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31/08/2008 - 21:52

Porque nós somos seus amigos (final)

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(((Versão atualizada e final)))

* Popload em Paris. Últimos momentos na França. A partir desta segunda, o blog será escrito da Itália. Bem lá no Sul. De Nápoles para baixo. Popload em sua versão mafiosa.

* Do the dance. Do-the-dance.

* O blog continua embaçado. Não consegui postar coisas novas, arrumar os vídeos, mexer em comentários. Galera reclamando muito no email que está difícil comentar. Ué, se está conseguindo me mandar email, já está bom, não. Hehe…

* JUSTIÇA – A dupla Justice, tocando em casa, foi a grande apresentação do Rock en Seine. Quem disse que a eletrônica morreu? Tudo bem, o Justice é mais punk que qualquer outra coisa, mas é isso aí. Galera surfando em set eletrônico eu nunca tinha visto na minha vida. Acha pouco? É a primeira vez que eu vejo uma dupla de DJs segurarem a galera com uma música a capella!!! Isso porque a música em questão era o hit “D.A.N.C.E.”!!!! Hereges, eles fizeram a cruz gigante (que é símbolo deles e de uma outra coisa mais sagrada) ficar acendendo e apagando em cada sílaba de “We Are Your Friends”. Pode ver aí no vídeo.

* O Justice faz seu último live dessa turnê no Brasil, mais precisamente no Skol Beats, em São Paulo, dia 27 de setembro. No dia anterior, Xavier e Gaspard se apresentam no Rio de Janeiro.

* INJUSTIÇA – Haha! A Amy Winehouse conseguiu não aparecer de novo para tocar no Rock en Seine. É o segundo ano seguido. No esperto show do Raconteurs, algumas poucas horas antes do horário do que seriiiiiiiiia o show de miss Wino, o Jack White já tinha feito uma piadinha sobre ela… O concerto do Justice, imediatamente antes do da Amy (em outro palco), foi atrasado por quase uma hora, mesmo com o povo impaciente. Já dava para prever o que ia acontecer. Os músicos dela estavam no festival. A aparelhagem toda tinha chegado a Paris. Um carro foi colocado pelo festival à espera de seu jatinho, que chegaria de Londres. Nem o jatinho, nem Ami apareceram. Rearranjaram o line-up final. O Streets, do grande Mike Skinner, mudou de palco para fazer o show final do Rock in Seine 2008. Entrou com o crachá de artista da Amy grudado no peito. “Como vocês devem ter percebido, eu não sou a Amy Winehouse”, brincou Skinner. Não tinha um rap seu que ele não metia um trecho de “Rehab” na letra. De um certo modo, Amy veio ao Rock em Seine.

* RADIOHEAD – O Chile anda tão crente que o Radiohead vai tocar por lá em março que já especula lugares possíveis. E um dos grandes jornais de Santiago (a cidade tem 12 diários!!!!) mandou um repórter aos EUA para cobrir um show da turnê americana da superbanda de Thom Yorke.

* JUNTA TRIBO – Do jeito que se desenha, São Paulo vai viver uma noite de eventos musicais cheia de tribos diferentes no dia 8 de novembro. Enquanto Jesus & Mary Chain, Bloc Party e Animal Collective tocam para a “massa indie” na Vila dos Galpões, a banda de metal melódico Nightwish se apresenta no Via Funhal lotado. Não muito longe dos dois lugares, o grupo de pop rock Maroon 5 faz show para muitos freqüentadores da MTV no HSBC Brasil, ex-Tom Brasil. Noite agitada assim nem em Nova York.

* A FRANÇA E O SEXO – A França inteira parece obcecada por uma loirinha chamada Louise de Bourgoin, de 26 anos. A menina é um furacão e está em todas. Na TV, no cinema, teatro, revistas, festas. Louise ganhou fama no ano passado, quando foi a “garota do tempo” do Canal+, chamada aqui de “Miss Météo”. Só que ela mudou a apresentação do clima na França e fez do mero quadro formal uma comédia. Sua veia de comediante (se sua beleza) a levou ao cinema e ao teatro. Ela se despediu da meteorologia e da TV em junho, comovendo a França. E agora está em cartaz em seu primeiro filme importante, “La Fille de Monaco”, em que faz uma lolita que entra num triângulo amoroso envolvendo um advogado parisiense mais velho e seu motorista. No filme, Bourgoin faz uma… apresentadora do tempo. Promíscua. Louise de Bourgoin vai chegar onde a França quer que ela chegue no ano que vem, quando ela interpretará nas telas a Brigitte Bardot. Louise, óbvio, está fazendo pose de lolita na capa da atual “Les Inrockuptibles” (onde mais?).

* KINGS OF LEON E O SEXO – Esqueci de botar no último post, mas esse vídeo cabe bem aqui, de todo modo. O ótimo grupo americano Kings of Leon é formado por “meninos de família” (mesmo), mas parece que os rapazes resolveram mesmo aproveitar a fama de “sexy” que têm. Já andei dizendo por aqui que o KoL é hoje, de longe, e junto com o Queens of the Stone Age, o grupo indie que mais atrai mulheres no planeta. A proporção de fãs do sexo feminino em relação aos homens, perto do palco, é um absurdo. Agora eles vêm com uma belezura de música, “Sex on Fire”, que vai estar no disco novo deles, “Only by Night”, a ser lançado primeiro na Bélgica e Áustria (!!!!), dia 19 de setembro agora. Dias depois sai na Inglaterra e nos EUA. “Sex on Fire”, o primeiro single, postado no MySpace deles, entrou no Top 10 geral da Nova Zelândia (!!!!!). No vídeo da música, escuro, o bonitón Caleb, de camisetinha preta, sofre numa cama, fazendo caras e bocas, de aspecto suado. Conheço amigas que desmaiaram vendo o vídeo, hahahaha. Ele é assim:

* Numa entrevista polêmica do Caleb para alguma revista, acho que foi para o “NME”, o líder do Kings of Leon lembrava sua balada pelo Brasil em 2005, quando tocaram no melhor Tim Festival (Strokes, Arcade Fire, Wilco, M.I.A.). Caleb chegou a dizer que, enquanto o resto da banda estava pirando na “cocaína de altíssima qualidade” que eles encontraram, ele estava mais a fim das menininhas brasileiras. Vai, Caleb!

* Aqui, a capa do novo CD do incrível Kings of Leon.

* LYKKE LI – A percepção francesa ao pop aponta para algumas direções. Primeiro que, parece, já falei aqui, o grupo inglês de electro indie Metronomy, banda amiga do CSS, é o grande estouro do momento. O trio lança disco novo, “Nights Out”, semana que vem. No álbum vai ter aquela boa “Radio Ladio”, que parece uma mistura de Devo com Klaxons, a do vídeo colorido, “artsy”. Mas, para além do Metronomy, o buzz total pertence à cantora sueca lindona Lykke Li. Desde o final do ano passado ela virou queridinha na categoria “blogs”. Já tinha sentido um burburinho sobre ela em Estocolmo, quando estive por lá no começo do ano. Na França ela toca direto na rádio Le Mouv. Na Colette, a loja de “artigos modernos” mais famosa do planeta, ela ocupa lugar de destaque na seção de discos. A revista “Les Inrockuptibles” adora a moça. Amigo meu que sabe das coisas viu show dela em Nova York há alguns dias e resumiu numa palavra: “brilhante”. Tocou até cover do Vampire Weekend, hehe. A faixa “Breaking It Up”, que os DJs bacanas da Inglaterra toca nos seus programas bacanas em suas rádios bacanas, não desgruda do meu ouvido. Mas eu sou fissurado mesmo em “I’m Good, I’m Gone”, que parece música japonesa… Ah! O Metronomy já anda remixando a Lykke Li. Tudo faz sentido no indie!

* INVASÃO SUECA – Os ingressos para os shows das bandas suecas em São Paulo (Studio SP) e Recife (festival No Ar Coquetel Molotov) já estão a venda. E vendendo bem. Peter Bjorn & John, Shout Out Louds! e Club 8 no Brasil. Tirando o PB&J, os outros grupos tocam eu Curitiba, no Era Só o Que Faltava.

Peter Bjorn & John – Recife, 20/9; SP, 23 e 24/9

Shout Out Louds! – Recife, 19/9; Curitiba, 22/9; SP, 23 e 24/9

Club 8 – Recife, 20/9; Curitiba, 22/9; SP, 24/9

* Os ingressos para o shows de São Paulo podem ser encontrados na bilheteria do Studio SP (rua Augusta, 591) e na loja Garimpo+Fuxique (rua Bela Cintra, 1677).

* PRÊMIOS FRANCESES – Olha só. Luxúrias francesas na Popload. Quem concorrer nos comentários (quem conseguir comentar) ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br vai correr o sério risco de ganhar:

1. Uma camiseta preta incrível do festival Rock en Seine, com o nome da Amy Winehouse na lista de atrações (hahaha).

2. Um álbum “Les Corsaires du Mouv’”, pirataria legalizada da rádio Le Mouv’ só com bandas indies francesas que eles tocam na programação.

3. O CD “Indetendances”, edição 2008 de compilação de música nova da Les Inrockuptibles em parceria com a Fnac, que tem Teenagers, Vampire Weekend, Sébastian Tellier, Les Shades, Poney Express, Cascadeur, Adele e outros mais.

* Prêmios atrasados: vem aí a lista devida de ganhadores. Aguenta um pouco mais.

* TIM FESTIVAL UR-GEN-TE – O incrível DJ Craze está confirmadíssimo para acompanhar o Kanye West ao Brasil, no Tim Festival. O festival tem que aproveitar para marcar o DJ nicaraguense-americano em horário separado, por favor. Em São Paulo, Craze vai tocar em uma noite no clube Clash, com o DJ Marky. Baladaça. Craze mistura hip hop, pop, indie e até drum`n`bass em set explosivo de quebrar a costela. O cara é louco por Bonde do Rolê.

* TIM FESTIVAL UR-GEN-TE DOIS – É impressão minha ou o Tim Festival ouviu nossas preces e vai sair do xarope Anhembi, megalugar de eventos que os paulistanos odeiam? É verdade que a versão paulista do Tim 2008 vai ser no parque do Ibirapuera?

* PRÓXIMA PARADA – Popload na Itália. De blog novo (acho!). Ciao!

Autor: admin - Categoria(s): Blog Tags:
30/08/2008 - 12:02

Poploaded LXXIII

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Programa gravado no dia 18 de agosto de 2008, nos estúdios do iG.

The “Vamos Lá, Sardinha!” Issue

Programa com dupla homenagem à nossa musa dos anos 80, Wynona Rider. Ela abre o programa em homenagem meio torta vinda da Califórnia, e encerra a edição 73 sendo devidamente homenageada pelo gaúcho Wander Wildner. No lado estranho da força ainda rolam cover manso do The Cure e hardcore-gritaria da Suécia, parte do Mondo Massari que também visita a França. No bloco Remix, você ouve versões bem legais de Bloc Party e Ting Tings.

Demorou, mas chegou. Setenta e poucas sessions depois, Poploaded finalmente recebe Wander Wildner! Já em seu sexto disco solo, o rei do punk-brega veio em formato power trio, com Geórgia no baixo e Pitchu na bateria. Para o programa escolhemos “La Cancion Inesperada” e “Wynona”.

TRACKLIST

1- “Lucid Dreams”, Franz Ferdinand

2- “Wynona’s Big Brown Beaver”, Primus

3- “Two Weeks”, Grizzly Bear (live @ Letterman)

4- “A Forest”, Bat For Lashes (The Cure cover)

5- “Exiting Arm”, Subtle

6- “L’homme sans trucage”, Los Dionysos (França)

POPLOADED SESSIONS

7- “La Cancion Inesperada”, Wander Wildner

8- “Happy Song”, Mallu Magalhães

9- “The Deadly Rhythm”, Refused (Suécia)

10- “Mercury”, Bloc Party (CSS remix)

11- “Great DJ”, The Ting Tings (Calvin Harris remix)

12- “Get out of my head”, Firewater

13- “Ode to LRC”, Band of Horses

POPLOADED SESSIONS

14- “Wynona”, Wander Wildner

* Clique abaixo para ouvir. Para baixar o MP3 para seu computador, fácil: botão direito do mouse –> “salvar como”:

Parte 1

Parte 2

* Para assistir aos vídeos Poploaded Session do WANDER WILDNER, clique no link abaixo. Além das músicas tocadas no programa, você vê “Um bom motivo” e “Amigo Punk”.

WANDER WILDNER

Autor: admin - Categoria(s): Rádio Poploaded Tags:
29/08/2008 - 11:12

Popload em Paris: sexo e a cidade

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* This one goes out to the one I love.

* Ah, Paris…



* Duas coisas, para começar: Obama disse “yes”. E o Radiohead confirmou “por escrito” que vai tocar ao Brasil em março. Hein?!

* Outra coisa: foi mal a demora. Mas o sistema de publicação dos blogs do iG está superinstável, e tem ficado fora de combate em 23 horas do dia. Então, post novo meu e comentários seu, nesta semana, só na sorte. Enquanto não arrumam, vamos arriscando. Se você está vendo este post, é porque deu certo, mas pode estar incompleto. As mudanças do blog ficarão suspensas até eu voltar de viagem.

* ROCK EN SEINE 2008 – O megafestival em um parque à beira do rio Sena, que tem tenda de vinho e champanhe, começou bem nesta quinta-feira, com shows, entre outros, de Kaiser Chiefs e REM. As duas bandas logo mais se apresentam no Brasil, então a Popload vai mostrar um pouco como foram os shows. Nesta sexta tem de Jon Spencer Blues Explosion a Justice, de Black Kids a Raconteurs. Está marcado também um show da Amy Winehouse. Será que ela vem?

* LES INROCKUPTIBLES – Uma das melhores revistas pop do planeta me esperou chegar à França para esgotar. Segundo a francesa que me atendeu, o último exemplar no último lugar possível para encontrá-la e voilà… A famosa e anual edição de sexo, com tudo o que você precisa saber na música, cinema, TV e literatura em relação ao esporte predileto dos franceses. A capa da “Les Inrockuptibles”, edição tripla, especial Sexe 2008, é assim, tranquila…



* Esta “Les Inrock” em especial traz uma reportagem sobre as cidades mais “quentes” do mundo no quesito sexo: tem até Buenos Aires. E não tem São Paulo nem Rio. Há ainda uma reportagem sobre a “nova moda” dos franceses, o… fist-fucking. O título é mais ou menos assim: “Fist-fucking para o Povo”.

* KAISER CHIEFS OFICIAL – Falando na queridíssima banda de Leeds, os shows do Kaiser Chiefs na América do Sul se tornaram oficiais, como sempre dissemos bem antes de a banda sequer ser formada:

November 1st – Buenos Aires – Personal Fest

November 3rd – Buenos Aires – La Transtienda

November 6th – Porto Alegre – Brazil

November 8th – Sao Paulo – Planeta Terra Fest

* KAISER CHIEFS MAIS E MAIS – A esperta apresentação do Kaiser Chiefs no Rock en Seine teve música nova, já do próximo álbum deles, “Off with Their Heads”, que será lançado em lojas no meio de outubro. Gravei em vídeo a performance deles para o primeiro single, “Never Miss a Beat”. Mas, por enquanto, confira o Kaiser Chiefs em ação nesta quinta-feira, na França, mandando “Everyday I Love You Less and Less”, um dos mais potentes hits do primeiro álbum da banda do animado Ricky Wilson.



* EU E A VIOLENTA PERIFERIA FRANCESA – Minha chegada a Paris foi meio esquisita. No trem que leva do aeroporto ao centro da cidade, me senti dentro do vídeo polêmico de “Stress”, da dupla de eletrônico Justice, que chocou a França, não só. No vídeo, jovens da periferia quebram tudo na cidade, do metrô e trens a ônibus e bares. Porque sim. Um verdadeiro Proibidão do (electro)Punk. Aí eu estava sentado no trem, depois de 11 horas de viagem, e entraram dois moleques-clichês da periferia francesa: um negro e um aparentemente filho de marroquino. Entraram trombando em tudo e todos. Sentaram exatamente diante de mim, tipo cara a cara naqueles bancos de frente um para o outro. E só riam. Olharam para uma pessoa lá e riram de alguma coisa. Apontaram para alguma coisa na minha mala e riram. Riam de tudo. Até que entrou um sujeito em uma estação e aí eles pararam de rir. Para gargalhar. Encaravam a tal pessoa e gargalhavam escancaradamente. Eu, para não causar, fiquei quietinho, na minha, sem nem olhar para a “vítima” deles para ver se o cara esboçava alguma reação àquela zoada. Mas aí chegou uma estação próxima e os dois moleques saltaram fora. Nisso, tocou o celular do cara que estava sendo gozado. Era uma sinfonia de pássaros. O volume estava superalto. E o cara deixou o celular tocar até o fim, sem atender. Ligaram de novo para ele. Mais uma sinfonia de pássaros. Aí, sem os meninos do vídeo do Justice por perto, aproveitei para olhar para o sujeito. Metade da cara dele tinha barba e bigode, tipo o lado direito do rosto. Na outra metade, estava liso, sem pêlo. Olhei de um lado e de outro para ver se eu estava participando de alguma filmagem de programa de TV. Mas não vi câmera alguma. E os jovens-Justice violentos da periferia do começo dessa história eram, no fim, só dois garotos se divertindo.

* RADIOHEAD CONFIRMA SHOW NO BRASIL POR ESCRITO – Confirma para uma fã brasileira, melhor dizendo. Rola pelo Orkut de uma garota chamada Sil Rigote-Lund a história e as fotos de um encontro entre a brasileira e a banda logo após o show do Radiohead em Los Angeles, no domingo passado. Ela não só arrancou a info do guitarrista Ed O’Brien, de que a banda toca no país em março, como fez ele escrever no ingresso dela que vem sim ao Brasil. Todas as info da Sil Rigote-Lunde estão reverberando na comunidade Radiohead Brasil, no tópico “Turnê 2008″.





