* Final de semaninha com movimentação nervosa no Canal da Mancha. Reading e Leeds Festival na Inglaterra e Rock en Seine na França, ali em Paris, cidade que um dia todos nós vamos morar. Eu prometo.
O Rock en Seine, pelo menos até a vez em que eu fui, tipo 2009, era chic. Primeiro que vc desce do metrô em Paris, atravessa a ponte do Sena e chega ao parque onde acontece o festival. Depois que ainda não está infestado de ingleses festival goers. Até porque eles têm o Reading para se divertirem. E, por último, os sandubas vendidos são com baguette fresca, quentinha e crocante, de queijo brie ou gruyère, e tem barracas de vinhos “da casa” mais baratos do que uma Coca.
E, óbvio, o line-up é sempre caprichadíssimo, entre clássicos, novo rock, eletrônico cool, hip hop emergente. Neste ano os destaques são Foo Fighters, Arctic Monkeys, The Kills, CSS, Tyler the Creator, Interpol, Vaccines, The Streets, Etienne De Crecy, The Horrors, Seasick Steve, Wombats, The Naked and Famous, Biffy Clyro, Cage The Elephant, Anna Calvi, The La’s, Kid Cudi, Death in Vegas, Edward Sharpe.
Noel Gallagher segue sua vida sem Liam e o Oasis. De surpresa, ele anunciou no início da tarde de hoje que mais uma música sua seria lançada. Trata-se de “The Good Rebel”, lado b de “The Death Of You And Me”, primeiro single do projeto High Flying Birds a ser lançado dia 21 de agosto.
A premiere da música rolou no programa do Zane Lowe, na Radio One e é uma mistura de “Rain” dos Beatles com “Tambourine Man” de Bob Dylan, como o próprio Noel descreveu em uma entrevista tempos atrás, quando a música ainda era apenas uma demo para o Oasis. “I don’t care for the sunshine”, ouve só.
A imprensa norte-americana destaca hoje uma entrevista que Noel concedeu para a Rolling Stone US, na qual ele diz que se sentiu mais “livre” para produzir seu primeiro álbum solo. “Para estar em uma banda, você tem de aceitar que aquilo será um compromisso. Dessa vez eu não tinha de explicar a ninguém como ia ser. Eu estava de saco cheio de escrever letras para outras pessoas. Foi um processo muito sereno e pacífico de gravação. Tenho certeza que vai ser compensado por uma porra de caos total e destruição ao vivo”, disse ele.
Sobre o Oasis, Noel confirmou que vai tocar algumas canções da banda em seus shows, diferentemente da Beady Eye. “Eu só vou tocar músicas que eu escrevi. Não é como eu ser o Morrissey e tocar uma música que outra pessoa escreveu para mim. Eu escrevi todas essas canções com todas essas palavras. Elas são minhas”, informou o Gallagher, que também confessou adorar a ideia de outras bandas tocarem músicas de sua finada banda. “Sempre pensei que a maioria das bandas deveria tocar canções do Oasis, de qualquer forma. O Foo Fighters definitivamente devia tocar algumas. Green Day poderia até fazer mais do que uma ou duas. Radiohead? Quer dizer, vamos encarar: seria uma noite bem melhor”.
Em 2005, quando o Foo Fighters andou abrindo alguns shows do Oasis, Dave Grohl & Co. fizeram uma versão bem FF para “Lyla”, então single de trabalho da banda do Noel e do Liam, no programa do próprio Zane Lowe.
* Ainda o Lollapalooza. O de Chicago, veja bem. Porque agora a gente tem o “nosso”.
Sabe o Kills aí em cima, né? Então…
Mesmo para quem não estava lá, graças ao Youtube e ao Twitter dá para dizer que “participamos” do festival neste ano, não?
E, de tudo o que vimos, lemos e ouvimos, qual foi o melhor show?
Qual você acha? Eu votaria no…
* Não aguento mais falar de Foo Fighters e Arctic Monkeys, hahaha.
* Mas, como serviço de utilidade pública, aqui vai o já famoooooooso show de ontem do Foo Fighters no Lollapalooza, na íntegra (calma que nos 15 primeiros minutos é Explosions in the Sky).
* Como parte da grande programação de shows extras em clubes de Chicago, além-Lollapalooza, o Arctic Monkeys saiu do Grant Park, o Alex Turner secou o novo cabelo novo e a banda foi se apresentar no bonito House of Blues, tipo um teatro para concertos de rock uns dez minutos a pé do festival, na beira do rio que corta a cidade. Show esgotadão, vinte músicas e o início com “Library Pictures” e o bis que o Lollapalooza não teve. Abaixo, vídeo de galera: gritaria feminina, imagem pulando, som estourado. Coisa fina.
