* Que banda “adorable” em seu indie-tosco-fofura, não?
O trio dos irmãos Jarman, que conta com um quarto guitarrista no apoio, tocou em São Paulo no último final de semana, sexta (show fechado) e sábado. Curta dois vídeos das apresentações. O primeiro é de sexta, uma música só, a deliciosa “Women’s Needs”. O segundo, do sábado, são os primeiros 14 minutos. Os vídeos estão escuros, porque a casa estava escura.
* Curitiba explodindo de bandas indies cover. O Radiohead paulistano nascendo no Studio SP, onde já tem Roberto Cover (Del Rey), Beatles Cover (Vanguart) e David Bowie Cover (Heroes). A mulherada californiana que compõe as Iron Maidens, banda de “cover profissional” de 10 anos com três discos lançados, toca hoje no Estúdio Emme. E o célebre Peter Hook fazendo praticamente cover de si mesmo ao passar por São Paulo (hoje toca também no Estúdio Emme) recriando ao vivo, com sua banda de meninos, o primeiro disco famoso do lendário Joy Division.
Para dar um caldo nesta prag… nesta “tendência” cada vez mais forte, a Popload relembra nesta semana o “lado B” das Popload Session, a parte em que as bandas convidadas fazem, em performances exclusivas, a cover que quiserem, depois de gravar, obviamente, uma de suas músicas próprias. O que já rendeu para a Popload Session, no assunto banda-tocando-outra-banda, foi o seguinte:
Pelo menos monótona você não pode dizer que a noite paulistana está. Ontem tivemos…
* O Peter Hook volta a reencarnar seu Joy Division hoje no mesmo Estúdio Emme. Hoje não tem A Banda Mais Bonita da Cidade no Studio SP, mas tem outros (novos) curitibanos, que é o Copacabana Club em show de lançamento do novo disco. No sábado, a banda inglesa New Young Pony Club se apresenta no novo clube The Soçaite, outro local sonoro do Baixo Augusta. Mas a festa vai ser fechada para o São Paulo Fashion Week.
* E agora, São Paulo? A movimentação da vida indie-pop-mpb-rock-dance vai estar intensa de amanhã a sábado em terras paulistanas. Olha isso e me conta, se você está na cidade nos próximos três dias: onde VOCÊ vai? Porque ajudar a gente aqui até ajuda…
QUINTA-FEIRA (amanhã)
- Beco SP: show da banda New Young Pony Club na Rua Augusta. Quinteto esperto da new wave britânica (que começou new rave), amiga do rock, amiga da eletrônica. Andou tocando na turnê européia da Katy Perry e ainda este ano segue a pop star em 14 grandes shows no Reino Unido. Boa pedida. * A Popload coloca para sorteio 1 PAR DE INGRESSOS para o New Young Pony Club.
- Estúdio Emme:O lendário baixista-farofa Peter Hook traz a Pinheiros o show “Unknow Pleasures”, a recriação no palco do histórico primeiro disco da banda inglesa Joy Division, lançado em 1979. O músico (baixista do New Order e também DJ de eletrônico) é acompanhado pela banda The Light, que tem (também) no baixo
seu filho Jack Bates. Até faz sentido os dois baixos, primeiro porque foi um dos instrumentos mais importantes no som do Joy Division. Segundo porque Hook está fazendo o vocal no show e assim o baixo fica reforçado. Para manter o clima anos 80 a noite toda, o DJ Angelo Leuzzi (fundador do Rose Bom Bom, histórica boate paulistana da época) toca antes de Hook. Depois, fechando a noite, o grande DJ Magal, um dos principais representantes de Manchester no Brasil. * A Popload disponibiliza para sorteio 1 PAR DE INGRESSOS para você ver de perto a lenda Peter Hook.
- Studio SP: A onipresente armada curitibana A Banda Mais Bonita da Cidade, 5,6 milhões de views, faz seu primeiro “show para valer” em São Paulo, tocando no Baixo Augusta. Depois de tocar em projeto de graça no próprio Studio SP, fazer um pocket na TV Trama e se apresentar na festa junina do Rony, ABMBDC assume a noite de quinta na casa paulistana celeiro do indie-MPB cobrando o ingresso (R$ 25). Detalhe: Para o show no Studio SP, a vocalista da banda vai estar bem gata. Ela (a banda toda, na verdade) foi convidada pela Boticário para a “maquiagem pré-show” no lounge do São Paulo Fashion Week, no Ibirapuera. Hippie-hipster or what? :) * A Popload vai sortear 2 PARES DE INGRESSOS para o show mais concorrido da cidade.
SEXTA
- Beco SP: a cultuada banda inglesa The Cribs toca em evento fechado na casa de sotaque gaúcho do agitadíssimo Baixo Augusta. O grupo dos três irmãos Jarman (dois gêmeos), que até há pouco tinha na guitarra o “reforço” Johnny Marr (ex-Smiths) na banda, vem pela primeira vez ao Brasil para tocar para convidados da marca Citroen. O evento é fechado, mas não intransponível. Pelas redes sociais, bons amigos e a Popload é capaz de você descolar sua entrada para ver o Cribs, banda das prediletas da galera do Sonic Youth e, óbvio, do Johnny Marr. E da Popload. Men’s Needs, Women’s Needs. * A Popload vai colocar 5 “CONVIDADOS ESPECIAIS” (com direito a acompanhante) no show do imperdível Cribs. Tá bom?
