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terça-feira, 14 de junho de 2011 Dica do que ler ou assistir | 08:38

Tom Cruise como Jack Reacher

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Segundo o Deadline, o galã hollywoodiano está em fase final de negociações para interpretar o heroi da consagrada série de best-sellers escrita por Lee Child; ao todo, já são 15 livros e 40 milhões de cópias vendidas pelo mundo.

Reacher, o justiceiro que sai pelos Estados Unidos armado apenas com as roupas do corpo e uma carteira, ganhará vida nas telas, mas não sem críticas de seus fãs, que veem em Cruise uma espécie de não-heroi.

Seja como for, o filme começa a ser rodado no fim do ano, para estrear no verão de 2012 – e o livro adaptado por Cruise e seu time será Um Tiro, lançado no Brasil em 2007 (Bertrand, 406 pgs, R$ 49,00).

Autor: Milly Lacombe Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 13 de junho de 2011 Dica do que ler ou assistir | 11:53

Da Nigéria para o mundo pelo fim do preconceito

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Em palestra ao mesmo tempo comovente, edificante e engraçada, a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, 33, fala a respeito do perigo de acreditarmos em estereótipos (com opção de legenda em português).

Hibisco Roxo, seu livro de estreia lançado em 2003, foi publicado recentemente no Brasil pela Companhia das Letras (R$ 49,00).

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sexta-feira, 10 de junho de 2011 Prêmios | 14:09

Autora de 25 anos leva Orange Prize 2011

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Téa Obreht, de apenas 25 anos, ficou com o Orange Prize de ficção deste ano.

O prêmio, que foi criado em 1996 para homenagear escritoras, jamais havia escolhido uma autora tão jovem para levar todas as honras, mais um cheque de US$ 49 mil (aproximadamente R$ 80 mil).

Em março, falei do livro de Obreht aqui antes mesmo de começar a lê-lo.

Tudo porque a autora e sua obra de estreia estavam sendo muito bem comentadas por veículos tradicionais como o New York Times.

Depois de ler algumas resenhas, soube que se tratava de uma história que misturava alguns elementos de sua vida real (ela nasceu em Belgrado em 1985 e foi estudar nos Estados Unidos, onde mora hoje, em 1997) a fábulas, mitos e símbolos e signos circenses.

Não é meu ambiente literário predileto (nada que envolva imagens circenses consegue me fisgar), mas, diante de tantos comentários positivos, decidi encarar.

Natalia, a narradora, é uma jovem médica que nasceu na antiga Iugoslávia e tem que viajar à vila do avô, que acaba de morrer, para recolher seus pertences.

Nessa viagem, vai resgatando a relação de afeto que tinha com ele, e com a história de seu antigo país, também morto.

Embora não tenha terminado de lê-lo (essa mania de ler meia dúzia ao mesmo tempo …), já fico tentada a fazer uma comparação com o romance Big Fish, de Daniel Wallace, que inspirou o filme de Tim Burton, Peixe Grande.

Fora isso, ainda é cedo para dizer se gostei.

Em entrevista ao Guardian, Obreht parece estar entorpecida com a notícia e diz não acreditar que venceu o prêmio com seu romance de estreia.

A Leya lança The Tiger’s Wife (aqui com o nome de A Noiva do Tigre) em julho.

Autor: Milly Lacombe Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 9 de junho de 2011 o futuro do livro | 15:13

Xilofone de livros

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Do YouTube para o site Future of the Book: visão pessimista, mas divertida.

Autor: Milly Lacombe Tags: , , ,

quarta-feira, 8 de junho de 2011 polêmica | 11:00

Autor que acusou Smurfs de racismo e antissemitismo se defende

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O politicamente correto chegou ao mundo encantado.

Livro do professor francês Antoine Buéno (Le Petit Livre Bleu) analisa, entre outras coisas, o modo de vida dos pequeninos seres azuis para chegar a conclusões estranhas (saiba mais aqui).

Para Buéno, se os Smurfs vivem dentro de uma comunidade que não incentiva a iniciativa privada, que promove refeições coletivas e que é controlada por um único líder, então é evidente o “elogio” às sociedades totalitárias.

O autor ainda compara algumas das características físicas dos personagens a Stalin, Trotsky e diz que Gargamel, o inimigo, é a caricatura anti-semita de um judeu.

Seriam os Smurfs anti-semitas, comunistas ou todas as anteriores?

Tem mais.

O autor também analisa o fato de um certo inseto ter a capacidade de, depois da picada, deixar a pele de um Smurf preta.

