29/10/2009 - 00:01

Dexter (4×04: Dex Takes a Holiday): Este episódio deve ter sido um banho de água fria nos crÃticos de ocasião que diziam que o drama estava desinteressante e arrastado. Ao contrário da maioria das produções, Dexter é escrita e produzida com muito cuidado e a prova da supremacia técnica e criativa está neste fantástico Dex Takes a Holiday, um dos melhores episódios de toda a série. Depois de mergulhá-lo num mar de encargos, tarefas e atribulações, o roteiro trouxe descanso ao nosso querido Morgan com a viagem de Rita e as crianças. Sozinho, o que não faltou foi um tempo pra matar. Literalmente. Obstinado em aproveitar o máximo de sua liberdade temporária, Dexter foi atrás de uma policial suspeita de ter assassinado toda sua famÃlia e inocentada pela falta de provas e pelo protecionismo dos membros da força com os seus. Mas um assassino facilmente conhece outro e após fazer sua meticulosa due dilligence, o Dark Defender chegou à inevitável conclusão de que ela realmente cometera o crime. Não antes, contudo, a série mostrou algumas das cenas mais angustiantes já vistas, pois a sagaz agente se revelou como um adversário acima da média dos scumbags usuais. E foi transformado no mensageiro da morte durante a execução da mulher que Dexter, perplexo e maravilhado, descobriu que possui um laço muito mais forte do que ele imaginava com Rita e as crianças. Dex Takes a Holiday não só evidenciou ainda mais os talentos de Michael C. Hall e Jennifer Carpenter, como ainda trouxe um dos melhores cliffhangers da temporada, com o ocorrido com Debra e Lundy. Dexter continua fenomenal como sempre foi.
Cotação Bruno Carvalho: 




Californication (3×04: Zoso, 3×05: Slow Happy Boys): O quarto episódio desta temporada de Californication foi abaixo da média, engrenando somente em seus instantes finais quando as três mulheres que Hank recentemente “pegara” estavam em sua sala de aula na universidade. Pouca coisa aconteceu e os problemas que ele vem enfrentando com Becca não foram bem desenvolvidos. Mas as coisas melhoraram e muito em Slow Happy Boys com a viagem da filha e concomitante chegada de um antigo amigo de Moody. Orgia vai, orgia vem, acontece que a vida do cara fica mais complicada a cada minuto e, apesar deste ter sido mais um filler, Californication acaba divertindo, ainda mais agora que retomaram a história do simpático Charlie e sua luta para reconquistar sua mulher. O problema é que o cara não dá uma dentro… A coisa vai esquentar com o retorno de Karen e quero só ver como ele vai sair de todas em que se meteu!
Cotação Bruno Carvalho: 


Grey’s Anatomy (6×06: I Saw What I Saw): Grey’s Anatomy deu um verdadeiro show esta semana! O episódio I Saw What I Saw fugiu completamente do habitual e mostrou o caos que foi instaurado no Seattle Grace após a ocorrência de um erro médico que custou a vida de uma paciente. O curioso é que a narrativa foi desenvolvida no esquema “ponto de vista”, o que acabou se tornando um excelente trabalho de criação, logÃstica de produção e edição. As cenas eletrizantes no pronto-socorro que estava atribulado foram revisitadas diversas vezes enquanto os envolvidos prestavam seus depoimentos ao Chief. Mas o grande trunfo do episódio veio mesmo em seu final: ao evidenciar o erro da médica que viera do Mercy West, Derek questionou seu superior sobre a forma que ele vem displicentemente comandando o hospital com o clima de tensão que ele impôs e todo o complicado procedimento de fusão – esta sim a verdadeira origem dos problemas. Já não vejo a hora em que Sheppard vai emergir como o novo lÃder do Seattle Grace. Yes he can!
Cotação Bruno Carvalho: 




Glee (1×08: Mash-Up): Este é o segundo episódio em que os roteiristas de Glee apostam no desfalque do grupo de canto para criar drama e é a segunda vez que isso não funciona. Da mesma forma que ocorreu com Rachel, esta efêmera instabilidade só prejudica a trama, pois fica evidente que eles querem enrolar o público. Ora, muito melhor se nesta altura do campeonato Glee focasse mais no… campeonato! Até o momento pouco sabemos como serão as eliminatórias do concurso que o Sr. Schuester quer ganhar. Aliás, ele anda bem robert, não? Querendo aparecer, dançar e “cantar” o tempo inteiro. O lado bom é que Mash-Up foi mais um episódio divertido com aquele lance dos “gelados” e a constante batalha por popularidade na escola. Foi legal também que vimos um lado mais “paz e amor” de Sue Sylvester, que estava apaixonada pelo âncora do jornal, mas agora que ela tomou um pé na bunda estou com dó do Glee Club. Só achei que a cena da dancinha podia ter sido em um sonho da treinadora, porque esta desconstrução (ainda que momentânea) de uma personagem tão forte (e capaz de gerar memes na Internet) não faz bem pra série. Infelizmente Glee fará uma pausa e voltará somente no dia 11 de Novembro. Confesso, sentirei falta.
Cotação Bruno Carvalho: 



FlashForward (1×05: Gimme Some Truth): Seria a melhor maneira de estabelecer bem uma série de mistério e conspiração com burocracia? Bem, é assim que pensam os showrunners de FlashForward que apresentaram mais um episódio em que muito se falou e pouco se fez. Isto resume bem este drama até agora, já que é consenso “global”, pelo visto, de que a produção não engrenou. Isso é o que eu colocaria em meu “Mosaic”. E aÃ, temos indÃcios de que a China está envolvida no apagão? Ok. IndÃcios. Qualquer fã de série hoje em dia, escolado com LOST, Arquivo X etc. sabe que isso é pura “encheção de linguiça”. E nem pra nos enrolarem com estilo: o “recheio” de FlashForward continua insosso, desmotivador e as coisas só melhoram quando chegam perto dos finais (e olha que o desse episódio nem foi bom). Outro erro gravÃssimo é começar um capÃtulo pelo gancho e não apresentar nenhum fato novo e contundente. Quando terminei de assistir pensei: “poxa, se já mostraram o cliffhanger, por que perdi meu tempo vendo os 40 minutos anteriores?” Tá complicado…
Cotação Bruno Carvalho: 

The Office (6×05: Mafia; 6×06: The Lover): Mesmo depois de um estrondoso episódio como foi o do casamento de Jim e Pam, The Office continua fazendo bonito. Com Mafia Michael Scott voltou com tudo sendo facilmente influenciado pelas duas mentes mais “brilhantes” da filial: Dwight e Andy, que insistiam que o vendedor de seguros italiano era da máfia e queria extorquir a pacata Dunder Mufflin. Mas o mais legal foi Kevin cancelando o cartão de crédito do Jim sem querer, enquanto este curtia sua lua-de-mel em Porto Rico. As coisas esquentaram mesmo em The Lover, quando o caso de Michael com a mãe de Pam veio à público causando uma reação exagerada, mas bem compreensÃvel da nova vendedora. Afinal, quem quer Michael Scott como padastro? Como de costume, a comédia carregou na dose de humor negro, o que é sempre bem-vindo. Ah, e é bom que Jim pare de subestimar Dwight, né? Ele não é louco… The Office vem numa ótima sequência de episódios!
Cotação Bruno Carvalho: 


Por esta semana é só. Vou falar de algumas séries, incluindo 30 Rock, de dois em dois episódios, em caráter experimental igual fiz com algumas acima. Semana que vem tem mais!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Californication, Dexter, FlashForward, Glee, Greys Anatomy, The Office
Tags: resenha, semana, usa
28/10/2009 - 00:01

Brothers & Sisters (4×04: From France With Love): Kitty com câncer. Kitty com câncer. Kitty com câncer e, ah, a Sarah voltou de viagem depois de ter um caso com um Francês porque… Kitty está com câncer. Ela mentiu sobre o motivo da volta antecipada porque Kitty está com câncer. Justin decidiu que vai ser um oncologista e foi tentar um estágio na área porque Kitty está com câncer. Nora Walker está mais neurada do que nunca porque Kitty está com câncer. Se isso é chato na resenha, imagina durante um episódio inteiro? Esse acontecimento virou o centro da série e soa como um ato desesperado dos roteiristas para tentar reerguer o drama que passou por uma severa crise criativa na 3ª temporada. Depois que a poeira da morte de William Walker baixou e que os “podres” que ele havia escondido no armário por anos vieram a público, faltam elementos para que a série volte a surpreender. Aà apelaram para essa doença e o drama segue sem perspectivas, sem cliffhangers e tremendamente água-com-açúcar. Sabemos que ela não vai morrer, então tudo fica parecendo procrastinação! Pena, pois é um excelente elenco desperdiçado.
Cotação Bruno Carvalho: 


The Big Bang Theory (3×05: The Creepy Candy Coating Corollary): A divisão das personagens de The Big Bang Theory em “núcleos” está fazendo bem à comédia, pois quando todos estão juntos fica mais evidente o disparate entre a atuação de Jim Parsons com os demais. E se sozinhos Leonard e Penny não funcionam, bastou adicionar o fator Hollowitz como a “vela” da relação para que as situações fiquem divertidÃssimas. Aquela cena no café-da-manhã com as interrupções inconvenientes do nerd carente foi demais! Mas é claro que no final das contas é Sheldon que sempre rouba a cena e, mais uma vez, o sujeito foi passado pra trás, só que desta vez pelo seu Ãdolo trekker, Will Wheaton! The Big Bang Theory continua explorando como nenhuma outra série o vasto universo da cultura pop.
Cotação Bruno Carvalho: 



How I Met Your Mother (5×05: Dual Citizenship): Um dos pontos positivos de How I Met Your Mother à s vezes vira um problema: eles pegam uma piada e vão até o fim com ela. Isso é bom quando a história funciona, mas nos dois casos apresentados em Dual Citizenship, o resultado deixou a desejar. Pra começar, a ideia da viagem de Ted e Marshall à antiga pizzaria trash que gostavam foi até boa, mas no segundo bloco a piada já estava esgotada e previsÃvel (especialmente quando envolvia Lilly). A mesma coisa aconteceu com Barney e Robin no caso da moça perder a noção de cidadania e ficar numa espécie de “limbo” civil, pois não sentia vÃnculos nem com EUA e nem com Canadá. Apesar de realizar uma leve crÃtica à “América” quando Barney aponta as diferenças entre os paÃses (o sistema de saúde e a criminalidade, por exemplo), o episódio como um todo esmaece perante os primeiros desta temporada, que focaram mais na turma.
Cotação Bruno Carvalho: 


House (6×05: Brave Heart): Uau! Já estamos no 5º episódio e os eventos de The Tyrant continuam repercutindo no hospital. Dá pra ver que Chase está no limite, vivendo um imenso conflito interno por ter matado o ditador africano. O que na hora pareceu a decisão mais certa no calor do momento, agora se tornou uma esgotante batalha moral consigo mesmo e com as pessoas que nele confiam, incluindo sua mulher e seus colegas de trabalho. E o pior de tudo é que ainda que ele tente confessar o que fez, acaba falhando porque o peso da notÃcia vai deixar enormes feridas. O caso da semana também foi excelente, começando pela perseguição de um bandido mestre em “parkour e revelando a displicência de um policial que achava que sua vida estava no fim por conta de uma doença incurável. E mesmo com a cabeça “cheia”, House, é claro, conseguiu dar um jeito. Eu apenas não entendi o propósito das vozes que o bom doutor anda ouvindo no quarto de Amber. Era mesmo só o Wilson “conversando” com ela? De qualquer forma, tenho certeza que mais alguma coisa interessante a série está preparando para nós… Mais um ótimo episódio!
Cotação Bruno Carvalho: 




Gossip Girl (3×06: Enough About Eve): Olha de uns tempos pra cá estou achando Gossip Girl uma tremenda baboseira. Às vezes sempre foi (sei que muitos vão concordar com isso), mas o fato é que antes a trama era, na maioria das vezes, coerente e entretia. Agora me parece que nesta nova temporada as personagens estão mais voláteis e de uma forma que não soa mais crÃvel. Basta ver o comportamento de Blair e sua constante mudança de prioridades e a bagunça que a repugnante Vanessa aprontou apenas para discursar num brinde de um evento. Não li os livros e não sei se ela é assim na história original, mas na TV isso não está funcionando. Gossip Girl está “inho” demais. Dan e Olivia num romancinho, Chuck e Blair com uma briguinha, Serena e Carter com uma intriguinha e Nate continua avulso com seus probleminhas de famÃlia aristocrata que ninguém dá a mÃnima… Enough About Eve terminou com Blair e Vanessa juntas, depois de todo o mal que uma fez para a outra em poucos instantes. Eu não aguento mais muito tempo desse lero lero não… Andei assistindo 90210 e, apesar de não ser nenhum primor da TV, está com uma história bem mais concisa e sólida do que esta. Quem sabe é hora de trocar…
Cotação Bruno Carvalho: 

The Good Wife (1×05: Crash): Estou começando a achar que The Good Wife levará o troféu “fogo de palha” desta temporada. Poxa, este é o terceiro episódio seguido em que o drama está num verdadeiro marasmo. O caso do marido de Alicia não evolui em nada e os julgamentos da semana não apresentam, por exemplo, o nÃvel de relevância de discussão social como acontecia com Boston Legal. Ou seja, há semanas The Good Wife não se estabelece como um bom drama familiar e nem como uma série de interessantes casos jurÃdicos. O dessa semana, por exemplo, sobre as esposas dos funcionários de uma companhia ferroviária, foi arrastado enquanto a burocracia do escritório de Alicia tomava conta: desde abordar o aborrecido processo de contratar uma nova assistente até aventurar-se por intriguinhas envolvendo a saÃda de um sócio que nunca sequer deu as caras na série. E aÃ, o que sobra? Tirando a sempre competente interpretação de Julianna Marguiles, este episódio deixou apenas a expectativa de que este drama resgate o seu promissor inÃcio e engrene de uma vez.
Cotação Bruno Carvalho: 

To meio rÃspido, eu sei. Mas they had it coming. Ainda esta semana comentários de Dexter, Californication, FlashForward, Glee, 30 Rock, The Office e Grey’s Anatomy!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Brothers & Sisters, Gossip Girl, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife
Tags: resenha, semana, usa
22/10/2009 - 00:01

Dexter (4×03: Blinded by the Light): É complicado ser um serial killer discreto, meticuloso e intocado. Já não bastassem todos os obstáculos na vida de Dexter para cumprir sua obscura função social: esposa, bebê, enteada pré-adolescente, trabalho e sanidade mental, em Blinded by the Light nosso herói precisou lidar com a inconveniente vizinhança que resolveu se mostrar pró-ativa justo agora, por causa de um arruaceiro no bairro. Dexter está esgotado e isso está se refletindo nos diversos aspectos de sua vida que ele deveria cuidadosamente lidar. Sem querer algumas situações estão virando potenciais bombas-relógio, como a relação com o corrupto Quinn e a exposição de seu “lado negro” para sua própria mulher. Pra piorar, temos ainda o sinistro Trinity, que vai revelando ser um assassino perigosÃssimo e impiedoso, que segue indene. A complexidade da trama ainda fica evidente com os desvios de foco na delegacia, tanto de Batista e LaGuerta como de Debra e o retorno de Lundy que complica a situação com Anton. Me estranha Dexter, sempre atento e focado em potenciais “vÃtimas”, ter deixado passar com tanta facilidade o verdadeiro responsável pela desordem em sua comunidade. O acúmulo de complicações está ofuscando o Dark Defender.
Cotação Bruno Carvalho: 




Californication (3×03: Verities & Balderdash): Eu acho que Hank Moody é uma das personagens mais subestimadas das séries. Em termos de complexidade emocional, ele não deixa muito a desejar perante figuras fortes das séries como Gregory House ou Dexter Morgan. Acontece que o talento dele não é o diagnóstico impecável ou a meticulosa carnificina em prol do bem coletivo: Moody é um especialista no “viva e deixe viver” e no (desculpem a palavra) “foda-se”! Mestre em complicar o mundo ao seu redor, em Verities & Balderdash ele se engraçou com a mulher do reitor, com sua assistente na universidade enquanto na verdade queria pegar uma de suas alunas que é stripper! E quando tudo dá errado em sua vida (vide a briga com a filha) ele ainda tem Karen, seu porto seguro, para colocá-lo no caminho menos errado. Já Charlie não tem a mesma sorte. Sendo praticamente obrigado a transar com sua “masculina” chefe, ele resolve “entrar nesta mulher” justo na hora em que Marcy resolve dar o braço a torcer… Ele é o oposto de Moody, uma espécie de antagonista “do bem”. Apesar do que falei sobre a personalidade peculiar de Hank, Californication está longe de ter a densidade e importância de séries como Dexter e House, por exemplo, mas ela serve como uma divertida e moderna crônica de amor, sexo, drogas e as inconsequências da vida.
Cotação Bruno Carvalho: 



House (6×04: Instant Karma): A 6ª temporada de House está trilhando novos rumos de forma bem satisfatória e, ao mesmo tempo, resgatando o que havia de melhor na dinâmica bem estabelecida das primeiras temporadas da série. As principais mudanças dizem respeito ao doutor em si e sua nova forma de encarar o mundo imediatamente ao seu redor, enquanto o retorno de Chase e Cameron à ativa vem num oportuno momento. Por falar nisso, o episódio continuou a tratar do caso do homicÃdio doloso que Chase cometeu (chamar de “erro médico intencional” é eufemismo) e o desconforto que ele causou em Foreman, que teve que acobertar o caso numa sabatina médica. Mais interessante ainda foi a forma como House não só descobriu e encarou tal fato, já que, extremamente surpreso pela atitude de Chase, reservou-se a um comentário sobre a técnica médica do colega no diagnóstico do ditador, que fora preciso e apurado (ele apenas realizou o tratamento errado). O caso da semana, do ”karma Instantâneo” do bilionário que doou tudo para salvar o filho, foi mero coadjuvante em toda a história, ainda que sugerindo, de forma bem sutil, levantar um questionamento de ordem religiosa na cabeça de House. Ah, sim, a Thirteen se foi, mas aposto que ela volta! Ótimo episódio.
Cotação Bruno Carvalho: 



