Publicidade
03/07/2009 - 11:37

Girls and boys: a triunfal volta do Blur. Londres está “swinging”. O sambão do Friendly Fires na Popload Gig 2. Michael Jax e o incrível caso da capa da “Q”. Franzzzzz, Fred Perry, prêmios f*d*. Que mais, hein…

* Popload em Londres. Hot in Heeerre, Brasil!

* Não tem outro jeito. All that you can do is watch them play.

* 50 mil pessoas num calor de matar (33 graus) não podem estar erradas. O Blur, na quinta, fez o show mais cantado por público que eu vi desde que a Mallu mandou “Tchubaruba” no Milo, no ano passado. Estou zoando, óbvio.

* Zoando com a história da Mallu. Sobre o Blur, foi bem sério. Vou contar mais lá embaixo.

* POPLOAD GIG 2 - Oficializou. O segundo festival promovido por este blog está ganhando forma. No MySpace da banda inglesa Friendly Fires já aparece a POPLOAD GIG, que ainda vai ter (possivelmente) uma banda gringa e (certeza) três nacionais, a serem anunciadas.

É engraçado olhar a lista de shows de uma banda tão cool como o Friendly Fires e ver os seguintes anúncios:

3 jul 2009 - Roskilde
4 jul 2009 - Eurokeenes
11 jul 2009 - T in the Park
12 jul 2009 - Oxegen Fest
15 jul 2009 - iTunes Festival

19 jul 2009 - Benicassim

9 ago 2009 - Lollapalooza
15 ago 2009 - Circo Voador (Popload Gig) - Rio de Janeiro
17 ago 2009 - Popload Gig - São Paulo
28 ago 2009 - Reading Festival
29 ago 2009 - Creamfields
30 ago 2009 - Leeds Festival
11 set 2009 - Bestival (Isle of Wight)

O Friendly Fires ia fazer um dos shows de abertura para o Blur, no Hyde Park, na quinta. Na segunda-feira, em info interna, fui avisado que a banda não tocaria, porque houve algum desacordo lá. Cheguei aqui e os jornais e a “Time Out” anunciando o Friendly Fires no Hyde Park. Estranho. Mas, na hora, a banda havia sido substituída pela Golden Silvers. Não achei ruim, até, mas qual teria sido o problema? Hoje, em boato que corre aqui em Londres, o Friendly Fires foi limado pelo Blur, porque seu vocalista disse em recente entrevista: “Nunca fui muito fã do Blur. Na época do sucesso deles, eu era um ‘Oasis kid’”.
Será que foi por isso? Não é possível que a briga Oasis vs. Blur vive até hoje.

* Este post está sendo escrito enquanto a Inglaterra espera a TV mostrar ao vivo a semifinal de Wimbledon, com o mais novo ídolo pop britânico do momento, o jogador Andy Murray. O cara, maior simpático, está ganhando no noticiário aqui do Michael Jackson, da crise mundial, da menininha Bahia, que sobreviveu só ela no acidente de avião que matou 153 no Oceano Índico, e do teenager de Londres que morreu de gripe suína, com a doença chegando forte na capital Londres. Xi…

* Então, o Murray. A fabriquinha brit de transformar tudo em pop está forte nele, hoje o herói nacional disparado. O último jogo Murray, que é escocês, ganhou sob uma temperatura de 40ºC. Já está sendo chamado de Red Hot Murray. No diário “Independent” desta sexta-feira, a foto principal da capa é a Maggie, a cachorra colie engraçada do Murray, com a qual o tenista treina movimentos jogando “frisbee”. Maggie foi levada a Wimbledon a pedido do tenista, para deixar o dono mais calmo com a pressão. Sério.

* Murray é o primeiro inglês a chegar numa semifinal de Wimbledon desde 2002. Se ganhar hoje, será o primeiro britânico numa final do torneio xodó da Inglaterra desde 1938. Se for campeão, então, vai igualar o feito de 1936 do Fred Perry, hoje o dono da marca de camisetas pólo mais cool do mundo, vestida por todas as bandas inglesas, pelo Murray e pelo Damon Albarn ontem no show.

* MAICOL JAXON - Eu tinha ficado assustado com o número de revistas oportunistas no Brasil tentando faturar com a morte do rei do pop, mas na Inglaterra o choque foi brutal. A impressão que tem é que até revista de jardinagem traz o Jacko na capa.
E, não. Ainda não achei para comprar a camiseta “I was at Glasto when Jacko died”. Acho que já era. No show do Blur tinha um sujeito com uma. Se eu achar eu compro. Tudo bem que eu nem estive no Glastonbury. Fook it! Se eu fosse fazer a minha “I was at home when Jacko died” não teria a menor graça.
As duas últimas histórias mais “legais” do Michael Jackson por aqui foram:
1. A onda de fãs se suicidando depois da morte do ídolo. Foram 12 até agora, no mundo todo, a maioria sósias do Michael Jackson. Teve o russo Pável, 31, o mais conhecido sósia do Michael na Rússia (como assim?), que cortou os pulsos quando soube que o MJ tinha ido desta e foi socorrido por paramédicos, ainda com vida, quando estava ensanguentado na banheira. Ficou puto. Reclamou e disse que assim que tiver alta vai se matar. Faz sentido. Pável se veste como Michael Jackson desde os 9 e afirmou que quer ir “se encontrar” com o ídolo.
2. Moonwalking. Os jornais daqui, na quinta, deram cadernos especiais para o 40º aniversário do Homem andando na Lua. Num paralelo com a famosa dança do Michael Jackson, o especial de um dos jornais (ou o “Guardian”, ou o “Independent”, não lembro) deu o título “The Original Moonwalker”, para uma reportagem com o astronauta Neil Armstrong, o primeiro ser humano a caminhar na lua.

* BLUR, “GIRLS & BOYS” - Foi um hit atrás do outro. O maior “singalong” dos últimos tempos. 50 mil pessoas fazendo guerra de garrafas de cerveja (de plástico. A patrocinadora do show, a Tuborg, vendia só cerveja em garrafas de plástico duro, em vez de servi-las em copo de papel. Aí…). O primeiro dos dois shows oficiais da volta do Blur sacodiu o Hyde Park. Veja o vídeo de “Girls & Boys”.

* Agora “Tender”, gravada de um modo, hum, não-ortodoxo.

* Não deu para o Murray… Coitada da Maggie… Pobre Inglaterra… Supera, Fred Perry.

* EU E O FF, A BANDA MAIS BACANA DO MUNDO - Reza a lenda que eu tenho um ingresso para ver o show especial do Franz Ferdinand nesta segunda-feira aqui em Londres, dentro do iTunes Festival, com abertura da espertíssima nova banda americana Passion Pit. Vamos ver se a coisa funciona, para depois eu contar como foi. Enquanto isso, o FF (o Franz Ferdinand, não o poploadico Friendly Fires) solta mais um de seus vídeos bacanas, para a gostosa “Can’t Stop Feeling”, onde a banda é amassada, estapeada, atacada por ursos de pelúcias. “Can’t Stop Feeling”, o single, sai nesta segunda na Inglaterra. Vou comprar para mim, claro. Para mim e para você.

* EU E O FF, A SEGUNDA BANDA MAIS BACANA DO MUNDO - Então, a banda de brit-samba Friendly Fires está no segundo Popload Gig, festival/festa orquestrada a partir deste blog, porque não basta escrever, não é mesmo? Depois eu conto quem vai estar no Popload Gig 3 (outubro) e quem pode aparecer no Popload Gig 4 (talvez março). Os shows puxados pelo FF (o Friendly Fires, não o Franz…) acontecem no Rio de Janeiro, dia 15 de agosto, um sábado (o melhor dia para estar no Rio de Janeiro), e dia 17 em São Paulo (uma segunda-feira, o melhor dia para um show em São Paulo, fácil).

O FF (não o…), além de ter sido mesmo limado de participar como abertura do show do Blur porque declarou que no britpop era fã do Oasis (hahahaha), fez um showzaço no Glastonbury Festival. Para você ter uma idéia de como é a banda ao vivo, no aquecimento Popload Gig, aqui embaixo tem um bom trecho do show do FF (…) no Glasto 2009 para você ouvir e/ou baixar.

