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01/10/2009 - 00:01

Como é a Gravação de Uma Sitcom?

Muita gente acha que as risadas que são ouvidas em comédias como Friends, Seinfeld, The Big Bang Theory etc. são “falsas”. Não é verdade. Na semana passada visitei os estúdios da Warner em Burbank, Califórnia, fui ao set de Two and a Half Men e assisti à gravação de um episódio da nova temporada The New Adventures of Old Christine. Sim, existe mesmo uma plateia in loco onde os convidados literalmente presenciam take a take todo o longo e cansativo processo que é realizado para por um episódio de 22 minutos no ar. Os convites são gratuitos e distribuídos de diversas formas, seja pela Internet ou através de empresas parceiras do estúdio. Qualquer pessoa pode participar, desde que maior de 16 anos. Após entrar no gigantesco lot da Warner, fomos encaminhados para uma fila improvisada no estacionamento (num calor infernal) e, em grupos pequenos, fomos conduzidos para o sound stage onde a série é gravada. Logo de cara a surpresa: tudo é incrivelmente menor do que aparece na TV. De frente para nós estava montado o set da casa da velha Christine e para os lados víamos a sala casa da nova Christine e o consultório do Matthew.

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Nosso grupo do InFilm chegou por volta de três e meia da tarde, mas a gravação em si começou somente depois das cinco. Neste ínterim, um comediante ficou animando a plateia e repassando algumas instruções (fotografias são totalmente proibidas e é quase impossível tirar uma foto sem ser repreendido) e depois passam um vídeo com o episódio anterior já gravado, para o público entender o contexto. Logo em seguida os atores são chamados um a um, deixando Julia Louis-Dreyfuss, a estrela da comédia, por último. O episódio que vi não teve a participação de Wanda Sykes e nem do filho de Christine, mas contou com a ilustre presença de Eric MacCormack (Will & Grace, Trust Me) interpretando um psicólogo colega de Matthew. A impressão dos atores foi muito positiva e eles foram simpáticos com a plateia (especialmente Julia), mas Hamish Linklater (o Matthew) é esquisitíssimo e ficava com uns tiques nervosos o tempo inteiro. Aí, após alguns retoques de maquiagem, remarcação de objetos cênicos de acordo com o padrão da série (continuísmo), as câmeras são posicionadas e a gravação finalmente começa.

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Mais uma vez fui surpreendido com a agilidade dos atores que já chegam com o texto e posicionamentos minimamente ensaiados, assim como pelos cortes de câmera que são realizados na hora, economizando um precioso tempo de pós-produção. Mas o aspecto mais interessante (e cansativo) da gravação de uma sitcom é a edição do roteiro no próprio estúdio. Explico: nem sempre o que está no papel agrada o público e, por isso, muita coisa é reescrita e repassada ao elenco ali mesmo. As mudanças no roteiro chegam a ser drásticas e quase sempre mudam para melhor. As alterações ocorrem desde o timing de algumas piadas até mesmo o corte ou modificação radical de alguns diálogos, o que faz com que cada cena seja gravada pelo menos três vezes para então as câmeras serem reposicionadas para um novo take em um cenário diferente. Quando não temos visibilidade do que está ocorrendo, monitores mostram toda a ação para a captação das nossas risadas e reações. Conversando com o page, confirmei que há sim alguma edição sonora das risadas do público, mas apenas para ajustar a intensidade de forma a não atrapalhar uma cena (mais alto ou mais baixo, somente). Até mesmo as externas pré-gravadas são exibidas lá para captarem a reação real do público.

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Tudo isso pode levar mais de oito horas (dependendo da sintonia de cada produção) e por isso eles distribuem água e comida para os presentes. Contudo, algo que me preocupou bastante foi a orientação do comediante no início para nós “rirmos bem alto de tudo”, já que assim menos cenas seriam reescritas e com isso seríamos liberados mais cedo. Ora, mas se forçássemos o riso apenas para tal fim, não estaríamos contribuindo para que um episódio com um roteiro mediano vá para o ar? Eu entendo que sim, mas depois de cinco horas lá eu já estava gargalhando de cada fala. No final, consegui conversar com a supervisora de roteiro e comentei que a série faz um considerável sucesso no Brasil. Ela então comentou isso com o diretor, que comentou com a criadora da série e a informação chegou aos ouvidos de Julia Louis-Dreyfuss, que estava a poucos metros de distância de nós. Ela respondeu: “É eu sei, nós fazemos mais sucesso na América Latina do que aqui“. Verdade. Enfim, participar de uma gravação dessas é uma experiência interessantíssima, mas bem maçante. Acho que até mesmo se fosse uma série que eu adorasse como The Big ang Theory, também ficaria entediado em determinados momentos. É sempre melhor ver tudo pronto, editado e com as nossas risadas na TV.

Alerta de Spoiler – No episódio que vimos, a velha Christine foi trabalhar como secretária de Matthew na clínica enquanto a academia estava fechada. Lá ela deu em cima da personagem de Eric MacCormack, um psicólogo que já foi condenado diversas vezes por “avançar” em suas clientes. No final ela acaba fazendo terapia com ele, pra felicidade de todos: “Christine finalmente está se tratando? Aleluia”, diz o ex-marido Richard. Aliás, foi neste episódio também que ele reatou o romance com a nova Christine.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LiGado em Série em Hollywood, Old Christine Tags: , , ,
23/06/2009 - 11:01

