Homem com Homem; Mulher com Mulher
((( ATUALIZAÇÃO FINAL )))

* Popload em Ponta Grossa, Paraná. Hehe.
* Você, indie macho sim senhor, fica magoado com seu melhor amigo quando ele não responde com as exatas mesmas palavras uma declaração sua de “Eu te amo, cara”? Você vive um… bromance?
* MALLU WORLD EXCLUSIVE – The Kid is alright. Esta é a capa do CD de estréia da Mallu Magalhães, a cantora-fenômeno de 16 anos que começou 2008 tocando no Milo e com três musiquinhas no MySpace e vai terminar o ano como atração de palco principal de megafestival e um disco debutante produzido por renomado nome indie internacional. O que aconteceu no meio a gente está cansado de saber. O álbum (estranho isso) de Mallu Magalhães terá seu nome e sai no dia 7 de novembro, uma sexta-feira, véspera de ela tocar no main stage do Planeta Terra Festival. O CD terá 14 faixas, 12 delas em inglês, acentuando um “cuidado internacional” e folk na carreira da menina, provável porta aberta pelo produtor “gringo” do disco, Mario Caldato Junior (Beastie Boys, Super Furry Animals, David Seu Jorge Bowie e Bebel Gilberto). Nesta semana Mallu tocou no Na Mata Café, em São Paulo, reduto de “chiques, famosos e bem nascidos” paulistanos. Não tinha indie, não tinha seus fãs adolescentes. Li no Marco Bezzi (“Jornal da Tarde”) que Mallu cantou para um público endinheirado e trintão que cantou, meio envergonhado, seus hits “Tchubaruba” e “J1″.
* WHAT THE (FUN)HELL - Bizarra e babilônica a festa Funhell, do clubinho Funhouse, da última quarta-feira gelada de São Paulo. Com discotecagem popscênica de Hector Lima, poploadica minha e íntima de Rafael Urenha, a balada teve visita hollywoodiana e indie inglesa entre a galera que entupiu a casa na improvável noite mais fria do ano. Alice Braga, amiga de Jude Law, do Sean Penn, do Will Smith e de uma loirinha que foi com ela na Funhouse, dançou muito na hora da música da Katy Perry.
* AH, NÃO, BLOC PARTY!!! - Juntando duas histórias de insiders do “caso do ano” que foi o playback farofa do Bloc Party na festa da MTV, o que a Popload apurou do ocorrido foi: a banda inglesa se arrependeu da pataquada. O combinado era um playback só de instrumentos, o que já é xarope em se tratando de banda tão… hum… honesta, mas seria por causa do “medo de o grupo se apresentar às pressas num programa de TV de mercado diferente” blablablá. O que é pataquada do mesmo jeito, eu acho. O Bloc Party até já teria feito playback em outras ocasiões de TV e eventos, inclusive na Inglaterra. E, na noite do VMB, nem o grupo novo do (Sandy)Junior fez playback qualquer que seja. Mas então. Na hora da apresentação do Bloc Party o produtor da banda chegou e disse: vai ser playback TOTAL. De voz e tudo. O motivo seria uma “gripe” do Kele Okereke, ele estava indisposto e tal. A produção da MTV, no calor do evento ao vivo, fez o que foi pedido. E a banda fez o que foi visto. Kele acabou a noite tratando da gripe no clubinho A Torre, na madrugada pós-VMB. Banda dessas com show tão destruidor podia ter massacrado a festa da MTV com som de qualquer natureza. Mas, beleza, vamos esperá-los no Planeta Terra.
* A FRASE POP DO ANO – Nunca um cara foi tão equivocadamente citado no pop nacional do que o compositor e guitarrista americano Frank Zappa, tadinho. Foi em duas polêmicas que agitaram nossos bastidores indie jornalísticos musicais virtuais nos últimos dias, você deve ter acompanhado. Vamos lá. Para você não se embananar na hora de atirar essa frase contra algum jornalista de rock (hihi), a Popload esclarece o que o Zappa realmente disse: “Jornalismo de rock é feito por pessoas que não conseguem escrever, entrevistando pessoas que não conseguem falar, para pessoas que não conseguem ler”. O Fábio Massari me corrija se eu estiver errado. Zappa vive no indie brasileiro.
