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28/05/2010 - 00:01

The Good Wife: Boom / Mock

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Alerta de Spoiler - Brasil
The Good Wife (1×19: Boom; 1×20: Mock): Seja abordando os conflitos do casal Florrick ou direcionando a narrativa para casos jurídicos isolados da trama principal, fato é que The Good Wife se mantém como uma série robusta, direta e sempre inteligente. E mesmo quando há um desequilíbrio entre estas distintas narrativas, o drama consegue manter-se interessante e fiel à sua proposta. O episódio Boom, por sua vez, misturou tudo isso de forma homogênea, primeiro discutindo com propriedade política, religião e extremismo através do caso da morte de um editor que publicou uma charge sobre um líder muçulmano, para depois enveredar-se no imbróglio particular nos aposentos de Alicia e Peter, até que este quebrou a prisão domiciliar para ir atrás da mulher. Logo em seguida, em Mock, a história adotou um ritmo mais tenso – em especial nas cenas que mostraram a tentativa de encobrir a violação de Peter – e tomou um rumo inesperado, deixando de lado o drama familiar instaurado (o que seria ruim em uma produção menos competente) para tratar da deportação do vizinho, numa crítica veemente às pesadas leis anti-imigratórias dos EUA e o falho processo de extradição, que tratam os estrangeiros residentes no país como criminosos. The Good Wife constroi, através de uma trama oscilante, uma série constantemente irrepreensível e indispensável.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Good Wife Tags: , , , , , , ,
10/05/2010 - 00:01

Episódios e Cotações

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Alerta de Spoiler - Brasil
FlashForward (1×17: The Garden of Forking Paths; 1×18: Goodbye Yellow Brick Road): Antes tarde do que nunca, FlashForward apresentou uma melhora brutal nestes dois episódios em epígrafe, comparados com o desenvolvimento da trama nas últimas semanas. Em The Garden of Forking Paths realmente tivemos avanços, com os acontecimentos do trágico dia 15 de Março, data anunciada como a da morte de Demitri. E pela primeira vez explicando de forma mais clara como os flashforwards funcionam (são projeções do futuro que podem variar), o capítulo encerrou o arco de Dyson Frost e trouxe um tom imediatista à série, com a luta de Mark contra o tempo e a descoberta da tal “data final” de 12 de Dezembro de 2016. Já Goodbye Yellow Brick Road, apesar de menos intenso, também conseguiu ser satisfatório com flashbacks que realmente acrescentaram algo, revelando o papel de agente tripla de Janis – algo que eu (e aposto que a maioria) não esperava. O drama precisa continuar assim, mais focado e gastando menos tempo com subtramas desnecessárias como vinha acontecendo.

V (1×08: We Can’t Win; 1×09: Hertic’s Fork): Considerando estes dois últimos episódios em especial (fora o restante), não consigo mais enxergar futuro em V. Com 9 episódios exibidos o drama continua tão estacionado quanto as 29 naves de Anna ao redor do mundo. A série simplesmente se recusa a avançar, apresentando traminhas menores e em nenhum momento fica possível vislumbrar uma verdadeira resistência global da tal “Quinta Coluna” contra os visitantes. Tudo é muito pontual e local, como se apenas a turminha de Elizabeth Mitchell (que, não canso dizer, está desperdiçada nesta série) estivesse “por dentro” da agenda dos extraterrestres. Com relação aos efeitos, eles conseguem piorar a cada capítulo e somente aquela demonstração da “energia azul” foi de causar vergonha alheia, num espetáculo negativo a parte. Eu ficaria muito surpreso se a série ganhar uma nova temporada.
Half Star

Happy Town (1×01: In This Home on Ice; 1×02: I Came to Haplin for the Waters): Uma série de suspense que não assusta ou intriga é o mesmo que uma comédia que não faz rir ou um drama que não comove. Esta é Happy Town, a nova intenção da ABC americana no segmento (eu ia dizer “aposta”, mas seria exagerar). A historia é a mais pedestre possível, a de uma cidadezinha do interior americano que vive às sombras de terríveis crimes do passado, conduzidos por um tal de Magic Man, o assassino que fazia pessoas desaparecerem. A execução, então, é tão rasteira quanto sua premissa e chega entupida de clichês. Isso sem contar nas atuações, em especial a constrangedora performance de M.C. Galney (o Tom “Zeke” de LOST). Eu não perderei (mais) tempo com Happy Town, pois acredito que é impossível escapar do cancelamento. O 2º capítulo (que eu não consegui terminar de tão ruim), fez a imprensa americana apelidar a série de “Crappy Town”. Não dá.

