Popload na Itália: Sinto dizer, mas eu avisei!! ((final))
* Popload na Sicília.
* Você vai chegando a Siracusa e de longe avista uma edificação gigante, branca. Ruínas gregas? Nada. A cidade, que já pertenceu aos gregos antes de os romanos a tomarem, recebe os visitantes com um cemitério. Enooooorme para uma cidade que nem tem uma população extraordinariamente grande. Ê, máfia…
* SIRACUSA É INDIE – O indie está em alta nesta parte bem ao sul da Itália. Mas aqui o termo tem outra serventia. Ele dá nome aos comerciantes que resolveram se rebelar contra a máfia local e não contribuir mais com dinheiro, em troca de “segurança”. Pelo que eu soube, começou com os comerciantes de bancas de frutas. Onde li, dizia até que os “rebeldes” chegam a botar placas na frente do estabelecimento dizendo “esta loja não contribui com a máfia”. Mas, em um rolê rápido pelo centro da cidade, essas placas eu não vi.
* RÁDIOS ITALIANAS – Estou atravessando o sul da Itália de carro, ao embalo de rádios bem bacanas daqui. Eu, que não acreditava em tantas rádios italianas decentes assim. Tem uma que chama Rádio Ibiza e toca rap francês, electro-rock inglês, experimentações dance italianas, o diabo! Tem a Radio DeeJay, que não compromete. Boa para ouvir os singles “da hora”. A Virgin FM, com sotaque inglês mas programação italiana, que toca basicamente velharia, mas sem xaropices. E tem a 105FM, minha preferida, que transmite direto de Milão. Emissora boa, toca o hoje olhando para o futuro. Muita rádio brasileira devia seguir o exemplo. Bota para rolar indie inglês e americano, rock italiano (a cena local), R&B e rap dos EUA, sem perder o rebolado. Não é que despreza o passado, mas acha mais interessante movimentar a música de agora. Difícil tocar “Under the Bridge”, dos Chili Peppers, ou “Daughter”, do Pearl Jam, ou “…My Way”, do Lenny Kravitz. Pode até tocar Chili Peppers. Pode até tocar “Daughter”. Mas não faz como as rádios brasileiras, que tocam como se a música tivesse acabado de ser lançada. Com a desculpa de “tocar para as pessoas de 30 e poucos anos”, acreditando em uma cascata que diz que essa é a idade dos que mais ouvem rádio e dos que gostam de músicas “de sua época”. Nhé!
* BAFO NO SHOW DO OASIS – A banda estava executando o hit “Morning Glory”, no último domingo em uma apresentação no Canadá, quando um cara da platéia invadiu o palco e empurrou o Noel Gallagher para a galera, com guitarra e tudo. O Liam, que estava cantando sem olhar para os lados, não viu o “stage dive” forçado do irmão e ficou sem entender a confusão. Quando se ligou, e os seguranças estavam levando o agressor para fora do palco, Liam saltitou engraçado e deu um safanão no cara. O show parou e a banda saiu de cena. Dizem que nos bastidores o Liam teria dado um chute na cara do fã doido, que foi direto para o hospital. Quando o show foi retomado, o Noel estava normal e o Liam transtornado, tanto que nem cantou muito das “suas” músicas. O vídeo da confusão está aqui.
* AMY ITALIANA – Sempre que a música “Non Ti Scordar Mai Di Me” começava a tocar no rádio, achava que estava ouvindo a inglesa lesada Amy Winehouse cantando italiano. Voz igual, levada igual. Descobri que era uma cantora italiana mesmo, chamada Giusy Ferreri. Depois, no hotel, vendo a MTV local, vi uma mulher parecida com a Amy. Quer dizer, se a Amy não usasse o cabelo de cavalo e fosse bem mais bonita e saudável (italiana). Era a tal Giusy Ferreri. Estou com preguiça de botar o vídeo da italiana aqui, mas o Youtube tem facinho. Dá uma procurada para conferir como seria a Amy Winehouse se ela usasse menos drogas e comesse mais macarrão. Fora que a música é bonita, dramática.
