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22/03/2009 - 11:25

Live! Yesterday! Sold out! (post final)

* Oi, tudo bem por aí?
Notícias do Texas e da nova música incrementam este blog na terça. Hoje o assunto todo aqui vai ser Radiohead em SP, numa cobertura dos poploaders Ana Bean e Alisson Guimarães. Desde o setlist insano e bem mudado em relação ao show do Rio, passando pela chuva, Exit, pessoas em silêncio, transe, choro compulsivo, vontade de morrer, vontade de viver muito mais, essas coisas típicas de um show do Radiohead.


A Chácara do Jockey, ainda esperando pela chuva. (Foto: Cris Gusmão)

* ACREDITE: RADIOHEAD EM SP! E FOI ASSIM - 15h, chuuuuuuuuuva!

Thom Yorke foi bem generoso com o Rio de Janeiro. Pegou praia, tirou a camisa, mandou um setlist caprichado com Creep no final. Só que em São Paulo, tirando a tortura física e psicológica da Chácara do Jockey, tudo conspirou a favor. A chuva “prometida” pelos metereologistas nunca veio. Aquelas faixas esperadas do The Bends também não. Mas se no Rio rolou Airbag, No Surprises, I Might be Wrong, Street Spirit, How to Disappear Completely e Just, São Paulo ficou com Pyramid Song, Talk Show Host, Climbing up the Walls, Exit, Fake Plastic Trees, Lucky e Optimistic. Empate técnico? Vocês decidem.

- Quando Thom Yorke ensaiou a primeira frase de Exit, ninguém se mexeu ou resolver cantar junto. Não tem como não se arrepiar com 30 mil pessoas… em silêncio.

- Aliás, a galera em coro foi um show a parte. Em Karma Police, Climbing Up The Walls e Paranoid Android principalmente. Na última, o público resolveu continuar a música sem a banda.

- Thom Yorke tem voz para mais uns 25 CDs no mínimo.


São Paulo finalmente conheceu esse cara aí, pessoalmente. (Foto: Sérgio Carvalho)

- Jigsaw Falling Into Place é ainda melhor ao vivo do que em estúdio.

- Só Johnny Greenwood e seus apetrechos tiram o foco do público de Thom Yorke. No que ele tanto mexia em Fake Plastic Trees?

- Será que alguém chegou para a banda e disse: “Então, não tem jeito. Vocês vão ter que tocar Creep”. Vocês imaginam o que teria sido aquela descida sem fim do barranco da Chácara do Jockey se eles não tivessem tocado Creep? Ia ter gente avançando com facão lá de cima.


A loucura da abertura + 15 Step


Fake Plastic Trees

SETLIST – São Paulo
15 Step
There There
The National Anthem
All I Need
Pyramid Song
Karma Police
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
The Gloaming
Talk Show Host
Optimistic
Faust Arp
Jigsaw Falling Into Place
Idioteque
Climbing Up The Walls
Exit Music (For A Film)
Bodysnatchers
Videotape
Paranoid Android
Fake Plastic Trees
Lucky
Reckoner
House of Cards
You and Whose Army
Everything In Its Right Place
Creep

* RADIOHEAD WRAP-UP -  Passada a empolgação (ou transe, como queiram) do show, com direito a 3 (TRÊS) bis do Radiohead, vamos aos fatos: 

- não existe UMA banda hoje (HOJE, aka, em atividade e que ainda soe atual e autêntica) com a perfeição do Radiohead. Não só musicalmente. Os shows dessa turnê acabaram com tudo o que a gente achava que sabia sobre “megashows”. Nada de efeitos especiais hollywoodianos ou dançarinos que parecem ter saído do programa do Faustão. Basta uma equipe na mesma e quase impossível sintonia de Thom Yorke. Não sei quantos anos ele demorou para formar uma outra banda genial nos bastidores, mas o resultado foi perfeito: das luzes à edição dos VTs nos telões.

- dava para subir um pouquinho mais o volume. Um pouquinho só. Eu bem vi as pessoas do prédio em frente irem para a varanda quando a transmissão do canal Multishow terminou (juro). Ou seja, não iria incomodar ninguém.

- Números não oficiais, bolados pela Popload: 30 mil pessoas. 3 mil vagas de estacionamento. Cerveja por $6, copinho de água por $5. Camiseta regata Radiohead: $70. Quatro (isso mesmo?) barracas de comida. Dois tipos de comida. Quatro saídas de emergência. UMA saída “oficial”.

