O melhor show da sua (e da minha) vida!
* Ou “Os melhores shows da sua (e da minha) vida”.
* Resolvi ir de post novo, Brasil! A história do melhor show internacional da história aqui no país merece espaço especial e exclusivo. Mas, antes…
* OFFSPRING CONFIRMA PLANETA TERRA (MAS A BOA NOTÍCIA É OUTRA) - Nesta quarta-feira à noite, a banda americana Offspring disse “sim” sobre sua escalação no próximo festival Planeta Terra, que acontece no dia 8 de novembro, na Vila dos Galpões, em São Paulo. Eu achava que era a organização do Terra que estava com a decisão, mas a confirmação veio, mesmo, da banda. Embora já tenha “passado” de ser uma atração superimportante, o grupo punk californiano tem sua relevância no rock e faz um show divertido. Mas o fato é que seu ingresso no line-up do PT, obviamente no Main Stage, pode prestar um bom serviço para o Indie Stage, o palco dois. É que com a entrada do Offspring no palcão pode empurrar a ótima banda inglesa Bloc Party para um show mais, hum, intimista no palco indie. O palco principal deve ser composto por Jesus & Mary Chain, Offspring, Kaiser Chiefs, Mallu Magalhães, Curumin e outros. O palco indie deve ter, assim, Breeders, Bloc Party, Animal Collective, Spoon, Foals, aparentemente. Vamos aguardar. Mas esse palco indie está ficando de dar inveja ao… ao… Reading Festival.
* VAI DAR PARA VER TODOS OS SHOWS DO PT - A escalação dos palcos do Planeta Terra, a Popload foi informada pelo “Big Eye”, está sendo elaborada para que todos os shows, seja no Main Stage ou no Indie Stage, possam ser vistos sem encavalamento de atrações. Pelo menos por meia hora todo mundo poderá assistir a todas as apresentações, é o que promete o festival. Isso é um outro avanço em relação ao evento do ano passado. Quem viu o show do histórico Devo perdeu no palco principal a sensacional performance do Rapture no palco indie. E vice-versa.
* O Big Eye é o “ser” virtual que faz o blog do novo site do festival Planeta Terra. O cara sabe das coisas, por lá.
* BAFO EM BH - Offspring, Maroon 5 e o festival Pop Rock Brasil, que aconteceria em novembro em Belo Horizonte, está cancelado pela Justiça?
* TING TINGS E O AMOR - A música “romântica” da dupla indie dance inglesa Ting Tings, de Manchester, já está nas ondas do rádio e em vídeo (e logo, logo em alguma novela da Globo, hehe). É a fofa “Be the One”, que está no delicioso primeiro álbum da banda, “We Started Nothing”. É a quarta música do CD de estréia a virar single, fato nobre nestes tempos. O vídeo de “Be the One” veio à tona nesta semana, enquanto o single só tomará os caminhos das lojas no meio de outubro. Como toda música do Ting Tings, ela começa num ritmo maneiro e vai acelerando, acelerando. What you gonna offer now, Ting Tings?
* MALLU MAGALHÃES ENTREVISTADA POR… MALLU MAGALHÃES - Você não entende o hype da menina que começou o ano tocando no Milo Garage e hoje está no palco principal do festival Planeta Terra? Não compreende como ela em poucos meses foi vista por milhões na internet, apareceu na Globo, já teve música tocada em campanha nacional de TV, foi vinheta da MTV, gravou com produtor internacional, cortejada por astro do rock brasileiro e o escambau? Então a Mallu, conversando com a Mallu, vai te explicar tu-do. Não perca a parte da comida preferida dela.
