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20/11/2009 - 10:54

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bhouseHouse (6×06: Known Unknowns): OK, sabemos que esta temporada de House está focando menos nos pacientes, motivo pelo qual os casos estão necessariamente mais desinteressantes para permitir que o público preste mais atenção no que anda acontecendo com House, Wilson, Foreman, Chase, Cameron e, claro, Cuddy. Mas sinceramente, o imbróglio do tão aguardado envolvimento entre o médico rabugento e a gerente do hospital está longe de empolgar. Aliás, vou além e digo que este foi um dos episódios mais maçantes de toda a série. O que salvou em parte foi ver o desenvolvimento da revelação de Chase para Cameron sobre a morte do tirano, mas ainda assim eu esperava algo mais explosivo e menos compreensível da parte dela. Talvez este seja o início de uma excelente storyline, mas por enquanto deixou a desejar.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×06: Glass Houses; 3×07: So Here’s the Thing): Finalmente Californication engenou numa história que, apesar de clichê, deu uma boa movimentada na série. Como sempre Hank aprontou, só que desta vez aproveitando que Karen estava em outro CEP, o sujeito passou dos limites e enfeitiçou três mulheres completamente diferentes. Mas com a decisão da família Moody morar em Nova York (o que sabemos que, eventualmente, não vai colar), o doidão teve que sair por aí pra tentar apagar os diversos focos de incêndio que iniciou. A tarefa, por óbvio, se mostrou comicamente mais complicada do que o normal rendendo os melhores momentos da temporada. Todas querem Hank e ele quer todas e quero só ver o que vai dar tudo isso. Com fillers ou não, Californication é sempre um ótimo e prazeroso passatempo.
Cotação Bruno Carvalho:

bgleeGlee (1×09: Wheels): Fugindo um pouco do que acontece “dentro” da tela, eu fico indignado quando tais “grupos representativos” de alguma minoria utilizam algo extremamente inofensivo para chamarem atenção. E mesmo fazendo um episódio dedicado à evidenciar as dificuldades que deficientes físicos passam no dia a dia, sem tornar-se pedante ou exageradamente complacente, a associação que representa os portadores de deficiência móvel se prostaram contra a série apenas porque o ator que interpreta o cadeirante, na realidade, não é um. Ora, gente, isso é uma série e a escolha dele foi feita basicamente de acordo com critérios artísticos. Sobre o episódio em si, foi bom que eles avançaram um pouco sobre o campeonato em que o grupo Glee participará (ora, pelo menos já resolveram a questão do transporte), mas o que chamou a atenção não foram nem os números musicais ou o experimento “social” do Sr. Schuester. A grande lição, quem diria, veio de Sue Sylvester. Sempre impiedosa com tudo e com todos, já estávamos esperando o pior quando uma portadora de Síndrome de Down foi fazer o teste para ser uma de suas líderes de torcida. Ela também não foi condescendente (como a maioria) e tratou-a como uma pessoa normal, como deveria ser tratada. Tal sensibilidade, como vimos, decorre de família, já que ela tem uma irmã em situação semelhante. Glee se sobressaiu neste episódio, justo este que fora injustamente atacado.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bfnlFriday Night Lights (4×03: In the Skin of a Lion): Buddy Garrity sempre foi uma das figuras que mais gosto em Friday Night Lights. Com uma aparência imponente e traços fortes, é difícil imaginar à princípio que ali está um homem tão bom, justo e apaixonado pelo futebol. E se tem uma coisa que se destaca nesta série é a paixão que personagens como esta exalam. Seja o treinador Taylor por seu time, a diretora Tammy pela justiça e até o pacato Matt Saracen por sua debilitada avó. Mas um dos pontos altos já deste início foi o discurso cândido e merecido de Buddy aos “colegas” que só pensam no trunfo dos Panthers às custas da humilhação de Taylor. Foi naquele momento, cercado de gente falsa e com propósitos escusos como o de John McCoy que ele percebeu que o que importa não é a afiliação a um nome ou um emblema e sim àqueles que estão e sempre estiveram apoiando-o. Friday Night Lights vem apresentando mais um início de temporada consistente e emocionante como poucos dramas sabem fazer hoje em dia.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bvV (1×02: There is no Normal Anymore): Muita coisa mudou do piloto de V com relação a este segundo episódio, algumas pra melhor e outras pra pior. O que melhorou foi o ritmo que deixou de ser atropelado, permitindo que o espectador possa digerir o que está vendo com mais calma. Por outro lado, o desenvolvimento das personagens (fundamental para o bom estabelecimento de qualquer série) ainda está aquém do ideal, investindo pouco na história da protagonista Erica ou de coadjuvantes como o repórter Chad. Além de termos a visão global da “invasão”, que está sendo muito bem conduzida através de flashes das naves ao redor do planeta, a série precisa trazer o ponto de vista pessoal para que o público se conecte. Figuras como o padre que não parece padre não ajudam e só servem para criar antipatia. E ao passo que o caso de Morris, o ET do bem, empolga ao vermos que sua família está em risco, o tal romancezinho entre o filho mala de Erica com a “embaixadora” loirinha ultrapassa todos os clichês. O cliffhanger foi apenas adequado, pois deu a entender que V poderá copiar a fórmula da ressurreição de Battlestar Galactica. Espero que eu esteja errado.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Californication, Friday Night Lights, Glee, House, v Tags: , ,
19/11/2009 - 21:31

Gossip Girl e a Desconstrução de Personagens

Alerta de Spoiler - Brasil
comment1183Muita gente me mandou e-mails, tweets e comentários perguntando por que eu “cancelei” a cobertura semanal de Gossip Girl, drama teen que eu já tanto elogiei, bem assim no meio da temporada. Bom, nem preciso dizer que este 3º ano está bem aquém dos anteriores, mas o fator mais sensível ao meu ver é a constante desconstrução sem critérios das personagens da série, no mesmo estilo pastelão “Tim Kring/Heroes“. As principais mudanças injustificadas aconteceram com Blair e Dan. A socialite com personalidade forte e influente foi substituída por uma loser total, muitas vezes sem a menor coerência com a trama. E sobre a cena de sexo à três envolvendo Dan, Olivia e Vanessa, só posso dizer que não passou de uma jogada baixa dos produtores e roteiristas para tentar criar alguma polêmica e resgatar a audiência que vai diminuindo a cada semana. Ora, todo o “contexto” que construíram para levar Dan àquele momento, além de não convencer ninguém soou extremamente forçado. Desse jeito, sabendo que tudo pode mudar a qualquer hora estritamente em função de fatores externos (a pressão dos executivos da CW, especialmente) e não criativos, me desanima a seguir semana por semana os acontecimentos desta série. Por isso prefiro ter uma visão global e comentar retroativamente a temporada de uma vez no Season Pass, quando ela acabar ou, pelo menos, no fall finale de daqui algumas semanas. É isso.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Gossip Girl Tags: , , ,
19/11/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bmotherHow I Met Your Mother (5×06: Bagpipes; 5×07: The Rough Patch): Estes últimos dois episódios de How I Met Your Mother desenvolveram e encerraram muito bem o arco do romance entre Robin e Barney sem deixar que a coisa ficasse desgastada, como acontece com muitas séries. Trazendo à tona os problemas em Bagpipes, a comédia rapidamente pulou para o inevitável término do relacionamento do casal que tenta, mas não consegue ser cool quando está junto. E foi no excelente The Rough Patch que vimos o calvário dos dois para perceber o quanto faziam mal um ao outro, mas sem perder o bom humor de costume, já que Barney engordou horrores (exageradamente sob o ponto de vista do Ted futuro, claro) e Robin virou uma baranga totalmente sem noção. Eu já disse várias vezes e repito que How I Met Your Mother sempre se sobressai quando faz uma crônica inteligente sobre os diversos aspectos da vida. Show!
Cotação Bruno Carvalho:

bteoryThe Big Bang Theory (3×06: The Cornhusker Vortex; 3×07: The Guitarrist Amplification): Eu continuo achando que explorar o “relacionamento” entre Leonard e Penny no fim não faz bem pra The Big Bang Theory, justamente porque os dois juntos não convencem por nada. Assim, depois de cada episódio, seja quando a moça convida toda a galera pra ver futebol ou quando um amigo guitarrista está pra dividir apartamento com ela, a suposta ameaça que isso traria a Leonard não atinge o objetivo proposto (fora a química quase negativa dos intépretes John Galecki e Kaley Cuoco). Eu não me importo com o que vai ocorrer com eles e exatamente por isso acho que a comédia deveria focar mais no universo geek dos protagonistas do que em um romance desinteressante. A nota alta (costume nesta série), por enquanto, fica pra próxima.
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×07: Unorthodox): A ideia de uma justiça mais “flexível” e mutável é característica do common law adotado pelos EUA, onde não apenas a legislação é fonte do Direito, mas também as decisões de tribunais chamadas de precedentes. No Brasil não temos isso enraizado desta forma e por isso algumas situações em The Good Wife podem parecer forçadas, mas não são. E foi em um caso bastante inortodoxo que Alicia precisou desmascarar uma farsa que visava extorquir judeus ortodoxos. Estes, por obedecerem o shabath (período semanal em que os fieis estão proibidos de realizar qualquer tipo trabalho), supostamente causaram danos físicos a uma senhora por se absterem de consertar um fio que passava em sua propriedade. Nasceu aí uma interessante discussão jurídica sobre qual seria a lei prevalescente: o princípio constitucional de liberdade ao credo ou o dever de indenizar pelo ato culposo de acordo com a Lei civil. Apesar de muito bem conduzido como o anterior, o episódio pecou em seu ato final por evitar o debate, vertendo o caso mais uma vez para o lado “investigativo”. É aí que The Good Wife perde parte de seu charme, como se seus autores desistissem de concluir qual seria o caminho adotado para resolver a questão no tribunal. Fora isso, o drama segue intrigante, ainda mais agora que o filho da boa esposa retomou a busca por verdades envolvendo a prisão do pai. Tem uma boa história aí…
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×08: Playing Cards With Coyote): Ótimo! Genial! Espetacular! Eu simplesmente adorei a ideia que os produtores de FlashForward tiveram de fazer o pior episódio da série até agora. Ora, isso significa que, uma vez no fundo do poço, eles só tendem a subir e melhorar, (ou não?)! Começando com mais um “clipe musical” totalmente inadequado, Playing Cards With Coyote chegou ao cúmulo de mostrar uma cena onde os supostos responsáveis pelo apagão de todo o planeta decidem através de um jogo de cartas se vão ou não contar a verdade para o público (isso na frente dos outros jogadores e funcionários). Eu não sei o que ficou mais ridículo, se foi o canastrão Simon propondo a decisão do impasse no melhor estilo Cassino Royale ou se foi o até então coerente Lloyd aceitando o esdrúxulo “desafio”. Francamente não sei o que esperar mais de uma série que prometeu tanto e conseguiu fazer de tudo até agora, exceto cumprir o prometido: ser um bom drama de mistério. As histórias paralelas, então, como a da filha de Aaron que não morreu e a introdução de novos rostos a cada finale tornam essa bagunça cada vez mais maçante. Como eu falei, isso é bom, pois não vejo no meu flashforward como isso pode piorar. Do contrário, o futuro da série será tão inevitável quanto o daqueles que em 2010 não viram nada.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Ah, sim. Gossip Girl e Brothers & Sisters deixam nossa cobertura semanal e passam para o Season Pass. A primeira porque simplesmente desandou muito nos últimos capítulos e a segunda, apesar de eu gostar muito, anda rendendo pouco assunto para repercutir (ou querem que eu discorra sobre a ceninha “Laços de Família” de Kitty Walker e seu câncer?). Aí podem perguntar:  ”mas FlashForward sempre recebe críticas negativas e continua, qual o critério?” Ora, o critério é subjetivo e julgo que mesmo ruim, o drama do apagão rende muito mais assunto (ainda que negativo), de forma que as resenhas não soam vazias. De qualquer forma, continuarei acompanhando todas as séries que “cancelo” aqui e mais pra frente falamos delas quando as pausas começarem, ok? Aguardo o seu comentário e amanhã tem a segunda parte!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Brothers & Sisters, FlashForward, Gossip Girl, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
18/11/2009 - 00:01

Fringe: Ação Humana

Alerta de Spoiler - Brasil
comment1182Fraco, inócuo e incoerente. Estes seriam os adjetivos justos para descrever o sétimo episódio de Fringe. Seriam se não fosse pela revelação (ou revolução, eu diria) trazida pelos seus instantes finais com Nina Sharp “teclando”, que mudaram toda a visão que tínhamos não apenas do capítulo, como também de toda a série até agora. Abordando um caso envolvendo controle mental, a divisão de ciência marginal do FBI se deparou com um inimigo desconhecido, que revelou ser o filho de um cientista da Massive Dynamic que usou o experimento de seu pai para sair numa rota de morte e destruição em busca de sua mãe biológica. O que não fazia sentido algum, contudo, era a forma com que Tyler “acidentalmente” havia se tornado um poderoso controlador de mentes – numa rara combinação entre um distúrbio cognitivo e acesso ocasional a um super medicamento – e ainda um inescrupuloso assassino. Eu estava achando que Fringe havia passado dos limites, pois o episódio não traria nada de concreto à série se tudo fosse um acidente e não uma manifestação do Padrão. Olivia, quem diria, estava certa, já que todas as pistas acabam apontando de volta para a poderosa organização. E eis que, pela primeira vez, a série explicitamente colocou a corporação de William Bell por trás deste e de vários outros casos como a principal fomentadora dos bizarros experimentos que assolam o mundo. Tyler, então, foi apenas um dos “clones” gerados através de barriga-de-aluguel, biologicamente preparado para atingir o objetivo almejado. O problema é que as coisas saíram do controle justamente porque este “surtou” e, mental e quimicamente desiquilibrado, resolveu investigar seu passado a qualquer custo. Com Of Human Action o drama atinge mais um de seus ápices e prepara o terreno para intrigantes possibilidades que observaremos com muita atenção no próximo episódio.

Cotação Bruno Carvalho: starhalf
Episódio “2×07: Of Human Action” exibido em 12/11/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , ,
17/11/2009 - 00:01

Dexter: Culpa Gravíssima

Alerta de Spoiler - Brasil
“Até eu fiquei perturbado com isso”, pensou Dexter em determinado momento de mais um excelente episódio, ao deparar-se com o peculiar e grotesco trabalho de um famoso fotógrafo. Por isso, quando uma de suas modelos apareceu morta, todos os dedos foram imediatamente apontados para o arrogante artista que costuma retratar mulheres com sangue, tripas para fora e olhos negros em seus editoriais. Enquanto isso, o analista da polícia de Miami continua na luta para conciliar sua vida familiar com a secreta e, para isso, recorreu mais uma vez aos sábios conselhos de seu algoz Trinity. Claramente fascinado com o assassino tríplice – afinal, ele passara tanto tempo matando sem ser pego – Dexter está postergando matá-lo enquanto este vem sendo útil com seus conselhos. Mas algo deu muito errado. Um inocente fora morto pelas mãos do Dark Defender. A pergunta que pode ser feita é: diante de todos os fatos, Dexter teve culpa em matar a pessoa errada? Teve, e muita. Depois de ignorar o Código de seu pai Harry mais uma vez e apressar a due dilligence sobre sua potencial vítima, ele praticamente ignorou diversos fatos como, por exemplo, investigar os outros funcionários do estúdio, deixando suas emoções (leia-se: o desprezo pelo artista) falar mais alto.

