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17/08/2011 - 18:48

Winehouse is not dead. Green Day compõe “Amy” e Prince dedica canção a velha amiga. E o Kanye West…

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* O grupo punk californiano Green Day apresentou uma música nova chamada “Amy” semana passada num show em Costa Mesa (EUA). A banda, que afirmou estar fazendo teste de novas músicas em jam sessions e alguns shows pequenos, diz que admirava a cantora inglesa, morta aos 27 anos no final de julho, e fez um “tributo natural”, que saiu fácil enquanto rabiscavam novas letras. O áudio de “Amy” ao vivo, mal gravado tipo som de rádio AM, começou a circular nesta semana na Inglaterra. Daí a banda, ontem, resolveu botar a letra em seu site.

Há alguns dias, num festival na Hungria, o cantor gênio Prince também deixou seu recado a Amy Winehouse. Na última música de seu show no Sziget Festival, em Budapeste, também semana passada, Prince disse “Amy, this is for you”. E mandou “Gold”, de 1996.

Amy era para ter tocado no Sziget Festival, se, primeiro, não tivesse cancelado sua turnê européia e, depois, óbvio, por ter morrido em Londres, dia 23/7.

Prince era tipo amigo de Amy. Em 2007 ele tocou guitarra num famoso dueto com Amy no hit dela “Love Is a Losing Game”, durante um after-show da cantora em Londres.

Aqui, Prince fazendo seu tributo a Amy, na Hungria.

* Parece que o Kanye West vai regravar, a seu jeito, a música “Back to Black”, um dos hits de Amy. E também o…

Notas relacionadas:

  1. Domingo besta na Inglaterra. Prince, Foo Fighters e Pulp tocando ontem, ao mesmo tempo
  2. Chuva púrpura: Prince vem ao Brasil em agosto
  3. Coldplay mata Amy Winehouse de novo
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
04/08/2011 - 17:45

Coldplay mata Amy Winehouse de novo

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* A banda inglesa Coldplay está nos EUA para ser um dos headliners do megafestival Lollapalooza 2011, que começa amanhã em Chicago e será seguido bem de perto pela Popload. Ontem, em Los Angeles, a banda tocou na UCLA, e trechos do show foram mostrados ao vivo no programa do Jimmy Kimmel O Coldplay tava lá, mostrando suas músicas novas pela primeira vez na televisão americana, quando o Chris Martin teve a idéia de homenagear a pobre da Amy Winehouse, que morreu há poucos dias. E foi lá e mandou “Rehab”, ao piano. Ficou… hum… Bom, vê aí. Na sequência, uma das novas do Coldplay, que vem aí no Rock in Rio, logo mais.

Notas relacionadas:

  1. Coldplay volta ao Brasil em 2011
  2. E essa nova do Coldplay?
  3. Coldplay contra o mundo
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , ,
01/08/2011 - 08:57

Oh, Amy: a incrível “morte no topo das paradas”, a linda “homenagem tipográfica” e o atormentado próximo disco

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O impacto da morte da cantora inglesa Amy Winehouse aos 27 anos pode ser sentido nas paradas de sucesso britânicas apenas uma semana depois que ela foi encontrada sem vida em sua casa, o que chocou o mundo pop, embora não tenha sido exatamente uma surpresa.
Numa resposta imediata, Amy tem em seu pós-morte seus dois únicos álbuns e cinco de seus singles entrando no Top 40 dos mais vendidos no Reino Unido.
Seu mais famoso disco, “Back to Black” (2006), terminou a semana passada no NÚMERO UM do chart britânico. O primeiro disco de Amy, “Frank”, lançado em 2003, está em 5º.
A música “Back to Black”, que dá título ao segundo e último disco de Amy, emplacou no 8º da parada de singles. “Tears Dry on ther Own” foi parar em 27º. “Rehab”, sua música mais conhecida, voltou ao Top 40, agora em 29º. “Love Is a Losing Game” e “You Know I’m No Good” são, hoje, respectivamente, a 33ª e a 37ª canções que mais venderam na semana passada, no calor da morte de Amy.

Estas belas imagens acima e abaixo que ilustram este post são uma homenagem visual à cantora, criadas pelo designer gráfico italiano Massimo Gentile. A série de cartazes “For Amy with love: a typographic tribute to Amy Winehouse” pode ser encontrada no site do designer, que permite seu download gratuito e em alta resolução.

Apareceu ontem na imprensa britânica, mais precisamente no jornal “The Mail on Sunday”, a informação dada por um amigo da família de Amy Winehouse de que o “disco pronto” da cantora vai documentar seu divórcio com Blake Fielder-Civil com letras intensas e pesadas. Blake, o grande amor da vida de Amy e que atualmente cumpre pena em uma prisão inglesa por roubo e agressão, sempre apareceu na letra de “Rehab” quando cantada por Amy em show, em lugar de “Ray”, que está na letra original. Uma das grandes marcas de Amy Winehouse, e de muitos dos astros de sua geração, é botar seu cotidiano nas letras de música, dos atos mais banais às mais profundas manifestações sentimentais.
O terceiro disco de Amy Winehouse será lançado em 2012, deverá ser recheado de participações especiais póstumas e pode até ter a renda de sua vendagem destinada à causa antidroga.

