iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

17/11/2009 - 12:15

Eu sou uma “bitch” quando escrevo um post

* How cool is that?

zebra

* PLASTISCINES BITCHES – Talvez a “banda mais bonita do mundo”, a francesa Plastiscines, quatro roqueiras gatas (ou o contrário), que já foi conhecida como “Les Bébés Rockers”, está bem crescidinha. O quarteto, todas têm 21 anos ou perto disso, que se veste tão cool quanto toca, assunto aqui no post passado, se apresenta hoje em Londres no Barfly, em Camden, em show único para mostrar o disco novo, “About Love”, lançado tipo em setembro. Não tem data para mais performances na capital inglesa, pensa, porque a banda precisa voltar aos EUA para “compromissos fashion”. As Plastiscines, que cantam em inglês e francês, foram mostradas no muito visto seriado teen “Gossip Girl” semana passada, desempenhando o hit “Bitch” em que diz “Eu sou uma bitch quando escovo os dentes. Eu sou uma bitch quando eu me apaixono…”. Hit bitch! Hit, bitch!

Do outro lado do Atlântico, tirando o show de Londres e sem nem citar a França, ganharam remix do grande DJ e produtor suíço de dance punk Headman. Foi para a música “Barcelona”, do novo CD. “Barcelona” também já havia ganhado remix do extra-cool grupo inglês Chew Lips. Que eu conheça a música tem uns seis remixes “sérios”, já.

O mais legal das Plastiscines foi reportagem recente no diário inglês “The Guardian”. Contaram que no último festival Coachella tocaram antes do Iggy Pop. Assim que o show do roqueiro acabou, ele apareceu só de toalha no camarim delas e disse “Girls, you rocked. I love your music”.

Mas o melhor é a chamada para o mesmo texto delas no “Guardian”, escrito pela ótima Rebecca Seal: “As francesas do Plastiscines mal sabiam tocar seus próprios instrumentos quando começaram, não faz muito tempo. Agora dão rolê com o Dave Grohl. How cool is that?, pergunta Rebecca Seal”.

No ano passado elas estiveram no Brasil para um showzinho rápido naquele Orloff Five, festival que teve Melvins e Hives como atrações principais. O programa de rádio Poploaded, o mais bacana programa de rádio dentre os vários programas de rádios, co-apresentado pelo gênio Fábio Massari e um amigo dele, aproveitou as Plastiscines aí e arrastou as meninas para um session exclusiva no incrível estúdio do iG, na rua Amauri, mais conhecido como o Maida Vale brasileiro. Numa época em que elas ainda não sabiam tocar direito seus instrumentos, como mencionou o “Guardian”. Saiu essa maravilha aqui:

* ARCTIC MONKEYS E O SIGNIFICADO DE “CORNERSTONE” - Só para entendermos o que quer dizer o título da espetacular “Cornerstone”, talvez a melhor música do CD “Humbug” e single que está sendo lançado nesta semana, o site Stereogum explicou: “Cornerstone é alguém que só consegue fazer bom sexo quando está totalmente chapado”.

Os lados-B de “Cornerstone”, sobras de “Humbug”, já foram comentados aqui. Todas as canções são bem boas, incluindo a tarantinesca “Sketchead”. E a já “famosa” “Catapult”, que tem dedo produtivo do guru Josh Homme. O single traz ainda a dramática “Fright Lined Dining Room”.
E as três do lado-B de “Cornerstone”, tal qual está no single, você ouve aqui, assim:

* PROMOÇÃO ABOUT US F.A.I.L. - About who? About me?
Algumas coisas sobre o festival About Us, que tem a manha de no mesmo line-up colocar Sting, Carlinhos Brown, Lenine, Arnaldo Antunes e tal dizendo que é um evento para “melhorar o planeta”.
- Os organizadores do evento do domingão não gostaram muito que eu disse (de um modo bem-humorado, veja bem), que é o “pior line-up da história dos festivais” e suspenderam o sorteio de ingressos que este blog estava fazendo. Pena. Gente mais magoada. Não sabem trabalhar o “anti-marketing”, haha. Promoção abortada.
- Agora vai. A Sandy disse no Twitter que vai participar do festival, convocada para cantar uma música com o Jason Mraz, o Jamiroquai americano (foi uma amiga que falou! Nem acho. Nem acho nada).
- Estou começando a entender por que o mote do festival é tipo “um mundo melhor”. Quando o About Us aprisionar Sting, Brown, Lenine e Arnaldo Antunes na Chácara do Jockey, pelo menos por algumas horas todo o resto do planeta fora da Chácara do Jockey vai ser um mundo melhor para estar. Piaaaaaaaaaadinha.
- Notícias vindas de fora dão conta de que o About Us iria escalar, se a coisa tivesse rolado, a banda THEM CROOKED VULTURES. Parece que por um momento o show estava confirmado, mas caiu. Aí sim ia ser oooooooooutro festival. Dave Grohl + Josh Homme + John Paul Jones me fariam até assistir inteirinho a abertura do Lenine pela espera. Sem reclamar.

