A Semana em Série, Parte I
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True Blood “1×11: To Love is to Bury”: Tivemos dois episódios – um bom e outro ruim – dentro deste penúltimo capítulo. O ruim veio com a aborrecida subtrama de Bill com a sua mais nova cria, algo que seria até interessante de ver no início da temporada, pois contextualizaria ainda mais os procedimentos de “transformação” de humano em morto-vivo. Porém, no avançar da temporada, isso não funcionou, já que a série tem vários outros assuntos pendentes mais interessantes para serem tratados. Felizmente a parte boa de True Blood prevaleceu com a retomada do mistério do assassino de Bon Temps, que desta vez atacou a garçonete Amy. Contudo, permaneceu o mistério se o perseguidor de Sookie é o mesmo responsável pelas outras mortes como o ótimo cliffhanger indicou? Como sempre disse, True Blood atinge o seu ápice quando vira uma série de mistério e agora só falta mais um episódio para descobrirmos a verdade!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 16/11/2008 na HBO americana.
Heroes “3×09: It’s Coming”: Mais uma vez está aí a prova de que quando Tim Kring esforça-se um pouquinho mais consegue entregar um episódio acima da média. It’s Coming conseguiu ser consideravelmente melhor que o superestimado Villains da semana passada, reorganizando a polaridade “bem x mal” com a luta entre Angela e Arthur Petrelli. Mas a série já deu indícios de que não necessariamente quem temos como vilões são os que agem com interesses escusos e, por isso, me pergunto se não é Angela Petrelli quem devemos colocar no lado do “mal”, já que a todo tempo Arthur fala em salvar o mundo. Isso seria muito interessante se acontecesse, com os heróis descobrindo que estão lutando do lado errado. O episódio foi tenso, bem amarrado e trouxe ótimos momentos como os de Sylar e Elle e os embates entre Claire, Peter e os supostos “vilões”. Até mesmo o clássico ditado “Salve a cheerleader, salve o mundo” ganhou a importância que a primeira temporada não soube dar, agora que sabemos o que o sangue da garota traz. Apenas achei desnecessário Hiro voltando aos 10 anos de idade, se tornando ainda mais infantilizado do que já estava. Não consigo entender porque o melhor personagem da série é o único que segue marginalizado desde a temporada passada…
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 17/11/2008 na NBC americana.
Chuck “2×07: Chuck Versus the Fat Lady”: Uau! Se antes comentei da falta de arcos episódios em Chuck, agora não posso mais reclamar! Em Chuck Versus the Fat Lady tivemos um dos melhores cliffhangers da série agora que descobrimos a verdadeira identidade de Jill, que foi apontada pela lista negra de seu chefe. Mas a pergunta que fica é: se ela sabia que eventualmente seria marcada, porque ajudou a recuperar o artefato na ópera? Tomara que a série não coma esta mosca, pois este foi mais um episódio divertidíssimo, principalmente com as sempre tensas interações de Chuck com Casey e também com a ameaça ao disfarce do espião geek na loja Buy More, graças ao irritante novo gerente que resolveu fiscalizar as saídas do herói (uma ótima troca, by the way, porque o chefe antigo era inexpressivo neste quesito). Esta série começou de forma bastante descompromissada e morna e se você parou de acompanhá-la, sugiro que retome os episódios. É diversão garantida!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 17/11/2008 na NBC americana.
Gossip Girl “2×11: The Magnificent Archibalds”: É uma pena quando uma série promissora como Gossip Girl dedica um episódio inteiro ao politicamente correto e ao sentimentalismo bobo, com o desfecho piegas do caso Archibald. Além disso, a história de Jenny Humphrey também teve um final semelhante, que inclusive previ há algumas resenhas: ela retornando de cabeça baixa para os braços do papai e os problemas ficaram pra trás, inclusive a tentativa de emancipação da jovem. Tudo bem, este foi o aguardado episódio de Ação de Graças, o feriado em que os americanos gostam de bancar os bons samaritanos e é quando tudo sempre dá certo. Até mesmo as escusas ações de Bart Bass, que possuía um dossiê de cada membro da família VanDer Woodsen, ficaram em segundo plano e sem uma repercussão à altura. Eu até diria que aquele furto da carta de Nate por Vanessa foi a melhor coisa do episódio, mas a inexpressividade da personagem me impede de fazer isso. Enfim, este foi certamente o capítulo mais fraco da temporada que até agora seguia de forma impecável.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 17/11/2008 na CW americana.