* REM NA FRANÇA. REM NO BRASIL – Fui satisfatoriamente surpreendido no show da banda americana REM aqui na França, fechando o primeiro dia do Rock en Seine. Achei que o grupo de Michael Stipe já tinha encerrado sua participação na minha vida em 2001, no brilhante show do Rock in Rio, e por causa de seus últimos álbuns medianos não gostaria de vê-lo virar um Echo & The Bunnymen para mim. Mas a banda está em fase inspiradíssima, músicos espertos, Michael Stipe total rock star, telão incrível e as músicas “clássicas” do REM, o que na verdade interessa primeiro, são nostálgicas e não mofadas. Segundo descobri com fonte ligada à banda, três shows no Brasil estão confirmados para novembro, sendo dois em SP e um em Porto Alegre. Há a possibilidade de outra apresentação, esta no Rio de Janeiro.

* Talvez por isso, aqui no show da França, uma bandeira era supervista na platéia, perto do palco, com a frase estampada: “Porto Alegre está com REM”. Veja só. Um pouco para ver como a banda está no momento, temos aqui um vídeo e uma pergunta: what’s the frequency, Kenneth?



* A FRANÇA E A BEBEDEIRA TEEN – Eu já tinha lido sobre isso nos jornais ingleses, mas acho que a coisa aqui na França já foi escancarada, porque está fora de controle. Garotas de 15 anos encontradas em coma alcoólico no banheiro da escola, em horário de aula. Menino de 16 anos achado morto pelo pai no sábado de manhã, na própria cama, com uma garrafa de vodka na mão e vários litros na escrivaninha ao lado, depois de uma “festinha” com amigos na sexta à noite. A molecada francesa está com os dois pés no alcoolismo. A notícia, que aflige vários jovens dos países ricos da Europa, é novidade bombástica porque explode exatamente no pais que “mais sabe beber no mundo”. A sofisticada cultura dos cafés charmosos de Paris e a “habilidade sensível” para beber, segundo reportagem recente que li no diário britânico “Guardian”, já era. A “encheção de cara” inglesa atravessou o Canal da Mancha, atesta com uma pontinha de veneno a imprensa britânica. Os pais franceses sempre se gabaram de que seus filhos eram educados e introduzidos à bebida alcoólica no jantar, com uma taça de Bordeaux, enquanto na Inglaterra um garoto de 15 anos já consumia suas 15 pints de cerveja nos pubs ingleses. Virou questão nacional aqui na França. O governo faz circular uma campanha de TV, rádios e internet cujo nome é “Boire Trop” (beber demais), cuja trilha sonora é de um músico… brasileiro: o percussionista Silvano Michelino, que vive por aqui. Tem no YouTube. Galera na praia, se divertindo e bebendo, baladinha ao som de uma música que diz “tudo bem, tudo legal, remexendo as cadeiras”, em bom português. E bebendo e bebendo e bebendo. Até que a balada acaba em briga, estupro, vômitos e afogamento.

* RECKONER – Então, aqui a tal música “de vida própria” do Radiohead também está bombando. A incrível rádio Le Mouv toca direto a canção “misteriosa” (leia o último post) de Thom Yorke. Ting Tings aqui, não só na Le Mouv, também é onipresente. E, por algum motivo, a impressão é de que na França a banda Metronomy é a “the next big thing”.

* DAMON ALBARN & Cia – BH sai na frente e será a primeira cidade brasileira a receber o… GORILLAZ. Projeto paralelo (?) de Damon Albarn, o gênio por trás de Blur e The Good, The Bad & The Queen, o grupo virtual mais real (ou seria o contrário?) do planeta está escalado para a edição 2008 do Creamfields, que acontece na capital mineira dia 15 de novembro.

A presença de Damon ainda é uma incógnita e só será revelada no dia da apresentação. O show do Gorillaz será o mesmo “Gorillaz Sound System”, que rolou na edição do Creamfields em Londres, dia desses. O francês Laurent Garnier, o escocês Calvin Harris e o americano Mike Relm são outras atrações do evento, que acontecerá no Mega Space, um autódromo localizado em Santa Luzia (região metropolitana de BH).

* Pera que tem mais. Se deixarem. Mas eu sou teimoso. Vem aí, inclusive, os famosos “prêmios franceses”. Já pode ir se candidatando, se você conseguir comentar. Por email, o lucio_ribeiro@ig.com.br, anda funcionando fácil.

Autor: admin - Categoria(s): Blog Tags:
26/08/2008 - 09:13

NO SUFOCO!!! (Eu, o Milo e o Radiohead)

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* Este post pretende ser binacional. Começa aqui e acaba em Paris. Vamos ver se rola mesmo… Porque pode rolar. E pode não rolar.

* ABALO INDIE – Revolução indie na noite paulistana. O clubinho Milo acaba de perder duas de suas mais tradicionais noites. As famosas festas Peligro (pós-rock e shows às quintas) e Mixtape (do DJ Guab, o “ damo da lotação”) saem em conjunto da garagem do rock de Higienópolis para comandar sua própria noite, em um novo bar/clube chamado Neu. A nova empreitada tomará lugar no improvável bairro da Água Branca, ao lado do parque. As últimas Peligro e Mixtape acontecem nesta semana. Depois é fim de uma era.

* A instabilidade da noite paulistana, sob o patrocínio do Milo, está igual ao publicador deste blog, que enfrenta problemas técnicos. Foi mal os travamentos últimos, de postagem e comentários. Uma hora tudo se resolve.

* PORTO ALEGRE INDIE – Tinha algumas ressalvas sobre a noite indie de Porto Alegre, impressão acumulada nessas seis, sete vezes que toquei na cidade lá de baixo, famosa por ser o celeiro das famosas “ bandas gaúchas”. Mas toda essa impressão foi dissipada no último sábado, quando toquei no Porão do Beco. Clube esperto, balada abarrotada, pista bombando, galera bonita dançando o que viesse, a hora que fosse. O engraçado é que o mesmo Beco23, empresa que gerencia há anos o Porão, tem uma outro clube na mesma rua, poucas quadras para a baixo, no mesmíssimo esquema indie-eletrônico. Chama Cabaret do Beco. O Beco é concorrente dele mesmo, entenda. No sábado, enquanto rolava a festa em que fui tocar no Porão, acontecia uma parecida a poucos metros dali, no Cabaret. E, pelo que soube, balada abarrotada, pista bombando, galera bonita dançando o que viesse, a hora que fosse.

* BATERIA E BAIXO – No último post falei da expansão do grupo paulistano de electrorock Telepathique por terras estrangeiras. Que a dupla estava caminhando através da porta aberta por CSS e tal. A curiosidade nisso tudo, vim a saber, é que o Érico Telepathique e o Adriano CSS já tiveram uma banda juntos, a Autoload. Um vídeo do Autload já concorreu até ao VMB de 2002. A banda era de… Drum’n’bass(!!!). Drum’n’bass ortodoxo.

* DESERT MONKEYS – Agora é oficial. O mito vivo Josh Homme, dono do Queens of the Stone Age, vai produzir o terceiro disco do Arctic Monkeys. Impressão minha ou é a melhor combinação roqueira atual que podia acontecer? Homme confirmou a história em uma entrevista à BBC. Até chamou os caras de Desert Monkeys, porque as gravações serão na Califórnia, mais precisamente no Rancho De La Luna Studios. Será um álbum somente do Arctic Monkeys, veja bem. Não tem nada a ver com a série Desert Sessions que o Homme já produz.

* MALLU MAGALHÃES E A PICANHA – É engraçado notar o que causa o “furacão” Mallu Magalhães. Recebi release em que banda indie inclui, entre suas ações de destaque, ter aberto um show para a Mallu. Li outro dia sobre grupo que cita trilhar o caminho do folk pop, “como Mallu Magalhães”. E o show atual da garota de 15 anos (ela cresceu!!!) mais convidada para festivais do Brasil (ela é atração do Planeta Terra) andam sendo patrocinados pelo Hot Pocket, o novo X-picanha da Sadia.

* CASSIUS, IT’S OVER – Fanzoca da banda de (atenção!) indie matemático (hihi!) Foals, a Popload acha o show do grupo inglês no palco dois do Planeta Terra Festival uma das três apresentações mais obrigatórias deste final de ano brasileiro. Os dois shows recentes que eu vi o grupo fazer, o primeiro na lojinha da Apple de Chicago e o segundo debaixo de um sol de rachar no Lollapalooza, foram de-li-ran-tes (seria o sol na cabeça?). Os informes do último Reading Festival também cantam essa bola. Durante a performance da banda, a temperatura da tenda lotadaça onde o Foals se apresentou foi uma das mais altas do festival. Confira o vídeo da galera inglesa cantando junto a ótima “Cassius”. E vai decorando a letra, para fazer o mesmo no Terra. A parte chave, repita comigo, é: “Cassius, an accident, accident, accident, accident”.


* RADIOHEAD – NO SUFOCO – Aí tem a música “Reckoner”, do Radiohead. Sexta ou sétima canção “mais relevante” do disco, nem cogitada para single ela é. No MySpace do Radiohead, para dar uma idéia, ela está escondida na última música faixa oferecida para audição. Com o nome errado. Acontece que “Reckoner” de repente transcendeu o álbum campeão do grupo de Thom Yorke e agora está POR TODO LUGAR. Tipo fugiu do controle. O legal é que a música nem é nova. Circula pelo universo do Radiohead, em versão ao vivo e/ou acústica e/ou modificada desde 2001!!!!

- Tudo isso começou a me chamar a atenção e fui atrás para ver o que acontece com essa música em particular. Passei a reparar que “Reckoner” pode ser a chamada “música de blog”, ou, melhor, “blog song”. Algum blog fala, um outro reverbera, DJs pegam para remixes, mashups e aí já era. “Reckoner” teve sim certa presença nos blogs indies americanos importantes. De um tempinho para cá, as rádios inglesas estão tocando “Reckoner” direto. É um dos mais incríveis momentos do chapante show da banda, como foi visto no Lollapalooza. E o Gnarls Barkley escolheu justo “Reckoner” para fazer uma bacaníssima versão ao vivo. Andam tocando em festivais por aí (mandaram a cover no Lollapalooza, inclusive).

- A hoje viajante “Reckoner”, nasceu roqueira e barulhenta. Foi tocada uma vez só, num show de 2001, sob o nome de “ Feeling Pulled Apart by Horses”. Foi sendo burilada, transformada nesses tempos todos, até aparecer tímida no CD “In Rainbows”, o último e “revolucionário” lançamento do Radiohead.

- Só que, parece, “Reckoner” vai bombar ainda mais. A música foi doada pelo Radiohead ao filme “Choke”, que depois de “causar” em festivais independentes faz sua estréia nos cinemas americanos agora no final de setembro. “Choke” é inspirado em incrível livro do escritor Chuck Palahniuk, um dos mais importantes e transgressores da literatura atual americana, para o bem e para o mal. Palahniuk é o cara que escreveu o polêmico “Fight Club”, o “Clube da Luta”, que virou filme com os bambas Brad Pitt e Edward Norton. Primeiro pintou o boato de que o Radiohead faria a trilha incidental à versão cinematográfica de Choke, porque a banda adora o Palahniuk. Mas depois a história foi desmentida, apenas confirmando que a banda deu “Reckoner” para ser utilizada nos créditos finais. Olha o que essa música está causando.

- Só para ilustrar, “Choke”, o livro, já saiu no Brasil com o título “No Sufoco”, o que dá um bom título. Choke, em inglês, parece ter um milhão de significados. Um deles é, o do verbo, é sufocar, passar mal por não conseguir respirar. A história, se é que dá para contar linearmente, é sobre um ator de filmes de época e viciado em sexo que finge passar mal (choke) em restaurantes, para ser salvo por frequentadores, sensibilizar seus “salvadores”, a ponto de depois arrancar grana deles, com a finalidade de custear o tratamento médico de sua mãe psicótica. Não vou entrar em detalhes, mas na trama o sujeito sex-addicted tem sua história de vida ligada a Jesus Cristo. Hahahaha. Em “Choke”, o ator principal é o ótimo Sam Rockwell.

* THE TWELVES E O RADIOHEAD – Aí, nesta semana, recebo das mãos virtuais do espertíssimo duo carioca The Twelves, bombadíssimo nome nos remixes indies gringos, seu mais recente trabalho. É uma nova e incrível mixtape, chamada “Episode II” e o Myspace deles, /thetwelves, informa como baixá-la e ser feliz. Tem o Twelves burilando músicas de Of Montreal, Zeigeist, The Virgins, Lykke Li e o escambau. E tem a dupla de Niterói botando sua marcantes mãos em… “Reckoner”, do Radiohead. Ficou demais. Ficou bem assim:

The Twelves – Episode II (Radiohead)

* Bom, vou lá. O blog continua de Paris. Viram que o Klaxons confirma que vai tocar no Auditório do Ibirapuera, na versão paulistana do Tim Festival, e na Marina da Glória na versão carioca. E viram que a Amy…

Autor: admin - Categoria(s): Blog Tags:
22/08/2008 - 19:11

Poploaded LXXII

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Programa gravado no dia 18 de agosto de 2008, nos estúdios do iG.

The O Sumiço da Vara Issue

Quase rola um Poploaded Especial Olímpico, mas a história da vara roubou todas as atenções da semana. Não? Bem, até segunda-feira, dia da gravação da edição 72, só se falava nisso. =) Para não dizer que não tocamos no assunto, rola um Bloco “Momento Olímpico UK” liderado pelo Foals. Mais: de som “torto” a instrumental Californiano, passando por bloco Hip-Hop e por um cover hardcore de um antigo folk americano. Ah sim. Mondo Massari manda mais um rock à bolonhesa!



Poploaded Sessions traz mais uma “Session Gringa” de responsa. O trio Papier Tigre, de Nantes (França), faz indie rock em inglês com influências matemáticas de Battles misturadas com guitarras a la Sonic Youth. Nada de baixo, só guitarras mesmo. Tocamos duas músicas do disco de estréia dos meninos, que leva o nome da banda: “Dance Dealer” e “Amusement Park”. Papier Tigre é formado por Eric Pasquereau (vocal e guitarra), Pierre-Antoine Parois (batera) e Arthur de La Grandiere (guitarra).

Site: Papier Tigre

TRACKLIST

1- “Sex on Fire”, Kings of Leon

2- “My weakness”, Place to Bury Strangers

3- “Olympic Airways”, Foals

4- “Photobooth”, Friendly Fires

5- “Good Friday”, Why?

6- “Guy vs D.C. Sniper”, Tera Melos

POPLOADED SESSIONS

7- “Amusement Park”, Papier Tigre

8- “Party people”, Database

9- “Tape from California”, Squirrel Bait

10- “Jockin’ Jay-Z”, Jay-Z

11- “Look for the woman”, Dan Le Sac x Scroobious Pip

12- “L’equilibrista”, Marta sui Tubi (Itália)

13- “Soldier’s Grin”, Wolf Parade

POPLOADED SESSIONS

14- “Dance Dealer”, Papier Tigre

* Clique abaixo para ouvir. Para baixar o MP3 para seu computador, fácil: botão direito do mouse –> “salvar como”:

Parte 1

Parte 2

* Para assistir aos vídeos Poploaded Session do PAPIER TIGRE, clique no link abaixo. Além das músicas tocadas no programa, você vê “A Killer Gets Ready” e “When will we get to meet the boss?”.

PAPIER TIGRE

Autor: admin - Categoria(s): Rádio Poploaded Tags:
22/08/2008 - 18:28

Popload é 9,5

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* Espera um pouco. Que história é essa de que no ano que vem vamos ter o “Woodstock Brasil”, festival internacional a ser realizado numa região de cachoeiras no Rio de Janeiro?

* Hein?

* A Popload, toda orgulhosa, agradece à gaúcha Poliana Dorneles Pasa por usar este blog como tema de trabalho final para a sua obtenção do título de Bacharel em Comunicação da Universidade de Santa Cruz do Sul (RS), com habilitação em jornalismo. O título de sua imeeeeeensa monografia é “Lúcio Ribeiro e os Indies: A Agenda Jornalística sobre um Gênero Midiático”. Que beleza. A descrição do trabalho é o melhor: “Esta monografia relaciona a prática do jornalismo cultural, a partir do blog como representação da coluna na internet, e a produção da música independente ao pressuposto de influência midiática da hipótese do agenda-setting.” Não, o melhor é a nota que ela tirou: 9,5.

* Popload contribuindo para o futuro do jornalismo brasileiro. Katapof!

* POPLOAD TOUR EM PORTO ALEGRE – O relacionamento Popload e o Sul do país anda intenso. Tem o Grêmio, teve o Inter, teve a tese da Poliana e, neste sábado, tem o Popload DJ set no Porão do Beco, em Porto Alegre.

* PLANETA TERRA – INGRESSOS ÀS CEGAS – No dia 7 de setembro, o festival Planeta Terra vai abrir a venda de ingressos “blind” por meio de um site ainda a ser divulgado. A idéia é que o público compre os ingressos sem saber o qual será a programação. O festival ainda não divulgou oficialmente nenhuma atração deste ano. Quem comprar o ingresso “blind” receberá um desconto no valor do bilhete. Assim que o festival tiver seu line-up divulgado, o preço da entrada subirá. Então, finge que não tem idéia que Bloc Party, Kaiser Chiefs, Jesus & Mary Chain, Animal Collective, Foals, Breeders, Spoon e Mallu Magalhães vão tocar no Planeta Terra neste ano e abocanha seu ingresso com desconto. Preço inteiro, preço com desconto e site vão ser anunciados em breve.

* PLANETA TERRA – SONIC QUEM? KYLE O QUÊ? MAROON QUANTO?

Especular é uma arte… Pintou um endinheirado festival irmãozinho do Planeta Terra no Chile, o Fenix Festival, a ser realizado na segunda semana de novembro em Santiago, data algo próxima da do nosso evento paulistano da aconchegante Vila dos Galpões. O que se fala no Chile é que esses nomes acima estão se confirmando. E como, parece, o Terra ainda vai botar na sua programação uma outra atração “clássica” e uma bem pop, eu fico aqui pensando…

* GUERRA DE DIVAS – O chileno Fenix Festival já falou oficialmente sobre o show da Kyle Minogue, que também está certa para cantar na Argentina e Peru. A musa australiana, segundo informam lá no vizinho, trará uma equipe com 85 pessoas e 22 toneladas de equipamento. Vem aí uma guerra Madonna x Kyle? De contra-peso, até a Cyndi Lauper está vindo para a América do Sul neste final do ano.

