Popload em Londres: a revolução será downloadada
* Láááá in London. Por enquanto, pode ir chamando de Poplondres, hihi.
* Algo muito sério está balançando os bastidores da música e tudo está muito confuso. Quer dizer, não para nós, claro. O título deste post vale desde 1999 (Napster), mas está ganhando agora contornos dramááááticos.
* Já, já eu falo certinho por que a Nokia bancou a viagem da Popload a Londres.
* Tem uma propaganda muito boa aqui na TV inglesa, para a molecada que enche a cara na noite. Mostra um menino se preparando para sair para a balada. Se vestindo ouvindo música, olhando no espelho, dando um trato, aquilo de sempre. Vai botar a camisa e puxa com força, a rasgando. Vai fazer xixi e erra a privada, fazendo no pé. Vai botar o brinco e arranca metade da orelha, para o sangue jorrar. No caminho para a porta, dá uma bica no som, que explode na parede e pára de tocar. Aí sai pela porta. Vem a frase: “Você não gostaria de começar sua noite desse jeito, não? Então por que acabar ela assim?”
* IGLU & HARTLY - se fosse falar qual música eu mais ouvi aqui nesta semaninha na Inglaterra, não teria dúvida. A canção, que ganha até das da Katy Perry, acho, é essa “In This City”, que eu havia escutado aí no Brasil e não tinha idéia do quanto tocava por aqui. É o contraponto da atual e sombria “new grave” (hahahaha, desculpe!). A banda, a tal Iglu & Hartly, é baseada em Malibu, na Califórnia. Embora já tenham um certo nome por Los Angeles e foram faladinhos do último South by Southwest (Texas), nunca tinha ido atrás do som deles até setembro agora. É uma turminha de cabeludos que faz rap-rock como se fossem filhos reais dos Chili Peppers. Parece que só querem saber de mulher, cerveja e skate. O de sempre no lado Oeste americano. Não combinha naaaaaada com a cena inglesa atual e não estão nem aí para isso. Ouvi outras músicas desse Iglu & Hartly e nem curti tanto, como essa boa e ensolarada “In This City”, que de tão farofa e cantada irritantemente é legal. O fato é que os meninos estão fazendo extensa turnê britânica, inclusive abrindo para o Vampire Weekend. Mas o melhor é o título do álbum de estréia deles, que saiu agora no final de setembro: “& Then Boom”.
* CSS IN LANDAM - Seguindo a sina de que sempre “o pop will eat itself”, infalível lei que move a música pop principalmente na Inglaterra, o mais importante guia londrino não se entusiasma muito com o show que o grupo anglo-brasileiro CSS faz nesta segunda-feira no Shepherds Bush Empire, uma das principais casas de shows da cidade. A descrição da revista “Time Out” lembra que o primeiro disco do CSS fez deles os “queridinhos da nu-disco”, mas o recente segundo disco sugere que a banda está mostrando um rápido esgotamento de entusiasmo e idéias. Mas ainda assim a “Time Out” bota a estrelinha de recomendação da apresentação da banda brazuca. Quem abre para o CSS é a dupla belezura (porém ainda crua) Magic Wands, de Nashville.
* INGRESSOS EM SP - Não sei como andam as vendas dos ingressos para os shows do Tim Festival, no final do mês no parque do Ibirapuera (a parte paulistana). Estou achando esquisito que o REM ainda não esgotou nenhum de seus dois shows no Via Funchal de 10 e 11 de novembro, apesar dos preços malucos. Mas estou sabendo que o festival Planeta Terra, que acontece uns dias antes do REM, já vendeu quase metade das suas 15 mil entradas à disposição, o que está longe de ser pouca coisa.
