30/01/2009 - 07:57
* O assunto apps rendeu então, hein? Vamos para a próxima maravilha da série sobre os “applications” do iPhone: o app iFart, hahahaha. Tem várias opções de som e custa 0,99 cents na loja do iTunes. Uma das opções é “Burrito Maximo”. G-zus. Tem várias categorias de “pum”, tipo “Jack the Ripper” (!?!) e “Framboesa” (?!?!?). Escolha o seu predileto. Dá para você programar um tempo para o “pum”, o que permite colocar o iPhone perto de uma “vítima” amiga para ela “levar a culpa”. O Youtube apresenta vídeos sobre o iFart. Tutoriais, mesmo. Tipo este “iFart Changes Everything”.

* A partir de agora e a cada post, a Popload vai comentar sobre um app diferente.
* Da série “o mundo está engraçado”, o jornal inglês tradicionalíssimo “Daily Telegraph”, fundado, veja bem, em 1855, fez uma coisa muito 2009. Em suas centenárias páginas sóbrias, reverberou nesta semana uma notícia não-confirmada do blogueiro de fofocas Perez Hilton, sobre uma possível gravidez da mulher de Barack Obama. Então é assim: o austero “Telegraph” reverberando um assunto político-fofoquento que talvez nem seja verdade e que foi publicado em um blog. Tá?
* AMY WINEHOUSE - As negociações firmes da vinda ao Brasil da cantora Amy Winehouse em 2009, que primeiro apontavam para fevereiro, agora falam de fim de abril, começo de maio. Faz total sentido, agora que a cantora acertou sua participação no festival Coachella (Califórnia) deste ano e, assim, é “só descer” para a América do Sul.
* COACHELLA 2009 - A mais embaçada escalação do famoso festival do deserto finalmente foi divulgada. As principais atrações do primeiro dia são de um respeito histórico. Sir Paul McCartney, Morrissey, Leonard Cohen e, vamos incluir no pacote, Franz Ferdinand. E é óbvio que no meio de uns 100 nomes de um festival deste porte tem sempre uns 20 shows que dá para ver feliz. Mas ainda assim eu achei que…

* 2009, O ANO DO… PHIL COLLINS? – Crise econômica mundial, guerra na Faixa de Gaza, a maior recessão em 17 anos. Nada tem assustado mais os ingleses do que a ameaça pop que está pintando para 2009.
Os britânicos temem mais, coitados, passar por um… “revival Phil Collins”. E sem ironia.
No último dia 24, um dos mais badalados jogadores de futebol do mundo, o ótimo meia Steven Gerrard, do Liverpool, compareceu à corte inglesa por causa do Phil Collins. Explicando melhor, foi assim:
No final de dezembro, Gerrard provocou uma pancadaria em um clube inglês e uma pessoa, no caso o DJ do bar, saiu com escoriações na cara e sem um dente. O que mais espantou os ingleses não foi o fato de um jogador pacato como ele ter partido para a briga. O que mais chocou, eu diria, foi quando se soube que o motivo de tanta discórdia tinha sido um CD de greatest hits do Phil Collins. Todo animado, Gerrard foi até o DJ e pediu que ele tocasse “Easy Lover” (ah nããão, Gerrard!), e, revoltado, não aceitou o não como resposta.
Dizem os jornais ingleses que talvez a reputação do jogador pode até sair ilesa dessa, mas a revelação de que por trás de todas aquelas jogadas mora um fã de “Easy Lover” é demais para qualquer torcedor. (Ainda bem que não temos conhecimento do que os nosso jogadores pedem aos DJs na balada por aqui.)
Phil Collins já estava ensaiando o cool desde 2007, quando a marca de chocolate Cadbury fez aquela propaganda (viral?) de um gorila tocando bateria. Lembra? Ele aparece pensativo, deprimido, quase em transe. Ao fundo, a introdução viajante de “In The Air Tonight”, do ex-baterista do Genesis. De repente entra aquele solo de bateria que todo mundo já ouviu alguma vez na vida e o gorila entra em ação, personificando o “Phil”. Virou (o vídeo) hit instantâneo na internet. O comercial, que só era exibido no Reino Unido, começou a passar na Nova Zelândia no ano passado. E a música voltou às paradas do país chegando ao PRI-MEI-RO lugar. Na Inglaterra ela ficou em vigésimo, grande feito para uma música lançada em 1981! Vale lembrar ainda que, na época do lançamento, o posto mais alto que “In The Air Tonight” conseguiu foi um terceiro lugar na Alemanha. No Reino Unido, ficou em… 26.
Não custa botar o vídeo do Gorilla Collins aqui…