* “BEATLES” EM SÃO PAULO – Loucura. Histeria. Descontrole. Um exército de adolecentes insanas tem chacoalhado nos últimos dias a região de São Paulo onde fica a casa de shows Via Funchal, deixando preocupadas as autoridades locais. Tudo por causa da banda de teen pop inglesa McFly pela cidade. Durante a primeira apresentação dos “4 de L…ondres”, na noite de quarta, testemunhas viram menininhas subirem nos ombros das amigas, tirarem a camiseta e rodarem a vestimenta, de modo leeeeve e sooooolto.
Algumas pessoas de confiança tiveram a ousadia de dizer que o show NÃO É RUIM. O chapa Diego Maia, que cobriu o evento para Abril.com, escreveu em texto que o espetáculo foi algo como “o concerto de uma boy band influenciada pelo começo das carreiras dos Beach Boys ou dos Beatles. Mais ou menos o que os Jonas Brothers fariam se não estivessem tão preocupados com sua virgindade e citassem Jerry Lee Lewis em suas canções.” Assim que acabou o show, algumas meninas saíram de dentro do Via Funchal para formarem já uma fila para o show seguinte, desta quinta-feira. Durante a manhã de quinta-feira, pessoas de escritórios de publicidade das imediações da casa de show afirmaram que nem um telefonema podia ser dado sem vazar o barulho de gritos, cantorias e chororôs. Que coisa!
* Na semana em que estive em Londres, na passada, o jornal sério “The Guardian” soltou uma matéria de duas páginas sobre a preocupação com um certo abatimento que poderia recair no grupo. É que, durante quatro anos seguidos, o McFly sempre colocou os sete singles que lançaram no período direto em primeiro lugar nas paradas britânicas. E que naquela semana, quando lançaram o oitavo single, chegaram “apenas” em segundo. Forte depressão à vista?
* AH, NÃO, GOSSIP!!! – Faltando menos de duas semanas para o TIM Festival e já com a galere brilhando como se fosse 2006, caiu como uma bomba (sem trocadilhos, please) a notícia de que a Beth Ditto teria riscado definitivamente o Brasil da agenda de shows da banda. Ainda sem um comunicado oficial do festival, dizem que, levando o seu ingresso Novas Raves até um ponto de venda você garante um ingresso gratuito para uma outra apresentação do Tim Festival. Calma, não adianta virar fã do Kanye West a-go-ra e sair correndo. Parece que nada vai ser resolvido antes de segunda-feira! Aguardando maiores informações, voltem aqui mais tarde.
Quase um ménage-à-bro-trois
* BROMANCE - Na primeira quinzena de novembro, mais precisamente no dia 14, estréia no Brasil o filme “Pineapple Express”, do novo-astro porra-louca-engraçado Seth Rogen, capa de 200 revistas desde seus trabalhos em “Knocked Up” e “Superbad” e principalmente agora içado a “líder da nova geração de comediantes de Hollywood”. Já¡ falei do filme aqui uma vez, sobre a história do maluco chapadão e seu drug dealer lesado que se envolvem com gangues da pesada. Porque o primeiro acabou comprando a supermaconha Pineaple Express (que, segundo o filme, “smells like God’s vagina) e, louco, acabou testemunhando um assassinato. O título em português do filme, além de ser bacana, é sem querer iluminado: “Segurando as Pontas”. O título nacional faz a brincadeira óbvia com a droga, mas resvala no tema principal do filme: a amizade tão intensa de dois seres do mesmo sexo, mas tão intensa, mas tão intensa, que, sem ser gay, tornam os amigos chegados mais que “brothers”.
