* Final de semaninha com movimentação nervosa no Canal da Mancha. Reading e Leeds Festival na Inglaterra e Rock en Seine na França, ali em Paris, cidade que um dia todos nós vamos morar. Eu prometo.
O Rock en Seine, pelo menos até a vez em que eu fui, tipo 2009, era chic. Primeiro que vc desce do metrô em Paris, atravessa a ponte do Sena e chega ao parque onde acontece o festival. Depois que ainda não está infestado de ingleses festival goers. Até porque eles têm o Reading para se divertirem. E, por último, os sandubas vendidos são com baguette fresca, quentinha e crocante, de queijo brie ou gruyère, e tem barracas de vinhos “da casa” mais baratos do que uma Coca.
E, óbvio, o line-up é sempre caprichadíssimo, entre clássicos, novo rock, eletrônico cool, hip hop emergente. Neste ano os destaques são Foo Fighters, Arctic Monkeys, The Kills, CSS, Tyler the Creator, Interpol, Vaccines, The Streets, Etienne De Crecy, The Horrors, Seasick Steve, Wombats, The Naked and Famous, Biffy Clyro, Cage The Elephant, Anna Calvi, The La’s, Kid Cudi, Death in Vegas, Edward Sharpe.
Vige. A rádio de rock alternativo americana 107.7, de Seattle, soltou hoje que o baixista Krist Novoselic vai juntar um monte de músicos da cidade para tocar o álbum “Nevermind”, do Nirvana, ao vivo e na íntegra. O famoso disco da banda de Kurt Cobain, que mudou a história do rock moderno, faz 20 anos neste ano. O show-celebração acontecerá dia 20 de setembro no Experience Music Project, o museu da música de Seattle, que fica no lindo complexo que abriga o Space Needle, o marco da cidade.
Músicos do Fastbacks, Screaming Trees e Campfire OK estão cogitados para participar do show. Dave Grohl está aparentemente fora, porque tem concerto do Foo Fighters em outra cidade americana, no mesmo dia. Cogita-se uma aparição dele em telão no EMP, gravada ou mesmo ao vivo.
O “Nevermind” foi lançado nos EUA em 24 de setembro de 1991. Neste ano, o mitológico disco que carrega “Smells Like Teen Spirit” em seu tracklist vai ganhar um lançamento comemorativo pomposo. Uma edição dupla do disco original vai ser lançada em 27 de setembro, carregando b-sides de singles, sessions ao vivo na BBC e versões demo num CD especial. Uma extraordinária caixa chamada “Nevermind Super Deluxe Edition com quatro CDs, um DVD, quatro vinils, o original remasterizado e um cupom para download digital (ufa) sai no mesmo dia.
Em seu exemplar de julho, dedicado ao álbum do Nirvana, a revista “Spin” trouxe o download de uma penca de bandas novas refazendo as músicas do “Nevermind”, com o providencial reforço dos veteranos Vaselines e Meat Puppets, as duas bandas prediletas de Cobain. O disco tributo se chama “Newermind”. E você pode pegar as músicas, de graça, aqui.
Noel Gallagher segue sua vida sem Liam e o Oasis. De surpresa, ele anunciou no início da tarde de hoje que mais uma música sua seria lançada. Trata-se de “The Good Rebel”, lado b de “The Death Of You And Me”, primeiro single do projeto High Flying Birds a ser lançado dia 21 de agosto.
A premiere da música rolou no programa do Zane Lowe, na Radio One e é uma mistura de “Rain” dos Beatles com “Tambourine Man” de Bob Dylan, como o próprio Noel descreveu em uma entrevista tempos atrás, quando a música ainda era apenas uma demo para o Oasis. “I don’t care for the sunshine”, ouve só.
