Live! Yesterday! Sold out! (post final)
* Oi, tudo bem por aí?
Notícias do Texas e da nova música incrementam este blog na terça. Hoje o assunto todo aqui vai ser Radiohead em SP, numa cobertura dos poploaders Ana Bean e Alisson Guimarães. Desde o setlist insano e bem mudado em relação ao show do Rio, passando pela chuva, Exit, pessoas em silêncio, transe, choro compulsivo, vontade de morrer, vontade de viver muito mais, essas coisas típicas de um show do Radiohead.

A Chácara do Jockey, ainda esperando pela chuva. (Foto: Cris Gusmão)
* ACREDITE: RADIOHEAD EM SP! E FOI ASSIM - 15h, chuuuuuuuuuva!
Thom Yorke foi bem generoso com o Rio de Janeiro. Pegou praia, tirou a camisa, mandou um setlist caprichado com Creep no final. Só que em São Paulo, tirando a tortura física e psicológica da Chácara do Jockey, tudo conspirou a favor. A chuva “prometida” pelos metereologistas nunca veio. Aquelas faixas esperadas do The Bends também não. Mas se no Rio rolou Airbag, No Surprises, I Might be Wrong, Street Spirit, How to Disappear Completely e Just, São Paulo ficou com Pyramid Song, Talk Show Host, Climbing up the Walls, Exit, Fake Plastic Trees, Lucky e Optimistic. Empate técnico? Vocês decidem.
- Quando Thom Yorke ensaiou a primeira frase de Exit, ninguém se mexeu ou resolver cantar junto. Não tem como não se arrepiar com 30 mil pessoas… em silêncio.
- Aliás, a galera em coro foi um show a parte. Em Karma Police, Climbing Up The Walls e Paranoid Android principalmente. Na última, o público resolveu continuar a música sem a banda.
- Thom Yorke tem voz para mais uns 25 CDs no mínimo.

São Paulo finalmente conheceu esse cara aí, pessoalmente. (Foto: Sérgio Carvalho)
- Jigsaw Falling Into Place é ainda melhor ao vivo do que em estúdio.
- Só Johnny Greenwood e seus apetrechos tiram o foco do público de Thom Yorke. No que ele tanto mexia em Fake Plastic Trees?
- Será que alguém chegou para a banda e disse: “Então, não tem jeito. Vocês vão ter que tocar Creep”. Vocês imaginam o que teria sido aquela descida sem fim do barranco da Chácara do Jockey se eles não tivessem tocado Creep? Ia ter gente avançando com facão lá de cima.
A loucura da abertura + 15 Step
Fake Plastic Trees
SETLIST – São Paulo
15 Step
There There
The National Anthem
All I Need
Pyramid Song
Karma Police
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
The Gloaming
Talk Show Host
Optimistic
Faust Arp
Jigsaw Falling Into Place
Idioteque
Climbing Up The Walls
Exit Music (For A Film)
Bodysnatchers
Videotape
Paranoid Android
Fake Plastic Trees
Lucky
Reckoner
House of Cards
You and Whose Army
Everything In Its Right Place
Creep
* RADIOHEAD WRAP-UP - Passada a empolgação (ou transe, como queiram) do show, com direito a 3 (TRÊS) bis do Radiohead, vamos aos fatos:
- não existe UMA banda hoje (HOJE, aka, em atividade e que ainda soe atual e autêntica) com a perfeição do Radiohead. Não só musicalmente. Os shows dessa turnê acabaram com tudo o que a gente achava que sabia sobre “megashows”. Nada de efeitos especiais hollywoodianos ou dançarinos que parecem ter saído do programa do Faustão. Basta uma equipe na mesma e quase impossível sintonia de Thom Yorke. Não sei quantos anos ele demorou para formar uma outra banda genial nos bastidores, mas o resultado foi perfeito: das luzes à edição dos VTs nos telões.
- dava para subir um pouquinho mais o volume. Um pouquinho só. Eu bem vi as pessoas do prédio em frente irem para a varanda quando a transmissão do canal Multishow terminou (juro). Ou seja, não iria incomodar ninguém.
- Números não oficiais, bolados pela Popload: 30 mil pessoas. 3 mil vagas de estacionamento. Cerveja por $6, copinho de água por $5. Camiseta regata Radiohead: $70. Quatro (isso mesmo?) barracas de comida. Dois tipos de comida. Quatro saídas de emergência. UMA saída “oficial”.
- A boiada indie teve que se virar como pôde, deixando silenciosamente a Chácara do Jockey a zero por hora. Faltaram velas e um mantra religioso para a procissão se estabelecer de fato. Sorte da produção que se tratava de um show que gera um transe coletivo. Naquele momento, ali, a última coisa que as pessoas queriam era se estressar e arranjar confusão. Vai fazer a mesma coisa com fã de Iron Maiden e vamos ver no que dá.