comment1181

Dexter poderia sim ter evitado este terrível resultado empregando os meios dos quais costumeiramente utiliza para selar o destino dos criminosos que captura. A máscara do justiceiro caiu, sem nenhuma atenuante. Imputabilidade, potencial consciência sobre a ilicitude do fato e exigibilidade de conduta diversa são os elementos da culpabilidade presentes (e que sempre existiram em suas execuções), mas que antes eram (por nós) relevados, já que ele fazia em prol do “bem” da sociedade. Qual é a diferença, então, entre Dexter e Trinity depois deste ocorrido? Ambos são psicopatas que cometem crimes relacionados com um passado traumatizante e que justificam suas ações com base em verdades que optaram acreditar ou seguir. Como eu disse nos comentários das primeiras temporadas, bastaria uma execução falha para que o sistema inteiro de Dexter, inclusive o Código de Harry, (seja ele seguido à risca ou não) entrasse em colapso. Porém, da mesma forma que Trinity é uma figura ambígua, misteriosa e sombria, que atiça a curiosidade de Dexter; este, da mesma forma, consegue despertar em nós este mesmo sentimento: o fascínio incondicional. Esta é a prova irrefutável da qualidade e distinção do roteiro desta incrível série.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “4×07: Slack Tide” exibido em 08/11/2009 no Showtime americano.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter Tags: , ,
16/11/2009 - 00:01

Grey’s Anatomy: Velhos Hábitos

Alerta de Spoiler - Brasil
A arte de construir uma boa história ao longo do tempo, investindo na construção de sólidos arcos episódicos é algo cada vez mais raro entre os roteiristas de hoje em dia. O que impera atualmente é o imediatismo de se criar uma boa premissa sem se preocuparem como irão desenvolvê-la dois ou três semanas à frente. Continuando na contra-mão desta corrente está Shonda Rhimes com Grey’s Anatomy, pois ela provou, mais uma vez, que sabe muito bem o que está fazendo ao conduzir sua criação. Há vários episódios venho constatando e evidenciando que o Chief Richard tornou-se completamente inepto no desempenho de suas funções no hospital, seja ao lidar com a fusão ou a tomar decisões completamente equivocadas com seu staff. Mas eis que New History chega trazendo uma triste verdade sobre o comandante do Seattle Grace que sempre esteve presente e ninguém nunca notou ou sequer se preocupou a notar. Esgotado pela dura rotina de cirurgias e decisões administrativas, o Chief recorreu à bebida e nela foi se perdendo aos poucos.

comment1180

Alcoólatra verdadeiramente anônimo sabe-se lá desde quando, fato é que ele mesmo percebeu que algo precisa mudar depois que errou feio em um procedimento provavelmente realizado sob influência. E quem diria que nem sua esposa nem as pessoas mais próximas faziam a menor ideia do que se passava com o sujeito. Quem secretamente lidava com tudo era Joe, o dono do bar! O episódio ainda deixou de lado a intensidade “médica” que vimos nas últimas semanas e retomou as histórias pendentes, como a do afastamento de Izzie, e inicou um promissor novo caso com a chegada da nova especialista cardiológica. Tudo bem que os motivos do afastamento da loira podem não ter convencido muita gente, e certamente não convenceu Karev, mas o que não falta é tempo para que esta trama se desenvolva. Bom também que Miranda Bailey retornou à posição de destaque que sempre mereceu, com bastante tempo em tela dedicado à esta excelente personagem. Semana após semana Grey’s Anatomy destila sensibilidade, se mantendo como um dos poucos dramas que realmente dá gosto de ver e de vibrar quando um novo capítulo chega.

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio “6×09: New History” exibido em 12/11/2009 na ABC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Greys Anatomy Tags: , ,
13/11/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bfringeFringe (2×06: Earthling): Depois de longas semanas, Fringe retorna com mais um episódio fenomenal! Ora, e daí se não falaram nada da conspiração, de William Bell e de outras dimensões? Somente aquela cena inicial com o marido preparando uma surpresa para a mulher já valeu de tão assustadora. E que surpresa, não? O sujeito fora reduzido a pó por uma espécie de “entidade” que misteriosamente se movimentava como uma sombra ou um vulto. É fascinante não apenas a forma com que os casos são conduzidos – que como já disse aqui, consegue dar um tom de plausibilidade nos acontecimentos mais bizarros -, mas também pela invejável sintonia do elenco que vai ficando cada vez mais afiada. Além disso, Earthlings explorou, pela primeira vez, o lado pessoal do agente Broyles e ainda evidenciou que existe uma rixa latente entre o FBI e a CIA com relação às manifestações do padrão. O que a Central de Inteligência Americana esconde?  Sim, é claro que no final das contas o episódio empalideceu um pouco por não “conectar” tudo que vimos ao resto da trama, mas isso é questão de tempo como bem sabemos. E mesmo levemente pálida, Fringe brilha muito.
Cotação Bruno Carvalho:

bgreysGrey’s Anatomy (6×08: Invest in Love): Se o episódio anterior de Grey’s Anatomy foi sobre paz e calmaria através do olhar de Sheppard, bem, este foi sobre conflitos. Desta vez o drama percorreu as dificuldades que os dias e noites vivendo em função do hospital frequentemente trazem na vida dos casais (que também foram formados lá). Existem os que separam os sentimentos deixando-os do lado de fora da sala de operações e os que apenas dizem que fazem isso. Isso acontece com Yang e Hunt, respectivamente, pois bastou a moça contestar seu companheiro durante um procedimento e “voar solo“, que os problemas começaram a bater em sua porta. Mas quem vem se destacando muito nesta temporada é Arizona e este definitivamente foi o melhor episódio dela, ao enfrentar o inepto (e cada vez mais repugnante) Chief daquela forma, além de transmitir muito bem sua dedicação à ala de pediatria (em histórias contadas com muita sensibilidade pelos roteiristas). Grey’s Anatomy está sem querer (querendo?) adotando a estrutura narrativa similar à de LOST, que a cada semana concede uma atenção maior a determinada personagem e isso está sendo muito positivo. Parte, claro, em função das licenças de Ellen Pompeo e Katherine Heigl, mas isso é algo para Shonda Rhimes incorporar daqui pra frente. Mais um ótimo episódio!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

30 Rock (4×02: Into the Crevasse, 4×03: Stone Mountain): Todos os prêmios que 30 Rock já levou são uma prova inequívoca do quanto esta série é genial. Mas tenho que confessar que após o ótimo início de temporada, a comédia deu uma leve caída nestes últimos Into the Crevasse e Stone Mountain, demonstrando pontuais sinais de “cansaço”. Sim, o roteiro continua afiado e com 1.249 piadas por cena, mas não sei… Falta alguma coisa! Essa de escalarem um novo comediante para o TGS não é das melhores storylines que Tina Fey criou, muito porque a existência deste programa virou mero pano-de-fundo na atração sobre as loucuras que ocorrem nos corredores da NBC. Estes episódios foram ruins? Nem de longe. Mas quem costumeiramente estabelece o nível tão alto como eles, acaba precisando surpreender o público e superar-se a cada semana. Por enquanto, os roteiristas estão fazendo “apenas” um bom trabalho. E isso está abaixo da capacidade de mentes tão insanamente criativas.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Acrescentarei depois as resenhas de Friday Night Lights e The Office neste post. Volte em breve!

