* Dois vídeos aí para você se distrair. Primeiro, o Coldplay com sua polêmica “Every Teardrop Is A Waterfall”, que envolveu até o Silvio Santos em um suposto caso de plágio, você deve se lembrar. A música faz parte de um EP que chegou às lojas hoje com outras duas inéditas: “Major Minus” e “Moving to Mars”.
* Chuuuuuupa. Alex Monkey Turner não foi confirmado no SWU, mas aparece aqui em performance acústica e imperdível da boa “Suck It and See”, faixa título do quarto álbum de estúdio dos moleques de Sheffield, para a revista Spin.
A Popload inicia nesta semana uma fase de cobertura especial de grandes festivais europeus. Seja de corpo presente, seja monitorando leitores-colaboradores lá na Europa, em ação conjunta com o blog. Da minha parte, eu parto (hihi) segunda-feira próxima para Londres, se nada fugir do programado. A partir de quinta-feira, na capital inglesa, começa uma temporada de shows diários que incluem Arcade Fire no Hyde Park (mais Vaccines, Beirut, Mumford & Sons e Owen Pallett), Flaming Lips tocando o lendário álbum “Soft Bulletin” na íntegra (mais Dinosaur Jr tocando o disco “Bug” e o Deerhunter tocando o “Milk Man”), Foo Fighters nos megashows do Milton Keynes Bowl (mais Biffy Clyro, Death Cab for Cutie e Tame Impala) e o Pulp no Wireless Festival (com TV on the Radio, Cut Copy, Metronomy, Foals, Horrors, Naked & Famous). Outro destino praticamente certo deste blog é o festival de Benicassim, em julho, na Espanha (Mais Arcade Fire. E Strokes, Arctic Monkeys, Primal Scream tocando o Screamadelica).
* Este blog também está armando uma rede de correspondentes “europeus” para nos enviar o clima, fotos, vídeos e pequenas resenhas. Se você vai para algum festival europeu e quer colaborar com a Popload, entre em contato no lucio@uol.com.br.
* Hoje damos a largada na cobertura dos festivais de verão (e primavera, ainda) 2011. A leitora Isadora Goes cobriu para nós o Southside Festival, na Alemanha, no último final de semana. Confira. Todas as fotos são da Isadora.
Local: próximo a Tuttlingen, no sul da Alemanha, lado oeste. Line up: Foo Fighters, Arcade Fire, The Chemical Brothers, Portishead, Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs, My Chemical Romance, The Hives, Suede, Kasabian, The Subways, Gogol Bordello, Two Door Cinema Club, The Kills, Lykke Li, Glasvegas, Friendly Fires, Darwin Deez, Warpaint, The Vaccines, Tame Impala, Miles Kane, Hercules and Love Affair entre outros.
Por Isadora Goes, especial para a Popload.
O Southside, que aconteceu no último fim de semana no sul da Alemanha, é festival irmão do mais antigo e reconhecido Hurricane. Chuva e lama típicas de primavera européia (como ressaltou Win Butler, “nice summer weather”), aspectos audiovisuais dignos da perfeição alemã e público endoidecido digno de festival europeu. Eclética, a escalação apetitosa mesmo em termos europeus foi comparada ao dinossauro Isle of Wight pelo humilde público alemão. De hypes como Two Door Cinema Club (foto abaixo) e The Vaccines a mais experientes como Incubus (passando por um lado do ecletismo um tanto duvidoso, com Sum 41 e My Chemical Romance). Os grandes atrativos do ano eram os grupos/artistas com discos recém-saídos do forno.
No primeiro dia, de cara os mais esperados. Depois de um animado The Hives e um não tão animado The Wombats, o Arctic Monkeys começou com a já clássica “The View from the Afternoon” para delírio dos enlameados fãs. Com a sobriedade e eficácia de sempre, a banda dividiu o show entre os quase hits do novo disco e os já hits de discos anteriores, mantendo-se na linha mais dark e elaborada característica da banda desde seu encontro com Josh Homme. Depois de tocar a quase esquecida mas muito vibrada “When the Sun Goes Down”, Alex Turner se despediu com um frugal “enjoy Foo Fighters”.
Causando uma intensa mudança de atmosfera, o Foo Fighters já chegou mandando os dois hits de seu novo disco, a pesada “Bridge Burning” e a incrível “Rope”. Uma hora e meia extasiantes de “Some new shit and some old shit”, nas palavras do próprio Dave Grohl. A linda “Everlong” fechou o show, uma recompensa para os que aguentaram todo o concerto debaixo da chuva, agora temporal.
Portishead foi o primeiro grande do segundo dia. Abrindo o show com um verso em português que dizia algo como “Você tem que aprender, você só ganha o que voce merece”, a banda deixou o público embevecido com seu repertório lento e psicodélico. O Arcade Fire (foto abaixo) veio depois com seu espetáculo audiovisual de uma hora e meia. A quase épica “Wake Up” fechando, como sempre linda. Klaxons e Chemical Brothers encerraram a noite no agito.
Os falados The Vaccines, Friendly Fires e Two Door Cinema Club abriram o domingo com shows semelhantes e previsíveis na despretensão, fazendo a alegria do dançante público jovem. Sem chuva, o Kasabian (foto abaixo) levantou o público com hinos como “Club Foot” e “L.S.F.” Incluindo todos os hits, com foco no álbum “West Ryder Pauper Lunatic Asylum”, a banda apresentou algumas furiosas novas músicas do pronto-para-ser-lançado quarto disco. Digitalism encerrou o festival feliz da vida de tocar em casa.
Até então uma das mais esperadas (e confirmadas) atrações do Planeta Terra ao lado dos Strokes e Beady Eye, o Vaccines comunicou hoje à organização do festival brasileiro que não virá mais na data combinada, mesmo com contrato assinado e tudo.
Nova sensação do rock, a banda de Justin Young preferiu fazer uma turnê com o Arctic Monkeys pelo Reino Unido, confirmada no início da tarde de hoje no site da banda de Sheffield. A dobradinha aconteceu recentemente nos Estados Unidos.
No dia 5 de novembro, data do Planeta Terra, o Vaccines abre show do Monkeys em Newcastle.
No site oficial do Vaccines, a data do show em São Paulo já foi retirada.
Estranhamente, nos últimos dias tem crescido o papo nos bastidores que o Vaccines seria uma das atrações do Maquinaria chileno, uma espécie de tentáculo de outro festival brasileiro, o SWU. O evento em Santiago está marcado para os dias 12 e 13 de novembro.
Se nada mudar, o Vaccines deve aparecer no Brasil no início de 2012.
Não caiu bem nos Estados Unidos o título do novo álbum do Arctic Monkeys – “Suck It and See” – que será colocado à venda pelas lojas locais no próximo dia 7, já vazou faz tempo na internet e está em streaming no site da banda. Algumas dessas lojas, especialmente grandes redes, afirmam que vão censurar a capa mais simples dos últimos anos, colocando adesivos em cima do título, pois o consideram “rude e desrespeitoso”, como disse o Alex Turner em entrevista para a rádio inglesa XFM.