* TWITTER – Ok, o Twitter está superhype. Primeiro a seguição era com poucos amigos, depois com muitos amigos (ou “amigue”), depois amigos e colegas, depois amigos e nem tão amigos e por fim um monte de gente que você não conhece. É a rede se consolidando e tal, evolução natural. Aí vieram os fakes engraçados, os não tão engraçados e os totalmente sem graça. No meio disso tudo, dava para “se relacionar” com gente que fala coisas interessantíssimas, assuntos medianos e com os que dizem ao “Brasil todo” frases importantes tipo “estou com sede, vou beber água”. Repito, tudo fazia e faz parte. Mas, quando o mundo publicitário descobre a parada e chega por email o aviso de que a Abril Celular e a pasta de dente Colgate estão seguindo você, vem a hora de parar e perguntar: “WTF”?

* YOUNG KNIVES NO BRASIL – O clube paulistano Clash soltou nesta sexta quais serão suas atrações neste final de ano. Grandes nomes da eletrônica (como Anthony Rother, Vitalic, Laurent Garnier e Dave Clarke) se misturarão na agenda do clube com atrações roqueiras da pesada como o americano Mudhoney (turnê de 20 anos) e o britânico Young Knives, ótimo em disco, divertido ao vivo. O cantor folk Johnny Flynn está escalado para o mesmo dia do Young Knives, dia 8 de outubro, uma parceria do Clash com a brit-gravadora Transgressive. O grupo de Seattle recorda seu grunge sujo nos dias 15 e 16 do mesmo mês.

Cartaz de show do Telepathique no Canadá

* SINTA O BUZZ: TELEPATHIQUE – Saindo pela porta aberta por CSS e Bonde do Rolê no indie pop gringo, o esperto duo paulistano Telepathique tem chamado certa atenção gringa. Reclama até que nada dessa atenção vem dos blogs, revistas e jornais brasileiros. Destaque em ambientes noticiosos indies como o site “Pitchfork” e a revista “Spin”, o Telepathique acabou de acabar uma miniturnê americana de dez shows em sete cidades, entre EUA e Canadá. A grande notícia é que a dupla electrorock (Erico Theobaldo e Mylene) retorna à América do Norte agora no começo de setembro, para mais apresentações em Chicago, Nova York, Washington e Filadélfia, desta vez como atração de abertura para o show do grande músico inglês de trip hop Tricky. Mega chic. O Telepathique recém-lançou seu primeiro álbum, “Last Time on Earth”, via Urban Jungle Records, que vem montando interessante catálogo de uma certa cena paulistana. Já andei tocando “I`m Not a Man You Think I Am” em discotecagens últimas e é bem boa. E, agora, a música tem um vídeo:

* READING FESTIVAL 2008 – Começou nesta sexta na Inglaterra o duplo Reading/Leeds Festival, um dos maiores eventos de música do planeta. E a Popload está lá, óbvio. Vamos tentar armar por aqui no fim de semana nossa cobertura de fotos tradicionais dos grandes festivais. E teremos alguns informes de Rafael Urenha, comandante da bombada festa paulistana Party Íntima e amigo deste blog, que vai assistir ao primeiro dia do Reading, mesmo chegando lá sem ingresso para o festival esgotado. Cobertura SMS, thank you very much.

* O que o Rafael tem a dizer neste começo de festival é assim:

- “O esquema cambista. Você chega lá procurando por ingresso e eles te colocam uma pulseira de convidado vip do final de semana, a “guest weekend”. Te levam até a guest area com um adesivo “Fratellis Production” colocado na sua roupa. Botam você na galera dos ingressos normais, retiram a pulseira, o adesivo e saem para pegar outros compradores.”

- “Ida Maria no palco Festival Republic, o terceiro maior. Lotado. Não imaginava tamanho sucesso dela. Todo mundo cantando as letras, principalmente a última, o single “I Like You So Much Better When You`re Naked”. Ela, bastante bêbada, chegou a cair no palco.”

- “O segundo maior palco do Reading, o NME/Radio 1 stage, agora é gigantesco. A tenda virou praticamente uma arena. Com oito torres de sustentação, é pelo menos duas vezes maior que o palco principal do Tim Festival. Babyshambles fecha ele hoje (sexta), Manic Street Preachers no sábado e Cribs no domingo.”

- “No show do MGMT nesse palco tinha gente do lado de fora. Começou com “Electric Feel” e fechou com “Kids”. Catarse total. Talvez por ser mais curto no Reading, o show estava redondo, sem tanta viagem.”

- “Enquanto isso, o palco principal está burocrático. O Queens of the Stone Age, mesmo com vários hits e uma banda de altíssima qualidade, não esquenta a galera. Talvez seja o frio que está fazendo aqui.”

- “Modinhas – Elas com óculos de coração, eles com os óculos do Kanye West. Muita gente na galera com mensagens escritas com canetinha pelo corpo todo: “cunt” na boca, “entry here” no cofrinho. E por aí vai.”

- “Este é definitivamente o ano do indie-hippie. Incontáveis meninos com faixa e meninas com fitinha na cabeça, estilo MGMT.”

++Reading, Fotos (Domingo)++



Alice Glass, do Crystal Castells, resolveu levar seu som para perto das meninas



Esbanjando a energia de sempre, Mrs. Lovefoxxx e o CSS ofereceram mais uma apresentação super bem comentada em Reading



O peso-pesado Metallica volta a ativa com novo álbum neste ano



Todo comportado, o arctic monkey Alex Turner marcou presença no Reading com o Last Shadow Puppets

++Reading, Fotos (Sábado)++



A coisa anda mesmo “hot” em Reading neste sábado. Alguns carros foram literalmente destruídos por um incêndio em um dos estacionamentos do complexo onde acontece o festival. A polícia local está averigüando se foi “apenas um acidente” ou coisa mais séria (Foto: NME)



E o que seria dos grandes festivais sem a galera figuraça, hein? (Foto: NME)



Dezesseis anos após o provável show mais épico da história do Reading, Carl Barat evocou Kurt Cobain tocando “In Bloom”, do Nirvana, na arena principal (Foto: NME)



“Loucura” foi a melhor definição para o show do Foals no palco NME/Radio1 (Foto: BBC)



O sempre cool Jack White aprontando das suas, com sua guitarra, em mais uma aparição no Reading (Foto: BBC)

++Reading, Fotos (Sexta)++



Galera preparada para o primeiro show do primeiro dia do Reading 2008, no palco principal (Foto: NME)



O MGMT, desta vez, fez um show redondinho. Viagem só mesmo a foto… (Foto: BBC)



O Rage fez tanto barulho na arena principal que o som ecoou em Guantánamo (Foto: NME)



Não muito longe dali, o problemático Pete Doherty mostrava seu Babyshambles para outra multidão, em um dos palcos alternativos (Foto: BBC)



Josh Homme: o som continua o bom de sempre, mas o cabelo… (Foto: BBC)

* Este post não é nada perto do que ainda vai ser. Entende?

Autor: admin - Categoria(s): Blog Tags:
19/08/2008 - 10:20

Hey, boy! Hey, girl!

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* Here we go.

* Este blog, as we know it, está com os dias contados. Acho até que as mudanças vão ser mais “profundas” para mim do que para você, mas enfim…

* PLANOS – A Popload, se tudo sair conforme o programado, na semana que vem estará reportando direto do Rock en Seine 2008, o grande festival de verão de Paris, capital francesa. O festival é lindão e sossegado. Francês, né não? Você não é massacrado quando chega perto do palco para ver os shows. Tem barraquinhas de vinhos e champanhe, a preços amigos. Tem barraquinhas de sandubas, mas estes são baguetes frescas e quentinhas com queijo gruyère, brie e tal e coisa. Você sai do metrô, atravessa a ponte sobre o rio Sena, entra na floresta e voilà: REM, Kaiser Chiefs, Amy Winehouse, Justice, Raconteurs, Hot Chip, The Streets, Black Kids, Jon Spencer Blues Explosion e outros. A viagem vai se estender um pouco mais, mas depois eu conto o roteiro.

* POPLOAD EM PORTO ALEGRE – Neste sábado tem Popload DJ set na capital gaúcha. A balada é no tradicionalíssimo Porão do Beco, dentro de um evento que terá exposição de fotos, show e outros DJs. Quando se fala “tradicionalíssimo” no Rio Grande do Sul a coisa é séria. O único problema é que, por míseros três dias, vou perder um jogaço no Beira Rio.

* A FÚRIA NO ROCK – O cantor-gênio da raça Morrissey anda enfurecido com o lançamento, pela Warner, de um DVD ao vivo de um show dele em Hollywood. Ele pede aos fãs que não comprem o DVD porque nenhum centavo irá para o bolso dele, já que ele nem faz parte da Warner mais. “Gastem seu dinheiro com outra coisa qualquer.”

* OBAMA GUEVARA – Já tinha rolado por aqui alguns relatos meus, de Chicago, sobre a Obamamania entre a galera jovem em particular e da música em geral. Tinha barraca para o Barack Obama no Lollapalooza, a modernosa loja Urban Outfiters vendia várias camisetas fashion do “Barack n Roll” (Kele Okereke tocou vestido com uma delas no show do Bloc Party no festival) e o “parceiro” Kanye West e o novo vídeo da diva Estelle puxam forte o “candidato-esperança” para o hip hop/R&B. Óbvio, a Obamamania não está só em Chicago. O (jornal inglês) “Guardian” recém-publicou um editorial Obama In Fashion com fotos ótimas da moda Obama que tomou conta de Nova York. As imagens, em estilo street-fashion, mostram pessoas cool e bem vestidas com a camiseta do candidato. Uma das meninas fotografadas diz que o rosto do Obama, “a nível de marketing”, já é como o rosto do Che. Whooooooooa.

* A FÚRIA NO ROCK 2 – Depois do ótimo “quebra-pau” com Jay-Z, Noel Gallagher já elegeu seu mais novo inimigo: Mark Ronson. Na chuva de ofensas da semana passada, ele disse que o Ronson “precisava aprender três acordes de guitarra e fazer alguma música, em vez de detonar as dos outros” (Haha). Mark Ronson respondeu no seu MySpace que estava aprendendo a tocar guitarra com o Jay-Z (Haha 2). “Jay-Z has already taught me both chords to Wonderwall.” (Haha 3). Adorei o “both chords”, ótima “respostinha”. Ele ainda diz que pretende fazer remixes de Jay-Z com Oasis (“Potential titles are Champagne Superhova or Definitely Jay-Z”). Haha 4. Ronson manda avisar Noel que ele já escreveu uma música, “Back to Black”, cantada pela Amy Winehouse. E que a música “tem SETE acordes”.

* Mark e Noel, por favor. Não parem!!!

* BLOC PARTY – Foi anunciado que NESTA SEMANA, mais precisamente no dia 21, será lançado o novo álbum do grupo inglês Bloc Party. “Intimacy” já pode ser pré-comprado no site da banda. É assim: você pré-compra o CD físico, com canções extras, que só será entregue a partir do dia 27 de outubro, mesma data da chegada do álbum às lojas e poucos dias antes de a banda tocar no festival Planeta Terra, aqui no Brasil. Quem comprar em pré-venda o CD físico poderá baixar as músicas no dia 21 (não as bônus). Segundo o Bloc Party diz em seu site, o novo CD será assim dividido: 50% músicas “wildly experimental” e 50% de canções “classic Bloc Party”.

* A BANDA MAIS ZOADA – Eu até gosto do grupo nova-iorquino de, vejamos…, indie classic Hold Steady, famoso por suas músicas cheias de historinhas e tal. Na minha última viagem, até comprei o bom último disco deles, o “Stay Positive”, que acabou de ser lançado. Mas fato é que a banda não se ajuda, tadinha. Há tempos reparo que o Hold Steady já é de longe o grupo mais zoado pelos blogs. E nem é pelas fotos gozadas (e feias) deles nem do apelido de “banda de tiozinho de bar” que persegue maldosamente os caras. Mas recentemente eles tiveram a coragem de fazer duas coisas, digamos, “imperdoáveis”, segundo o código de ética dos blogueiros (se é que isso existe). Pois bem, em uma mesma semana eles conseguiram: confirmar shows de abertura para o… Counting Crows (pensa: Counting Crows); e ainda criticar o Radiohead (hihi). Em uma entrevista à BBC, o guitarrista Tad Kubler disse que não entende mais a banda do Thom Yorke, e que o Radiohead tem tentando ao máximo “não ser o Radiohead e isso é ridículo”. What? Em relação aos shows com o Counting Crows, que acontecem no final do ano, a reclamação vem de todo lado. Dos blogs indies que não entendem como alguém pode se sujeitar a abrir para o Counting Crows. E também vem dos fãs (sim, eles existem) do Counting Crows, que não ficaram nada felizes com a escalação da banda tão… tão… “indie” como abertura. Os caras do Hold Steady até já foram “acusados” de imitarem os trejeitos vocais do Counting Crows, vale a pena lembrar. Um blog americano chegou a escrever, sobre essa história Counting Crows-Hold Steady: “No ano passado o Hold Steady abriu para os Rolling Stones. Se você pensou que a trajetória do HS não poderia ficar melhor que isso… acertou”.

* “FOI MAL, GALERE” – Lembra a tal calcinha infantil do High School Musical que vinha com o logo nada apropriado “Dive In!” (algo do tipo “Vai Fundo!”)? A Disney declarou o seguinte: “Gostaríamos de pedir desculpas aos que se sentiram ofendidos. As calcinhas em questão foram inspiradas no High School Musical 2, que tem uma “piscina” como parte importante do enredo. Infelizmente, a frase neste produto foi usada fora do contexto “piscina” e isso nos passou despercebido. O produto não estará disponível nas próximas coleções”. Alguém perdeu o emprego, é certo. A calcinha High School Musical é assim

* SHOWS – Não lembro agora se já escrevi isso, mas o Chile já divulga que a apresentação do REM em Santiago será no dia 3 de novembro, o que faz a data de São Paulo divulgada por este blog, a do dia 10, segunda-feira pós-Planeta Terra, fazer mesmo sentido, porque o grupo de Michael Stipe passa antes por Argentina e Porto Alegre. // Alguma coisa está esquisita com os shows do Stone Temple Pilots em São Paulo, no dia 14 de outubro (Credicard Hall). Os sites de turnês mantêm a info, mas a Ticketmaster do Brasil retirou a banda da lista dos “Ingressos em breve”.// Chora (de alegria), seu emo. Uma banda famosa de screamo, que eu nunca tinha ouvido falar, Alesana, “will shake things up” no Brasil em setembro (27, SP; 29, Curitiba).

* A FÚRIA NO ROCK 3 – Amy Winehouse inconformada com a troca da trilha do próximo “James Bond”. Ia ser dela, agora é da dupla Jack White & Alicia Keys. Miss Winehouse ameaçou lançar a música que ela faria para o filme NO MESMO DIA que a deles. A dela tem a mãozinha do Mark Ronson, então não vai ser fraca. A do Jack White está marcada para sair no dia 28 de outubro. Amy andou dizendo mais ou menos assim: “Eles preferiram algo mais limpinho e xarope. Beleza. Quando eu lançar minha música, e estou tentada a lançar no mesmo dia que a deles, eles vão sentir o que é um “big hit”. Agora, se ele mudarem de idéia, estou aqui, esperando…”.

* FUTEBOL É POP – O mantra defendido por este blog continua firme e forte. E o São Paulo Futebol Clube é o mais novo exemplo que dá para juntar futebol e música pop de um modo bacana. Veja abaixo. O departamento de marketing do tradicional clube paulistano juntou os dois temas em camisetas a serem lançadas para seus torcedores. A frase “I Am What I Am” é de um hino da disco music dos anos 80, megahit na voz da diva Gloria Gaynor.

* CSS – Diferentemente do que informou este blog, a banda brasileira CSS, durante seu show no Lollapalooza, não dedicou “Rat Is Dead” ao seu antigo empresário. O “Ed” a quem Lovefoxxx se referiu antes de a banda mandar a canção ao vivo é Ed Drost, guitarrista do grupo nova-iorquino cool Grizzly Bear. O CSS escreveu ao blog para corrigir.

* INGRESSOS? – Na Inglaterra, o V2009, o festival da Virgin, que acabou de realizar sua edição 2008, já está (pré-)vendendo ingressos para o ano que vem. O Glastonbury já vai vender ingressos para seu evento de 2009 no comecinho de outubro, com a possibilidade de a pessoa desistir depois de seu line-up anunciado e ter quase todo seu dinheiro devolvido. Os 150 mil ingressos para o Reading/Leeds 2009 começam a ser vendidos terça-feira da próxima semana. Aqui no Brasil, um monte de shows e festivais acontecendo logo mais…

* Lembra o César, o menino que protagonizou a história indie do ano ao entalar na porta do banheiro do clube Outs? O que voou no palco, atacou todas as minas disponíveis na balada e ficou preso no vão do “reservado”, precisou ser “salvo” pelos segurança, apagou e só foi acordar na cama horas depois, com a camiseta ensangüentada, as costas raladas e com suas fotos exibidas no site do clube rocker paulistano? Pois ele agora está de volta às notícias, mas de um modo mais… classe. Sua banda, THE RAZORBLADES, acaba de lançar um vídeo para a música “Let Me Go”, fácil no Youtube. O vídeo é normal, com a banda tocando e uma garota de preto gostosona andando para lá e para cá com dois cachorrões até entrar numa locadora de DVDs (hahaha, foi isso que eu entendi). Mas a música é muito boa de tão básica. Se eu tivesse uma rádio, eu tocava “Let Me Go”.

* VÍDEO DO OASIS – Campeão mundial dos vídeos nada-a-ver, o supergrupo Oasis nos brinda com mais um vídeo nada-a-ver, para manter sua coerência. Começa com imagens em negativo sobrepostas, cheias de efeitos estourados. E depois entram mensagens para a paz mundial e figurinhas que lembram Beatles e a Inglaterra dos anos 60. Adorei. Mas já me esqueci dele. Para não esquecer total, vou até botá-lo aqui para você ver. Ah, a música é “The Shock of the Lightning”, o single que vai puxar o disco novo.

