Brüno. Andreas. Alex Monkeys. Alex Ferdinand. Michael. E o Noah
* Brüno
* This is a song for anyone/ With a broken heart (Noah and the Whale).
* Popfellas?
* Trident de sabor chocolate+menta. Sorvete de Goodbye Yellow Brickle Road”, da Ben & Jerry’s, com a foto do Elton John no potinho e sabor de chocolate + peanut butter, com pedaços de balas Brickle de café e pedaços de chocolate branco. Que mais, Londres?
* Mais isso:
* Ele é fashionista. Ele é austríaco. Ele é fabuloso. Ele é o Brüno. E a Inglaterra só fala dele. Por causa do filme dele, que estréia sexta-feira aqui. E por causa do Brüno a Inglaterra está uma bagunça.
* Brüno está na TV, nas capas das revistas, no ônibus de dois andares, em tamanho natural em totens de papelão em muitos lugares da cidade. Brüno é bobagem pop, but I like it.
* Fazia tempo que eu não vinha a Londres no verão, acho. No verão mesmo, esses com Sol, dias lindos e noite começando 22h30. Um milhão de moradores e o triplo disso de turistas nas ruas, todos com caras de felizes. De artes a música a cinema a gastronomia a literatura, passando obviamente pela música, tudo acontece aqui. Você faz 100 coisas num dia e volta para casa com a sensação de vazio por ter perdido outras 500.
* Basement Jaxx, Dizzee Rascal, Madonna, The Streets, The Virgins, Killers, Kanye West, Florence and the Machine, Snow Patrol, Dogs, Digitalism, Afrika Bambaataa, Fischerspooners, Jack Penate, Silversun Pickups, Lil Wayne, Siouxsie discotecando, Glen Matlock tocando Sex Pistols acústico (??), Take That (??), !!! (???). Perdi tudo isso nos últimos três dias. Ou, melhor, “deixei de ver”.
* Vamos ver se eu não deixo de ver o Franz Ferdinand e o Passion Pit hoje no iTunes Festival. Esse festival de atrações duplas cujo lema é “31 Noites, 62 Bandas, 1 Lugar” que acontece todo dia, de 1º de julho a 31 de julho no Roundhouse, em Camden Town.
* PIXIES TOCANDO O “DOOLITTLE” - Vende que nem água desde este último final de semana os ingressos para a residência de quatro noites da seminal banda Pixies no Brixton Academy, em Londres. O sobrevivente Frank Black vai reunir novamente sua turma para tocar apenas o seu segundo álbum, o fantástico “Doolittle”, de cabo a rabo, mais os B-sides de seus poderosos singles. Os shows, aqui em Londres, acontecem em outubro, de 6 a 9. A turnê do “Doolittle” começa na verdade na Irlanda, dia 1º/10 e se extende depois com apresentações únicas na Alemanha, Bélgica, Holanda e França.
“Doolittle”, terceiro álbum se você não considerar o “Come on Pilgrim” um EP, é de 1989 e portanto está fazendo 20 anos, por isso a turnê comemorativa. Um dos mais importantes documentos do rock alternativo americano, que ajudaria a moldar o rock nos anos 90, o “Doolittle”, todo artístico, bíblico e cheirando a morte, começa com “Debaser” e termina com “Gauge Away” e qualquer uma de suas 15 músicas é um clássico. “Here Comes Your Man”, fácil, foi a música que mais tocou na história em rádios de rock do Brasil. Não é raro o álbum aparecer nas infindáveis listas de melhores discos de todos os tempos.
Se essa turnê for durar, eu tenho um palpite bobo de onde ela pode passar.
* ALEX MONKEYS – O mundo indie espera ansioso pelo dia 24 de agosto, quando o Arctic Monkeys, aquela banda, lança (oficialmente) seu aguardado “Humbug”, terceiro álbum da carreira deles. Enquanto “Humbug” não aparece nem pela net, “Crying Lightning”, o primeiro single, que já apareceu aqui na Popload em versão ao vivo no festival australiano Big Day Out, foi lançada hoje na Radio One aqui em Londres, pelo sempre esperto Zane Lowe. Dá uma olhada no jeitão “cantor de cabaré” do Alex.