House (6×17: Knight Fall; 6×18: Open and Shut; 6×19: The Choice): Aquele episódio de House com os cavaleiros conseguiu ser um dos piores e mais bobos de toda a série, reforçando que esta 6ª temporada está realmente inconsistente. Onde estão as reviravoltas, os casos geniais, as sacadas brilhantes do roteiro que foi sempre afiado? House já foi melhor. Open and Shut, além de trazer Sarah Wayne Callies (Prison Break) totalmente desconfortável interpretando uma mulher com um “casamento aberto”, foi um capítulo vazio e sem rumo. E principalmente por estarmos bem avançados na temporada, não consegui compreender ainda qual vai ser o arco final. Nem mesmo a participação de Cynthia Watros (LOST) conseguiu dar uma renovada no marasmo que a série entrou. Não estou mais conseguindo levar House (o drama e a personagem) à sério, ainda mais depois do pálido The Choice, que apenas em seus instantes finais deu a entender que vai começar a trabalhar o arco final. Definitivamente está faltando algo aí e espero que a série consiga virar o jogo até o final da temporada – que, inclusive, será a menor de todas até hoje (com apenas 21 episódios).
Half Star

Episódios Recém Assistidos e Cotações:

30 Rock (4×19: Argus): Half Star
30 Rock (4×20: The Moms):  Half Star
The Office (6×22: Body Language): Half Star
The Office (6×23: The Cover-Up):
How I Met Your Mother (5×21: Twin Beds): Half Star
The Big Bang Theory (3×20: The Spaghetti Catalyst):

Entre as citadas sitcoms, The Office e The Big Bang Theory seguem praticamente imbatíveis, enquanto 30 Rock e How I Met Your Mother continuam com sinais de desgaste. Ora, a comédia de Tina Fey era constantemente genial nas primeiras temporadas, mas agora os esforços para fazer graça (em sua maioria) soam auto-indulgentes, com boas tiradas (como aquela da mãe de Liz ter trabalhado como secretária na Sterling Cooper, agência de Mad Men) aparecendo com pouca frequência Já Mother está perdendo o seu brilho. Barney cada vez menos “legendary” e nenhum sinal ou referência sobre a esposa de Ted em plena reta final da temporada.

E outra: as melhores sitcoms da atualidade, quem diria, são Parks and Recreation e Community: duas séries que começaram tímidas, mas que estão dando um verdadeiro banho nas veteranas. Esta última, inclusive, atingiu o status de obra-prima com o último capítulo exibido (1×23: Modern Warfare), como bem lembrou o crítico e colega Pablo Villaça no Twitter. Já estou preparando o Season Pass delas e acho que é hora de dar mais espaço a elas aqui no blog a partir da próxima temporada.

Nurse Jackie (2×06: Bleeding):
Nurse Jackie (2×07: Silly String): Half Star
United States of Tara (2×06: Torando!):
United States of Tara (2×07: Dep. of Fucked Up Family Services):

Outra produção que apresentou uma constante melhora foi United States of Tara, que agora segue praticamente empatada com sua companheira de Showtime, Nurse Jackie. Estas, claro, são comédias (em sentido mais amplo) que certamente marcarão presença na próxima leva de premiações de Hollywood, ambas com destaque para as excelentes atuações de suas protagonistas Edie Falco e Toni Collette.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, FlashForward, Glee, Happy Town, House, How I Met Your Mother, Nurse Jackie, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara, V Tags: , ,
28/04/2010 - 00:01

