Spank spank spank e o menino do Rio
******** BREAKING NEWS: Radiohead no Rio ***********
* E a Popload não está – fisicamente – presente no meio do turbilhão Radiohead-In-Brasil, mas é como se estivesse. E nem digo isso pela quantidade de tweets que posso ler daqui mesmo de Austin, mas pela quantidade de sms que chegam real-time a cada braçada do Thom Yorke nas ondas de Ipanema.

Foto: EGO / WENN
* MENINO DO RIO – E não tinha outra maneira de abrir esse breaking news… É praticamente o fim do indie como nós o conhecemos. Eis que o Thom Yorke surge para provar ao mundo (as fotos estão rodando os blogs gringos, vocês viram?) que indie também pega jacaré, reflete na areia e exibe a boa forma. Ou quase isso.
* Confesso que não conheço boa parte das pessoas que me mandam sms neste exato momento para descrever o show no Rio, mas já vou agradecendo de antemão. Valeu, galere! =) Vamos às primeiras impressões dos leitores Popload via live-sms. A cobertura na íntegra a gente deixa para o show em São Paulo, certo? E parece que foi assim:
- Primeira boa notícia: “boa parte dos fãs do Los Hermanos já estava desmaiada (bebida?) antes do show do Kraftwerk começar”.
- “Apoteose semi-vazia”. Alguém tinha alguma dúvida?
- “15 Step abre o show”. Sem marchinha, mas há relatos de uma bandeira da Mangueira no palco. WTF, Thom Yorke? Já abduziram o gringo.
- “Segue com All I Need.”
- “Cariocas seguem conversando normalmente, em alto e bom som.”
- “There There. Gente chorando paca”
- “Ok. Agora vai. Tocaram Karma Police. Comoção geral” – no twitter principalmente.
- Depois de Nude, seqüência matadora: Weird Fishes, National Anthem, No Surprises, Jigsaw e Idioteque.
- “Idioteque tá meio pancadão, viu”
- Alguém manda o seguinte sms: “Entrou uma voz falando de Companhia das Letras. Ou mais ou menos isso. Comenta-se que deva ser alguma intervenção poética”. Hã? Alguém mais ouviu alguma coisa em português?
- “E neguinho continua falando pra c*ralho. Ninguém presta atenção no show!”.
- “Juro que ouvi um berro de Radiohead is Fuck vindo do além. Aaaaaah começou Street Spirit”
- “O show tá passando rápido demais. Agora Bodysnatchers, a única realmente legal do disco novo”. N.E.: discordo!
- “Show segue com Videotape, How to Disappear Completely e…”
- Recebi vários desse ao mesmo tempo: “PARANOOOID”. Não precisa dizer mais, acho.
- “A Apoteose parece até cheia agora. Galera cantando junto”
- “To vendo o show ao lado do Cigano Igor.” Chegaram relatos sobre o Rodrigo Santoro também, mas achei o Cigano mais interessante.
- “House of Cards e JUST”
- “Outro quase pancadão: Everything in Its Right Place. E nada de Creep ainda, hein”
- “Creeeeep! Morri.”
- “Só no Brasil uma música dessas é interrompida por: ‘água mineraaaaaal! água mineraaaaal!’ Vou te contar, viu”
* Fotos e videozinhos logo mais.
RADIOHEAD – SETLIST – APOTEOSE 20/03/2009
15 step
Airbag
There There
All I Need
Karma Police
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
The National Anthem
The Gloaming
Faust Arp
No Surprises
Jigsaw Falling Into Place
Idioteque
I Might Be Wrong
Street Spirit (Fade Out)
Bodysnatchers
How To Disappear Completely
Encore 1
Videotape
Paranoid Android
House of Cards
Just
Everything In It’s Right Place
Encore 2
You And Whose Army?
Reckoner
Creep

Thom, o menino do Rio, trouxe seu Radiohead pela primeira vez ao Brasil. (Foto: JPLages)

O disco voador, digo, palco, do Radiohead ilumina a Apoteose. (Foto: SeLuSaVa)
********* Popload em Austin, Texas *************
* E aí? Muita tensão por causa do Radiohead? Já viu que o Caetano Veloso já está para lá e para cá com os caras? Xiiiii. É inacreditável como os ingressos para o Radiohead estão disponíveis para compra há meses, não tinha esgotado até esta sexta e ainda chegam a mim uns desesperados perguntando se eu não tinha ou não conhecia alguém que tivesse ingressos “para vender”.