O Lollapalooza 2011 acabou histórico. Histórica também foi a chuva que despencava em fases durante boa parte do dia/noite. A piada lá era que de vez em quando caia um Great Lake na cabeça da galera.
Chicago cinza de dar medo, Dave Grohl ensopado no showzaço do Foo Fighters, o cabelo “bad boy anos 50″ do Alex Turner (Arctic Monkeys), a maluquice grunge dos moleques do Cage the Elephant, a fofurice dolorida de verão do Pains of Being Pure at Heart, a malandragi hip rocker do Kid Cudi estourando a tenda do Perry Farell, o sempre espetacular show do Cold War Kids (pelo que eu li, ontem estava “especial”). O clima (o clima, não o tempo) estava tão bom que até a viagem rumo a nowhere do Explosions in the Sky fez sentido no encerramento do Lolla 20 anos.
Dave Grohl falou um monte, como sempre. Mas ontem estava especialmente empolgado. Ele pode, ele é “hero”. Brigou com a Mãe Natureza, disparou contra bandas que tocam com computador, falou da carreira, da garagem, elogiou o Arctic Bad Ass Monkeys, agradeceu ao Perry Farell, lembrou que foi no primeiro Lollapalooza em 1991, com o Kurt Cobain, quando o festival passou por Los Angeles e ele estava lá, gravando um álbum chamado “Nevermind”. Endemoniado, Dave Grohl fez o show mais pesado desde que lançou o disco novo, “Wasting Light”. Mais pesados desses todos que eu pude ver seja estando no local ou pela internet. Incluindo a monumental performance do Milton Keynes Bowl, no Reino Unido. O mais legal era ver algumas vezes os membros do Foo Fighters com cara de cansados, tadinhos, enquanto o Dave Grohl não parava. Não deve ser fácil tocar no Foo Fighters.
Antes, o Arctic Monkeys teve que tocar recuado no palcão principal, porque a chuva estava impiedosa e já tinha atrasado o show deles em meia hora. Tocaram no fundão, muito afastados do público. Uma banda qualquer seria engolida nessa situação. Mas o Arctic Monkeys, não. Mesmo na distância e sob o comando do “novo” Alex Turner, souberam trazer o público para bem “próximo”.
Eu estava curioso para vê-los começando um show com a “difícil” “Library Pictures” nos EUA. Porque uma coisa é um show deles na Inglaterra, outra nos EUA, você me entende? Aí, “Library Pictures”, colada com “Brianstorm”, se tornou fácil uma sequência inicial demolidora. O resto foi só alegria.
Bom, direto e reto, o terceiro dia do Lollapalooza, em fotos e vídeos, foi mais ou menos assim:
***********AS FOTOS
Último dia do Lollapalooza foi “premiado” com chuva de dar inveja a qualquer festival de verão da Europa. Mais de 270 mil pessoas passaram pelo Grant Park desde sexta, recorde na bela história de 20 anos do Lolla
Glastopalooza 1
Glastopalooza 2
W.T.F.???
Nathan Willett, do ótimo Cold War Kids, enfrenta a chuva de Chicago na tarde/noite de domingo
Damian Marley, uma das atrações do SWU, fez show com participação do Nas
Alex Turner apareceu com visual bad boy nos tempos da brilhantina, em show concorrido do Arctic Monkeys
O Kid Cudi, dono de um dos vídeos mais polêmicos do ano, também marcou forte presença no Lolla
Foo Fucking Fighters. Dave Grohl & Cia. fecharam a aclamada edição de 20 anos do Lolla, deixando a gente mais ansioso pela vinda ao Brasil
********** OS VÍDEOS
* Fotos: AP, Rolling Stone, WXRT Radio, NBC Chicago, Chicago Tribune
E tava lá o Dave Grohl, encerrando os trabalhos do Lollapalooza 2011, em sua edição de 20 anos, fazendo discurso emocionado sobre como o evento colaborou para o crescimento do rock nos Estados Unidos. “Em 1988, o Jane’s Addiction mudou minha vida”, disse Dave, que foi logo abraçado e beijado por Perry Farrell, que invadiu o palco antes mesmo dele acabar a homenagem. Em seguida, o Foo Fighters fechou o festival com o hino “Everlong”. Gênios.
* Roubou a cena do Lollapalooza em si, ontem. A grande atração de toda a comemorativa edição de 20 anos do famoso festival americano, a banda Foo Fighters, programada para o grande encerramento do evento de Chicago nesta noite de domingo, fez um “showzinho esquenta” ontem a noite no tradicional clube Metro, da cidade do Michael Jordan, Obama e Al Capone. A apresentação “extra” ofuscou o dia do Eminem, Cee-Lo Green e companhia. Só se falava nela.