Gossip Girl (3×04: Dan de Fleurette, 3×05: Rufus Getting Married): Gossip Girl passa por um sério momento de instabilidade, dando a impressão que a série está seguindo vários caminhos ao mesmo tempo, sem conseguir chegar a lugar algum. Dan de Fleurette foi até um episódio mais consistente com a aproximação de Dan (sem saber) com uma estrela de cinema que quer ter uma vida normal na faculdade, criando situações divertidinhas. A aparição de Tyra Banks como uma diva em decadência também foi legal (embora pareça que ela foi escalada apenas pra dar uma função pra Serena), mas o grande problema agora é a vilã ineficiente Georgina Sparks. Se antes ela causava intrigas e pregava a discórdia, agora o roteiro a coloca como uma grande bocó que é reiteradamente vÃtima de suas próprias armações, seja a chantagem que ela aprontou com a Vanessa ou com o estrago que ela tentou fazer no casamento de Lilly e Rufus contando sobre o filho dos dois, no episódio Rufus Getting Married. Na primeira, Dan pegou Vanessa no flagra, e esta imediatamente contou tudo, e na segunda a festa já estava estragada com a discussão do casal. Na verdade, a revelação sobre Scott serviu para reconciliar os pais de Dan e Serena e unir as famÃlias. Tramas mal desenvolvidas como estas e outras (as de Bree Buckley e Carter, por exemplo) apenas evidenciam que Gossip Girl está em queda. Antes a diversão proporcionada conseguia relevar estes problemas. Agora está ficando mais difÃcil…
Cotação Bruno Carvalho: 


Fringe (2×04: Momentum Deferred, 2×05: Dream Logic): Todo episódio que traz mais informações diretas sobre a mitologia de Fringe é sensacional, como aconteceu com Momentum Deferred. Olivia finalmente se lembrou de seu encontro com William Bell na dimensão alternativa e as revelações do sujeito foram esclarecedoras pra ela e para nós. Agora sabemos mais sobre os seres que povoam o drama desde o inÃcio e o porque deles terem habilidades extraordinárias como, por exemplo, serem resistentes à balas – são hÃbridos. Descobrimos também que Bell decidiu se exilar naquele “novo mundo” e novamente a iminência de uma grande guerra entre as realidades foi ventilada. Mesmo sem explicitar o fato gerador da rixa que esta desconhecida organização tem com o universo em que vive Nina Sharp, Peter, William e Olivia, Fringe atingiu um ótimo high com sua capacidade de nos fascinar apenas com o sugestionamento. Já Dream Logic fugiu completamente da estrutura do episódio anterior, apresentando um caso “desconexo”, mas ainda assim muito interessante e peculiar: o do médico que era “viciado em sonhos” gerados por pacientes seus que usavam um implante no cérebro para controle de insônia. Não tenho dúvidas que muito em breve os fatos isolados estarão cada vez mais próximos, já que esta série nunca foi linear e, da mesma forma, nunca deixou de ser no mÃnimo impactante. Aguardo ansiosamente pelos próximos!
Cotação Bruno Carvalho: 




Grey’s Anatomy (6×04: Tainted Obligation, 6×05: Invasion): Eu confesso que apesar do bom ritmo de Grey’s Anatomy, a história do retorno do pai de Lexie e Grey não atingiu o resultado esperado, grande parte porque Thatcher nunca foi uma personagem importante para a série e para nós. Assim, o grande sacrifÃcio que a médica fez pelo pai ausente doando parte de seu fÃgado soou mais como uma tentativa de colocar a protagonista à força no lugar de destaque. Uma tentativa falha, ressalto. O melhor deste inÃcio de temporada está sendo mesmo a fusão dos hospitais e a chegada do staff do Mercy West com seus uniformes laranjas e diferentes métodos pra tudo. Os embates da equipe do Seattle Grace com os novatos geram situações divertidas, lembrando muito as disputas ciumentas de meninos pequenos por atenção dos adultos. E tirando o bobo retorno do pai de Torres, o episódio ainda assumiu um lado mais dark com a súbita e inesperada dispensa de Izzie e o desaparecimento da moça, após cometer um grave erro médico. Grey’s Anatomy, apesar de alguns problemas pontuais, segue com um começo de temporada sólido e promissor.
Cotação Bruno Carvalho: 


Comentários de The Office ficarão para o inÃcio da próxima semana, pois quero falar de Niagara em um post especial. Aguardo os comentários de vocês sobre os episódios da semana aqui abaixo!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Californication, Dexter, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, House
Tags: resenha, semana, usa
19/10/2009 - 00:01

Brothers & Sisters (4×03: Almost Normal): A doença de Kitty, ao meu ver, veio num momento onde o foco deveria ser (qualquer) outro. Ora, na temporada anterior mesmo a famÃlia Walker lidou com o problema de saúde de Robert e tudo isso que estão (re) vivendo com a sua esposa parece um imenso dèja vu. O mesmo posso dizer com relação à Kevin e Scotty com a questão do bebê (barriga-de-aluguel ou adoção), assunto abordado também na temporada passada e até batido. Às vezes Brothers & Sisters me lembra um pouco a finada Party of Five, onde sempre alguma grande tragédia familiar estava acontecendo. Poxa, nós sabemos que esta série não precisa disso e a prova está nas ótimas tramas envolvendo o antigo rival de William que apareceu para complicar as coisas na Ojai ou até mesmo a incursão de Justin na faculdade de medicina. A temporada ainda não decolou e os sinais de desgaste vão ficando mais evidentes…
Cotação Bruno Carvalho: 


How I Met Your Mother (5×04: The Sexless Innkeeper): É sempre imprevisÃvel a forma que How I Met Your Mother vai contar uma história. Entre sonhos, flashbacks e flashforwards, a variada estrutura narrativa que esta sitcom segue a difere de todas as outras produções do gênero. Desta vez eles voltaram séculos no tempo para contar o caso da “pousada do assexuado”, já que Ted caÃra no velho golpe da mulher utilizá-lo apenas para passar a noite em seu apartamento, sem sexo! Os casais também deram um show à parte com toda aquela celeuma envolvendo o “encontro”, mas confesso que no final a ótima piada começou a esgotar, pois passaram do ponto. De qualquer forma, a cançao “All By Ourselves” foi demais!
Cotação Bruno Carvalho: 



The Big Bang Theory (3×04: The Pirate Solution): Poxa, somente aquela cena que mostrou Sheldon e Raj trabalhando até a “exaustão” ao som de Eye of the Tiger já valeu por todo este ótimo episódio de The Big Bang Theory! The Pirate Solution trouxe exatamente o que a série precisa: uma agitada nas coisas. Apesar de sempre bons, eles estavam meio acomodados e deixando tudo nas costas de Jim Parsons. Com a estadia de Raj nos EUA ameaçada, a solução mais brilhante que eles encontraram foi colocar o nerd para trabalhar com o encrenqueiro mor, o que rendeu situações hilárias: “você trabalha PARA mim“! Isso além de ajudar a derrubar o “mito” Sheldon, porque não há nada melhor do que mostrar o cara errado e dando (ao menos um pouco) o braço à torcer. Longa vida aos reis da ciência!
Cotação Bruno Carvalho: 




The Good Wife (1×03: You Can’t Go Home Again, 1×04: Fixed): Poxa, The Good Wife estava indo relativamente bem até que estes dois episódios apareceram para quebrar completamente o ritmo. Primeiro porque o roteiro simplesmente ignorou a investigação que os filhos de Alicia estavam conduzindo com relação à foto incriminadora do pai. Isso é estranho, porque ao mesmo tempo em que sugerem que ele pode ter sido vÃtima de uma armação, estes episódios praticamente confirmaram o envolvimento dele em todas as acusações que estão sendo feitas. Tudo bem que o drama está apenas começando, mas seria bom que uma estrutura lógica fosse seguida. O destaque continua na forma como Alicia vive esta delicada situação e como ela acaba utilizando esta experiência negativa em sua vida para ajudar os outros. Gostei muito do caso envolvendo a manipulação do júri que, no final das contas, foi providenciada pela própria parte que a moça defendia (legal também a participação do “Andy” de True Blood como o advogado de defesa da empresa farmacêutica). The Good Wife ainda precisa, contudo, encontrar o seu caminho e seguÃ-lo com convicção. A falta de um objetivo maior pode comprometer esta promissora série.
Cotação Bruno Carvalho: 


Glee (1×07: Throwdown): Sue Sylvester carregou grande parte deste episódio de Glee (e boa parte da série até agora), o que não é nada reprovável, já que Jane Lynch é uma atriz excelente e que vem me surpreendendo a cada aparição na TV (ela também fez Party Down e está frequentemente em Two and a Half Men). A incontrolável rixa que ela tem com o grupo Glee é, de longe, a parte mais interessante desta comédia musical que vem demonstrando ter uma boa dose de humor negro. Simplesmente adorei os momentos politicamente incorretos, principalmente quando colocaram a “minoria” para cantar sob o comando da loira: “eu gosto tanto de minorias que estou pensando em me mudar para Califórnia para me tornar uma“. Pena que ela abandonou o cargo de co-treinadora tão cedo: “é coisa de frutinha. Eu não aguento ver estes jovens emocionados, a não ser se for por exaustão fÃsica”. Brilhante! Foi bacana também ver a galera cantando de verdade em cena (sem dublagem e auto-tune), numa jam session bem agradável e real. Um bom episódio, inquestionavelmente!
Cotação Bruno Carvalho: 



FlashForward (1×03: 137 Sekunden, 1×04: Black Swan): Decepcionantes. Esta palavra resume muito bem o meu sentimento com relação aos dois últimos episódios de FlashForward exibidos na TV americana. Ora, pra uma série que se vende como o próximo grande fenômeno pós-LOST, seu desempenho está muito aquém do ideal. 137 Sekunden foi até construÃdo de forma interessante, crescendo até o momento em que Mark interroga o nazista e ele dá aquela revelação sobre os pássaros e a descoberta de um incidente anterior na Somália emerge. Eis aà que Black Swan chegou como um tremendo anti-clÃmax, contando uma historinha totalmente desinteressante sobre o garoto com hipocortisolismo e ignorando os fatos do capÃtulo anterior. Isso sem contar no retorno daquela moça presa (num interrogatório que não levou a lugar algum) e na insistência com o caso de Olivia com sua visão futura (como bem disse a colunista Claudia Croitor: quantas vezes vão mostrar aquela cena dela chamando o futuro companheiro?). Para temermos pelo casal de protagonistas, a série precisa, primeiro, fazer com que nos importemos com eles. Objetivo falho até o momento e não sei nem o que dizer do final com o “Charlie” ligando para o sujeito, que chegou a dar vergonha alheia tamanha a artificialidade da frase que ele diz. Os episódios de FlashForward até agora são vazios e parece que o drama quer se sustentar apenas nos cliffhangers (que vá lá, foram bons). Alerta Jericho.
Cotação Bruno Carvalho: 


30 Rock (4×01: Season 4): Foi muito válida a comemoração que os roteiristas de 30 Rock fizeram no inÃcio deste episódio, convidando todos para a 4ª temporada de uma série que disseram que não iria durar por conta da baixa audiência. Tina Fey e sua equipe superaram todos os obstáculos para chegar até aqui abocanhando, de quebra, vários e merecidos prêmios. Nesta premiére eles já começaram elevando o nÃvel quando Kenneth resolveu mobilizar os pages para uma greve contra o canal por causa da ganância de seu CEO Jack Donaghy. Enquanto isso Liz e Pete iniciaram o árduo trabalho de contratar mais um ator para o show (o que deixa os outros, especialmente Jenna, descontrolados), mas o grande destaque deste episódio foi Tracy e sua obstinação de “reaproximar” das classes mais baixas, que rendeu os melhores momentos. A grande sacada, contudo, envolveu o fim da greve declarado por Kenneth pelos motivos errados – ele apenas queria que seu chefe escrevesse que era um grande mentiroso em um pedaço de papel. Gênio! Já o número musical final com Jenna foi um espetáculo à parte. Como é bom voltar ao Rockefeller Plaza, nº 30!
Cotação Bruno Carvalho: 



Calma que não acabou! Esta semana ainda tem mais uma leva de comentários, com Californication, Dexter, Fringe, Gossip Girl, House, Grey’s Anatomy e o melhor The Office de todos!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Brothers & Sisters, FlashForward, Glee, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife
Tags: resenha, semana, usa
13/10/2009 - 00:01

Terça chegou e conforme prometido continuo aqui o Semáforo Semana em Série com comentários das principais novidades deste Fall Season e dos retornos. Lembrando que as séries com sinal verde retornarão sempre aqui no blog, seja semanalmente ou no Season Pass; os dramas e comédias com sinal amarelo ficarão “em observação” e os marcados com sinal vermelho não voltam (com nosso aval para vocês “cancelarem” também sem dó). Shall we?

