iG

Publicidade

Publicidade

19/07/2011 - 07:16

Festival de Benicassim, dia 4. Portishead pedindo um bom motivo para amar você. E o último-não-último show do Arcade Fire

Compartilhe: Twitter

* Popload em Benicassim.

* Dia 4 do festival. Acaboooooou. É tetraaaa!

* Ok, menos texto e título referenciais e mais sobre o que aconteceu no derradeiro dia do Festival Internacional de Benicassim 2011, na ensolarada costa espanhola no Mediterrâneo, já nas altas horas da madrugada de segunda.

Cerca de 200 mil pessoas circulando nos quatro dias de evento. 55% de não-espanhóis, 80 mil ingleses. Está bom ou não?

A presença de ingleses, sempre bem destacada em um “pacato” festival espanhol, pode ser exemplificada por uma cena ao meu lado no show do Arcade Fire. Um grupo de ingleses estava pulando, girando, dançando, cabeceando para frente, para trás e para os lados, se abraçando efusivamente ao som da banda canadense. Só alegria juvenil de verão e de férias, não fosse o fato de estar tudo tão cheio, espremido, mesmo longe da região do tumulto perto do palco, que mal dava para levantar as mãos para os aplausos de fim de música, sob o risco de não conseguir abaixá-la mais. Um espanhol do meu lado, de tanto levar trombada de um inglês tresloucado e sem camisa (e suado e acampado, o que equivale a dizer sem banho há dias), resolveu dar um empurrão no hooligan musical, o jogando para longe e provocando um pequeno strike humano. O inglês e mais dois amigos dele, com cara de que não estavam entendendo o porquê de reação tão violenta e “despropositada”,
vieram perguntar ao espanhol o que tinha acontecido. Como se tivesse que explicar, o sujeito “local” disse que cansou de ser empurrado e queria ver o show sem levar cabeçada e cotovelada. E os ingleses, de pronto e com a resposta “óbvia” em uníssono: “Mas, cara, isto é um festival, não é?” Simples assim.

Não consegui chegar a tempo para os shows das bandas Joy Formidable, os Primitives anos 2010, e Noah & The Whale, dois grupos que eu queria rever para tirar más-impressões de outras apresentações mornas anteriores. Pelo menos no caso da segunda, amigos que assistiram ao concerto do sentimental Noah disseram que eu fiz certo em economizar energia para o grande final do Benicassim 2011: na sequência, e já invadindo a madrugada da segunda-feira, iriam se apresentar Portishead e Arcade Fire, dobradinha de tremenda responsabilidade indie promovida pelo evento espanhol.

O show do Portishead tinha tudo para não dar certo. Sonzeira trip deprê, fim de quatro dias de festival, arena gigante aberta, público animadão chegando para o alegre show do Arcade Fire. Mas Beth Gibbons, sua incrível banda por trás e sua maravilhosa voz de contralto, parecendo que vai se suicidar assim que acabar de cantar cada uma de suas canções, transformaram o gigantesco palco principal do Benicassim num cabaré. Lindo do começo ao fim, o show do Portishead foi sustentado por imagens viajantes ora de figuras geométricas, ora de imagens distorcidas e em negativo da banda no palco, ora por vídeos p&B e “entusiasmantes” de corredores e porões quaisquer sujos e decrépitos. Deu o clima. Há uns anos vi o Portishead também em um festival espanhol, mas o adereço escolhido para o palco foi uma fumaceira absurda de gelo seco no palco que mal dava para ver Gibbons da platéia, a não ser sua silhueta. Acho que foi mais apropriado daquela vez. Mas este cenário de Benicassim funcionou bonito também.

