Popload em Buenos Aires, Argentina. Direto de Palermo. O bairro, não o jogador.
Antes de um papo mais hermano, uma fotinho:
Lembra do Weezer? Ainda tem paciência? O disco novo deles, Raditude, está inteiro na rede. Falemos.
* MAQUINARIA: FAITH NO MORE NA AMÉRICA DO SUL -Recolham as crianças. Fechem portas e janelas. Mike Patton e seu Faith No More chegou nesta terça a Lima, no Peru, para iniciar a turnê sul-americana que culmina nos quatro shows no Brasil no início de novembro, um deles, o do dia 7, no Maquinaria Festival, em São Paulo. E Patton chegou assim, com cara de quem vai aprontar.
Faith No More no Peru. Num show espetacular, segundo relatos de amigos nativos, o FNM iniciou sua jornada em Lima, o primeiro show na América do Sul, com “Reunited”, cover do “clássico de FM” do Peaches & Herb que celebra a volta da banda. E só foi acabar 22 músicas depois, com o “clássico do FNM”, o hit “We Care a Lot”.
E, sim, no Peru eles tocaram a música “Caralho Voador”, do disco “King for a Day…”, dos anos 90. Muito apropriado mostrarem essa canção no Peru. Mas mais ainda vai ser quando Mike Patton mandar essa no Brasil. O título “Caralho Voador”, reza a lenda, foi dado pelo amigo Max Cavalera, na época no Sepultura. Se essa música fosse um grande hit, queria ver como ela seria anunciada nas rádios rock brasileiras: “Flying Dick”?
* MAQUINARIA EXTRAVAGANZA: PROMOÇÃO DE INGRESSOS - Opa. A coisa melhorou. Apareceram para a Popload CINCO pares de ingressos para cada dia do festival Maquinaria, que acontece nos dias 7 e 8 de novembro em SP na Chácara do Jockey. Tudo indo a sorteio aqui. O primeiro dos dias, você sabe: Faith No More, Jane’s Addiction e a rapa. E, se aí dentro bate um coração emo, não se acanhe. O Panic! at the Disco e o Evanescence esperam por você. É só concorrer via comentários ou pelo email lucio_ribeiro@ig.com.br.
Primeiro resultado. O par de ingressos que a Popload sorteou para o Maquinaria nos últimos dias saiu para… Luiz Felipe Russo (Campinas)
* PLANETA TERRA LOUCURA: PROMOÇÃO DE INGRESSOS - Tem para a turma do Sonic Youth também. A Popload bota a sorteio dois pares de entradas para o festival do Playcenter, também no dia 7 de novembro. No mesmo esquema dos ingressos acima: comentários ou lucio_ribeiro@ig.com.br
Primeiro resultado. O par de ingressos que a Popload sorteou para o Maquinaria nos últimos dias saiu para… Mariana Atalla (Campinas)
* GAROTAS PORNÔ – Falando em “Caralho Voador” (Faith No More, veja bem), saiu uma outra versão para o vídeo da lindaça “Lust for Life”, a da bombada banda indie californiana Girls, não a do Iggy Pop. Só que a nova versão do vídeo é pornô, hardcore, XXX. Os caras do Girls (haha) fizeram outro vídeo na linha costumeira deles: reunindo uma galera bonita como se fossem um álbum vivo de fotos. Só que desta vez a moçada estava mais à vontade. Inclusive no uso do “microfone”. Vai deixar barato, Mike Patton?
* BUENOS AIRES, 40 GRAUS - Abaixo de zero… Brincadeira, mas assim: de dia um calor de ferver o coco, dias lindos. À noite frio e chuva (num dos dias) como se fosse a Islândia. // Continuo obcecado pela qualidade da Urbana FM (trend music + design radio), uma rádio rock como todas tinham que ser. Tem na internet, facinho. Agora, agoooooooooora, por exemplo, vou ligar lá e verificar o que está rolando… espera… “Animal”, do Miike Snow. Nice… // A Popload esteve em Buenos Aires a convite do Porão do Rock, tradicional festival meio-indie brasiliense que fez sua primeira edição na capital argentina realizando um interessante intercâmbio de bandas da cena underground de ambos os países. Macaco Bong, Móveis Coloniais de Acaju, Mundo Livre S/A e Autoramas representaram o Brasil-il. O show do Autoramas diante de hermanos acalorados foi espetacular.
A banda Autoramas, do Rio, em ação no Porão do Rock argentino. Festival deve ocorrer de novo em 2010, em uma versão ainda maior. Foto: Clausem Bonifácio
O Porão do Rock na Argentina aconteceu no Niceto Club, um clube-médio de Buenos Aires que uma cidade como São Paulo não tem. Bem localizado, com ótima acústica, sistema sonoro impecável, palco bom com visão de todo lugar, platéia lateral elevada que serve também de área vip, pista confortável, bares funcionando por todo lado. Ideal para shows grandes para o CB, pequenos para o Clash.// Óbvio, como futebol é pop e também música, tive a sorte de pegar um River Plate x Boca Junior durante minha estadia em BsAs. Um dos maiores clássicos de todo o planeta, o jogo é um festival de cantorias nas torcidas, marca registrada das “hinchadas” argentinas, até bastante copiada em arquibancadas brasileiras. Fiz um vídeo da torcida do River cantando tipo para esperar o time entrar em campo, música que reverberava como um mantra hipnótico em 95% do estádio (o jogo foi no Monumental de Nuñez, campo do River). A letra, que deve ter saído de alguma cumbia, é assim: “Ahi viene la hinchada, que loca que esta, vamo vamo Millonario, que tenemos que ganar!”
* BUENOS AIRES: CASO DE POLÍCIA - Essa história não tem a ver com a bacana banda indie El Mató a un Policia Motorizado, atração do Porão do Rock argentino. E, claro, merece de uma apuração mais detalhada. Mas de toda forma é muito boa, envolve os argentinos e a polícia local e, pelo que eu ouvi falar, é mais ou menos assim:
Dizem que não é fácil ser policial na Argentina. A violência lá galopa assustadoramente e eles não têm um contingente numeroso, parece. Então, se eles estão de olho na crescente e cada vez mais visível periferia pobre (não estou falando o Centro. Periferia mesmo), eles não conseguem zelar pelos cidadãos nos bairros mais tradicionais e/ou descolados. E vice-versa.