A imprensa norte-americana destaca hoje uma entrevista que Noel concedeu para a Rolling Stone US, na qual ele diz que se sentiu mais “livre” para produzir seu primeiro álbum solo. “Para estar em uma banda, você tem de aceitar que aquilo será um compromisso. Dessa vez eu não tinha de explicar a ninguém como ia ser. Eu estava de saco cheio de escrever letras para outras pessoas. Foi um processo muito sereno e pacífico de gravação. Tenho certeza que vai ser compensado por uma porra de caos total e destruição ao vivo”, disse ele.
Sobre o Oasis, Noel confirmou que vai tocar algumas canções da banda em seus shows, diferentemente da Beady Eye. “Eu só vou tocar músicas que eu escrevi. Não é como eu ser o Morrissey e tocar uma música que outra pessoa escreveu para mim. Eu escrevi todas essas canções com todas essas palavras. Elas são minhas”, informou o Gallagher, que também confessou adorar a ideia de outras bandas tocarem músicas de sua finada banda. “Sempre pensei que a maioria das bandas deveria tocar canções do Oasis, de qualquer forma. O Foo Fighters definitivamente devia tocar algumas. Green Day poderia até fazer mais do que uma ou duas. Radiohead? Quer dizer, vamos encarar: seria uma noite bem melhor”.
Em 2005, quando o Foo Fighters andou abrindo alguns shows do Oasis, Dave Grohl & Co. fizeram uma versão bem FF para “Lyla”, então single de trabalho da banda do Noel e do Liam, no programa do próprio Zane Lowe.
E tava lá o Dave Grohl, encerrando os trabalhos do Lollapalooza 2011, em sua edição de 20 anos, fazendo discurso emocionado sobre como o evento colaborou para o crescimento do rock nos Estados Unidos. “Em 1988, o Jane’s Addiction mudou minha vida”, disse Dave, que foi logo abraçado e beijado por Perry Farrell, que invadiu o palco antes mesmo dele acabar a homenagem. Em seguida, o Foo Fighters fechou o festival com o hino “Everlong”. Gênios.
Nirvana vive. Comemorando os 20 anos do “Nevermind”, um dos álbuns mais pontuais e importantes da história da música, a revista americana Spin resolveu fazer diversas homenagens à banda de Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl.
Em sua edição de agosto, a Spin traz matérias especiais sobre o álbum e joga uma foto inédita de Cobain já na capa, fazendo alusão à imagem imortalizada em “Nevermind”.
Além disso, a revista vem acompanhada de uma coletânea – “Newermind” – com treze artistas/bandas que fizeram suas próprias versões para as canções que compõem o álbum, tipo o Meat Puppets entoando “Smells Like Teen Spirit”, o maior grito teen da história, ou a Amanda Palmer botando sua voz marcante em “Polly”.
E o mais legal disso tudo: dá para pegar esse álbum free, bastando apenas acessar e “curtir” a página da Spin no Facebook e seguir as instruções.
A Popload deixa aqui uma amostra do que é essa coletânea, com as versões do Meat Puppets, Amanda Palmer e Vaselines. Ouve só.
* Amigo me sugeriu o seguinte título para este post. Não ia ficar ruim, não: “Beatles who? Foo Fighters e o maior trânsito já visto na inglaterra”.
* O governo inglês pede calma as famílias. Tem gente que foi ao show do Foo Fighters na fantástica arena da cidade de Milton Keynes e não deve ter chegado até agora. No apoteótico show de mais de 2 horas da banda de Dave Grohl no sábado, que se repetiu no domingo e arrastou 70 mil pessoas/dia ao gigantesco National Bowl, uma cidade que fica uns 40 minutos de trem de Londres, mas que foi tomada por carros, ônibus, discos voadores etc. para ver o incrível Dave Grohl tocar, cantar, falar, correr, pular por mais duas horas sem parar.
* A Popload esteve em Milton Keynes para o show de sábado. Deu certa sorte em achar um “cab” milagroso a tempo de levar para a estação, atravessar hordas humanas e catar um trem para Londres, chegar na madrugada junto a milhares e encontrar um táxi na madrugada e ainda um Subway aberto para aplacar a fome.