* MARATONA POPLOAD DJ SET - Correria na volta ao Brasil. Tem discotecagem Popload nesta quarta-feira em dose dupla. A primeira no Clash Club, antes e entre os shows do esperto grupo britânico Young Knives e seu conterrâneo folky Johnny Flynn, na primeira edição do projeto Incubator de bandas novas. Na sequência, rola a residência da Funhell, balada hot da Funhouse, em parceria com Rafael Urenha (Party Íntima). E sexta-feira a Popload toca em Ponta Grossa, PR, na agitada festa All Music. Haha. Eu já toquei mais em cidades do Paraná que de São Paulo.
* QUEM É SEU PAPAIZINHO? - Você pode não acreditar, mas eu achei bacana a nova house-gritaria do Benny Benassi. Você se lembra dele, não? Produtor italiano que fez aquele hit dance m.u.n.d.i.a.l. “Satisfaction”, faz uns quatro, cinco anos, e esteve até no Skol Beats. Ele lançou um disco novo doido no meio do ano, “Rock’n'Rave” e dele tem essa música, “Who’s Your Daddy?”. A música é demente, mina possuída gritando, electrohouse insuportável para ouvir em casa, mas “uma coisa” se for numa pista louca. Tudo isso para dizer que Benassi juntou umas amigas italianas para fazer o vídeo, sob o pretexto de “homenagem aos filmes pornôs dos anos 70″. Hahahahahaha. Na TV daqui, bem de noite, nas escondidas, passa uma versão “leve” do vídeo. Mas já vi a “sem censura” na internet. Botaria o vídeo aqui, se esse blog não fosse de família.
* HEAVY METAL… NO IRAQUE - Vou falar mais depois, mas vi um documentário sensacional que precisa ser baixado já aí no Brasil ou comprado via Amazon americana (porque vai saber quando esse filme passa aí…). Chama “Heavy Metal in Baghdad”, é produzido pela revista cool “Vice” e passou já em alguns dos principais festivais do planeta, antes de algumas poucas apresentações em Nova York e entrar em cartaz em circuito restrito aqui em Londres. É a história da impressionante Acrassicauda, segundo seus integrantes a “primeira e única banda de heavy metal do Iraque”. A Mostra de Cinema de SP TEM QUE levar esse filme para São Paulo. Você acha que turnê de banda nova é um inferno? Imagina excursionar pelo Iraque do Saddam Hussein, tipo em 2001, quando chacoalhar a cabeça dançando rock era proibido no país, porque lembra judeu durante sua reza!!!!!! Dois diretores canadenses ligados à “Vice” foram ao Iraque em 2006 entrevistar os jovens fãs de Metallica que tinham que improvisar shows em hotéis que ainda não tivessem sua luz cortada pelos bombardeios, sempre sob o risco de um míssil explodir o lugar. A banda ainda existe, mas todos os seus membros vivem fugidos na Síria. O documentário deixou o grupo “popular” no Iraque. E ser popular no Iraque, antes com Saddam ou agora com os invasores americanos, é muito perigoso, disse seu baixista, o incrível Firas Al-Lateef, o que tinha um inglês razoável para contar a história. É de Firas também a ótima frase sob a situaçao Saddam-Estados Unidos que sai a horas tantas no filme e explica como vivem os jovens iraquianos agora que “a salvação chegou”: “Eles levaram o Ali Baba e deixaram os 40 ladróes”. No próximo post eu falo mais de “Heavy Metal in Baghdad”.
SENHORAS E SENHORES… OASIS - Em nome dos meus velhos tempos, nesta segunda vou a uma loja de discos aqui de Londres comprar três cópias do álbum novo do Oasis, bem no dia em que ele sai. Já fiz isso muitas vezes nos anos 90 (não me refiro a comprar três discos do Oasis, mas sim comprar no dia em que ele sai, hihi). Enfim, um CD é para mim, outro é para a pessoa que mais gosta do Oasis no Brasil e outro é para sortear para a galere leitora querida. E, já que é para comprar CD, coisa tão em desuso, vou logo levar a edição especial, com o DVD.