Atualmente, o Arctic Monkeys está fazendo uma turnê concorrida pelos EUA (com abertura do Vaccines, ainda por cima) e tem para as próximas semanas megashows agendados em Sheffield, terra natal deles, e em alguns dos principais festivais europeus.
Falta pouco menos de um mês para “Suck It and See”, aguardado álbum de capa genial/bizarra do Arctic Monkeys, ser lançado na praça de forma “oficial”. A obra chega às lojas dia 6 de junho e teve a produção de James Ford, do Simian Mobile Disco.
A banda retornou aos palcos no último final de semana, quando se apresentou em clubinhos nas cidades de Estocolmo e Oslo. Os shows serviram como warm up para a tour que os garotos de Sheffield farão nos Estados Unidos a partir da próxima semana, com suporte de peso do Vaccines.
Eles também aproveitaram esses shows para testar canções que estarão no “Suck It and See”. Veja algumas delas abaixo e a ouça a versão de estúdio de “Reckless Serenade”, que vazou ontem.
Deu a louca no Alex Turner, parece. “Suck It and See”, próximo álbum do Arctic Monkeys, será lançado só no começo de junho, mas a pilha dos fãs (e quem sabe não fãs) para botar as mãos nesse disco só aumenta a cada semana.
Primeiro soltaram “Brick by Brick” do nada, no canal deles no YouTube, com o Turner tendo “voz secundária” no som. Depois saiu a notícia que o álbum NÃO foi produzido por Josh Homme, fato que faz a gente imaginar que teremos menos peso. Quem assina a produção é James Ford, antigo parceiro da banda e integrante do Simian Mobile Disco.
Daí quando passam essa ideia de que o disco será mais acessível e nem tão pesado assim, a banda solta 30 segundos de “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair” (mês passado avisei que já tinha gostado dela sem ouvi-la, veja bem) e todo mundo cai da cadeira (!) bem feliz.
* “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair” será disponibilizada para download na próxima segunda-feira, dia 11. Depois, será lançada junto com “Brick by Brick” no Record Store Day, dia 16 de abril, em vinil. Dia 30 de maio, será relançada em outros formatos com novas b-sides. Também em maio, o Monkeys faz uma turnê imperdível nos Estados Unidos com o suporte do Vaccines.
Sua banda, Beady Eye, começou “oficialmente” semana passada, com o lançamento do álbum de estreia do grupo – “Different Gear, Still Speeding”, #3 nas paradas – e início de turnê esgotada em casas de shows e teatros menores pelo Reino Unido. Hoje mesmo a banda realizou sua sexta apresentação, a segunda seguida em Londres. Antes, tocaram em Glasgow e Manchester.
Os ingressos para essa tour “em casa” foram vendidos em menos de meia hora. Apesar de não existir mais o Oasis e muito menos Noel estar ali na lateral do palco com sua tradicional guitarra vermelha, muita gente “da pesada” tem comparecido aos shows do grupo.
No show de ontem, em Londres, estavam lá os Arctic Monkeys Matt Helders e Alex Turner, com sua mina, a musa Alexa Chung. Saiu até um burburinho que a Yoko Ono poderia marcar presença, mas ninguém confirmou.
Domingo passado, em Manchester, quem apareceu foi o Carlitos Tevez, principal jogador do Manchester City, time de coração dos Gallagher. Publicaram um vídeo dele assistindo o Liam de perto.
O Beady Eye tem pela frente dezenas de shows esgotados pela Europa e Japão até maio. Em junho e julho, a banda já confirmou presença em alguns dos principais festivais europeus como o Isle of Wight, T in The Park, Oxegen, Rock Werchter e Main Square.
O unstoppable Carl Barat resolveu se envolver em mais um projeto. O amigo do Doherty se juntou a outros artistas como Andy Nicholson (ex-Arctic Monkeys), Adam Ficek e Drew McConnell (Babyshambles e Seb Rochford (Acoustic Ladyland para formar o grupo The Bottletop Band.
A principal intenção da banda é arrecadar fundos para a instituição de mesmo nome (Bottletop), que presta serviços assistenciais em locais como Brasil e África. Em abril do ano que vem será lançado “Dream Service”, o álbum do grupo. Toda a renda acumulada com as vendas da obra será revertida para o projeto.
Outros nomes envolvidos são Matt Helders (Arctic Monkeys), Eliza Doolittle, Tim Burgess (Charlatans) e Gruff Rhys (Super Furry Animals). A música brasileira também está representada por Domenico e Kassin, da Orquestra Imperial, o que garante uma mistura “Britbrazil”.
Para “apresentar” de forma oficial esse projeto musical, a banda resolveu soltar um single gratuitamente hoje, via internet. Ouça “Fall of Rome”.
* Popload em Londres. A caminho do festival All Tomorrow’s Parties.
* Ontem, quando cheguei, a cidade não estava mal na programação de shows. Tinha Big Pink no Forum, Florence & the Machine no Hammersmith Apollo, Pavement e Broken Social Scene no Brixton Academy e, se eu quisesse dar um pulo em Cambridge, dava para ver o grande Ray Davies, que liderou os Kinks. Zoado do fuso e com fome, preferi ir jantar e dar um passeio pela cidade.
* Aconteceu um milagre contemporâneo em minha chegada a Londres. Consegui comprar UM disco numa dessas megastores. Isso porque eu já tinha o infeliz, em mp3. Foi o delicioso novo álbum do Foals, “Total Life Forever”. É que vinha com um disco extra, 15 faixas de barulhos no estúdio, fora três bottons da banda. Nice.
* Mentira. Comprei ainda dois vinis de 7 polegadas: um do The Drums (“Best Friend”) e outro do Arctic Monkeys (“My Propeller”).
* Aliás, Foals está bombando aqui. O metrô londrino está forrado com o anúncio do disco novo, recém-lançado. Tipo assim.
* A senhorita Lily Allen saiu em todos os jornais da quinta-feira chorando em foto. O que teria arrancado as lágrimas da cantora de “Smile”. É que o time de futebol dela, o pequeno Fulham, time de Londres que mais ou menos equivale ao Juventos da Mooca (SP), perdeu a final da Liga da Europa para o Atlético de Madrid. Seria a maior glória da vida do time da Lily. Detalhe: o jogo foi em Hamburgo, na Alemanha. E a Lily Allen VIAJOU PRA ACOMPANHAR O TIME. Nice, Lily. Ganhou pontos comigo.
