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21/11/2010 - 19:08

Planeta Terra Festival: Os “Win”, os “Fail”

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* Bom, para começar a falar do belo Planeta Terra Festival primeiro queria deixar aqui registrado qual foi o o melhor show do evento para a equipe Popload. Dentre o que vimos, claro. Ou que vimos pelo menos parte (afinal, é um festival). Não teve nenhuma apresentação histórica, absurda. O que não diminui o maior mérito do Planeta Terra como o festival que mais bem escolhe bandas, é mais aconchegante, mais bem localizado, mais alto astral, sem pista VIP separando a banda da “galera”. Porque festival é muito isso tudo combinado, não?

Então, voltando, o melhor show do Planeta Terra, para a Popload, foi este:

E fica assim, no fim, e depois de uma reunião fechada sem muito discussão, o Top 5 de melhores shows do festival, sempre de acordo com a Popload, claro.

1. Passion Pit – Tudo certo aqui. Músicas boas. Os melhores hits abrindo e fechando, show em palquinho, público “na vibe”, falsete sem falhar, vocalista simpático, virtuosismo até no teclado. O indie em sua plena forma.
2. Hot Chip – Hot Chip em estúdio é uma coisa, remixado é outra e ao vivo é bem outra. No palco, mais orgânico que programado, muitas vezes eles erram a mão. Sorte do Planeta Terra, sorte nossa, no sábado acertaram legal. Músicas boas mais desaceleradas do que as normais de estúdio, mas ainda assim, superdançantes. Foi um baile.
3. Pavement
4. Yeasayer
5. Of Montreal

Agora, um pequeno “Win/Fail” do Planeta Terra, na visão deste blog.

WIN WIN WIN

- Pontualidade dos shows
- Of Montreal: musical indie, off-Broadway. Tudo a ver com o pôr-do-sol lindo que fazia na hora. Clima: Double Rainbow All The Way.
- Como a Popload previa, os melhores shows ficaram no Indie Stage: Passion Pit, Hot Chip e Yeasayer – nesta ordem – valeram (quase) pelo festival inteiro.
- MIKA foi o campeão no Twitter, então merece nosso respeito. Das três músicas que vimos/ouvimos, tava só “animado”. Mas seria leviano “resumir” por isso.
- Malkmus fez a alegria das meninas todas. E dos meninos também: abriu com “Gold Soundz” (para quem conseguiu sair do corredor-matadouro do Hot Chip e pegar esse comecinho do Pavement). Terminou com “Here”. Achamos o público meio disperso. E às vezes a banda era contagiada. Mas o Brasil pagou bem sua dívida de receber um show de uma banda tão importante.
- Hot Chip é bem maior do que esperávamos. Playboys, indies, hipsters, o povo da fila da montanha-russa… não cabia mais UMA camisa xadrez em frente ao Castelo dos Horrores. Over & over & over & over foi um caos delícia. Em versão xtended remix. Ah, e depois de “One Life Stand”.
- Billy Corgan sendo Billy Corgan – essa é a graça, gente, pare de reclamar do óbvio.
- a baixista do Smashing Pumpkins.
- o baterista teen do Smashing Pumpkins.
- os tweets maravilhosos da madrugada, durante o show do Pumpkins. Thanx, Billy.
- Depois do show morno, Billy Corgan chegando rapidinho no restaurante Pasta & Vino, no Jardins, de blusa e cachecol no calorzão da madruga (duvido que ele tenha tomado banho pós-Terra), mandando ver uma sopa de cebola. Enquanto isso, numa mesa não muito longe dali, a atriz gata Mariana Ximenez traçava uma lasanha às 4h.
- Dizem que Girl Talk e seus mashup, são “3-years ago”, mas vocês estão erraaados. Girl Talk é sooo “3-years ahead”! Precisa estar com amigos, em clima de diversão e um pouquinho bêbado e/ou. Mas achamos isso aí.
- Twitter + Transmissão Online: dá para ver tudo – e com qualidade de som e imagem excelentes – sem sair de casa. Dá para ler resenha em tempo real via twitter, desencana do jornal do dia seguinte. Adoramos o futuro. A transmissão em HD dos shows pela internet facilitou a vida de muita gente. Dava até para achar os “amigues” no palco do Girl Talk! Queremos rever os shows, tem como???

