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06/11/2009 - 00:01

Grey’s Anatomy: Dê Uma Chance à Paz

Alerta de Spoiler - Brasil
Uau, que nível está esta temporada, hein? Em mais um episódio atípico de Grey’s Anatomy, a equipe de cirurgiões do Seattle Grace se uniu para ajudar Derek – que também fez as vezes de narrador – a salvar a vida de um funcionário do hospital com um tumor inoperável na coluna. Descobrimos que a visão que Sheppard tem de seu trabalho diferencia muito dos demais. Enquanto para a turba que fica de plantão no beco das ambulâncias o que vale é a adrenalina e a agitação em cortar uma pessoa e salvar sua vida, para o experiente neurocirurgião é a calmaria de seus procedimentos. Sua obra, de fato, é realmente distinta da obra dos outros médicos. A precisão é milimétrica, a concentração é impecável e a execução é praticamente matemática. O teste da nota de um dólar mostrou que essa especialidade não é pra todos. Ora, nem a sempre brilhante e imbatível Yang conseguiu passar numa tarefa aparentemente simples: pintar o nariz de George Washington com uma caneta vermelha apenas usando como guia a visão de um microscópio.

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E enquanto o pobre homem passava horas aberto à mercê de uma decisão médica que poderia mudar o rumo de sua vida tanto para melhor quanto para pior, o trabalho de todos era o de isolar aquela sala de operações do resto do mundo, até mesmo das necessidades mais básicas do ser humano. Ora, quer algo mais icônico do que um profissional ter que usar fraldas para fazer o próprio trabalho? É óbvio que ninguém quer isso, como Christina bem apontou, mas o almejado ali era a obrigação de ter que submeter a este ridículo devida a importância e a relevância de sua expertise. O “McDreamy” precisou se anular para atingir aquele resultado ao ponto de raciocinar como uma máquina médica capaz de tomar a melhor decisão no momento certo. O episódio encerrou com a intransigência do Chief do hospital com a maior estrela daquele estabelecimento e a parcimônia deste, que aprendeu uma importante lição nas últimas dezenas de horas: dê uma chance à paz.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “6×07: Give Peace a Chance” exibido em 29/10/2009 na ABC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Greys Anatomy Tags: , ,
04/11/2009 - 00:01

Dillon, Uma Cidade Dividida

Alerta de Spoiler - Brasil
O maior trunfo de Friday Night Lights é o de ser um drama adolescente relevante, sempre apresentando uma trama densa e que discute temas morais e bastante contemporâneos. O fato de contar com interpretações brilhantes e ter uma direção de fotografia impecável é “apenas” um adicional. A 4ª temporada começa retratando os efeitos que o rezoneamento de Dillon causou: segregada em leste e oeste para fins meramente financeiros e administrativos, a cidade ficou com sua população literalmente dividida, fato que repercutiu seriamente nas escolas East e West Dillon High. Quem foi para a “nova” área sofreu com a infra-estrutura precária, apesar do conselho da cidade, liderado por Tami Taylor, afirmar o contrário. Claramente prejudicados foram o East Dillon Lions, o time de futebol “B” que agora está sob o comando do treinador Taylor depois que a aliança do poder de McCoy o destituiu dos Panthers.

comment1173

Dillon East terá que literalmente começar do zero com os mesmos recursos de sua homônima do Oeste, que mesmo assim conta com uma larga vantagem. No gramado, o disparate entre os dois lados fica ainda mais evidente. Mas Eric terá um desafio ainda maior do que o de levar o seu time para competir no campeonato: ele terá que, primeiro, conquistar o respeito dos novos jogadores que não estão nem aí pra nada (afinal, sempre foram do lado “esquecido” do município). Os veteranos Matt Saracen e Tim Riggins também não estão nos melhores dias, já que abandonaram a carreira acadêmica na busca da verdadeira vocação. Apesar dos desfalques no elenco (Lila, Tyra etc.), é impressionante como que a história foi renovada de forma fluida e coerente com os acontecimentos da temporada passada. Aquele final no dia do jogo com os Lions derrotados pela fadiga e forçados a render a partida deu o tom de que esta vai ser uma temporada e tanto. Clear eyes, full heart, can’t lose”! Friday Night Lights está de volta com tudo, galera!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “4×01: East of Dillon” exibido em 28/10/2009 no The 101 americano.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Friday Night Lights Tags: , ,
03/11/2009 - 00:01

Séries em Risco de Cancelamento

Todo ano a revista TV Guide, publicação especializada em televisão norte-americana, divulga uma lista com as principais séries que estão “por um fio” e sujeitas a cancelamento iminente pelas emissoras que encomendam produção. O motivo mor, claro, é audiência. Se a série não satisfaz os interesses dos executivos economicamente, o machado é praticamente certo e inevitável. Poucas foram as séries que voltaram do cancelamento. Nesta temporada, os principais shows ameaçados e que podem se juntar às já canceladas Trauma e The Beautiful Life são:

Brothers, Cold Case, Dollhouse, Eastwick, The Forgotten, Fringe, Gary Unmaried, Gossip Girl, Hank, Heroes, Law & Order, Melrose Place, The New Adventures of Old Christine, Three Rivers e ‘Til Death.

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De toda, apenas considero que Fringe realmente não mereça estar nesta lista e só está porque os brilhantes executivos do canal FOX americano resolveram colocar uma das melhores novidades da temporada anterior nas concorridas noites de quinta-feira nos EUA. Fringe estava indo muito bem no horário antigo e foi um erro querer mexer em time que estava ganhando. Colocar uma série semi-estrante pra brigar com Grey’s Anatomy, The Office, 30 Rock, CSI e Supernatural só pode ser burrice ou tentativa de sabotagem.

Por outro lado, não correm risco de cancelamento nesta temporada as séries de TV aberta que já tiveram temporadas completas encomendadas: Community, Mercy, Parks and Recreation, The Vampire Diaries, Castle, FlashForward, Cougar Town, The Middle, Modern Family, The Good Wife, One Tree Hill, Glee, Friday Night Lights e Southland, que foi salva pela TNT ontem. É claro também que as grandes como Grey’s Anatomy, SVU, os CSIs etc. sequer entraram na lista porque sabemos que os canais não são loucos de cancelá-las por agora, assim como as séries de TV a cabo (Dexter, Mad Men, Damages, Breaking Bad etc., cujo futuro não será decidido por agora ou também já estão garantidas). E aí, por quais séries em risco de cancelamento vocês temem?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Canais, Cancelamentos, Notícias Tags:
02/11/2009 - 00:01

24 Horas: Um Novo Dia Vem Aí

Um novo dia na vida de Jack Bauer já tem data de estreia: 17 de Janeiro na FOX americana. Depois da série trocar Los Angeles por Washington, a ação mudará novamente de cenário e se passará em Nova York. A 8ª temporada, inclusive, deve ser a última da série. Confira o primeiro trailer:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas Tags: , ,
29/10/2009 - 23:35

O Primeiro Último Promo de LOST!

Para a série que se tornou um fenômeno televisivo, este é o início do fim! A temporada final de LOST chega em 2010! Seguindo o pedido dos roteiristas, o canal ABC soltou hoje o primeiro promo da última temporada do drama sem trazer nenhum spoiler ou imagem da 6ª temporada! Eles apenas vão instigar muuuuito a nossa curiosidade e vontade para que Janeiro chegue logo! Está aí, então o primeiro último promo de LOST!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
29/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×04: Dex Takes a Holiday): Este episódio deve ter sido um banho de água fria nos críticos de ocasião que diziam que o drama estava desinteressante e arrastado. Ao contrário da maioria das produções, Dexter é escrita e produzida com muito cuidado e a prova da supremacia técnica e criativa está neste fantástico Dex Takes a Holiday, um dos melhores episódios de toda a série. Depois de mergulhá-lo num mar de encargos, tarefas e atribulações, o roteiro trouxe descanso ao nosso querido Morgan com a viagem de Rita e as crianças. Sozinho, o que não faltou foi um tempo pra matar. Literalmente. Obstinado em aproveitar o máximo de sua liberdade temporária, Dexter foi atrás de uma policial suspeita de ter assassinado toda sua família e inocentada pela falta de provas e pelo protecionismo dos membros da força com os seus. Mas um assassino facilmente conhece outro e após fazer sua meticulosa due dilligence, o Dark Defender chegou à inevitável conclusão de que ela realmente cometera o crime. Não antes, contudo, a série mostrou algumas das cenas mais angustiantes já vistas, pois a sagaz agente se revelou como um adversário acima da média dos scumbags usuais. E foi transformado no mensageiro da morte durante a execução da mulher que Dexter, perplexo e maravilhado, descobriu que possui um laço muito mais forte do que ele imaginava com Rita e as crianças. Dex Takes a Holiday não só evidenciou ainda mais os talentos de Michael C. Hall e Jennifer Carpenter, como ainda trouxe um dos melhores cliffhangers da temporada, com o ocorrido com Debra e Lundy. Dexter continua fenomenal como sempre foi.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×04: Zoso, 3×05: Slow Happy Boys): O quarto episódio desta temporada de Californication foi abaixo da média, engrenando somente em seus instantes finais quando as três mulheres que Hank recentemente “pegara” estavam em sua sala de aula na universidade. Pouca coisa aconteceu e os problemas que ele vem enfrentando com Becca não foram bem desenvolvidos. Mas as coisas melhoraram e muito em Slow Happy Boys com a viagem da filha e concomitante chegada de um antigo amigo de Moody. Orgia vai, orgia vem, acontece que a vida do cara fica mais complicada a cada minuto e, apesar deste ter sido mais um filler, Californication acaba divertindo, ainda mais agora que retomaram a história do simpático Charlie e sua luta para reconquistar sua mulher. O problema é que o cara não dá uma dentro… A coisa vai esquentar com o retorno de Karen e quero só ver como ele vai sair de todas em que se meteu!
Cotação Bruno Carvalho:

bgreysGrey’s Anatomy (6×06: I Saw What I Saw): Grey’s Anatomy deu um verdadeiro show esta semana! O episódio I Saw What I Saw fugiu completamente do habitual e mostrou o caos que foi instaurado no Seattle Grace após a ocorrência de um erro médico que custou a vida de uma paciente. O curioso é que a narrativa foi desenvolvida no esquema “ponto de vista”, o que acabou se tornando um excelente trabalho de criação, logística de produção e edição. As cenas eletrizantes no pronto-socorro que estava atribulado foram revisitadas diversas vezes enquanto os envolvidos prestavam seus depoimentos ao Chief. Mas o grande trunfo do episódio veio mesmo em seu final: ao evidenciar o erro da médica que viera do Mercy West, Derek questionou seu superior sobre a forma que ele vem displicentemente comandando o hospital com o clima de tensão que ele impôs e todo o complicado procedimento de fusão – esta sim a verdadeira origem dos problemas. Já não vejo a hora em que Sheppard vai emergir como o novo líder do Seattle Grace. Yes he can!
Cotação Bruno Carvalho:

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bgleeGlee (1×08: Mash-Up): Este é o segundo episódio em que os roteiristas de Glee apostam no desfalque do grupo de canto para criar drama e é a segunda vez que isso não funciona. Da mesma forma que ocorreu com Rachel, esta efêmera instabilidade só prejudica a trama, pois fica evidente que eles querem enrolar o público. Ora, muito melhor se nesta altura do campeonato Glee focasse mais no… campeonato! Até o momento pouco sabemos como serão as eliminatórias do concurso que o Sr. Schuester quer ganhar. Aliás, ele anda bem robert, não? Querendo aparecer, dançar e “cantar” o tempo inteiro. O lado bom é que Mash-Up foi mais um episódio divertido com aquele lance dos “gelados” e a constante batalha por popularidade na escola. Foi legal também que vimos um lado mais “paz e amor” de Sue Sylvester, que estava apaixonada pelo âncora do jornal, mas agora que ela tomou um pé na bunda estou com dó do Glee Club. Só achei que a cena da dancinha podia ter sido em um sonho da treinadora, porque esta desconstrução (ainda que momentânea) de uma personagem tão forte (e capaz de gerar memes na Internet) não faz bem pra série. Infelizmente Glee fará uma pausa e voltará somente no dia 11 de Novembro. Confesso, sentirei falta.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bflashFlashForward (1×05: Gimme Some Truth): Seria a melhor maneira de estabelecer bem uma série de mistério e conspiração com burocracia? Bem, é assim que pensam os showrunners de FlashForward que apresentaram mais um episódio em que muito se falou e pouco se fez. Isto resume bem este drama até agora, já que é consenso “global”, pelo visto, de que a produção não engrenou. Isso é o que eu colocaria em meu “Mosaic”. E aí, temos indícios de que a China está envolvida no apagão? Ok. Indícios. Qualquer fã de série hoje em dia, escolado com LOST, Arquivo X etc. sabe que isso é pura “encheção de linguiça”. E nem pra nos enrolarem com estilo: o “recheio” de FlashForward continua insosso, desmotivador e as coisas só melhoram quando chegam perto dos finais (e olha que o desse episódio nem foi bom). Outro erro gravíssimo é começar um capítulo pelo gancho e não apresentar nenhum fato novo e contundente. Quando terminei de assistir pensei: “poxa, se já mostraram o cliffhanger, por que perdi meu tempo vendo os 40 minutos anteriores?” Tá complicado…
Cotação Bruno Carvalho:

bofficeThe Office (6×05: Mafia; 6×06: The Lover): Mesmo depois de um estrondoso episódio como foi o do casamento de Jim e Pam, The Office continua fazendo bonito. Com Mafia Michael Scott voltou com tudo sendo facilmente influenciado pelas duas mentes mais “brilhantes” da filial: Dwight e Andy, que insistiam que o vendedor de seguros italiano era da máfia e queria extorquir a pacata Dunder Mufflin. Mas o mais legal foi Kevin cancelando o cartão de crédito do Jim sem querer, enquanto este curtia sua lua-de-mel em Porto Rico. As coisas esquentaram mesmo em The Lover, quando o caso de Michael com a mãe de Pam veio à público causando uma reação exagerada, mas bem compreensível da nova vendedora. Afinal, quem quer Michael Scott como padastro? Como de costume, a comédia carregou na dose de humor negro, o que é sempre bem-vindo. Ah, e é bom que Jim pare de subestimar Dwight, né? Ele não é louco… The Office vem numa ótima sequência de episódios!
Cotação Bruno Carvalho:

Por esta semana é só. Vou falar de algumas séries, incluindo 30 Rock, de dois em dois episódios, em caráter experimental igual fiz com algumas acima. Semana que vem tem mais!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Californication, Dexter, FlashForward, Glee, Greys Anatomy, The Office Tags: , ,
28/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bsistersBrothers & Sisters (4×04: From France With Love): Kitty com câncer. Kitty com câncer. Kitty com câncer e, ah, a Sarah voltou de viagem depois de ter um caso com um Francês porque… Kitty está com câncer. Ela mentiu sobre o motivo da volta antecipada porque Kitty está com câncer. Justin decidiu que vai ser um oncologista e foi tentar um estágio na área porque Kitty está com câncer. Nora Walker está mais neurada do que nunca porque Kitty está com câncer. Se isso é chato na resenha, imagina durante um episódio inteiro? Esse acontecimento virou o centro da série e soa como um ato desesperado dos roteiristas para tentar reerguer o drama que passou por uma severa crise criativa na 3ª temporada. Depois que a poeira da morte de William Walker baixou e que os “podres” que ele havia escondido no armário por anos vieram a público, faltam elementos para que a série volte a surpreender. Aí apelaram para essa doença e o drama segue sem perspectivas, sem cliffhangers e tremendamente água-com-açúcar. Sabemos que ela não vai morrer, então tudo fica parecendo procrastinação! Pena, pois é um excelente elenco desperdiçado.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×05: The Creepy Candy Coating Corollary): A divisão das personagens de The Big Bang Theory em “núcleos” está fazendo bem à comédia, pois quando todos estão juntos fica mais evidente o disparate entre a atuação de Jim Parsons com os demais. E se sozinhos Leonard e Penny não funcionam, bastou adicionar o fator Hollowitz como a “vela” da relação para que as situações fiquem divertidíssimas. Aquela cena no café-da-manhã com as interrupções inconvenientes do nerd carente foi demais! Mas é claro que no final das contas é Sheldon que sempre rouba a cena e, mais uma vez, o sujeito foi passado pra trás, só que desta vez pelo seu ídolo trekker, Will Wheaton! The Big Bang Theory continua explorando como nenhuma outra série o vasto universo da cultura pop.
Cotação Bruno Carvalho:

bmotherHow I Met Your Mother (5×05: Dual Citizenship): Um dos pontos positivos de How I Met Your Mother às vezes vira um problema: eles pegam uma piada e vão até o fim com ela. Isso é bom quando a história funciona, mas nos dois casos apresentados em Dual Citizenship, o resultado deixou a desejar. Pra começar, a ideia da viagem de Ted e Marshall à antiga pizzaria trash que gostavam foi até boa, mas no segundo bloco a piada já estava esgotada e previsível (especialmente quando envolvia Lilly). A mesma coisa aconteceu com Barney e Robin no caso da moça perder a noção de cidadania e ficar numa espécie de “limbo” civil, pois não sentia vínculos nem com EUA e nem com Canadá. Apesar de realizar uma leve crítica à “América” quando Barney aponta as diferenças entre os países (o sistema de saúde e a criminalidade, por exemplo), o episódio como um todo esmaece perante os primeiros desta temporada, que focaram mais na turma.
Cotação Bruno Carvalho:

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bhouseHouse (6×05: Brave Heart): Uau! Já estamos no 5º episódio e os eventos de The Tyrant continuam repercutindo no hospital. Dá pra ver que Chase está no limite, vivendo um imenso conflito interno por ter matado o ditador africano. O que na hora pareceu a decisão mais certa no calor do momento, agora se tornou uma esgotante batalha moral consigo mesmo e com as pessoas que nele confiam, incluindo sua mulher e seus colegas de trabalho. E o pior de tudo é que ainda que ele tente confessar o que fez, acaba falhando porque o peso da notícia vai deixar enormes feridas. O caso da semana também foi excelente, começando pela perseguição de um bandido mestre em “parkour e revelando a displicência de um policial que achava que sua vida estava no fim por conta de uma doença incurável. E mesmo com a cabeça “cheia”, House, é claro, conseguiu dar um jeito. Eu apenas não entendi o propósito das vozes que o bom doutor anda ouvindo no quarto de Amber. Era mesmo só o Wilson “conversando” com ela? De qualquer forma, tenho certeza que mais alguma coisa interessante a série está preparando para nós… Mais um ótimo episódio!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgossipGossip Girl (3×06: Enough About Eve): Olha de uns tempos pra cá estou achando Gossip Girl uma tremenda baboseira. Às vezes sempre foi (sei que muitos vão concordar com isso), mas o fato é que antes a trama era, na maioria das vezes, coerente e entretia. Agora me parece que nesta nova temporada as personagens estão mais voláteis e de uma forma que não soa mais crível. Basta ver o comportamento de Blair e sua constante mudança de prioridades e a bagunça que a repugnante Vanessa aprontou apenas para discursar num brinde de um evento. Não li os livros e não sei se ela é assim na história original, mas na TV isso não está funcionando. Gossip Girl está “inho” demais. Dan e Olivia num romancinho, Chuck e Blair com uma briguinha, Serena e Carter com uma intriguinha e Nate continua avulso com seus probleminhas de família aristocrata que ninguém dá a mínima… Enough About Eve terminou com Blair e Vanessa juntas, depois de todo o mal que uma fez para a outra em poucos instantes. Eu não aguento mais muito tempo desse lero lero não… Andei assistindo 90210 e, apesar de não ser nenhum primor da TV, está com uma história bem mais concisa e sólida do que esta. Quem sabe é hora de trocar…
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×05: Crash): Estou começando a achar que The Good Wife levará o troféu “fogo de palha” desta temporada. Poxa, este é o terceiro episódio seguido em que o drama está num verdadeiro marasmo. O caso do marido de Alicia não evolui em nada e os julgamentos da semana não apresentam, por exemplo, o nível de relevância de discussão social como acontecia com Boston Legal. Ou seja, há semanas The Good Wife não se estabelece como um bom drama familiar e nem como uma série de interessantes casos jurídicos. O dessa semana, por exemplo, sobre as esposas dos funcionários de uma companhia ferroviária, foi arrastado enquanto a burocracia do escritório de Alicia tomava conta: desde abordar o aborrecido processo de contratar uma nova assistente até aventurar-se por intriguinhas envolvendo a saída de um sócio que nunca sequer deu as caras na série. E aí, o que sobra? Tirando a sempre competente interpretação de Julianna Marguiles, este episódio deixou apenas a expectativa de que este drama resgate o seu promissor início e engrene de uma vez.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

To meio ríspido, eu sei. Mas they had it coming. Ainda esta semana comentários de Dexter, Californication, FlashForward, Glee, 30 Rock, The Office e Grey’s Anatomy!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Brothers & Sisters, Gossip Girl, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
27/10/2009 - 06:01

CSI e a Cena Mais Cara da História da TV!