Duas horas e meia de show, 1.100 fãs em polvorosa, que esgotaram os ingressos segundos depois de colocados à venda dias atrás, um embaralhado faixa-a-faixa ao vivo do disco novo acrescido dos hits (“We’re going to do the whole new record and then a bunch of old shit”, disse Dave Grohl antes do soltar o primeiro acorde para o pandemônio que viria a seguir). No meio do concerto, Grohl agradeceu ao dono do Metro, porque foi um dos primeiros lugares que o Foo Fighters tocou nos EUA, quando foi formado. Agradeceu Perry Farell, porque “sem ele ninguém estaria aqui, agora”, nem mencionou o Nirvana e o “Nevermind”, que também faz 20 anos, tanto quanto o Lollapalooza. Daí para o fim foi aquilo: Grohl abandonando o palco e ir continuar o show do meio da galera, tocando nos balcões laterais do Metro, entregando a guitarra para os fãs arriscarem seus acordes no meio da balbúrdia.
* O sábado do Lollapalooza foi tão, digamos, “morno”, que todo o line-up do dia foi ofuscado pela expectativa do show que o Foo Fighters ia fazer FORA do festival. Não muito longe dali, mas não ali. No clube Metro, a banda de Dave Grohl, grande atração deste domingo no encerramento do Lolla 20 anos, armou um aquecimento extra-festival. Um “aquecimentozinho” de três horas de show épico com ingressos esgotados em segundos, segundo informam. O FF realizou no Metro um desses “shows do disco”, tocando na íntegra o álbum novo “Wasting Light”. Mas não só: “We’re going to do the whole new record and then a bunch of old shit”, avisou Dave Grohl antes da pancadaria começar.
Mas, para não falar do segundo dia do Lollapalooza com um show FORA do Lollapalooza, dedicaremos um outro post para a apresentação extra do Foo Fighters no Metro. Sobre o Lolla em si, ali no “cercadinho” para 100 mil pessoas do Grant Park, o sabadão do festival teve mais ou menos o seguinte:
Parece que o Eminem fez um showzão, mas parece também que nem era o Eminem no palco, segundo relatos. O cara passou por um rehab forte nos últimos tempos e estava tão aéreo no Lollapalooza que nem parecia “The Real Slim Shady”. Foi tipo um show “adulto” do Eminem, se você consegue imaginar isso. E o caminhao de hits dele estava lá, então a platéia que curte saiu extremamente satisfeita.
O show do dia foi unânime, pelo que eu li e ouvi: Friendly Fires. Isso porque a banda britânica tocou tipo 2 da tarde. Os americanos pela primeira vez prestaram boa atenção em como o FF é bom, vibrante ao vivo, cheio de músicas bacanas. Piraram, óbvio, com a dancinha cool do Ed Macfarlane. “Dança da cobra misturada a variações de boogaloo, shake, shimmy e spazz-matazz”, vi um jornalista local definir. No embalo, compararam o Friendly Fires com U2 fase vintage, Coldplay e Muse, se é que qualquer dessas comparações fazem sentido. Em resumo: mesmo ali no comecinho do dia, com “apenas” umas 60 mil pessoas circulando no festival ainda, o Friendly Fires magnético botou o Lollapalooza para dançar.
Outro destaque, desta vez negativo, foi o show chato e sonolento do Cee-Lo Green, sempre ruim para ser escalado em festivalzão aberto. O Brasil deu sorte com o cancelamento dele no festival do Anhembi, em junho, ouso a dizer. Tudo bem que o Cee-Lo estava vestido de Lady Gaga, mas ainda assim o melhor momento da apresentação ser quando ele canta uma cover de Violent Femmes é muito pouco para o nome que ele tem.
Sobre o show do Death from Above 1979 e seu indie-eletrônico terrorista, esse eu vi inteiro, via Youtube. A dupla canadense bizarra, em que baterista canta e o parceiro usa o baixo como se fosse um guitar hero, não traz mais o frescor espetacular de sete anos atrás, mas ainda impõe algum respeito com um barulho dos diabos. O show de ontem no Lolla foi melhor, me pareceu, do que o que fizeram no Coachella em abril, quando voltaram de um “tempo” de cinco anos sem tocar. Um dos grandes momentos do festival até agora: quando o baterista Sebastian Granger primeiro desceu da bateria, depois do palco e foi dar seus berros insanos abraçado à rebolante tiazinha que fica no canto do palco “interpretando” o show para os que têm dificuldade de audição. Dizem que em certa hora parte da mulherada começou a arrancar a camiseta diante do palco. Isso o Youtube não mostrou.
Do que eu pude pescar, de resto, o show do Drums foi a festinha de sempre, a Lykke Li toda de preto foi um refresco cool para os olhos e ouvidos com seu pop dance sueco e o Ween foi o retardado de sempre, às vezes assumindo um Frank Zappa no palco, outras fazendo parecer que era um show do Austin Powers. Indiferente nunca dá para ficar diante de um show do Ween.