* FEVER OF LEON – O ótimo Kings of Leon não está “com nada” na Inglaterra. A banda da família Followill vai tocar no imenso O2 Arena, em Londres, no final do ano, e os ingressos já eram. Cerca de 21 mil entradas esgotaram-se em uma hora. Isso porque eles acabaram de tocar para milhares no festival inglês V2008. O show do O2 Arena, parece, vai ser o primeiro só com música do CD “Only by the Night”, o quarto disco deles, que sai no dia 23 de setembro. Assim que os ingressos do O2 acabaram, o Kings of Leon marcou um show extra em Londres para alguns dias depois. E num lugar “bem menor”, desta vez: o Wembley Arena (12.500 pessoas). Olha o Caleb….

* CSS REMIXA KINGS OF LEON – O novo álbum do grupo de indie country vai ser lançado também na versão “deluxe”. E esta conterá um remix da banda brasileira CSS para a grande “The Bucket”, do KoL. “Three in the morning come a bang-bang-bang”. Olha o Adriano…

* HEY BOY HEY GIRL – O grande hit dos Chemical Brothers, de 1999, estava lá quietinho, na dele. Aí foram os irmãos doentes (no bom sentido) do 2ManyDJs/Soulwax acordar “Hey Boy Hey Girl” com um remix incendiário. O de sempre: desconstruíram o original, que já não era fácil, e fizeram o famoso Soulwax Remix. Tocou semana passada na Radio One inglesa e não saiu mais do meu cérebro desde que eu ouvi. E olha que (desta vez)eu nem tomei nada… O último Soulwax remix também ficou excelente e foi “perturbar” um outro clássico, ainda mais antigo. Já ouviu “You Can`t Always Get What You Want”, dos Stones, mas na versão Soulwax? Então vá atrás. Foi trilha desse filme “Quebrando a Banca” (“21”), que passou recentemente nos cinemas.

Soulwax – “Hey Boy, Hey Girl” (remix, Chemical Brothers)

* ENQUETE: O SHOW MAIS DESEJADO – Segue a pergunta sobre qual show internacional você mais quer ver neste “tumultuado” segundo semestre sonoro do Brasil. Só vale escolher um. Se você só tivesse a chance de ver UM só show desses que vêm para cá, qual você veria? Nine Inch Nails, REM, Kanye West, Bloc Party, Jesus & Mary Chain, Madonna, Klaxons? Numa parcial rápida, o que está dando até agora é o seguinte:

1. Jesus & Mary Chain empatado com MGMT

2. Klaxons

3. REM

Engraçado, não?

* PROMOÇÃO DA SEMANA – Segue também, por mais este post, a promo lançada na sexta passada:

- Um “pacote Radiohead”. Promo conjunta EMI/Popload. Nem sei o que vai ter dentro precisamente, mas promete.

- O CD do The Last Shadow Puppets, o “The Age of the Understatement”.

* Vem nessa? Comentários ou lucio_ribeiro@ig.com.br

* Não deeeeeeeu, Brasil. Fui!

Autor: admin - Categoria(s): Blog Tags:
16/08/2008 - 19:35

Poploaded LXXI

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Programa gravado no dia 11 de agosto de 2008 nos estúdio do iG.

The Poderia Ser 171 Issue

Começando com instrumentais nervosos, a 71ª edição traz o bloco “Vem Para O Brasil”, o “Bloco Despachado by Lolla” com histórias importadas por Lúcio Ribeiro, e o já costumeiro bloco francês dentro do Mondo Massari. Massari ainda passa por Irlanda, Austrália e Suécia. Menção honrosa ao Tulipomania, chapa da Poploaded. =)

Na session desta edição, o indie-rock baiano com influências de hard/country-rock do Cascadura! Eles tocaram quatro músicas do último disco “BOGARY”, lançado em 2006. No programa você ouve “12 de Outubro” e “Senhor das Moscas”. Cascadura é formado por Fábio Cascadura-Magalhães (vocal e guitarra), Candido Sotto (guitarra), Tiago Aziz (baixo) e Thiago Trad (batera).

TRACKLIST

1- “Teen Creeps”, No Age

2- “Beyond the Dying Light”, God Is an Astronaut

3- “Loser”, Plasticines

4- “No Hits”, Black Mountain

5- “Look! A Dollar”, Quit Your Day Job

6- “High Skies”, Morning After Girls

POPLOADED SESSIONS

7- “12 de Outubro”, Cascadura

8- “Any Downers”, Frank Zappa

9- “Aonde quer chegar”, Moptop

10- “Jigsaw Falling Into Place”, Radiohead

11- “You can’t always get what you want”, Soulwax

12- “More”, Tulipomania

13- “Bad Taste and Gold on the Doors”, Hush Puppies

POPLOADED SESSIONS

14- “Senhor das Moscas”, Cascadura

* Clique abaixo para ouvir. Para baixar o MP3 para seu computador, fácil: botão direito do mouse –> “salvar como”:

Parte 1

Parte 2

* Para assistir aos vídeos Poploaded Session do CASCADURA, clique no link abaixo. Além das músicas tocadas no programa, você vê “Mesmo eu estando do outro lado” e “Ele, o super-herói”.

CASCADURA

Autor: admin - Categoria(s): Rádio Poploaded Tags:
14/08/2008 - 12:25

SAFADEZAS (atualizadas)

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(((Super-update: sexta à tarde)))

* One two. One two. Testando o publicador…. Está funcionando, será? Vamos lá.

Problemas técnicos impediram atualizações e comentários nos dois últimos posts. Acontece. Nem é preocupante, porque vem aí a “Nova Popload”, em outro lugar, com outra ferramenta. Vai ser a mesma coisa, mas diferente. Entende?

* E, atendendo a inúmeros apelos nos comentários (para quem conseguiu comentar…), este post terá maaaaaais indicações de que os vampiros estão vivos (!) no pop. Nada bomba mais na cultura pop que vampiros.

* E NO PLANETA TERRA… – Com essa “confirmação” das Breeders no festival de novembro e com as outras atrações que a gente andou soprando por aqui, estou por diversão tentando montar como vão ser compostos os palcos do Galpão Savoy. Palpites:

- palco principal: Jesus & Mary Chain, Bloc Party , Kaiser Chiefs, Mallu Magalhães.

- palco indie: Breeders, Animal Collective, Spoon, Foals.

O rascunho do palco indie é ótimo, o palco principal é incrível. Sobre o último, só não estou vendo onde cabe nele o… MAROON 5.

* DAN DEACON NO TIM – O algo-maluco Dan Deacon, parece, está dentraço da programação deste ano do Tim Festival. Confesso nunca ter me dedicado muito ao electropop que esse músico americano pratica, mas tenho amigos absurdamente seguidores dele. No começo do ano, fui a uma balada em Londres na qual Deacon ia tocar, para ver qual era, mas a participação dele foi cancelada naquela noite. O músico, uma espécie de “gerador de ondas sonoras”, é de Baltimore, o que diz muita coisa. Baltimore é onde, hoje, o indie americano (e suas ramificações para a eletrônica, pós rock e funk) tem firme o seu status de “arte”.

* BRIT-POOOOPIÊ – Três bandas-pilar do rock britânico vieram com trabalho novo.

1) O VERVE já tem seu disco novo circulando pela Internet há alguns dias. O CD, “Forth”, está marcado para sair no dia 25 agora, no Reino Unido e nos EUA. Neste primeiro disco de inéditas desde o clássico “Urban Hymns”, de 1997, o figura Richard Ashcroft está encanado com “barulho”. O primeiro single, que já foi lançado, é a bonitona “Love Is Noise”. E o disco traz ainda a épica e barulhenta “Noise Epic”, de mais de OITO minutos. A canção é boa, é ruim, é chata, é ótima. Enfim, épica… Ouve então.

The Verve – “Noise Epic”

2) O OASIS apareceu com a versão “real” para “Falling Down”, que estará no primeiro single do disco novo. A música especificamente faz parte do álbum “Dig Out Your Soul”, a ser lançado em outubro. “Falling Down” ficou conhecida em versão torta, porque surgiu primeiro em versão remix feita pelos Chemical Brothers: eletronices no primeiro plano, os Gallagher no fundo. ‘Mas, “do nada”, a versão “normal” de “Falling Down” apareceu como “single” no Itunes do Japão nesta quarta-feira. Até onde se sabe, a “Falling Down” remix sairá como B-side do primeiro single, “The Shock of the Lightning”, que chega às lojas no 29 de setembro e será tocado nas rádios inglesas nesta sexta. A versão “real” de “Falling Down é assim:

Oasis – “Falling Down”

3) O FRANZ FERDINAND, o grupo mais jovem dessa galera aqui, deu para os fãs nesta semana, através de seu site, a música nova “Lucid Dreams”. A música estará no bendito terceiro disco, que foi postergado para janeiro do ano que vem e atrapalhou os planos da banda de tocar no Brasil ainda em 2008. Quer dizer, atrapalhou os NOSSOS planos… De todo modo, “Lucid Dreams”, que está aí embaixo, ainda não está dentro do que eu espero de “uma música do Franz Ferdinand”. Mas talvez seja questão de acostumar.

Franz Ferdinand – “Lucid Dreams”

* LIAM – “I`m just a boy with a new haircut…”. Falando em Oasis, mas citando Pavement. Outra “breaking news” do supergrupo inglês vem da cabeça do Liam Gallagher. O sujeito que tem o pior cabeleireiro do planeta até que não ficou ruim desta vez (ou sim?). Liam ressurge com o Oasis, apresentando corte novo. E, para lembrar um pouco os cabelos recentes do vocalista irmão do Noel, a Popload fez um trabalhinho rápido de pesquisa, que ficou assim:

* AS SAFADEZAS DA MC GI – Festa famosa da noite indie mineira, a Safadezas, no mês passado, recebeu a convidada santista MC Gi. A Safadezas existe desde janeiro de 2005, alocada no clube Mary in Hell. O nome indica festa “quente”, e assim ela fez sua fama. Por lá já tocaram DJs de rock, de eletrônica, DJs famosos, DJs desconhecidos. Nestes três anos de balada, teve live, shows, strippers, bafóns em geral… E, dia destes, teve a MC Gi. Giovana Avino tem 18 anos e é funkeira pop. Por muito pouco não virou uma das vocalistas do Bonde do Rolê. A menina é um furacão no palco. Seus hits em bailes funks da baixada são “Só Não Cozinho” e “Halls Preto”. Nesta última, hum, canção ela afirma na letra que sua preferência é Halls preto pois ele, segundo ela, “faz sentir a refrescância, é oral com elegância”. E termina concluindo: “Minha boca é divina experiência que fascina”. Tem também o “Funk do Mosquito”, em que ela fala… Enfim. A Safadezas, há algumas quinta-feiras, recebeu a MC Gi. Mas não só ela. A moça, que nunca tinha viajado para outro Estado, levou a mãe. Na verdade, a mãe é que fez questão de ir junto. Primeiro porque MC Gi tem medo de viajar sozinha. Depois porque a mãe não queria que ela fosse sozinha a uma festa que se chama Safadezas. Os mineiros, que me contaram essa história, não entenderam nada. “Pensamos que a mãe nem iria à boate, mas foi e ficou ao lado dela o tempo todo. Só na hora do show que a mãe subiu e ficou sentadinha no bar de cima como se nada estivesse acontecendo. E tomando cerveja quente, porque ela não bebe cerveja gelada (!?). E a MC Gi lá embaixo, cantando Halls Preto”, falou um dos organizadores da balada mineira.



MC Gi e dona Gi na Safadezas de BH

Foto: Nataly Taccola

* SAFADEZAS DOIS – Causando furor nos EUA, as calcinhas do High School Musical para pré-adolescentes (para não dizer crianças) vêm com a seguinte frase: “Dive In”. Além de querer dizer “mergulhar”, a expressão, conforme indica meu dicionário favorito, pode indicar algo como “começar alguma coisa de repente e energeticamente, sem nem parar para pensar”. Hahaha. Os pais estão enlouquecidos lá na América.

* EM GEE EM TEE – Popload presta serviços à comunidade indie. Como você pronuncia MGMT, uma das bandas-sensação do ano nos EUA? Eme Ge Eme Tê? Em Gee Em Tee? Mij-Mit? Para você não falar errado na hora de recomendar a atração imperdível (ou não) do Tim Festival, a revista americana “New York” publicou um texto ensinando como falar o nome da banda corretamente. Ok, é falta do que fazer, mas a banda é nova-iorquina, eles gostaram do CD e querem saber como chamá-la certinho. A revista pesquisou com blogueiros, com a “Rolling Stone” e com o David Letterman (!!!). E disse que cada um chama de um jeito. A “RS”, nunca vi, chama de Management, assim, com todas as letras e, principalmente, vogais. Até que a “New York” ligou para um publicista (existe isso?) da gravadora deles, que confirmou: Em Gee Em Tee. Puxa…

* MGMT – A Folha de S.Paulo, mais precisamente o caderno Folhateen, publicou um grande material meu de cobertura do último Lollapalooza. Saiu nesta segunda-feira que passou. No meio das histórias, tinha uma entrevista que eu fiz com o Andrew VanWyngarden, o mais hippongo do MGMT, que toca no Rio e São Paulo em outubro, no Tim Festival. Para quem não lê a Folha, o texto que foi publicado é mais ou menos assim:

”Show de oportunidades. É assim quem pode ser enxergada cada uma das duas apresentações do grupo americano MGMT no Brasil em outubro, uma em São Paulo, outra no Rio, ambas como atração do Tim Festival 2008.

Oportunidade de o Brasil ver de perto uma banda nova explodindo cada vez mais no cenário roqueiro mundial. E oportunidade de o próprio MGMT descansar um pouco, depois de uma ascensão artística fulminante em um ano em que passaram de “zeroes” para “heroes” da celebrada nova fase do rock americano.

”Além de nos convidarem para tocar, ofereceram quatro dias em uma praia brasileira”, disse à Folha, nos bastidores do Lollapalooza, em Chicago, o vocalista/guitarrista e um dos dois “donos” do grupo, Andrew VanWyngarden, parceiro de banda de Ben Goldwasser, tecladista e responsável pelas bases sonoras que dão colorido hippie à música moderna do MGMT.

”Não sei nem qual praia é, mas nem precisava dizer. Não tínhamos como dizer não ao Brasil e a uma praia brasileira.”

Hippes e modernos. É por isso que o MGMT é chamado de uma banda retro-futurística. Tocam de batas coloridas, pregam amor à natureza, usam faixas na cabeça, flautas em algumas músicas, vídeos de dança ao redor de fogueira na praia. Isso tendo o grupo surgido, crescido e montado sua base na cosmopolita e agitada Nova York.

”Nova York nos perturba. Criamos um meio de escapar dela, através de nossa música”, explica VanWyngarden.

Do “zunzunzum” dos blogs no ano passado a páginas e páginas nas revistas deste ano, o MGMT está em todas. Excursiona com o Beck, abre para o Radiohead e seu público de 40 mil pessoas e é o atual rei das trilhas sonoras de filmes, seriados de TV e propagandas. Até programa esportivo inglês usa canção do MGMT como vinheta.

”Isso nos assusta um pouco. Vou para o cinema, ouço MGMT, ligo a televisão, ouço MGMT. Mas, se tem sido bom para divulgar nossa música, nem posso reclamar”, fala VanWyngarden, que diz gostar muito de música brasileira, mas prefere a antiga (“the old stuff”), tipo Mutantes, mais do que os novos CSS e Bonde do Rolê, parceiros de cena pop atual do MGMT.

* ENQUANTO ISSO… A BANDA – Uma enquete com uma pergunta pertinente, só para não perder a mania. De todos os 400 shows internacionais que o Brasil vai receber neste ano, qual é o que você mais quer ver? Só vale escolher um. Se você só tivesse a chance de ver UM show desses que vêm para cá, qual você veria? Pick one: Nine Inch Nails, REM, Kanye West, Bloc Party, Jesus & Mary Chain, Madonna, Klaxons? Cada um com seus motivos, cada um com sua razão: acho que eu ficaria com o Animal Collective. Acho.

* PROMOÇÃO DA SEMANA – Enquanto eu boto em dia a relação de ganhadores que eu estou devendo, olha só o que temos para oferecer para agora:

- Um “pacote Radiohead”. Promo conjunta EMI/Popload. Nem sei o que vai ter dentro precisamente, mas promete.

- O CD do The Last Shadow Puppets, o “The Age of the Understatement”.

* Vem nessa? Comentários ou lucio_ribeiro@ig.com.br

* UMA ASPA: Foi descoberto, uma simples aspinha causou o grande erro do publicador deste blog, impedindo atualizações, comentarices minhas e suas. Mas parece que agora vai.

* Só que este post eu termino por aqui. Na segunda tem mais, inclusive a superpedida continuação da saga dos VAMPIROS NO POP, que é incrível. Bom fim de semana.

Autor: admin - Categoria(s): Blog Tags:
11/08/2008 - 17:57

YOU SUCK!

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* Vai, Brasil.

* THEY SUCK – Esse talvez devesse ser o título, mas aquele aí em cima fica mais… mais… instigante? Então, fui mexer no caso “Vampiros” para o último post e percebi que a coisa está bem séria. Como você vai ver no megaespecial sangrento lá embaixo.

* HYPE? – Para quem acha que hype é um termo negativo e/ou confunde hype com buzz, deixa eu dizer uma coisa em relação a esse assunto vampiresco. Se “hype” é uma coisa que se cria para bombar um nome, uma banda, um assunto, “buzz” é quando esse assunto começa a ser falado sem parar depois de gerado por uma, digamos, combustão espontânea, independentemente de movimentos do contra. Tudo bem que depois esse buzz pode virar hype e… Assim: li num artigo em um jornal americano que a “sabedoria convencional” achava que vampiro era over. Coisa de 2005. Que 2008 no pop ia ser o ano ou dos zombies, ou das fadas, como previa a indústria do entretenimento. Segundo o texto, esse buzz natural do vampiro caiu com os dentes na jugular de editores, agentes, publishers e no mundo pop, que os fizeram guardar o hype da fadinha na gaveta. O papo agora, queiram eles ou não, é vampiro. “OK, dêem ao povo o que o povo quer.” E o que o povo quer está lá embaixo

* Porque, antes, temos…

* BREEDERS EM NOVEMBRO – Notícias “lá de cima” entregam à Popload que a banda americana Breeders, da grande Kim Deal (Pixies), está de show marcado no Brasil, mais precisamente em São Paulo, mais precisamente em novembro, possivelmente como atração do Planeta Terra. A vinda da Breeders, ainda que tardia, corrige um acidente geográfico que sofreram os paulistanos. A banda americana, do ainda hoje onipresente megahit “Cannonball”, tocou no país em 2003, mas só no Paraná, no primeiro Curitiba Pop Festival, um ano antes da edição histórica dos Pixies.

