se juntaram para ver o que ainda hoje é o mais famoso evento jovem da história, revolucionário tanto na música em particular, na cultura no geral, e com fortíssima importância política e social. Então, para este blog que adora um festivalzinho aqui, na Inglaterra, EUA, Dinamarca, Espanha, onde for, fica esta pequena área dedicada aos três dias que abalaram o mundo (“rocked the world” fica mais… hum… “rock”).

Para começar, não quero dizer nada nem fazer previsões para o futuro, hahahaha, mas o Woodstock aconteceu entre os dias 15 e 17 de agosto de 1969. O Popload Gig acontece nos dias 15 e 17 de agosto de 2009. Tá bom, tá bom…

A foto lá em cima abriu um material do “New York Times” sobre os livros do Woodstock que estão sendo lançados agora. Um deles é o…

Saiu no Brasil o espetacular livro “Woodstock” (“Back to the Garden – The Story of Woodstock”), que conta a história oral do festival, construído dia a dia do evento, atração por atração, em depoimentos de quem tocou ou pelo menos “só” testemunhou o mais famoso encontro de jovens do planeta, como jornalistas, produtores, escritores, técnicos de som. “Woodstock”, de Pete Fornatale, editora Agir, tem narração escrita da época ou de agora de gente como Jimi Hendrix, Joe Cocker, Jerri Garcia, Santana etc.

Fornatale era um jovem radialista em Nova York, estreando na profissão semanas antes de Woodstock acontecer. Ele diz que, logo após a meia-noite do dia 27 de julho de 1969, ele fazia, estreando na rádio WNEW, seu primeiro comercial ao vivo. Antes, quando o vinil parou de rodar, ele primeiro anunciou o nome das músicas que tinha acabado de tocar: “Sing This Altogether”, dos Rolling Stones, “All Together Now”, dos Beatles, e “You Can All Join In”, do Traffic. Depois leu o seguinte texto:

“A Feira de Arte e Música de Woodstock é uma exposição aquariana em White Lake, na cidade de Bethel, condado de Sullivan, Nova York. Na sexta-feira, 15 de agosto, vocês verão e ouvirão Joan Baez, Arlo Guthrie, Tim Hardin, Richie Haens, The Incredible String Band, Ravi Shankar e Sweetwater.
“No sábado, 16, tocam Canned Heat, Creedence Clearwater, Grateful Dead, Keef Hartley, Janis Joplin, Jefferson Airplane, Mountain, Santana e The Who, o grupo mais quente da cena atual.
“No domingo, 17, The Band, Jeff Beck… Crosby, Stills and Nash, Jimi Hendrix… e isso não é tudo. Ingressos à venda pelo correio ou na agência local de venda de ingressos a 7 dólares para qualquer dia, dois dias a 14 dólares e 18 dólares para os três dias. Um passe especial de dois dias está disponível pelo correio a 13 dólares.
“Para ingressos e informações, escreva para a Feira de Arte e Música de Woodstock, caixa postal 996, Radio City Station, Nova York, um-zero-zero-um-nove ou ligue para Murray Hill 7-0700.

((agora a melhor parte))
“Lembre-se: a Feira de Arte e Música de Woodstock será realizada em White Lake, na cidade de Bethel, Condado de Sullivan, Nova York. Eles tiveram alguns problemas por lá, mas parece que vai ficar tudo bem”.

* Essa última linha, segundo Fornatale, foi um improviso bem ruinzinho. Ele segue, na introdução de seu livro. “Só que ninguém tinha a menor ideia da importância que o festival de três dias teria, não apenas para fãs de música, mas para colunistas, jornalistas, políticos, críticos, sociólogos, escritores e militantes do movimento jovem. Aqueles eram meus primeiros minutos no ar na mais importante das inovadoras FMs de rock dos EUA e eu auniciava um evento que logo redifiniria a cultura, o país e os valores de toda uma geração.”

* Outro livro recém-lançado no Brasil é “Aconteceu em Woodstock” (ed. Record), de Elliot Tiber e Tom Monte. Elliot Tiber foi o sujeito que apresentou o produtor do então “pequeno festival”, Michael Lang, ao dono da fazenda onde ocorreria a revolução toda, Max Yasgur. Eu imagino a conversa.
“Oi, Max, esse aqui é o Elliot. Beleza? Ele está a fim de fazer um festivalzinho com algumas bandas na sua fazenda. Coisa rápida, íntima. Pode ser?”

* O livro de Elliot Tiber serviu de base para o filme do famoso diretor chinês Ang Lee, de mesmo nome “Taking Woodstock”, que teve premiére no festival de Cannes, estréia nos EUA no final de agosto e vem ao Brasil apenas em janeiro do ano que vem. O trailer de “Aconteceu em Woodstock”, do Ang Lee, é assim:

Mais um livro que está sendo lançado, desta vez ainda só nos EUA. É “The Road to Woodstock”, de Michael Lang (que assina junto Holly George-Warren), outro documento fascinante sobre os tais três dias de agosto de 69, porém mais técnico e menos musical. Lang foi um dos quatro organizadores do festival e conta como o festival foi de “modesto” ao maior da história.

“Nobody killed anybody, nobody raped anybody, nobody shot anybody. In the history of humankind, I think it’s probably the only group of people that size that didn’t do any of that”, disse David Crosby of Crosby, Stills and Nash.

Reza a lenda que foram consumidas 26 toneladas de maconha nos três dias do festival. Se você levar em conta que rodaram pelo Woodstock, dá quase 20 quilos pra cada pessoa. Acho que não, né? Ou sim?!? O músico Henry Gross brinca com o número absurdo: “Quase 26 toneladas de maconha evaporaram em Woodstock e nenhum caso de glaucoma foi registrado”.

Para quem manja inglês e quer ver um vasto material sobre o festival, o “New York Times” trouxe ótimos textos nos últimos dias, a respeito do Woodstock. O bamba Jon Pareles escreveu um deles, onde aponta que nem tudo, na verdade, foi paz e amor sem nenhum custo para isso.

“Para realmente você entender o que foi o Woodstock, você tem que ver que, de várias maneiras, o festival foi incrivelmente difícil e desagradável. Primeiro que foi uma multidão de pessoas no meio de um lugar estranho e longe, circundados por um engarrafamento gigante de carros. O tempo estava horrível. As filas para comprar comida e bebida não tinham fim. O cheiro que saia dos banheiros portáteis era de matar num nível absurdo. E a lama. “Havia felicidade naquela lama. Estava todo mundo afundado, mas pareciam estar adorando. Me lembrou uns bufalos que você vê na Índia, submersos em lama”, lembrou Ravi Shankar no livro “Woodstock”, de Fornatale.

DVD. Está sendo lançado por aqui a versão em caixa bombada para o histórico “Woodstock, Três Dias de Paz, Amor e Música”, o filme-documento lançado por Michael Wadleigh em 1970, um ano após o festival, vencendo naquele ano o prêmio Oscar de documentário. São quatro DVDs, um com o filme original todo remasterizado, outro com a versão do diretor (cerca de quase quatro horas a mais de sobras), mais imagens nunca vistas de bastidores, entrevistas com quem esteve lá e performances de bandas que tocaram em Woodstock, mas não tinham entrado no filme, tipo The Who, Jefferson Airplane, Creedence Clearwater Revival e Grateful Dead. O documentário “Woodstock, Onde Tudo Começou” está também na caixa. Uma festa hippie. O filme original, não custa lembrar, teve um jovem Martin Scorsese como um de seus editores.

O lance do Woodstock, conclui Pareles, não é não ter havido estupros e assassinatos nos três dias em que 500 mil pessoas estavam aglomeradas no mesmo lugar. E sim todo mundo se tratarem de modo gentil mesmo sob essas condições ruins para um convívio pacífico.

Nick e Bobbi Ercoline fizeram história com uma das mais famosas fotos de Woodstock, essa aí acima. Eles se conheceram e se apaixonaram na época do festival. Quer ver como eles estão hoje?

O casal, ambos com 60 anos hoje, ainda mora na região de onde aconteceu o Woodstock, tipo menos de uma hora de distância do local.

O jornal carioca “O Globo” desta sexta-feira traz um apetitoso especial sobre Woodstock. O jornal até entrevistou um dramaturgo brasileiro que, fugindo da ditadura brasileira em 1969 e levando a vida como garçom, acabou caindo no Woodstock, a convite de um amigo que disse que “artistas importantes e novos” iriam se apresentar. “(Esse amigo) Falou ainda que tínhamos que nos fantasiar um pouco, porque éramos muito certinhos”, disse Luiz Carlos Góes, que para ser “aceito no meio das figuras estranhas que se encaminhavam para o festival” arrancou as mangas de uma camisa, botou colares e uma bandana no cabelo. “Todo mundo falava com a gente. A estrada estava tomada por tribos, que fumavam maconha sem medo. Logo, o congestionamento no trânsito fez com que os motoristas largassem seus carros e se juntassem à multidão”, lembrou Góes, que afirmou ter tomado seu primeiro ácido naquela noite de Woodstock. “Havia algo no ar, uma nova relação entre as pessoas. Foi como um batismo.”

* Outro evento musical importante a ser lembrado em seus 40 anos é o Harlem Cultural Festival, mais conhecido como Black Woodstock. Aconteceu mais ou menos paralelo ao famoso Woodstock (foi uma série de shows em julho e agosto de 1969), em Nova York, e celebrava a música negra em meio à gigantesca tensão racial que acontecia na época. O Black Woodstock, que teve como segurança os Panteras Negras, já que a polícia não quis se envolver na história, teve shows de B.B. King, Nina Simone, Stevie Wonder, Sly & The Family Stone, entre muitos outros. Escalação “fraca”, não?

* POPLOAD GIG 2 – OS VENCEDORES DO RIO - Já contactados e já confirmados, eis os dois ganhadores do ingresso do festival deste sábado, no Circo Voador, etapa carioca da Popload Gig 2.

- Thiago Pinto Sardenberg Gomes
- Caroline de Andrade Azevedo

O vencedor de São Paulo, solitário, recebe a notícia por aqui e por email na segunda cedo. Fica esperto.

* THANKS FOR NOT SMOKING - Todo o papo sobre o cigarro e a falta de (a nova configuração social das baladas de SP) vem no próximo post. Tive uma idéia…

* E só.

Notas relacionadas:

  1. As rádios de rock e os festivais de rock
  2. Popload Gig, o Faith No More, o Dinosaur Pile-Up, algumas francesas nuas, a cantora mais linda do mundo, cinco sorteios incríveis e o futuro da humanidade (versão final)
  3. Para a “UP!” e avante. O incrível Crystal Stilts, a sua-nova-banda-predileta Kid British e os dois lugares mais cool no mundo hoje
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , ,
11/08/2009 - 12:29

Pum, Cecê e Rock’n'roll: a nova configuração das baladas de SP pós-lei antifumo. Franz Ferdinand, Yeah Yeah Yeahs, FNM e Jane’s Addiction: o segundo semestre esquenta. E maaaaais.

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* Opa.

* Minha posição a respeito da lei antifumo é tranquila. Não tenho nada contra quem fuma, desde que faça isso a 3.945 quilômetros longe de mim.

* De todo modo, vendo a propaganda do governo sobre os garotos-propagandas da nova lei (Rogério Ceni, Sonia Abrão, Fernando Vanucci, Jô Soares, Otávio Mesquita e Gugu), dá vontade de acender cinco cigarros de uma vez.

* Enfim, o lance é que, passado o primeiro final de semana da vida noturna sob a égide da nova lei, os clubes e casas de shows mudaram de cara. E de cheiro. E de vibe. A Popload ouviu a galera daqui (donos de clubes e frequentadores) e de fora (Londres, Nova York) para contar o que melhora e o que piora agora, com o fim do fumacê insuportável.

* ALEX & ALEXA - Que fofura pop essa história do Alex Turner e da namorada, a “babe” Alexa Chung, a modelo e apresentadora da MTV que era ícone britânico e agora está virando “it-girl” nos EUA!!!
O incrível “The Sun” que deu a história. O líder do Arctic Monkeys fez uma música tributo para Alexa, que vai estar no novo álbum, o poderoso “Humbug”, que sai fisicamente em poucos dias mas que… É a faixa baladosa “Fire and the Thud”, com um toque de deserto americano dado pela mão produtora do Josh Homme (Queens of the Stone Age).
Enfim. Alexa está de mudança para os EUA, para estrelar um programa na MTV americana. Meses atrás, quando ela contou do convite para ele, Alex meteu na letra que estava compondo: “If it’s true you’re gonna run away/Tell me where, I’ll meet you there”. Aí foi e comprou um apartamento no Brooklyn, em Nova York, para ela morar e ele escapar para lá assim que a banda deixar. Don’t sleep ’til Brooklyn, Alex.