Season Pass: Chuck, 2ª Temporada

Alerta de Spoiler - Brasil
Sim, eu fui injusto com Chuck ao cancelar a cobertura da temporada após o aborrecido episódio 3D. Fato é que a série começou seu segundo ano com um ritmo admirável, mas rendeu-se, ainda que momentaneamente, à episódios com tramas vazias e que deixavam muito pouco a repercutir. Felizmente a segunda metade da temporada, notadamente após o episódio “Chuck Versus the Suburbs” que iniciou o desenvolvimento da trama entre Chuck e Sarah e o estabelecimento definitivo da organização Fulcrum como o grande desafio dos agentes, a série voltou a brilhar. Eles seguiram em uma crescente, não apenas explorando muito bem o universo geek/cool criado por Josh Schwartz e as constantes referências aos anos 80, como também entrando em um único arco narrativo até o final. Excelentes episódios como “Chuck Versus the Best Friend” e “Chuck Versus the Broken Heart” confirmaram o amadurecimento da narrativa, embora reiteradamente o núcleo Buy More tenha ficado em segundo ou às vezes em terceiro plano. Além disso, à medida que a trama central se desenvolvia, tornou-se inevitável o esmaecimento do pessoal da loja, que muitas vezes ficou envolvido em storylines bobinhas e dispensáveis, comprometendo (às vezes) o andamento da temporada. Ainda assim, Chuck terminou com um saldo muito positivo e seus episódios finais beiraram o sublime, ainda mais após a incrível participação de Chevy Chase  no papel de vilão e sua rivalidade com Steve Bartowski – o verdadeiro criador do Intersect.  Espetáculo à parte foi aquele final de temporada à la Matrix, que tornou imprescindível a necessidade de uma continuação. É curioso que a comédia de ação não apenas cresceu como conseguiu se reinventar completamente com apenas aquela última cena em que o novo Intersect elevou o atrapalhado protagonista à posição de um herói que jamais imaginaríamos ver. De despretensiosa e apenas divertidinha, Chuck saltou para o status de “must see” da TV, merecendo continuar por várias temporadas. A 3ª temporada de Chuck está prevista para retornar no início de 2010 pela NBC americana.

Cotação Bruno Carvalho:
Chuck, 2ª temporada exibida em 2008/2009 na NBC americana e atualmente em exibição pela Warner Channel no Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Chuck, Season Pass Tags: , , , , ,
17/06/2009 - 10:41

Season Pass: 90210, 1ª Temporada

Eu interrompi a cobertura de 90210 no 5º episódio deste ano de estreia, porque a série que começou muito bem abraçou a pieguice e a artificialidade em seu roteiro, deixando pouco a se comentar ao final de cada capítulo. Mas eu prometi que assistiria tudo para dar um veredicto completo e o que pensei que seria uma tarefa árdua acabou revelando uma agradável surpresa. Apesar de estar muito longe de ser uma obra-prima da televisão, 90210 superou suas limitações a partir da segunda metade da temporada trazendo um texto mais denso e coerente, menos hipócrita e até interessante. Dando lugar aos típicos conflitos adolescentes já explorados exaustivamente em outras produções do gênero, o drama abordou com muita eficiência a doença do transtorno bipolar do humor através da personagem Silver, numa trama muito bem construída ao longo de um intenso arco episódico e que pra mim foi o highlight da temporada, com direito a um ótimo cliffhanger. Drogas e gravidez na adolescência, temas não tão originais assim, também foram retratados no relacionamento entre Adrianna e Navid, mas com um enfoque diferenciado. Curiosamente o ponto mais fraco de 90210 nem foi o elenco inexperiente (algo até comum em séries teens hoje em dia – à exceção de Friday Night Lights), mas sim a insistência em trazerem de volta os integrantes da série original que sempre apareciam destacados e de forma nada sutil, apenas pra constar. Seria muito mais interessante se a tal Donna (pois é, nunca assisti a original), Brenda e Brandom não fossem nem mencionados, porque ficou patético e nada orgânico, como se fosse uma obrigação. Ah, sim, igualmente insossa é a família de “protagonistas” que foram se tornando coadjuvantes até a reta final, já que o foco estava constantemente em Naomi, Silver e Adrianna. 90210 foi uma surpresa por não ter sido a bomba que eu imaginava que seria e a série cumpriu aquilo que prometeu, apesar de dificilmente vir a ser um “must see” da nossa TV. Dá pra passar o tempo e às vezes só isso basta.

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar Full
90210, 1ª temporada exibida em 2008/2009 na CW americana e Sony Entertainment Television.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 90210, Season Pass Tags: , , , ,
16/06/2009 - 00:01

Season Pass: The Mentalist, 1ª Temporada

Quando eu escrevi sobre o segundo episódio de The Mentalist logo antes de interromper a cobertura semanal da série, afirmei que a estrutura engessada que o drama possuía (e que a maioria dos procedimentais seguem) eventualmente iria cansar, pois raramente um episódio trazia algo de novo para a trama global. Depois de conferir toda a temporada para este Season Pass, constatei que minha impressão inicial estava certa. Apesar de ter como cerne o mentalismo, interessante técnica que mistura artes cênicas com hipnose, lógica e inferência, além de um peculiar protagonista – o misterioso Patrick Jane – a série falhou consecutivamente em explorar bem o seu universo, apresentando capítulos quase sempre rasos e muito pouco inspirados. Fato é que se não fosse pela imponente persona do competente ator Simon Baker, duvido muito que The Mentalist teria virado o sucesso que virou. Fora isso, temos um elenco coadjuvante que é um dos piores que eu já vi em uma série, notadamente pela presença da sempre unidimensional e fraca Robin Tunney (de Prison Break) e das outras figuras insossas que nem merecem destaque.