* Prova de que a Breeders ainda deixa saudade em paulistanos é que a banda CSS regravou “Cannonball” como lado B do recente single “Rat Is Dead”, lançado há poucas semanas. A cover, em versão bem boa, pode ser ouvida aqui:

CSS – “Cannonball” (The Breeders, cover)

* STONE TEMPLE PILOTS NO BRASIL – Vem, anos 90, vem. Não, ainda não é sobre os vampiros, mas quase. Incorporando a nota que saiu aqui no último post, Scott Weiland e seu Stone Temple Pilots parecem que vem meeeesmo ao Brasil. O site nacional da Ticketmaster anuncia venda “em breve” dos ingressos, enquanto a Argentina adianta que o show do STP em Buenos Aires é no dia 10 de outubro.

* VASELINES NO BRASIL – Kiss kiss Molly’s lips. Veeeeeeem anos 90. A histórica banda Vaselines, a preferida em vida de Kurt Cobain, desembarca no país em novembro para tocar no Goiânia Noise Festival, com reverberações em São Paulo. O festival da Monstro caminha para ser histórico. Além dos Vaselines, devem constar da programação Black Lips, Black Mountain e Circle Jerks. O Vaselines, do graaaande Eugene Kelly, que retornou à ativa neste ano, deve aparecer aqui no Brasil com uma banda “engrossada” por membros do… Belle & Sebastian. Poim!!!



* A NOVA DANÇA DOS VAMPIROS – Não sei se você notou, mas eu achei o fato escancarado demais durante este meu último rolê pelos EUA. O pop voltou a flertar forte com os vampiros. E, quando se flerta com vampiros e a Buffy nem está por aí para caçá-los…

1) a parada toda começa com essa escritora Stephenie Meyer, mórmon e meio esquisita, que há três anos escreveu o primeiro livro dessa série teen chamada “Twilight”. O livro, que acaba de ser lançado no Brasil com o nome de “Crepúsculo” e já está na lista dos mais vendidos, pode verificar. “Twilight” é uma história sobre a garota Isabella, que no fim das contas fica apaixonada por um garoto vampiro. Isabella, no livro, logo vira nossa heroína Bella (Lugosi?). Enfim… Isso é notícia até que velha. Acontece que, agora em 2008, a gente vê que…

2) “Twilight” está virando um filme de Hollywood, a atingir os cinemas americanos pouco antes do Natal. O longa-metragem sobre o livro está sendo dirigido por Catherine Hardwicke (do teen “Thirteen”) ((Hehe)) e a Bella será vivida pela bela (ok…) Kristen Stewart, que esteve neste recente “Into the Wild” e trabalhou já em duzentos filmes adolescentes, entre outros.

3) Enquanto estive em Chicago, e enquanto o primeiro, “Twilight”, sai agora no Brasil, testemunhei que o quarto livro da série de Stephenie Meyer, “Breaking Dawn”, foi lançado nos EUA com muito barulho. Este quarto livro está dando a fama de “a nova J.K. Rowlings” para Meyer. Rowlings é a responsável pelo bilionária franquia “Harry Potter”. Os vampiros são os novos magos. Espera-se que “Breaking Dawn” venda em torno de 3.2 milhões de cópias só nos EUA. “Twilight”, o primeiro, já vendeu quase isso.

4) Sobre o lançamento de “Breaking Dawn”, nos EUA, teve o hype e teve o buzz. O hype: as lojas começaram a vender o livro à meia-noite do dia 2 de agosto, sábado passado. Um monte de meninos e meninas apareceu nesta hora, para comprar, muitos vestidos de capas longas e gola levantada, em pleno verão. O buzz: o lançamento do livro fez pipocar um monte de festas de madrugada (o horário de vampiros) em casas de adolescentes: eram uma mistura de balada e sarau, muitos a caráter, e com momentos de leituras do livro em roda. As megalivrarias como a Barnes & Noble e a Borders (também de CD, DVD, revistas) montaram estandes vampirescos com destaques nas lojas. A da Borders fica na entrada e traz pôsteres, todos os livros de Stephenie Meyer, todos os demais livros pop de vampiros (já falo), dentes postiços dos homens-morcego, maravilhosos chocolates Ghirardelli dark, com recheio de calda de morango, daqueles que você morde e o morango fica no canto da boca, parecendo que você acabou de morder um pescoço e não limpou o sangue.



5) Os livros do “Twilight” resgataram das prateleiras para a exposição bombada outras obras mais ou menos antigas sobre vampiros, como os dois romances malucos de Christopher Moore, que venderam razoável e ganharam caráter de “cult” nos EUA. É o “Bloodsucking Fiends”, de 1995, que conta a velha história de uma garota em San Francisco que se apaixonou por um menino, que óbvio vem a ser um vampiro. Aí, mordida e “turned” uma vampira, ela tem que se adaptar à nova raça: passou a dormir de dia e viver à noite, tipo clubber. A continuação desse “clássico pop” saiu no ano passado, com o ótimo título “You Suck – A Love Story”, que freqüentou a lista dos mais vendidos do “New York Times”. Os dois livros de Moore já foram comprados para o cinema.

6) Livros sobre vampiros não são novidade. É uma moda que nunca morre (sem trocadilho), na verdade. O que impressiona é a atual onda de vampiros adolescentes em situações quase… reais. Saem aquelas histórias de vampiros velhos e bafudos dos castelos e entram os sanguessugas moderninhos de Upper East Side (Nova York), por exemplo. Essa é a premissa de “Blue Bloods”, de Melissa de la Cruz, um Gossip Girl com vampiros lançado em 2006 e que voltou às livrarias com o sucesso de Twilight. Até escritores de livros vampirescos “para adultos” resolveram se aventurar e lançar algo mais jovem. Dá uma olhada na lista: tem o vampiro que mora em um internato em “Evernight” (lançado em maio nos EUA), “Vamps” de Nancy Collins saiu em julho (mais um Gossip Girl com dentes afiados), também tem o vampiro vegetariano de “Vunce Upon a Time” a ser lançado até o final do ano, “Vampire Kisses” de Ellen Schreiber (saiu em junho), o vampiro fashionista (juuuro!) de “Vamped” escrito por Rachel Caine. Ufa. Mas ainda tem o garoto que tem o poder de matar vampiros em “Svetlana Grimm and the Circle of Red” (Richelle Mead), o vampiro que é detetive particular em “Jailbait Vampire” (Mario Acevedo) e olha esse nome, “Sucks to Be Me: The All-True Confessions of Mina Hamilton, Teen Vampire (maybe)”, de Kimberly Pauley, contando as confissões de uma vampira adolescente (ou não).

7) Em todo caso, vai que a galera pira mesmo no assunto, acaba de ser lançado nos EUA o livro “The Vampire Survival Guide”, que se pretende… sério. São lições pontuais que ensinam como brigar com e matar esses seres que nunca morrem (!). Saiu no último dia 1 de agosto. Segundo sua descrição oficial, esse guia armado pelo escritor nova-iorquino Scott Bowen inclui tópicos sobre “como saber se alguém que você conhece virou um vampiro, como proteger você de um ataque, o que fazer se você tiver que brigar com múltiplos vampiros e até como livrar uma cidade inteira da devastação de ataques vampirescos, com métodos religiosos ou científicos”. O melhor é o final da descrição: “Vampiros são encontrados em todos os países do mundo, não apenas na Europa Oriental ou em Sunnydale, Califórnia. Com a população mundial estimada em atingir acima de 9 bilhões de pessoas no ano 2050, confrontos entre homens, mulheres, crianças e vampiros vão crescer inevitavelmente. Então este guia é a maior esperança da raça humana. Contém 25 fotos coloridas”.

8) Trazendo um pouco a história para o “nosso lado indie”, por que você acha que uma das principais bandas que está ajudando a devolver a graça ao rock americano de hoje se chama Vampire Weekend? Hein? Heeeeein?! Já viu o final do vídeo novo deles?

* FIM DE POST – Passando por reparos e modernizações, o publicador deste blog está bem louco. Mal entra e, quando entra, não permite subir fotos e vídeos. Acho melhor deixar quieto. Mais sobre vampiros e outros assuntos que aqui entrariam vêm no próximo. Quando é assim, melhor deixar quieto. Enquanto isso, e se der, vou ficar respondendo os comentários, atividade que faz tempo não exerço. Right?

Autor: admin - Categoria(s): Blog Tags:
07/08/2008 - 16:24

Poploaded LXX

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Programa gravado no dia 21 de julho de 2008, nos estúdios do iG.

The Ame-o ou Deixe-o Issue

Eeee Brasil-il! A edição de número 70 (que traz boas recordações futebolísticas) é especial. Mais curta, sem session e com abertura de Scarlett Johansson. Dava para parar por aqui mesmo. Mas a loira, em tributo ao The Cure, só abre para mais um Bloco Tributo, desta vez ao Bowie e à banda Beat Happening.

Mondo Massari começa com “bélgicos”, dá um rolê introspectivo na França e na Itália até se acabar na Colômbia. A dupla The Twelves, de Niterói, representa o Brasil nesta edição.

TRACKLIST

1- “Boys Don’t Cry”, Scarlett Johansson

2- “Epoxy”, Motek (Bélgica)

3- “You Turn Me On”, Black Kids

4- “Memory of a Free Festival”, Mercury Rev

5- “Hello Sunshine”, Syd Matters (França) Super Furry Animals

6- “Sweet Lame”, Yuppie Flu (Itália)

7- “Works for me”, The Twelves

8- “Astronauta”, La Pestilencia (Colômbia)

9- “Heartbeat”, Late of the Pier

10- “Sing Songs Along”, Tilly and the Wall

11- “Joke About Jamaica”, The Hold Steady

12- “The Step & The Walk”, The Duke Spirit

* Clique abaixo para ouvir. Para baixar o MP3 para seu computador, fácil: botão direito do mouse –> “salvar como”:

Parte 1

Parte 2

Autor: admin - Categoria(s): Rádio Poploaded Tags:
07/08/2008 - 13:30

O que são esses dois furos no seu pescoço?

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(((((VERSÃO DOIS)))))

* Popload em São Paulo. Tcharánnnn.

* Em São Paulo depois de (1) um furacão, (2) uma tempestade de raios, (3) um dia em hotel gigante, ruas gigantes e shopping gigante em Dallas e (4) uma pane no avião em pleno ar.

* The world is a vampiiiiiiire.

* Antes de voltar a falar sobre Lollapalooza, Chicago e EUA no geral, um aviso às mulheres…

* MOTLEY CRUE NO BRASIL – De passagem marcada para a Argentina, parece que a famoooooooosa banda californiana de heavy metal glam Motley Crue está arranjando shows em São Paulo e Rio em outubro. Isso significa que ele, Tommy Lee, pode desembarcar por aqui. Uma das figuras mais “complicadas” do rock-celebrity, Lee acaba de reatar seu casório com a loira pin-up bombshell Pamela Anderson, depois de anos de brigas explosivas, cadeias etc. Nos anos 90, os dois protagonizaram acho que o primeiro ato de pornografia de celebridades da história, quando resolveram filmar sua lua de mel na plenitude: no carro, no barco etc. Aí, num belo dia, essa fita foi “roubada”. Comprei ela na época numa grande locadora do Pacaembu, simplesmente pela “motivação jornalística” da coisa e “a mando” da Folha de S.Paulo (hihi). Paris Hilton tem muito o que aprender.

* É verdade que o Stone Temple Pilots também pode passar por aqui?!?

* Gritaria e confusão. A banda teen-emo (“Não me chamem de emo”) Paramore, da maluquinha Hayley Williams, vem aí. Vão tocar no Rio e em São Paulo na semana do Tim Festival, like they don’t care.

* POPLOAD NA OLIMPÍADA – Haha. Adoro esporte, mas acho época de Jogos Olímpicos um saco sem tamanho. Mas enfim, estamos aqui para transmitir relevâncias pop desta luta insana por medalhas e superações do limite do corpo humano. Esse blablablá furado é só para introduzir que, às vezes, histórias de Olimpíada são mais bem contadas em coberturas incríveis, como a atual do “New York Times”. Só histórias legais de seus correspondentes. Ou histórias que parecem estúpidas, mas você acaba maravilhado devorando um texto de um milhão de toques, como a história que li no “NYT” sobre a exata meia hora de concentração dos nadadores antes de uma prova que decide medalha e recordes mundiais. Nunca tinha ouvido falar nisso. Antes das provas, os nadadores são confinados em uma sala pequena, por questões “de organização” dos Jogos. Querem certificar que todos os competidores estão lá, quem vai entrar em qual raia, tudo certinho. Aí os nadadores passam lá, meia hora, um olhando para a cara do outro, antes do mergulho para a história. Os favoritos, as surpresas, os sem-chance, os calmos, os tensos, os zoeiras. Todos na salinha. No jornal nova-iorquino tinha causos de como medalhas foram conquistadas nessa meia-horinha da tortura, como definem os esportistas. Os truques de alguns espertos para abalar os favoritos, os pangarés pagando pau para os bambãs. Muitas medalhas, como conta o “NYT”, foram ganhas na salinha, que ninguém vê e, como eu, nunca soube que existia.

* VERVE – A algo histórica banda de sir Richard Ashcroft está de volta ao assunto. Tirando seu (considerado) sensacional show do último Glastonbury, a banda de (perto de) Manchester vai lançar um poderoso novo álbum, no final deste mês. Por conta disso, a Radio One inglesa, em seu site, botou uma ótima session em vídeo de mais de 40 minutos do Verve ao vivo, gravada nesta semana no famoso Maida Vale Studio. O Verve é uma das bandas do britpop que mais souberam envelhecer com alguma dignidade, embora tenha tido alguns acidentes de percurso. Da turma da época de ouro do rock britânico, o Blur e o Pulp sumiram. O Oasis ainda tem seus encantos, embora há anos esteja se arrastando num auto-reprocessamento de dados que não o faz sair do lugar. O Suede voltou mas ninguém percebeu. E ouvir as novas do Verve e uma velha, tipo “Sonnet”, ainda é um prazer. A Popload coloca abaixo, para audição, um player com trechos das músicas do novo disco, “Fourth”, que segundo o wikipedia vai ser lançado “internacionalmente” no dia 25 de agosto. Tudo bem que hoje em dia não faz muita diferença, mas será que o Brasil está dentro desse “internacionalmente”?

* CONFISSÃO – Antes que você ouça por alguém, eu mesmo vou contar: comprei os óculos do Kayne West, sim!

* MAIS KANYE WEST – Quer dizer, nem é tanto sobre o Kanye em si… Um dos pontos altos do show do rapper nesta semana, no Madison Square Garden (NYC) e pós-Lollapalooza, foi a participação especial do “rival” Jay-Z. O Jay-Z, lembra, “causou” no Glastonbury deste ano: primeiro por estar escalado; segundo porque no show entrou com guitarra tocando rock e zoaaaaaando com “Wonderwall”, do Oasis, tudo porque o Noel havia feito campanha contra a escalação do rapper no festival “de rock” que é o Glasto.

Acontece que nesta semana, lá no show do Kanye West, o Jay-Z mostrou que ainda não superou a encrenca. E entrou na apresentação do amigo rappeando sobre “aquele cara do Oasis que disse que eu não sei tocar guitarra. Alguém diz pra ele que eu sou um fucking rock star?”, e mandou na palavra: “Hoje vai ser o dia em que eu vou atirar as coisas de volta em você”, parodiando novamente o hino gallagheriano “Wonderwall”. Esta história está boa demais. E eu entendi bem que a música “para o Noel” vai estar no próximo disco do Jay-Z? Xiiiiii. Olha aqui a treta da hora:


* M.I.A. B.O.M.B.A.N.D.O – Terror, babe, Terror! Parece que, finalmente, os EUA descobriram quem é a M.I.A. Depois de ter a música “Paper Planes” bombando no trailer do filme “Pinneaple Express”, filme chapado do Judd Aptow que entrou em cartaz nesta semana, a cantora conseguiu entrar em 16° lugar na parada da “Billboard” pela primeira vez! A música láááááá de 2007, e que parece, nem toca no filme (só no trailer), ainda chegou no segundo lugar no iTunes nesta semana! Com esse delay todo, nem dá para estranhar que o papo “MIA colabora com o Terrorismo” tenha ecoado por lá só agora. O site E!, por exemplo, recebeu uma carta bizarra de uma americana querendo saber se a tal M.I.A. era ou não uma terrorista, “como ela ouviu falar”. Papo também já bem velho, para quem leu algum blog alguma vez na vida nos últimos três anos. A leitora recebe uma resposta bem didática, uma verdadeira aula para “novos fãs assustados”. Para complicar, o rapper mezzo-americano mezzo-cingalês De Lon postou um vídeo no YouTube com a música “Paper Planes” de fundo, “provando” com imagens e um rap meio tosco todo esse suposto envolvimento da cantora com um grupo terrorista do Sri Lanka. Cerca de 12 horas e mais de 10 mil acessos depois, o YouTube tirou o vídeo do ar, a pedidos do conglomerado musical Universal. O rapper está processando a UMG e acabou disponibilizando o vídeo para download, aqui: http://public.me.com/ceylonrecords. MIA declarou ao site Pitchfork, com voz de sono: “Como alguém que fugiu de guerras e bombardeios, minha música é a voz de uma refugiada. Francamente, não vou começar um diálogo com alguém que só quer se promover”.

* CABÔ – O post fica por aqui. O especial Vampiros aparece na segunda, porque a coisa não pára de crescer na minha mão. Fora o Lollapalooza, fora os prêmios e fora outra coisa bem importante que no momento estou esquecendo. Vamos curtir esse momento olímpico e…

Autor: admin - Categoria(s): Blog Tags:
04/08/2008 - 11:48

Radiohead: Eu Quero Acreditar!!!! (Mistério no Lollapalooza)

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* Em Chicago!