* O SHOW GRINGO MAIS INCRÍVEL QUE O BRASIL JÁ VIU – Depois dessa história de show espetacular do Hives em São Paulo (que eu perdi), comparando ao do Franz Ferdinand no Rio (2006), e às portas dos grandes festivais brasileiros cheeeeeios de atrações bacanas, decidi pensar nos meus shows internacionais inesquecíveis da história, estimular você a dizer os seus e convidar gente bacana (não que você não seja bacana…) para também dar seus depoimentos. Enfim, vou começar com um ranking superpessoal do que eu considero as melhores e mais marcantes apresentações que eu já vi na vida. Óbvio que eu vou esquecer coisa importante. Mas vamos lembrando e corrigindo a rota. Então, ficamos assim. Vou fazer uma lista rápida do que eu lembro de shows marcantes, fazer o meu Top 5 e depois perguntar para você e para uns outros bons sobre seus eleitos. Não exatamente nessa ordem…
* Echo & The Bunnymen em 1987/ Ramones, Olympia, SP, 1994/ Rolling Stones em Copacabana, 2006/ Guns N’ Roses Rock in Rio 2001/ Depeche Mode, Olympia, SP, 1994/ Nirvana Hollywood Rock 1993/ Beastie Boys, Olympia, SP, 1994/ Stones + Dylan 1998/ New Order no Olympia (SP), em 2001/ Pixies Curitiba Pop Festival 2004/ Weezer, Curitiba Rock Festival 2005/ Michael Jackson, SP, 1993/ Madonna, SP, 1993/ The Cure, SP, 1987/ The Strokes, Tim Festival 2005/ Arcade Fire, Tim em Porto Alegre, 2005/ U2 Popmart tour 1998/ Mallu Magalhães no Milo, 2008 (hehe)/ Chili Peppers, Hollywood Rock 1993/ David Bowie, Parque Antarctica, 1990/ Smashing Pumpkins Hollywood Rock 1996/ Metallica, estádio do Flamengo, RJ, 1999/Police, Maracanãzinho, 1981/ Nick Cave, Projeto SP, 1989/ Sonic Youth Free Jazz 2000/ Cypress Hill, Close Up Planet 1996/ Teenage Fanclub no Sesc Pompéia/ Belle & Sebastian no Tim 2001/ Faith No More Rock in Rio II 1991/ Oasis 1998/ Lou Reed, Palace, 1996/ LCD Soundsystem no Sonar Brasil 2004/ Prodigy no Skol Beats/ Chuck Berry, Free Jazz 1993/ Jesus & Mary Chain, Projeto SP, 1990/ Paul McCartney, Pacaembu, 1994/ Kiss, Pacaembu, SP, 1994/ Morrissey no Olympia, SP, 2000/ Man or Astro-man? em Londrina/ Ozzy no Rock in Rio I, 1985/ Supergrass no Campari Rock 2006/ Flaming Lips, Claro Que É Rock 2005/ Queens of the Stone Age no Rock in Rio 2001/ Neil Young no Rock in Rio 2001/ Pantera, Olympia, SP, 1995/ Cocteau Twins, SP, 1991 (ou 1990?)/ Lemonheads, Santos, 1994/ Pearl Jam na Praça da Apoteose 2005/ Arctic Monkeys no Tim 2007/ Page & Plant, Hollywood Rock 1996/ Franz Ferdinand no Circo Voador 2006/ Asian Dub Foundation, Abril pro Rock 2001, Recife/ Simple Minds, Hollywood Rock 1988/ Green Day no Via Funchal, 1998/ Metallica, Parque Antárctica, 1993/ Mudhoney, SP, 2001/ Atari Teenage Riot no KVA, SP 1999 (?)/ Superchunk, Broadway, 1998 e dezenas de outros…
* ENQUETE POPLOAD-SHOWS DA VIDA - Enquanto eu vou escrevendo os meus, quero saber o seu. Quais são os shows internacionais no Brasil que mais marcaram sua vida? Vou tentar estabelecer um “ranking dos shows inesquecíveis”, vamos ver. Manda bala. Não que precise, mas esta enquete vai ter prêmio, para quem votar nos comentários ou mandar email para lucio_ribeiro@ig.com.br.