* KILLERS EM SP SÁBADO: “POR UMA BANDA MELHOR” - Na mesma Chácara do Jockey, sábado, depois que o About Us espantar a criançada da parte infantil de seu evento beneficente para a humanidade, entra o grande Killers para fazer show. Grande porque o Killers está se achando grande demais, então dá preguiça. A banda podia fazer um desses shows-de-um-disco-clássico e só tocar, de cabo a rabo, o “Hot Fuss”, né. Com menos decoração de cowboy no palco e com o Brandon Flowers não se achando o Bono. Se fosse só um show assim, dava para encarar a movimentação toda:

* PLASTISCINES, BITCH - Haha. Maaaaaais, Plastiscines. Nem ia falar mais delas neste post, mas não aguento. Saiu o vídeo de “Bitch”, música boa, muito close, imagens nova-york-bagaceira “mode”, algum néon, elas “lutando” com o sabre de luz, essas coisas à toa. Niiiiice!

* OS MELHORES DISCOS DA DÉCADA - Sai nesta quarta na Inglaterra a edição especial “O Fim da Década”, do semanário britânico “NME”, com os cem melhores discos lançados de janeiro de 2000 a dezembro de 2009, segundo voto de jornalistas da revista que trabalharam na publicação nos últimos dez anos, mais o pitaco de um monte de gente da música britânica e americana.

nme

No top 10 da lista, temos o seguinte:

1 – The Strokes, “Is This It”
2 – The Libertines, “Up The Bracket”
3 – Primal Scream, “XTRMNTR”
4 – Arctic Monkeys, “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”
5 – Yeah Yeah Yeahs, “Fever To Tell”
6 – PJ Harvey, “Stories From the City, Stories From the Sea”
7 – Arcade Fire, “Funeral”
8 – Interpol, “Turn On The Bright Lights”
9 – The Streets, “Original Pirate Material”
10 – Radiohead, “In Rainbows”

Gosto é gosto, lista é lista, cada um tem a sua, mas nem tenho muitos reparos aos dez primeiros da revista, não. Só empurraria um pouco mais para baixo os dicos do YYYs, da PJ Harvey e do Interpol para arrumar lugar para
- White Stripes, “Elephant”
- Queens of the Stone Age, “Song for the Deaf”
- LCD Soundsystem, “Sounds of Silver”

E botaria o “Echos”, do Rapture, em 11º. E também eu…

strokes
O primeiro álbum dos Strokes, segundo a “NME”, é o melhor disco da década. Concorda? Acha mesmo que é o “Illinois”, do Sufjan Stevens?

* SENHORAS E SENHORES, ESTAMOS FLUTUANDO NO ESPAÇO - A especialíssima e espacialíssima banda britânica Spiritualized, liderada pelo alienígena Jason Pierce, oriundo do mesmo planeta que veio o Thom Yorke, abriu mais quatro shows em dezembro na Inglaterra, dois em Londres, no incrível Barbican Centre.
Pierce e companhia voltam a tocar na íntegra o álbum “Ladies and Gentlemen, We Are Floating in Space”, delicada obra indie de 1997, bastante cultuada até hoje. Em outubro, o Spiritualized fez no Royal Albert Hall duas emocionantes apresentações do referido disco, cuja embalagem era uma caixa de remédio e vinha bula.
De um dos concertos do Royal Albert Hall, o vídeo abaixo mostra o Spiritualized tocando “Come Together”, um dos singles do grupo.

“Ladies and Gentlemen, We Are Floating in Space” pode hoje soar um disco datado, mas na época de seu lançamento, 1977, sua sonoridade etérea deixou de queixo caído o pop inglês. O disco conseguiu altos lugares nas paradas inglesas, ainda sob o domínio do britpop. E a “bíblia indie” do país, o semanário “New Musical Express”, elegeu o disco como melhor do ano, na frente, veja bem, VEJA BEM, de “Ok Computer” (Radiohead) e “Urban Hymns” (Verve).