Para explicar mais um pouco sobre o segundo dia do Lollapalooza, a gente tem…
******** AS FOTOS
Um modo mais rádipo de sair de lá do fundo e chegar perto do palco
Palco principal para quê? Desde as primeiras horas do dia, a tenda eletrônica já fica bombada em Chicago
Garota mostra o rebolado, a ginga e o equilíbrio da mulher americana
Fã do Eminem declara todo seu amor e carinho pelo rapper-problema
Galera do Beirut enfrentou sol e chuva com sua música-fofura
Ed Macfarlane, do Friendy Fires, não se contentou em ficar apenas no palco e foi fazer sua dancinha boogaloo no meio da galera insana
Cee-Lo apareceu com um figurino de fazer inveja à Lady Gaga e fez show morno, assim como no Coachella. A Time Out local perguntou: “por que ele quer que os EUA o odeie?”
Perry Farrell, fundador do Lolla, do festival, se apresentou na tenda eletrônica com seu projeto PerryEtty vs Chris Cox
O sempre perturbado e agora “clean” (dizem) Eminem encheu de hits o encerramento do segundo dia Lollapalooza
Não muito longe dali, um tal de Foo Fighters tocou para 1.100 loucos no Metro, na “pós-festa” do Lolla. Coisa fina
******** OS VÍDEOS
* Fotos: Time Out, Spin, NBC, Chicago Tribune e Billboard
É bem isso mesmo. O dia não acaba quando o Lollapalooza termina no gigante Grant Park de Chicago. Recebendo em média 90 mil pessoas por dia, o festival literalmente para a cidade. Durante a semana do Lolla, é comum os clubinhos locais receberem shows “secretos” de bandas que tocam (ou não) no festival.
Pois bem. Entre os mais de 20 shows secretos que aconteceram/acontecerão nesta semana, atrações “fracas” do último dia do evento (domingo), Foo Fighters e Arctic Monkeys farão shows bem mais intimistas nos chamados “after-shows” oficiais do Lolla.
Hoje, no Metro, quando a bagunça acabar no Grant Park com o show do polêmico Eminem, vai rolar só um tal de Foo Fighters para algumas centenas de sortudos que esgotaram em minutos os ingressos colocados à venda anteontem só pela internet. Amanhã, após o encerramento “oficial” do festival com o mesmo Foo Fighters no Grant Park, o Arctic Monkeys sobe ao palco do House Of Blues para fazer seu segundo show do dia.
Olha só o pôster Whiiiiite Limooooo do show do Foo Fighters que acontece hoje madrugada adentro no Metro, reduto rock da cidade. Cool-as-fuck.
* O senhor Perry Farrel himself acabou de soltar em Chicago, no calor do início da edição deste ano do comemorativo megafestival americano Lollapalooza, as datas certas do Lolla Brasil, o braço brasileiro de um dos eventos de música jovem mais famosos da história.
A primeira edição do Lollapalooza Brasil, que vai acontecer no Jockey Club de São Paulo, ocorrerá nos dias 7 e 8 de abril de 2012. A produção brasileira é da Geo Eventos, outra empresa de entretenimento a surgir no superaquecido cenário nacional. O internacionalizado Lollapalooza terá lugar também em Santiago do Chile (lá pela segunda vez), no final de semana anterior ao brasileiro, e deve “trocar atrações” com o Lolla paulistano.
“Os brasileiros têm uma rica tradicão de celebrar a vida. Com o Lolla se juntando a eles, não se pode imaginar até onde esta festa pode chegar”, afirmou Farell hoje em Chicago.
* FOO FIGHTERS NO BRASIL - Está ficando concreta a história. O estádio do Morumbi tem reservadas as datas de 29 e 30 de março para os benditos shows da bendita banda de Dave Grohl em São Paulo, a Popload apurou (no Chile é dia 7 de abril). Mas o Lolla Brasil ainda não desistiu de levar o FF para o Jockey Club.
* SONAR NO BRASIL - Lá vem o famoso festival electroindie espanhol tomar lugar no Anhembi, dias 16, 17 e 18 de março.
* MAQUINARIA BRASIL - Aqui a coisa pega. Parece que está confirmada a edição do festival para o primeiro semestre, mais precisamente em algum final de semana entre março e abril. O Maquinaria é o “primo mais levado” do SWU, que ocorre nos segundos semestres brasileiros.
* Hahaha. Fácil saber quando a coisa é quente, mesmo.
* Primeiro você viu aqui no vídeo postado na Popload, ontem. Foi destacado o trecho do vídeo “mercadológico” que ressalta os 15 fortes patrocinadores do Planeta Terra Festival, em que um deles, a Trident, por intermédio do seu gerente de marketing, enumera o grande número de shows em que a marca esteve e estará envolvida. Na lista, é citado Rock in Rio, U2, Planeta Terra, Pearl Jam e o Foo Fighters. Ainda frisando, em relação à banda de Dave Grohl: “…que vai acontecer agora”!