- Studio SP: E dá-lhe Novos Curitibanos. A precursora do “movimento”, a já conhecida Copacabana Club, faz show de lançamento de seu bom disco de estréia, “Tropical Splash”, tornado conhecido nesta semana. Um disco novo esperto e um bom desempenho ao vivo fazem o Copacabana Club complicar a noitada multiescolha paulistana. O Copacabana Club chega ao Studio SP poucas horas depois da experiência de tocar no Credicard Hall na abertura do festivo show do grupo pop Jota Quest. Eles podem parecer um pouco assustados, não ligue. * A Popload bota para sorteio 2 PARES DE INGRESSOS para o show novo do cool Copas.
- Estúdio Emme:Peter Hook tocando Joy Division (ler acima). * Mais 1 PAR DE INGRESSOS disponível para sorteio na Popload.
SÁBADO
- Beco SP: A cultuada banda inglesa The Cribs toca em evento ABERTO desta vez, dependendo só de você ($$$). Leia mais sobre o Cribs acima. * A Popload tem mais sorteio para o Cribs. Desta vez, 1 PAR DE INGRESSOS.
- Studio SP: O Errors, banda de eletro-rock baseada em Glasgow e eleita pelo Guardian como “o som do futuro”, faz única apresentação no Studio SP, a última dentro do Whisky Festival, que trouxe ao país mês passado nada menos que um tal Teenage Fanclub. O Errors está trabalhando o álbum “Magna Encarta / Ganymede” e abriu recentemente a turnê do Mogwai na América do Norte. * A Popload tem para sortear 2 PARES DE INGRESSOS para você ficar de olho no mais que recomendado Errors.
* FARRA DOS INGRESSOS: Como você viu, tem para todo mundo. Mas é bom correr aqui via Comentários, pois como o fim de semana está perto, os sorteios serão realizados em breve. Se joga!
* Dando sequência ao massacre internacional de shows no Brasil, amanhã, quinta, São Paulo vai ver o destaque indie americano TWIN SHADOW, meio Prince-meio Morrissey que fez elogiado show no Coachella 2011. Toca na festa “meio fechada” da Puma, no Estúdio Emme, em São Paulo. A lista da Puma, que andou dando ingressos através de ação em seu site, está encerrada. Mas você tem a Popload. Em promoção-relâmpago, vão a sorteio por aqui QUATRO PARES DE INGRESSOS, que serão definidos até amanhã (quinta) umas 15h. Peça na seção de Comentários deste post, para concorrer.
* Candidato a show do ano, a banda australiana CUT COPY faz sua emocionante apresentação no HSBC Brasil no dia 10 de junho. Um dia antes, no Circo Voador, no Rio, o grupo é atração ao vivo da bombada festa I <3 Pop. A Popload tem UM PAR DE INGRESSOS para o show de São Paulo para sortear. Você sabe como concorrer.
* No dia 16 de junho, o bom grupo indie-dance britânico NEW YOUNG PONY CLUB, que um dia foi associado à new-rave dos Klaxons, toca no Beco SP, na Augusta. E a Popload tem UM PAR DE INGRESSOS para a apresentação. Candidate-se ao sorteio, nos comentários.
* Na sequência, o Beco SP recebe em seu palco o distinto trio inglês THE CRIBS, banda que um dia já teve Johnny Marr na guitarra. Os irmãos Cribs tocam dia 17/6 em evento fechado de uma marca de carro e no dia seguinte, 18, aí sim em show aberto, mostram com quanta tosquice se faz um ótimo indie rock. Para o concerto do dia 18, a Popload também tem UM PAR DE INGRESSOS. Quer?
* O espertíssimo DARWIN DEEZ, o indie-hiponga acima que é filho bastardo do Moraes Moreira ou do Devendra, faz três apresentações no Brasil no final de junho/começo de julho, se tudo der certo. A primeira é em festa fechada do canal Multishow, a ser realizada no Beco SP, em 29/6. No dia seguinte, vai para Porto Alegre, no Beco de lá. Dia 2/7, se a galera do Queremos conseguir mobilizar o “público investidor” a comprar o show, Darwin Deez toca no Circo Voador, no Rio.
* A histórica banda americana TELEVISION, de Tom Verlaine, considerado um dos principais guitarristas do rock, participa do Gig Rock Festival, promovido pelo clube Beco tanto em SP quanto em Porto Alegre. No Sul, o show é dia 7 de julho. Em São Paulo, no Baixo Augusta, acontece dia 8.
* Dia 30 de julho, o indie metal HELMET volta ao Brasil para fazer a molecada bater cabeça, em show também no Beco SP. Deve ter mais datas, mas a que chegou a mim por enquanto é esta.