“Um Revival Não Irônico do Phil Collins”. Quer mais? O papa indie Allan McGee, escocês que fundou SÓ a Creation Records e descobriu o Oasis e bombou Jesus & Mary Chain e Primal Scream, confessou dia destes em texto para o jornal britânico “The Guardian” que é fã incondicional de Phil Collins. E que, se seu melhor amigo deixasse, ele já teria criado um blog só para falar do cantor há muito tempo. O texto é muito mais que isso, na verdade, e é daqueles que deveria ser obrigatório a qualquer indie “em formação”. McGee usa o Phil Collins para falar de “generation gap”. E do quanto ele gosta disso e do quanto se diverte com as “diferenças musicais” que dividem as gerações.
Vamos ao que interessa: um dia, visitando um amigo, ele ouviu sair do quarto do filho desse camarada uma música do Phil Collins. Mas não era exatamente o Phil Collins, e sim uma versão “remixada” para a música “I’m Not Moving”, feita por uma duplinha inglesa chamada Idjut Boys. O filho adolescente do amigo não conhecia Phil Collins, Genesis, essas coisas. Só estava curtindo a batida da bandinha “anos 00″. E McGee ainda não conhecia sua nova banda preferida. Idjut Boys existe desde 2001 e é formada por Dan Tyler e Conrad McDonnel. Eles fazem um “cosmic dub-heavy disco”, o que quer que isso signifique. “A versão tem rodado a internet há algum tempo, como tem que ser”, completa McGee. “É um edit fantástico, e me lembra por que o mundo dance deixou de lado o preconceito em favor dos grandes beats. DJs se importam com o que vai levar as pistas a loucura, e não com o que tem credibilidade”. O título do texto? Procura aí, é leitura das boas: “The Non-Ironic Revival of Phil Collins”.
* E, por último, soubemos agora que o Killers vai lançar um álbum de covers em 2009. E uma das covers vai ser do Genesis. Meeeeeeeedo.
* KILLERS E O CD DE COVERS - Um dos grandes nomes do Coachella 2009, o Killers parece que vai dar o que falar com esse CD de covers que vai lançar neste ano. Vai ter a já batida do Joy Division (”Shadowplay”) e… “Girls Just Wanna Have Fun”, da Cindy Lauper. Eu já tinha ouvido falar dessa, mas sempre achei que era zoeira. Mas não é, não…

* PROMO CAMISETA DO MORRISSEY / REVERBCITY - Hehe. A camiseta M masculina do Morrissey saiu para uma menina: Giovanna Merli. A Reverbcity é a grife de Londrina, parceira da Popload, que está lançando em 2009 uma linha de camisetas que rende homenagem a filmes, além da série fashion B-Side.
* FALANDO EM MORRISSEY E ROUPAS… - Tire as crianças da tela. Apareceu a foto polêmica que está no encarte do novo single do Morrissey, “I’m Throwing My Arms around Paris”, a ser lançado oficialmente no dia 9 agora. Morrissey, um senhor de 50 anos, juntou a banda para, com um disquinho de vinil de 7 polegadas… Bem, veja por si só:

* AHN?!?! – Enquanto isso, nas baladas de comemoração do primeiro lugar nas paradas de seu novo single, “The Fear”, a nossa amiga Lily Allen foi e…