The Good Wife (1×01: Pilot, 1×02: Stripped): Tirando a interpretação da talentosa Julianna Margulies como “a boa esposa”, não vi muitos méritos no piloto de The Good Wife. Centrado numa mãe de famÃlia que é obrigada a retomar sua carreira como advogada depois que seu marido foi preso acusado de envolvimento em um escândalo polÃtico, o drama chegou sem mostrar direito a que veio, adotando uma narrativa levemente arrastada e com um “caso da semana” esquemático. Mas eis que veio o segundo episódio para assentar melhor a premissa da série, diminuindo a mecanicidade do roteiro e permitindo que a proposta seja melhor desenvolvida. Aliás, quando The Good Wife direciona sua atenção para Alicia (a esposa), o drama atinge o seu potencial, evidenciando os sacrifÃcios que ela tem que fazer para tentar preservar sua estrutura familiar enquanto luta internamente para processar o acontecido. Não curti tanto a parte jurÃdica/investigativa, que deixa muito a desejar perto de séries como The Practice, The Closer e até mesmo de Boston Legal, que muitas vezes nem se levava à sério. De qualquer forma, acabou revelando-se uma boa surpresa na temporada.
Grey’s Anatomy (6×01: Good Mourning, 6×02: Goodbye, 6×03: I Always Feel Like Somebody’s Watchin’ Me): Foi com muita sensibilidade e sensatez que Shonda Rhimes iniciou o 6º ano no Seattler Grace após a morte de George O’Maley, personagem querido por muitos e que oficialmente desfalca a atração. Em vez de fazer um confortável salto temporal, a roteirista soube explorar muito bem a morte do cirurgião e conseguiu, de forma delicada, contar como foi o impacto deste acontecimento na vida de seus amigos. Interessante que, da mesma forma que ocorre na vida real, a “ficha” demorou a cair e aos poucos Izzie, Meredith, Karev, Bailey e os demais foram se dando conta de que ele realmente se foi. O episódio duplo que abriu esta temporada foi emocionalmente desgastante, mas necessário. Já em I Always Feel Like Someone Is Watchin’ Me, o 3º episódio, a notÃcia da fusão instaurou o caos no hospital e, pelo visto, os dias do Chief parecem estar contados, já que Derek tem chances de assumir um importante papel na organização dos funcionários contra a Diretoria. Só não acho que esta história dos empregos vai render, pois sabemos que ninguém do “elenco principal” será despedido. Com relação à Izzie, sua permanência na série é uma faca de dois gumes, pois se por um lado sabemos que ela está com câncer, por outro não tememos mais por sua vida (depois da “ressurreição”), o que certamente tira o peso dramático intentado. Por fim ressalto que os pacientes foram interessantes, com destaque para o sujeito esquizofrênico e sua mãe super protetora. Um bom inÃcio de uma temporada promissora!
Gossip Girl (3×01: Reversals of Fortune, 3×02: The Freshman, 3×03: The Lost Boy): Felizmente Gossip Girl não ficou só naquela baboseira de Serena querendo chamar atenção do pai ausente que vimos no primeiro episódio. Aquela traminha foi uma das coisas mais ridÃculas que a série pôs na tela e parece que eles simplesmente não têm nada em vista para a moça. Mas eis que Blair Waldorf consegue salvar o que parecia ser um morno inÃcio de temporada, com sua epopeia na NYU! Valeu a pena demais ver que as coisas não seriam tão fáceis como ela imaginava, pois lá não é a Constance onde ela estava acostumada a ser a Queen B! Festinhas com sushi? Bolsinhas de presente? O pessoal da facu quer é agitação e o jogo literalmente virou, pois Dan Humphrey se tornou o popular! Pra melhorar Georgina voltou pra agitar, mostrando que de sonsa ela só tem a cara! É uma pena que mais histórias precisam ser contadas e que a narrativa não foca somente no “núcleo Blair”. Não saquei qual foi aquela do filho de Rufus e Lilly aparecer dizendo que não é o verdadeiro. Mancada gigante do roteiro, numa situação que não ficou nada crÃvel. Ainda que com um Nate avulso pegando a lindinha da cancelada Privileged e uma rivalidade boba entre Serena e Chuck, Gossip Girl no fim das contas ainda consegue divertir um bocado. Segue na nossa cobertura, mas não tão firme assim…
Brothers & Sisters (4×01: The Road Ahead, 4×02: Breaking the News): Que existe um problema na dinâmica de Brothers & Sisters não é novidade pra ninguém. Eu adoro este drama, mas tenho que admitir que sua fórmula de “conflitos de famÃlia” já esgotou e por isso a 4ª temporada chega com um enorme desafio de mudar isso para conseguir surpreender o público. Jura que Nora e Holly discutiram mais uma vez em uma festa? Barraco público entre Justin e Rebbeca? Ora, me conte algo novo. As brigas e confusões, que antes eram o meio em Brothers & Sisters, passaram a ser o fim, porque com um time invejável de talentos as cenas ficam sim muito boas. Mas precisam mudar e não adianta fazer a clássica manobra “Prison Break” de enganar o espectador com truques sugestivos de edição para isso, como aconteceu no final do primeiro episódio. E se alguém vai ser ameaçado por uma doença, não pode ser Kitty nessa altura do campeonato. Foquem em Sarah, que está praticamente avulsa na trama, mas mais do casal McCallister não dá. Reitero que eu gosto de cada frame deste drama, me sinto parte daquela famÃlia, mas a série tem que reconhecer estes problemas para crescer. No segundo episódio as coisas acalmaram, as contendas ficaram restritas a quatro paredes e com esta “respirada”, a temporada parece que começou a desenvolver. Destaque para o retorno “WTF’ de Ryan (ele não tinha sumido?) roubando informações preciosas da Ojai Foods e, é claro, para Nora Walker ao final entregando-se ao melhor papel de sua carreira. É essa a Brothers & Siters que eu quero continuar vendo.
Californication (3×01: Wish You Were Here, 3×02: The Land of Rape and Honey): Hank Moddy é incorrigÃvel e a estreia da 3ª temporada de Californication mostra que a série tem fôlego pra muito mais! Wish You Were Here foi um desfile de cenas e situações politicamente incorretas como pouco vemos na TV, mas de uma forma tão autêntica que jamais pode ser repreensÃvel: da filha de Hank experimentando drogas ao professor claramente pedófilo, o episódio cruzou com facilidade a barreira da contravenção e fez uma verdadeira festa (especialmente naquele jantar). Mesmo sabendo que Hank tornaria um professor Universitário, o roteiro acertou e muito ao decidir mostrar como foi o processo e cumpre aqui destacar a ótima surpresa do retorno de Peter Gallagher (The OC) à TV, no papel do reitor. Já em Land of Rape and Honey, Ed Westwick fez uma divertida ponta na pele de um aspirante a novelista de romances vampirescos e Moody não deixou barato: “o mundo não precisa de mais ficção ruim sobre vampiros”, numa clara menção à Twilight (e, por que não, à The Vampire Diaries, de quebra). Ah, que bom também que temos Kathleen Turner em mais um papel, digamos, forte! Por estes episódios tenho certeza de que será uma excelente temporada, como de costume! Aquela aluna que também é stripper por si só garantirá isso…
Dexter (4×01: Living the Dream, 4×02: Remains to be Seen): Depois de assistir aos dois primeiros episódios desta 4ª temporada de Dexter eu me senti esgotado igual o protagonista. Obrigado a suportar inúmeros encargos de uma só vez – pai de famÃlia, detetive e assassino serial – Morgan nunca esteve numa situação tão complicada, pois além de ter que manter o seu disfarce para o mundo, agora tem o horrÃvel entrave de conseguir… ficar acordado no meio de tudo! Pra piorar ainda mais, o seu algoz Lundy está de volta à cidade atrás de um perigoso psicopata que desembarcou em Miami, o Trinity Killer, sombriamente interpretado pelo ótimo John Lithgow (3rd Rock From the Sun). A temporada, que é a primeira cujo roteiro é inteiramente desgarrado dos livros, começou num altÃssimo clima de tensão com o acidente de Dexter logo após ter dado cabo à sua mais recente vÃtima. Mas o segundo episódio veio e conseguiu deixar tudo ainda mais imprevisÃvel quando percebemos que a memória de Dexter aparentemente pregou uma peça no sujeito, já que o corpo do sujeito que ele matou simplesmente havia desaparecido. A saÃda pra tudo foi tão genial quanto o próprio Código de Harry, provando que o instinto de auto-preservação do nosso herói demonstra de forma inequÃvoca quem ele realmente é. Aplausos de pé para este começo de temporada da melhor série da TV!
Bored to Death (1×01: Stockholm Syndrome, 1×02: The Alanon Case): Um aspecto sobre Bored to Death é inquestionável: sua esquisita originalidade. Sem uma premissa definida, esta nova comédia da HBO começa contando a história de um escritor abalado pelo fim de um cômodo relacionamento e que resolve fazer bicos como detetive particular. Adotando uma forma narrativa caracterÃstica de filmes noir, o maior problema desta série diz respeito ao seu objetivo e ao excesso de “liberdades poéticas” de seu texto. Ora, torço para que as bizarras coincidências do roteiro não estejam ali apenas por ser, pois, do contrário, as costumeiras sacadas “espertinhas” de Johnathan ou o desapego de George (Ted Danson) deixarão de ser engraçados e tornar-se-ão enfadonhas com o passar do tempo. Com dois episódios exibidos a história não parece ter evoluÃdo quase nada e também não podemos dizer que o protagonista é uma figura carismática e cativante. Por isso ficarei de olho nessa série, que por enquanto ganha o sinal amarelo em nossa cobertura. Sabemos que HBO é HBO, mas coisas como Hung estão aà para lembrar-nos que o canal não é infalÃvel a erros…
House (6×01: Broken, 6×02: Epic Fail, 6×03: The Tyrant): Com certeza me faltarão adjetivos para descrever o que foi a estreia da 6ª temporada de House: uma obra-prima que poderia facilmente ter sido um longa metragem que arrasaria em bilheteria no mundo inteiro. Fugindo totalmente da narrativa episódica e caracterÃstica, Broken mergulhou de cabeça no universo de Gregory House, desconstruindo a personagem aos poucos, num ritmo até cansativo. Internado em uma instituição mental, House iniciou um perigoso jogo em que seus esforços para sabotar a si mesmo (como ele sempre fez) constantemente vinham em vão, já que ele estava sempre passos atrás do programa de reabilitação a que se submeteu. No fim ele teve que ceder e espero que esta epifania na vida da personagem consiga trazer uma bem-vinda mudança à série, que começava a sofrer um desgaste. E foi justamente isso que vimos em Epic Fail, episódio que retomou a rotina no hospital, mas sem o bom doutor que resolveu explorar seus dotes culinários. Foreman assumiu a chefia e o constante atrito o levou a tomar a absurda decisão de despedir sua namorada, Thirteen (ô casal que não convence), trazendo Cameron e Chase de volta à trupe para o surpreendente episódio The Tyrant que seguiu. Encerrando esta trilogia com chave de ouro, o capÃtulo que tinha como personagem principal a figura de um genocida africano certamente dividirá opiniões com o chocante desfecho (e evitarei dizer aqui qual é, mesmo com o aviso de spoiler no topo). Torço muito para que esta história volte a ser explorada e que os casos em House sejam contados com mais calma agora que, aparentemente, nada mais será o mesmo…
Eastwick (1×01: Pilot): Se você gosta de programas que não exigem o mÃnimo de raciocÃnio, tramas óbvias e assustadoramente previsÃveis, Eastwick é um prato cheio. Baseada na mesma obra que deu origem ao clássico filme As Bruxas de Eastwick, com Jack Nicholson, esta série aparenta ter o objetivo de retirar toda e qualquer densidade dramática do livro e vomitar o resultado na telinha sem o menor esforço narrativo. Não vou nem perder tempo narrando a premissa, pois basta saber que três mulheres que vivem numa cidadezinha descobrem-se bruxas e, logo de cara, você vê coisas como uma delas sonhando algo para, instantes a seguir, exatamente o que ela sonhou tornar-se realidade ou (oh!) uma dizer a palavra “terremoto” ou “eletricidade” (sabiamente jogadas fora de contexto numa frase) para que (oh!) um terremoto ocorra ou um raio caia do céu. Eastwick não quer que o espectador perca tempo pensando, por isso não vou perder mais meu tempo falando desta produção barata da ABC, que merece o feitiço do cancelamento.
The Office (6×01: Gossip, 6×02: The Meeting, 6×03: The Promotion): Ano após ano The Office consegue reinventar-se, o que é louvável considerando que esta é uma comédia sobre o dia a dia em um escritório. A ideia da súbita promoção de Jim ao posto de co-gerente da filial abriu inúmeras possibilidades e, por incrÃvel que pareça, tudo aconteceu de forma orgânica à história que estava sendo desenvolvida. É fato que os roteiristas desta série nunca deixaram a bola cair e a nova organização refletiu diretamente na evolução das personagens. Quando eu iria imaginar que Jim se tornaria o anti-herói quando assumiu o encargo de decidir o que fazer para distribuir os bônus? Que bagunça épica ele aprontou ao lado de Michael Scott, lÃder que ele sempre criticou. Foi muito bom voltar à Scranton e a equipe realmente está de parabéns!
Community (1×01: Pilot, 1×02: Spanigh 101, 1×03: Introdution to Film, 1×04: Social Psychology): Eu ainda não estou certo sobre o futuro de Community. Após um piloto fraco, a série deu uma boa virada em seu segundo episódio e conseguiu ir além de sua premissa – advogado perde a licença e é obrigado a refazer o curso numa faculdade comunitária, onde encontra diversos tipos esquisitos e uma linda garota. Joel McHale, apresentador do programa The Soup no E!, é o protagonista que quer passar de ano sem esforços e o ator consegue realizar um bom trabalho. Já Chevy Chase, costumeiramente excelente, aparece subaproveitado num papel que o relega à condição de o “velhote bobo” e os outros personagens parecem ter sido compostos para tentar espelhar a galera “do fundão” de The Office e 30 Rock. A comédia tem o seu charme, conta com umas boas sacadas, mas não sei… O quarto episódio foi arrastado e desinteressante, sem contar algumas situações que soam forçadas. Falta alguma coisa para torná-la indispensável como Modern Family, por exemplo. Ficarei de olho e, por enquanto, ela ganha o nosso sinal amarelo.
FlashForward (1×01: No More Good Days, 1×02: White to Play): Desde que o conceito de FlashForward veio à público, as indicações de que ela será “o novo LOST” não param. Pelo intenso episódio piloto, que já inicia a série mostrando um fenômeno mundial desconhecido que faz com que toda a população do planeta apague por 2 minutos e 17 segundos para ter um flash do futuro, é sim possÃvel notar elementos que podem fazer com que ela seja uma grande série de suspense e mistério como a dos sobreviventes do voo 815. Mas da mesma forma também percebi muitas similaridades com a fracassada Jericho. Fato é que FlashForward é bastante promissora e só. A relevância que ela terá dependerá de seu desenvolvimento e até o final do primeiro episódio a produção se destaca das demais desta temporada por conseguir instigar a imaginação do espectador com a constante pergunta: “o que você faria se visse o seu próprio futuro”? O segundo episódio foi sensivelmente mais fraco e a ideia de um evento em escala mundial, como de fato ocorreu, ainda não foi bem estabelecida. O foco na equipe do FBI de Los Angeles traz uma visão limitada dos eventos e aprofunda-se somente no quadro da investigação de Mark (o que foi bastante conveniente, não é?). Sinceramente não quero aumentar as minhas expectativas, mas considero os dois primeiros episódios satisfatórios até o momento. Contudo, quero ser surpreendido como aconteceu no final do piloto com a descoberta de que um misterioso sujeito estava “acordado” bem na hora do apagão global. Agora, se isso virar a sustentação dos cliffhangers do drama, como aconteceu no final do segundo episódio, teremos um grande problema à vista. Espero muito que os roteiristas desta série tenham uma visão global daquilo que estão lidando, pois senão eles ficarão perdidos.
Dollhouse (2×01: Vows): Depois de uma primeira temporada ascendente, Dollhouse parece ter estagnado sua trama nesta estreia do 2º ano e isso foi refletido na baixÃssima audiência que a série recebeu. Tudo bem que estamos apenas começando, mas a expectativa é alta e Joss Whedon não soube vender bem o seu novo plano. Vows adotou uma narrativa confusa e Paul como “cliente” da casa e toda aquela história de Echo casando com um criminoso não conseguiu convencer. O endgame não está claro e apenas 13 episódios estão garantidos (o criador já disse que o 13º episódio desta temporada cria um desfecho satisfatório, continuando ou não). Pelo histórico positivo, Dollhouse continua com sinal verde, mas passará para o Season Pass, onde poderemos fazer uma análise sobre como será o desempenho da temporada como um todo. Torço para que não seja cancelada precocemente, apesar dos pesares.
Glee (1×03: Acafellas, 1×04: Preggers, 1×05: The Rhodes Not Taken, 1×06: Vitamin D): Vocês sabem, pela resenha que fiz do episódio piloto, que eu não sou totalmente entusiasta de Glee. Na última Semana em Série que fiz antes da minha viagem relatei as melhorias desta série musical, mas temo não corresponder à s expectativas dos fãs nas resenhas. Começando pelo lado positivo dos últimos episódios exibidos, gostei muito da forma como que a trama foi conduzida: centrada em uma disputa infantil entre o departamento artÃstico da escola com o de educação fÃsica (liderado pela ótima Jane Lynch como a inescrupulosa Sue), o roteiro dá uma importância absurda à s situações e tudo toma uma dimensão ainda maior e mais interessante do que seria na vida real. As personagens também são todas convicentes e bem construÃdas, do elenco principal à s pontas. Artisticamente, Glee é uma série completa, mas eu não consigo acostumar com certos aspectos do lado “musical” quando este não é apresentado de forma orgânica. Ora, é até aceitável (pra mim) que uma música comece em um sonho ou numa apresentação, mas a 4ª parede cai completamente quando o time de futebol americano inteiro começa a dançar All the Single Ladies da Beyoncé sem o menor propósito. Concordo que isso funciona para o “alegre” Kurt, mas do contrário soa muito forçado. Outra coisa que não desce na minha opinião é a atuação em excesso, que afeta a série em muitos momentos (e que pode ser culpa da direção): as performances de Kristen Chenoweth (pra mim, reitero) beiraram o insuportável de tão over, comprometendo o resultado final. Ora, à s vezes parece até que eles estão sob o efeito de altas doses de energético (ah, não, era vitamina D)! Da mesma forma que aconteceu com Pushing Daisies (e seu excesso de fantasia), acredito que estes detalhes, caso não acertados, podem eventualmente cansar o espectador a médio prazo. Gosto muito das músicas, da maioria das performances e das ótimas tramas como a da gravidez de Quinn, dos planos da mulher do Will, dos triângulos amorosos e a luta para que o grupo entre no campeonato estadual, mas Glee poderia diminuir o tom aqui e ali para emplacar de vez.
Three Rivers e Mercy: Não vou me aprofundar nestas séries, porque além de não planejar acompanhá-las, seus episódios pilotos foram absurdamente esquemáticos e refletem tão somente o interesses dos executivos das emissoras CBS e NBC em terem versões das séries médicas de sucesso atuais. A primeira conta a história de uma equipe de especialistas em transplante de órgõs, apresentando uma montagem inadequada, casos desinteressantes, arrastados e uma linguagem rasa. Já a segunda quer ser a Grey’s Anatomy das enfermeiras e é bobinha, água-com-açúcar e piegas. Aposto em cancelamento e não recomendo perderem tempo com elas. Se quiser insistir em alguma, acredito que Three Rivers deva ir mais longe pelo investimento realizado. Mas se quiser assistir séries médicas de qualidade mesmo, fique House, Nurse Jackie e a própria Grey’s Anatomy. Fica a dica. Ah, e sobre The Forgotten, bem, digamos que com dez minutos eu desliguei a TV, pra vocês verem a paciência que eu tenho com séries investigativas genéricas… Passo.
Esse foi o Semáforo! Na próxima Semana em Série as estrelas estarão de volta à cena para quotar as séries que ficarão em nossa cobertura! Agradeço desde já a sua audiência e o seu comentário, caso queria compartilhar aqui as suas impressões sobre estas e outras séries que acompanha! Até a próxima!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Bored to Death, Brothers & Sisters, Californication, Community, Dexter, Dollhouse, Eastwick, FlashForward, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, House, Mercy, The Good Wife, The Office, Three Rivers
Tags: resenha, semana, usa
08/10/2009 - 00:01

É evidente que Hollywood passa por uma profunda crise criativa nesta década. Basta olhar na quantidade de séries que são canceladas da noite pro dia, seja porque são muito ruins ou porque são medianas a ponto de se tornarem dispensáveis pela audiência. Retomando a Semana em Série, realizaremos aqui no blog uma análise das principais estreias da temporada no primeiro Semáforo! É isso mesmo: considerando o volume de séries para acompanharmos neste inÃcio, indicarei através de sinais (e não de estrelas) se tal produção merece ou não ser assistida (e repercutida), de acordo com os critérios do blog. Uma série que recebe o sinal vermelho logo de cara sairá da nossa cobertura e não voltará tão cedo (a não ser que melhore muito, mas muito mesmo, ou que extrema pressão popular exija seu retorno). Já um drama ou comédia com o sinal amarelo vai, inicialmente, ficar fora dos comentários semanais para uma análise com mais atenção e possÃvel reclassificação para o sinal verde, onde será regular e sistematicamente comentada no blog, seja na Semana em Série ou no nosso Season Pass. Vamos lá?