 

 


* VOCÊ E O GLASTONBURY - O site FitaK7, de onde você pega esse Friendly Fires ao vivo no Glastonbury, tem muitos outros shows do gigantesco festival britânico para download, armado por um brasileiro em “turnê” particular pelos festivais europeus de verão. E ele, o Lício Daf, libera para visitas: pode se aproximar das apresentações do Franz Ferdinand, Blur, Neil Young, PeteR Doherty, Passion Pit, Ting Tings, Nick Cave, Bon Iver, Kasabian, Doves, Fleet Foxes, Bloc Party etc. O site, segundo o Lício e agora o Lúcio, é todo seu.

* MICHAEL JACKSON E O INCRÍVEL CASO DE AZAR E SORTE DA “Q” MAGAZINE - Como meu eterno ritual de chegada na Inglaterra, já no aeroporto eu compro todos os jornais e revistas que eu consigo, antes de pegar o trem para o centro de Londres. Entre as revistas que eu joguei rapidinho na minha “own private” sacola da alegria, estavam o (raro) especial da “Time” e a “Q” com a capa do Michael Jackson, bonitona, que reluzia dentre as centenas de revistas em memória ao Rei do Pop blablablá.
Aqui está a capa da “Q”.

Agora olhe bem para ela. Mas bem mesmo. Ela não faz NENHUMA menção à morte do Michael. Porque ela foi produzida, rodada e distribuída horas antes de o ídolo pop morrer. A “Q” do Michael Jackson é uma revista “Q” normal sobre o Michael Jackson, motivada pela turnê de 50 shows e a residência do astro no O2 Arena, tal e coisa.

Foi mais ou menos assim. A revista fechou sua capa na quinta-feira e começou a ser rodada em gráfica. Na sexta, quando alguns pacotes dela já chegavam distribuídas em vários pontos do Reino Unido, veio a notícia de que o cara da capa, o MJ, havia morrido. No sábado, a “Q” estava lindona com Michael Jackson na capa, surgindo junto com a comoção mundial pela morte do cantor americano.

“Michael Jackson Desmascarado” é a manchete da “Q”. Não houve tempo para nenhuma mudança editorial por parte da revista. Nem um adesivo daqueles tradicionais tipo “ano do nascimento - ano da morte”. Seu editor-chefe, no site da publicação musical, pede desculpas para quem possa ter ficado “ofendido” com a revista do Michael não falar da morte do Michael.

Mas o caso é que a “Q” nunca vendeu tanto.

Eu comprei a revista super achando que era um belo “tributo” ao MJ. A revista “desmascarando” o eterno mascarado (por cirurgias, maquiagem) agora que ele estava morto. Qual o quê.

De todo modo comprei duas. Uma para eu guardar, óbvio, e outra para botar a sorteio aqui. Essa “Q” é histórica.

*************** BLUR * BLUR * BLUR * BLUR * BLUR * BLUR * BLUR ***************

When I feel heavy metal… Damon Albarn vai “pra galera” durante show no Hyde Park, em Londres. Foto: WENN.com

A mnha viagem à Inglaterra do Blur foi bancada em parte pela Folha de S.Paulo. O material que me cabia foi publicado no jornal, no caderno ilustrada, neste sábado. Aqui eu reproduzo o que saiu, sem os naturais cortes de edição. O Blur, a volta e o Hyde Park. Quase 15 anos depois do auge do Britpop, os caras ainda são os reis. Sem ofensa, Noel. O título é de vocês, também.

* Woo-hoo! As 100 mil pessoas arrastadas a um parque no coração de Londres e as outras 80 mil se aventurando na lama do festival Glastonbury só para vê-la não podem estar erradas. A banda Blur, grupo-ícone britânico dos anos 90 e uma das mais queridas formações musicais da Inglaterra, está oficialmente de volta. Pelo menos enquanto o verão europeu durar.
O quarteto tão famoso pela vasta coleção de “canções para cantar junto” quanto pela eterna briga com o “grupo rival” Oasis fez nesta quinta e sexta passadas dois colossais shows no Hyde Park, na região central da capital inglesa. As apresentações avalizaram o retorno à ativa do Blur todinho original, celebrando a volta às boas relações (ou pelo menos da relação suportável) do carismático vocalista Damon Albarn com o marcante guitarrista Graham Coxon, depois que o último largou a banda em 2002 e o primeiro resolveu pelo final dela, no ano seguinte.

O Blur é a banda do verão 2009, como o foi em vários verões dos anos 90. Os shows do Hyde Park na verdade nem foram os primeiros em que os ingleses viram a olho nu a celebrada volta dos heróis do britpop. Mostraram ensaios na internet, treinaram ao vivo em pequenos concertos em clubinhos e lojas de discos e recentemente estrelaram o gigantesco Glastonbury, um dos principais eventos de música do planeta.

Mas no Hyde Park, na “parklife” para lembrar um de seus maiores singles, o brilho todo era do Blur. Damon,
Coxon, o baixista Alex James e o baterista Dave Rowntree estavam lá. Os fãs antigos estavam lá. E os novos também estavam lá.
Na quinta-feira, em show assistido pela Folha, chegou a ser comovente em muitos momentos o seu desfile de músicas pegajosas sendo acompanhado em coro pelas 50 mil pessoas que há tempos esgotaram os ingressos para as duas apresentações.

Na sexta, em show parecidíssimo, as 50 mil pessoas pareciam 100 mil. O lugar estava mais cheio que no dia anterior, certeza. O resto era igual: a sequência das músicas, o sol forte do começo (”She’s So High”), a noite linda no fim (”The Universal”), a empolgação de Damon Albarn.
“De toda história dessa nossa volta, tudo começou pensado para este show de sexta, o primeiro a botarmos os ingressos a venda. Vocês… Vocês…”, engasgava Damon Albarn, se afastando do microfone.

Foram shows gloriosos. Até na hora em que a voz do não-mais-jovem Damon falhava o “backing vocal” de milhares fazia o show transcorrer como se fosse 1994. Nos hits “Girls & Boys”, “Song 2″ e “Tender”, é quase exagero dizer que Damon Albarn parecia um “coadjuvante” com o microfone na mão.

A tour - Houve uma época em que o Blur e o Oasis eram o Michael Jackson e Madonna da música jovem britânica: primeiras posições das paradas, a vida pessoal de seus líderes devassada sem dó nos tablóides, suas canções definindo um estilo de vida e até servindo de trilha ao resgate de um amor próprio que a Inglaterra havia perdido.
Mas, assim como substituiu a América grunge, a “Cool Britannia” também teve seu fim, quando o Oasis entrou em crise criativa e o Blur perdeu seu guitarrista, soltou um disco não muito inspirado (“Think Tank”, de 2003) e sumiu do noticiário musical.
Agora, uma recém-lançada coletânea dupla e alguns badalados megashows (vistos por quase 200 mil pessoas em três apresentações), o Blur está mais que vivo. Neste fim de semana, tocam em Lyon, na França. Depois, na semana que vem, são as principais atrações dos megafestivais Oxegen (Irlanda) e T in the Park (Escócia).

Brasil? - A questão agora é se Albarn e Coxon vão levar à frente a idéia de parar mesmo com o Blur no final deste verão, embora continuem recebendo propostas para tocar em outros países. A Folha apurou que a banda estuda um convite para se apresentar no Brasil no final do ano.

Damon Albarn - “Eu me sinto privilegiado na vida por não fazer nada durante anos e, quando voltamos, encontramos isso aqui”, falou o emocionado Albarn apontando para todos os lados do mar de gente prestigiando a volta do Blur, no Hyde Park.