Notas relacionadas:

  1. Morte da Amy bombando no Twitter
  2. “Valerie” – Amy Winehouse decolando o incrível The Zuttons
  3. Amy e o pop devastado. A primeira foto, o último show, a geração das lindas letras ordinárias e a Daniela Mercury
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
25/07/2011 - 09:28

Amy e o pop devastado. A primeira foto, o último show, a geração das lindas letras ordinárias e a Daniela Mercury

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* Ok. Apesar de a Daniela Mercury ter cantado Amy Winehouse no “Fantástico”, o que pode significar um “Agora chega de Amy”, a Popload entende que ainda deve prestar seus últimos tributos à talentosa cantora inglesa, morta no último sábado aos cabalísticos 27 anos de idade.

* Já nasceu, óbvio, o tumblr Porra, Amy!.

* Fãs mirins de Amy prestam tributo à cantora, em Londres, em frente à casa onde ela foi encontrada morta, em Camden Town.

* O jornal “O Estado de S.Paulo” me pediu um texto sobre a Amy, para publicar no “Caderno 2″ em sua edição de hoje. E o que eu escrevi, tentando fugir do assunto “maldição dos 27 anos” e “resgate do soul”, foi o seguinte:

Depois da infeliz “crônica pop de uma morte anunciada” da cantora britânica Amy Winehouse, que vai nos privar de ver andamento em sua carreira turbulenta errática mas sempre interessante (a não ser que o tal “próximo disco” saia, ainda que póstumo), pode se enxergar sua curta carreira de várias maneiras.
A da voz de contralto privilegiada, a de seus excessos enquanto arma para entender a bagunça de sua vida público-privada, a de fazer despontar uma quantidade infindável de cantoras mulheres (a redundância aqui é proposital) nas paradas britânicas, a do resgate da soul music para um público jovem e guitarreiro.

Mas talvez seja mais bonito ver Amy Winehouse dentro de contexto geracional sincero e simples a qual ela esteve inserida e que por alguns motivos foi luminar. Ela era capaz de fazer de uma cotidiana e mundana ida a um bar (pub no caso) uma linda letra de música.
A amiga “pop/reggae” Lily Allen, o rapper The Streets e o grupo de rock Arctic Monkeys, nisso, são excelentes parceiros de Amy, coleguinhas de clube.

Enquanto a primeira fez a fama com uma música sobre um “pé-na-bunda” amoroso numa sinceridade simples de doer, o The Streets chegava perto do “rap perfeito” narrando a ida a um pub para ver um jogo de futebol e o Arctic Monkeys fazia uma das incríveis canções de rock dos últimos tempos ou descrevendo como era tratado pelos seguranças da porta de um clube, na hora em que chegava sua vez na fila para entrar,
Amy estourou mundialmente com suas conversinhas com o pai sobre se devia ou não ir a uma clínica de reabilitação para tratar de seu vício em drogas e bebidas (“Rehab”). O pai dizia que ela estava bem, ela preferia ficar em casa com o namorado e na conversa com o doutor dizia que não tinha idéia do porquê precisava de ajuda médica. Isso sempre disse muito sobre Amy no artístico e no pessoal, não?

Uma das canções mais belas, sua no particular ou da música inglesa no geral, é “You Know I’m No Good”, cujo título já diz muito do recado que Amy sempre quis passar para quem quisesse ouvi-la.
Na música, na letra dessa música, ela contava de brigas com o namorado, de traí-lo com o ex, de conversas no bar regada de cerveja Stella Artois. É o cotidiano besta de uma “inglesa comum” nas paradas de sucessos do planeta todo.

Repare, com Amy Winehouse, Arctic Monkeys, The Streets, Lily Allen e um monte de outros não existe poesia na letra, definições elocubrativas sobre o amor e a vida. A não ser que isso tudo seja pintada com as cores de um dia-a-dia ordinário.
A letra dessa moçada da nova música dá a letra de suas vidas. No caso de Amy, passamos a conhecê-la tanto por suas canções que sua morte nem chega, assim, a ser uma surpresa. Tava escrito em suas músicas.

* A primeira foto da Amy posando de estrela pop:

* Sua última foto, feita quarta-feira passada, dois dias antes de sua morte (todas as fotos deste post são do “The Sun”):

Dentro desses shows diários que o iTunes faz no Roundhouse, em Londres, dentro do iTunes Festival, a afilhada de Amy Winehouse, a cantora Dionne Bromfield, de 15 anos, fez uma apresentação quarta-feira passada. Dionne estava abrindo para a sensação pop adolescente inglesa, The Wanted.
Amy Winehouse, que mora pertinho do Roundhouse, em Camden, apareceu de surpresa no show de Dionne, subiu ao palco, não exatamente cantou uma música com a afilhada, mas deu uma dançadinha e incentivou o público a sair de lá e ir comprar o disco da menina. Foi a última aparição de Amy em um palco.

Notas relacionadas:

  1. Amy is back!
  2. “I told you I was trouble” – Arctic Monkeys canta Amy Winehouse
  3. “Valerie” – Amy Winehouse decolando o incrível The Zuttons
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags:
23/07/2011 - 15:49

“Valerie” – Amy Winehouse decolando o incrível The Zuttons

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* Amy Winehouse, 27.