Mas o que mais compromete esta produção, ao meu ver, é a incapacidade que o criador e roteirista Bruno Heller teve de explicar a metodologia por trás dos métodos investigativos de Jane, denotando que grande parte da resolução dos casos não passa apenas de meros “chutes” do praticante de mentalismo e consultor do tal CBI (o FBI do estado da Califórnia). Ora, até mesmo o reality-show do ilusionista Criss Angel, que nem roteirizado (direito) é, consegue aprofundar melhor no mentalismo do que este drama policial. Outro grande problema da série são as locações mal escolhidas que dá a reiterada sensação de estarmos assistindo a uma produção de baixíssimo orçamento. É claro que existem alguns elementos positivos, como é o caso da busca de Jane pelo assassino serial Red John, que matou toda sua família. Infelizmente essa storyline não foi sempre abordada e em vez da série crescer, a maior parte de seus episódios é desperdiçada com casos isolados, desinteressantes e muitas vezes óbvios. Cansei de descobrir quem era o assassino, pois quase sempre a própria série fazia questão de dar clarividentes close na cara do culpado logos nas cenas iniciais. Desse jeito qualquer um vira um “mentalista”. Por enquanto os truques de Criss Angel entretêm mais.

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
The Mentalist, 1ª temporada exibida em 2008/2009 na CBS americana e Warner Channel.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Season Pass, The Mentalist Tags: , , , ,
31/03/2009 - 00:01

Abril Traz Muitas Estreias na TV Paga!

Enfim chega o mês quatro e a TV paga preparou estreias e retornos de várias séries para todo o tipo de gosto. Pra começar, uma que eu não recomendo ser seguida (porque até cancelada já foi) é a fraquíssima Knight Rider, que chega já no próximo dia 5 pela Warner, às 20h. O remake da série de sucesso dos anos 70 80 foi um fracasso tanto de público como de crítica nos EUA e é uma coleção de clichês com efeitos de terceira linha e um péssimo roteiro. A quem interessar, a série começa com um telefilme que será exibido nesta sexta às 23h. Uma novidade boa é que a VH1 adquiriu The Secret Diary of a Call Girl, série inglesa estrelada por Billie Piper (Dr. Who) e que já está em seu segundo ano lá fora. Centrada em uma garota de programa londrina e seu dia a dia, o drama é bem ousado e por isso será exibido tarde, às 23h, a partir do dia 6. Não é uma série indispensável, mas é bem curiosa e interessante como boa parte das produções britânicas. Ah, Heroes também está voltando com o “Volume IV: Fugitivos” na tela do Universal Channel dia 10 às 21h, embora continue sendo a 3ª temporada da série. Deu uma leeeeeve melhorada…

Já a antecipada, aclamada e duplamente renovada até a 5ª temporada, Friday Night Lights, finalmente chega ao Brasil pela Sony no dia 10, às 21h, com o seu 3º ano. A produção adotou o formato “pago” com temporada reduzida (serão 13 episódios, apenas). Mas eu garanto que essa diminuição só fez bem ao drama, que está mais intenso do que nunca, trazendo resoluções para alguns pontos pendentes da trama e boas novidades. Já a queridinha do público Brothers and Sisters estreia sua 3ª temporada no dia 15, às 23h, no Universal Channel e a não tão querida assim Life on Mars americana dá as caras no FX no dia seguinte, 16/04, também às 23h (série também já cancelada). Por fim, o grande e aguardado retorno de grande parte dos assinantes é o de Jack Bauer com a nova temporada de 24, começando no dia 14, às 22h, infelizmente dublada pela FOX e com legendas somente pra quem tem pacotes digitais (e em algumas operadoras). Marquem as datas! Os comentários de algumas destas produções você encontra aqui clicando no menu ao lado. Quais séries você irá acompanhar pela TV?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, Brothers & Sisters, Friday Night Lights, Knight Rider, Life on Mars, Secret Diary of a Call Girl Tags: , , , , , ,
13/01/2009 - 00:01

Primeiras Impressões: Supernatural

Conforme eu prometi pra vocês no ano novo, conferi os primeiros episódios da série Supernatural, que muitos pedem para que eu comente aqui no blog. A primeira impressão que tive do drama dos irmãos Winchester foi até boa, pois apesar do piloto esquemático e da aparente arbitrariedade das situações apresentadas, a série no geral conseguiu criar em seu episódio inicial uma interessante aura de suspense e mistério que só vai aumentando com o passar do tempo. Isso vai ficando evidente à medida que Sam e Dean buscam pelo próprio pai que está supostamente desaparecido, mas ainda ativo na “caça ao mal” nos interiores dos EUA, num clima interessante que me lembrou um pouco de Os Goonies. Gostei muito do caso do Wendingo no segundo episódio, que foi bastante tenso com as criaturas que se alimentavam de gente e, mais tarde, descobrimos serem antigos humanos canibais que sofreram uma mutação.

Supernatural Pilot

Contudo, notei que, recorridamente, todo o mistério construído no início de cada episódio é subitamente substituído por um desfecho simplório e deveras afetado com a exagerada utilização de efeitos especiais de segunda linha, que lembraram muito os vistos na série-trash Charmed. Enquanto dá pra levar o drama a sério na primeira metade de seus capítulos, ele logo se torna uma versão caricata de si mesmo na segunda parte, revelando de forma escancarada o que estava apenas sugerindo (até então de forma brilhante), como acontecia, por exemplo, nos primeiros filmes de M. Night Shymalan. Aqui a aparição de um fantasma, um demônio ou até de uma criatura corpórea no final acaba atingindo um objetivo diametralmente oposto do almejado, de forma até mesmo risível. Este, por exemplo, é um erro que séries como The X-Files ou Fringe evitaram cometer e que inevitavelmente roubam a legitimidade de Superatural, tornando a série previsível e (perdoem os fãs) boba.

