American Idol: Mais da ‘Hollywood Week’
Foi muito interessante ver mais das performances individuais, as surpresas e fracassos do ultimo dia da Hollywood Week e já é possível identificar algumas figuras carimbadas que certamente farão parte do Top 36. Ah é, este ano o sistema de votos será totalmente diferente. Dos 36 finalistas, grupos de 12 se apresentarão nas próximas três semanas e 9 (!!!) serão eliminados de cada vez. Haverá, contudo, uma repescagem para os excluídos, compondo finalmente o Top 12. Um pouco confuso, não? Com relação ao segundo episódio da semana, eu nunca entendi o propósito de um capítulo inteiro dedicado à eliminação de mais candidatos com base apenas nas gravações anteriores. Isso só servia para mostrarem eles desfilando no Pasadena Civic Center até saberem se continuarão ou não. Mas este ano felizmente eles mudaram a fórmula e criaram um episódio realmente interessante de se ver, graças à introdução da pomposa “Mansão dos Juízes” (uma coisa meio Trump, não acharam?) e a surpresa dos testes relâmpagos que precisavam ser feitos na hora para ajudar os indecisos Randy, Kara, Paula e Simon. Tudo bem que tudo isso foi colocado para efeitos meramente dramáticos, mas funcionou. Ainda assim 36 pessoas é muita gente para decorarmos o nome. Só consigo me recordar de cabeça de Anoop Desai e Tatiana Del Toro, esta última pelos escândalos que sempre apronta. Idol, no geral, surpreendeu, pois trocou um pouco o seu formato e isso pode dar um novo fôlego à atração, que estava consideravelmente desgastada.
Episódios “8×10: e 8×11″ exibidos em 10/02/2009 e 11/02/2009 na FOX americana e, em seguida, no canal Sony Brasileiro nos dias 14/02 e 15/02.


Worst Week parte da mesma premissa que o longa Entrando Numa Fria estrelado por Ben Stiller: um sujeito nervoso e desastrado que passará uma semana dos infernos visitando os pais de sua namorada e que ainda terá a difícil missão de contar que ela está grávida e que os dois vão se casar. Nesta comédia não tramas complicadas, piadas elaboradas etc. A lei aqui é a comédia física e muitas vezes totalmente pastelão (o que nem sempre é ruim). Alternando entre gags hilárias (a da funerária, por exemplo) com outras nem tanto de tão óbvias (a do quadro), este remake da série inglesa homônima parece não ter emplacado em solo americano, apesar de simpático. É um bom passatempo, mas só. (Dia 4, 20:30h)
Já em Kath & Kim, Kath Day e Kim Day, mãe e filha, fielmente personificam a expressão americana white trash. Essas duas peculiares moças interpretadas com vigor por Molly Shannon (SNL) e Selma Blair (Hellboy) são originadas da série australiana de sucesso de mesmo nome e está é mais uma comédia com premissa baseada no humor nonsense estilo 30 Rock. Mas fato é que o piloto não consegue extrair todo o potencial da produção, graças ainda a uma notável falta química entre as protagonistas, que aos poucos acertam o passo. O texto é ágil e atual, mas as piadas muitas vezes são sutis e fracas. (Dia 2, 20h)
Talvez uma das decisões mais sábias da história da TV paga brasileira foi essa agora do Sony de simplesmente “cancelar” a exibição nobre de American Idol, conforme informou a assessoria. Em sua 8ª edição, a fórmula do reality está mais que desgastada e, embora ainda represente a maior audiência da TV americana quando é exibido, o programa sofreu diversas baixas na temporada de 2008 porque ninguém aguentava mais a overdose de episódios. Isso sem contar também no excesso de “especiais”, que nada mais eram do que versões de um mesmo episódio estendidas com propagandas e “papagaiadas”. Os tais episódios de duas horas (cada vez mais frequentes) atrapalhavam, e muito, o calendário de séries do canal brasileiro (os fãs de Ugly Betty foram os mais prejudicados). O show de calouros de Ryan, Randy, Simon e Paula agora chegará aos sábados e domingos às 18h começando no dia 17 de Janeiro, apenas quatro dias após a exibição americana! Isso significa que estaremos quase junto com os EUA, praticamente imunes da enxurrada de spoilers sobre quem saiu, quem ficou e, é claro, quem ganhou. Pra melhorar, só falta o Sony programar boas estreias em 2009, justificando um prime time livre de Idol!