* Um dos grandes serviços de Amy Winehouse à música foi alavancar às alturas “Valerie”, canção lindona do pequeno grande grupo The Zuttons, de Liverpool, favoritos deste blog e talvez o terceiro grupo mais importante da história de Liverpool, depois de Echo & The Bunnymen e The La’s. A pedido do produtor bamba Mark Ronson, Amy gravou “Valerie” para o álbum “Version”, de Ronson, em 2007. Aqui, uma das raras apresentações com os dois juntos, para o Brit Awards 2008. Nice!

Notas relacionadas:

  1. Acorda, Amy!
  2. Amy is back!
  3. “I told you I was trouble” – Arctic Monkeys canta Amy Winehouse
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
23/07/2011 - 15:22

Morte da Amy bombando no Twitter

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Notas relacionadas:

  1. Ferrou: Dandy Warhols quis a morte de Michael Jackson. Extra: como o Twitter vai salvar a música. Xi, Brasil: o indie e a gripe. Nheca: o indie e o cocô. E mais Jacko e o Glasto-tal. E o Blur me esperando
  2. A morte (e o renascimento) do indie. A maldição da múmia. A semana no Twitter. E outras histórias
  3. O melhor do Twitter!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: ,
23/07/2011 - 15:08

“I told you I was trouble” – Arctic Monkeys canta Amy Winehouse

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* Amy Winehouse, 27.

* Sempre achei essa uma das melhores covers da história. “Cause you’re my fella, my guy, hand me your Stella and fly” é a Amy no clube pedindo para o cara passar a cerveja Stella Artois dele e “vazar”. Eu adoro Stella Artois e SEMPRE que eu peço uma eu lembro desse trecho dessa música nessa cover. Juro! O Alex Turner não mudando a letra para cantar “Upstairs in bey with my ex-boy. He is in a place, but I can’t get joy” é genial.

Notas relacionadas:

  1. Não senta. O Arctic Monkeys mudou a cadeira de lugar
  2. Direto do pub, Arctic Monkeys diz à Popload que “provavelmente” virá ao Brasil em novembro
  3. Atrações “certas” para o super segundo semestre no Brasil, Arctic Monkeys e Warpaint lançam novos clipes
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
05/11/2010 - 12:05

Amy is back!

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Notícia bastante ventilada pela Popload nos últimos meses, Amy Winehouse enfim vem mesmo ao Brasil em janeiro, puxando a fila do calendário de shows internacionais para 2011. Ao que tudo indica, a primeira apresentação fechada é para Florianópolis, no Summer Soul Festival, dia 8. A turnê da problemática cantora se estenderá por mais algumas capitais.

Mas se tratando de Amy, é bom ter toda cautela do mundo…

Notas relacionadas:

  1. R.a.d.i.o.h.e.a.d (na Argentina)
  2. O rock e o tênis
  3. Acorda, Amy!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
05/10/2010 - 10:45

Acorda, Amy!

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Quem ainda dá bola para a Amy Winehouse? Eu!

A garota mais problemática da música pop, que anda um pouco afastada da mídia, está gravando seu novo álbum, previsto para ser lançado ano que vem. Ontem ela foi clicada nas ruas de Londres caindo de sono. Ela participou de um show “secreto” e beneficente no The Hawley Arms e saiu de lá cambaleando. Segundo ela, isso é fruto das estressantes e cansativas horas dedicadas à gravação de seu álbum…

Amy, que tem visita agendada para o Brasil em janeiro, pode se apresentar no Rio dia 11, na HSBC Arena. É o primeiro rumor sobre datas/locais, publicado hoje no jornal carioca O Globo. O canal de Cultura do iG entrou em contato com a Mondo, responsável pela turnê da moça por aqui, e foi informado que a data e o local não procedem.

Notas relacionadas:

  1. R.a.d.i.o.h.e.a.d (na Argentina)
  2. As datas, as cidades, os ingressos do Green Day no Brasil (e uma zoeirinha, claro)
  3. Stone Temple Pilots fará 3 shows no Brasil em dezembro. Quer dizer…
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , ,
30/01/2009 - 07:57

Pessoas comuns, pessoas incomuns e o ano do… do… Phil Collins

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* O assunto apps rendeu então, hein? Vamos para a próxima maravilha da série sobre os “applications” do iPhone: o app iFart, hahahaha. Tem várias opções de som e custa 0,99 cents na loja do iTunes. Uma das opções é “Burrito Maximo”. G-zus. Tem várias categorias de “pum”, tipo “Jack the Ripper” (!?!) e “Framboesa” (?!?!?). Escolha o seu predileto. Dá para você programar um tempo para o “pum”, o que permite colocar o iPhone perto de uma “vítima” amiga para ela “levar a culpa”. O Youtube apresenta vídeos sobre o iFart. Tutoriais, mesmo. Tipo este “iFart Changes Everything”.

* A partir de agora e a cada post, a Popload vai comentar sobre um app diferente.

