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06/07/2011 - 14:00

Popload nos festivais de verão da Europa. Hoje: o Wireless, o “festival do Pulp” (Inglaterra)

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* Popload em Londres.

* O festival era o Wireless, mas não tinha wifi. :)

* Evento de três dias, a Popload só compareceu no dia comandado pelo Pulp, em seu “show do retorno” em Londres.

* O Wireless Festival do domingo passado, dia 3, foi o primeiro show marcado pelos heróis do britpop Pulp em Londres, quando anunciaram o “comeback”. Foi mais um megaevento na arena de muitos megaeventos em que foi transformado o Hyde Park, colossal parque no coração de Londres. O mesmíssimo lugar em que, dias atrás, o canadense Arcade Fire arriscou sua pele indie comandando um showzaço na capital inglesa para 60 mil pessoas.

Jarvis Cocker, do Pulp, em um dos raros momentos em que ele canta e não fala, no Hyde Park, domingo passado

* E aí, então, chegou a vez de o Pulp reencontrar Londres, depois do reinado britpop dos anos 90, dos espirros que vendiam milhares de discos, das arenas lotadas, dos tablóides, do chute na bunda do Michael Jackson. O dândi master Jarvis Cocker, coração e mente da banda, disse que a maioria dos hits do Pulp foram feitos em Sheffield, na cidade natal da maioria dos integrantes. Mas que uma das principais músicas do grupo não só foi composta em Londres como refletia geograficamente a “trama” que a cercava: o megablaster sucesso “Common People”.

* E lá estavam de novo, no Hyde Park, outras 60 mil pessoas para ver o Pulp, ouvir “Common People” e passar um belo domingo no parque.

* O Wireless tinha três palcos em plena atividade. E, dos shows que a Popload conseguiu pegar, não teve um “mais ou menos”. Até o veeeeeelho The Hives, banda sueca da idade dos Strokes e White Stripes que entrou forte naquela bagunça do “novo rock”, até a hora em que eu fiquei estava desempenhando seu costumeiro show a 1000 por hora, cheio de falação e guitarra alta. É incrível como “Hate to Say I Told You So” funciona!!

Are you having a good time?”, pergunta o Pelle, do Hives, com a galera respondendo o óbvio. Foto do “Drowned in Sound”

* Não quero fazer aqui propaganda de mim mesmo, mas o show do Metronomy, atração do próximo Popload Gig, foi de chorar de bom. Mesmo naquele palcão imenso, no começo do dia, luz do sol (tímido) na cara, a banda mandou seu electropop fino, que foi envolvendo, envolvendo, envolvendo e… Eita banda boa esse The Horrors, não? Outra formação indie especial que em meio às mesmas “adversidades” (palco gigante, festival no começo do dia…) teve um desempenho ótimo na execução de seu som dark, sujinho, misterioso que ficaria muito mais apropriado em um clube escuro. Na tenda menor (no caso, entenda como se fosse do tamanho do HSBC Brasil em SP, por exemplo), brilharam os neozelandeses do Naked and Famous e o Foals, com shows lindos de morrer. O primeiro em sua sensibilidade kiwi eletropop de climas etéreos e “ataques indies” perfeitos. O segundo, nosso velho conhecido e que em setembro acompanha o Chili Peppers ao Brasil, botando a tenda abaixo com seu rock matemático.

A japozelandesa do fofo The Naked and Famous, durante o Wireless Festival. Outra do “Drowned in Sound”

* O ótimo TV on the Radio, até onde eu peguei, fez um show correto. Só correto. Sem empolgar, sem se mostrar empolgado. Por algum motivo, enfiaram o grupo electroindie australiano Cut Copy numa tenda pequena, o terceiro palco do Wireless. Não precisava muito, abarrotou de gente “baladeira”. O som no começo estava bem ruim. Parecia show em clube brasileiro, hahaha. Mas da metade para a frente melhorou bem. E o bicho pegou. O Cut Copy, só para lembrar, teve show adiado no Brasil em junho e está com a data remarcada para 21 DE OUTUBRO, no HSBC Brasil, em São Paulo. Não perca jamais.

