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21/07/2010 - 18:25

Uma música “f*cking special”. Ainda

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* Uma das principais músicas da cultura indie em todos os tempos, por tudo o que ela significa, por pertencer a quem pertence e por dizer o que diz e por ter dois ritmos bem diferentes numa canção só, o hino “Creep”, do Radiohead, anda bombando forte ainda hoje em dia.
A música ganhou nos últimos dias (mais) duas versões dramáticas, bem no estilo corta-pulsos.

Uma delas, já há algum tempo na internet, é a da Amanda Palmer, metade do grupo Dresden Dolls. Conhecida pelo modelo faça-você-mesmo de trabalho, Amanda faz de tudo: grava, publica, pinta e vende as camisetas, divulga os shows e os CDs em seu site e no twitter, vende os próprios ingressos, vende até a casa se for preciso. Tudo online. Agarrada ao seu ukelele, ela participa aqui, da sessão de pocket shows do Black Cab Sessions. Teatral e sofrida, como se a original já não fosse, a “Creep” da Palmer ficou assim:

Ela acaba de lançar um CD só com covers do Radiohead. O resultado dessa “ousadia” não ficou ruim, não. Fuçando online você já consegue ouvir tudo, ou dá para ajudar a moça e comprar diretamente do site dela. É naquele esquema que o próprio Radiohead ensinou pra gente: pague-quanto-quiser. No caso da Palmer, o lance mínimo é de 84 centavos de dólar. Há também uma caprichada versão em vinil, por 20 doletas (ou mais). Ah! Você também pode comprar ukeleles customizados por ela, em I PAINTED THIS FUCKING UKELELE MYSELF.

O tracklist do CD “Amanda Palmer Plays The Popular Hits of Radiohead on her Magical Ukulele” é esse:

1. Fake Plastic Trees
2. High And Dry
3. No Surprises
4. Idioteque
5. Creep (Hungover at Soundcheck in Berlin)
6. Exit Music (For A Film)
7. Creep (Live in Prague)

* Já a outra versão é para a trilha do tal filme sobre “uma rede social”. “The Social Network”, seu título, é uma produção sobre o criador do Facebook, logo já chamado de “o filme do Facebook”. “The Social Network” ganhou um trailer controverso. Uns acharam dramático de mais. Outros, que ele é realista de menos. Mas, o que eu mais ouvi dizer e estou quase concordando, é que a música “Creep”, usada no trailer oficial do filme, tem óbvias “segundas intenções”. Ok, é um coralzinho melancólico de crianças cantando, que “coisa meiga!”. Mas alguém já parou para prestar atenção na letra da música? Tudo bem que aqui no Brasil ela deve servir até de “música de namoro”, mas apesar do “fucking special”, a historinha contada ali não tem nada de bonitinha.

O “I’m a creep”, vejam bem, ecoa bem na hora em que o Mark Zuckerberg (interpretado pelo Jesse Eisenberg, o herói de “Zumbilândia”) aparece. Como se, em português, criancinhas cantassem, a zero por hora: “Sooou ummm filhoooo daaaa p*****ta, soooou uuuuum estranhããão”.

O trailer é literal o tempo todo (quase cafona). A música rola enquanto imagens tiradas de perfis do Facebook mostram exatamente o que a letra diz. Até que o Zuckerberg, hoje um dos empreendedores mais bem-sucedidos do mundo, aparece e…. “BUT I’M A CREEEEEP”. “Tadinho” do Zuckerberg. Veja você mesmo:

* Não resisto a lembrar da memorável passagem de “Creep” no fantástico “Beavis & Butthead”, programa-espelho dos anos 90 da MTV, quando a MTV tinha alguma significância cultural. Beavis pedindo paciência para o Butthead, dizendo que a música vai ficar legal logo, enquanto “Creep” segue calminha, chorosa. “É melhor começar a ficar mais rock, senão eu vou dar a esses caras um verdadeiro motivo para chorar”. Na hora da quebradeira, eles vibram com as guitarras de “Creep”. Depois que a música volta a ficar calminha, Beavis indaga: “Por que eles não tocam só a parte bacana da música nela toda?” Gênios.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags:

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3 comentários para “Uma música “f*cking special”. Ainda”

  1. Fernando disse:

    a menos pior ainda é a do Korn…

  2. Edson disse:

    mas essa música é f#da!

  3. Ficaram melhor do que com o Wagner(pede pra sair)Moura.

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