* ARCTIC MONKEYS E O SIGNIFICADO DE “CORNERSTONE” – PARTE 2 - Alguns acham que o novo single tirado do CD “Humbug”, que está sendo lançado nesta semana, é a melhor música da banda inglesa Arctic Monkeys. E melhor letra também, deste grupo de ótimas letras.

E “Cornerstone”, nas palavras, é mesmo de morrer de boa. Mas, para decifrá-la de um modo mais eficaz, a Popload chamou um poeta paulistano de Brasília para explicar o que o menino do Arctic Monkeys quis dizer com “deixar o taxista fazer o caminho mais longo só porque estava sentindo seu (dela) cheiro no cinto de segurança”.

E o poeta de Brasília interpretou mais ou menos o seguinte:

“Essa ‘Cornerstone’ traz talvez o verso mais doloroso do ano, escrito pelo Alex Turner: ‘Please can I call you her name?’.
O sujeito procura a moça em todos os lugares que vai. Mas ela não está mais lá. Ela não está em nenhum lugar. Pois ela jamais esteve em lugar algum.
Na volta para casa, ele pede para o taxista fazer o caminho mais longo, para tentar encontrá-la. Nessa situação de total descompasso amoroso, invariavelmente fazemos o caminho mais longo. Como o sujeito diz, ‘guardamos os atalhos conosco’ (’and I kept my shortcuts to myself’, na letra). Queremos sempre o modo mais complicado. Ele implora, desesperado: ‘Please can I call you her name?’. Afinal, é sempre isso o que fazemos no fim das contas. Mas elas sempre respondem: não, ‘You can’t call me her name’. Então, teme não se lembrar mais do rosto dela. E conclui: ‘I’m beginning to think I imagined you all along’.

Mas vem a salvação, nas palavras da irmã (?) da moça, que aparece no final do delírio do desencontro do protagonista: ‘I’m really not supposed to but, yes, you can call me anything you want’.
‘Cornerstone’ é uma bela canção sobre quando continuamos a amar quando já não há mais esperança. Essa é a pior dor de todas, talvez. É a melhor música de toda a carreira do Arctic Monkeys, e mostra que esse Alex Turner sabe uma coisa ou outra sobre tomar foras.”

Oh, Alex!
E, para sentir o drama ouvindo “Cornerstone”, boto novamente em post o ultra-simpático vídeo da música:

* IGNORE O IGNORANTE, COM OS CRIBS – Talvez a banda mais tosca e sonoramente desencontrada do rock atual, o grande Cribs é também a de formação mais bizarra dentre todas as bandas do planeta: é constituído por três irmãos, dois gêmeos, e por um ex-integrante dos Smiths, Johnny Marr.

Na semana passada, os Cribs se apresentaram no programa do entrevistador americano David Letterman. Tocaram para uma platéia de milhões (de telespectadores) a música “Ignore the Ignorant”, a faixa-título do novo CD, de difícil audição para quem não é familiarizado ao som da família Cribs. O vídeo está aí embaixo. Engraçado, no fim, o Letterman cumprimentando a galera da banda, apertando a mão do Johnny Marr, assim, como se ele fosse o, sei lá, baixista do Muse.

* MOVIMENTAÇÕES POPLOAD DJ SET – Semana agitada. Este blogueiro toca nesta quarta como convidado da semana de inauguração do novo e já bombado clube paulistano Hot Hot (Bela Vista). É a primeira edição da Hell on High Heels, a festa rock do Hot Hot, que acontecerá às quartas. Nesta semana, em meio ao Horror Show da Virgin Again, as discotecagens da noite HHH do clube HH ficam por conta de: Lúcio Ribeiro (who?), Clemente (Inocentes) e das residentes Lu riot e Fernanda Martini.

- Na quinta, tem Rockfellas vs. Popfellas em véspera de feriado no Vegas. Coisa séria. A Popfellas (Eu, Rafael Urenha e Focka), que nesta edição toca no infernoso porão do clube, traz como convidado o incrível DJ Goos (http://www.myspace.com/djgoos). Ba.la.da.

cartaz_19novembro_4_baixa

- Sábado, no put… casa de shows Babilônia, tem mais uma edição da “Fucking Songs”. Na noitada, Myself, Rafael Urenha e a grande revelação indie de 2009, DJ Fiervo. Fierveção.

Aí eu descanso!

* O post ainda não acabou, não, hein. Volta?

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
28/07/2009 - 11:06

Anatomia de um hit indie nacional. A música ruim mais legal do momento. Green Day na(o) Terra? Ting Tings também? Serviços de utilidade pública. O Gui Fest. E o Arctic Monkeys. E é isso aí.

