Qualé?!?
* Vai, Obama!
* Popload na Argentina. Popload nos clubes de SP. Credenciais de imprensa para o esgotado Planeta Terra. Ainda o Tim Festival. William. Kurt. Estamos chegando, Brasil.
* É melhor você saber por mim do que por aí, nas ruas. A Popload, expandindo sua atuação no mercado, vai lançar em breve uma linha de camisetas de várias cores, tamanhos, skinny, pólo e “normais”, com os dizeres “Popload: the hype machine” e “Popload: não leio, não lerei”, entre outros. Hein?!?
* Não. A camiseta não vai vender na Daslu!!
* Amiga minha foi ao show da banda americana !!! na Argentina, domingo passado. Em hora tal lá, com a galera aplaudindo no final de uma canção, o vocalista do grupo solta, todo agradecido. “Obrigado, Buenos Aires”, assim mesmo, como estou escrevendo. E depois: “Sorry. ‘Obrigado’ is the only word I can say in spanish”. Poim! Foi a nossa vingança da eterna frase americana que diz que “Buenos Aires é a capital do Brasil”.
* GOSSIP GIRL - Opa. The Big Bang Theory e Two and a Half Men estréiam temporada nova na Warner nesta semana, ambos na terça-feira. E opa, opa. Outra que chega novinha é “Gossip Girl” (às quartas), em seu segundo ano. Parece que o seriado vem “hardcore” na nova temporada. Vi os dois primeiros episódios e não senti a libido tão abalada assim. De todo modo, nos EUA circulam dois cartazes. O oficial, tipo “a série que é o pesadelo de todo pai americano”, e o “não-tão oficial”, tipo de blog.
* Falando em seriado, e “Heroes”, hein?
Uma das séries mais bacanas um dia desses e que hoje está difícil de aguentar, a saga dos super-heróis “humanos”, no começo de sua terceira temporada, passa por uma crônica falta de idéias ou, muito pelo contrário, tem idéias demais, o que a deixa esquizofrênica. Para falar a verdade, desde o meio da segunda temporada eu já não entendo mais nada. Capa recente da “Entertainment Weekly” dá a manchete para “Fallen Heroes”, e diz que não só a cheerleader e o mundo precisam ser salvos, mas o programa também.
“Heroes”, que já chegou a ter 16 milhões de telespectadores, agora consegue no máximo 8 milhões, em queda livre. E vários de seus principais roteiristas estão debandando.
* PLANETA TERRA – SUBSTITUTO DO SUBSTITUTO - O DJ francês de house Sébastien Léger vai substituir o DJ Justin Robertson, que ia substituir o escocês Calvin Harris. Robertson, que entrou no line-up do festival na semana passada, alegou motivos pessoais e não vem mais.
* PLANETA TERRA – ENTREVISTA JESUS & MARY CHAIN - O cara botava para quebrar. No palco e fora dele. Porra-louca, nunca esteve nem aí para nada, era azedo em entrevistas (quando as dava), brigava em público com o irmão (Noel e Liam quem?), entrava no palco sem dar oi, saía do palco sem dar tchau, entre outras casca-grossuras. Já que era para ser tosco, fez o rock desviar da reta ao fazer o disco mais “inaudível” da história, um álbum vital para essa coisa chamada “indie” (”Psychocandy”, 1985). É o principal responsável direto pelo termo “noise” no rock e, no caso do Brasil, por causa das 567 bandas que inspirou por aqui, pelo termo “guítar”. Assim mesmo, com um acento estranho e brasileiríssimo no “i”.
Esse era William Reid, guitarrista do seminal (mesmo) Jesus & Mary Chain, importantíssima banda britânica dos anos 80/90 e hoje talvez a principal atração do festival Planeta Terra, que acontece sábado que vem.
O William Reid que eu entrevistei semana passada era um outro. Atendeu docemente o telefone na primeira ligada. Paizão, parecia segurar uma criança no colo, de tão cristalino que vinha pelo telefone o barulho de alguém chorando. Perguntei umas três vezes se tudo bem de a entrevista acontecer em outra hora e ele insistia. “Não, tudo bem. Dá para falar”.
Beleza, vamos nessa. Mas que William é esse?
Popload: Alguma expectativa em tocar de novo no Brasil?
William Reid: Todas. Quero rever a platéia brasileira. Faz 18 anos que tocamos aí pela última vez… Lembro que comemos bem no Brasil quando estivemos aí.
William Reid com saudade do povo brasileiro, em um show que aconteceu quase 20 anos atrás? Com a data do show do Brasil em 1990 na ponta da língua? Lembrando da comida? Que William Reid é esse?
Popload: Nestes quase 10 anos que o Jesus & Mary Chain desapareceu do pop, o que mais você sentiu falta na música?