Aí alguém do alto comando da Polícia Federal hermana deu o berro: tive uma idéia!!
Começaram a botar em algumas ruas, em certas esquinas, nas estradas um monte de viaturas. Vazias. O negócio é aleatório: pode estar em qualquer ponto, qualquer dia da semana. E os carros de polícia ficam lá um dia inteiro, dois, até três. Sem nenhum policial por perto, até porque não tem muitos. E os carros ficam lá, parados, só para a população se sentir mais protegida e para os criminosos ficarem intimidados.
Mas, óbvio, não está rolando. Porque todo mundo já sabe da “grande sacada” policial. A droga foi eu ter sabido disso no último dia da viagem a BsAs. Não deu tempo de achar uma viatura e tirar uma foto dela. Mas pego emprestada de um blog em que também vi sobre a história.
Fico pensando nessa idéia sendo aplicada no Brasil. Não ia sobrar uma viatura vazia em nenhum lugar.
* OH, JULIAN! - Apareceu um vídeo bom ao vivo do Julian Casablancas solo. Foi na noite desta terça, no programa do entrevistador americano Conan O’Brien. Bom foi a música, a esperta “11th Dimension”. O Julian mesmo pareceu meio perdido sem os companheiros dos Strokes. Tipo olhando e pensando: “Cadê o Fabrizio, o Albert…?”. Vê o Julian aí.
* QUEM (AINDA) PRECISA DO WEEZER? - Uma das principais bandas indie dos anos 90, o Weezer era grande no tempo em que os nerds estavam começando a dominar o mundo.
Agora que o mundo está totalmente tomado por nerds, qual o papel da banda de River Cuomo na antropofagia pop?
Bom, começamos a ter uma resposta disso agora que o álbum “Raditude” começa a aparecer vazado. O disco, de nome esquisito e que sai oficialmente no dia 3 de novembro nos EUA, é o sétimo da carreira do Weezer e traz as musiquinhas indie-chicletes de sempre, com Cuomo versando nas letras sobre ser tímido entre as mulheres e zoando com almôndegas (a carne, não o sentido sexual, claro). Mas Cuomo está tentando: botou o Lil Wayne para participar de uma das faixas e entitulou duas músicas como “I’m Your Daddy” (recado direto e sincero para os nerds de hoje) e “Girl Got Hot” (ousadia)…
Como um tira-gosto para o novo Weezer, caso você não tenha pego o disco virtualmente, digamos, a gente deixa aqui a “Girl Got Hot” para você.
Diego Maradona, Palermo, LARESISFUCKEDUP, Les Inrockuptibles argentina, River x Boca, El Mató un Policia Motorizado, Urbana FM, Sham Rock, Niceto Club, empanada de humita.
* Si, Popload está em Buenos Aires.
Vai um golinho?
* Buenos Aires está bombando de novo. Principalmente para brasileiros, porque o real vale praticamente dois pesos argentinos. E a cidade, estilosíssima, já não é normalmente das mais caras. O negócio é que BsAs, mesmo com a cambaleante situação econômica argentina, está respirando uma alegria de noite, balada, lifestyle, vida noturna, bares que não se via desde o fim de 2004, quando um incêndio matou 194 jovens num clube da cidade. E o governo passou a fechar todas as casas de som e show e bares de música e praticamente matou a cena noturna.
* Estou aqui não faz 24 horas e a quantidade de informação é brutal para uma cidade do tamanho de um bairro grande de São Paulo. Fui a um bar chamado Shamrock, pub irlandês, que estava fervilhando de gente e música boa que ia aumentando o volume conforme a noite seguia adiante. Já estava achando tudo lindo e movimentado quando me falaram que o lugar tinha um “andar de baixo”. Fui em direção à escada, desci, atravessei duas cortinas vermelhas pesadonas e lá tinha o dobro de gente em relação ao piso superior. E o som estava ainda mais alto. Você comprava uma bebida e ganhava duas. Que lugar é esse?
* Falam muito por aqui de um coletivo de DJs chamado Laresisfuckedup, tipo a Crew de São Paulo, mas com um alcance infinito na cena local argentina. Em qualquer dos eventos que essa galera bota o som, o agito bom está armado.
* Tem uma rádio espetacular aqui, a Urbana FM (89.5), que é original do Uruguai e está completando 1 ano de idade nos ares argentinos. É como uma rádio moderna tem que ser. O lema da emissora é um pouco “publicitário demais”, mas tem tudo a ver: “trend music + design radio”. Do rock ao dance atual, não toca nada que não valha a pena ouvir e nada que seja óbvio. Programação que faz você se sentir conectado com o dia de hoje. Informa, não tem linguagem direcionada à “galiiiéééra ishhhperrrta”, a programação bem dividida, as vinhetas são muitas e incrivelmente normais, utilizando música atual. Uma beleza. Não toca muito som local, mas aí não sei de quem é a culpa. Uma Urbana São Paulo não cairia mal, viu?
* A Popload está em Buenos Aires como convidada do festival brasiliense Porão do Rock. What??? Neste final de semana a marca Porão do Rock, evento gigante do calendário indie brasileiro que costuma levar 40 mil pessoas por dia em seu festival de programação variada, estabelece uma joint-venture hermânica e ocupa o importante Niceto Club em Buenos Aires com uma mini-edição com dez bandas. O PdR trouxe para cá as brasileiras Autoramas, Macaco Bong, Móveis Coloniais de Acaju e Mundo Livre S/A para tocar com seis bandas argentinas. Está é só uma edição teste. Os planos do Porão do Rock para a Argentina em 2010 são ousados.