*****
* MEU TOP 5 - Vamos nessa. Claro que pensando hoje, o que foi diferente ontem, e que amanhã posso achar outra coisa, os shows mais marcantes que eu vi no Brasil foram, pela ordem:

Grohl, Cobain e Novoselic posam no banheiro do Morumbi, momentos antes de o grupo ir para o palco e fazer o histórico show do Hollywood Rock, em janeiro de 1993. Foto: Joe Giron/Corbis
1. Nirvana, Morumbi, 1993, festival Hollywood Rock
Essa mitológica apresentação do Nirvana em São Paulo, em janeiro de 1993 é tida pela banda como a mais desastrosa da carreira do grupo de Kurt Cobain. A crítica musical brasileira malhou. Mas ninguém da platéia estava nem aí para isso. Gente do Nirvana disse à época que foi o maior público para o qual o grupo se apresentou. O show foi uma ZONA, mas o Nirvana tinha acabado de deixar a música pop uma zona, de qualquer modo. Então fazia sentido. A palavra que eu mais gosto de utilizar para definir esse concerto é: CATARSE. Ver o Nirvana, naquele instante, aqui em São Paulo, era como ver os Beatles em San Francisco em 1966. Estar no Morumbi naquela noite parecia ao mesmo tempo que algo novo estava começando na vida de todo mundo, mas que também parecia ser o fim de tudo. Eu, que não sou de chapar em bebida, vi o show completamente atrapalhado, na frente do palco, no meio da muvuca. No outro dia, meu corpo doía. Eu estava inteiro roxo.
Até hoje, 15 anos depois, recebo emails de gringos ingleses e americanos querendo detalhes do dia em que Kurt Cobain subiu ao palco fora de órbita no Morumbi. Imagino que seja o show de rock mais procurado do mundo, talvez porque é o que menos se tem imagens. Já me ofereceram 500 dólares por uma fita que contivesse o show, porque uma vez surgiu o boato de que eu tinha uma cópia. Mas não. Amigos meus já vasculharam os arquivos da Globo e da MTV, mas esse show nunca apareceu. A Globo transmitiu ao vivo o show do Rio, na semana seguinte, então esse tem fácil. Comprei a fita dele em Camden Town, em Londres. Apresentação da Maria Paula. Reportagens de Maurício Kubrusly. Mas o do Morumbi… Teoria da conspiração roqueira total.
Na internet, até um tempo atrás, tinha uns 10 minutos de imagens, apenas. No famoso vídeo/DVD oficial “Live! Tonight! Sold Out!” tem cenas do show no Morumbi. Traz a antológica apresentação da banda no palco, feita pelo João Gordo, que introduziu o trio gritando: “E com vocês, a maior banda underground de todos os tempos. Nirvaaaaaaaaanaaaaaaa”. O show todo foi doido, esquisito, estranho e, talvez por tudo isso, maravilhoso. Kurt Cobain estava fora de si, chapadão, devagar demais. Engatinhou no palco, quebrou tudo, se vestiu de mulher. Quando o Nirvana começou sua performance com “School”, na platéia parecia que o mundo ia acabar. No palco, Kurt Cobain estava com rotação alterada, e Krist Novoselic e Dave Grohl estavam desesperados. O show continuou caótico. “Smells Like Teen Spirit”, com Flea dos Chili Peppers no trompete, quase não saiu. Em certa altura, começaram a tocar Iron Maiden. Depois passaram a zoar. Kurt sentou na bateria, Krist foi para a guitarra, Grohl no baixo e vocal. É histórica a foto que saiu de Kurt na capa da Ilustrada, da “Folha de S.Paulo”, sentado à bateria, com a legenda dizendo “Dave Grohl, baterista do Nirvana”. Enfim, o Nirvana começou a zoar com tudo. Passaram a tocar só covers: Duran Duran, Queen, Clash, “8675309/Jenny”. O show parecia um ensaio numa garagem fuleira de Seattle, não diante do “maior público da banda”.