* ORLOFF FIVE FESTIVAL: HIVES, O SHOW DO ANO? – Por motivos óbvios, eu não consegui estar no Via Funchal, no final de semana passado, para conferir Hives, Melvins e Plastiscines (mais o “nosso” Vanguart). Mas a poploader Ana Bean foi lá, então é como se eu estivesse. E o que a Bean viu foi isso:
- “Achei que o show do Franz Ferdinand no Circo Voador, em 2006, tinha sido o mais próximo de Carnaval que um show indie pudesse chegar, mas a micareta do Hives no Via Funchal, sábado, foi tão (ou mais) divertida quanto.
- A noite começou pesaaada (literalmente) com um já grisalho Buzz Osbourne e o seu famoso cabelo Chico César do Mal. Fãs do Melvins se amontoaram e reagiam emocionados a cada movimento das baterias. Quem exagerou na reação, como um moleque que fez o (des)favor de atirar um copo de cerveja no palco, recebeu uma bronca bem-humorada, mas um tanto assustadora da banda. Fizeram a noite dos cabeludos e ex-cabeludos do Via Funchal. As meninas se divertiram com o roadie de sunga azul que circulou pelo palco como se estivesse no calçadão de Copacabana.
- As francesas Plasticines fizeram no Vegas, quinta, o show que deveria ter sido feito no Orloff. No clubinho da Augusta, elas se entenderam com o público e o show foi divertido. Honesto, melhor dizendo. Na imensidão do palco da Via Funchal, elas ficaram perdidinhas. O som não funcionava direito, a vocalista estava tensa e a comunicação com a platéia… FAIL. Ninguém reagia ao inglês, ou ao português afrancesado, muito menos ao francês das meninas. Começou pesado e acelerado, até perder totalmente a força depois que as três músicas conhecidas (ou não) foram tocadas. Irritadinha, a vocalista começou uma série de berros, encenou uma briguinha com um fã, insinuou um momento clichê lesbo-chic com a baixista, e finalmente perguntou: “Do you wanna see ‘Ze’ Hives???”. Platéia surta e daí já não tinha muito o que fazer.
- Entram os suecos. Nem precisaram tocar uma nota para o Via Funchal reagir. Elétricos, teatrais, não dava para tirar uma foto que não saísse tremida. Enquadrar o vocalista Howlin’ Pelle Almqvist em suas andanças para lá e para cá e a toda velocidade pelo palco era impossível. O guitarrista Nicholaus Arson (praticamente um Brendan Fraser do rock, haha) conseguiu a proeza de chamar ainda mais atenção, com suas piadas (e escarradas, vale dizer) e brincadeiras bem comédia pastelão. O carisma da banda fez até aqueles chatos e manjados “Eu Te Amo, São Paulo” ficarem divertidos. “Batam Palma!”, “Grita aí!”, “Parem!”… gastaram o português limitado mandando e desmandando na platéia. “Main Offender”, já a segunda música do show, provocou um tumulto bom, se é que isso existe. Micareta não é exagero, ninguém parou de pular mais depois disso. O último disco (“The Black and White Álbum”) permeou o show, mas “Tick Tick Boom” ficou para o bis, claro. Assim como “Hate to Say I Told You So”, que quase fez o “tumulto legal” virar coisa mais séria.”
* E o tumulto do Hives em São Paulo pode ser visto no vídeo de “Hate to Say I Told You So”, aí embaixo.
* A VOLTA DO MARS VOLTA? – Acho que já fiz esse título-piadinha em alguma outra ocasião, mas vale o repeteco. A banda de indie progressivo (haha) The Mars Volta vai estar por estes lados da América do Sul no começo de novembro. Não sei nada sobre o Brasil, mas parece que os shows viagem-barulho deles estão garantidos no Chile e na Argentina. Em Santiago, por exemplo, o TMV toca com o REM no dia 3 de novembro e com o Jesus & Mary Chain no dia 4. Deve sobrar para nós, espero.