E o Arcade Fire, na sequência, acabou com tudo. Fechando mais uma grande edição do festival que é famoso por unir sol, mar e bandas incríveis na mesma balada, o enorme grupo canadense espantou o clima de cabaré e promoveu um carnaval indie de seus hits velhos (falamos aqui dos longínquos 2003/2004) mesclados aos hits novos do mais recente álbum, o campeão “The Suburbs”. “Read to Start”, música óbvia de abertura dos shows da turnê, começou a correria na galera, que só deu uma pausa na hora em que o dono da banda Win Butler propôs uma troca com o público. “Este é o último show da turnê e vamos dar tudo o que podemos daqui de cima. E queremos que vocês aí embaixo nos entregue tudo, também. Combinado?”
Acho que ele quis dizer “Este é o último show do festival”, porque a turnê suburbana do Arcade Fire está longe de acabar. Mas quem se importa com equívocos. O público de cara aceitou a proposta.
Depois de ter presenciado alguns shows dessa turnê, duas coisas me pegaram neste em especial, o de Benicassim. Primeiro a contestação que duas das melhores músicas da banda, ao vivo, nesta fase, é “Rococo” e “Month of May”. Quem diria? E a segunda é que, vendo aquelas imagens todas de subúrbio no telão enquanto o Arcade Fire tocava alguns dos principais hits da música independente mundial da última década, me deu uma saudade de casa. Quem diria 2?

************ FOTOS!!!

</p

Duas vezes Beth Gibbons no showzaço do Portishead em Benicassim, Espanha, no último dos quatro dias do festival

O pastor Win Butler comanda a missa indie no Benicassim 2011, no show do Arcade Fire, que praticamente fechou a edição deste ano do festival

A barulhentinha Ritzy Bryan, vocalista e guitarrista do esperto grupo britânico Joy Formidable, exibe sua lente azul colorida no Benicassim. Oh, wait!

Galera lá, verãozão, calor, clima de festival, bagunça geral e a Beth Gibbons dizendo que ninguém a ama. Is it really true?

Régine Chassagne, a alma feminina do Arcade Fire. Foi ela que soltou a última voz do Benicassim mesmo, cantando “Sprawl II (Mountains…)” no encerramento do show dos canadenses

Sunta Templeton, DJ que faz a alegria das manhãs inglesas na rádio XFM, se apresenta no palco-balada do Benicassim, seeeeempre lotado

Sol das dez da noite. Galera fã do Arcade Fire ficou no gargarejo por horas esperando para ver de pertinho a banda canadense

*** Imagens do Flickr do festival, mais uma pequena ajuda fotográfica dos leitores Daniel Pedrollo e Vivian Aquino.

Notas relacionadas:

  1. Arcade Fire e a magia das bolas iluminadas. O show todo do Coachella
  2. Fim de semana do agito: Bonnaroo Festival (Florence and the Machine, Strokes, Arcade Fire)
  3. Benicassim, o festival mais charmoso do verão europeu
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , ,
17/07/2011 - 15:24

Festival de Benicassim, dia 3. No palco Maravillas, Arctic Monkeys e Primal Scream. Agora sim fez todo o sentido do mundo

Compartilhe: Twitter

* Popload em Benicassim.

* Dia 3, check. Obrigado, Arctic Monkeys. Obrigado, Primal Scream. Falta hoje: Arcade Fire e Portishead na lista.

* Não sei como você vai processar esta informação, mas veja bem: assisti ao show dos Strokes sexta ao lado do VERDADEIRO Vitor Fasano FAKE, campeão de audiência no começo da febre Twitter no Brasil.
Está me entendendo ou quer que eu repita?
Vitor usava uma camiseta pólo Hollister e tinha nas mãos algumas cópias do clássico CD do amigo Roberto Justus, que levou para distribuir a descolados do público espanhol. E sugerir o Justus como atração do Benicassim 2012.

