10/11/2008 - 16:21
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BREAKING NEWS RADIOHEAD
CHILE ANUNCIA DATA OFICIAL E JÁ VENDE INGRESSO; BRASIL E ARGENTINA CONFIRMADOS

O Chile começa NESTA TERÇA-FEIRA, dia 11, a venda dos ingressos para o show da banda Radiohead em Santiago, que acontecerá no estádio San Carlos de Apoquindo. A Argentina deve anunciar nos próximos dias a data da apresentação do grupo de Thom Yorke no comecinho de abril, para o Quilmes Rock Festival. A(s) data(s) do Brasil pode(m) ser ou entre Santiago-Buenos Aires ou logo após a passagem argentina da turnê sul-americana do Radiohead. Nos próximos dias devemos ter uma idéia mais clara de como se dará a etapa brasileira da tour mais esperada dos últimos tempos.
O site oficial da banda já entrega a confirmação oficial para Brasil e Argentina, apesar de não informar nada sobre datas e locais. A tensão continua.

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* Voltamos agora com a nossa programação normal…
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Ruby, Ruby, Ruby, Rubeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
* Respondendo a pergunta feita no post anterior: Foals!!
* Então ficamos assim: Rapture 2007, Foals 2008. Para o Planeta Terra 2009 fica a sugestão de “melhor show do ano que vem”: Friendly Fires (que nem tem performance ao vivo tão espetacular assim, mas até lá eles aprendem) .
* O Planeta Terra é um excelente festival? É. Ele tem problemas? Tem.
* TOP 5 POPLOAD – O CAP, Conselho Aleatório Popload, elegeu os principais shows do festival. Não reflete necessariamente minha opinião, viiiiu. Nem vi Breeders. Acho que o Animal Collective, mesmo com o som embolado do começo, merecia estar aí no Top 5. Mas preciso respeitar os conselheiros.
1. Foals
2. Breeders
3. Kaiser Chiefs
4. Spoon
5. Felix da Housecat
* AUMENTA ISSO AÍ - Rapidinho e antes das considerações gerais, eu achei o seguinte: do pouco que eu vi, a performance do Offspring, o patinho feio do festival, estava bem honesta. Assim como foi a da principal atração do evento, o Jesus & Mary Chain. O tempo se mostrou cruel para as duas bandas, mas a força das canções de ambos os grupos garantia o astral (força essa mais das músicas dos escoceses que da dos americanos, óbvio). Tanto Offspring quanto J&MC pareciam estar numa rotação mais devagar um pouco do que o gás que costumavam dar no palco no passado, mas um grande problema do Planeta Terra prejudicou as duas atrações, na minha opinião muito mais o grupo dos irmãos Reid. O som do palco principal era muito baixo. E um guitarrista como William Reid, cuja guitarra mudou o rock independente de certo modo, não podia ter o som de seu instrumento tão limpinho e equalizado no mesmo volume com o baixo e a bateria. É tipo trazer o Jimi Hendrix e não privilegiar a guitarra do cara. No grande show da volta da banda, no Coachella Festival 2007, foi exatamente o que fizeram: guitarra no talo. Gás no Jesus. Aí sim o Jesus & Mary Chain não ficou parecendo uma banda cover de Jesus & Mary Chain. No PT, foi um show bonito, porque as músicas são bonitas. Mas poderia ter sido tão bem melhor…
Detalhe: todas as bandas trouxeram seus técnicos de som ao Planeta Terra.

* PLANETA TERRA 2008 – O QUE VALEU. E O QUE NÃO…
- WIN:
- a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “ Just Like Honey” , dos Mary Chain). Ai sim deu a sensação de estar num festival de verdade.
- a estrutura continua campeã. O PT é “ O” festival. Pena que a Vila dos Galpões vai virar um shopping center e o Planeta Terra vai mudar de lugar.
- ver a alegria dos tiozinhos café-piu-piu a cada acorde do Jesus. Air Guitar em câmera lenta quase.
- Bloc Party bem mais animado que na Argentina, mas ainda bem mais desanimado do que a gente esperava.

- FOALS, esse sim, o melhor show do festival e, sem exagero, o show do ano (qual foi o outro show do ano mesmo? Hives?). Lotou a tenda indie, conquistou quem conhecia e quem nem sequer sabia que eles existiam. Incrível. Daí você sai do palco principal, com um Jesus quase operando por instrumento e com um público mais reagindo por nostalgia que empolgação, e cai ali, na tenda fervida do Foals. Cada um na sua, mas nunca um show foi tão na hora certa como esse. Começou com algumas cabeças se mexendo e terminou com a tenda inteira dançando. E a criançada estilo público Mallu Magalhães que sabia todas as letras? De onde elas vêm? A maior troca de energia banda-público-banda do festival.
- Bloc Party e Kaiser Chiefs tinham que ter tocado no palco indie, que é o lugar deles. Aí a coisa seria nervosa. Palco grande é para banda gigante. Enfim, não ia caber e não podemos ter tudo. Mas seriam outros shows.
- sair no finalzinho já meio capenga do Bloc Party e chegar a tempo de ouvir “Cannonball” no show do Breeders. Bateu um pequeno arrependimento de não ter ido antes. Kim Deal emocionada no violão e muita gente cantando junto.
- Kaiser Chiefs: apesar do som baaaixo demais, aglomerou a população flutuante do festival com uma seqüência de hits non-stop. Show quadradão e sem alteração alguma com o de Buenos Aires, mas divertido e intenso. Ok, a gente não precisava de tanto cofrinho exposto e o vocalista Ricky Wilson demonstrava um pouco demais o cansaço acumulado: a voz falhava, estava ofegante e quase que aquela calça skinny não aguenta tanto sobe e desce… Mas ninguém se importou com isso. Fechou bem o dia.