* Depois, no final de tudo, veio o Pulp em si, como se agora fosse, sei lá, 1996. A banda está mais velha, mas o som não corroeu com o tempo. Jarvis Cocker fala, fala e fala do mesmo jeito. O grupo parece que musicalmente nunca parou. E os velhos hits continuam hits: “Do You Remember the First Time”, “Babies” e “Disco 2000″ fez muita gente e lágrimas pularem, que eu vi.

Notas relacionadas:

  1. Popload nos festivais de verão da Europa. Hoje: Southside (Alemanha)
  2. Popload nos festivais de verão da Europa. Hoje: o “festival” do FLAMING LIPS (Inglaterra)
  3. Popload nos festivais de verão da Europa. Hoje: o “festival” do FOO FIGHTERS (Inglaterra)
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , ,
24/06/2011 - 11:05

Foals em São Paulo. Abrindo para o Red Hot Chili Peppers

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* Caceta…

* Bom, a ordem do título está inversa de propósito, não? Foals é mais nossa cara, embora é sempre bom ver ao vivo as peraltices do Chili Peppers.

* Atração do Rock in Rio, obviamente no Rio, o supergrupo Red Hot Chili Peppers anuncia show em São Paulo antes do festival carioca. A apresentação paulistana será na terrível Arena Anhembi dia 21 de setembro, uma quarta-feira. No RiR, o show é dia 24.

* O genial Foals, um dos shows indies mais legais do planeta hoje, também está no Rock in Rio. E abre para os Chili Peppers no Anhembi.

* Os ingressos para esses shows vão ser vendidos no… Morumbi. Custam R$ 200 o normal e R$ 500 a “bendita” área premium. Espere cercas gigantes e invasões de público na hora de “Give It Away”.

* Confira o Foals, ao vivo, em show recente no Coachella. Belezura master.

Notas relacionadas:

  1. Pergunta para você: Jesus ou Foals?
  2. Diário de bordo: Foals, o choro da Lily Allen, o novo Klaxons, um enforcamento e um funeral
  3. Festival em São Paulo emplaca o ingresso mais vip do planeta
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
30/08/2010 - 11:21

READING, DIA 3 – 170 mil pessoas compareceram ao festival

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Último dia de Reading com muito sol, mas também uma chuva pesada em dado momento da tarde na Inglaterra. A escalação do Main Stage não foi lá muito generosa. Tinha Blink 182, Limp Bizkit, Paramore, Cypress Hill e o Weezer espremido entre eles. Ao que parece, o jeito era mesmo dar um pulo nos palcos menores, onde rolou muita coisa boa como Klaxons, Foals, Holy F*ck, Metronomy, Caribou, entre outros.
Enquanto isso, em Leeds, mesmo após as ameaças, Axl Rose fechou o festival com seu Guns N’ Roses e, ao sair do palco, mandou toda a organização do festival se…

++ VÍDEOS ++


Guns N’ Roses em Leeds

++ FOTOS ++

Público tenta se proteger da forte chuva em Reading

Assim como em 2009, o Reading recebeu um público total na casa de 170 mil pessoas

Niu rave. Klaxons se apresenta em tenda abarrotada. O grupo apresentou novas faixas do seu novo e bem bom “Surfing the Void”

Nem é lá nossa praia, mas vale como registro o Fred Durst indo ao encontro de um fã durante show do Limp Bizkit, que se apresenta no Brasil em outubro

O unstoppable Rivers Cuomo foi outro que se jogou na galera com o sempre animado show do Weezer

Yannis Philippakis e seu Foals, certamente um dos shows que eu não perderia no Reading. Quer dizer…

++ TWITTER ++

@GaryRichardson1 The Reading festival doesn’t interest me, I hate books.

@markhoppus Reading Festival!! WOW!! That was possibly my favorite show of all time!! Thanks to everyone there tonight!!!

@AldyJaldy Slight reduction in crime at Reading Festival 2010 – http://newzfor.me/?6lhi

@ulisses Tenho dó do reading festival. faz uns 6 anos que o line up do reading é pra amadores.