* Conforme os dias vão passando em um festival como o Benicassim 2011, mais conhecido como FIB (sendo que o “I” significa “International”), mais largação na praia durante o dia, mais cervezas consumidas, mais tarde vamos chegando ao festival, menos banda vamos vendo. Ontem o dia/noite começou com o esperto grupo britânico Bombay Bicycle Club, uma “veterana banda de molecada” com show supersatisfatório. Com um arsenal forte de músicas novas, do disco “A Different Kind of Fix”, a sair no mês que vem, o BBC segurou um público bem grande no início. A bela música nova “Shuffle”, praga recente das rádios inglesas, é uma fofura ao vivo, mas carece de um pouco mais de punch no palco.

Uma considerável parte da platéia do Bombay Bicycle Club começou a migrar do palco 2 para o principal na medida em que foi começando a apresentação de outra atração de Londres, a banda folk pop Mumford & Sons. Aliás, a noite do sábado do Benicassim 2011 estava dominada por bandas britânicas. Com um público quase que britânico na visivel maioria. Tirando pela praia e o clima quente gostoso, o FIB parecia ser o novo festival de verão do Reino Unido.

O Mumford & Sons, tirando a quantidade exagerada de “Ôôôôôôs” e algumas quebras de clima para os folks “cheios de sentimento” e devagar, fez um show “hot” para combinar com a atmosfera de Benicassim. A banda está impressionantemente cada vez maior.

Depois veio o Arctic Monkeys e parece uma outra liga, uma outra divisão do rock. Apesar da pouca idade da turma do Alex Turner, o rock aqui já é de “gente grande”. Poderoso, sem concessões a nada e a ninguém, entrosados, à vontade no palco, felizes com a reação da galera, o Arctic Monkeys despejou o seu caminhão de hits, canções lado A e lado B do novo disco, fez conversinhas, paradinhas sonoras, comandou a massa. Alex Turner tentou falar em espanhol, ninguém entendeu, ele riu. Tudo certo. Começaram o show, como andam começando ultimamente, com “Library Pictures”, do recente CD, que para uma banda como o Arctic Monkeys era uma canção das mais improváveis para ser disparada de início. Porque não é um de seus muitos sucessos, é cheia de fases, herança ainda da influência queensofthestoneagiana em seu som. Foi delírio imediato. Aí veio “Brianstorm”, “This House Is a Circus” e então um “Hello, Benicassiiiiiiim. Are you having a good time?”, com um sorrisinho safado mostrado no telãozão.
A pergunta foi mais charminho do que uma dúvida dele.
O povo, óbvio, urrou!

Com o Arctic Monkeys misturando os “clássicos” e as novas numa apresentação memorável, tive uma sensação meio parecida com a do show dos Strokes, excluindo esse fator “memorável” no caso da banda novaiorquina. Nas duas situações, para ambas as bandas, os hits são os hits, são sempre legais e tal. Mas tanto para um quanto para o outro, é hora de não focar mais no passado e ir para a frente. Nisso o Arctic Monkeys está mais à vontade. O disco novo deles é um absurdo de bom.

Músicas como “Piledriver Waltz”, “All My Own Stunts”, “Brick by Brick”, “Suck and See” e, claro, “Don’t Sit Down Cause I’ve Moved Your Chair” têm uma força assombrosa ao vivo. Repare, nem citei novamente “Library Pictures” e sua avalanche inicial.
Maravilha de banda!

* Na sequência veio o Primal Scream e a apresentação faixa-a-faixa do disco clássico, o seminal “Screamadelica”, que completa 20 anos neste ano, efeméride que é a razão desta turnê. Nem vou me apegar a uma resenha longa, porque sou suspeito. O Primal Scream é a atração honrosa do festival Popload Gig em setembro, em São Paulo, mais Rio de Janeiro e Porto Alegre. E não vou ficar aqui advogando em causa própria.
Mas… que VIAGEM é esse show!!!
Banda em incrível e duradoura fase, guitarra absurda, Mani genial, Gillespie cantando tudo e fazendo suas dancinhas desajeitadas, bateria sem deixar cair o ritmo um segundo sequer, psicodelia delícia no telão, grandes músicas, o final com os hits rock dos outros discos. Que noite!
Xi, advoguei.

