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05/09/2008 - 16:54

Blog novo e Popload na Itália: Siamo noi!!!


* Popload em Positano, na Costa Amalfitana. Próxima parada: Sicília.

popload na itália. lúcio em positano

* POPLOAD 2009 – Finalmente o blog novo. Em obras ainda, é verdade. A casa nova da Popload está meio bagunçada. E em viagem fica complicado botá-la em ordem. Logo mais vai estar arrumadinha. E incrementada. E você, saiba, vai me ajudar nisso. Mais para a frente eu falo.

* POPLOAD DESMENTE VENDA – A Popload Inc., através de seu porta-voz, que sou eu, desmente notícias de que estaria vendida ao árabe trilionário do petróleo Abu Dabhi, que já adquiriu bancos alemães, um time de futebol na Inglaterra, o Robinho e quer comprar agora a Ferrari, o Louvre e… Hollywood. Quem é esse cara, meu Deus?

* AH, A ITÁLIA – Fim de tarde, pós-praia, três garotas de tipo 15 anos se juntam a um casal amigo que esperava o ônibus míni de 20 lugares que circula a 10 km/h pelas subidas e descidas estreitas de Positano. “Ciao” para cá, “Ciao” para lá e o barulho de óculos batendo na hora dos beijinhos de “oi” chamou a minha atenção. O menino estava com óculos de sol Prada, uma das garotas de Gucci, outra de Armani feminino (é bom especificar, pois li na “Vanity Fair” italiana que Armani masculino é moda entre elas) e a última de óculos escuros, se eu pude ver bem, vestia um Dolce & Gabbana. A Itália está afundada na crise, é visível. Mas perder o estilo, isso ja-mais.

* A ITÁLIA E O GPS PORTUGUÊS – Estou adorando a portuguesa que me leva e traz pelas estradas italianas. É a voz do GPS do carro que aluguei. Tudo bem que ela avisa “Saia pela saída” ou “A 200 metros, siga em frente…”, mas também leva à ruelinhas que nem tem em mapa oficial e ainda dá toques de radar nas estradas. Para um cara distraído e perdidaço como eu, o GPS é a invenção mais importante desde a TV e o iPod.

* MADONNA NA ITÁLIA E BRASIL – Escutando uma das rádios bacanas da Itália, a DeeJay, na freqüência daqui da parte de baixo do país, eu escuto toda hora os DJs falarem a palavra “Madonna”. Pescando os significados com o meu italiano capenga, sempre percebo que eles não estão falando sobre a famosa cantora americana. Aí eu lembro, nessa “toda hora”, do Brasil e da “loucura dos ingressos” que está monopolizando os sites de notícia brasileiros. E me pergunto por que as pessoas ainda se espantam com essas coisas. Toda vez que tem um show mega com ingressos sendo vendidos pela internet ou não é a mesma ladainha: site que não suporta a demanda e sai do ar, ação arrojada de cambistas, filas gigantes, sofrimento, dor e suor. Quem não se lembra do massacre que foi a venda de ingressos para o U2, em 2006, por exemplo. O Pão de Açúcar quase teve algumas de suas lojas destruídas porque a rede de supermercados, patrocinadora dos shows, achou marqueteiramente esperto vender entradas para o U2 em suas lojas. Engraçado recordar que o primeiro “supershow” a apresentar problemas com ingressos na internet foi indie e nem foi em São Paulo ou Rio: Pixies, em 2004, no Curitiba Pop Festival. Sangria para comprar o ingresso de papel, site despencando em nível nacional para o povo comprar a entrada virtual.

* Tudo bem que esse assunto “cambistas, sites fora do ar, mal funcionamento, desrespeito com o público” é um assunto triste só para quem quer comprar ingressos, porque é “charmoso” para os organizadores (indicativo de “sucesso” e mídia gratuita) e “notícia que repercute” para os sites, jornais e blogs. A impressão que se tem é a de que isso nunca vai ter fim. Só pode, no máximo, ser amenizado.