American Idol: Top 9 com Elvis Presley

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Está aí (atrasado, eu sei) o resultado da semana Elvis Presley em American Idol: Andrew Garcia e Katie Stevens precisaram ser eliminados de uma vez por causa do salvamento de Michael Lynche na semana anterior. Foi injusto? Não, nem um pouco. Com relação à Andrew, poucas vezes vi na atração um desempenho tão decadente, já que ele começou elevando as expectativas na semana Hollywood e, salvo uma ou outra performance em que se saiu bem, só fez decepcionar. E o grande problema dele não foi técnico, foi criativo. Agradável voz, ótimo timbre, mas desperdiçava o talento com péssimas e insossas escolhas musicais. Sobre Katie não dava mesmo para esperar que ela fosse longe… Era uma questão de tempo. As apresentações com os clássicos de Elvis (sempre contemporâneos) mais uma vez deram o tom de como deve ser a final: Crystal Bowersox disputando com Lee DeWyze. Aaron Kelly e Tim Urban aí, pra mim, continua sendo uma piada de mal gosto e os demais (Siobhan, Big Mike e Casey) têm seus momentos, mas no fim das contas esmaecem perante os frontrunners que mencionei. No geral essa última temporada de American Idol com Simon (e a última pra mim, ever) não está conseguindo empolgar, pois não há clima de competição. Temos dois cantores em um nível e o restante correndo pela beirada, o que torna o processo burocrático e sem surpresas. Ah, e agora o Sony exibe Idol com uma semana de atraso. Pelo menos a final, ou melhor, o dia em que Crystal sagrar-se a campeã, será exibida ao vivo aqui no Brasil, conforme divulgaram.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
25/04/2010 - 11:01

Episódios e Cotações

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Alerta de Spoiler - Brasil
FlashForward (1×15: Queen Sacrifice; 1×16: Let No Man Put Asunder): É inexplicável o tempo que FlashForward gasta com subtramas completamente desinteressantes como a da japonesa que vai ser mecânica no episódio Queen Sacrifice e essa eterna indefinição se ou como Mark vai matar Demitri. Os roteiristas utilizam várias táticas de enrolação e quando parece que a série avança, revelando a tal espiã dentro do FBI, vem outro episódio como o fraco Let no Man Put Asunder e regride tudo. É difícil se envolver com FlashForward.
Half Star

V (1×06: Pound of Flesh; 1×07: John May): V é uma série que consegue piorar substancialmente a cada episódio e eu constantemente me surpreendo com a qualidade cada vez mais rasteira dos efeitos especiais. Caso a condução da trama fosse competente a ponto de fazer o espectador se importar com Erica e seu pequeno timinho contra os “visitantes”, era até mesmo possível relevar este aspecto, mas não. Às vezes percebo que falta identidade em V. A série ora é trash, mas não assume, ora quer apresentar uma discussão político/social mais rebuscada, mas não consegue. Sinceramente, torço para que seja cancelada logo.

House (6×16: Lockdown): Eu gosto muito dos episódios de House que saem do esquema “caso da semana” e exploram um pouco mais da vida dos médicos do Princeton-Plainsboro. Dirigido pelo próprio Hugh Laurie, o capítulo foi interessante e permitiu, através do confinamento forçado no hospital, o desenvolvimento de algumas histórias pessoais que estavam estagnadas. É fato que Lockdown teve um sensível problema de ritmo (notavelmente nas maçantes cenas com Foreman e Taub), mas que no geral conseguiu destoar positivamente do baixo nível desta morna 6ª temporada.
Half Star

Editorial: Encerrei por ora A Semana em Série no blog. Vários leitores reclamavam do pouco destaque conferido a algumas séries e agora as resenhas dos episódios serão postadas de forma isolada e ao longo da semana, como fiz com Treme, LOST, Fringe, Glee, 24 e The Good Wife. Acredito que desta forma a cobertura ficará menos engessada, permitindo também que outras produções tenham eventualmente mais espaço, seja nestas considerações ou abaixo nas cotações, que indicarão com estrelas o andamento dos episódios de várias séries que assisti recentemente. Ao final da atual temporada falarei, é claro, de forma detalhada sobre estes e outros dramas e comédias nos posts do Season Pass.

Episódios Recém Assistidos e Cotações:

30 Rock (4×15: Don Geiss, America and Hope):
30 Rock (4×16: Floyd):
30 Rock (4×17: Lee Marvin vs. Derek Jeter):
30 Rock (4×18:Khonani):

Este definitivamente não é o ano mais forte de 30 Rock. Tina Fey e equipe andam dando umas deslizadas, criando algumas piadas que simplesmente não funcionam e a trama – já com a temporada bem avançada – não se define direito. É claro que os momentos geniais como a abordagem do caso Conan O’Brien x Jay Leno na NBC utilizando faxineiros ainda ocorrem, mas estão menos recorrentes.