- A boiada indie teve que se virar como pôde, deixando silenciosamente a Chácara do Jockey a zero por hora. Faltaram velas e um mantra religioso para a procissão se estabelecer de fato. Sorte da produção que se tratava de um show que gera um transe coletivo. Naquele momento, ali, a última coisa que as pessoas queriam era se estressar e arranjar confusão. Vai fazer a mesma coisa com fã de Iron Maiden e vamos ver no que dá.

- E por que mesmo a gente teve que descer tudo aquilo, dar a volta no quarteirão, para depois subir tudo de novo?

- Resumindo: $200 podem te dar um Radiohead, mas não te levam embora para casa com conforto. Táxis cobravam preços de show da Madonna. $60 no mínimo, preço fechado. Quem deixou o carro no estacionamento não saiu de lá antes das 3 da manhã. A melhor saída foram as vans, que pipocaram no festival. As caravanas chegaram cedo, a galera curtiu até o último minuto e voltou tranquilo para casa: por 20 reais por pessoa ida e volta. Fica a dica para o próximo “mega show de 200 reais com apenas UM portão de saída”.   

- As capas de chuva, felizmente, viraram assento na hora do cansaço.

- Rio x São Paulo? “No Surprises” x “Lucky”? “Street Spirit” x “Fake Plastic Trees”? “Exit” x “Airbag”? Impossível agradar a todos. Se a banda tivesse tocado todos os CDs na íntegra ainda assim teria fã dizendo que foi “preguiçoso, poderiam ter se dado ao trabalho de bolar um setlist!”. Mais que uma birrinha de fanáticos ou uma discussão inútil, é só o povo querendo desabafar. Deixa a discussão rolar porque passa logo. E não é todo o dia que a gente pode tentar escolher o que é “menos melhor”: “Exit” no silêncio ou “Creep” cheio de emocionados “carraaaaalllho, véio”!
Ficamos com os 2.

* Enquanto isso, na internet:
- já tem bootleg do show do radiohead em São Paulo para baixar. Histórico, hein. Não está com o setlist completo (ainda), mas já dá para guardar uma lembrança da noite. Entrar (e se cadastrar) no fórum brasileiro do Radiohead, o, dãr, Radiohead Brasil.

- Eu sei que é difícil de acreditar, mas o Edgard Piccoli entrevistou o Thom Yorke. Siiiim. Apesar de umas caretas estranhas aqui e ali, Thom Yorke parecia bem feliz (e à vontade) com seu novo bronzeado. Ele explica o porquê das frases estranhas em português que postamos aqui e foram ouvidas no show do Rio (em São Paulo era… 97 FM?). Dá para assistir à entrevista aqui.

* Acho que foi isso.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags:

118 comentários para “Live! Yesterday! Sold out! (post final)”

  1. Karina disse:

    ah, o lugar do show em sp, não sei se todos lembram, foi o mesmo do claro que é rock. não sei se foi a mesma marcha para sair, fui embora no meio do NIN (nada contra, só relatando pq não peguei carona na manada).
    mas em compensação, atolei na poça de lama. no show tinha gente dando moshing na lama. mas foi um dos eventos mais bacanas que eu fui. Ninguém perdia show de nada, não se esperava muito tempo entre as bandas. Agora, não me lembro se as coisas eram caras lá dentro. mas deveria ser.

  2. Natalia Máximo disse:

    “Paulistas, como vcs conseguem ser tão chatos e metidos?? Fui no show do radiohead aí e nunca vi tanta gente desfilando, se mostrando, desinteressada no show,celulares,conversando no meio do show, paradas, com roupinhas suuuper fashions e atitudes que eram mais cabíveis naqueles artigos de jornalistas tipo o lúcio onde se diz ” como ser indie”…parecia que eu estava em um episódio da malhação….e vcs não queriam tanto ver o “show do século”??? Só modinha né? Daqui a pouco aparece outro…”

    Mas você foi até a Chácara do Jóquei pra ver os shows ou só pra ficar analisando a plateia? É completamente ridículo esse tipo de comentário. Não é porque são paulistas. Na verdade, nem precisa ser muito inteligente pra saber que em qualquer lugar onde há um megaevento, independente de onde, SEMPRE vai ter gente assim, fato. Então, acho que as pessoas deveriam se preocupar mais em aproveitar o que está acontecendo no palco do que ficar rotulando os outros 30 mil fulanos que também pagaram pra ver (ou não). Azar o deles se estão desfilando e falando no celular o tempo inteiro; a última coisa que eu consegui prestar atenção foi nas pessoas ao meu redor enquanto aqueles shows do caralho estavam acontecendo.