************ FOTOS!!!

The view from the after-moon. Arctic Monkeys em ação no sábado à noite no festival de Benicassim, Espanha

“Ei, Benicassim? Tudo certo aí embaixo?”, pergunta Alex Turner para a galera. Pergunta besta

Alex Turner pilotando veloz sua guitarra em show no Benicassim. A foto ficou tão boa que dá até para imaginar como seria o Turner se ele tivesse cabelo black power

Toca aquela? O pedido foi comovente, mas o Arctic Monkeys “pulou” esse hit, tadinho do menino

I said I bet you look good on the dancefloor. I don’t know if you’re looking for romance or…

Bobby Gillespie fazendo tudo girar em cores lindas no show indie-psicodélico do Primal Scream no Benicassim 2011

Gillespie anda muito ocupado com grandes festivais neste ano. Primeiro o Glastonbury, ontem o Benicassim, setembro o…

“ÔÔÔÔÔoooooooooooooÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ”. Mumford & Sons mandou bem seu indie folk no Benicassim 2011

Damn it. Desta vez perdi os australianos do Tame Impala. Mas este cara foi mais esperto e não perdeu, certeza

*** Fotos do Flickr do Benicassim 2011. Mais algumas dos leitores Daniel Pedrollo e Vivian Aquino. Vídeo do brother MacCosta.

Notas relacionadas:

  1. Direto do pub, Arctic Monkeys diz à Popload que “provavelmente” virá ao Brasil em novembro
  2. Arctic Monkeys 1 x 1 Tyler the Creator
  3. Benicassim, o festival mais charmoso do verão europeu
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
16/07/2011 - 17:29

Oi, Brasil?

Compartilhe: Twitter

* Popload em Benicassim.

A agenda do cidadão abaixo, um tal de Alex Turner, pode estar mais ou menos assim:

HOJE: Benicassim Festival, Espanha
Novembro: SWU, Brasil?

Notas relacionadas:

  1. Direto do pub, Arctic Monkeys diz à Popload que “provavelmente” virá ao Brasil em novembro
  2. Atrações “certas” para o super segundo semestre no Brasil, Arctic Monkeys e Warpaint lançam novos clipes
  3. Oi, Brasil
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
16/07/2011 - 16:16

Oi, Brasil

Compartilhe: Twitter

* Popload em Benicassim.

A agenda do cidadão abaixo, um tal de Bobby Gillespie, está mais ou menos assim:

HOJE: Benicassim Festival, Espanha
24/09: Popload Gig 7, Brasil

Notas relacionadas:

  1. Strokes no caleidoscópio
  2. Benicassim, o festival mais charmoso do verão europeu
  3. Todo o charme do Benicassim
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
15/07/2011 - 20:30

Todo o charme do Benicassim

Compartilhe: Twitter

* Popload em Benicassim, Espanha.

Quando Guardian, NME, Rolling Stone, Pitchfork ou Popload tentarem colocar na sua cabeça que o Benicassim é um dos (senão o) festivais mais charmosos da Europa, acredite. Separei umas fotos que comprovam o nível da audiência por aqui.

Viu?

Notas relacionadas:

  1. Para a “UP!” e avante. O incrível Crystal Stilts, a sua-nova-banda-predileta Kid British e os dois lugares mais cool no mundo hoje
  2. Strokes no caleidoscópio
  3. Benicassim, o festival mais charmoso do verão europeu
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: ,
14/07/2011 - 12:29

Benicassim, o festival mais charmoso do verão europeu

Compartilhe: Twitter

* Popload em Barcelona. Indo para Benicassim. Vamos a la playa.

* Não que Barcelona não tenha praia, veja bem!