* PROSTITUTAS ANÃS – Na lista de exigências da veterana banda americana Melvins, atração das boas do festival Orloff Festival, que balançou SP no final de semana passado, constava esse estranho pedido. A produção não conseguiu satisfazer os rapazes. E eles, bacanas, nem reclamaram. Ah, pediram cuecas-tanguinha também. É sério!
* UNIDOS PELO BOB DYLAN – Os folks também amam. Mallu Magalhães e Helio Flanders (Vanguart) são o novo casal indie da cidade.
* EU CORAÇÃO KATY PERRY – Vou falar aqui: eu curto a Katy Perry. Ela é o Artic Monkeys da música pop baba americana. Explico: cada um bem na sua, e musicalidade à parte (óbvio), tanto Perry quanto os Monkeys constroem preciosas letras sacadíssimas sobre seu cotidiano. Os ingleses na vida árida de um moleque de Sheffield em sua cidade sujinha e (quase) sem graça. Ela no dia-a-dia “difícil” de uma garota da Califórnia, com seus namorados emos e suas amigas eeeeeewwww. Kate Perry tem sido uma das músicas do meu “verão”, aqui na Itália. “I Kissed a Girl” anda tocando mais que Madonna, que estava sendo bombada aqui na Europa por causa da passagem da sua turnê-furacão, essa que vai para o Brasil em dezembro. Da Perry, ainda se ouve bastante a “Ur So Gay”, o primeiro single, a música que ela fez para o namorado que demorava para se arrumar mais do que ela, na hora de saírem. E nesta semana está sendo lançado o novo single dela, “Hot N Cold”. A letra não é tão “polêmica” quanto a dos seus dois hits anteriores. Mas, tanto quanto a música em si, é bem esperta. De novo, Kate se refere ao namorado (acho, pode não ser). Ao namorado bipolar. Uma hora é isso, outra hora é aquilo, reclama Perry. “We fight we break up/ We kiss we make up.” A música é um pequeno fenômeno dentro do fenômeno que é Katy Perry. Ela já havia entrado nas paradas de singles de download na Austrália, Canadá e EUA antes mesmo de ele ser lançado como tal, só porque a galera curtiu a música quando baixou o álbum. Na Inglaterra, enquanto “I Kissed a Girl” está em primeiro lugar, “Hot N Cold” já toca bastante. Nas rádios inglesas, tiraram o “bitch” da letra. Entrou “chick”, no lugar. A foto acima é de Katy Perry chegando segunda passada na gravação do VMA, o principal prêmio da MTV americana.
* ACABOU? - Ainda volto aqui para anunciar a promoção da semana e os ganhadores do prêmio francês. Rianna em São Paulo e Florianópolis em fevereiro, é?
Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: amy winehouse, Gyusy Ferreri, Itália, katy perry, oasis, orloff festival, rádios, siracusa






Lucio, tá devendo vááááários prêmios por aqui hein?! xD
Mas então. Eu curto bastante a Kate Perry. Acho o som dela agradável e ela é bem gatinha. Vale a pena hehehe
Essa da Mallu Magalhães com o carinha do Vanguart foi no mínimo a coisa mais tosca que ouvi essa semana. Que horror.
[]’s
As melhores notícias são as do TIM. Valores de ingressos de acordo…! Amei! Pra boicotar, óbvio.
Quero mais é que eles se explodam!
Sinto muito, mas muito mesmo pelo Klaxons, que é uma banda de Planeta Terra, indie stage inclusive!
Lúcio e esse papo do Black Rebel Motorcycle Club tocar de novo na Argentina e não vir para o Brasil, bem que você poderia ver se há alguma notícia referente a isso…
Abraço!
Mais prêmios! ^^
Sobre o novo casal indie Mallu e Hélio, fui no show dela em BH fim de agosto no Palácio das Artes (Festival Eletrônika) e ele o Hélio participou do show em duas músicas. E na boa o beijo na mão dela antes de ele sair do palco entregou o ouro e eu pensei mesmo que eles estavam namorando. Dava para sentir o clima de um querendo conquistar o outro no ar. E o show foi excelente! Abração Lucio.