- FAIL:
- a correria para pegar o comecinho de um show legal (i.e., Foals) tendo que dispensar o hit no final de outro show legal (i.e., “Just Like Honey” , dos Mary Chain). Festival é assim…
- falta de sinalização clara nos portões de entrada e staff mal informado do lado de fora do evento.
- cadê os sorvetes Rochinha?
- o som baixo demais do palco principal. Dava até para marcar encontro pelo celular sem precisar berrar.
- desastre sonoro no show do Animal Collective, parece que causado por um integrante da técnica da banda. O que seria um dos shows do festival, acabou morno. O desencontro da mixagem no começo fez a banda perder umas três músicas do seu set. As duas primeiras canções saíram completamente emboladas e a banda tocou de mau humor e saiu espumando do festival. O Animal Collective já faz um show esquisito e fora dos padrões, mas aquilo foi esquisito “ from hell”.
- hummm. Spoon foi o show da vida de muita gente, como ouvi de amigos. Tenho até vergonha de dizer que achei bom-normal, às vezes arrastado.
- Bloc Party se desculpando pelo playback e por ter desrespeitado “an entire nation” por causa da farofada da MTV foi um pouco demais. Bastava ter feito um show mais empolgante e estava tudo certo.
- Offspring temendo exposição de rugas e proibindo as fotos do fosso dos fotógrafos.
- Transmissão do festival no site vazada nos telões do palco principal. Aquilo foi um pouco vergonha alheia demais. Aquele convidado bizarro era o Silvinho BlauBlau?? Erraram todos os nomes de música, quase. Até os nomes DAS BANDAS. Kaiser Chiefs virou Kaiser Chelfs, ou algo do tipo. Um cuidadozinho básico em que o festival vacilou.

* COBERTURA POPLOAD PLANETA TERRA – Textos: Lúcio Ribeiro e Ana Bean. Leitores convidados: Itaici Brunetti (texto) e Ulisses Barbosa (fotos). Chinfras: Alisson Guimarães.
* FOTOS - Clicou nas imagens da galera?

Foto: Mariana De Biase
* ENQUANTO ISSO, NO RIO DE JANEIRO: BLOC PARTY – Aêêê sim, Brasil. O show esperto, indie, bem colocado que a banda Bloc Party fez no Circo Voador, nesta segunda, BOMBOU. Palco menor, banda animada, público “violento”. Tudo em seu verdadeiro habitat. Agora sim foi o Bloc Party que a gente conhece beeeeeeeeem. Olha a loucura. No sábado, show burocrático. Na segunda, histórico.

* REM – NÃO VOLTE PARA ROCKVILLE!!! - O histórico REM encerra nesta terça sua turnê brasileira, em São Paulo, uma série de duas apresentações na cidade. Na noite de segunda, no bis, eles tocaram “(Don`t Go Back to) Rockville”, música que não chega a ser uma surpresa do setlist, mas é muito especial para quem acompanha a banda de Michael Stipe desde o começo. Ela chega a ser tão… especial… que até a assessoria do show nem colocou ela no email de divulgação à imprensa. “Rockville”, que nem é mais cantada por Stipe em shows, tem a voz do baixista Mike Mills e apareceu no bis do show de segunda no Via Funchal. Foi Mills quem fez a canção em 1984 para sua namorada, tentando fazê-la mudar de idéia e não retornar para Rockville, Maryland. Só este country-pop choroso já vale a ida ao Via Funchal nesta terça.
* De todo modo, tem as outras tantas músicas incríveis do REM. Tipo esta:

* CHEGA - Ia botar mais coisas pop aqui, inclusive uma promoção de camiseta cool. Mas fica tudo para o próximo post. Até!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
Tags: Bloc Party, Foals, Jesus and Mary Chain, Kaiser Chiefs, Planeta Terra, Radiohead, REM, Spoon
06/11/2008 - 11:26
* Sobre o título: o que eu vou falar no post vai ser de coração.
* WASSUP 2008?!? – O que está acontecendo com o mundo?
(1) Os EUA elegem seu primeiro presidente negro.
(2) A Fórmula 1 é decidida na última curva da última volta da última corrida.
(3) O Oasis fez um vídeo bonito.
(4) O Jesus & Mary Chain cogita chamar a Mallu Magalhães para cantar “Just Like Honey” no lugar da Scarlett Johansson.
(5) Wilson Sideral confirmado para abrir um show do REM.
(6) O McDonald’s tem pão na chapa no café da manhã. Pão na chapa!!
(7) E um conhecido DJ rocker virtual anda discotecando nos clubes de SP com uma guitarra no pescoço, para fazer “air guitar real” depois que aperta o play das picapes.
Vai, Michael Stipe. Canta para nós “It’s the end of…”
* POPLOAD NAS ELEIÇÕES AMERICANAS - Íncrível a manchete do tablóide inglês “The Sun” em sua capa de 5 de novembro, sobre o novo presidente americano: “One giant leap for mankind”, pegando emprestado parte da famosa frase que representou em palavras a chegada do homem à Lua.
* E digo mais… Essa manchete para o Obama só perde para o trocadilho que eles fizeram com a saída da cadeia do marido da Amy Winehouse, o Blake, nesta semana na Inglaterra. A manchete era “Prison Blake”, hahahahaha.
* CREDENCIAIS POPLOAD PLANETA TERRA - Para deixar aqui registrado, quem já está devidamente com seu passe de imprensa para trabalhar para a Popload no principal festival de música do ano são os seguintes sujeitos:
- Ulisses Barbosa
- Itaici José Brunetti Perez
* Não desanima. Até o fim do post eu acho que tenho mais coisas para oferecer, do festival.
* A PIOR MÚSICA DO MUNDO – Hehe. Com o anúncio oficial da vinda ao Brasil em janeiro do músico inglês James Blunt, para abrir os shows do veterano Elton John, não pude deixar de lembrar que o rapaz é o responsável pelo estrondoso hit de 2005 “You’re Beautiful”, que causou estragos mundiais nas paradas e nos ouvidos. “You’re Beautiful” foi eleita a pior música DE TODOS OS TEMPOS, em pesquisa realizada na Inglaterra. Ganhou da Celine Dion, de “Macarena” e de outras terríveis. A canção de Blunt, que tem o mais irritante refrão da história, já foi parodiada, esculachada e zoada de diversas maneiras, por diversas pessoas: do Weird Al Yankovic (”You’re Pitful”) ao Cartoon Network. Até o próprio Blunt, de saco cheio do sucesso dessa música que ele nem considera a principal do seu disco, fez auto-paródia no “Vila Sésamo”. Logo mais, ao vivo, “You’re Beautiful” no Brasil.
* A MELHOR MÚSICA DO MUNDO - É o fator momentâneo, mas “Everybody Hurts”, linda e sofrida balada da banda REM, virou a melhor música da história nestas semanas, uma vez que o grupo de Michael Stipe, em turnê no Brasil, ressuscitou a canção de 1992 neste atual giro sul-americano. O curioso é que “Everybody Hurts” nem é de Michael Stipe. Foi composta em sua maior parte por Bill Berry, ex-baterista do REM, que abandonou a banda anos depois para virar fazendeiro. De novo os ingleses: “Everybody Hurts” foi considerada, em enquete britânica para uma TV, uma das mais doídas canções de fim de romance jamais feita, embora a banda “defenda” que ela foi inspirada na mais desesperadora e frágil etapa de vida de um ser humano: a adolescência. De tão contundente em sua tristeza, o hit do REM foi tema de campanha do Samaritanos na Inglaterra, em um dos esforços para baixar a alta taxa de suicídio entre os teens britânicos no meio da década passada. Muito pelo contrário, nos EUA a música foi banida POR LEI no estado de Nevada, por “encorajar os adolescentes a se matarem”. A música tristonga do REM foi uma das trilhas mais utilizadas em vídeos de qualquer TV e internet com imagens dos ataques terroristas do 11 de Setembro. E embala uma cena de matar de dó da Marge Simpson, em “Os Simpsons”, em que a mulher do Homer caminha solitária no meio de uma tempestade, pensando que não tem amigos.
* ESCÂNDALO BLOC PARTY - Como se não bastasse o playback farofa na festa da MTV, a decentíssima banda inglesa Bloc Party, atração do festival Planeta Terra e um dos pilares do novo rock deste século, “aplicou” para cima de uma tradicional festa indie paulistana. O grupo de Kele Okereke copiou na cara dura um flyer antigo (de 2006!!!) da balada Party Intima, que é mensalmente realizada no clubinho Audio Delicatessen, na Vila Madalena. O resultado da fraude blocpartiana pode ser visto na capa do mais novo álbum da banda, “Intimacy”, lançado em agosto passado. Bom, veja com seus próprios olhos.

* Nesta quinta à noite, no Vegas, vou perguntar pessoalmente aos bloc parties se isso aí foi só coincidência. E vou repercutir com os meninos do Kaiser Chiefs. E com a galera do Foals…
* Falando em Party Intima, nesta sexta a balada acontece forte, quente e comemorativa no Audio Delicatessen. Vai ter discotecagem do “dono” Rafael Urenha e da Popload. Se você quiser se arriscar, chegue cedo.
* KAISER CHIEFS E O VÍDEO EM SP - Neste momento (quinta-feira) a banda inglesa está gravando seu próximo vídeo em São Paulo. É para a bacaníssima música “Good Day Bad Days, o segundo single do recém-lançado CD “Off with Their Heads”. Segundo o site oficial dos Chiefs, a direção do vídeo é por conta de Alex Courtes, que fez “Seven Nation Army”, do White Stripes.
* E o post só está começando… E só termina amanhã.
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
Tags: Bloc Party, James Blunt, Kaiser Chiefs, Party Intima, Planeta Terra, REM
09/10/2008 - 10:18
((( ATUALIZAÇÃO FINAL )))