Vamos colaborar para os Gallagher subirem no chart, né não? Quando o Oasis era Oasis, lá nos anos 90, só não ajudei efetivamente a banda a chegar ao topo das paradas uma vez, na famosa “Guerra dos Singles” contra o Blur, um dos capítulos mais deliciosos da história do pop. Já contei essa história aqui 200 vezes. Em plena era do britpop, em 1995, o Blur achou de lançar o single “Country House” no mesmo dia que o Oasis iria botar nas lojas o single “Roll with It”, só para irritar os Gallagher.
A semana de lançamento dos dois singles foi um inferno pop na Inglaterra. Na segunda, no dia que saiu, todos os jornais e TVs e rádios cobriam o evento como se fosse a crise das bolsas. Imagine se a Mallu Magalhães e a Pitty resolvessem lançar um disco no mesmo dia e o “Jornal Nacional” desse grande destaque. Hahaha, nada a ver.
Enfim, o Blur ganhou a batalha. Em uma semana vendeu 274 mil cópias de “Country House” contra 216 mil de “Roll With It”, do Oasis, aproximadamente. Nem foi tão vergonhoso para os Gallagher, porque o Blur era super mais conhecido na época, porque estava na cena desde 1990. O Oasis tinha realmente aparecido no pop britânico no ano anterior. Tanto que, quando os discos dos respectivos singles saíram (“The Great Escape”, do Blur, e “What’s the Story (Morning Glory)?”, do Oasis), os dois venderam muito, mas o do Oasis muuuuuuuito mais, se tornando o terceiro mais consumido disco inglês de todos os tempos (“Greatest Hits”, do Queen, e o “Sgt. Pepper’s”, dos Beatles, são os campeões).
Voltando à batalha dos singles, a melhor coisa que aconteceu, nunca me esqueço dessa, foi a genial manchete do famoso tablóide “The Sun”, num daqueles dias. Era alguma coisa do tipo “Mãe do Oasis é fã do single do Blur”. O jornal tinha ido à Manchester, conseguido falar com a mãe dos Gallagher e arrancado dela uma frase assim: “A música do Blur é bastante alegre. Gosto de acompanhar ela batendo o pé”. Hahahaha.
Só para deixar claro. Quando digo sobre a única vez que eu não ajudei o Oasis a chegar ao primeiro lugar, naquela semana da guerra contra o Blur, foi porque na segunda-feira que os singles saíram eu comprei os dois.
* PLAYBACK - Me sinto tipo o Bloc Party fazendo playback. Essa história de Oasis x Blur já escrevi tantas vezes… Acho que ela só perde para o show do Nirvana no Brasil, que falei umas 189 vezes. E ganha por pouco do papo sobre meu passeio de limusine com o Noel Gallagher em Miami, umas 175. Depois eu fico aqui pegando no pé da farofada do Bloc Party na MTV, tadinhos.
* OASIS PERDE AGORA PARA O… KINGS OF LEON - E lá vêm os irmãos Followill botar banca para cima dos irmãos Gallagher. Tudo bem que o Kings of Leon vive um grande momento, lotando 20 mil ingressos rapidinho na Inglaterra, capa de revistas nos EUA e tal. Mas não esperava que o grupo americano fosse ganhar nas paradas britânicas do single novo do Oasis, banda “da casa” mais falada e falada e falada por aqui nas últimas semanas (como de hábito em época de lançamento). “Sex on Fire”, do KoL, cravou segundo lugar de singles mais vendidos na semana que passou, enquanto o “Shock of the Lightining”, do Oasis, pegou terceiro. Em primeiro? A música nova da Pink.