Reid: De gastar horas e horas no estúdio. Adorava passar tempos lá, burilando músicas, melhorando. Nunca fui muito de palco. Nunca me senti muito bem tocando na frente de pessoas.
Bom, este William Reid já faz um pouco de sentido.
Popload: Do jeito que a banda parecia se odiar quando acabou, foi difícil resistir à tentação de voltar a tocar juntos?
Reid: Desta vez foi fácil. Primeiro porque todo mundo mora em lugares diferentes. Depois porque as coisas mudam, as pessoas mudam… As coisas mudam [repete, meio pensativo...].
As coisas mudam. As pessoas mudam. E, óbvio, os shows mudam. A atual apresentação do J&MC revela que a banda não tem mais o pique do passado, mas os irmãos Reid padecem do tempo com mais dignidade que 90% das bandas que voltam à ativa, como a Popload pode conferir no festival de Coachella no ano passado. “Não acho que estamos fazendo feio. As músicas estão lá, intactas. O Jim anda com dificuldade de agachar, como no passado. Mas isso é assim mesmo”.
O Jesus & Mary Chain toca no Planeta Terra, em São Paulo, às 20h30 no sábado. William Reid contou ainda, na conversa telefônica direto da Califórnia, que já trabalha em um álbum de inédita da banda, a ser lançado no ano que vem. Mas talvez não arrisque nada novo no Brasil. “Será um show só de hits nossos, não poderia ser de outro jeito.” Como vai ser o álbum? “O de sempre. Alguma melodia, bastante barulho. É o que sabemos fazer.”
* POPLOAD NO PERSONAL FEST (BUENOS AIRES) – Neste final de semana tivemos uma prévia do que vai ser o Planeta Terra em São Paulo, no sábado que vem. O Personal Fest, este ano em estilo ‘esporte-fino’ (gravatas rosa com o logo do festival eram distribuídas na porta), dividiu em dois dias uma parte das bandas que aparecem por aqui nesta semana. Além do Spiritualized. E do Mars Volta. Além do REM!!! A enviada especial Ana Bean conta como foi.

Kele Okereke no telão, gente desinteressada no chão. O show do Bloc Party no Personal Fest foi morno. Ânimo, Bloc Party! Sábado é aqui em São Paulo!!
Foto: Ana Bean
* BLOC PARTY NO PERSONAL: FAILED? - Diferentemente do Planeta Terra, em que o público teen (abaixo dos 18) não pode entrar para ver a Mallu Magalhães (16), o festival argentino foi… família. Pais e filhos, menores de idade, colegiais… Isso significa álcool zero. Nas tendas, só se vendiam água e Pepsi. E alguns salgadinhos tipo Doritos. Nada de briguinhas, tumultos, galera se abraçando emocionada… Talvez isso explique a empolgação-zero do público apático que recebeu o Bloc Party ainda de dia, com sol bombando na cabeça. Além de ter errado na seqüência de músicas novas seguidas por outras mais lentas e experimentais, a banda nem se comunicou com a platéia, chegando até a zombar da falta de ânimo das pessoas. Que fique claro que não foi um show ruim, só mal planejado e sem vontade. Faltando pouco para o final do show Kele Okereke decidiu “presentear os que gostam da banda desde 2005″ e mandou uma seqüência de hits. Mas muita gente já tinha desistido e trocado de palco para esperar o Kaiser Chiefs. Kele ainda disse que estava contente por estar na América do Sul “pela primeira vez”. Ainda bem que ele já esqueceu o show-papagaiada na MTV, em São Paulo, no mês passado.
(O Bloc Party toca no festival Planeta Terra, SP, sábado, às 23h45. Na segunda, dia 10, a banda se apresenta no Circo Voador, no Rio)
* KAISER CHIEFS NO PERSONAL: SÓ ALEGRIA – A banda já tinha a vantagem do show à noite, com mais cara de balada. Apesar de movidos a água e Doritos, a platéia foi bem receptiva às brincadeiras do vocalista Ricky Wilson, com as tradicionais frases-ganha-platéia em espanhol. Como tem feito em outros shows da turnê, o KC entrou ao som de “Money for Nothing”, do Dire Straits. Intercalaram as canções novas com as mais conhecidas, deixando tudo mais fácil. Para dar uma idéia, “Everyday I Love You Less and Less” foi a segunda do show. Ganhou a galera do começo. As músicas novas vieram mais pesadas e velozes ao vivo, ainda bem. Assim alguns solos desnecessários de guitarra passaram bem despercebidos.