Seis anos depois da apresentação do Nirvana no Morumbi, cinco anos depois do suicídio de Kurt Cobain, tive oportunidade de entrevistar o gênio Dave Grohl em Miami, na ocasião do lançamento de um disco do Foo Fighters. Quando veio o assunto do show do famooooooooso show do Morumbi, Grohl ficou louco. Desembestou a falar mais do que do próprio disco de sua banda. Dave Grohl disse o seguinte: “Claro que eu me lembro dos shows no Brasil. Em SP, tinha uma loja de presente do hotel onde estávamos que vendia Valium (Maksoud Plaza). Ou algo parecido. No momento de ir para o estádio tocar, fui procurar o Kurt e ele estava lá nessa loja, tomando um comprimido atrás do outro, sei lá quantos. Fiquei horrorizado. Quando entramos no palco, a multidão urrou como eu nunca tinha visto, umas 80 mil pessoas. A primeira música que tocamos foi “School”, que começava assim (aí Grohl faz o som de guitarra com a boca e reproduz a bateria nas pernas). Só que Kurt começou com uma microfonia absurda, sem parar nunca. E, quando entrou na música, foi assim (Grohl faz o som de guitarra de novo, só que num ritmo muito mais lento). Ele estava em outra rotação. Olhei para o Krist (Novoselic, o baixista) na hora. Ficamos apavorados. Vi Krist chegar no ouvido dele e dizer: “Acelera, acelera. Pelo Amor de Deus”. O legal é que o público não estava nem aí e urrava tão alto quanto a música. Foi inacreditável. E no outro dia um jornal disse: Nirvana faz jam session para 80 mil pessoas. Foi loucura. Tocamos até “Rio”, do Duran Duran. Outra hora, mudamos os instrumentos: eu toquei baixo, o Krist tocou guitarra e o Kurt foi para bateria. Foi insano.” Isso: foi insano.
O setlist do show do Morumbi, achei na internet, é assim: School • Drain You • Breed • Sliver • In Bloom • About A Girl • Dive • Come As You Are • Love Buzz • Lithium • (New Wave) Polly • D-7 • Smells Like Teen Spirit (com Flea, do Red Hot Chili Peppers) • On A Plain • I Hate Myself and Want to Die (jam) • Negative Creep • Been a Son • Something In the Way • Blew • Aneurysm • Territorial Pissings • Run to the Hills (jam) • Heartbreaker (jam) • We Will Rock You • Should I Stay Or Should I Go • Rio • 867-5309/Jenny • Kids In America • Seasons In the Sun • Lounge Act •Heart-Shaped Box • Scentless Apprentice • Milk It
A palhaçada na cover de “Seasons in the Sun” é emblemática. A música louca dos anos 60 que virou sucesso mundial absurdo nos anos 70 na voz do desconhecido (na época) Terry Jacks, dizem, virou cover do Nirvana pela última vez em São Paulo. A canção era chamada por alguns também como “O Moribundo”, porque a letra era a mensagem de um cara que estava morrendo e se despedindo dos amigos e da mulher. Ambigua, não se sabia se o cara ia se matar ou estava morrendo por causas naturais. Pouco mais de um ano depois da performance do Morumbi, Kurt Cobain se matava em sua casa, em Seattle.
2. Pixies, Curitiba Pop Festival, 2004
Se alguém em 2003 dissesse que os Pixies fossem voltar à ativa, com a mesma formação, com o mesmo pique nos palcos, e que iriam tocar no Brasil, em show exclusivo só em Curitiba, eu ia rir muito. Ou chorar. Minha terceira banda predileta da história, tive a oportunidade de ver mister Black Francis, Deal, Santiago e Lovering duas vezes em Londres no começo dos anos 90, mas logo o quarteto se despedaçou e o sonho de testemunhar a vinda da banda ao Brasil morreu junto. E não é que, graças à iniciativa indie de uma turma curitibana abençoada, anos depois o Brasil iria receber os Pixies? O show a princípio foi subdimensionado, porque indie. Era para ser na Ópera de Arame (3 mil pessoas). Mas a correria atrás dos ingressos foi tão voraz, a invasão paulistana a Curitiba se desenhou tão forte, que o evento causou a primeira pane da internet brasileira na venda de ingressos (estou mentindo?) e foi parar na mágica Pedreira Paulo Leminski (10 mil). E assim foi. Se a palavra para descrever o show do Nirvana de SP foi CATARSE, o dos Pixies em Curitiba é… MÁGICO.
3. Kraftwerk, Free Jazz, Jockey Club, SP, 1998
Fiz a resenha deste show para a Folha, lá no longínquo 98. Foi engraçado ver, na época da explosão da “nova” música eletrônica, esses tios alemães da eletrônica a-ssom-brar o Jockey Club (ai, que saudade do Free Jazz/Tim Festival no Jockey). O título do meu texto foi “OK Computer”. E dizia o seguinte:
“Alguém na platéia soltou que era a principal banda que tocou no Brasil desde 1500, o que remeteu diretamente à famosa capa da revista americana “Spin” ao grupo alemão, que indagou, na manchete: “Kraftwerk”. Mais influentes que os Beatles?. É complicado discordar. Começava “Computer World”, a música-título do pulsante álbum de 1981, que jogou o punk dentro de um disquete e o entregou ao tecnopop. A essa altura era engraçado testemunhar como um show de uma banda de três décadas soava tão completamente contemporâneo. Um testamento ao vivo de quão longe o Kraftwerk levou a pop music e quão pouco ela progrediu além das inovações proporcionadas pelo grupo alemão anos e anos atrás.