Cougar Town (1×01: Pilot, 1×02, Into the Great Wide Open): A nova comédia da ABC estrelada pela ex-Friends e ex-Dirt Courteney Cox soa como uma tentativa desesperada de fazer humor. E um humor besta, sem qualquer tipo de refinamento, digno dos piores pastelões. Jules é uma mãe quarentona que, após o divórcio com o loser que a engravidou quando jovem, resolve correr atrás dos anos de farra que perdeu. Forçada ao extremo, a atuação de Cox é lamentável e o roteiro é simplório, limitando-se a colocá-la em situações constrangedoras (e gags fÃsicas ridÃculas) com o único objetivo de arrancar riso do espectador de passagem. Temos também um elenco de coadjuvantes insosso que torna o resultado ainda mais desprazerosso de se assistir. Ora, o que foi o final do segundo episódio com a brincadeirinha do “susto” ou as fotografias das “aventuras” bêbadas de Jules? Se você rever a cena verá que muitas imagens simplesmente não fazem o menor sentido e só foram colocadas ali para fazer graça, sem o menor nexo com a história. Vergonha alheia total. Em apenas dois episódios Cougar Town mostrou que não tem conteúdo nem pra ser uma comédia descompromissada e divertida. Torço e espero por um cancelamento precoce.
Hank (1×01: Pilot): A premissa de Hank – pai desastrado e desatento que se envolve num escândalo financeiro e é obrigado a viver com a famÃlia na “classe média” – e sua execução porca, colocam mais uma mancha na carreira de Kelsey Grammer, que mal se recuperou de sua última bomba, a horrenda Back to You. Essa nova sitcom da ABC (alguém poderia proibir o canal de produzÃ-las?) é totalmente instantânea e pré-fabricada: o roteiro é raso, os cenários parecem terem sido reaproveitados de uma comédia cancelada qualquer de “famÃlia americana” e, pior de tudo, a série simplesmente não é engraçada. Todas as piadas são as mesmÃssmas que já cansamos de ouvir em produções similares e, além de não ser nada inovadora, Hank evidencia a cada take o desconforto de Grammer no papel, bem como uma preguiça descomunal em compor uma personagem, pois ele se rende ao “básico” da atuação com suas caras e bocas. É deprimente ver o que o Frasier se tornou…
Accidentally on Purpose (1×01: Pilot, 1×02: Memento, 1×03: One Night Stand): Apesar de simpática, Jenna Elfman já provou que é uma atriz limitada a uma personagem só: a mesma mulher descolada, desbocada e meio doidinha que fez algum sucesso no inÃcio da extinta Dharma & Gregg. A série traz uma premissa interessante, sobre uma mulher que engravida “sem querer, querendo” de um jovem sem futuro, mas o texto imediatamente esbarra em todos os clichês do gênero e no final sai mal apesar de conseguir arrancar uma risada aqui e outra ali. Falta, contudo, mais personagens carismáticos para a série emplacar, além de um roteiro mais ágil, contemporâneo e menos carregado de piadas óbvias de sexo. Essa de roomates que vivem brigando é tão velha como Tony Danza. A CBS conseguiu estabelecer-se bem com as sitcoms Two and a Half Men, How I Met Your Mother e The Big Bang Theory. Perto delas, Accidentaly on Purpose é mesmo um verdadeiro desastre proposital só pra compor a meia hora que faltava para inteirar o bloco.
The Middle (1×01: Pilot): Por mais “divertidinha” que pareça, The Middle por enquanto nada mais é que uma versão mais adulta de Malcom in the Middle, só que desta vez contada sob o olhar dos pais e não do filho do meio. Poxa, é com mais uma produção single-camera sobre uma famÃlia de classe média-baixa americana que a ABC quer reerguer seu núcleo de comédia? Fora as corretas atuações de Patricia Heaton e Neil Flynn, no fim das contas a série traz a sensação de “mais do mesmo”: tem o filho menor esquisito, a pré-adolescente que não se adapta e o marmanjo rebelde que no fundo está em busca de atenção. O roteiro é razoável, a produção é caprichada e a trilha-sonora acerta em diversos momentos, mas no final a sensação de vazio após ter assistido o piloto permanece e você acaba não conseguindo distinguir esta de outras séries como Aliens in America, According to Jim, ‘Til Death e por aà vai. Se conseguir melhorar nos próximos, vai pro Season Pass.
Modern Family (1×01: Pilot, 1×02: The Bicycle Thief): Ah, como é bom ser positivamente surpreendido por uma nova série que você não dava nada. Pelos promos, Modern Family parecia querer ser uma versão familiar de The Office, mas em vez de restringir-se à cópia do estilo de câmera e das situações nonsense que ocorrem na filial da Dunder Mufflin, esta comédia soube ser autêntica e com um humor muito bem dosado, que não é carregado no “white trash” deprimente e, o mais importante, não trata o espectador como uma planta. Contando a história de três famÃlias modernas que, logo no final do primeiro episódio descobrirmos ser a mesma, a trama circunda com muito cuidado e leveza por alguns estereótipos clássicos como o do pai que quer ser “amigão” dos filhos, o vovô que casa com uma mulher mais nova (numa triunfal volta do eterno Ed O’Neil, o Al Bundy de Married… With Children) e até mesmo um divertido casal de homossexuais que resolve adotar um filho ao melhor estilo Brangelina. Este é o bom exemplo de criação, interpretação e produção que as outras comédias do canal ABC deveriam seguir. É possÃvel fazer comédia sem se expor ao ridÃculo. [Season Pass]
Heroes (4×01: Orientation, 4×02: Jump, Push, Fall, 4×03: Ink): Eu já perdi a conta de quantas vezes eu já comecei uma resenha de Heroes dizendo que “eu já perdi a conta de quantas vezes o drama de Tim Kring deu inúmeras e desnecessárias voltas”. Sinceramente, não sei mais o que esperar de um novo volume onde novos personagens são aprensentados enquanto a história permanece estagnada no marasmo criativo dos roteiristas desta série. Depois de dois episódios que beiraram o insuportável de tão mal conduzidos e uma terceira parte igualmente aborrecida e nada esclarecedora, Heroes despede-se de nossa cobertura semanal, pois não dá mais pra ficar repercutindo cada vez que Hiro perde e retoma seu poder, ou cada vez que Sylar é destruÃdo e retorna e, pior ainda, cada instante em que Noah Bennet vira a casaca para atender ao imediatismo de um roteiro incrivelmente furado, cansativo e sem fim. Será que terá um fim? Quantos reboots precisaremos testemunhar para nos dar conta que Tim Kring não tem talento? Chega. Chegou na 4a temporada já! Heroes foi longe demais só na promessa eterna. Quando finalmente isso acabar eu assisto tudo e digo aqui como terminará, mas por enquanto não dá mais. Acabou a paciência há muito tempo e agora acabou a boa vontade.
Melrose Place (1×02: Nightingale, 1×03: Grand, 1×04: Vine): Depois de quatro episódios, deu pra ver que Melrose Place foi uma série construÃda para tentar ser hit, com todos os elementos que um drama “ousado” precisa: um galã misterioso, uma falsa santa, uma desconhecida piradinha, um casal certinho e uma loira maravilhosa pra botar fogo em um condomÃnio californiano onde todos moram. Infelizmente até agora essa mistura não conseguiu dar liga. O texto não é tão ruim (já vimos muitas coisa pior, vai), mas também não podemos dizer que no fim de um episódio estamos loucos pelo próximo. A um porque a história da morte da tal Susan Sidney não empolga a ponto de querermos saber quem foi que a matou, já que ela não desperta a menor empatia de ninguém. A dois porque muito pouca coisa acontece numa série que deveria, no mÃnimo, ser mais agitada pelo elenco que tem. A CW muitas vezes parece que é o canal dos remakes apenas por ser, como se viabilizá-los fosse o objetivo final. Melrose Place precisa desenvolver e muito para ganhar um espaço fixo aqui. Quem sabe mais pra frente ela faça companhia a 90210 em nosso Season Pass…
Fringe (2×01: A New Day in the Old Town, 2×02: Night of Desirable Objects, 2×03: Fracture): Dificilmente uma série atual consegue iniciar uma segunda temporada de forma tão promissora quanto aconteceu com Fringe, ainda mais considerando o nÃvel do finale, que deixou todo mundo boquiaberto. Digo mais: os eventos do padrão, sejam os provocados (o homem que troca de face) ou espontâneos (o garoto-escorpião) estão mais interessantes e aterrorizantes do que nunca e a quÃmica já estabelecida entre o elenco principal é invejável. A história também evoluiu consideravelmente, agora que objetivos maiores foram traçados, incluindo a inesperada morte de Charlie e a usurpação de sua imagem por aquele misterioso “ser”. Embora ainda desconhecidos, os responsáveis por toda esta conspiração estão tomando forma e, de maneira muito acertada, o roteiro permitiu que as bombásticas revelações da temporada anterior fossem bem aproveitadas com a súbita amnésia de Olivia, que terá que processar junto com o público o que aquele encontro com William Bell significou. Lembremos também que o Peter original também morreu pequeno e que este que vemos é a sua versão alternativa, o que é fundamental para compreendermos até o jeito sempre admirado que Walter sempre o olha. Outro fator positivo desta temporada foi a de estabelecer uma ameaça séria à divisão Fringe Science, que terá que lutar para manter-se “aberta” (leia-se, conseguir provas mais contundentes das manifestações do padrão e da séria ameaça que é iminente sobre o mundo). Por fim, registro aquela interessante, mas igualmente assombrosa forma de comunicação do soldado com uma provável realidade alternativa e a terrÃvel indicação de que o tal Observador não está aqui somente para observar… Fringe consegue me assustar como poucos filmes de terror.
Trauma (1×01: Pilot): A NBC adora tentar reviver o passado e a aposta da vez é com Trauma. O drama emergencial é focado numa equipe de resgate de São Francisco, con direito a um piloto cheio de acidentes elaborados e de grande porte, além de muitos efeitos especiais que são apenas corretos para a TV. Mas a despeito de toda esta produção, o que falta na série são personagens cujo público possa se identificar. Sem apresentar ou aprofundar em qualquer aspecto da vida destes socorristas, a série já mergulha no “trabalho”, impedindo uma conexão inicial e necessária para manter o espectador interessado. Tem ação e muita movimentação, mas falta conteúdo até para repercutir. O impacto de Trauma, por enquanto, é apenas visual e lá para o terceiro resgate já cansou.
How I Met Your Mother (5×01: Definitions, 5×02: Double Date, 5×03: Robin 101): Que bom que este 5o ano de How I Met Your Mother voltou mais divertido e dando uma importância menor ao sentimentalismo barato como estava acontecendo na metade final da temporada anterior. O relacionamento entre Barney e Robin deu uma boa guinada na história e virou o cerne deste inÃcio, tanto que os três primeiros episódios foram basicamente sobre eles, desde a estreia com a indefinição do casal sobre o seu “status” até culminar no excelente Robin 101 (um dos melhores de toda a série) em que Ted vira o professor particular de Barney e o assunto é a canadense, seus trejeitos, suas manias e esquisitisses. Me lembrou muito os clássicos episódios de Friends em que a história é totalmente sustentada no universo rico das personagens. Ponto positivÃssimo para a comédia. Que bom que eles deram a volta por cima!
The Big Bang Theory (3×01: The Electric Can Opener Fluctuation, 3×02: The Jiminy Conjecture, 3×03: The Gotholowitz Deviation): Perto de Jim Parsons o restante do elenco de The Big Bang Theory imediatamente esmaece e os mais prejudicados são John Galecki (Leonard) e Kunal Nayyar (Raj). Digo isso porque o casal Penny/Leonard formado não consegue convencer por nada e eles acabam deixando algumas cenas bastante mornas. Aliás, sem as personagens Sheldon e Howard, a comédia não poderia sequer existir, pois basta um murmuro do nerd mor ou uma entrada em cena do desajeitado galanteador (vestido de gótico) para a plateia cair no riso. O mesmo não pode ser dito, por exemplo, da já batida timidez do indiano quando sóbrio em frente de mulheres. Este inÃcio, contudo, conseguiu ficar fácil no saldo positivo, pois o roteiro é quase sempre impecável. Destaco o experimento que o sempre sagaz Sheldon Cooper realizou em Penny, educando-a como um cachorrinho em seu apartamento, que já é um dos melhores momentos desta comédia.
Calma que ainda não acabou! Nesta segunda terça faremos mais uma rodada do Semáforo com comentários de (e já adianto as cores): Grey’s Anatomy, Gossip Girl, Brothers & Sisters, Californication, The Good Wife, Dexter, Bored to Death, House, Glee, Eastwick, The Office, Community, FlashForward, Dollhouse e Mercy!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Accidentally on Purpose, Cougar Town, Fringe, Hank, Heroes, How I Met Your Mother, Melrose Place, Modern Family, The Big Bang Theory, The Middle, Trauma
Tags: resenha, semana, usa
26/05/2009 - 00:01

24 “7×22: Day 7: 05:00am – 06:00am”: Esta hora foi consideravelmente superior à anterior com a perseguição que Jack e Rene conduziram no metrô em cenas que imediatamente remeteram à grandes filmes de ação imediatistas como Velocidade Máxima e Duro de Matar: A Vingança. Uma coisa que 24 sabe fazer muito bem é criar constantes momentos de puro desespero, como quando a vÃtima do ataque terrorista pede ajuda ao guarda que, na verdade, fazia parte de toda a operação. Outra história paralela que está sendo muito bem desenvolvida é a de Olivia Taylor e a desconfiança do agente Aaron Pierce (que ela mesmo contratou) sobre seu envolvimento na morte de Jonas Hodges, algo que pode muito bem desmantelar toda a administração Taylor. Mas eis que chega o ato final com Jack salvando o dia e Kim Bauer caindo mais uma vez nas garras do inimigo, o que seria trágico se não fosse a ducentésima vez que isso acontece na série. Aquilo foi cômico, ainda mais quando descobrimos que o agente que ela achava que a estava perseguindo trabalhava (e mal) para sua proteção. Enfim, a hora chegou ao fim e Jack está mais uma vez na sinuca de bico sendo coagido para salvar o seu atual rival. Que pena que 24 deu uma ótima volta para então chegar no lugar onde já esteve.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 11/05/2009 na FOX americana.
How I Met Your Mother “4×23: As Fast as She Can”: Depois do ótimo Right Place, Right Time da semana anterior, este episódio de How I Met Your Mother veio como um balde de água fria em todos os fãs da série, pois ignorou grande parte da storyline que fora desenvolvida, que dava a entender que após aquele momento os eventos que levaram Ted a conhecer a sua mulher seriam intensificados. Não. Em vez disso, a série descaradamente voltou ao lugar-comum com historinhas batidas (a tal aposta com as multas de trânsito, que se estendeu além da conta) e uma enrolação sem tamanho com o caso de Tony, o marido de Stella, tentando arrumar um emprego para o Mosby. Parece que trouxeram a loira de volta só para dar aquele cliffhanger, já que participação dela não teve o menor sentido e não serviu em nada para a trama. Isso sem contar na ceninha do “abatedouro” à la Hannibal Lecter, que soou como uma esquete barata de um humorÃstico de segunda linha. How I Met Your Mother perdeu o tom mais uma vez e os episódios bons agora passaram a ser a exceção, e não a regra, como antes eram.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 11/05/2009 na CBS americana.

Gossip Girl “2×24: Valley Girls”: O que a ganância de Hollywood não faz, não é mesmo? No desespero de extrair mais dinheiro de Gossip Girl, o canal CW encomendou uma espécie de “piloto” dentro da série original para derivar Valley Girls. Por sorte, parece que essa ideia não vai mais pra frente, porque este episódio foi completamente desperdiçado com uma historinha fraca e aborrecida sobre o passado de Lilly VanDer Woodsen, uma personagem sem carisma e nada relevante, no presente ou no passado. Tudo bem que a ambientação nos anos 80 ficou muito legal, mas somente a parte técnica foi positiva. Do ponto de vista criativo, tentaram fazer uma espécie de “link” entre mãe e filha como forma de justificar as impensadas atitudes de ambas, mas sem o menor sucesso. O episódio ainda estragou o acontecimento que deveria ser o ponto alto de qualquer série teen: a antecipada noite de formatura do colegial. No fim das contas, tudo ficou estagnado e o final prorrogado. A narração final da ótima Kristen Bell resumiu muito bem este insosso capÃtulo: “(…) à s vezes o melhor a fazer é se desculpar e deixar o passado ficar pra trás (…)”. Depois deste dispensável episódio, isso o mÃnimo que eu espero do season finale.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 11/05/2009 na CW americana.
Com os anúncios do próximo Fall Season, os principais canais abertos encerraram a temporada e agora poucas séries mainstream permanecem no ar. Por isso, este será o último post Semana em Série do Mid Season. É claro que em breve começam as estreias do verão americano, com muita coisa boa voltando. Assim, a cobertura em blocos será interrompida até que as produções em volume retornem. Como teremos mais tempo a partir de agora, resolvi dedicar as próximas semanas para comentários mais completos dos Season Finales em posts separados, como vários de vocês pediram. Falarei nos próximos dias sobre os finais de temporada de 24, Fringe, Gossip Girl, Grey’s Anatomy, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office, 30 Rock e Prison Break (e do telefilme!). Ah, e conforme prometido o Season Pass 2009 está chegando! Fique ligado!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Gossip Girl, How I Met Your Mother
Tags: cbs, cw, fox, resenha, semana, usa
12/05/2009 - 00:01

How I Met Your Mother “4×21: The Three Days Rule / 4×22: Right Place Right Time”: Que bom que How I Met Your Mother voltou a empolgar, numa sequência de episódios que começou divertida e terminou de forma surpreendente! Em Three Days Rule, Barney foi o destaque com seus conceitos malucos que eventualmente dão certo, ainda mais depois de comparar os três dias que o homem deve esperar para ligar para uma mulher depois de sair com ela à ressurreição de Cristo, conforme narrada na BÃblia. Porém, foi constrangedora aquela participação de Kevin Richardson (The Knights of Prosperity), que foi batida, exagerada e mal aproveitada. Mas a grande surpresa da temporada (e de toda a série) veio no episódio seguinte, Right Place Right Time, onde a história de como Ted encontrou a mãe de seus filhos foi explorada de forma sem precedentes, com várias idas e vindas até chegar no momento em que encontramos… Stella? Pois é, mesmo depois de uma brilhante narrativa, não poderÃamos esperar que eles iriam entregar tudo de bandeja, né? É claro que Stella não é a mãe (Ted já afirmou isso antes), mas certamente ela é o caminho para se chegar à mulher misteriosa. Tomara que esta revelação venha ainda nesta temporada, pois a série já está no ponto em que deveria terminar, mesmo rendendo bons momentos. É melhor acabar por cima e com chave de ouro.
Cotação Bruno Carvalho: 4×21: 


– 4×22: 




Episódios exibidos em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.
The Big Bang Theory “2×21: The Vegas Renormalization / 2×22: The Classified Materials Turbulence”: Por estar confirmada por mais duas temporadas, a pressão sobre os roteiristas de The Big Bang Theory é menor, mas ainda assim eles continuam apresentando toda semana situações hilárias que aprofundam no universo geek destes quatro amigos (e Penny). Depois que Leslie deu o fora em Howard, os amigos seguiram para Las Vegas em vez de ficarem brincando do joguinho “Adivinhe a Personagem” (já que Sheldon é sempre Spock), e lá acabaram encontrando um “espécime” até então intocado pelos não tão jovem nerds: uma prostituta (interpretada pela ótima Jodo Lyn de Prison Break). Embora esta storyline não ter sido tão bem explorada como deveria, foi em Los Angeles onde o episódio trouxe seus melhores momentos, com Sheldon sendo obrigado a passar a noite na casa de Penny após ser trancado para fora de casa. Eu não gosto tanto assim da infantilização da personagem (que inevitavelmente o torna mais fraco), mas apenas aquela tirada no final valeu a pena. Já no The Classified Materials Turbulence, o humor continuou em alta e com muitas piadinhas escatológicas. No final isso foi um pouco cansativo, a despeito da história ter girado em torno da privada espacial que Wolowitz construiu. Mesmo assim, foram duas ótimas semanas da comédia.
Cotação Bruno Carvalho: 2×21: 


- 2×22: 



Episódios exibido em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.