* O post repercutiu pacas, durante todo o dia de ontem. A nota foi parar no site da “Veja SP”, na linha “Patrocinador deixa escapar que Foo Fighters vem ao Brasil neste ano”, botando até por conta o “neste ano”, como entendimento da frase “…que vai acontecer agora”.
* Em seguida, no veículo “Meio&Mensagem”, famoso jornal real e virtual de comunicação do meio publicitário, para notícias de marketing, publicidade e mídia, saiu a reportagem: “Marca torce pelo Foo Fighters no Brasil”, para dizer o famoso “não foi bem assim”, em relação à frase escapada no vídeo do Planeta Terra. Que a Trident “também quer o Foo Fighters no Brasil”. Que ainda não está fechado, mas que “confirma que, juntamente com outros parceiros, está negociando a vinda do grupo norte-americano ao país”. O texto do M&M, comprando a história, diz que o que causou corre-corre na internet a partir do post da Poploa foi apenas e “exatamente o apoio (da Trident) à vinda do Foo Fighters, até o momento uma incerteza, ainda que diversos moradores do País tenham manifestado pela web o desejo de vê-los por aqui.” Moradores do país…
* Ou seja, esta preocupação em esclarecer o esclarecido, em implantar o “não foi bem assim”, nos faz ter a certeza de que, desde ontem, o famoso caso “Foo Fighters no Brasil” virou oficial.
* O que você achou de tudo isso, Dave?
* Uma fonte ligada ao mercado de shows sul-americano, que há tempos vem dizendo que a vinda da banda está assegurada, comentou a nota da Popload, em email ao blog: “Trident exec is another one to sneak the FF news…..funny how its leaking.”
* A superesperada turnê sul-americana do Foo Fighters, uma das principais bandas de rock do mundo hoje, deve atingir o Brasil mesmo em março/abril, como vem circulando também há um tempo. No Chile, falam que o show de Santiago está marcado para o dia 7 de abril, no Estádio Nacional.
* Popload em Barcelona. Ainda sem conseguir se livrar da Inglaterra. E principalmente do Foo Fighters.
* Em show transmitido ao vivo pelo iTunes para a Europa, ontem, o grupo do tal Dave Grohl fez mais uma apresentação delícia para a série “um show, 31 dias” que o iTunes Festival está bancando na maravilhosa casa Roundhouse, em Londres. Tirando uma hora em que o Grohl parou uma música no meio para xingar um cara da platéia que devia estar fazendo uma coisa muito ruim, já que foi espinafrado e “chamado para o pau” pelo guitarrista por uns 5 minutos seguidos, o concerto foi um desses dentro do normal que o Foo Fighters vem fazendo: nada menos que espetacular. Teve um momento do Foo Fighters tocando com o Queen, pensa (levando em conta, claro, que o Freddy Mercury não está mais por aqui, claro). Separei uns vídeos: trechinho deles passando o som com a casa vazia, a contagem regressiva na abertura mais a estrondosa “Bridge Burning”, a “doce from hell” The Pretender, o hit “Rope” e, claro, Foos + Queen.
Mas, antes, duas coisinhas:
* SORTEIO POPLOAD FOO FIGHTERS – Camiseta oficial do Foo Fighters feita exclusivamente para os dois colossais shows que a banda fez no Milton Keynes Bowl, há duas semanas, para 140 mil pessoas. Ia guardar para mim, mas resolvi botar aqui para a galere. Quer? Peça nos comentários.
* “HI, BRASIL” – Pelo que chega pra mim por e-mail, twitter, facebook, sms e afins, arrisco dizer que o Foo Fighters é oficialmente o show mais esperado no Brasil. A agonia dos fãs é tanta que o Rafael Ziggy criou “de brincadeira” o movimento Foo Fighters 50 Pila, dando ideia para os fãs realizarem um motim e ajudarem a trazer a banda ao país, cada um pagando R$ 50 cada. A brincadeira foi levada a sério e o movimento já tem nada menos que 56 mil fãs empolgados “confirmando presença” no Facebook. O projeto ganhou até site próprio.
A movimentação chegou ao conhecimento da banda. No Twitter, o perfil oficial do Foo Fighters está seguindo a conta do FF50pila. No Facebook, semana passada, a banda mandou um “Hi Brazil. So…what’ve you guys been up to today ? :) ♥”.
* Popload em Londres, mas de olho no Brasilzaço varonil.
* Britney Spears em novembro? Britney Spears como atração pop do Planeta Terra? Britney Spears em prol da natureza no SWU? Tem alguma coisa de muito estranha para acontecer, haha.