* Quem veio primeiro? The chicken or the dickhead?

* Primeiro queria deixar um toque sobre isto aqui:

É que os ingressos de São Paulo estão e.v.a.p.o.r.a.n.d.o. Garanta o seu. Até ontem, os números indicaram que restava apenas pouco mais de 150 100 ingressos para o show de São Paulo, no Studio SP.

* TWITTER VENDENDO CELULAR - Telefonar eles até telefonam. Bater foto eles até batem, com câmeras cada vez mais poderosas. Música em celular? Isso é tão 2007. Mas, pelo menos em Londres, onde estive não faz tempo, o novo foco na venda dos “mobiles” é a navegabilidade dos novos modelos para Facebook, Twitter e MySpace.
Beleza que o iPhone já tem tudo isso, mas Nokia, Sony-Ericsson e Motorola estão se matando nessa área para lançar seus novos e “incríveis” modelos. Você não pega um metrô na Inglaterra sem ver a foto de uma página de Twitter em propagandas nas plataformas, corredores e nas longas escadas amparadas por painéis eletrônicos de merchandising. Tudo por causa de uma pesquisa recente de que o uso de internet em celulares tem crescido “dramatically” (adoro o termo) e a grande maioria de pessoas pesquisadas, entre 16 e 45 anos, já elege Facebook e Twitter como aplicativos mais importantes que música.

“Forget music downloads and video – social networking is what people want”, diz a pesquisa.

O barulho que a Nokia está fazendo para lançar esse 6760 Slide na Europa, como o “aparelho oficial do Twitter e Facebook”, dá para se ouvir daqui. Socializando com as redes sociais.
O futuro-hoje é uma coisa bonita. Não vejo a hora de ver o que estará acontecendo em 2012.

* TERRA À VISTA: MONTANDO O MAIOR FESTIVAL DO PAÍS – GREEN DAY E TING TINGS - Está difícil trazer o Planeta Terra 2009 para a superfície. Mas dá para ir montando o nosso quebra-cabeças divertido. Não acho mais que o Faith No More estaria escalado para o PT, não. Acho que eles tocam, sim, em São Paulo, no dia 7 de novembro, como estamos falando há tempos. Mas não no Planeta Terra. E, para não haver choque de shows em São Paulo (vai ter aquele “gozado” About Us” no dia 8), o PT é que não deve mais acontecer no dia 7, como o previsto. E nem no dia 14, como primeiramente pensado. Dia 21 de novembro? A sinalização que nos chega de fora é a de que o Green Day deve ser o headliner do festival deste ano. Tentaram Blur, tentaram Pixies. O Ting Tings, parece, foi roubado do 80, 90, 2000 e está praticamente acertado com o PT. A dupla cool australiana Empire of the Sun não está fechaaaaaaaada, mas sim apalavrada. O que nessa seara de festivais e marcações de shows, digo isso como “empresário do rock” (hahahahaha), é sempre um “ou foi, ou é, ou será”. Ou não. Vamos continuar “digging” para ver o que sai deste Planeta.

* FELLINI SURPRESA - Foi marcado para esta quarta-feira, no Studio SP, um show “extra” da cultuada banda paulistana Fellini, um dos mais importantes nomes indies brasileiros dos anos 80, 90, 2000. A banda tocou no clube da Augusta na semana passada, com casa lotada e show emocionante, foi o relato. O repeteco é motivado pelo astral da apresentação passada. Assim que acabar o show de hoje, o Fellini deve acabar novamente. O show está marcado para começar as 0h.

“Rock Europeu” e a anatomia de um hit indie nacional. O vocalista do Fellini, Cadão Volpato, fala sobre como surgiu a música mais famosa da cultuada banda de art rock que ficou na contramão do Rock Brasil Anos 80.