O rótulo “bromance” é quase tão legal quanto “new grave” e já foi parar até em dicionário (no “Collins”). É a forte amizade não-sexual entre dois homens. Ou o romance de amigos homens heteros. O termo já está em voga nas artes e no comportamento masculino há algum tempinho, mas com “Pineapple Express” virou “oficial” na cultura pop. No pano de fundo de tiroteios, socos, correria e muita fumaça, Seth Rogen e o ótimo James Franco (o dealer) têm um profundo caso de am… izade. A coisa é tão forte entre os dois que, mesmo perseguidos por gangues assassinas, encontram tempo para parar e “discutir a relação”. E, no filme, não é só Hogen e Franco que vivem bromances, hehe. Vou parar por aqui para não estragar (mais) a história.
* Uma produção inglesa a estrear em 2009 joga farol alto no bromance. É o filme “I Love You, Man”, com o Jon Favreau e o Paul Rudd, sobre “man date”. O termo, atenção, indica a “socialização de dois homens heterossexuais sem ser para tratar de negócios ou para ver jogo de futebol juntos”. A história, pelo que li, é fofa, terna, amável, mas decididamente não-gay. Genial.
Os chegados Pete Doherty & Carl Barat
* Na música, a gente se lembra bem da forte amizade de Carl Barat e Peter Doherty, cuja banda Libertines chacoalhou a Inglaterra por conta do incandescente e tocante relacionamento da dupla, que teve um final “dramático” e o bromance rompido acabou por romper também com a banda. O jeito que os dois se dedicavam um para o outro no palco era impressionantemente ‘bromantic’. Até dividir o mesmo microfone juntinhos eles dividiam. Parece que a amizade dos dois está voltando nesses últimos meses. Tanto que Carl Barat teria tatuado no braço uma “mensagem” profunda endereçada para Doherty. Que lindos…
* Na TV, o bicho anda pegando. Quase todo seriado hoje em dia tem um casal de amigos, um sensível e outro durão, até que… Vi um episódio antigaço do Friends reprisado pela enésima vez. Nele, o Joey tinha que tirar as sobrancelhas, e pede ajuda ao Chandler. Ele vai lá todo amiguinho e faz o trabalho direito: com pinça e tudo. O Joey fica horroroso, mas os dois se abraçam no final meio constrangidos e resolvem sair para fazer alguma coisa mais macho. Em um game-show inglês, apresentado por dois comediantes que viajam pelo Reino Unido testando esportes nada convencionais, a amizade entre os dois chamou a atenção dos jornais locais. Eles choram, se abraçam, torcem um para o outro mesmo quando em times diferentes, uma ‘fofura’. Até o durão Dr House (do seriado House) tem um parceiro fiel para as horas difíceis (e de quem morre de ciúmes), não tem? E a dupla geek-n’-roll do seriado mais bromântico de todos os tempos, o Flight of the Conchords? Os dois protagonistas só não são namorados, mas são parceiros de quarto, banda e roubadas. Sem mencionar Scrubs, Entourage, McSteamy x McDreamy em Grey’s Anatomy, etc.
* A MTV americana resolveu levar isso ainda mais a sério. Chamou um dos ‘galãs’ do seriado The Hills e botou o cara em um outro reality show. Spin-off de reality show, hein, é o final dos tempos! Nesse big-brother-meets-the-bachelor (hehe), chamado, adivinha, “BROMANCE”, os participantes vão disputar a amizade de Brody Jenner. É como se a Globo fizesse um Big Brother só com brothers, em que o finalista não ganha um milhão, mas sim, a amizade eterna do Alemão. Não dá. Os “bros” em potencial terão que se submeter a provas de macho para ganharem a confiança de Brody. Só para registro, uma das provas consiste em “saber lidar com os paparazzi”. Fica pior, calma: quando saírem em turma, eles vão disputar quem consegue ficar sozinho com ele por mais tempo. O paredão? Bem, ele é feito na jacuzzi (juro!), e quem for elminado, sai da casa só de sunga. O vencedor vai se mudar para Hollywood e virar amigão de todas as horas do tal Brody.