@OhEmGeeDanEv I survived Reading Festival. ^_^

@yestomhughesyes Home from Reading Festival. Some brilliant music – Arcade Fire, Weezer, Frank Turner & Los Campesinos! in particular.

@piprichardson Every time I sit down,I’m falling asleep……reading festival exhaustion….

@ohaiimkiki I’ve decided, i’m going to reading festival 2011! i feel like i missed out big time this year.

@Lil_Claireee Reading Festival Sunday 2010 was absolutely amazing <3

@TraceyEvansIFA Just back from a fab weekend away, apart from the stink which is my son after 5 days @ Reading festival! The washing machine is on max!!

@OMG_itsPaige Vampire. weekend. are. at. reading. festival. 2011. be. right. back. whilst. i. die.

Notas relacionadas:

  1. Especial os maiores festivais do mundo. Hoje: Woodstock, Reading Festival e Popload Gig
  2. READING, DIA 1 – Toda a brutalidade do QOTSA e mais uma treta do Axl Rose
  3. READING, DIA 2 – Toda a insanidade pelo Libertines. Toda a comoção pelo Arcade Fire.
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , ,
29/06/2010 - 14:32

Glastonbury em vídeos

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Glastonbury é daqueles festivais que a gente consegue ficar falando por semanas e mais semanas. Como se trata de um festival de centenas de shows, fica difícil acompanhar tudo de uma vez. Por isso, a Popload resolveu separar 10 vídeos legais do que rolou de melhor entre os melhores da edição deste ano, aniversário #40 da história. Dá uma olhada nessa seleção, com destaque para a galera em transe assistindo Thom Yorke com o dia claro e o XX sendo homenageado pela… Shakira.

Thom Yorke – Karma Police

LCD – Us Vs Them

Shakira – Islands (The XX cover)

Bombay Bicycle Club – Always Like This

Editors – Smokers Outside The Hospital Doors

Florence and the Machine – Dog Days Are Over

Foals – Miami

Vampire Weekend – Holiday

Hot Chip – One Life Stand

La Roux – In for the Kill

Notas relacionadas:

  1. Reading Fest Extravaganza, Belchior e Vanusa, Vagner Love, Sonic Youth e/ou Snow Patrol, vídeo do Yeah Yeah Yeahs, Nick, Hornby, Summer e Tarantino (título provisório)
  2. COACHELLA DIA 3 – Agora tudo está no seu devido lugar
  3. GLASTOMANIA – Dia 2
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , ,
14/05/2010 - 11:20

Diário de bordo: Foals, o choro da Lily Allen, o novo Klaxons, um enforcamento e um funeral

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* Popload em Londres. A caminho do festival All Tomorrow’s Parties.

* Ontem, quando cheguei, a cidade não estava mal na programação de shows. Tinha Big Pink no Forum, Florence & the Machine no Hammersmith Apollo, Pavement e Broken Social Scene no Brixton Academy e, se eu quisesse dar um pulo em Cambridge, dava para ver o grande Ray Davies, que liderou os Kinks. Zoado do fuso e com fome, preferi ir jantar e dar um passeio pela cidade.

* Aconteceu um milagre contemporâneo em minha chegada a Londres. Consegui comprar UM disco numa dessas megastores. Isso porque eu já tinha o infeliz, em mp3. Foi o delicioso novo álbum do Foals, “Total Life Forever”. É que vinha com um disco extra, 15 faixas de barulhos no estúdio, fora três bottons da banda. Nice.

* Mentira. Comprei ainda dois vinis de 7 polegadas: um do The Drums (“Best Friend”) e outro do Arctic Monkeys (“My Propeller”).

* Aliás, Foals está bombando aqui. O metrô londrino está forrado com o anúncio do disco novo, recém-lançado. Tipo assim.