(((UPDATE: na verdade agora em Dallas. O furacão Edouard não me deixa ir embora. A data do REM EM SÃO PAULO parece já marcada: 10 de novembro, em plena segunda-feira pós-Planeta Terra Festival e sem ainda termos descansado do Tim Festival. Ninguém falou que seria fácil… E no final deste post entra a cobertura Popload do Porão do Rock que aconteceu em Brasília neste último fim-de-semana.)))

* Get down, girl. Go head get down.

(KW)

* Então… Tem todas as bandas do mundo. E tem o Radiohead. Não dá para explicar com palavras o que é essa “Reckoner” e “House of Cards” (do “In Rainbows”) ao vivo.

* Eu sempre falei que em show do Radiohead só falta descer um disco voador e levar o Thom Yorke, né? Bom, eis que…

* A VERDADE ESTÁ NO LOLLA – As cenas que você verá em vídeo logo mais abaixo vão além da ficção científica. Este blog já está sob supervisão da NASA. O governo nega conhecimento.

* CHICAGO, 40 GRAUS – Três dias espetaculares de sol e entardecer e anoitecer fizeram deste o melhor dos Lollapalooza da história recente. A previsão da semana passada era de chuva de terça a sábado na terra do Obama. Mas as nuvens no fim passaram longe. Quando choveu, foi na madrugada. Por outro lado, ainda bem que o festival acabou neste domingo. Na segunda-feira, dia de voltar para casa, a cidade vai registrar seu dia mais calorento desde meados dos anos 90. O chamado “major-league burst of heat” vai fazer a cidade ferver a 40,5 graus, seguidos de tempestade. Quero estar longe.

* CHICAGO, A REAL GOTHAM CITY – O último e melhor dos Batman, o filme “O Cavaleiro das Trevas”, tirou definitivamente a fama de Gotham City de Nova York. O filme fez daqui de Chicago seu principal cenário. E já está sendo possível fazer um “Passeio Batman”, como revelou a edição dominical do jornal “Chicago Tribune”, que publicou 33 pontos quentes da cidade que serviram de locação para a filmagem da ótima trama Coringa x Batman. Meu hotel, pelo que vi no mapa, fica pertinho da locação no complexo de prédios onde foram gravadas as cenas da sala de reunião da empresa de Bruce Wayne, do escritório do Harvey Dent (Duas Caras) e do prefeito de Gotham City. Esta região aqui da foto:

O prédio escuro é onde foram filmadas as cenas de “escritório”, tipo as reuniões da empresa de Bruce Wayne e o office do Harvey Dent; No edifício espelhado, à direita, foram feitas algumas das cenas finais do embate entre o Batman e o Coringa. No canto esquerdo da foto, quase não aparecendo, ficava meu hotel

O luminoso indica o Chicago Theather, onde o Harvey Dent e a “namorada” Rachel Dawes vão ao balé, no filme

* “Batman – O Cavaleiro das Trevas” deve bater os 400 milhões de dólares arrecadados em bilheteria nos EUA, quando os números deste final de semana forem divulgados. A expectativa é que o filme do homem-morcego tenha fôlego para chegar aos 500 milhões de dólares, o que o fará o segundo filme que mais arrecadou em todos os tempos. O Batman começa a enxergar “Titanic”, que em 1997/98) amontoou US$ 600.8 milhas.

* LOLLAPALOOZA – MGMT – Em pose especial para a Popload, a dupla que manda no grupo nova-iorquino MGMT, atração do Tim Festival 2008, manda dizer que vai ao Brasil para mostrar seu som retro-futurístico (!) para novas platéias. Mas também para pegar uma praia…

* LOLLAPALOOZA – O maior festival americano antes de os festivais americanos passarem a correr atrás dos festivais ingleses, o Lollapalooza 2008 recuperou seu trono de principal evento jovem da América. Muitos fatores contribuem para isso. Nem digo sobre sua escalação espetacular deste ano. O festival é lindo, tem comida e bebida decente e farta e fica dentro de uma cidade. Não exige deslocamentos massacrantes para sair dele e voltar à civilização. Desde 2005 fixado em Chicago, o Lollapalooza 2008, conseguiu pela primeira vez em sua história esgotar todos os ingressos vendidos. Foram quase 230 mil entradas consumidas, para os 120 artistas programados. O festival, além da arte e (óbvio) da música espalhadas em seu gigante site, teve uma preocupação forte com a “questão verde” e com política. Era total pró-Obama, o candidato “da galera”. O festival pela primeira vez teve uma equipe grande para “recycling”, fazendo a separação de seu lixo monumental. E espalhou por seus cantos um monte de ônibus desses que correm a cidade, com duas finalidades: as conduções serviam para a moçada entrar e descansar dentro de um ambiente com ar-condicionado; e para estimular o uso dos veículos no dia-a-dia (e deixar os carros em casa), mostrando que ônibus locais não são tão ruins assim. Para finalizar: até a noite de sábado, nenhum crime foi reportado no Lollapalooza. E nenhum caso médico grave devido ao calor foi registrado.

* O RADIOHEAD E O OBJETO VOADOR NÃO IDENTIFICADO – Eu sabia que uma hora isso ia acontecer. Já disse aqui algumas vezes que a banda Radiohead é capaz de fazer daqueles shows que te transportam do lugar onde você está. Na hora em que eles tocam, não tem tempo e espaço, você ri e chora, não sente o cansaço de um dia inteiro correndo quilômetros atrás de shows. Enfim…

E coisas bizarras podem acontecer, como na sexta, em que a banda apresentou, começando com a claridade do fim do dia até o breu total da bela noite que chegava.

- Primeiro, na cândida “All I Need”, no céu, em cima do palco gigante, uma revoada de uns 30 pássaros ficaram sobrevoando por alguns segundos o show, meio que dançando antes de pegar o caminho, sei lá, do sul… É sério!!!

- Depois, na espantosa “The Bends”, tudo ia lindo, até que numa exata hora lá em que Thom Yorke retoma os vocais ensandecido aparece um vagalume na minha frente e “acende”, bem na hora em que ele canta “I wish, I wish, I wish that something would happen”. É sérioooo!!!!!!!!

- Aí vem o grand-finale. No momento em que a banda executa “Everything Is in the Right Place” meio que longe do local do show alguém começa a soltar fogos. A banda tocando e lá distante uma chuva colorida de fogos iluminando o céu. Aí, resolvi filmar tudo, com a música no fundo. E, no canto direito do vídeo, minha câmera captou uma luz “diferente”. Que não era dos fogos e apagava e acendia. O que seria aquilo?

* RADIOHEAD – AS MÚSICAS

No longo show do Lollapalooza, o Radiohead mandou o seguinte setlist, que eu intercalo com alguns videos:

01 15 Step// 02 Airbag//03 There There

04 All I Need //05 Nude //06 Weird Fishes/Arpeggi //07 The Gloaming// 08 The National Anthem //09 Faust Arp //10 No Surprises //11 Jigsaw Falling Into Place //12 Reckoner //13 Lucky //14 The Bends //15 Everything In Its Right Place //16 Fake Plastic Trees //17 Bodysnatchers //

Bis

18 Videotape //19 Paranoid Android //



20 Dollars & Cents //21 House Of Cards //22 Optimistic

Bis 2

23 2+2=5 //24 Idioteque

* LOLLAPALOOZA 2008 – CSS

”Helloooooooooooooooo Chicagooooooo. We are CSS, from Sao Paulo”, anunciou Lovefoxxx, já na segunda ou terceira música. Achei que, há mais de dois anos tocando ao redor do planeta e com residência fixa em Londres (a guitarrista Luíza Sá vive em Nova York), a banda não se apresentasse ao público mais assim, como sendo de São Paulo. Com um pano preto e “CSS” em prata, no fundo do palco, o brasileiro Cansei de Ser Sexy fez um bom e vigoroso show no Lollapalooza. As músicas do segundo disco, “Donkey” ficaram melhores ao vivo e conferem ao show um caráter mais rock. Mas não na questão “peso”, porque a apresentação deles continua dançante-festinha. E sim porque as guitarras e o baixo (agora com Adriano) não param de estalar no ouvido, o que no caso é bem bom. E, no show ao vivo, a banda manteve sua deliciosa atitude de inconstância, tipo “sei-lá-nem-aí-tocando-como-se-a-gente-não-ligasse-muito-pra-nada”, característica forte da banda que parece ter ficado de fora do “redondinho” álbum “Donkey”. Em “Left Behind”, de macacão vermelho e enlaçada por flores do pescoço aos pés, Lovefoxxx chamou ao palco a dançarina freestyle Renata Abbade, também responsável pela criação e direção do vídeo da música. Em “Rat Is Dead (Rage)”, ela avisou à galere que aquela era a canção da “dry vagina” e depois dedicou a música ao “Ed”, ainda remoendo as questões pessoais do ano passado contra o antigo empresário da banda, que fizeram o futuro do CSS balançar. O show estava cheio e muita gente vestia a camiseta do CSS. No meio da apresentação apareceu um cara querendo ultrapassar todo mundo e chegar perto do palco. Para tal, ele ia cutucando a pessoa, pedindo licença e mostrando o passaporte verde do Brasil-il-il.

* Da apresentação do CSS fechando o palco “Citi” do Lollapalooza, a Popload destaca em vídeo trecho de “This Month, Day 10″, do primeiro disco:

++LOLLAPALOOZA, FOTOS – DOMINGO (Créditos: Divulgação)++



A galere sempre disposta, criativa e presença apareceu no último dia de festival



Com passagem marcada para o Brasil, o rapper Kanye West chega ao Lolla para ser a principal atração da noite



A dupla Gnarls Barkley, como sempre, fez seu show dentro do show em um dos palcos da festança



Meio rock meio eletrônico mas sempre pesado. A receita “básica” marcou a apresentação de Trent Reznor e seu Nine Inch Nails

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* NO PRÓXIMO POST – Maaaaaais Lollapalooza. Mais sobre outros shows. Mais sobre Chicago. Mais sobre tudo. Vou nessa.

* PROMOÇÃO CHICAGO – Última chance para os prêmios da viagem, agora acrescidos de uma camiseta do Lollapalooza bem cool. O que tem para concorrer é:

- Uma camiseta do Lollapalooza, lindona. É o tal “prêmio surpresa”, revelado. Comprei duas. Vou escolher uma para mim e doar a outra aos leitores (no caso, ao leitor(a)).

- Um DVD do Radiohead, “The Best of”, com 21 vídeos da banda, muitos deles sensacionais e “de grife”, tipo os do Michel Gondry, Jonathan Glazer, entre outros.

- Um CD “Donkey”, o polêmico segundo disco do CSS, edição bacana, original, da histórica Sub Pop. Porque vai saber quando e como vai sair no Brasil, não é mesmo?



Matthew Bellamy, do Muse, no Porão: show burocrático? (Foto: Cadu Cavalcanti)

* PORÃO DO ROCK 2008 – Cobertura do honorário poploader Luís Eduardo Pompeo Carvalho, mais conhecido como Palandi. O cara é bom…

- “Neste final de semana, qualquer brasiliense que gostasse de guitarras e não estivesse vendo o show do REI Roberto Carlos estaria do outro lado da pista norte do Eixo Monumental assistindo à edição 2008 do Porão do Rock, festival na capital do país e reino do funcionalismo público (quatro dos cinco patrocinadores do evento eram estatais, inclusive). O primeiro dia teve pouco público e foi bastante fraco, com um Suicidal Tendencies tocando para tiozões de 40 anos – a platéia estava lotada de tiozões, tiozinhos e outros donos de Corollas -, um MQN fazendo o mesmo show de seis anos atrás, um DFC que se divertia no palco mas não fazia a platéia ir além de um sorriso amarelo. Mas houve duas exceções: uma delas foi o Madame Saatan, do Pará: pense num Pantera liderado pela Joelma, do Calypso, inclusive com o mesmo rebolado – e isso é um elogio. A outra foi o Matanza, que mesmo com um repertório “de bar”, segurou bem a apresentação no festival, para uma platéia não muito familiarizada com seu repertório.”

- “O segundo dia teve o triplo de público, por baixo, e consagrou a Nancy como grande nome da nova safra. A vocalista Camila Zamith partiu corações com seus vocais sinuosos, emoldurados por um instrumental afinado – destaque para o tecladista Ivan “Silverfuck” Bicudo, revezando-se em várias frentes. A atração mais conhecida da noite, Pitty, me deu pity: para quem gosta, foi bom. Fechando a noite, o Muse fez um show bem burocrático, à altura de repartições públicas. Não levem a mal: a banda tem repertório, os três tocam muito bem, mas era tudo friamente calculado. O que dizer, quais os efeitos especiais de palco e quando eles entrariam, em que músicas Matt Bellamy faria suas dancinhas, quais músicas tocar (como assim não tocar “Unintended”?), a bandeira do Brasil sobre o bumbo da bateria, no bis. Desculpe aí, mas eles tocavam como se estivessem compensando cheques. Mas pelo menos o dinheiro caiu na conta, então não foi de todo ruim.”

* Até São Paulo.

Autor: admin - Categoria(s): Blog Tags:
01/08/2008 - 18:04

Poploaded LXIX

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Programa gravado no dia 14 de julho de 2008, nos estúdios do iG.

The Piada Pronta Issue

Poploaded só no meia.nove. Começamos logo com uma nova do Beck (se bem que, nos padrões blogueiros de hoje em dia, “nova” é uma palavra bem “subjetiva”). Lúcio, que neste exato momento curte o Lollapalooza, manda sua “banda-preferida-do-ano-hoje”, o Magic Wands. Mondo Massari começa inspiradíssimo em Portugal; termina o primeiro bloco na Noruega e o segundo na França, mas não sem antes passar pela Argentina. Você ainda ouve folk americano e rapper inglês fazendo cover de indie-rock.

Na session 69 recebemos o trompetista e multi-instrumentista Guilherme Mendonça, a.k.a., Guizado. Seu projeto instrumental mistura jazz, dub, rock e até hip-hop, e o primeiro álbum (“PUNX”) foi lançado em julho deste ano. Para a session, Guilherme trouxe um time de primeira: Régis Damasceno na guitarra e Rian Batista no baixo (ambos da banda Cidadão Instigado) e Curumin na bateria. No programa você ouve “Vermelho” e “Maya”.

MySpace: Guizado

TRACKLIST

1- “Soul of a Man”, Beck

2- “Shine On”, Blind Zero (Portugal)

3- “Black Magic”, Magic Wands

4- “Heavy Boots”, Cold War Kids

5- “Across the Shields”, Torche

6- “Cosmic”, El Caco (Noruega)

POPLOADED SESSIONS

7- “Vermelho”, Guizado

8- “You may be blue”, Vetiver

9- “That’s Not My Name”, Dizzee Rascal (Ting Tings cover)

10- “Everybody wants me”, The Pigeon Detectives

11- “Walking Backwards”, Futureheads

12- “Pendejo”, Babasonicos (Argentina)

13- “Divine”, Sébastien Tellier (França)

POPLOADED SESSIONS

14- “Maya”, Guizado

LINKS:

* Clique abaixo para ouvir. Para baixar o MP3 para seu computador, fácil: botão direito do mouse –> “salvar como”:

Parte 1

Parte 2

* Para assistir aos vídeos Poploaded Session do GUIZADO, clique no link abaixo.

GUIZADO

Autor: admin - Categoria(s): Rádio Poploaded Tags:
01/08/2008 - 12:21

Poploadpalooza (versão sábado)

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* Em Chicago!

(Atualizado em 3/8, às 18h)

* Popload na correria Lollapalooza. A cobertura chega primeiro em fotos, lá embaixo. No próximo post: textos, vídeos e mais fotos.

* EU PELADO – Dei sorte. Ou azar. O aeroporto O’Hare, o principal de Chicago e um dos mais movimentados do mundo, anunciou semana passada que a partir de setembro vai selecionar alguns passageiros-visitantes que estiverem chegando à cidade para um scan de segurança que vai mostrar a pessoa, hã, além das roupas. Isso mesmo: nu. Como diz uma reportagem que eu li: vai mostrar do umbigo ao botox. A medida polêmica é um “avanço” no controle dos aeroportos contra a chegada de terroristas, alegam. E logo vai ser adotada em todos os principais aeroportos dos EUA. Que beleza! Uma revista aqui, diante da medida, pedia para você dizer o que achou dessa história. Era para escolher uma das alternativas para o voto:

a) Tem Uma Razão: qualquer coisa que nos proteja é bem-vinda.

b) Eww, Creepy!: Ninguém pode me ver nu, a não ser que eu seja pago por isso.

c) Me Contratem: O aeroporto ainda está procurando operadores dessas máquinas de scan?

* Já pensou uma máquina dessas no Brasil, em, digamos, Florianópolis?

* HARRY POTTER – Que pena que eu vou embora no dia 5. No próximo dia 6, Chicago, depois das 140 bandas do Lollapalooza e outras tantas do Pitchfork Festival, vai sediar um festival de bandas temáticas do Harry Potter. É uma conferência com TRINTA bandas tocando músicas relacionadas ao bruxinho famoso. Isso não é nada. As 30 bandas foram escolhidas a dedo dentre 400 grupos do chamado Wizard Rock. As grandes atrações do festival do Harry Potter são as bandas:

- Lord Voldi and the Dark Marks

- Draco and the Malfoys

- e o rapper Danny Dementor

Atenção: todos esses têm MySpace para serem conferidos.

Atenção 2: fora do festival e nem aí para o Lollapalooza, nesta sexta toca(tocou) na cidade o maior grupo harrypotter de todos, o Harry & The Potters.

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LOLLAPALOOZA 2008

- As baladinhas pré-festival e after-shows estão bombando por aqui. Na quinta, na loja da Apple, para quem conseguiu entrar, teve shows das bandas Black Kids, Foals e The Kills. Tipo seis músicas cada. Curto, mas intenso. O Foals, que toca no Brasil no final do ano, no Planeta Terra, foi espetacular: indie-matemático, hahaha. A balada da modernosa loja da Apple foi animada pelos badalados DJs locais Flosstradamus. Esses caras são bons.