O setlist dos shows - ‘She’s So High’, ‘Girls and Boys’, ‘Tracy Jacks’, ‘There’s No Other Way’, ‘Jubilee’, ‘Badhead’, ‘Beetlebum’, ‘Out of Time’, ‘Trimm Trabb’, ‘Coffee & TV’, ‘Tender’, ‘Country House’, ‘Oily Water’, ‘Chemical World’, ‘Sunday Sunday’, ‘Parklife’, ‘End of a Century’, ‘To the End’, ‘This Is a Low’, ‘Popscene’, ‘Advert’, ‘Song 2′, ‘Death of a Party’, ‘For Tomorrow’, ‘The Universal’. Só hit, do começo ao fim. Assim é fácil o show ser inesquecível.

O disco. Uma das bandas mais conhecidas do pop inglês, o Blur voltou mirando em novas conquistas, com um olho no resgate dos fãs anos 90 e com outro na meninada internética anos 2000.
No pacote “volta do Blur”, além dos bombados shows, está o lançamento da compilação dupla “Midlife - A Beginner’s Guide to Blur”. O velho Blur para a nova geração.
A coletânea, lançada no Reino Unido naquele “velho” formato anteriormente conhecido como CD e também no mercado virtual dos mp3s, está previsto para aparecer em lojas brasileiras em agosto.
Este “manual” do Blur traz 25 músicas que conta a história dos 20 anos de carreira da banda de Damon Albarn desde láááá em 1991, quando lançaram o primeiro álbum atropelados pela revolução sonora americana (Nirvana e cia.), passando pelos anos dourados do britpop e chegando até o sétimo e último, o CD “Think Tank”, de 2003, quando Albarn já estava completamente imerso em sons africanos e dub.
Se a molecada moderna vai adotar ou não as músicas que ajudaram a construir a sonoridade dos anos 90, fica a pergunta. Mas um disco que reúne canções como “Parklife”, “Girls & Boys”, “Song 2″, “Coffee & TV”, “Tender” e “Beetlebum” tem muito poder.
Agora, em 2009, o Blur ainda tem o que oferecer ao pop? É um grande desafio para o grupo e seu clube de adoradores. A banda primeiro precisa continuar e gravar coisas novas. Depois, para quem começou sua carreira no final dos tempos do vinil, atravessou o auge das vendas de CDs, agora terá de mostrar fôlego renovado na era digital como novo modelo de negócios.
Mas, se tudo der errado para o Blur, se essa paquera com a nova geração não vingar e a festejada volta aos palcos não durar mais que um verão, uma coletânea como esta “Midlife” fica como uma belíssima despedida.

********** BLUR * BLUR * BLUR * BLUR **********

* PROMOÇÃO LONDRES - Agora assim. É a hora dos famosos “prêmios de viagem”. Até eu quero esses, hehe. Concorra nos comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br. Jump.
1. Uma camiseta lindona, verde, tamanho M, oficial, da volta do Blur. Tem o cachorro de óculos na frente e “blur” grande atrás, com menção ao Hyde Park 2009.
2. Uma “Q” his-tó-ri-ca do Michael Jackson, a que não é sobre a morte mas saiu no dia da morte. Me entende?
3. Os singles “Can’t Stop Feeling”, novíssimo, e “No You Girls”, do Franz Ferdinand.

* Segunda tem mais post e mais prêmios. Went.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , ,
30/06/2009 - 08:03

Ferrou: Dandy Warhols quis a morte de Michael Jackson. Extra: como o Twitter vai salvar a música. Xi, Brasil: o indie e a gripe. Nheca: o indie e o cocô. E mais Jacko e o Glasto-tal. E o Blur me esperando

* Michael? MICHAEL?

* Correria, hein? Jacko e Glasto agitaram a nossa vida pop nos últimos dias. Obviamente mais o primeiro caso.

Camiseta-sucesso do Glastonbury deste ano. O astro Michael Jackson morria na sexta-feira enquanto o famoso festival britânico estava em plena atividade em seu primeiro dia. Histórica.

* No quesito “minha vida”, algo que está agitando também é uma gripe forte. Mas não é isso que você está pensando, não…

* Popload em Londres. Se tudo sair como o planejado, este blog será escrito nos próximos dias direto da capital inglesa, na companhia de uma galera como Blur, Friendly Fires, Franz Ferdinand, Passion Pit, Foals, Vampire Weekend e. Vamos ver o que rola.

* Estou indo, claro e especialmente, para o Blur no Hyde Park. Porque, você sabe, eu tenho uma parklife.

Não sou só eu. All the people. So many people.

* O “CASO FAITH NO MORE” - Muito ouriço sobre a vinda da turma do Mike Patton para estes lados. A Argentina começaria a vender os ingressos para seu show de outubro nesta segunda-feira, com absurda procura. Em Santiago, as 25 mil entradas já, a esta hora, devem estar esgotadas, tamanho o fuzuê chileno para ver a volta do grupo. Aqui no Brasil… Apesar do silêncio incômodo, a banda, sim, deve estar fechada para vir ao país. O tecladista Roddy Bottum disse que o Faith No More não tocar no Brasil é como se ele comesse seu próprio cocô. Que beleza. Falou “poo”, em inglês, mais infantil. Mas no fim dá na mesma. Vai, Brasil. Anuncia os caras.

* O INDIE E A GRIPE SUÍNA - Essa história é tragicamente boa. Já não basta a crise econômica para ficar atrapalhando os shows gringos futuros… A recente turnê do músico sueco Jens Lekman pela América do Sul (ele tocou em São Paulo, Santiago e Buenos Aires) rendeu ao cantor a “doença da moda”, a gripe H1N1, mais (erroneamente, dizem) conhecida como gripe suína. O coitado está de quarentena, diz. Não pode sair de casa. Está vendo o verão pela janela, disse em seu blog. Lekman sofreu, segundo seus relatos. A doença “pegou” quando ele estava retornando à Europa, num avião da Air France. Tremedeira e alucinações causadas pela febre, que apertou sob o Atlântico. Pediu ajuda a bordo e a delicadeza francesa solicitou que ele esperasse o avião aterrissar. Começou a sofrer “segregação” no vôo, por parte dos passageiros sentados próximos a ele. Foi ao banheiro “se isolar” e desmaiou no vaso. Ele não vai esquecer mais os shows que fez por aqui.

* EXTRA! DANDY WARHOLS QUIS A MORTE DE MICHAEL JACKSON (E, MAIS, A RELAÇÃO DE JACKO COM O INDIE) - Simples assim. A banda de Portland, que já teve sua glória indie e cujo líder tem o descolado nome Courtney Taylor-Taylor, botou em letra de música em 2003 que esperava a morte do astro pop. Tudo por causa dos Beatles. É assim:

Na letra de “Welcome to the Monkey House”, faixa que abre o CD de mesmo nome e que na sequência tem a incrível “We Used to Be Friends”, Taylor-Taylor canta o seguinte:

“When Michael Jackson dies we’re covering Blackbird”.

Michael na época era dono do espólio dos Beatles e tudo o que ligasse o grupo de Lennon & McCartney tinha que ter sua aprovação. E o Dandy Warhols queria fazer uma cover de “Blackbird”. Para isso, precisava que Michael Jackson morresse. Entendeu? Hahaha.

Na letra, Taylor ainda tira uma onda do fato de que o DW fazer uma cover de tal música não seria absurdo, nem considerada cover. Porque quase ninguém conhece “Blackbird” ou sabe que é música dos Beatles. A não ser que alguém no rádio fale isso antes de tocar a canção. Taylor zoando geral.

No fim, óóóbvio, a prometida cover dos Beatles há seis anos foi cobrada agora pelos fãs, via internet, NO DIA SEGUINTE DA MORTE DO MJ. Agora vão ter que fazer, hahaha. E botar nas rádios como “música do Dandy Warhols”, porque ninguém vai reconhecer.

No site oficial da banda já tem uma resposta a isso:

“Hey. Since the tragic news of Mr. Jackson’s passing yesterday, we here at the website have been besieged with requests of the status of The Dandys’ cover of The Beatles’ “Blackbird”, as foretold, and some would say, fore-promised (that’s probably not a word), in the title track of our 2003 album Welcome To The Monkey House.
“Please note that this was not an anticipated event and we had no cover of “Blackbird” all rearin’ to go. I mean, how could we? With both Courtney and Fathead currently out of town we cannot say when we will be able to get to this cover of “Blackbird”, but we will, as soon as we are all together and able, since we have come to find that it means so much to a lot of you.”
Genial.