* Popload em Ponta Grossa, Paraná. Hehe.
* Você, indie macho sim senhor, fica magoado com seu melhor amigo quando ele não responde com as exatas mesmas palavras uma declaração sua de “Eu te amo, cara”? Você vive um… bromance?
* MALLU WORLD EXCLUSIVE – The Kid is alright. Esta é a capa do CD de estréia da Mallu Magalhães, a cantora-fenômeno de 16 anos que começou 2008 tocando no Milo e com três musiquinhas no MySpace e vai terminar o ano como atração de palco principal de megafestival e um disco debutante produzido por renomado nome indie internacional. O que aconteceu no meio a gente está cansado de saber. O álbum (estranho isso) de Mallu Magalhães terá seu nome e sai no dia 7 de novembro, uma sexta-feira, véspera de ela tocar no main stage do Planeta Terra Festival. O CD terá 14 faixas, 12 delas em inglês, acentuando um “cuidado internacional” e folk na carreira da menina, provável porta aberta pelo produtor “gringo” do disco, Mario Caldato Junior (Beastie Boys, Super Furry Animals, David Seu Jorge Bowie e Bebel Gilberto). Nesta semana Mallu tocou no Na Mata Café, em São Paulo, reduto de “chiques, famosos e bem nascidos” paulistanos. Não tinha indie, não tinha seus fãs adolescentes. Li no Marco Bezzi (”Jornal da Tarde”) que Mallu cantou para um público endinheirado e trintão que cantou, meio envergonhado, seus hits “Tchubaruba” e “J1″.
* WHAT THE (FUN)HELL - Bizarra e babilônica a festa Funhell, do clubinho Funhouse, da última quarta-feira gelada de São Paulo. Com discotecagem popscênica de Hector Lima, poploadica minha e íntima de Rafael Urenha, a balada teve visita hollywoodiana e indie inglesa entre a galera que entupiu a casa na improvável noite mais fria do ano. Alice Braga, amiga de Jude Law, do Sean Penn, do Will Smith e de uma loirinha que foi com ela na Funhouse, dançou muito na hora da música da Katy Perry.
* AH, NÃO, BLOC PARTY!!! - Juntando duas histórias de insiders do “caso do ano” que foi o playback farofa do Bloc Party na festa da MTV, o que a Popload apurou do ocorrido foi: a banda inglesa se arrependeu da pataquada. O combinado era um playback só de instrumentos, o que já é xarope em se tratando de banda tão… hum… honesta, mas seria por causa do “medo de o grupo se apresentar às pressas num programa de TV de mercado diferente” blablablá. O que é pataquada do mesmo jeito, eu acho. O Bloc Party até já teria feito playback em outras ocasiões de TV e eventos, inclusive na Inglaterra. E, na noite do VMB, nem o grupo novo do (Sandy)Junior fez playback qualquer que seja. Mas então. Na hora da apresentação do Bloc Party o produtor da banda chegou e disse: vai ser playback TOTAL. De voz e tudo. O motivo seria uma “gripe” do Kele Okereke, ele estava indisposto e tal. A produção da MTV, no calor do evento ao vivo, fez o que foi pedido. E a banda fez o que foi visto. Kele acabou a noite tratando da gripe no clubinho A Torre, na madrugada pós-VMB. Banda dessas com show tão destruidor podia ter massacrado a festa da MTV com som de qualquer natureza. Mas, beleza, vamos esperá-los no Planeta Terra.
* A FRASE POP DO ANO – Nunca um cara foi tão equivocadamente citado no pop nacional do que o compositor e guitarrista americano Frank Zappa, tadinho. Foi em duas polêmicas que agitaram nossos bastidores indie jornalísticos musicais virtuais nos últimos dias, você deve ter acompanhado. Vamos lá. Para você não se embananar na hora de atirar essa frase contra algum jornalista de rock (hihi), a Popload esclarece o que o Zappa realmente disse: “Jornalismo de rock é feito por pessoas que não conseguem escrever, entrevistando pessoas que não conseguem falar, para pessoas que não conseguem ler”. O Fábio Massari me corrija se eu estiver errado. Zappa vive no indie brasileiro.
* “BEATLES” EM SÃO PAULO – Loucura. Histeria. Descontrole. Um exército de adolecentes insanas tem chacoalhado nos últimos dias a região de São Paulo onde fica a casa de shows Via Funchal, deixando preocupadas as autoridades locais. Tudo por causa da banda de teen pop inglesa McFly pela cidade. Durante a primeira apresentação dos “4 de L…ondres”, na noite de quarta, testemunhas viram menininhas subirem nos ombros das amigas, tirarem a camiseta e rodarem a vestimenta, de modo leeeeve e sooooolto.
Algumas pessoas de confiança tiveram a ousadia de dizer que o show NÃO É RUIM. O chapa Diego Maia, que cobriu o evento para Abril.com, escreveu em texto que o espetáculo foi algo como “o concerto de uma boy band influenciada pelo começo das carreiras dos Beach Boys ou dos Beatles. Mais ou menos o que os Jonas Brothers fariam se não estivessem tão preocupados com sua virgindade e citassem Jerry Lee Lewis em suas canções.” Assim que acabou o show, algumas meninas saíram de dentro do Via Funchal para formarem já uma fila para o show seguinte, desta quinta-feira. Durante a manhã de quinta-feira, pessoas de escritórios de publicidade das imediações da casa de show afirmaram que nem um telefonema podia ser dado sem vazar o barulho de gritos, cantorias e chororôs. Que coisa!
* Na semana em que estive em Londres, na passada, o jornal sério “The Guardian” soltou uma matéria de duas páginas sobre a preocupação com um certo abatimento que poderia recair no grupo. É que, durante quatro anos seguidos, o McFly sempre colocou os sete singles que lançaram no período direto em primeiro lugar nas paradas britânicas. E que naquela semana, quando lançaram o oitavo single, chegaram “apenas” em segundo. Forte depressão à vista?
* AH, NÃO, GOSSIP!!! – Faltando menos de duas semanas para o TIM Festival e já com a galere brilhando como se fosse 2006, caiu como uma bomba (sem trocadilhos, please) a notícia de que a Beth Ditto teria riscado definitivamente o Brasil da agenda de shows da banda. Ainda sem um comunicado oficial do festival, dizem que, levando o seu ingresso Novas Raves até um ponto de venda você garante um ingresso gratuito para uma outra apresentação do Tim Festival. Calma, não adianta virar fã do Kanye West a-go-ra e sair correndo. Parece que nada vai ser resolvido antes de segunda-feira! Aguardando maiores informações, voltem aqui mais tarde.