* Algumas horas ouvindo as rádios de rock de Londres e senti um vento soprando a favor de um grupo da Califórnia, o Funeral Party. Quinteto barulhento de moleques de subúrbio de Los Angeles, fãs do LCD Soundsystem eles dizem, tem visto sua enérgica “NYC Moves to the Sound of LA” tocar bastantes nas emissoras jovens da Inglaterra. Uma rixa cantada sobre as duas cidades mais importantes dos EUA, o single realmente é bom mesmo. Confere no vídeo deles aí embaixo. O Funeral Party é da Sony e vai excursionar pelo Reino Unido com o ótimo Surfer Blood, daqui umas semanas. O hype pode aumentar.
* Semana que vem é o aniversário de 30 anos da morte de Ian Curtis, o genial e genioso vocalista do Joy Division, dono de uma voz de barítono punk e dança epilética que se enforcou aos 23 anos, numa das tragédias pessoais mais marcantes da música pop.
Um monte de tributos a ele está sendo preparado por aqui, para os próximos dias. Inclusive no festival All Tomorrow’s Parties.
* Finalmente está pronto o embaçado segundo álbum da “difícil” banda inglesa Klaxons. E, estão falando por aqui, o som futurístico da banda deve ganhar um toque… nu-metal. Parece que o produtor do novo disco, Ross Robinson, que deu fama para Limp Bizkit e Slipknot, marcou presença forte ao trabalhar com os Klaxons. O segundo CD do grupo deve ser lançado em agosto/setembro, para coincidir com as datas do Reading Festival, onde os Klaxons serão uma das mil atrações.
Um salve para o amigo leitor. Outro para a leitora.
Então ficamos assim, nestes estertores de 2009. Já consigo postar texto, foto e vídeo através de um app de iPhone. Já posso ler livros no próprio, já que a Amazon acaba de liberar vendas para o Kindle desde o Brasil e eu não preciso do Kindle propriamente para ter os livros no celular (mais ou menos isso). Na acupuntura, enquanto aguento quatro ventosas nas costas, vou ouvindo a XFM (Inglaterra) ou a Urbana FM (Buenos Aires) em tempo real. E estou desde esta semana lendo o “Guardian” e o “Independent” pelo celular . Que mais, hein, modernidade?
* O disco de 2009 já está definido, para mim e para você. E a “melhor música do ano”, já? Se prepara, pois eu vou perguntar a sério. E dizer qual foi a eleita da Popload.
* WHAM! – Eu seeeeeeeeeeeeeei que a gente fala um pouquinho demais de Arctic Monkeys, neste blog. Mas, por culpa só deles, eu não consigo evitar. Talvez a recorrência macaquiana seja significativo de coisas. Mas, enfim, show recente da banda de Sheffield passando por Nova York, semana passada. E, engatado ao hit “Fluorescente Adolescent”, o grupo amiguinho do Josh Homme (já falo mais sobre isso) emendou uma cover de… Wham!
* SMELLS LIKE LOVE SPIRIT- Courtney Love, a Yoko Ono dos 90, ex-mulher maluca do guitarrista Kurt Cobain e ex-líder da grande banda Hole, reaparece no mundo pop tal qual o Nirvana, mas por motivos diferentes. Primeiro porque ela perdeu os “direitos legais” sobre a filha dela e de Cobain, a Frances Bean. Depois por estar estampando a capa da revista “Dazed & Confused”. A publicação britânica diz que Love está de volta e faz um título óbvio e bem bom: Love tears us apart. Dentro, Love está mais à vontade nas fotos.
A revista é o centésimo veículo a trazer os melhores das décadas, mesmo com a década terminando só no final do ano que vem. Qualquer disco espetacular lançado em 2010 vai obrigar todo mundo a refazer as listas, hehe.
* AS PESSOAS QUE ARRUINARAM A DÉCADA – Ainda sobre o “balanço da década”. O “Guardian” fez uma lista engraçada, esta do título deste item, e escalou entre elas as seguintes pessoas que “screwed up” os anos 00. 1. Will.I.AM - Por fazer “My Humps”, do Black Eyed Peas, “Ordinary People”, com o John Legend, e “Beep”, que as Pussycat Dolls cantam. 2. Jessica Simpson - Ela estragou a arte de ser “sexy”. Por causa dela, os ingleses têm que aturar a Chantelle, a Jade e o elenco de The Hills. Boa esta. 3. Steve Jobs - Por matar o hábito de ouvir um disco inteiro. O dono da Apple primeiro pediu pra todo mundo botar a imensa coleção de discos num aparelhinho. E por causa disso ninguém mais tem paciência de ouvir um álbum todo, porque é uma música e SKIP. Além disso o cara conseguiu botar os seriados de TV no iTunes, onde ainda vende e aluga filmes, inventou o iPhone, criou a App Store. Loser! 4. Harry Potter - Por disseminar para sempre a arte das continuações. Então ninguém importante nunca vai morrer na “Parte 1″ dos filmes, nada vai ser resolvido… 5. Mark Ronson - Por empestear o pop com covers. “Houve um tempo em que existia a música pop. E a música pop era bacana. Então surgiu o Mark Ronson e lançou o álbum ‘Version’, com versões (dã) ‘matadoras’ de músicas pop conhecidas. Aí um milhão de pessoas passou a fazer mesmo. E aí a música pop deixou de ser bacana. Valeu, Mark!”
Haha. E ainda botou um daqueles “Veja também: Nouvelle Vague”. Hahahaha. 6. Michael Cera – Astro dos mega-hists do cinema “Juno” e “Superbad”, o cara ilude os sujeitos indies, nerds e espinhentos a acreditarem que podem pegar garotas. 7. Nina Myers - Haha. Lembram a espiã do mal do primeiro ano da série “24″, que tinha um caso com o Jack Bauer? O tema para ela do “Guardian” é assim: “Ela morreu. Ela está viva. Ela morreu. Ah, quem se importa mais?”. Quando ela posava de fofinha até matar a tiros a mulher GRÁVIDA do herói Jack Bauer no final do primeiro dia (temporada) do seriado, mudou a história da TV: ninguém estava mais a salvo, não importa o quão importante um personagem é. Mas depois ela inspirou o fenômeno do “Ninguém nunca está realmente morto” nas histórias, então…
Tem o “Veja também: Heroes, Lost…”. Hahahaha. 8. Frank Black – O herói das bandas reformadas. Depois que ele resolveu remontar os Pixies, e isso não é por causa dos Pixies em si, uma centena de bandas mortas acharam-se no direito de voltar também, nunca em estado tão bom quanto quando terminaram ou fizeram sucesso. “Veja também: Blur, Led Zep, Dinosaur Jr, The Stooges, Pavement e segue infinito” 9. Sir Tim Berners-Lee - Inventou a internet. OMG! 10. Josh Homme - Hahaha. Este não dá!. O “Guardian” primeiro o chamou de Deus, o cara mais cool do rock e o sujeito mais interessante a aparecer com uma guitarra nesta década. Depois diz que ele fez projetos paralelos bem chatos (The Desert Sessions, Eagles of Death Metal, Them Crooked Vultures). E por fim fez xixi no Cálice Sacrado ao transformar o Arctic Monkeys em menininhos comportados. “De-fanging the Arctic Monkeys”, usou o “Guardian”. Fang é o dente canino, famosos com os vampiros. Muito bom.