* Ainda neste post, “Jacko e o indie”.

* GLASTONBURY 2009 - O consenso é que o famoso festival lamacento britânico foi “morno” nesta edição. Aham… Acho que, desta vez, só uns 100 shows foram legais, dos 1200 que tiveram. Haha, inglês tem uma outra medida para as coisas. Blur fechando o show com “Universal”, a zoeira indie de La Roux e Micachu, Franz Ferdinand mandando “No You Girls” e Kapranos falando para a multidão “Sometimes I say stupid things because I never wonder how the girl feels. How the girl feels. How the girl feels…”, Dizzee Rascal mandando “Stand Up Tall” e “Bonkers” na sequência no áudio com o público mais louco que eu ouvi (Radio One) desde Chemical Brothers fazendo “Hey Boy Hey Girl” tipo 2000, Neil Young e Paul McCartney cantando juntos “A Day in the Life”, dos Beatles. Esse foi o “Glastonbury chato”, de longe o festival mais fácil, graças à “modernidade”, de ser ouvido e visto sem ter que sair de casa da história. Já falo mais sobre isso.


O Glastonbury sempre deixa a fazenda com esse visual as segundas de manhã… (Foto: foodbymark)


…E geralmente deixa assim quem o acompanha durante todo o final de semana. Ou pelo menos quem tenta acompanhar. (Foto: Crouch24/7)

Mal termina a edição do festival e muita gente já fica tensa, projetando e querendo saber quais bandas vão tocar no Glastonbury do ano seguinte. A crítica especializada corre sempre atrás, querendo saber quais serão as bandas headline e, principalmente, quais bandas novas aparecerão nos palcos alternativos para que sejam criados novos hypes. Enfim, é grande o número de pessoas que considera o Glastonbury o “maior e mais importante festival de música do mundo”. Só que essa máxima de festival mais importante para a música, segundo o Alex Kapranos, não precisa ser necessariamente levada em conta, após uma das frases mais comentadas do último final de semana, falada por ele à BBC. “Você não precisa assistir aos shows para se divertir em Glastonbury. Música aqui é segundo plano”.


É só falar em Glastonbury que aparece a chuva/lama. Mas várias pessoas “don’t give a fuck” para detalhes pequenos como esse. (Foto: Julian Lawson)


Uma das grandes preocupações da organização do evento foi com a gripe suína. Seis pessoas com suspeita, entre as 175 mil que acompanharam o festival, tiveram que se retirar do festival. (Foto: Gigwise)

* Você não está sozinho, Jens. A onda da gripe suína andou preocupando a organização do festival. No começo da semana passada, até andou se falando em um possível adiamento do evento. De acordo com dados prévios do domingo, último dia do festival, seis pessoas foram atendidas e isoladas com suspeita de terem sido infectadas pelo vírus, sendo quatro homens (dois do País de Gales e dois da Escócia), uma garota (escocesa) e uma criança, que estava com sua família. Todos, após medicados e isolados, precisaram deixar o festival.


Quando se pensa em Glastonbury, todo ano o Franz Ferdinand é sempre citado (antes) como banda a ser escalada e (após) como um dos shows mais comentados do festival. (Foto: BBC)


Parece o Horrors, mas é o Klaxons, que apareceu em show-surpresa, fazendo referências a filmes Tim Burton, trajados como personagens de “Beetlejuice”, “Edward Mãos de Tesoura” e “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”. Mas o detalhe principal: tocaram só as “velhas”. Apenas duas músicas novas do álbum que deve ser lançado em… em… 2010. Então, Klaxons? A new rave já…(Foto: BBC)

Outro assunto “off” que tomou conta do Glastonbury, lógico, foi a morte de Jacko, que morreu um dia antes do início oficial do evento, assim como aconteceu com outra lenda, Jimi Hendrix, que tombou 24 horas antes da primeira edição do festival. As bad girls supercomentadas Lily Allen e Lady GaGa fizeram discursos sobre o fato. O Neil Young entrou no palco tocando o clássico “Hey Hey, My My” dizendo que “o Rei se foi, mas nunca será esquecido”, enquanto fazia uma pose com o punho levantado. Mas quem teve a manha mesmo foi a louquinha Karen O., do Yeah Yeah Yeah’s. Antes de tocar “Maps”, um dos hits da banda, ela disse que “gostaria de dedicar esta música a Michael Jackson. E também a todas as mamães aqui presentes…” What?


A lenda Neil Young chegou, fez pose de Michael Jackson e saiu do Glastonbury como umas das apresentações memoráveis da história do evento. (Foto: NME)


Provavelmente o show mais aguardado do evento, Damon Albarn apareceu com seu Blur para encerrar a edição 2009 do Glastonbury. (Foto: Getty Images)

* QUEM OUSA PARAR O HYPE DO PHOENIX? SEUS FÃS! - Está virando polêmica interessante essa bombação atual em torno da “cinematográfica” banda francesa Phoenix, capitaneada pelo velho conhecido Thomas Mars, pai da filha da diretora Sofia Coppola. Ao mesmo tempo que os franceses experimentam uma bombação “nível Coldplay” na cena americana (o termo não é meu), fãs indies dos caras estão o-di-an-do o novo CD do grupo, “Wolfgang Amadeus Phoenix”, o de “pop classique”. A afirmação é a de que nenhuma música nova seria boa o suficiente para, por exemplo, fazer parte do disco “Alphabetical”, de 2004. Hahaha.

Mas o fato é que o Phoenix segue aparecendo bem nos EUA. Os shows estão loucura. Eles se despediram dos palcos americanos (momentaneamente) domingo passado, quando tocaram com ingressos esgotados em Los Angeles. Em Nova York, como a Popload reportou, o Phoenix causou sensação. O gás “americano” foi tanto que um dos integrantes tombou doente, por causa de estafa. Hahaha. Integrante do Phoenix com estafa é demais. Coitado, justo agora que a banda, a partir de quinta agora e a partir de Calais, na França, vai dar a volta ao mundo e só vai parar de tocar em dezembro.

Em abril, eles se apresentaram no “Saturday Night Live”. No mês passado, tocaram para milhões via programa do David Letterman. Só na semana passada, a banda teve música na trilha de seriado americano e de programa da MTV. E, para completar, tocaram no programa do Jimmy Kimmel para outros milhões. A performance, esta aí embaixo, foi para a fofa “Lisztomania”, o hit atual. Veja.

* JACKO E O INDIE - Tirando a história do Dandy Warhols “desejando” a morte do Michael Jackson, o indie já cruzou o caminho do Rei do Pop em outros momentos marcantes. Alguns deles (me ajuda se tiver outros):

- A grande revolução do rock nos anos 90 contou com uma “participação especial” do nosso amigo Michael Jackson. O monumental “Nevermind”, segundo álbum do Nirvana, foi lançado em setembro de 1991, ali no submundo do indie. O terremoto causado por Kurt Cobain, o rock sujinho e “Smells Like Teen Spirit” começou a tremer tudo e aumentar de intensidade até que, em janeiro de 1992, o mundo mudou. O “Nevermind” chegou ao primeiro lugar da “Billboard”, desbancando do topo adivinha quem? Michael Jackson e seu álbum “Dangerous”.

- No Brit Awards de 1996, o gênio Jarvis Cocker, do Pulp, simplesmente invadiu o palco enquanto Jacko se apresentava, fazendo pose de Jesus Cristo e rodeado por criancinhas. A intenção de Jarvis – que pouco tempo atrás disse ter se arrependido – era a de protestar contra o comportamento do Rei do Pop e como a mídia o tratava, como um semi-Deus. Isso foi na época em que Michael Jackson estava sendo acusado dos primeiros supostos crimes de pedofilia.
Jarvis subiu ao palco correndo e mostrou a barriga. Logo em seguida, foi abordado pelos seguranças. Na época até falaram que três crianças que participavam da apresentação sofreram ferimentos causados pelo Jarvis, mas isso depois foi desmentido.
A repercussão foi gigante, ganhou destaque na mídia e muita gente deu opinião. Uma das mais célebres foi a do Noel Gallagher. “Jarvis é totalmente inocente. Ele é uma estrela. Tudo que ele fez foi subir ao palco e mostrar a barriga, mas na Inglaterra as pessoas acharam isso algo chocante. Não é algo como ele chegar no palco e acertar a cabeça do Michael com um taco de baseball. Para Michael Jackson vir até este país depois de tudo o que vem acontecendo, e vocês sabem do que estou falando, vestindo uma manta branca e levantando a mão pensando que é o novo Messias, alguma coisa está acontecendo. Quem ele pensa que é? Eu?”