Até aí, nada. Mas, um Smurf picado, e consequentemente negro, perde a capacidade de falar.

Smurfs racistas?

Fãs dos bonecos azuis estão revoltados com o livro.

Ao Guardian, Buéno reagiu negando ser um moralista e dizendo que o livro, embora se proponha a ser uma reflexão séria, foi escrito para divertir apenas.

Para ele, que se diz chocado com as reações, a graça de acusar de racistas, antissemitas e totalitários pequenos e encantados bonecos azuis era tão óbvia que ele nem pensou em explicá-la a miúdo.

Pode até ser mesmo. Mas começo a achar que ainda veremos o dia em que alguém analisará Chapeuzinho Vermelho como uma apologia à matança de lobos.

Autor: Milly Lacombe Tags: , , , , ,

terça-feira, 7 de junho de 2011 polêmica | 15:00

Homens ruins, bons livros

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A reflexão foi proposta pela revista eletrônica Salon na matéria When bad people write great books – ou, quando pessoas ruins escrevem grandes livros.

Estimulada por um leitor, Laura Miller, titular do espaço, analisou Charles Dickens – notoriamente um homem que se comportava mal socialmente – e sua obra: “sendo ele um sujeito mau, seria, portanto, errado amar sua obra?”, era a pergunta central.

Dias atrás, V.S. Naipaul, homem de natureza grotescamente misógina, foi notícia ao bradar que, como escritores, homens são melhores do que mulheres.

Naipaul tem um Nobel em algum lugar de sua casa. Não pode ser, a despeito de gosto literário, considerado mau escritor. Mas, como autor, deve ser abandonado por causa das inúmeras declarações intolerantes que já deu?

Monteiro Lobato, hoje sabemos, era racista. É, portanto, necessário que deixemos sua obra de lado?

Acho que a pergunta é pertinente e que pode levar a bons debates.

Minha opinião é a de que devemos lutar para separar o autor de sua obra da mesma forma que talvez devamos separar o bom jogador de sua vida privada.

Não é tarefa mundana – muito pelo contrário. Monteiro Lobato, para mim, perdeu a graça. Mas deveria ser assim?

O fato é que já não me interessa conhecer a fundo a vida de um determinado autor que eu particularmente adore. Eça, Clarice, Nelson Rodrigues, Machado, Nick Hornby, David Foster Wallace, Proust. Por que quereria eu saber mais a respeito de suas vidas? Não me basta a obra?

E, mesmo quando parte do caráter duvidoso do autor vier à tona através de sua obra, não seria essa uma grande oportunidade para que questões como racismo, sexismo, anti-semitismo e demais preconceitos fossem discutidos? Não seria essa a melhor maneira de eliminá-los?

Lembro de que, há alguns anos, tive a chance de topar com Jerry Seinfeld durante um evento automobilístico em Carmel, no norte da California.

Acho a obra de Seinfeld genial: livros, stand-ups, sitcom. Quando o vi no mesmo evento, totalmente à paisana e justamente em uma época em que meu encantamento por sua obra estava no ponto mais elevado, me retirei.

Levei anos para entender por que fiz aquilo.

Hoje sei que escapei por medo. Medo de flagar algum comportamento que me parecesse estranho, esnobe ou arrogante e que, com isso, eu deixasse de reverenciar sua obra.

Saí de perto do autor para continuar colada à obra.

Mas deveria ser assim?

Autor: Milly Lacombe Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 6 de junho de 2011 Dica de Leitura | 10:38

Nossa dose diária de Eça

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A Leya lançou recentemente um livrinho desses que não dá para não comprar.

Trata-se de Citações e Pensamentos – Eça de Queiroz.

São fragmentos e pensatas extraídos de seus textos. Alguns deles, tirados de meu livro predileto: A Correspondência de Fradique Mendes.

Para organizar tanto material, o livro foi dividido em três partes: citações/reflexões e pensamentos/textos capitais dos principais romances de Eça de Queiroz.

Mesmo para quem, como eu, tem em casa a obra completa desse homem genial, o livro será útil: ele pode ficar na mesinha de cabeceira para ser aberto aleatoriamente e a qualquer hora do dia.