* Até quarta-feira da semana passada, três grandes produtores de shows brasileiros disputavam centavo a centavo a vinda da veterana banda inglesa The Cure para o Brasil. Para um ou dois shows, no máximo. O Cure primeiro está compondo uma turnê americana, para saber melhor quais datas e quão apertada seria encaixar uma turnê sul-americana. Sabe-se que deve acontecer no segundo-semestre, de outubro para a frente, provavelmente em algum grande festival, mas sem estar descartada uma ou duas apresentações em estádio. Até onde chegou à Popload, talvez uma quarta produtora também esteja na jogada. Como só aqui no Brasil os últimos quatro dias foram feriados, talvez as conversações já tenham andando mais. Em um futuro próximo saberemos.
* A esperta banda inglesa The Cribs deve vir ao Brasil em meados de junho para um evento fechado da revista agitadora Vice. Uma das formações mais insólitas do rock (três irmãos, dois deles gêmeos), o tosquíssimo-cool Cribs anda gravando disco novo. O último, “Ignore the ignorant”, saiu em setembro de 2009. Há uma chance de o quarto elemento do grupo, o guitarrista lenda-viva Johnny Marr, que anunciou que vai sair da banda para se dedicar a dois discos solos, acompanhar o Cribs ao Brasil. Ele ainda faz participação no disco novo da banda e estaria vinculado ao Cribs justamente até junho, parece. Pelo menos não há informação de que o ex-companheiro de Morrissey não virá. Pelo que eu lembro, Johnny Marr já tocou no Brasil uma vez, com os Pretenders, no final dos anos 80. O evento da Vice acontece em São Paulo e talvez Rio também.
* Segundo dia de Reading com show do Libertines sendo paralisado por causa de problemas técnicos e também pela loucura do público, que estava literalmente se matando para ver Carl e Pete de perto. A fofa Alice Glass se jogando no meio da galera durante o show do Crystal Castles. E o Arcade Fire provou porque é uma das bandas que mais causa comoção do público hoje em dia. Pensa só uma dobradinha Libertines + Arcade Fire em um mesmo palco…
Mas as atenções de hoje estão voltadas para Leeds: Axl Rose vai ou não dar o cano no festival?
++ VÍDEOS ++
++ FOTOS ++ Créditos: BBC e NME
Por favor, salvem essa garota
Alice Glass não pensou duas vezes e se jogou no público gigante que assistia o show do ótimo Crystal Castles no NME Stage. Que tal repetir aqui, Alice?
A turma do Maccabes mostrando como é que se faz um show numa tarde ensolarada e quente do verão europeu
Arcade Fire? Pete who? Galera lotando a arena principal para assistir uma das maiores pequenas bandas do mundo: o Cribs
Depois das apresentações em Leeds e Reading, a maior dúvida dos ingleses agora é se o Libertines continua ou vai ser tipo o Los Hermanos de lá…
O envolvimento do público com o Arcade Fire era tão grande que mais parecia um show de retorno do Oasis exatamente um ano após o fim da banda do Noel e do Liam
++ TWITTER ++
@Heyythatsme Wish I had gone to Reading, Libertines looked incredible, hope they do another album.
@heyimfrankee Just going to rewatch the libertines at Reading. I’m sorry but I just can’t resist it.
@ScratchingShed1 Guns n Roses threaten to pull out of Leeds Fest. They’re sh*t without Slash anyway and Axl is a total ****
@daveportivo Arcade Fire @ Reading was quite simple the greatest performance I’ve ever seen in my life, and this was my 24th Festival!
@greenstocking25 Reading on Saturday had some serious highs and serious lows. Arcade Fire were sublime. Getting almost crushed to death was not.
@musicheadlines Axl Rose demands apology for Guns N’ Roses Reading Festival controversy http://bit.ly/d16g6w
@_flea Who gave Pete Doherty the drugs before going on stage, really?! He looks so scared at Reading!
@Curtilst …Doherty roubou uma camisa do Fiuk pro Reading :-)
@vf Band of Horses call fans “arseholes” before apologising afterwards. Apparently they’ve had a ‘bad day’. That’s ok then.
Bom, a única coisa que não me dói depois de “enfrentar” três dias de Lollapalooza são os dedos da mão. Então ainda dá para escrever um pouquinho sobre o que foi o domingo de encerramento do festival de Chicago.
Meu dia começou com o folk irlandês-Nashville da banda MUMFORD & SONS. O clima no Grant Park estava assim (eu sempre falo do clima porque, no caso do Lollapalooza, porque ele realmente é importante), na hora de ir ver o Mumford & Sons: estava nublado, feio, zoado e de repente um solzão, céu limpíssimo, calor dos diabos. Parece que não, mas o folk puro dos britânicos estava fazendo muito sentido ali naquele cenário, de meninas de biquíni e rapazes sem camisa vendo folk. Arena lotadaça. A banda foi número 1 da parada folk nos EUA, quando o álbum de estréia saiu, em março, apesar do nome de seu vocalista ser… Country. Ok, piadinha velha.
O experimentalismo afroindie Brooklyn do YEASAYER brilhava depois, enquanto do outro lado do parque Grant o metal retardado da famosa X JAPAN, que voltou à ativa sem ninguém ter chamado, fazia um dos shows mais divertidos do festival. Mas, claro, não durei muito.