* O drama todo é só para dizer que, apesar de todo o “sofrimento”, valeu muito a pena o perrengue para ver o Foo Fighters recheado de convidados ilustres (Roger Taylor do Queen, Bob Mould do Husker Du e Alice Cooper) e umas bandas boas abrindo (Biffy Clyro, Death Cab for Cutie, Tame Impala). Grupo de 16 anos de estrada, um caminhão de hits marcantes, um ótimo álbum novo, um líder guitarrista já histórico que foi baterista histórico, um showman divertido até o limite do farofa, mas sem perder o fator “cool”, e defensor daquilo que um dia se convencionou chamar de “astro do rock” sem cair no piegas. Dave Grohl é o cara.
* Quando Dave Grohl entrou em cena, não dava para olhar para mais nada. Era magnético. Cantando, gritando que nem um louco, mudando do palcão para o palquinho, fazendo solo na passarela, virando uma garrafa de cerveja em um só gole (e depois arrotando), Grohl comandou 70 mil pessoas com uma facilidade de impressionar, como se fosse um pai mostrando um doce para um vidrado filhinho de 3 anos. Fácil assim. E não teve um segundo que ele não brincava com a platéia perguntando se tinha alguém cansado, porque eles eram uma banda de 16 anos, esperaram por esse show por meses e só iriam sair de cena quando alguém os viesse expulsar.
* A energia emanada pelo ser Grohl era tanta que, quando o show acabou e a banda se retirou do palco para vir depois ao bis, uma câmera aguardava o Foo Fighters no backstage. Os três telões gigantescos flagrando tudo. Dave conversando com os convidados, descansando, tomando uma cerveja e, de lá dos bastidores, comandando a galera. Só com gestos, sem som, ele pedia para a galera gritar para a banda voltar. Gritos por toda a arena do Milton Keynes Bowl. Aí ele dizia que ia tocar uma música no bis. A galera vaiou. Ele mostrou então dois dedos. Algumas vaias, alguns aplausos. Ele, como se dissesse “Ok, três”. Aplausos. Aí, ainda no backstage, virando uma cerveja e sem camisa, ele chama o baterista Taylor Hawkins para a câmera. Conversam um pouquinho e mostram quatro dedos. Delírio na arena. Dão risada e Grohl mostra a mão inteira. Cinco dedos para cinco músicas. Taylor faz sinal que não vai aguentar. Grohl se diverte e acaba por ferrar tudo: seis dedos. E aí voltaram para o bis e praticamente fizeram um “show novo”. Hahaha.
* Ao falar de um dos shows, o crítico do poderoso diário britânico “The Guardian” chega a soltar um “Kurt Who?” no final para falar que, 20 anos depois do “Nevermind” do Nirvana, é incrível ver aquele garoto da “parte de trás” da banda (a bateria) tinha virado o líder de uma das principais bandas de hard rock do mundo.
* Uma das principais músicas de “Wasting Light”, o disco novo lançado em abril, é “Walk”, uma balada gritada que está tocando sem parar por aqui. Nos shows de Milton Keynes, o acompanhamento público à canção nova chegou a ser emocionante. Tem uma hora que Dave berra “I never wanna die, I never wanna die”. É a antítese de “I Hate Myself and I Wanna Die”, que seu amigo do Nirvana, hoje morto, costumava cantar.
* Um grande show de rock, hoje, pode ser medido pela quantidade de banhos de cerveja que você, no meio do público, toma, com os arremessos sem fim dos copos cheios voadores, quando a banda lá em cima do palco desempenha algum hit “nervoso”, alguma parte barulhenta de um hit que vem precedida por um momento “calminho”. Como no caso do Foo Fighters isso ocorre em todo o momento, faça as contas. Pela minha contabilidade, foram umas seis cervejadas nas costas. E uma de suco de laranja. Espero que tenha mesmo sido suco de laranja. Pelo menos tava geladinho… :)
* A seguir uma penca de vídeos de galera, geralmente para shows desse porte não tão bem filmados. Mas os melhores para “clima”.