The Office “5×24: Casual Friday / 5×25: Cafe Disco”: Depois de vários episódios centrados no “elenco principal”, The Office acertadamente dedicou praticamente todo o Casual Friday nos coadjuvantes, que são divertidos e bastante talentosos. Aliás, esta foi a prova de que eles deveriam sim focar mais nos “outros” (principalmente no pessoal do galpão). Cada personagem ali é extremamente bem construÃda, a despeito do tempo em tela: seja a inocência de Kevin, a falta de noção de Angela, os comentários assustadores de Creed ou a irreverência de Andy. Todos fazem um excelente trabalho e a guerrinha entre os vendedores foi demais, com Michael “virando a casaca” a todo momento. Mas foi em Cafe Disco que a comédia largou de vez o arco episódico da mudança estrutural na Dunder Mufflin e apresentou um capÃtulo extremamente hilário do inÃcio ao fim, quando Michael decidiu transformar a sede da antiga Michael Scott Paper Company num lounge com café expresso grátis onde os funcionários puderam, enfim, relaxar (até o pezinho de Angela balançou). Como eu queria ter um chefe assim!
Cotação Bruno Carvalho: 5×24: 



– 5×25: 




Episódios exibidos em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.
30 Rock “3×20: The Natural Order / 3×21: Mamma Mia”: O colega da Sociedade de Blogs Juliano Cavalca disse em seu Twitter que vai ser difÃcil tirarem o 3º Emmy seguido de 30 Rock e eu concordo plenamente com ele. Apesar de termos boas comédias por aÃ, por mais uma temporada esta série está se superando com um texto impecável e ótimas atuações. A guerrinha entre Liz e Tracy sobre as responsabilidades de cada um foi impagável! Melhor ainda foi o arco de Jack com sua mãe que começou no The Natural Order e a descoberta sobre a identidade de seu verdadeiro pai em Mamma Mia, que além da agradável participação do mestre Alan Alda, ainda deixou para o final o melhor e mais inesperado cliffhanger da semana! O genitor de Jack precisa de um rim! Será que o egoÃsta CEO vai atender o pedido de seu “novo” pai ou ele vai tramar algo para fugir dessa? Quero muito ver como isso vai se desenrolar no Season Finale desta semana que tem o sugestivo tÃtulo Kidney, Now! (Rim, Agora)!
Cotação Bruno Carvalho: 3×20: 



- 3×21: 




Episódio exibido em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.
Foram duas ótimas semanas para as comédias, in deed!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office
Tags: cbs, nbc, resenha, semana, usa
06/05/2009 - 00:01

24 “7×20: Day 7: 03:00am – 04:00am”: Mais uma hora se passou e permaneço com a pulga atrás da orelha pra esse Tony Almeida vilão. Da mesma forma que Jack Bauer foi julgado por uma comissão do governo por agir justificando os meios através dos fins, o mesmo benefÃcio da dúvida pode ser dado ao seu colega. Afinal, ambos tiveram vários motivos ao longo dos anos para virarem de lado e não o fizeram. Vinte horas após o inÃcio do dia fomos apresentados à um secreto grupo de controllers de empresas para-militares que reúnem-se anonimamente através de um sistema privado e que têm objetivos semelhantes aos de Hodges: resgatar os contratos de defesa que foram perdidos na administração Taylor através da pontual criação de ameaças terroristas. Mas enquanto o CEO da Starkwood claramente era movido por acreditar no que estava fazendo, como apontei na resenha anterior, estes novos sujeitos mostraram-se impiedosos e motivados apenas pelo dinheiro. É por isso que, mesmo vendo Almeida com a arma na cara de um muçulmano inocente, contesto a sua lealdade a estas pessoas, já que dinheiro nenhum no mundo trará de volta o que ele perdeu. Nem preciso falar que esta foi mais uma hora tensa e emocionalmente desgastante de 24, mas tomara que decidam de uma vez com quem fica a lealdade de Tony…
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 27/04/2009 na FOX americana.
Gossip Girl “2×22: Southern Gentleman Prefer Blondes”: Por um instante achei que Gossip Girl iria ficar naquela draminha bobo com Gabriel mantendo duas namoradas, mas eis que a trama se revela ser muito mais complicada do que imaginarÃamos. O galã do sul e suposto filho de milionários da indústria tabagista nada mais é do que um excelente golpista que passou pelo Upper East Side fazendo um estrago monstruoso e, de quebra, levando ainda as economias do pobre Rufus Humphrey (ainda que devidamente avisado). Os roteiristas ainda sabiamente utilizaram este incidente para separar de vez o casal Blair e Nate (passando da hora) e dar a deixa para o retorno da sempre interessante e instável Georgina Sparks, mais uma vez marcando presença numa reta final de temporada, assim como a fumaça negra no céu da ilha de LOST. Legal também que no fim até mesmo a morena Poppy foi passada pra trás (ou seria parte do golpe?) e quero só ver o que vão armar para recuperarem os milhões perdidos num horrÃvel investimento. Afinal, em tempos de crise, cada maço de 10 mil dólares faz falta para aquela gente, não é mesmo?
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 27/04/2009 na CW americana.
Fringe “1×18: Midnight”: Eu fiquei mais surpreso por Fringe ter finalmente revelado algo de concreto sobre sua mitologia do que a natureza da revelação em si, de que William Bell – o fundador da Massive Dynamics – é o homem por trás dos maquiavélicos e aterrorizantes eventos que formam o padrão. Isso era óbvio desde o piloto, não? Mas a série é capaz de mais, como vimos neste ótimo Midnight, apresentando um novo caso continuamente tenso com a história da mulher de um poderoso cientista que foi infectada por um agente biológico e caçava homens pela noite atrás da medula óssea de suas presas. Além de impressionar pelo realismo gráfico, a fotografia sempre escura e carregada é extremamente sábia ao mostrar apenas os relances das anomalias, criando uma constante aura de seriedade no que está sendo mostrado, por mais absurdo que seja. Fringe confirma a versatilidade e o talento criativo de J.J. Abrams e da competente equipe da Bad Robot. Tivemos sim alguns baixos neste ano de estreia, mas o drama segue firme e intrigante semana após semana e que bom que ganhou recentemente mais uma temporada completa!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 28/04/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×21: No Good at Saying Sorry (One More Chance)”: Já é inegável que a 5ª temporada de Grey’s Anatomy reergueu a série completamente e redimiu-se dos erros do ano passado. Mas primeiro vou falar do que não gostei neste episódio: a atuação totalmente over de Sharon Lawrence como a mãe de Izzie, que mostrou ser um erro de roteiro e direção num episódio tão carregado como este. O que deveria ser o cerne do capÃtulo, a história da menininha que atirou em seu pai 17 vezes (e de propósito), tornou-se um caso secundário e sub-explorado. Acredito que isso prejudicou o desenvolvimento das demais tramas, com destaque, claro, para os problemas de Grey com figuras paternais, tanto com Tatcher quanto com o próprio Chief. O tema “desculpa e arrependimento” foi melhor explorado no caso de Yang e Hunt, representando o ápice deste episódio naquela discussão no estacionamento. De qualquer forma, o 99º capÃtulo continuou muito bem a temporada, embora sem elevar o nÃvel como seus antecessores. O final de temporada está bem encaminhado, assim como o secreto 100º episódio que vai ao ar esta semana nos EUA.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 30/04/2009 na ABC americana.
Dollhouse “1×11: Briar Rose”: Sempre soubemos que a Dollhouse estava a um passo à frente do Detetive Paul, por isso passei metade do episódio questionando a facilidade com que ele entrou e circulou pela casa junto, mesmo que guiado pelo tal designer da estrutura ambiental subterrânea. O que eu não poderia imaginar, claro, é que não só Adelle estava observando-o o tempo inteiro, como o tal cientista era o temido Alpha disfarçado e foi este que usou o policial para infiltrar-se na casa. Mas a inesperada reviravolta não parou aÃ, pois o sujeito ainda demonstrou ter um profundo laço com Echo, deixando a briga imprevisÃvel e ainda mais pessoal para o policial afastado Paul. Imagino que este deva agora lutar lado a lado com a Casa no final de temporada, que pode vir a ser o final de toda a série. Eu torço pra que Dollhouse seja renovada, pois desde o seu primeiro episódio a série vem crescendo exponencialmente à cada capÃtulo, desenvolvendo sua trama muito bem como poucas produções hoje em dia conseguem e, principalmente, mantendo-se fiel à sua premissa. Talvez este drama seja tão bom porque foi concebido como uma obra fechada desde o inÃcio pelo sagaz Joss Wheddon. Renovada ou cancelada, Dollhouse já é uma das salvações deste esquecÃvel Mid Season.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 01/05/2009 na FOX americana.
Prison Break “4×19: S.O.B.”: Eu realmente estava perdendo a fé em Prison Break até que este episódio chegou e estremeceu toda a série até o seu piloto, com a revelação de que Lincoln e Michael não são irmãos biológicos. Este fato não apenas trouxe sentido à alguns acontecimentos – como o fato de Christina Scofield desprezar tanto o filho mais velho – , como também trouxe novas perspectivas para o nosso herói, que no fim das contas preteriu a própria mãe em prol da pessoa que sempre esteve ao seu lado nos momentos difÃceis: Burrows. T-Bag também voltou a mostrar suas cartas traindo o grupo como sempre em prol da segurança do lado mais forte da batalha e o episódio deixou claro qual o motivo da divisão da Companhia por Scylla: poder mediato x dinheiro imediato. O destaque de S.O.B., claro, ficou com segura e enérgica atuação de Wentworth Miller na discussão de Scofield com sua mãe e há muito tempo não o vÃamos assim tão passional na série. Por fim, a força bruta de Lincoln terá novamente que se juntar ao Q.I. de Michael para saÃrem da complicada situação que foi armada para todo o grupo. Prison Break voltou aos trilhos e empolgou para este fim de série, sem esquecer que ainda teremos um telefilme para fechar de vez a alucinante história que, apesar dos (aceitáveis) percalços, sempre foi uma das minhas preferidas.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 01/05/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Dollhouse, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, Prison Break
Tags: abc, cw, fox, resenha, semana, usa
03/05/2009 - 03:32

24 “7×19: Day 7: 02:00am – 03:00am”: Na 19ª hora deste complicado dia de 24, a segunda reviravolta de Tony Almeida continua uma incógnita pra mim, porque ao mesmo tempo em que vemos o vilão deixando Jack sofrer a sua convulsão, ele sai sem certificar que o companheiro não é mais uma ameaça – e algo que Tony tem absoluta certeza é a de que Jack Bauer nunca deve ser subestimado. O problema é se a partir daà descobrirmos que ele novamente bancou o vilão jogando com o inimigo para então novamente mostrar-se um herói. Isso, definitivamente, prejudicaria e muito a integridade desta temporada. Fora isso, esta hora foi um bom filler que trouxe uma nova perspectiva com relação à magnitude da organização por trás dos ataques, pois colocou o perigosÃssimo Jonas Hodges numa posição de mero “intermediário”. Talvez ele tenha sido até mesmo usado, pois após o diálogo que ele teve com um soldado, deu pra perceber claramente que, embora inescusável, sua convicção de que a Starkwood era a salvação do paÃs, assim como o orgulho que sentiu ao ouvir que seus homens foram “bem treinados, soaram verdadeiros. O dia acaba em cinco horas e, apesar desta indefinição com a situação de Almeida, 24 entrou muito bem num promissor arco final.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 20/04/2009 na FOX americana.
Gossip Girl “2×21: Sedar Anything”: Gossip Girl retornou para sua reta final, mas ainda não posso dizer que em sua boa forma de sempre. Sedar Anything focou demais suas atenções no insosso casal Blair e Nate, que não convencem ninguém nem de longe. Os draminhas da famÃlia Humphrey também continuam desinteressantes, parte graças à falta de expressividade do ator Matthew Seller, que interpreta o patriarca Rufus, e da igualmente aborrecida relação dele com Lilly. Não sei como que este vai ser o tema do spin-off prequel da série… Felizmente as trapalhadas de Serena serviram aqui como o alÃvio dramático que faltava, pois descobrimos que ela casou-se (ainda que de mentirinha) com o loirinho na Espanha, e o cara aparentemente mantém um outro relacionamento. Só quero saber como essa história vai virar o cerne dos próximos e derradeiros capÃtulos, porque essa simples traição é mais do que batida. A 2ª temporada de Gossip Girl até agora foi muito boa, mas é sempre bom ficar com o pé atrás depois de um mediano episódio como este.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 20/04/2009 na CW americana.
The Office “5×23: Broke”: Ah, não importa quão costumeiras são as histórias de “volta por cima” em filmes e séries: fato é que elas geralmente são muito boas pra quem assiste e torce pelas personagens e, no caso de The Office, foi sensacional! Depois de descobrir que a Michael Scott Paper Company estava no vermelho (e dificilmente sairia de lá), Michael iniciou uma série de atitudes errantes na tentativa de minimizar o seu prejuÃzo e, no final das contas, com uma importante ajuda de Jim – parte por vingança contra o novo chefe e parte por saber que Scotty tem uma boa Ãndole – a matriz sucumbiu ao grandioso blefe que criaram, culminando no melhor momento de toda a temporada. Agora, o que eu realmente quero ver é como Michael vai se comportar daqui pra frente com relação à queles que o deixaram na mão quando ele mais precisou. E The Office ainda não chegou ao fim, a temporada foi estendida e terá 26 episódios!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 23/04/2009 na NBC americana.
30 Rock “3×19: The Ones”: É muito positivo perceber o amadurecimento do texto de 30 Rock (que já era bom), notadamente com a utilização de piadas racistas que servem muito bem como uma crÃtica implÃcita, mas real, até chegar em Tina Fey tirando sarro dela mesma ao escrever sobre sua forma fÃsica. The Ones concluÃu muito bem a ótima participação de Selma Hayek (e “What a Frak” foi aquela camisa?), contando ainda com piadas inesperadamente boas envolvendo Jenna, um paramédico e a divertida incógnita que é Kenneth. Não me surpreenderia nem um pouco se 30 Rock novamente for indicada à s principais categorias cômicas no Emmy e abocanhar todas. Gosto muito das outras comédias da TV, mas esta continua em seu melhor momento.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 23/04/2009 na NBC americana.
Dollhouse “1×10: Haunted”: Provavelmente Dollhouse é uma das séries mais subestimadas desta temporada, ainda mais depois deste magnÃfico episódio Haunted, que levou o conceito da Casa de Bonecas para além de sua premissa. Ao invés de usar um dos “bonecos” para satisfazer desejos momentâneos, a milionária Margareth Bashford resolveu fazer “scans” mensais próprios, pois suspeitava que corria risco de morte. Assim, foi com enorme surpresa (para nós e para ela, certamente) que a senhora acordou no corpo de Echo após ter falecido e decidiu investigar o seu próprio homicÃdio. Além de desenvolver-se muito bem, a trama conseguiu levantar intrigantes questões éticas e morais, ainda que ficcionais, sobre as possibilidades que aquela tecnologia pode trazer. Em contraposto, vimos o programador Topher sendo manipulado por Adelle, que anualmente permite que ele dê uma “escapada” daquela vida atribulada que leva. Funcionando bem como “série de casos semanais” e “novelinha”, Dollhouse permanece no pódium das melhores surpresas do ano.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 24/04/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Dollhouse, Gossip Girl, The Office
Tags: cw, fox, nbc, resenha, semana, usa
29/04/2009 - 00:01