O descaso do canal Sony com as produções estrangeiras já é notório. São séries mal legendadas, erros ao entrar e sair de comerciais, comerciais em excesso etc. Mas quando o descaso deles acontece com uma produção própria sua maior fonte de renda, a coisa fica preocupante. Ontem o canal simplesmente apagou antes do final do episódio de Brasil’s Next Top Model! Pior é que quando o sinal voltou o episódio já havia acabado sem que o público pudesse saber quem foi a eliminada da semana! E aquela vinheta que repete sem parar de que eles não toleram mais erros na emissora? Mais uma vez o assinante foi feito de bobo e quando questionarmos, virá a resposta: “foi uma falha na retransmissora da America Central”. É a velha desculpa do tipo “o sistema caiu” que recebemos quando ligamos para os call centers da vida. Por que, então, eles não começam a transmitir o sinal do Brasil, já que essa tal retransmissora deles é uma porcaria? Não é nem a primeira e nem a última vez que isso acontece. Seguimos de mãos atadas quando o assunto é respeito com o consumidor neste país.
Esta definitivamente é a pior temporada de Weeds desde a sua estréia e a série vem oscilando demais com altos e baixos na trama. Após o bom capítulo da 
Fica registrada aqui a minha indignação e a de vários leitores com a nova onda do canal Sony, de exibir supostos “episódios especiais” com duas horas de duração quando na verdade o episódio em si tem pouco mais de uma hora. Isso aconteceu reiteradas vezes com Top Chef ao longo da temporada, atrapalhando a grade do canal e perturbando os assinantes com intervalos comerciais de mais de 15 minutos de duração. É um total absurdo! Isso acontece porque o canal deveria programar o episódio estendido para uma hora e trinta minutos de grade. Porém, como o Sony trabalha com blocos de uma hora no primetime de quarta, preferem fazer a gambiarra e estender injustificadamente a Top Chef por mais trinta minutos (de intervalos, é claro), ao invés de programar uma atração para completar o tempo faltante. Isso não é algo inédito na TV paga. A Warner, por exemplo, estendeu episódios da 10ª temporada de Friends, de 22 minutos cada, em blocos de uma hora, com comerciais de 20 minutos! Eita ganância! Vamos dar um chega pra lá nisso? Assine abaixo com seu nome e cidade, pois mandaremos todos os comentários para a assessoria deles: SONY, CHEGA DE FALSOS ESPECIAIS DE 2 HORAS!
Esse é um Season Pass diferente, pois falarei aqui sobre a 1ª temporada do drama Friday Night Lights que recentemente foi lançado em DVD no Brasil. Graças ao horário que o Sony colocou a série (sexta-feira à noite), não é todo mundo que teve a oportunidade de conferir esta incrível produção da NBC americana, que já vai para sua 3ª temporada. Eu fui um dos que descoriu a série há pouco tempo e fiquei viciado. Centrada na família do treinador Eric Taylor, o drama percorre a saga do tradicional time de futebol americano, os Panthers, de uma pequena cidade no interior do Texas que vive uma profunda recessão econômica. O time, por esta razão, acabou virando o principal responsável por levantar a baixa moral do local enquanto seus jogadores enfrentam diversos conflitos pessoais e buscam o titulo estadual. O primeiro desafio acontece já no início da temporada, quando o astro do time fica paraplégico após um acidente em campo.



A 4ª temporada de Grey’s Anatomy, que começou duramente criticada pelos fãs, está chegando ao fim com uma invejável seqüência de episódios, provando que a série pode se reinventar sem perder a sua identidade. O drama conseguiu restabelecer o equilíbrio entre os casos da semana e a vida pessoal dos cirurgiões, especialmente com o tratamento experimental de Meredith e Derek, que, é claro, continua matando todos os cobaias. Em Losing My Mind também descobrimos junto com Izzie (que continua inútil na série) que Rebecca realmente não estava grávida e sofria de um mal psicológico chamado “gravidez histérica”. Eu só não consegui entender a obsessão de Alex, que sempre se mostrou insensível com mulheres, em cuidar da moça a qualquer custo, ainda mais contando que ela tem marido e família. O episódio ainda dosou com maestria diversas histórias paralelas: o triangulo Hahn, Torres e McSteamy (com uma óbvia conclusão no elevador), O’Maley e as tarefas do Chief e até mesmo os problemas maritais de Bailey, que voltou a ter seus característicos ápices dramáticos. Mas a história mais comovente foi a da paciente que supostamente tinha um namorado imaginário em função de um tumor, mas que no fim das contas ele surpreendentemente era real. Se você abandonou Grey’s Anatomy este ano, seja por conta das histórias bobas de Izzie, a chatice de Yang ou a inconstância de Grey e Shepard, está na hora de voltar. Garanto que não vai se arrepender, pois a série acaba de se recuperar totalmente de tudo isso e o season finale promete ser bastante intenso.