* LADYHAWKE E OS MONSTROS – Quase bobinhas, mas deliciosamente pop, as músicas da neozelandeza Ladyhawke estão com as garras bem fincadas no pop inglês. Este blog tempos atrás já festejou a fofa “Paris Is Burning”, a música que ela fez quando foi visitar a capital francesa pela primeira vez e ficou “encantada”, haha. Mas o (pouco) tempo passou, o disco de estréia acabou de sair e com ele também o terceiro single do CD. “Dusk Till Dawn”, a já “famosa” música do “bang bang bang”, lembra Bananarama e Go-Go`s, bandas femininas dance pop do comecinho dos 80, mais ou menos. A canção da Ladyhawke tem um vídeo em que a moça acorda assustada no meio da noite, porque a casa foi invadida por seres mascarados com camisetas de filme de terror. As “coisas” vão a aterrorizando, ela foge pela casa e só pára para cantar o refrão do “bang bang bang” e dançar de modo engraçado. É quase uma “new grave”, se o movimento fosse liderado pela Turma do Didi, hahahaha. No fim do vídeo era… Bom, vê aí.
* Para ficar no tema, você já viu o vídeo de “The Creeps”, da banda Freaks. O que está acontecendo no pop?
* NOKIA REMIX, A SANGRENTA GUERRA DA MÚSICA NO CELULAR E O QUE A GENTE TEM A VER COM ISSO - Na semana passada, a gigante de celulares Nokia juntou a imprensa mundial (Popload incluída thank you very much) no coração da cultura pop planetária para revelar sua mais nova “invenção”. Em Londres, no badalado clube indie Koko, com apresentação de Will.i.am (Black Eyed Peas), a empresa finlandesa (1) entrou oficialmente de cabeça na revolução musical, (2) mostrou as armas para o iPhone, o Google Phone e serviços como o Myspace Music, e (3) anunciou a chegada no próximo dia 16 às lojas britânicas de seu novo celular 5310 Xpress Music. A “arma de destruição em massa” referida é um aparelho touchscreen, lindão e prático tipo o über-desejado iPhone, que será suporte do (atenção para a cereja do bolo!) COMES WITH MUSIC, o serviço de música para computador e celular da Nokia que permitirá seu usuário/cliente baixar sem limite e de graça as músicas das principais bandas e artistas do planeta.
</pausa para respirar>
Vou repetir: a maior empresa de celulares do mundo proporcionando a seus clientes baixarem quantas músicas quiserem das bandas que quiserem. E de graça.
Não é bem assim, mas é mesmo assim. A Nokia festejou acordo incrível com as principais gravadoras do planeta (Sony-BMG, EMI, Universal, Warner), mais um monte de selos independentes, para disponibilizar por UM ANO aos clientes da empresa o download de qualquer canção de seus elencos. Para tal, a pessoa precisa comprar o celular específico da companhia nórdica, que sairá custando 218 libras (279 euros, 377 dólares, 818 reais sem os impostos). Quando o prazo de fidelidade acabar, em 12 meses, o dono do Nokia 5310 Express Music pode manter no computador ou no celular todas as músicas baixadas, para sempre. Com o ano completado, se o usuário do aparelho Nokia quiser manter-se como cliente da empresa, terá de pagar pelos novos downloads a partir da data. Mas as músicas já baixadas permanecem dele.
A music store da Nokia já funcionará em 11 países quando o aparelho do “Comes with Music” chegar às lojas. No Brasil, a previsão de lançamento do celular e do comércio de música no computador é para o primeiro semestre de 2009. A Popload tentou respostas para as perguntas “Eu, enquanto cliente da Nokia, posso passar minhas músicas baixadas gratuitamente para um amigo que não tem celular nem usa serviço da empresa, via celular mesmo ou pelo computador? Posso queimar um CD virgem com essas músicas?” Depois de muito custo, chegou uma resposta do tipo “Não pode. Haverá uma proteção para o uso exclusivo do cliente Nokia”. Mas deu para perceber que eles sabem bem o que acontece hoje em dia com “proteções” e “exclusividade” assim que o produto aparece no mercado.