* JULIAN CASABLANCAS AVISA - O primeiro álbum solo do cantor dos Strokes, “Phrazes for the Young”, será lançado no Brasil no dia 13 de novembro, avisa o boletim assinado pelo garoto. Numa sequência de vários lançamentos, o CD sai primeiro na Austrália e Alemanha, dia 30 de outubro agora. Duas músicas, a ótima “11th Dimension” e “River of Brakelights” já rolam soltas há tempos. Uma pomposa edição de luxo do disco do Julian sairá junto do CD normal, nos EUA e Europa, contendo dois discos, DVD, livro etc. Em novembro, o cantor tocará todas as sextas-feiras em um teatro de Los Angeles. Na terça, ele se apresentará ao vivo no programa de entrevistas do Conan O’Brien, provavelmente uma performance de “11th Dimension”. Horas depois, o vídeo vai estar no YouTube, claro.
* “420″, A SÉRIE QUE É UM VIRTUALITTY SHOW DA CENA PAULISTANA – O “Skins” brasileiro, que estréia na internet em novembro, mas já está bem atuante no mundo real, apresenta um novo personagem, o Edu, que gosta da privacidade que a pista dá e sente falta do tempo em que os DJs se preocupavam em mixar as músicas.
Criação de Felipe Dall’Anese, a série “420″ terá episódios de 8 minutos cada, que serão postados semanalmente em um site a ser divulgado
* METALLICA TRÊS SHOWS EM JANEIRO? - Que eles iam vir em 2010 a gente já sabia. Mas a turnê sul-americana, escapou a notícia, começa no Peru no dia 19 de janeiro e vai descendo. A banda toca ainda no Chile, Argentina, Venezuela e Colômbia. Na divisão de datas, o grupo estuda se faz três shows no Brasil e dois na Argentina. Ou o contrário.
* O TWITTER E O MODO EM QUE VIVEMOS HOJE - Vamos lá para a nossa seção campeã de audiência. O que de mais incrível (ou não) aconteceu no Twitter na semana que passou foi…
@the_augustos Donatella Versace trouxe 40 malas pro Rio de Janeiro. Muitas com perucas
@andretakeda Estou no finalzinho do Juliet, Naked do Nick Hornby. E a verdade é q a grande mensagem dele pro mundo é: as mulheres sao seres superiores.
@rogerioceni Completei um ano sem marcar gols. Mas logo eu volto. Quando eu fizer o primeiro, vou fazer vários. Um atrás do outro. É assim que eu gosto. http://is.gd/4wlqO
@daniarrais RT @bomdiaporque Gente, Twitter não é portaria. Não precisa ficar mandando bom dia nem de boa noite.
@pterron Tá difícil dos ex-BBB acertarem o nome da revista RT: @max12doze Vamo q vamo Rolling Stones!!…festinha rock n rooollllll!
@neozeitgeist Jornal do Estado do Colorado abre vaga para crítico de maconha http://bit.ly/2jskJz Deve ganhar os melhores jabás da Redação
@333isabella FOX REPORTS KANYE WEST AS DEAD | The Spinhttp://bit.ly/3LkGSv
@GILL_Media Kanye West is not dead; his Caps Lock key is just broken.
@jpcuenca Só perde pra namoro e casamento RT @RevistaMegazine: Julian Casablancas dos Strokes: “Uma banda é uma ótima maneira de estragar uma amizade”.
@alisson10 RT @veja Saturno fica ’sem anéis’ http://bit.ly/4jTei
@thiagoney Difícil encontrar algo mais overrated q vampire weekend, true blood e flamengo
@quartopiso Sam Sparro ao vivo = é por isso que go-go boys não têm microfones.
@pedrobeck Genial! Quentin Tarantino explica o Google Wave: http://bit.ly/37cY6 (via @paulofontana).
@pedrobeck Ronaldo e Cicarelli voltaram: http://bit.ly/3WiPgE
@daniarrais A marge simpson na playboy http://bit.ly/20XUZN(via @babee)
@caioo AHHAAHAHAH RT @teo1up sobre a playboy da marge… vamos só dizer que eu achei que ia ver alguns pentelhinhos azuis #alguemfaloumarymoon?
@ladyrasta Divertido!! Meia-calça para Twitteiras de plantão -http://bit.ly/3RDCmd
* IN PANTIES, KISSING A GIRL -Deixo você com um trailerzinho bobo de “Jennifer’s Body”, ou “Garota Infernal”, o filme da Megan Fox que estréia hoje no Brasil. Antes de a Megan Fox ou alguém ligado a ela tirarem do ar, o vídeo tinha o título apelativo: “Sexy Megan Fox in panties kissing a girl from ‘Jennifer’s Body’ “. Nada a ver. Mas achamos um outro.
* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL – Última chance de conseguir o segundo par de ingressos sorteados aqui para o festival PT, que acontece no próximo dia 7 em São Paulo. Voltando a SP eu sorteio. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Lembrando: evento divertido no parque de diversões com Sonic Youth, Ting Tings, Iggy Pop, Maximo Park e Primal Scream , entre outros.
* PROMOÇÃO MAQUINARIA FESTIVAL – Um par de ingressos para os shows do Faith No More e do Jane’s Addiction em SP, dia 7 de novembro? Pois não…
Na mesma situação que as entradas do Planeta Terra, serão sorteadas na minha volta a SP.
Sorteio via comentários neste post ou email para este blog: lucio_ribeiro@ig.com.br. Bom, você sabe os esquemas…
* PROMOÇÃO “COBAIN”, O LIVRO: RESULTADO – O livro-”documento” da “Rolling Stone” sobre o grande guitarrista do Nirvana. “Cobain” vai para…
- Felipe Macedo (ou, como veio, felipemacedo)
* Hasta la vista. Disco do Julian Casablancas vazou e é uma beleza. Essa “Out of The Blue”, que começa meio jeca e se transforma só por causa da voz do Casablancas, abre bem o CD. Falamos mais dele depois.
* Este post ia se chamar merecidamente “Megan Fox e a cena de abertura de ‘Garota Infernal’ “. Mas achei melhor não.