Muitos leitores me disseram pelo Twitter que a série realmente melhora a partir da 3ª temporada, atingindo o seu ápice no 4º ano, que atualmente está em exibição, com a inclusão de tramas em arcos. Não obstante, esta foi a primeira impressão que tive do drama e sei que posso estar errado. Também odiei o início de True Blood e hoje sou fã incondicional da série. Só não sei se dou conta de aguentar temporadas inteiras  com tudo isso que narrei pra ver Supernatural começar a melhorar… Aguardo argumentos dos fãs incondicionais da série (que são muitos) para me convencer a dar uma chance e também dos que se tornaram “incrédulos” com a saga dos Winchester, confirmando ou complementando a minha impressão. Alguém?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Supernatural Tags: , , ,
04/01/2009 - 18:36

DVDs de Veronica Mars Serão Finalmente Lançados!

Veronica DVDBoas notícias para os fãs brasileiros de Veronica Mars! Segundo o blog TV Séries, os DVDs do drama estrelado por Kristen Bell serão finalmente lançados no Brasil no dia 26 de Março próximo, devendo estar disponível para pré-compra a partir de Fevereiro nos sites especializados! A série estreou em 2004 e contava a história da jovem detetive Veronica Mars que morava com seu pai Keith na cidade de Neptune, Califórnia. Ela tentava solucionar diversos crimes e mistérios, inclusive o do assassinato de sua amiga Lilly Kane, que foi  o foco da primeira temporada da série. Infelizmente o canal CW cancelou a série em 2007 em sua 3ª temporada por conta de baixa audiência, deixando fãs do mundo inteiro desapontados. Felizmente cogita-se que um final digno para a história poderá vir em breve através de um longa-metragem, conforme os planos do criador Rob Thomas. Outra série que finalmente chegará em DVD é Burn Notice, ainda segundo o blog de Fernanda Furquim, que terá sua primeira temporada em DVD  lançada já no próximo dia 4 de Fevereiro. Comecem a economizar!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias, Veronica Mars Tags: ,
09/10/2008 - 06:01

Warner Consegue Estragar o Piloto de The Sopranos

O que deveria ser a reestreia mais aguardada do ano acabou se transformando num festival de desrespeito ao assinante de TV. O piloto de The Sopranos foi simplesmente dilacerado pelo canal, estragando a experiência de milhares de espectadores que assistiriam à série pela primeira vez. O problema principal, que aliás acontece em toda a programação da Warner, foram as absurdas legendas que frequentemeeeeeeeeeeeeeeeeeeee… É, já deu pra entender o que acontece. Mais não foi só isso. Não bastasse esta constante e irritante falha, que perdurou ao longo dos mais de 50 minutos de exibição, a imagem simplesmente escurecia, permanecendo apenas o som em vários momentos. O problema não foi pontual, já que leitores do Brasil inteiro e de várias operadoras distintas relataram as mesmas ocorrências. A Warner, até o presente momento, não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido. Se você quer assistir o piloto de The Sopranos novamente, terá que sintonizar no canal no próximo domingo às 20h para a reprise e torcer para que não aprontem. A série ganhará horário fixo a partir do dia 19 às 21h com dois episódios em sequencia.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Canais, The Sopranos Tags:
16/06/2008 - 23:18

Warner Continua Aprontando…

Será que esse ano a Warner vai conseguir superar a Raposa no quesito desrespeito ao assinante? Durante todo o dia leitores do Brasil inteiro relataram problemas com as legendas do canal ao longo do final de semana. Os textos muitas vezes sequer apareciam nas atrações e a falha não foi pontual de uma operadora – aconteceu em todas. Ironicamente antes o problema mais comum na TV paga era o excesso de erros nas traduções e agora é a falta delas! É claro que eles vão divulgar uma nota dizendo que esse foi um problema do satélite ou da retransmissora, blá blá blá, e que farão de tudo para que não aconteça de novo. Mas o problema é que vai acontecer e por isso nós não vamos deixar de registrar aqui o ocorrido. Então, peço a todos que se sentiram lesados pelo Warner Channel que deixem aqui a sua mensagem de protesto, pois encaminharei todas elas diretamente para a assessoria de imprensa do canal. Faça-se ouvir. Ficaremos em cima disso até se retratarem.

Ilustrando a matéria temos uma captura de tela da Warner datada de Maio de 2007, mostrando que problemas em legendas não é algo esporádico e atual. É puro descaso mesmo e que vem de muito tempo. PS: Leitores relataram que este problema que indico na imagem também aconteceu no final de semana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Canais, Notícias Tags: , ,
12/06/2008 - 00:01

Season Pass: The Big Bang Theory

Terminou na semana passada na Warner a primeira temporada da simpática The Big Bang Theory, sitcom criada por Chuck Lorre, o mesmo que nos trouxe Two and a Half Men. Embora a comédia não ter sido o grande destaque da temporada 2007/2008, podemos apontar vários elementos positivos que estão ficando cada vez mais escassos em produções de câmera fixa. O principal deles é um personagem extremamente bem construído, Sheldon (Jim Parsons), que conseguiu roubar a cena em todos os episódios da temporada. Nerd assumido, ele não tem receios em ser excêntrico e até mesmo inconvenientemente franco em qualquer situação. A trama, que é erroneamente centrada no interesse romântico do outro nerd Leonard (John Galeki) por sua vizinha Penny (Kaley Cuoco), evolui pouco a cada capítulo, algo que já é característico das séries de Lorre.

Outro fator positivo são os personagens secundários: Raj (Kunal Nayyar) e Howard (Simon Helberg). Complementando o grupo de geeks, estes muitas vezes arrancam as maiores risadas, especialmente nas elaboradas cenas iniciais envolvendo toda a turma, como naquela em que eles jogam um game online em The Fuzzy Boots Corollary. É certo também que às vezes eles erraram a mão, tornando Sheldon exagerado até demais em algumas ocasiões ou deixando a trama estagnada sem arcos episódicos interessantes (aquele episódio do aniversário foi sofrível). Contudo, The Big Bang Theory é uma série que demonstra ter um bom potencial cômico para as próximas temporadas. Tomara que eles continuem resgatando a cultura pop alternativa sem deixar de inovar.