* A senhorita Lily Allen saiu em todos os jornais da quinta-feira chorando em foto. O que teria arrancado as lágrimas da cantora de “Smile”. É que o time de futebol dela, o pequeno Fulham, time de Londres que mais ou menos equivale ao Juventos da Mooca (SP), perdeu a final da Liga da Europa para o Atlético de Madrid. Seria a maior glória da vida do time da Lily. Detalhe: o jogo foi em Hamburgo, na Alemanha. E a Lily Allen VIAJOU PRA ACOMPANHAR O TIME. Nice, Lily. Ganhou pontos comigo.

* Algumas horas ouvindo as rádios de rock de Londres e senti um vento soprando a favor de um grupo da Califórnia, o Funeral Party. Quinteto barulhento de moleques de subúrbio de Los Angeles, fãs do LCD Soundsystem eles dizem, tem visto sua enérgica “NYC Moves to the Sound of LA” tocar bastantes nas emissoras jovens da Inglaterra. Uma rixa cantada sobre as duas cidades mais importantes dos EUA, o single realmente é bom mesmo. Confere no vídeo deles aí embaixo. O Funeral Party é da Sony e vai excursionar pelo Reino Unido com o ótimo Surfer Blood, daqui umas semanas. O hype pode aumentar.

* Semana que vem é o aniversário de 30 anos da morte de Ian Curtis, o genial e genioso vocalista do Joy Division, dono de uma voz de barítono punk e dança epilética que se enforcou aos 23 anos, numa das tragédias pessoais mais marcantes da música pop.
Um monte de tributos a ele está sendo preparado por aqui, para os próximos dias. Inclusive no festival All Tomorrow’s Parties.

* Finalmente está pronto o embaçado segundo álbum da “difícil” banda inglesa Klaxons. E, estão falando por aqui, o som futurístico da banda deve ganhar um toque… nu-metal. Parece que o produtor do novo disco, Ross Robinson, que deu fama para Limp Bizkit e Slipknot, marcou presença forte ao trabalhar com os Klaxons. O segundo CD do grupo deve ser lançado em agosto/setembro, para coincidir com as datas do Reading Festival, onde os Klaxons serão uma das mil atrações.

* Depois volto com mais.

Notas relacionadas:

  1. Pergunta para você: Jesus ou Foals?
  2. Ih!!! Encontrei o “novo Nirvana” (versão final)
  3. Deixa de ser humbug: o novo Arctic Monkeys, cositas uruguayas, Sonic Youth e o jornalismo, tadinho. E ainda a história da “suruba indie”
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
10/11/2008 - 16:21

The Ones I Love – Radiohead, REM e o Planeta Terra

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BREAKING NEWS RADIOHEAD
CHILE ANUNCIA DATA OFICIAL E JÁ VENDE INGRESSO; BRASIL E ARGENTINA CONFIRMADOS

O Chile começa NESTA TERÇA-FEIRA, dia 11, a venda dos ingressos para o show da banda Radiohead em Santiago, que acontecerá no estádio San Carlos de Apoquindo. A Argentina deve anunciar nos próximos dias a data da apresentação do grupo de Thom Yorke no comecinho de abril, para o Quilmes Rock Festival. A(s) data(s) do Brasil pode(m) ser ou entre Santiago-Buenos Aires ou logo após a passagem argentina da turnê sul-americana do Radiohead. Nos próximos dias devemos ter uma idéia mais clara de como se dará a etapa brasileira da tour mais esperada dos últimos tempos.
O site oficial da banda já entrega a confirmação oficial para Brasil e Argentina, apesar de não informar nada sobre datas e locais. A tensão continua.

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* Voltamos agora com a nossa programação normal…

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Ruby, Ruby, Ruby, Rubeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

* Respondendo a pergunta feita no post anterior: Foals!!

* Então ficamos assim: Rapture 2007, Foals 2008. Para o Planeta Terra 2009 fica a sugestão de “melhor show do ano que vem”: Friendly Fires (que nem tem performance ao vivo tão espetacular assim, mas até lá eles aprendem) .

* O Planeta Terra é um excelente festival? É. Ele tem problemas? Tem.