FAIL FAIL FAIL

- a área VIP, com mais Vips que deveria, ameaçando ruir. Justo a do Planeta Terra, do lado do palco, que a gente acha bacana ter. Teve horas que ficou interditada e deixou muito VIPaço-celeb perdido pelo Playcenter. Até a Princesa Paola foi vista tendo que pegar fila pra cerveja, ao lados dos plebeus. Haha
- coisa de paulixxxta? Os cariocas xingaram muito no twitter: hot-dog com purê + batata-palha + batata-frita? “É redundante demais, São Paulo”, reclamaram. // Aliás, vamos combinar que Hot Pocket não deveria entrar na categoria “comidas”. Ah, cariocas, espera um pouco: vocês não botam ketchup na pizza? Ok, isso é uma outra discussão.
- o matadouro improvisado: quem queria entrar no Hot Chip contra quem queria sair para o Pavement. Um corredorzinho estreito e caótico não aguenta, não. E a frase “um passinho para trás, por favor” em situações limite de show não faz efeito, todo mundo sabe.
- Phoenix foi um dos shows mais lotados do festival. E um dos mais chatos, também. Setlist irregular e arrastado, nem os hits seguraram. Sem contar o Thomas Mars “descansando” no chão. Ceninha. Dizem que o crowd-surfing do vocalista foi “emocionante”. Mas nessa, parece, quem se divertiu foi só ele. Bom, nessa hora estávamos indo para o Hot Chip, já.
- Enquanto isso, Passion Pit fazia um dos melhores shows da noite, para poucos e bons.
- Pavement é bem menor do que prevíamos, aqui no Brasil. Na primeira música, menos da metade do público do Phoenix se encontrava no Main Stage. Talvez ainda presos no corredor polonês da saída do Hot Chip?
- as pessoas (centenas) sentadas durante o show do Pavement. É o Stephen Malkmus, po-ha! RESPECT.
- Dancinhas performáticas, bonequinhos, máscaras e tal: fofo, mas não, não é legal. Faz qualquer show virar Planeta da Xuxa. Só faltava entrar aqueles bonecos horrendos em tamanho natural da Turma da Mônica.
- o escorregão tão batido que até parece fake: o “Hello/Thank You, Buenos Aires” do vocalista do Yeasayer.
- por que as fichas do bar não valiam para as bebidas vendidas na pista?
- gente que leva a piada “que show o quê?, quero mais é ver a Monga!” a sério…
- gente que reclama da “aparência não privilegiada” dos Hot Chip. Show não é desfile, people.
- gente que dizia ao vivo e no Twitter “O show que eu vi na Conchinchina, no Uzbequistão e na Moldávia foi bem mais legal”.
- a boataria do Daft Punk com Phoenix… tsc tsc… Cada coisa que o povo espalha…
- alguém achou que Billy Corgan não fosse ser o Billy Corgan?
- A Popload, por perder o show “incrível” do filhote da nação, o Holger.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags:

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79 comentários para “Planeta Terra Festival: Os “Win”, os “Fail””

  1. Marcela disse:

    Melhores shows: Mika e Phoenix. Sei disso pq realmente assisti os shows, ambos deram mtu mais do q o publico esperava e deu pra sentir isso da galera depois das apresentações. Qm assistiu o show praticamente do Indie Stage não pode/deve dar mta opinião, Lúcio. O Of Montreal é mtu bom ao vivo tbm!

  2. Vicente Neto disse:

    O Holger foi melhor que o Smashing Pumpkins! #TerraFacts

  3. Capitão Trozob disse:

    Até o Lúcio que foi quem inventou esse holger aí não assistiu o show dos caras … zuad … zuad …

  4. Tatoogirl disse:

    Sensacional os comentários…Corgan é o Corgan o resto é comentário inútil rs

  5. Vicente Neto disse:

    Acho interessante pagarem pau pro Corgan e esquecerem o Stephen Malkmus…
    Mas deixa isso de lado…
    Os shows q mais compensaram nesse Terra: PAVEMENT (é claro) e Phoenix (que a galera correspondeu super bem).
    Smashing foi totalmente desanimador, a banda nem tem mais entrosamento e essa galera nova nem tem cara de Smashing Pumpkins. Quem amou o show deles foi por pura babação de ovo pro Billy Corgan!
    Smashing sem a Darcy e companhia nem é Smashing!

  6. Pablo disse:

    Pavement foi de chorar, não sai do meu cortex…
    E holger me supreendeu positivamente, muito bom….

  7. Gustavo Oliveira disse:

    O Holger foi mil vezes melhor que o Pumpkins, e eu briguei com a patroa para vermos Passion Pit e não Phoenix, no final ela saiu cantando: “Higher and higher and higher…” #littlesecrets

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