bofficeThe Office (6×07: Koi Pond; 6×08: Double Date): Não há como repreender The Office, mesmo quando um episódio não é sensacional como costumeiramente é. Koi Pond touxe um caso isolado, mas divertido, quando descobrimos que Jim evitou de salvar Micharl de cair no laguinho de peixes do cliente, fazendo com que o ocorrido abrisse as portas de mais um trauma na vida do gerente da Dunder Mufflin Scranton, o do bullying que ele sofrera durante sua juventude. Mas foi em Double Date que as coisas realmente esquentaram quando a frivolidade de Michael passou dos limites, já que ele dispensou a mãe de Pam no dia do aniversário dela, pois descobriu que ela é quase uma “sessentona”. The Office sempre deixa claro a pluridimensionalidade de suas personagens, já que em duas semanas descobrimos mais algumas facetas reprováveis nas personalidades de Jim, Michael e até de Pam. Isso no gênero comédia, que em grande parte depende da empatia do público com suas personagesns é algo corajoso. Adoro quando The Office resgata sua origem no humor britânico e genial de Ricky Gervais.
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×02: After the Fall): Irrepreensível. Essa palavra resume bem Friday Night Lights que emendou mais um ótimo episódio! Depois de entregar o jogo, era inevitável que o treinador Taylor sofreria uma enorme represália não só da metade “Lion” de Dillon, mas também dos próprios jogadores que não tiveram sequer a oportunidade de terminar o jogo. E se antes o trabalho de entrar no campeonato para brigar era difícil, agora a situação ficou praticamente impossível. Felizmente sabemos que “impossível” é apenas o almoço de Eric Taylor. Do outro lado da cidade os problemas emergiram com o tal “conselho” Panther e a briga travada por Tammy e o treinador McCoy. E assim como seu marido, a forte diretora não é de deixar nada barato e não tem a menor ressalva em comprar briga com os peixes grandes. Mas o melhor de After the Fall foi nos recolocar na posição de espectadores da luta pela ascensão dos underdogs, assim como aconteceu na primeira temporada. Mas em vez de simplesmente repetir a “fórmula do sucesso”, o drama de Peter Berg consegue ir sempre além, superando seus próprios obstáculos à medida em que cresce narrativamente e mantém-se como uma das melhores produções da temporada no ar. Palmas!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Friday Night Lights, Fringe, Greys Anatomy, The Office Tags: , ,
12/11/2009 - 00:01

Dexter: Ciclo Fechado

Alerta de Spoiler - Brasil
comment1179A terceira e última vítima do ciclo marca muito bem o resultado da primeira batalha no placar: Trinity 1 x 0 Dexter. Isso sem contar os danos colaterais em Lundy e Debra que podem ter a mão de um dos maiores rivais que nosso herói já enfrentou (se não foi Trinity, foi o Anton). E pra quem tem um doutorado em esconder da sociedade em plena luz do dia como o “papai Morgan”, infiltrar-se no terreno do inimigo e brincar de “amiguinho” é algo fascinante. Enquanto um novo ciclo não começa e os dois assassinos testam os limites um do outro (ainda que Trinity não saiba com quem está lidando), a maior ameaça vem de dentro de casa. Rita surtou e todo homem sabe o que uma mulher com uma pulga atrás da orelha é capaz de fazer. Terapia, discussão da relação e muita cara feia vieram no pior momento possível. Mas quem diria que justamente um “estágio” com o vilão era tudo que Dexter precisava para não apenas resolver seus problemas conjugais, como também descobrir qual é o monstro que alimenta as ações do triplo homicida. Traumatizado por três trágicos acontecimentos em sua vida, o pacato diácono e filantropo Arthur veste a máscara da morte para reviver o seu passado, mas agora assumindo o controle absoluto da situação – algo que ele não teve na época. Dexter segue de forma imprevisível, construindo ainda com muito cuidado as histórias paralelas sempre interessantes que envolvem Batista, LaGuerta, Quinn e a repórter. Que temporada! Que série!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “4×06: If I Had a Hammer” exibido em 01/11/2009 no Showtime americano.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter Tags: , ,
10/11/2009 - 00:01

V

Alerta de Spoiler - Brasil
V tem início em uma tranquila manhã quando, logo de cara, a raça humana assiste de camarote a chegada de imensas naves extraterrestres que imediatamente cobrem o skyline das principais cidades do mundo. De Londres a Nova York; de Moscou ao Rio de Janeiro, as pessoas testemunham hipnotizadas a História mudando diante de seus próprios olhos. “Não se assustem, não queremos o mal“, diz a visitante Anna num imenso telão que se abre. A embaixadora da raça que acreditava ser a única do universo apenas está em busca de água e minerais abundantes na Terra para prosseguirem sua jornada e, em troca, oferecerão as maravilhas tecnológicas que possuem em diversas áreas. E é com um mix de emoções e reações que a notícia é recebida em todo o globo. “Somos todos criaturas de Deus“, divulga o Vaticano; “todos vocês são atraentes, ressalta um membro da imprensa; governos de todo o mundo se beneficiam com o boom econômico nas cidades hospedeiras das naves e com os centros de cura de doenças criados. É um cenário indubitavelmente interessante e inédito!

comment1177

Mas a ficção científica de V é apenas a porta de entrada para discussões de todos os tipos que o piloto inicia. Apesar do episódio ser bastante atropelado em seus acontecimentos, questões de ordem religiosa, política e moral são ventiladas enquanto um seleto grupo de pessoas começa a descobrir que tudo não é tão bonito assim como os Visitantes aparentam ser. Aprofundando uma investigação que vem ocorrendo há algumas semanas, a agente do FBI Erica Evans (Elizabeth Mitchel, de LOST) descobre um assustador fato sobre o “fenômeno novo”: os ETs já estão infiltrados no planeta há anos e tudo não passa de uma elaborada trama de dominação mundial com o consequente extermínio dos seres humanos através da manipulação e ascenção em diversas áreas como a política, a igreja, as forças armadas e a economia. Adotando um discurso simplório, que prega a paz e a felicidade eterna, eles buscam a devoção universal. São, na verdade, répteis disfarçados de gente ou, se preferirem, “Cylons biológicos”. E ao mesmo tempo em que toda essa enorme carga de informações é lançada, ainda descobrimos que existe uma facção de visitantes que é contra este plano e que secretamente luta pelo convívio mútuo das raças.

comment1178

V traz uma proposta arrojada, complexa e estabelece sua premissa de forma muito bem sucedida, algo que séries-catástrofe como FlashForward e Jericho, por exemplo, não conseguiram. O nível de suspense é alto e, como apontei antes, o roteiro não se limita apenas à ficção, criando uma atmosfera rica e a sensação de que realmente se trata de algo global. O drama promete ser denso e carregado com um subtexto atual e que faz uma bela crítica de nossa sociedade “moderna”. Vamos continuar conferindo bem de perto. Destaco a performance da brasileira Morena Baccarin no papel da “ET mor” e os caprichados efeitos visuais, já que grande parte da série é filmada em chroma-key como eu pude conferir pessoalmente nos imponentes sets da produção em Hollywood. Infelizmente, por problemas de logística nas filmagens, nós veremos apenas quatro episódios este ano e o restante deve vir só lá para Março de 2010. De qualquer forma, pelo piloto, tenho esperanças de que a espera vai valer a pena.