* TOP 5 POPLOAD – O CAP, Conselho Aleatório Popload, elegeu os principais shows do festival. Não reflete necessariamente minha opinião, viiiiu. Nem vi Breeders. Acho que o Animal Collective, mesmo com o som embolado do começo, merecia estar aí no Top 5. Mas preciso respeitar os conselheiros.

1. Foals
2. Breeders
3. Kaiser Chiefs
4. Spoon
5. Felix da Housecat

* AUMENTA ISSO AÍ - Rapidinho e antes das considerações gerais, eu achei o seguinte: do pouco que eu vi, a performance do Offspring, o patinho feio do festival, estava bem honesta. Assim como foi a da principal atração do evento, o Jesus & Mary Chain. O tempo se mostrou cruel para as duas bandas, mas a força das canções de ambos os grupos garantia o astral (força essa mais das músicas dos escoceses que da dos americanos, óbvio). Tanto Offspring quanto J&MC pareciam estar numa rotação mais devagar um pouco do que o gás que costumavam dar no palco no passado, mas um grande problema do Planeta Terra prejudicou as duas atrações, na minha opinião muito mais o grupo dos irmãos Reid. O som do palco principal era muito baixo. E um guitarrista como William Reid, cuja guitarra mudou o rock independente de certo modo, não podia ter o som de seu instrumento tão limpinho e equalizado no mesmo volume com o baixo e a bateria. É tipo trazer o Jimi Hendrix e não privilegiar a guitarra do cara. No grande show da volta da banda, no Coachella Festival 2007, foi exatamente o que fizeram: guitarra no talo. Gás no Jesus. Aí sim o Jesus & Mary Chain não ficou parecendo uma banda cover de Jesus & Mary Chain. No PT, foi um show bonito, porque as músicas são bonitas. Mas poderia ter sido tão bem melhor…
Detalhe: todas as bandas trouxeram seus técnicos de som ao Planeta Terra.

* PLANETA TERRA 2008 – O QUE VALEU. E O QUE NÃO…

- WIN:
- a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “ Just Like Honey” , dos Mary Chain). Ai sim deu a sensação de estar num festival de verdade.
- a estrutura continua campeã. O PT é “ O” festival. Pena que a Vila dos Galpões vai virar um shopping center e o Planeta Terra vai mudar de lugar.
- ver a alegria dos tiozinhos café-piu-piu a cada acorde do Jesus. Air Guitar em câmera lenta quase.
- Bloc Party bem mais animado que na Argentina, mas ainda bem mais desanimado do que a gente esperava.

- FOALS, esse sim, o melhor show do festival e, sem exagero, o show do ano (qual foi o outro show do ano mesmo? Hives?). Lotou a tenda indie, conquistou quem conhecia e quem nem sequer sabia que eles existiam. Incrível. Daí você sai do palco principal, com um Jesus quase operando por instrumento e com um público mais reagindo por nostalgia que empolgação, e cai ali, na tenda fervida do Foals. Cada um na sua, mas nunca um show foi tão na hora certa como esse. Começou com algumas cabeças se mexendo e terminou com a tenda inteira dançando. E a criançada estilo público Mallu Magalhães que sabia todas as letras? De onde elas vêm? A maior troca de energia banda-público-banda do festival.
- Bloc Party e Kaiser Chiefs tinham que ter tocado no palco indie, que é o lugar deles. Aí a coisa seria nervosa. Palco grande é para banda gigante. Enfim, não ia caber e não podemos ter tudo. Mas seriam outros shows.
- sair no finalzinho já meio capenga do Bloc Party e chegar a tempo de ouvir “Cannonball” no show do Breeders. Bateu um pequeno arrependimento de não ter ido antes. Kim Deal emocionada no violão e muita gente cantando junto.
- Kaiser Chiefs: apesar do som baaaixo demais, aglomerou a população flutuante do festival com uma seqüência de hits non-stop. Show quadradão e sem alteração alguma com o de Buenos Aires, mas divertido e intenso. Ok, a gente não precisava de tanto cofrinho exposto e o vocalista Ricky Wilson demonstrava um pouco demais o cansaço acumulado: a voz falhava, estava ofegante e quase que aquela calça skinny não aguenta tanto sobe e desce… Mas ninguém se importou com isso. Fechou bem o dia.