(O Kaiser Chiefs toca no Planeta Terra, em SP, sábado à 1h30, portanto já no domingo)
* REM NO PERSONAL: STIPE SONIC YOUTH - Hinos de futebol e um engraçado “Olêêê Olêêê… Mai-Kéél Mai-kéél” ficavam cada vez mais altos, e parecia que não ia caber mais gente ali. De repente o palco “ligou”, veio a edição de som e luzes sincronizadas com as imagens nos telões coloridos (o mesmíssimo palco da tour européia), o figurino impecável de Michael Stipe, a interatividade via telão com a platéia e um setlist com 24 (vinte-e-quatro!) músicas. Mais: Michael Stipe tocando guitarra (segundo alguém da banda, ele não fazia isso desde 1989), a banda desempenhando ao vivo a linda e corta-pulsos “Everybody Hurts” (veja abaixo), que depois de tempos fora do setlist reapareceu na atual turnê sul-americana e por fim o senhor Stipe se jogando sem medo no meio do público (quase não conseguem tirá-lo do meio do povo). E também teve muito Obama. Em forma de música, de discurso, em imagens no telão, em canção anti-Bush.
Impossível ter saído do show sem ouvir a sua música preferida do REM: estavam todas lá. De “Orange Crush” a “Losing My Religion”, esta já no bis. O bis, vale destacar, veio depois de Stipe mandar bilhetinhos (escritos na hora e mostrados à platéia através dos telões) incitando a platéia a pedir por mais. Seria cafona se fosse, sei lá, o U2, mas Michael Stipe com seu esmalte preto descascado pode. “Man on the Moon” fecha o show e Stipe é carregado pelos companheiro de banda enquanto encarna o Sonic Youth e dispara a fazer distorções na guitarra. Parece que vai ficar pequenininho esse Via Funchal…
(O REM abre a turnê brasileira nesta quinta, em Porto Alegre. No sábado, o grupo toca no Rio. Semana que vem, segunda e terça, é a vez de São Paulo)
* AINDA O TIM FESTIVAL (1): MGMT NÃO ENTENDEU - O brother carioca Bruno Natal, do esperto blog URBe, invadiu os camarins do Tim Festival na Marina da Glória e fez um vídeo-entrevista com a banda americana MGMT. Numa hora lá um dos meninos, o Andrew, dizia que ficou meio decepcionado com o público. “Ouvi dizer que os ingressos estavam caros, né? Era tipo 250 reais para ver o Kanye West…”, se espantou Andrew. Aí é engraçado um explicando para o outro na banda que no festival tinha que pagar ingresso para ver os shows de cada um dos palcos. “That’s insane”, disse um deles. O vídeo da entrevista com MGMT logo após a apresentação do grupo no Tim Rio está aqui.
* AINDA O TIM FESTIVAL (2): KLAXONS AMOU - Parece, pelo título. Chamadinha para reportagem da “New Musical Express” que sai nesta quarta tem a manchete “Braziliant” e analisa como foi o show do Klaxons em São Paulo, depois de 18 meses de hiato da banda.
* AINDA O TIM FESTIVAL (3) KANYE POLÊMIKA - O Globo Online levanta a história da tal “banda” do Kanye West, nas polêmicas apresentações do rapper superstar no Rio e em São Paulo. Diz o jornalista Antônio Carlos Miguel em seu blog no site do jornal que “alguns músicos brasileiros teriam sido contratados para encenar a pseudo banda”. Que instrumentos foram montados atrás do cenário, mas que na verdade “a banda dele não veio”. O Tim Festival, por meio de sua assessoria de imprensa, diz que a informação do “Globo” é mentirosa.
* OASIS SEM FIM - Falando em “NME”, a capa da revista nesta semana vai trazer de noooooooooovo a banda dos Gallagher, em reportagem sobre a “turnê do ano”. Mas o bacana mesmo rolou de notícia nesta segunda à noite. Tava tudo muito calmo na turnê indoor do Oasis pelo Reino Unido.
Até que, na chegada da banda à Glasgow, onde o Oasis faz shows nestas terça e quarta, Noel tirou onda com os jornalistas, informando logo: “Meu irmão não está comigo aqui hoje; escolheu ir para outro lugar”. Indagado sobre por qual razão Liam não o acompanhava, Noel apenas fez um sinal com os ombros. Lá vem…
* Dá uma olhada na “NME”. Veja o “Klaxons no Brasil” nas chamadas do canto esquerdo.
* WASSUP 2008 - Wassup Wazzup Whazzup Whassup Whats Up Whass. A movimentação pop provocada nos EUA pelo “fenômeno Obama” é maravilhosa. Tipo este vídeo abaixo, de uns caras que já tinham “atacado” nas últimas eleições. O vídeo teve 4 milhões de exibição, já. E o divertido é a briga política séria nos comentários. Bem, está explicado o título deste blog.
* CREDENCIAL POPLOAD PLANETA TERRA - Sua última chance. Em alguma hora amanhã eu mando aos organizadores do festival os dois leitores-repórteres que vencerem o sorteio (via comentários ou no email). Certo?
* Agora chega!
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: !!!, Buenos Aires, Kaiser Chiefs, Klaxons, oasis, Personal Fest, Planeta Terra, REM