* A partir de hoje começa a edição 2011 do FIB – Festival Internacional de Benicassim, realizado perto da praia na cidade que fica na costa do Mediterrâneo entre Barcelona e Valência, mais perto dessa última. Festival delícia, cheio de espanhóis, franceses e da “praga” inglesa, começa por volta das 18h com atrações locais e “menores”, para depois engrenar e até varar a madrugada com os grandes nomes. Bom horário, porque dá para descansar na praia durante o dia.

Com quatro dias bem cheios, o Festival de Benicassim tem como principais atrações, olha isso, Arctic Monkeys com o show da nova turnê, Arcade Fire com o show da turnê consagrada, Strokes e o novo disco, Primal Scream tocando o Screamadelica no aquecimento para o Popload Gig de setembro, nosso amigo James Murphy botando a galera para dançar disco cool, o magistral Portishead, os clássicos Undertones e The Stranglers, mais Mumford & Sons, Brandon Flowers, Friendly Fires, Tame Impala, Noah & The Whale, Anna Calvi, Elbow, Art Brut e outra galera. Gosto do nome do palco principal: “Maravillas”. Fala-se bastante de duas bandas novas que vão tocar e eu não as conheço: a banda inglesa Spectruas e a suíça (!) The Dandies. O festival começa “morno” hoje, com o incrível The Streets como destaque principal.

Acho que, tirando o cavalar Glastonbury, qualquer show do Foo Fighters e todos os Popload Gig, é a melhor escalação de festival dos últimos anos.

Já tive em outras oportunidades neste festival espanhol. Foi aqui a primeira vez que vi um show extraterrestre do Radiohead, vi a Terra tremer em apresentação dos Chemical Brothers, LCD Soundsystem arrebentando, a fofurice do Belle & Sebastian, Primal Scream, Cure, Pixies, Franz Ferdinand, Air, Suede. O Cansei de Ser Sexy tocou no FIB, em 2007.

O festival começou pequenininho, para 8 mil pessoas, em 1995, quando Charlatans, Ride e Wedding Present eram as atrações principais. Hoje, mais bem estruturado, atrai 150 mil pessoas. Dizem que em 2002, quando o Radiohead tocou e o festival ainda se considerava pequeno, 180 mil pessoas passaram pelo FIB, quase um colapso na cidade que normalmente possui 40 mil habitantes. Só no camping, neste ano, vai ter 40 mil pessoas, pensa.

A Popload, como vem fazendo com outros grandes festivais da Europa, algumas vezes in loco, trará a cobertura do Benicassim 2011, nos próximos dias.
E de cara vai sortear uma camiseta oficial do festival, que você pode concorrer se candidatando aí nos comentários.
Nem vi a camiseta ainda. Mas deve ser boa, haha.

Acima e abaixo, galera chega desde segunda-feira para acampar no Benicassim 2011, na Espanha

Notas relacionadas:

  1. Planeta Terra anuncia mais uma banda amanhã. Ou a data da venda dos ingressos. Ou os dois. Mais: o “problema Strokes”
  2. Popload nos festivais de verão da Europa. Hoje: Southside (Alemanha)
  3. Popload nos festivais de verão da Europa. Hoje: o Wireless, o “festival do Pulp” (Inglaterra)
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , ,
08/07/2011 - 10:35

Strokes no caleidoscópio

Compartilhe: Twitter

* Popload em Londres.

Os Strokes, atração confirmada no Brasil para novembro e um dos principais nomes do badalado Festival Internacional de Benicassim – que a Popload acompanha in loco semana que vem – lançou hoje o vídeo para seu novo single, a ótima “Taken For A Fool”.

Olha só Julian e os garotos meio-Killers-meio-Queen no caleidoscópio.

Notas relacionadas:

  1. O vídeo: The Strokes, “Under Cover of Darkness”
  2. Strokes on fiiiire!
  3. Sexta em Nova York: The Strokes
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
16/07/2009 - 12:42

Para a “UP!” e avante. O incrível Crystal Stilts, a sua-nova-banda-predileta Kid British e os dois lugares mais cool no mundo hoje

Compartilhe: Twitter

* Galera, eu não quero nada. Não quero mulher bonita, nada. Só futebol com os amigos e uns dias ensolarados.