- FAIL:
- a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “Just Like Honey” , dos Mary Chain). Festival é assim…
- falta de sinalização clara nos portões de entrada e staff mal informado do lado de fora do evento.
- cadê os sorvetes Rochinha?
- o som baixo demais do palco principal. Dava até para marcar encontro pelo celular sem precisar berrar.

- desastre sonoro no show do Animal Collective, parece que causado por um integrante da técnica da banda. O que seria um dos shows do festival, acabou morno. O desencontro da mixagem no começo fez a banda perder umas três músicas do seu set. As duas primeiras canções saíram completamente emboladas e a banda tocou de mau humor e saiu espumando do festival. O Animal Collective já faz um show esquisito e fora dos padrões, mas aquilo foi esquisito “ from hell”.
- hummm. Spoon foi o show da vida de muita gente, como ouvi de amigos. Tenho até vergonha de dizer que achei bom-normal, às vezes arrastado.
- Bloc Party se desculpando pelo playback e por ter desrespeitado “an entire nation” por causa da farofada da MTV foi um pouco demais. Bastava ter feito um show mais empolgante e estava tudo certo.
- Offspring temendo exposição de rugas e proibindo as fotos do fosso dos fotógrafos.
- Transmissão do festival no site vazada nos telões do palco principal. Aquilo foi um pouco vergonha alheia demais. Aquele convidado bizarro era o Silvinho BlauBlau?? Erraram todos os nomes de música, quase. Até os nomes DAS BANDAS. Kaiser Chiefs virou Kaiser Chelfs, ou algo do tipo. Um cuidadozinho básico em que o festival vacilou.

* COBERTURA POPLOAD PLANETA TERRA – Textos: Lúcio Ribeiro e Ana Bean. Leitores convidados: Itaici Brunetti (texto) e Ulisses Barbosa (fotos).  Chinfras: Alisson Guimarães.

* FOTOS - Clicou nas imagens da galera?

blocpartyrio

Foto: Mariana De Biase

* ENQUANTO ISSO, NO RIO DE JANEIRO: BLOC PARTY – Aêêê sim, Brasil. O show esperto, indie, bem colocado que a banda Bloc Party fez no Circo Voador, nesta segunda, BOMBOU. Palco menor, banda animada, público “violento”. Tudo em seu verdadeiro habitat. Agora sim foi o Bloc Party que a gente conhece beeeeeeeeem. Olha a loucura. No sábado, show burocrático. Na segunda, histórico.


* REM – NÃO VOLTE PARA ROCKVILLE!!! -
O histórico REM encerra nesta terça sua turnê brasileira, em São Paulo, uma série de duas apresentações na cidade. Na noite de segunda, no bis, eles tocaram “(Don`t Go Back to) Rockville”, música que não chega a ser uma surpresa do setlist, mas é muito especial para quem acompanha a banda de Michael Stipe desde o começo. Ela chega a ser tão… especial… que até a assessoria do show nem colocou ela no email de divulgação à imprensa. “Rockville”, que nem é mais cantada por Stipe em shows, tem a voz do baixista Mike Mills e apareceu no bis do show de segunda no Via Funchal. Foi Mills quem fez a canção em 1984 para sua namorada, tentando fazê-la mudar de idéia e não retornar para Rockville, Maryland. Só este country-pop choroso já vale a ida ao Via Funchal nesta terça.

* De todo modo, tem as outras tantas músicas incríveis do REM. Tipo esta:

* CHEGA - Ia botar mais coisas pop aqui, inclusive uma promoção de camiseta cool. Mas fica tudo para o próximo post. Até!

Notas relacionadas:

  1. Feliz 2009, Brasil-il. Radiohead e Coldplay confirm…
  2. EVERYBODY HEARTZ
  3. Pergunta para você: Jesus ou Foals?
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
07/11/2008 - 15:37

Pergunta para você: Jesus ou Foals?

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* Resolvi abrir um post novo, para fazer essa pergunta rápida. E aí, Brasil? Hein?!?