Quase um ménage-à-bro-trois
* BROMANCE - Na primeira quinzena de novembro, mais precisamente no dia 14, estréia no Brasil o filme “Pineapple Express”, do novo-astro porra-louca-engraçado Seth Rogen, capa de 200 revistas desde seus trabalhos em “Knocked Up” e “Superbad” e principalmente agora içado a “líder da nova geração de comediantes de Hollywood”. Já¡ falei do filme aqui uma vez, sobre a história do maluco chapadão e seu drug dealer lesado que se envolvem com gangues da pesada. Porque o primeiro acabou comprando a supermaconha Pineaple Express (que, segundo o filme, “smells like God’s vagina) e, louco, acabou testemunhando um assassinato. O título em português do filme, além de ser bacana, é sem querer iluminado: “Segurando as Pontas”. O título nacional faz a brincadeira óbvia com a droga, mas resvala no tema principal do filme: a amizade tão intensa de dois seres do mesmo sexo, mas tão intensa, mas tão intensa, que, sem ser gay, tornam os amigos chegados mais que “brothers”.
O rótulo “bromance” é quase tão legal quanto “new grave” e já foi parar até em dicionário (no “Collins”). É a forte amizade não-sexual entre dois homens. Ou o romance de amigos homens heteros. O termo já está em voga nas artes e no comportamento masculino há algum tempinho, mas com “Pineapple Express” virou “oficial” na cultura pop. No pano de fundo de tiroteios, socos, correria e muita fumaça, Seth Rogen e o ótimo James Franco (o dealer) têm um profundo caso de am… izade. A coisa é tão forte entre os dois que, mesmo perseguidos por gangues assassinas, encontram tempo para parar e “discutir a relação”. E, no filme, não é só Hogen e Franco que vivem bromances, hehe. Vou parar por aqui para não estragar (mais) a história.
* Uma produção inglesa a estrear em 2009 joga farol alto no bromance. É o filme “I Love You, Man”, com o Jon Favreau e o Paul Rudd, sobre “man date”. O termo, atenção, indica a “socialização de dois homens heterossexuais sem ser para tratar de negócios ou para ver jogo de futebol juntos”. A história, pelo que li, é fofa, terna, amável, mas decididamente não-gay. Genial.

Os chegados Pete Doherty & Carl Barat
* Na música, a gente se lembra bem da forte amizade de Carl Barat e Peter Doherty, cuja banda Libertines chacoalhou a Inglaterra por conta do incandescente e tocante relacionamento da dupla, que teve um final “dramático” e o bromance rompido acabou por romper também com a banda. O jeito que os dois se dedicavam um para o outro no palco era impressionantemente ‘bromantic’. Até dividir o mesmo microfone juntinhos eles dividiam. Parece que a amizade dos dois está voltando nesses últimos meses. Tanto que Carl Barat teria tatuado no braço uma “mensagem” profunda endereçada para Doherty. Que lindos…
* Na TV, o bicho anda pegando. Quase todo seriado hoje em dia tem um casal de amigos, um sensível e outro durão, até que… Vi um episódio antigaço do Friends reprisado pela enésima vez. Nele, o Joey tinha que tirar as sobrancelhas, e pede ajuda ao Chandler. Ele vai lá todo amiguinho e faz o trabalho direito: com pinça e tudo. O Joey fica horroroso, mas os dois se abraçam no final meio constrangidos e resolvem sair para fazer alguma coisa mais macho. Em um game-show inglês, apresentado por dois comediantes que viajam pelo Reino Unido testando esportes nada convencionais, a amizade entre os dois chamou a atenção dos jornais locais. Eles choram, se abraçam, torcem um para o outro mesmo quando em times diferentes, uma ‘fofura’. Até o durão Dr House (do seriado House) tem um parceiro fiel para as horas difíceis (e de quem morre de ciúmes), não tem? E a dupla geek-n’-roll do seriado mais bromântico de todos os tempos, o Flight of the Conchords? Os dois protagonistas só não são namorados, mas são parceiros de quarto, banda e roubadas. Sem mencionar Scrubs, Entourage, McSteamy x McDreamy em Grey’s Anatomy, etc.
* A MTV americana resolveu levar isso ainda mais a sério. Chamou um dos ‘galãs’ do seriado The Hills e botou o cara em um outro reality show. Spin-off de reality show, hein, é o final dos tempos! Nesse big-brother-meets-the-bachelor (hehe), chamado, adivinha, “BROMANCE”, os participantes vão disputar a amizade de Brody Jenner. É como se a Globo fizesse um Big Brother só com brothers, em que o finalista não ganha um milhão, mas sim, a amizade eterna do Alemão. Não dá. Os “bros” em potencial terão que se submeter a provas de macho para ganharem a confiança de Brody. Só para registro, uma das provas consiste em “saber lidar com os paparazzi”. Fica pior, calma: quando saírem em turma, eles vão disputar quem consegue ficar sozinho com ele por mais tempo. O paredão? Bem, ele é feito na jacuzzi (juro!), e quem for elminado, sai da casa só de sunga. O vencedor vai se mudar para Hollywood e virar amigão de todas as horas do tal Brody.
* Por falar em MTV, li em um site dia desses, que talvez o Beavis & Butthead fossem o par mais bromântico da cultura pop dos anos 90. E que por trás daquela baboseira toda, havia uma afeição fofura entre eles. Mas daí a coisa está fugindo do controle e prefiro não ir fundo nisso. Mas bem que eles lembram os personagens toscos e chapados de Judd Appatow… não?
* PREMIAÇÃO : INGRESSOS
1. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
2. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)
3. Um PAR de ingressos para o Mudhoney no Clash, em São Paulo, dia 16/10.
* PREMIAÇÃO “INGLESA” - O CD+DVD+Livrinho “Dig Out Your Soul”, o novo trabalho do Oasis, comprado no dia de seu lançamento na loja HMV do West End, em Londres.
Concorrências para os prêmios, lembrando, podem ser feitas no email e nos comentários aí embaixo.
* É ISSO - Tchau.
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
Tags: Bloc Party, Bromance, Gossip, Mallu Magalhães, McFly, Pineapple Express
02/10/2008 - 09:55
((( atualizado – versão final com cobertura do VMB )))
* Popload em Londres. Vou repetir a última parte do título: “new grave”.