- E por que mesmo a gente teve que descer tudo aquilo, dar a volta no quarteirão, para depois subir tudo de novo?
- Resumindo: $200 podem te dar um Radiohead, mas não te levam embora para casa com conforto. Táxis cobravam preços de show da Madonna. $60 no mínimo, preço fechado. Quem deixou o carro no estacionamento não saiu de lá antes das 3 da manhã. A melhor saída foram as vans, que pipocaram no festival. As caravanas chegaram cedo, a galera curtiu até o último minuto e voltou tranquilo para casa: por 20 reais por pessoa ida e volta. Fica a dica para o próximo “mega show de 200 reais com apenas UM portão de saída”.
- As capas de chuva, felizmente, viraram assento na hora do cansaço.
- Rio x São Paulo? “No Surprises” x “Lucky”? “Street Spirit” x “Fake Plastic Trees”? “Exit” x “Airbag”? Impossível agradar a todos. Se a banda tivesse tocado todos os CDs na íntegra ainda assim teria fã dizendo que foi “preguiçoso, poderiam ter se dado ao trabalho de bolar um setlist!”. Mais que uma birrinha de fanáticos ou uma discussão inútil, é só o povo querendo desabafar. Deixa a discussão rolar porque passa logo. E não é todo o dia que a gente pode tentar escolher o que é “menos melhor”: “Exit” no silêncio ou “Creep” cheio de emocionados “carraaaaalllho, véio”!
Ficamos com os 2.
* Enquanto isso, na internet:
- já tem bootleg do show do radiohead em São Paulo para baixar. Histórico, hein. Não está com o setlist completo (ainda), mas já dá para guardar uma lembrança da noite. Entrar (e se cadastrar) no fórum brasileiro do Radiohead, o, dãr, Radiohead Brasil.
- Eu sei que é difícil de acreditar, mas o Edgard Piccoli entrevistou o Thom Yorke. Siiiim. Apesar de umas caretas estranhas aqui e ali, Thom Yorke parecia bem feliz (e à vontade) com seu novo bronzeado. Ele explica o porquê das frases estranhas em português que postamos aqui e foram ouvidas no show do Rio (em São Paulo era… 97 FM?). Dá para assistir à entrevista aqui.
* Acho que foi isso.
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: Radiohead


Cara, mas num é que paulistano sofre bagarai? É bala perdida na cabeça todo dia, é toque de recoher, é funk em toda esquina, num guento mais essa cidade.
[...] semana da ressaca dos shows do Radiohead, essa notícia mostra que os anos 90 continuam vivos e fazendo [...]
O mais legal é o pessoal encanando com o Lucio, mesmo quando o post foi escrito por outras pessoas.
Fica o desrespeito com a galera. Iron, Radio, ninguém merece o tratamento deste domingo. Mas alguém ainda lembra do tim 2007? Ninguém faz nada de verdade, a não ser comentar aqui e ali e depois deixar pra lá.
Para falar de música, eu não tinha reparado, mas Faust Arp é muito foda, né?!
O melhor show que São Paulo já teve.
e o coro final em Paranoid Android? inacreditavel.
na boa, quem tem coragem de comparar o show do radiohead com o do cara do pink floyd? grow up…
apenas uma resalva para a MERDA que foi a organização do evento.
cerveja cara, filas gigantes, banheiro porco, estacionamento horrivel, etc…
ainda bem que o Thon York compensou a porra do perrengue que passei.
no mínimo o infeliz que escreveu o post acima tem menos de 15 anos… rs
eu acho engraçado pq quem fala q o show foi foda é quem só vê show de nível mais baixo, nunca vi um cara falar que viu o AC/DC, o KISS, o Pink Floyd, ou até um Depeche Mode da vida falar q esse foi melhor, daqui a pouco vai ter gente dizendo que o ataque epilético do Thom Yorke é mais sensacional que uma performance do Freddie Mercury…
é até divertido ver isso, o Lúcio fala e nego acredita, me falem uma coisa, fora Paranoid Android, Creep e FAke Plastic Trees, pq todo o resto do show foi um silêncio total? não vi ng cantando The Gloaming por exemplo, q é um puta som legal, a maioria tava ali por 3 músicas, inevitável dizer que um show do Radiohead é status, não qualidade….
“daqui a pouco vai ter gente dizendo que o ataque epilético do Thom Yorke é mais sensacional que uma performance do Freddie Mercury”
PQP! Essa doeu, hein velho. A performance do Mercury é a coisa mais brega que eu já vi, juro que não consigo entender por que tanta gente o considera “um deus”. Nada me constrangeria tanto quanto tá no lugar dele. Mas enfim, deu pra entender por que vc não se impressionou com o Radiohead. Vc não é do mesmo planeta que eu, simples.