* REM em Porto Alegre, entrevista do Foals, a lista dos prováveis melhores shows do Planeta Terra, como o festival se prepara para receber suas 15 mil pessoas. E mais outras coisas. Se não estiver tudo aí embaixo já, uma hora hoje vai estar.

* PLANETA TERRA FESTIVAL: AS FOTOS, O PAJÉ, O FIM DOS GALPÕES – A Popload fez um tour nesta sexta-feira para conferir como estava a preparação final do festival Planeta Terra. Embaixo de chuva, deu para ver quase tudo pronto para o evento receber as 15 mil pessoas que esgotaram os ingressos da edição deste ano. O cenário está lindão, ainda mais bonito que o do ano passado. Uma pena que esta deve ser o último acontecimento do Planeta Terra na Vila dos Galpões. O local, já no ano que vem, vai dar lugar a um shopping center. Tenho aqui uma sugestão de novo lugar para o PT 2009. Anhembi!!!! Hahahaha, tô zoaaaaando.

* Quanto à CHUVA, como essa que despencou sexta no final de tarde, parece que não está assustando a organização do Planeta Terra. O festival teria contratado os serviços do Cobra Coral, também conhecido como Pajé, um sujeito que garante céu aberto e sem nuvens para qualquer evento que usa seu, digamos, dom. Figura conhecida no Carnaval do Rio, o Pajé, pelo que eu entendi, sobrevoa os locais solicitantes e joga alguma substância nas nuvens, “forçando” uma chuva na véspera, para limpar o céu para o dia seguinte. Bom, se foi isso mesmo, a chuva de sexta em São Paulo pode ter sido obra do Pajé. Juro que essa é nova para mim.

* O PLANETA TERRA, EM FOTOS - Veja como estão montados os palcos do festival de sábado. Aproveita, porque não vai dar mais para vê-los vazios assim.

O palco principal do Planeta Terra, que neste sábado recebe Jesus & Mary Chain e Mallu Magalhães

O palco indie, lugar onde vai acontecer os shows de Animal Collective e Foals

O galpão dance, em que o Mylo vai discotecar

* OS MELHORES SHOW DO PLANETA TERRA? Ninguém me perguntou, mas assim mesmo vou dizer. Popload e a expectativa dos cinco melhores shows do festival paulistano deste sábado.

1. Animal Collective - A coisa é maluca, fora de controle. Um show deles é punk, outro pode ser pop, às vezes é mais eletrônico que o Chemical Brothers. Pode ser calmo, pode ser violento. Mas é sempre intenso.
2. Foals - Parece um ensaio aberto. A banda vai experimentando sons, como se fosse uma jam session indie. Aí acha o ponto e solta no meio uma das músicas do seu brilhante “Antidotes”, o CD de estréia. Sim, eles tocam “Hummer”. Xi, Jesus.
3. Kaiser Chiefs - Além de as músicas, velhas ou novas, serem boas, Ricky Wilson é um misto de cantor e comandante de torcida. Não tem como ser ruim.
4. Bloc Party - A banda está meio esquisita. Playback desnecessário na TV, músicas novas ortodoxas, remédios para depressão, show morno na Argentina no final de semana passado. Mas ainda confio na banda e nos shows incríveis já visto deles.
5. Spoon - Acho que não tem como ser ruim, né?
6. Brothers of Brazil - Papito!!!!!

* JESUS? É VOCÊ MESMO? - Deixei a banda escocesa fora da lista para pagar para ver. É o grande nome do festival Planeta Terra, mas pode não ser o melhor show. Mesmo com toda representação da banda na minha humilde vida passada, acho que não vou ver a apresentação dos irmãos Reid inteira, porque perto dali vai estar tocando o Foals. Enfim. Escolhas… O J&MC tocou nesta noite de quinta no Peru. Set de 1h20, duas músicas novas. “Head On” foi a segunda canção do show, “Reverence” encerrou. Não teve I Hate/I Love Rock’n'Roll. Tocaram cover do Pink Floyd. O lugar era para 2.200 pessoas e perto de 1.500 viram o concerto. No rol das bandas antigas que voltam, o J&MC atual ficou no meio do caminho entre a energia juvenil do velho Pixies e a decrepitude triste do Echo & The Bunnymen. Confira o setlist do show da banda na quinta à noite. É a lista de músicas que eles costumam executar, mesmo. Não deve variar para o Planeta Terra.