* Achei uma lista de tópicos para a Popload, aqui no meio das minhas anotações. Assuntos que estão para ser falados desde o final do ano passado. Percebo que estou em grande dívida. Vou tentar “pagar” tudo neste e nos próximos posts. Vou começar pelo Pulp. Depois Franz. Depois…
Deu, este.
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
Tags: Alan McGee, amy winehouse, Coachella, iFart, Phil Collins
14/11/2008 - 00:30
* Popload DJ set em seu momento “what the fuck 2008”. Discotecagem na festinha “secreta” pós-show do REM, na última terça-feira, com Michael Stipe na pista dançando com as mãos para cima.
* Na quarta-feira, o líder do REM foi à Funhouse, na noite Funhell, brincar na jukebox do inferninho rock paulistano. Botou fichinhas para ouvir “Nightclubbing” (Iggy Pop), “2hb” (Roxy Music) e uma do grupo do punk inglês Stranglers. Nesta última, deu uma dançadinha alegre no andar de cima da Funhouse.
* RADIOHEAD NO BRASIL 1 – Vai, Radiohead. Solta essas datas do Brasil logo! O jornal argentino “Clarin” revela que a banda de Thom Yorke toca em Buenos Aires no dia 24 de março, no clube GEBA, um complexo esportivo do Gymnasia y Esgrima, onde o Duran Duran fez show esses dias e a Kylie Minogue se apresenta neste sábado, 15/11. Ainda não há definição sobre preços de ingressos, mas o intervalo entre as datas de Buenos Aires e Santiago já aponta para uma segunda data argentina, já que o GEBA tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas. (((Update: O próprio “Clarin” soltou outra nota, agora dizendo que o show do Radiohead na Argentina será no Club Ciudad de Buenos Aires, um espaço maior que o GEBA: 25 mil pessoas.)))
Em Santiago, o ritmo de vendas foi frenético. Só no primeiro dia, nas primeiras 8 horas, foram vendidas 9 mil entradas.
Até o final da tarde de ontem (quinta), restavam poucos ingressos dos 20 mil colocados à venda. Por lá, também deve ser adicionada uma segunda data, para o dia 28 de março.

* RADIOHEAD NO BRASIL 2 – E não é que o esperaaaaaaado show do Radiohead no país pode ser no dia primeiro de abril? Essa abençoada primeira visita da banda justo no dia primeiro de abril parece sacanagem. Lembro que quando a Popload entregou essa do Radiohead nesta terra em 2009, alguém comentou assim: “Aham. Eles vão vir tocar no Brasil no dia primeiro de abril. E vai ser no estádio do Corinthians”.
E não é que pode ser mesmo? Quer dizer, a primeira parte do comentário. Mas depois que o REM tocou no “Zequinha Stadium”, por que não um “Radiohead @ Fazendinha Stadium”?
* RADIOHEAD NO BRASIL 3 – O Sigur Rós, você sabe, já vem sendo comentado como possível show suporte da turnê latino-americana do Radiohead faz algum tempo. Mas hoje a imprensa chilena informa que o PORTISHEAD deve completar o line-up do “Cristal en Vivo”, festival meio-fachada que trás o Radiohead a Santiago. Brasil???

* FELIZ 2009: RADIOHEAD, COLDPLAY, OASIS E… – O agitado 2008 sonoro nem acabou e temos alguns super shows vindo aí em 2009. O Coldplay de Chris Martin deve chegar até antes do Radiohead, mais para o meio de março. E com uma não curta turnê sul-americana. Ainda no primeiro semestre, antes da trilionária série de shows de verão em estádios britânicos (850 mil ingressos esgotados em cinco horas), Noel e Liam Gallagher trazem o Oasis para cá, segundo promete Daniel Grinbank, o superempresário argentino do entretenimento. E a Popload apurou que estão no nível de assinatura de contrato as tratativas para trazer ao Brasil esta pessoa aqui embaixo:

* AMY WINEHOUSE NO BRASIL - A problemática Amy Winehouse, se até a data estiver em condições vitais, e sob um cuidadosíssimo contrato protegendo o contratante (Mondo Entertainment) de qualquer um dos seus famosos “desaparecimentos”, vem ao Brasil EM FEVEREIRO, em acordo que deve ser fechado até o começo da semana que vem. A senhora Winehouse, que nesta semana apareceu com esse novo corte de cabelo, prepara uma volta “limpa” e com novo disco para o ano que vem. E seu retorno aos shows pode ser exatamente no Brasil. Especulou-se no mês passado que Amy poderia vir ao país para cantar no Réveillon do Rio de Janeiro, mas sua precária “condição humana” foi empurrando pra frente sua sempre incerta aparição nos palcos, seja daqui ou de qualquer lugar. Amy Winehouse por duas vezes quase veio ao Tim Festival, mas as negociatas entre o evento brasileiro e os representantes da cantora sempre foram abortadas devido às recaídas da moça no vício das drogas.
* BON JOVI – Quem também estaria em tratativas para aparecer na América Latina, primeiramente via Chile, é o Bon Jovi. O Canal 13, que realiza o famoso festival de Viña del Mar (ano que vem em sua edição 50), quer trazer Jon e sua turma. O entrave seria o alto preço: US$ 750 mil.
A organização do evento estaria estudando uma parceria com a Pepsi, que nos anos 90 associou sua marca a artistas como Michael Jackson e que teria como intenção voltar a investir em grandes espetáculos pop, a partir do ano que vem.
A possível parceria pode render não apenas um show do Bon Jovi no encerramento do festival no dia 23 de fevereiro, mas também uma segunda data em Santiago, dois dias depois, na arena Movistar.
* LET’S GET HIGH – Ferrou. Não vou conseguir voltar ao post. Foi mal. Mas…// Não, EU NÃO SEI se a Mallu Magalhães está namorando o Marcelo Camelo. Quer dizer, eu sei, mas não vou comentar.// Que fase a do Kings of Leon… O grupo toca agora em dezembro para 20 mil pessoas no gigantesco O2 Arena em Londres. Loucura. Aí, nesta sexta, começou a vender ingressos para JUNHO do ano que vem, três shows no Reino Unido (dois no O2 Arena, Londres, de novo, e um no Manchester Arena). Dizem que os 85 mil ingressos (total) não duraram dez minutos disponíveis.// Você sabe que os art-rockers Franz Ferdinand são ligados em… arte. Várias de suas músicas fazem referências a quadros e artistas de arte moderníssima em geral. Essa “Ulysses”, por exemplo, que vazou nesta semana, motivou concurso de remixes e abre o aguardaaaado terceiro disco “Tonight: Franz Ferdinand”, que sai em janeiro. A música é inspirada na obra de um artista albanês chamado Anri Sala e nasceu de uma visita da banda à exposição do moço, no ano passado. A obra Ulysses ficava na entrada da galeria e na verdade era um kit de bateria, em que o público era convidado a sentar e “bang the drums” do jeito que quisesse. O baterista do FF sentou e teve uma idéia da música colaborativa “Ulysses”, feita por estranhos. Daí o concurso aberto de remixes para a canção que fará parte do novo CD do grupo escocês. “Ulysses”, do Franz, está aqui embaixo. Cante com Kapranos: “Let’s get hiiiiiigh”:
FRANZ FERDINAND – “ULYSSES”
* “Ulysses está aqui, mas eu não estou mais. Só na semana que vem, agora. Bom finde!!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
Tags: amy winehouse, Bon Jovi, Coldplay, oasis, Radiohead, REM
08/09/2008 - 22:04
* Popload na Sicília.

* Você vai chegando a Siracusa e de longe avista uma edificação gigante, branca. Ruínas gregas? Nada. A cidade, que já pertenceu aos gregos antes de os romanos a tomarem, recebe os visitantes com um cemitério. Enooooorme para uma cidade que nem tem uma população extraordinariamente grande. Ê, máfia…
* SIRACUSA É INDIE – O indie está em alta nesta parte bem ao sul da Itália. Mas aqui o termo tem outra serventia. Ele dá nome aos comerciantes que resolveram se rebelar contra a máfia local e não contribuir mais com dinheiro, em troca de “segurança”. Pelo que eu soube, começou com os comerciantes de bancas de frutas. Onde li, dizia até que os “rebeldes” chegam a botar placas na frente do estabelecimento dizendo “esta loja não contribui com a máfia”. Mas, em um rolê rápido pelo centro da cidade, essas placas eu não vi.
* RÁDIOS ITALIANAS – Estou atravessando o sul da Itália de carro, ao embalo de rádios bem bacanas daqui. Eu, que não acreditava em tantas rádios italianas decentes assim. Tem uma que chama Rádio Ibiza e toca rap francês, electro-rock inglês, experimentações dance italianas, o diabo! Tem a Radio DeeJay, que não compromete. Boa para ouvir os singles “da hora”. A Virgin FM, com sotaque inglês mas programação italiana, que toca basicamente velharia, mas sem xaropices. E tem a 105FM, minha preferida, que transmite direto de Milão. Emissora boa, toca o hoje olhando para o futuro. Muita rádio brasileira devia seguir o exemplo. Bota para rolar indie inglês e americano, rock italiano (a cena local), R&B e rap dos EUA, sem perder o rebolado. Não é que despreza o passado, mas acha mais interessante movimentar a música de agora. Difícil tocar “Under the Bridge”, dos Chili Peppers, ou “Daughter”, do Pearl Jam, ou “…My Way”, do Lenny Kravitz. Pode até tocar Chili Peppers. Pode até tocar “Daughter”. Mas não faz como as rádios brasileiras, que tocam como se a música tivesse acabado de ser lançada. Com a desculpa de “tocar para as pessoas de 30 e poucos anos”, acreditando em uma cascata que diz que essa é a idade dos que mais ouvem rádio e dos que gostam de músicas “de sua época”. Nhé!
* BAFO NO SHOW DO OASIS – A banda estava executando o hit “Morning Glory”, no último domingo em uma apresentação no Canadá, quando um cara da platéia invadiu o palco e empurrou o Noel Gallagher para a galera, com guitarra e tudo. O Liam, que estava cantando sem olhar para os lados, não viu o “stage dive” forçado do irmão e ficou sem entender a confusão. Quando se ligou, e os seguranças estavam levando o agressor para fora do palco, Liam saltitou engraçado e deu um safanão no cara. O show parou e a banda saiu de cena. Dizem que nos bastidores o Liam teria dado um chute na cara do fã doido, que foi direto para o hospital. Quando o show foi retomado, o Noel estava normal e o Liam transtornado, tanto que nem cantou muito das “suas” músicas. O vídeo da confusão está aqui.