O show caminhava, e não era estranho se sentir um personagem de “Blade Runner” ou dos livros de Aldous Huxley, tentando dançar de maneira moderna músicas dos anos 70. Em “The Man-Machine” e “Tour de France” (com imagens de ciclistas em movimento sendo projetadas nos telões), o clima era de uma noite na ópera. Eram operetas eletrônicas. Ficava claro entender por que nos 70 os álbuns do Kraftwerk eram difíceis de ser encontrados nas lojas européias, já que parte delas colocava os discos nas prateleiras de música clássica. (…) Quantos robôs bacanas não foram criados pelo Kraftwerk nestes anos todos, de David Bowie a Afrika Bambaataa, de Depeche Mode à toda cena eletrônica dominante destes tempos?
Foi um show para não ser deletado jamais da memória. O único senão foi não ter levado meu PC para o Jockey Club. Ele iria amar o Kraftwerk.”

Foto escura do show do Jockey, de 1998. Bom, o que importa para o Kraftwerk está bem iluminado
4. Nick Cave, Projeto SP, São Paulo, 1989
Numa das eras indies mais legais para shows no Brasil, a era dos shows do famoso “Projeto SP” (Jesus & Mary Chain, Stray Cats, Sisters of Mercy, Iggy Pop, Devo, Cocteau Twins etc.), em tempos mais que improváveis para shows indie bons aqui no país, apareceu para nós um sujeito australiano sinistro, com uma banda absurda (os Bad Seeds), um álbum incrível (“Tender Prey”) e um show arrebatador de indie-blues-gótico sobre amor e morte. “Deanna” foi uma das músicas mais impressionantes que eu vi em uma apresentação ao vivo de alguém. Eu tenho uma péssima memória para tudo, inclusive para coisas que aconteceram no dia anterior, quanto mais em 1989. Mas lembro muito de muitas coisas desse show de 19 anos atrás. Isso deve significar algo.
5. Strokes, Cais do Porto, Rio, 2005
Enfim os moleques que salvaram o r… hahahaha. Enfim os Strokes vieram ao Brasil, para shows em São Paulo, Rio e Porto Alegre, no Tim Festival. A estréia foi no MAM do Rio, a sede antiga do festival. A primeira apresentação foi boa, mas não booooooooooa. Eles estavam tensos com a família toda no Rio, a lista VIP da Alicinha Cavalcanti estava em massa, o de sempre… Aí alguém do Rio teve o bom senso de marcar um show deles para o gelado e sinistro Cais do Porto, com ingressos mais baratos, para a molecada (que é quem ouvia Strokes, mesmo). Aí entupiu, o clima estava animado, a galera pirou, a banda se soltou, o lugar ferveu. E assim foi.
* Sonic Youth (Free Jazz), Belle & Sebastian (idem), o primeiro Beastie Boys, Echo & The Bunnymen e New Order, estes dois últimos dos anos 80, entrariam na minha lista se fosse um Top 10.
* PROMOÇÃO INGRESSOS - Vamos começar já essa história. Quem participar da enquete do “show da vida” vai concorrer a:
1. Um ingresso para o Skol Beats
2. Um ingresso para o Planeta Terra Festival
3. Um ingresso para o show do Tim Festival do dia 23/10, em São Paulo (Gossip, Klaxons, Neon Neon)
* Já Já - Um update do final de semana.
Notas relacionadas:








1. Primal Scream no TIM
2. Bjork no TIM
3. Cocorosie no Circo Voador
4. PJ Harvey no TIM
5. Kings Of Leon no TIM
1 – Nirvana – Morumbi
Obs: Lembro de quase tudo. – L7 abriu bem – Big John, do Exploited,
passando o som com carinho na guitarra a ser destruida. – encontro depois do show, no new york , onde se via todos em extase.