Se não totalmente bombástico, o pacote todo anunciado pela Nokia botou extraordinariamente mais fogo na incendiária questão da música online e na irreversível mudança de hábitos do consumidor de canções. Mais: posicionou os finlandeses na linha de frente da briga com outras empresas de computadores/celulares/programas no que eles têm como principal objeto de desejo financeiro: o ser humano que ouve, compra, troca, empresta, deseja, pensa e sonha com música. É um terreno perigosíssimo que está se ampliando em dimensões absurdas, devido aos últimos acontecimentos (lançamentos). Ninguém sabe no mundo qual é o real conceito de “legal” e “ilegal” na música. Por isso que…
* VEM AÍ A LIGA DAS BANDAS - As notícias de movimentações musical-virtuais costumam ser sempre boas para os fãs de música. A empresas gigantes se animam em chacoalhar o cobiçado mercado musical cada vez mais e esfregam as mãos para contar os cifrões. Mas como fica a questão para quem faz essa tal música? Hein? HEIN?
Está sendo formada uma coalizão peso-pesado de artistas querendo sua parte no lucro. Encabeçada por Radiohead, Robbie Williams, David Gilmour (Pink Floyd), Iron Maiden, Verve, Kaiser Chiefs, DP Paul Oakenfold, Klaxons entre tantos, a “Liga da Justiça na Música” foi lançada oficialmente nesta segunda-feira em Manchester, com o objetivo de ajustar os contratos para a era da distribuição digital. Os correligionários não querem ter um líder ou um nome de atuação, necessariamente. Mas pleiteiam participar das reuniões com gravadoras, empresas de tecnologia, governo e com quem for na hora de decidir o futuro e os caminhos de seu trabalho. Um manifesto de seis “mandamentos” está sendo elaborado pela liga e vai vir à tona nos próximos dias.
Segundo o jornal “The Guardian”, o sonho utópico da era digital, o de remover todas as barreiras entre o artista e seu fã, está dando lugar cada vez mais a uma realidade mais complexa, que é a dos artistas temerem o perigo de serem cortados das mesas de negociações entre gravadoras e empresas de tecnologia, o que mais tem acontecido. Esse assunto ainda vai render…
* MORAL DA HISTÓRIA (?) - Como eu venho dizendo há teeeeeeeempos sobre essa mudança de costumes na música, a gente só está no começo da revolução… Como diz o REM, esse é o fim do mundo tal qual o conhecíamos (e estou achando tudo bacana).
* PREMIAÇÃO DA SEMANA: INGRESSOS – O sorteio dos ingressos não pára. Nesta semana, quando eu voltar ao Brasil, vou já entregar o resultado de tudo. Aproveite. Está valendo então:
1. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
2. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)
3. Um PAR de ingressos para o Mudhoney no Clash, em São Paulo, dia 16/10.
4. TRÊS ingressos para o show DESTA QUARTA-FEIRA do Young Knives + Johnny flynn no clube Clash. Acompanha cada entrada sorteada um CD do Young Knives.
* PREMIAÇÃO “INGLESA” - O CD+DVD+Livrinho “Dig Out Your Soul”, o novo trabalho do Oasis, comprado no dia de seu lançamento na loja HMV do West End, em Londres. Só para deixar tudo mais pomposo, hihi.
Todas as concorrências para os prêmios podem ser feitas no email e nos comentários aí embaixo. Manda bala.
* O próximo post vai ser escrito de São Paulo, Brasil. Até!
Notas relacionadas:








QUERO GANHAR O CD/DVD!!!
LISTEN OASIS!
Spiritualized na América do Sul ? Argentina ? Cara, fui conferir no site da banda e, nada ! Dia 7 de novembro, Mr. Pierce estará na Estonia ! Pela caralhada de amplificadores, equipamento, etc e tal que o Spiritualized tem, acho bem pouco provável que eles saiam lá da Estonia pra tocar na Argentina. Mas, seria ótimo o Planeta Terrra trocar a Mallu e o Kaiser Chiefs pelo Spiritualized.