* FRANZ FERDINAND NO VMB? YEAH YEAH YEAHS NO PLANETA TERRA? - Papinho bom rolando nos bastidores do indie nacional. Duas bandas incríveis voltando para cá, com os shows de seus discos novos. Franz Ferdinand deve estrelar a festa do vídeo da MTV no dia 1º de outubro, em São Paulo, com chance de reverberações em outros palcos abertos. October: Franz Ferdinand. A esperta Karen O pode estar trazendo suas roupas cool e o Yeah Yeah Yeahs para desfilarem no palco do festival Planeta Terra, provavelmente 7 de novembro, no Playcenter. Depois do espetacular show no Tim Festival 2006, o YYYs agora viria com as músicas do CD “Its Blitz!”, tipo “Heads Will Row”, a canção indie mais eletronizada (remixada) destes últimos tempos.

Yeah everyone! Everybody knows it! Franz Ferdinand ao vivo em Londres, agora em junho. Banda pode vir ao Brasil em outubro.

* IDA MARIA? ESTÁ TUDO BEM? – A norueguesa cool e gata Ida Maria, dona de um dos discos mais legais do ano passado, se mostrou um pouco fora de forma no Lollapalooza 2009, que aconteceu no último final de semana em Chicago. Não sonoramente, claro.


Ida Maria em 2008


Ida Maria em 2009
Foto José Guilherme Padovani

* MAQUINÁRIA 2009 – FAITH NO MORE CONFIRMA, JANE’S ADDICTION VEM Aí – O Faith No More entrega no Twitter:

RODDYBUTTOM Finally! BRAZIL!!! The Maquinaria Festival, November 7 in Sao Paulo welcomes FNM!!! tickets on sale Aug 14 at www.ingressorapido.com.br

E a Popload entrega na fofocagem. O festival deve ter dois dias (6 e 7? 7 e 8?). Outros dois nomes acertados, parece, é o das bandas JANE’S ADDICTION e DEFTONES.

Vige.

Será que o Planeta Terra vai manter mesmo o dia 7 de novembro como o de sua realização?

* POPLOAD GIG 2 CHEGANDO – FRIENDLY FIRES/ COPACABANA CLUB/ BROLLIES & APPLES - Está chegando a hora. Sábado, no Rio, acontece a primeira perna da segunda edição do festival realizado por este blog. No histórico Circo Voador. O melhor: com ingressos ainda a venda. Porque para o show de segunda-feira em SP…

* Para você ter uma idéia do que você vai ver (ou não!), confira o vídeo de uma das grandes músicas deste século, “Paris”, do Friendly Fires, gravada de cima do palco no Lollapalooza 2009, neste final de semana. O som está direcionado para a frente, mas dá para sentir uma “Paris” batuqueira e acelerada. Delícia.

* Vencedor do ingresso: Continuam valendo para sorteio dois ingressos para o Popload Gig do Rio de Janeiro, neste sábado. Na sexta eu aviso os vencedores. Aqui em São Paulo tem o vencedor do único e precioso ingresso colocado à baila:

- Cassiano Rosário (Curitiba)

E atenção. Surgiu mais um ingresso do Studio SP para ser sorteado. Quem ainda quiser ver o Popload Gig segunda-feira em São Paulo deve tentar a sorte nos comentários, e só nos comentários, deixando o email certo para contato, porque será avisado na próxima sexta do resultado.

* UM VÍDEO – GIRLS – “LUST FOR LIFE” - Quer dizer, o segundo vídeo para a mesma música do esperto grupo indie Girls, quarteto de meninOs de San Francisco. A deliciosa “Lust for Life”, não um cover do Iggy Pop e sim uma pegajosa canção campeã dos blogs no ano passado, agora ganha um vídeo “galera”. Um monte de gente bonita, amigos da banda, cantando “Lust for Life” e aparecendo ou em cama, ou no banheiro ou em cenários da cidade mais paz-e-amor do planeta.
Galera bonita. “I wish I had a boyfrieeeeeend. I wish a love man in my life”, canta a voz feminina convidada, enlistando seus desejos. “I wish I had a suntan, I wish I had a pizza and a bottle of wine”, continua, em dueto com o “frentista” do Girls, o cabeludo Christopher Owens. “Lust for Life” sai em single de 7 polegadas no começo de setembro. O álbum de estréia do Girls, no final do mês.

* UMA MÚSICA – BIG PINK – “DOMINOS” - Essas garotas caem como dominós. Já há algumas cenas rola nas rádios inglesas o novo single do Big Pink, duo britânico apontado como um dos grandes nomes novos para 2009. O disco de estréia deles vem no florido setembro, pela lendária 4AD, e com o promissor nome de “A Brief History of Love”. Andei experimentando “Dominos” em pista e a ela funciona que é uma beleza. Big Pink, o nome da banda, tem origem na “tenda das viagens”, do festival de Woodstock, montada pela organização do mitológico festival para atender o pessoal louco de drogas, que estavam vendo “elefantes cor-de-rosa”. Cool.

* UMA SESSION – BLACK DRAWING CHALKS AO VIVO NO IG - Se eles levarem para a MTV como vídeo oficial e não ganharem o VMB, é marmelada. Espetacular resultado videoclíptico para a pequena pérola sonora da a bombada banda de Goiânia, Black Drawing Chalks, um dos indie-favoritos deste blog. Este “ao vivo” para “My Favourite Way” foi gravado especialmente para o programa “Poploaded”, braço radiofônico deste blog comandando pelo mito Fabio Massari e por este que vos escreve. Música boa, banda boa, vídeo bom. Que beleza!

Talvez você não consiga ver no detalhe do vídeo do Black Drawing Chalks ao vivo no iG, mas ele foi filmado pela equipe Los Mascarados. Você vai ouvir muito falar desses caras.

A session do Black Drawing Chalks faz parte da edição 119 do Poploaded, que não fica só em “My Favourite Way”. Tem a banda goiana em performance de “Precious Stone”, também, ao vivo no estúdio da rua Amauri. O Poploaded 119 traz ainda muita conversinha e músicas de John Carpenter (hein?), Gossip, Big Pink, Mother Mother, Bag Raiders, Pale Young Gentlemen, Litte Boots, Arctic Monkeys e Ting Tings instrumental, entre outras. Só alegria. 

* UM TEASER – THEM CROOKED VULTURES - A nova superbanda do pedaço, a The Crooked Vultures, Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters), Josh Homme (QOTSA), John Paul Jones (Led Zeppelin), começa a ganhar vulto, não bastasse os nomes envolvidos. A notícia do surgimento eclodiu há poucos dias. O primeiro show foi domingo passado, no Metro, em Chicago. Shows na Inglaterra estão sendo marcados. Dizem que eles tocam no Rock en Seine, em Paris. E tem um clip rolando no Youtube sobre a canção “Nobody Loves Me and Neither Do I”, que fechou o show de Chicago.

* Já venho com mais.

 

Notas relacionadas:

  1. As rádios de rock e os festivais de rock
  2. Brüno. Andreas. Alex Monkeys. Alex Ferdinand. Michael. E o Noah
  3. Para a “UP!” e avante. O incrível Crystal Stilts, a sua-nova-banda-predileta Kid British e os dois lugares mais cool no mundo hoje
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
06/08/2009 - 15:20

Fucking songs

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* Eita, Brasil. Não é fácil ser empresário do rock, viu… Isso porque eu nem faço nada…

* Logo mais, o sorteio do ingresso mais cobiçado da cidade.

* Foi mal a ausência recente, mas entre outras coisas fiquei ocupado escrevendo um texto sobre “Bruno”, o filme, para uma revista gay que circula em saunas. É verdade.

* Minha fase… digamos… lascívia está indo longe nestes dias. Sábado agora eu toco numa festa no Babilônia, um desses famosos lugares de “encontros” do baixo Augusta também conhecido como “casa das primas”. Mas adaptada para balada e sem nenhuma prima. O nome da festa é ótima: Fucking Songs. E precisa de senha para entrar.

* Não, não precisa de máscara.

* FUCK YOU VERY MUCH – Está animado com os shows da Lily Allen no Brasil, em setembro? Por que não? Ela foi uma das mais festejadas atrações deste verão nos famosos festivais europeus. O hit “Fuck You” dela tocava sem parar, em rádios de família. A mina está botando para f**** com o sucesso de seu segundo álbum. Virou modelo do Karl Lagerfeld, estrelou campanha de bolsas da Chanel. Lily saiu em várias capas de revistas, vários especiais de festivais. Ela saiu agora na revista modelete “I.D.”, produzida (só) pela Kate Moss. Na “I.D.”, Lily saiu assim:

* ELECTROSEXYGRUNGE - Atração do Popload Gig 2, a banda meio carioca meio gaúcha Brollies & Apples leva todo seu sexy appeal regado a eletronices e metal ao palco do Vegas, nesta quinta, durante a balada Popfellas. Vai ser o primeiro show junto da Bianca e da Carol, digamos assim. Será um show-aquecimento para as apresentações do Rio e SP no Popload Gig. Deu para ver que o Brollies & Apples virou “banda da casa, né? Tão dá casa que eles até citaram a Popload numa de suas letras, mais precisamente na canção “I Want My Hype in Money”, hehe. Nunca ouvi a música, hahaha. Vou ouvir live, tonite, sold out.

A banda gaúcho-carioca Brollies & Apples, suruba sonora a tocar no Vegas e na Popload Gig. Foto: Caroline Bittencourt

* LOLITA – Poxa. Fiz um texto sobre o “Som de Seattle” 2009 para a Folha de S.Paulo, publicado nesta segunda-feira. O novo “Som de Seattle”, para ser mais exato. Para variar, mandei o texto grande demais e, na hora do corte, quando eu falava da deliciosa banda Throw Me the Statue, veio o inesperado. Num final “apoteótico” do meu texto, onde eu quis dizer que a banda seria uma das únicas aprovadas por Cobain na cena de hoje, e que seu próximo álbum a ser lançado em breve deve causar furor no boca-a-boca virtual, mandei um infame “smells like twitter spirit” fechando o texto. Para o bem do leitorado, tiraram na edição final. Bah. A gente gasta horas tentando bolar uma chinfra infame…

De todo modo, o Throw Me the Statue lançou agora seu segundo álbum, “Creaturesque”, tipo nesta semana. Belezura indie pop americana, o disco novo escancara o Throw Me the Statue como representante maior da nova onda comportamental jovem americana: “a crise dos 25 anos”, a tal “quarter-life crisis”. Vi isso bem analisado em blogs americanos, então não vou me ocupar do tema agora. Afinal, o assunto deste post é “fuck”, não “no fuck”. Não é mesmo?

Mas, enfim, o Throw Me the Statue tem um delicioso hit do ano passado, chamado “Lolita”. Outra que “pegou” em 2008 foi essa “Yucatan Gold”, que eu vou mostrar o vídeo. No novo álbum, destaque para “Ancestors”, que os blogs dizem que a letra explicita essa coisa do “we’re-young-but-wish-we-were-younger”, da geração internet que parece “não estar entendendo nada”. Fala assim parte da letra de “Ancestors”: “This is change i cannot know/ It comes down like a private snow”. Pronto: está aí a tese.

* KILLERS NA CHÁCARA DO JOCKEY - Não é no Anhembi, mas também não é perto e fácil de chegar-sair. Enfim, lá vem os caubóis de Las Vegas com suas músicas boas e seu show chato, em local confirmado e ingressos à venda a partir do dia 10 agora, na próxima segunda-feira. Killers em São Paulo é no dia 21 de novembro. Dia 24, é a vez do Rio, na HSBC Arena.

* POPLOAD GIG 1 - Um?!? É só para falar do Mickey Gang, a banda de Colatina, no Espírito Santo, que tocou no Popload Gig 1 em junho e não faz muito tempo saiu no “Guardian”. Vou repetir de onde eles são: Colatinha, ES.
Pois ando vendo os blogs ingleses m.a.l.u.c.o.s. com os meninos capixabas indie-dance. Olha o que um deles escreveu:

“Straight from Colatina on the eastern coast of Brazil, these 4 teenagers are set to break hearts all over the world. Arthur, Bruno, Ricardo & Joao Paulo play with a full throttle lust for life. Fresh faced & armed with killer pop hooks, they are ready to take this all the way.
Brilliantly simple, they are the hottest set of South Americans since CSS burst out a few summers ago.”