O MGMT era aquilo lá, músicas bem boas em show bem chato, quando decidi ir pegar lugar no palco do NATIONAL, não muito longe dali, antes que entupisse. E daí aconteceu o que só em festivais cool como o Lollapalooza é possível: fiquei vendo o MGMT bem perto do palco onde o National iria tocar. Depois a mesma coisa: assisti a parte do CYPRESS HILL bem posicionado para, em outro palco, ver o SOUNDGARDEN.
Em nome de minha dedicação ao grunge em priscas eras, lá estava eu na frente de Chris Cornell, que mandou “Spoonman”, “Rust Cage” e outras quatro, até eu me mandar para o e.m.o.c.i.o.n.a.n.t.e show do ARCADE FIRE. Adoro banda que faz o “show da vida” a cada apresentação. A equação do concerto do Arcade Fire era a seguinte: noite deliciosa + visual urbano deslumbrante de fundo + galera animada na platéia + banda animada no palco + músicas novas lindas + músicas velhas + clima de comoção. Só isso.
Pode ter sido impressão minha, mas tinha muito mais gente vendo o Arcade Fire do que a teórica “atração principal”, o Soundgarden. Isso é significado de tantas coisas que agora estou com preguiça de desenvolver o tema. Qualquer hora volto a ele.
Até o ano que vem, Lollapalooza!
++ VÍDEOS ++
++ FOTOS ++ (Créditos: Chicago Tribune, Time Out)
Fim do Lolla 2010, o maior da história, acompanhado por 240 mil pessoas, 15 mil a mais do que o recorde anterior, do ano passado
E vale ressaltar que o público do Lolla também é de qualidade
Bom, mais ou menos…
Garotos prestes a botar em prática o ‘manual do xaveco’ lançado pelo SWU
O MGMT sempre com seu show metade bom/metade mais ou menos sob o solzaço de Chicago
O Yeasayer, com apresentação marcada para o Terra, fez seu show cheio de experimentalismos afro indie. What?
E o encantador Arcade Fire, do Win Butler, fechou o festival com sua “missa”. Dizem que
A lenda Johnny Marr levou o som do Cribs para o Lollapalooza. Smiths para o ano que vem, hein Johnny?
Sank you. Sank you. Banda metal farofa X Japan, filhos legítimos de Jaspion, “storms” o Lollapalooza
2010 is the new 1994: a voz potente e inconfundível de Chris Cornell deixou em transe o Grant Park, no encerramento do festival
++ TWITTER ++
@lollapalooza Good night, Chicago! See you next year! http://bit.ly/dnU5wz | #lollapalooza
@MahMassarao @YoshikiOfficial Congrats for the concert at Lollapalooza. But you need come to Brazil. Brazil loves X Japan and you!! =D #xjapan
@rodrigojames @lucioribeiro colega, corre aqui pra ver o X Japan. Show mais surreal do festival!
@lucioribeiro @rodrigojames haha. Ja to aqui. O q q ta acontecendo nesse palco? Jaspion metal
@BrokenString Lost about 10 lbs on the #Lollapalooza diet plan. Its easy to follow. Bust a move to front row and sweat your ass off.
@Syds Lollapalooza took my voice – now I’ve got that raspy adult phone answerer voice.
@lizzysabs I’ll say! Billboard.com: Arcade Fire Outshines Soundgarden To Cap Lollapalooza http://bit.ly/9pp3dd
@thalitatata @mariavilla Mari, queria saber uma coisa: PQ VC NÃO ESTÁ NO LOLLAPALOOZA????
* PLASTISCINES BITCHES – Talvez a “banda mais bonita do mundo”, a francesa Plastiscines, quatro roqueiras gatas (ou o contrário), que já foi conhecida como “Les Bébés Rockers”, está bem crescidinha. O quarteto, todas têm 21 anos ou perto disso, que se veste tão cool quanto toca, assunto aqui no post passado, se apresenta hoje em Londres no Barfly, em Camden, em show único para mostrar o disco novo, “About Love”, lançado tipo em setembro. Não tem data para mais performances na capital inglesa, pensa, porque a banda precisa voltar aos EUA para “compromissos fashion”. As Plastiscines, que cantam em inglês e francês, foram mostradas no muito visto seriado teen “Gossip Girl” semana passada, desempenhando o hit “Bitch” em que diz “Eu sou uma bitch quando escovo os dentes. Eu sou uma bitch quando eu me apaixono…”. Hit bitch! Hit, bitch!
Do outro lado do Atlântico, tirando o show de Londres e sem nem citar a França, ganharam remix do grande DJ e produtor suíço de dance punk Headman. Foi para a música “Barcelona”, do novo CD. “Barcelona” também já havia ganhado remix do extra-cool grupo inglês Chew Lips. Que eu conheça a música tem uns seis remixes “sérios”, já.
O mais legal das Plastiscines foi reportagem recente no diário inglês “The Guardian”. Contaram que no último festival Coachella tocaram antes do Iggy Pop. Assim que o show do roqueiro acabou, ele apareceu só de toalha no camarim delas e disse “Girls, you rocked. I love your music”.
Mas o melhor é a chamada para o mesmo texto delas no “Guardian”, escrito pela ótima Rebecca Seal: “As francesas do Plastiscines mal sabiam tocar seus próprios instrumentos quando começaram, não faz muito tempo. Agora dão rolê com o Dave Grohl. How cool is that?, pergunta Rebecca Seal”.