* Tudo bem que a Itália é tão “zona” quanto o Brasil… Saiu uma reportagem aqui na revista de música “Mucchio” (capa com a guitarrista pop bonitona Beatrice Antolini) sobre problemas generalizados de ingressos com a Ticket One, empresa que tem grande monopólio de venda de entradas para shows no território italiano. Parece que o último show do Radiohead em Milão, em junho, foi uma catástrofe de venda online, venda física, cambistas. Também em Milão, deu confusão com os bilhetes para o Tom Waits (julho) e o Bruce Springsteen (junho). O material desce-lenha da “Mucchio” vinha ilustrado com a charge abaixo. Gradite um bigliettino?

charge da revista italiana Mucchio

* SALVE A CASA DA MATRIZ – Depois da chacoalhada que a São Paulo indie teve com o fim das noites Peligro e Mixtape no clubinho Milo Garage, outro “patrimônio” da música “alternativa” brasileira sofre um abalo. A Prefeitura do Rio de Janeiro está querendo fechar a Casa da Matriz, reduto histórico em Botafogo de várias músicas, mas principalmente a indie e principalmente a Maldita, dos DJs Zé e Gordinho. Galera local e freqüentadora se mobiliza com abaixo-assinado.

* TIM FESTIVAL/PLANETA TERRA/REM NO ESTÁDIO DO ZEQUINHA/MADONNA – Êêêêê!!!! Conforme a Popload adiantou nesta semana, o Tim Festival paulistano, que acontece no mês que vem, vai abandonar o modorrento Anhembi e passa a ser no parque do Ibirapuera. A organização do festival resolveu divulgar sua programação completa e o “fator Ibirapuera” depois que a Popload soltou a informação, fui avisado. Hihi.

* O brother Thiago Ney, no blog da Ilustrada (Folha de S.Paulo), divulgou que a programação do Tim Festival em São Paulo, na Arena de eventos do Ibirapuera, ficará assim:
22 de outubro (21h): Kanye West
23 de outubro (21h): Neon Neon, The Gossip, Klaxons
24 de outubro (19h): Junior Boys, Dan Deacon, Gogol Bordello, Switch, DJ Yoda
25 de outubro (21h): Cérebro Eletrônico, The National, MGMT

* Sobre ingressos, o Tim Festival ainda nada falou.

* Mas o Planeta Terra, sim. Um primeiro lote para o festival de 8 de novembro começa a ser vendido nesta sexta-5* com o preço único de R$ 60. Preço único, veja bem, para ver de Jesus & Mary Chain a Bloc Party. De Foals a Breeders. De Kaiser Chiefs a Animal Collective. De Mallu Magalhães a… // *Update: após o fechamento deste post, e após alguns amigos já terem até conseguido o ingresso via Ticketmaster, a venda de ingressos foi adiada para o dia 12 de setembro.

* REM quatro ou cinco vezes. As quatro datas certas dos shows da banda de Michael Stipe, vista recentemente pela Popload na França, já são conhecidas: 6/11 em Porto Alegre (estádio do São José), 8/11 no Rio de Janeiro (HSBC Arena) e 10 e 11 no Via Funchal, em São Paulo. Uma emissora de TV ainda negocia uma apresentação “meio aberta” ao público no Rio ou em São Paulo. Mas o melhor é o seguinte: O REM divulgou oficialmente as dez datas de sua turnê na América do Sul. A do local em Porto Alegre, botaram como ele é conhecido lá no Sul.
”November 6th: Porto Alegre, Brazil, Zequinha Stadium”

* Madonna três ou quatro vezes. Apareceu um show novo da Madonna em dezembro, um quarto fora a data no Rio e as duas de São Paulo. A nova apresentação está entre o Rio de Janeiro e possivelmente Fortaleza, o tal show no Nordeste que a rainha pop queria fazer. Leeeeeembra do que este blog falou lá em maio, acho? Pois, se botarem fé na logística nordestina…

* MAIS ITÁLIA – LIGABUE – Ainda estou mergulhado nas muitas rádios bacanas da Itália, tentando captar algo do rock italiano. Mas o fato é que o velho e bom Luciano Ligabue, 47 anos e figuraça amada e odiada da cena daqui, cantor, compositor e guitarrista, parece mandar no pedaço, ainda. Comprei disco dele da última vez que tive na Itália. Mas o sujeito, capa (sem camisa) da nova “Vanity Fair” italiana ainda é Deus no país. O cara virou a Itália do avesso no meio do ano, com a turnê do disco novo, “Secondo Tempo”, na verdade sua segunda coletânea (com faixas inéditas). Suas turnês são gigantescas, nível San Siro (Milão) e Arena de Verona. Está no meio de turnê européia, para quem pensa que o jeitão brega-heróico italiano só funciona aqui. Luciano Ligabue “emocionou” até Londres, com dois shows esgotadíssimos no Koko, para dar uma idéia. Fiquei com dúvida de qual vídeo do Ligabue eu colocava para rodar aqui. Ou o modernoso da música nova, “Il Centro del Mundo”, a canção mais executada da Itália hoje; ou o da cover que ele fez de REM, para “It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)”, de 1994!! Esta virou “A Che Ora E’ La Fine Del Mondo?”, que tem até um vídeo recente. Vamos de “Il Centro del Mundo”. Ele tem uma “mensagem”.