Fringe “1×08: The Equation”: O ritmo tenso e o clima de mistério de Fringe me conquistou a despeito do aparente estado de estagnação da trama, já que os diversos (e sempre interessantes) casos isolados ainda trazem pouca conexão entre si. Apesar de todos os acontecimentos estarem ligados ao evento chamado de “Padrão”, reconheço que por enquanto não foi estabelecido nenhum forte elo entre, por exemplo, o caso do garoto gênio da música sequestrado neste episódio com o sujeito que tinha aquele parasita no coração no capítulo anterior e que estava infiltrado no FBI. Também faz tempo que não vemos uma participação mais ativa do Observador, mas acredito (e espero) que tudo isso seja proposital. Enquanto as respostas não vêm, Joshua Jackson e John Noble continuam dando um show à parte com Peter e Walter Bishop, respectivamemte, dois tipos excêntricos que trazem uma das melhores combinações de personagens dos últimos tempos. Essa interessante parceria têm seus melhores momentos quando eles lidam com os curiosos e controversos casos da ciência marginal conferindo credibilidade aos absurdos trazidos à nossa tela. Eu confio em J.J. Abrams na promessa de que as tramas vão se unir à medida que os personagens forem amadurecendo, em especial a sempre intensa Olivia Dunham. Vale a pena prestar mais atenção em Fringe.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 18/11/2008 na FOX americana.
Friday Night Lights “3×08: New York, New York”: Enfim terminou em grande estilo a saga de Jason Street em Friday Night Lights. A triste história do quarterback que ficou paraplégico começou em Dillon e teve seu desfecho na caital do Mundo, quando o perseverante jovem conseguiu o emprego de seus sonhos (considerando as suas limitações) e, de quebra, ainda recuperou o apoio de sua recém formada família e a cena final com Tim Riggins assistindo a conquista do amigo foi comovente. Mas é em Dillon que as coisas estão esquentando agora que Matt Saracen mudou de posição no time e tem tudo para fazer uma dobradinha de sucesso com o seu ex-rival J.D. McCoy. Eu reitero a minha vontade de ver os dois trabalhando lado a lado, pois a combinação tem tudo para ser positiva para o time e para a série. Com relação à família Taylor, os desejo de Tami para mudarem para uma casa maior foram indefinidamente postergados pela justa cautela de Eric, que sempre mantém os pés de todos à sua volta no chão. À exceção da conclusão da história de Street, o episódio não trouxe nada de mais, mas em Friday Night Lights não precisamos disso. A série é extremamente competente e brilhante lidando apenas com o trivial.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 19/11/2008 no canal The 101 da DirecTV americana.
Amanhã continuamos a nossa cobertura semanal com Grey’s Anatomy, Dexter, Entourage, Dirty Sexy Money, The Big Bang Theory, How I Met Your Mother, The Office, 30 Rock e Gary Unmaried! Se ainda assim faltam comentários dos episódios que assistiu, deixe aqui nos comentários a sua resenha. Prometo em breve retomar a cobertura de House (estou quase na metade da 3ª temporada, mas já já chego junto de vocês)!
The Big Bang Theory “2×07: The Panty Piñata Polarization”: O melhor episódio até hoje de The Big Bang Theory culminou na maior audiência da história da série. E também pudera: pela primeira vez Penny bateu de frente com as neuroses de Sheldon e o resultado foi uma briga que durou todo o episódio. Fomos também apresentados ao sistema de strikes do geek, sendo que quando alguém atinge 3 pontos, é obrigado a participar de um curso de reciclagem sobre as regras de convivência com o rapaz. Genial! Jim Parsons como sempre foi o destaque, mas ressalto que Kaley Cuoco também está cada vez melhor na comédia (aliás, gosto da atuação dela desde a finada 8 Simple Rules). O restante da turma também brilhou com a mobilização para localizarem a mansão do America’s Next Top Model, programa do qual ficaram embasbacados ao conhecer. The Big Bang Theory está definitivamente no páreo para levar o título de melhor sitcom da temporada!