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio “1×01: Pilot” exibido em 03/11/2009 na ABC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): v Tags: , ,
09/11/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×05: Dirty Harry): A situação fugiu do controle, os ânimos estão à flor da pele e a polícia de Miami vive uma de suas maiores crises desde o caso Bay Harbor Butcher. A morte de Frank Lundy trouxe ainda mais imediatismo num clima que beirava o insuportável graças à audácia do animalesco Trinity. Abro aqui mais um parêntesis para elogiar a fenomenal performance de John Lithgow, que consegue nos instigar e assustar ao mesmo tempo. Afinal, o que motiva o sangrento ritual desse sujeito e, o que é pior, como ele consegue disfarçar tão bem? Como Dexter testemunhou, ele aparentemente tem uma vida pacata com família e tudo mais. “Mas Dexter também tem”, podem argumentar. Claro, mas nós sabemos o quão difícil é para o justiceiro que segue o Código de Harry e mata pelo “bem”, sendo colocado contra a parede por tudo e por todos. Os segredos começam a emergir: quem não pulou da poltrona quando viu Rita ao lado da mala que nós conhecemos tão bem? O cerco está fechando e a temporada que nem na metade está vai ficando cada vez mais eletrizante. Dexter continua em seu nível próprio, acima de todas as produções atuais.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgossipGossip Girl (3×07: How to Succeed in Bassness, 3×08: The Grandfather, Part II): Adolescentes despreparados lidando com negócios e política. Sério? É assim que Gossip Girl pretende se reerguer do fiasco que está sendo esta 3ª temporada? Duas semanas e dois episódios fraquíssimos abaixo até mesmo da média já baixa dos anteriores. Em How to Succeed in Bassness tivemos que ver a desconstrução de Blair Walforf, personagem de gênio forte, se transformar numa verdadeira bocó, sem contar nas traminhas bobas que colocam a família Humphrey. Jenny já não convence mais com aquela brincadeirinha de “hierarquia da escada” e Rufus vestido de Joey Ramone fazendo referências pop a Lady Gaga não é nada cool. Gossip Girl perdeu o ritmo com o excesso de historinhas paralelas, como vimos no desinteressante The Grandfather, Part II. Poxa, a gente já não dá a mínima pro Nate e vai ligar pra eleiçãozinha de congressista local do primo dele? Who cares se ele ganhou ou perdeu ou se o documentário da podre da Vanessa foi vendido ou não? A série começa com estes casinhos pela metade, desenvolve-os mal e no fim vimos que um episódio inteiro passou e não aconteceu absolutamente nada! Não vou nem comentar sobre o romancezinho de Dan com Olivia, porque vou deixar pra falar mais sobre isso na próxima resenha (os que sabem do spoiler entenderão porque). A audiência abaixo dos 2 milhões nos EUA não me deixa mentir. Desse jeito não dá…
Cotação Bruno Carvalho:

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bsistersBrothers & Sisters (4×05: Last Tango in Pasadena, 4×06: Zen & the Art of Making Mole): Eu fazia maratonas com as primeiras temporadas de Brothers & Sisters como se não houvesse amanhã. Consumia episódio atrás de episódio noites adentro e já cheguei a comparar esta série à minha favorita de todos os tempos, Six Feet Under. Por isso não consigo conceber o que está acontecendo com o drama nesta 4ª temporada. Minha maior preocupação quando assisto um novo capítulo é o de tentar permanecer acordado. Juro. Onde estão as surpresas? Os segredos? A adrenalina que os encontros, desencontros e intrigas da família Walker causavam? Pelo visto acabou. Nem mesmo a volta da sempre excelente Sarah mudou o marasmo que está a série. Não consigo me entreter com o “alvoroço” causado pelo tal namoradinho francês da balzaquiana e muito menos com o casal insuportável Kevin e Scotty e esse lance da adoção. Dois episódios inteiros se passaram e o máximo que aconteceu foi Ryan tentando passar a perna na Ojai. De fato, somente Holly Harper anda conseguindo empolgar, ainda mais depois da forma com que ela recusou a compra de suas ações, mesmo falida. Brothers & Sisters perdeu o seu dinamismo e a sagacidade de seu roteiro que costumava ser muito, mas muito mais inspirado. Tomara que recuperem logo, pois hoje a série não é um terço do que já foi.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bflashFlashForward (1×06: Scary Monsters and Super Creeps, 1×07: The Gift): Uau! Quando eu achava que pior não dava pra ficar, FlashForward me coloca uma constrangedora cena inicial com o tal Simon, que nadou na canastrice e na vergonha alheia pelo ator Dominic Monagham. Mais uma semana e a série continua falhando em estabelecer sua curiosa premissa e perde tempo com situações dispensáveis envolvendo as personagens menos carismáticas da TV. O que salvou em Scary Monsters and Super Creeps foi aquele encontro entre Mark e o futuro namorado de sua esposa, mas isso ainda não é suficiente para que o drama engrene. Até mesmo os cliffhangers agora estão repetidos! Simon aparece para Lloyd falando mais uma vez sobre o que eles “fizeram” (fora a trilha-sonora completamente inadequada nos momentos mais tensos). Ok, então tudo foi um experimento de alguma organização secreta. É o máximo que conseguem fazer? Felizmente as coisas melhoraram um pouco no episódio The Gift, mas não me refiro àquele grupo de pessoas que não viram flashforward e decidiram criar um “clube da morte”. Falo da importante implicação que o suicídio do agente pode trazer para a trama, indicando que o futuro pode sim ser modificado. Pelo que vimos da cena final, inclusive, esta é a tendência. Ainda não dá pra ficar completamente satisfeito com FlashForward como aconteceu após o piloto, mas o caminho é esse. O público precisa ser surpreendido e parar de ser enrolado. Ganharam uma estrela comigo.
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×06: Conjugal): Eu já explicitei aqui alguns problemas de The Good Wife, notadamente com relação aos casos jurídicos apresentados pela série que apenas “arranham” a superfície quando comparados com grandes séries de tribunal que já assistimos, especialmente Boston Legal. Mas com Conjugal a série acerta o ritmo e volta a ser aquele promissor drama apresentado no episódio piloto. Assumindo um caso como dativo, o escritório de Alicia resolveu ir mais à fundo na história de um condenado que supostamente cometeu latrocínio com um policial fora de serviço em uma loja de conveniência. Não bastasse isso, o acontecimento virou filme enquanto o sujeito encarava o corredor da morte. Desta vez o desenvolvimento da narrativa não foi simplório e arrastado, fluindo muito bem com a investigação sobre o procedimento cheio de erros que levou à prisão de um inocente por conta de perfil racial. Às vezes The Good Wife me lembra a finada Justice, mas sem a artificialidade e os exageros daquela produção. Pra melhorar, a história entre Alicia e seu ex-marido foi aprofundada com aquela inevitável visita conjugal, mas ainda assim espero que a vida pessoal dela fique mais em foco. Afinal, o drama é sobre ela, a boa esposa.
Cotação Bruno Carvalho:

A semana mal começou e ainda falarei de mais séries, incluindo a estreia de V. Aguardo os comentários de vocês abaixo, como sempre!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Brothers & Sisters, Dexter, FlashForward, Gossip Girl, The Good Wife Tags: , ,
06/11/2009 - 00:01

Grey’s Anatomy: Dê Uma Chance à Paz

Alerta de Spoiler - Brasil
Uau, que nível está esta temporada, hein? Em mais um episódio atípico de Grey’s Anatomy, a equipe de cirurgiões do Seattle Grace se uniu para ajudar Derek – que também fez as vezes de narrador – a salvar a vida de um funcionário do hospital com um tumor inoperável na coluna. Descobrimos que a visão que Sheppard tem de seu trabalho diferencia muito dos demais. Enquanto para a turba que fica de plantão no beco das ambulâncias o que vale é a adrenalina e a agitação em cortar uma pessoa e salvar sua vida, para o experiente neurocirurgião é a calmaria de seus procedimentos. Sua obra, de fato, é realmente distinta da obra dos outros médicos. A precisão é milimétrica, a concentração é impecável e a execução é praticamente matemática. O teste da nota de um dólar mostrou que essa especialidade não é pra todos. Ora, nem a sempre brilhante e imbatível Yang conseguiu passar numa tarefa aparentemente simples: pintar o nariz de George Washington com uma caneta vermelha apenas usando como guia a visão de um microscópio.