Bapho, música boa e tinturas avermelhadas. Cena do seriado independente “420″, que estreia em novembro
* “420″: SÃO PAULO GANHA SEU SERIADO-CAUSAÇÃO – Um “bapho” na cabeça e uma câmera na mão. “Skins” who? “Gossip Girls” my ass. São Paulo recebe a partir de novembro as primeiras transmissões virtuais de “420″, um seriado sobre amizade, loucurinhas, gente cool e muita música. Idéia do “rising star” videomaker Felipe Dall’Anese, figurinha fácil da cultura clubber paulistana, “420″ será uma coleção de curtas de uns 8 minutos cada que serão postados semanalmente em um site a ser divulgado.
Partindo da idéia de que “a vida dos meus amigos daria um seriado”, o diretor juntou um cast de 10 pessoas amigas, não atores, não amigos e atores para montar personagens que de certa forma representem o lifestyle de quem sai para clubes, shows, festinhas em casa, passeios, encontros, exposições em São Paulo. O que for, desde que reúna uma boa historinha que mereça ser enquadrado de modo estiloso dentro de um vídeo de oito minutos.
“420″ conta com uma galera atuante de SP, em sua maioria, mas que se relaciona com amigos de BH, Porto Alegre, Londres.
No Twitter, já rolou uma “ação” de divulgação”, um link-viral em stopmotion e trilha cool mostrando o que vem por aí.
O nome “420″ é um símbolo internacional de contracultura e é normalmente associado à maconha. Mas também serve como número-código para subversão. Seja indicando um horário (4:20), uma data (20 de abril).
“No nosso caso usamos mais pela subversão mesmo”, falou em entrevista à Popload o personagem Alex Magalhães, que jura não saber quem é Rodrigo Guima, o sujeito que eu sempre encontro nas baladas de São Paulo. Me confundi quando vi o vídeo-teaser de “420″. Rodrigo Guima tem o jeito do Alex, a cara do Alex, a voz do Alex. Mas se o Alex diz que ele não é o Rodrigo…
E é isso. Quem frequenta a noite paulistana provavelmente já viu alguma vez os personagens de “420″, que quando assumirem seus papéis no seriado vão ignorar suas verdadeiras identidades.
Porque eles vão estar no mundo real, e daí vem a brincadeira realidade-ficção que vai ser a marca de “420″. Você vai encontrar as pessoas da série discotecando em clubes reais, de baladas reais, ou postando coisas no Twitter, tendo perfil no Facebook, subindo foto em Flicker.
Já convidei o Alex Magalhães (e não o Rodrigo Guima) para tocar no Vegas, por exemplo.
Os primeiros episódios de “420″ vão ser de apresentação de seus personagens. Em “420″, por exemplo, você vai conhecer a Jessica.
* POPLOAD EM BUENOS AIRES. PORÃO DO ROCK NA ARGENTINA - Hein? Intercâmbio indie cada vez mais forte, país baratinho para o “poderoso” real. O festival brasiliense Porão do Rock, um dos principais eventos do calendário independente brasileiro, armou parceria boa com os hermanos e realiza uma edição especial na capital argentina em dois dias. Serão quatro bandas nacionais (Autoramas, Macaco Bong, Mundo Livre e Móveis Coloniais de Acaju), cinco argentinas (entre elas a El Mato un Policia Motorizado) e uma uruguaia. Tudo acontecendo sexta e sábado próximos no Niceto, clube tradicional de indie rock do delicioso bairro de Palermo. E a Popload vai estar em Buenos Aires para ver isso.
* JULIAN CASABLANCAS SOLTA UMAS “FRAZES” PARA OS JOVENS - A Popload preparou um preview do álbum de Julian Casablancas, o stroke solo da vez. “Phrazes for the Young”, o CD, tem lançamento previsto para o finalzinho de outubro, dia 30. Inclusive mencionam que no Brasil o disco sai dia 4 de novembro. Vamos ver se procede.
Sobre o “Phrazes for the Young”, pelo que deu para sentir, é Strokes sem ser Strokes, entende? Nem tem tanta guitarra marcante quanto em sua banda famosa, mas seu vocal é tão marca registrada de uma época que chega a ser difícil a tentativa de separar as coisas. Enfim.
Em seu site, Casablancas mostrou outra música inédita e inteira, “River of Brakelights”. Não tão boa quanto “11th Dimension”, mas ainda assim bem a pena a escutada.
* REM EM DUBLIN EM SÃO PAULO - Assim. Semana que vem, dia 27, a veterana banda americana REM lança seu álbum duplo ao vivo, “Live at the Olympia”, com 39 músicas tiradas de uma residência de cinco dias que o grupo de Michael Stipe no importante teatrão de shows em Dublin, Irlanda, em 2007. Junto com o álbum a banda lança (só no exterior) o DVD “This Is Not a Show”, documentário de uma hora sobre essa temporada irlandesa de shows que serviu como ensaio aberto para o grupo reviver no palco suas clássicas músicas e fazer os últimos ajustes para o CD “Accelerate”, que seria lançado meses depois.
Pois bem. “This Is Not a Show”, o documentário do REM, vai ter pré-estréia exclusiva nesta quarta-feira em São Paulo, às 23h, no Studio SP.
O ingresso para essa exibição custa R$ 10, para quem mandar nome para a lista do Studio SP.
E o trailer de “This Is Not a Show” é assim:
* O MUNDO, SEGUNDO O TWITTER - Uma compilação do melhor (?!) da rede social nos últimos cinco dias (mais da semana passada). Como conseguimos viver tanto tempo sem Twitter, hein?
@phelipecruz Então resumindo: o menino que tava no balão na verdade não tava no balão e sim numa caixa que tava no chão? ok… uau! notícia do ano!
@ana_freitas Gente, e esse twitter inteiro cobrindo o balão?
@diegomaia E não tinha nada dentro do balão. A tag tinha que mudar de #saveballoonboy para #savejournalism
@flaviadurante Jesus (Luz) cheio de dentes no país dos banguelas: http://bit.ly/23ONj9 (via @luizcesar)
@fabilipo Se a Madonna não canta em show pq o namorado dela não pode ser DJ e não tocar?