* ULYSSIIIIIIIIIIIIIIIIS – FRANZ FERDINAND AO VIVO – Rolou o grande show da banda escocesa Franz Ferdinand no famoso Roundhouse, casa onde até o Jimi Hendrix tocou quando ele era do tamanho do Franz Ferdinand, hehe. Parte do festival iTunes, realizado todos os dias de julho no Roundhouse com duas bandas diferentes, o FF teve abertura do Passion Pit. Imagens e/ou vídeos do pequeno grupo de Boston entram no próximo post.
O show do Franz Ferdinand teve temperatura interna de 200ºC, para variar. Nenhuma novidade até aqui no astral da apresentação da turma “gente boa” do Alex Kapranos. O negócio é que me surpreendeu as músicas novas (do disco “Tonight”) estarem mais explosivas ao vivo do que os grandes hits da banda. Esperava obviamente o contrário. Dá uma olhada em “Ulysses”.
Foi impressão minha ou no começo do vídeo o Kapranos fez o “Moonwalking”? You never, you never, you never, you never, you never…
Falando nisso, claro que teve uma homenagem do Franz para o astro pop morto recentemente. Os escoceses tocaram uma música especial para o cara. Veja só:
Estou zoando, óbvio. Foi mal, Michael.
O show do FF no Roundhouse começou tranquilão, galera comportada, então fui indo bem para perto do palco. Logo veio o pandemônio Franz e aí era tarde demais para eu sair de lá. No decorrer dos posts eu vou colocando uns “momentos Franz”. Por enquanto, confira no setlist do show quais foram as músicas que eles tocaram.
* NOAH, A BALEIA E A MÚSICA MAIS BONITA DO MUNDO HOJE - Essa é de cortar o coração. Cortar, estraçalhar, pisotear. Está alto verão na Inglaterra, mas por aqui as pessoas sentem a alma gelar quando toca no rádio a belíssima “Blue Skies”, novíssima música do quarteto Noah and the Whale, banda de Londres que lança seu segundo CD dia 31 de agosto.
Noah and the Whale seria chamada de banda folk se fosse dos EUA, como todas as bandas de som tranquilo e elaborado o são hoje em dia. Tem violão? É folk.
Mas aqui se trata de um grupo de perfect pop, baseado em guitarras, que usa piano ou metal na hora em que quer machucar. Sabe banda que tinha tudo para ser do norte da Inglaterra ou da Escócia, que compõem naqueles cenários lindos e solitárias de paisagens verdes de um lado e mar de pedra no inverno de outro?
“Blue Skies”, a música, é da estirpe de canções especiais e arrebatadoras quando surgem, na linha “Silent Sigh”, do Badly Drawn, ou “In My Place”, do Coldplay, quando o Coldplay era…
A música do Noah and the Whale começa direta: “This is a song for anyone with a broken heart. This is a song for anyone who can’t get out of bed”. Sério…
Na verdade, “Blue Skies” é “para cima”, hahaha. Com esperança. A felicidade vai vir, acredita a música. Embora seja duro esperar por ela, completa.
O grande “problema” de “Blue Skies”, para mim, é o “broken” cantado no começo pelo delicado Charlie Fink. Ele canta “broken” de um modo… quebrado, sofrido, propositadamente desafinando. Repara para ver.
“Blue Skies” tem original no MySpace da banda ou neste único vídeo que eu vi para a música no Youtube, em versão ao vivo, em show de Toronto (Canadá).
“Blue Skies” está arrebatando tantos fãs que está refazendo os planos da banda. No final de agosto eles lançam o álbum “The First Days of Spring”, que seria puxada por um single que tem o mesmo nome do álbum. “Blue Skies” seria o segundo single, a ser lançado em outubro. A coisa pode se inverter.
Tem uma hora de “Blue Skies” que Fink canta assim:
“This is the last song
that I write/
While you´re even on my mind/
Cause it´s time to leave those feelings behind
Oh cause blue skies are calling/
But I know that it´s hard”
F*ck….
* LONDRES: POPSCENE – Aqui você anda na rua e encontra coisas assim. Clica para ver maior e inteira:
* BRÜNO: “VASSEVER” - Lá vem ele. Estréia nesta sexta-feira nos EUA e aqui no Reino Unido (e mais em uns 20 países de todo o mundo) o filme “Brüno”, mais uma palhaçada sem sentido do engraçado ator Sacha Baron Cohen, que há uns dois anos deu ao mundo o “Borat”.