A franquia CSI é uma das mais bem sucedidas da TV mundial e nesta temporada eles resolveram que vão fazer todo esse sucesso valer a pena. Pra começar, eles programaram para novembro um crossover inédito que reunirá as três filiais (Las Vegas, Miami e Nova York), algo que William Petersen, o Gil Grissom da série original e produtor executivo, nunca aceitou fazer. Os episódios especiais serão exibidos em Novembro pelo canal americano CBS e devem passar por aqui apenas em 2010. Mas eles não ficaram só aí. Segundo uma reportagem da Época Negócios, a cena de abertura da 10ª temporada de CSI já é a mais cara da história da TV! A sequência captada com a tecnologia Bullet Time (desenvolvida em Matrix) custou impressionantes US$ 400.000,00! Pra você ter uma ideia do quanto isso é dispendioso, o episódio piloto inteiro de LOST, também um dos mais caros da telinha, custou aproximadamente US$ 10.000.000,00! A diferença é que o piloto da ABC tinha 80 minutos e a sequência de CSI, da CBS, pouco mais de 120 segundos! Confira então como ficou:

Aproveito a ocasião pra uma pergunta que nunca fiz aqui: qual dos 3 CSIs vocês gostam mais? Las Vegas, Miami ou NY?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): CSI Tags: , ,
26/10/2009 - 22:31

Dexter: Os Primeiros Cortes

comment1168Antes de conhecermos o Dexter Morgan, o meticuloso serial killer da série Dexter, a prática fez a perfeição. Esta é a premissa da nova série animada do Showtime.com: mostrar como o assassino mais famosos da telinha evoluiu. A partir desta semana, Dexter: The Early Cuts será exibida exclusivamente na Internet em episódios inéditos que expandem o universo  do melhor drama da TV! O criador do conceito gráfico é Kyle Baker, conceituado ilustrador, animador, diretor e escritor que já trabalhou nos principais estúdios de animação. Early Cuts contará justamente como foram as vítimas iniciais de Dexter, que é dublado pelo próprio Michael C. Hall: testemunharemos seus primeiros erros, descobertas e acertos. Tentei postar os vídeos aqui, mas um erro de localidade impede que eles sejam visualizados. Por enquanto acessem o site oficial para assistir. Se sair em YouTube postarei no blog semanalmente.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter Tags: , ,
26/10/2009 - 00:01

The Office: Niagara

Alerta de Spoiler - Brasil
Fantástico! O casamento de Jim e Pam foi um evento único em toda a série, transformando-se num dos melhores (senão o melhor) episódio de The Office até hoje. Desde a escatológica cena de abertura, Niagara seguiu num ritmo frenético que misturou muito bom humor nonsense com momentos emocionantes. Aliás, esta é uma das poucas séries (principalmente de comédia) que conseguiu por tanto tempo construir uma história tão envolvente e empolgante como a do romance de Jim e Pam. Recentemente na TV, apenas me lembro do público torcendo tanto assim pelo casal Ross e Rachel de Friends (e, mesmo assim, apenas nas primeiras temporadas). Além disso, os roteiristas foram muito felizes mudando “a regra do jogo”, como na hora em que Jim, e não Michael, causou o momento de maior embaraço em uma reunião social, quando revelou sem querer para a avó conservadora que sua noiva estava grávida. E para variar, também vimos o lado inusitado e “pegador” de Dwight, com a melhor amiga de Pam.

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Mas o melhor ficou mesmo para a grande cerimônia, revelando que a produção criativa da série está em perfeita sintonia com o seu público, já que decidiu que a punchline do episódio estendido seria a recriação do vídeo viral da entrada do casamento que rodou a Internet há alguns meses. Não menos brilhante foi a decisão de colocar Jim pra fazer uma cerimônia privada e inesquecível para sua amada, pois ele sabia justamente o que poderia esperar daquela turma insana da filial Scranton. E foi com uma excelente montagem ao som do hip-hop de Chris Brown que os pombinhos casaram-se duas vezes, uma na crista das maravilhosas cataratas Niagara e a outra na capela da cidade com os amigos e familiares. The Office é uma série que se mantém com um nível de qualidade constante, sem mostrar qualquer sinal de desgaste ou esgotamento de sua trama. É uma comédia que certamente deveria ser muito mais reconhecida nas premiações do meio, seja por seus criativos roteiristas ou por seus talentosos intérpretes.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “6×04: Niagara” exibido em 08/10/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Office Tags: , ,
23/10/2009 - 19:41

Assista 9 Minutos da Estreia da Série “V”!

Alerta de Spoiler US

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags: , , ,
22/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×03: Blinded by the Light): É complicado ser um serial killer discreto, meticuloso e intocado. Já não bastassem todos os obstáculos na vida de Dexter para cumprir sua obscura função social: esposa, bebê, enteada pré-adolescente, trabalho e sanidade mental, em Blinded by the Light nosso herói precisou lidar com a inconveniente vizinhança que resolveu se mostrar pró-ativa justo agora, por causa de um arruaceiro no bairro. Dexter está esgotado e isso está se refletindo nos diversos aspectos de sua vida que ele deveria cuidadosamente lidar. Sem querer algumas situações estão virando potenciais bombas-relógio, como a relação com o corrupto Quinn e a exposição de seu “lado negro” para sua própria mulher. Pra piorar, temos ainda o sinistro Trinity, que vai revelando ser um assassino perigosíssimo e impiedoso, que segue indene. A complexidade da trama ainda fica evidente com os desvios de foco na delegacia, tanto de Batista e LaGuerta como de Debra e o retorno de Lundy que complica a situação com Anton. Me estranha Dexter, sempre atento e focado em potenciais “vítimas”, ter deixado passar com tanta facilidade o verdadeiro responsável pela desordem em sua comunidade. O acúmulo de complicações está ofuscando o Dark Defender.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bcalifornicationCalifornication (3×03: Verities & Balderdash): Eu acho que Hank Moody é uma das personagens mais subestimadas das séries. Em termos de complexidade emocional, ele não deixa muito a desejar perante figuras fortes das séries como Gregory House ou Dexter Morgan. Acontece que o talento dele não é o diagnóstico impecável ou a meticulosa carnificina em prol do bem coletivo: Moody é um especialista no “viva e deixe viver” e no (desculpem a palavra) “foda-se”! Mestre em complicar o mundo ao seu redor, em Verities & Balderdash ele se engraçou com a mulher do reitor, com sua assistente na universidade enquanto na verdade queria pegar uma de suas alunas que é stripper! E quando tudo dá errado em sua vida (vide a briga com a filha) ele ainda tem Karen, seu porto seguro, para colocá-lo no caminho menos errado. Já Charlie não tem a mesma sorte. Sendo praticamente obrigado a transar com sua “masculina” chefe, ele resolve “entrar nesta mulher” justo na hora em que Marcy resolve dar o braço a torcer… Ele é o oposto de Moody, uma espécie de antagonista “do bem”. Apesar do que falei sobre a personalidade peculiar de Hank, Californication está longe de ter a densidade e importância de séries como Dexter e House, por exemplo, mas ela serve como uma divertida e moderna crônica de amor, sexo, drogas e as inconsequências da vida.
Cotação Bruno Carvalho:

bhouseHouse (6×04: Instant Karma): A 6ª temporada de House está trilhando novos rumos de forma bem satisfatória e, ao mesmo tempo, resgatando o que havia de melhor na dinâmica bem estabelecida das primeiras temporadas da série. As principais mudanças dizem respeito ao doutor em si e sua nova forma de encarar o mundo imediatamente ao seu redor, enquanto o retorno de Chase e Cameron à ativa vem num oportuno momento. Por falar nisso, o episódio continuou a tratar do caso do homicídio doloso que Chase cometeu (chamar de “erro médico intencional” é eufemismo) e o desconforto que ele causou em Foreman, que teve que acobertar o caso numa sabatina médica. Mais interessante ainda foi a forma como House não só descobriu e encarou tal fato, já que, extremamente surpreso pela atitude de Chase, reservou-se a um comentário sobre a técnica médica do colega no diagnóstico do ditador, que fora preciso e apurado (ele apenas realizou o tratamento errado). O caso da semana, do ”karma Instantâneo” do bilionário que doou tudo para salvar o filho, foi mero coadjuvante em toda a história, ainda que sugerindo, de forma bem sutil, levantar um questionamento de ordem religiosa na cabeça de House. Ah, sim, a Thirteen se foi, mas aposto que ela volta! Ótimo episódio.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1137

bgossipGossip Girl (3×04: Dan de Fleurette, 3×05: Rufus Getting Married): Gossip Girl passa por um sério momento de instabilidade, dando a impressão que a série está seguindo vários caminhos ao mesmo tempo, sem conseguir chegar a lugar algum. Dan de Fleurette foi até um episódio mais consistente com a aproximação de Dan (sem saber) com uma estrela de cinema que quer ter uma vida normal na faculdade, criando situações divertidinhas. A aparição de Tyra Banks como uma diva em decadência também foi legal (embora pareça que ela foi escalada apenas pra dar uma função pra Serena), mas o grande problema agora é a vilã ineficiente Georgina Sparks. Se antes ela causava intrigas e pregava a discórdia, agora o roteiro a coloca como uma grande bocó que é reiteradamente vítima de suas próprias armações, seja a chantagem que ela aprontou com a Vanessa ou com o estrago que ela tentou fazer no casamento de Lilly e Rufus contando sobre o filho dos dois, no episódio Rufus Getting Married. Na primeira, Dan pegou Vanessa no flagra, e esta imediatamente contou tudo, e na segunda a festa já estava estragada com a discussão do casal. Na verdade, a revelação sobre Scott serviu para reconciliar os pais de Dan e Serena e unir as famílias. Tramas mal desenvolvidas como estas e outras (as de Bree Buckley e Carter, por exemplo) apenas evidenciam que Gossip Girl está em queda. Antes a diversão proporcionada conseguia relevar estes problemas. Agora está ficando mais difícil…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bfringeFringe (2×04: Momentum Deferred, 2×05: Dream Logic): Todo episódio que traz mais informações diretas sobre a mitologia de Fringe é sensacional, como aconteceu com Momentum Deferred. Olivia finalmente se lembrou de seu encontro com William Bell na dimensão alternativa e as revelações do sujeito foram esclarecedoras pra ela e para nós. Agora sabemos mais sobre os seres que povoam o drama desde o início e o porque deles terem habilidades extraordinárias como, por exemplo, serem resistentes à balas – são híbridos. Descobrimos também que Bell decidiu se exilar naquele “novo mundo” e novamente a iminência de uma grande guerra entre as realidades foi ventilada. Mesmo sem explicitar o fato gerador da rixa que esta desconhecida organização tem com o universo em que vive Nina Sharp, Peter, William e Olivia, Fringe atingiu um ótimo high com sua capacidade de nos fascinar apenas com o sugestionamento. Já Dream Logic fugiu completamente da estrutura do episódio anterior, apresentando um caso “desconexo”, mas ainda assim muito interessante e peculiar: o do médico que era “viciado em sonhos” gerados por pacientes seus que usavam um implante no cérebro para controle de insônia. Não tenho dúvidas que muito em breve os fatos isolados estarão cada vez mais próximos, já que esta série nunca foi linear e, da mesma forma, nunca deixou de ser no mínimo impactante. Aguardo ansiosamente pelos próximos!
Cotação Bruno Carvalho:

bgreysGrey’s Anatomy (6×04: Tainted Obligation, 6×05: Invasion): Eu confesso que apesar do bom ritmo de Grey’s Anatomy, a história do retorno do pai de Lexie e Grey não atingiu o resultado esperado, grande parte porque Thatcher nunca foi uma personagem importante para a série e para nós. Assim, o grande sacrifício que a médica fez pelo pai ausente doando parte de seu fígado soou mais como uma tentativa de colocar a protagonista à força no lugar de destaque. Uma tentativa falha, ressalto. O melhor deste início de temporada está sendo mesmo a fusão dos hospitais e a chegada do staff do Mercy West com seus uniformes laranjas e diferentes métodos pra tudo. Os embates da equipe do Seattle Grace com os novatos geram situações divertidas, lembrando muito as disputas ciumentas de meninos pequenos por atenção dos adultos. E tirando o bobo retorno do pai de Torres, o episódio ainda assumiu um lado mais dark com a súbita e inesperada dispensa de Izzie e o desaparecimento da moça, após cometer um grave erro médico. Grey’s Anatomy, apesar de alguns problemas pontuais, segue com um começo de temporada sólido e promissor.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Comentários de The Office ficarão para o início da próxima semana, pois quero falar de Niagara em um post especial. Aguardo os comentários de vocês sobre os episódios da semana aqui abaixo!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Californication, Dexter, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, House Tags: , ,
19/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bsistersBrothers & Sisters (4×03: Almost Normal): A doença de Kitty, ao meu ver, veio num momento onde o foco deveria ser (qualquer) outro. Ora, na temporada anterior mesmo a família Walker lidou com o problema de saúde de Robert e tudo isso que estão (re) vivendo com a sua esposa parece um imenso dèja vu. O mesmo posso dizer com relação à Kevin e Scotty com a questão do bebê (barriga-de-aluguel ou adoção), assunto abordado também na temporada passada e até batido. Às vezes Brothers & Sisters me lembra um pouco a finada Party of Five, onde sempre alguma grande tragédia familiar estava acontecendo. Poxa, nós sabemos que esta série não precisa disso e a prova está nas ótimas tramas envolvendo o antigo rival de William que apareceu para complicar as coisas na Ojai ou até mesmo a incursão de Justin na faculdade de medicina. A temporada ainda não decolou e os sinais de desgaste vão ficando mais evidentes…
Cotação Bruno Carvalho:

bmotherHow I Met Your Mother (5×04: The Sexless Innkeeper): É sempre imprevisível a forma que How I Met Your Mother vai contar uma história. Entre sonhos, flashbacks e flashforwards, a variada estrutura narrativa que esta sitcom segue a difere de todas as outras produções do gênero. Desta vez eles voltaram séculos no tempo para contar o caso da “pousada do assexuado”, já que Ted caíra no velho golpe da mulher utilizá-lo apenas para passar a noite em seu apartamento, sem sexo! Os casais também deram um show à parte com toda aquela celeuma envolvendo o “encontro”, mas confesso que no final a ótima piada começou a esgotar, pois passaram do ponto. De qualquer forma, a cançao “All By Ourselves” foi demais!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×04: The Pirate Solution): Poxa, somente aquela cena que mostrou Sheldon e Raj trabalhando até a “exaustão” ao som de Eye of the Tiger já valeu por todo este ótimo episódio de The Big Bang Theory! The Pirate Solution trouxe exatamente o que a série precisa: uma agitada nas coisas. Apesar de sempre bons, eles estavam meio acomodados e deixando tudo nas costas de Jim Parsons. Com a estadia de Raj nos EUA ameaçada, a solução mais brilhante que eles encontraram foi colocar o nerd para trabalhar com o encrenqueiro mor, o que rendeu situações hilárias: “você trabalha PARA mim“! Isso além de ajudar a derrubar o “mito” Sheldon, porque não há nada melhor do que mostrar o cara errado e dando (ao menos um pouco) o braço à torcer. Longa vida aos reis da ciência!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgoodwifeThe Good Wife (1×03: You Can’t Go Home Again, 1×04: Fixed): Poxa, The Good Wife estava indo relativamente bem até que estes dois episódios apareceram para quebrar completamente o ritmo. Primeiro porque o roteiro simplesmente ignorou a investigação que os filhos de Alicia estavam conduzindo com relação à foto incriminadora do pai. Isso é estranho, porque ao mesmo tempo em que sugerem que ele pode ter sido vítima de uma armação, estes episódios praticamente confirmaram o envolvimento dele em todas as acusações que estão sendo feitas. Tudo bem que o drama está apenas começando, mas seria bom que uma estrutura lógica fosse seguida. O destaque continua na forma como Alicia vive esta delicada situação e como ela acaba utilizando esta experiência negativa em sua vida para ajudar os outros. Gostei muito do caso envolvendo a manipulação do júri que, no final das contas, foi providenciada pela própria parte que a moça defendia (legal também a participação do “Andy” de True Blood como o advogado de defesa da empresa farmacêutica). The Good Wife ainda precisa, contudo, encontrar o seu caminho e seguí-lo com convicção. A falta de um objetivo maior pode comprometer esta promissora série.
Cotação Bruno Carvalho:

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bgleeGlee (1×07: Throwdown): Sue Sylvester carregou grande parte deste episódio de Glee (e boa parte da série até agora), o que não é nada reprovável, já que Jane Lynch é uma atriz excelente e que vem me surpreendendo a cada aparição na TV (ela também fez Party Down e está frequentemente em Two and a Half Men). A incontrolável rixa que ela tem com o grupo Glee é, de longe, a parte mais interessante desta comédia musical que vem demonstrando ter uma boa dose de humor negro. Simplesmente adorei os momentos politicamente incorretos, principalmente quando colocaram a “minoria” para cantar sob o comando da loira: “eu gosto tanto de minorias que estou pensando em me mudar para Califórnia para me tornar uma“. Pena que ela abandonou o cargo de co-treinadora tão cedo: “é coisa de frutinha. Eu não aguento ver estes jovens emocionados, a não ser se for por exaustão física”. Brilhante! Foi bacana também ver a galera cantando de verdade em cena (sem dublagem e auto-tune), numa jam session bem agradável e real. Um bom episódio, inquestionavelmente!
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×03: 137 Sekunden, 1×04: Black Swan): Decepcionantes. Esta palavra resume muito bem o meu sentimento com relação aos dois últimos episódios de FlashForward exibidos na TV americana. Ora, pra uma série que se vende como o próximo grande fenômeno pós-LOST, seu desempenho está muito aquém do ideal. 137 Sekunden foi até construído de forma interessante, crescendo até o momento em que Mark interroga o nazista e ele dá aquela revelação sobre os pássaros e a descoberta de um incidente anterior na Somália emerge. Eis aí que Black Swan chegou como um tremendo anti-clímax, contando uma historinha totalmente desinteressante sobre o garoto com hipocortisolismo e ignorando os fatos do capítulo anterior. Isso sem contar no retorno daquela moça presa (num interrogatório que não levou a lugar algum) e na insistência com o caso de Olivia com sua visão futura (como bem disse a colunista Claudia Croitor: quantas vezes vão mostrar aquela cena dela chamando o futuro companheiro?). Para temermos pelo casal de protagonistas, a série precisa, primeiro, fazer com que nos importemos com eles. Objetivo falho até o momento e não sei nem o que dizer do final com o “Charlie” ligando para o sujeito, que chegou a dar vergonha alheia tamanha a artificialidade da frase que ele diz. Os episódios de FlashForward até agora são vazios e parece que o drama quer se sustentar apenas nos cliffhangers (que vá lá, foram bons). Alerta Jericho.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

30 Rock (4×01: Season 4): Foi muito válida a comemoração que os roteiristas de 30 Rock fizeram no início deste episódio, convidando todos para a 4ª temporada de uma série que disseram que não iria durar por conta da baixa audiência. Tina Fey e sua equipe superaram todos os obstáculos para chegar até aqui abocanhando, de quebra, vários e merecidos prêmios. Nesta premiére eles já começaram elevando o nível quando Kenneth resolveu mobilizar os pages para uma greve contra o canal por causa da ganância de seu CEO Jack Donaghy. Enquanto isso Liz e Pete iniciaram o árduo trabalho de contratar mais um ator para o show (o que deixa os outros, especialmente Jenna, descontrolados), mas o grande destaque deste episódio foi Tracy e sua obstinação de “reaproximar” das classes mais baixas, que rendeu os melhores momentos. A grande sacada, contudo, envolveu o fim da greve declarado por Kenneth pelos motivos errados – ele apenas queria que seu chefe escrevesse que era um grande mentiroso em um pedaço de papel. Gênio! Já o número musical final com Jenna foi um espetáculo à parte. Como é bom voltar ao Rockefeller Plaza, nº 30!
Cotação Bruno Carvalho:

Calma que não acabou! Esta semana ainda tem mais uma leva de comentários, com Californication, Dexter, Fringe, Gossip Girl, House, Grey’s Anatomy e o melhor The Office de todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Brothers & Sisters, FlashForward, Glee, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
15/10/2009 - 22:21

O Primeiro Último Pôster de LOST

Que 2012 que nada! O fim do mundo para os fãs de LOST será em 2010 mesmo, ano em que a série inevitavelmente chegará ao fim. Hoje foi oficialmente divulgado o primeiro pôster da 6ª e última temporada da série. Para esta reta final, os produtores pediram ao canal ABC que nenhum trailer ou foto com imagens inéditas da série seja divulgado. Por isso, todo o material promocional não terá, em princípio, nada de concreto sobre o que está por vir. Esta política será adotada aqui no blog e não postaremos nenhum spoiler de nenhum episódio enquanto ele não for exibido nos EUA, pois grande parte da magia da série está justamente em nossa “ignorância” dos fatos. Comecem a despedir da ilha, galera!

comment1162

Detalhe curioso: “Locke” é o único que está de costas na imagem!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
15/10/2009 - 05:01

Friday Night Lights, 4ª Temporada

Nem parece que já estamos chegando no 4º ano da melhor série teen já produzida, Friday Night Lights. O melhor é que graças ao acordo com a Directv, a série já está garantida por, pelo menos, mais uma temporada completa. Infelizmente aqui no Brasil a série ainda deve demorar a passar, porque por enquanto apenas o canal pago 101 americano é que tem exclusividade na exibição. Por aqui deverá chegar somente no primeiro semestre de 2010, mas deixo aqui o incrível promo que está sendo veiculado lá fora. Clear eyes, full heart, can’t lose!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Friday Night Lights Tags: ,
13/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
Terça chegou e conforme prometido continuo aqui o Semáforo Semana em Série com comentários das principais novidades deste Fall Season e dos retornos. Lembrando que as séries com sinal verde retornarão sempre aqui no blog, seja semanalmente ou no Season Pass; os dramas e comédias com sinal amarelo ficarão “em observação” e os marcados com sinal vermelho não voltam (com nosso aval para vocês “cancelarem” também sem dó). Shall we?

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bgoodwifeThe Good Wife (1×01: Pilot, 1×02: Stripped): Tirando a interpretação da talentosa Julianna Margulies como “a boa esposa”, não vi muitos méritos no piloto de The Good Wife. Centrado numa mãe de família que é obrigada a retomar sua carreira como advogada depois que seu marido foi preso acusado de envolvimento em um escândalo político, o drama chegou sem mostrar direito a que veio, adotando uma narrativa levemente arrastada e com um “caso da semana” esquemático. Mas eis que veio o segundo episódio para assentar melhor a premissa da série, diminuindo a mecanicidade do roteiro e permitindo que a proposta seja melhor desenvolvida. Aliás, quando The Good Wife direciona sua atenção para Alicia (a esposa), o drama atinge o seu potencial, evidenciando os sacrifícios que ela tem que fazer para tentar preservar sua estrutura familiar enquanto luta internamente para processar o acontecido. Não curti tanto a parte jurídica/investigativa, que deixa muito a desejar perto de séries como The Practice, The Closer e até mesmo de Boston Legal, que muitas vezes nem se levava à sério. De qualquer forma, acabou revelando-se uma boa surpresa na temporada.