Tenho que admitir que Christina Yang cantando “Like a Virgin” enquanto dissecava um cadáver no necrotério não foi das coisas mais bonitas de se ver, não é mesmo? Mas eu achei ótimo que Grey’s Anatomy continua se colocando no “divã”, agora que mostrou, ainda que tardiamente, os verdadeiros sentimentos da doutora depois da súbita saída de Burke no final da 3ª temporada. Também é excelente quando a série não tem medo de ser nonsense como acontecia no início, com aquela história do formulário sobre “quem dormiu com quem” no hospital e a “Greve das Enfermeiras” contra o Dr. Sloane McSteamy. Esse é o principal fator que difere esse dos demais dramas médicos: O Seattle Grace é uma espécie de universo paralelo, com coisas que somente acontecem ali, independente de serem plausíveis ou não. Aliás, as peripécias do cirurgião plástico também renderam os melhores momentos do episódio, protagonizados por Miranda Bailey, que finalmente voltou a ter merecido destaque, já que ela estava um pouco apagada nesta 4ª temporada. E quem aqui acha que esse interesse de Callie em Sloane é apenas um disfarce para tentar negar sua química com a Dra. Han? Ta pra estourar mais um casal aí… Com casos singelos e essencialmente dramáticos, principalmente o do casal de homossexuais que se separou para sempre sem uma despedida graças ao preconceito e ao “tratamento da morte” de Derek e Grey, Grey’s Anatomy vem fechando a temporada de forma positiva, abrindo espaço ainda para interessantes possibilidades neste e no próximo ano.



Está na hora de Grey resolver seus diversos problemas na terapia e isso curiosamente começou a trazer um efeito positivo na série. Parece até que os problemas de identidade de Grey’s Anatomy como drama estão intimamente ligados com o emocional da protagonista, o que não deixa de ser uma jogada genial de Shonda Rhimes, se é que isso foi planejado. A idéia do concurso também foi excelente para dar um ritmo frenético à narrativa, como estávamos acostumados quando os atuais residentes eram meros internos (com a exceção de George, é claro). Parece também que eles não estão preocupados com o grafismo de algumas cenas, que atingiu níveis “Nip/Tuck” com aqueles “intestinos nas mãos” e o escalpo arrancado por um urso! Apesar de todas as histórias envolvendo os pacientes soarem um pouco forçadas (em especial a da obsessão de Izzie em ganhar o concurso), elas foram fundamentais para permitir o desenvolvimento dos personagens, tornando este um bom episódio. Com novas e promissoras mudanças, como a de um possível relacionamento entre Lexie e O’Maley e ainda de Callie e Han, Grey’s Anatomy sentou-se no divã e está evoluindo, definitivamente reerguendo esta 4ª temporada das cinzas.
Eu achei muito incoerente o recap no início do último America’s Next Top Model, quando o fotógrafo Nigel Barker disse para CariDee que eles não querem uma representante do “nome” do programa que não se comporte com “classe, dignidade e respeito”. Ora, e desde quando a atração sempre age desta maneira? Ao longo de toda esta temporada constatei justamente o contrário: modelos sendo humilhadas por juízes, destratadas por colegas e submetidas a provas bastante duvidosas. Falta muita coerência e critério em ANTM. Muitas vezes vimos os juízes deliberando alguma coisa e decidindo outra diametralmente oposta. Garotas talentosíssimas e lindas deixaram a competição por pequenos deslizes (AJ, Brooke) e outras nem tanto assim permaneceram por muito tempo (Eugena, Anchal) fazendo um trabalho regular e pouco inspirado. CariDee venceu a “batalha das loiras” que foi estabelecida no final e eu não posso classificar esta como uma vitória 100% justa. Analisando o desempenho de Melrose estritamente durante todas as provas e sessão de fotos, fica claro que a briguenta era a mais capacitada das duas. Bom, dos males o menor, já que Eugena não levou o prêmio. Não sei se verei a próxima temporada, pois foi uma experiência inconstante e pouco divertida. Tyra precisa parar de querer ser o centro de tudo e passar a focar na competição que criou, inclusive fazendo um final mais “emocionante” (acabou do nada!). Quem sabe a versão brasileira, com aquela modelo “famosa quem?” consiga superar o original.
