* Não sei se você percebeu, mas hoje a Popload está de folga. Pô, trabalhamos muito no agitado final de semana…
Na verdade o ritmo passou a ser lento porque vem aí um caminhão de mudanças que vão afetar este blog diretamente e seu leitor, indiretamente. Não vamos queimar etapas agora. Na hora eu falo. Uma dessas “novidades” você nem vai acreditar quando eu entregar.
* Algum post extraordinário entra aqui no caso de “breaking news”, claro. Mas, no momento, estamos encostando o corpo por aqui, até quinta-feira. Se você tiver alguma pauta pop emergencial, pode soltar aí nos comentários. A gente, qualquer coisa, traz ela aqui pra cima, no post.
* Acho que vamos anunciar ainda o Popload Gig 9, tipo amanhã, tipo depois de amanhã, não tenho certeza. Lembrando que nesta quarta tem o Popload Gig 6, com o Metronomy de atração principal, evento esgotadaço e sem espaço para mais ninguém dentro do Beco SP, o que está me causando algumas inimizades, hahaha.
* Em setembro tem o Popload Gig 7, histórico, com o Primal Scream. Já comprou seu ingresso? Porque senão, depois, acontece o que está acontecendo com o Metronomy, como o que aconteceu com o Friendly Fires no Studio SP, depois Miike Snow no Estúdio Emme. Não se brinca com um disco como o “Screamadelica”, hein?
Aí vai ter o Warpaint, mulherada californiana boa, que fez o show mais charmoso do Reading Festival no último final de semana. Você viu aqui o vídeo de “Undertow”, não?
* Enfim. Voltaremos logo mais, com as novidades. Por enquanto o esquema vai ser assim…
* Reading. Ontem. O Muse, que costuma ser figurinha repetida do festival, encerrou os trabalhos na edição 2011 do evento. A novidade foi a execução do bem bom “Origin Of Symmetry” (segundo álbum da banda) na íntegra. Além disso, muita luz, fogos e aquela grandiosidade toda. Aqui dá pra conferir 40 minutos do que foi esse show.
Aconteceu ontem nos Estados Unidos a big premiação anual da MTV, o Video Music Awards. O evento, que um dia (lá nos anos 90) já foi pautado por bandas de rock, hoje está mais ligado ao pop e ao hip hop mainstream. Mesmo assim, ainda há espaço para “surpresas”.
Tyler, The Creator – ele – o garoto-problema que recentemente abalou as estruturas da música com letras polêmicas e xingamentos para tudo quanto é lado, ganhou o prêmio “Best New Artist”, algo como “artista revelação”. Isso significa muito se a gente pensar que Tyler e seu coletivo Odd Future conquistaram espaço a partir da internet, nos moldes de “bagunça organizada” do meio independente.
Mas a grande notícia talvez nem seja o prêmio em si. A melhor coisa do VMA foi mesmo a MÃE do Tyler, toda louca, comemorando horrores a conquista do filho que até um ano atrás ela provavelmente pensava que era um caso perdido para a humanidade, tipo o que a gente continua achando. Esse prêmio não deixa de ser um triunfo para o indie, já que Tyler foi um dos responsáveis por essa retomada forçada do hip hop ao underground para uma reciclagem de idéias e atitude. O Tyler até tuitou sobre o comportamento da mãe e toda a comemoração. O vídeo abaixo mostra como ela ficou, digamos, bastante feliz com a conquista do filho haha.
A molecada esperta do Wavves, liderada pelo maluquinho Nathan Williams, vai lançar no próximo dia 20 de setembro um EP intitulado “Life Sux”. O compacto terá seis músicas, com destaque para as participações do Fucked Up em “Destroy” e do Best Coast em “Nodding Off”.
Mas a música que é carro chefe do EP é boa até no título: “I Wanna Meet Dave Grohl”. Hahaha. Eles soltaram ontem o som. Ouve aí, Dave.