No ano passado elas estiveram no Brasil para um showzinho rápido naquele Orloff Five, festival que teve Melvins e Hives como atrações principais. O programa de rádio Poploaded, o mais bacana programa de rádio dentre os vários programas de rádios, co-apresentado pelo gênio Fábio Massari e um amigo dele, aproveitou as Plastiscines aí e arrastou as meninas para um session exclusiva no incrível estúdio do iG, na rua Amauri, mais conhecido como o Maida Vale brasileiro. Numa época em que elas ainda não sabiam tocar direito seus instrumentos, como mencionou o “Guardian”. Saiu essa maravilha aqui:
* ARCTIC MONKEYS E O SIGNIFICADO DE “CORNERSTONE” - Só para entendermos o que quer dizer o título da espetacular “Cornerstone”, talvez a melhor música do CD “Humbug” e single que está sendo lançado nesta semana, o site Stereogum explicou: “Cornerstone é alguém que só consegue fazer bom sexo quando está totalmente chapado”.
Os lados-B de “Cornerstone”, sobras de “Humbug”, já foram comentados aqui. Todas as canções são bem boas, incluindo a tarantinesca “Sketchead”. E a já “famosa” “Catapult”, que tem dedo produtivo do guru Josh Homme. O single traz ainda a dramática “Fright Lined Dining Room”.
E as três do lado-B de “Cornerstone”, tal qual está no single, você ouve aqui, assim:
* PROMOÇÃO ABOUT US F.A.I.L. - About who? About me?
Algumas coisas sobre o festival About Us, que tem a manha de no mesmo line-up colocar Sting, Carlinhos Brown, Lenine, Arnaldo Antunes e tal dizendo que é um evento para “melhorar o planeta”.
- Os organizadores do evento do domingão não gostaram muito que eu disse (de um modo bem-humorado, veja bem), que é o “pior line-up da história dos festivais” e suspenderam o sorteio de ingressos que este blog estava fazendo. Pena. Gente mais magoada. Não sabem trabalhar o “anti-marketing”, haha. Promoção abortada.
- Agora vai. A Sandy disse no Twitter que vai participar do festival, convocada para cantar uma música com o Jason Mraz, o Jamiroquai americano (foi uma amiga que falou! Nem acho. Nem acho nada).
- Estou começando a entender por que o mote do festival é tipo “um mundo melhor”. Quando o About Us aprisionar Sting, Brown, Lenine e Arnaldo Antunes na Chácara do Jockey, pelo menos por algumas horas todo o resto do planeta fora da Chácara do Jockey vai ser um mundo melhor para estar. Piaaaaaaaaaadinha.
- Notícias vindas de fora dão conta de que o About Us iria escalar, se a coisa tivesse rolado, a banda THEM CROOKED VULTURES. Parece que por um momento o show estava confirmado, mas caiu. Aí sim ia ser oooooooooutro festival. Dave Grohl + Josh Homme + John Paul Jones me fariam até assistir inteirinho a abertura do Lenine pela espera. Sem reclamar.
* KILLERS EM SP SÁBADO: “POR UMA BANDA MELHOR” - Na mesma Chácara do Jockey, sábado, depois que o About Us espantar a criançada da parte infantil de seu evento beneficente para a humanidade, entra o grande Killers para fazer show. Grande porque o Killers está se achando grande demais, então dá preguiça. A banda podia fazer um desses shows-de-um-disco-clássico e só tocar, de cabo a rabo, o “Hot Fuss”, né. Com menos decoração de cowboy no palco e com o Brandon Flowers não se achando o Bono. Se fosse só um show assim, dava para encarar a movimentação toda:
* PLASTISCINES, BITCH - Haha. Maaaaaais, Plastiscines. Nem ia falar mais delas neste post, mas não aguento. Saiu o vídeo de “Bitch”, música boa, muito close, imagens nova-york-bagaceira “mode”, algum néon, elas “lutando” com o sabre de luz, essas coisas à toa. Niiiiice!
* OS MELHORES DISCOS DA DÉCADA - Sai nesta quarta na Inglaterra a edição especial “O Fim da Década”, do semanário britânico “NME”, com os cem melhores discos lançados de janeiro de 2000 a dezembro de 2009, segundo voto de jornalistas da revista que trabalharam na publicação nos últimos dez anos, mais o pitaco de um monte de gente da música britânica e americana.
No top 10 da lista, temos o seguinte:
1 – The Strokes, “Is This It”
2 – The Libertines, “Up The Bracket”
3 – Primal Scream, “XTRMNTR”
4 – Arctic Monkeys, “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”
5 – Yeah Yeah Yeahs, “Fever To Tell”
6 – PJ Harvey, “Stories From the City, Stories From the Sea”
7 – Arcade Fire, “Funeral”
8 – Interpol, “Turn On The Bright Lights”
9 – The Streets, “Original Pirate Material”
10 – Radiohead, “In Rainbows”
Gosto é gosto, lista é lista, cada um tem a sua, mas nem tenho muitos reparos aos dez primeiros da revista, não. Só empurraria um pouco mais para baixo os dicos do YYYs, da PJ Harvey e do Interpol para arrumar lugar para
- White Stripes, “Elephant”
- Queens of the Stone Age, “Song for the Deaf”
- LCD Soundsystem, “Sounds of Silver”
E botaria o “Echos”, do Rapture, em 11º. E também eu…
O primeiro álbum dos Strokes, segundo a “NME”, é o melhor disco da década. Concorda? Acha mesmo que é o “Illinois”, do Sufjan Stevens?