- Fora do festival, com bandas do festival, os clubes puxam muitas das atrações para shows íntimos e imperdíveis no horário de balada (O Lollapalooza acaba 22h). A maioria dessas apresentações em clubes há muito já tem os ingressos esgotados. Na quinta, no Metro, tocou Black Keys e o espetacular Magic Wands. Na sexta, tem Black Lips no Empty Bottle, Gogol Bordello + VHS or Beta no Metro, Mates of State + MGMT no Double Door e Rogue Wave + Dr. Dog no Schubas. O sábado é mais complicado: Battles + Foals + Magic Wands no Double Door, Bloc Party + CSS + Does It Offend You Yeah? no House of Blues, Broken Social Scene + Yeasayer no Metro e por aí vai.

- A esta altura já devem estar esgotados os 75 mil ingressos para o festival do Perry Farrell. O fator de esgotamento é o show do Radiohead, óbvio. Sem contar Kanye West e Rage Against the Machine, que abarrotam qualquer lugar. Fiquei sabendo aqui que o Radiohead cogitava um show secreto de aquecimento, em algum lugar, antes da apresentação do Lollapalooza. O negócio estava causando correria, confusão, tapa na cara e um turbilhão de informações na Internet, nas rádios e nos jornais de Chicago, porque a qualquer momento a banda iria anunciar os detalhes da apresentação off-festival. Aí Thom Yorke teria aparecido para dizer que a banda tinha desencanado desse show especial…

* LOLLAPALOOZA EM FOTOS – Sol. Radiohead, Raconteurs, CSS, Bloc Party, Gogol Bordello, Black Keys, Cat Power… Isso só neste primeiro dia de Lolla.

++FOTOS – SEXTA-FEIRA (Créditos: Divulgação)++



Onde está o Lolly? Formigueiro humano no Lolla 2008



Kele Barack Okereke: o Bloc Party conquistou o público antes mesmo do primeiro acorde



O brilho de Cat Power se misturou com a luz do sol de Chicago



Radiohead: TRANS-CEN-DEN-TAL



O palco-loucura acaba sendo um mero detalhe no show do Radiohead. Será?

++FOTOS – SÁBADO (Créditos: Divulgação)++



Sábado de noite “iluminada” no Lolla



Cabelo colorido e movimentos nada convencionais chamam a atenção para esta Lolla Girl



Spank Rock e seu show sempre responsa



O Rage Against The Machine fechou o segundo dia com sua brutalidade costumeira

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* AH NÃOOOOO, CHRIS MARTIN – Em cena constrangedora e gozada, o todo-sério líder do Coldplay caiu DE COSTAS no palco, enquanto cantava a música “Lost”, durante apresentação do grupo inglês no Canadá, nesta semana. Tadinho do Chris. O tombo dele está aqui:

* MUSE NO BRASIL – Daqui de Chicago estou ouvindo que os shows do Muse no Brasil estão bombando. Quer dizer: pelo menos o concerto do Rio bombou. A Popload, através da colaboradora Ana Carolina Machado, esteve no Vivo Rio e contou o seguinte:

“A primeira aparição do Muse em solo brasileiro aconteceu no Vivo Rio, na noite de quarta. A casa, de tamanho equivalente ao Via Funchal (SP), recebeu um grande público. O show era pra ter começado pontualmente às 22h15. Pelo menos essa era a vontade da banda. Só que aconteceu um atraso de cerca de meia hora. Houve uma pequena confusão com a atração de abertura. O… Jay Vaquer. Parece que ele queria esticar o set previamente estipulado, de meia hora. Quando todo mundo pensou que o show havia terminado, ele disse que ia cantar uma música nova que “em breve vai estar aí tocando nas rádios”. Daí a produção do Muse pediu para que fossem acesas as luzes e que desligassem a mesa de som do cara. E o show do brasileiro foi interrompido ali. Uma pequena parte do público não aprovou a atitude. Para outra parte, lógico, foi a coisa mais legal do mundo a interrupção.

O Muse, que geralmente ganha os prêmios “Best Live Act” na Europa, trouxe a produção de palco que vem utilizando na América do Sul, mas que é bem menor que a costumeira quando o show é na Europa e nos EUA. Mesmo assim houve espaço para um telão alta-definição no fundo do palco, luzes cegantes e cortinas de fumaça. A apresentação do trio durou cerca de uma hora e meia e teve este setlist:

Intro (Dance Of The Knights)

Knights of Cydonia

Hysteria

Dead Star

Map of the Problematique

Supermassive Black Hole

Butterflies and Hurricanes

Sunburn

Feeling Good

Bass Jam

Invincible

New Born

Starlight

Time is running out

Plug In Baby

Bis

Stockholm Syndrome

Take a Bow

* MUSE EM FOTOS – Todas da Carol Machado.

* A banda, que também já passou por São Paulo, toca neste sábado (2/8) no Porão do Rock, em Brasília.

* MUSE EM VÍDEO – Aqui o vídeo da ótima “Plug In Baby”, tirada do show do Rio de Janeiro.

* PROMOÇÃO CHICAGO – Segue o sorteio dos prêmios de viagens, que sempre são os melhores. O que tem para concorrer é:

- Um CD “Donkey”, o polêmico segundo disco do CSS, edição bacana, original, da histórica Sub Pop. Porque vai saber quando e como vai sair no Brasil, não é mesmo?

- Um DVD do Radiohead, “The Best of”, com 21 vídeos da banda, muitos deles sensacionais e “de grife”, tipo os do Michel Gondry, Jonathan Glazer, entre outros.

- Um “Prêmio Surpresa”, de Chicago, que eu ainda vou “criar”, provavelmente com coisas do Lollapalooza.

Podem pintar mais coisas nesta lista.

* Fui.

Autor: admin - Categoria(s): Blog Tags:
29/07/2008 - 19:19

É Illi-nóis

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* Popload em Chicago, no estado de Illinois que consagrou Barack Obama. Ou Barack`n`roll. Foi mal o trocadilho do título…

* Chicago, bring tha noize!!


* Aquele ser ínfimo no centro da imagem, de vermelho, sou eu, tirando foto da Cloud Gate, escultura incrível que fica no não menos incrível Millenium Park. A obra, do famoso artista Anish Kapoor, tem uma estrutura parecendo um feijão gigante e de ferro, que de longe reflete o belo skyline do centro de Chicago, como se fosse um enorme outdoor dos prédios da cidade. O Millenium fica numa concentração de parques entre Chicago downtown e o Lago Michigan, região também do Grant Park, onde está sendo erguido o Lollapalooza e seus seis palcos.

* Falando em Lollapalooza, falando em Obama, corre por aqui que o candidato a messias dos Estados Unidos vai fazer uma participação especial no show do super-rapper Kanye West. E, falando no Kanye West, conforme a Popload adiantou há alguns dias, o cara toca mesmo no Tim Festival, que correu a soltar confirmação oficial já.

* KATE PERRY – E, no meu tradicional ritual de chegada em viagem, assim que entrei no carro alugado no aeroporto eu botei o rádio para funcionar na emissora rock local, a Q101.1, a “Chicago’s Alternative”. E estava tocando… “I Kissed a Girl”. A música popesca e polemicazinha da Katy Perry em que ela confessa que beijou uma garota e gostou. E, segundo a letra, espera que seu namorado não ligue para o que ela fez. Chegando ao hotel, ligando a TV, Kate Perry me apareceu de cara, num desses programas de entrevistas. Uma passada pela MTV e, bombando, estava o vídeo de “I Kissed a Girl”. Na nova edição da revista “Entertainment Weekly”, tem uma chamada para Kate Perry na capa: “She Kissed Us _ And We Liked It”. Kate Perry tem sido o entretenimento semanal americano.

* KATY & BRITNEY – Indicada (óbvio) ao VMA deste ano, a premiação do vídeo da MTV, Katy Perry pode aparecer na festa para beijar a “girl” Britney Spears, segundo quer a MTV. Essa conversa vai longe.

* MAIS OBAMA – Não sei se é em toda cidade americana que tem loja da cadeia Urban Outfiters. Mas, aqui no estado que consagrou o novo Messias dos EUA, a modernete loja de roupas espertas, acessórios cool e até discos reservou uma respeitável seção para vender “produtos Barack Obama”. E as várias camisetas com a cara do provável próximo presidente americano estavam misturadas com as outras tipo a do Mick Jagger, a da turnê do Bowie vintage, a do Batman, a dos personagens do Muppet Show. A principal delas mais ou menos explica por que os jovens e o rock fecharam com Obama: traz escrito “Barack’n'Roll”.

* CSS DOES AMERICA – O álbum “Donkey”, segundo disco do internacional quinteto paulistano CSS, tem se dado melhor nas resenhas aqui nos EUA do que no Reino Unido, parece. Das que eu vi, a menos positiva foi o “C+” da “Entertainment Weekly”, que diz que tirando “Rat Is Dead” e “Move” o resto do CD parece “genérico de festinhas dance”. A “Rolling Stone” deu três estrelas (de cinco), falando que o álbum é “fun enough, but soon forgotten”. A “Spin” chama a banda de “dance commanders” e define “Donkey” como “a-drunk-in-the-afternoon, stretch-pants-on-inside-out party record”. Para a “Nylon”, o CD do CSS “kicks ass”.

* O CSS é atração do Lollapalooza, aqui em Chicago, na sexta. A banda de São Paulo (não mais) fecha um dos muitos palcos do festival e “rivaliza” com Raconteurs, Bloc Party e Stephen Malkmus, que tocam em outros lugares mais ou menos no mesmo horário. No sábado à noite, num clube da cidade, o CSS faz um segundo show em Chicago, em noite que também terá Bloc Party e Does It Offend You, Yeah!

* PETE BOY E O MUNDO MTV – Espécie de herói teen de Chicago, Pete Wentz, o líder emo do Fall Out Boy, comanda um programa megabarulhento e confuso na MTV. Dá até dor de cabeça assistir. O programa é de apresentação de vídeos, mas tem platéia. Um bando de meninas que grita para tudo: quando Pete aparece, quando Pete fala, quando Pete chama um convidado. Berram até DURANTE a exibição dos vídeos.// Pete apresentou nesta quarta-feira o novo vídeo do duo canadense Chromeo, “Momma’s Boy”, que faz renascer o mito em torno de um dos vídeos mais famosos da história: o de “Take on Me”, do A-Ha. Eu curto Chromeo, mas “Momma’s Boy”, música e vídeo, são babinhas. E, pelo que vi, já tem na Internet.// Pete Wentz acabou de abrir um bar “de galera” aqui em Chicago, batizado com um nome bem do universo emo de Pete Wentz: Angels & Kings. Se não der preguiça, passo lá para ver como é.//Pete é polêmica: no último número da revista gay “Out Magazine”, o menino angel e king é a capa. Pete, que já tinha assumido sua bissexualidade, agora declara em manchete: “Yeah, I am a Fag”, algo do tipo “Siiiim, Eu Sou uma Bicha”. E diz que, acha, agora sim ele vai causar reações.


* Para encerrar o “assunto MTV”, de repente o grupo megaindie canadense Tokyo Police Club está em todas. Ainda não entendi bem o que está acontecendo. Mostram o vídeo novo deles, mostram eles ao vivo, eles vão ao programa.

* KINGS OF LEON – Bem boa essa música nova do ótimo grupo dos irmãos (e primo) Followill. Chama “Crawl” (não confundir com “Creu”, um outro hit) e será o primeiro single do próximo disco deles, o quarto, que sai em setembro. “Crawl” já causa comoções na mulherada fã quando o Caleb grita com voz cavernosa “You better learn to crawl before I walk away”, tocada ao vivo em shows recentes da banda. Dos shows do “grande indie”, o Kings of Leon é a segunda banda que mais leva público feminino que eu já vi. Depois do, atenção…, Queens of the Stone Age (é sério!). “Crawl” (engatinhar, em inglês) está momentaneamente no site do Kings of Leon, para download. E tem facinho aqui embaixo, pronta para você ouvir.

Kings of Leon – “Crawl”

* NINE INCH NAILS – É incrível o sistema de luz do palco do NIN, banda de Trent Reznor que faz dois shows no Brasil (SP e Porto Alegre) no começo de outubro. Bom, se a turnê se chama “Lights in the Sky Tour”, pode parecer natural. Mas dá uma olhada nesse vídeo, feito durante apresentação recente do grupo em Seattle.


* TING TINGS DOES AMERICA – Parece que os EUA não estavam preparados para o “tamanho” do Ting Tings. Dando uma olhada nos blogs americanos, deu para ver vários posts es-pan-ta-dos com a multidão em “escala Beatles” de grandeza que apareceu em Nova York no último final de semana para ver a dupla inglesa tocar com os moleques do MGMT. Detalhe: o show era ao ar livre e a previsão era de chuva com trovoadas. A fila tinha 4 quarteirões de tamanho, 3 horas de duração no mínimo e ainda uns 2 quarteirões ficaram do lado de fora. Lendo os comentários dos blogs, bem mais divertidos que os posts resenhando os shows, as especulações são as mais engraçadas. “Não pode ser por causa do MGMT…”, “da onde surgiram esses fãs todos?”, “o show das Breeders também estava quase assim”, “Sim, mas as Breeders são lendárias quem são esses caras?”, “Tudo culpa do iTunes”, “É o hype, ninguém queria ver o show, só tirar foto”, etc. Adooro.

Show do Radiohead? Nada… Ting Tings nos EUA!

Foto: Brooklyn Vegan

* O que eu achei mais incrível foi a reação blogueira ao show do MGMT, a banda “da casa” e atração do Tim Festival brasileiro no final do ano. Foi a mesma coisa que eu senti (e escrevi sobre) quando vi a apresentação deles em Londres, no começo do ano. O esperto blog The Modern Age escreveu que o parque lotadaço foi esvaziando no show do MGMT: “The concert felt like a bad hippie trip meets Lollapalooza. Scary, I know.” Hahaha. E, ainda: “Dizem que o show do MGMT só pode ser incrivelmente ruim ou incrivelmente bom. Não foi nenhum dos dois. Foi mais ou menos.”

O show do MGMT está chato? Sem problemas…

Foto: Brooklyn Vegan

* PLASTISCINES – A Folha de S.Paulo publicou hoje, na Ilustrada, texto meu sobre a banda francesa de garotas Plastiscines, que toca no Orloff Festival em São Paulo e no Porão do Rock em Brasília, em setembro. Foi uma entrevista que eu fiz com a bonitona baixista Louise, que, engraçado, é bem alta (ai…). O que está no jornal, num apanhado do que Lousie falou, é o seguinte:

- “Acho meio bizarro um país longe como o Brasil ter interesse no nosso som. Fora da França, só tocamos no Reino Unido e nos EUA. Mas notamos, pelo MySpace [myspace.com/plastiscines], que há muito acesso às nossas músicas vindo daí”.

- “É fácil explicar o novo rock francês”, diz Louise. “Nossa banda e várias outras surgiram em 2004, 2005, em corredores de colégio. Todos com 16, 17 anos, com muito acesso à internet e gostando muito de música, mas nada a ver com eletrônico nem com música romântica. Quisemos aprender a tocar para fazer a “nossa” música.”

- “Não nos incomoda essa coisa da moda adotar a gente. Isso chama a atenção para nossa música; a mídia gosta de bandas de meninas. Mais revistas de moda do que de rock gostam da gente. Normal. Mas sempre falamos: não somos modelos. Nem nos achamos tão bonitas…”.

- “Surgiu a fama de que odiamos meninos, mas não é isso”, diz Louise. “Tanto não é que até tenho namorado [risos]. Quando era mais nova, eu tinha bronca deles. Mas passou.”

* Hoje, aqui no House of Blues, famosa casa de shows coladinha no meu hotel, tem apresentação do… Rancid. Às 17h30, ainda por cima. Vou, será?

* PROMOÇÃO CHICAGO – Prêmios de viagens são as melhores. Então, o que começa a entrar para sorteio, via Chicago, é o seguinte:

- Um CD “Donkey”, o polêmico segundo disco do CSS, edição bacana, original, da histórica Sub Pop. Porque vai saber quando e como vai sair no Brasil, não é mesmo?

- Um DVD do Radiohead, “The Best of”, com 21 vídeos da banda, muitos deles sensacionais e “de grife”, tipo os do Michel Gondry, Jonathan Glazer, entre outros.

- Um “Prêmio Surpresa”, de Chicago, que eu ainda vou “criar”, provavelmente com coisas do Lollapalooza.

Podem pintar mais coisas nesta lista.

PS: Tava devendo o disco duplo “The Best of”, do Radiohead. E mais uma coisa que eu já esqueci. Mas, pelo menos, agora o Radiohead não vou dever mais. O vencedor é:

* Elaine G Ramos

Belo Horizonte, MG

* Vou lá, então. Ahhh! Não fui no Rancid.

Autor: admin - Categoria(s): Blog Tags:
25/07/2008 - 13:00

O INDIE ESTÁ MUERTO. MUERTO! (final)

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(((ÚLTIMA VERSÃO – Não vai chorar: a tal morte do indie. Mars Volta voltando. REM em Porto Alegre. Mais Muse. Mais “Arquivo X”. Quebra pau no rock inglês. E a banda que você quer ver no Brasil.)))

* Scully, eu acredito.

* O GOVERNO NEGA CONHECIMENTO – O novo filme do “Arquivo X” pode ser mais-ou-menos, mas me sinto na obrigação de prestar aqui um tributo à série-filme da dupla Mulder e Scully, o casal fica-não fica de agentes do FBI que resolvia casos sinistros nas cidades da chamada “América Profunda”. Foram incontáveis as noites cabulosas que eu passei nos anos 90, graças à série.

“Arquivo X”, que reuniu por nove temporadas os casos mais escabrosos, fantásticos e inexplicáveis, recheado dos personagens mais esquisitos da raça humana (e também de raças não humanas), começou de onde “Twin Peaks” parou. E terminou por pautar dezenas de seriados que viriam depois, como “Lost”, “Heroes”.

Peguei até minha caixa de DVDs de “Arquivo X”, primeira temporada, para ver de novo. Delícia.

* “Arquivo X” era chapante, principalmente quando estava no seu auge, quarta, quinta temporada, final dos anos 90. Nesta época, o seriado era visto por 20 milhões de pessoas, em 80 países. O dado mais legal que explicava um pouco seu grande sucesso nos EUA era que havia, de acordo com pesquisa daquele período, 5 milhões de americanos que acreditavam já terem sido abduzidos por extraterrestres. Hehe. Não me lembro de ter vivido algum contato de terceiro grau na vida, nem em Varginha (MG), mas eu era bem empolgado com a série. Tanto que nesta semana fui conferir nos arquivos da Folha os textos que eu fiz à época sobre o programa. Devo ter escrito uns 200 textos sobre “Arquivo X” para a Ilustrada, quando eu trabalhava lá dentro do jornal, com mesa na redação.