“Veja também: Jack White, Mark Lanegan, Dave Grohl”. Hahahaha.
* O FIM DO INDIE BRASILEIRO COMO O CONHECÍAMOS - Meses atrás este blog revelou a mudança de geração e costumes que está transformando para sempre o status quo do indie nacional tal qual estávamos acostumados. Aí, como exemplo, revelou o fim das festas tradicionalíssimas que eram emblemas do “velho indie”, tais quais Funhell, Peligro e Revolution. Muita gente chiou, se explicou, ligou pedindo explicações, disse que não era bem assim. Galera twittou e depois destwittou, achando que era cascata. Pois nesta semana, oficialmente, a “Revolution”, há oito anos comandando as sextas-feiras da Funhouse, e a última dessa trinca de festas indie-tradição a sobrar de pé, anuncia que tem mais quatro edições e depois fim. De uma era.
**************RETROSPECTIVA 2009**************
* O DISCO DO ANO (LEITORES) - A Popload elegeu, no último post, o disco de estréia do grupo britânico XX como o melhor álbum de 2009. Opinião do blog e tal.
Pois o leitor da Popload, estimulado pela enquete do último post, também botou o XX no topo. Seguido muito de perto por Arctic Monkeys e Yeah Yeah Yeahs. O top 5 dos leitores ficou assim:
1º – The XX- “XX” … 37 votos
2º – Arctic Monkeys, “Humbug”… 33
3º – Yeah Yeah Yeahs – “It’s Blitz”… 32
4º – Phoenix – “Wolfgang Amadeus Phoenix”…21
5º – Them Crooked Vultures – “Them Crooked Vultures” e
Franz Ferdinand – “Tonight” 17
Foram citados 78 álbuns diferentes, com destaques para Megadeth, Green Day e João Bosco & Vinícius…
* A MÚSICA DO ANO (POPLOAD) - Mais uma vez o conselho de notáveis da Popload, seis sujeitos (uma sujeita), se reuniu, avaliou, brigou, se estranhou e no fim chegou a um consenso duvidoso, titubeante, porque o ano foi recheado de músicas boas. Mas ainda assim, tendo que pegar uma, elegeu esta aqui a melhor música de 2009.
- “Lisztomania”, Phoenix
Pô, um francês ganhar? Ainda mais com um comecinho falando “So sentimental”… Mas a música do Phoenix , deliciosa do início anos 80 ao refrão melodramático e ao final em suspenso, fez a transformação de uma banda de gueto para uma banda bastante conhecida ainda que no mundo indie, que por si só não anda nada pequeno. “Lisztomania” ainda gerou pelo menos três remixes bem bons e o “mashup videoclíptico” mais legal dos últimos tempos, este que você (re)vê abaixo. O título de canção mais bacana do ano, pelo menos por aqui na Popload, a gente acha que está em boas mãos.
O site indie-bíblico Pitchfork divulgou suas 100 melhores canções de 2009 e deu “My Girls”, música lindaça do grande Animal Collective, bem votada no conselho Popload. Mas, dentre as dez primeiras da lista do P4k, o Phoenix emplacou duas músicas. “1901″ ficou em terceiro. “Lisztomania” pegou o oitavo.
Mas é de novo a história. Uma coisa é a opinião da Popload. Outra coisa é a SUA opinião. Queria saber qual, para você, foi a melhor canção de 2009. Pode mandar seu voto para lucio_ribeiro@ig.com.br ou botá-lo nos comentários, mesmo.
PROMOÇÃO MELHORES DO ANO – Votando na “música do ano”, você concorre aos seguintes prêmios:
1. Camiseta Nirvana da Reverbcity – Sorteio nesta sexta. A personalíssima loja paranaense de camisetas “musicais” Reverbcity criou uma estampa cool para a banda de Kurt Cobain, que faz parte de uma nova coleção sobre as grandes bandas dos anos 90. E doou uma dessas, tamanho M, para a Popload sortear entre seus leitores. Quer? É uma igualzinha a esta aqui:
2. A edição inglesa de “XX”, álbum do grupo The XX, um dos bons destaques do destacavelmente bom 2009. Sorteio nesta sexta.
3. DUAS pacoteiras de discos ótimos da nova distribuidora Lab 344, que botou no mercado nacional as edições caseiras dos discos:
- “The Eternal”, Sonic Youth
- “The BBC Sessions”, Belle & Sebastian
- “Jukebox”, Cat Power
- “Varshons”, Lemonheads
A Popload sorteia dois pacotes contendo em cada esses quatro discos citados. Bom presente de Natal, não?
4. DVD do Primal Scream: os dois DVDs “Riot City Blues Tour”, show cheio de extras da banda de Bobby Gillespie em Londres realizado em novembro de 2006.
* CHEGA - Postzinho difícil de ser concluído, mas agora foi. E sexta tem mais. E nesta quinta tem a última Poplfellas (Vegas) do ano. Be my guest. Vai ser nervosa. No palco, as Drama Queen. Na pista eu e os gênios Urenha, Fiervo e Focka. Nice!
* PLASTISCINES BITCHES – Talvez a “banda mais bonita do mundo”, a francesa Plastiscines, quatro roqueiras gatas (ou o contrário), que já foi conhecida como “Les Bébés Rockers”, está bem crescidinha. O quarteto, todas têm 21 anos ou perto disso, que se veste tão cool quanto toca, assunto aqui no post passado, se apresenta hoje em Londres no Barfly, em Camden, em show único para mostrar o disco novo, “About Love”, lançado tipo em setembro. Não tem data para mais performances na capital inglesa, pensa, porque a banda precisa voltar aos EUA para “compromissos fashion”. As Plastiscines, que cantam em inglês e francês, foram mostradas no muito visto seriado teen “Gossip Girl” semana passada, desempenhando o hit “Bitch” em que diz “Eu sou uma bitch quando escovo os dentes. Eu sou uma bitch quando eu me apaixono…”. Hit bitch! Hit, bitch!
Do outro lado do Atlântico, tirando o show de Londres e sem nem citar a França, ganharam remix do grande DJ e produtor suíço de dance punk Headman. Foi para a música “Barcelona”, do novo CD. “Barcelona” também já havia ganhado remix do extra-cool grupo inglês Chew Lips. Que eu conheça a música tem uns seis remixes “sérios”, já.
O mais legal das Plastiscines foi reportagem recente no diário inglês “The Guardian”. Contaram que no último festival Coachella tocaram antes do Iggy Pop. Assim que o show do roqueiro acabou, ele apareceu só de toalha no camarim delas e disse “Girls, you rocked. I love your music”.