* Depois de assegurar as datas do Foo Fighters para 2011, mas ir sendo empurrada cada vez mais para 2012 por causa do desenvolvimento do álbum novo + turnês européias e americanas, a América do Sul deve mesmo receber a turma do Dave Grohl em março/abril do ano que vem. “Coincidentemente”, as datas previstas para o enorme Quilmes Rock Festival em Buenos Aires e o tal Lollapalooza Brasil, em São Paulo. O Quilmes é, segundo “hablam”, dia 22 de março.
* Finalmeeeeeeeeeente a T4F fala hoje as datas do Pearl Jam no Brasil, agora que a configuração latina parece estar montada. Do show “único” de São Paulo, dia 4 de novembro, até o dia do show argentino, dia 14/11, tem muitas datas para serem preenchidas, não? Não?
Na montagem do quebra-cabeça da turnê, parece que o show de Lima (Peru), está fixado para o dia 18/11.
* Voltando ao Foo Fighters, a banda hoje faz o show do iTunes Festival, no lindo Roundhouse, evento diário bancado pela loja virtual da Apple em que todos os dias de julho se apresenta de graça um grande nome das cenas todas em torno do rock. Todos transmitidos ao vivo pelo iTunes. Já passaram no festival, desde o dia 1º, bandas e artistas como Arctic Monkeys, Glasvegas, Adele, Bruno Mars, Linkin Park. Ainda não entendi se a transmissão ao vivo que fazem no iTunes é só para computadores na Europa ou dá para ver daí do Brasil também, mas de todo modo fique ligado que hoje tem Foo Fighters. Os emos velhos Jimmy Eat World abrem para o Dave.
* Acho que eu ouvi na XFM que a emissora indie transmite o show também, a partir das 16h no horário brasileiro. Se o iTunes não funcionar para ver, pelo menos com certeza a XFM dá para ser ouvida no Brasil, via internet.
* Desculpa falar MAIS UMA VEZ do show do Foo Fighters, mas isso que eu achei no Youtube é gênio. Nunca tinha visto.
* Um cara surfando na galera, durante a apresentação da banda de Dave Grohl na arena de Milton Keynes, em cima de UM BOTE. O Grohl até dedicou uma música para o cara: “This one goes out to the crazy mother f*cker in the boat!”
* Amigo me sugeriu o seguinte título para este post. Não ia ficar ruim, não: “Beatles who? Foo Fighters e o maior trânsito já visto na inglaterra”.
* O governo inglês pede calma as famílias. Tem gente que foi ao show do Foo Fighters na fantástica arena da cidade de Milton Keynes e não deve ter chegado até agora. No apoteótico show de mais de 2 horas da banda de Dave Grohl no sábado, que se repetiu no domingo e arrastou 70 mil pessoas/dia ao gigantesco National Bowl, uma cidade que fica uns 40 minutos de trem de Londres, mas que foi tomada por carros, ônibus, discos voadores etc. para ver o incrível Dave Grohl tocar, cantar, falar, correr, pular por mais duas horas sem parar.
* A Popload esteve em Milton Keynes para o show de sábado. Deu certa sorte em achar um “cab” milagroso a tempo de levar para a estação, atravessar hordas humanas e catar um trem para Londres, chegar na madrugada junto a milhares e encontrar um táxi na madrugada e ainda um Subway aberto para aplacar a fome.
* O drama todo é só para dizer que, apesar de todo o “sofrimento”, valeu muito a pena o perrengue para ver o Foo Fighters recheado de convidados ilustres (Roger Taylor do Queen, Bob Mould do Husker Du e Alice Cooper) e umas bandas boas abrindo (Biffy Clyro, Death Cab for Cutie, Tame Impala). Grupo de 16 anos de estrada, um caminhão de hits marcantes, um ótimo álbum novo, um líder guitarrista já histórico que foi baterista histórico, um showman divertido até o limite do farofa, mas sem perder o fator “cool”, e defensor daquilo que um dia se convencionou chamar de “astro do rock” sem cair no piegas. Dave Grohl é o cara.
* Quando Dave Grohl entrou em cena, não dava para olhar para mais nada. Era magnético. Cantando, gritando que nem um louco, mudando do palcão para o palquinho, fazendo solo na passarela, virando uma garrafa de cerveja em um só gole (e depois arrotando), Grohl comandou 70 mil pessoas com uma facilidade de impressionar, como se fosse um pai mostrando um doce para um vidrado filhinho de 3 anos. Fácil assim. E não teve um segundo que ele não brincava com a platéia perguntando se tinha alguém cansado, porque eles eram uma banda de 16 anos, esperaram por esse show por meses e só iriam sair de cena quando alguém os viesse expulsar.