2 – New Order – Ginasio do ibira – 88
Obs: Muito “florido”- o dia que fui apresentado ao haxixe – pra escutar um som razoavel, tinha que pular pra pista.
3 – White Stripes – Tim – RJ
obs: A paulistada foi em massa – o som não tava bom, mas o cara era profissa.
4 – Primal Scream – Tim – SP
obs: o som tbém não estava bom…mas ficou muito bom mesmo assim
5 – Kraftwerk – FreJazz – SP
obs: festa!!! dancei muito.
Menções
Sonic Youth Free jazz – SP – Só Hits
Iggy Pop – Projeto SP – 88 ou 89 – Não lembro de nada – mas deve ter sido bom.
Neneh Chery – Free Jazz – sp – Muito bom!
Sepultura – Rock in Rio ll – RJ – Em seu melhor momento
Cat Power – Fenac pinheiros sp – Pocket – Me apaixonei por Ela.
Itamar Assumpção – 86 ou 87 – Vão livre do MASP
James Brown – FreJazz – SP
Metallica – Parque Antartica – SP
Raul Seixas – Pq Antartica – SP
Wandula – Milo Garage – No primeiro.
3 -
Não dá pra não comentar cada um destes shows:
1. Faith No More, Olympia, 1991
O FNM fez quatro datas no antigo Olympia e uma no Aramaçã ( Santo André ) em setembro de 1991. Shows lotados e disputadaços, com o nome mais falado do planeta naquele momento – e os caras não decepcionaram. Uma banda impecável e desencanada, os riffs estridentes do bizarro Jim Martin, hits sendo alternados com obscuridades, The Real Thing ( O DISCO daquele ano ) sendo tocado quase inteiro e, claro: Mike Patton. Ele subiu na bateria, cuspiu Suflair na galera, chorou, gritou, deu pirueta, teve espasmos epiléticos, homenageou Rosane Collor, falou português, atacou as câmeras da MTV e toda santa noite terminava o show se jogando no meio da galera e depois dava tchau como se estivesse pedindo desculpas. Foi absolutamente insano.
2. Nine Inch Nails, Claro Que É Rock SP e RJ, 2005
Estava tudo meio errado naquelas duas noites. Um festival no meio de um lamaçal ( em SP ), com horários sendo respeitados ( menos no RJ ), um mistura geral de bandas ( Good Charlotte tocando antes de Flaming Lips? ) e o Nine Inch Nails – um nome mais cult do que pop aqui na terrinha – fechando o line up. Mesmo assim, tudo ficou em segundo plano quando Trent Reznor fez a apresentação mais impecável que já vi. Uma avalanche sonora e visual, que surgiu do nada em plena madrugada e levou a galera pra um festival de primeiro mundo, com som cristalino e efeitos visuais minimalistas. E o que foi aquela banda furiosa, tocando como se fossem morrer logo depois do show? Som, imagem, fúria e delicadeza ( afinal rolou “Hurt” ) se alternavam com perfeição, com uma apresentação que elevava a brutalidade de um Iggy Pop ( que tinha acabado de descer do palco ) com uma megaprodução quase nível-U2.
3. AC/DC, Pacaembu, 1996
Imagina uma banda de boteco elevada à enésima potência, tocando num estádio e com um doido varrido comandando cada olhar dos trocentos mil presentes. O AC/DC em cima do palco é poderoso, impressionante, engraçado, sexy… ou seja, totalmente rock and roll. A gente nem liga se a banda parece mais uma decoração ( se mexendo quase roboticamente ), porque Angus Young é o cara. Não parou por um segundo e mesmo parado era o centro das atenções, batendo cabeça, correndo de ponta a ponta e justificando cada grito de “Angus! Angus! Angus!” da galera. E o setlist foi uma aula de clássicos do rock.
