A morte (e o renascimento) do indie. A maldição da múmia. A semana no Twitter. E outras histórias
* Boça maldito, hahahahaha. “The mummy loves heavy metaaaaaaaaaaaaaaal”.
* Glorioso em um dia, sonolento no outro. A performance do Franz Ferdinand na festa do vídeo da MTV, para “No You Girls, uma noite depois do show da The Week, perdeu em animação, peso e muito susto (hein?) para a do Massacration.
* E eu que pensei que a coisa mais apavorante da noite era estar sentado muito perto dos caras do Jota Quest. Hahaha, quase engoli o iPhone.
* Falando em apresentação para a TV…
* WALKMEN NO BRASIL - Numa semana de divulgação de vários shows futuros por aqui, chega à Popload a ótima notícia que o ilustríssimo grupo do grande Hamilton Leithauser toca em São Paulo e outras praças em dezembro. Luxo.
* QUEM PRECISA DO MGMT QUANDO SE TEM… FRANK JORGE - “Quero dar uma banda. Quero dar uma volta. Quero… dar um rolêêêê.”
Gênio.
* PROMOÇÃO PLANETA TERRA FESTIVAL: SONIC YOUTH, PRIMAL SCREAM, TING TINGS E VOCÊ - Vamos começar isso de uma vez. A Popload dá a largada no sorteio de DOIS PARES de ingressos para o festival PT, que acontece no dia 7 de novembro no Playcenter, em São Paulo. Concorra mandando seus pedidos nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. E, por favor, não faça como a menina que faturou o ingresso do Franz Ferdinand, que quase teve um infarte quando recebeu meu email avisando do resultado. Obrigado.
* O INDIE MORREU? QUE “NOVO INDIE” É ESTE? - Nesta sexta-feira, na Funhouse, pela conversa que tem corrido pelos bastidores indies, deve acontecer uma das últimas edições da festa “R-Evolution”.
Tradicional festa indie das sextas-feiras, a “R-Evolution” existe desde que a Funhouse existe, tipo 2002.
- A Funhouse foi um dos primeiros redutos paulistanos a fazer a “virada da cultura indie” do marasmo para a animação, como um resultado material da revolução virtual do começo dos anos 2000, e na esteira da revigoração do rock, chacoalhado à época pelos novinhos Strokes e White Stripes.
Só que, sete anos depois, a Funhouse está perdendo seu fôlego, com o fim da antiga “R-Evolution” e a mudança de endereço da “Funhell”, a bombada festa de quarta-feira que deixa o lugar para ir fazer bagunça às sextas no clube Vegas.
- Neste sábado, o velho-de-guerra grupo paulistano Jumbo Elektro lança na choperia do Sesc Pompéia o “Terrorist”, seu propagado último álbum. E, dizem eles, a apresentação ao vivo no Sesc pode ser a última da banda.
- Não faz muito tempo, a festa Peligro, outro “monumento indie” paulistano, que era de um núcleo de agitadores que promovia shows, lançava discos e começou na outrora famosa garagem do Milo, encerrou suas atividades, dentro do clube Neu.
- Lá na Inglaterra, um dos grandes nomes do rádio britânico dos últimos 15 anos pelo menos, o locutor Steve Lamacq, foi tirado fora do ar pela Radio One e colocado somente com programas na internet.
- Eu, frequentador de rock e de noite há muitos anos, tenho notado faz tempo que o gás da turma que protagonizou a tal “virada” em 2000/2001 acabou e eles estão saindo de cena. E, mais ainda, percebendo que o “flip” geracional virou total. A chavinha girou.
- Nessas minhas andanças para tocar em festas de vários lugares do Brasil, nunca gostei muito de tocar em Porto Alegre, por exemplo. Até este ano.
Antes, achava as festas meio devagares, uma galera a fim de “clássicos” indies ou rock standard mais do que de novidades. Nada de mistura de estilos. Característica local.
Pois agora em 2009 já estive por lá tocando em umas três ocasiões e percebi que o público gaúcho é outro, mais animado, mais antenado, olhando para a frente, mais receptivo ao novo. Nova característica local.
- No show do Oasis este ano no Rio de Janeiro, em vez de encontrar os indies cariocas das antigas cantando abraçados “Live Forever” e outros hits dos 90 da banda (da época em que ela era boa), vi um Citybank Hall abarrotado por molecada, todos gritando letra por letra as músicas novas.
- Os lugares em que toco aqui em São Paulo cada vez mais enche de moçada de 20 e pouquinhos anos. Menos até. No Alley tem um grupinho cativo de jovens indies coreanos que não perdem uma Pop!Up. Indies coreanos!!! No Vegas, na PopFellas, uma vez praticamente interpelei na pista uma garota tipo 18, 19 anos que cantava com conhecimento espantoso qualquer coisa que eu tocava na pista. De La Roux a XX, de Dirty Projectors a Passion Pit, dos “mais conhecidos” MGMT a Friendly Fires.
- Eu: “Onde você se informa sobre música? Qual rádio você escuta? Que revista e jornal você lê?”
- Ela: “Nada disso que você falou. Tem um milhão de lugares em que eu fico caçando coisas sobre música, mas todos na internet”.
- Antigamente um ser que estava nas baladas mais pela música do que por outras coisas (leia-se “paquera”), o indie era considerado em sua maioria um ser nerd, assexuado e que pouco dançava em pista. Uma balada na Funhouse ou no Milo, minhas amigas costumavam (costumam) dizer, sempre acabava (acaba) no “0 a 0″. Hoje, tenho visto, o novo indie é bem mais dançarino e “pegador”. E acaba levando o “velho indie” a tomar gosto pela história também.