* Por falar em MTV, li em um site dia desses, que talvez o Beavis & Butthead fossem o par mais bromântico da cultura pop dos anos 90. E que por trás daquela baboseira toda, havia uma afeição fofura entre eles. Mas daí a coisa está fugindo do controle e prefiro não ir fundo nisso. Mas bem que eles lembram os personagens toscos e chapados de Judd Appatow… não?
* PREMIAÇÃO : INGRESSOS
1. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
2. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)
3. Um PAR de ingressos para o Mudhoney no Clash, em São Paulo, dia 16/10.
* PREMIAÇÃO “INGLESA” - O CD+DVD+Livrinho “Dig Out Your Soul”, o novo trabalho do Oasis, comprado no dia de seu lançamento na loja HMV do West End, em Londres.
Concorrências para os prêmios, lembrando, podem ser feitas no email e nos comentários aí embaixo.
* É ISSO - Tchau.
Notas relacionadas:





hahaha. é a capa do disco? sendo da Mallu, não poderia ser melhor. E isso é um elogio :))))
FIRST !!!
ã?
Me impressiona como o Lúcio Ribeiro é ‘inovador’! Que post ‘genial’, ein?! A La Caetano Veloso, Arnaldo Antunes! Depois não reclame desses caras…
Estou emocionado, de boa! hahaha.
parece um biscoito passa-tempo essa capa.
Pensei que a capa do diário de adolescente da Mallu Magalhães fosse outra. Rosa.
Sem chance pros leitores desse blog. Cansaço.
ainda sobre o playback do bloc party na mtv…
que bom que eles fizeram algo original.se ñ,a premiação teria afundado como a pior(há muito que vem piorando) de todos os tempos.e eu tb acredito que a mtv deu um equipamento de som ruim pra eles…adorei o kele k…zoando na festa!
ps:quero concorrer aos ingressos pros shows(p.terra/tim fest) e haagen dazs.
E meus ingressos pro Planeta Terra? Agora me empolguei mais ainda pra ver a Malluzinha, nunac a vi ao vivo! E ainda quero conferir se o Bloc Party vai mandar bem ao vivo. Ha!
tô pa-ssa-da com a capa da Mallu. Muito fofa. E nem sou tão fã da música dela. ;-)
te peço um talons e vc me manda um mercury. fazer oq =)
E o meu ingresso do tim lucio?
Mallu, fenomeno ? 14 faixas ? Carreira internacional ?
Qua qua qua qua qua quaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa/
Qua qua quaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
To começando a simpatizar com a Mallu…rs. Verei o Planeta Terra. Só não gostei do namorado Vanguart lá tbm. Tá parecendo a dose dupla CSSxKlaxons nos festivais ingleses do ano passado.
Quanto ao Bloc Party, imagino o seguinte para o mesmo festival: ele vai pedir desculpa pela má impressão no VMB e vai arregaçar.
Tomara.
puutz nem o The Calling fez playback aqui em Sorocaba
maaaas é muita sacanagem chamar para tocar em outro país sem equipamentos adequados
até o Kanye-e tá vindo com uma parafernalia
Esse blog anda muito subliminar… primeiro a foto com Shemales ads, agora esse título… huuummmmm… hahahaha.
Esse lance do Zappa ainda é repercussão do Debate MTV? hehe
Disseram que a capa do disco da Mallu é essa porque ela é só um passatempo. Que maldade.
Ainda vale pedir coisa?
Porque eu continuo, cada vez mais, time after time, desesperadamente, querendo o ingresso pro PLANETA TERRA!!!!
(pelo 6° posto seguido)
Lúcio, sem comentários, apenas um pedido: essa edição especial de Dig Out Your Soul ia cair bem na estante do meu quarto, ao lado dos outros do Oasis que comprei e comecei a ouvir graças às suas colunas na Folha na década de 90. :)
Quero ver o Bloc Party no Planeta Terra! Com ou sem playback! Please!
Como vai Lúcio.
Seu tempo está se esgotando.
Quero o Planeta Terra.
Mais uma ves digo: “Leve-me ao seu líder”.