How I Met Your Mother “4×07: Not Father’s Day”: Finalmente Mother se livrou das amarras do enjoado arco de Estela e voltou a crescer. O episódio começou bem logo após Barney descobrir que não vai ser pai, criando o feriado Not Father’s Day e até site lançou! A série também soltou mais uma das suas interessantes teorias sociais, desta vez afirmando que um grupinho de mulheres na balada fazem todas parecerem mais bonitas do que são (valendo o mesmo para homens)! Hilário! O casal Lilly e Marshal também voltou a brilhar com o caso do bebê, apesar de que em algumas cenas a atuação de Alyson Hannigan ficou over the top. No geral foi um episódio satisfatório que reaqueceu a temporada. Estou apenas sentindo falta de referências sobre a “mãe”, que há um bom tempo não aparecem.
Two and a Half Men “6×07: Best H.O. Money Can Buy”: Inferior ao episódio da semana passada, este Best H.O. Money Can Buy continuou a história da paixonite de Judith por Alan, mas infelizmente quando as situações estavam atingindo o seu ápice tudo voltou ao normal com o retorno de Herb. Como eu sempre falo, falta mais comprometimento e identidade da trama em Two and a Half Men. Todos os casos interessantes são logo cortados (Charlie Waffles, Kandi etc.). Contudo, as situações com Jake foram muito engraçadas e Angus T. Jones foi o most valuable player (MVP) deste mediano episódio.
Gary Unmaried “1×07: Gary & Allison’s Restaurant”: Um dos (poucos) aspectos que menos aprecio em Gary Unmaried acontece quando determinado personagem encontra-se sozinho em cena e começa a “atuar” para platéia e câmeras de forma completamente artificial. Isso aconteceu novamente neste episódio com Allison, mas felizmente é o único demérito que posso apontar. Conforme apontei na semana passada, a história de amor entre Gary e sua ex-mulher deverá se tornar o foco da temporada e esta escolha é bem acertada, considerando os conflitos existentes entre o casal que rendem os melhores momentos da comédia: (Gary) “Como poderia esquecer do dia em que nos conhecemos? Foi quando encontrei a mulher mais linda que já vi“; (Alisson) “Oh, Gary, sério?“; (Gary) “Sim, daí logo depois você chegou“. Impagável!
The Office “5×07: Business Trip”: É muito confortante em The Office saber que eles não estão nem um pouco comprometidos em serem politicamente corretos. Por isso, na primeira grande viagem internacional de negócios do pessoal da Dunder Mufflin Scranton, quem roubou a cena foi a inusitada dupla Andy e Oscar. O primeiro, aliás, vem se revelando uma das melhores surpresas desta série. A noite foi longa e envolveu o clássico “drink and dial” que quase revelou o caso entre Angela e Dwight que, pelo visto, continua firme e forte! Com relação à Michael, nem preciso comentar que ele sempre consegue passar dos limites, seja dentro ou fora do país. Confesso que este não foi dos melhores episódios da temporada, mas The Office segue no caminho certo, principalmente agora que Pam está de volta à cidade.
30 Rock “3×03: The One With the Cast of Night Court”: Em mais um ótimo episódio de 30 Rock, Jennifer Aniston surgiu totalmente diferente dos tipos que costuma interpretar, nos apresentando à maluca Claire, uma antiga amiga totalmente psicótica de Liz Lemon que infernizou a vida de Donaghy. Mas neste capítulo quem reinou absoluto foi Kennth e sua obsessão em dar um final digno à série Night Court. Pra quem não conhece, esta sitcom famosa na década de 80 (e início dos anos 90) trazia como premissa um tribunal que resolvia casos rotineiros do plantão noturno. Porém, após algumas temporadas, a comédia passou a trazer casos lúdicos como até mesmo o julgamento de desenhos animados! Tracy conseguiu levar parte do elenco original à NBC e encenaram um desfecho mais, digamos, “completo”. O brilhante texto de 30 Rock serviu para dar um tapa na cara das emissoras que muitas vezes cancelam produções de qualquer jeito, desrespeitando fãs que foram fiéis por tantos anos.

Boston Legal “5×07: Mad Cows”: Estou uma semana atrasado com a série, mas em breve regularizo a situação. Às vésperas da eleição americana, Boston Legal vestiu a camisa democrata e declarou o seu voto à Barack Obama com uma das cenas mais memoráveis de toda a história da série: Alan e Denny, com visões políticas diametralmente opostas, travaram um colorido duelo de paint ball no meio do escritório enquanto “discutiam” sobre quem deveria ser o presidente eleito. Alan é sempre a voz da razão, mas é Denny, o repúblicano mais fervoroso da TV, quem é o responsável por fazer a maior campanha aos azuis com o seu fundamentalismo absurdo e caricato da “américa dos patriarcas”. Isso fora o caso das vacas loucas (com o retorno de Julie Bowen) que foi um show à parte… David E. Kelly decidiu que esta será a última e melhor temporada da série, agora que não têm mais nada a perder com “falta de patriotismo” ou falso moralismo! Precisamos urgentemente de mais séries assim, agora que o Crane, Poole & Schmidt está prestes a fechar as portas!