Último dia de Reading com muitas atrações que o Brasil verá em breve. O Interpol fez seu show “correto” na arena principal. As meninas fofas do Warpaint fizeram show aclamado na tenda NME/Radio One. Ed Macfarlane disse que o Friendly Fires quer ser o novo Primal Scream. Mike Skinner vai terminar os trabalhos com o The Streets para se dedicar à carreira de ator. Já o Muse fechou toda a programação com o show meio épico meio exagerado de sempre, tocando na íntegra o ótimo álbum “Origin Of Symmetry”. Os vídeos e as fotos contam um pouco mais.
Tomada aérea da arena de Reading lotada para o último dia de festival
Tá achando que se divertir na lama é peculiaridade apenas do Glastonbury?
Ed Macfarlane, do Friendly Fires, resolveu mostrar seu gingado para o público bem de perto
O fofo grupo Warpaint, que vem ao Brasil abrilhantar o Popload Gig 8 em outubro, faz seu show hipnótico de sempre em uma das tendas no Reading
O Interpol, também com passagens reservadas para o Brasil, se apresentou na arena principal
O The Streets, de Mike Skinner, fez seu último show na história em festivais. Em 2012, ele pretende seguir carreira como ator. “Preciso fazer outras coisas. Estou ficando velho”, avisou Mike, no palco
O Muse encerrou o Reading 2011 com seu show apoteótico e tocou o “Origin Of Symmetry” na íntegra
* Entendeu o “again” fora das aspas ou preciso explicar?
* Ontem, o encerramento do festival cool francês Rock en Seine 2011 foi bem mais tranquilo. Dois dos destaques do domingão à beira do Sena foram o ainda novinho The Horrors e o velhusco The La’s, a segunda banda mais importante da história de Liverpool, além daquele quarteto lá.
Sobre o Horrors, é engraçado ver a nova postura de “banda grande” do outrora combo de moleques zoeiras de nomes bizarros e que até há pouquinho tempo faziam shows punks toscos com “temática” de filme de terror. O Faris Badwan está até parecendo um gentleman, haha. Ele parecia um young Herman Monstro, hehe. Tirei uma foto com ele uma vez, acho que no Sxsw há uns anos atrás. O cara é muito maior que eu, que não sou nada baixinho. Enfim… Eis o Horrors “banda séria” tocando a linda “Mirror’s Image” ontem, no Rock en Seine. Os meninos cresceram.
* Tinha até esquecido que a banda tinha voltado, se é que tinha acabado. O grupo The La’s, de Liverpool, superbombado no final dos 80, começo dos 90, muito por causa do hino britânico “There She Goes”, se apresentou no domingo do Rock en Seine, também. E, óbvio, lá foi “There She Goes”.
De acordo com o jornal inglês “The Guardian”, o Pulp “ganhou” o segundo dia do majestoso Reading Festival, cujo slogan é “Provavelmente o maior festival do mundo”. O jornal disse: “Teve a anarquia do Odd Future e o “show de sempre” dos Strokes – mas quem roubou o dia foi a gangue de Jarvis Cocker, quando o sol realmente brilhou no Reading 2011. Em fatos, fotos e vídeos, o sábado do Reading foi mais ou menos assim:
Arco-íris, Nevermind e Vaccines. Tudo numa foto só
Tem gente que vai para o festival bem, digamos, à caráter
Dave Navarro compareceu ao Reading apenas para avisar que o Jane’s Addiction havia cancelado seus shows do fim de semana por causa de um problema de saúde com Perry Farrell
Por causa disso, coube ao Crystal Castles fechar a programação da bombada tenda NME/Radio 1 no sábado
O Kills vem se tornando um dos principais nomes dos megafestivais em 2011. Três semanas atrás, fizeram apresentação aclamada no Lollapalooza. Ontem foi a mesma coisa no Reading
O National mostrou seu show sempre fofo-intenso no palco principal do Reading
This Is Hardcore: o gênio Jarvis Cocker olha desconfiado para a câmera. Os anos 90 invadiram o Reading e ninguém percebeu
Após algumas apresentações discutíveis em alguns dos principais festivais do verão europeu, os Strokes finalmente arrancaram elogios de público e crítica com show vigoroso
* Ontem. Claro, o título é uma brincadeira. Ainda não sabemos mesmo (oficialmente, digo) se o grupo Arctic Monkeys vai vir tocar em novembro no SWU paulista, no Rio, em Brasília e outro estado do país, como está rascunhada a turnê. Enquanto o anúncio não vem, a turminha de Sheffield andou botando fogo na francesada ontem no lindão Rock en Seine festival, evento perto de metrô num parque à beira do Sena. Quer mais o quê?