Heroes “3×24: I Am Sylar”: Ele é Norman Bates, digo, Sylar, e é a única coisa positiva que restou de mais uma temporada de grandes erros e pequenos acertos do nosso querido e intrépido amigo Tim Kring: o homem que fala demais e faz de menos. Somente Zachary Quinto pode chegar diariamente no set de filmagens e dizer que está realmente fazendo diferença. O vilão que ás vezes é herói detém o tÃtulo da única personagem que manteve certa constância e coerência ao longo destes três anos e que ainda é capaz de despertar a curiosidade de quem (como eu) continua assistindo esta série. Se não fosse ele, este seria mais um episódio de voltas e mais voltas que acabam levando ao mesmo lugar: o eterno vazio que é a mente de Kring. Foi pra isso que serviu este penúltimo capÃtulo do volume Fugitives, enrolar mais um pouco o espectador, porque nada de tão extraordinário assim aconteceu. Pelo menos, no final das contas, Sylar não morreu. Se ele morrer algum dia, Heroes morre junto.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 20/04/2009 na NBC americana.
Fringe “1×17: Bad Dreams”: Muitos me disseram na última Semana em Série que este episódio de Fringe traria uma boa quantidade de respostas. Eu discordo. O fato de Olivia ter sido alvo de experimentos com uma droga na cidade de Jacksonville já foi abordado pela série e nem o envolvimento do Dr. Bishop pode ser considerado algo surpreendente, já que ele está sempre envolvido em todos os assuntos relacionados à ciência marginal. Mesmo assim, posso dizer com convicção que este foi um dos melhores episódios da série, justamente porque nos evidenciou a escuridão que o velho vive e que, por algum motivo, ele não lembra linearmente de tudo que fez ou criou. A história do sujeito que servia como uma espécie de conduÃte emocional para todos que estavam ao redor e com uma forte ligação com a agente Dunham destoou do que presenciamos nos capÃtulos anteriores, mas conseguiu ser igualmente (ou até mais) fascinante. Cada episódio de Fringe é como um pequeno e ótimo filme de mistério, sempre com desfechos satisfatórios e cliffhangers matadores!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 21/04/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×20: Sweet Surrender”: Não tem jeito. Quando Shonda Rhimes quer arrancar lágrimas de todos os seus espectadores, ela o faz sem pestanejar. Sweet Surrender foi cruel, intensamente dramático e covardemente triste ao abordar o desespero de um pai de famÃlia que precisou testemunhar os últimos momentos de sua criança sem poder fazer nada e de Izzie, que está perdendo a terrÃvel batalha contra o câncer. Pena que o episódio não foi impecável, já que aquela história do pai de Torres tentando “comprá-la” do Chief foi bem forçada e soou até ridÃcula, apenas para extrair a clássica performance “nervosinha” do ator Hector Elizondo. Mas eles deram a volta por cima com a ajuda de Derek Sheppard (mais ácido do que nunca), Mark Sloane (no tom adequado) e o grande ápice do episódio que foi a briga de O’Maley com Alex (e aquela chocante sequência de queda). Sweet Surrender fechou com mais um apoteótico monólogo de Grey e a temporada vai se encerrando colocando à série de volta ao seu melhor momento. Merecido, Shonda!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 23/04/2009 na ABC americana.
Prison Break “4×18: VS”: Levemente superior ao capÃtulo anterior, VS pelo menos conseguiu colocar um pouco mais de rumo neste final de temporada (e da série) de Prison Break, graças ao novo paradigma que o roteiro silentemente construiu nos últimos episódios: se antes vimos Michael Salvando seu irmão Burrows e vice-versa, agora parece que os dois se enfrentarão num jogo de gato e rato. Ainda assim, fica a sensação de que a série está se repetindo, com T-Bag conspirando contra o grupo e aquela invasão com Mahone na embaixada Indiana. Pelo menos ficou definido o papel da mãe dos fugitivos – ela quer vender Scylla pra outro paÃs – e ainda tivemos outros fatos marcantes como a gravidez de Sara e o retorno do Coronel à ativa. A ação e a indicação de prováveis reviravoltas são bem-vindas, mas falta ainda um foco à “big picture” da série, que logo precisa vir. Continuaremos aguardando ansiosamente.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 24/04/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Fringe, Greys Anatomy, Heroes, Prison Break
Tags: abc, fox, nbc, resenha, semana, usa
28/04/2009 - 00:01
A semana da “Era Disco” sempre foi um problema para os participantes do American Idol, pois as músicas são muito caracterÃsticas e é muito difÃcil fugir do original. Mesmo assim, alguns poucos conseguiram sobressair-se justamente evitando este estigma e criando algo diferente em cima das canções que marcaram toda uma geração. Os grandes destaques ficaram com Adam Lambert (”que novidade”), desta vez contido, mas com uma bela versão balada de If Can’t Have You (Bee Gees) e Kris Allen, que desta vez foi o meu favorito da semana, com um arranjo super moderno de She Works Hard For the Money (da Donna Summer). É possÃvel ver que estes dois têm um cuidado especial com seus shows, fazendo adequadas modificações nas melodias e palpitando até nos efeitos de luz, instrumentos utilizados e enquadramentos de câmera (especialmente Adam). Por outro lado, afundando cada vez mais está Danny Gokey, que não inovou nas últimas semanas e acha que fazer uma performance espalhafatosa resolverá o seu problema. Foi assim com Taylor Hicks, que hoje sumiu da mÃdia por ser um cantor “genérico” e sem identidade. Gokey, de fato, chamou a minha atenção quando cantou Kiss From a Rose, mas hoje ele segue como um discÃpulo do copycat. Não curti nem um pouco a Hot Stuff de Allisson Iraheta, que ficou com um ritmo estranho como se ela sempre estivesse um tom à frente da melodia. Nesta 8ª temporada de Idol não adianta só apenas uma boa voz. Por isso mesmo que o público despachou Lil’ Rounds, que não evoluiu absolutamente nada desde a sua chegada na atração (e ela merecia ter ido antes de Megan Joy, por exemplo) e o limitado Anoop DeSai, que teve seus bons momentos, mas não conseguiu sair disso. Ah, e depois da desajeitada apresentação de Matt Giraud, acho que os juÃzes se arrependeram demais de ter usado o “colar do anjo” com ele. Foi sofrÃvel aquele Stayin’ Alive. Top 5 formado, eliminações justÃssimas e na semana que vem os “Idols” cantarão músicas do Rat Pack. Isso vai ser interessante…


Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol
Tags: brasil, fox, musica, resenha, semana, sony, usa
24/04/2009 - 00:01

24 “7×18: Day 7: 01:00am – 02:00am”: Eu ainda não processei se esta nova virada em 24, com Tony Almeida de volta à posição de vilão, é ou não interessante para a série. Primeiro eles vendem o cara como mau, depois descobrimos que ele é bom, aà ele faz de tudo para ajudar Jack e impedir a detonação da arma biológica, para então sair com apenas um último contêiner? E isso, segundo o suicida Jonas Hodges é “algo maior” por quê? Sinceramente, eu estou boiando agora, porque depois de tudo que vimos nesta temporada, a trama aparentemente ficou sem coerência! É claro que o episódio teve mais, como o reencontro de Kim com seu pai, o Jack negando a ajuda da própria filha e a morte de Larry Moss. Mas e aÃ? Como fica? Se Tony é mesmo bom, ele quer desmascarar os responsáveis por tudo, a custo da morte de inocentes (importantes)? E se e é mesmo mau, é um péssimo bandido, porque ele agiu sozinho para impedir o ataque que poderia ter acabado com tudo. Realmente esse episódio me deixou sem saÃda e tomara muito que o próximo traga um sentido a tudo isso. Darei o benefÃcio da dúvida, por conta do cliffhanger matador.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 13/04/2009 na FOX americana.
Heroes “3×23: 1961″: Tim Kring já aprontou uma bagunça tão grande com essa série, que já não importa mais quanto ele volte ou avance no tempo para que ela engrene. A bem da verdade é que este drama nunca passou da promessa, à s vezes trazendo episódios excelentes para o que propõe, sem conseguir fugir da esporacidade. Lembram-se do Hiro voltando do futuro e conversando com ele mesmo da primeira vez no metrô? Pois bem, cadê aquele Hiro? Aquele futuro dele com a espada Samurai e o cabelo style foi mudado e ele foi condenado a ser um bocó pra sempre? Mas Faraday não disse que… Ops, isso é sobre uma série com viagens no tempo que é bem escrita. Em resumo, 1961 foi dar umas voltas em… 1961, mostrando o passado de Angela Petrelli e que ela teve uma irmã bonitinha que virou uma velha louca que foi deixada para trás. O que isso serve à história do volume intitulado “Fugitivos”? Nada! O único “núcleo” que vai bem nesta série é o de Sylar com seu novo poder de virar quem quer e pena que ele só apareceu nos segundos finais. Ah, sim, nos segundos finais do antepenúltimo episódio de uma temporada que só não foi pior que a 2ª, porque isso é humanamente impossÃvel até pra Tim Kring.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 13/04/2009 na NBC americana.

Fringe “1×16: Unleashed”: Ainda sem trazer respostas, Fringe segue num bom ritmo. A série tem uma fórmula constante para a resolução de casos, mas ela muito bem diluÃda na trama, pois a cada capÃtulo envereda-se para um campo diferente da ciência marginal. Com uma maior intensidade ficcional neste Unleashed, conhecemos o padrão manifestado na criação de um brutal animal que foi geneticamente modificado com partes de vários seres. Embora o Dr. Noble ou OlÃvia estejam SEMPRE no meio de tudo, o drama vem revelando aos poucos que há um motivo pra isso e que não é mera coincidência como, por um exemplo extrapolado, o fato de todos os pacientes problemáticos de House aparecerem no mesmo hospital New Jersey (isso faria muito sentido em Fringe, pensando). O padrão cerca estes dois e acaba levando Peter junto pelo mesmo motivo desconhecido que o Observador está sempre presente em cada evento. Fringe mais uma vez não precisou revelar seus segredos ou a criatura logo no inÃcio do episódio para construir uma narrativa que é deliciosamente tensa e intrigante. Mas considerando que já estamos no episódio 16, não me incomodaria que os próximos começassem a entrar mais na mitologia do drama, notadamente com relação à Massive Dynamics e à John Scot, não é mesmo?
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 14/04/2009 na FOX americana.
Prison Break “4×17: The Mother Lode”: Infelizmente a reta final de Prison Break parece sofrer do mesmo problema de 24 que citei mais acima. Na busca por constantes reviravoltas narrativas, a série vai perdendo a sua identidade e o seu foco, tornando-se genérica. Se antes, em cada temporada, havia a certeza de um objetivo ser atingido, agora a tal “busca da verdade” já não é tão interessante quando o lado oposto muda de face e de objetivos o tempo inteiro. Nem vou questionar o ato final, com a mãe de Burrows mandando matá-lo, pois sabemos que no inÃcio do próximo episódio tudo pode mudar. Eu repito aqui o que disse várias vezes nas resenhas desta temporada e o que até expliquei para um leitor nos comentários: eu gosto muito de Prison Break e, por isso mesmo, fico triste quando a série sai do trilho. Não dá pra conceber que além da temporada, será necessário um telefilme pra amarrar toda a história, quando em muita parte do tempo tenhamos que admitir que eles deram voltas. A diferença é que antes era legal e divertido ver o que Scofield iria fazer para driblar um difÃcil obstáculo e agora isso se tornou algo cansativo. Fica, contudo, a minha torcida (e a dos fãs que ainda resistem bravamente) para que terminem de forma digna.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 17/04/2009 na FOX americana.
Na semana passada não tivemos episódios inéditos de LOST, Grey’s Anatomy, Gossip Girl e Dollhouse. Dirty Sexy Money vai pro Season Pass por conta dos PÉSSIMOS horários do AXN, que não programa reprises decentes e prefere passar Mercadão Persa de jóias na hora do Second Chance. Falarei das sitcoms neste final de semana (pois elas que salvaram os sériemanÃacos) num encore mais tarde. Obrigado pela enorme audiência e quantidade de comentários nesta semana!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Fringe, Heroes, Prison Break
Tags: fox, nbc, resenha, semana
15/04/2009 - 00:01

24 “7×17: Day 7: 12:00am – 01:00am”: A madrugada chegou e os acontecimentos a partir de agora serão cada vez mais decisivos para moldar o final deste estressante dia. Logo de cara tivemos a surpresa da primeira aparição de Jonas Hodges perante os seus inimigos, dando continuidade à brilhante e visceral atuação que Jon Voight vem conduzindo nesta temporada, desde o telefilme Redemption. Agora, o que realmente me surpreendeu foi a subtrama com a filha da presidente e o repórter, pois parecia que ela seria um problema para a administração e acabou resolvendo o caso do vazamento da notÃcia muito bem (aliás, bem até demais). A ação com Tony Almeida invadindo a Starkwood lembrou muito os clássicos filmes de espionagem, mas o que não deu pra engolir foi aquela sugestão de que Kim Bauer pode trazer a cura para Jack, que foi infectado pela arma biológica. Ainda assim, com um excelente ritmo que não pára desde o primeiro episódio, 24 entra na sua fase final em um de seus melhores momentos de todos os dias que já vimos. Bom que o oitavo dia fechará a saga de Jack Bauer em Nova York, vejam só! Inevitavelmente, isso é um sinal que o antÃdoto de sua prole irá funcionar…
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 06/04/2009 na FOX americana.
30 Rock “3×17: Cutbacks”: Não ia demorar para que a crise econômica fosse retratada pelos olhos dos sempre sagazes roteiristas de 30 Rock. Cutbacks foi incisivo em suas crÃticas e piadas durante todo o episódio, combinando com ótimas piadas como a da saÃda de Johnatan (e sua declaração musical), o keynote à la Steve Jobs que Lemon fez e as brilhantes interrupções de Kenneth na sala de Donaghy. 30 Rock mais uma vez apresentou um episódio ácido e delicioso, com exceção apenas nas poucas cenas centradas em Tracy e Jenna, que reiteradamente representam o “núcleo” mais fraco da comédia. Seja pelas situações infantis em que se metem ou pela limitação de seus intérpretes, fato é que os dois sempre estão aquém dos outros integrantes. A série não precisava deles pra ser uma das melhores comédias no ar.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódios exibidos em 09/04/2009 na NBC americana.

The Office “5×20: Dream Team / 5×21 The Michael Scott Paper Company”: “It’s Britney bitch“! Ao som de Lady GaGa, Michael Scott chegou com tudo para trabalhar em sua nova empreitada: a Michael Scott Paper Company! Antes disso, ele recrutou o seu “melhor amigo” Ryan e junto a Pam no porão do Scranton Business Center, o episódio deslanchou. Já na Dunder Mufflin, as coisas andaram de mal a pior, com a exigência brutal do novo chefe, especialmente sobre Jim, que em breve deve se juntar ao time “rival” do andar de baixo. Os melhores momentos “bizarros” dos capÃtulos ficaram com Dwight e Andy (dois das melhores personagens da série) num dueto de John Denver para a nova secretária. The Office já está numa bela sequência de episódios e muita coisa vai mudar. Eu já mandei meu currÃculo para a Michael Scott Paper Company, Inc. porque eu acredito no potencial de seu CEO!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódios exibidos em 09/04/2009 na NBC americana.
Dollhouse “1×09: Spy in the House of Love”: Apenas para constar, a temporada atual de Dollhouse terá 12 episódios, sendo que o capÃtulo que não será exibido na TV americana não faz parte do plano original, sendo um “extra” produzido e gravado pelo criador Joss Wheddon, já preparando caminho para uma possÃvel 2ª temporada. E se depender do que vimos até agora, a série merece sim continuar, pois este Spy in the House of Love deixou claro que até agora a trama só avança. Echo está somatizando experiências e diante da ameaça de um espião interno, ela voluntariamente se ofereceu pra ajudar, o que deixou as coisas ainda mais interessantes. Mesmo assim, parece que algum estrago foi feito, já que November silentemente se revelou à Paul (é impressionante como que nada fica estático por muito tempo nessa série). De todas as novidades deste Mid Season, Dollhouse foi a que mais me deixou surpreso e, não obstante a baixa audiência (que deve mais em virtude do dia e horário em que é exibida lá fora), o drama é excelente. Séries boas assim estão cada vez mais raras em nossa televisão.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 10/04/2009 na FOX americana.
E cadê os comentários das estreantes Parks and Recreation, Southland, Harper’s Island, In the Motherhood e The Unusuals? Falarei sobre elas especificamente numa matéria sobre a qualidade desse nosso Mid Season 2009. Acho que já entenderam o que eu quis dizer…

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Dollhouse, The Office
Tags: fox, nbc, resenha, semana, usa
14/04/2009 - 00:01

Heroes “3×22: Turn and Face the Strange”: Em mais uma semana Heroes continua medÃocre. A trama boba em que Hiro e Ando se meteram com o filho de Matt Parkman deixa cristalino o quanto o roteiro de Tim Kring é vazio e sem foco. As caretas de Ando, as interlocuções de Hiro e a resolução do casinho beiraram o improviso, de tão mal escritos. Nem o novo poder de Sylar foi usado à sua capacidade, pois a todo o momento em que ele estava transformado em uma pessoa, foi possÃvel perceber e até mesmo antever o que sairia dali. Desnecessária também a inclusão de mais uma história, desta vez envolvendo o lado “sentimental” de Denko, que só prestou pra postergar ainda mais o nada que virou a série. Heroes tem sim uma história, mas que só é contada no inÃcio e fim de cada capÃtulo ou volume. O recheio é pura enrolação. Faltando três capÃtulos para o fim, um tal “cemitério” no meio do nada foi revelado. A pergunta que fica sobre esse novo mistério é: quem se importa?
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 06/04/2009 na NBC americana.
Trust Me “1×12: You Got Chocolate in my Peanut Butter / 1×13: The More Things Change”: Acabou, e da pior maneira possÃvel. Trust Me despediu-se da TV sem um final digno, já que foi sumariamente cancelada pelo canal americano TNT. Segundo os executivos, a série não era “acessÃvel ao público”. Ora, colocar uma produção tão caprichada e seleta como esta no horário do blockbuster American Idol denota, no mÃnimo, a estupidez dos programadores e o descaso com que o drama foi tratado desde o inÃcio. Enfim, nos episódios finais Mason, Conner e Tony Mink conseguiram dar a volta por cima na agência, resgatando de seu rival uma conta da qual não davam atenção – a Buick – e cobrindo o déficit deixado pela saÃda da Arc Mobile. Conectando muito bem o episódio anterior sobre o passado de Tony com Denise com os acontecimentos deste Series Finale em que foi oferecido à Mason o cargo do amigo, Trust Me encerrou-se de forma real, com um cliffhanger interessantÃssimo para a ótima história que vinha sendo desenvolvida. Infelizmente não saberemos como a dupla de publicitários superará o desafio de ser liderada pelo pretensioso e arrogante Culligan. Tom Cavanagh e Erick McCormick estavam confortáveis e em perfeita sintonia em seus papéis, numa série descompromissada e pouco dispendiosa (pois, inclusive, era muito bem patrocinada). Grande vacilo da TNT não ter segurado a onda deste promissor drama.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódios exibidos em 07/04/2009 na TNT americana.