@flaviadurante PQP, o zeze araujo abalou paris e bangu! publicou vários scans da noite ilustrada da @erikapalomino no facebook! http://migre.me/94tC
@arnaldobranco Leo: eu torço pra Argentina. Copa sem Argentina é tipo a Segunda Guerra Mundial sem os nazistas. #gênio
@DanielKastro Conheça The Daniel Castro Band aqui: http://www.myspace.com/danielcastrosblues
@neozeitgeist Portugal leva piada a sério “Portugueses exigem retratação de Maitê Proença por piadas sobre o país” http://bit.ly/RWD5f
@vitorfasano Quantos portugueses são precisos para afundar um submarino? Dois, um pra bater na porta e o outro pra abri-la. rs! VF #FREEmaitê
@fabilipo Video: O Hitler apoia a Maitê Proença e detona os portugueses. Ui! http://tumblr.com/xra3juckp
@pattoli WOW! um cara tentou adicionar minha mãe no orkut pedindo: “me a seita?” hahahaha
@aomirante Conspiração Filmes oferece US$ 15 mi p/ Woody Allen. Me pergunto se falar em ‘conspiração’ p/ um neurótico surtirá efeito.
@azaroseuquerida Já ouviram a música do menino do the moldy peaches com participação do amarante? http://bit.ly/25nJym
@rafaellosso Nenhum amigo. #tuitesuainfancia
@barbaragancia Fui uma criança traumatizada. Essa coisa d passar férias na gélida Suíça, enquanto todo mundo de divertia no Guarujá deixou marcas profundas
@realwbonner Viver quase 46 anos, casar, ter filhos, escrever um livro, ralar, plantar um pé de feijão e descobrir que é flooder – seja lá isso o que for.
@inagaki RT @brogui: 10 coisas que precisamos parar de fazer no twitter – http://migre.me/8QyZ – Genial!
@diegomaia O palco indie do Planeta Terra 2009 fica do lado do Castelo dos Horrores. Entenda como quiser http://migre.me/8IVk (via @hectorlima)
@fabiobianchini O lance de “no Planeta Terra, quero saber é dos brinquedos” é MUITA vontade de blasé. Playcenter não tá lá o ano todo?
@vitorfasano @otaviomesquita to descendo para a piscina em 5 minutos… ABS VF
@alisson10 http://twitpic.com/kvdkc – Taí a tão falada capa da Marge Simpson na Playboy americana.
@carcamanos Boa tarde a todos. Se fosse um casamento hoje o Palmeiras mereceria dormir no sofá a semana inteira.
@gravz Um salve pro pessoal do tráfico, que deixou pra expor as rusgas depois da escolha da sede olímpica. Abs.
@leandromp Ah, Rio de Janeiro… justo no meu plantão!?
@flaviadurante “Oi meus queridos! sabe que estava aqui jantando ontem? o keith richards, ele é muito legal” (via @lulusuperpop)
* DE JAGGER PARA ANDY WARHOL: VAI NA MANHA, NÃO VIAJA NA CAPA – Essa história circulou nos últimos dias, não sei se você viu. Apareceu uma carta de 1969 escrita pelo Mick Jagger, dos Stones, para o famoso artista Andy Warhol. A missiva do roqueiro chega a ser um marco da cultura pop. Jagger começa agradecendo Warhol por ter aceitado o convite de fazer a capa do então próximo disco da banda dele. Mas vai tentando dar uma “brifada” cuidadosa porque sabia que o artista poderia aparecer com uma doideira básica dele como capa do álbum. O “pedido” não deu muito certo, pelo que a história da música conta. Ou, se você pensar bem, não poderia ter dado mais certo.
A carta é esta:
O disco é este:
Warhol criou a concepção da capa de “Sticky Fingers”, de 1971, considerado um dos grandes álbuns do rock em todos os tempos. O artista botou na ilustração frontal do disco a foto da cintura de uma figura masculina usando um jeans. Como se não bastasse, na capa botou um zíper real. Quando alguém descia o zíper, era revelado o famoso logo dos lábios e língua, marca registrada dos Stones que ali aparecia pela primeira vez.
Alguns problemas aconteceram. Logo rolou o boato que o modelo da calça não era Jagger, e sim o ator Joe Dalessandro, “pupilo artístico” de Warhol, um certo símbolo do pop underground nova-iorquino e principalmente ícone da cultura gay da época. Muitas lojas não queriam botar o disco em suas prateleiras. Além do mais, estocar o “Sticky Fingers”, por causa do zíper real saliente, não era simples. Fora que na hora de empilhar os álbuns o zíper de uma danificava a contracapa do disco da frente.
“Querido Andy, eu deixo o disco em suas capazes mãos, para você fazer o que quiser.”
* ARCTIC MONKEYS: O VÍDEO CANASTRÃO E O LADO B ESPETACULAR – Já postado aqui, postaremos de novo. O vídeo da talvez segunda melhor música do disco novo, “Cornerstone”, é uma beleza. Charmoso, diria. Num fundo branco, Alex Turner canta com cara de canastrão e trejeitos de canastrão, além de estar usando um gravador de play+rec e fones de 1960. O vídeo “estáile”, para quem não viu, é este:
“Cornerstone”, o novo single dos Monkeys, vai ser lançado na internet em novembro e em vinil de 10 polegadas em dezembro. A conversa é a de que o “lado B” vai trazer três músicas inéditas. “Catapult”, “Sketchhead” e ” Fright Lined Dining Room”, sendo que a primeira, dizem, é tão boa que caberia fácil como single do primeiro disco. E a segunda, “Sketchhead”, surf punk em alta velocidade, que circulou como bônus do “Humbug” no iTunes, seu eu fosse o Tarantino botaria fácil numa cena forte do próximo filme. “Sketchhead” é assim:
* HELL YES – O FILME DA MEGAN FOX, O EMO E O INDIE - Estréia nesta sexta-feira nos cinemas daqui o filme “Garota Infernal”, ou “Jennifer’s Body”, no original. Estrelado pela bombshell Megan Fox, a da gloriosa cena inicial e de muitas outras, “Garota Infernal” conseguiu ganhar um slogan brasileiro bom, que diz muito da história: “Qualquer garoto morreria por ela”.
