Ela não quis ir ao Radiohead
* Popload em São Paulo. Eu tenho uma tendência pessoal a discordar dessa frase atualmente, mas depois dos últimos dias pop o que eu posso dizer é “Everything in its right place”.
* Cheguei tipo sete horas depois do h.i.s.t.ó.r.i.c.o. show do Radiohead na cidade, mas não se pode ter tudo na vida, não?
* Muita coisa para falar: Radiohead, Oasis, South by Southwest, Texas, Chile (!!!!!). Mas aqui só vai rolar Radiohead. O resto fica para quinta.

* RADIOHEAD OBRIGOU SHOW NO RIO – Uma conversa de bastidor me aponta que o show do Rio de Janeiro teve bem perto de não acontecer. Seriam dois concertos em São Paulo. Tanto organizadores quanto os agentes da banda imaginavam que um show do Radiohead num lugar tão grande quanto o Sambódromo seria fracasso de público. Mas a banda, bastante curiosa pelas constantes vindas do guitarrista Ed O’Brien ao país, disse que só viria ao Brasil se tocassem no Rio.
* “LUCKY” – A espeeeera toda por uma apresentação em carne e osso da banda de Thom Yorke parece ter valido a pena. Todo mundo dizendo que foi o “show da vida”, “show de uma geração”, “melhor de todos os tempos”. Amigo meu, macaco velho de shows internacionais (morou em Londres na época do grunge/britpop), soltou esta: “Esperei 16 anos por isso e valeu cada minuto. Estou impressionado até agora. Tenho 44 anos e ainda chorei na hora de ‘Lucky’”.
* A PESSOA QUE OUSOU NÃO IR NO RADIOHEAD – Mas não é bem assim que todo mundo amou o show. Outra amiga, a Fernanda, que viaja o mundo atrás de shows, frequenta baladas indies, bate cartão no Coachella e tudo mais, simplesmente, no dia, com ingresso na mão e tudo, resolveu “pular o show do Radiohead”. Não foi. Não quis ir. Voltou da praia mais cedo em dia de sol e resolveu “pular”. Com as amigas indo e tudo, telefonando ou mandando vários sms convocatórios inclusive, resolveu desligar o celular, comer Haagen Dasz e assistir seriado na TV.
- Como assim, Fernanda? “Não fui. Acho que foi uma histeria ao contrário. Era taaaaanta expectativa, tanta gente falando, tanta pilha, tantos sms, tantas ligações, tanta gente marcando de se encontrar, tantos especiais no Multishow, tanta gente falando q a vida ia mudar…”.
- Você não acha que a expectativa absurda, no caso do Radiohead, era justificada? Você não errou na política anti-hype? Você está arrependida? Você está sofrendo perseguição dos amigos por que não foi ao show? “Estou arrependida até. Eu sei que foi animal, nunca questionei a qualidade da coisa. Mas achei que era melhor eu deixar para ver o show deles numa ocasião menos histérica. E, sim, as pessoas estão tipo me tratando diferente. Outras acham que estou ‘escondendo’ alguma coisa. Sério, está f*da. Mas a real é que fiquei com preguiça de tanta gente junta esperando o melhor show da vida delas. Eu não sou boa com altas expectativas em massa.”
- Beleza, está explicado. “Você vai botar no blog? Não põe o meu nome. Ou põe, você que sabe. Já sou zoada anyway. Mas não bota meu sobrenome. Para não irem atrás dos meus familiares, haha…”
* PÚBLICO PARANOID – Amigos me contaram sobre um momento tocante no show, quando a banda finalizou o hit “Paranoid Android”. Canção terminada, música já se preparando para engatar o próximo hino, “Fake Plastic Trees”. Mas a galera continuou na boca a “Paranoid Android”, fazendo a segunda voz. “Come on raaaaaaaaaaaaaaain down on me.”
O Thom Yorke então “segurou” “Fake Plastic Trees” e, com o violão, começou a improvisar de novo a primeira voz sobre a segunda voz do público, dando sequência bizarra a “Android”. Quem viu, viu. Mas um áudio tirado de algum lugar da galera flagrou o momento assim:
* Tem muuuuuuuito mais até esta quarta nesta quinta.