Algumas covers indies para músicas arrasa-quarteirões de Michael Jackson também são conhecidas. Tem desde o Chris Cornell (ex-Soundgarden) e o fofo Belle & Sebastian interpretando “Billie Jean” até Fall Out Boy (indie?) e Neil Finn “fazendo o Michael” cada qual a seu modo. Inclui-se na lista o Ian Brown (ex-Stone Roses), que botou duas covers de Jacko em CD: “Thriller” e, óbvio, “Billie Jean”. Dois players para você:

* THE WAY WE LIVE NOW - Esta deve virar uma coluna fixa aqui na Popload, para falarmos do mundo de hoje e dessa coisa da modernidade, hahaha. O título (foi mal que deixei em inglês mesmo, mas fuck it) é uma homenagem a uma saborosa seção do “New York Times”. Comecei no último post, como “O mundo e a modernidade”. Acaba que…

- O técnico mais caro do Brasil, Wanderley Luxemburgo, R$ 550 mil mensais e mais “valioso” que o Muricy e o treinador da seleção brasileira, foi demitido do Palmeiras. Bomba na grande imprensa? Nada. O próprio Luxa postou a notícia no blog dele e no Twitter. Foi aquela bola de neve de informação na noite de sexta. A TV deu muitas horas depois. Os jornais deram muitas horas depois. O papo rendeu discussão velha mídia x nova mídia, de novo. No Twitter, óbvio. O caso me lembrou de certa forma a história TMZ-Michael Jackson. Até alguns veículos online demoraram a dar a notícia, porque queriam checar a informação, embora tal informação tenha sido dada pelo próprio envolvido. Tempos confusos. Não para nós.

- O diário inglês “Guardian”, talvez o mais bacana jornal do mundo, criou um tópico especial para sua cobertura do festival Glastonbury, que aconteceu na Inglaterra no último final de semana. Debaixo de toda resenha do show tinha um resumo chamado “In a Tweet”: 140 toques explicando de modo direto qual foi a do show analisado. E a luxuosa versão online do jornal botou todos os seus jornalistas twittando direto do festival.

- Esta é enviada pelo poploader candango Eduardo Palandi, gênio: “Minha contribuição para o “the way we live now”: pizza. A tecnologia está revolucionando o processo de pedir uma pizza: a Domino’s inventou um rastreador de pedidos que é surreal, porque rola um lance-a-lance na internet ou por SMS, desde o momento em que você fecha a compra até a entrega, passando pela montagem, pelo forno e pelo empacotamento. Com uma certa “narração” dos lances que até identifica os funcionários, tipo “Mike levou a pizza ao forno” ou “Tom saiu com ela para entrega”.
- “Mas não é só isso”, continua Palandi. “Tem a moda das pizzarias no Twitter. A primeira foi a NakedPizza, de Nova Orleans, que trocou a veiculação de seus telefones nos veículos de entrega e na placa do lado de fora da loja pela divulgação do endereço do microblog. E ganhou mais de 5 mil seguidores em três meses. Depois disso, a Pizza Hut começou a explorar as possibilidades do Twitter, chegando a colocar, no “New York Times”, um anúncio de “procura-se twitteiro de verão”, para “narrar, em 140 caracteres ou menos, o que rola na Pizza Hut”. Por aqui, a Uma Pizza, de Florianópolis (@umapizza), está entrando na onda, aceitando pedidos por MSN, Skype ou por aquela geringonça das antigas que chamamos de telefone. E, se você mencionar um código divulgado apenas no Twitter da pizzaria, e que muda a cada dia da promoção, ganha 10% de desconto.”

- Na noite de terça veio o aviso: “Hoje, pizza em dobro. Peça o regulamento pelo msn (umapizza@hotmail.com) ou ligue e se informe (48) 3028-xxxx. Palandi exclama: “Peça o regulamento pelo MSN? Cacete!!”

- Por último, mas não menos importante, aliás uma das coisas mais importantes que eu soube em anos (hahaha, adoro frases assim), e que vai ser bem esmiuçada em próximos posts, é que… veja bem… O TWITTER VAI SALVAR A MÚSICA. Vou resumir. Depois explico melhor.

A Amanda Palmer, uma integrante pequena de uma banda pequena de um cena pequena, que era cantora-pianista do grupo The Dresden Dolls, está encontrando A REVOLUÇÃO do indie! Ela revelou que ganhou recentemente U$ 19 mil dólares no Twitter. Em 10 horas. Ela fez uma campanha no Twitter para quem estivesse de bobeira numa sexta-feira à noite, como ela. Ofereceu camisetas. Vendeu todas. Ofereceu um show exclusivo aos seguidores dela na rede social. Vendeu centenas de ingressos. Tudo pelo twitter. Depois fez um pequeno leilão com trecos assinados por ela. Faturou US$ 19 mil. Seus mini-posts em 140 toques foram retwittados, ganharam tradução em várias linguas, repercutiram em blogs etc.
Palmer diz que não faturou 1% disso vendendo seus discos solo. Ela afirma que está pensando seriamente em abrir um site chamado “Huge State of the Music Industry and How Everything Is Going to Have to Change”. Vamos supor que uma artista tão pequena como a grande Amanda Palmer tenha, sei lá, apenas 30 mil fãs. Enquanto o Metallica tenha, sei lá, 30 milhões. 1) A Amanda Palmer em 10 horas ganhou US$ 19 mil com uma simples twittada. 2) Imagina quando artistas grandes descobrirem o Twitter. Voltaremos ao assunto.

* Bom, chega. Agora, se nada der errado, o próximo post será “obrado” da Inglaterra. Óbvio, vai rolar um sorteio “presente de viagem”, relativo ao show do Blur no Hyde Park e outras coisas pop que eu descolar em Londres. Então, pode ir se manifestando nos comentários, porque a concorrência começa aqui. E, lembre-se. Ainda não está resolvido o “problema dos comentários engolidos”. Então tente postar só palavras. Evite links e outros efeitos. Beleza?

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: , , , , , , , , , , , , , , ,
25/06/2009 - 12:35

As vampiras lésbicas e outras histórias da pesada, tipo Passion Pit, MGMT, Gossip e a maior banda do mundo hoje: Phoenix (?!). RIP Michael Jackson

*****versão final*****

* Opa!

* O título acima está em transição. O post, em movimento. A coisa não vai parar o dia todo. Este dia que só vai ser conhecido como o “DIA EM QUE O MICHAEL JACKSON MORREU”.

* Estou de olho em você, viu?

* Estão falando que o Passion Pit vem para o Brasil para tocar no Popload Gig 2, em agosto, junto com o Friendly Fires. Eu acho que é em ooooooutro festival. Mas eu só acho. Já o delicioso Golden Filter, de Nova York, informa em seu MySpace que dia 5 de agosto se apresenta na “Rua Barra Funda”, em São Paulo, a mesma rua onde fica o clube Clash. Solid gold!!

* You’re an ocean and salt air.