* As outras duas músicas mais ouvidas na Itália são: “Love Is Noise”, do Verve (é sério!), e “Give It 2 Me”, da Madonna (básico!).

* SERIADO: “THE HILLS” – Nunca tinha dado bola para essa série “The Hills”, da MTV americana, que é uma espécie de “reality” de amigas riquinhas da Califórnia que nasceu de outro programa, o “Laguna Beach”. Assisti a uns pedaços aqui e ali (a série de 2006) e nunca me entusiasmei. Aí que, agora, com a quarta temporada estreando e a terceira saindo em DVD, o mundo do entertainment americano SÓ FALA em “The Hills”. Convidei minha amiga Fernanda Tedde Vendramini, do blog Two Way Monologue (twoway-monologue.blogspot.com) e especialista em “The Hills” , para nos explicar “qualé” desta série. Fala, Ferrrrrr!

“Uma menina que espalha pela cidade a calúnia que a melhor amiga certinha fez um video de sexo com um ex-namorado. Esse é o mote da terceira e quarta temporadas de The Hills. Antes disso, o seriado-reality show que revela a vida de quatro meninas loiras, lindas e ricas da Califórnia e sua turma fazendo compras, indo para a balada e pegando gatinhos tinha como emoçao máxima uma bronca da chefe. Ou um chifre de um namoradinho. The Hills é “filho” de dois dos maiores expoentes das séries jovens moderninhas americanas: OC e Laguna Beach. OC dispensa maiores explicações. Na época que OC estourava, a MTV, esperta, lançou o reality show Laguna Beach- The Real OC, que mostrava a vida “real” de uma dúzia de estudantes de high school e moradores da milionária praia Laguna Beach. Uma dessas afortunadas, Lauren Conrad (ou LC), 22, ganhou seu próprio reality quando foi fazer faculdade em LA, tentar um estágio na revista Teen Vogue e dividir um ap de sonhos com a – então- amiga Heidi.

Como fica óbvio, o enredo não tem nada de marcante, as pessoas-personagens não agregam cultura na nossa vida, nem são engraçadas. Nem mesmo muito carismáticas. Os diálogos são absurdamente cotidianos e adolescentes e às vezes a gente se pergunta por que está assistindo aquilo. Mas o fato é que The Hills virou um dos maiores sucessos nos EUA. De tanta discussão gerada em torno dele, a MTV lançou um “sub show”, “The Hills After Show” em que o público se reúne simplesmente para comentar depois de cada episódio (1)o que aconteceu em uma tal festa, (2)se a Heidi ou a LC é a invejosa, (3)quem fez pós-silicone, (4)com quem uma outra fulana da turma devia namorar.

As meninas da série foram capa da “Rolling Stone”, em uma matéria em que o presidente da MTV diz que The Hills é “o TV show mais inflenciador que ja tivemos”. Muito mais que The Osbournes ou Jackass. Elas já foram a todos os programas de TV americanos, de Tyra Banks a David Letterman. Lauren lançou uma linha de roupas. Heidi acabou de iniciar uma carreira de cantora, com um vídeo surreal de tão cafona. E, o que é mais divertido, o país parece debater seriamente a questão de quão veridica é o programa e suas “atuações”. O megabombado blog Perez Hilton vive pondo lenha na fogueira que de “reality” o programa não tem nada. Em um post diz “Why do we all still watch the show when we know it’s fake? We can’t help it!” Agora, por que tudo isso? Talvez porque a série une o encantamento da vida utópica de uma juventude rica e linda (vide Barrados no Baile, OC e Gossip Girl) com o voyerismo de uma sociedade hedonista que adora Big Brothers e afins.

The Hills é contraditório, ou como diz a capa da Entertainment Weekly, é superficial e sensacional. As meninas têm TUDO que irrita muita gente. Só falam de compras, baladas, tem problemas fúteis, tem como maior desafio profissional assistir aos desfiles de moda em Paris, parecem viver numa bolha e colecionam bolsas Chanel. E tudo que encanta muita gente…No caso, os mesmos itens acima.”