* Da série “o mundo está engraçado”, o jornal inglês tradicionalíssimo “Daily Telegraph”, fundado, veja bem, em 1855, fez uma coisa muito 2009. Em suas centenárias páginas sóbrias, reverberou nesta semana uma notícia não-confirmada do blogueiro de fofocas Perez Hilton, sobre uma possível gravidez da mulher de Barack Obama. Então é assim: o austero “Telegraph” reverberando um assunto político-fofoquento que talvez nem seja verdade e que foi publicado em um blog. Tá?

* AMY WINEHOUSE - As negociações firmes da vinda ao Brasil da cantora Amy Winehouse em 2009, que primeiro apontavam para fevereiro, agora falam de fim de abril, começo de maio. Faz total sentido, agora que a cantora acertou sua participação no festival Coachella (Califórnia) deste ano e, assim, é “só descer” para a América do Sul.

* COACHELLA 2009 - A mais embaçada escalação do famoso festival do deserto finalmente foi divulgada. As principais atrações do primeiro dia são de um respeito histórico. Sir Paul McCartney, Morrissey, Leonard Cohen e, vamos incluir no pacote, Franz Ferdinand. E é óbvio que no meio de uns 100 nomes de um festival deste porte tem sempre uns 20 shows que dá para ver feliz. Mas ainda assim eu achei que…

* 2009, O ANO DO… PHIL COLLINS? – Crise econômica mundial, guerra na Faixa de Gaza, a maior recessão em 17 anos. Nada tem assustado mais os ingleses do que a ameaça pop que está pintando para 2009.
Os britânicos temem mais, coitados, passar por um… “revival Phil Collins”. E sem ironia.

No último dia 24, um dos mais badalados jogadores de futebol do mundo, o ótimo meia Steven Gerrard, do Liverpool, compareceu à corte inglesa por causa do Phil Collins. Explicando melhor, foi assim:

No final de dezembro, Gerrard provocou uma pancadaria em um clube inglês e uma pessoa, no caso o DJ do bar, saiu com escoriações na cara e sem um dente. O que mais espantou os ingleses não foi o fato de um jogador pacato como ele ter partido para a briga. O que mais chocou, eu diria, foi quando se soube que o motivo de tanta discórdia tinha sido um CD de greatest hits do Phil Collins. Todo animado, Gerrard foi até o DJ e pediu que ele tocasse “Easy Lover” (ah nããão, Gerrard!), e, revoltado, não aceitou o não como resposta.

Dizem os jornais ingleses que talvez a reputação do jogador pode até sair ilesa dessa, mas a revelação de que por trás de todas aquelas jogadas mora um fã de “Easy Lover” é demais para qualquer torcedor. (Ainda bem que não temos conhecimento do que os nosso jogadores pedem aos DJs na balada por aqui.)

Phil Collins já estava ensaiando o cool desde 2007, quando a marca de chocolate Cadbury fez aquela propaganda (viral?) de um gorila tocando bateria. Lembra? Ele aparece pensativo, deprimido, quase em transe. Ao fundo, a introdução viajante de “In The Air Tonight”, do ex-baterista do Genesis. De repente entra aquele solo de bateria que todo mundo já ouviu alguma vez na vida e o gorila entra em ação, personificando o “Phil”. Virou (o vídeo) hit instantâneo na internet. O comercial, que só era exibido no Reino Unido, começou a passar na Nova Zelândia no ano passado. E a música voltou às paradas do país chegando ao PRI-MEI-RO lugar. Na Inglaterra ela ficou em vigésimo, grande feito para uma música lançada em 1981! Vale lembrar ainda que, na época do lançamento, o posto mais alto que “In The Air Tonight” conseguiu foi um terceiro lugar na Alemanha. No Reino Unido, ficou em… 26.

Não custa botar o vídeo do Gorilla Collins aqui…

“Um Revival Não Irônico do Phil Collins”. Quer mais? O papa indie Allan McGee, escocês que fundou SÓ a Creation Records e descobriu o Oasis e bombou Jesus & Mary Chain e Primal Scream, confessou dia destes em texto para o jornal britânico “The Guardian” que é fã incondicional de Phil Collins. E que, se seu melhor amigo deixasse, ele já teria criado um blog só para falar do cantor há muito tempo. O texto é muito mais que isso, na verdade, e é daqueles que deveria ser obrigatório a qualquer indie “em formação”. McGee usa o Phil Collins para falar de “generation gap”. E do quanto ele gosta disso e do quanto se diverte com as “diferenças musicais” que dividem as gerações.

Vamos ao que interessa: um dia, visitando um amigo, ele ouviu sair do quarto do filho desse camarada uma música do Phil Collins. Mas não era exatamente o Phil Collins, e sim uma versão “remixada” para a música “I’m Not Moving”, feita por uma duplinha inglesa chamada Idjut Boys. O filho adolescente do amigo não conhecia Phil Collins, Genesis, essas coisas. Só estava curtindo a batida da bandinha “anos 00″. E McGee ainda não conhecia sua nova banda preferida. Idjut Boys existe desde 2001 e é formada por Dan Tyler e Conrad McDonnel. Eles fazem um “cosmic dub-heavy disco”, o que quer que isso signifique. “A versão tem rodado a internet há algum tempo, como tem que ser”, completa McGee. “É um edit fantástico, e me lembra por que o mundo dance deixou de lado o preconceito em favor dos grandes beats. DJs se importam com o que vai levar as pistas a loucura, e não com o que tem credibilidade”. O título do texto? Procura aí, é leitura das boas: “The Non-Ironic Revival of Phil Collins”.