4. Marilyn Manson, Olympia, 1997
Foi o show do cala a boca. Quem foi ao Olympia naquela noite ( com direito a protestos de católicos e Zé do Caixão na entrada ) tava mais curioso pra ver o teatrinho do tal Anticristo e ouvir “Sweet Dreams”. Mas aí sobe no palco uma banda de metal comandada por um aparente psicopata egocêntrico e o Olympia veio abaixo. Teve gente ferida em “The Beautiful People”. E se o peso do som já assustava ( sim, eles tocavam bem e alto ), Manson não deixava por menos – soube provocar, encantar e dominar a platéia, se arrastando pelo chão, batendo no que visse pela frente ( até no resto da banda ), imitando Hitler e rasgando uma bíblia. O golpe final: Manson faz um rasgo no tórax com uma garrafa de vodka quebrada. Finalmente vimos de perto uma daquelas lendas urbanas do rock que a gente nunca sabe se foi verdade mesmo… Espetáculo é isso aí.
5. Chili Peppers, Hollywood Rock, 1993
Mais um show onde tudo jogava contra. A banda tava sem John Frusciante, em final de turnê, com altas histórias de shows ruins por conta das drogas, com o filme meio queimado por tocar demais no rádio e tv ( o Morumbi tava lotado ), o Alice In Chains tinha acabado de deixar todos em transe e a gente tinha que guardar energia pra ver o L7 e o Nirvana na noite seguinte. Mas foi foda. Pra ilustrar: pouco antes do RHCP entrar no palco ( já tinha até rolado aqueles aviso de saída de emergência ), a Madalena Bonfiglioli ( a repórter, na época no Aqui Agora ) estava bem no meio da pista, entrevistando o público a poucos metros de mim. Do nada, apagam-se as luzes, a galera grita, começa a agitar e a mulher tá lá, filmando. De repente, começam os acordes de “Under The Bridge”… e a mulher ainda lá, toda pimpona filmando o início do show. Do nada, Chad Smith manda as batidas de “Give It Away”. Foi Madalena pra lá, microfone pra um lado, câmera pra outro e o Anthony Kiedis já jogando o cabelão em cima do palco. Seria um sinal do caos hilário daquele show.
tortoise no Sesc Santana
lúcio, me dá esse ingresso pro Planeta Terra!!!!!!!!!!! caso de vida ou morte!!!!!
Deus (Neil Young) no Rock in Rio foi foda mesmo, hein, Lúcio?! Era a primeira e única vez que o bardo canadense deixava sua marca em terras tupiniquins, e foi inesquecível. Oasis em “Sampachester 2006″ e Nirvana em 93 ficaram pra eternidade também! Seria louco também algo tipo Amy winehouse no Credicard Hall, SE a moça pudesse vir, é claro. Imagina a fauna junkie que se aglomeraria por lá, ficaria pra história também, heh. Fica aí a sugestão pra um abaixo-assinado.
Ah! R.E.M. e Beck (com muito pouca gente, aliás, ficou meio intimista até) no Rock in Rio foram massa também! A primeira vez dos Chemical Brothers em Sampa é memorável também.
P.S.: O mais louco dos comentaristas, sem dúvida, é o nêgo que cometeu a heresia de falar que o “Black Album” do Metallica é o pior disco da história do rock. Pode ver que esse nem manja o que é “Garage Days”, e deve achar Alice Cooper grande coisa e o novo do Metallica o “disco do ano” mesmo… Jamais me imaginei defendendo o Metallica, mas essa doeu, não podia deixar passar. Ok que não é um “Roots” da vida, mas “pior disco da história do rock”?! Tsc… E o melhor disco do ano – e um dos melhores da história – é o novo do Oasis e ponto. E quero minha caixa logo! A propósito: Você tem Lúcio? Realmente “foderosa”? Só pela relação de coisas que vem dentro, certeza que vale cada libra.
quer que eu desenhe ou explique como a Mallu conseguiu isso “TUDO” (especialmente aparecer na GLOBO, OMG) em tão pouco tempo??
quer MESMO?
vai ser jornalista vendido assim lá em casa, viu!
o melhor show que eu fui em sp… aliás o perfeito sem comentários puta som e principalmente a vóz inconfundivel do melhor vocalista. fui em shows históricos como toidols,legião,inxs, e em santo andré eu tive o praser de ver raul seixas com marcelo nova ,ira,golpe de estado té mais
olá, tenho uma comunidade sobre o David Bowie e gostaria de fotos e materiais de 1997. Alguém tirou fotos ou gravou? Seria o máximo. Agradeço.
thank you for the info, I was looking for details on it here since last weekend !