* Dave Grohl é o cara mais “gente fina” do rock “ever” e atual guitar hero de muita gente, sendo que anos atrás o cara era só o baterista de uma das melhores bandas da história.
* Aqui, em vídeo rápido de sábado passado no primeiro dos dois shows do Foo Fighters na absurda arena de Milton Keynes (40 minutos de trem de Londres, meia hora a pé da estação), Grohl se transforma num verdadeiro “Jack Black da ‘Escola do Rock’” diante de 70 mil fãs. Gênio.
* Em entrevista publicada ontem no jornal inglês “The Observer”, a versão cool do poderoso “Guardian” aos domingos, o roqueiro Dave Grohl, líder do bombástico Foo Fighters, revelou ter tocado recentemente e depois de 17 anos (desde que Kurt Cobain morreu) a música “Smells Like Teen Spirit”, o maior hino dos anos 90, de sua ex-banda, o Nirvana.
Foi em Los Angeles, no finalzinho de 2010, na garagem-estúdio de Grohl na Califórnia, em que foi gravado o mais recente disco do Foo Fighters, “Wasting Light”. O ex-baixista do Nirvana, Krist Novoselic, que participou do álbum do FF, estava na Califórnia ensaiando com Grohl e Pat Smear (guitarrista ao vivo do Nirvana perto do fim da banda) para uma apresentação única e secreta que fariam em Los Angeles. Dave Grohl, no ensaio, estava na bateria, como nos velhos tempos. E os três ali, de bobeira, fazendo umas jam sessions.
Conta o texto do “Observer” que Grohl falou: “Krist no baixo, Pat na guitarra, eu na bateria. Daí o Krist disse: ‘Vamos tocar umas velhas?’ Eu e o Pat nos olhamos. [Tocar Nirvana assim...] Era uma coisa que eu nunca mais tinha considerado. E eu respondi: ‘OK’.”
“Aí o Krist falou: ‘Foda-se, vamos tocar ‘Smells Like Teen Spirit’. O Pat começou a tocar ela na guitarra e nós embarcamos. Eu não tocava aquelas batidas havia 17 anos.”
E a conclusão de Grohl, no jornal, saiu assim, em inglês: “It was like… a ghost. It was heavy.”
Ninguém cantou a música.
E apenas uma única pessoa, o diretor do estúdio de Grohl, presenciou a cena.
A capa da seção em que Grohl foi entrevistado, no “Observer”, foi esta:
Em vias de tocar no Brasil no segundo semestre, o Foo Fighters se prepara para lançar “Wasting Light”, seu novo álbum de estúdio, no próximo dia 12 de abril. No entanto, não temos que esperar mais. Assim, agora esperar só pelos shows, na verdade.
Um site belga entregou na manhã de hoje o “Wasting Light” inteirinho e o assunto já começa a dominar as redes socias. Numa audição rápida, o álbum soa muito bom. A Popload entrega aqui dois sons inéditos: “These Days” e “I Should Have Known”, que tem a participação de Krist Novoselic no baixo, decretando uma quase volta do Nirvana, na música mais “dark” do disco, de acordo com o Dave Grohl.
A produção é de Butch Vig, que 20 anos atrás conduziu os trabalhos em um tal de “Nevermind”.
O Foo Fighters desponta fácil como a banda do ano, por tudo o que envolve a volta da banda, Dave Grohl eleito gênio, aniversário do “Nevermind” . Talvez seja exatamente por isso que o Grohl encheu o peito para avisar que o rock não está caído. “Não é porque as bandas de rock não estão ocupando o topo das paradas que o gênero está morto”, disse em entrevista à “Billboard”.