Fringe “1×15: Inner Child”: Sem revelar uma gota sequer de seus segredos, Fringe voltou de forma arrasadora com um episódio redondo, curiosÃssimo e com uma história cativante. Desta vez o padrão se manifestou em uma criança que foi descoberta nos escombros lacrados há décadas de um prédio a ser demolido. Com uma aparência que lembrou inicialmente um ET (pois estava branco, magro e com os olhos arregalados), o menino foi levado aos cuidados da divisão especial do FBI, onde desenvolveu uma conexão quase imediata com Olivia Dunham e com o caso que ela estava investigando (à s vezes eu fiquei com muito medo da reação do garoto, pois esperava a todo tempo algo animalesco). Funcionando como uma espécie de conduÃte emocional, ficou claro que o menino fazia parte de um experimento que pode, inclusive, ter a ver com o Observador (notem a semelhança fÃsica dos dois). Como eu disse, Fringe não precisou responder nenhuma pergunta para trazer um dos melhores capÃtulos de sua temporada, graças ao alto nÃvel do roteiro que foi brilhantemente crescendo com a condução do talentoso diretor Frederick Toyle dentro da forte e caracterÃstica aura de mistério da série. Se você não segue Fringe, comece imediatamente porque vale a pena.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 07/04/2009 na FOX americana.
Dirty Sexy Money “2×10: The Facts”: Agora eu entendi porque o canal ABC simplesmente engavetou Dirty Sexy Money até o verão americano. O episódio The Facts, exibido antes no Brasil, foi uma incompreensÃvel sucessão de absurdos, que culminou num dos piores anti-clÃmaxes já vistos em uma série. A grande “idéia” dos roteiristas foi a de colocar uma repórter batendo na casa dos Darling fazendo perguntas indiscretas ao motorista que cuidava da casa sozinho enquanto a famÃlia havia saÃdo da cidade para o feriado. Claramente mostrando que o sujeito estava mentindo desde o primeiro segundo, o episódio continuou com a “brincadeira” como se o público fosse tão ou mais estúpido que a inexperiente repórter que acreditava em tudo que ouvia. No fim, ao conseguir um escândalo sobre o livro de Patrick Darling que mancharia a integridade do polÃtico, o chofer pediu que o caso fosse abafado em troca de virar fonte para fofocas ainda maiores. Que contradição, não? Ora, se ele fez de tudo para abafar algo menor, como ele se escoaria segredos mais sórdidos? Pra piorar, no final a série ainda foi capaz de apresentar uma óbvia montagem “evidenciando” para nós que tudo aquilo que fora dito nos últimos 40 minutos não passava de uma mentira! Sinceramente, Dirty Sexy Money trouxe não só o pior episódio de sua série, como de toda a temporada de séries 2008/2009.
Cotação Bruno Carvalho: 
Episódio exibido em 07/04/2009 no AXN.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Dirty Sexy Money, Fringe, Heroes, Trust Me
Tags: axn, brasil, fox, nbc, resenha, semana, tnt, usa
08/04/2009 - 06:01

Trust Me “1×10: Thanks, I Needed That / 1×11: Norming”: É uma pena que o canal TNT está correndo com a exibição da série para acabar logo com a temporada, que encerrou-se ontem à noite nos EUA. Trust Me certamente não merecia todo este descaso da emissora e do público. O caso da propaganda da cerveja em Thanks, I Needed That trouxe à tona o passado de Tony com a diretora da RGM Denise e o porque dela sempre sabotar o time de Mason. A rivalidade, os conflitos e as emoções deste estressante emprego foram, contudo, evidenciadas no episódio subsequente, Norming, que encerrou-se com o melhor clffhanger da temporada e o anúncio da possÃvel separação da dupla Conner e Mason. De qualquer forma, Trust Me é muito mais que um drama sobre uma agência de publicidade, assim como ocorre com Mad Men. Apesar de terem focos diametralmente opostos, essas produções se destacam pelo texto caprichado, ágil e sempre contemporâneo. Infelizmente o cancelamento é quase inevitável. Não sei porque, mas Trust Me sempre me lembra de Studio 60, outra série excelente que foi duramente injustiçada por conta de baixa audiência. Não há como querer colocar uma série estreante pra competir com American Idol num canal a cabo e esperar que tudo dê certo. Se for mesmo cancelada, os culpados serão os programadores da TNT que conseguiram por uma das melhores novidades do Mid Season no pior timeslot possÃvel.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódios exibidos em 31/03/2009 na TNT americana.
United States of Tara “1×11: Snow / 1×12: Miracle”: O que aconteceu de relevante no 11º episódio de Tara, além do fato dela ter sido internada em uma clÃnica para um tratamento? Nada! Buck apareceu na instituição, causou um burburinho e só! O grande breakthrough de toda a série até agora somente veio quando a perturbada moça resolveu procurar pelo suposto responsável por seu transtorno mental. No final das contas, a resposta não foi encontrada, já que descobrimos que Tara já sofria de múltipla personalidade antes mesmo do tal estupro, e a temporada encerrou-se como a maioria dos episódios: de forma lacônica, inconclusiva e com uma montagem ou musiquinha no final para dar um clima “indie” à la Juno. Toda história foi apresentada, desenvolvida e encerrada de forma incompleta. Há quem adore as lacunas em United States of Tara ou o fato da série ser, no mÃnimo, agradável. Infelizmente nada disso segurará esta produção por muito tempo, a menos que Steven Spielberg continue bancando a inexperiência de Diablo Cody por mais temporadas além da próxima, que já está garantida.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódios exibidos em 29/03/2009 e 05/04/2009 no Showtime americano.

Heroes “3×21: Into Asylum”: Não, não dá pra elogiar muito Heroes, porque sempre tem um capÃtulo à frente para deletar tudo de bom que foi feito pelo anterior. Desperdiçando muito tempo de tela, o episódio da semana mais uma vez foi praticamente sobre o nada, começando por aquele asilo idiota de Nathan Petrelli e Claire no México. Os dois voaram pra lá, arrumaram uns trocados, discutiram a relação pai-filha e retornaram do mesmo jeito! O mesmo pode ser dito daquelas cenas entre Peter e Angela na igreja, que foram de dar sono de tão repetitivas e desnecessárias. Se não fosse pela inusitada parceria entre Sylar e Denko, Into Asylum mereceria a nota mÃnima da semana, mas o caso desenvolvido nesta trama paralela não só foi interessante, como se tornou um dos melhores da temporada (o que, repito, não é algo muito difÃcil de atingir). Muito me espanta ler no inÃcio o nome de Bryan Fuller como “Consultant Producer“, já que sua atuação na série claramente está limitada à s patacoadas de Tim Kring. A 3ª temporada novamente voltou a desestabilizar-se, como era previsÃvel esperar.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 30/03/2009 na NBC americana.
How I Met Your Mother “4×19: Murtaugh”: Eu pensei que How I Met Your Mother subitamente havia recuperado a sua genialidade com a tal lista “Murtaugh“, baseada no personagem de Danny Glover da clássica série Máquina MortÃfera, que sempre dizia estar velho demais pra fazer aquelas coisas. Assim, nasceu a aposta entre Ted e Barney, que rapidamente foi substituÃda pelo excesso de absurdos quando o “desafio” foi elevado, fazendo com que Ted tivesse que viver igual um velho. Tivemos também aquela historinha igualmente sem graça de Lilly e Marshall na escola, que foi o ponto mais baixo da temporada! Cadê a How I Met Your Mother que conhecemos? Quem está escrevendo a série agora, uma criança de 8 anos? The Big Bang Theory “2×19: The Dead Hooker Juxtaposition”: Chuck Lorre e Bill Prady vieram com mais uma sacada genial com a nova vizinha de cima do apartamento dos geeks, evidenciando que Penny é tão emocionalmente dependente daquele grupo como o contrário. A grande piada, contudo, foi a de Wollowitz e sua dificuldade em sair de casa, mesmo sendo praticamente expulso por sua mãe (que nunca aparece!). TBBT dominou a noite de segunda-feira com seu texto sempre afiado, adulto e contemporâneo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother 

The Big Bang Theory 




Episódios exibidos em 30/03/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Heroes, The Big Bang Theory, Trust Me, United States of Tara
Tags: cbs, nbc, resenha, semana, showtime, tnt, usa
07/04/2009 - 00:01

24 “7×16: Day 7: 11:00pm – 12:00am”: Esta temporada de 24 está grandiosa e com um inimigo à altura de Jack Bauer: o poderoso e inescrupuloso Jonas Hogges da companhia para-militar Starkwood. Infectado pela arma neurológica, Jack teve que contar com a equipe do FBI e com a perspicácia de Tony Almeida para sair de mais uma situação impossÃvel. Infelzmente, todos, inclusive nós, fomos enganados pelo capanga de Hodges, Greg Seaton, que deu todos os sinais de que estava arrependido, mas acabou guiando o FBI para uma emboscada, fazendo com que a companhia ganhasse tempo para preparar a arma. Muito difÃcil saber, contudo, como essa história vai se desenrolar, porque é impossÃvel que os EUA se renda à ameaça interna de uma empresa privada. Quero muito saber qual é a agenda pessoal deste CEO e qual é o seu plano final, já que dificilmente a empresa terá futuro depois deste dia. 24 chegou à meia-noite num ritmo invejável por qualquer drama de ação, no que certamente já pode ser considerado um dos melhores dias da saga de Jack Bauer. Tomara que ele sobreviva, porque ele ainda tem muito trabalho pela frente.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 30/03/2009 na FOX americana.
Gossip Girl “2×20: Remains of the J”: Esta semana os Upper East Siders deixaram a peteca cair feio. O episódio centrado no draminha entre Jenny, Serena e a festa de aniversário da jovem estilista foi arrastado e desinteressante, como esta série raramente é. O que me preocupa é que muitas vezes o roteiro sério e bem focado se torna volátil de uma hora pra outra, esquecendo o que foi construÃdo ao longo da temporada. Basta ver o retorno do insosso romance entre Blair e Nate e o implausÃvel envolvimento de Chuck e Vanessa, ainda que para fazer ciúmes no “novo” casal. Dan e Serena é outro caso perdido. São incompreensÃveis as atitudes fúteis da loira, que horas se mostra altruÃsta e madura e horas egoÃsta e infantil. Poxa, Gossip Girl estava indo tão bem, com uma temporada tão rica em acontecimentos e tramas paralelas, que a única coisa salva deste capÃtulo foi o cliffhanger sobre o filho de Rufus e Lilly, algo que já sabÃamos que iria estourar. Enfim, esta trama poderia ter começado agora, evitando que Ramains of the J fosse o pior filler da temporada.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 30/03/2009 na CW americana.

Damages “2×13: Trust Me”: É muito difÃcil classificar este final de Damages porque se por um lado o drama fechou todas as suas pontas soltas ao longo dos últimos doze episódios, ele o fez à s custas de enganar o público com uma montagem barata dos eventos que ocorreram no flat de Ellen Parsons. De longe, o mais forçado e incomcebÃvel pra mim foi Patty conversando com Ellen depois de ser esfaqueada por Finn Garrety no elevador. Sim, sabemos que a dona do Hewes & Associados é durona e faria tudo para continuar com seu plano de vingança, mas exageraram um pouco nessa dose, não acharam? Não obstante, as demais conclusões não deixaram a desejar, notadamente com relação ao assassinato do policial corrupto por Wes, as diversas reviravoltas com o caso do suborno do juiz e a queda de Dave Pelle e Walter Kendrick. Eu não me incomodaria, contudo, de não ter que saber mais sobre Danniel Purcell, Michael Hewes e, óbvio, Ray Fiske. Aquela cena do sonho foi totalmente desnecessária para uma narrativa que sempre foi sóbria e fria até demais. Tom Shayes, quem diria, salvou o dia e o final deu o tom promissor para o inÃcio de mais uma temporada, agora que Patty e Ellen (que se tornaram emocionalmente dependentes uma da outra) estão “quites”. Eu também tenho certeza que ela vai voltar, porque Arthur Frobisher está chegando com tudo: “Trust me“.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 01/04/2009 no FX americano.
Dollhouse “1×08: Needs”: Que fabuloso episódio de Dollhouse! Continuando muito bem o desenvolvimento da história, a poderosa organização identificou a falha em seus “bonecos” e tramaram um plano brilhante para fazer com que eles encontrassem o que estavam procurando subconscientemente, corrigindo a anomalia (inspiração em Matrix?). Enquanto os ativos pensaram que estavam agindo por sua conta, buscando as respostas do passado, a Dollhouse estava assistindo de perto, apenas aguardando o momento em que suas necessidades fossem satisfeitas, mantendo a constância e a serenidade na casa, como pretendido pela administradora. Embora prisioneiros e manipulados, não podemos esquecer que estar no projeto é uma manifestação unilateral de vontade dos contratantes que precisavam, de qualquer forma, esquecer o passado, fugirem do mundo e, como compensação dos serviços prestados, receber um generoso pagamento ao final. A “maléfica organização” não é nada mais que uma empresa que age de forma escusa, mas que no fim apenas satisfaz as vontades e necessidades de seus clientes, sejam os ativos dormentes ou os milionários que pagam caro para terem aventuras com essas pessoas. Cada vez mais próximo da verdade está também o detetive Paul e ficamos na esperança de que mais um encontro entre ele e Echo/Caroline logo venha. Dollhouse continua inovando a cada episódio e já a considero uma das poucas novidades realmente boas deste Mid Season.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 03/04/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Damages, Dollhouse, Gossip Girl
Tags: cw, fox, fx, resenha, semana, usa
05/04/2009 - 00:01

How I Met Your Mother “4×18: Old King Clancy”: Sinceramente, eu acho que o auge de How I Met Your Mother passou e que a série nunca mais vai ser genial como foi em suas primeiras temporadas. A comédia segue num ritmo esquisito com uma indefinição pairando nas vidas de Ted, Barney, Robin e do casal Marshall e Lilly, fazendo com que os capÃtulos sejam sobre o “nada”, mas um “nada” ruim diferentemente do de Seinfeld, por exemplo. As piadas estão infantis e as tramas desinteressantes, como essa com o projeto de Ted no GNB (e que coincidentemente me lembrou cenas da horrÃvel Better Off Ted). É uma pena, pois eu endossei esta comédia desde o inÃcio e hoje ela não é nem metade do que já foi.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 23/03/2009 na CBS americana.
Grey’s Anatomy “5×19: Elevator Love Letter”: Não foi pelo pedido de casamento de Derek à Grey e nem pelo avanço no caso de Izzie que este episódio de Grey’s Anatomy foi espetacular. A série readquiriu a sua simplicidade e delicadeza ao contar as suas histórias, provando que Shonda Rhimes amadureceu o seu texto após ter cometido os deslizes das temporadas anteriores. As personagens também amadureceram com isso e o noivado que se iniciou naquela tocante e peculiar cena do elevador foi só a confirmação de tudo isso. Alex cresceu, assim como Yang, O’Maley e, especialmente Izzie. A doença da loira já virou o acontecimento mais marcante da temporada, porque tornou-se o cerne de muitas questões importantes. O caso da semana também revelou o crescimento da série nesta reta final, surpreendendo com o seu desfecho: no inÃcio certamente condenamos aquelas pessoas que estavam aguardando a morte da tia doente para seguirem com suas vidas, mas depois vimos que nem sempre a realidade é o preto no branco. Esse também é o caso de Hunt, que abriu o episódio enforcando Yang, numa trama que pode ser muito bem-vinda – a das sequelas psicológicas que uma guerra pode deixar.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 26/03/2009 na ABC americana.
Damages “2×12: Look What He Dug Up This Time”: Voltando a focar em Daniel Purcell, o que deveria ter sido feito há vários episódios atrás, Damages deixou um pouco a desejar porque até agora não conseguiu (ou não quis) amarrar as incontáveis pontas soltas do roteiro, deixando tudo para o episódio final que precisará ser estendido. Obviamente, o fato tira a força dramática da temporada, fazendo-a esmaecer perante o primeiro ano que sempre trazia uma revelação nova e chocante a cada episódio. Certo é que o fato da mulher de Purcell ter sobrevivido ao ataque de fúria que ele teve (sendo verdadeiramente assassinada pelo capanga) não compromete sua falta de integridade em nada, ainda que sua culpabilidade pelo homicÃdio em si possa eventualmente ser excluÃda. Imersa no drama pessoal que Patty vive com seu marido, ela ainda perdeu seu companheiro de trabalho Tom e deu um show de atuação (certamente este episódio vai para a seleção do Emmy). Ainda assim, faltou mais. Look What He Dug Up This Time veio e foi sem um cerne. Não tenho dúvidas da capacidade dos roteiristas deste drama, mas questiono se a intenção de deixar a bomba estourar para o fim é realmente interessante pra esta série. O equilÃbrio, como ocorreu na primeira parte desta intrigante história, seria o mais ideal.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 25/03/2009 no FX americano.
30 Rock “3×16: Apollo, Apollo”: Não tem jeito. 30 Rock é a comédia mais nonsense de todas no ar e mesmo exibindo sempre acontecimentos implausÃveis, como a “viagem espacial” de Tracy, tudo faz sentido em seu contexto. Genial também foi a forma que todas aquelas personagens do Rockefeller Center, nº 30 enxergam o mundo, resultando numa das idéias mais bem sacadas da temporada. Enquanto Kenneth enxerga a vida como se estivesse na Vila Sésamo, o egocêntrico Tracy vê tudo girando em torno de si e Jack só consegue ver valores em sua frente. 30 Rock sempre me ganha pelos detalhes, como no momento em que Liz Lemon continua andando feito uma boneca de pano, mesmo depois que a cena voltou para o “mundo real”. Formidável! The Office “5×19: Two Weeks”: Depois de entregar o episódio impecável que precedeu este Two Weeks, The Office parece ter exagerado um pouco na dose “Michael Scott”, tornando o capÃtulo forçado e pouco crÃvel, ainda que saibamos que a série se passa num “universo paralelo”. Apesar de corente com algumas atitudes pregressas de sua persona, o final do capÃtulo anterior deu a entender que ele iria ter um de seus (raros) insights pra provar a Scott que a idéia do novo superior regional era desnecessária, já que a filial de Scranton foi a única que, inexplicavelmente, trouxe lucro nos tempos de crise. A decisão de Pam também soou pouco natural, pois Michael não é nenhum Jerry Maguire. Sabemos que com esse novo chefe na cidade a casa vai cair, mas tudo poderia ter sido conduzido de forma mais sutil como a série costuma ser.
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock 