Cara,não sei explicar,mas prefiro a antiga popload hehe,aqui é tudo tão estranho .
E a venda dos ingressos do Tim começarão dia16 de setembro.
Os preços já foram liberados,mas eu nem tenho eles agora pra postar aqui,só sei que nem rolou.150 reais pra ver Klaxons e The Gossip HAHAAH.
Postara maqui :
http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=5411351&tid=5244065295012280510&start=1
Confesso que tbm fui dominado pelo hit contagiante da Katy Perry,a garota com os seus singles from hell serão os proxímos donos do mundo Pop.
Mallu e Helio HAHA,digno.
Danilo,
Creio que dá pra contar nos dedos de uma mão quantos que postam comentários aqui conhecem Melvins ! Sinceramente, acho que nem o Lúcio…
Por falar em casal indie, eu lembro de um casal mais escroto ainda, década de 90, se não me falha a memória : o pudim de banha do João Gordo com a “sou a mais cool das mulheres roqueiras” da Alê do extinto (graças a Deus) Pin Ups, também conhecido por Shut Ups.
Melhor parar aqui, senão o nosso Mr. Ribeiro começa a fazer do blog uma revista Contigo… …aí, provavelmente, vamos ter que aguentar que a Lovefoxx “tá ficando” com um global, que a Sandy flertou com um cara do Bonde do Rolê, etc. e tal.
Agora sério, Mr. Ribeiro, você irá migrar os antigos “pop load sessions” pro blog novo ?
cometei no popload antigo pelos premios franceses, acho q tenho q comentar nesse tb.
comentado =)
Achei que pedofilia era crime.
Coisa mais ridícula é se comprar igresso para o show da Madonna…Meus Deus não TÊM COISA MELHOR PRA FAZER NÃO O PAÍZINHO PUTA Q PARIU…TANTA GENTE PASSANDO FOME E NINGUÉM…LIGA, MAS PARA VER UMA …PESSOA CANTANDO…NADA CONTRA A MADONNA ATÉ PQ O BOLSO DELA VAI SAIR CHEIO…
Cade BRMC no Brasil?
Aí ô JD ! Tu é petista ? Qual o problema em deixar você PASSANDO fome e comprar um ingresso da MEDONNHA ? O dinheiro é meu, o problema ou não-problema é meu ! Vou me divertir por duas razões : ver a MEDONNHA cantando, baita show… …e ver você morrendo de fome, dando risada da sua cara pq perdeu um monte de oportunidades pra ser alguém.
Vai dar 1/2 hora, vai…
O pior é você deixar de ir no show do HIVES pra ver o Richie Hawtin de graça no Sirena…é, como diziA a vovó…O BARATO SAI CARO!!!!!
Aê Lucio, demoro averigua essa história do Black Rebel hein…esse sim seria o show do ano!!!!
Black Rebel dia 2 em Bogotá…não é possível que até as FARC vão ver os cara e nõs vamo fica passano vontade!!!
cadê o BRMC no Brasil??? hein??? hein???
não confirmaram (ainda) oficialmente na argentina, mas no méxico e colômbia (de graça) sim!!!
e nem deve ser caro fechar com eles!!! agiliza aí planeta terra….
Lúcio, alguma notícia sobre um possível show do Helmet em SP???Ou serei obrigada a ir até Goiânia???
Apura isso pra gente =)
Lúcio, essa resenha é sem sentido. O Hives é uma mediana banda pós punk, que é esse indie sem criatividade e redundante. Com todo o respeito, seus leitores não tem muita rodagem musical.
Cara, o Melvins pode até ter uma certa importância no rock da década passada, mas o som deles é arrastado demais e o show foi fraco. Dito. Já o Hives arrebentou, merecia até um público maior!
E eu não me esqueci da camiseta do Rock en Seine! Continuo querendo…
Lúcio. Perdi a chance de te pentelhar ao vivo sobre o Radiohead. É por isso que vc não anuncia de antemão onde vai aparecer, né, Desmond. Show do Hives em Brasília… eu estava lá.
See ya next life.