* POPLOAD GIG 2 - Bom, ingressos esgotados em SP, sem chance de show-extra, todos os caminhos para o Friendly Fires, se você não tem o ticket, é ir para o Rio. Sabadão, Circo Voador, bandas ótimas. Por que não?

Os ingressos estão vendendo “bem” no Rio, são os informes surpresos, porque ninguém compra ingresso antecipado por lá. Foi o que me disseram.

Veja o vídeo completo e direito da peça publicitária do festival, feita para TV e internet. Ficou classe.

* POPLOAD GIG 2 – SORTEIO DE UM INGRESSO PARA SP, DOIS PARA O RIO - Corra que é a única e última chance de quem ficou sem. Um ingresso para ver o Friendly Fires, Copacabana Club e Brollies & Apples no dia 17, no Studio SP, em São Paulo. Show com entradas esgotadas. Last call. Já estou perdendo amigos por causa de não ter ingresso. Não perca essa chance. Via comentários ou pelo email lucio_ribeiro@ig.com.br

Vai a sorteio também dois ingressos para o show do Circo Voador, no Rio de Janeiro, dia 15. O esquema é o mesmo.

O POPLOAD GIG 2 é um evento patrocinado pelo uísque Cutty Sark. O festival tem o apoio do British Council, da Oi FM e das lojas Japonique e American Apparel.

* FUCKING SONGS – RÁDIO POPLOADED - O programa de rádio apresentado pelo gênio Fabio Massari e por mim chega à edição 118, o que significa 118 horas de falação e música e quase o mesmo tanto de bandas nacionais e gringas se apresentando em session exclusiva no moderno estúdio da rua Amauri, em São Paulo.

No programa desta semana, enquanto eu vou de Cymbals Eat Guitars, Dirty Projectors e Passion Pit, o Massari ataca de Amazing Baby, Legends e Half-Werewolf, Half-Vampire. Fora o resto.

Na session, a espertíssima banda nova paulistana Jennifer Lo-Fi, grupo all-virtual. Confira, da session, o pequeno hit do Jennifer Lo-Fi, “Michael Caine”. Eu disse “Michael Caine”.

O Poploaded 118, o programa em si, comandado por este e pelo meu amigo Massari, você ouve aqui

* FUCKING SONG – “CRYING LIGHTNING” - Álbum bem bom este “Humbug”, não achou? Minha música preferida da hora é “My Propeller”, que abre o CD.

Nesta semana a banda Arctic Monkeys foi ao programa do entrevistador americano Jimmy Fallon mostrar seu novo hit ao vivo para milhões de telespectadores da NBC, que vive a terceira fase de seu “Late Night” (primeiro foi o Letterman, depois o Conan O’Brien, agora o Fallon). A música é incrível, a apresentação idem. E o AM tocou com cinco integrantes, mostrando na TV o menino John Ashton, roadie da banda de Alex Turner, que já tocava teclado e piano no Last Shadow Puppets.

Na NBC o Arctic Monkeys foi assim:

* E chega.

Notas relacionadas:

  1. Está de bobeira em junho? Mais: Faith No More no Brasil!!!
  2. Poplegoad edition. Montevidéu, Pixies, Blur, Beirut duas vezes, a conversinha do U2 e chega por enquanto
  3. O indie nacional está nu (peladão, mesmo). Popload Gig 2. O Faith No More, o Killers e o Franzzzz na nossa mira. O Pata e o Julian. Os Monkeys e a La Roux
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
21/07/2009 - 17:43

O adeus da Popload! O “oi” do Fellini! O tchau do Depeche Mode! Ting Tings no Brasil! Muricy no Palmeiras! Popload Gig 2 e a banda do verão (lá!)! Reggae é o novo indie!

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* Opa. Essa do Muricy escapou no título. Foi mal. Mas guarde este lema: “Era isto ou o futebol”.

* Xiii Dave Gahan…

* Alô, Brasil. Festival de epígrafes na Popload.

* “Sometimes I say stupid things…”
(Franz Ferdinand)

* “Shut Up and Let Me Go” (Ting Tings)

* “Você nem imagina o que você não conheceu” (Fellini)

* Aprendi duas coisas lendo sobre o Caetano Veloso na Folha de S.Paulo. Primeiro que o Caê Lindo odeeeeeia hipocrisia. Segundo que ele sente saudade de um jato forte de urina. What?

* Calma, deixa eu explicar o título. Essa é um homenagem poploadica ao Fellini, um dos melhores grupos independentes da história deste país. E olha que ser indie nos anos 80 não era essa mamata que é hoje em dia. E o primeiro álbum do Fellini, de 1985, pequena obra-prima do underground paulistano, se chama “O Adeus de Fellini”.

* O Fellini toca nesta quarta-feira no Studio SP. É show único em São Paulo, onde eles não tocam há tempos. É o show de aniversário de 25 anos da banda. E eles vão tocar “Rock Europeu”. E “Teu Inglês”.

* O OI E O TCHAU DO FELLINI - Mais sobre a grande volta e o novo adeus do seminal grupo dos anos 80 vem ali para baixo, quando vou reproduzir o texto escrito para a Folha de S.Paulo, com alguns trechos inéditos da entrevista com o vocalista da banda, Cadão Volpato.

* FESTIVAL “80, 90, 2000″ TRAZ TING TINGS - O nome algo engraçado do festival é auto-explicativo. Um festival a ser realizado em outubro em São Paulo e Rio, aparentemente, terá como atrações as bandas Depeche Mode (não mais), Prodigy e Ting Tings. Entendeu?
Os dois primeiros a gente sabia. A boa notícia é a inclusão da agitadíssima dupla de Manchester, uma das melhores bandas novas para pista de dança do planeta. Acho que só perdem para o… Friendly Fires. Mas, enfim, certeza de show divertido. Vamos aguardar o anúncio oficial. Ou não!

* DEPECHE MODE CANCELADO - O Depeche Mode, que seria uma das atrações desse novo festival, informou através de comunicado oficial que os shows marcados para o Brasil em outubro (22 Rio, 24 SP) foram cancelados devido ao remanejamento de datas feito recentemente pela banda, que precisou cancelar muitos shows da atual tour de verão pela Europa, por causa de problemas de saúde do vocalista Dave Gahan. No início deste mês, quando já havia retomado os shows, Gahan sofreu uma contusão muscular e precisou cancelar mais datas em Portugal e na Espanha.
O interessante é que os demais shows dessa “perna latina” da turnê, até agora, não sofreram alterações. México, Costa Rica, Colômbia, Peru, Chile e Argentina, ao que tudo indica, receberão a atual excursão do grupo. Sobrou mesmo só pro Brasil…

* KILLERS, AS DATAS? - São Paulo, em lugar a definir, no dia 21 de novembro. Rio de Janeiro, no HSBC Arena, no dia seguinte. Porto Alegre, dia 25 de novembro, no Teatro Bourbon. Será que vai ser assim, mr. Brightside?

A dupla cool americana Golden Filter

* CALENDÁRIO INDIE - Não está ruim, Brasil.
- dia 5 agora tem a deliciosa dupla Golden Filter, de Nova York, tocando no Clash em mais uma balada da instituição blog-festeira IM//A\\PARTY, com abertura do Database, Stop Play Moon, Gil Barbara e WE//R\\DJs.
- dia 13 em Porto Alegre começa turnê de três shows brasileiros do los-strokes Little Joy, de Fabrizio Moretti, com abertura da banda indie-folk Dead Trees, de Portland.
- dia 15, no Rio, depois 17, em São Paulo, a “banda do momento” Friendly Fires comanda mais uma edição do Popload Gig, que em outubro volta com o…
- em outubro tem Ting Tings (mais Prodigy e sem o Depeche Mode); em novembro tem Killers e o Planeta Terra com o Faith No More e a renca.
Que mais, mesmo?

* O (OI E O) ADEUS DE FELLINI - O cultuado e “difícil” grupo Fellini, famosa ex-banda paulistana, agora banda vivíssima e novamente ex-banda a partir da semana que vem, se junta nesta quarta-feira na cidade para uma apresentação histórica em vários sentidos.
O quarteto liderado por Cadão Volpato e Thomas Pappon, que se manteve sempre na contramão do oba-oba do rock brasileiro dos anos 80, comemora em show único em São Paulo os 25 anos de sua polêmica existência.
O Fellini, que em sua lista de adoradores tinha Renato Russo, Chico Science, Marcelo D2 e metade da “intelligentsia” acadêmica paulistana (a outra metade, mais Ira!, Titãs etc. compunham a lista de detratores), toca seu art-rock com alguma eletrônica e um cheirinho de MPB no Studio SP nesta quarta.
“Um outro show será no próximo sábado em Curitiba, dentro do adequadíssimo Festival Rock de Inverno. E aí termina nossa turnê mundial”, diz o vocalista Cadão Volpato, 52, na verdade hoje muito mais escritor que vocalista.
Você não imagina o que você não conheceu, como diz a letra de “Rock Europeu”, o “megahit”, do Fellini. Formada em 1984 nos porões da ECA, a Escola de Comunicações e Artes da USP, o Fellini fincou pé no underground paulistano da época e de lá não saiu. Não tocava em rádios, não frequentava o programa do Chacrinha, não era condescendente com o rock da época de Blitz, Paralamas, Barão Vermelho, Titãs, RPM e sempre tocou para poucos, tinha nome de cineasta de vanguarda, citava Allen Ginsberg e Gang of Four nas letras. E o primeiro álbum, de 1985, tinha o insólito nome de “O Adeus de Fellini”. O Fellini era uma genuína banda indie lá nos anos 80.
“Num tempo em que as bandas tinham nomes mais punks (Mercenárias, Voluntários da Pátria, Plebe Rude), a gente veio com um nome que lembrava esquisitices. Sempre fui um fã do Federico, mas o nome era mais para soar como algo engraçado, o que, de certa forma, definiu nossa conduta, que misturava uma graça contida com algumas atitudes surrealistas e também uma certa poesia. Se você levar em conta que vivemos numa das cidades mais italianas do planeta, fazia sentido. Mas esse sentido veio a posteriori. Já pensou se fosse Pasolini?”, lembra Cadão.
Mas e as tretas com a cena rock da época?
“Sempre estivemos à esquerda desse pessoal todo. O rock do Rio sempre foi um lixo, nós nunca tivemos nada a ver com isso. Os de São Paulo frequentavam a mesma cena, dividiam as mesmas casas noturnas, muitos eram amigos. Mas se eu dissesse que conheço a fundo o trabalho deles, estaria mentindo”, conta o vocalista do Fellini.
“Sobre os Titãs, eu disse uma vez que eles eram os ‘alternativos de plantão’ e eles não gostaram muito. Também dividimos uma escolha dos críticos da revista ‘Bizz’ sobre o melhor disco de 1987. Hoje sei que nós é que levamos, mas a ‘Bizz’ não ousaria deixar de fora uma banda do mainstream, em favor de uns pobres independentes. E foi uma votação do país todo. Daí ouvimos dizer que houve um certo mal-estar, e que isso teria contribuído para a nossa não-aceitação junto às grandes gravadoras. Ora, a gente mesmo nunca fez nenhum esforço nesse sentido.”
Depois de quatro álbuns independentes, a banda acabou, em 1990. Um certo renascimento do Fellini se deu em 2002, quando gravaram um álbum caseiro. Em 2003, flertaram pela primeira vez com o “estrelato”, quando o grupo foi convidado a se reunir para estrelar a edição daquele ano do Tim Festival, tocando na mesma noite de White Stripes e Rapture.
“Fomos tratados como profissionais, ganhamos um bom cachê. Foi o primeiro e único decente, por sinal”, diz Cadão.
O Fellini que se apresenta em SP e Curitiba traz sua formação original: Cadão Volpato (voz), Thomas Pappon (baixo), Jair Marcos (guitarra) e Ricardo Salvagni (bateria).
Segundo Cadão Volpato, a banda nem pensa em continuar a brincadeira da volta, tão em voga no rock atual: “Não existe essa possibilidade. Estamos bem entusiasmados com esses shows: talvez sejam os melhores das nossas vidas, mas voltar não está nos nossos planos. Acabou. Já era. Mas nunca se sabe.”