* AMY ITALIANA – Sempre que a música “Non Ti Scordar Mai Di Me” começava a tocar no rádio, achava que estava ouvindo a inglesa lesada Amy Winehouse cantando italiano. Voz igual, levada igual. Descobri que era uma cantora italiana mesmo, chamada Giusy Ferreri. Depois, no hotel, vendo a MTV local, vi uma mulher parecida com a Amy. Quer dizer, se a Amy não usasse o cabelo de cavalo e fosse bem mais bonita e saudável (italiana). Era a tal Giusy Ferreri. Estou com preguiça de botar o vídeo da italiana aqui, mas o Youtube tem facinho. Dá uma procurada para conferir como seria a Amy Winehouse se ela usasse menos drogas e comesse mais macarrão. Fora que a música é bonita, dramática.
* ORLOFF FIVE FESTIVAL: HIVES, O SHOW DO ANO? – Por motivos óbvios, eu não consegui estar no Via Funchal, no final de semana passado, para conferir Hives, Melvins e Plastiscines (mais o “nosso” Vanguart). Mas a poploader Ana Bean foi lá, então é como se eu estivesse. E o que a Bean viu foi isso:
- “Achei que o show do Franz Ferdinand no Circo Voador, em 2006, tinha sido o mais próximo de Carnaval que um show indie pudesse chegar, mas a micareta do Hives no Via Funchal, sábado, foi tão (ou mais) divertida quanto.
- A noite começou pesaaada (literalmente) com um já grisalho Buzz Osbourne e o seu famoso cabelo Chico César do Mal. Fãs do Melvins se amontoaram e reagiam emocionados a cada movimento das baterias. Quem exagerou na reação, como um moleque que fez o (des)favor de atirar um copo de cerveja no palco, recebeu uma bronca bem-humorada, mas um tanto assustadora da banda. Fizeram a noite dos cabeludos e ex-cabeludos do Via Funchal. As meninas se divertiram com o roadie de sunga azul que circulou pelo palco como se estivesse no calçadão de Copacabana.
- As francesas Plasticines fizeram no Vegas, quinta, o show que deveria ter sido feito no Orloff. No clubinho da Augusta, elas se entenderam com o público e o show foi divertido. Honesto, melhor dizendo. Na imensidão do palco da Via Funchal, elas ficaram perdidinhas. O som não funcionava direito, a vocalista estava tensa e a comunicação com a platéia… FAIL. Ninguém reagia ao inglês, ou ao português afrancesado, muito menos ao francês das meninas. Começou pesado e acelerado, até perder totalmente a força depois que as três músicas conhecidas (ou não) foram tocadas. Irritadinha, a vocalista começou uma série de berros, encenou uma briguinha com um fã, insinuou um momento clichê lesbo-chic com a baixista, e finalmente perguntou: “Do you wanna see ‘Ze’ Hives???”. Platéia surta e daí já não tinha muito o que fazer.
- Entram os suecos. Nem precisaram tocar uma nota para o Via Funchal reagir. Elétricos, teatrais, não dava para tirar uma foto que não saísse tremida. Enquadrar o vocalista Howlin’ Pelle Almqvist em suas andanças para lá e para cá e a toda velocidade pelo palco era impossível. O guitarrista Nicholaus Arson (praticamente um Brendan Fraser do rock, haha) conseguiu a proeza de chamar ainda mais atenção, com suas piadas (e escarradas, vale dizer) e brincadeiras bem comédia pastelão. O carisma da banda fez até aqueles chatos e manjados “Eu Te Amo, São Paulo” ficarem divertidos. “Batam Palma!”, “Grita aí!”, “Parem!”… gastaram o português limitado mandando e desmandando na platéia. “Main Offender”, já a segunda música do show, provocou um tumulto bom, se é que isso existe. Micareta não é exagero, ninguém parou de pular mais depois disso. O último disco (“The Black and White Álbum”) permeou o show, mas “Tick Tick Boom” ficou para o bis, claro. Assim como “Hate to Say I Told You So”, que quase fez o “tumulto legal” virar coisa mais séria.”
* E o tumulto do Hives em São Paulo pode ser visto no vídeo de “Hate to Say I Told You So”, aí embaixo.