bgreysGrey’s Anatomy (6×01: Good Mourning, 6×02: Goodbye, 6×03: I Always Feel Like Somebody’s Watchin’ Me): Foi com muita sensibilidade e sensatez que Shonda Rhimes iniciou o 6º ano no Seattler Grace após a morte de George O’Maley, personagem querido por muitos e que oficialmente desfalca a atração. Em vez de fazer um confortável salto temporal, a roteirista soube explorar muito bem a morte do cirurgião e conseguiu, de forma delicada, contar como foi o impacto deste acontecimento na vida de seus amigos. Interessante que, da mesma forma que ocorre na vida real, a “ficha” demorou a cair e aos poucos Izzie, Meredith, Karev, Bailey e os demais foram se dando conta de que ele realmente se foi. O episódio duplo que abriu esta temporada foi emocionalmente desgastante, mas necessário. Já em I Always Feel Like Someone Is Watchin’ Me, o 3º episódio, a notícia da fusão instaurou o caos no hospital e, pelo visto, os dias do Chief parecem estar contados, já que Derek tem chances de assumir um importante papel na organização dos funcionários contra a Diretoria. Só não acho que esta história dos empregos vai render, pois sabemos que ninguém do “elenco principal” será despedido. Com relação à Izzie, sua permanência na série é uma faca de dois gumes, pois se por um lado sabemos que ela está com câncer, por outro não tememos mais por sua vida (depois da “ressurreição”), o que certamente tira o peso dramático intentado. Por fim ressalto que os pacientes foram interessantes, com destaque para o sujeito esquizofrênico e sua mãe super protetora. Um bom início de uma temporada promissora!

bgossipGossip Girl (3×01: Reversals of Fortune, 3×02: The Freshman, 3×03: The Lost Boy): Felizmente Gossip Girl não ficou só naquela baboseira de Serena querendo chamar atenção do pai ausente que vimos no primeiro episódio. Aquela traminha foi uma das coisas mais ridículas que a série pôs na tela e parece que eles simplesmente não têm nada em vista para a moça. Mas eis que Blair Waldorf consegue salvar o que parecia ser um morno início de temporada, com sua epopeia na NYU! Valeu a pena demais ver que as coisas não seriam tão fáceis como ela imaginava, pois lá não é a Constance onde ela estava acostumada a ser a Queen B! Festinhas com sushi? Bolsinhas de presente? O pessoal da facu quer é agitação e o jogo literalmente virou, pois Dan Humphrey se tornou o popular! Pra melhorar Georgina voltou pra agitar, mostrando que de sonsa ela só tem a cara! É uma pena que mais histórias precisam ser contadas e que a narrativa não foca somente no “núcleo Blair”. Não saquei qual foi aquela do filho de Rufus e Lilly aparecer dizendo que não é o verdadeiro. Mancada gigante do roteiro, numa situação que não ficou nada crível. Ainda que com um Nate avulso pegando a lindinha da cancelada Privileged e uma rivalidade boba entre Serena e Chuck, Gossip Girl no fim das contas ainda consegue divertir um bocado. Segue na nossa cobertura, mas não tão firme assim…

bsistersBrothers & Sisters (4×01: The Road Ahead, 4×02: Breaking the News): Que existe um problema na dinâmica de Brothers & Sisters não é novidade pra ninguém. Eu adoro este drama, mas tenho que admitir que sua fórmula de “conflitos de família” já esgotou e por isso a 4ª temporada chega com um enorme desafio de mudar isso para conseguir surpreender o público. Jura que Nora e Holly discutiram mais uma vez em uma festa? Barraco público entre Justin e Rebbeca? Ora, me conte algo novo. As brigas e confusões, que antes eram o meio em Brothers & Sisters, passaram a ser o fim, porque com um time invejável de talentos as cenas ficam sim muito boas. Mas precisam mudar e não adianta fazer a clássica manobra “Prison Break” de enganar o espectador com truques sugestivos de edição para isso, como aconteceu no final do primeiro episódio. E se alguém vai ser ameaçado por uma doença, não pode ser Kitty nessa altura do campeonato. Foquem em Sarah, que está praticamente avulsa na trama, mas mais do casal McCallister não dá. Reitero que eu gosto de cada frame deste drama, me sinto parte daquela família, mas a série tem que reconhecer estes problemas para crescer. No segundo episódio as coisas acalmaram, as contendas ficaram restritas a quatro paredes e com esta “respirada”, a temporada parece que começou a desenvolver. Destaque para o retorno “WTF’ de Ryan (ele não tinha sumido?) roubando informações preciosas da Ojai Foods e, é claro, para Nora Walker ao final entregando-se ao melhor papel de sua carreira. É essa a Brothers & Siters que eu quero continuar vendo.

bcalifornicationCalifornication (3×01: Wish You Were Here, 3×02: The Land of Rape and Honey): Hank Moddy é incorrigível e a estreia da 3ª temporada de Californication mostra que a série tem fôlego pra muito mais! Wish You Were Here foi um desfile de cenas e situações politicamente incorretas como pouco vemos na TV, mas de uma forma tão autêntica que jamais pode ser repreensível: da filha de Hank experimentando drogas ao professor claramente pedófilo, o episódio cruzou com facilidade a barreira da contravenção e fez uma verdadeira festa (especialmente naquele jantar). Mesmo sabendo que Hank tornaria um professor Universitário, o roteiro acertou e muito ao decidir mostrar como foi o processo e cumpre aqui destacar a ótima surpresa do retorno de Peter Gallagher (The OC) à TV, no papel do reitor. Já em Land of Rape and Honey, Ed Westwick fez uma divertida ponta na pele de um aspirante a novelista de romances vampirescos e Moody não deixou barato: “o mundo não precisa de mais ficção ruim sobre vampiros”, numa clara menção à Twilight (e, por que não, à The Vampire Diaries, de quebra). Ah, que bom também que temos Kathleen Turner em mais um papel, digamos, forte! Por estes episódios tenho certeza de que será uma excelente temporada, como de costume! Aquela aluna que também é stripper por si só garantirá isso…

bdexterDexter (4×01: Living the Dream, 4×02: Remains to be Seen): Depois de assistir aos dois primeiros episódios desta 4ª temporada de Dexter eu me senti esgotado igual o protagonista. Obrigado a suportar inúmeros encargos de uma só vez – pai de família, detetive e assassino serial – Morgan nunca esteve numa situação tão complicada, pois além de ter que manter o seu disfarce para o mundo, agora tem o horrível entrave de conseguir… ficar acordado no meio de tudo! Pra piorar ainda mais, o seu algoz Lundy está de volta à cidade atrás de um perigoso psicopata que desembarcou em Miami, o Trinity Killer, sombriamente interpretado pelo ótimo John Lithgow (3rd Rock From the Sun). A temporada, que é a primeira cujo roteiro é inteiramente desgarrado dos livros, começou num altíssimo clima de tensão com o acidente de Dexter logo após ter dado cabo à sua mais recente vítima. Mas o segundo episódio veio e conseguiu deixar tudo ainda mais imprevisível quando percebemos que a memória de Dexter aparentemente pregou uma peça no sujeito, já que o corpo do sujeito que ele matou simplesmente havia desaparecido. A saída pra tudo foi tão genial quanto o próprio Código de Harry, provando que o instinto de auto-preservação do nosso herói demonstra de forma inequívoca quem ele realmente é. Aplausos de pé para este começo de temporada da melhor série da TV!

bboredBored to Death (1×01: Stockholm Syndrome, 1×02: The Alanon Case): Um aspecto sobre Bored to Death é inquestionável: sua esquisita originalidade. Sem uma premissa definida, esta nova comédia da HBO começa contando a história de um escritor abalado pelo fim de um cômodo relacionamento e que resolve fazer bicos como detetive particular. Adotando uma forma narrativa característica de filmes noir, o maior problema desta série diz respeito ao seu objetivo e ao excesso de “liberdades poéticas” de seu texto. Ora, torço para que as bizarras coincidências do roteiro não estejam ali apenas por ser, pois, do contrário, as costumeiras sacadas “espertinhas” de Johnathan ou o desapego de George (Ted Danson) deixarão de ser engraçados e tornar-se-ão enfadonhas com o passar do tempo. Com dois episódios exibidos a história não parece ter evoluído quase nada e também não podemos dizer que o protagonista é uma figura carismática e cativante. Por isso ficarei de olho nessa série, que por enquanto ganha o sinal amarelo em nossa cobertura. Sabemos que HBO é HBO, mas coisas como Hung estão aí para lembrar-nos que o canal não é infalível a erros…

bhouseHouse (6×01: Broken, 6×02: Epic Fail, 6×03: The Tyrant): Com certeza me faltarão adjetivos para descrever o que foi a estreia da 6ª temporada de House: uma obra-prima que poderia facilmente ter sido um longa metragem que arrasaria em bilheteria no mundo inteiro. Fugindo totalmente da narrativa episódica e característica, Broken mergulhou de cabeça no universo de Gregory House, desconstruindo a personagem aos poucos, num ritmo até cansativo. Internado em uma instituição mental, House iniciou um perigoso jogo em que seus esforços para sabotar a si mesmo (como ele sempre fez) constantemente vinham em vão, já que ele estava sempre passos atrás do programa de reabilitação a que se submeteu. No fim ele teve que ceder e espero que esta epifania na vida da personagem consiga trazer uma bem-vinda mudança à série, que começava a sofrer um desgaste. E foi justamente isso que vimos em Epic Fail, episódio que retomou a rotina no hospital, mas sem o bom doutor que resolveu explorar seus dotes culinários. Foreman assumiu a chefia e o constante atrito o levou a tomar a absurda decisão de despedir sua namorada, Thirteen (ô casal que não convence), trazendo Cameron e Chase de volta à trupe para o surpreendente episódio The Tyrant que seguiu. Encerrando esta trilogia com chave de ouro, o capítulo que tinha como personagem principal a figura de um genocida africano certamente dividirá opiniões com o chocante desfecho (e evitarei dizer aqui qual é, mesmo com o aviso de spoiler no topo). Torço muito para que esta história volte a ser explorada e que os casos em House sejam contados com mais calma agora que, aparentemente, nada mais será o mesmo…

beastwickEastwick (1×01: Pilot): Se você gosta de programas que não exigem o mínimo de raciocínio, tramas óbvias e assustadoramente previsíveis, Eastwick é um prato cheio. Baseada na mesma obra que deu origem ao clássico filme As Bruxas de Eastwick, com Jack Nicholson, esta série aparenta ter o objetivo de retirar toda e qualquer densidade dramática do livro e vomitar o resultado na telinha sem o menor esforço narrativo. Não vou nem perder tempo narrando a premissa, pois basta saber que três mulheres que vivem numa cidadezinha descobrem-se bruxas e, logo de cara, você vê coisas como uma delas sonhando algo para, instantes a seguir, exatamente o que ela sonhou tornar-se realidade ou (oh!) uma dizer a palavra “terremoto” ou “eletricidade” (sabiamente jogadas fora de contexto numa frase) para que (oh!) um terremoto ocorra ou um raio caia do céu. Eastwick não quer que o espectador perca tempo pensando, por isso não vou perder mais meu tempo falando desta produção barata da ABC, que merece o feitiço do cancelamento.

bofficeThe Office (6×01: Gossip, 6×02: The Meeting, 6×03: The Promotion): Ano após ano The Office consegue reinventar-se, o que é louvável considerando que esta é uma comédia sobre o dia a dia em um escritório. A ideia da súbita promoção de Jim ao posto de co-gerente da filial abriu inúmeras possibilidades e, por incrível que pareça, tudo aconteceu de forma orgânica à história que estava sendo desenvolvida. É fato que os roteiristas desta série nunca deixaram a bola cair e a nova organização refletiu diretamente na evolução das personagens. Quando eu iria imaginar que Jim se tornaria o anti-herói quando assumiu o encargo de decidir o que fazer para distribuir os bônus? Que bagunça épica ele aprontou ao lado de Michael Scott, líder que ele sempre criticou. Foi muito bom voltar à Scranton e a equipe realmente está de parabéns!