É hoje o ano novo dos sériemaníacos! Finalmente começa nos EUA esta noite o tão aguardado Fall Season 2008/2009, o primeiro após a terrível greve dos roteiristas. Mas antes de iniciarmos a cobertura da próxima temporada de estréias e retornos, é hora de fazermos um balanço de 2007/2008 aqui no blog. Na temporada passada tivemos aqui as coberturas completas de: LOST, Studio 60, America’s Next Top Model, Big Love, Gossip Girl, Heroes, Grey’s Anatomy, Bionic Woman, The Office, Dexter, American Idol, Weeds (em curso), Mad Men (em curso), How I Met Your Mother, Chuck, The Big Bang Theory, Dirty Sexy Money, Reaper, Terminator: The Sarah Connor Chronicles, Moonlight, Pushing Daisies, Damages, Dirt, Friday Night Lights e The Return of Jezebel James.
Foram produções comentadas do início ao fim, seja através de comentários episódio por episódio ou no Season Pass, novo post que lançamos por causa do estrago na grade feito pela greve dos roteiristas. Foram 25 séries ao todo! Isso faz do LiGado em Série um dos blogs de autor único que mais temporadas completas cobre na Internet brasileira! Não bastasse isso, também fizemos comentários de episódios ou de parte considerável das temporadas de outras 25 (!) séries: K-Ville, Back to You, Kid Nation, Journeyman, Cane, House, Life, Private Practice, Brazil’s Next Top Model, Cavemen, 30 Rock, Life is Wild, Women’s Murder Club, Samantha Who?, Viva Laughlin, Aliens in America, Mandrake, Phenomenon, Criss Angel: Mindfreak, The Celebrity Apprentice, Cashmere Mafia, Lipstick Jungle, Breaking Bad, Two and a Half Men e CSI.
Sim, ela voltou! A partir da próxima segunda retomaremos a tão esperada Semana em Série, post que fazemos com os comentários das séries exibidas na semana anterior nos EUA. Mas vamos mudar algumas coisas pra deixar tudo mais interessante. Eis como funcionará: neste início de temporada, listaremos e analisaremos indiscriminadamente todos os principais pilotos de séries novas e inícios de temporadas das séries retornantes, pautando pela quantidade. À medida que a temporada for avançando, iremos “cancelando” as séries que não deverão ir para frente ou que não merecem destaque em nosso concorrido espaço. Por isso, os comentários de vocês sobre o que deve continuar ou sair será imprescindível nesta nova fase do blog. Toda semana faremos uma espécie de “paredão” das produções e vocês vão me ajudar a definir a Semana em Série final, que então seguirá pautando pela qualidade. Conto com a ajuda de vocês! Uma boa temporada para todos!
Estamos encerrando a cobertura da temporada 2007/2008 no blog e por isso chegou a hora de eliminar totalmente as pendências para a volta da Semana em Série a partir de Setembro. Como vocês sabem o post semanal com os comentários dos episódios exibidos nos EUA precisou ser interrompido por causa da bagunça no schedule causada pela greve dos roteiristas. Por isso, faremos o Season Pass em Série com comentários gerais das temporadas completas das séries que ficaram faltando. Vamos lá!
Dirty Sexy Money, 1ª Temporada: Esta série chegou muito bem focada em seu objetivo, mas com o passar dos episódios ficou evidente que o roteiro começou a “passear” demais. Com apenas 10 episódios, ainda assim a 1ª temporada conseguiu terminar com um saldo positivo. Ironicamente algumas histórias paralelas conseguiram ganhar mais destaque que a trama principal. Falo das peripécias de Patrick, Brian e Jeremy Darling em detrimento daquela chatíssima indefinição sobre as verdadeiras intenções do bilionário Simon Elder e se Tripp Darling é vilão ou mocinho. É claro que boa parte das críticas à série precisam ser relevadas, pois não houve chance da história se desenvolver em virtude da paralisação (aliás, essa vai ser uma afirmação constante nesta matéria). Maldita greve! Enfim, essa é uma produção que acompanharemos quando retornar em 1º de Outubro, pois mostrou ser uma “novelinha” com um texto inteligente e cheio de reviravoltas. As atuações de Peter Krause, William Baldwin e Donald Sutherland se destacaram e no 2º ano ainda teremos Lucy Liu no elenco!