* “Outside the cafe by the cracker factory, you were practicing a magic trick. And my thoughts got rude, as you talked and chewed on the last of your pick and mix.” Tá?

* Chega de citações musicais. Já, já eu falo do flyer lá de baixo.

* Não quero alarmar ninguém, mas a App Store (da Apple), o lugar oficial dos revolucionários aplicativos para iPhone e iPod, está completando 1 ano com apps novos incríveis e uma megaliquidação dos antigos. É tipo liquidação do Mappin há muitos anos, com pânico e morte. Enfim.

* Você vai precisar ver atentamente este vídeo antes de eu falar da banda.

* Estou ligadíssimo que o mundo da música anda de ponta-cabeça, mas… Em seu “Semana Especial do Rock”, a MTV começou o programa com um vídeo do Caetano Veloso. Depois teve Rihanna também no Dia do Rock, mas voltemos ao Caê.
Vou repetir: o primeiro vídeo do Dia do Rock foi do Caetano Veloso. O que me faz lançar a seguinte pergunta de múltipla escolha para você responder: Caê lindo é do rock?
( ) sim, ele mais Gal mais Bethânia
( ) não
( ) sim, o baiano revolucionou o rock brasileiro. Ou não
( ) só se ele fizer moonwalk
( ) Só se ele cantar no próximo do Bonde do Rolê…
Eu meto um “x” em qualquer uma dessas duas últimas. Aí sim vou achar que eu e a MTV entendemos o rock.

* PATA GOES SOLO (AND NAKED) - Parece que o genial Pata, das bandas Holger e Pata & The Maxi Mazels, teve problemas com o vídeo pelado que ele lançou, chocando o indie nacional nesta semana. Tanto que ele foi obrigado a relançar com tarjas nas partes.

* KILLERS NO BRASIL – Vai, Mondo Entretenimento. Solta as datas dos shows do Brandon Flower no Brasil.

* O CRYSTAL STILTS E O LUGAR MAIS COOL DO MUNDO: BUSHWICK - Clima funesto, indicação sonora de que o mundo está acabando, guitarras shoegazing quase emo e a imediata alcunha de “novo My Bloody Valentine from Hell”. Eles são o Horrors dos EUA, sem o bom humor. Eles são o Crystal Stilts. O correspondente novaiorquino Marco Lockmann diz qualé.

“Surgindo das profundezas do Brooklyn (de Bushwick, que desbancou Williamsburg como “centro do universo” para as novas bandas americanas), o Crystal Stilts de primeira parece (mais uma) das bandas ultra-influenciadas por Velvet Underground/Jesus & Mary Chain, por conta (1) da insistência em afundar pop songs em reverberação e microfonia, (2) pelos vocais “I don’t give a fuck” e (3) o (irritante) hábito do vocalista de usar camisas com o colarinho abotoado (totalmente Jim Reid nos 80’s). Mas vendo a banda ao vivo a história é mais interessante.
O vocalista Brad Hargett formou a banda com o guitarrista JB Towsend (cabelo caindo no rosto como Will Sergeant, Echo & the Bunnymen circa 1983 – provavelmente o melhor guitarista da nova geração de bandas) na Flórida. Os dois se mudaram para o Brooklyn e desde 2003 tocam em todo e qualquer buraco disponível na Costa Oeste americana.
O grupo inclui ainda a baterista Frankie Rose, que toca de pé (como Mo Tucker do Velvet Underground e… Bobby Gillespie na primeira formação do Jesus & Mary Chain) e é aposta certa para a NME Cool List 2009.