* O Fellini foi, e talvez ainda seja tão importante para o indie que eu conheço um jornalista indie que só entrevistou/entrevista o Fellini na vida.

* O post está só no comecinho.

Notas relacionadas:

  1. Ferrou: Dandy Warhols quis a morte de Michael Jackson. Extra: como o Twitter vai salvar a música. Xi, Brasil: o indie e a gripe. Nheca: o indie e o cocô. E mais Jacko e o Glasto-tal. E o Blur me esperando
  2. O indie nacional está nu (peladão, mesmo). Popload Gig 2. O Faith No More, o Killers e o Franzzzz na nossa mira. O Pata e o Julian. Os Monkeys e a La Roux
  3. Para a “UP!” e avante. O incrível Crystal Stilts, a sua-nova-banda-predileta Kid British e os dois lugares mais cool no mundo hoje
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , ,
16/07/2009 - 12:42

Para a “UP!” e avante. O incrível Crystal Stilts, a sua-nova-banda-predileta Kid British e os dois lugares mais cool no mundo hoje

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* Galera, eu não quero nada. Não quero mulher bonita, nada. Só futebol com os amigos e uns dias ensolarados.

* “Outside the cafe by the cracker factory, you were practicing a magic trick. And my thoughts got rude, as you talked and chewed on the last of your pick and mix.” Tá?

* Chega de citações musicais. Já, já eu falo do flyer lá de baixo.

* Não quero alarmar ninguém, mas a App Store (da Apple), o lugar oficial dos revolucionários aplicativos para iPhone e iPod, está completando 1 ano com apps novos incríveis e uma megaliquidação dos antigos. É tipo liquidação do Mappin há muitos anos, com pânico e morte. Enfim.

* Você vai precisar ver atentamente este vídeo antes de eu falar da banda.

* Estou ligadíssimo que o mundo da música anda de ponta-cabeça, mas… Em seu “Semana Especial do Rock”, a MTV começou o programa com um vídeo do Caetano Veloso. Depois teve Rihanna também no Dia do Rock, mas voltemos ao Caê.
Vou repetir: o primeiro vídeo do Dia do Rock foi do Caetano Veloso. O que me faz lançar a seguinte pergunta de múltipla escolha para você responder: Caê lindo é do rock?
( ) sim, ele mais Gal mais Bethânia
( ) não
( ) sim, o baiano revolucionou o rock brasileiro. Ou não
( ) só se ele fizer moonwalk
( ) Só se ele cantar no próximo do Bonde do Rolê…
Eu meto um “x” em qualquer uma dessas duas últimas. Aí sim vou achar que eu e a MTV entendemos o rock.

* PATA GOES SOLO (AND NAKED) - Parece que o genial Pata, das bandas Holger e Pata & The Maxi Mazels, teve problemas com o vídeo pelado que ele lançou, chocando o indie nacional nesta semana. Tanto que ele foi obrigado a relançar com tarjas nas partes.

* KILLERS NO BRASIL – Vai, Mondo Entretenimento. Solta as datas dos shows do Brandon Flower no Brasil.

* O CRYSTAL STILTS E O LUGAR MAIS COOL DO MUNDO: BUSHWICK - Clima funesto, indicação sonora de que o mundo está acabando, guitarras shoegazing quase emo e a imediata alcunha de “novo My Bloody Valentine from Hell”. Eles são o Horrors dos EUA, sem o bom humor. Eles são o Crystal Stilts. O correspondente novaiorquino Marco Lockmann diz qualé.

“Surgindo das profundezas do Brooklyn (de Bushwick, que desbancou Williamsburg como “centro do universo” para as novas bandas americanas), o Crystal Stilts de primeira parece (mais uma) das bandas ultra-influenciadas por Velvet Underground/Jesus & Mary Chain, por conta (1) da insistência em afundar pop songs em reverberação e microfonia, (2) pelos vocais “I don’t give a fuck” e (3) o (irritante) hábito do vocalista de usar camisas com o colarinho abotoado (totalmente Jim Reid nos 80’s). Mas vendo a banda ao vivo a história é mais interessante.
O vocalista Brad Hargett formou a banda com o guitarrista JB Towsend (cabelo caindo no rosto como Will Sergeant, Echo & the Bunnymen circa 1983 – provavelmente o melhor guitarista da nova geração de bandas) na Flórida. Os dois se mudaram para o Brooklyn e desde 2003 tocam em todo e qualquer buraco disponível na Costa Oeste americana.
O grupo inclui ainda a baterista Frankie Rose, que toca de pé (como Mo Tucker do Velvet Underground e… Bobby Gillespie na primeira formação do Jesus & Mary Chain) e é aposta certa para a NME Cool List 2009.

Fui vê-los agora tocando no Market Hotel (um galpão em cima de uma bodega/padaria que se tornou o marco zero na nova cena de Bushwick – o lugar faz o Milo Garage parecer o Carnegie Hall e só vende, ilegalmente, cerveja quente). Além da influência dos shoegazers (Jesus & Mary Chain, My Bloody Valentine, Telescopes, Loop, Ride, Swervedriver) enterrada no meio da distorção, dá para ouvir na performance do Crystal Stilts um pouco de surf-music e teclados pantanosos tipo Doors, Love e outros psicodélicos.

Tocando acelerado todas as músicas do primeiro disco (“Alight of Night”) e sem intervalo nem para respirar, a banda impressiona ao criar atmosferas de microfonia e teclados e com o (sempre soturno) vocalista QUASE dançando. Terminam o show com o novo single “Love Is a Wave” – 2 minutos de garage-pop perfeito que um blogger descreveu como “os Strokes fazendo um cover dos Doors com um disco (riscado) do Jesus&Mary Chain tocando ao fundo”. É uma das trilhas sonoras “oficiais” do verao 2009 por aqui.

Na platéia (onde todos parecem ter saido de um anúncio da American Apparel), membros de várias bandas da nova cena de Bushwick: Vivian Girls, The Pains of Being Pure at Heart, Real Estate, Screaming Females, Woods, Antlers). Todos disputando com a multidão um espaço em frente à brisa de uma das janelas nos 30ºC (à noite) neste verão nova-iorquino.”

Aqui, o Crystal Stilts ao vivo tocando “Love is a Wave”, em Nova York.

Agora em agosto, o Crystal Stilts chega ao Reino Unido. Tocam em Londres, Manchester e Glasgow. Aí f…

O vídeo lá de cima, da incrível “Sugarbaby” com as minas rebolando, é caseiro, fake e rola forte desde o ano passado. Alguém pegou um vídeo de hip hop baixaria da banda GS Girlz fazendo a dança da “stanky leg”, o equivalente a qualquer dessas danças do nosso funk carioca, e botou a morbidez indie do Crystal Stilts em cima. Ficou bárbaro. É tipo como se alguém aqui no Brasil botasse umas garotas fazendo a Dança da Motinha com o fundo musical tendo, por exemplo, “O Portão”, do Roberto Carlos. NOT!

* O ALLEY E O LUGAR MAIS COOL DO MUNDO: SÃO PAULO - Abre ao público nesta sexta-feira em São Paulo, na moderna Barra Funda, o mais novo clube da cidade, voltado ao indie: o charmoso Alley, que fica no Centro de São Paulo mas nos remete a Berlim ou Praga, no visual.

São Paulo está explodindo de baladas voltadas totalmente ou parcialmente à música independente de um jeito inacreditável.
Quando os Strokes lançaram “The Modern Age” logo na virada do século, o grito de alerta não era à toa. Nesta época, em São Paulo, o único lugar de balada indie “moderninha”, praticamente, era o Orbital, na Rua Augusta. Que na verdade era um bar-corredor estreitíssimo MENOR QUE O MILO, o DJ era colocado num vão debaixo de uma escada e sabe Deus como a banda conseguia tocar naquele palquinho.

Hoje em dia a cidade explode de festas de várias facções indies (é… isso existe agora), lotando quase tudo. Hoje em dia a cidade tem clubes que viram casa de shows, casa de shows adaptadas para se transformarem em clubes. Hoje em dia tem um monte de bares pré-balada, para ouvir som bom e beber e conversar e comer antes de ir para a balada em si. Tem múltiplas baladas que viram uma balada só, como essa POP!UP, que inaugura o Alley.

A POP!UP reunirá quinzenalmente no Alley, sempre às sextas e a partir desta, quatro das baladas indies mais legais de SP, a partir de alguns de seus DJs. Tem o gênio Gil Barbara, representando a Crew (Glória, D-Edge), tem o Fabrício Miranda (dono da Funhell, da Funhouse), tem o Rafael Urenha (Party Íntima, do Audiodelicatessen) e tem este que vos escreve (Rockfellas, Vegas).
Revezando nas sextas-feiras tem a carioca festa Maldita Hits, um especial da Maldita que rola no Rio de Janeiro, comandada pelos famosos DJs Zé e Gordinho. Os sábados são da Overdancing, a noite da dupla Tiago Guiness e Bruno Orsini .

O Alley fica na rua Barra Funda, 1066, praticamente em frente a outro grande endereço indie-eletrônico: o Clash Club.

E este aqui é o flyer da primeira POP!UP, que terá sempre um “personagem” do nosso mundo. Duvido alguém adivinhar quem vai estar no próximo.

* POPLOAD GIG 2. OS INGRESSOS PARA O FRIENDLY FIRES – Se nada der errado, sexta-feira da próxima semana começam a ser vendidos os ingressos para o POPLOAD GIG 2, cuja principal atração é a espet… (não vou advogar tanto em causa própria) banda inglesa Friendly Fires. A venda vai ser para as duas cidades do festival: Rio de Janeiro e São Paulo. Os preços do show do Studio SP serão de R$ 70 (primeiro lote) e R$ 90. Para o Circo Voador, as entradas saem R$ 50 e depois R$ 60. Os locais de venda para São Paulo serão nas lojas American Apparel e Japonique, incluindo aí as bilheterias do Studio SP. O special guest para São Paulo ainda não foi definido, porque os caras estão meio caros. No Rio, além do Friendly Fires, tocam os incríveis Copacabana Club e Brollies & Apples.

* BENICASSIM – O Festival de Internacional de Benicassim, na Espanha, é provavelmente o mais quente do verão europeu. Quente de quente e quente de hot. Fica pertinho da praia, só vai galera da França, de Barcelona, de Valência. Costuma ser a maior concentração de caras de sunga e meninas de biquíni para shows de rock no planeta. O FIB começou ontem (16) e vai até domingo. Na edição deste ano, tem muita gente das “antigas”, como o Oasis, que abriu o evento ontem, em show que reuniu 50 mil pessoas e foi marcado por um princípio de confusão. Uma galera que estava mais “alta” resolveu subir em uma das torres de estrutura da arena principal. O Noel avisou logo no começo que, se não descessem de lá, o Oasis iria parar o show. Dez minutos depois, um locutor deu o recado novamente, falando em espanhol. Daí veio o Liam, do contra, e mandou um “F***, vamos continuar”.

Entre as outras atrações do primeiro dia, destaque para os shows do Mistery Jets e do Walkmen. O Glasvegas, banda de um som soturno, frio, parece não ter empolgado muito o público acalorado. O bem bom Foals, que tinha apresentação marcada para sábado, cancelou seu show alegando “uma doença misteriosa” envolvendo o vocalista Yannis Philippakis e o tecladista Edwin Congreave. Suína?

Até domingo, passam pelo Benicàssim atrações como Kings Of Leon, Franz Ferdinand, The Killers, Maxïmo Park, The Horrors, TV On The Radio, Peter Doherty e o Friendly Fires, grande atração do Popload Gig 2, mês que vem.

* ASSIM – Acabou. Vou desencanar de “Brüno” e só falaremos do incrível Kid British, sua nova banda predileta, de reggae…, no próximo post. Vou até deixar o KB no título. Este post aqui já está grande demais. Os ganhadores da pacoteira londrina vão ser divulgados aqui a qualquer momento. Juro.

Notas relacionadas:

  1. Nada para se preocupar
  2. Popload Gig, o Faith No More, o Dinosaur Pile-Up, algumas francesas nuas, a cantora mais linda do mundo, cinco sorteios incríveis e o futuro da humanidade (versão final)
  3. Eu, você, o Matt, a Kim, o Alex, o Eddie, o John, o Paul, a Mica, o Mickey… Todo mundo!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
13/07/2009 - 19:16

O indie nacional está nu (peladão, mesmo). Popload Gig 2. O Faith No More, o Killers e o Franzzzz na nossa mira. O Pata e o Julian. Os Monkeys e a La Roux

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* Opa! Tô aqui, tô aqui. Não abandonei o barco, não. É que…

* Popload em Sao Paulo, Brazil-il.