* E, por último, soubemos agora que o Killers vai lançar um álbum de covers em 2009. E uma das covers vai ser do Genesis. Meeeeeeeedo.

* KILLERS E O CD DE COVERS - Um dos grandes nomes do Coachella 2009, o Killers parece que vai dar o que falar com esse CD de covers que vai lançar neste ano. Vai ter a já batida do Joy Division (“Shadowplay”) e… “Girls Just Wanna Have Fun”, da Cindy Lauper. Eu já tinha ouvido falar dessa, mas sempre achei que era zoeira. Mas não é, não…

* PROMO CAMISETA DO MORRISSEY / REVERBCITY - Hehe. A camiseta M masculina do Morrissey saiu para uma menina: Giovanna Merli. A Reverbcity é a grife de Londrina, parceira da Popload, que está lançando em 2009 uma linha de camisetas que rende homenagem a filmes, além da série fashion B-Side.

* FALANDO EM MORRISSEY E ROUPAS… - Tire as crianças da tela. Apareceu a foto polêmica que está no encarte do novo single do Morrissey, “I’m Throwing My Arms around Paris”, a ser lançado oficialmente no dia 9 agora. Morrissey, um senhor de 50 anos, juntou a banda para, com um disquinho de vinil de 7 polegadas… Bem, veja por si só:

* AHN?!?! – Enquanto isso, nas baladas de comemoração do primeiro lugar nas paradas de seu novo single, “The Fear”, a nossa amiga Lily Allen foi e…

* Achei uma lista de tópicos para a Popload, aqui no meio das minhas anotações. Assuntos que estão para ser falados desde o final do ano passado. Percebo que estou em grande dívida. Vou tentar “pagar” tudo neste e nos próximos posts. Vou começar pelo Pulp. Depois Franz. Depois…

Deu, este.
 

Notas relacionadas:

  1. Popload na Itália: Sinto dizer, mas eu avisei!! ((final))
  2. R.a.d.i.o.h.e.a.d (na Argentina)
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , ,
14/11/2008 - 00:30

R.a.d.i.o.h.e.a.d (na Argentina)

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* Popload DJ set em seu momento “what the fuck 2008”. Discotecagem na festinha “secreta” pós-show do REM, na última terça-feira, com Michael Stipe na pista dançando com as mãos para cima.

* Na quarta-feira, o líder do REM foi à Funhouse, na noite Funhell, brincar na jukebox do inferninho rock paulistano. Botou fichinhas para ouvir “Nightclubbing” (Iggy Pop), “2hb” (Roxy Music) e uma do grupo do punk inglês Stranglers. Nesta última, deu uma dançadinha alegre no andar de cima da Funhouse.

* RADIOHEAD NO BRASIL 1 – Vai, Radiohead. Solta essas datas do Brasil logo! O jornal argentino “Clarin” revela que a banda de Thom Yorke toca em Buenos Aires no dia 24 de março, no clube GEBA, um complexo esportivo do Gymnasia y Esgrima, onde o Duran Duran fez show esses dias e a Kylie Minogue se apresenta neste sábado, 15/11. Ainda não há definição sobre preços de ingressos, mas o intervalo entre as datas de Buenos Aires e Santiago já aponta para uma segunda data argentina, já que o GEBA tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas. (((Update: O próprio “Clarin” soltou outra nota, agora dizendo que o show do Radiohead na Argentina será no Club Ciudad de Buenos Aires, um espaço maior que o GEBA: 25 mil pessoas.)))
Em Santiago, o ritmo de vendas foi frenético. Só no primeiro dia, nas primeiras 8 horas, foram vendidas 9 mil entradas.
Até o final da tarde de ontem (quinta), restavam poucos ingressos dos 20 mil colocados à venda. Por lá, também deve ser adicionada uma segunda data, para o dia 28 de março.

* RADIOHEAD NO BRASIL 2 – E não é que o esperaaaaaaado show do Radiohead no país pode ser no dia primeiro de abril? Essa abençoada primeira visita da banda justo no dia primeiro de abril parece sacanagem. Lembro que quando a Popload entregou essa do Radiohead nesta terra em 2009, alguém comentou assim: “Aham. Eles vão vir tocar no Brasil no dia primeiro de abril. E vai ser no estádio do Corinthians”.
E não é que pode ser mesmo? Quer dizer, a primeira parte do comentário. Mas depois que o REM tocou no “Zequinha Stadium”, por que não um “Radiohead @ Fazendinha Stadium”?

* RADIOHEAD NO BRASIL 3 – O Sigur Rós, você sabe, já vem sendo comentado como possível show suporte da turnê latino-americana do Radiohead faz algum tempo. Mas hoje a imprensa chilena informa que o PORTISHEAD deve completar o line-up do “Cristal en Vivo”, festival meio-fachada que trás o Radiohead a Santiago. Brasil???