* A VOLTA DO MARS VOLTA? – Acho que já fiz esse título-piadinha em alguma outra ocasião, mas vale o repeteco. A banda de indie progressivo (haha) The Mars Volta vai estar por estes lados da América do Sul no começo de novembro. Não sei nada sobre o Brasil, mas parece que os shows viagem-barulho deles estão garantidos no Chile e na Argentina. Em Santiago, por exemplo, o TMV toca com o REM no dia 3 de novembro e com o Jesus & Mary Chain no dia 4. Deve sobrar para nós, espero.
* PROSTITUTAS ANÃS – Na lista de exigências da veterana banda americana Melvins, atração das boas do festival Orloff Festival, que balançou SP no final de semana passado, constava esse estranho pedido. A produção não conseguiu satisfazer os rapazes. E eles, bacanas, nem reclamaram. Ah, pediram cuecas-tanguinha também. É sério!
* UNIDOS PELO BOB DYLAN – Os folks também amam. Mallu Magalhães e Helio Flanders (Vanguart) são o novo casal indie da cidade.

* EU CORAÇÃO KATY PERRY – Vou falar aqui: eu curto a Katy Perry. Ela é o Artic Monkeys da música pop baba americana. Explico: cada um bem na sua, e musicalidade à parte (óbvio), tanto Perry quanto os Monkeys constroem preciosas letras sacadíssimas sobre seu cotidiano. Os ingleses na vida árida de um moleque de Sheffield em sua cidade sujinha e (quase) sem graça. Ela no dia-a-dia “difícil” de uma garota da Califórnia, com seus namorados emos e suas amigas eeeeeewwww. Kate Perry tem sido uma das músicas do meu “verão”, aqui na Itália. “I Kissed a Girl” anda tocando mais que Madonna, que estava sendo bombada aqui na Europa por causa da passagem da sua turnê-furacão, essa que vai para o Brasil em dezembro. Da Perry, ainda se ouve bastante a “Ur So Gay”, o primeiro single, a música que ela fez para o namorado que demorava para se arrumar mais do que ela, na hora de saírem. E nesta semana está sendo lançado o novo single dela, “Hot N Cold”. A letra não é tão “polêmica” quanto a dos seus dois hits anteriores. Mas, tanto quanto a música em si, é bem esperta. De novo, Kate se refere ao namorado (acho, pode não ser). Ao namorado bipolar. Uma hora é isso, outra hora é aquilo, reclama Perry. “We fight we break up/ We kiss we make up.” A música é um pequeno fenômeno dentro do fenômeno que é Katy Perry. Ela já havia entrado nas paradas de singles de download na Austrália, Canadá e EUA antes mesmo de ele ser lançado como tal, só porque a galera curtiu a música quando baixou o álbum. Na Inglaterra, enquanto “I Kissed a Girl” está em primeiro lugar, “Hot N Cold” já toca bastante. Nas rádios inglesas, tiraram o “bitch” da letra. Entrou “chick”, no lugar. A foto acima é de Katy Perry chegando segunda passada na gravação do VMA, o principal prêmio da MTV americana.
* ACABOU? - Ainda volto aqui para anunciar a promoção da semana e os ganhadores do prêmio francês. Rianna em São Paulo e Florianópolis em fevereiro, é?
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog
Tags: amy winehouse, Gyusy Ferreri, Itália, katy perry, oasis, orloff festival, rádios, siracusa
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