Mais do que falar, o roqueiro parece disposto a dar gás no que disse e fazer justiça com suas próprias músicas. No próximo dia 12 de abril, a banda lança o pesado “Wasting Light” no mundo todo, muito provavelmente o álbum vai alcançar o topo das paradas.
E a agonia da espera pelo álbum só aumenta. Após uma loja francesa soltar 60 segundos de cada som do álbum, hoje no final da tarde foi lançada nas rádios inglesas e americanas “Bridge Burning”, quase 5 minutos de muito peso e energia, que lembra bastante o Foo Fighters do começo da carreira.
Enquanto o Bono foge da Popload, daqui a gente observa que hoje é um dia tranquilo no planeta, em relação à música. Tirando que…
- O Yeah Yeah Yeahs, uma das principais atrações do Lollapalooza Chile, cancelou o show marcado para o festival (02/04). Caiu também a data de Buenos Aires, Luna Park (31/03). O “Brasil” bem que tentou trazer esse show pra cá, mas a banda pediu um cachê compatível a um show de reunião do Oasis com Liam e Noel se abraçando…
- Jack White fez uma apresentação na tarde de hoje no South By Southwest (SXSW), em Austin. Ele tocou no busão-loja-palco da Third Man Rolling Record, que ficou estacionado em frente ao restaurante Frank’s Diner. As músicas apresentadas por White foram “Pink Cadillac”, de Bruce Springsteen, e “Dead Leaves and the Dirty Ground” do… White Stripes. Só queria demitir a Meg, né, Jack? O busão-loja de discos é este aqui abaixo. E Jack White relembrando White Stripes está logo a seguir
- O SXSW, que realiza sua edição 25 neste ano, não está fraco, não. Tanto que até a prestigiosa revista inglesa para “assuntos internacionais” importantes, a “The Economist”, foi para Austin e inclusive separou uma página especial em seu site para falar das “tendências” do evento. O link é este.
- Mais uma vez, o big jornal inglês “The Guardian” tem feito cobertura especial do festival. O diário britânico mandou três jornalistas, mais fotógrafos, para o evento texano. No site deles tem um ranking com as 10 bandas que estão despertando mais atenção de quem quer comparecer/ler sobre o evento (clique na imagem para aumentar). Entre elas está Noa & The Whales, Neon Trees, Naked & Famous etc. A banda mais cobiçada de todas é “aquela”, que estourou em 2001 e lança disco novo semana que vem (para quem já não baixou, claro). Eles tocam amanhã no showcase da Levi’s, no Auditorium Shores Stage.
- Ainda sobre o SXSW, uma foto da esperta agitadora paulistana @Lalai com um cara boa praça lá em Austin.
- Estou aqui, mas não tiro o olho daí, ok, Bethânia? Já vi até o bloguinho homenagem. E tem até Tumblr já. Desse jeito o Brasil quebra haha.
* Lembrando que a Popload está em Dublin a convite do uísque Jameson, a bebida mais pedida por 97% das bandas gringas que vão ao Brasil. Este blog participará na Irlanda do Jameson Global Broadcast nas festas do St. Patrick’s Day.
O Foo Fighters segue sua agenda voltada para compromissos de divulgação do novo álbum, “Wasting Light”, que será lançado dia 11 de abril. Ontem a banda participou ao vivo de um programa na MTV americana, deu entrevista e respondeu perguntas enviadas pelos telespectadores do canal via twitter.
Uma das perguntas foi: “Quando vocês vão tocar no Brasil?”. O apresentador cobrou uma resposta na lata. O boa praça Dave Grohl falou, falou e não respondeu. Entre outras coisas, disse que 90% das mensagens que chegam pra ele vem do Brasil ou da Argentina, sempre perguntando quando vão tocar na área.
O que é certo que a produtora Time for Fun (T4f) tem uma turnê brasileira do Foo Fighters nas mãos, que deve ocorrer no segundo semestre, provavelmente em estádios, provavelmente não só em SP e Rio e talvez com um show “colocado” em Itu, na edição 2011 do ecofestival SWU.