* A energia emanada pelo ser Grohl era tanta que, quando o show acabou e a banda se retirou do palco para vir depois ao bis, uma câmera aguardava o Foo Fighters no backstage. Os três telões gigantescos flagrando tudo. Dave conversando com os convidados, descansando, tomando uma cerveja e, de lá dos bastidores, comandando a galera. Só com gestos, sem som, ele pedia para a galera gritar para a banda voltar. Gritos por toda a arena do Milton Keynes Bowl. Aí ele dizia que ia tocar uma música no bis. A galera vaiou. Ele mostrou então dois dedos. Algumas vaias, alguns aplausos. Ele, como se dissesse “Ok, três”. Aplausos. Aí, ainda no backstage, virando uma cerveja e sem camisa, ele chama o baterista Taylor Hawkins para a câmera. Conversam um pouquinho e mostram quatro dedos. Delírio na arena. Dão risada e Grohl mostra a mão inteira. Cinco dedos para cinco músicas. Taylor faz sinal que não vai aguentar. Grohl se diverte e acaba por ferrar tudo: seis dedos. E aí voltaram para o bis e praticamente fizeram um “show novo”. Hahaha.
* Ao falar de um dos shows, o crítico do poderoso diário britânico “The Guardian” chega a soltar um “Kurt Who?” no final para falar que, 20 anos depois do “Nevermind” do Nirvana, é incrível ver aquele garoto da “parte de trás” da banda (a bateria) tinha virado o líder de uma das principais bandas de hard rock do mundo.
* Uma das principais músicas de “Wasting Light”, o disco novo lançado em abril, é “Walk”, uma balada gritada que está tocando sem parar por aqui. Nos shows de Milton Keynes, o acompanhamento público à canção nova chegou a ser emocionante. Tem uma hora que Dave berra “I never wanna die, I never wanna die”. É a antítese de “I Hate Myself and I Wanna Die”, que seu amigo do Nirvana, hoje morto, costumava cantar.
* Um grande show de rock, hoje, pode ser medido pela quantidade de banhos de cerveja que você, no meio do público, toma, com os arremessos sem fim dos copos cheios voadores, quando a banda lá em cima do palco desempenha algum hit “nervoso”, alguma parte barulhenta de um hit que vem precedida por um momento “calminho”. Como no caso do Foo Fighters isso ocorre em todo o momento, faça as contas. Pela minha contabilidade, foram umas seis cervejadas nas costas. E uma de suco de laranja. Espero que tenha mesmo sido suco de laranja. Pelo menos tava geladinho… :)
* A seguir uma penca de vídeos de galera, geralmente para shows desse porte não tão bem filmados. Mas os melhores para “clima”.
* Dave Grohl é o cara mais “gente fina” do rock “ever” e atual guitar hero de muita gente, sendo que anos atrás o cara era só o baterista de uma das melhores bandas da história.
* Aqui, em vídeo rápido de sábado passado no primeiro dos dois shows do Foo Fighters na absurda arena de Milton Keynes (40 minutos de trem de Londres, meia hora a pé da estação), Grohl se transforma num verdadeiro “Jack Black da ‘Escola do Rock’” diante de 70 mil fãs. Gênio.
De repente, a idéia do Pearl Jam tocar na véspera e/ou NO DIA do festival Planeta Terra nos causa espanto. Aí você pega um domingão à noite daqui da Inglaterra, tipo o de ontem, e vê que num lugar o Pulp está relembrando a hegemonia do britpop e emocionando 60 mil saudosos no Hyde Park, em Londres. No mesmo horário, uns 40 minutos de trem, Dave Grohl está fazendo outras 70 mil pessoas pularem no show do Foo Fighters em Milton Keynes. Para um outro lado de Londres, agora a uns 90 km de distância da capital inglesa, o doido Prince fecha o Hop Farm Festival fazendo 40 mil chorarem. Aí tudo acaba, a galera pega três, ônibus e metrô, vai para casa, porque segunda cedo é dia de ir trabalhar. Simples assim.
- Prince, “Purple Rain”, no Hop Farm Festival, em Kent. Ser mais bizarro da música pop, o incrível Prince fechou o domingão no festival Hop Farm, “o SWU deles” (hahaha), feito a uns 90 kilômetros de Londres, na idéia natureza, atrações clássicas e novas. Além de Prince, tocou Morrissey, Lou Reed, Patti Smith, Bryan Ferry, Iggy & The Stooges e o Brandon Flowers (hahaha 2). Mas o lance aqui do post é o domingão à noite, quando o Prince fez cair uma chuva púrpura no encerramento lindo do festival.
- Foo Fighters, “My Hero”, em Milton Keynes.