“Borat is so 2006″ é a campanha do filme sobre a persona fashionista de Cohen. Não só fashionista. Jornalista fashionista gay austríaco. Ele atua onde o mundo badalado mais gosta: no mundo da moda, das celebridades, do entretenimento. “Brüno” é um desses “mockumentary” dos mais reais.
Se você reparou bem na internet, TV, revistas nos últimos dias, Brüno está em todas. Mas aqui na Inglaterra, para variar, beira o absurdo a onipresença do fashionista gay austríaco e jornalista. Se você pensa que a coisa parou naquela papagaiada com o Eminem na premiação da TV, olhe de novo.
Brüno está no metrô, nos ônibus, no “Guardian”, no “Times”, em 100 programas de TV nos cinco canais abertos da Inglaterra, nas rádios, em bonecos de papelão de tamanho natural em porta do cinema, em conteúdo de celular, nos pendrives de brinde do “News of the World” no domingo passado. Óbvio, Brüno foi destaque da parada gay em Londres no final de semana.
O “Observer” de domingo passado trouxe na capa de sua “Woman Magazine” um “cara”. Chamado Andreas. Ele é o Brüno real. Gay, fashionista, austríaco. É o assistente direto da estilista Vivienne Westwood, a “madrinha do punk”.
“Brüno”, o filme, que estréia no Brasil no dia 31 de julho (podia ser pior), tinha outro nome quando a idéia de sua realização surgiu. Assim: “Bruno – Delicious Journeys Through America for the Purpose of Making Heterosexual Males Visibly Uncomfortable in the Presence of a Gay Foreigner in a Mesh T-Shirt”. Mas optaram apenas por “Bruno”, haha. O filme está confundindo os órgãos que estabelecem a censura, da Austrália à Alemanha. Na Austrália, que é sossegada nesse sentido, “Brüno” chegou a ganhar um R 18+ e teve de ser editado para passar para mais gente.
Brüno, que fala um “inglês austríaco”, recentemente botou fogo no programa do apresentador Conan O’Brien, no “The Tonight Show”. A entrevista foi bem engraçada e o “fashionista austríaco” fez sua sexy dance na mesa de O’Brien, para depois sentar no colo do apresentador.
Brüno e o Michael – Uma cena contendo uma zoação a La Toya Jackson, irmã do MJ, foi removida às pressas do filme numa edição extraordinária, antes de o filme ser distribuído. Com a repentina morte do astro pop, caiu fora o momento em que Brüno, aloprando a La Toya, rouba o celular dela para ligar para o Michael.
Vou poupar você de ver mais cenas do “Brüno”, tirando a foto gigante do começo do post, hahaha. Mas já lhe digo que Brüno é gente fina. Adotou uma criancinha africana. Trocou por um iPod. E botou o bebê dentro de uma caixa e despachou como bagagem na viagem de volta à América.
Tal qual Borat, Brüno zoa geral e sem medo. Dizem que, se você achou “desconfortável” a cena em que o Borat vai ao banheiro e traz o “resultado” num saco plástico à mesa de um jantar fino, espere ver o que ele aprontou no Arkansas, terra onde “minorias” não são muito bem-vindas.
Sacha Baron, ou o Brüno, foi até uma cidade redneck para promover um grande evento de luta livre. Fake, óbvio. Criou o evento “Blue Collar Brawlin” e disse que iam ter cinco grandes lutas a apenas U$ 5 o ingresso, balada cheia de garotas e com cerveja gelada custando U$ 1. Espalhou o flyer com a info e recebeu na “arena” cerca de 1.500 pessoas. Depois de quatro lutas medíocres, o público local já achando que foi ludibriado, entrou no ringue os dois últimos oponentes. Brüno e um sujeito apresentado como “Straight Dave”, hahaha.
Começaram a “luta”, um rasgando a roupa do outro, e passaram a se beijar e se lamber no ringue. Foi mais ou menos isso o que aconteceu…
Cinema de arte.
* POPFELLAS: A “NOVA” BALADA - Crescem os empreendimentos Popload Inc. Já tem o blog, vai ter o site, tem a rádio Poploaded, o festival Popload Gig e agora… Popfellas. Na verdade, a POPFELLAS é a significativa repaginação da parte que me cabe na Rockfellas, a festa de rock do clube Vegas, um dos mais importantes espaço de baladas do país. De balada e agora de shows.