* Não tem lugar no mundo mais deliciosamente pop que aqui. Na Inglaterra até o Status Quo volta a tocar. Por exemplo: vai ter o filme novo do James Bond? Então nas paradas entram música e vídeo de uns caras da indie baba Scouting for Girls para a música “James Bond”, em que eles cantam “I wish I was James Bond. Just for the day. Kissing all the girls…”. E tem também a história do time de futebol Cluj, da Transilvânia…
* Nesta sexta-feira, no lendário Brixton Academy, palco onde já vi pisarem Pixies, Morrissey, Nick Cave, Strokes e tantos outros, vai acontecer o incrível show de… Claudia Leite.
* Esta não tem a ver com a viagem, mas parece mesmo uma “viagem”. Pode acreditar: vem aí o Indie Rock Festival.
* Cheguei a Londres na terça-feira e já procurei o que fazer. Uma olhadela na “Time Out” e vi que, naquela noite à toa da terça qualquer iam rolar os seguintes shows, cada um em um clube diferente: Bloc Party, Brett Anderson, The Duke Spirit, Hot Club de Paris, Rascals, Steve Wonder, a gravação aberta de um programa de TV com Kooks e Kaiser Chiefs e outra coisa que agora esqueci. Mas perdi todos, porque eu acabei indo ao futebol.
* FUTEBOL É POP - Fui ver o gigante inglês Arsenal contra o campeão português Porto, pela Liga dos Campeões da Europa, o torneio de futebol mais badalado do mundo depois da Copa. Aqui no intervalo tocam coisas tipo Ida Maria, “I Like You So Much Better When You’re Naked”. Coisa fina. Aí, no segundo tempo, com o Porto já levando uma sacolada do time da casa, uma substituição é anunciada no sistema de alto-falantes do estádio. “E no Porto, sai Fulano e entra… Hulk”. O cara do som já tirou um barato ele mesmo. A galera saudou o cara como se fosse um jogador do Arsenal que estava saindo depois de fazer 10 gols. Então, depois, passou a grunhir como o Hulk verde toda hora que o cara pegava na bola. Poim!
* FUTEBOL É POP 2 - Nesta mesma rodada da Liga dos Campeões, um outro gigante inglês, o Chelsea, foi à Transilvânia jogar contra o time local Cluj, novato e praticamente a “sensação” do torneio. Não teve um só jornal sério que deixou escapar a chance de fazer uma piadinha relacionando a visita do Chelsea à terra dos vampiros e do Drácula, em especial. Há seis anos, o Cluj estava na terceira divisão da Romênia. Hoje, com quatro brasileiros no elenco, já disputa o torneio de clubes mais importante do mundo, tendo feito história há uma semana, quando ganhou do time da Roma, na Itália. Mas enfim. Com o “sucesso” do Cluj no futebol, a Inglaterra resgatou do limbo o duo disco-pop Cheeky Girls, duas irmãs gêmeas da Transilvânia, da mesma cidade do time, que andaram pelo pop inglês por volta de 2004, 2005. O primeiro hit de destaque das vampirinhas Cheeky Girls voltou a tocar agora, dá para acreditar? É a música de edificante nome “The Cheeky Song (Touch My Bum)”, eleita a pior música de todos os tempos quando foi lançada, em enquete realizada pelo Channel 4. Na “canção”, as Cheeky Girls mandam ver a seguinte frase: “Come and smile, don’t be shy/ Touch my bum, This is life”. Se fosse no Brasil, ia ser o “Melô da Passada de Mão”. Que beleza! Se você tiver um segundo da sua vida para jogar fora, o horrível vídeo desta música está fácil no YouTube.
* O CINEMA, JEAN CHARLES E A FORÇA DOS BLOGS - Em cartaz em Londres há algumas semanas está o filme americano “The Righteous Kill”, estrelado pela dupla de bambas Al Pacino e Robert De Niro. O pôster do filme está estampado como propaganda em vários metrôs de Londres, inclusive na estação de Stockwell. No alto do cartaz, sobre o nome dos atores, está a frase-mote: “Não há nada errado em dar alguns tiros, desde que eles acertem as pessoas certas”. Aí um blog notou a infelicidade de o pôster com a tal frase estar exatamente na estação onde o brasileiro Jean Charles de Menezes foi fuzilado por engano pela polícia inglesa, confundido com um terrorista suicida carregando bombas. Um blog notou a coincidência macabra da propaganda certa no lugar errado na semana passada, exatamente quando o júri que cuida do caso foi à estação para inspecionar o local do incidente. Deste blog a notícia foi parar no Popbitch, um blog de maior repercussão. Do Popbitch, saiu no blog de cinema do “Guardian”. Nesta quarta, passando por Stockwell, decidi descer para ver se o pôster estava lá. Tinham tirado.
flickr – annie mole