* FELIZ 2009: RADIOHEAD, COLDPLAY, OASIS E… – O agitado 2008 sonoro nem acabou e temos alguns super shows vindo aí em 2009. O Coldplay de Chris Martin deve chegar até antes do Radiohead, mais para o meio de março. E com uma não curta turnê sul-americana. Ainda no primeiro semestre, antes da trilionária série de shows de verão em estádios britânicos (850 mil ingressos esgotados em cinco horas), Noel e Liam Gallagher trazem o Oasis para cá, segundo promete Daniel Grinbank, o superempresário argentino do entretenimento. E a Popload apurou que estão no nível de assinatura de contrato as tratativas para trazer ao Brasil esta pessoa aqui embaixo:

* AMY WINEHOUSE NO BRASIL - A problemática Amy Winehouse, se até a data estiver em condições vitais, e sob um cuidadosíssimo contrato protegendo o contratante (Mondo Entertainment) de qualquer um dos seus famosos “desaparecimentos”, vem ao Brasil EM FEVEREIRO, em acordo que deve ser fechado até o começo da semana que vem. A senhora Winehouse, que nesta semana apareceu com esse novo corte de cabelo, prepara uma volta “limpa” e com novo disco para o ano que vem. E seu retorno aos shows pode ser exatamente no Brasil. Especulou-se no mês passado que Amy poderia vir ao país para cantar no Réveillon do Rio de Janeiro, mas sua precária “condição humana” foi empurrando pra frente sua sempre incerta aparição nos palcos, seja daqui ou de qualquer lugar. Amy Winehouse por duas vezes quase veio ao Tim Festival, mas as negociatas entre o evento brasileiro e os representantes da cantora sempre foram abortadas devido às recaídas da moça no vício das drogas.

* BON JOVI – Quem também estaria em tratativas para aparecer na América Latina, primeiramente via Chile, é o Bon Jovi. O Canal 13, que realiza o famoso festival de Viña del Mar (ano que vem em sua edição 50), quer trazer Jon e sua turma. O entrave seria o alto preço: US$ 750 mil.
A organização do evento estaria estudando uma parceria com a Pepsi, que nos anos 90 associou sua marca a artistas como Michael Jackson e que teria como intenção voltar a investir em grandes espetáculos pop, a partir do ano que vem.
A possível parceria pode render não apenas um show do Bon Jovi no encerramento do festival no dia 23 de fevereiro, mas também uma segunda data em Santiago, dois dias depois, na arena Movistar.

* LET’S GET HIGH – Ferrou. Não vou conseguir voltar ao post. Foi mal. Mas…// Não, EU NÃO SEI se a Mallu Magalhães está namorando o Marcelo Camelo. Quer dizer, eu sei, mas não vou comentar.// Que fase a do Kings of Leon… O grupo toca agora em dezembro para 20 mil pessoas no gigantesco O2 Arena em Londres. Loucura. Aí, nesta sexta, começou a vender ingressos para JUNHO do ano que vem, três shows no Reino Unido (dois no O2 Arena, Londres, de novo, e um no Manchester Arena). Dizem que os 85 mil ingressos (total) não duraram dez minutos disponíveis.// Você sabe que os art-rockers Franz Ferdinand são ligados em… arte. Várias de suas músicas fazem referências a quadros e artistas de arte moderníssima em geral. Essa “Ulysses”, por exemplo, que vazou nesta semana, motivou concurso de remixes e abre o aguardaaaado terceiro disco “Tonight: Franz Ferdinand”, que sai em janeiro. A música é inspirada na obra de um artista albanês chamado Anri Sala e nasceu de uma visita da banda à exposição do moço, no ano passado. A obra Ulysses ficava na entrada da galeria e na verdade era um kit de bateria, em que o público era convidado a sentar e “bang the drums” do jeito que quisesse. O baterista do FF sentou e teve uma idéia da música colaborativa “Ulysses”, feita por estranhos. Daí o concurso aberto de remixes para a canção que fará parte do novo CD do grupo escocês. “Ulysses”, do Franz, está aqui embaixo. Cante com Kapranos: “Let’s get hiiiiiigh”:

FRANZ FERDINAND – “ULYSSES”

* “Ulysses está aqui, mas eu não estou mais. Só na semana que vem, agora. Bom finde!!

Notas relacionadas:

  1. FUGA PARA O INTERIOR – O INDIE NA ESTRADA
  2. Feliz 2009, Brasil-il. Radiohead e Coldplay confirm…
  3. The Ones I Love – Radiohead, REM e o Planeta Terra
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , ,
08/09/2008 - 22:04

Popload na Itália: Sinto dizer, mas eu avisei!! ((final))

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* Popload na Sicília.

placa na estrada para siracusa, sicilia

* Você vai chegando a Siracusa e de longe avista uma edificação gigante, branca. Ruínas gregas? Nada. A cidade, que já pertenceu aos gregos antes de os romanos a tomarem, recebe os visitantes com um cemitério. Enooooorme para uma cidade que nem tem uma população extraordinariamente grande. Ê, máfia…

* SIRACUSA É INDIE – O indie está em alta nesta parte bem ao sul da Itália. Mas aqui o termo tem outra serventia. Ele dá nome aos comerciantes que resolveram se rebelar contra a máfia local e não contribuir mais com dinheiro, em troca de “segurança”. Pelo que eu soube, começou com os comerciantes de bancas de frutas. Onde li, dizia até que os “rebeldes” chegam a botar placas na frente do estabelecimento dizendo “esta loja não contribui com a máfia”. Mas, em um rolê rápido pelo centro da cidade, essas placas eu não vi.