Espécie de “Twilight” para rapazes, “Garota Infernal” traz os clichês bestas de filme de terror nível médio de sempre, mas é ancorado também pelos diálogos espertos e atuais da Diablo Cody (”Juno”) e ainda por muita referência musical boa. E tem a Megan Fox, claro.
- Pra começar, e evitar ao máximo a “spoilerização”, dá para dizer que a Megan Fox mata o emo no filme. Com requintes de crueldade. Como se deve matar o emo, mesmo, eu diria.
- Em outra cena “importante”, o megahit antigo “867-5309/Jenny”, de 1982, foi evocado. Imortalizada pelo Tommy Tutone, o grande hino de certa época causou confusão telefônica em várias cidades americanas em que o número realmente existia, porque a molecada ligava direto para falar com a Jenny. A música ganhou 1 milhão de covers. Uma nobre nos diz respeito: o Nirvana fez cover dela no show de São Paulo, no Morumbi, em 1993. Não lembro agora se fez no do Rio. “8675309″ ainda hoje é lembrada de todo o jeito. Teve um trote de telemarketing famoso nos EUA recentemente em que o número que aparecia na bina dos celulares era “8675309″. A menção ao número ou à música também apareceram em centenas de seriados, desenhos e programas, de “Family Guy” a “Hannah Montana”. Como a Diablo Cody poderia perder a chance de botar “867-5309/Jenny” em “Jennifer’s Body”?
- Tem o Adam Brody, o Seth Cohen de “OC”, impagável como líder de uma banda de death pop (?!), que a cada três frases uma faz referência à cultura pop.
- O filme está cheio de new music das boas e bem colocada na trama: Florence & The Machine, Black Kids, Lissy Trullie. Engraçado ver uma canção como “Death”, do White Lies, embalar um baile de formatura (!). E ficou bom. Tem Hole e Blondie também. E, claro, algumas tranqueiras.
- A capa da trilha é boa, também, não só por causa da Megan Fox.
* MÚSICA BELEZA, MULHERADA, CALIFÓRNIA - Sim, a banda Girls lançou o single oficial para a lindaça “Laura”, nos últimos dias. “Laura”, já disse aqui, tem o trecho mais profundo da música neste século: “You’ve been a bitch/ I’ve been an ass”. O vídeo-fofura é este:
* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL – Ainda na fita o par de ingressos para o festival PT, que acontece no dia 7/11 em SP. É o segundo sorteado aqui. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Não quer ver Sonic Youth, Iggy Pop, Ting Tings e Primal Scream de graça?
* PROMOÇÃO MAQUINARIA FESTIVAL – Um par de ingressos para os shows do Faith No More e do Jane’s Addiction em SP, dia 7 de novembro? Pois não… Comentários neste post ou email para este blog: lucio_ribeiro@ig.com.br. Bom, você sabe os esquemas…
* PROMOÇÃO “COBAIN”, O LIVRO – Segue ainda o sorteio de “Cobain”, o livro-”documento” da “Rolling Stone” sobre o grande guitarrista do Nirvana. “Cobain” vai custar nas livrarias R$ 52,90. Mas um, o sorteado aqui, vai custar R$ 0. Vai nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. A imagem acima é a contracapa “classe” do livro, ilustração que saiu na “RS”.
* Encerramos a transmissão por aqui. Se tudo der certo, o próximo post será escrito em terras argentinas. Hasta luego!
* Popload na Argentina. Popload nos clubes de SP. Credenciais de imprensa para o esgotado Planeta Terra. Ainda o Tim Festival. William. Kurt. Estamos chegando, Brasil.
* É melhor você saber por mim do que por aí, nas ruas. A Popload, expandindo sua atuação no mercado, vai lançar em breve uma linha de camisetas de várias cores, tamanhos, skinny, pólo e “normais”, com os dizeres “Popload: the hype machine” e “Popload: não leio, não lerei”, entre outros. Hein?!?
* Não. A camiseta não vai vender na Daslu!!
* Amiga minha foi ao show da banda americana !!! na Argentina, domingo passado. Em hora tal lá, com a galera aplaudindo no final de uma canção, o vocalista do grupo solta, todo agradecido. “Obrigado, Buenos Aires”, assim mesmo, como estou escrevendo. E depois: “Sorry. ‘Obrigado’ is the only word I can say in spanish”. Poim! Foi a nossa vingança da eterna frase americana que diz que “Buenos Aires é a capital do Brasil”.
* GOSSIP GIRL - Opa. The Big Bang Theory e Two and a Half Men estréiam temporada nova na Warner nesta semana, ambos na terça-feira. E opa, opa. Outra que chega novinha é “Gossip Girl” (às quartas), em seu segundo ano. Parece que o seriado vem “hardcore” na nova temporada. Vi os dois primeiros episódios e não senti a libido tão abalada assim. De todo modo, nos EUA circulam dois cartazes. O oficial, tipo “a série que é o pesadelo de todo pai americano”, e o “não-tão oficial”, tipo de blog.
* Falando em seriado, e “Heroes”, hein?
Uma das séries mais bacanas um dia desses e que hoje está difícil de aguentar, a saga dos super-heróis “humanos”, no começo de sua terceira temporada, passa por uma crônica falta de idéias ou, muito pelo contrário, tem idéias demais, o que a deixa esquizofrênica. Para falar a verdade, desde o meio da segunda temporada eu já não entendo mais nada. Capa recente da “Entertainment Weekly” dá a manchete para “Fallen Heroes”, e diz que não só a cheerleader e o mundo precisam ser salvos, mas o programa também.
“Heroes”, que já chegou a ter 16 milhões de telespectadores, agora consegue no máximo 8 milhões, em queda livre. E vários de seus principais roteiristas estão debandando.