  3. Exit Music foi de arrepiar, todo mundo só ouvindo a música.
    Mas no Exi x Airbag, ainda ficaria com Airbag.
    Queria muito ter visto Airbag ao vivo!!! Mas valeu muito a pena o show! Muito foda.

  4. Observador disse:

    Esse jornaleco de quinta adora criar polêmicas e discósdia. Ridículo!!!!!!!
    Qual a necessidade em falar que o Rio de Janeiro quase ficou de fora sem citar fontes confiáveis? Quem te garante isso?

    O produtor que trouxe o Radiohead ao Brasil é super carioca e trouxe os Rolling Stones e o Paul McCartney ao Rio, estranho né…
    Pra quem for um pouco observador sabe que o Lúcio entra no meio de comentários com outros nicks desrespeitando os usuários.

    Já é a segunda vez que vejo ele chamando os cariocas de “macacos” e “macaquinhos”, só pq pulamos e somos mais animados, é revoltante ler isso.
    Lúcio Ribeiro deve apreender que ele escreve um blog pra todo o Brasil e não só pra São Paulo.

    Não importa qual tenha sido o local, show do Radiohead é show do Radiohead, isso já basta, seja onde for!

    E o pior que o jornaleco nem foi a nenhum dos shows, fica fazendo fofoquinha de terceiros, lamentável esse Lúcio Ribeiro, esse ano ele já confirmou varios shows que não rolaram, portanto não é a pessoa mais confiavel pra se ter conclusões.

    25 mil pessoas no Rio de Janeiro, 30 mil pessoas em São Paulo, nada mal pros “macaquinhos” aqui né??

  5. João disse:

    Putz que bosta esse tipo de coisa rio x sp, totalmente sem interesse e só mostra o quanto alguns cariocas e paulistas continuam com a cabeça do tamanho de uma ervilha. Só não é mais boçal que esse lance de banda tal é melhor que o Radiohead por causa disso, por causa daquilo. Que merda ! Como se fizesse sentido vc gostar ou não de um show de uma banda, porque tal show de outra banda a não sei quanto tempo foi melhor. Isso não faz sentido algum. Eu imagino a cena enquanto o Radiohead tocava os caras “mas aquela hora que o Kiss tocou Love Gun foi bem melhor”. “essa é boa mas Corduroy foi bem mais foda”. Tem gente que parece que escuta música na planilha do Excel.

  6. Mary disse:

    Só pra constar: Natália Máximo, arrasooooou no comentário!

  7. jubileu disse:

    bom vamos as VERDADES: não consegui ouvir mais que 2 músicas dos Los Hermanos….sofrível….música que nao dá pra dançar, cantar, namorar, ou seja, sem alma….uma bosta…..qto ao kraftwork (sei la como se escreve essa bosta) consegui aguentar 1 música…..é o mesmo lance de dj filho da puta que acha que dá show e é mais importante que vc otário que estudou pra caralho as coleções do Henrique Pinto…..bandinha dispensável assim como todos os djs que acham que devem ser mais importantes que a banda numa noite na balada….
    RADIOHEAD:
    1 – péssimo vocalista….extensão vocal beira o ridiculo…..vamos ser sincero; vocal é Robert Plant, Fred Mercury, Axl Rose…
    2- bandinha escrota que nao prepara o show….começa o show e ele bate no microfone pra ver se esta ligado…o guitarrista faz sons tb …ridiculo…..bandinha de colégio…..
    3- músicas que não dá pra cantar, dançar, fazer sexo…..sinceramente a genialidade ta nisso: consegue fazer uma música abstrata de tão ruim….nem eu com caganeira conseguiria fazer algo tao desconexo….