Fui vê-los agora tocando no Market Hotel (um galpão em cima de uma bodega/padaria que se tornou o marco zero na nova cena de Bushwick – o lugar faz o Milo Garage parecer o Carnegie Hall e só vende, ilegalmente, cerveja quente). Além da influência dos shoegazers (Jesus & Mary Chain, My Bloody Valentine, Telescopes, Loop, Ride, Swervedriver) enterrada no meio da distorção, dá para ouvir na performance do Crystal Stilts um pouco de surf-music e teclados pantanosos tipo Doors, Love e outros psicodélicos.

Tocando acelerado todas as músicas do primeiro disco (“Alight of Night”) e sem intervalo nem para respirar, a banda impressiona ao criar atmosferas de microfonia e teclados e com o (sempre soturno) vocalista QUASE dançando. Terminam o show com o novo single “Love Is a Wave” – 2 minutos de garage-pop perfeito que um blogger descreveu como “os Strokes fazendo um cover dos Doors com um disco (riscado) do Jesus&Mary Chain tocando ao fundo”. É uma das trilhas sonoras “oficiais” do verao 2009 por aqui.

Na platéia (onde todos parecem ter saido de um anúncio da American Apparel), membros de várias bandas da nova cena de Bushwick: Vivian Girls, The Pains of Being Pure at Heart, Real Estate, Screaming Females, Woods, Antlers). Todos disputando com a multidão um espaço em frente à brisa de uma das janelas nos 30ºC (à noite) neste verão nova-iorquino.”

Aqui, o Crystal Stilts ao vivo tocando “Love is a Wave”, em Nova York.

Agora em agosto, o Crystal Stilts chega ao Reino Unido. Tocam em Londres, Manchester e Glasgow. Aí f…

O vídeo lá de cima, da incrível “Sugarbaby” com as minas rebolando, é caseiro, fake e rola forte desde o ano passado. Alguém pegou um vídeo de hip hop baixaria da banda GS Girlz fazendo a dança da “stanky leg”, o equivalente a qualquer dessas danças do nosso funk carioca, e botou a morbidez indie do Crystal Stilts em cima. Ficou bárbaro. É tipo como se alguém aqui no Brasil botasse umas garotas fazendo a Dança da Motinha com o fundo musical tendo, por exemplo, “O Portão”, do Roberto Carlos. NOT!

* O ALLEY E O LUGAR MAIS COOL DO MUNDO: SÃO PAULO - Abre ao público nesta sexta-feira em São Paulo, na moderna Barra Funda, o mais novo clube da cidade, voltado ao indie: o charmoso Alley, que fica no Centro de São Paulo mas nos remete a Berlim ou Praga, no visual.

São Paulo está explodindo de baladas voltadas totalmente ou parcialmente à música independente de um jeito inacreditável.
Quando os Strokes lançaram “The Modern Age” logo na virada do século, o grito de alerta não era à toa. Nesta época, em São Paulo, o único lugar de balada indie “moderninha”, praticamente, era o Orbital, na Rua Augusta. Que na verdade era um bar-corredor estreitíssimo MENOR QUE O MILO, o DJ era colocado num vão debaixo de uma escada e sabe Deus como a banda conseguia tocar naquele palquinho.

Hoje em dia a cidade explode de festas de várias facções indies (é… isso existe agora), lotando quase tudo. Hoje em dia a cidade tem clubes que viram casa de shows, casa de shows adaptadas para se transformarem em clubes. Hoje em dia tem um monte de bares pré-balada, para ouvir som bom e beber e conversar e comer antes de ir para a balada em si. Tem múltiplas baladas que viram uma balada só, como essa POP!UP, que inaugura o Alley.