* This time, baby, I will be bulleeeeeeeeeeeetproof.

* Repara no relevo. Está chegando a segunda edição da

* POPLOAD GIG 2 - Está (quase) tudo pronto e garanto: vai ser loucura. Definidos os esquemas do segundo festival internacional realizado neste ano por este blog, que vai ter como atração internacional a incrível banda inglesa Friendly Fires e será realizado no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ficou assim:

Dia 15/8, Circo Voador, Rio de Janeiro
- FRIENDLY FIRES
- Copacabana Club
- Brollies & Apples

Dia 17/8, Studio SP, São Paulo
- FRIENDLY FIRES
- Atração Surpresa (a confirmar)
- Copacabana Club

A atração surpresa do show de São Paulo, a ser definida até quarta-feira agora, pode ser nacional ou internacional. Ou os dois, hehe. Os ingressos para Rio e SP devem começar a ser vendidos semana que vem, com locais de venda e preços divulgados até o final de semana. Para o show de São Paulo, no Studio SP, o total de entradas vendidas devem ser de 400. Correria.

* O FAITH NO MORE E O PLANETA TERRA – Não me refiro em perda da fé no planeta Terra, por causa do desequilíbrio ambiental, tal e coisa. É sobre o festival, mesmo. A história pode não ter nada a ver uma com a outra, mas pode ter tudo a ver. O grande Faith No More está marcando sua data para show no Brasil no dia 7 de novembro. E o Planeta Terra Festival, cuja idéia inicial era ser realizado no dia 14 de novembro, parece que está mudando para o dia 7.

Ouvi um papo ainda de Grizzly Bear estrelando o palco indie do Terra Fest. Que lindo. Mas vamos esperar para ver como acontece.

* O ARCTIC MONKEYS ESTÁ C.H.E.G.A.N.D.O - “Humbug”, o novo disco da banda sheffieldiana Arctic Monkeys, sai ainda em agosto, primeiro dia 19 no Japão. Mas praticamente todas as suas faixas já estão prontas para ser ouvidas na forma ao vivo, via YouTube. Neste começo de julho o grupo andou excursionando pela Europa Central (Polônia, República Checa, Áustria, Sérvia, Croácia) e não faltam vídeos de esperta qualidade para checarmos qual é do terceiro álbum deles, em alto e bom som. Isso enquanto o disco todo, de estúdio, não vazar das mãos de jornalistas que já o receberam. A Popload escolheu para botar aqui o vídeo da música “Secret Door”, que encerrou o show de Praga, na semana passada. Mas é fácil ter acesso a vários outros. “Secret Door” é a quarta faixa de “Humbug”

No domingo passado, o superjornal “Observer” publicou esta capa incrível sobre a “nova fase” da banda, chamando os meninos de “a coisa mais irrestível e convincente a acontecer na musica nos últimos cinco anos”.

O texto do jornal faz uma comparação de quem era a banda quando começou e quem é a banda hoje, mais, hum, madura. Ou não:

Tradução livre: “A lenda corre mais ou menos assim: quatro garotos de Sheffield ganham instrumentos de Natal e começam a ensaiar na garagem. Minutos depois eles viram um fenômeno, lançam dois singles que ficam em primeiro lugar na seqüência, lançam um primeiro álbum absurdo, viram headliners do Glastonbury, ganham uma porrada de prêmios e chegam ao segundo e bombado álbum. Nesse meio tempo, ainda mexem com a indústria musical ao esnobarem grandes gravadoras, revelarem músicas novas nos shows e por se manifestarem incansavelmente via MySpace”.

O mais fascinante/interessante, para o reporter, parece ser o baterista, que só virou mesmo o baterista porque não sobrou nenhum outro instrumento para ele escolher. Ele assume o papel de palhaço da banda, e o único a ainda ter, assumidamente, uma cara de moleque. Os outros, entre cabelos compridos e até barba, parecem ter amadurecido antes dele.

Pergunta ao vocalista Alex Turner se ele se vê como um menino ou um homem (a banda toda tem 23 anos). Ele responde: “Agora que deixei meu cabelo crescer, a maioria das pessoas me vê como uma mulher. Uma adolescente dos anos 70. E eu não me importo.”

Outra pergunta ótima: o jornal questiona Turner se, ao mudar-em para o Brooklyn, Nova York, a milhares de km de distância de Sheffield e daquilo tudo que o construiu, as letras do AM não vão perder todas as referências que marcaram as histórias cotidianas cantadas pela banda. Turner dá com os ombros e diz: “Há muitas outras coisas sobre o que falar em uma letra”.

* THE KILLERS NO BRASIL - A coisa está vindo aos pedaços. Mas a deliciosa banda cafona The Killers toca no Brasil em alguma data entre 21 e 26 de novembro, é o que está se desenhando. O grupo do Brandon Flowers, o caubói de Las Vegas, começa o giro sul-americano em Lima, Peru, em 19 de novembro. Os shows da Argentina e Chile também estão certos. Em Buenos Aires é dia 27. Em Santiago, 29. E, sim. A turnê conjunta com o Coldplay foi abortada. Não vai mais rolar.

* MICHAEL JACKSON R.I.P. – PARTE 8.430 – Já foi, Michael?
Numa madrugada destas geladas de São Paulo, noite besta de segunda-feira numa já esvaziada região de bares sempre lotados, um cara atravessou a rua “moonwalking”. Sozinho, sem querer saber se alguém estava vendo, provavelmente motivado pelo álcool, num tributo tardio e involuntário. Achei engraçado. Mas o tributo mais bacana que eu vi neste post-mortem do esquisito Rei do Pop aconteceu na semana passada na incrível praça perto da Estação Central de Estocolmo, na Suécia. Foi um instantâneo armado por um coletivo de dança, que contou com a participação do poooovo. Rapidinho, foram lá, fizeram e foram embora. Cool.

* HELLO, GLASTONBURYYYYY: A INCRíVEL LA ROUX – O encantamento no último Glasto da menina topetuda La Roux, dona de três músicas entre as 10 mais legais DO ANO, foi de uma espontaneidade linda. Ela cantando seus hits anos 80-00, o astral lá em cima, galera no embalo, banda feliz, tenda feliz. Tipo comovente. Dá uma olhada em “In for the Kill” e “Bulletproof” e me diga se você não dava um braço para estar naquele meio.

* TOMORROW: FRANZ FERDINAND - Esse tomorrow, vale dizer, significando “2010″. A banda escocesa Franz Ferdinand, um dos grupos mais legais da história, está marcando uma turnê sul-americana para março do ano que vem. A gente aguenta esperar, né? Enquanto isso, fica com estes “momentos Franz Ferdinand”, pá-pum, gravados por mim no show deles na semana passada em Londres, no iTunes Festival.

* JULIAN, WHAT THE F*UCK?!? – Apareceu finalmente o projeto solo do Julian Casablancas, o vocalista dos Strokes. Psicodelia esquisita na qual nem o às vezes estranho MGMT conseguiu alcançar em seu mais alto nível de hipponguice. O “Guardian”, para variar, matou a pau no título de seu post: “Julian goes solo (and proggy)”. Julian total proggy. Essa viagem aí abaixo é um teaser do álbum solo do moço, chamado “Phrazes for the Young”. Vamos torcer para que seja mesmo apenas um teaser de algo, hum, diferente, dentro do que a gente espera do Julian boy.

* PATA GOES SOLO (AND NAKED) – Ninguém segura esse menino. O Pata deve ser o cara que mais trabalha no indie nacional, hoje. Pode ser encontrado em todas as baladas “pesquisando” sons, está envolvido na feitura do disco de sua banda (ele é um dos vocalistas e compositores do Holger) e acaba de sair em carreira solo para formar o Pata & The Maxi Mazels, um interessante projeto que relê e traveste a seu modo pequenas pérolas do indie internacional e até nacional.

Seu MySpace entrega tudo que foi produzido até agora. De versões de Built to Spill até Jackson Five, passando pelo “nosso” Copacabana Club. Vem bem mais por aí.

O Pata já produziu dois vídeos. Um para “Just Do It”, o “hit” do Copacabana Club. E, bem mais “conceitual”, para “Ain’t No Cure for Love”, sua versão sofrida e bucólica para a linda canção de Leonard Cohen. Vídeo no qual Pata, destemido, aparece pelado.

Pata & The Maxi Mazels fazem sua noite de estréia agora no dia 17 de julho, sexta-feira, no Neu. O Pata é o de chapéu. Bom, talvez nem precisasse falar. Agora você já deve conhecê-lo BEM, pelo vídeo.

* PRONTO - Mais um dia, então, para concorrer aos “prêmios ingleses” do último post. No próximo tem o resultado dos vencedores. Concorra nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Lembrando os prêmios:
1. Uma camiseta lindona, verde, tamanho M, oficial, da volta do Blur. É para meninos (ou ideal para). Tem o cachorro de óculos na frente e “blur” grande atrás, com menção ao Hyde Park 2009.
2. Uma “Q” his-tó-ri-ca do Michael Jackson, que saiu depois da morte do MJ, mas não é sobre a morte do Mj. Me entende?
3. Os singles “Can’t Stop Feeling”, novíssimo, e “No You Girls”, do Franz Ferdinand.
4. Uma camiseta “de meninas” do Franz Ferdinand. Tamanho M. Rosa. Lindona. Da última turnê.

* Para acabar mesmo, deixa eu perguntar uma coisa. Você vai no Alley sexta-feira, né?

Notas relacionadas:

  1. Deixa de ser humbug: o novo Arctic Monkeys, cositas uruguayas, Sonic Youth e o jornalismo, tadinho. E ainda a história da “suruba indie”
  2. Ferrou: Dandy Warhols quis a morte de Michael Jackson. Extra: como o Twitter vai salvar a música. Xi, Brasil: o indie e a gripe. Nheca: o indie e o cocô. E mais Jacko e o Glasto-tal. E o Blur me esperando
  3. Brüno. Andreas. Alex Monkeys. Alex Ferdinand. Michael. E o Noah
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
03/07/2009 - 11:37

Girls and boys: a triunfal volta do Blur. Londres está “swinging”. O sambão do Friendly Fires na Popload Gig 2. Michael Jax e o incrível caso da capa da “Q”. Franzzzzz, Fred Perry, prêmios f*d*. Que mais, hein…

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* Popload em Londres. Hot in Heeerre, Brasil!

* Não tem outro jeito. All that you can do is watch them play.

* 50 mil pessoas num calor de matar (33 graus) não podem estar erradas. O Blur, na quinta, fez o show mais cantado por público que eu vi desde que a Mallu mandou “Tchubaruba” no Milo, no ano passado. Estou zoando, óbvio.

* Zoando com a história da Mallu. Sobre o Blur, foi bem sério. Vou contar mais lá embaixo.

* POPLOAD GIG 2 - Oficializou. O segundo festival promovido por este blog está ganhando forma. No MySpace da banda inglesa Friendly Fires já aparece a POPLOAD GIG, que ainda vai ter (possivelmente) uma banda gringa e (certeza) três nacionais, a serem anunciadas.

É engraçado olhar a lista de shows de uma banda tão cool como o Friendly Fires e ver os seguintes anúncios:

3 jul 2009 – Roskilde
4 jul 2009 – Eurokeenes
11 jul 2009 – T in the Park
12 jul 2009 – Oxegen Fest
15 jul 2009 – iTunes Festival

19 jul 2009 – Benicassim

9 ago 2009 – Lollapalooza
15 ago 2009 – Circo Voador (Popload Gig) – Rio de Janeiro
17 ago 2009 – Popload Gig – São Paulo
28 ago 2009 – Reading Festival
29 ago 2009 – Creamfields
30 ago 2009 – Leeds Festival
11 set 2009 – Bestival (Isle of Wight)

O Friendly Fires ia fazer um dos shows de abertura para o Blur, no Hyde Park, na quinta. Na segunda-feira, em info interna, fui avisado que a banda não tocaria, porque houve algum desacordo lá. Cheguei aqui e os jornais e a “Time Out” anunciando o Friendly Fires no Hyde Park. Estranho. Mas, na hora, a banda havia sido substituída pela Golden Silvers. Não achei ruim, até, mas qual teria sido o problema? Hoje, em boato que corre aqui em Londres, o Friendly Fires foi limado pelo Blur, porque seu vocalista disse em recente entrevista: “Nunca fui muito fã do Blur. Na época do sucesso deles, eu era um ‘Oasis kid’”.
Será que foi por isso? Não é possível que a briga Oasis vs. Blur vive até hoje.