Depois deste episódio ficou claro que Melrose não deve ganhar a competição pelo simples fato de não saber perder. Até a Amanda (o que foi aquela dança flamenca?) merecia ter chegado mais longe que ela. Agora, qual é a necessidade de fazer uma sessão de fotos em uma piscina gelada em pleno inverno espanhol? São coisas assim que fazem com que o show perca em credibilidade, algo que todo reality de competição deveria ter. Parece que já fazem a prova esperando que uma garota tenha algum problema de saúde só para dar material para a edição e com a liçãozinha barata de que “no mundo da moda elas podem ter que passar por isso e então precisam estar preparadas“. Eles esperaram Caridee passar mal para então tomar uma providência? Bullshit, deixaram ela lá tremendo até o limite! Discordo muito do termo “reality-show” porque a última coisa que esses programas refletem é a realidade. Tudo é construído e roteirizado da forma mais novelística possível sob o falso pretexto de que aquilo é genuíno. Graus Celsius à parte, Amanda saiu por ser desengonçada uma semana depois que sua irmã gêmea também deixou a competição. Então na semana que vem teremos a disputa pelo título de America’s Next Top Model entre Caridee (uma modelo regular), Eugena (sempre “abaixo do radar” e passando de fase despercebidamente) e Melrose (que dispensa maiores explicações). De longe dá pra ver que nenhuma delas é verdadeiramente
Eu costumo receber e-mails de leitores dizendo que sou muito ríspido com America’s Next Top Model e eu não tiro a razão. Apesar do aspecto técnico, a edição e o formato serem interessantes, o conteúdo sempre consegue me irritar. Antes o problema fosse só a frivolidade (o objetivo é esse). Ao longo de toda a temporada, Tyra e sua equipe conseguem descer um nível a cada episódio. Nesse vimos uma sessão de fotos cujo pano de fundo é um dos “esportes” mais cruéis do mundo, a tourada. Acho completamente desnecessário a indústria da moda (que já tem muitos problemas com direito dos animais) endossar uma prática bárbara como essas. Mas é claro que o foco do episódio foi a inevitável separação das gêmeas Amanda e Michelle. O momento foi intenso? Não. Foi tudo muito insosso, assim como a participação delas durante competição. O que achei mais curioso é que ao pesquisar as imagens de Michelle para a resenha, vi uma entrevista onde ela dizia exatamente que sentia pena das outras garotas que queriam ganhar e saíram antes dela. Ou seja, além de já “queimar” a vaga de uma potencial Top Model por ser um clone de outra concorrente, ela mesmo admitiu que não sabia direito o que queria. Aliás, mesmo odiando a Melrose, começo a achar que ela deveria ser a vencedora porque é a única que realmente está ali pra jogar e se esforçar. Eu não assisti aos outros seis ciclos anteriores de ANTM, mas com base nesta temporada atual, o reality definitivamente não me empolgou. Saudades de American Idol…
Não, não estávamos assistindo à Record depois da meia noite, mas na primeira parte de America’s Next Top Model desta semana vimos uma legítima sessão de descarrego. Descabeladas e aos berros, as modelos literalmente descarregaram suas mágoas umas nas outras, orientadas por uma professora de teatro. Quanto chilique… Pelo menos foi legal ver CariDee participando de One Tree Hill, já que ela foi ganhadora da prova do “cinema mudo”. Agora, o que foi o aquele modelo imbecil em Barcelona, dizendo para Jaeda que “não gosta de mulheres negras”? Pior que isso é o programa endossar esse tipo de comportamento, ao invés de substituí-lo de imediato (tinham uns dez modelos lá)! Já as tomadas do tal comercial de desodorante catalão foram divertidas de assistir de tão ruins, mas a eliminação de Jaeda fez Tyra atingir o ápice de sua insensibilidade, pelo que a modelo passou durante as gravações. Tudo bem que ela não foi bem, mas Amanda e Michelle também não foram e elas são clones! Sinceramente, a cada semana Top Model consegue descer mais no meu conceito. Vamos ver como será o próximo…
Convenhamos, a jornada de Anchal já estava na sobrevida em America’s Next Top Model e esta foi a eliminação mais justa até agora. A garota nunca quis estar ali, nunca jogou pra vencer, sempre quis fazer a cena do “patinho feio” da competição e não conseguiu se aproximar de ninguém, mesmo quando era elogiada pelas colegas. Foi tarde. Mas uma coisa está me preocupando há algumas edições: a fórmula está gasta e o programa não inova. Semana a semana estamos vendo reedições de editoriais e provas já realizadas. Embora a sessão de fotos desta semana tenha sido realmente útil para a vida profissional das meninas, nada empolga como antes. Os juízes estão apagados e sem inspiração e até Tyra denota não estar em sua melhor forma (como apresentadora e como modelo). Talvez boa parte desse marasmo todo se deva ao fato deste ser o pior time de modelos de todas as edições. Tirando a Melrose (que é insuportável, mas é a única que está ali pra jogar), não vejo potencial em outra. Talvez Caridee, mas pela beleza e só. E o que foi aquela provinha improvisada da passarela? Menos, Tyra, menos…