bcommunityCommunity (1×01: Pilot, 1×02: Spanigh 101, 1×03: Introdution to Film, 1×04: Social Psychology): Eu ainda não estou certo sobre o futuro de Community. Após um piloto fraco, a série deu uma boa virada em seu segundo episódio e conseguiu ir além de sua premissa – advogado perde a licença e é obrigado a refazer o curso numa faculdade comunitária, onde encontra diversos tipos esquisitos e uma linda garota. Joel McHale, apresentador do programa The Soup no E!, é o protagonista que quer passar de ano sem esforços e o ator consegue realizar um bom trabalho. Já Chevy Chase, costumeiramente excelente, aparece subaproveitado num papel que o relega à condição de o “velhote bobo” e os outros personagens parecem ter sido compostos para tentar espelhar a galera “do fundão” de The Office e 30 Rock. A comédia tem o seu charme, conta com umas boas sacadas, mas não sei… O quarto episódio foi arrastado e desinteressante, sem contar algumas situações que soam forçadas. Falta alguma coisa para torná-la indispensável como Modern Family, por exemplo. Ficarei de olho e, por enquanto, ela ganha o nosso sinal amarelo.

bflashFlashForward (1×01: No More Good Days, 1×02: White to Play): Desde que o conceito de FlashForward veio à público, as indicações de que ela será “o novo LOST” não param. Pelo intenso episódio piloto, que já inicia a série mostrando um fenômeno mundial desconhecido que faz com que toda a população do planeta apague por 2 minutos e 17 segundos para ter um flash do futuro, é sim possível notar elementos que podem fazer com que ela seja uma grande série de suspense e mistério como a dos sobreviventes do voo 815. Mas da mesma forma também percebi muitas similaridades com a fracassada Jericho. Fato é que FlashForward é bastante promissora e só. A relevância que ela terá dependerá de seu desenvolvimento e até o final do primeiro episódio a produção se destaca das demais desta temporada por conseguir instigar a imaginação do espectador com a constante pergunta: “o que você faria se visse o seu próprio futuro”? O segundo episódio foi sensivelmente mais fraco e a ideia de um evento em escala mundial, como de fato ocorreu, ainda não foi bem estabelecida. O foco na equipe do FBI de Los Angeles traz uma visão limitada dos eventos e aprofunda-se somente no quadro da investigação de Mark (o que foi bastante conveniente, não é?). Sinceramente não quero aumentar as minhas expectativas, mas considero os dois primeiros episódios satisfatórios até o momento. Contudo, quero ser surpreendido como aconteceu no final do piloto com a descoberta de que um misterioso sujeito estava “acordado” bem na hora do apagão global. Agora, se isso virar a sustentação dos cliffhangers do drama, como aconteceu no final do segundo episódio, teremos um grande problema à vista. Espero muito que os roteiristas desta série tenham uma visão global daquilo que estão lidando, pois senão eles ficarão perdidos.

bdollhouseDollhouse (2×01: Vows): Depois de uma primeira temporada ascendente, Dollhouse parece ter estagnado sua trama nesta estreia do 2º ano e isso foi refletido na baixíssima audiência que a série recebeu. Tudo bem que estamos apenas começando, mas a expectativa é alta e Joss Whedon não soube vender bem o seu novo plano. Vows adotou uma narrativa confusa e Paul como “cliente” da casa e toda aquela história de Echo casando com um criminoso não conseguiu convencer. O endgame não está claro e apenas 13 episódios estão garantidos (o criador já disse que o 13º episódio desta temporada cria um desfecho satisfatório, continuando ou não). Pelo histórico positivo, Dollhouse continua com sinal verde, mas passará para o Season Pass, onde poderemos fazer uma análise sobre como será o desempenho da temporada como um todo. Torço para que não seja cancelada precocemente, apesar dos pesares.

bgleeGlee (1×03: Acafellas, 1×04: Preggers, 1×05: The Rhodes Not Taken, 1×06: Vitamin D): Vocês sabem, pela resenha que fiz do episódio piloto, que eu não sou totalmente entusiasta de Glee. Na última Semana em Série que fiz antes da minha viagem relatei as melhorias desta série musical, mas temo não corresponder às expectativas dos fãs nas resenhas. Começando pelo lado positivo dos últimos episódios exibidos, gostei muito da forma como que a trama foi conduzida: centrada em uma disputa infantil entre o departamento artístico da escola com o de educação física (liderado pela ótima Jane Lynch como a inescrupulosa Sue), o roteiro dá uma importância absurda às situações e tudo toma uma dimensão ainda maior e mais interessante do que seria na vida real. As personagens também são todas convicentes e bem construídas, do elenco principal às pontas. Artisticamente, Glee é uma série completa, mas eu não consigo acostumar com certos aspectos do lado “musical” quando este não é apresentado de forma orgânica. Ora, é até aceitável (pra mim) que uma música comece em um sonho ou numa apresentação, mas a 4ª parede cai completamente quando o time de futebol americano inteiro começa a dançar All the Single Ladies da Beyoncé sem o menor propósito. Concordo que isso funciona para o “alegre” Kurt, mas do contrário soa muito forçado. Outra coisa que não desce na minha opinião é a atuação em excesso, que afeta a série em muitos momentos (e que pode ser culpa da direção): as performances de Kristen Chenoweth (pra mim, reitero) beiraram o insuportável de tão over, comprometendo o resultado final. Ora, às vezes parece até que eles estão sob o efeito de altas doses de energético (ah, não, era vitamina D)! Da mesma forma que aconteceu com Pushing Daisies (e seu excesso de fantasia), acredito que estes detalhes, caso não acertados, podem eventualmente cansar o espectador a médio prazo. Gosto muito das músicas, da maioria das performances e das ótimas tramas como a da gravidez de Quinn, dos planos da mulher do Will, dos triângulos amorosos e a luta para que o grupo entre no campeonato estadual, mas Glee poderia diminuir o tom aqui e ali para emplacar de vez.

Three Rivers e Mercy: Não vou me aprofundar nestas séries, porque além de não planejar acompanhá-las, seus episódios pilotos foram absurdamente esquemáticos e refletem tão somente o interesses dos executivos das emissoras CBS e NBC em terem versões das séries médicas de sucesso atuais. A primeira conta a história de uma equipe de especialistas em transplante de órgõs, apresentando uma montagem inadequada, casos desinteressantes, arrastados e uma linguagem rasa. Já a segunda quer ser a Grey’s Anatomy das enfermeiras e é bobinha, água-com-açúcar e piegas. Aposto em cancelamento e não recomendo perderem tempo com elas. Se quiser insistir em alguma, acredito que Three Rivers deva ir mais longe pelo investimento realizado. Mas se quiser assistir séries médicas de qualidade mesmo, fique House, Nurse Jackie e a própria Grey’s Anatomy. Fica a dica. Ah, e sobre The Forgotten, bem, digamos que com dez minutos eu desliguei a TV, pra vocês verem a paciência que eu tenho com séries investigativas genéricas… Passo.

Esse foi o Semáforo! Na próxima Semana em Série as estrelas estarão de volta à cena para quotar as séries que ficarão em nossa cobertura! Agradeço desde já a sua audiência e o seu comentário, caso queria compartilhar aqui as suas impressões sobre estas e outras séries que acompanha! Até a próxima!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Bored to Death, Brothers & Sisters, Californication, Community, Dexter, Dollhouse, Eastwick, FlashForward, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, House, Mercy, The Good Wife, The Office, Three Rivers Tags: , ,
08/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
É evidente que Hollywood passa por uma profunda crise criativa nesta década. Basta olhar na quantidade de séries que são canceladas da noite pro dia, seja porque são muito ruins ou porque são medianas a ponto de se tornarem dispensáveis pela audiência. Retomando a Semana em Série, realizaremos aqui no blog uma análise das principais estreias da temporada no primeiro Semáforo! É isso mesmo: considerando o volume de séries para acompanharmos neste início, indicarei através de sinais (e não de estrelas) se tal produção merece ou não ser assistida (e repercutida), de acordo com os critérios do blog. Uma série que recebe o sinal vermelho logo de cara sairá da nossa cobertura e não voltará tão cedo (a não ser que melhore muito, mas muito mesmo, ou que extrema pressão popular exija seu retorno). Já um drama ou comédia com o sinal amarelo vai, inicialmente, ficar fora dos comentários semanais para uma análise com mais atenção e possível reclassificação para o sinal verde, onde será regular e sistematicamente comentada no blog, seja na Semana em Série ou no nosso Season Pass. Vamos lá?

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bcougarCougar Town (1×01: Pilot, 1×02, Into the Great Wide Open): A nova comédia da ABC estrelada pela ex-Friends e ex-Dirt Courteney Cox soa como uma tentativa desesperada de fazer humor. E um humor besta, sem qualquer tipo de refinamento, digno dos piores pastelões. Jules é uma mãe quarentona que, após o divórcio com o loser que a engravidou quando jovem, resolve correr atrás dos anos de farra que perdeu. Forçada ao extremo, a atuação de Cox é lamentável e o roteiro é simplório, limitando-se a colocá-la em situações constrangedoras (e gags físicas ridículas) com o único objetivo de arrancar riso do espectador de passagem. Temos também um elenco de coadjuvantes insosso que torna o resultado ainda mais desprazerosso de se assistir. Ora, o que foi o final do segundo episódio com a brincadeirinha do “susto” ou as fotografias das “aventuras” bêbadas de Jules? Se você rever a cena verá que muitas imagens simplesmente não fazem o menor sentido e só foram colocadas ali para fazer graça, sem o menor nexo com a história. Vergonha alheia total. Em apenas dois episódios Cougar Town mostrou que não tem conteúdo nem pra ser uma comédia descompromissada e divertida. Torço e espero por um cancelamento precoce.

bhankHank (1×01: Pilot): A premissa de Hank – pai desastrado e desatento que se envolve num escândalo financeiro e é obrigado a viver com a família na “classe média” – e sua execução porca, colocam mais uma mancha na carreira de Kelsey Grammer, que mal se recuperou de sua última bomba, a horrenda Back to You. Essa nova sitcom da ABC (alguém poderia proibir o canal de produzí-las?) é totalmente instantânea e pré-fabricada: o roteiro é raso, os cenários parecem terem sido reaproveitados de uma comédia cancelada qualquer de “família americana” e, pior de tudo, a série simplesmente não é engraçada. Todas as piadas são as mesmíssmas que já cansamos de ouvir em produções similares e, além de não ser nada inovadora, Hank evidencia a cada take o desconforto de Grammer no papel, bem como uma preguiça descomunal em compor uma personagem, pois ele se rende ao “básico” da atuação com suas caras e bocas. É deprimente ver o que o Frasier se tornou…

bpurposeAccidentally on Purpose (1×01: Pilot, 1×02: Memento, 1×03: One Night Stand): Apesar de simpática, Jenna Elfman já provou que é uma atriz limitada a uma personagem só: a mesma mulher descolada, desbocada e meio doidinha que fez algum sucesso no início da extinta Dharma & Gregg. A série traz uma premissa interessante, sobre uma mulher que engravida “sem querer, querendo” de um jovem sem futuro, mas o texto imediatamente esbarra em todos os clichês do gênero e no final sai mal apesar de conseguir arrancar uma risada aqui e outra ali. Falta, contudo, mais personagens carismáticos para a série emplacar, além de um roteiro mais ágil, contemporâneo e menos carregado de piadas óbvias de sexo. Essa de roomates que vivem brigando é tão velha como Tony Danza. A CBS conseguiu estabelecer-se bem com as sitcoms Two and a Half Men, How I Met Your Mother e The Big Bang Theory. Perto delas, Accidentaly on Purpose é mesmo um verdadeiro desastre proposital só pra compor a meia hora que faltava para inteirar o bloco.