Cotação Bruno Carvalho:
The Big Bang Theory 1ª temporada, exibida na Warner em 2007/2008.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Season Pass, The Big Bang Theory Tags: , ,
06/06/2008 - 00:01

Season Pass: Pushing Daisies

Terminou ontem no Brasil a primeira temporada de uma das séries mais aclamadas da atualidade, Pushing Daisies, de Bryan Fuller. No piloto conhecemos Ned, um sujeito que quando criança descobriu ser capaz de trazer os mortos de volta à vida com apenas um toque. Não “apenas” isso: com outro toque ele também devolve a morte a esta pessoa e o tem que fazer em menos de um minuto, senão outro morre no lugar. Já adulto Ned começou a trabalhar fazendo tortas em sua loja “The Pie Hole” e nas horas vagas a ajudar o detetive particular Emmerson Cod resolvendo homicídios e coletando recompensas. Para isso, ele literalmente “acorda” as vítimas, tenta descobrir quem foi o assassino em um minuto e depois as coloca para “dormir”.

Mas esta existência aparentemente estagnada mudou quando ele se viu obrigado a trazer de volta à vida sua antiga paixão de infância Charlotte, que fora assassinada em uma viagem de navio. Sem ter coragem de matá-la novamente, Ned iniciou uma mágica jornada para tentar desvendar o que está ocorrendo à medida que se dá conta do eterno dilema que tomou conta de sua vida: ele jamais poderá encostar um dedo em sua amada. Com fotografia e direção de arte que lembra muito filmes como Peixe Grande e Os Excêntricos Tenembaums, tudo que vimos nessa série espetacular parecia acontecer em um universo paralelo. Para contrapor o clima mórbido, utilizaram cores vivas e enquadramentos frontais em praticamente todas as cenas, criando um visual único. Embora cada dia presenciávamos um novo mistério a ser resolvido, o foco do drama ao longo desta curta temporada foi seu primoroso texto que brincava com as palavras e as emoções dos personagens de forma absolutamente brilhante.

Apesar de carregar um pouco a mão na fantasia, o que poderia causar uma falta de identificação do público com a série, as largas pitadas de humor negro fizeram com que este drama/comédia/história de amor se tornasse denso e sempre instigante. Mesmo assim, reconheço que boa parte dos episódios iniciais avançou muito pouco na história, tornando a trama um pouco estagnada em vários momentos. É claro que a sempre mencionada greve dos roteiristas acabou comprometendo parte da produção, mas à medida que foi se aproximando do fim do primeiro ano, a história foi amadurecendo junto com o protagonista Ned. Por isso, os episódios finais foram os mais surpreendentes, principalmente com a descoberta de Chuck sobre o que realmente aconteceu com seu pai naquela ensolarada e trágica manhã em Couer d’ Cour. Mesmo assim eu acredito que a série ainda vai mostrar a que veio, já que 9 míseros epiódios não mostraram toda a grandiosidade desta magnífica produção.

Cotação LiGado em Série:
Pushing Daisies 1ª temporada, exibida na Warner em 2007/2008.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Pushing Daisies, Season Pass Tags: , ,
05/06/2008 - 00:01

Season Pass: Gossip Girl

No geral Gossip Girl foi uma agradável surpresa da temporada 2007/2008. A adaptação de Josh Schwartz (The OC, Chuck) do best-seller homônimo da escritora americana Cecily von Ziegesar, chegou com tudo quebrando alguns paradigmas comuns em series teens e dando muito o que falar com uma trama picante e carregada de polemicas. O piloto tem um quê do filme Segundas Intenções, grande sucesso da década de 90, e parece que Schwartz aprendeu com alguns dos erros cometidos em The OC, evitando o excesso de tramas paralelas e até mesmo criando antagonistas que ao longo da temporada viríamos a adorar, como Blair e Chuck. Apesar de Serena e Dan serem os protagonistas de fato, é o instável casal de contraventores que costumeiramente rouba todas as cenas.

Mas isso mudou um pouco nos meados da série quando Blair começou a empalidecer tramando briguinhas bobas com a irmã de Dan, Jenny, que era inclusive mais nova (e pobre) que a socialite do Upper East Side. A trama então começou a ficar vazia e sem sentido quando o assunto principal começou a ser a disputa pelo fictício reinado de um mísero grupinho de dondocas e aquele acidente na piscina que acabou não rendendo nada de interessante. Contudo, eis que depois do fim da greve dos roteiristas Gossip Girl voltou das cinzas trazendo uma invejável seqüência de episódios, desta vez resgatando as promessas do início da temporada, focando no sumiço de Serena e o que ela realmente fez: se tornou cúmplice de um suposto homicídio com sua perigosa ex-amiga Georgina Sparks, interpretada com maestria pela talentosíssima Michelle Trachtenberg. Bom também que as sempre maçantes subtramas com os pais funcionam aqui apenas pano de fundo das histórias dos jovens (mais um erro recorrente de OC – lembram-se do alcoolismo da mãe de Seth?).

Coroando o bom desempenho da produção, não posso deixar de citar a narração de Kristen Bell (Veronica Mars, Heroes) que justifica o título da série e dá o perfeito tom das intrigas que os jovens ricos diuturnamente se envolvem. Funcionando muito bem quando está focada nos dramas e polêmicas ao invés dos romances água-com-açúcar (quem se importa com Serena e Dan?), Gossip Girl se despediu antes da hora (mais uma vez por culpa da greve) com um final que acabou deixando muita coisa em aberto, mas ainda assim com um saldo positivo. Tomara que Scwhartz consiga segurar a peteca desta vez, como não conseguiu fazer com a saga dos Cohen de Newport Beach.