The Office 


Episódios exibidos em 26/03/2009 na NBC americana.
Dollhouse “1×07: Echoes”: Mais uma vez Dollhouse surpreendeu e mostrou a versatilidade de seu texto, trazendo um episódio que, apesar de muito estranho, foi intenso e trouxe mais avanços à trama, pois conhecemos um pouco mais do passado de Echo como Caroline. Pela primeira vez também a organização Dollhouse perdeu significativamente o controle de seus ativos por causa da disseminação da droga no campus da universidade. É claro que este capÃtulo não teve o impacto da semana anterior, mas a série não está fazendo feio. Até agora não vimos nenhum episódio abaixo da média ou que não fosse, no mÃnimo, interessante e revelador. Esta era uma história que poderia muito bem cair naquele estigma de “caso da semana” (e até começou assim), mas acabou mostrando que existe mais do que simplesmente discorrer sobre as aventuras dos “bonecos” enquanto estão em suas missões. Contudo, por ter sua duração estendida (lá fora é exibida quase sem comerciais), alguns diálogos são longos e sem foco, o que no fim das contas deixa algumas cenas pouco maçantes. Nada que prejudique o resultado final, felizmente.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 27/03/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Damages, Dollhouse, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, NotÃcias, The Office
Tags: abc, cbs, fox, fx, nbc, resenha, semana, usa
27/03/2009 - 00:01

Big Love “3×09: Outer Darkness”: A fé de Bill Henrickson está sendo fortemente testada, na a famÃlia, nos negócios, nas relações interpessoais e a casa literalmente caiu para o sujeito que, como já disse aqui, é um mestre em postergar problemas. Mas Outer Darkness foi além da trama e mergulhou de cabeça nas entranhas da Igreja Mórmon, com uma cena que ocorre dentro de um dos rituais fechados da instituição (aquele que Barb infiltrou), o que incomodou muito os fervorosos Santos dos Últimos Dias, que chegaram até a exigir uma retratação do canal HBO. A série já havia forçado a barra cutucando alguma das controversas crenças mormonistas, como o fato deles terem que usar uma espécie de “roupa Ãntima” especial chamada Garmet. Detalhes à parte, o estranho conluio de Bill com Roman só evidencia o tamanho de seu desespero, revelando que as amarras dele com seu povo dificilmente serão rompidas. Funcionando como um bom filler, este episódio preparou o terreno para a reta final da série que, conforme prometeram, será bombástica.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 15/02/2009 na HBO americana.
United States of Tara “1×09: Possibility”: Quisera eu que United States of Tara ficasse somente em sua premissa e com aquela linda abertura, porque faltando apenas três episódios para o final de temporada a comédia de Diablo Cody ainda não consegue empolgar. Este nono episódio melhorou a ponto de não deixar a série insuportável, mas há um longo caminho pela frente até ela tornar-se merecedora de nadar no mar das grandes produções. Não se enganem com a montagem final com musiquinha e tudo mais, porque todo o capÃtulo se baseou inteiramente no romance adolescente homossexual de Marshall, quando o cerne de tudo deveria ser as disfunções de Tara e o reflexo dela na vida de sua famÃlia. Às vezes parece que criaram incongruentes núcleos dramáticos dentro e, pelo que vimos até agora, não acho que seja proposital, denotando falta de controle da roteirista. Enfim, Diablo Cody, espero que me prove errado até o 12º episódio…
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 15/03/2009 no Showtime americano.
Trust Me “1×08: What’s the Rush / 1×09: Odd Man Out”: Ironicamente estes foram episódios sobre a quebra de confiança nas relações de Mason e Conner, a despeito do tÃtulo da série. Apesar de eu ainda não entender bem a estrutura organizacional daquela agência (afinal, quem manda em quem?), o drama continuou a explorar bons momentos e conflitos quando descobrimos mais sobre o passado dos dois publicitários e o que eles passaram para chegar onde hoje estão. Sem querer martirizá-los ou mostrá-los sempre como os camaradas cool do lugar, a série foi feliz em ressaltar os defeitos de cada um permitindo que o público julgue-os não por suas ações ou omissões, mas sim pelo que eles fazem para contornar os obstáculos que muitas vezes criaram. Foi assim com Mason e sua filha e Connor e seu ex-parceiro de trabalho. Embora saindo sem empolgar muito, os capÃtulos marcaram o momento de transição na trama para o final de temporada que chegará em breve. É uma pena que a temporada é tão curta.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódios exibidos em 17/03/2009 na TNT americana.
Dollhouse “1×06: Man on the Street”: Joss Whedon prometeu e cumpriu! Dollhouse , que já era boa, ficou muito boa de uma hora pra outra com aquele inesperado encontro entre Echo e Paul, logo no meio de uma “missão”. Se estava faltando que o agente chegasse mais perto de descobrir evidências contundentes sobre a Casa de Bonecos, agora não podemos mais reclamar. Da mesma forma que ele, tomei um susto quando a dormente Caroline apareceu e fiquei totalmente sem imaginar como essa situação poderia ser desenvolvida. Foi aà que descobrimos que essa poderosa organização está mais infiltrada em tudo do que imaginamos, já que até mesmo a vizinha do policial é uma de suas bonecas. Na verdade, Paul está vivendo uma mentira tão grande, sendo manipulado por eles da forma que bem entendem, que ele é praticamente um dos “ativos”. Já falei antes que Dollhouse pode não ser o melhor drama que você já viu, mas até agora ele continua sólido, entregando episódios concisos e interessantes. É claro que poderiam ter evitado aquela ceninha à lá Bionic Woman no restaurante chinês (de repente todo mundo desapareceu da cozinha?), mas isso não comprometeu muito este revelador episódio.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 20/03/2009 na FOX americana.

30 Rock “3×15: The Bubble”: Bom episódio de 30 Rock com o tema especÃfico da “bolha”, mostrando (em um nÃvel cômico absurdamente hilário) como a sociedade tende a favorecer os mais bonitos, dando continuação, ainda, à ótima participação de Jon Hamm (Mad Men). Divertido também foi o caso da renovação de contrato de Tracy e mais uma vez Kenneth salvou o dia, já que o astro não consegue viver sem o seu servente: “eu tenho que ir na casa do Sr. Jordan segurar sua mão enquanto ele assiste LOST“. Genial! The Office “5×18: New Boss”: Uau! Que episódio tenso e que cliffhanger foi aquele? A chegada do novo coordenador da região abalou as estruturas da Dunder Mufflin Scranton e sobrou até pro Jim, que não conseguiu dar uma dentro o dia inteiro. Afinal, ele começou com o pé esquerdo chegando fantasiado de smoking só para importunar Dwight. É óbvio que essa demissão de Michael não vai muito pra frente, mas o final me deixou mais tenso do que o de 24. E se o gerente regional que está na empresa há 15 anos é estúpido e faz as coisas do seu jeito, o novo chefe foi igualmente irracional impondo métodos e polÃticas sem o mÃnimo de sensibilidade. Enfim, poucas vezes tivemos um capÃtulo tão dramático assim, e foi muito bom!
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock 



The Office 




Episódios exibidos em 19/03/2009 na NBC americana.
Considerações sobre algumas estreias que não vão entrar em nossa cobertura de forma alguma:
Better Off Ted “1×01 Pilot”: : Esta nova série da ABC estrelada por Jay Harrington (Private Practice) e Portia de Rossi (Arrested Development) mostra o quanto o canal só vem piorando no quesito comédia, desde o fiasco triplo Cavemen/Carpoolers/Miss Guided da temporada 2007/2008. A história é centrada no executivo de uma empresa “especializada” em desenvolver produtos de todo e qualquer gênero, de preferência os mais absurdos e maléficos possÃveis, e seus “desafios” no dia a dia com a chefe inescrupulosa e exigente. Com um roteiro absurdamente mal escrito e lotado de “piadas” que não funcionam, Better Off Ted só é bem sucedida em criar um humor besta, datado e extremamente caricato, que deveria envergonhar os envolvidos nesta produção, até mesmo os contra-regras (juro que em determinados momentos me lembrei de Zorra Total). ABC deveria ser judicialmente compelida a parar de produzir comédias. Tenho convicção de que esta atrocidade será logo cancelada. Podem apostar e não percam tempo.
Cotação Bruno Carvalho: 
Episódio exibido em 18/03/2009 na ABC americana.
Party Down “1×01: Willow Canyon Homeowner’s Annual: Não entendo por que Rob Thomas foi aventurar-se nesta comédia pouco inspirada num canal a cabo mal difundido nos EUA chamado Starz. Party Down poderia ser descrita como um The Office sobre buffets de festa, mas as semelhanças com a comédia da NBC ficariam só na intenção. Apesar de longa, aborrecida e até deprimente demais em alguns momentos, o principal problema desta série é que ela chega e vai embora sem despertar o mÃnimo de interesse no público ou empatia de nós por suas personagens (nem comento a ridÃcula atuação da usualmente talentosa Constance Carmell). No fim das contas, ela é simplesmente esquecÃvel, não servindo nem como um passatempo descompromissado, pois temos séries melhores até pra isso.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 20/03/2009 na Starz americana.
Kings “1×01/1×02″: Goliath: Depois de finalmente terminar de ver este piloto estendido com muito custo, concluà que este pomposo drama da NBC não só é previsÃvel (um plebeu que deve virar rei, oh) e pretensioso demais para ir longe num canal aberto, como também não serve nem como uma obra de crÃtica polÃtica e social (como foi Battlestar Galactica) de tão escancarada que é em seus objetivos (vide as cenas no tal parlamento de vidro). A produção é até caprichada, tem cara de ser despendiosa, mas por isso mesmo não vejo muito futuro nesta monarquia moderna e lúdica concebida por co-produtores de Heroes e Smallville. Estes foram alguns dos episódios mais enjoativos que assisti há um bom tempo, mesmo depois de ter visto estas duas comédias que comentei aà em cima. Como estamos em época de crise, não recomendo a devoção (com o perdão do trocadilho) a este drama antes de saber se ele realmente estará garantido por, pelo menos, o reinado de uma temporada completa.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 15/03/2009 na NBC americana.
Aff, que Mid Season fraco!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Better Off Ted, Big Love, Dollhouse, Kings, Party Down, The Office, Trust Me, United States of Tara
Tags: abc, fox, hbo, nbc, resenha, semana, showtime, tnt, usa
25/03/2009 - 00:01

24 “7×14: Day 7: 9:00pm – 10:00pm”:A temporada já estava caminhando muito bem e agora que Jack Bauer está sendo implacavelmente caçado por todos os lados deste jogo, a coisa só tende a melhorar. Os roteiristas criaram uma situação praticamente impossÃvel dele sair, pois o timing do FBI está sempre atrasado e mais nosso herói segue praticamente sozinho no meio dessa luta, sem Bill ou Chloe para ajudá-lo. Discordo de quem disse que a hora deu uma “respirada” na série, pois é agora que a situação ficou verdadeiramente alarmante. Em alguns momentos 24 me lembrou até mesmo os bons momentos em que Lincoln Burrows e Michael Scofield eram caçados em Prison Break, com intermináveis cenas de ação e tensão. Eu pulei quando vi Jack naquele trator revirando o trailer de cabeça pra baixo com seu caçador dentro e mesmo que eu queria este momento postergado (afinal, ele encontrou um inimigo à sua altura), vibrei com a vitória do “lado bom”. Sem esquecer do texto, 24 ainda nos presenteou com ótimos diálogos sobre arrependimento na casa do Senador Myers. Ah, e com relação à ajuda dele e do governo, ninguém achou que isso seria tão fácil assim, não? São 10 da noite! Como o tempo voa!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 16/03/2009 na FOX americana.
Gossip Girl “2×18: The Age of Dissonance”: Eu confesso a vocês que desde o inÃcio desta série eu procuro motivos para abandoná-la, por causa de sua temática adolescente e, à s vezes, frÃvola. Mas acontece que os Upper East Siders conquistaram o seu espaço no blog e hoje eu anseio por cada novo episódio. Ainda assim, eu não imaginaria que The Age of Dissonance teria uma narrativa tão rica, bem construÃda e desenvolvida. Centrada numa peça escolar baseada no livro (e filme) A Época da Inocência, os jovens talentos deram um belo show tanto em cima quanto em baixo do tablado. Da mesma forma que ocorrem na clássica história, os acontecimentos nesta sociedade estão restritos à seleta elite e é curioso notar que com poucos “agentes externos” e utilizando basicamente o “rearranjo de peças”, Gossip Girl atinge momentos que seriam twittados como “WTF” nos blackberries dos adolescentes. Eu já não me preocupo tanto mais com as histórias Serena (e o crush com o professor gay), Dan (e a professorinha) e Nate com Vanessa (inexpressivos, eles se merecem), porque neste drama quem reina são Chuck e Blair. Um casal problemático, inusitado e que provavelmente nunca vai emplacar. Ambos fazem um do outro seu céu e inferno ao mesmo tempo, e é por isso que com eles a tragédia sempre irá imperar. Estavam faltando em nossa tela!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 16/03/2009 na CW americana.
Damages “2×11: London, of Course”: Pronto. Agora Damages ficou realmente séria e não dá pra piscar o olho enquanto assistimos para não perder nenhum detalhe sequer. O fato de Ellen atirar em Patty vinha sendo sugerido nos últimos capÃtulos, mas agora parece que é exatamente isso que aconteceu. Ou não? Eu não consigo me conformar com aquela cena de jeito algum e acho que existe ainda um fator desconhecido que pode indicar, inclusive, que tudo aquilo não passou de uma tramóia entre a dona do Hewes & Associados e sua “mais exemplar” funcionária (quem sabe sem as aspas?). Em um mês muita coisa pode acontecer, e quem nos garante que não é Ellen que está “brincando” com a polÃcia? No fim das contas, sejamos práticos: Patty não pode morrer, simplesmente porque Damages esta série não seria nada sem sua protagonista. O restante do episódio, que mostrou os desenrolares do caso da UNR, a virada de lado da advogada de Walter e tudo mais, foram bastidores comparado ao que está por vir. Só saberemos mesmo daqui a duas semanas…
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 18/03/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×18: Stand By Me”: IncrÃvel o trabalho de maquiagem realizado neste episódio de Grey’s Anatomy, que apresentou o chocante e comovente caso do “homem sem face”, uma das coisas mais angustiantes que vi nesta temporada de séries. Mas deixando de lado o caso, que teve um desfecho feliz nas mãos de Marc Sloane (lembrando muito o filme A Outra Face), Stand By Me continuou dividindo suas principais atenções entre Izzie e Sheppard, curiosamente interpretados por dois atores que publicamente se dizem insatisfeitos com o destino de suas personagens no drama. Coincidência ou não, fato é que a reclamação funcionou e as storylines de ambos estão igualmente impecáveis. Enquanto Derek foi desconstruÃdo e recondicionado a ser o médico que o hospital precisa, Stevens precisou abandonar o posto para tornar-se a paciente, ainda que à s custas de eventuais risadas e piadas dos cruéis cirurgiões. Apesar da vontade racional que ela tinha em não obter tratamento para seu câncer – pois as chances de vida são de apenas 5% - no final prevaleceu a emoção de sua amiga Yang, contando a todos o seu segredo e ajudando a salvá-la. É certo que já estamos em um grande arco episódico, que trará um final de temporada arrebatador como nos velhos tempos. Excelente trabalho, Shonda!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 19/03/2009 na ABC americana.
How I Met Your Mother “4×17: The Front Porch”: Sim, How I Met Your Mother ficou indulgente com sua estrutura narrativa, utilizado-a muitas vezes porque podem (preguiça de roteirista) e não porque servem à história como deveriam. Se à esta altura do campeonato cutucar o longÃnquo e aborrecido romance de Ted e Robin é o melhor que podem fazer (se pelo menos fossem um Ross e Rachel da vida), é sinal que HIMYM deve mesmo começar a preparar-se para o fim. As cenas na tal “varanda do futuro” foram aborrecidas e nada inspiradas. Afinal, só queremos saber como ele conheceu a mãe de seus filhos! The Big Bang Theory “2×18: Em contrapartida à colega de emissora, The Big Bang Theory mostrou porque foi renovada por duas temporadas de uma vez, algo que é rarÃssimo na TV aberta americana. O talento cômico de Chuck Lorre e Bill Prady junto ao excelente e afiado elenco fazem semanalmente um score em nossa tela. O bom é que esta comédia não precisa de grandes acontecimentos para “acontecer”. Uma simples produção de presilhas para cabelo por Penny foi capaz de virar uma enorme celeuma quando os geeks vizinhos tomam parte. Renovação dupla merecidÃssima!
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother 


The Big Bang Theory 



Episódios exibidos em 16/03/2009 na CBS americana.
Amanhã tem LOST e na sexta volto falando de Trust Me, United States of Tara, Dollhouse, Big Love, 30 Rock, The Office (que teve o melhor cliffhanger da semana!), Party Down, Better off Ted e Kings (se eu conseguir terminar de ver o aborrecido piloto). Obrigado a todos pela companhia diária aqui e no Twitter e também pelos ótimos comentários abaixo!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Damages, Gossip Girl, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory
Tags: abc, cbs, cw, fox, fx, resenha, semana, usa
Voltar ao topo