The Office (6×18: St. Patrick’s Day): Half Star
The Office (6×19: New Leads):
The Office (6×20: Happy Hour):
The Office (6×21: Secretary’s Day): Half Star

Ao contrário de outras séries de comédia que começam a perder o fôlego à medida que avançam, The Office só consegue se amadurecer e ficar cada vez melhor. Depois de conferir um bom destaque ao casal Jim e Pam com o casamento e o bebê, a temporada segue num bom ritmo, agora focando no casal Andy e Erin e nas personagens menores. A temporada continua excelente!

How I Met Your Mother (5×17: Of Course):
How I Met Your Mother (5×18: Say Cheese): Half Star
How I Met Your Mother (5×19: Zoo or False): Half Star
How I Met Your Mother (5×20: Home Wreckers): Half Star

É uma pena que How I Met Your Mother esteja tão inconstante. Episódios bobíssimos como este Zoo or False não fazem jus ao que a comédia já construiu até hoje. Isso sem contar que, salvo por esse último Home Wreckers, a série mais uma fez finge esquecer sua trama principal, o que no final das contas acaba sendo um pouco frustrante.

The Big Bang  Theory (3×17: The Precious Fragmentation):
The Big Bang Theory (3×18: The Pants Alternative):
The Big Bang Theory (3×19: The Wheaton Recurrence): Half Star

A comédia dos nerds continua em seu melhor momento e finalmente deram um jeito de separar o insosso casal Leonard e Penny. Sheldon segue imbatível e as referências culturais, como naquele divertido episódio do Senhor dos Aneis, estão cada vez melhores.

Nurse Jackie (2×01: Comfort Food):
Nurse Jackie (2×02: Twitter):
Nurse Jackie (2×03: Candyland):
Nurse Jackie (2×04: Apple Bong):
Nurse Jackie (2×05: Caregiver):  Half Star

A 2ª temporada de Nurse Jackie já chegou mostrando a que veio, revirando a vida de Jackie Peyton de cabeça pra baixo com seus problemas familiares que somente se intensificam e a constante ameaça de seus segredos – o vício em medicamentos e o amante – virem à tona. Mas, claro, ela continua sendo a santa salvadora que age de forma às vezes controversa, mas louvável, em seu dia a dia no All Saints Hospital.

United States of Tara (2×01: Yes): Half Star
United States of Tara (2×02:  Trouble Junction):
United States of Tara (2×03: The Truth Hurts):
United States of Tara (2×04: You Becoming You):
United States of Tara (2×05: Doin’ Time):

No 2º ano de United States of Tara eu ainda acho que Diablo Cody não sabe muito bem o que fazer com a protagonista, introduzindo novos alters sem resolver bem a questão dos antigos. As melhoras substanciais vieram nos episódios mais recentes e com esta “nova” forma de Tara interagir com as outras personalidades, que começaram a aparecer de forma simultânea e consciente com a principal.

Treme (1×02: Meet De Boys on the Battlefront): Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, FlashForward, House, Nurse Jackie, The Big Bang Theory, The Office, Treme, United States of Tara, V Tags: , ,
15/04/2010 - 00:01