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: oasis, Radiohead, Sxsw



Bom…as discussões sadias continuam………..antes de mais nada…..a família Neves Ribeiro comanda os meios de comunicação….ahahahahahaha….mas vamos ao que interessa…… NIN ano de formação 1988, logo após Trent Reznor deixar de tocar teclados numa banda que se chamava Exotic Birds, aonde tocou até 1987. E guardem essa infomação….o logo da banda (com o N espelhado à direita), foi inspirado pela tipografia feita por Tibor Kalman para o disco Remain in the LIght do Talking Heads, guardaram?
Pois bem…….como influências do NIN, podemos citar Pink Floyd, Joy Division, The Clash, Pantera e Skinny Puppy…….
Radiohead….a banda começou as atividades em 1986, mas com outtro nome….On a Friday, citando o único dia que eles conseguiam ensaiar……em 1991 eles começaram a gravar suas primeiras demos, com por exemplo Maniac Hedgehog……a pedido da gravadora eles mudaram o nome para Radiohead……citando uma música do Talking Heads, do álbum Trues Stories…veja lá de novo o Talking Heads…..e tem mais…..no documentário Impressions On a Kid A, Tom Yorke diz que amaioria das músicas do álbum de mesmo nome tem influência clara do disco Remain in the Light do Talking Heads….pela maneira como as músicas foram feitas………por isso essa discussão de quem influenciou quem………NIN ou Radiohead…também é masturbação mental sem conclusão….porque além de serem contemporâneas…..eles tem na verdade….a mesma influência sejam elas musicais ou visuais………..por isso por favor…….vamos ler mais e discutir menos sem base……NIN é foda e Radiohead também…..
querer comparar NIN com Radiohead é o mesmo que comparar Stevie Wonder e Roberto Leal.
NIN é legal mas é cópia total de Ministry, isso sem falar dos citados: Alien Sex Fiend, Einstuerzend Neubauten.
De toda maneira eu que não fico nessa de competir que uma banda é melhor que outra, que uma cidade é melhor que outra, etc. Coisa infântil.
Esse rótulo indie sucks total.
Agora Chega, que acabou a hora do almoço.
guria poser, deve ter engasgado com o sorvete caro. cara, aquilo foi lindo demais, acima de qualquer expectativa.
tá certa essa Fernanda!!!!!!!
Eu pagando duas passagens de avião BH/São Paulo/BH, hotel, táxi pra cima e pra baixo, perdendo dia de trabalho e a garota vendo o BBB9 com o ingresso na mão. Aposto que no show Caixa de Prego Band ela vai, pois aí não vai ter hype e vai ser indie o suficiente pra ela.
se a garota pode e tem dinheiro pra ir em qualquer apresentação deles pelo mundo, qual o problema dela ter ficado em casa??
queria ter a chance de assistir o show deles na terra deles tb…
“Maior show de todos os tempos ?”…”Revolucionário?”…A Lúcio Ribeiro, fala sério! E ainda tem um amigo bosta que vai em tudo quanto é show e também não sabe merda nenhuma, que viaja tanto quanto o autor. Meu Deus do céu. E Iron Maiden no Rock and Rio foi o que ? Pearl Jam em SP foi o que ? Queen, Roger Waters, AC/DC em 98, U2 foi o que ? Rolling Stones com 2 milhões em Copacabana foi miragem por um acaso ? Dont Fuck With Me Man ! Fuck Off esse seu amigo viajado de província. Pelo amor de Deus.
É incomensurável e nocivo esse ufanismo que você coloca em seus comentários. Não é a toa que existe comunidade no Orkut só para descreditar seus comentários. Você é motivo de piada. A melhor de todas pra mim é “Arcade Fire é o novo Rolling Stones”. Tem coisa mais imbecil do que isso ?
senhor michael, quem disse que alguem acredita nesse tal lucio ribeiro?
ah, as adolescentes punks que leem capricho sim, me perdoe.
Michel Alex Sander de Sousa,
Ridículo seu comentário. Não vi em nenhum momento o show do Radiohead sendo comparado com outro pelo blog. Cada um tem sua importância. O show de domingo foi SENSACIONAL. Eu fui no Queen em 1981 no Morumbi e acho que vc nem nascido era. Foi SENSACIONAL também. O Neil Young em 2001 foi SENSACIONAL. Assim como foi o U2 em 98 e 2006.