* Achei um texto que me lembrou de qual foi meu episódio favorito nos nove anos de existência da série. Se chamava “O Triângulo” (Triangle”), um dos capítulos mais absurdos da total absurda saga de Mulder e Scully contra o improvável. O episódio, da sexta temporada (1998), misturou referências a “O Mágico de Oz”, Hitchcock e “Encouraçado Potemkin”, só para dar uma idéia. Escrevi assim, no jornal, dez anos atrás:

“Já que o vale-tudo conspiratório da série é inesgotável, o imbróglio do episódio põe o destemido agente Mulder (David Duchovny) frente a frente com nazistas, depois de viajar no tempo ao passar pelo Triângulo das Bermudas.

E mais (mais?): Mulder e Scully (Gillian Anderson), o mais destacado casal assexuado da história da TV, se beijam em uma cena. Ok, não é bem assim.

O episódio abre com Mulder desacordado no mar, em meio a destroços do navio Lady Garland (evocação de Judy Garland, de “O Mágico de Oz”).

O agente do FBI está em algum lugar do místico Triângulo das Bermudas, área triangular no oceano com um dos pontos no arquipélago de Bermudas (América Central), onde reza a lenda desapareceram pelo menos cem navios, aviões e barcos de lazer. Mulder estava no local atrás de um barco inglês de 1939, que teria atravessado uma fenda do tempo e aparecido nos dias de hoje. Do mar, o agente é resgatado por marinheiros do barco do passado, que minutos depois seria capturado por nazistas. Era a Segunda Guerra Mundial.

Daí evocar Hitchcock e os planos-sequência. Uma webcam segue Mulder em disparada pelos corredores do navio, tentando escapar dos nazistas.

Enquanto isso, no “nosso tempo”, sabendo do tipo de aventura em que Mulder se meteu, Scully implora ajuda aos chefões do FBI. A webcam desta vez acompanha a maratona de Scully tentando a tal ajuda de andar em andar, de sala em sala, no FBI. É das mais bacanas a dinâmica da cena, sem cortes, que mostra a saga da agente pelos elevadores.

Um episódio para gravar e guardar na parte da estante reservada às fitas com antologias da TV.”

* Me deu até vontade de ouvir “Mulder and Scully”, hit britânico da banda galesa Catatonia, que foi sem nunca ter sido. Eu adorava a Cerys, a líder do Catatonia. A música chegou a terceiro lugar no chart inglês, quando lançada, em 1998. O vídeo de “Mulder and Scully” está facinho no YouTube.

* CHICAGO – A partir da semana que vem, a Popload passa a ser escrita da beira do lago Michigan. A balada é o Lollapalooza, um dos principais festivais americanos, que neste ano vai ter de Radiohead a Magic Wands. De Rage against the Machine e Raconteurs a CSS e Ting Tings.

* Cobri o Lollapalooza em 2006. Fiquei uns 20 dias em Chicago naquela época, porque uma semana antes teve o Pitchfork Festival também, então aproveitei bem a viagem. No Pitchfork teve a famosa história da Marina, ex-cantora do Bonde do Rolê, arrebentar o braço na quina do palco durante show do trio, depois de ela surfar na mão da galera por minutos. Mas a história mais bizarra que aconteceu comigo naquela temporada em Chicago foi esta, que escrevi à epoca no blog:

“Estou hospedado em um hotel numa região universitária ao norte do centro de Chicago. É como se eu estivesse dentro da Cidade Universitária da USP, se a USP fosse um lugar cool cheio de cafés, restaurantes, lojinhas. Aí, perto do hotel, sempre passo por um lugar chamado Woodgreen Cafe, que está invariavelmente cheio de gente. E sempre acho que o tal café está bombando no pátio de entrada e talvez eu pudesse passar qualquer hora para uma bebida, comidinha e tal. E sempre que eu me aproximo, porém, vejo um monte de gente esquisita, dessas que não costumam freqüentar cafés universitários. E sempre vejo que as pessoas lá não se olham nem conversam uma com as outras. Aí hoje tudo isso acima aconteceu de novo. E então, quando olhei melhor a placa do “Woodgreen Cafe”, li que na verdade ali era o “Woodgreen Care”, uma instituição que cuida de pessoas com problemas na mente.”

* Estou saudosista dos meus textos velhos, reparou?

* MUSE – Os três shows da banda inglesa Muse no Brasil estão chegando. A turnê, que passa por São Paulo e Brasília, começa no Rio na quarta que vem, dia 30. O grupo de Matt Bellamy já se encontra tocando na América do Sul. Na quarta passada, a banda se apresentou em Buenos Aires. O setlist usado nesta parte da turnê foi assim, para você já ir se preparando:

Dance of the Knights (intro music)

1. Map of the Problematique

2. Supermassive Black Hole

3. Dead Star

4. New Born

5. Butterflies and Hurricanes

6. Feeling Good

7. Sunburn

8. Invincible

9. Hysteria + The Groove (riff)

10. Starlight

11. Time Is Running Out

12. Drum and Bass

13. Stockholm Syndrome

Bis

14. Soldier‘s Poem

15. Plug In Baby

16. Close Encounters intro + Knights of Cydonia

* VOLTA MARS VOLTA – A ótima banda americana de noise experimental deve vir para estes lados no final de outubro. Estes são os planos do guitarrista e faz-tudo Omar Rodriguez-Lopez, líder do TMV, adiantados em entrevista ao jornal argentino “Página 12”.

* REM EM PORTO ALEGRE – Rádio gaúcha divulgou nesta sexta o acerto do show da banda americana para o dia 6 de novembro, no estádio do São José, um clube porto-alegrense, onde cabem 20 mil pessoas.

* OLHO ROXO – Ainda sobre a briga de socos do cantor do Bloc Party, Kele Okereke, versus a lenda Johnny Rotten, do Sex Pistols, nos bastidores do Latitude Festival, no Reino Unido. Dois integrantes do grupo Foals, que também toca no festival paulistano Planeta terra em novembro, se machucaram no mesmo quebra-pau, acho que ao tentarem intervir. O vocalista do Foals, segundo o manager da banda, chegou a ficar inconsciente e acordou sendo algemado por um segurança. O baixista está com o olho roxo até agora. O negócio foi feio.

* MAIS “ARQUIVO X” – Olha o efeito que Mulder e Scully causam. O ator Leonardo DiCaprio está pensando em filmar uma versão de “Twilight Zone”, o nosso “Além da Imaginação”. Ele ficou inspirado depois desse revival de “Arquivo X” que veio na garupa do longa-metragem do cinema, e quer entrar no terreno do sinistro.

* MAIS MUSE – E, parece, o show deles tem variado. Aqui está a lista de música do show argentino de quinta-feira:

1.Knights of Cydonia

2.Hysteria

3.Map of the Problematique + Maggie’s Farm outro

4.Supermassive Black Hole

5.Fury

6.New Born

7.Butterflies and Hurricanes

8.Drum and Bass

9.Apocalypse Please

10.Space Dementia (watch)

11.Invincible

12.Starlight

13.Time Is Running Out

14.Plug In Baby

Bis

15.Stockholm Syndrome

16.Take a Bow

* A BANDA QUE VOCÊ QUER VER NO BRASIL NESTE ANO (ALÉM DAS QUE JÁ ESTÃO ANUNCIADAS OU FALADAS PARA VIR) – Hehe. Parece título de música do Fall Out Boy. Mas o que eu quero dizer aqui é que está apurada a enquete que perguntou qual banda ainda deveria ser convidada pelos festivais para vir tocar no agitadíssimo segundo semestre brasileiro. E a lista que eu vou passar aos produtores de festivais e shows de rock em geral (se bem que eles todos lêem aqui) é assim:

1. Verve… 28 votos

2. Queens of the Stone Age… 26

3. Smashing Pumpkins… 21

4. Tokio Hotel… 19

Morrissey… 19

6. Arcade Fire… 16

7. Raconteurs… 14

Portishead… 14

10. Depeche Mode …12

Considerações: Um voto para o Cazuza.// Um voto para o Radiohead, “no estádio do Corinthians, no dia 1º/4″.//Hahahahahaha. Desculpe! // Houve campanha entre os fãs do Tokio Hotel, que foram sacaneados pelos outros leitores da Popload por frases como “Até vou Xorar se eles vierem”. //

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* A MORTE DO INDIE – CAPÍTULO 1 – Adoro manchetes alarmantes, como essa. Seria o fim do indie como nós o conhecíamos? E por que nos sentimos bem com isso?

* A curva do indie rock havia algum tempo estava na descendente, dava para sentir. Principalmente no indie britânico, mais centralizado e mais auto-celebratório.

- O Arctic Monkeys retirou-se, o Franz Ferdinand segurou o disco, o último CD do Kaiser Chiefs não foi sombra do anterior, o Bloc Party passou a fazer músicas confusas de indie-eletrônico e por aí foi.

- O único nome indie a chegar alto nas paradas, neste ano, foi o Ting Tings, em maio.

- No (talvez) maior festival de rock britânico, quem mandou foi um artista rapper, ainda por cima americano, entrando no palco fingindo que estava tocando guitarra e zoando um grande nome do rock britânico.

* Mas o primeiro manifesto real da entressafra do indie britânico saiu nas páginas do poderoso diário inglês “Independent“, há duas semanas, em sua forte edição dominical, que perguntou em manchete se o mundo precisa de outra banda indie (sempre em referência ao rock inglês). E, na capa de seu caderno “Review”, o indie atual foi assim representado:



* Com um título do tipo “O indie não está rolando mais”, a capa do caderno de cultura do “Independent on Sundays” fazia alusão ao monte de bandas iguais do novo rock que, nas portas dos grandes festivais de verão, estão fazendo o mesmo tipo de som, usando as mesmas calças apertadas e o mesmo corte de cabelo. Seria a morte da outrora brilhante cena underground?, pergunta o jornal.

* Mais sobre esse artigo do “Independent” e sobre a morte do indie no próximo post. O assunto está longe de acabar.

* E você sabe que alguma coisa está errada na ordem mundial do indie-rock quando o site mais influenciável da cena limita-se a resenhar um disco com um singelo: “sorry =(“. O site: Pitchfork, referência para quem gosta de nova música e resenhas longas e detalhadas e matematicamente complicadas (as notas são sempre “ponto vírgula e alguns décimos”). A banda, Black Kids. E o disco, “Partie Traumatic”, recém-lançado, o de estréia do quinteto americano. O Pitchfork deu uma nota 3,3 (!!!). E o disco do Black Kids nem ganhou uma resenha propriamente dita (escrita). Entrando no site, você vê dois cachorrinhos pug com carinha Epic Fail de tristeza e a frase “Sorry”. Para os blogs, e até para alguns jornais mais “sérios”, o Pitchfork foi desrespeitoso com a banda que eles mesmos ajudaram a criar (ou ‘hypar’, como vocês dizem aqui no Brasil). O recadinho “foi mal aí, galere” foi interpretado como um “desculpa se fizemos você acreditar que essa banda era legal” por muita gente. Eu sou bem- humorado e acredito na versão do site, de que justamente naquele dia e para aquela resenha, eles passavam por problemas técnicos… Hehe. E o que o Pitchfork achou do disco do Black Kids foi isso:



* Não sei o que é pior: o Pitchfork odiar o seu CD de estréia, ou você mesmo achar que ele não vale nada. A banda Joe Lean & The Jing Jang Jong chegou prometendo tudo, mas ao vivo a coisa não pegava. A pose intelectualóide e esnobe do vocalista e sua presença quase zero de palco ajudavam nas críticas sempre “quase lá” que a banda recebia. Pois bem: CD pronto, distribuído à imprensa, críticas positivas finalmente e… o doido do Joe Lean decide que não era nada daquilo que ele queria. Pronto para cair nas lojas na primeira semana de agosto, o álbum só vai sair mesmo em 2009! O jornal inglês The Guardian, que já havia ouvido e resenhado o disco, veio com uma chamada ótima para esta história, rimando “Jong” com “wrong” (“errado”): “E o novo CD do Joe Lean dá Wring Wrang Wrong!”. Resta saber qual o “novo rumo” que Joe Lean pretende dar à banda agora, já que as críticas positivas não agradaram. Vai entender.

* Hasta.

Autor: admin - Categoria(s): Blog Tags:
25/07/2008 - 11:32

Poploaded LXVIII

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Programa gravado no dia 21 de julho de 2008, nos estúdios do iG.

The Almost There Issue

Semana que vem entramos no meia-nove. Na edição 68 do Poploaded, você ouve nova do Primal Scream e velha do Bloc Party, em versão remixada. Massari manda pop divertido californiano e esquisitices de um Chilli Pepper em viagens solo. Para o Mondo Massari, bons sons da Itália e um rolê nórdico com um bloco especialmente dedicado às Garotas Norueguesas & Suecas.

Poploaded Session está très chic hoje! Nos estúdios, o electro-pop-fashion do trio paulistano Stop Play Moon. Formado por Paulo Bega (sintetizadores e guitarra), Ricardo Athayde (sintetizador e bateria) e Geanine Marques (vocal), a banda foi umas das escaladas para o Motomix 2008 e já fez shows em Londres e Paris. Para este programa escolhemos as músicas “Take It All” e “HuHu”. Para ver de onde vem esse vozeirão todo, clique nos links no final do post para os vídeos da apresentação.

MySpace: Stop Play Moon

TRACKLIST

1- “I’m amazed”, My Morning Jacket

2- “Fake Empire”, The National

3- “I Love to Hurt (You Love to Be Hurt)”, Primal Scream (feat. Lovefoxxx)

4- “Not You Again (Nonstop)”, Whitey

5- “Run to your grave”, The Mae Shi

6- “Robespierre”, Offlaga Disco Pax

POPLOADED SESSIONS

7- “Take It All”, Stop Play Moon

8- “We’re all going to hell”, Ida Maria

9- “Going Inside”. John Frusciante

10- “Bright Tomorrow”, Fuck Buttons

11- “Banquet”, Bloc Party (The Streets RMX)

12- “Hey Mama”, Cables

13- “Cheek to Cheek”, Sahara Hotnights

POPLOADED SESSIONS

14- “Huhu”, Stop Play Moon

LINKS:

* Clique abaixo para ouvir. Para baixar o MP3 para seu computador, fácil: botão direito do mouse –> “salvar como”:

Parte 1

Parte 2

* Para assistir aos vídeos Poploaded Session do SPMoon, clique no link abaixo. Além das músicas tocadas no programa você ouve/vê “Faking Faces” e “Hey”.

Stop Play Moon

Autor: admin - Categoria(s): Rádio Poploaded Tags:
22/07/2008 - 20:44

O indie está morto

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* É isso mesmo. M-o-r-t-o. Logo mais eu venho com essa história.

* Nâo me refiro ao Indie Rock Festival.

* O Indie morreu. Viva o “alternativo”. Haha.

* BLOC PARTIES SÓ NO RIO E SP – Bloc Party, graças às duas viagens ao Brasil em pouco mais de um mês, parece que diminuiu a programada quantidade de shows por aqui. Agora, em novembro, a banda do briguento Kele Okereke toca no Planeta Terra, dia 8, e no Rio de Janeiro, na segunda dia 10, provavelmente no Circo Voador.

Brasília e BH? Blame the MTV…

* KAISER CHIEFS EM POA – E há uma grande chance de os gaúchos testemunharem uma apresentação do grupo inglês Kaiser Chiefs primeiro que os paulistas. A outra ótima atração do Planeta Terra Festival deve tocar em Porto Alegre, no sábado, dia 7 de novembro.

* E segue a enquete do post passado. Qual banda, tirando as confirmadas e comentadas, você gostaria de ver no Brasil ainda neste ano?

* Volto já, galere.

Autor: admin - Categoria(s): Blog Tags:
19/07/2008 - 16:12

Poploaded LXVII

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Programa gravado nos estúdios do iG no dia 14 de julho de 2008.

The Whatever Issue

Edição 67 e ainda tentando se acostumar com as segundas-feiras de manhã. Desta vez sem vídeo, hein, semana que vem voltamos à programação normal. Blocos da vez: “Bloco RMX” e “Bloco SubPop 20 Anos” (mas já???). Mondo Massari em viagens mais modestas, começando com punk-rock norueguês, passando pela Itália, Londres e (se) acabando no rap-core californiano.

Na session desta edição, a verdadeira “mina do folk”: Stela Campos. Stela passou por várias bandas nos anos 90, sendo “Funziona Senza Vapore” (que contava com ex-integrantes do Fellini) e “Lara Hanouska” as mais conhecidas. Em seu terceiro disco solo (“Hotel Continental”, 2005), Stela apresenta no programa as canções “Câmera” e “Apartamento”.

Site Oficial: Stela Campos

TRACKLIST

1- “All my friends are dead”, Turbonegro (Noruega)

2- “In the New Year”, Walkmen

3- “Electric Feel”, MGMT (Justice RMX)

4- “Cape Cod Kwassa Kwassa”, Vampire Weekend (Black Domioes RMX)

5- “Who built the road”, Mark Lanegan & Isobel Campbell

6- “Vesuvio”, 24 Grana (Itália)

POPLOADED SESSIONS

7- “Apartamento”, Stela Campos

8- “Festival”, Sigur Ros

9- “Falling Down”, Oasis (Chemical Brothers RMX)

10- “Hihopopotamus vs Rhymenoceros”, Flight of the Conchords

11- “Move”, CSS

12- “Amores Bongo”, The Herbaliser

13- “Tangerine Sky”, Kottonmouth Kings

POPLOADED SESSIONS

14- “Câmera”, Stela Campos

LINKS:

* Clique abaixo para ouvir. Para baixar o MP3 para seu computador, fácil: botão direito do mouse –> “salvar como”:

Parte 1

Parte 2

* Para assistir aos vídeos Poploaded Session da STELA CAMPOS, clique no link abaixo. Além das músicas tocadas no programa você ouve/vê “Mustang Bar” e “Winter is Blue”.

“Apartamento”

“Câmera”

“Mustang Bar”

“Winter is Blue”

Autor: admin - Categoria(s): Rádio Poploaded Tags:
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