A banda quase não aparece. O vídeo mostra o céu claro ainda. Mas escolhi este do domingo “à noite” (era umas 21h30) porque mostra a imensidão do National Bowl onde o Foo Fighters tocou e como estavam espalhadas as cerca de 70 mil pessoas no lugar. A Popload esteve neste lugar na apresentação de sábado. Dave Grohl, my hero.
- Pulp, “Common People”, no Hyde Park.
Galera cantando junto o maior hit do grupo britpop Pulp, que estava fazendo em Londres o famoso “show da volta” blablá. Tenho relatos de amigos que quase morreram na hora em que o vídeo chega nos 2 minutos. Confira.
* Não quero ser “mensageiro das más-notícias”, mas segundo relatórios que chegaram à Popload na última sexta-feira parece que a turnê sul-americana do Wilco ficou agora para 2012. Cinco shows distribuídos por Brasil, Argentina e Chile, provavelmente em março. Mas do Wilco não dá para levantar certezas até a banda ser vista desembarcando no país. Nessa dança de negociações, até a Popload Gig tem sua chancezinha :)
* E o Foo Fighters, que tem a turnê brasileira já negociada com a Time For Fun (T4F), deve nos ter jogado para 2012 também. Há uma chance de acontecer ainda em dezembro deste ano, mas vai depender de um agendamento geral de shows pós-novembro que a turma do Dave Grohl ainda está negociando. A banda não está fraca. Em duas datas (ontem e sábado) numa cidade meia hora longe de Londres o Foo Fighters reuniu 130 mil pessoas. Disso falamos já, já.
* PEARL JAM - Os falados “quatro shows” que o grupo Pearl Jam iria fazer no Brasil deve ser transformado em “show único”, na hora que o grupo T4F soltar as datas sul-americanas em anúncio que deve ser oficializado hoje. As quatro datas seriam da turnê latina inteira. Confirmada em data e local à Popload por mensagem enviada por insider da banda, a apresentação brasileira foi mencionada assim: “That nov 4th PJ date at morumbi is solid. The southamerican trek is announced on monday 4th july.”.
Parece que Brasil, Chile e Argentina ganharão “um show” do veterano grupo de Seattle. Porém… O Brasil receberia um “extra” caso os ingressos para a apresentação no Morumbi provoquem uma resposta volumosa e “rápida” nas vendas. O que levanta uma pergunta: O PJ é dia 4/11, o Planeta Terra é dia 5. Se rolar “show-extra”, esse seria dia 5? Nossa vida no Brasil é difícil, não?
Eddie Vedder, responde um negócio pra gente: quantos shows o Pearl Jam vai fazer no Brasil? Porque estão falando um só…
* Em entrevista publicada ontem no jornal inglês “The Observer”, a versão cool do poderoso “Guardian” aos domingos, o roqueiro Dave Grohl, líder do bombástico Foo Fighters, revelou ter tocado recentemente e depois de 17 anos (desde que Kurt Cobain morreu) a música “Smells Like Teen Spirit”, o maior hino dos anos 90, de sua ex-banda, o Nirvana.
Foi em Los Angeles, no finalzinho de 2010, na garagem-estúdio de Grohl na Califórnia, em que foi gravado o mais recente disco do Foo Fighters, “Wasting Light”. O ex-baixista do Nirvana, Krist Novoselic, que participou do álbum do FF, estava na Califórnia ensaiando com Grohl e Pat Smear (guitarrista ao vivo do Nirvana perto do fim da banda) para uma apresentação única e secreta que fariam em Los Angeles. Dave Grohl, no ensaio, estava na bateria, como nos velhos tempos. E os três ali, de bobeira, fazendo umas jam sessions.
Conta o texto do “Observer” que Grohl falou: “Krist no baixo, Pat na guitarra, eu na bateria. Daí o Krist disse: ‘Vamos tocar umas velhas?’ Eu e o Pat nos olhamos. [Tocar Nirvana assim...] Era uma coisa que eu nunca mais tinha considerado. E eu respondi: ‘OK’.”
“Aí o Krist falou: ‘Foda-se, vamos tocar ‘Smells Like Teen Spirit’. O Pat começou a tocar ela na guitarra e nós embarcamos. Eu não tocava aquelas batidas havia 17 anos.”
E a conclusão de Grohl, no jornal, saiu assim, em inglês: “It was like… a ghost. It was heavy.”
Ninguém cantou a música.
E apenas uma única pessoa, o diretor do estúdio de Grohl, presenciou a cena.
A capa da seção em que Grohl foi entrevistado, no “Observer”, foi esta:
Lúcio Ribeiro é jornalista de cultura pop. Edita o Popload e é colunista do “Caderno 2″ (Estadão), da MTV, das revistas “Capricho” e “Homem Vogue”. É curador do festival Popload Gig, já na terceira edição, e DJ residente dos clubes Vegas e Lions, além de viajar o Brasil tocando em festas de rock.