A new wave brasileira: LUCY & THE POPSONICS
O terceiro episódio do nosso seriado indie vem de Brasília e é um trio formado por dois pequenos seres humanos e uma máquina. Com três anos de carreira, portanto verdadeiros veteranos da música independente nacional, uma vez que já tocaram por todo o Brasil, nos EUA e na Europa, em festivais de renome lá e cá, a Popload traz desta vez o delicioso Lucy & Popsonics, que lança em agosto seu segundo álbum, “Fred Astaire”. Ouça uma inédita faixa do novo CD, que você até vai achar que já conhece. Talvez porque conhece mesmo.
O primeiro erro a se cometer ao fazer contato inicial com uma banda como a Lucy & Popsonics, ao ouvir a voz doce da vocalista (e baixista) Fernanda, é achar que vem aí mais um grupo de popinho fofinho. E achar ainda que ela á a Lucy do nome do grupo. E que o franzino e de óculos Pil, seu parceiro guitarrista e programador, está ali para contribuir com a porção meiga do indie nacional.
Fernanda, Pil e Lucy, a bateria eletrônica, são um caminhão sonoro descendo uma ladeira sem freio. Um dos shows ao vivo mais brutais e pesados da música independente brasileira, sem perder a ternura, o Lucy & Popsonics, surpreendente electropunk capaz de fazer lembrar num minuto o Pato Fu e no instante seguinte o desvairado Crystal Castles, é de Brasília e em curtos três anos já foram mais longe que 97% das bandas “sérias” que este país já teve.
Já os vi tocando em Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, no Planeta Terra, no Texas (South by Southwest), no estúdio do iG, mas tive muito medo quando eles se apresentaram no palquinho do Vegas, no ano passado, e expulsaram do lugar metade do público presente com um show à la Sepultura, enquanto hipnotizaram a metade restante.
Enfim, depois do primeiro CD, “A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas”, do hit “I Wanna Be Your Tamagotchi” e lançado pela Monstro Disco (a Sub Pop braileira), agora o Lucy & Popsonics, que já fizeram show até em Springfield, EUA, lançam mês que vem seu “second come”, o álbum “Fred Astaire”, já em alta rotação na redação da Popload em todas suas 10 faixas, 40 minutos.
“Fred Astaire” (a capa é desenhada pelo artista Zé Otávio, de São Paulo) segue a toada do primeiro disco. O que Lucy & the Popsonics tem de bom se mantém, que é o confortável desconforto electropop de achar que a música é suave quando não é, de ser quase MPB quando ela vai gritar tipo disco punk, de parecer fácil quando é rebuscada. Isso tudo multiplicado por 10, quando é ao vivo.
John, do Pato Fu, é quem quis produzir o disco novo dos Popsonics. Isso numa combinação feita já desde 2008, quando a banda tocou junto. A minha referência ao Pato Fu do começo do texto foi proposital. Tanto quanto à sobre o Sepultura. No disco novo dos Popsonics tem a releitura electrobrasiliense para “Refuse/Resist”, hino dos Cavalera. Com a Lucy se espancando na bateria, o Pil fazendo o suinge metal programado e a Fernandinha gemendo feminina no mais masculino dos terrenos musicais. “Refuse/Resist”, agora do Lucy & The Popsonics, a única música não composta por eles para o disco novo, você ouve aqui, assim:
Uma novidade: Lucy & The Popsonics vai ter um baterista de carne e osso ao vivo. É o Beto Cavani, que divirá os beats com a Lucy, sem aposentá-la, veja bem. Muito pelo contrário, afirmou Fernanda Popsonic. “Lucy vai ganhar na verdade mais potência e realidade. O Beto Cavani e um baterista nato de música eletrônica e já tirava há 10 anos atras as baterias do prodigy. Ele entrou depois de uma seleção nacional que fizemos. Sem desqualificar ninguém ele foi a pessoa que mais soube utilizar a Lucy e engrandecê-la. Ele entende prefeitamente quando ele deve entrar e quando ele tem de deixar a Lucy trabalhar.”
Promessa de show ainda mais explosivo. Em setembro, a banda vem lançar o disco com apresentações em São Paulo.
Outra faixa do CD “Fred Astaire”, “Popdollkiller”, pode ser ouvida em vídeo recém-postado pela banda em seu MySpace.
Popdollkiller – LUCY AND THE POPSONICS
Enviado por NACOPAJAZ. – Buscar outros videos de Musica.





Vai ter um post sobre Hey Champ tb né Lúcio?
AE VÉIO, E O QOSTA?
vi o show deles no Planeta Terra em 2007?2008? e gostei bastante
New Wave brasileira? Se não falar da Blitz perde a credibilidade hein Lucius.
Lucy and the Popsonics foram resultado da colisão do ônibus do Devo com o do Exploited.
Acompanho o trampo deles faz uma cara já, e tou ansioso pacas por esse novo trampo. Parabéns pros “três” !!
representantes do verdadeiro underground brasiliense, vulgo CONIC.
Ao ouvir senti que a música brasileira ganha uma nova cara uma cara diferente…Sucesso!!!
Teve um evento alternativo aqui no D.F. , pelos 5o anos, onde eles apresentaram as músicas novas e eu gostei demais. Comprei o primeiro e comprarei o segundo com todo prazeeeeeeeeeeeeeeeeeer!!!!!
BEIJARCTICS, LUCINHO!
[...] A new wave brasileira: LUCY & THE POPSONICS – Popload, 19 de julho [...]
O Beto é ( baterista ) é muito bom mesmo, o cara é dedicado, eu me lembro que desde pequeno ficava no quarto dele tocando uma betera improvidada de madeira e mandava muito bem. O que conta mesmo é sua dedicação e assim vai longe, Sucesso Betão! Mateus do G