Mas o melhor é a chamada para o mesmo texto delas no “Guardian”, escrito pela ótima Rebecca Seal: “As francesas do Plastiscines mal sabiam tocar seus próprios instrumentos quando começaram, não faz muito tempo. Agora dão rolê com o Dave Grohl. How cool is that?, pergunta Rebecca Seal”.
No ano passado elas estiveram no Brasil para um showzinho rápido naquele Orloff Five, festival que teve Melvins e Hives como atrações principais. O programa de rádio Poploaded, o mais bacana programa de rádio dentre os vários programas de rádios, co-apresentado pelo gênio Fábio Massari e um amigo dele, aproveitou as Plastiscines aí e arrastou as meninas para um session exclusiva no incrível estúdio do iG, na rua Amauri, mais conhecido como o Maida Vale brasileiro. Numa época em que elas ainda não sabiam tocar direito seus instrumentos, como mencionou o “Guardian”. Saiu essa maravilha aqui:
* ARCTIC MONKEYS E O SIGNIFICADO DE “CORNERSTONE” - Só para entendermos o que quer dizer o título da espetacular “Cornerstone”, talvez a melhor música do CD “Humbug” e single que está sendo lançado nesta semana, o site Stereogum explicou: “Cornerstone é alguém que só consegue fazer bom sexo quando está totalmente chapado”.
Os lados-B de “Cornerstone”, sobras de “Humbug”, já foram comentados aqui. Todas as canções são bem boas, incluindo a tarantinesca “Sketchead”. E a já “famosa” “Catapult”, que tem dedo produtivo do guru Josh Homme. O single traz ainda a dramática “Fright Lined Dining Room”.
E as três do lado-B de “Cornerstone”, tal qual está no single, você ouve aqui, assim:
* PROMOÇÃO ABOUT US F.A.I.L. - About who? About me?
Algumas coisas sobre o festival About Us, que tem a manha de no mesmo line-up colocar Sting, Carlinhos Brown, Lenine, Arnaldo Antunes e tal dizendo que é um evento para “melhorar o planeta”.
- Os organizadores do evento do domingão não gostaram muito que eu disse (de um modo bem-humorado, veja bem), que é o “pior line-up da história dos festivais” e suspenderam o sorteio de ingressos que este blog estava fazendo. Pena. Gente mais magoada. Não sabem trabalhar o “anti-marketing”, haha. Promoção abortada.
- Agora vai. A Sandy disse no Twitter que vai participar do festival, convocada para cantar uma música com o Jason Mraz, o Jamiroquai americano (foi uma amiga que falou! Nem acho. Nem acho nada).
- Estou começando a entender por que o mote do festival é tipo “um mundo melhor”. Quando o About Us aprisionar Sting, Brown, Lenine e Arnaldo Antunes na Chácara do Jockey, pelo menos por algumas horas todo o resto do planeta fora da Chácara do Jockey vai ser um mundo melhor para estar. Piaaaaaaaaaadinha.
- Notícias vindas de fora dão conta de que o About Us iria escalar, se a coisa tivesse rolado, a banda THEM CROOKED VULTURES. Parece que por um momento o show estava confirmado, mas caiu. Aí sim ia ser oooooooooutro festival. Dave Grohl + Josh Homme + John Paul Jones me fariam até assistir inteirinho a abertura do Lenine pela espera. Sem reclamar.
* KILLERS EM SP SÁBADO: “POR UMA BANDA MELHOR” - Na mesma Chácara do Jockey, sábado, depois que o About Us espantar a criançada da parte infantil de seu evento beneficente para a humanidade, entra o grande Killers para fazer show. Grande porque o Killers está se achando grande demais, então dá preguiça. A banda podia fazer um desses shows-de-um-disco-clássico e só tocar, de cabo a rabo, o “Hot Fuss”, né. Com menos decoração de cowboy no palco e com o Brandon Flowers não se achando o Bono. Se fosse só um show assim, dava para encarar a movimentação toda:
* PLASTISCINES, BITCH - Haha. Maaaaaais, Plastiscines. Nem ia falar mais delas neste post, mas não aguento. Saiu o vídeo de “Bitch”, música boa, muito close, imagens nova-york-bagaceira “mode”, algum néon, elas “lutando” com o sabre de luz, essas coisas à toa. Niiiiice!
* OS MELHORES DISCOS DA DÉCADA - Sai nesta quarta na Inglaterra a edição especial “O Fim da Década”, do semanário britânico “NME”, com os cem melhores discos lançados de janeiro de 2000 a dezembro de 2009, segundo voto de jornalistas da revista que trabalharam na publicação nos últimos dez anos, mais o pitaco de um monte de gente da música britânica e americana.
No top 10 da lista, temos o seguinte:
1 – The Strokes, “Is This It”
2 – The Libertines, “Up The Bracket”
3 – Primal Scream, “XTRMNTR”
4 – Arctic Monkeys, “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”
5 – Yeah Yeah Yeahs, “Fever To Tell”
6 – PJ Harvey, “Stories From the City, Stories From the Sea”
7 – Arcade Fire, “Funeral”
8 – Interpol, “Turn On The Bright Lights”
9 – The Streets, “Original Pirate Material”
10 – Radiohead, “In Rainbows”
Gosto é gosto, lista é lista, cada um tem a sua, mas nem tenho muitos reparos aos dez primeiros da revista, não. Só empurraria um pouco mais para baixo os dicos do YYYs, da PJ Harvey e do Interpol para arrumar lugar para
- White Stripes, “Elephant”
- Queens of the Stone Age, “Song for the Deaf”
- LCD Soundsystem, “Sounds of Silver”
E botaria o “Echos”, do Rapture, em 11º. E também eu…
O primeiro álbum dos Strokes, segundo a “NME”, é o melhor disco da década. Concorda? Acha mesmo que é o “Illinois”, do Sufjan Stevens?
* SENHORAS E SENHORES, ESTAMOS FLUTUANDO NO ESPAÇO - A especialíssima e espacialíssima banda britânica Spiritualized, liderada pelo alienígena Jason Pierce, oriundo do mesmo planeta que veio o Thom Yorke, abriu mais quatro shows em dezembro na Inglaterra, dois em Londres, no incrível Barbican Centre.
Pierce e companhia voltam a tocar na íntegra o álbum “Ladies and Gentlemen, We Are Floating in Space”, delicada obra indie de 1997, bastante cultuada até hoje. Em outubro, o Spiritualized fez no Royal Albert Hall duas emocionantes apresentações do referido disco, cuja embalagem era uma caixa de remédio e vinha bula.
De um dos concertos do Royal Albert Hall, o vídeo abaixo mostra o Spiritualized tocando “Come Together”, um dos singles do grupo.
“Ladies and Gentlemen, We Are Floating in Space” pode hoje soar um disco datado, mas na época de seu lançamento, 1977, sua sonoridade etérea deixou de queixo caído o pop inglês. O disco conseguiu altos lugares nas paradas inglesas, ainda sob o domínio do britpop. E a “bíblia indie” do país, o semanário “New Musical Express”, elegeu o disco como melhor do ano, na frente, veja bem, VEJA BEM, de “Ok Computer” (Radiohead) e “Urban Hymns” (Verve).