* GOSSIP NOVO: E TENHO DITTO - Você já “pegou” o álbum novo do Gossip, da graaande cantora Beth Ditto? Se ainda não, sem problemas. A Popload preparou um preview de “Music for Men”, com 30 segundos de cada música do disco da diva lesbo-giant Ditto. Nas primeiras audições, achei o disco delicioso e funky, bem além do disco-punk habitual, tal. Vamos ver se ele se sustenta nos meus ouvidos por mais tempo. Duas coisas: o título sobre “vampiras lésbicas” não tem nada a ver com a Ditto. Essa faixa de abertura, punk climática, “Dimestore Diamond”, é muito boa ou impressão?
Deixa o preview rolando, enquanto você vai lendo o resto do post:

A ordem das músicas é assim: 1. Dimestore Diamond / 2. Heavy Cross / 3. 8th Wonder / 4. Love Long Distance / 5. Pop Goes the World / 6. Vertical Rhythm / 7. Men in Love / 8. For Keeps / 9. 2012 / 10. Love and Let Love / 11. Four Letter Word

* PÂNICO EM SP - Pânico, sangue, vampiragem, zumbizices, monstruosidades monstras e desgraceira em geral. A partir desta quinta, com abertura ao público na sexta, acontece na cidade o SP Terror, festival de cinema fantástico com 34 filmes do mal. O SP Terror toma as salas da Reserva Cultural, na Paulista, até o dia 2 de julho, com uma penca de filmes internacionais e brasileiros inéditos e até um clássico do cinema mudo.

A foto que abre o post de hoje é do japonês “O Gigante do Japão”, do diretor Hitoshi Matsumoto, mais comédia que amedrontador, sobre um sujeito que fica gigante para defender o país dos monstros, tipo Jaspion. Só que a galera “defendida” curte mais os famosos monstros gigantes japoneses que o herói.

Entre os filmes fantásticos da programação do SP Terror está o excelente “Deixe Ela Entrar” (”Let the Right One In”), sueco sensível sobre a melhor história de vampiros desde o “Dracula”, rei dos blogs e de festivais no ano passado. E também o recentíssimo inglês “Matadores de Vampiras Lésbicas”. Já vi esse. É ruim, mas é bom. É sobre dois carinhas losers que, sofrendo por causa de mulher, vão passar um final de semana para esfriar a cabeça num vilarejo próximo à natureza. O sabado à noite não vai ser fácil. É isso o filme. Hahaha.

Esta foto “bacana” acima é do filme brasileiro “Mangue Negro”, sobre zumbis que atacam um mangue no Espírito Santo, terra do Mickey Gang. Da história às cenas, só bizarrice.

Este post vai ser “enfeitado” inteiro pelos filmes do SP Terror.

* KILLERS E COLDPLAY JUNTOS AQUI - Ihhh. Olha só. O principal jornal do Chile também está dando a história da turnê conjunta do Killers e do Coldplay pela América do Sul. A data em Santiago, segundo o jornal, seria 15 de novembro.

* NOVAS DO MGMT - A banda, internada num estúdio em Los Angeles para gravar seu segundo disco, sai às vezes para fazer uns shows, tocar umas músicas novas e tal. Tem umas quatro rolando no Youtube, parece que todas do próximo CD. De um show de Memphis, pintaram alguns vídeos de razoável qualidade sonora. O MGMT, pelas músicas novas, está parecendo escocesa, linha folk pop barroco. Um Belle & Sebastian piorado, nenhuma “Kids” no meio. A menos meia-boca que eu achei é essa “Song for Dan Treacy”. Musiquinha para o maluco da veterana banda inglesa Television Personalities. Aqui está “Song for Dan Treacy”.

*********SP TERROR **********

A pequena Eli, vampira teen que enche de ternura e sangue a badalada produção sueca “Deixe Ela Entrar”, que passa no festival de cinema fantástico SP Terror no sábado e na quarta

**********

* A MAIOR BANDA DO MUNDO HOJE (1): PHOENIX - O amigo Marco Lockmann, o olho deste blog em Nova York e região, grita lá de Manhattan pedindo passagem para falar do babado que gira por lá em torno da banda cool francesa Phoenix, do figuraça Thomas Mars, que está colhendo o hype propagado depois do mais recente álbum da banda, lançado em maio: “Wolfgang Amadeus Phoenix”. Pop classique.
Diga lá, Marco.

- Por Marco Lockmann
Difícil pensar em outra banda na mesma posição do Phoenix em 2009: o novo álbum está na lista de “Best New Music” da ultra-cool-hypada Pitchfork e ao mesmo tempo os dois shows que fizeram recentemente em NYC atraíram metade do elenco de “Gossip Girl”. A última vez que uma banda conseguiu manter ao mesmo tempo a aura de cool/indie/alternativa e chegar perto do mainstream nos EUA foi o Franz Ferdinand em 2004 com “Take Me Out”.
As duas apresentações em Nova York (uma no Brooklyn e outra em Manhattan) puseram a blogosphera e jornais em delírio. O show do Brooklyn abriu com “Lisztomania” (perfect pop-song com video bootleg tirado do “Breakfast Club” estourando na net) e seguiu com hit após hit na linha da trajetória do Phoenix, que começou há dez anos como banda de acompanhamento do Air, passou pelo o pop-funk-neutro de “So Young”, “Run Run Run” e pelo Strokes-via-Paris do penúltimo ano (vide “Consolation Prize”). Até chegar em “Wolfgang Amadeus Phoenix”, que é talvez o disco pop perfeito/alternativo/complexo do ano.
O álbum (e o show) tem vários “singles” (“1901”, “Lisztomania”, “Girlfriend”, “Roma”) misturados com momentos semi-Radiohead/Air tipo “Love Like a Sunset, Parts I and II”. Essa é quase que inteira instrumental (mas fucking genial), onde durante o show o líder da banda, Thomas Mars, ignorando todo o caos em volta, passa a música inteira deitado no chão, usando um dos speakers como travesseiro. Se faltava algo mais para você se convencer das credenciais cool da banda, Thomas namora (e tem uma filha) com Sofia Coppola.
Mesmo com as letras surreais/estranhas (“Watch her moving in elliptical patterns/ think it’s not what you say, what you say is way too complicated/ for a minute thought I couldn’t tell how to fall out’), a música que o Phoenix faz não vai mudar a vida de ninguém. Mas, em um ano como este em NYC (recessão, gripe suína e “animal colletivization” da música indie hoje), duas de escapismo com provavelmente a mais competente e cool pop band hoje, vale o mundo.

PS: segundo a Wikipedia, o termo “Lisztomania” foi criado para descrever a reação da plateia às apresentações ao vivo do pianista clássico Franz Liszt onde a plateia (geralmente feminina) urrava o tempo todo. Mais ou menos como foram os dois shows do Phoenix em Nova York.

*********SP TERROR **********

Este “Strange Girls” é tranquilo. Depois de 14 anos trancadas num sanatório, duas gêmeas esquisitas e que fazem tudo em perfeita sincronia, inclusive não conversar com ninguém a não ser entre elas, recebem alta. Aí…

**********

* O MUNDO E A MODERNIDADE - Ou, em inglês, a famosa frase nome de livros, filmes: “The Way We Live Now”.

- A mais “feroz” das instrumentações modernas hoje, o Twitter, entrou em colapso ontem com a morte das celebridades, principalmente a de Michael Jackson. Cerca de 20% dos posts sobre o crepúúúsculo do Rei do Pop desapareceram, o sistema ficou lento, quase parou. O “Guardian” diz que a cobertura da internet e a troca de informações de usuários matou a da TV.

- Nesta semana, o Twitter e o Facebook foram considerados importantes plataformas no grito de protesto do oprimido povo iraniano, que reagiu ao regime opressor via internet. O Twitter contribuindo para a História, com h maiúsculo.

- É oficial: o Facebook vai virar filme de Hollywood. O oscarizado David Fincher (”Benjamin Button”, “Clube da Luta”) vai dirigir. Aaron Sorkin (série “The West Wing”) vai adaptar. O badaladinho ator Michael Cera (”Juno”) pode fazer o papel do estudante Mark Zuckerberg, o inventor do Facebook.

- O filme do Facebook será baseado no novo livro “The Accidental Billionaires: The Founding of Facebook”, a ser lançado com pompa em julho nos EUA.