Cotação Bruno Carvalho:
Gossip Girl 1ª temporada, exibida em 2007/2008 na Warner.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Gossip Girl, Season Pass Tags: , ,
04/06/2008 - 00:01

Season Pass: Two and a Half Men

Com o episódio Waiting For the Right Snapper, a 5ª e irregular temporada de Two and a Half Men terminou ontem depois que a Warner finalmente conseguiu pôr a casa em ordem e corrigiu a cronologia. Mas embora toda a graça do programa seja a falta de compromisso da história, que mantém Alan, Jake e Charlie sempre estagnados na vida, não posso deixar de reconhecer que este ano a trama ficou sem identidade. Faltou um storyline um pouco mais complexo ou um arco episódico realmente eficiente para dar um gás na série, como aconteceu nas temporadas anteriores, como de Alan com Kandi, por exemplo. Até mesmo aquele punchline da nova profissão de Charlie como intérprete infantil de sucesso não emplacou e toda aquela seqüência de episódios do relacionamento do solteirão com Linda, iniciada em Dum Diddy Dum Diddy Doo, foi praticamente deixada de lado.

Outro fator que contribuiu para que essa fosse uma das temporadas mais fracas de toda a história da série foi o inevitável crescimento de Jake, que já não é mais tão engraçadinho como era antes. Por isso, eles precisaram apelar reiteradas vezes para a carta do “menino burro” na tentativa de arrancar algumas risadas adicionais do espectador (poderiam ter feito isso aumentando a participação de Berta, que foi praticamente ignorada pelo roteiro). De fato, a comédia somente voltou a engrenar em seus episódios finais, com aquele ótimo arco do casamento de Evellyn e do amadurecimento de Charlie, com direito ainda ao crossover com CSI. Claramente prejudicada pela greve dos roteiristas, inclusive pelo final demasiadamente inconclusivo e insatisfatório, Two and a Half Men perdeu um pouco do fôlego nesta temporada, mas ainda assim a comédia figura como uma das melhores sitcoms clássicas atuais. Às vezes a mesmice dá certo, mas está na hora de Chuck Lorre correr mais riscos com os seus três solteirões.

Cotação Bruno Carvalho:
Two and a Half Men 5ª temporada, exibida na Warner em 2007/2008

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Season Pass, Two and a Half Men Tags: , ,
27/05/2008 - 00:01

Two and a Half Men Com Pitadas de CSI!

Na semana passada a Warner mostrou (intempestivamente) o resultado da permuta dos roteiristas de Two and a Half Men e CSI. Em Fish in a Drawer, Naren Shankar e Carol Mendelsohn, autores do drama forense exibido pelo AXN, assinaram o roteiro do episódio que continuou a história do casamento de Evellyn, iniciada no capítulo anterior, que ainda não foi exibido. Porém, a cerimônia que começou com uma revoada de borboletas congeladas acabou com o noivo morto em circunstâncias bastante questionáveis bem no quarto de Charlie Harper. A partir daí a casa de praia dos solteirões virou uma típica cena de investigação comum em CSI, com direito a luz negra, luminol e todos os recursos técnicos mais avançados para desvendar mistérios.

Mas os característicos recursos 3D da franquia policial foram curiosamente utilizados aqui para esmiuçar os diversos fenômenos biológicos que aconteciam no faminto corpo de Jake enquanto os peritos faziam o seu trabalho. Outra incorporação feita foram os flashbacks estilizados que narravam os fatos que supostamente teriam acontecido segundo o depoimento dos “suspeitos”, incluindo Alan, Berta e a própria Evellyn. Divertido ao extremo, o episódio destoou da série de forma brilhante, sem precisar ignorar completamente a história que vinha sendo desenvolvida. A trama fluiu naturalmente, inclusive inserindo fatos vistos em episódios mais antigos, antes mesmo da greve, o que é bem inusitado em sitcoms do gênero. O desfecho foi inesperado, como é de praxe nas séries investigativas, mas confesso que os roteiristas de Two and a Half Men fizeram um trabalho muito mais complexo e interessante com o episódio de CSI que eles roteirizaram. AInda falaremos dele no blog.

Edit: A assessoria da Warner avisou que o episódio “5×16: Look At Me Mommy. I’m Pretty”, que deveria ter sido exibido na semana passada, entrará no ar hoje às 20:30h, fora de ordem. Contudo, eles ainda estão verificando como irão exibir o episódio “5×18″, já que a temporada tem 19 e a “Semana Clímax” já é a próxima. Continuaremos cobrando.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Crusoe, Two and a Half Men Tags: , ,
22/05/2008 - 03:06

Warner Apronta Feio Com Fãs de Two and a Half Men

Cada vez mais os canais de series pagos encontram novas formas de desrespeitar o assinante. A mais recente foi a Warner, que para garantir a tal “Semana do Clímax” (alias, sempre achei um péssimo nome), simplesmente pulou a exibição de um episódio da série Two and a Half Men na última terça, com a vã esperança de ninguém perceber. O capítulo “Look At Me Mommy. I’m Pretty“, de número 5×16, era parte de um arco episódico que iniciaria esta semana e seria concluído na semana que vem, com um especial escrito pela turma do drama forense CSI. Mas quem sintonizou no dia e horário programado viu justamente a continuação do casamento de Evellyn no mencionado especial “Fish In a Drawer“, de número 5×17, sem entender absolutamente nada! O pessoal do TeleSéries deu o grito de que sumiram com o 5×16, mas aí já era tarde demais.