- Talvez nada a ver ou tudo a ver. Teve uma reportagem mais ou menos recente do jornal “The Guardian” que dizia que o Friendly Fires, uma das bandas indies mais bacanas dos últimos anos, odeia quando chamam a banda de indie: “Nosso som tem mais a ver com a Madonna”, declaram.
- E, possivelmente o maior exemplo de que a chave geracional visivelmente e abruptamente virou na música pop, compare estas duas trilhas sonoras de filmes novos:
1) “500 Dias com Ela”. O filme indie do ano, garoto de uns 20 e tantos ou 30 e poucos tem desventuras amorosas com mocinha de mesma idade. A trilha sonora foca Smiths, Joy Division, embora tenha até um Belle & Sebastian e alguma coisa mais nova…
2) “New Moon”, o novo longa da saga vampiresca “Twilight”. O filme tem em sua trilha para teenagers de 11 a 17 anos Thom Yorke (!), Muse, Killers, Lykke Li, Grizzly Bear, Editors…
O indie como o conhecíamos está morto. Um “novo indie” pegou o bastão e está muito vivo. Essa foi só uma pensata inicial sobre o assunto. A gente volta a ele mais vezes, tenho certeza.
* O QUE EU APRENDI COM O TWITTER NESTA SEMANA – Mais uma edição da seção campeã de audiência da Popload, o espacinho dedicado ao que a gente viu de melhor (ou não) nesta semana no Twitter. Vimos isso:
@manuellasg: a maior modalidade nas Olimpiadas no Rio? Corrida de bala perdida
@redufit RT @ftrc RT @amandamelito: atitude seria Marcelo Camelo com uma camiseta “free polanski”
@pterron: Melhor momento do VMB: Lúcio Ribeiro vs Múmia.http://tinypic.com/r/msk3e0/4
@lucioribeiro: Cacete, q susto [com a múmia]. Depois achei q era o thiago ney, haha
@abazzan: AHAHAHAHAHA a múmia zuou o lucio ribeiro, pode muito ir embora kapranos
@djmulher A DANI CALABRESA é o ZACHARIAS de VESTIDO COQUETEL. #VMB
@anabean Desculpa, tô chegando no VMB agora e posso ter perdido alguma coisa, mas… por que a Marina Person tá fazendo a Vanusa on ecstasy?
@NMEmagazine Pixies kick off ‘Doolittle’ tour in Dublin http://bit.ly/18IIE9
@neozeitgeist: packt like sardines in a crushd tin box#franzferdinand
@vcunha Chris Novoselic escreve sobre o Nirvana, a briga com Axl Rose e Brian May: http://bit.ly/3hpGXS
@tiagoagostini A cover de “Time To Pretend” do Frank Jorge q foi melhor que todo show do MGMT http://bit.ly/2m2GMa
@hectorlima Trailer da série FLASH FORWARD c\ suas infos do facebook: http://www.flashforwardexpe… via @sagas
@caffarena Gente, o Doctor Who tá namorando a mina da banda dos modeletes cariocas!! Bafo!!!!!!! http://bit.ly/U9wVM
@pitchforkmedia Portishead working on new album. Geoff Barrow: “if all goes well it could be [out] in a year’s time”.
@arnaldobranco Devem ter dito pro Tarantino que ele teria que assistir a algum filme brasileiro.
@trabalhosujo Tropa de Elite sueca – http://migre.me/7LAq
* Não pensa que acabou, não, Brasil. Mas, enquanto não volto, vou deixar vocês com uma banda incrível:
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: Frank Jorge, Indie, MGMT, Planeta Terra, Twitter, Walkmen


Eu quero ingressos pro Planeta Terra!!!
Só não consigo concluir se este novo indie vai ser melhor ou pior…Mas fico inclinada a achar “pior”
Quero concorrer ao ingresso para o Terra, please!
Lucio, me da os ingressos do PT POR FAVOOORR!!!!!!!!
Poxa Lucio, não tenho culpa que vc me pegou desprevinida, hehehehehehe =D
Aliás, gravei alguns videos do show do FF na The Week, se quiser lhe mando os links.
Beijo e obrigada por ter ajudado a fazer do dia 30/09 um dos mais divertidos EVER =)
Ingresso para o PT, please! Estou me sentindo com sorte hoje!
Se eu ganhar ingresso pro Planeta Terra prometo não ter infarte… Mas na hora que os Stooges tocarem “Search and Destroy” não prometo nada…
Por favor,não quero perder o sonic youth outra vez!!!quero um ingresso!!!!!
eu quero ingresso pro Planeta Terra!!!
curti o Frank Jorge. maneiro.
Snif, faço parte da nova velha guarda do indie. Saudades dos anos 2000 a 2005. Por isso preciso muito ver o Sonic Youth e o Primal Scream!!! Por favor Lúcio me salve! Preciso dos ingressos!
Quero taaaaaaaanto esses ingressos! Sabe como é, aqui em Curitiba ñ temos mais nenhum festival grande nem mesmo shows do porte do PT. Devagar quase parando… Ajuda eu!?
Eu quero ingressos pro Planeta Terra, caralhooooo!
^^
Agradecida.
Opaa, eu quero planeta terra.. uhuhu
sonic youth ai vou eu!!!
[...] o Lúcio levantou uma interessante discussão sobre o indie no Brasil. Ele ainda existe? Do que ele gosta? Seu comportamento mudou ao longo dos [...]
Cara! Muito bom essa do camelo! Até “twittei”! kkkkk!
Quero ingressos pro PT!!! Não quero perder o SY de novo, e o Iggy Pop pode “bater com as 10″ logo logo, então… Obrigado!