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E enquanto o pobre homem passava horas aberto à mercê de uma decisão médica que poderia mudar o rumo de sua vida tanto para melhor quanto para pior, o trabalho de todos era o de isolar aquela sala de operações do resto do mundo, até mesmo das necessidades mais básicas do ser humano. Ora, quer algo mais icônico do que um profissional ter que usar fraldas para fazer o próprio trabalho? É óbvio que ninguém quer isso, como Christina bem apontou, mas o almejado ali era a obrigação de ter que submeter a este ridículo devida a importância e a relevância de sua expertise. O “McDreamy” precisou se anular para atingir aquele resultado ao ponto de raciocinar como uma máquina médica capaz de tomar a melhor decisão no momento certo. O episódio encerrou com a intransigência do Chief do hospital com a maior estrela daquele estabelecimento e a parcimônia deste, que aprendeu uma importante lição nas últimas dezenas de horas: dê uma chance à paz.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “6×07: Give Peace a Chance” exibido em 29/10/2009 na ABC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Greys Anatomy Tags: , ,
04/11/2009 - 00:01

Dillon, Uma Cidade Dividida

Alerta de Spoiler - Brasil
O maior trunfo de Friday Night Lights é o de ser um drama adolescente relevante, sempre apresentando uma trama densa e que discute temas morais e bastante contemporâneos. O fato de contar com interpretações brilhantes e ter uma direção de fotografia impecável é “apenas” um adicional. A 4ª temporada começa retratando os efeitos que o rezoneamento de Dillon causou: segregada em leste e oeste para fins meramente financeiros e administrativos, a cidade ficou com sua população literalmente dividida, fato que repercutiu seriamente nas escolas East e West Dillon High. Quem foi para a “nova” área sofreu com a infra-estrutura precária, apesar do conselho da cidade, liderado por Tami Taylor, afirmar o contrário. Claramente prejudicados foram o East Dillon Lions, o time de futebol “B” que agora está sob o comando do treinador Taylor depois que a aliança do poder de McCoy o destituiu dos Panthers.

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Dillon East terá que literalmente começar do zero com os mesmos recursos de sua homônima do Oeste, que mesmo assim conta com uma larga vantagem. No gramado, o disparate entre os dois lados fica ainda mais evidente. Mas Eric terá um desafio ainda maior do que o de levar o seu time para competir no campeonato: ele terá que, primeiro, conquistar o respeito dos novos jogadores que não estão nem aí pra nada (afinal, sempre foram do lado “esquecido” do município). Os veteranos Matt Saracen e Tim Riggins também não estão nos melhores dias, já que abandonaram a carreira acadêmica na busca da verdadeira vocação. Apesar dos desfalques no elenco (Lila, Tyra etc.), é impressionante como que a história foi renovada de forma fluida e coerente com os acontecimentos da temporada passada. Aquele final no dia do jogo com os Lions derrotados pela fadiga e forçados a render a partida deu o tom de que esta vai ser uma temporada e tanto. Clear eyes, full heart, can’t lose”! Friday Night Lights está de volta com tudo, galera!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “4×01: East of Dillon” exibido em 28/10/2009 no The 101 americano.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Friday Night Lights Tags: , ,
03/11/2009 - 00:01

Séries em Risco de Cancelamento

Todo ano a revista TV Guide, publicação especializada em televisão norte-americana, divulga uma lista com as principais séries que estão “por um fio” e sujeitas a cancelamento iminente pelas emissoras que encomendam produção. O motivo mor, claro, é audiência. Se a série não satisfaz os interesses dos executivos economicamente, o machado é praticamente certo e inevitável. Poucas foram as séries que voltaram do cancelamento. Nesta temporada, os principais shows ameaçados e que podem se juntar às já canceladas Trauma e The Beautiful Life são:

Brothers, Cold Case, Dollhouse, Eastwick, The Forgotten, Fringe, Gary Unmaried, Gossip Girl, Hank, Heroes, Law & Order, Melrose Place, The New Adventures of Old Christine, Three Rivers e ‘Til Death.

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De toda, apenas considero que Fringe realmente não mereça estar nesta lista e só está porque os brilhantes executivos do canal FOX americano resolveram colocar uma das melhores novidades da temporada anterior nas concorridas noites de quinta-feira nos EUA. Fringe estava indo muito bem no horário antigo e foi um erro querer mexer em time que estava ganhando. Colocar uma série semi-estrante pra brigar com Grey’s Anatomy, The Office, 30 Rock, CSI e Supernatural só pode ser burrice ou tentativa de sabotagem.

Por outro lado, não correm risco de cancelamento nesta temporada as séries de TV aberta que já tiveram temporadas completas encomendadas: Community, Mercy, Parks and Recreation, The Vampire Diaries, Castle, FlashForward, Cougar Town, The Middle, Modern Family, The Good Wife, One Tree Hill, Glee, Friday Night Lights e Southland, que foi salva pela TNT ontem. É claro também que as grandes como Grey’s Anatomy, SVU, os CSIs etc. sequer entraram na lista porque sabemos que os canais não são loucos de cancelá-las por agora, assim como as séries de TV a cabo (Dexter, Mad Men, Damages, Breaking Bad etc., cujo futuro não será decidido por agora ou também já estão garantidas). E aí, por quais séries em risco de cancelamento vocês temem?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Canais, Cancelamentos, Notícias Tags:
02/11/2009 - 00:01

24 Horas: Um Novo Dia Vem Aí

Um novo dia na vida de Jack Bauer já tem data de estreia: 17 de Janeiro na FOX americana. Depois da série trocar Los Angeles por Washington, a ação mudará novamente de cenário e se passará em Nova York. A 8ª temporada, inclusive, deve ser a última da série. Confira o primeiro trailer:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas Tags: , ,
29/10/2009 - 23:35

O Primeiro Último Promo de LOST!

Para a série que se tornou um fenômeno televisivo, este é o início do fim! A temporada final de LOST chega em 2010! Seguindo o pedido dos roteiristas, o canal ABC soltou hoje o primeiro promo da última temporada do drama sem trazer nenhum spoiler ou imagem da 6ª temporada! Eles apenas vão instigar muuuuito a nossa curiosidade e vontade para que Janeiro chegue logo! Está aí, então o primeiro último promo de LOST!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
29/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×04: Dex Takes a Holiday): Este episódio deve ter sido um banho de água fria nos críticos de ocasião que diziam que o drama estava desinteressante e arrastado. Ao contrário da maioria das produções, Dexter é escrita e produzida com muito cuidado e a prova da supremacia técnica e criativa está neste fantástico Dex Takes a Holiday, um dos melhores episódios de toda a série. Depois de mergulhá-lo num mar de encargos, tarefas e atribulações, o roteiro trouxe descanso ao nosso querido Morgan com a viagem de Rita e as crianças. Sozinho, o que não faltou foi um tempo pra matar. Literalmente. Obstinado em aproveitar o máximo de sua liberdade temporária, Dexter foi atrás de uma policial suspeita de ter assassinado toda sua família e inocentada pela falta de provas e pelo protecionismo dos membros da força com os seus. Mas um assassino facilmente conhece outro e após fazer sua meticulosa due dilligence, o Dark Defender chegou à inevitável conclusão de que ela realmente cometera o crime. Não antes, contudo, a série mostrou algumas das cenas mais angustiantes já vistas, pois a sagaz agente se revelou como um adversário acima da média dos scumbags usuais. E foi transformado no mensageiro da morte durante a execução da mulher que Dexter, perplexo e maravilhado, descobriu que possui um laço muito mais forte do que ele imaginava com Rita e as crianças. Dex Takes a Holiday não só evidenciou ainda mais os talentos de Michael C. Hall e Jennifer Carpenter, como ainda trouxe um dos melhores cliffhangers da temporada, com o ocorrido com Debra e Lundy. Dexter continua fenomenal como sempre foi.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×04: Zoso, 3×05: Slow Happy Boys): O quarto episódio desta temporada de Californication foi abaixo da média, engrenando somente em seus instantes finais quando as três mulheres que Hank recentemente “pegara” estavam em sua sala de aula na universidade. Pouca coisa aconteceu e os problemas que ele vem enfrentando com Becca não foram bem desenvolvidos. Mas as coisas melhoraram e muito em Slow Happy Boys com a viagem da filha e concomitante chegada de um antigo amigo de Moody. Orgia vai, orgia vem, acontece que a vida do cara fica mais complicada a cada minuto e, apesar deste ter sido mais um filler, Californication acaba divertindo, ainda mais agora que retomaram a história do simpático Charlie e sua luta para reconquistar sua mulher. O problema é que o cara não dá uma dentro… A coisa vai esquentar com o retorno de Karen e quero só ver como ele vai sair de todas em que se meteu!
Cotação Bruno Carvalho:

bgreysGrey’s Anatomy (6×06: I Saw What I Saw): Grey’s Anatomy deu um verdadeiro show esta semana! O episódio I Saw What I Saw fugiu completamente do habitual e mostrou o caos que foi instaurado no Seattle Grace após a ocorrência de um erro médico que custou a vida de uma paciente. O curioso é que a narrativa foi desenvolvida no esquema “ponto de vista”, o que acabou se tornando um excelente trabalho de criação, logística de produção e edição. As cenas eletrizantes no pronto-socorro que estava atribulado foram revisitadas diversas vezes enquanto os envolvidos prestavam seus depoimentos ao Chief. Mas o grande trunfo do episódio veio mesmo em seu final: ao evidenciar o erro da médica que viera do Mercy West, Derek questionou seu superior sobre a forma que ele vem displicentemente comandando o hospital com o clima de tensão que ele impôs e todo o complicado procedimento de fusão – esta sim a verdadeira origem dos problemas. Já não vejo a hora em que Sheppard vai emergir como o novo líder do Seattle Grace. Yes he can!
Cotação Bruno Carvalho:

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bgleeGlee (1×08: Mash-Up): Este é o segundo episódio em que os roteiristas de Glee apostam no desfalque do grupo de canto para criar drama e é a segunda vez que isso não funciona. Da mesma forma que ocorreu com Rachel, esta efêmera instabilidade só prejudica a trama, pois fica evidente que eles querem enrolar o público. Ora, muito melhor se nesta altura do campeonato Glee focasse mais no… campeonato! Até o momento pouco sabemos como serão as eliminatórias do concurso que o Sr. Schuester quer ganhar. Aliás, ele anda bem robert, não? Querendo aparecer, dançar e “cantar” o tempo inteiro. O lado bom é que Mash-Up foi mais um episódio divertido com aquele lance dos “gelados” e a constante batalha por popularidade na escola. Foi legal também que vimos um lado mais “paz e amor” de Sue Sylvester, que estava apaixonada pelo âncora do jornal, mas agora que ela tomou um pé na bunda estou com dó do Glee Club. Só achei que a cena da dancinha podia ter sido em um sonho da treinadora, porque esta desconstrução (ainda que momentânea) de uma personagem tão forte (e capaz de gerar memes na Internet) não faz bem pra série. Infelizmente Glee fará uma pausa e voltará somente no dia 11 de Novembro. Confesso, sentirei falta.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bflashFlashForward (1×05: Gimme Some Truth): Seria a melhor maneira de estabelecer bem uma série de mistério e conspiração com burocracia? Bem, é assim que pensam os showrunners de FlashForward que apresentaram mais um episódio em que muito se falou e pouco se fez. Isto resume bem este drama até agora, já que é consenso “global”, pelo visto, de que a produção não engrenou. Isso é o que eu colocaria em meu “Mosaic”. E aí, temos indícios de que a China está envolvida no apagão? Ok. Indícios. Qualquer fã de série hoje em dia, escolado com LOST, Arquivo X etc. sabe que isso é pura “encheção de linguiça”. E nem pra nos enrolarem com estilo: o “recheio” de FlashForward continua insosso, desmotivador e as coisas só melhoram quando chegam perto dos finais (e olha que o desse episódio nem foi bom). Outro erro gravíssimo é começar um capítulo pelo gancho e não apresentar nenhum fato novo e contundente. Quando terminei de assistir pensei: “poxa, se já mostraram o cliffhanger, por que perdi meu tempo vendo os 40 minutos anteriores?” Tá complicado…
Cotação Bruno Carvalho:

bofficeThe Office (6×05: Mafia; 6×06: The Lover): Mesmo depois de um estrondoso episódio como foi o do casamento de Jim e Pam, The Office continua fazendo bonito. Com Mafia Michael Scott voltou com tudo sendo facilmente influenciado pelas duas mentes mais “brilhantes” da filial: Dwight e Andy, que insistiam que o vendedor de seguros italiano era da máfia e queria extorquir a pacata Dunder Mufflin. Mas o mais legal foi Kevin cancelando o cartão de crédito do Jim sem querer, enquanto este curtia sua lua-de-mel em Porto Rico. As coisas esquentaram mesmo em The Lover, quando o caso de Michael com a mãe de Pam veio à público causando uma reação exagerada, mas bem compreensível da nova vendedora. Afinal, quem quer Michael Scott como padastro? Como de costume, a comédia carregou na dose de humor negro, o que é sempre bem-vindo. Ah, e é bom que Jim pare de subestimar Dwight, né? Ele não é louco… The Office vem numa ótima sequência de episódios!
Cotação Bruno Carvalho:

Por esta semana é só. Vou falar de algumas séries, incluindo 30 Rock, de dois em dois episódios, em caráter experimental igual fiz com algumas acima. Semana que vem tem mais!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Californication, Dexter, FlashForward, Glee, Greys Anatomy, The Office Tags: , ,
28/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bsistersBrothers & Sisters (4×04: From France With Love): Kitty com câncer. Kitty com câncer. Kitty com câncer e, ah, a Sarah voltou de viagem depois de ter um caso com um Francês porque… Kitty está com câncer. Ela mentiu sobre o motivo da volta antecipada porque Kitty está com câncer. Justin decidiu que vai ser um oncologista e foi tentar um estágio na área porque Kitty está com câncer. Nora Walker está mais neurada do que nunca porque Kitty está com câncer. Se isso é chato na resenha, imagina durante um episódio inteiro? Esse acontecimento virou o centro da série e soa como um ato desesperado dos roteiristas para tentar reerguer o drama que passou por uma severa crise criativa na 3ª temporada. Depois que a poeira da morte de William Walker baixou e que os “podres” que ele havia escondido no armário por anos vieram a público, faltam elementos para que a série volte a surpreender. Aí apelaram para essa doença e o drama segue sem perspectivas, sem cliffhangers e tremendamente água-com-açúcar. Sabemos que ela não vai morrer, então tudo fica parecendo procrastinação! Pena, pois é um excelente elenco desperdiçado.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×05: The Creepy Candy Coating Corollary): A divisão das personagens de The Big Bang Theory em “núcleos” está fazendo bem à comédia, pois quando todos estão juntos fica mais evidente o disparate entre a atuação de Jim Parsons com os demais. E se sozinhos Leonard e Penny não funcionam, bastou adicionar o fator Hollowitz como a “vela” da relação para que as situações fiquem divertidíssimas. Aquela cena no café-da-manhã com as interrupções inconvenientes do nerd carente foi demais! Mas é claro que no final das contas é Sheldon que sempre rouba a cena e, mais uma vez, o sujeito foi passado pra trás, só que desta vez pelo seu ídolo trekker, Will Wheaton! The Big Bang Theory continua explorando como nenhuma outra série o vasto universo da cultura pop.
Cotação Bruno Carvalho:

bmotherHow I Met Your Mother (5×05: Dual Citizenship): Um dos pontos positivos de How I Met Your Mother às vezes vira um problema: eles pegam uma piada e vão até o fim com ela. Isso é bom quando a história funciona, mas nos dois casos apresentados em Dual Citizenship, o resultado deixou a desejar. Pra começar, a ideia da viagem de Ted e Marshall à antiga pizzaria trash que gostavam foi até boa, mas no segundo bloco a piada já estava esgotada e previsível (especialmente quando envolvia Lilly). A mesma coisa aconteceu com Barney e Robin no caso da moça perder a noção de cidadania e ficar numa espécie de “limbo” civil, pois não sentia vínculos nem com EUA e nem com Canadá. Apesar de realizar uma leve crítica à “América” quando Barney aponta as diferenças entre os países (o sistema de saúde e a criminalidade, por exemplo), o episódio como um todo esmaece perante os primeiros desta temporada, que focaram mais na turma.
Cotação Bruno Carvalho:

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bhouseHouse (6×05: Brave Heart): Uau! Já estamos no 5º episódio e os eventos de The Tyrant continuam repercutindo no hospital. Dá pra ver que Chase está no limite, vivendo um imenso conflito interno por ter matado o ditador africano. O que na hora pareceu a decisão mais certa no calor do momento, agora se tornou uma esgotante batalha moral consigo mesmo e com as pessoas que nele confiam, incluindo sua mulher e seus colegas de trabalho. E o pior de tudo é que ainda que ele tente confessar o que fez, acaba falhando porque o peso da notícia vai deixar enormes feridas. O caso da semana também foi excelente, começando pela perseguição de um bandido mestre em “parkour e revelando a displicência de um policial que achava que sua vida estava no fim por conta de uma doença incurável. E mesmo com a cabeça “cheia”, House, é claro, conseguiu dar um jeito. Eu apenas não entendi o propósito das vozes que o bom doutor anda ouvindo no quarto de Amber. Era mesmo só o Wilson “conversando” com ela? De qualquer forma, tenho certeza que mais alguma coisa interessante a série está preparando para nós… Mais um ótimo episódio!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgossipGossip Girl (3×06: Enough About Eve): Olha de uns tempos pra cá estou achando Gossip Girl uma tremenda baboseira. Às vezes sempre foi (sei que muitos vão concordar com isso), mas o fato é que antes a trama era, na maioria das vezes, coerente e entretia. Agora me parece que nesta nova temporada as personagens estão mais voláteis e de uma forma que não soa mais crível. Basta ver o comportamento de Blair e sua constante mudança de prioridades e a bagunça que a repugnante Vanessa aprontou apenas para discursar num brinde de um evento. Não li os livros e não sei se ela é assim na história original, mas na TV isso não está funcionando. Gossip Girl está “inho” demais. Dan e Olivia num romancinho, Chuck e Blair com uma briguinha, Serena e Carter com uma intriguinha e Nate continua avulso com seus probleminhas de família aristocrata que ninguém dá a mínima… Enough About Eve terminou com Blair e Vanessa juntas, depois de todo o mal que uma fez para a outra em poucos instantes. Eu não aguento mais muito tempo desse lero lero não… Andei assistindo 90210 e, apesar de não ser nenhum primor da TV, está com uma história bem mais concisa e sólida do que esta. Quem sabe é hora de trocar…
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×05: Crash): Estou começando a achar que The Good Wife levará o troféu “fogo de palha” desta temporada. Poxa, este é o terceiro episódio seguido em que o drama está num verdadeiro marasmo. O caso do marido de Alicia não evolui em nada e os julgamentos da semana não apresentam, por exemplo, o nível de relevância de discussão social como acontecia com Boston Legal. Ou seja, há semanas The Good Wife não se estabelece como um bom drama familiar e nem como uma série de interessantes casos jurídicos. O dessa semana, por exemplo, sobre as esposas dos funcionários de uma companhia ferroviária, foi arrastado enquanto a burocracia do escritório de Alicia tomava conta: desde abordar o aborrecido processo de contratar uma nova assistente até aventurar-se por intriguinhas envolvendo a saída de um sócio que nunca sequer deu as caras na série. E aí, o que sobra? Tirando a sempre competente interpretação de Julianna Marguiles, este episódio deixou apenas a expectativa de que este drama resgate o seu promissor início e engrene de uma vez.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

To meio ríspido, eu sei. Mas they had it coming. Ainda esta semana comentários de Dexter, Californication, FlashForward, Glee, 30 Rock, The Office e Grey’s Anatomy!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Brothers & Sisters, Gossip Girl, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
27/10/2009 - 06:01

CSI e a Cena Mais Cara da História da TV!

A franquia CSI é uma das mais bem sucedidas da TV mundial e nesta temporada eles resolveram que vão fazer todo esse sucesso valer a pena. Pra começar, eles programaram para novembro um crossover inédito que reunirá as três filiais (Las Vegas, Miami e Nova York), algo que William Petersen, o Gil Grissom da série original e produtor executivo, nunca aceitou fazer. Os episódios especiais serão exibidos em Novembro pelo canal americano CBS e devem passar por aqui apenas em 2010. Mas eles não ficaram só aí. Segundo uma reportagem da Época Negócios, a cena de abertura da 10ª temporada de CSI já é a mais cara da história da TV! A sequência captada com a tecnologia Bullet Time (desenvolvida em Matrix) custou impressionantes US$ 400.000,00! Pra você ter uma ideia do quanto isso é dispendioso, o episódio piloto inteiro de LOST, também um dos mais caros da telinha, custou aproximadamente US$ 10.000.000,00! A diferença é que o piloto da ABC tinha 80 minutos e a sequência de CSI, da CBS, pouco mais de 120 segundos! Confira então como ficou:

Aproveito a ocasião pra uma pergunta que nunca fiz aqui: qual dos 3 CSIs vocês gostam mais? Las Vegas, Miami ou NY?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): CSI Tags: , ,
26/10/2009 - 22:31

Dexter: Os Primeiros Cortes

comment1168Antes de conhecermos o Dexter Morgan, o meticuloso serial killer da série Dexter, a prática fez a perfeição. Esta é a premissa da nova série animada do Showtime.com: mostrar como o assassino mais famosos da telinha evoluiu. A partir desta semana, Dexter: The Early Cuts será exibida exclusivamente na Internet em episódios inéditos que expandem o universo  do melhor drama da TV! O criador do conceito gráfico é Kyle Baker, conceituado ilustrador, animador, diretor e escritor que já trabalhou nos principais estúdios de animação. Early Cuts contará justamente como foram as vítimas iniciais de Dexter, que é dublado pelo próprio Michael C. Hall: testemunharemos seus primeiros erros, descobertas e acertos. Tentei postar os vídeos aqui, mas um erro de localidade impede que eles sejam visualizados. Por enquanto acessem o site oficial para assistir. Se sair em YouTube postarei no blog semanalmente.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter Tags: , ,
26/10/2009 - 00:01

The Office: Niagara

Alerta de Spoiler - Brasil
Fantástico! O casamento de Jim e Pam foi um evento único em toda a série, transformando-se num dos melhores (senão o melhor) episódio de The Office até hoje. Desde a escatológica cena de abertura, Niagara seguiu num ritmo frenético que misturou muito bom humor nonsense com momentos emocionantes. Aliás, esta é uma das poucas séries (principalmente de comédia) que conseguiu por tanto tempo construir uma história tão envolvente e empolgante como a do romance de Jim e Pam. Recentemente na TV, apenas me lembro do público torcendo tanto assim pelo casal Ross e Rachel de Friends (e, mesmo assim, apenas nas primeiras temporadas). Além disso, os roteiristas foram muito felizes mudando “a regra do jogo”, como na hora em que Jim, e não Michael, causou o momento de maior embaraço em uma reunião social, quando revelou sem querer para a avó conservadora que sua noiva estava grávida. E para variar, também vimos o lado inusitado e “pegador” de Dwight, com a melhor amiga de Pam.

comment1167

Mas o melhor ficou mesmo para a grande cerimônia, revelando que a produção criativa da série está em perfeita sintonia com o seu público, já que decidiu que a punchline do episódio estendido seria a recriação do vídeo viral da entrada do casamento que rodou a Internet há alguns meses. Não menos brilhante foi a decisão de colocar Jim pra fazer uma cerimônia privada e inesquecível para sua amada, pois ele sabia justamente o que poderia esperar daquela turma insana da filial Scranton. E foi com uma excelente montagem ao som do hip-hop de Chris Brown que os pombinhos casaram-se duas vezes, uma na crista das maravilhosas cataratas Niagara e a outra na capela da cidade com os amigos e familiares. The Office é uma série que se mantém com um nível de qualidade constante, sem mostrar qualquer sinal de desgaste ou esgotamento de sua trama. É uma comédia que certamente deveria ser muito mais reconhecida nas premiações do meio, seja por seus criativos roteiristas ou por seus talentosos intérpretes.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “6×04: Niagara” exibido em 08/10/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Office Tags: , ,
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