Voce sim está se comportando como um imbecil. Qual é a sua?
senhor will, fumiku pode chamar voce assim?
senhor michel alex .. sander (com espaço mesmo) nao disse que o blogueiro n° 01 dos “indies” comparou o show do radiohead com outros,
senhor will esta sendo injusto com senhor michel alex…sander (com espaço mesmo) , nao é mesmo?
e cada show tem sua devida importancia pro seu publico, só isso.
senhor lucio ribeiro rei dos “indies” que gosta de engrandecer tudo que diz.
fumiku ama radiohead antes de eles serem radiohead. assim como fumiku ama ramones, queen e todo tipo de róquenrou.
fumiku vai em shows. fumiku bebe. fumuku fuma. e fumiku se diverte.
fumiku é dos nossos. domingo no show do radiohead eu me diverti bastante depois de ter fumado, bebido e assistido Loser Manos.
Valeu Lucio, o coro final do publico em Paranoid Android foi indescritivel.
sim, o melhor show que são Paulo já viu.
abraço.
Adorei a Fernanda, ela é genial!!! Eu tb adoro o Radiohead, mas nem quis ir ver, simplesmente por causa de toda essa histeria que fica em torno de uma banda que vem ao Brasil…
Existem milhares de bandas legais, ouço bandas novas todos os dias e fico torcendo para que não caia no domínio das massas, pq quando isso acontece, esqueça… as pessoas tem o dom de vulgarizar aquilo de já foi bom…
Fernanda, eu te apoio totalmente!!! tenho certeza de que fizemos a coisa certa não indo ao show do Radiohead… hahahaha
EU NAO QUIS IR AO RADIOHEAD!
tava com o ingresso na mao, mas tb acho q era uma expectativa tao grande pra uma banda q, com todo respeito, nao vale tudo isso, q eu acabei vendendo meu ingresso no domingo depois do almoço…
agora, o OASIS eu vou querer ver de novo!!!!
Por favor, me expiliqueeeeem o que é “RADIOHEAD”. Será algum fenômeno interespacial?? Será que é Pokemon, dos japas?? Será que algum primo do ET, do Spielberg?? Ora vamos, procurem estudar e se especializar em alguma coisa para o futuro de vocês. É por isso que não há oportunidade para a maioria que só aprende besteira.
RF
hahahaha, adorei a história da Fernanda. Sabe que eu tive uma certa preguiça com esse histerismo também, mas no fundo dá pra entender, né? Afinal quanto tempo esperamos por este momento!!??? Eu amei o show, vi dois (vc viu vários, nao?) e eles foram completamente diferentes deste que rolou em SP, mas ainda acho que o de SP foi o mais especial, talvez porque eu estava com a expectativa em massa dos meus amigos (e a minha também).
não fui ao show por falta de grana , fiquei sabendo que o lugar do eventoparecia um campo de vazea .
Sou fã do Radiohead e não fui ao show por motivos financeiros. Sinceramente, mesmo sendo fã incondicional da banda, achei muito abusivo o valor cobrado pela entrada. Tenho certeza de que muita gente que merecia estar lá no show curtindo uma banda pra poucos ficou em casa. No lugar, acho que um monte de gente que procura o que fazer aos finais de semana e tem grana sobrando acabou entrando para ver uma tal de banda inglesa chamada “Radiohead”. E, esperando ouvir algum tipo de som que servisse apenas para chacoalhar corpos bêbados com baixo nível de consciência e razão, os quais esperam ser notados por menininhas com roupas carnavalescas, saíram reclamando, dizendo que a banda deixou a desejar. Quanta gente ganhando salário mínimo e apreciadora de boa música não pode gastar quase 50% de seus vencimentos mensais para ver e ouvir de perto músicos diferentes e autênticos? Sem menosprezar a música brasileira, tenho que admitir que nem todo mundo que mora neste país tem a obrigação de apreciar sua cultura musical. Portanto, ocasiões como essas da vinda do Radiohead pra cá são raras para muitos. Além disso, há bandas e bandas, músicas e músicas, gêneros e gêneros, gosto pra tudo. Quem acompanha as apresentações do Radiohead e já viu seus shows acústicos em ambientes mais restritos sabe que o lance deles não é badalar, agitar, fazer pular. Suas músicas são sempre muito conceituais e carregadas de múltiplos sentidos, alguns obscurecidos, sim, o que exige massa cerebral ativa para quem ouve e aprecia e gosto musical refinado. Esse negócio de “vou me matar” é dito por quem justamente não sabe compreender a essência da banda, os reais ignorantes. Já dizem há muito que gosto musical não se discute por isso, há sempre alguém que vai gostar e alguém que vai odiar, tudo vai depender, ao final de contas, da personalidade. É isso que comprova por que cada um gosta do que gosta.