* RÁDIOS ITALIANAS – Estou atravessando o sul da Itália de carro, ao embalo de rádios bem bacanas daqui. Eu, que não acreditava em tantas rádios italianas decentes assim. Tem uma que chama Rádio Ibiza e toca rap francês, electro-rock inglês, experimentações dance italianas, o diabo! Tem a Radio DeeJay, que não compromete. Boa para ouvir os singles “da hora”. A Virgin FM, com sotaque inglês mas programação italiana, que toca basicamente velharia, mas sem xaropices. E tem a 105FM, minha preferida, que transmite direto de Milão. Emissora boa, toca o hoje olhando para o futuro. Muita rádio brasileira devia seguir o exemplo. Bota para rolar indie inglês e americano, rock italiano (a cena local), R&B e rap dos EUA, sem perder o rebolado. Não é que despreza o passado, mas acha mais interessante movimentar a música de agora. Difícil tocar “Under the Bridge”, dos Chili Peppers, ou “Daughter”, do Pearl Jam, ou “…My Way”, do Lenny Kravitz. Pode até tocar Chili Peppers. Pode até tocar “Daughter”. Mas não faz como as rádios brasileiras, que tocam como se a música tivesse acabado de ser lançada. Com a desculpa de “tocar para as pessoas de 30 e poucos anos”, acreditando em uma cascata que diz que essa é a idade dos que mais ouvem rádio e dos que gostam de músicas “de sua época”. Nhé!

* BAFO NO SHOW DO OASIS – A banda estava executando o hit “Morning Glory”, no último domingo em uma apresentação no Canadá, quando um cara da platéia invadiu o palco e empurrou o Noel Gallagher para a galera, com guitarra e tudo. O Liam, que estava cantando sem olhar para os lados, não viu o “stage dive” forçado do irmão e ficou sem entender a confusão. Quando se ligou, e os seguranças estavam levando o agressor para fora do palco, Liam saltitou engraçado e deu um safanão no cara. O show parou e a banda saiu de cena. Dizem que nos bastidores o Liam teria dado um chute na cara do fã doido, que foi direto para o hospital. Quando o show foi retomado, o Noel estava normal e o Liam transtornado, tanto que nem cantou muito das “suas” músicas. O vídeo da confusão está aqui.

* AMY ITALIANA – Sempre que a música “Non Ti Scordar Mai Di Me” começava a tocar no rádio, achava que estava ouvindo a inglesa lesada Amy Winehouse cantando italiano. Voz igual, levada igual. Descobri que era uma cantora italiana mesmo, chamada Giusy Ferreri. Depois, no hotel, vendo a MTV local, vi uma mulher parecida com a Amy. Quer dizer, se a Amy não usasse o cabelo de cavalo e fosse bem mais bonita e saudável (italiana). Era a tal Giusy Ferreri. Estou com preguiça de botar o vídeo da italiana aqui, mas o Youtube tem facinho. Dá uma procurada para conferir como seria a Amy Winehouse se ela usasse menos drogas e comesse mais macarrão. Fora que a música é bonita, dramática.

* ORLOFF FIVE FESTIVAL: HIVES, O SHOW DO ANO? – Por motivos óbvios, eu não consegui estar no Via Funchal, no final de semana passado, para conferir Hives, Melvins e Plastiscines (mais o “nosso” Vanguart). Mas a poploader Ana Bean foi lá, então é como se eu estivesse. E o que a Bean viu foi isso:

- “Achei que o show do Franz Ferdinand no Circo Voador, em 2006, tinha sido o mais próximo de Carnaval que um show indie pudesse chegar, mas a micareta do Hives no Via Funchal, sábado, foi tão (ou mais) divertida quanto.
- A noite começou pesaaada (literalmente) com um já grisalho Buzz Osbourne e o seu famoso cabelo Chico César do Mal. Fãs do Melvins se amontoaram e reagiam emocionados a cada movimento das baterias. Quem exagerou na reação, como um moleque que fez o (des)favor de atirar um copo de cerveja no palco, recebeu uma bronca bem-humorada, mas um tanto assustadora da banda. Fizeram a noite dos cabeludos e ex-cabeludos do Via Funchal. As meninas se divertiram com o roadie de sunga azul que circulou pelo palco como se estivesse no calçadão de Copacabana.
- As francesas Plasticines fizeram no Vegas, quinta, o show que deveria ter sido feito no Orloff. No clubinho da Augusta, elas se entenderam com o público e o show foi divertido. Honesto, melhor dizendo. Na imensidão do palco da Via Funchal, elas ficaram perdidinhas. O som não funcionava direito, a vocalista estava tensa e a comunicação com a platéia… FAIL. Ninguém reagia ao inglês, ou ao português afrancesado, muito menos ao francês das meninas. Começou pesado e acelerado, até perder totalmente a força depois que as três músicas conhecidas (ou não) foram tocadas. Irritadinha, a vocalista começou uma série de berros, encenou uma briguinha com um fã, insinuou um momento clichê lesbo-chic com a baixista, e finalmente perguntou: “Do you wanna see ‘Ze’ Hives???”. Platéia surta e daí já não tinha muito o que fazer.
- Entram os suecos. Nem precisaram tocar uma nota para o Via Funchal reagir. Elétricos, teatrais, não dava para tirar uma foto que não saísse tremida. Enquadrar o vocalista Howlin’ Pelle Almqvist em suas andanças para lá e para cá e a toda velocidade pelo palco era impossível. O guitarrista Nicholaus Arson (praticamente um Brendan Fraser do rock, haha) conseguiu a proeza de chamar ainda mais atenção, com suas piadas (e escarradas, vale dizer) e brincadeiras bem comédia pastelão. O carisma da banda fez até aqueles chatos e manjados “Eu Te Amo, São Paulo” ficarem divertidos. “Batam Palma!”, “Grita aí!”, “Parem!”… gastaram o português limitado mandando e desmandando na platéia. “Main Offender”, já a segunda música do show, provocou um tumulto bom, se é que isso existe. Micareta não é exagero, ninguém parou de pular mais depois disso. O último disco (“The Black and White Álbum”) permeou o show, mas “Tick Tick Boom” ficou para o bis, claro. Assim como “Hate to Say I Told You So”, que quase fez o “tumulto legal” virar coisa mais séria.”

* E o tumulto do Hives em São Paulo pode ser visto no vídeo de “Hate to Say I Told You So”, aí embaixo.

* A VOLTA DO MARS VOLTA? – Acho que já fiz esse título-piadinha em alguma outra ocasião, mas vale o repeteco. A banda de indie progressivo (haha) The Mars Volta vai estar por estes lados da América do Sul no começo de novembro. Não sei nada sobre o Brasil, mas parece que os shows viagem-barulho deles estão garantidos no Chile e na Argentina. Em Santiago, por exemplo, o TMV toca com o REM no dia 3 de novembro e com o Jesus & Mary Chain no dia 4. Deve sobrar para nós, espero.

* PROSTITUTAS ANÃS – Na lista de exigências da veterana banda americana Melvins, atração das boas do festival Orloff Festival, que balançou SP no final de semana passado, constava esse estranho pedido. A produção não conseguiu satisfazer os rapazes. E eles, bacanas, nem reclamaram. Ah, pediram cuecas-tanguinha também. É sério!

* UNIDOS PELO BOB DYLAN – Os folks também amam. Mallu Magalhães e Helio Flanders (Vanguart) são o novo casal indie da cidade.

katy perry no vma


* EU CORAÇÃO KATY PERRY –
Vou falar aqui: eu curto a Katy Perry. Ela é o Artic Monkeys da música pop baba americana. Explico: cada um bem na sua, e musicalidade à parte (óbvio), tanto Perry quanto os Monkeys constroem preciosas letras sacadíssimas sobre seu cotidiano. Os ingleses na vida árida de um moleque de Sheffield em sua cidade sujinha e (quase) sem graça. Ela no dia-a-dia “difícil” de uma garota da Califórnia, com seus namorados emos e suas amigas eeeeeewwww. Kate Perry tem sido uma das músicas do meu “verão”, aqui na Itália. “I Kissed a Girl” anda tocando mais que Madonna, que estava sendo bombada aqui na Europa por causa da passagem da sua turnê-furacão, essa que vai para o Brasil em dezembro. Da Perry, ainda se ouve bastante a “Ur So Gay”, o primeiro single, a música que ela fez para o namorado que demorava para se arrumar mais do que ela, na hora de saírem. E nesta semana está sendo lançado o novo single dela, “Hot N Cold”. A letra não é tão “polêmica” quanto a dos seus dois hits anteriores. Mas, tanto quanto a música em si, é bem esperta.  De novo, Kate se refere ao namorado (acho, pode não ser). Ao namorado bipolar. Uma hora é isso, outra hora é aquilo, reclama Perry. “We fight we break up/ We kiss we make up.” A música é um pequeno fenômeno dentro do fenômeno que é Katy Perry. Ela já havia entrado nas paradas de singles de download na Austrália, Canadá e EUA antes mesmo de ele ser lançado como tal, só porque a galera curtiu a música quando baixou o álbum. Na Inglaterra, enquanto “I Kissed a Girl” está em primeiro lugar, “Hot N Cold” já toca bastante. Nas rádios inglesas, tiraram o “bitch” da letra. Entrou “chick”, no lugar. A foto acima é de Katy Perry chegando segunda passada na gravação do VMA, o principal prêmio da MTV americana.

* ACABOU? - Ainda volto aqui para anunciar a promoção da semana e os ganhadores do prêmio francês. Rianna em São Paulo e Florianópolis em fevereiro, é?

Notas relacionadas:

  1. Blog novo e Popload na Itália: Siamo noi!!!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
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