“Rock Europeu é um Fellini safra 1984, data da fundação. Apareceu na primeira leva de composições. Fala daquele tempo com uma acidez que ainda hoje me impressiona: era uma crítica do pós-punk dentro do pós-punk brasileiro, uma desilusão em pleno calor da luta. Lembro as referências: a punk varrendo, de penteado moicano, apareceu numa foto de jornal; ‘Palácios’ é o Palais Schaumburg, uma banda obscura da época, da qual eu só ouvia falar via Thomas Pappon (que tentava me educar musicalmente), bem como o ‘Cores que Falham’, Fellfarben, outra banda. ‘Você nem imagina o que você não conheceu’: eu nunca havia saído do país, até então. ‘O Santo e o Mistério de Lisboa’ é o título de um livro daquela coleção Noir portuguesa, que estava na estante. ‘Bateras no contratempo’ é meio idiota, mas a gente tinha verdadeira fixação em bateristas e baixistas pós-punks (Jean-Jacques Burnell, dos Stranglers, e o cara do Gang of Four me vêm à mente enquanto escrevo). ‘E só dentro de um hospício se vive na América’ é uma referência à epígrafe do ‘Uivo’, de Allen Ginsberg, dedicado ao Carl Salomon, que viveu num hospício. O ‘pardieiro’ do verso seguinte era o apê em que eu morava na Major Quedinho. ‘Câncer no mundo das idéias’ é uma imagem meio vulgar, mas forte. ‘Valsas amargas nas cidades’ é de novo uma referência aos Stranglers e suas valsinhas punks. Ou seja, fui bem mais ácido com a época do que eu pensava.”

* TRATE-ME COMO SUA MÃE - Este vídeo do Dead Weather, a (mais uma) banda do Jack White, já rola faz tempo e eu tinha desencanado de colocá-lo aqui. Mas você não acha música e vídeo geniais, da primeira à última cena, da primeira à última nota? Olha que eu nem gostei assim do disco do DW…

Gostei de uma definição que eu vi do vídeo. Jack White e Alison Mosshart, ambos de jaquetas de couro preta, enchendo o peito um do outro com balas. Como sua mãe.

* FURE MEU OLHO - A princípio esquisita e tosca, estou começando a entender a nova música da adorável banda inglesa Cribs, a formação mais incrível do planeta: três irmãos, dois gêmeos, e um ex-Smiths.

A música se chama “Cheat on Me” e é o primeiro single a sair do quarto álbum dos caras, que tem um nome, hum, direto-e-reto “Ignore the Ignorant”, que será lançado dia 7 de setembro. “Cheat on Me” tem sonoridade bizarra, vocal feio, começa mal, com um “Aaaaaai”, de “I”. Mas falar que uma música do Cribs é esquisita e tosca é não ir a lugar nenhum.

Aí você ouve bem “Cheat on Me”. Tem guitarrinha Smiths “by” Johnny Marr percorrendo ela toda, tem um clima acústico que lembra bandas inglesas indie anos 80 tipo Felt, tem o som quebrado do Cribs. E então você chega à conclusão de que “Cheat on Me” é a música ruim mais bacana dos últimos tempos.

* Agora, uma perguntinha. Vai fazer o que sexta-feira?

* O QUE É ISSO, LILY? - A moça Lily Allen, em fase sexy e ainda mais desbocada, vem ao Brasil em setembro para cantar ‘Fuck You”. Entre outras coisas. Os shows acontecem no dia 16 de setembro no Via Funchal (SP) e no dia seguinte no HSBC Arena (Rio).

* GUI FEST, O FESTIVAL DO GUI - Depois de mencionar o maior festival do Brasil, agora vou falar sobre um dos menores. E nem por isso menos importante. Acontece nesta sexta agora, no salãozão de festas da União Fraterna (Pompéia), mais uma edição do Gui Fest. O evento é a festa de aniversário em forma de festival do Guilherme Barella, figura carimbada no indie paulistano. E, a despeito da diferença de tamanho, duvido que a escalação do gigante Planeta Terra seja melhor que a do Gui Fest, com os grandes Holger e Objeto Amarelo, o pancadão pancada do Turbo Trio e o Projeto Manada, segundo descrição do próprio Gui uma banda de “hip hop good vibe”.

O ingresso para o Gui Fest sai por R$ 25. E, para você ter uma idéia da dimensão do festival, na sexta o Neu não vai abrir.

* VOCÊ “VAI” AO SHOW DO ARCTIC MONKEYS? - Lembrando que é nesta quinta-feira, às 17h (horário de Brasília), a apresentação virtual da banda inglesa, direto do site oficial deles, do Facebook, pans. A “webtransmission” é 21h, pelo horário inglês.

A banda vai apresentar as músicas “clássicas” misturadas às do novo CD, “Humbug”, que está para ser lançado e já completamente vazado. Pegou?

Aqui na Popload você ouve as faixas “Pretty Visitors” e “Cornershop”. A primeira é sinistra e black-sabbathiana. A segunda, fofurinha.

* Pronto. No próximo post tem o resultado daqueeeeeeeele sorteio do “Pacote Londres”. Tô quase indo viajar de novo para lá e ainda não desovei o nome dos ganhadores. Isso tem que acabar, gente.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , ,
Voltar ao topo