* PLANETA TERRA – SUBSTITUTO DO SUBSTITUTO - O DJ francês de house Sébastien Léger vai substituir o DJ Justin Robertson, que ia substituir o escocês Calvin Harris. Robertson, que entrou no line-up do festival na semana passada, alegou motivos pessoais e não vem mais.
* PLANETA TERRA – ENTREVISTA JESUS & MARY CHAIN - O cara botava para quebrar. No palco e fora dele. Porra-louca, nunca esteve nem aí para nada, era azedo em entrevistas (quando as dava), brigava em público com o irmão (Noel e Liam quem?), entrava no palco sem dar oi, saía do palco sem dar tchau, entre outras casca-grossuras. Já que era para ser tosco, fez o rock desviar da reta ao fazer o disco mais “inaudível” da história, um álbum vital para essa coisa chamada “indie” (”Psychocandy”, 1985). É o principal responsável direto pelo termo “noise” no rock e, no caso do Brasil, por causa das 567 bandas que inspirou por aqui, pelo termo “guítar”. Assim mesmo, com um acento estranho e brasileiríssimo no “i”.
Esse era William Reid, guitarrista do seminal (mesmo) Jesus & Mary Chain, importantíssima banda britânica dos anos 80/90 e hoje talvez a principal atração do festival Planeta Terra, que acontece sábado que vem.
O William Reid que eu entrevistei semana passada era um outro. Atendeu docemente o telefone na primeira ligada. Paizão, parecia segurar uma criança no colo, de tão cristalino que vinha pelo telefone o barulho de alguém chorando. Perguntei umas três vezes se tudo bem de a entrevista acontecer em outra hora e ele insistia. “Não, tudo bem. Dá para falar”.
Beleza, vamos nessa. Mas que William é esse?
Popload: Alguma expectativa em tocar de novo no Brasil?
William Reid: Todas. Quero rever a platéia brasileira. Faz 18 anos que tocamos aí pela última vez… Lembro que comemos bem no Brasil quando estivemos aí.
William Reid com saudade do povo brasileiro, em um show que aconteceu quase 20 anos atrás? Com a data do show do Brasil em 1990 na ponta da língua? Lembrando da comida? Que William Reid é esse?
Popload: Nestes quase 10 anos que o Jesus & Mary Chain desapareceu do pop, o que mais você sentiu falta na música?
Reid: De gastar horas e horas no estúdio. Adorava passar tempos lá, burilando músicas, melhorando. Nunca fui muito de palco. Nunca me senti muito bem tocando na frente de pessoas.
Bom, este William Reid já faz um pouco de sentido.
Popload: Do jeito que a banda parecia se odiar quando acabou, foi difícil resistir à tentação de voltar a tocar juntos?
Reid: Desta vez foi fácil. Primeiro porque todo mundo mora em lugares diferentes. Depois porque as coisas mudam, as pessoas mudam… As coisas mudam [repete, meio pensativo...].
As coisas mudam. As pessoas mudam. E, óbvio, os shows mudam. A atual apresentação do J&MC revela que a banda não tem mais o pique do passado, mas os irmãos Reid padecem do tempo com mais dignidade que 90% das bandas que voltam à ativa, como a Popload pode conferir no festival de Coachella no ano passado. “Não acho que estamos fazendo feio. As músicas estão lá, intactas. O Jim anda com dificuldade de agachar, como no passado. Mas isso é assim mesmo”.
O Jesus & Mary Chain toca no Planeta Terra, em São Paulo, às 20h30 no sábado. William Reid contou ainda, na conversa telefônica direto da Califórnia, que já trabalha em um álbum de inédita da banda, a ser lançado no ano que vem. Mas talvez não arrisque nada novo no Brasil. “Será um show só de hits nossos, não poderia ser de outro jeito.” Como vai ser o álbum? “O de sempre. Alguma melodia, bastante barulho. É o que sabemos fazer.”
* POPLOAD NO PERSONAL FEST (BUENOS AIRES) – Neste final de semana tivemos uma prévia do que vai ser o Planeta Terra em São Paulo, no sábado que vem. O Personal Fest, este ano em estilo ‘esporte-fino’ (gravatas rosa com o logo do festival eram distribuídas na porta), dividiu em dois dias uma parte das bandas que aparecem por aqui nesta semana. Além do Spiritualized. E do Mars Volta. Além do REM!!! A enviada especial Ana Bean conta como foi.
Kele Okereke no telão, gente desinteressada no chão. O show do Bloc Party no Personal Fest foi morno. Ânimo, Bloc Party! Sábado é aqui em São Paulo!!