* GLASVEGAS E A “NEW GRAVE” - Hahaha. Eu não aguento esses rótulos legais. Já falei aqui da atual banda indie mais badalada do Reino Unido, a escocesa Glasvegas, famosa por sons obscuros e letras desgraçadas sobre assassinato, estupro, suicído e facadas. Agora, na viagem, lembrei também da incrível banda nova inglesa White Lies, aqui de Londres. Vi esses caras em fevereiro, no festival de bandas novas de Brighton, de tanto que estavam recomendados por todos os lugares. Banda tão nova e com som grandioso tipo U2. O vocal do tal Harry Mc Veigh é impressionante de bom. O White Lies também é responsável, junto com o Glasvegas, pela nuvem negra que sobrevoa o pop britânico, assistida pelo fantasma de Ian Curtis, do Joy Division. Todos das duas bandas só aparecem vestidos de preto. Essa onda tétrica pós-Editors/Interpol é chamada de dark-pop e “new grave”, referência aos movimentos new rave/wave, mas com a palavra que significa “túmulo”, em inglês. Na semana passada foi lançada como single a impressionante “Death”, cuja letra é narrada por alguém já morto, vendo “o mundo dos vivos de uma nuvem, tentando entender o que está acontecendo. O álbum de estréia do White Lies sai em janeiro de 2009 e vai ter o nome de “To Lose My Life”. Se você quer juntar essa galera que curte “new grave” com os teens que amaram os rituais funerários do My Chemical Romance no ano passado, fique à vontade.
* Olha só as ligações. “Death”, do White Lies, ganhou remix fino e pesado do bombado Crystal Castles, dupla canadense de indie eletrônico. Outro remix para “Death” foi feito pelo grupo local Haunts (”Assombrações/Assombrados”), outro membro da new grave que vem ganhando destaque. O Haunts é banda de rock mais tradicional (mas com um vocal de certo parentesco com o Sisters of Mercy) e também um elogiado projeto de remixadores. O último remix que o Haunts fez foi para… “Move”, do CSS.
* “Combinando” com a arrastaaaaaaaaada e sinistra música “Stabbed”, canção que está no recém-lançado álbum do Glasvegas e sobre a onda de facas que assombra as autoridades britânicas, foi divulgada na imprensa inglesa nesta semana a impressionante foto abaixo. É a imagem de raio-X de um menino de 16 anos ferido por uma facada na cabeça na frente de um supermercado em Londres, em novembro passado. O assunto voltou à tona porque: (1) o moleque da gangue que atacou o rapaz foi condenado nesta semana pela justiça inglesa. Na cena do crime ele deixou cair um boné. Através do DNA de um fio de cabelo do esfaqueador teen, a polícia chegou a sua casa dias depois do ataque. (2) o menino do raio-X sobreviveu.

* O VÍDEO DO RADIOHEAD - A banda divulgou o trabalho escolhido entre milhares no concurso “Faça você o vídeo de ‘Reckoner’”, a poderosa canção do CD “In Rainbows” lançada como single na semana passada. Na verdade, pelo que eu entendi, o Radiohead escolheu quatro vídeos, e daí o vencedor. Quem faturou uma grana e a honra de ter feito um vídeo OFICIAL para o Radiohead foi o francês Clement Picon. O vídeo, artsy, é o que eu sempre costumo dizer para um vídeo do Radiohead: viagem bem louca. Tipo isso:

* VMB 2008 E O DIA EM QUE O BLOC PARTY FOI VAIADO… – Você acha que a Popload está badalando em Londres sem ficar de olho no que está acontecendo aí no Brasil-il-il? Nem a pau! Principalmente com a já tradicional festa ao vivo de bafóns, micos, escorregadas, vergonhas alheias e uma coisa ou outra que realmente presta na mais importante festa da MTV brasileira. E tem gente que não gosta do VMB… O atual olho paulistano deste blog, a Ana Bean, deu uma espiada na noite de gala da nossa music television, não acreditou no que fizeram com o Bloc Party (ou o que a banda fez com ela mesma) e conta o que você viu ou o não viu na balada do Marcos Mion:
Quer dizer que teve playback importado no VMB? Que beleza. Adoro premiações ao vivo onde tudo pode dar errado. Ainda mais com twitter, youtube, flickr etc, todos à postos para eternizar qualquer fiasco. E a MTV resolveu premiar o “webhit do ano” sem imaginar quantos webhits ela mesmo ia criar só nessa noite. O “não-show” (hihi) do Bloc Party, o tombo do Kele, o Mion de Mallu Magalhães, o Chimbinha eleito o Guitar Hero dos Sonhos (!!!), o guitar hero real Andreas Kisser com os cabelos ao vento em momento “arquivo confidencial”, a banda punk do Xúnior, os go-go boys do Bonde, o “we are the furfle world” apoteótico… Programão. Ou não.
Não estamos aqui para discutir quem ganhou (alguma surpresa com os prêmios do NX Zero?) ou deixou de ganhar, porque o bom senso indica que isso é o que menos que interessa. E as coberturas min-a-min do twitter estão aí pra isso.

O tombo (?) de Kele foi apenas um detalhe da aparição-fiasco do Bloc Party no VMB
O que importa mesmo é o TOP TEN POPLOAD VMB 2008:
1. “Troféu WebHit V.A.”: era quase jogo ganho. Poderia ser da banda punk(?) red-hot-chilli-pepperiana do Júnior ex-Sandy, ou da união de Fresno com Chitão & Xororó, ou até mesmo do SEMPRE vergonhoso quadro da banda dos sonhos. Mas o prêmio vai para o playback mal feito do Bloc Party. Lembrou Titãs no Chacrinha dublando “Sonífera Ilha”. O único que fingia que tocava era o coitado do guitarrista Russell Lissack. Para piorar, enquanto a banda era vai-a-da, Okereke resolveu desfilar pelo palco feito cantor em programa de auditório dominical e levou um tombo. O baterista pára de “tocar”, o baixista se joga na platéia… e o Lissack continuou lá. Firme e forte.
2. “Funcionou”: a abertura estilo “Emmy meets Oscar” do Marcos Mion rolou bem. Mion é bom. Já o dente branco quase fluorescente contra o bronze artificial não funcionou tanto.
3. “Não deveria ter funcionado, mas… rolou”: É… “Evidências” (em versão quase math-rock eu diria) é bem emo no final das contas.
4. “Pela úúúl-ti-ma veeeez”: pior que ouvir esse trecho do NX0 várias vezes, foi ouvir o mantra da Vanessa da Mata com o Ben Harper outras tantas. Meu Deus do céu!
5. “Susto da Noite”: as Mulheres Fruta anunciando o Bonde do “Rolé”.
6. “Troféu Malandragi”: Marcelo D2 fazendo Marcelo D2. Duas vezes. Nem pra dar uma mudadinha?? Quase pior que o playback.
7. “Momento Adnet”: vai tirar o vmb 2009 do Mion, dizem? Já tirou o 2008. Senti falta do José Wilker e do mini hang-loose. =)
8. “Momento Faustão”: esqueceram de chamar a professora da primeira série do Andreas Kisser.
9. “Momento fashionista”: camiseta do Queens of the Stone Age em alguém do NX0, João Gordo de maitre, Adnet em estilo carioca-pride de bermuda, e Pitty… de Pitty.
10. As frases da noite:
- Paulo Miklos: “Quero ver o show de uma banda inglesa que eu adoro: Bloc Party”.
- Mari Moon para Vanessa da Mata: “Você se preocupa mais com o cabelo, com a maquiagem ou com a roupa?”
Vanessa da Mata para o mundo: “Eu me preocupo com a mata, com o verde (…), com a razão social das coisas”.
- Marcos Mion imitando a Mallu Magalhães e cantando no ritmo “Tchubaruba”: “Meu Deus, eu disse ‘porra’, minha mãe vai brigar! (…) Eu não sou a Sandy e quero dar dar dar dar dar”.
- Supla, em depoimento emocionado sobre Andreas Kisser: “He’s a fucking great guy. Guitarrista que não tem ego. Hendrix não tinha ego!”
- “Emo é o caralhooooo”, alguém do NXZero ao ganhar algum prêmio.
- “Quem sabe faz ao vivo. Ou não.” Mion, na volta do “show” do Bloc Party.

* Depois desta do VMB, nem tenho como continuar. O post pára por aqui. Segunda tem mais. O que me resta é anunciar a…
* PREMIAÇÃO DA SEMANA – Segue a folia de ingressos da Popload para os principais eventos de São Paulo. Mas a lista de prêmios está turbinada com o show especial grunge do Mudhoney. Tome tento.
1. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
2. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)
3. Um PAR de ingressos para o Mudhoney no Clash, em São Paulo, dia 16/10.
4. URGENTE: um par de ingressos para ver Glass Candy e LCD DJs nesta sexta na festa aniversário de 3 anos do Vegas. Só no email.
Vem nessa. Emails ou comentários estão valendo (tirando o do Vegas). No próximo post tem ingressos para o festival Hagen Dasz Mix Music. Tchau!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
Tags: Bloc Party, Cinema, Futebol, Glasvegas, Londres, MTV, Radiohead, VMB, White Lies
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