* Este post está sendo escrito enquanto a Inglaterra espera a TV mostrar ao vivo a semifinal de Wimbledon, com o mais novo ídolo pop britânico do momento, o jogador Andy Murray. O cara, maior simpático, está ganhando no noticiário aqui do Michael Jackson, da crise mundial, da menininha Bahia, que sobreviveu só ela no acidente de avião que matou 153 no Oceano Índico, e do teenager de Londres que morreu de gripe suína, com a doença chegando forte na capital Londres. Xi…

* Então, o Murray. A fabriquinha brit de transformar tudo em pop está forte nele, hoje o herói nacional disparado. O último jogo Murray, que é escocês, ganhou sob uma temperatura de 40ºC. Já está sendo chamado de Red Hot Murray. No diário “Independent” desta sexta-feira, a foto principal da capa é a Maggie, a cachorra colie engraçada do Murray, com a qual o tenista treina movimentos jogando “frisbee”. Maggie foi levada a Wimbledon a pedido do tenista, para deixar o dono mais calmo com a pressão. Sério.

* Murray é o primeiro inglês a chegar numa semifinal de Wimbledon desde 2002. Se ganhar hoje, será o primeiro britânico numa final do torneio xodó da Inglaterra desde 1938. Se for campeão, então, vai igualar o feito de 1936 do Fred Perry, hoje o dono da marca de camisetas pólo mais cool do mundo, vestida por todas as bandas inglesas, pelo Murray e pelo Damon Albarn ontem no show.

* MAICOL JAXON - Eu tinha ficado assustado com o número de revistas oportunistas no Brasil tentando faturar com a morte do rei do pop, mas na Inglaterra o choque foi brutal. A impressão que tem é que até revista de jardinagem traz o Jacko na capa.
E, não. Ainda não achei para comprar a camiseta “I was at Glasto when Jacko died”. Acho que já era. No show do Blur tinha um sujeito com uma. Se eu achar eu compro. Tudo bem que eu nem estive no Glastonbury. Fook it! Se eu fosse fazer a minha “I was at home when Jacko died” não teria a menor graça.
As duas últimas histórias mais “legais” do Michael Jackson por aqui foram:
1. A onda de fãs se suicidando depois da morte do ídolo. Foram 12 até agora, no mundo todo, a maioria sósias do Michael Jackson. Teve o russo Pável, 31, o mais conhecido sósia do Michael na Rússia (como assim?), que cortou os pulsos quando soube que o MJ tinha ido desta e foi socorrido por paramédicos, ainda com vida, quando estava ensanguentado na banheira. Ficou puto. Reclamou e disse que assim que tiver alta vai se matar. Faz sentido. Pável se veste como Michael Jackson desde os 9 e afirmou que quer ir “se encontrar” com o ídolo.
2. Moonwalking. Os jornais daqui, na quinta, deram cadernos especiais para o 40º aniversário do Homem andando na Lua. Num paralelo com a famosa dança do Michael Jackson, o especial de um dos jornais (ou o “Guardian”, ou o “Independent”, não lembro) deu o título “The Original Moonwalker”, para uma reportagem com o astronauta Neil Armstrong, o primeiro ser humano a caminhar na lua.

* BLUR, “GIRLS & BOYS” - Foi um hit atrás do outro. O maior “singalong” dos últimos tempos. 50 mil pessoas fazendo guerra de garrafas de cerveja (de plástico. A patrocinadora do show, a Tuborg, vendia só cerveja em garrafas de plástico duro, em vez de servi-las em copo de papel. Aí…). O primeiro dos dois shows oficiais da volta do Blur sacodiu o Hyde Park. Veja o vídeo de “Girls & Boys”.

* Agora “Tender”, gravada de um modo, hum, não-ortodoxo.

* Não deu para o Murray… Coitada da Maggie… Pobre Inglaterra… Supera, Fred Perry.

* EU E O FF, A BANDA MAIS BACANA DO MUNDO - Reza a lenda que eu tenho um ingresso para ver o show especial do Franz Ferdinand nesta segunda-feira aqui em Londres, dentro do iTunes Festival, com abertura da espertíssima nova banda americana Passion Pit. Vamos ver se a coisa funciona, para depois eu contar como foi. Enquanto isso, o FF (o Franz Ferdinand, não o poploadico Friendly Fires) solta mais um de seus vídeos bacanas, para a gostosa “Can’t Stop Feeling”, onde a banda é amassada, estapeada, atacada por ursos de pelúcias. “Can’t Stop Feeling”, o single, sai nesta segunda na Inglaterra. Vou comprar para mim, claro. Para mim e para você.

* EU E O FF, A SEGUNDA BANDA MAIS BACANA DO MUNDO - Então, a banda de brit-samba Friendly Fires está no segundo Popload Gig, festival/festa orquestrada a partir deste blog, porque não basta escrever, não é mesmo? Depois eu conto quem vai estar no Popload Gig 3 (outubro) e quem pode aparecer no Popload Gig 4 (talvez março). Os shows puxados pelo FF (o Friendly Fires, não o Franz…) acontecem no Rio de Janeiro, dia 15 de agosto, um sábado (o melhor dia para estar no Rio de Janeiro), e dia 17 em São Paulo (uma segunda-feira, o melhor dia para um show em São Paulo, fácil).

O FF (não o…), além de ter sido mesmo limado de participar como abertura do show do Blur porque declarou que no britpop era fã do Oasis (hahahaha), fez um showzaço no Glastonbury Festival. Para você ter uma idéia de como é a banda ao vivo, no aquecimento Popload Gig, aqui embaixo tem um bom trecho do show do FF (…) no Glasto 2009 para você ouvir e/ou baixar.

 


* VOCÊ E O GLASTONBURY - O site FitaK7, de onde você pega esse Friendly Fires ao vivo no Glastonbury, tem muitos outros shows do gigantesco festival britânico para download, armado por um brasileiro em “turnê” particular pelos festivais europeus de verão. E ele, o Lício Daf, libera para visitas: pode se aproximar das apresentações do Franz Ferdinand, Blur, Neil Young, PeteR Doherty, Passion Pit, Ting Tings, Nick Cave, Bon Iver, Kasabian, Doves, Fleet Foxes, Bloc Party etc. O site, segundo o Lício e agora o Lúcio, é todo seu.

* MICHAEL JACKSON E O INCRÍVEL CASO DE AZAR E SORTE DA “Q” MAGAZINE - Como meu eterno ritual de chegada na Inglaterra, já no aeroporto eu compro todos os jornais e revistas que eu consigo, antes de pegar o trem para o centro de Londres. Entre as revistas que eu joguei rapidinho na minha “own private” sacola da alegria, estavam o (raro) especial da “Time” e a “Q” com a capa do Michael Jackson, bonitona, que reluzia dentre as centenas de revistas em memória ao Rei do Pop blablablá.
Aqui está a capa da “Q”.

Agora olhe bem para ela. Mas bem mesmo. Ela não faz NENHUMA menção à morte do Michael. Porque ela foi produzida, rodada e distribuída horas antes de o ídolo pop morrer. A “Q” do Michael Jackson é uma revista “Q” normal sobre o Michael Jackson, motivada pela turnê de 50 shows e a residência do astro no O2 Arena, tal e coisa.

Foi mais ou menos assim. A revista fechou sua capa na quinta-feira e começou a ser rodada em gráfica. Na sexta, quando alguns pacotes dela já chegavam distribuídas em vários pontos do Reino Unido, veio a notícia de que o cara da capa, o MJ, havia morrido. No sábado, a “Q” estava lindona com Michael Jackson na capa, surgindo junto com a comoção mundial pela morte do cantor americano.

“Michael Jackson Desmascarado” é a manchete da “Q”. Não houve tempo para nenhuma mudança editorial por parte da revista. Nem um adesivo daqueles tradicionais tipo “ano do nascimento – ano da morte”. Seu editor-chefe, no site da publicação musical, pede desculpas para quem possa ter ficado “ofendido” com a revista do Michael não falar da morte do Michael.

Mas o caso é que a “Q” nunca vendeu tanto.

Eu comprei a revista super achando que era um belo “tributo” ao MJ. A revista “desmascarando” o eterno mascarado (por cirurgias, maquiagem) agora que ele estava morto. Qual o quê.

De todo modo comprei duas. Uma para eu guardar, óbvio, e outra para botar a sorteio aqui. Essa “Q” é histórica.

*************** BLUR * BLUR * BLUR * BLUR * BLUR * BLUR * BLUR ***************

When I feel heavy metal… Damon Albarn vai “pra galera” durante show no Hyde Park, em Londres. Foto: WENN.com

A mnha viagem à Inglaterra do Blur foi bancada em parte pela Folha de S.Paulo. O material que me cabia foi publicado no jornal, no caderno ilustrada, neste sábado. Aqui eu reproduzo o que saiu, sem os naturais cortes de edição. O Blur, a volta e o Hyde Park. Quase 15 anos depois do auge do Britpop, os caras ainda são os reis. Sem ofensa, Noel. O título é de vocês, também.

* Woo-hoo! As 100 mil pessoas arrastadas a um parque no coração de Londres e as outras 80 mil se aventurando na lama do festival Glastonbury só para vê-la não podem estar erradas. A banda Blur, grupo-ícone britânico dos anos 90 e uma das mais queridas formações musicais da Inglaterra, está oficialmente de volta. Pelo menos enquanto o verão europeu durar.
O quarteto tão famoso pela vasta coleção de “canções para cantar junto” quanto pela eterna briga com o “grupo rival” Oasis fez nesta quinta e sexta passadas dois colossais shows no Hyde Park, na região central da capital inglesa. As apresentações avalizaram o retorno à ativa do Blur todinho original, celebrando a volta às boas relações (ou pelo menos da relação suportável) do carismático vocalista Damon Albarn com o marcante guitarrista Graham Coxon, depois que o último largou a banda em 2002 e o primeiro resolveu pelo final dela, no ano seguinte.

O Blur é a banda do verão 2009, como o foi em vários verões dos anos 90. Os shows do Hyde Park na verdade nem foram os primeiros em que os ingleses viram a olho nu a celebrada volta dos heróis do britpop. Mostraram ensaios na internet, treinaram ao vivo em pequenos concertos em clubinhos e lojas de discos e recentemente estrelaram o gigantesco Glastonbury, um dos principais eventos de música do planeta.

Mas no Hyde Park, na “parklife” para lembrar um de seus maiores singles, o brilho todo era do Blur. Damon,
Coxon, o baixista Alex James e o baterista Dave Rowntree estavam lá. Os fãs antigos estavam lá. E os novos também estavam lá.
Na quinta-feira, em show assistido pela Folha, chegou a ser comovente em muitos momentos o seu desfile de músicas pegajosas sendo acompanhado em coro pelas 50 mil pessoas que há tempos esgotaram os ingressos para as duas apresentações.

Na sexta, em show parecidíssimo, as 50 mil pessoas pareciam 100 mil. O lugar estava mais cheio que no dia anterior, certeza. O resto era igual: a sequência das músicas, o sol forte do começo (“She’s So High”), a noite linda no fim (“The Universal”), a empolgação de Damon Albarn.
“De toda história dessa nossa volta, tudo começou pensado para este show de sexta, o primeiro a botarmos os ingressos a venda. Vocês… Vocês…”, engasgava Damon Albarn, se afastando do microfone.

Foram shows gloriosos. Até na hora em que a voz do não-mais-jovem Damon falhava o “backing vocal” de milhares fazia o show transcorrer como se fosse 1994. Nos hits “Girls & Boys”, “Song 2″ e “Tender”, é quase exagero dizer que Damon Albarn parecia um “coadjuvante” com o microfone na mão.

A tour – Houve uma época em que o Blur e o Oasis eram o Michael Jackson e Madonna da música jovem britânica: primeiras posições das paradas, a vida pessoal de seus líderes devassada sem dó nos tablóides, suas canções definindo um estilo de vida e até servindo de trilha ao resgate de um amor próprio que a Inglaterra havia perdido.
Mas, assim como substituiu a América grunge, a “Cool Britannia” também teve seu fim, quando o Oasis entrou em crise criativa e o Blur perdeu seu guitarrista, soltou um disco não muito inspirado (“Think Tank”, de 2003) e sumiu do noticiário musical.
Agora, uma recém-lançada coletânea dupla e alguns badalados megashows (vistos por quase 200 mil pessoas em três apresentações), o Blur está mais que vivo. Neste fim de semana, tocam em Lyon, na França. Depois, na semana que vem, são as principais atrações dos megafestivais Oxegen (Irlanda) e T in the Park (Escócia).