bmiddleThe Middle (1×01: Pilot): Por mais “divertidinha” que pareça, The Middle por enquanto nada mais é que uma versão mais adulta de Malcom in the Middle, só que desta vez contada sob o olhar dos pais e não do filho do meio. Poxa, é com mais uma produção single-camera sobre uma família de classe média-baixa americana que a ABC quer reerguer seu núcleo de comédia? Fora as corretas atuações de Patricia Heaton e Neil Flynn, no fim das contas a série traz a sensação de “mais do mesmo”: tem o filho menor esquisito, a pré-adolescente que não se adapta e o marmanjo rebelde que no fundo está em busca de atenção. O roteiro é razoável, a produção é caprichada e a trilha-sonora acerta em diversos momentos, mas no final a sensação de vazio após ter assistido o piloto permanece e você acaba não conseguindo distinguir esta de outras séries como Aliens in America, According to Jim, ‘Til Death e por aí vai. Se conseguir melhorar nos próximos, vai pro Season Pass.

bmodernModern Family (1×01: Pilot, 1×02: The Bicycle Thief): Ah, como é bom ser positivamente surpreendido por uma nova série que você não dava nada. Pelos promos, Modern Family parecia querer ser uma versão familiar de The Office, mas em vez de restringir-se à cópia do estilo de câmera e das situações nonsense que ocorrem na filial da Dunder Mufflin, esta comédia soube ser autêntica e com um humor muito bem dosado, que não é carregado no “white trash” deprimente e, o mais importante, não trata o espectador como uma planta. Contando a história de três famílias modernas que, logo no final do primeiro episódio descobrirmos ser a mesma, a trama circunda com muito cuidado e leveza por alguns estereótipos clássicos como o do pai que quer ser “amigão” dos filhos, o vovô que casa com uma mulher mais nova (numa triunfal volta do eterno Ed O’Neil, o Al Bundy de Married… With Children) e até mesmo um divertido casal de homossexuais que resolve adotar um filho ao melhor estilo Brangelina. Este é o bom exemplo de criação, interpretação e produção que as outras comédias do canal ABC deveriam seguir. É possível fazer comédia sem se expor ao ridículo. [Season Pass]

bheroesHeroes (4×01: Orientation, 4×02: Jump, Push, Fall, 4×03: Ink): Eu já perdi a conta de quantas vezes eu já comecei uma resenha de Heroes dizendo que “eu já perdi a conta de quantas vezes o drama de Tim Kring deu inúmeras e desnecessárias voltas”. Sinceramente, não sei mais o que esperar de um novo volume onde novos personagens são aprensentados enquanto a história permanece estagnada no marasmo criativo dos roteiristas desta série. Depois de dois episódios que beiraram o insuportável de tão mal conduzidos e uma terceira parte igualmente aborrecida e nada esclarecedora, Heroes despede-se de nossa cobertura semanal, pois não dá mais pra ficar repercutindo cada vez que Hiro perde e retoma seu poder, ou cada vez que Sylar é destruído e retorna e, pior ainda, cada instante em que Noah Bennet vira a casaca para atender ao imediatismo de um roteiro incrivelmente furado, cansativo e sem fim. Será que terá um fim? Quantos reboots precisaremos testemunhar para nos dar conta que Tim Kring não tem talento? Chega. Chegou na 4a temporada já! Heroes foi longe demais só na promessa eterna. Quando finalmente isso acabar eu assisto tudo e digo aqui como terminará, mas por enquanto não dá mais. Acabou a paciência há muito tempo e agora acabou a boa vontade.

bmelroseplaceMelrose Place (1×02: Nightingale, 1×03: Grand, 1×04: Vine): Depois de quatro episódios, deu pra ver que Melrose Place foi uma série construída para tentar ser hit, com todos os elementos que um drama “ousado” precisa: um galã misterioso, uma falsa santa, uma desconhecida piradinha, um casal certinho e uma loira maravilhosa pra botar fogo em um condomínio californiano onde todos moram. Infelizmente até agora essa mistura não conseguiu dar liga. O texto não é tão ruim (já vimos muitas coisa pior, vai), mas também não podemos dizer que no fim de um episódio estamos loucos pelo próximo. A um porque a história da morte da tal Susan Sidney não empolga a ponto de querermos saber quem foi que a matou, já que ela não desperta a menor empatia de ninguém. A dois porque muito pouca coisa acontece numa série que deveria, no mínimo, ser mais agitada pelo elenco que tem. A CW muitas vezes parece que é o canal dos remakes apenas por ser, como se viabilizá-los fosse o objetivo final. Melrose Place precisa desenvolver e muito para ganhar um espaço fixo aqui. Quem sabe mais pra frente ela faça companhia a 90210 em nosso Season Pass

bfringeFringe (2×01: A New Day in the Old Town, 2×02: Night of Desirable Objects, 2×03: Fracture): Dificilmente uma série atual consegue iniciar uma segunda temporada de forma tão promissora quanto aconteceu com Fringe, ainda mais considerando o nível do finale, que deixou todo mundo boquiaberto. Digo mais: os eventos do padrão, sejam os provocados (o homem que troca de face) ou espontâneos (o garoto-escorpião) estão mais interessantes e aterrorizantes do que nunca e a química já estabelecida entre o elenco principal é invejável. A história também evoluiu consideravelmente, agora que objetivos maiores foram traçados, incluindo a inesperada morte de Charlie e a usurpação de sua imagem por aquele misterioso “ser”. Embora ainda desconhecidos, os responsáveis por toda esta conspiração estão tomando forma e, de maneira muito acertada, o roteiro permitiu que as bombásticas revelações da temporada anterior fossem bem aproveitadas com a súbita amnésia de Olivia, que terá que processar junto com o público o que aquele encontro com William Bell significou. Lembremos também que o Peter original também morreu pequeno e que este que vemos é a sua versão alternativa, o que é fundamental para compreendermos até o jeito sempre admirado que Walter sempre o olha. Outro fator positivo desta temporada foi a de estabelecer uma ameaça séria à divisão Fringe Science, que terá que lutar para manter-se “aberta” (leia-se, conseguir provas mais contundentes das manifestações do padrão e da séria ameaça que é iminente sobre o mundo). Por fim, registro aquela interessante, mas igualmente assombrosa forma de comunicação do soldado com uma provável realidade alternativa e a terrível indicação de que o tal Observador não está aqui somente para observar… Fringe consegue me assustar como poucos filmes de terror.

btraumaTrauma (1×01: Pilot): A NBC adora tentar reviver o passado e a aposta da vez é com Trauma. O drama emergencial é focado numa equipe de resgate de São Francisco, con direito a um piloto cheio de acidentes elaborados e de grande porte, além de muitos efeitos especiais que são apenas corretos para a TV. Mas a despeito de toda esta produção, o que falta na série são personagens cujo público possa se identificar. Sem apresentar ou aprofundar em qualquer aspecto da vida destes socorristas, a série já mergulha no “trabalho”, impedindo uma conexão inicial e necessária para manter o espectador interessado. Tem ação e muita movimentação, mas falta conteúdo até para repercutir. O impacto de Trauma, por enquanto, é apenas visual e lá para o terceiro resgate já cansou.

bmotherHow I Met Your Mother (5×01: Definitions, 5×02: Double Date, 5×03: Robin 101): Que bom que este 5o ano de How I Met Your Mother voltou mais divertido e dando uma importância menor ao sentimentalismo barato como estava acontecendo na metade final da temporada anterior. O relacionamento entre Barney e Robin deu uma boa guinada na história e virou o cerne deste início, tanto que os três primeiros episódios foram basicamente sobre eles, desde a estreia com a indefinição do casal sobre o seu “status” até culminar no excelente Robin 101 (um dos melhores de toda a série) em que Ted vira o professor particular de Barney e o assunto é a canadense, seus trejeitos, suas manias e esquisitisses. Me lembrou muito os clássicos episódios de Friends em que a história é totalmente sustentada no universo rico das personagens. Ponto positivíssimo para a comédia. Que bom que eles deram a volta por cima!

bteoryThe Big Bang Theory (3×01: The Electric Can Opener Fluctuation, 3×02: The Jiminy Conjecture, 3×03: The Gotholowitz Deviation): Perto de Jim Parsons o restante do elenco de The Big Bang Theory imediatamente esmaece e os mais prejudicados são John Galecki (Leonard) e Kunal Nayyar (Raj). Digo isso porque o casal Penny/Leonard formado não consegue convencer por nada e eles acabam deixando algumas cenas bastante mornas. Aliás, sem as personagens Sheldon e Howard, a comédia não poderia sequer existir, pois basta um murmuro do nerd mor ou uma entrada em cena do desajeitado galanteador (vestido de gótico) para a plateia cair no riso. O mesmo não pode ser dito, por exemplo, da já batida timidez do indiano quando sóbrio em frente de mulheres. Este início, contudo, conseguiu ficar fácil no saldo positivo, pois o roteiro é quase sempre impecável. Destaco o experimento que o sempre sagaz Sheldon Cooper realizou em Penny, educando-a como um cachorrinho em seu apartamento, que já é um dos melhores momentos desta comédia.

Calma que ainda não acabou! Nesta segunda terça faremos mais uma rodada do Semáforo com comentários de (e já adianto as cores): Grey’s Anatomy, Gossip Girl, Brothers & Sisters, Californication, The Good Wife, Dexter, Bored to Death, House, Glee, Eastwick, The Office, Community, FlashForward, Dollhouse e Mercy!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Accidentally on Purpose, Cougar Town, Fringe, Hank, Heroes, How I Met Your Mother, Melrose Place, Modern Family, The Big Bang Theory, The Middle, Trauma Tags: , ,
07/10/2009 - 08:31

Entourage: O Rei de Hollywood

Alerta de Spoiler - Brasil
comment1159A 6ª temporada de Entourage foi irregular, intercalando episódios muito bons com outros bem medianos e que desfocaram a trama com casos batidos, como a indecisão de Eric sobre Ashley para chegar na reta final “decidido” a voltar para Sloane. Também tivemos o morno romance de Turtle com a Jamie-Lynn Sigler, mais para explorar a relação que os dois mantém na vida real do que para ter algum propósito na história. Isso sem contar que mais uma vez Vince passou despercebido durante a maior parte dos episódios, relegado à 5º plano, o que pra mim é inaceitável, porque ele é escalado como protagonista da comédia. O que sobrou então do último episódio que comentei aqui no blog, The Sorkin Notes, para o final exibido no último domingo? Ora, tirando uma ou outra participação de famosos, foi a verdadeira guerra entre Ari Gold e Lloyd, num ascendente clima de tensão após o pedido de demissão do japinha, que acabou salvando o dia. O ator Rex Lee aterrisou em Entourage para uma participação pequena e pra servir de escada para Jeremy Piven e hoje ele assume um dos pilares que sustenta a atração. Pelo menos a série não perdeu a sua sutileza, nos momentos que mostra a admiração contida do dono da MGA quando seu “pupilo” consegue o contrato com Johnny Drama ou quando a frivolidade do mundinho de Hollywood vem à tona através do comportamento errático e blazé de Chase. O final foi mais um resumo de tudo que esperávamos que acontecesse, como o pedido de casamento de Eric para Sloane e a compra da agência concorrente por Ari, que deu o seu show na hora de despedir os antigos desafetos com um marcador de paintballl, estabelecendo seu reino em Hollywood. É uma pena que não podemos classificar esta entre as melhores temporadas da série, pois ficou claro que faltou alguma coisa para a comédia emplacar novamente. Às vezes a indicação de que a turma deverá começar a se separar para cada um seguir seu caminho, como o episódio rapidamente vislumbrou, não seja uma má ideia.