Alguns pensamentos pinçados ao vento:

“O brasileiro é o português – dilatado pelo calor.” (Uma campanha alegre)

“Nessas democracias industriais e materialistas, furiosamente empenhadas na luta pelo pão egoísta, as almas cada dia se tornam mais secas e menos capazes de piedade.” (A correspondência de Fradique Mendes)

“A gente nunca sabe se o que lhe sucede é, em definitivo, bom ou mau.” (Os Maias)

“A igualdade é decerto a maior evidência de civilização.” (Notas contemporâneas)

“Nos amores deste mundo, desde Eva, há sempre ‘um que se ama e outro que se deixa amar’”. (Correspondência 1885)

“Eu sou um artista, não um crítico: não tenho análise, tenho emoção.” (Correspondência 1885)

Miudezas

Livro Citações e Pensamentos – Eça de Queiroz (organização de Paulo Neves da Silva), Leya, 212 páginas

Velocidade de leitura Para morar ao lado da cama e ser saboreado lentamente

Preço R$ 32,90


Autor: Milly Lacombe Tags: , , , , ,

sexta-feira, 3 de junho de 2011 Sem categoria | 10:51

Livro promovido em vídeo viral ganha vida

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O livro foi lançado há quase um mês, mas pouco se ouviu falar dele.

Até que o autor, também produtor de vídeos virais, fez o que sabia fazer: promoveu a obra via YouTube.

O vídeo promocional já teve mais de um milhão de views, e o livro ficou famoso.

O americano Paul Jury lançou States of Confusion: My 19,000 Mile Detour to Find Direction – alguma coisa como “estados de confusão: meu desvio de 19 mil milhas para encontrar direção” – para contar a história de um rapaz recém-formado que, sem saber o que fazer da vida, decide se aventurar numa road-trip pelos 48 Estados americanos em 48 dias de viagem.

Aventura que ele viveu depois de se formar e antes de ir trabalhar em Los Angeles como produtor e roteirista de vídeos virais.

Não li ainda, mas já gostei da ideia.

O roteiro do vídeo viral é divertido, só que funciona de forma mais engraçada para americanos.

Isso porque Jury vai debochando das características e estereótipos de cada um dos 48 Estados usando ganchos com os quais nós, brasileiros, não estamos muito familiarizados.

Por lá, cada Estado tem um slogan, que usa para se promover. São frases de efeito que normalmente podem ser vistas nas placas dos carros licenciados naquele Estado.

O que Jury faz é brincar com esse costume, com os estereótipos e com cada um dos slogans.

Ainda que se trate de um conceito estrangeiro para o brasileiro, o vídeo é divertido.

E o livro, depois de bem promovido via YouTube, ganhou boas críticas e começou a vender aos baldes.

Como Hollywood adora um roteiro que envolva jovens, aventuras e road-trips, States of Confusion não deve demorar a pintar em um cinema perto de você.

Autor: Milly Lacombe Tags: , , , , ,

quinta-feira, 2 de junho de 2011 polêmica | 15:14

Escritor premiado em surto discriminatório

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O escritor VS Naipaul conseguiu importante destaque na imprensa mundial esta semana.

Tudo porque, durante um surto discriminatório, resolveu dizer o que pensa a respeito de escritoras: não chegam aos pés dos homens.

Em suas palavras, “não há escritora que eu considere comparável a mim”.

Tá certo que a tradução livre talvez soe mais arrogante do que o original (“there is no woman writer whom I consider my equal”), mas, de qualquer forma, trata-se de declaração infeliz, misógina e preconceituosa.

A reflexão foi feita no dia 31 de maio, durante entrevista concedida para membros do Royal Geographic Society.

Para o autor, o excesso de sentimentalismo e uma certa visão estreita do mundo prejudicam as mulheres e, portanto, toda aquela que se aventura pelo mundo das letras.

O problema das generalizações é que ela, inevitavelmente, empobrece a discussão – além de cometer enormes injustiças.

Mas talvez ele tenha razão em uma coisa; Dorris Lessing, Virginia Woolf, Clarice Lispector, para citar apenas três, não podem mesmo ser comparadas a ele.

Autor: Milly Lacombe Tags: , , ,

terça-feira, 31 de maio de 2011 O livro no cinema | 12:57

Vaza Trailer de Os Homens Que Não Amavam As Mulheres

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O trailer do filme, a adaptação do best-seller de Stieg Larsson que estreia apenas no fim do ano, começou a circular durante o fim de semana.

A Columbia Pictures, segundo o Hollywood Reporter, diz não saber como o trailer foi parar no Youtube, mas acredita que tenha sido filmado em alguma sala de cinema americana com uma câmera na mão durante exibição de Se Beber Não Case 2.

Mas há quem, como eu, considere tudo apenas uma grande jogada de marketing.


Autor: Milly Lacombe Tags: , , , , ,

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