Durante o programa da MTV americana, que dava para acompanhar do Brasil via internet, rolou a premiere do vídeo de “Rope”, primeiro single do álbum.
* Aqui, “Rope” ao vivo em show do Foo Fighters na Escandinávia, semana passada:
Diz aí se não é apenas Dave Grohl o cara capaz de juntar numa mesma foto Noel Gallagher e Pink? E ainda tem a louquinha da Juliette Lewis ali no meio. Niiice.
Às 9h de hoje (12h na Inglaterra, 13h em Berlim, 7h em NYC, 4h em Los Angeles) o Foo Fighters havia prometido em seu site a audição de mais uma música nova de seu disco “Wasting Light”, que será lançado em cheio em abril.
A canção da vez é “Rope”, o primeiro single.
Mas algo deu errado ou não era bem isso, e o site atrasou. Só que a galera no “Facebook da música” começou a espalhar que “Rope” ia ser tocada naquele momento em várias rádios de todo o planeta. A Radio One, de Londres, tocou duas vezes seguidas, na hora marcada. Ouvi na holandesa Kink FM. Depois espalhou.
“Wasting Light”, do qual já conhecemos “White Limo”, é o disco “mais pesado ever” do Foo Fighters, segundo Dave Grohl espalha. O sétimo disco da carreira da banda do ex-Nirvana foi gravado em fita analógica na garagem de sua casa na Califórnia e é produzido por Butch Vig e mixado por Alan Moulder, o que dá boa idéia de que a história do peso é verdadeira.
“Rope” é tipo a “romântica” do disco. Ouça ela, aqui embaixo ou no foofighters.com.
2011 começou ontem para o Foo Fighters. Na verdade, há poucas horas. A banda do gênio Dave Grohl fez um show para 500 sortudos no Paladinos, um pequeno clube em Los Angeles, onde o grupo já se apresentou outras vezes, a última (até ontem) em 2007.
Além da volta em si, que já é um acontecimento, dois fatos chamaram a atenção para a apresentação especial do Foo Fighters. A banda tocou algumas músicas inéditas que certamente estarão no álbum que eles lançam no ano que vem chegando. São elas “White Limo”, “Rosemary” e “Back & Forth” que, dizem, também será o nome do álbum.
Fora isso, além do setlist recheado de clássicos como “My Hero”, “Times Like These” e “Learn to Fly”, o Foo Fighters recebeu no palco Krist Novoselic, companheiro de Grohl no Nirvana. Eles tocaram “Marigold”, uma b-side do grupo mítico do grunge.
A informação é a de que o show foi filmado pela produção da banda e fará parte de um documentário que será lançado junto com o próximo álbum.
O Foo Fighters deve vir para o Brasil com três, quatro shows em estádios em 2011. A data provável é abril. O SWU ainda tenta fechar a banda para outubro. O grupo não aceitou a oferta do Rock in Rio.
FOO FIGHTERS – Los Angeles, Paladinos (21/12/2010)
Times Like These
Generator
My Hero
Pretender
Back And Forth
Learn To Fly
White Limo
For All The Cows
Enough Space
Rosemary
Skin And Bones
Cold Day
These Days
Best Of You
Everlong
Monkeywrench
All My Life
Marigold (Nirvana)
This Is A Call
Assim que aparecerem fotos e vídeos a gente joga aqui. Por enquanto tem essa de duas garotas que assistiram ao show da boca do palco. E cataram o setlist.
Lúcio Ribeiro é jornalista de cultura pop. Edita o Popload e é colunista do “Caderno 2″ (Estadão), da MTV, das revistas “Capricho” e “Homem Vogue”. É curador do festival Popload Gig, já na terceira edição, e DJ residente dos clubes Vegas e Lions, além de viajar o Brasil tocando em festas de rock.