Brasil? – A questão agora é se Albarn e Coxon vão levar à frente a idéia de parar mesmo com o Blur no final deste verão, embora continuem recebendo propostas para tocar em outros países. A Folha apurou que a banda estuda um convite para se apresentar no Brasil no final do ano.

Damon Albarn – “Eu me sinto privilegiado na vida por não fazer nada durante anos e, quando voltamos, encontramos isso aqui”, falou o emocionado Albarn apontando para todos os lados do mar de gente prestigiando a volta do Blur, no Hyde Park.

O setlist dos shows – ‘She’s So High’, ‘Girls and Boys’, ‘Tracy Jacks’, ‘There’s No Other Way’, ‘Jubilee’, ‘Badhead’, ‘Beetlebum’, ‘Out of Time’, ‘Trimm Trabb’, ‘Coffee & TV’, ‘Tender’, ‘Country House’, ‘Oily Water’, ‘Chemical World’, ‘Sunday Sunday’, ‘Parklife’, ‘End of a Century’, ‘To the End’, ‘This Is a Low’, ‘Popscene’, ‘Advert’, ‘Song 2′, ‘Death of a Party’, ‘For Tomorrow’, ‘The Universal’. Só hit, do começo ao fim. Assim é fácil o show ser inesquecível.

O disco. Uma das bandas mais conhecidas do pop inglês, o Blur voltou mirando em novas conquistas, com um olho no resgate dos fãs anos 90 e com outro na meninada internética anos 2000.
No pacote “volta do Blur”, além dos bombados shows, está o lançamento da compilação dupla “Midlife – A Beginner’s Guide to Blur”. O velho Blur para a nova geração.
A coletânea, lançada no Reino Unido naquele “velho” formato anteriormente conhecido como CD e também no mercado virtual dos mp3s, está previsto para aparecer em lojas brasileiras em agosto.
Este “manual” do Blur traz 25 músicas que conta a história dos 20 anos de carreira da banda de Damon Albarn desde láááá em 1991, quando lançaram o primeiro álbum atropelados pela revolução sonora americana (Nirvana e cia.), passando pelos anos dourados do britpop e chegando até o sétimo e último, o CD “Think Tank”, de 2003, quando Albarn já estava completamente imerso em sons africanos e dub.
Se a molecada moderna vai adotar ou não as músicas que ajudaram a construir a sonoridade dos anos 90, fica a pergunta. Mas um disco que reúne canções como “Parklife”, “Girls & Boys”, “Song 2″, “Coffee & TV”, “Tender” e “Beetlebum” tem muito poder.
Agora, em 2009, o Blur ainda tem o que oferecer ao pop? É um grande desafio para o grupo e seu clube de adoradores. A banda primeiro precisa continuar e gravar coisas novas. Depois, para quem começou sua carreira no final dos tempos do vinil, atravessou o auge das vendas de CDs, agora terá de mostrar fôlego renovado na era digital como novo modelo de negócios.
Mas, se tudo der errado para o Blur, se essa paquera com a nova geração não vingar e a festejada volta aos palcos não durar mais que um verão, uma coletânea como esta “Midlife” fica como uma belíssima despedida.

********** BLUR * BLUR * BLUR * BLUR **********

* PROMOÇÃO LONDRES - Agora assim. É a hora dos famosos “prêmios de viagem”. Até eu quero esses, hehe. Concorra nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Jump.
1. Uma camiseta lindona, verde, tamanho M, oficial, da volta do Blur. Tem o cachorro de óculos na frente e “blur” grande atrás, com menção ao Hyde Park 2009.
2. Uma “Q” his-tó-ri-ca do Michael Jackson, a que não é sobre a morte mas saiu no dia da morte. Me entende?
3. Os singles “Can’t Stop Feeling”, novíssimo, e “No You Girls”, do Franz Ferdinand.

* Segunda tem mais post e mais prêmios. Went.

Notas relacionadas:

  1. Popload em Londres: a revolução será downloadada
  2. Poplegoad edition. Montevidéu, Pixies, Blur, Beirut duas vezes, a conversinha do U2 e chega por enquanto
  3. Ferrou: Dandy Warhols quis a morte de Michael Jackson. Extra: como o Twitter vai salvar a música. Xi, Brasil: o indie e a gripe. Nheca: o indie e o cocô. E mais Jacko e o Glasto-tal. E o Blur me esperando
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
27/05/2009 - 21:50

Let’s f**king dance! The Rapture semana que vem em SP. Popload Gig 1 semana que vem em SP. Popload Gig 2 com Friendly Fires em agosto. Mais: o Grizzly Bear e os pôsteres de shows que todo clube devia fazer (versão final)

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* Hi, can I facebook you?

* RAPTURE NO LANÇAMENTO DA “VICE” - A extracool revista gratuita “Vice”, distribuída nas principais cidades do planeta, começa bem sua temporada paulistana (com reflexos distributivos no Rio e em Porto Alegre).
A festa de lançamento da primeira edição brasileira da nervosa publicação, que acontece na próxima terça-feira, dia 2, no clubão The Week, terá a presença da ótima banda americana The Rapture, porém em visita DJ SET.
É a terceira aparição do Rapture (Tim Festival 2003, Planeta Terra 2007) por essas paragens, a primeira para discotecar. Isso se não levarmos em consideração a balada em que tocaram na RockFellas, no Vegas, junto com Datarock e Popload, hihi.
Completam o line-up de respeito da festança da “Vice”:  garageiro punk descontrolado Jay Reatard; o duo proto-punk canadense pra lá de doido King Kahn & The BBQ Show e o DJ canadense A-Trak, mago de um certo electro hip hop e amigo do Kanye West. Vi uma apresentação conjunta do A-Trak com o Diplo num clubinho de Austin, durante o Sxsw, que eu não sei como não foi decretado estado de alerta de furacão no Texas.
Mas para ir à festa de terça que vem da “Vice” não será simples assim: tem que se cadastrar no site da parceria Vice + Converse, ter as quatro estrelinhas dos eventos e… Bom, vai lá e vê.

* FRIENDLY FIRES NO POPLOAD GIG DOIS, EM AGOSTO - Mais detalhes em breve. Mas o que dá para dizer é que a agenda do incrível grupo britânico Friendly Fires de agora até agosto vai mostrar os seguintes compromissos:
Ibiza Rocks, Glastonbury, Blur Reunion Tour, Roskilde, Eurokeenes, T in the Park, Benicassim, Oxygen Festival, Lollapalooza, Creamfields UK e Popload Gig. Simples assim.
Só para lembrar, o Friendly Fires (da família FF que ainda tem em suas fileiras o Foo Fighters, o Franz Ferdinand, o Fleet Foxes, o Fiery Furnaces e o…) lançou seu primeiro álbum em setembro no ano passado, o disco do ano, fácil.
O CD tem uns oito singles em potencial, entre eles a fantástica “Paris”, a música do ano, fácil.

* Mas, antes do Popload Gig 2 tem o…

* POPLOAD GIG 1: THE VIEW DIZ QUE ESPERA TE VER LÁ DOMINGO - De viva voz, receba o convite do Kieren Webster, baixista e vocalista do The View, para dar uma chegada na Clash no domingo dia 7, para ver o show da banda no primeiro Popload Gig. O problema é entender o que ele diz, no sotaque do interiorzão da Escócia. “Hope to see you dérrrrrrrrrrrr!”
Brincadeira. Esse até está fácil de entender. Dá até para entender tudo, menos que ele tenha falado “Popload”, hahaha.
Enfim, sinta o convite.

Você pode achar qualquer coisa sobre o show do The View. Só não pode dizer que ele não é inteeeenso. Vi algumas vezes um desempenho incendiário dos caras, tipo esta vez em Liverpool. Olha a sinergia da galera, no trecho.

No começo do ano o View fez uma session para o tablóide inglês “The Sun” (sim, até o “Sun” faz sessions com bandas legais) e lá tem essa versão acústica da ótima “Superstar Trademan”, assim, limpinha, sem a barulheira, sem a gritaria ininteligível. O vídeo você vê aqui.

Depois do Popload Gig, o View tem marcado shows no Isle of Wight Festival e no T in the Park.

PROMOÇÃO 1 - A Popload segue no festival de sorteios incríveis. Em cartaz está este All Star costumizado, doação da Converse, e com o desenho style comemorativo da primeira edição do Popload Gig. Atenção: só tem o tênis número 39 unicamente. Ou você calça este número e ganha para você, ou para doar de presente, ou para guardar e botar no e-Bay porque vai virar relíquia milionária. Concorra pedindo nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br.

* THE GOSSIP, A MÚSICA NOVA E A FESTINHA PARA O MORRISSEY - Amigo meu, o Péricles, estava em Berlim semana passada dando show (literalmente!) e foi conferir a apresentação do Gossip, a banda americana da famosa e gigantesca Beth Ditto que também estava na cidade. O concerto do Gossip no lugar mais cool da Alemanha aconteceu no último 22 de maio, no exato dia em que o ex-cantor dos Smiths completava 50 anos de idade. Ditto pagou tributo forte ao Moz. Ficou cantando músicas do maior inglês vivo a cappella, distribuiu flores à platéia e ainda levou ao palco um cartaz de feliz aniversário para o adorado ser humano britânico. O celular master do Péricles captou parte da cena. Tem “Suedehead”, do Morrissey solo, estourando nas caixas e depois a banda já emenda uma música nova, que vai estar em “Music for Men”, o novo CD do Gossip, a ser comercialmente lançado no final de junho. Groove!!!! Gossip goes electropunk!

* PROMOÇÃO 2 – CELULARES MOTOROKR – Está uma loucura esse negócio de prêmios por aqui. Em parceria com a Motorola, a Popload está sorteando DOIS celulares Motorokr EM35, que também é music player, vem carregado com o novo CD do U2, “No Line on the Horizon”, e tem uma tecnologia, com um microfone interno, que ajuda a eliminar os ruídos externos. O modelo chegou ao Brasil não faz dois meses. Vai lá: nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br você pede essas belezuras.

* O STUDIO SP E A ARTE DO PÔSTER DE SHOW – O Brasil passa longe dessa cultura, mas lá no mundo exterior, principalmente nos EUA, pôster de show é uma arte tão importante quanto a capa de um álbum. Vira exposição, é disputado a tapa e chega a custar uma fortuna, alguns deles. Eu, por exemplo, paguei uma vez U$ 100 por um de uma apresentação do Nirvana no Warfield Theatre, em San Francisco, de agosto de 1991, numa mesma noite que o Dinosaur Jr. Tenho um classe também, adquirido por 60 doletas, do show conjunto que o White Stripes fez com os Strokes em Detroit. O combinado era um show do White Stripes abrindo para os Strokes em Nova York e depois o inverso, em Detroit, com os Strokes sendo “special guests” do primeiro. Tenho o pôster desse segundo. 

 

Lembro que a “Billboard” chegou a fazer uma vez o concurso do pôster de show de rock mais importante de todos os tempos e deu um do Jimi Hendrix (com John Mayall) no Fillmore, de San Francisco, bem doido, tipo um olho gigante com asas e tentáculos. 1968. Psicodelia pura, mermão.

O negócio é que o Studio SP, famosa casa de shows de São Paulo, está corrigindo essa desencanação memorabilística brasileira. O clube da rua Augusta, amigo da cultura independente e dos concertos ao vivo cedo e sentado ou tarde e de pé, resolveu botar seus principais eventos passados em pôsteres caprichadíssimos. E, de agora em diante, vai tomar para si o hábito de documentar algumas das apresentações em cartazes e distribuir uma edição limitada, grátis, para a galera.

Nesta sexta, 29, o Studio SP completa 1 ano de rua Augusta (o clube nasceu na Vila Madalena) e, com show da banda Mombojó, vai começar a distribuição desses pôsteres-arte.
E, até o final do ano, está previsto o lançamento de um livro do Studio SP pela editora Conrad, ilustrado com os pôsteres. No segundo semestre, sai a segunda leva de cartazes com os shows nacionais e internacionais que correram a casa neste 1 ano de Augusta.