Tentamos obter explicações da assessoria de imprensa do canal, porém nem eles souberam precisar o que aconteceu. Curiosamente, a Warner necessitaria que esta temporada de Two and a Half Men tivesse 18 episódios (ao invés de 19), para que a série encerrasse justamente na tal semana. Ou seja, quiseram nos fazer de trouxas, mas acabou ficando muito feio pra eles. Eu já havia, inclusive, preparado um texto que entraria no ar com os comentários do crossover de roteiristas (pois os episódios seriam exibidos em noites seguidas pelo AXN e Warner), mas agora a matéria terá que ser segmentada graças à lambança que aprontaram. Coincidentemente ontem o LiGado em Série e vários blogs da Sociedade de Blogs de Séries participaram de uma matéria na Folha de São Paulo que apontou os canais pagos como os principais fomentadores do download de episódios na Internet, já que a maioria não respeita seus assinantes. Esta, infelizmente, é mais uma contundente prova disso.

Até o fechamento a Warner não se manifestou sobre como irá corrigir a falha. A matéria da Folha está no caderno de Informática do dia 21/05/2008. O blog continua aberto para os eventuais esclarecimentos do canal.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Canais, Notícias, Two and a Half Men Tags: , , ,
26/08/2007 - 00:21

Studio 60: Tragicomédias Paralelas

Cotação LiGado em Série:

O episódio desta semana de Studio 60 On The Sunset Strip iniciou-se na festa do programa e depois continuou praticamente em tempo real, reinventando mais uma vez a estrutura narrativa da série. Ao invés de bastidores, desta vez vimos três singelas histórias paralelas sobre a comédia. Porém, ao invés de se render ao óbvio, o sempre brilhante e satírico roteiro de Aaron Sorkin foi incrivelmente sutil ao tratar, por exemplo, do injustificável conservadorismo do pai de Tom Jeter, que se recusou a dar o braço a torcer e reconhecer o talento e a fama de seu filho apenas porque ele trabalha com comédia. É triste constatar que até hoje realmente existem pessoas que enxergam esta distinta arte como algo proveniente da reles, dos tais “homens inferiores” da Arte Poética de Aristotéles. Em contrapartida, foi comovente ver Cal lidando com um debilitado velhinho que lutou contra o Alzheimer somente para retornar ao local onde viveu os melhores momentos de sua vida justamente escrevendo esquetes cômicas para o programa. A série também arriscou e o texto não se limitou a enaltecer o humor. A incursão de Matt e Simon em um bar de stand up comedy revelou um mal do gênero: as piadas racistas inadequadas e o problema da ausência de timing. A cada semana Studio 60 dá uma verdadeira lição sobre televisão, nunca caindo no lugar-comum. Já anseio pela próxima aula.

Resenha de “1×06: The Wrap Party” exibido em 22/08/2007 às 20h.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Studio 60 Tags: , ,
15/08/2007 - 20:36

Studio 60: A Grande Matéria

Cotação LiGado em Série:

Eu confesso que já assisti à temporada completa de Studio 60 e por causa do cancelamento precoce eu sou um pouco saudosista para falar desta série. Foi sem dúvida uma das melhores estréias da última temporada (quase empatando com Dexter) e foi interessante perceber que a Warner estava dando um bom desta à produção. Sim, eu disse “estava” porque ontem recebi a péssima notícia de que o canal vai “atropelar” a exibição da série a partir de 19 de Setembro, passando para dois episódios seguidos por semana. É uma pena, já que o excelente texto de Aaron Sorkin precisa ser degustado com calma e por mais tempo (fizeram isso para não atrapalhar as estréias de novembro). Parece que realmente não querem dar uma chance pra série se consolidar (enquanto grandes porcarias são insistentemente reprisadas).

Em mais um excelente episódio, a repórter da Vanity Fair continua acompanhando os ensaios nos estúdios da California fazendo sua grande matéria sobre o programa. E como uma boa jornalista, Marta percebeu logo que o melhor de Studio 60 é a química latente entre Matt e Harriet. Também foi comovente constatar que o talento autoral de Matt só começou a despontar quando Harriet foi contratada para o elenco, deixando claro que ela foi e ainda é sua musa. O mais interessante, porém, é o fato de que a série já começou após o fim do relacionamento do casal, uma decisão sem dúvida corajosa, pois tudo que sabemos dos dois precisa ser lembrado ou subentendido. Mais uma vez também os bastidores tomaram conta de boa parte do episódio, e foi demais acompanhar os ensaios ao som da cítara de Sting. Studio 60 serve pra mostrar que uma série pode ser boa sem grandes cliffhangers, mas com um belo conteúdo.

Resenha do episódio “1×05: The Long Lead Story”, exibido em 15/08/2007, às 20h.

Perguntas: Donas de Casa Desesperadas

23h: Estou acompanhando agora a estréia de Donas de Casa Desesperadas, que é uma cópia muito bem produzida de Desperate Housewives, e queria saber: tem mais alguém assistindo? Por que alguns personagens da série, incluindo todas as crianças, foram dublados? Será que a verba pra contratação de atores brasileiros acabou e aproveitaram os argentinos que estavam por lá em “Arvoredo”?