* Ontem. O show da banda Strokes no Reading Festival, considerado “bom” e “sem preguiça”, como pude perceber por alguns relatos, teve um grande momento quando o ídolo britânico Jarvis Cocker, do Pulp, entrou no palco para cantar em dueto com Julian a música “Just What I Needed”, do grupo new wave-79 The Cars. Jarvis de terninho dândi e Julian com casaco de couro ornou.
Em 28 de agosto de 2009, o Rock En Seine registrava o maior público de sua história. A galera, que se divertia ao som de bandas como Yeah Yeah Yeahs, Passion Pit e Vampire Weekend foi surpreendida por um fato que marcaria para sempre a história do festival francês: o Oasis, uma das maiores bandas de todos os tempos, finalmente se separou após (mais uma) tensa briga entre os irmãos Noel e Liam Gallagher, cinco minutos antes da banda entrar no palco.
Encerrando sua maior turnê mundial naquele ano, o show do Rock En Seine era o antepenúltimo da programação do Oasis, que havia recém visitado o Brasil com quatro shows e feito outras apresentações em locais como o estádio de Wembley e o Slane Castle, na Irlanda.
Em rota de colisão, Liam e Noel trocaram ofensas e chegaram a quebrar violões e guitarras no backstage. Noel, então, decidiu deixar a banda ali mesmo e mais tarde soltou um comunicado dizendo que não conseguiria trabalhar com Liam mais um dia sequer.
O show do Oasis foi prontamente cancelado. Recentemente, Noel disse que se arrependeu da decisão abrupta e que, se tivesse aqueles cinco minutos de volta, faria o show e aturaria Liam por mais um tempo.
* Hoje. Reading. O Bombay Bicycle Club, que em breve deverá ser anunciado como nova atração do festival Planeta Terra, toca “Lights Out, Words Gone”. Essa é bem boa, diz aí.
Um dos maiores festivais do mundo, naquele sentido de FESTIVAL mesmo, o tradicionalíssimo e muitíssimo britaniquíssimo começou ontem na Inglaterra, como você já pode perceber se sua única leitura no mundo é a Popload. O Reading tem seu espelho em Leeds, o Leeds Festival. Para a gente não misturar coisas, trocar as bolas, confundir tudo, a gente vai focar no Reading Festival o final de semana todo, ok. Desde ontem estamos focados, na verdade. O Leeds aparece aqui só em caso de algo “fora do normal”, tipo os Strokes fazerem um bom show (brincadeiriiiiiinha) ou o Noel Gallagher aparecer para cantar “Don’t Look Back in Anger” abraçado ao Liam no concerto do Beady Eye.
Então, vamos assim. A sexta-feira do Reading, mais ou menos contada através de fotos e vídeos.
Arena principal de Reading lotada para o primeiro dia de festival, que teve uma pegada mais “comercial” com shows como o do teatral My Chemical Romance
Reading Fashion Week
O Horrors fez seu show baseado no ótimo novo álbum “Skying”
Patrick Wolf disse que era a terceira vez dele em Reading. “Quando vim aqui pela primeira vez, eu tinha 13 anos”. E nem tinha show do Justin Bieber na época, né, Brasil? Wolf fez um dos shows mais concorridos do dia
Agenda tumultuada do Metronomy nestes dias. A banda anda tendo que enfrentar pressão forte de grandes festivais como Reading, Leeds, Popload Gig…
O Vaccines fez show “morno”, disseram. Mesmo assim apresentaram uma nova música, a “strokiana” “Tiger Blood”, já destacada e “explicada” aqui na Popload
Após 11 anos, o bad boy Liam Gallagher voltou ao Reading e seu Beady Eye fechou os serviços no palco NME/Radio 1, talvez o mais atrativo do festival
O My Chemical Romance fez apresentação apoteótica e fechou a programação do primeiro dia na arena principal. O grupo recebeu no palco a lenda Brian May, do Queen. My Queemical Romance!!