* Aqui no Texas, estou quase pedindo socorro. Tem show do meio-dia às 2h da matina. Muitos, vários, em todos os lugares. Você consegue saber de 10% deles. O resto escapa bonito. Mas o Sxsw, o maior encontro no mundo da velha guarda com (e principalmente) a nova onda da música, é assim mesmo. Não adianta chorar.
* Da janela do meu hotel escuto o barulho na janela de uns três shows em lugares diferentes, chegando embolados. O dia todo. Na minha TV, tem um canal só para o festival South by Southwest (programação, vídeos de algumas das 2000 bandas participantes, cenas AO VIVO). E todas as tardes tem banda tocando no saguão do hotel, num palco improvisado no meio do vai-e-vem de malas, hóspedes, gente entrando, gente saindo. A música aqui é tratada como coisa séria.
* BRASIL-IL-IL-IL - A história do indie brasileiro invadindo o Texas não é brincadeira. A coisa está séria. É mais ou menos assim:
1) O Holger tocou no anexo do Beauty Bar, descolado bar que tem em toda cidade boa americana, e aqui em Austin já vi desde Yeah Yeah Yeahs a The Horrors, passando por Bonde do Rolê. O show foi incrível, nem era da programação oficial (eles tocam “para valer” sábado, no Club 115, aqui no Sxsw) e tinha bastante gringo com cara de quem estava gostando da apresentação, cada vez mais, à medida que o concerto ia rolando. A energia que o Holger passa ao vivo, ainda mais no gás da primeira apresentação fora do Brasil, foi de contagiar até o barman. Fiz um vídeo de “Nelson”, a primeira música. Ali de lado do palco, com o som do microfone mal chegando ao vídeo, mas que dá a medida do que esses moleques paulistanos tocam e vibram. Foi indescritível.
2) Garotas Suecas. Ainda não cruzei com show deles por aqui, uma certa neo jovem guarda brasileira razoavelmente falada em blogs americanos, já. Mas a revista “Spin” meteu o Suecas na lista das 20 atrações (das 2000) que uma pessoa no Sxsw não deve perder por nada. Olha isso.
3) O incrível Los Pirata, que hoje em dia é mais internacional que paulistana, tem cruzado os EUA com shows e ensaio há dias, para preparar o próximo disco. Estavam em San Antonio, aqui “ao lado” de Austin, gravando o CD. E chegaram sexta para dois shows no South by Southwest. A pedido da Popload, enviaram um vídeo de uma nova música, direto do estúdio de San Antonio. É da música nova “Filipino Weird”, protopunk cavalar que vai dar inveja ao Queens of The Stone Age de não ser deles, quando o Josh Homme ver isso.
* Deu?
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: Austin, Garotas Suecas, Holger, Los Pirata, Radiohead, Sxsw, Texas



opa.
jjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj
Em que momento eu perdi o nome do ganhador do ingresso pro show do Radiohead em SP?
Pessoal, tenho 1 ingreso inteira pro Radiohead pra Sao Paulo, minha mãe não vai mais (sério mesmo!!)
Se alguém tiver interessado, por favor me mande um email!
fabiopixies@gmail.com
HEY
TAMBÉM TO VENDENDO DOIS INGRESSOS MEIA ENTRADA PRO SHOW DE SAMPA. SOMOS DE MANAUS E MEUS AMIGOS NÃO VÃO PODER IR
R$120 (masaceito propostas)
VOU ESTAR LÁ NA FRENTE VENDENDO, MAS SE JÁ QUISER RESERVAR:
felipe.carvalho07@gmal.com
“* E aí? Muita tensão por causa do Radiohead? Já viu que o Caetano Veloso já está para lá e para cá com os caras? Xiiiii. É inacreditável como os ingressos para o Radiohead estão disponíveis para compra há meses, não tinha esgotado até esta sexta e ainda chegam a mim uns desesperados perguntando se eu não tinha ou não conhecia alguém que tivesse ingressos “para vender”.
NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSA ! COMO VOCÊ É FODIDO, BOLOTA !
hoje, uma da manhã da sexta para sábado, já tem gente na fila da chácara. :)
Boa noite, Lúcio
Tudo bem?
Meu nome é Eder Brito, sou jornalista e edito o site “Ouvi Falar”.
A idéia do site é bem simples. Personalidades das mais diversas vertentes dão dicas musicais baseando-se nas questões elaboradas pela redação. Dê uma olhada no http://www.ouvi-falar.blogspot e o conceito ficará bem claro! hehe…
A entrevista consiste em apenas quatro perguntas bem simples, que podem ser respondidas por e-mail ou por telefone, como preferir.