    e tenho Dito

    Jubileu

  8. Lígia disse:

    O show em São Paulo foi sensacional! Passou a segunda, terça, quarta-feira e eu ainda estava lá…
    Radiohead é uma banda incrível em todos os sentidos… e adorei o fato de eles tocarem todas do In rainbows. Que greatest hits que nada, o último trabalho deles é o melhor!!!
    E olha que no setlist de São Paulo eles ainda tocaram as antigas que eu mais gosto Talk Show Host e Lucky (chorei!). Então na minha opinião, foi um show perfeito!
    A Chacara do Jockey é um lugar bonito e legal para shows, o problema é chegar e sair de lá… realmente a única saída do final foi um caos, faltou as velas e a cantoria para finalizar a procissão! Como você disse, sorte da organização ser show do Radiohead, que as pessoas ficam num tipo de transe, tranquilas… porque caso contrário aquilo tinha tudo para dar errado!
    E o que era aquele telão eim??? Na antepenúltima “You and Whose Army” foi emocionante ver a cara do Thom Yorke num angulo estranhissímo se multiplicando no telão em p&b! Que efeito!
    Claro que já revivi vários momentos pelos vídeos do you tube, mas percebi que em Creep os efeitos de luz ao vivo tiveram outra percepção, as câmeras não conseguiram captar as nuances de cor das luzes sincronizadas com os riffs! De arrasar! E essas luzes ainda são ecologicamente corretas, pois consomem bem menos energia que luzes usadas normalmente em palcos e shows desse porte. Demais!
    Sai do show mais fã do Radiohead ainda…

  9. Erica disse:

    Mas o que é isso? “Empate técnico”, “RJ x SP”? Lamentável…Quem se deu bem? Quem viu em SP é mais “cool” do que quem viu em RJ? Os dois shows foram maravilhosos, nenhum foi melhor que o outro, pois tratou-se de Radiohead.
    E na boa: quem perde tempo com esse tipo de comparação inútil, não vive…finge…

  10. Edilson disse:

    Concordo plenamente com a Erica. Lamentável essa discussão infantil… chega a dar preguiça.

  11. [...] Aqui, as resenhas mais legais das tantas que li: Rraurl, Folha e Popload. [...]

  12. rafael disse:

    sou de porto alegre, estive em sp e assisti a coisa a poucos metros de mim, na grade. voltei tranquilo, de ônibus.

    1- los hermanos (banda que eu gosto) estavam no lugar errado, assim como seus groupies.

    2- kraftwerk foi antologicamente foda. como disse um amigo meu, foi “tipo iron maiden”, só dava gente cantando os “riffs” do teclado…eu que ouvia o vinil de man machine quando criança, me senti em casa mesmo nao sendo profundo conhecedor. saí disso amando a música eletrônica mais do que nunca. e fiquei com vergonha da ignorância pairando no ar, pensei que rolariam vaias, mas nem – galera da frente não foi lá pra brincadeira. conheci um cara que foi lá basicamente pra ver eles.

    3- radiohead foi do caralho, ali de onde eu tava ninguém parava de cantar (o que até era chato quando rolava um dos falsetes em que o thom manda muito bem, mas que no teu ouvido com um fã não é muito agradável); eu conhecia todo o setlist e ainda gritava por “myxomatosis”, petulante, entre uma coisa e outra.

    4- foda-se quem foi lá só porque achou bonito ir. valeu cada centavo dos 200 reais, e é pura verdade que só um show desses pra fazer a boiada passar silenciosa e pensativa, sem ter assimilado direito o que havia ocorrido. fosse um show do roberto carlos, e uma multidão de velhinhas tomaria são paulo de assalto com suas bengalas.

  13. ae disse:

    radiohead = lixo

    indie = boiolagem

  14. ae rafael disse:

    respeita o iron maiden….

    nuna mais pense em comparar esse lixo com a maior banda do mundo…..

  15. ae rafael disse:

    respeita o iron maiden….

    nunca mais pense em comparar esse lixo com a maior banda do mundo…..

  16. Rafael disse:

    Comparar iron maden com radiohead realmente não dá.. Mias dizer que Iron é a melhor banda do mundo é loucura.. ….. NIRVANA sim é eterno, em 4 anos essa banda foi suficiente para ter as melhores e variadas musicas que nenhuma outra banda chegou perto.

  17. Brucy disse:

    ^^^^^^^ Esse comentário acima foi para rafael e o outro aí..

  18. luiz disse:

    e ai galera eu tenho dois ingresso oara o show de
    hoje na chacara do jockey estou vendendo 150,00 reais

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