- Pintou um aplicativo para iPhone que é mais ou menos assim: o app se chama Bath-O-Matic, é gratuito na loja da Apple e serve basicamente para você preparar um banho de banheira mesmo estando fora de casa. Com ele, você manda instruções para sua banheira, liga a água, controla temperatura, a fragrância da água e, veja bem, A QUANTIDADE DE BOLHAS DA BANHEIRA. Aí você chega em casa e é só tirar a roupa.
Poréééém… Você precisa aparelhar sua banheira para receber os sinais do app. E a tecnologia para isso, na Inglaterra, custa cerca de R$ 14 mil. Detalhe, vai.

- Um verdadeiro pedido de “amizade” da mídia velha para a mídia nova, esse filme-cascata “Intrigas de Estado”, em cartaz com o Russell Crowe e o grande ator Ben Afleck no elenco. Crowe é um jornalista “das antigas” de um grande jornal, que está atrás de uma grande história de escândalo no senado americano. o repórter experiente Crowe vai desvendar tuuuuuuudo, óbvio, com a grande ajuda de uma menina novinha que trabalha na versão online do jornal e também está atrás do caso para publicar em tempo real. Numa cena romântico-patética, Crowe presenteia a “garota da internet” com um monte de canetas, já que a menina nunca tem uma para anotar as coisas em bloquinho, já que escreve tudo no computador direto. No final, o velho jornalismo sai da redação de braço dado com o novo jornalismo, triunfante, com o caso resolvido e o material publicado nas manchetes de papel e no online. É preciso união das mídias, galere.

- Nesta semana morreu o cantor Sky Saxon, da legendária banda de garagem The Seeds, nome forte da cena roqueira americana dos anos 60. Ele estava internado havia alguns dias. Quando Saxon finalmente sucumbiu à infecção interna, sua mulher anunciou sua morte no Facebook.

* PRODIGY NO RIO DE JANEIRO - Hein… Prodigy no Rio de Janeiro? Dia 25 de outubro? Citibank Hall? Como assim?

*********SP TERROR **********

“Oi! Nós somos vampiras lésbicas. Venha assistir a gente…”


**********

* RIP FARRAH FAWCETT -

 

* RIP MICHAEL JACKSON - …

Your pictures and fotos in a slideshow on MySpace, eBay, Facebook or your website!view all pictures of this slideshow

* ACABOU? -Acho que é isso. Se tiver algo extraordinário eu volto para falar. O lance do Horrors deixa para lá. Até tirei do título. Como eles são destaque do Glastonbury e devem aprontar alguma, volto a eles na próxima.
Ainda não descobrimos porque vários comentários estão sendo expurgados automaticamente. MAs vamos.
Então. Pode ser que semana que vem tenha uma viagem aí, que depois eu comunico se rolar. E, claro, vai ter o famoso “presente de viagem”, que eu botarei a sorteio. E esse vai ser bem bom. Se quiser já se escrever nos comentários, fique à vontade.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas:
23/06/2009 - 10:08

Smells like grunge spirit: o grunge real, a suruba grunge, o grunge de Goiânia invadindo Nova York. Mais: Killers + Coldplay tocando juntos no Brasil em novembro, Popload Gig na TV, o Arctic Dudes, o “novo” Franz e o hiPhone, o iPhone de 300 reais

* I’m waiting for that feeling
I’m waiting for that feeling
Waiting for that feeling to coooooome
(Blur)

* Hi!

* hiPhone!

* A redação da Popload foi atingida nos últimos dias com a informação de que o hiPhone é mesmo real, já está acessível no Brasil e mais: virou febre. E custa R$ 300.
Você ouve falar da história, acha incrível, mas quando a coisa aparece na sua frente você passa mesmo a acreditar. Alguns amigos já têm hiPhone, a imitação chinesa para o essencial iPhone da Apple.

Agora f*deu! iPhone pirata, com algumas coisas MELHORES que o original, por um décimo do preço (tem gente que já pagou R$ 250)?
Para começar, o hiPhone tem TV embutida. Mais: gravador de vídeo dessa TV embutida.
Para acabar, é aparentemente só isso.
Na verdade, essa versão chinesa que está virando coqueluche na periferia e aparelho-zoeira da galera com algum dinheiro para gastar com smartphones é mal-acabado, tosco, as teclas afundam, os 16 GB da capacidade é cascata, os 2.0 Megapixel com auto focus da câmera não é bem isso etc.
Mas o que vc queria por um aparelho igual ao iPhone que funciona (importante) e custa entre R$ 250 e R$ 300 (bem importante)?

* Para não falar que estamos aqui incentivando a pirataria agora que o Stevie Jobs está distraído, cuidando de seu TRANSPLANTE DE FÍGADO, aqui vem a info oficial: o novíssimo iPhone 3GS, capacidade ampliada para seu 1 milhão de aplicativos (apps) possíveis e vitais, chega às lojas brasileiras no dia 8 de agosto, é o especulado. Preço: por volta de R$ 1.6 mil.

* COLDPLAY E KILLERS. JUNTOS. NO BRASIL - Ok, eles estão over. Fase chatonga e tudo. Mas não deixa de ser legal saber que as duas bandas que “um dia foram ótimas e agora pensam que são o U2″ vão excursionar juntas pelo Brasil em novembro. A informação começou como boatinho em blog de fã argentino do Coldplay, em março, e espalhou um pouco pela internet. Mas ninguém deu bola. Aí, primeiro, gente boa dos bastidores do rock confirmou o Coldplay na América do Sul. Argentina, Chile, Colômbia. No Brasil, parece, seriam cinco shows. Mas só o de São Paulo estaria com tudo acertado. Depois, no Chile, rolou a história de que o Killers iria tocar aqui no continente também em novembro. Duas semanas atrás, o Brandon Flowers, do Killers, disse na imprensa inglesa (eu soube, não li) algo como fazer uma turnê conjunta com Coldplay. Bingo.
Vamos ver como isso vai rolar mesmo. Os shows de São Paulo não sendo no Anhembi…

* Uma coisa não tem nada a ver com a outra, PARECE. Mas o festival Planeta Terra foi oficializado na semana passada. Acharam um lugar gigante para substituir a Vila dos Galpões, onde o evento acontecia. Data provável: 14 de novembro. Mas, enfim: Planeta Terra, Coldplay + Killers, tudo em novembro.

* Mais shows: A “Veja” confirma dois shows do Paul McCartney para 2010. A “Folha” dá o Linkin Park no Morumbi em dezembro, mesmíssima época que vem o AC/DC. É a “guerra do metaaal”. Vamos tentar fazer o Popload Gig 3 por essas datas, para aliviar a coisa.

* NOVE MINUTOS DE BLUR - A caminho do Glastonbury (domingo que vem) e dos megashows do Hyde Park, o Blur segue trilhando sua aclamada volta com apresentações minúsculas, para 200 pessoas se muito. A de segunda passada (ontem?) foi num colégio de Londres, onde o guitarrista Graham Coxon estudou. Este vídeo abaixo, feito da galera, é bem bom. Tem o Damon Albarn se jogando na platéia, o pandemônio “Song 2″ e a incrível “For Tomorrow”. Palmas para a pessoa que fez o vídeo. Conseguiu segurar a câmera no turbilhão, sem fraquejar. Tudo bem que parou de filmar no comecinho de “The Universal”, mas aí seria querer demais… Dá uma olhada.

* VEM, ARCTIC MONKEYS. VEM - Já circula capa e encarte do novo CD do Arctic Monkeys, o “Humbug”. O áudio já está vindo. Um milhão de pessoas posicionadas para pirateá-la.