Pra mim o show do kraftwerk foi o melhor da noite, o som, as luzes, os robôs. Tudo perfeito. Eu não sou tão fã de radiohead, mas a qualidade do show foi ótima e gostei do setlist de sp. Já o dos los hermanos … eu até curto eles, mas achei uma coisa muito morna, sem sal…
to gozando ate gora pelo show…
Até agora estou tentando tirar o mala do Thom York buzinando Fake Plastic Trees na minha cabeça.
Já tentei de tudo, de Caetano Veloso até funk carioca, mas não deu certo.
O Setlist de SP estava muito bom, se a tour é do In Rainbows, tem que se basear nesse disco, afinal o Radiohead não é nenhuma banda que acabou e está se reunindo para tocar sucessos. Eles foram até generosos e simpáticos em tocarem Creep.
O show também não foi só para fãs. É isso mesmo, desde quando só é permitida a entrada de fãs em concertos de rock? O público de 30 mil pessoas tinha tudo, roqueiros, curiosos e fãs. Fui com um amigo que conhecia só hits e achou tudo sensacional. Por isso é normal que tenha gente que não tenha gostado e outros que não entenderam, enfim com certeza a grande maioria curtiu, pela minha impressão e pelos aplausos em todas as músicas.
Para trazer um show desse porte, com essa equipe técnica, não deve ser fácil e nem barato, por isso todo esforço para trazer o máximo de público possível é válido.
Obrigado Radiohead e os que promoveram sua vinda no Brasil.
“PQP! Essa doeu, hein velho. A performance do Mercury é a coisa mais brega que eu já vi, juro que não consigo entender por que tanta gente o considera “um deus”. Nada me constrangeria tanto quanto tá no lugar dele. Mas enfim, deu pra entender por que vc não se impressionou com o Radiohead. Vc não é do mesmo planeta que eu, simples.”
fala a vdd, vc não tem cérebro né? não te culpo por isso cara… fazer o que… acontece…
vc não entendo pq TANTA gente o considera um Deus? pensei q era só eu pra vc falar assim…rs
pra ficar mais perfeito podia ter chovido na paranoid android uh?
mas a única música que eu mudaria no set seria colocar no surprises em são paulo (sem tirar nenhuma)….
o mais foda foi o caminhão empacado no estacionamento, que travou mais ainda…
Radiohead fez o melhor show da vida de milhares de pessoas que estavam na chácara. 30 mil pessoas implorando que o tempo parasse. E eles não tem culpa alguma se os imbecis e ignóbeis da organização transformassem todos em personagens do South Park na saída. “E, oooo, vida de gado”.
Não sei até agora pra que isso. Mas tudo bem, o povo estava tão feliz que se comportaram direitinho (como boizinhos mas se comportaram).
ae, Lucio
sou o adm do Fórum Radiohead Brasil
vlw pela divulgação! o/
=)
[...] , crítica construtiva , lixeira sobre Radiohead , lixeira sobre Kraftwerk , rthibes , jade gola , lúcio ribeiro [...]
a única coisa ruim foi uns imbecis conversando potoca no meio de pyramid song. como pode isso? e eu trocaria fácil creep e fake plastic por 2 + 2 = 5.
o resto do transtorno faz parte. afinal, se fosse diferente, não seria um show no brasil.
ó, ainda estou tão abalada … :ó/
Para quem perguntou se tem alguém que gosta de Kraftwerk: Palavras do próprio Ed e Thom a respeito do Kraftwerk:
Kraftwerk
Ed: “Eles são monstros, sao muito importantes na história da música. Na primeira noite, na Cidade do México, a gente mal acreditava. Quando ouço ‘The Model’ parece que tenho 14 anos e estou na escola. Aqui estamos, muitos anos depois no mesmo palco. É um sonho”.
Thom: “Saímos com eles uma noite dessas e ficamos conversando, sobre equipamento, e como gravaram discos, trocamos ideias sobre como funcionam nossos estúdios. É ótimo!”.
A trupe do Radiohead falando a respeito do Kraftwerk, para aqueles que perguntaram quem gostava “daquilo”:
Kraftwerk
Ed: “Eles são monstros, sao muito importantes na história da música. Na primeira noite, na Cidade do México, a gente mal acreditava. Quando ouço ‘The Model’ parece que tenho 14 anos e estou na escola. Aqui estamos, muitos anos depois no mesmo palco. É um sonho”.
Thom: “Saímos com eles uma noite dessas e ficamos conversando, sobre equipamento, e como gravaram discos, trocamos ideias sobre como funcionam nossos estúdios. É ótimo!”.