* SENHORAS E SENHORES, ESTAMOS FLUTUANDO NO ESPAÇO - A especialíssima e espacialíssima banda britânica Spiritualized, liderada pelo alienígena Jason Pierce, oriundo do mesmo planeta que veio o Thom Yorke, abriu mais quatro shows em dezembro na Inglaterra, dois em Londres, no incrível Barbican Centre.
Pierce e companhia voltam a tocar na íntegra o álbum “Ladies and Gentlemen, We Are Floating in Space”, delicada obra indie de 1997, bastante cultuada até hoje. Em outubro, o Spiritualized fez no Royal Albert Hall duas emocionantes apresentações do referido disco, cuja embalagem era uma caixa de remédio e vinha bula.
De um dos concertos do Royal Albert Hall, o vídeo abaixo mostra o Spiritualized tocando “Come Together”, um dos singles do grupo.
“Ladies and Gentlemen, We Are Floating in Space” pode hoje soar um disco datado, mas na época de seu lançamento, 1977, sua sonoridade etérea deixou de queixo caído o pop inglês. O disco conseguiu altos lugares nas paradas inglesas, ainda sob o domínio do britpop. E a “bíblia indie” do país, o semanário “New Musical Express”, elegeu o disco como melhor do ano, na frente, veja bem, VEJA BEM, de “Ok Computer” (Radiohead) e “Urban Hymns” (Verve).
* ARCTIC MONKEYS E O SIGNIFICADO DE “CORNERSTONE” – PARTE 2 - Alguns acham que o novo single tirado do CD “Humbug”, que está sendo lançado nesta semana, é a melhor música da banda inglesa Arctic Monkeys. E melhor letra também, deste grupo de ótimas letras.
E “Cornerstone”, nas palavras, é mesmo de morrer de boa. Mas, para decifrá-la de um modo mais eficaz, a Popload chamou um poeta paulistano de Brasília para explicar o que o menino do Arctic Monkeys quis dizer com “deixar o taxista fazer o caminho mais longo só porque estava sentindo seu (dela) cheiro no cinto de segurança”.
E o poeta de Brasília interpretou mais ou menos o seguinte:
“Essa ‘Cornerstone’ traz talvez o verso mais doloroso do ano, escrito pelo Alex Turner: ‘Please can I call you her name?’.
O sujeito procura a moça em todos os lugares que vai. Mas ela não está mais lá. Ela não está em nenhum lugar. Pois ela jamais esteve em lugar algum.
Na volta para casa, ele pede para o taxista fazer o caminho mais longo, para tentar encontrá-la. Nessa situação de total descompasso amoroso, invariavelmente fazemos o caminho mais longo. Como o sujeito diz, ‘guardamos os atalhos conosco’ (‘and I kept my shortcuts to myself’, na letra). Queremos sempre o modo mais complicado. Ele implora, desesperado: ‘Please can I call you her name?’. Afinal, é sempre isso o que fazemos no fim das contas. Mas elas sempre respondem: não, ‘You can’t call me her name’. Então, teme não se lembrar mais do rosto dela. E conclui: ‘I’m beginning to think I imagined you all along’.
Mas vem a salvação, nas palavras da irmã (?) da moça, que aparece no final do delírio do desencontro do protagonista: ‘I’m really not supposed to but, yes, you can call me anything you want’.
‘Cornerstone’ é uma bela canção sobre quando continuamos a amar quando já não há mais esperança. Essa é a pior dor de todas, talvez. É a melhor música de toda a carreira do Arctic Monkeys, e mostra que esse Alex Turner sabe uma coisa ou outra sobre tomar foras.”
Oh, Alex!
E, para sentir o drama ouvindo “Cornerstone”, boto novamente em post o ultra-simpático vídeo da música:
* IGNORE O IGNORANTE, COM OS CRIBS – Talvez a banda mais tosca e sonoramente desencontrada do rock atual, o grande Cribs é também a de formação mais bizarra dentre todas as bandas do planeta: é constituído por três irmãos, dois gêmeos, e por um ex-integrante dos Smiths, Johnny Marr.
Na semana passada, os Cribs se apresentaram no programa do entrevistador americano David Letterman. Tocaram para uma platéia de milhões (de telespectadores) a música “Ignore the Ignorant”, a faixa-título do novo CD, de difícil audição para quem não é familiarizado ao som da família Cribs. O vídeo está aí embaixo. Engraçado, no fim, o Letterman cumprimentando a galera da banda, apertando a mão do Johnny Marr, assim, como se ele fosse o, sei lá, baixista do Muse.