American Idol: Top 9 com Lennon/McCartney

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Inquestionavelmente a semana de apresentações com músicas do catálogo Lennon/McCartney já figura entre uma das melhores da temporada, pois as canções têm um grande apelo universal. Ficaram acima da média as performances de Crystal Bowersox (como sempre), Lee DeWyze e Casey James, que respectivamente trouxeram ótimas versões de Come Together, Hey Jude e Jealous Guy. O restante – e desta vez incluo Andy Garcia – não soube empolgar (especialmente Siobhan com a sonífera versão de Across the Universe). Já a noite de eliminações foi mais uma prova de que o formato já não funciona tanto mais. É inexplicável até Michael Lynche ter sido o mais votado para sair pelo público enquanto os fracos e limitados Aaron Kelly e Tim Urban continuam na competição. Ainda que não consigo ver Lynche chegando à final, é certo que ele merece mais tempo no programa. Agora, com relação ao salvamento dos juízes, esta “cláusula” em American Idol apenas cria mais um problema, pois esta semana dois finalistas precisaram ser eliminados. Assim, as chances de injustiças pelo público dobram e não há mais a possibilidade de trazer alguém de volta. Um tiro no pé, a não ser que corram com os dois moleques (Kelly e Urban) ou até mesmo com Katie Stevens que, convenhamos, também não deveria continuar por muito mais tempo. Na semana que vem nos EUA teremos o especial filantrópico Idol Gives Back em prol das vítimas do terremoto do Haiti – lembrando que no primeiro ano do especial ninguém foi eliminado. Será que repetirão o feito?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , , , , , , , , ,
05/04/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
Fringe (FOX)Fringe (2×16: Peter): Emocionante, reveladora e memorável essa volta de Fringe, com um dos melhores episódios de toda a série. Peter já começou com a abertura especial “feita” em 1985, data do incrível flashback que contou a história do amor incondicional de Walter, um pai que fez absolutamente o impossível para salvar seu filho a qualquer custo. E mais do que um mero filler, o capítulo serviu para mergulhar o espectador mais ainda na densa mitologia da série, com mais detalhes sobre a outra dimensão, além daquele interessantíssimo momento envolvendo o modus operandi dos Observadores (que haviam acabado de assistir De Volta Para o Futuro estrelado por Eric Stoltz)! E fora estes geniais easter eggs, incluindo o celular V3 em plena década de 80, Peter denotou a meticulosidade desta produção com um roteiro impecável que, através de pontuais acontecimentos do passado, explicou boa parte do presente da série (vide o braço de Nina Sharp e o fato de Peter não se sentir tão ligado ao pai, por exemplo). Isso sem contar nos aspectos técnicos, desde o capricho do design gráfico dos caracteres até o admirável trabalho de maquiagem, especialmente com Walter, Walternate e Sharp. A temporada segue impecável
Cotação Bruno Carvalho:

b2424 (8×14: Day 8 5:00 AM – 6:00 AM): Demorou, mas 24 voltou a ser 24. A trama se estabilizou, centrando em Jack, e os vilões agora estão bem definidos, diferentemente de antes. Mais do mesmo? Sem dúvida alguma. Quantas vezes já tivemos um ato de traição interna na administração presidencial? Quantos agentes duplos já passaram pela CTU? Inúmeros. Mas era exatamente isso que estava faltando nesta morna última temporada da série. A 10 horas do fim do dia, as coisas começaram a engrenar com a ameaça radiológica finalmente concretizada. Poxa, eles ficaram 14 horas com as bombas pra lá e pra cá! Mas cadê aqueles momentos de tirar o fôlego como era comum nas temporadas iniciais? Pelo menos agora a temporada segue num caminho menos tortuoso.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Damages (3×10: Tell Me I’m Not Racist): Aos poucos a situação de Tom Shayes vai ficando mais e mais complicada e, em Tell Me I’m Not Racist, Patty percebeu a agitação de seu sócio, que precisa urgentemente recuperar a grana que perdeu no investimento com Tobin. E com o Hewes, Shayes & Associates ameaçado de ser afastado do caso, Tom sabe que suas chances caem vertigiosamente. Contudo, este episódio novamente me deixou com a sensação de que mais coisas estão acontecendo em Damages do que deveriam, seja pelos sonhos de Patty, os problemas familiares de Ellen com a irmã e a misteriosa e suposta babá e até mesmo com caso de extorsão dos Winstone (e cadê Frobisher?). Ainda assim, recheada de atuações primorosas e com um texto sempre muito bem construído, a temporada jamais trouxe sinais de desgaste. A apenas dois episódios do final, é impossível prever o que está pra acontecer.
Cotação Bruno Carvalho:

Grey's Anatomy (ABC)Grey’s Anatomy (6×19: Sympathy for the Parents): Depois de discutir um tema pesado – o suicídio assistido – Grey’s Anatomy voltou a abordar em um dos casos médicos o “direito à morte”. Por que será que o assunto está tão recorrente? Em Sympathy for the Parents, uma paciente assinou uma declaração dizendo que não queria ser mantida viva por aparelhos e, com o marido contra, o Seattle Grace ficou na complicada posição de ser obrigado a seguir a vontade da declarante de acordo com a Lei. Ainda que indiretamente, o episódio também abordou a complicada relação entre pais e filhos através de Aaron Karev, irmão de Alex, que revelou um pouco mais sobre o passado do sempre ríspido cirurgião. Ter filhos? Não ter? Como criá-los? Parece que Shonda Rhimes está aos poucos preparando o terreno para que a baby fever invada o hospital na próxima temporada. Será que teremos um McBaby a caminho, além do netinho de Mark?
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×14: Better Angels): Apesar de continuar perdendo muito tempo com situações desinteressantes e inúteis, FlashForward finalmente conseguiu trazer um episódio aceitável. Mesmo não estando nem um pouco empolgado com o rumo que a temporada vai levar até seu cancelamento, Better Angels soube avançar na história conectando alguns elementos que estavam soltos, como o flashforward da filha de Mark, bem como deu um rosto ao tão falado D. Gibbons. É uma pena, porém, que algumas revelações nos são dadas da forma menos inventiva possível e sem o menor mistério. O experimento na Somália era exatamente o que poderíamos esperar e pronto. Agora, uma coisa eu não consegui entender: todos os africanos naquela sala foram mortos nus? Por que nenhum dos esqueletos tinha roupa? Como o local estava limpo daquela forma? Bem, quando a série não emplaca, fica difícil relevar detalhes como este, por menores que sejam. Eu, confesso, estou assistindo FlashForward por pura inércia.
Cotação Bruno Carvalho:

bbigloveBig Love (4×05 – 4×09): Quando estava assistindo ao 6º episódio da temporada de Big Love e descobri que só iria até o 9º, comecei a ficar preocupado pela quantidade de tramas e subtramas que estavam sendo apresentadas e o pouquíssimo tempo para desenvolvimento ou resolução. Vejamos: tínhamos os problemas no cassino indígena, a demissão de Don, a reaparição de Anna grávida, o casamento de Margene com o noivo de Anna pelo green card, a infertilidade de Nikki, os questionamentos da fé de Barb, o tráfico de animais silvestres por Louis e Frank, as ameaças de J.J., o suicidio do amante de Albie e, é claro, o desgastante processo de eleição de Bill como congressista estadual. Como o polígamo iria lidar com todas estas situações até o final? Eis meu engano: criador e colecionador nato de problemas, o mórmon dos subúrbios de Salt Lake City já não se preocupa mais como sair de enrascadas. Ele prefere agora criar um clima ainda mais insustentável, de forma que suas antigas preocupações desapareçam. E assim ele o fez, utilizando sua candidatura e eleição como palanque expor para ao mundo seu peculiar e controverso estilo de vida. A temporada, então, terminou com o maior cliffhanger de toda a série numa cena antes inimaginável. Por quatro anos eles esconderam a verdade do mundo e agora chegou a hora de encará-la de frente. Por essa definitivamente eu não esperava. Big Love é um drama obrigatório no calendário de um bom sériemaníaco e é uma pena que só veremos a continuação daquele momento em 2011.
Cotação Bruno Carvalho:

V (1×05: Welcome to the War): Os quatro primeiros episódio de V, exibidos no ano passado serviram para apresentar esta nova versão da série e após este longo hiato, era de se esperar que o quinto capítulo viesse com tudo, ainda mais com esse título “Bem-Vindo à Guerra”. Pois é, vã esperança. O drama alienígena decepcionou muito em seu retorno, basicamente porque a série reiteradamente falha em utilizar sua trama para realizar uma discussão social e política relevante (vide Battlestar Galactica e a V original). O texto é raso, com diálogos vazios e cenas que parecem ter saído de uma produção amadora. Ora, o que foi Anna naquela sauna com um homem nu criando seu “exército”? Ah, faça-me o favor! A limitação técnica (com um excesso de pós-produção de segunda linha) e criativa da série atingiu níveis preocupantes, sem contar no elenco sem sintonia que me deixa o tempo todo lamentando o desperdício de uma talentosa atriz como Elizabeth Mitchell a cada cena. Voltem com ela pra ilha! No desespero de restabelecer seu núcleo de ficção em busca do “novo LOST“, o canal ABC cometeu mais um atentado ao gênero (o outro é FlashForward, claro). V, desse jeito, não vai durar.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, Big Love, Damages, FlashForward, Fringe, Greys Anatomy, V Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
01/04/2010 - 00:01