How I Met Your Mother, 3ª Temporada: Há um dilema em How I Met Your Mother que poderia ser previsto desde o início da série. Afinal, qual é a hora ideal para revelar quem é a tal “mãe”? Em um season finale? Em um series finale? Talvez. Certamente não concebida para durar tanto, a excelente comédia começou a desandar perto do final de sua 3ª temporada por conta das expectativas frustradas e a demora da revelação (será que é Sarah Chalke?). Mesmo assim, Mother é minha sitcom favorita e não estou nem aí pra quem será a mulher de Ted enquanto continuarem a fazer o que fazem tão bem. Bom que o hype gerado pelas participações de Britney Spears (que não estava ruim, mas também não estava espetacular) serviu para colocar esta série sob os holofotes e o 4º ano está garantido. Destaque para os episódios The Chain of Screaming, Rebound Bro e o excelente Miracles. Uma série que sempre brinca de forma brilhante com sua estrutura narrativa, How I Met Your Mother definitivamente mostrou que veio pra ficar.
Chuck, 1ª Temporada: Um dos maiores problemas de Chuck é a constante oscilação entre momentos geniais e outros ridiculamente infantis, principalmente quando eles querem ser mais uma série de ação do que uma comédia descompromissada. O constante “meio-termo” da criação de Josh Schwartz impede o crescimento desta comédia. É claro que as referências pop estão sempre presentes, mas isso não é o suficiente para o sucesso desta produção (vide The Big Bang Theory, que faz referências do tipo em um contexto bem estabelecido). Falta roteiro. Ou melhor, falta objetivo no roteiro, que muitas vezes parece dar voltas desnecessárias como a inconsistência de Sarah com relação a Chuck e os infinitos furos na história que, ao contrário do aque acontece com Prison Break ou 24, aqui não servem à trama. O resultado disso é que Chuck se tornou uma série esquecível, que não fazemos muita questão se estará de volta ou não. Ou você realmente lembra tudo sobre o cliffhanger e está contando os dias de saudade para rever Chuck, Morgan, Ellie e Casey?
Reaper, 1ª Temporada: É uma pena que Reaper começou a engrenar somente em seus episódios finais. Muitos dos problemas vistos nesta série são os mesmos que apontei em Chuck: a falta de objetivo no roteiro e atuações apenas medianas. Aliás, tirando Ray Wise em sua divertida encarnação do Diabo, não podemos dizer sequer que temos boas atuações ali. Isso sem contar que a maioria dos episódios segue sempre a mesmíssima estrutura narrativa (aparece uma “alma” nova, Sam recebe o contêiner, arruma confusões na loja, perde a garota e no final salva o dia), o que deixa tudo demasiadamente previsível e chato. Reaper precisa utilizar a boa atmosfera que conseguiu criar para chamar a atenção na 2ª temporada com histórias que transcendam os 40 minutos do episódio.
Friday Night Lights, 2ª Temporada: Tirando a ausência de um final decente, o que não foi culpa da série e sim, é claro, da greve dos roteiristas, eu não tenho nenhum comentário negativo sobre a 2ª temporada de Friday Night Lights. Ao invés de vermos “mais do mesmo”, a nova temporada desta magnífica série começou muito bem com a saída do treinador Eric de Dillon para trabalhar em seu emprego dos sonhos na TMU em Austin. O que manteve foi o retrato cru das dificuldades de uma cidade desesperada junto as sempre ótimas atuações do jovem elenco. Outras storylines também mereceram destaque, como a do arco de Landry e Tyra envolvendo o estuprador morto e, mais tarde na temporada, a paternidade de Jason Street. Foi um ano em que o campeonato de futebol ficou parcialmente em segundo plano, dando chance de conhecermos mais sobre a vida o dia a dia em Dillon. Chamo atenção ainda para as atuações de Brad Leland (Buddy Garrit), Louanne Stephens (Lorraine Saracen) e de Zach Gilford, que explorou a densidade dramática de Matt Saracen de forma nunca antes vista até então. Grande parte da autenticidade desta série se deve ao fato da filmagem ocorrer em locações reais, da ausência de ensaios exaustivos e da liberdade concedida aos atores até para mudar o texto na hora se acreditarem que tornará o personagem mais fiel à realidade. Por essas e outras afirmo que Friday Night Lights é uma obra-prima da televisão atual e não deve de forma alguma passar despercebida por vocês fãs de séries.