* ORLOFF FIVE FESTIVAL - Neste sábado São Paulo abusa de shows legais. AS “babes rock” Plastiscines, o estupendo Hives e o histórico Melvins se apresentam no festival que toma o Via Funchal no barulhinho bom. Sem essa de levar protetor de ouvido, hein.

plastiscines, banda francesa, fazendo session para o programa Poploaded, no estúdio do iG

Plastiscines no iG
foto: José Luiz Sampaio

- PLASTISCINES – banda de punk 1234 que integra com glamour o levante do novo rock francês, este que chacoalha o andar de baixo sujinho da linda e iluminada Paris. O quarteto se apresentou nesta sexta-feira em session no programa de rádio Poploaded, co-apresentado por este poploaded e por Fabio Massari no estúdio do iG. Os rapazes do estúdio passaram mal duas vezes com a apresentação da banda francesa. Uma delas foi por causa do som.

- MELVINS – Banda quase trintona de grande importância para a evolução do rock alternativo americano. E em plena forma. Lá pelo final dos 80, Kurt Cobain fez teste para entrar no Melvins. E foi reprovado. Aliás, esse é o ponto para fazer você ir ver o Melvins: se o Cobain fosse vivo e morasse no Brasil, ele iria ao Via Funchal hoje.

- HIVES – Graaaande banda sueca deste ano cheio de grandes bandas suecas se apresentando no Brasil, o Hives vale o ingresso só pelo seu frontman, o explosivo Howlin’ Pelle Almqvist. O famoso colaborador brasiliense da Popload, o intrépido Eduardo Palandi, foi conferir o primeiro show brasileiro do Hives, nesta sexta, na capital federal. Ele nem gosta muito de Hives. Mas passou o seguinte testemunho:

“Quem esteve no show do Hives em Brasília, nesta sexta-feira, não viu uma aula de rock. Mas viu os melhores alunos da sala mostrando o que aprenderam: músicas curtas e diretas, refrões contagiantes, uma “cozinha” instrumental afiadíssima e o melhor frontman que vi ao vivo em todos os tempos. Howlin’ Pelle Almqvist, 30 anos de idade e há 15 à frente do Hives, é um show à parte: pula, dança, escala, rebola feito um louco furioso, brinca com o fio do microfone e comanda os outros quatro integrantes do grupo, além de fazer graça em portunhol para 2 mil pessoas que encheram o Arena (uma casa que normalmente recebe SAMBÃO e tem quadras de futebol soçaite), na Asa Sul, para ouvi-los. O setlist só teve hits e as menos conhecidas viraram hits na hora – e a platéia foi conquistada com facilidade. Curioso é que Pelle Almqvist, além de tudo isso, chuta o ar a todo momento. Eu mesmo pensei que os chutes eram em Matt Bellamy, do Muse, que no mês passado fez um show tão burocrático que deixou minha paciência no cheque especial. O Hives ao vivo é uma banda completamente diferente dos discos, energética e apaixonante: tanto é assim que agora quero saber qual o isotônico que seu vocalista toma, para eu ficar ligadão como ele quando estiver no trabalho.”

* KINGS OF LEON – E a internet já entrega desde as primeiras horas deste sábado, 6/9, o “Only By The Night”, esperado novo álbum do Kings of Leon, com previsão para chegar às lojas naquele formato antigo no dia 22 próximo.
A quarta obra de estúdio “light” do KoL tem 11 faixas, sendo duas delas até então conhecidas (“Crawl” e “Sex on Fire”). Agora a Popload apresenta “Manhattan”, faixa 5 do álbum.

KINGS OF LEON – “MANHATTAN”

* E LOGO MAIS: mais. Plastiscines no iG, Orloff Five, prêmios italianos, os resultados franceses. E sei lá o que mais.

* Pode ir dizendo o que achou do blog novo. Abra seu coração. Sugira mudanças, seções novas. Faça piadinhas também. O espaço é seu.

Autor: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , , ,

64 comentários para “Blog novo e Popload na Itália: Siamo noi!!!”

  1. josé carlos disse:

    bom… eu gosto de o.c. !
    seth e summer são d+!!!
    kkkk

  2. Bruno disse:

    Gostei do layout do blog. Falta distribuir os óculos 3D.

    Explica melhor esses seus “amigos” que conseguiram os ingressos do Planeta Terra. No site do Ticketmaster estão iniciando a venda no dia 20/08.

  3. Leonardo disse:

    Lúcio, eu apóio o “bolsa show” :D

  4. manoel canhoto musico instrumentista disse:

    muito mal divugado, as coisas no brasil so acontecem a onde a midia quer. moro no espirito santo não sou pior que ninguem,e aqui é muito bom. o brasil tem que lenbrar que aqui tanbem faz parte de um paraiso. estou total mante por fora do festival e queria uma orietação precisa sobre o festival, pois tenho uma musica que com sertesa pode perticipar

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