* Aqui, Jesus & Mary Chain em ação nesta quinta à noite, no Peru, a última apresentação antes de São Paulo.

* Haha. Eu estava zoando com a história de a Mallu cantar “Just Like Honey” no show do Jesus. Mas eu já não me surpreendo com mais nada no rock…

* R.E.M. AO VIVO NO BRASIL – Confira “Everybody Hurts”, enviada à Popload pelo pessoal do blog Conversation, extraída do primeiro show da turnê brasileira no estádio do São José, também agora conhecido como “Zequinha Stadium”, nesta quinta em Porto Alegre. A banda de Michael Stipe ainda toca no Rio de Janeiro (HSBC Arena, 8/11) e em São Paulo (Via Funchal, 10 e 11/11).

* ENTREVISTA PLANETA TERRA: FOALS ENCARA JESUS EM SP - E o “show mais 2008″ do festival corre o risco de passar batido por causa de um “show anos 90″. Numa espécie de blasfêmia indie, a nova banda inglesa Foals desafia Jesus.
“Não me importo de estar tocando no mesmo horário que o Jesus & Mary Chain”, diz Yannis Philippakis, vocalista e guitarrista do Foals, em entrevista por telefone direto da Inglaterra. “Festival é assim mesmo. Chega a ser cruel ver bandas boas tocando no mesmo horário que outras. Mas existe sempre alguém para ver seu show, então é para essas pessoas que a gente vai se matar no palco.”


Foals em ação no Reading Festival deste ano. Você vai vê-los no Indie Stage enquanto o Jesus & Mary Chain estará tocando no palco principal?
Foto: BBC.co.uk

Uma das bandas mais interessantes da nova safra inglesa do cruzamento rock e dance, o Foals se apresenta no Planeta Terra às 20h30. Meia hora antes, o grupo escocês veterano e reformado Jesus & Mary Chain já vai ter iniciado seu segundo show em São Paulo, depois de ter tocado na cidade em 1990.
A diferença de formação das duas bandas britânicas é de 20 anos. Mas para o rock moderno do Foals isso não faz a menor diferença.
“Há pouco mais de um ano a gente não tinha um single lançado. Hoje já nos chamam para tocar em festivais grandes em lugares como o Brasil. Alguém aí deve conhecer nossa música, não é possível”, afirma Philippakis. “Quando penso nessas coisas em aviões eu acho muito assustador. Mas paro logo de pensar para não enlouquecer”.
Muito além da combinação do estilo indie + dance music, o Foals espichou sua música para um lado experimental, às vezes mínimo, às vezes máximo, progressivo, calculado, o que levou a banda à classificação de “rock matemático”.
“Isso é bobagem. Nem sei o que é rock matemático. Se existe uma definição que caiba ao nosso som é música caótica, direta e violenta”, tenta explicar o líder da banda.
O Foals lançou seu álbum de estréia em março deste ano, na Inglaterra, pelo hoje cultuado selo Transgressive Records. Chama “Antidotes” e tem produção de Dave Sitek, o músico da banda TV on the Radio que virou o “produtor do momento” na música independente. Nos EUA, o disco do Foals foi lançado em abril pelo histórico selo Sub Pop. Até chegar ao Planeta Terra, a banda circulou por muitos dos grandes festivais de música do mundo, como Glastonbury, Reading e Lollapalooza. Para fechar o ano, vem ao Brasil “desafiar Jesus”.
Está bom para uma banda que há pouco mais de um ano não tinha um single lançado, não?

* Não pensa que acabou.

Notas relacionadas:

  1. Feliz 2009, Brasil-il. Radiohead e Coldplay confirm…
  2. Qualé?!?
  3. EVERYBODY HEARTZ
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
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