* ARCTIC MONKEYS E O SIGNIFICADO DE “CORNERSTONE” – PARTE 2 - Alguns acham que o novo single tirado do CD “Humbug”, que está sendo lançado nesta semana, é a melhor música da banda inglesa Arctic Monkeys. E melhor letra também, deste grupo de ótimas letras.
E “Cornerstone”, nas palavras, é mesmo de morrer de boa. Mas, para decifrá-la de um modo mais eficaz, a Popload chamou um poeta paulistano de Brasília para explicar o que o menino do Arctic Monkeys quis dizer com “deixar o taxista fazer o caminho mais longo só porque estava sentindo seu (dela) cheiro no cinto de segurança”.
E o poeta de Brasília interpretou mais ou menos o seguinte:
“Essa ‘Cornerstone’ traz talvez o verso mais doloroso do ano, escrito pelo Alex Turner: ‘Please can I call you her name?’.
O sujeito procura a moça em todos os lugares que vai. Mas ela não está mais lá. Ela não está em nenhum lugar. Pois ela jamais esteve em lugar algum.
Na volta para casa, ele pede para o taxista fazer o caminho mais longo, para tentar encontrá-la. Nessa situação de total descompasso amoroso, invariavelmente fazemos o caminho mais longo. Como o sujeito diz, ‘guardamos os atalhos conosco’ (‘and I kept my shortcuts to myself’, na letra). Queremos sempre o modo mais complicado. Ele implora, desesperado: ‘Please can I call you her name?’. Afinal, é sempre isso o que fazemos no fim das contas. Mas elas sempre respondem: não, ‘You can’t call me her name’. Então, teme não se lembrar mais do rosto dela. E conclui: ‘I’m beginning to think I imagined you all along’.
Mas vem a salvação, nas palavras da irmã (?) da moça, que aparece no final do delírio do desencontro do protagonista: ‘I’m really not supposed to but, yes, you can call me anything you want’.
‘Cornerstone’ é uma bela canção sobre quando continuamos a amar quando já não há mais esperança. Essa é a pior dor de todas, talvez. É a melhor música de toda a carreira do Arctic Monkeys, e mostra que esse Alex Turner sabe uma coisa ou outra sobre tomar foras.”
Oh, Alex!
E, para sentir o drama ouvindo “Cornerstone”, boto novamente em post o ultra-simpático vídeo da música:
* IGNORE O IGNORANTE, COM OS CRIBS – Talvez a banda mais tosca e sonoramente desencontrada do rock atual, o grande Cribs é também a de formação mais bizarra dentre todas as bandas do planeta: é constituído por três irmãos, dois gêmeos, e por um ex-integrante dos Smiths, Johnny Marr.
Na semana passada, os Cribs se apresentaram no programa do entrevistador americano David Letterman. Tocaram para uma platéia de milhões (de telespectadores) a música “Ignore the Ignorant”, a faixa-título do novo CD, de difícil audição para quem não é familiarizado ao som da família Cribs. O vídeo está aí embaixo. Engraçado, no fim, o Letterman cumprimentando a galera da banda, apertando a mão do Johnny Marr, assim, como se ele fosse o, sei lá, baixista do Muse.
* MOVIMENTAÇÕES POPLOAD DJ SET – Semana agitada. Este blogueiro toca nesta quarta como convidado da semana de inauguração do novo e já bombado clube paulistano Hot Hot (Bela Vista). É a primeira edição da Hell on High Heels, a festa rock do Hot Hot, que acontecerá às quartas. Nesta semana, em meio ao Horror Show da Virgin Again, as discotecagens da noite HHH do clube HH ficam por conta de: Lúcio Ribeiro (who?), Clemente (Inocentes) e das residentes Lu riot e Fernanda Martini.
- Na quinta, tem Rockfellas vs. Popfellas em véspera de feriado no Vegas. Coisa séria. A Popfellas (Eu, Rafael Urenha e Focka), que nesta edição toca no infernoso porão do clube, traz como convidado o incrível DJ Goos (http://www.myspace.com/djgoos). Ba.la.da.
- Sábado, no put… casa de shows Babilônia, tem mais uma edição da “Fucking Songs”. Na noitada, Myself, Rafael Urenha e a grande revelação indie de 2009, DJ Fiervo. Fierveção.
* Este post ia se chamar merecidamente “Megan Fox e a cena de abertura de ‘Garota Infernal’ “. Mas achei melhor não.
Bapho, música boa e tinturas avermelhadas. Cena do seriado independente “420″, que estreia em novembro
* “420″: SÃO PAULO GANHA SEU SERIADO-CAUSAÇÃO – Um “bapho” na cabeça e uma câmera na mão. “Skins” who? “Gossip Girls” my ass. São Paulo recebe a partir de novembro as primeiras transmissões virtuais de “420″, um seriado sobre amizade, loucurinhas, gente cool e muita música. Idéia do “rising star” videomaker Felipe Dall’Anese, figurinha fácil da cultura clubber paulistana, “420″ será uma coleção de curtas de uns 8 minutos cada que serão postados semanalmente em um site a ser divulgado.
Partindo da idéia de que “a vida dos meus amigos daria um seriado”, o diretor juntou um cast de 10 pessoas amigas, não atores, não amigos e atores para montar personagens que de certa forma representem o lifestyle de quem sai para clubes, shows, festinhas em casa, passeios, encontros, exposições em São Paulo. O que for, desde que reúna uma boa historinha que mereça ser enquadrado de modo estiloso dentro de um vídeo de oito minutos.
“420″ conta com uma galera atuante de SP, em sua maioria, mas que se relaciona com amigos de BH, Porto Alegre, Londres.
No Twitter, já rolou uma “ação” de divulgação”, um link-viral em stopmotion e trilha cool mostrando o que vem por aí.
O nome “420″ é um símbolo internacional de contracultura e é normalmente associado à maconha. Mas também serve como número-código para subversão. Seja indicando um horário (4:20), uma data (20 de abril).
“No nosso caso usamos mais pela subversão mesmo”, falou em entrevista à Popload o personagem Alex Magalhães, que jura não saber quem é Rodrigo Guima, o sujeito que eu sempre encontro nas baladas de São Paulo. Me confundi quando vi o vídeo-teaser de “420″. Rodrigo Guima tem o jeito do Alex, a cara do Alex, a voz do Alex. Mas se o Alex diz que ele não é o Rodrigo…
E é isso. Quem frequenta a noite paulistana provavelmente já viu alguma vez os personagens de “420″, que quando assumirem seus papéis no seriado vão ignorar suas verdadeiras identidades.