Moonlight, 1ª Temporada: Eu fui entusiasta desta mediana produção da CBS quando ela estreou e fiquei um pouco descontente com seu cancelamento. Longe de ser excelente, Moonlight deveria ter continuado pelo simples fato de que muita coisa pior continua sendo exibida por aí. Existia sim uma série boa ali, nós somente precisávamos assistí-la com mais complacência. Pois é. Infelizmente o público americano não viu desta forma, já que ela foi sumariamente cancelada por baixa audiência. Moonlight era, sobretudo, uma série de detetives que apenas usava o vampirismo como pano de fundo para contar boas histórias. A produção de Joel Silver (Matrix, Veronica Mars) ainda aproveitou para brincar com a mitologia dos imortais, trazendo interessantes enfoques como o fato deles tolerarem a luz do sol por certo tempo. Mas reconheço que nos capítulos finais a série sucumbiu ao trash barato, principalmente após a aparição de Coraline e a partir daí tudo desandou. Merecia uma segunda chance, de qualquer forma.
The Closer, 3ª Temporada: Esta é a única série investigativa que eu sempre segui do início, episódio por episódio, justamente por fugir do lugar-comum que “atinge” as principais produções do gênero. Ao invés de solucionarem crimes utilizando luminol, DNA, espirros de sangue e ultra-computadores que buscam todos os sistemas em segundos, a divisão de Homicídio Prioritário da Polícia de Los Angeles tem uma arma implacável: Brenda Leigh Johnson. Vivida com uma intensidade invejável por Kyra Sedwick, a detetive utiliza a tecnologia de desvendar crimes como método subsidiário ao interrogatório de suspeitos e é aí que The Closer se sobressai como drama policial/forense. Ao focar em personagens e não em procedimentos a série atinge o seu ápice com textos e histórias que marcam, trazendo sempre os coadjuvantes do caso da semana ao papel principal. Na 3ª temporada, Brenda lidou com os desafios de se tornar uma mulher de meia-idade precocemente graças à atropelada vida que leva em função do trabalho, enquanto tentava conciliar o relacionamento com seu noivo Fritz, do FBI. Se você não conhece, corra atrás. Essa é mais uma série indispensável para os fãs da boa TV.
The Riches, 1ª Temporada: Como eu disse aqui no blog, me surpreendi muito com o piloto de The Riches, e após conferir toda a 1ª temporada posso dizer que ela definitivamente entra para o meu top de dramas atuais, ao lado de Dexter e Damages. Wayne Malloy, percorrendo o árduo caminho de manter uma mentira para salvar um estilo de vida que não é seu, acabou envolvendo a sua família nas mais complicadas situações e precisou, a cada episódio, apagar um incêndio diferente de proporções assustadoras. Esta é mais uma série em que você assiste o tempo todo tenso, perguntando a cada instante o que será que eles vão faazer pra sair dessa! Fenomenais, inclusive, estão as atuações do comediante Eddie Izzard no papel do astuto patriarca e da atriz Minnie Driver (quem eu tinha uma certa birra) como a instável e geniosa Dahlia. O final do 1º ano acaba de forma chocante e eu já estou louco para conferir o que acontece em seguida. A série atualmente está sendo exibida pela FOX e já saiu em DVD. O Telecine Light já começou a transmissão do 2º ano, que tem somente 7 episódios por causa da greve. Está mais que recomendada.

Agora é oficial! Michael Ausiello do TV Guide confirmou e o leitor Mano deu a dica: nesta tarde a presidenta da CBS disse em um press release que o público se mobilizou pela volta da série de forma impressionante e sem precedentes e isso fez com que o canal encomendasse mais 7 episódios de Jericho para serem exibidos no mid/season 2008. Os protestos começaram após o anúncio do Upfront no mês passado. Milhares de fãs se juntaram e começaram a mandar nozes para a sede da emissora. Isso mesmo! Como no último episódio exibido o protagonista diz a palavra “nuts” (literalmente, nozes) pra câmera, essa foi a forma que os fãs resolveram utilizar para manifestar a revolta pelo cancelamento. Viu? Dá certo se fazer ouvir! Quem sabe os fãs de Veronica Mars poderiam fazer o mesmo?