Já entrevistamos personalidades bem díspares como Magic Paula, Soninha Francine, Netinho de Paula e Bob Burnquist, apenas para citar alguns exemplos.
Contar com a sua participação será uma honra para o projeto, sem falsa demagogia!
Podemos encaminhar as perguntas para qual e-mail?
Noite mágica, esse rádio trás ondas de outro mundo!
Radiohead@RJ
tava brabo sem água mesmo
mas tudo valeu a pena, já dizia Ed: “bom pra caralho!”
pelamordedeus, show no rio muito bom, mas a cariocada tava mais preocupada em conversar, falar alto, um monte de pati e boy pensando que tava na pistinha da marina da gloria. muito tambem muito impressionados com os efeitos visuais do palco, porque nao paravam de tirar foto, mas com o rosto deles na foto claro. deprimente. proxima vez dois shows em SP, por favor.
Apoteose semi-vazia?
25 mil pessoas.
ótimo público, especialmente se levarmos em conta o “modus-operandi” da carreira do radiohead.
show lindíssimo – atrapalhado, de fato, pela péssimo comportamento de boa parte da platéia que foi à apoteose.
o keane (guardadas as devidas proporções em relação ao radiohead) tocou para 4 mil aqui no rio há alguns dias.
Sinceramente, não sei o porquê de tamanha implicância com o público carioca. Pessoas “perdidas” em shows como esse, que repercutem na mídia, existem em toda parte do mundo.
Eu estava lá e em todos que estavam ao meu redor só vi comoção no olhar e total sintonia com o show. Os únicos “comentadores” que vi eram pernambucanos, que se sintiam críticos musicais com papos do tipo “Você não achou ‘Just’ acelerada demais?”…
Não vamos generalizar, pessoal… Nem todo carioca requebra no som do pancadão!
Parafraseando Mayra Dutra Bellintane:
“Em que momento eu perdi o nome do ganhador do ingresso pro show do Radiohead em SP?”
Só pra não deixar passar, não era a bandeira da Mangueira…
A Bandeira é do Tibet. Fora isso, cheguei depois dos los hermanos, ou seja, uma noite memorável
Se tinha alguem não prestando atenção no show possivelmente foram os babacas que estavam te enviando sms a cada musica. pra ver o nivel confundir bandeira da mangueira com a do tibet como apontou o amigo acima é mostra da ignorancia do teu contato.
Uma outra coisa que eu esqueci de falar mas por incrível que pareça. No Rio de Janeiro tem gente que trabalha e por incrivel ainda sexta-feira tem engarrafamento por toda parte.
O show foi um sonho!!
E se os cariocas não pagaram tanto pau “como se deveria” ao Radiohead é porque os cariocas e o Rio são tão estrelas quanto o Radiohead. Quem estava feliz, mesmo, era o guitarrista que sorria direto pra poveza, por estar no Brasil.
O Tom Yorke foi refletir na praia? Qual foi a estrela de 3, 4, 5, 6 pontas que já não foi? É até melhor, pq se ele conhecer o corcovado como eu conheci, ele se renderia no “I´m a creeeeeep” na missa ali mesmo, pois a beleza do Rio chega a ofender.
O show é um espanto! Os telões com câmeras 24horas é leitura mais que perfeita do mundo de Londres…. assim como as câmeras 24horas no alto dos extremos laterais do palco.
Água Mineral: as pessoas avançavam na “cause de garçons” como somalianos no deserto! Ninguém aguentava ficar em pé. Los Hermanos só no Rio, mesmo. Creeptwerk foi a ofensa do ano ao colocar manequins em seus lugares com um grande botão play apertado. Só um frito sóbrio pilhou. Eu quase dormi em pé, pois certa hora a melodia ninava.
Agora, pq vc não o chama de “menino” do Rio, pessoalmente, pra ver o que acontece… rsrsrs!!
Acho o Tom, talvez, um mendigo-do-mundo. Assim como tantos outros gênios… reféns da própria intelectualidade.
Eu acho.
:)P
Ah!! a bandeira??? Havia uns extraterrestres que disseram:
- Aquele arco-íris… sei lá, deve ser viados em Cristo….