* Final de semaninha com movimentação nervosa no Canal da Mancha. Reading e Leeds Festival na Inglaterra e Rock en Seine na França, ali em Paris, cidade que um dia todos nós vamos morar. Eu prometo.
O Rock en Seine, pelo menos até a vez em que eu fui, tipo 2009, era chic. Primeiro que vc desce do metrô em Paris, atravessa a ponte do Sena e chega ao parque onde acontece o festival. Depois que ainda não está infestado de ingleses festival goers. Até porque eles têm o Reading para se divertirem. E, por último, os sandubas vendidos são com baguette fresca, quentinha e crocante, de queijo brie ou gruyère, e tem barracas de vinhos “da casa” mais baratos do que uma Coca.
E, óbvio, o line-up é sempre caprichadíssimo, entre clássicos, novo rock, eletrônico cool, hip hop emergente. Neste ano os destaques são Foo Fighters, Arctic Monkeys, The Kills, CSS, Tyler the Creator, Interpol, Vaccines, The Streets, Etienne De Crecy, The Horrors, Seasick Steve, Wombats, The Naked and Famous, Biffy Clyro, Cage The Elephant, Anna Calvi, The La’s, Kid Cudi, Death in Vegas, Edward Sharpe.
* Embora já tenha “passado” de ser uma atração superimportante, o grupo punk californiano Offspring ainda tem certa relevância no rock, uma base de fãs fiéis e geralmente faz um show divertido. Lembro que no Planeta Terra em 2008 a banda proibiu os fotógrafos de trabalharem no snake pit, porque eles não queriam mostrar suas ruguinhas hihi. O hino “(Can’t Get My) Head Around You” embalou a adolescência de muita gente.
* Já falei que o Foster The People conquistou o mundo com o show do Lollapalooza, né? É exagero, eu sei, mas o tal do Mark Foster desponta como um minirock star. Hoje, no Reading, ele mandou o megahit “Pumped Up Kicks” em versão acústica e lindona no backstage. Repara toda a arena do Reading ao fundo e o clima “abençoado”.
No início da semana, saiu uma notícia dando conta que o Vaccines gravou uma música com Albert Hammond Jr, guitarrista dos Strokes. O nome é bem sugestivo: “Tiger Blood”. Charlie Sheen manda lembranças.
O Vaccines tocou hoje no palco NME/Radio 1 no Reading e mostrou ao público esta nova canção. Ao que tudo indica, “Tiger Blood” estará no segundo álbum da banda.
* Aí, Brasil. Chegou a hora dos especialistas do TUÍRER analisarem, com muita prudência, os assuntos mamilos polêmicos da semana: to Kany West or not to Kanye West, Shimbalaiê aterroriza a Itália, Neymar x Ariadna x Amy, o carimbó do Chili Peppers, a grande virada do Steve Freelas, a skinnyzação dos peitos da Scarlet, o nó do A Árvore da Vida, Joana Machadada e o bloco FILHOS DE KADHAFI. Ou Kadaffi, ou Gadaffi. Enfim.
@Vivianf O Twitter deveria mudar a frase “o que está acontecendo” para “do que você está reclamando”
@TwitdoSabota Qtos hipsters são necessários pra trocar uma lâmpada? 2, um para trocar e o outro pra fotografar, aplicar efeito vintage e postar no tumblr!
@LucasLvp Está uma noite tão bonita, vou dar uma caminhada pelo Google Maps
@flyinglotus The place I’m playing at looks like the cafeteria at pierce college. It’s bangin tho. Brazil..yes!
@gustavomiller Lafayette, cada mais Beto Jamaica nesta temporada de True Blood
Lúcio Ribeiro é jornalista de cultura pop. Edita o Popload e é colunista do “Caderno 2″ (Estadão), da MTV, das revistas “Capricho” e “Homem Vogue”. É curador do festival Popload Gig, já na terceira edição, e DJ residente dos clubes Vegas e Lions, além de viajar o Brasil tocando em festas de rock.