Dá olhada na galeria de pôsteres cool que a casa produziu numa primeira leva. Tem vários históricos. São incríveis os cartazes dos shows do Bonde do Rolê, o do Cansei de Ser Sexy e o da Mallu Magalhães. Não sei por que, mas gostei bem desses três, hehe. Clique nos pôsteres para ver grandão.

 

* PROMOÇÃO 3 – INGRESSOS PARA O POPLOAD GIG, COM CD DO NO AGE DE BÔNUS - Saudade dos grandes festivais? Qual o quê?! Estão a sorteios dois pares de convites, um para cada dia, para você conferir o festival POPLOAD GIG no clube Clash, sábado e domingo da semana que vem, dias 6 e 7 de junho. Junto com as entradas vai um CD da incrível dupla californiana No Age, como bem diz o Wikipedia “a two-person noise pop group”. O CD é o mais recente deles, o “Nouns” (2008), lançamento Sub Pop. Este sorteio é só para os comentários. Então… Comente! 

* MAIS “VICE” – FAMOSA POR TER UMA BUNDA - Enquanto a gente espera para ver o conteúdo da primeira “Vice” brasileira, a inglesa vai mandando bala nas pautas: a última tem, entre outras coisas, um especial sobre nerds, sobre como eles são bacanas e precisam ser amados. E, mais ainda, como eles são capazes de distribuir amor de graça. O problema é querer… Traz uma galeria de fotos de nerds que gostariam de ser gratuitamente abraçados, beijados, necrofilizados (sério!) ou yaoi (sexo gay nos termos do mangá japonês!!!!!) e dão nota para a qualidade possível desses abraços, beijos etc.; tem um ensaio sobre “moda na política”, com uma análise das roupas dos chefes de Estado, principalmente na América do Sul; anuncia o show do Matt & Kim (atração do POPLOAD GIG) no Old Blue Last, em Shoreditch, em Londres, aparentemente o clube mais bacana do planeta; sorteia passes para o Bestival, o festival de doido que vai rolar em setembro na Ilha de Wight com muita fantasia de ET e as melhores bandas; e faz uma reportagem-descoberta da Mulher Melancia, “The brazilian favourite ass” ou “brazilian’s national fruit”. O título, traduzido, é: “Famosa por ter uma bunda”.

Esta nerd distribui abraços de graça em convenção de nerds. Segundo a “Vice” inglesa, o abraço dela é do tipo “carente”. Nota 7.

* O FUTURO DA HUMANIDADE – A CAPA DA NEW YORKER E O IPHONE - Astronauta twittando do espaço é beleza. Papa Bento XIV no Facebook who cares. Agora, a capa do atual número da extracool revista americana “New Yorker”, uma das três publicações mais importante do mundo e famosíssima especialmente pelas capas autorais, sendo feita no iPhone… O mundo é muito moderno. A história toda está aqui. E a capa está aqui.

* PROMOÇÃO 4 – PASSION PIT E MACCABEES - Mais sorteio: a Popload bota na banca os novíssimos CDs importados das bandas Passion Pit (”Manners”) e Maccabees (”Wall of Arms”). Vem nos comentários ou no lucio_ribeiro@ig.com.br e tenta a sorte.

* VENCEDOR PROMOÇÃO DVD DO NIRVANA NO READING – Sem mais mistério, taí o nome do ganhador do sorteio do famoso DVD “mais ou menos pirata” do Nirvana ao vivo no tal incrível show do Reading Festival de 1992.
* Rafael Barão, Belo Horizonte, MG

* TEM, MAS ACABOU -Sobre o papo com o líder do Passion Pit, e seu disco meio-chato-meio-incrível, fica para o próximo post. Quanto ao Grizzly Bear e seu cabuloso CD novo, deixo o perturbador vídeo em HD da linda “Two Weeks”, que circula na net há alguns dias. Falamos mais depois.

* Ciao!

Notas relacionadas:

  1. Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo
  2. Está de bobeira em junho? Mais: Faith No More no Brasil!!!
  3. Popload Gig, o Faith No More, o Dinosaur Pile-Up, algumas francesas nuas, a cantora mais linda do mundo, cinco sorteios incríveis e o futuro da humanidade (versão final)
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , ,
12/02/2009 - 18:12

Troca-troca: Popload em Manchester. Morrissey em São Paulo

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* Popload em Manchester. Neve, neve & rock’n'roll. Brrrrrrrrock.

* MORRISSEY NO BRASIL - Simples assim. Fechado. Tudo o que eu sei é que a princípio tem um show em São Paulo. Não sei data, não sei locais, não sei a quantidade. Ê, povo regulado nas informações.

“Me espera aí, Brasil. Estou chegando!”

* Vamos agora aos esclarecimentos técnicos. O servidor do iG tem enfrentado problemas nos últimos dias, o que deixou impossível na maior parte do tempo atualizar, comentar, postar foto, vídeo. Ou até mesmo visualizar o blog, em muitos casos. Tem sido uma loteria, e não só com a Popload. Então, desta vez, e só desta vez, a “falha” não tem sido (só) minha, hehe. Mas parece que estamos ok, agora. Popload e iG: trabalhando para servi-lo melhor.

* Aí eu tava lá na neve e…

* NME TOUR 2009 - É engraçado olhar as escalações da turnê de bandas novas/promissoras/tendências que o famooooooso semanário “New Musical Express” escala todo começo de ano para rodar o Reino Unido com o mesmo line-up e em várias cidades, fazendo um barulho indie enorme, com intuito de promover sua grande festança de premiação, o “NME Awards”, que acontece em Londres no final do mês. Em 2007, o recado dado pelo novo rock para aquele ano era o da “alegria”. Klaxons, CSS, New Young Pony Club. Deboche, cor, loucurinha. No ano passado, era uma moçada mais nova, fazendo rock “com algo a dizer”. Tipo Cribs (não tão novo), Ting Tings, Joe Lean and Jing Jang Jong (esse não rolou). Este ano o tal aviso é bem sombrio: o da morte, desespero. Os britânicos vivem o novo dark. Isso já foi falado bastante aqui, mas o resultado está muito evidente agora.

Glasvegas, que no ano passado nesta mesma época eu vi abrir para o Wombats, ali, meio tímidos, hoje é o grande nome da noite, com um álbum (mais ou menos) recém-lançado que chegou a número dois da parada de discos do Reino Unido, só perdendo para o Metallica. Outra das atrações da tour do “NME” deste ano é o White Lies, cujo disco de estréia lançado agora em janeiro, esse sim, chegou a número 1, graças a músicas sorumbáticas como “Death” e “To Lose My Life”. Tem a fofa Florence and the Machine, representante do enorme hall de mulheres que cantam hoje no pop, quase sempre de modo igual. E o incrível Friendly Fires, membro da indie dance que é um sopro de alegria na cena inglesa da nuvem negra. Mas eles estão ofuscados pela penumbra pop. Vamos ver como o ano se encaminha nesse cenário britânico carregaaaaado da música jovem.

Então. E, em Manchester, dois dias esgotados no Academy, os shows dessas bandas foram assim:

- GLASVEGAS: O tom é funebre, ok. Então por que foi o show mais alto que eu ouvi nos últimos anos? Por que aquela altura para mostrar o desespero e a melancolia reinante, meldels? Fora a parte distorcida, que fazia às vezes parecer um Jesus & Mary Chain à beira do suicídio. Se bem que “Daddy’s Gone” a referência é um My Bloody Valentine torto saído de um cemitério. Entende? (Eu não…)

- FRIENDLY FIRES: Um dos melhores álbuns do ano passado, mas claramente com um show não a altura do disco. Essa fama sempre perseguiu o FF (não é Franz Ferdinand, hein. Nem Foo Fighters. Nem Fiery Furnaces. Nem Fleet Foxes… Nem… nossa, quanta banda FF!). Mas o show de agora está bem melhor que o que eu vi deles em 2008. Dance delícia, músicas boas, luzes cool, o melhor baixo do novo rock, vocalista rebolando “like he just doesn’t care”. Só alegria. Xô, tristeza indie.

- WHITE LIES – A banda nova número um das paradas graças à canção do cara que foge do pior dos pesadelos. O White Lies, talvez pela juventude e roupas pretas, caminha entre músicas iguais e hits bem bacanas, tipo “Unfinished Business”, “To Lose My Life” e esta aí em cima, que encerrou o show: “Death”.

- FLORENCE AND THE MACHINE – A imponente e vozeiruda Florence, dizem favorita a alguns Brit Awards graças a apenas dois singles, entrou já cantando “Hospital Beds”, do jovem grupo americano Cold War Kids. Florence grita tanto que abafa os instrumentos de sua banda Machine, mas sua garra nos singles “Kiss with a Fist” e “Dog Days Are Over” impressionam para um show de abertura em que as pessoas ainda estão chegando.

* PETE DOHERTY E O “NOVO AMOR” - O lost boy do rock é capa da edição do Dia dos Namorados do semanário “New Musical Express”, que todo mundo namora (hihi). Pete está mostrando na revista algumas de suas músicas novas, que estarão no seu primeiro disco solo, chamado, “Grace/Wastelands”. É o primeiro trabalho com assinatura solitária de Pete Doherty, ex-Libertines e fora do Babyshambles. O disco sai oficialmente em março e tem colaborações do guitarrista do Blur, Graham Coxon. A atormentada “New Love Grows on Trees” é bem lindona e está aí embaixo para audição. Mas o single do CD será “Last of the English Roses”.

Dizem que, com o coração rasgado de amor, as mensagens nas músicas são pouco para seu grande amor, a modelo Kate Moss, e muito para o seu grande amor, o parceiro de Libertines Carl Barat.

Dá para ouvir outras músicas no site do “NME”, inclusive o single. Dá para ouvir aqui “New Love…”.

* YEAH YEAH YEGGS - Na era da gastronomia, a banda cool nova-iorquina Yeah Yeah Yeahs ressurge com uma incrível capa para seu aguardado novo álbum. “It’s Blitz!”, o terceiro, que ficará disponível apenas em abril. Mas, nos próximos dias, a gente já ouvirá “Zero”, o primeiro single do disco.

* FALANDO EM LOVE - Beth Ditto, a dona da banda Gossip, na capa da revista “Love”, neste mês dos namorados.

* DEPECHE MODE NO SEGUNDO SEMESTRE - Outra turnê prometida, ensaiada, parece que vem mesmo ao Brasil em 2009. A histórica banda inglesa de Dave Gahan/Andrew Fletcher/Martin Gore, segundo os próprios músicos em entrevistas para a imprensa mexicana e chilena, estão alinhavando a turnê latina para setembro/outubro, mais provavelmente neste último mês.

* A QUESTÃO OASIS – Na briga dos grandes produtores de shows do Brasil, o bom da história é que a banda, pareeeeece, está mesmo assegurada. Não ligo muito para “quem está trazendo”, mas parece que a T4F levou essa da Mondo, que parece já tinha até pré-contrato assinado. E começam a pipocar concorrência de datas para maio em algumas capitais do país, cada um puxando a sardinha, ou melhor, a banda para seu lado. Na última vez que veio ao Brasil, no começo de 2006, o Oasis anunciou oficialmente seus shows no país com apenas 40 dias de antecedência. Então está valendo.

* PROMOÇÃO MONSTRO - Prêmios monstro da Monstro Discos, de Goiânia. Duas caixas gigantes da gravadora indie mais agitada do país estão a sorteio aqui, contendo o seguinte recheio:
- Um disco do incrível Black Lips em edição nacional com bônus
- Um CD da banda francesa Papier Tigre
- O ábum “Tributo ao Mudhoney”, com indies brazuca tipo Wlverdes, Autoramas, Holger, Superguidis, Lucy and the Popsonics, MQN, Macaco Bong entre outros
- O disco de estreia do Macaco Bong, considerado o disco de 2008 pela revista “Rolling Stone”
- Uma camiseta “crasse” da Monstro. Mais postais e bottons.
Está bom, né?

* QUITO? - Como assim? Popload indo para Quito, no Equador, neste domingo. Simples assim? Não me pergunte por quê. Ou pergunte. O próximo post, portanto, vai ser equatoriano. Não é uma mera cordilheira que vai nos parar. Mas ainda volto a este, acho.

Notas relacionadas:

  1. Popload na Itália: Sinto dizer, mas eu avisei!! ((final))
  2. Popload em Londres: vampiras, tiros, facadas e a “new grave”
  3. Popload em Londres: a revolução será downloadada
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
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