* MOVIMENTAÇÕES POPLOAD DJ SET – Semana agitada. Este blogueiro toca nesta quarta como convidado da semana de inauguração do novo e já bombado clube paulistano Hot Hot (Bela Vista). É a primeira edição da Hell on High Heels, a festa rock do Hot Hot, que acontecerá às quartas. Nesta semana, em meio ao Horror Show da Virgin Again, as discotecagens da noite HHH do clube HH ficam por conta de: Lúcio Ribeiro (who?), Clemente (Inocentes) e das residentes Lu riot e Fernanda Martini.
- Na quinta, tem Rockfellas vs. Popfellas em véspera de feriado no Vegas. Coisa séria. A Popfellas (Eu, Rafael Urenha e Focka), que nesta edição toca no infernoso porão do clube, traz como convidado o incrível DJ Goos (http://www.myspace.com/djgoos). Ba.la.da.
- Sábado, no put… casa de shows Babilônia, tem mais uma edição da “Fucking Songs”. Na noitada, Myself, Rafael Urenha e a grande revelação indie de 2009, DJ Fiervo. Fierveção.
* Quem veio primeiro? The chicken or the dickhead?
* Primeiro queria deixar um toque sobre isto aqui:
É que os ingressos de São Paulo estão e.v.a.p.o.r.a.n.d.o. Garanta o seu. Até ontem, os números indicaram que restava apenas pouco mais de 150 100 ingressos para o show de São Paulo, no Studio SP.
* TWITTER VENDENDO CELULAR - Telefonar eles até telefonam. Bater foto eles até batem, com câmeras cada vez mais poderosas. Música em celular? Isso é tão 2007. Mas, pelo menos em Londres, onde estive não faz tempo, o novo foco na venda dos “mobiles” é a navegabilidade dos novos modelos para Facebook, Twitter e MySpace.
Beleza que o iPhone já tem tudo isso, mas Nokia, Sony-Ericsson e Motorola estão se matando nessa área para lançar seus novos e “incríveis” modelos. Você não pega um metrô na Inglaterra sem ver a foto de uma página de Twitter em propagandas nas plataformas, corredores e nas longas escadas amparadas por painéis eletrônicos de merchandising. Tudo por causa de uma pesquisa recente de que o uso de internet em celulares tem crescido “dramatically” (adoro o termo) e a grande maioria de pessoas pesquisadas, entre 16 e 45 anos, já elege Facebook e Twitter como aplicativos mais importantes que música.
“Forget music downloads and video – social networking is what people want”, diz a pesquisa.
O barulho que a Nokia está fazendo para lançar esse 6760 Slide na Europa, como o “aparelho oficial do Twitter e Facebook”, dá para se ouvir daqui. Socializando com as redes sociais.
O futuro-hoje é uma coisa bonita. Não vejo a hora de ver o que estará acontecendo em 2012.
* TERRA À VISTA: MONTANDO O MAIOR FESTIVAL DO PAÍS – GREEN DAY E TING TINGS - Está difícil trazer o Planeta Terra 2009 para a superfície. Mas dá para ir montando o nosso quebra-cabeças divertido. Não acho mais que o Faith No More estaria escalado para o PT, não. Acho que eles tocam, sim, em São Paulo, no dia 7 de novembro, como estamos falando há tempos. Mas não no Planeta Terra. E, para não haver choque de shows em São Paulo (vai ter aquele “gozado” About Us” no dia 8), o PT é que não deve mais acontecer no dia 7, como o previsto. E nem no dia 14, como primeiramente pensado. Dia 21 de novembro? A sinalização que nos chega de fora é a de que o Green Day deve ser o headliner do festival deste ano. Tentaram Blur, tentaram Pixies. O Ting Tings, parece, foi roubado do 80, 90, 2000 e está praticamente acertado com o PT. A dupla cool australiana Empire of the Sun não está fechaaaaaaaada, mas sim apalavrada. O que nessa seara de festivais e marcações de shows, digo isso como “empresário do rock” (hahahahaha), é sempre um “ou foi, ou é, ou será”. Ou não. Vamos continuar “digging” para ver o que sai deste Planeta.
* FELLINI SURPRESA - Foi marcado para esta quarta-feira, no Studio SP, um show “extra” da cultuada banda paulistana Fellini, um dos mais importantes nomes indies brasileiros dos anos 80, 90, 2000. A banda tocou no clube da Augusta na semana passada, com casa lotada e show emocionante, foi o relato. O repeteco é motivado pelo astral da apresentação passada. Assim que acabar o show de hoje, o Fellini deve acabar novamente. O show está marcado para começar as 0h.
“Rock Europeu” e a anatomia de um hit indie nacional. O vocalista do Fellini, Cadão Volpato, fala sobre como surgiu a música mais famosa da cultuada banda de art rock que ficou na contramão do Rock Brasil Anos 80.