Esta aqui é do encarte:

Enquanto o disco não “chega” e o single de “Crying Lightning” não sai, vamos nos divertindo com a ótima música do disco novo ainda pegando embalo nos shows australianos do começo do ano. Botaram no Youtube nesta semana um vídeo bem cool de som e imagem, tirado de TV, excelente. Aqui está:

* POPLOAD GIG NA TV - Semana passada e no final dela a MTV mostrou um especial de dois dias com o festival recente promovido por este blog, que trouxe ao Brasil Matt & Kim, The View, No Age e contou ainda com os brasileiros Holger e Mickey Gang. Nesta semana, o programa “Radiola”, da Trama, também passou o seu especial sobre o Gig, na TV Cultura. Foi assim:

* O FRANZ FERDINAND E O INCONFORMISMO SEM FIM COM A MULHERADA- Saem as bundas das garotas e entra o… Franz. Dançando, jogando bola, no sofá. Hahahaha. Essa banda é muito boa. A fantástica “No You Girls” tem vídeo novo. Bem lindão. Ouso dizer que é bem melhor que o anterior. Sometime I say stupid things…


********** grunge **********

* UMA BANDA DO RIO/PORTO ALEGRE: BROLLIES & APPLES - Essa é a tal “suruba indie”, mencionada no título. O apelido não é meu, veja bem. A Carol que falou… Nasce uma “superbanda” brasileira pós-pós-pós grunge. Sabe quando o Garbage, no fim do célebre movimento, começou a misturar as guitarras grunge com a eletrônica? Agora pegue essa informação e aplique no indie brasileiro neste final de década atual. E tire a grande Shirley Manson do vocal e bote DUAS garotas no lugar. E bem mais bonitas que a escocesa que só era feliz quando chovia. Pronto: você tem o Brollies & Apples. Armação electrogrungesexy que une o famoooso DJ e produtor funk rock Fredi Chernobyl, de Porto Alegre, com dois membros da antes-carioca-hoje-paulistana banda pop Leela (a loirinha Bianca e o guitarrista Rodrigo Brandão), completados pela presença da FILÓSOFA “gaúcha” Carol Teixeira (ela nasceu no Rio, na verdade). Carol & Chernobyl (que é guitarrista da banda Comunidade Nin-Jitsu) e Bianca & Rodrigo são casados, cada par entre si e agora casados também em quarteto, no rock. Daí a tal suruba. Como uma boa imagem vale mais que… veja logo o vídeo do incrível Brollies & Apples.

* UMA BANDA DE GOIÂNIA: BLACK DRAWING CHALKS - Esses nem são tão novos assim na Popload, mesmo levando em conta que a média de idade dos moleques barulhentos, cria da Monstro Discos (Goiânia), é de 21 anos. Banda que o conhecido produtor musical Miranda, hoje também astro de TV, chamou de o “Franz Ferdinand do grunge”, o Black Drawing Chalks acaba de lançar em lojas e na internet o seu segundo álbum, “Life Is a Big Holyday for Us”. O negócio aqui é sério e sem concessões. O Queens of the Stone Age iria adorar ter o BDC abrindo o show deles, se o conhecesse. Oportunidade não faltará a você, Josh. O Black Drawing Chalks toca no famoso festival CMJ, que tomará vários clubes de Nova York no final de outubro deste ano. Eles também tocarão no Pop Montreal 2009, no Canadá.
Pode ir lá ver no MySpace deles. O pequeno hit da banda é a poderosa “My Favourite Way”. Um já badaladíssimo vídeo da música, em animação, está sendo produzido. Mistura aviões de guerra e garotas. “Muito loko”, me fala quem já viu o andamento do trabalho. Aqui embaixo, dois “frames” do vídeo.

* O VELHO GRUNGE NO BRASIL - ENTREVISTA COM MARK LANEGAN Chega a emocionar saber que Mark Lanegan e Greg Dulli, figuraças líderes dos grandes Screaming Trees e Afghan Wigs, vão estar em São Paulo “mais ou menos” (já explico) como Gutter Twins, em apresentação única na fina ($$$) casa Bourbon Street, em Moema.
Vou até botar aqui embaixo um vídeo de uma música do Screaming Trees, de tanta emoção (hehe). É a épica “Nearly Lost You”, em performance de 1992 no programa do David Letterman novinho e com bem mais cabelo que hoje. Vai lá, Lanegan.

Mas, voltando ao assunto, na semana que vem, dia 1º de julho, o Bourbon Street promove o show “Uma Noite com Greg Dulli e Mark Lanegan”.
A “Folha de S.Paulo” desta segunda passada agora publicou no caderno Ilustrada, uma entrevista minha com Lanegan, feita recentemente. A qual eu republico aqui embaixo, para quem não lê o jornal.

Sinto só informar que até segunda-feira de manhã havia ingressos a venda (450 pessoas é a capacidade da casa para esse show). Agora, talvez por causa da matéria da “Folha”, os bilhetes que restavam desapareceram na própria segunda.

Enfim, o texto que saiu no jornal é mais ou menos este aqui abaixo:
“A banda é de 2003. O primeiro disco é de 2008. O show no Brasil é em 2009. Mas a atmosfera a ser respirada no Bourbon Street no próximo dia 1º de julho, quando a dupla The Gutter Twins estiver fazendo apresentação única no país, será a dos anos 90. No palco e na platéia vai ser um verdadeiro “That 90’s Show”.
Os senhores Mark Lanegan e Greg Dulli, duas importantes vozes de bandas de destaque da era áurea do chamado “rock alternativo” americano, devem arrastar ao clube de Moema fervorosos fãs do Screaming Trees e Afghan Wigs, respectivamente e em particular, e do amplo movimento grunge (Seattle, Sub Pop, Nirvana) em geral. Mais até do que entusiasmados pelo recente projeto comum aos dois, o Gutter Twins.
Os ingressos para o espetáculo “Uma Noite com Greg Dulli e Mark Lanegan”, que mostra que o show vai oportunamente muito além do Gutter Twins, estão no fim. A configuração do Bourbon Street para essa apresentação é de 250 pessoas sentadas (mesa) e 200 em pé (pista).
“Estou bem entusiasmado em ir ao Brasil agora, até porque nunca consegui ir com o Screaming Trees”, disse à Folha o cantor Mark Lanegan, de marcante voz rouca e soturna, emprestada nesta década a bandas, cantoras e projetos vários, como Queens of the Stone Age, Isobell Campbell (ex-Belle & Sebastian), Twilight Singers (com o próprio Greg Dulli), além, claro, do Gutter Twins.
“Mas o público nem precisa ficar pedindo músicas do Screaming Trees, porque vamos tocar várias. E também do Afghan Wigs, do Twilight Singers, do Gutter Twins mesmo, além de covers de Cole Porter, José Gonzalez, talvez Primal Scream”, contou o músico.

Lanegan e Dulli estão trazendo para sua “Noite” o guitarrista Dave Rosser, oficial do Gutter Twins, para quebrar o caráter acústico que deve predominar no show de São Paulo. Rosser até ousa tomar o microfone dos dois no show, para cantar uma música.
“Não, eu não sinto falta de meus tempos de Screaming Trees. Já faz uns 15 anos de nossa grande fase e as coisas do passado têm que ficar no passado”, decretou Lanegan, desfazendo boatos de que seu ex-grupo famoso poderia voltar assim como tantos de sua época, como Dinosaur Jr., Jane’s Addiction, Faith No More, Pixies.
Os ilustres cantores são veteranos, mas o gás cheira a espírito teen. O Gutter Twins foi formado em 2003, mas só no ano passado soltou seu primeiro álbum, “Saturnalia”, pelo selo Sub Pop, de Seattle, a fundamental gravadora da movimentação sonora grunge do final dos 80, começo dos 90.
Ainda em 2008, o Gutter Twins lançou via iTunes o EP “Adorata”, com duas músicas inéditas e várias covers.
Do Brasil, segundo o MySpace do grupo, Lanegan e Dulli se apresentam no Chile, na Argentina, e completam julho levando seu revival anos 90 para Europa e Oceania.”

* GANHADOR(A) DO ALL STAR POPLOAD GIG - Finalmente vamos revelar o ganhador do Converse costumizado para o festival Popload Gig, que aconteceu no começo do mês. Número 39. Saiu para:

- Monique Ludmilla
(moniquetassar@gmail.com)
((disse que o tênis é para ela mesmo. calça 39. sorte dela))

* GANHADOR DO CELULAR - Agora o nome do vencedor do celular MOTOROKR, o aparelho roqueiro da Motorola que vem com o novo do CD U2 nele, de bônus.

- Lucas C, de São Paulo
(kiim.easting@gmail.com)

* Acho que é isso, então.

Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas:
Topo