Porque eles vão estar no mundo real, e daí vem a brincadeira realidade-ficção que vai ser a marca de “420″. Você vai encontrar as pessoas da série discotecando em clubes reais, de baladas reais, ou postando coisas no Twitter, tendo perfil no Facebook, subindo foto em Flicker.
Já convidei o Alex Magalhães (e não o Rodrigo Guima) para tocar no Vegas, por exemplo.
Os primeiros episódios de “420″ vão ser de apresentação de seus personagens. Em “420″, por exemplo, você vai conhecer a Jessica.
* POPLOAD EM BUENOS AIRES. PORÃO DO ROCK NA ARGENTINA - Hein? Intercâmbio indie cada vez mais forte, país baratinho para o “poderoso” real. O festival brasiliense Porão do Rock, um dos principais eventos do calendário independente brasileiro, armou parceria boa com os hermanos e realiza uma edição especial na capital argentina em dois dias. Serão quatro bandas nacionais (Autoramas, Macaco Bong, Mundo Livre e Móveis Coloniais de Acaju), cinco argentinas (entre elas a El Mato un Policia Motorizado) e uma uruguaia. Tudo acontecendo sexta e sábado próximos no Niceto, clube tradicional de indie rock do delicioso bairro de Palermo. E a Popload vai estar em Buenos Aires para ver isso.
* JULIAN CASABLANCAS SOLTA UMAS “FRAZES” PARA OS JOVENS - A Popload preparou um preview do álbum de Julian Casablancas, o stroke solo da vez. “Phrazes for the Young”, o CD, tem lançamento previsto para o finalzinho de outubro, dia 30. Inclusive mencionam que no Brasil o disco sai dia 4 de novembro. Vamos ver se procede.
Sobre o “Phrazes for the Young”, pelo que deu para sentir, é Strokes sem ser Strokes, entende? Nem tem tanta guitarra marcante quanto em sua banda famosa, mas seu vocal é tão marca registrada de uma época que chega a ser difícil a tentativa de separar as coisas. Enfim.
Em seu site, Casablancas mostrou outra música inédita e inteira, “River of Brakelights”. Não tão boa quanto “11th Dimension”, mas ainda assim bem a pena a escutada.
* REM EM DUBLIN EM SÃO PAULO - Assim. Semana que vem, dia 27, a veterana banda americana REM lança seu álbum duplo ao vivo, “Live at the Olympia”, com 39 músicas tiradas de uma residência de cinco dias que o grupo de Michael Stipe no importante teatrão de shows em Dublin, Irlanda, em 2007. Junto com o álbum a banda lança (só no exterior) o DVD “This Is Not a Show”, documentário de uma hora sobre essa temporada irlandesa de shows que serviu como ensaio aberto para o grupo reviver no palco suas clássicas músicas e fazer os últimos ajustes para o CD “Accelerate”, que seria lançado meses depois.
Pois bem. “This Is Not a Show”, o documentário do REM, vai ter pré-estréia exclusiva nesta quarta-feira em São Paulo, às 23h, no Studio SP.
O ingresso para essa exibição custa R$ 10, para quem mandar nome para a lista do Studio SP.
E o trailer de “This Is Not a Show” é assim:
* O MUNDO, SEGUNDO O TWITTER - Uma compilação do melhor (?!) da rede social nos últimos cinco dias (mais da semana passada). Como conseguimos viver tanto tempo sem Twitter, hein?
@phelipecruz Então resumindo: o menino que tava no balão na verdade não tava no balão e sim numa caixa que tava no chão? ok… uau! notícia do ano!
@ana_freitas Gente, e esse twitter inteiro cobrindo o balão?
@diegomaia E não tinha nada dentro do balão. A tag tinha que mudar de #saveballoonboy para #savejournalism
@flaviadurante Jesus (Luz) cheio de dentes no país dos banguelas: http://bit.ly/23ONj9 (via @luizcesar)
@fabilipo Se a Madonna não canta em show pq o namorado dela não pode ser DJ e não tocar?
@flaviadurante PQP, o zeze araujo abalou paris e bangu! publicou vários scans da noite ilustrada da @erikapalomino no facebook! http://migre.me/94tC
@arnaldobranco Leo: eu torço pra Argentina. Copa sem Argentina é tipo a Segunda Guerra Mundial sem os nazistas. #gênio
@DanielKastro Conheça The Daniel Castro Band aqui: http://www.myspace.com/danielcastrosblues
@neozeitgeist Portugal leva piada a sério “Portugueses exigem retratação de Maitê Proença por piadas sobre o país” http://bit.ly/RWD5f
@vitorfasano Quantos portugueses são precisos para afundar um submarino? Dois, um pra bater na porta e o outro pra abri-la. rs! VF #FREEmaitê
@fabilipo Video: O Hitler apoia a Maitê Proença e detona os portugueses. Ui! http://tumblr.com/xra3juckp
@pattoli WOW! um cara tentou adicionar minha mãe no orkut pedindo: “me a seita?” hahahaha
@aomirante Conspiração Filmes oferece US$ 15 mi p/ Woody Allen. Me pergunto se falar em ‘conspiração’ p/ um neurótico surtirá efeito.
@azaroseuquerida Já ouviram a música do menino do the moldy peaches com participação do amarante? http://bit.ly/25nJym
@rafaellosso Nenhum amigo. #tuitesuainfancia
@barbaragancia Fui uma criança traumatizada. Essa coisa d passar férias na gélida Suíça, enquanto todo mundo de divertia no Guarujá deixou marcas profundas
@realwbonner Viver quase 46 anos, casar, ter filhos, escrever um livro, ralar, plantar um pé de feijão e descobrir que é flooder – seja lá isso o que for.
@inagaki RT @brogui: 10 coisas que precisamos parar de fazer no twitter – http://migre.me/8QyZ – Genial!
@diegomaia O palco indie do Planeta Terra 2009 fica do lado do Castelo dos Horrores. Entenda como quiser http://migre.me/8IVk (via @hectorlima)
@fabiobianchini O lance de “no Planeta Terra, quero saber é dos brinquedos” é MUITA vontade de blasé. Playcenter não tá lá o ano todo?
@vitorfasano @otaviomesquita to descendo para a piscina em 5 minutos… ABS VF
@alisson10 http://twitpic.com/kvdkc – Taí a tão falada capa da Marge Simpson na Playboy americana.
@carcamanos Boa tarde a todos. Se fosse um casamento hoje o Palmeiras mereceria dormir no sofá a semana inteira.
@gravz Um salve pro pessoal do tráfico, que deixou pra expor as rusgas depois da escolha da sede olímpica. Abs.
@leandromp Ah, Rio de Janeiro… justo no meu plantão!?