Cotação Bruno Carvalho: starhalf
Episódios “6×09: Security Briefs”, “6×10: Berried Alive”, “6×11: Scared Straight” e “6×12: Give a Little Bit” exibidos em Setembro e Outubro na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Entourage Tags: , ,
05/10/2009 - 00:01

Falando Sobre Talk-Shows

Na semana que estive em Hollywood decidi que tentaria ir a três dos quatro principais talk-shows dos EUA: o Tonight Show with Conan O’Brien, o The Jay Leno Show e o Jimmy Kimmel Live, que são gravados na Califórnia. O primeiro que tentei foi o Conan, o único programa cujos convites já estavam esgotados há semanas (todos são de graça e distribuídos no website de cada atração). Por isso, me informei lá que todo dia pela manhã algumas senhas são distribuídas no portão 3 da NBC/Universal e foi pra lá que eu fui às 8 da manhã, onde me deparei com uma fila já formada de umas dez pessoas. Uma hora e meia depois uma portinhola abriu e a produtora  apareceu com uns “stand-by tickets” numerados, que não garantem a entrada. Com instruções de retornarmos às 15h do mesmo dia, fui para a Universal Studios passar o tempo na esperança de ver os convidados Ricky Gervais e a banda Lynyrd Skynyrd que estavam agendados para aquele dia. No retorno, descobri que o auditório do Conan comporta cerca de 250 pessoas e que mais de 200 já haviam passado os portões do forno estacionamento onde eles nos mantêm. Felizmente 18 das mais de 50 pessoas que estavam na espera foram chamadas, dentre as quais este que vos escreve. Ao contrário da gravação de uma sitcom, que leva muitas horas, os talk-shows em si são quase inteiros gravados sem interrupções, num ritmo muito mais rápido.

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É uma pena, contudo, que a captação de qualquer imagem no estúdio é estritamente proibida e vocês não sabem o quanto eu queria tirar o celular para registrar para vocês o momento em que Ricky Gervais jogou uma caneca d’água no topete do Conan! Seguranças e pages ficam o tempo inteiro fiscalizando a plateia e, cada vez que alguém ameaça mexer em algum equipamento eletrônico, é imediatamente repreendido (até mesmo o senhor atrás de mim com um iPod sem câmera). Mais uma vez, embora o estúdio do Tonight Show seja tido como “enorme” comparado com os demais, senti novamente a sensação de que tudo na TV aparenta ser bem maior do que realmente é. Os cenários são incrivelmente pequenos ao ponto até de ser desapontador. Conan conduziu o programa com sua agilidade de costume, porém ele claramente mantém certa distância do público presente, evitando interagir com as pessoas antes e durante os intervalos. Além disso, fomos orientados diversas vezes a não atrapalhar com aplausos fora de hora (leia-se, quando aquele clássico letreiro escrito “APLAUDIR” é acendido), já que eles raramente editam o programa, ainda que não seja exibido ao vivo.

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Já no The Jay Leno Show, em Burbank, a experiência foi mais agradável por eu já ter o convite impresso da Internet, o que me economizou umas 3 horas de filas no insuportável sol (sim, eles também deixam a gente fritando no estacionamento!). Além disso, logo que cheguei fui recebido por um page que rapidamente se identificou como brasileiro ao ver a camisa da seleção que levei para tentar dar de presente ao Jay. Ele me deu a preciosa informação de que antes de cada gravação o apresentador vai pessoalmente fazer o “aquecimento” da plateia e é neste momento que ele atende algumas pessoas, recebe presentes e responde perguntas. Aí fui chamado no palco para entregar a camisa e Leno o tempo todo ficava se referindo a mim como “o Brazil”. Como aparelhos eletrônicos também não são permitidos, um fotógrafo com uma Polaroid tira nossa foto. O convidado principal não foi dos melhores, Rush Limbaugh, um radialista republicano e repugnante que foi se posicionar contra o “socialismo” de Barack Obama e sua proposta de plano de saúde. Pelo menos a tarde se encerrou com uma performance da belíssima Joss Stone (que cantou You’re The One For Me a poucos passos de mim) com o Smokey Robinson.

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No último dia do tour foi a vez de conferir o Jimmy Kimmel Live, que é gravado na Hollywood Boulevard em frente ao teatro chinês. Carismático, Kimmel é o menos badalado dos três apresentadores, mas o clima de sua atração é mais descontraído do que as demais, com um auditório menor, menos mecânico e um procedimento de segurança consideravelmente mais tranquilo (na NBC você se sente como um terrorista disfarçado o tempo todo, tamanha a obsessão de todos à sua volta). Nos três programas ficou evidente a noção de que aquilo é o verdadeiro show-business: existe sim a parte do entretenimento com as piadas e os números musicais, mas nos bastidores vemos como eles levam tudo muito à sério, com diversas reuniões de pauta a cada intervalo, milhares de produtores sinalizando pra lá e pra cá e um rigoroso timing para que tudo vá ao ar de forma impecável. Em certos momentos dá pra ver que rola muita tensão e que o trabalho de todos os envolvidos é intenso. De toda forma, foi mais uma enriquecedora experiência e à noite conferi o resultado de cada gravação na TV. No dia seguinte eles estão lá pra começar tudo de novo, igual todos nós. Hollywood definitivamente não me parece mais tão glamurosa quanto eu achava que fosse…

P.S.: No final de semana assisti a 44 episódios de séries para editar a Semana em Série, que virá em breve. Agradeço a compreensão, pois tudo atrasou com a viagem.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LiGado em Série em Hollywood Tags: , ,
01/10/2009 - 00:01

Como é a Gravação de Uma Sitcom?

Muita gente acha que as risadas que são ouvidas em comédias como Friends, Seinfeld, The Big Bang Theory etc. são “falsas”. Não é verdade. Na semana passada visitei os estúdios da Warner em Burbank, Califórnia, fui ao set de Two and a Half Men e assisti à gravação de um episódio da nova temporada The New Adventures of Old Christine. Sim, existe mesmo uma plateia in loco onde os convidados literalmente presenciam take a take todo o longo e cansativo processo que é realizado para por um episódio de 22 minutos no ar. Os convites são gratuitos e distribuídos de diversas formas, seja pela Internet ou através de empresas parceiras do estúdio. Qualquer pessoa pode participar, desde que maior de 16 anos. Após entrar no gigantesco lot da Warner, fomos encaminhados para uma fila improvisada no estacionamento (num calor infernal) e, em grupos pequenos, fomos conduzidos para o sound stage onde a série é gravada. Logo de cara a surpresa: tudo é incrivelmente menor do que aparece na TV. De frente para nós estava montado o set da casa da velha Christine e para os lados víamos a sala casa da nova Christine e o consultório do Matthew.

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Nosso grupo do InFilm chegou por volta de três e meia da tarde, mas a gravação em si começou somente depois das cinco. Neste ínterim, um comediante ficou animando a plateia e repassando algumas instruções (fotografias são totalmente proibidas e é quase impossível tirar uma foto sem ser repreendido) e depois passam um vídeo com o episódio anterior já gravado, para o público entender o contexto. Logo em seguida os atores são chamados um a um, deixando Julia Louis-Dreyfuss, a estrela da comédia, por último. O episódio que vi não teve a participação de Wanda Sykes e nem do filho de Christine, mas contou com a ilustre presença de Eric MacCormack (Will & Grace, Trust Me) interpretando um psicólogo colega de Matthew. A impressão dos atores foi muito positiva e eles foram simpáticos com a plateia (especialmente Julia), mas Hamish Linklater (o Matthew) é esquisitíssimo e ficava com uns tiques nervosos o tempo inteiro. Aí, após alguns retoques de maquiagem, remarcação de objetos cênicos de acordo com o padrão da série (continuísmo), as câmeras são posicionadas e a gravação finalmente começa.

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Mais uma vez fui surpreendido com a agilidade dos atores que já chegam com o texto e posicionamentos minimamente ensaiados, assim como pelos cortes de câmera que são realizados na hora, economizando um precioso tempo de pós-produção. Mas o aspecto mais interessante (e cansativo) da gravação de uma sitcom é a edição do roteiro no próprio estúdio. Explico: nem sempre o que está no papel agrada o público e, por isso, muita coisa é reescrita e repassada ao elenco ali mesmo. As mudanças no roteiro chegam a ser drásticas e quase sempre mudam para melhor. As alterações ocorrem desde o timing de algumas piadas até mesmo o corte ou modificação radical de alguns diálogos, o que faz com que cada cena seja gravada pelo menos três vezes para então as câmeras serem reposicionadas para um novo take em um cenário diferente. Quando não temos visibilidade do que está ocorrendo, monitores mostram toda a ação para a captação das nossas risadas e reações. Conversando com o page, confirmei que há sim alguma edição sonora das risadas do público, mas apenas para ajustar a intensidade de forma a não atrapalhar uma cena (mais alto ou mais baixo, somente). Até mesmo as externas pré-gravadas são exibidas lá para captarem a reação real do público.

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Tudo isso pode levar mais de oito horas (dependendo da sintonia de cada produção) e por isso eles distribuem água e comida para os presentes. Contudo, algo que me preocupou bastante foi a orientação do comediante no início para nós “rirmos bem alto de tudo”, já que assim menos cenas seriam reescritas e com isso seríamos liberados mais cedo. Ora, mas se forçássemos o riso apenas para tal fim, não estaríamos contribuindo para que um episódio com um roteiro mediano vá para o ar? Eu entendo que sim, mas depois de cinco horas lá eu já estava gargalhando de cada fala. No final, consegui conversar com a supervisora de roteiro e comentei que a série faz um considerável sucesso no Brasil. Ela então comentou isso com o diretor, que comentou com a criadora da série e a informação chegou aos ouvidos de Julia Louis-Dreyfuss, que estava a poucos metros de distância de nós. Ela respondeu: “É eu sei, nós fazemos mais sucesso na América Latina do que aqui“. Verdade. Enfim, participar de uma gravação dessas é uma experiência interessantíssima, mas bem maçante. Acho que até mesmo se fosse uma série que eu adorasse como The Big ang Theory, também ficaria entediado em determinados momentos. É sempre melhor ver tudo pronto, editado e com as nossas risadas na TV.

Alerta de Spoiler – No episódio que vimos, a velha Christine foi trabalhar como secretária de Matthew na clínica enquanto a academia estava fechada. Lá ela deu em cima da personagem de Eric MacCormack, um psicólogo que já foi condenado diversas vezes por “avançar” em suas clientes. No final ela acaba fazendo terapia com ele, pra felicidade de todos: “Christine finalmente está se tratando? Aleluia”, diz o ex-marido Richard. Aliás, foi neste episódio também que ele reatou o romance com a nova Christine.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LiGado em Série em Hollywood, Old Christine Tags: , , ,
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