A partir desta quinta, feriadão dia 9, temos uma pequena mudança na minha residência de mais de três anos. O underground vai virar “overground”. Minha balada sai do porão, ganha o palco para bandas e o salão principal do Vegas, porque “os modernos estão tomando conta da Rockfellas, empurrando o ‘rock velho’ para baixo”, disse um dos donos do clube.
Então, já que é assim, ganho companhia de dois outros DJs, o Rafael Urenha (Party Íntima) e o Focka, para tocar indie dance, disco punk, funk metal, electro rock e todas as combinações dessas vertentes, misturadas.
E vai ter banda. As principais movimentações de novo rock e afins da cena indie brasileira vão ganhar precioso espaço no palco do Vegas. Nesta quinta, a estréia fica por conta do incrível The Name, disco punk sério de Sorocaba, São Paulo. Porque, não sei se você notou, Sorocaba está bom-ban-do.
A Popfellas vai ter esse formato, então, a partir de quinta agora e quinzenalmente. Dia 23, as discotecagens da balada vão abrir espaço para o “internacional” trio Télépathique, fino.
Logo mais divulgo outros detalhes da Popfellas e a programação de agosto. Por enquanto, fique com o flyer. Sinta-se convidado à Popfellas.
* PROMOÇÃO LONDRES – Segue o sorteio dos famosos “prêmios de viagem”. Melhor: acrescidos de outro bem bacana. Concorra nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Jump.
1. Uma camiseta lindona, verde, tamanho M, oficial, da volta do Blur. É para meninos (ou ideal para). Tem o cachorro de óculos na frente e “blur” grande atrás, com menção ao Hyde Park 2009.
2. Uma “Q” his-tó-ri-ca do Michael Jackson, que saiu depois da morte do MJ, mas não é sobre a morte do Mj. Me entende?
3. Os singles “Can’t Stop Feeling”, novíssimo, e “No You Girls”, do Franz Ferdinand.
4. Uma camiseta “de meninas” do Franz Ferdinand. Tamanho M. Rosa. Lindona. Da última turnê.
* Por enquanto é isso.
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: Arctic Monkeys, Brüno, Doolittle, Franz Ferdinand, Londres, Passion Pit, Pixies



















Lucio, meus olhos até brilharam quando eu li dois single do franz sendo sorteados!
Pleeease, eu quero mais que tudo!
O Can’t Stop Feeling ou o No You Girls, vc que escolhe!
Já fico feliz de vc proporcionar uma promo com prêmios tão incríveis!
Te vejo pelo Vegas! ;)
E concorrer a camiseta feminina do Franz!!! *______*
MEU DEUS,
são os 2 singles do Franz pra uma única pessoa?!!
agora mais que tudo: ME SORTEEEEEEIA, LUCIOOO!!!!
eu quero qualquer coisa, menos a Q. Chega de MJ!
eu quero a camiseta do blur, mas como boa pobre, qualquer coisa serve, hahah
Ae ..camiseta do blur , please !
ta valendo qq premio!
=P
Eu sou de Sorocaba e posso afirmar: NAO TEM NADA BOMBANDO AQUI.
A cena musical da cidade é simplesmente deprimente. Um bando de pseudos “something”. Nada vira aqui.
COMO NÃO TEM NADA BOMBAMDO ? E EU BOMBANDO O BUMBUM DO BOLA ?!!! NÃO CONTA NÃO ?
EU QUERO A REVISTA!!!!!!!!!!!!
FELIZ DIA MUNDIAL do ROCK!!
Lucião,
Quero os singles!!!!!!!!!!!!!!
PROMOÇÃO LONDRES: QUEROI CONCORRER!!
PS – Pra mim o Doolittle é perfeito. Não tem um som ruim!!
Essa música do Noah & Baleia caberia em qualquer disco do The National… até o coro em falsete, a bateria atrapalhada e a voz de travesseiro do cantor.
Descobri hoje e já ouvi mil vezes.
Tá, eu to atrasado, mas eu realmente quero essa camiseta do Blur. nao custa tentar