@flaviadurante “Oi meus queridos! sabe que estava aqui jantando ontem? o keith richards, ele é muito legal” (via @lulusuperpop)
* DE JAGGER PARA ANDY WARHOL: VAI NA MANHA, NÃO VIAJA NA CAPA – Essa história circulou nos últimos dias, não sei se você viu. Apareceu uma carta de 1969 escrita pelo Mick Jagger, dos Stones, para o famoso artista Andy Warhol. A missiva do roqueiro chega a ser um marco da cultura pop. Jagger começa agradecendo Warhol por ter aceitado o convite de fazer a capa do então próximo disco da banda dele. Mas vai tentando dar uma “brifada” cuidadosa porque sabia que o artista poderia aparecer com uma doideira básica dele como capa do álbum. O “pedido” não deu muito certo, pelo que a história da música conta. Ou, se você pensar bem, não poderia ter dado mais certo.
A carta é esta:
O disco é este:
Warhol criou a concepção da capa de “Sticky Fingers”, de 1971, considerado um dos grandes álbuns do rock em todos os tempos. O artista botou na ilustração frontal do disco a foto da cintura de uma figura masculina usando um jeans. Como se não bastasse, na capa botou um zíper real. Quando alguém descia o zíper, era revelado o famoso logo dos lábios e língua, marca registrada dos Stones que ali aparecia pela primeira vez.
Alguns problemas aconteceram. Logo rolou o boato que o modelo da calça não era Jagger, e sim o ator Joe Dalessandro, “pupilo artístico” de Warhol, um certo símbolo do pop underground nova-iorquino e principalmente ícone da cultura gay da época. Muitas lojas não queriam botar o disco em suas prateleiras. Além do mais, estocar o “Sticky Fingers”, por causa do zíper real saliente, não era simples. Fora que na hora de empilhar os álbuns o zíper de uma danificava a contracapa do disco da frente.
“Querido Andy, eu deixo o disco em suas capazes mãos, para você fazer o que quiser.”
* ARCTIC MONKEYS: O VÍDEO CANASTRÃO E O LADO B ESPETACULAR – Já postado aqui, postaremos de novo. O vídeo da talvez segunda melhor música do disco novo, “Cornerstone”, é uma beleza. Charmoso, diria. Num fundo branco, Alex Turner canta com cara de canastrão e trejeitos de canastrão, além de estar usando um gravador de play+rec e fones de 1960. O vídeo “estáile”, para quem não viu, é este:
“Cornerstone”, o novo single dos Monkeys, vai ser lançado na internet em novembro e em vinil de 10 polegadas em dezembro. A conversa é a de que o “lado B” vai trazer três músicas inéditas. “Catapult”, “Sketchhead” e ” Fright Lined Dining Room”, sendo que a primeira, dizem, é tão boa que caberia fácil como single do primeiro disco. E a segunda, “Sketchhead”, surf punk em alta velocidade, que circulou como bônus do “Humbug” no iTunes, seu eu fosse o Tarantino botaria fácil numa cena forte do próximo filme. “Sketchhead” é assim:
* HELL YES – O FILME DA MEGAN FOX, O EMO E O INDIE - Estréia nesta sexta-feira nos cinemas daqui o filme “Garota Infernal”, ou “Jennifer’s Body”, no original. Estrelado pela bombshell Megan Fox, a da gloriosa cena inicial e de muitas outras, “Garota Infernal” conseguiu ganhar um slogan brasileiro bom, que diz muito da história: “Qualquer garoto morreria por ela”.
Espécie de “Twilight” para rapazes, “Garota Infernal” traz os clichês bestas de filme de terror nível médio de sempre, mas é ancorado também pelos diálogos espertos e atuais da Diablo Cody (“Juno”) e ainda por muita referência musical boa. E tem a Megan Fox, claro.
- Pra começar, e evitar ao máximo a “spoilerização”, dá para dizer que a Megan Fox mata o emo no filme. Com requintes de crueldade. Como se deve matar o emo, mesmo, eu diria.
- Em outra cena “importante”, o megahit antigo “867-5309/Jenny”, de 1982, foi evocado. Imortalizada pelo Tommy Tutone, o grande hino de certa época causou confusão telefônica em várias cidades americanas em que o número realmente existia, porque a molecada ligava direto para falar com a Jenny. A música ganhou 1 milhão de covers. Uma nobre nos diz respeito: o Nirvana fez cover dela no show de São Paulo, no Morumbi, em 1993. Não lembro agora se fez no do Rio. “8675309″ ainda hoje é lembrada de todo o jeito. Teve um trote de telemarketing famoso nos EUA recentemente em que o número que aparecia na bina dos celulares era “8675309″. A menção ao número ou à música também apareceram em centenas de seriados, desenhos e programas, de “Family Guy” a “Hannah Montana”. Como a Diablo Cody poderia perder a chance de botar “867-5309/Jenny” em “Jennifer’s Body”?
- Tem o Adam Brody, o Seth Cohen de “OC”, impagável como líder de uma banda de death pop (?!), que a cada três frases uma faz referência à cultura pop.
- O filme está cheio de new music das boas e bem colocada na trama: Florence & The Machine, Black Kids, Lissy Trullie. Engraçado ver uma canção como “Death”, do White Lies, embalar um baile de formatura (!). E ficou bom. Tem Hole e Blondie também. E, claro, algumas tranqueiras.
- A capa da trilha é boa, também, não só por causa da Megan Fox.
* MÚSICA BELEZA, MULHERADA, CALIFÓRNIA - Sim, a banda Girls lançou o single oficial para a lindaça “Laura”, nos últimos dias. “Laura”, já disse aqui, tem o trecho mais profundo da música neste século: “You’ve been a bitch/ I’ve been an ass”. O vídeo-fofura é este:
* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL – Ainda na fita o par de ingressos para o festival PT, que acontece no dia 7/11 em SP. É o segundo sorteado aqui. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Não quer ver Sonic Youth, Iggy Pop, Ting Tings e Primal Scream de graça?
* PROMOÇÃO MAQUINARIA FESTIVAL – Um par de ingressos para os shows do Faith No More e do Jane’s Addiction em SP, dia 7 de novembro? Pois não… Comentários neste post ou email para este blog: lucio_ribeiro@ig.com.br. Bom, você sabe os esquemas…
* PROMOÇÃO “COBAIN”, O LIVRO – Segue ainda o sorteio de “Cobain”, o livro-”documento” da “Rolling Stone” sobre o grande guitarrista do Nirvana. “Cobain” vai custar nas livrarias R$ 52,90. Mas um, o sorteado aqui, vai custar R$ 0. Vai nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. A imagem acima é a contracapa “classe” do livro, ilustração que saiu na “RS”.
* Encerramos a transmissão por aqui. Se tudo der certo, o próximo post será escrito em terras argentinas. Hasta luego!
Lúcio Ribeiro é jornalista de cultura pop. Edita o Popload e é colunista do “Caderno 2″ (Estadão), da MTV, das revistas “Capricho” e “Homem Vogue”. É curador do festival Popload Gig, já na terceira edição, e DJ residente dos clubes Vegas e Lions, além de viajar o Brasil tocando em festas de rock.