O que os ingleses (e a Popload) acharam do disco novo do CSS
No exato momento em que escrevo este post, a banda paulistana com sotaque estrangeiro CSS faz um desses shows-dentro-de-loja na incrível Rough Trade East, em Londres, o mais charmoso, cool e importante endereço para comprar disco (entre outras coisas) no planeta.
“La liberación”, o terceiro álbum, que foi do streaming na íntegra (site da “Spin”) ao total vazamento em dois dias da semana passada, é lançado oficialmente hoje no Reino Unido, amanhã nos EUA (não sei mais como funciona lançamento de disco no Brasil, então nem cito).
A verdadeira “prova dos três” de sua explosiva carreira, o terceiro disco do CSS chega levantando aquela dúvida básica: o álbum estaria mais próximo do frescor entusiamante do primeiro CD ou do apedrejado segundo trabalho?
A reação inicial está mista, mais para “CSS realmente não dá mais” do que “CSS recuperou a energia do primeiro disco”. Nem sei se é o caso de pensar assim, na verdade.
Ouvi o disco duas vezes apenas e minha impressão sobre ele é até bem satisfatória. Gostei de “La Liberación”. É “evoluído” e “inconsequente” na medida certa, dentro do que se espera de uma banda como o CSS. Está cheio de piano no disco. Um disco do CSS, pensa! Adorei que o álbum começa com uma mensagem fofa “I Love You” e termina quebrando tudo com “Fuck Everything”. Os dois lados de “La Liberación” não pára aí. O disco consegue juntar duas músicas boas que soam, ehr…, Pavement (“Ruby Eyes”) e Britney Spears (“City Girrl”), sem parecer um disparate.
Mas enfim. O objetivo deste post é mostrar como está a recepção do disco novo da banda brasileira em relação ao olhar estrangeiro, em especial o inglês, que fez a banda estourar em 2006/2007.
- “New Musical Express” – “Nota 5 (de 10). Lembra em 2006, quando o CSS veio, viu e dominou nossas festas? Bem, sorry galera, mas não estamos mais em 2006″.
- “The Independent” - “Quatro estrelas (de cinco). Depois de uma relativa decepção com o disco de 2008, “Donkey”, este “La Liberación” entrega um serviço muito melhor na mistura do amadorismo débil da banda no estilo X-Ray Spex com sua estilosa personalidade”.
- “Clash” – A revista britânica dá nota 6 (de 10). Diz que o disco começa mal, mas vai “pegando” no entusiasmo, à medida que a banda vai injetando sua conhecida energia. Pode ser um disco irregular, mas não é o “Donkey”.
- “Observer/Guardian” – Duas estrelas de cinco. O jornalzaço inglês fala que “La Liberación” é melhor em seus momentos calmos, tipo “Partners in Crime”, enquanto músicas revoltadinhas tipo a que encerra o disco, “Fuck Everything”, soam forçadas.
- “Q” – Nota 2 (de 10) – “Falta de imaginação”.
Com o show de hoje na loja da Rough Trade, o CSS começa sua turnê 2011 para valer. Serão 30 shows entre Europa e EUA. Amanhã tocam no XOYO, em Londres. No fim de semana, se apresentam no festival Rock en Seine, em Paris
Já ouviu o disco? Me conta o que você achou.
Notas relacionadas:




Se o escritor e economista João Paulo Cuenca (Único Final Feliz Para Uma História De Amor É Um Acidente e Corpo Presente) gostou, então deve ser bacana. Eu só sei que a vocalista é maravilhosa.
Oi Eraldo, i’m sorry !!
Isso não aconteceu comigo, porque comprei os 2 cd’s originais aqui em Belô !!!
I Hate download……aaaeeeerrrrgggggghhhhhhh !!!
Sem duvida alguma, Donkey é o melhor dêles, mas esse nôvo La Liberation é um ótimo disco.
[...] ouvia o disco novo do CSS (que é legal apesar de ser o mais fraco da banda), lembrei do máximo de coolness e hype que [...]