Por essas e outras que pessoas de bem se jogam no rehab. Cadê a Maysa pra gritar: “tira o mal da cabeça desse homem!” ?
cara, nem tava semi-vazia a apoteose. o povo chegou do meio pro fim dos hermanos (que foi um fiasco) e na hora do radiohead tava bem cheio (não lotado).
o show foi foda e nem vi isso de as pessoas ficarem conversando durante, ao contrário, onde eu estava a maioria cantava TODAS as músicas e quem não cantava assistia atentamente.
excelente o show, valeu por todos esses anos de espera! espero que em SP seja tão bom ou melhor!
O show foi inesquecível. Vamos aos pontos polêmicos: A maior parte do público (80%) não tinha a menor idéia do que estavam presenciando? é fato. O radiohead não tem bala pra encher a Apoteose de fãs de verdade, a maior parte foi mesmo pela balada e pra fazer filminho e tirar fotinha pra por no orkut e encher o saco do fã de verdade que está afim mesmo de ver o show e aproveitar aquele momento ao máximo. Por isso gostei de terem marcado o Oasis para o fim do mundo do Citibank Hall e a preços extorsivos, vai dar uma selecionada legal no público, afinal 400 paus numa pista vip não é pra curioso nem baladeiro de ocasião, é pra fã mesmo. Só uma coisinha sobre essa coisa extremamente desagradavel de celular tirando foto e filmando. Isso não é privilégio do Rio de Janeiro, to cansado de assisitir shows em sp e é igualzinho, ou seja, é um hábito dessa molecada mesmo, que passa o tempo inteiro com celular na mão filmando, fotografando, falando e não aproveita o espetáculo na essência. A vida virtual delas é mais importante que o show, tem que ter foto e vídeo pra por no orkut e similares, mas com certeza o show de sp vai ser bem melhor, como sempre né Lúcio? ah!!! ah!!!
Oi, Lúcio. Seguinte: a “intervenção em português” foi em The National Anthem. Já é de praxe o Jonny Greenwood sintonizar uma rádio local durante essa música e ficar brincando de jogar efeitos no que quer que saia do radinho, nos trechos em que ele não tá solando no ondes martenot. O efeito disso durante a música foi fantástico, mas bem no gran finale ele deu o azar de tá passando um comercial da companhia das letras na estação sintonizada quando liberou o áudio do radinho e antes de encher aquilo de delay e pá… Foi meio bizarro, mas tudo bem. Ele nem deve ter percebido mesmo, hehe.
Pessoalmente, eu achei o show sensacional. A Apoteose não tava vazia, pelamor… E deu pra perceber alguns momentos em que a banda se emocionou com a reação do público, como no trecho final de Paranoid Android, em que o povo inteiro cantou de mãos levantadas, arquibancadas inclusive. O Thom sorriu largado. Arrepiante…
O ponto alto do show, IMHO, foi Everything In Its Right Place, que eles tocaram com pinta de “tá acabando, é a saideira”. Se despediram do público um por um e deixaram o Jonny segurando o final sozinho no palco por cerca de um minuto, e ainda teve direito a Thom Yorke errando a letra e assumindo.
O ponto fraco foi o show do Los Hermanos, muito prejudicados pelo pessoal da técnica. O som em geral tava horrivelmente abafado e eu não entendi uma única nota de nenhum dos contrabaixos deles.
Mas noves fora, foi inesquecível. Saí de lá atordoado. Valeu cada km rodado de BH até o Rio.
É isso. E pra recompensar o esclarecimento sobre o radinho do Johnny, plz entra vapt-vupt no Myspace que eu deixei na URL. É indie belorizontino cantado em imperialês, garanto que seus ouvidos não vão cair por isso. =)
Abraço
Bom, comparar setlist não existe. Foi o show do Radiohead, que todos estavam esperando há 12,10,8,6,2,1 ano….enfim.
A Apoteose não estava vazia e nem lotada. Os caras da água atrapalhavam mesmo. Mas tinha metrô do lado, DO LADO. E pelo menos a gente não tava num chiqueiro, que nem na Chácara, cheia de lama.
Bom, comparar SP e RJ dá. Esses shows no Rio não lotam, claro, porque lá não tem essa galera do Outs, do Milo, etc. Bizarra, diga-se de passagem. E quer saber? Não troco essa linda cidade por nada nesse mundo, sacoé parceiro?
;)
PS: depois do show do LH, podemos afirmar que a banda acabou mesmo. Um Camelo pensando no romance juvenil, Amarante pensando estar no LJ, Barba querendo ensaiar com uma banda cover de metal e o Bruno, sei lá, pensando em atualizar o blog no G1.
Att,
Cidade de Deus