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08/08/2011 - 15:43

Um brasileiro hipster em Nova York

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* Esta história é muito boa.

Um dos debates mais quentes do verão em Nova York vem sendo travado em torno dos hipsters. Os hipsters, eles mesmos.
Depois de uma década recebendo gente que responde “eu sou tendência” quando precisa declarar a profissão, a cidade começa a questionar se a chegada maciça das garotas magricelas de óculos e dos neobigodudos, a “marca” hipster de Manhattan e principalmente o Brooklyn, é boa ou ruim, afinal.
No crescente grupo que acha ruim está o site Diehipster.com, que se dedica a esculachar geral essa galera, afirmando que são inúteis, desprovidos de talento e que inflacionam os preços dos aluguéis, além de pedirem caro por seus (raros) produtos por serem “orgânicos”, “sustentáveis” ou “artesanais”.

Londres começa a viver isso no seu baladalado lado leste, o East London, e a orkutização de Shoreditch e o hype de Dalston. Mas isso é uma outra história. Voltemos a Nova York.

O site Diehipster.com, cujo dono não se identifica, não deixa passar uma notícia sequer envolvendo hipsters da Big Apple, especialmente do Brooklyn, detonando-os sem dó. Também publica fotos de coisas autênticas do bairro e de outras trazidas pelos figuras, dividindo-as em “BROOKLYN” e “NOT BROOKLYN”.

Daí que Diehipster.com postou nos famosos megaclassificados da Craigslist um anúncio falso, de “MENINA HIPSTER PROCURA PARCEIRO”. O anúncio dizia: “Cheguei ao paraíso artístico do Brooklyn depois de ler um post de um blog e conversar com amigos. Mudei-me de Michigan no mês passado e estou comprando um pequeno prédio para transformá-lo num centro de artes com um jardim na cobertura, para que a comunidade de artistas desfrute dele. Adoraria encontrar um garoto superartista, talentoso, problemático e com pêlos no rosto para amar, viver e me ajudar com essa empreitada e trazer cultura para o bairro. Só respostas sérias, e me conte sobre você. Não vou responder a mensagens do tipo ‘ei, baby, tem foto?’ ou a fotos de pintos”.

É sério isso!

Bom, nesta semana, algumas das respostas ao anúncio foram publicadas no site, inclusive a de um… brasileiro.

“Hi,
I’m a brazilian artist, who like most of other artist have a day job.(jobs!)
I’ve been in the US since 2000, have lived in Williamsburg/Greenpoint area for about 6 years, before moving to England and France (2007).
Have worked as DJ, building props for commercials/music videos, stage design, painter, carpenter, events designer, as well as worked on my own music, painting, silk screening, etc.
I liked your ad not only ’cause you sound very energetic, enthusiastic, passionate and idealistic about arts and community. I believe I’m like that too…
I also love bike riding, walking, cooking, writing/reading, gardening, building “things”, remodeling/construction houses…
What part of Brooklyn are you? What do you love the most in NYC? Do you wear glasses? What’s your sign?
Hope hear back from you…
love, peace and harmony!

Pelo que o diehipster.com fala, uma geração inteira de Joshs e Megans vem do interior dos EUA para o Brooklyn, onde são sustentados pelos pais e ajudam a deixar tudo caro para quem é de lá.
Mas, gente, até do Brasil?

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Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: ,

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24 comentários para “Um brasileiro hipster em Nova York”

  1. Neuza disse:

    Rótulo midiático é uma merda, mesmo. Vivi três anos na divisa entre Prospect Hight e Park Slope. Todos os dias ia pra esse último bairro do Brooklyn aproveitar a vida “hipster”. E sabe do que mais? Achava um barato. Se os aluguéis aumentam, a culpa é da exploração imobiliária. E não de pessoas arrebanhadas sob um rótulo besta, que supostamente prezam a vida com arte, cultura e boa alimentação.

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