Foto: Ana Bean
* BLOC PARTY NO PERSONAL: FAILED? - Diferentemente do Planeta Terra, em que o público teen (abaixo dos 18) não pode entrar para ver a Mallu Magalhães (16), o festival argentino foi… família. Pais e filhos, menores de idade, colegiais… Isso significa álcool zero. Nas tendas, só se vendiam água e Pepsi. E alguns salgadinhos tipo Doritos. Nada de briguinhas, tumultos, galera se abraçando emocionada… Talvez isso explique a empolgação-zero do público apático que recebeu o Bloc Party ainda de dia, com sol bombando na cabeça. Além de ter errado na seqüência de músicas novas seguidas por outras mais lentas e experimentais, a banda nem se comunicou com a platéia, chegando até a zombar da falta de ânimo das pessoas. Que fique claro que não foi um show ruim, só mal planejado e sem vontade. Faltando pouco para o final do show Kele Okereke decidiu “presentear os que gostam da banda desde 2005″ e mandou uma seqüência de hits. Mas muita gente já tinha desistido e trocado de palco para esperar o Kaiser Chiefs. Kele ainda disse que estava contente por estar na América do Sul “pela primeira vez”. Ainda bem que ele já esqueceu o show-papagaiada na MTV, em São Paulo, no mês passado. (O Bloc Party toca no festival Planeta Terra, SP, sábado, às 23h45. Na segunda, dia 10, a banda se apresenta no Circo Voador, no Rio)
* KAISER CHIEFS NO PERSONAL: SÓ ALEGRIA – A banda já tinha a vantagem do show à noite, com mais cara de balada. Apesar de movidos a água e Doritos, a platéia foi bem receptiva às brincadeiras do vocalista Ricky Wilson, com as tradicionais frases-ganha-platéia em espanhol. Como tem feito em outros shows da turnê, o KC entrou ao som de “Money for Nothing”, do Dire Straits. Intercalaram as canções novas com as mais conhecidas, deixando tudo mais fácil. Para dar uma idéia, “Everyday I Love You Less and Less” foi a segunda do show. Ganhou a galera do começo. As músicas novas vieram mais pesadas e velozes ao vivo, ainda bem. Assim alguns solos desnecessários de guitarra passaram bem despercebidos. (O Kaiser Chiefs toca no Planeta Terra, em SP, sábado à 1h30, portanto já no domingo)
* REM NO PERSONAL: STIPE SONIC YOUTH - Hinos de futebol e um engraçado “Olêêê Olêêê… Mai-Kéél Mai-kéél” ficavam cada vez mais altos, e parecia que não ia caber mais gente ali. De repente o palco “ligou”, veio a edição de som e luzes sincronizadas com as imagens nos telões coloridos (o mesmíssimo palco da tour européia), o figurino impecável de Michael Stipe, a interatividade via telão com a platéia e um setlist com 24 (vinte-e-quatro!) músicas. Mais: Michael Stipe tocando guitarra (segundo alguém da banda, ele não fazia isso desde 1989), a banda desempenhando ao vivo a linda e corta-pulsos “Everybody Hurts” (veja abaixo), que depois de tempos fora do setlist reapareceu na atual turnê sul-americana e por fim o senhor Stipe se jogando sem medo no meio do público (quase não conseguem tirá-lo do meio do povo). E também teve muito Obama. Em forma de música, de discurso, em imagens no telão, em canção anti-Bush.
Impossível ter saído do show sem ouvir a sua música preferida do REM: estavam todas lá. De “Orange Crush” a “Losing My Religion”, esta já no bis. O bis, vale destacar, veio depois de Stipe mandar bilhetinhos (escritos na hora e mostrados à platéia através dos telões) incitando a platéia a pedir por mais. Seria cafona se fosse, sei lá, o U2, mas Michael Stipe com seu esmalte preto descascado pode. “Man on the Moon” fecha o show e Stipe é carregado pelos companheiro de banda enquanto encarna o Sonic Youth e dispara a fazer distorções na guitarra. Parece que vai ficar pequenininho esse Via Funchal…
(O REM abre a turnê brasileira nesta quinta, em Porto Alegre. No sábado, o grupo toca no Rio. Semana que vem, segunda e terça, é a vez de São Paulo)
* AINDA O TIM FESTIVAL (1): MGMT NÃO ENTENDEU - O brother carioca Bruno Natal, do esperto blog URBe, invadiu os camarins do Tim Festival na Marina da Glória e fez um vídeo-entrevista com a banda americana MGMT. Numa hora lá um dos meninos, o Andrew, dizia que ficou meio decepcionado com o público. “Ouvi dizer que os ingressos estavam caros, né? Era tipo 250 reais para ver o Kanye West…”, se espantou Andrew. Aí é engraçado um explicando para o outro na banda que no festival tinha que pagar ingresso para ver os shows de cada um dos palcos. “That’s insane”, disse um deles. O vídeo da entrevista com MGMT logo após a apresentação do grupo no Tim Rio está aqui.
* AINDA O TIM FESTIVAL (2): KLAXONS AMOU - Parece, pelo título. Chamadinha para reportagem da “New Musical Express” que sai nesta quarta tem a manchete “Braziliant” e analisa como foi o show do Klaxons em São Paulo, depois de 18 meses de hiato da banda.
* AINDA O TIM FESTIVAL (3) KANYE POLÊMIKA - O Globo Online levanta a história da tal “banda” do Kanye West, nas polêmicas apresentações do rapper superstar no Rio e em São Paulo. Diz o jornalista Antônio Carlos Miguel em seu blog no site do jornal que “alguns músicos brasileiros teriam sido contratados para encenar a pseudo banda”. Que instrumentos foram montados atrás do cenário, mas que na verdade “a banda dele não veio”. O Tim Festival, por meio de sua assessoria de imprensa, diz que a informação do “Globo” é mentirosa.
* OASIS SEM FIM - Falando em “NME”, a capa da revista nesta semana vai trazer de noooooooooovo a banda dos Gallagher, em reportagem sobre a “turnê do ano”. Mas o bacana mesmo rolou de notícia nesta segunda à noite. Tava tudo muito calmo na turnê indoor do Oasis pelo Reino Unido.
Até que, na chegada da banda à Glasgow, onde o Oasis faz shows nestas terça e quarta, Noel tirou onda com os jornalistas, informando logo: “Meu irmão não está comigo aqui hoje; escolheu ir para outro lugar”. Indagado sobre por qual razão Liam não o acompanhava, Noel apenas fez um sinal com os ombros. Lá vem…
* Dá uma olhada na “NME”. Veja o “Klaxons no Brasil” nas chamadas do canto esquerdo.
* WASSUP 2008 - Wassup Wazzup Whazzup Whassup Whats Up Whass. A movimentação pop provocada nos EUA pelo “fenômeno Obama” é maravilhosa. Tipo este vídeo abaixo, de uns caras que já tinham “atacado” nas últimas eleições. O vídeo teve 4 milhões de exibição, já. E o divertido é a briga política séria nos comentários. Bem, está explicado o título deste blog.
* CREDENCIAL POPLOAD PLANETA TERRA - Sua última chance. Em alguma hora amanhã eu mando aos organizadores do festival os dois leitores-repórteres que vencerem o sorteio (via comentários ou no email). Certo?
Lúcio Ribeiro é jornalista. Edita o Popload e escreve sobre música e cultura pop para a Folha de S.Paulo. É colunista das revistas Capricho e Homem Vogue. Co-apresenta o programa de rádio Poploaded. É DJ residente do clube Vegas e viaja o Brasil tocando em festas de rock.