E será que não poderiam ter adaptado o roteiro um pouco mais? O texto é idêntico ao original! Eu achei que seria uma espécie de versão com um toque brasileiro e não um clone! Por conta disso tudo soou muito artificial, igual aquele bilhete no final: “você fez uma coisa muito feia, é terrível”. A iniciativa da Rede TV! foi boa, mas acho difícil emplacar. Ah, e Sônia Braga de narradora simplesmente não convenceu. Preferia ela em Alias

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Desperate Housewives, Studio 60 Tags: , , ,
09/08/2007 - 22:16

O Atraso da Costa Oeste

Cotação LiGado em Série:

Mais uma vez o brilhante roteiro de Aaron Sorkin escancara os bastidores de Hollywood em um empolgante episódio de Studio 60. Essa é a série definitiva pra quem gosta de ver a TV sendo feita, porque a cada semana descobrimos novas e interessantíssimas informações diretamente da fonte. Ontem fomos apresentados ao chamado “atraso da costa oeste”, um artifício que os produtores precisam usar para exibir as atrações no mesmo horário nos EUA, já que o país é cortado por quatro zonas horárias distintas. Assim, um programa que é exibido ao vivo na costa leste americana (que inclui cidades como Nova York e Miami), precisa ser atrasado na costa oeste (para cidades como Los Angeles e Seattle). Eu realmente não sabia disso. Mas o texto vai além do preciosismo técnico e o tal “atraso da costa oeste” foi primordial para conter uma situação que foi inevitável ao vivo: descobriram o plágio de uma piada por redatores do programa.

Esta é uma preocupação constante de quem escreve: se já é horrível ver um texto seu publicado sem autorização e créditos, imagina quando uma piada plagiada vai ao ar na TV sem a devida citação? Pois é, minutos depois da atração exibida encontraram um vídeo na internet com um dos esquetes sendo realizado em um bar de stand up comedy. Mas apesar da situação ter sido contornada para a metade oeste do país com um pedido de desculpas que precisou ser espremido em 90 segundos, a saia justa foi ainda maior quando perceberam que o detentor dos direitos autorais era o próprio programa, o que não deixa de ser uma dura crítica à facilidade e rapidez com que tudo pode ser copiado e veiculado hoje em dia. O episódio ainda abordou os ciúmes de Matt por Harriet com a divertida história do bastão e da bota e é certeza de que isso ainda renderá muito pano pra manga. É certo que Studio 60 já se consagrou como uma das melhores séries atualmente em exibição e este 4º episódio continua o ótimo ritmo que vem sido mantido desde o início.

Resenha de “1×04: The West Coast Delay”, exibido em 08/08/2007, às 20h.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Studio 60 Tags: , ,
25/07/2007 - 20:47

Passe-Livre Para Hollywood

Cotação LiGado em Série:

Algo que me impressionou em Studio 60 foi a forma como retratam os bastidores. Em determinado momento da coletiva de impressa de Jordan McDeere, as câmeras estão posicionadas exatamente atrás do parlatório, mostrando uma simples conversa entre Matt e Danny que deve ter sido dificílima de realizar. Digo isso porque precisavam sincronizar todos os cortes, diálogos e enquadramentos com a ação que ocorria bem ao fundo e nos monitores. Por esta razão, é irônico como que a complexidade das tomadas acabam fazendo tudo soar absolutamente natural (o que definitivamente não é). E isso será recorrente em toda a série (que tem 22 episódios com começo, meio e fim): note que na sala de Matt a contagem regressiva está sempre exata, segundo a segundo, mesmo após cortes e ângulos diferentes.

Também percebi que durante todo o tempo temos uma visão dos “fundos” de tudo (o “por trás das câmeras” vira a atração principal). Com relação ao episódio, achei interessante e sutil abordagem sobre o vício do personagem Matt em analgésicos, principalmente porque o ator Matthew Perry vivenciou o mesmo problema durante as gravações de Friends. Agora, o apoteótico número musical do final ficou completamente ofuscado pelas legendas que não conseguiram acompanhar a letra (mas ainda assim é melhor que dublado) e isso comprometerá muito a série, que anda em um ritmo acelerado. Studio 60 está apenas começando e será uma incrível jornada. O cronômetro já reiniciou: até a próxima semana!

Resenha do episódio “1×02: The Cold Open” exibido em 25/07/2007 às 20h.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Studio 60 Tags: , ,
18/07/2007 - 20:32

A Brilhante Metalinguagem de Studio 60

Cotação LiGado em Série:

Hoje a Warner finalmente exbiu o piloto de uma das melhores estréias da última fall season. A história se inícia na vigésima temporada do fictício programa Studio 60 On the Sunset Strip, que marcou o engessamento de uma fórumula cômica desgastada e completamente manipulada por executivos, anunciantes e pelos números audiência. Após o corte de um quadro considerado ofensivo pela direção da emissora, o produtor do programa Wesley Mendell interrompeu a transmissão ao vivo e proclamou um discurso inspirado e passional, defendendo a quebra do padrão politicamente americano. O ocorrido também coincidiu com a chegada da nova Presidente Executiva da emissora, Jordan McDeere (Amanda Peet) que quer usar o fato como alavanca para o implemento de mudanças drásticas na atração. E é aí que Matt Albie e Danny Trip (Matthew Perry e Bradley Withford) entram em cena sob pressão: os dois ex-roteiristas do programa estão de volta para comandar o programa.

Inevitavelmente, as críticas e a sinceridade do ágil roteiro de Aaron Sorkin servem inclusive para a própria emissora que exibiu a série nos EUA, a NBC. Por isso, não é de se espantar que o drama causou uma divisão de opinião dentro da própria indústria do entretenimento e entre o alienado público norte-americano. Mesmo com apenas uma temporada produzida, arrisco a dizer que Studio 60 tem o potencial de ser aqui o sucesso que não foi nos EUA e o Warner Channel está fazendo uma aposta interessante. São 22 incríveis episódios cheios de bastidores, dramas, romances e uma dose ideal de humor politicamente incorreto. Vale a pena conferir e quem sabe você também poderá se surpreender.

Resenha de “1×01: Pilot” exibido em 18/07/2007, às 20h.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Studio 60 Tags: , ,
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