A POP!UP reunirá quinzenalmente no Alley, sempre às sextas e a partir desta, quatro das baladas indies mais legais de SP, a partir de alguns de seus DJs. Tem o gênio Gil Barbara, representando a Crew (Glória, D-Edge), tem o Fabrício Miranda (dono da Funhell, da Funhouse), tem o Rafael Urenha (Party Íntima, do Audiodelicatessen) e tem este que vos escreve (Rockfellas, Vegas).
Revezando nas sextas-feiras tem a carioca festa Maldita Hits, um especial da Maldita que rola no Rio de Janeiro, comandada pelos famosos DJs Zé e Gordinho. Os sábados são da Overdancing, a noite da dupla Tiago Guiness e Bruno Orsini .

O Alley fica na rua Barra Funda, 1066, praticamente em frente a outro grande endereço indie-eletrônico: o Clash Club.

E este aqui é o flyer da primeira POP!UP, que terá sempre um “personagem” do nosso mundo. Duvido alguém adivinhar quem vai estar no próximo.

* POPLOAD GIG 2. OS INGRESSOS PARA O FRIENDLY FIRES – Se nada der errado, sexta-feira da próxima semana começam a ser vendidos os ingressos para o POPLOAD GIG 2, cuja principal atração é a espet… (não vou advogar tanto em causa própria) banda inglesa Friendly Fires. A venda vai ser para as duas cidades do festival: Rio de Janeiro e São Paulo. Os preços do show do Studio SP serão de R$ 70 (primeiro lote) e R$ 90. Para o Circo Voador, as entradas saem R$ 50 e depois R$ 60. Os locais de venda para São Paulo serão nas lojas American Apparel e Japonique, incluindo aí as bilheterias do Studio SP. O special guest para São Paulo ainda não foi definido, porque os caras estão meio caros. No Rio, além do Friendly Fires, tocam os incríveis Copacabana Club e Brollies & Apples.

* BENICASSIM – O Festival de Internacional de Benicassim, na Espanha, é provavelmente o mais quente do verão europeu. Quente de quente e quente de hot. Fica pertinho da praia, só vai galera da França, de Barcelona, de Valência. Costuma ser a maior concentração de caras de sunga e meninas de biquíni para shows de rock no planeta. O FIB começou ontem (16) e vai até domingo. Na edição deste ano, tem muita gente das “antigas”, como o Oasis, que abriu o evento ontem, em show que reuniu 50 mil pessoas e foi marcado por um princípio de confusão. Uma galera que estava mais “alta” resolveu subir em uma das torres de estrutura da arena principal. O Noel avisou logo no começo que, se não descessem de lá, o Oasis iria parar o show. Dez minutos depois, um locutor deu o recado novamente, falando em espanhol. Daí veio o Liam, do contra, e mandou um “F***, vamos continuar”.

Entre as outras atrações do primeiro dia, destaque para os shows do Mistery Jets e do Walkmen. O Glasvegas, banda de um som soturno, frio, parece não ter empolgado muito o público acalorado. O bem bom Foals, que tinha apresentação marcada para sábado, cancelou seu show alegando “uma doença misteriosa” envolvendo o vocalista Yannis Philippakis e o tecladista Edwin Congreave. Suína?

Até domingo, passam pelo Benicàssim atrações como Kings Of Leon, Franz Ferdinand, The Killers, Maxïmo Park, The Horrors, TV On The Radio, Peter Doherty e o Friendly Fires, grande atração do Popload Gig 2, mês que vem.

* ASSIM – Acabou. Vou desencanar de “Brüno” e só falaremos do incrível Kid British, sua nova banda predileta, de reggae…, no próximo post. Vou até deixar o KB no título. Este post aqui já está grande demais. Os ganhadores da pacoteira londrina vão ser divulgados aqui a qualquer momento. Juro.

Notas relacionadas:

  1. Nada para se preocupar
  2. Popload Gig, o Faith No More, o Dinosaur Pile-Up, algumas francesas nuas, a cantora mais linda do mundo, cinco sorteios incríveis e o futuro da humanidade (versão final)
  3. Eu, você, o Matt, a Kim, o Alex, o Eddie, o John, o Paul, a Mica, o Mickey… Todo mundo!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
Voltar ao topo