“Rock Europeu é um Fellini safra 1984, data da fundação. Apareceu na primeira leva de composições. Fala daquele tempo com uma acidez que ainda hoje me impressiona: era uma crítica do pós-punk dentro do pós-punk brasileiro, uma desilusão em pleno calor da luta. Lembro as referências: a punk varrendo, de penteado moicano, apareceu numa foto de jornal; ‘Palácios’ é o Palais Schaumburg, uma banda obscura da época, da qual eu só ouvia falar via Thomas Pappon (que tentava me educar musicalmente), bem como o ‘Cores que Falham’, Fellfarben, outra banda. ‘Você nem imagina o que você não conheceu’: eu nunca havia saído do país, até então. ‘O Santo e o Mistério de Lisboa’ é o título de um livro daquela coleção Noir portuguesa, que estava na estante. ‘Bateras no contratempo’ é meio idiota, mas a gente tinha verdadeira fixação em bateristas e baixistas pós-punks (Jean-Jacques Burnell, dos Stranglers, e o cara do Gang of Four me vêm à mente enquanto escrevo). ‘E só dentro de um hospício se vive na América’ é uma referência à epígrafe do ‘Uivo’, de Allen Ginsberg, dedicado ao Carl Salomon, que viveu num hospício. O ‘pardieiro’ do verso seguinte era o apê em que eu morava na Major Quedinho. ‘Câncer no mundo das idéias’ é uma imagem meio vulgar, mas forte. ‘Valsas amargas nas cidades’ é de novo uma referência aos Stranglers e suas valsinhas punks. Ou seja, fui bem mais ácido com a época do que eu pensava.”
* TRATE-ME COMO SUA MÃE - Este vídeo do Dead Weather, a (mais uma) banda do Jack White, já rola faz tempo e eu tinha desencanado de colocá-lo aqui. Mas você não acha música e vídeo geniais, da primeira à última cena, da primeira à última nota? Olha que eu nem gostei assim do disco do DW…
Gostei de uma definição que eu vi do vídeo. Jack White e Alison Mosshart, ambos de jaquetas de couro preta, enchendo o peito um do outro com balas. Como sua mãe.
* FURE MEU OLHO - A princípio esquisita e tosca, estou começando a entender a nova música da adorável banda inglesa Cribs, a formação mais incrível do planeta: três irmãos, dois gêmeos, e um ex-Smiths.
A música se chama “Cheat on Me” e é o primeiro single a sair do quarto álbum dos caras, que tem um nome, hum, direto-e-reto “Ignore the Ignorant”, que será lançado dia 7 de setembro. “Cheat on Me” tem sonoridade bizarra, vocal feio, começa mal, com um “Aaaaaai”, de “I”. Mas falar que uma música do Cribs é esquisita e tosca é não ir a lugar nenhum.
Aí você ouve bem “Cheat on Me”. Tem guitarrinha Smiths “by” Johnny Marr percorrendo ela toda, tem um clima acústico que lembra bandas inglesas indie anos 80 tipo Felt, tem o som quebrado do Cribs. E então você chega à conclusão de que “Cheat on Me” é a música ruim mais bacana dos últimos tempos.
* Agora, uma perguntinha. Vai fazer o que sexta-feira?
* O QUE É ISSO, LILY? - A moça Lily Allen, em fase sexy e ainda mais desbocada, vem ao Brasil em setembro para cantar ‘Fuck You”. Entre outras coisas. Os shows acontecem no dia 16 de setembro no Via Funchal (SP) e no dia seguinte no HSBC Arena (Rio).
* GUI FEST, O FESTIVAL DO GUI - Depois de mencionar o maior festival do Brasil, agora vou falar sobre um dos menores. E nem por isso menos importante. Acontece nesta sexta agora, no salãozão de festas da União Fraterna (Pompéia), mais uma edição do Gui Fest. O evento é a festa de aniversário em forma de festival do Guilherme Barella, figura carimbada no indie paulistano. E, a despeito da diferença de tamanho, duvido que a escalação do gigante Planeta Terra seja melhor que a do Gui Fest, com os grandes Holger e Objeto Amarelo, o pancadão pancada do Turbo Trio e o Projeto Manada, segundo descrição do próprio Gui uma banda de “hip hop good vibe”.
O ingresso para o Gui Fest sai por R$ 25. E, para você ter uma idéia da dimensão do festival, na sexta o Neu não vai abrir.
* VOCÊ “VAI” AO SHOW DO ARCTIC MONKEYS? - Lembrando que é nesta quinta-feira, às 17h (horário de Brasília), a apresentação virtual da banda inglesa, direto do site oficial deles, do Facebook, pans. A “webtransmission” é 21h, pelo horário inglês.
A banda vai apresentar as músicas “clássicas” misturadas às do novo CD, “Humbug”, que está para ser lançado e já completamente vazado. Pegou?
Aqui na Popload você ouve as faixas “Pretty Visitors” e “Cornershop”. A primeira é sinistra e black-sabbathiana. A segunda, fofurinha.
* Pronto. No próximo post tem o resultado daqueeeeeeeele sorteio do “Pacote Londres”. Tô quase indo viajar de novo para lá e ainda não desovei o nome dos ganhadores. Isso tem que acabar, gente.
Lúcio Ribeiro é jornalista de cultura pop. Edita o Popload e é colunista do “Caderno 2″ (Estadão), da MTV, das revistas “Capricho” e “Homem Vogue”. É curador do festival Popload Gig, já na terceira edição, e DJ residente dos clubes Vegas e Lions, além de viajar o Brasil tocando em festas de rock.