American Idol: Top 11 e Hits da Billboard

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Esta temporada de American Idol já não está das melhores, este não é o time mais inspirado de finalistas e aí eles vão e colocam Miley Cyrus como MENTORA da turma? É forçar a barra demais, né? Foi tudo errado, desde a semana passada quando disseram que o tema das apresentações seria “teen music” e depois mudaram de última hora para músicas tops da Billboard. Simon Cowell precisou repetir ao longo da noite que a escolha das canções é o fundamental neste jogo e mais uma vez o resultado final foi fraquíssimo. Um catálogo vasto de grandes músicas e aí vem Andrew Garcia cantando I Heard it Through the Grapevines, Didi Benami com You’re no Good e Aaron Kelly com I Don’t Wanna Miss a Thing? Aaron Kelly cantando uma das maiores baladas ever? Está muito difícil levar essa temporada a sério. Até mesmo os constantemente elogiados Michael Lynche e Casey James ficaram apagados. Lee Dewyze, então, nem se fala. Que saudades da 8ª temporada com Adam Lambert, Kris Allen e cia. dando um show de grandes e originais interpretações semana após semana. American Idol virou um programa de karaoke e se Crystal Bowersox não estiver na final, não vou nem me dar ao trabalho de assistir mais (ainda mais que Simon vai sair ano que vem). Agora, nada, absolutamente nada, poderia nos preparar para aquela versão horrenda que Paige Miles fez de Agains All Odds. Doeu. Phill Collins e Mariah Carey deveriam se juntar e processá-la por danos morais e materiais. Se o público não a tivesse eliminado, seria justo que os juízes entrassem em consenso e a expulsassem daquele palco na noite da berlinda. O reality simplesmente não está conseguindo empolgar este ano.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , , , , ,
29/03/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
b2424 (8×12: Day 8 3:00 AM – 4:00 AM; 8×13: Day 8 4:00 AM – 5:00 AM): Melhorou? Melhorou. Mas comparando estes com os episódios anteriores, dava pra ver que não era uma tarefa muito difícil. 24, após o interessante início de temporada, levou praticamente 12 horas pra voltar a empolgar de novo e olha que apenas o final do primeiro capítulo foi significativo em termos de avanço. As coisas só melhoraram mesmo na 13ª hora, finalmente trazendo uma reviravolta interessante naquele caso arrastado de Dana na CTU. Ela é a traidora da vez. Como não vi isso chegando? Fácil, eles nos despistaram com uma traminha pra lá de ruim envolvendo aquele policial e o ex-namorado bandido. As mulheres tomaram conta do episódio enquanto Jack Bauer trocava infindáveis tiros com os terroristas. Chloe O’Brien e Renee Walker ainda não salvaram o dia, mas pelo menos salvaram as últimas 2 horas. Tomara que 24 engrene nesta metade e consiga encerrar em alta na medida do possível.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

The Good Wife (CBS)The Good Wife (1×17: Heart): Uau! Que magnífico este episódio de The Good Wife! A série discutiu um dos pontos mais sensíveis para o norte-americano no momento – a situação dos planos de saúde – através de uma urgente contenda “cliente x companhia”. Contudo, sem romantizar as batalhas judiciais como acontecia na igualmente excelente Boston Legal, o episódio adotou uma linha mais sóbria até mesmo na corte de emergência que precisou ser montada no hospital, já que a autora da ação estava internada e aguardando a decisão da justiça para saber se teria o bebê ou não. Além disso, curioso notar que a advogada de defesa da corporação estava com seu filho em plena sessão de julgamento, ainda que lutando por uma decisão que traria o aborto de um feto para evitar altíssimos gastos com o procedimento. E foi em Heart também que a “boa esposa” se comportou mal, justo quando seu marido decidiu (ainda que como parte de uma estratégia política) buscar a redenção divina. Nada em The Good Wife é preto no branco, revelando que a série tem muitos caminhos a percorrer. E eles fazem isso muito bem.
Cotação Bruno Carvalho:

bhouseHouse (6×15: Black Hole): Tá aí, gostei deste capítulo de House, que conseguiu ser mais equilibrado, com um bom caso médico e uma ótima storyline paralela com os médicos. É muito bom também quando a série volta a sustentar a premissa “todo mundo mente” (cada vez mais esquecida), usando a medicina pra expor sórdidos casos como o do pai que ficou com a namorada do filho enquanto estes estavam terminados. O Dr. House se diverte e nós também. Foi um episódio memorável? Não, passou longe. Mas também não foi daqueles ruins que estão ficando cada vez mais frequentes na série.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Damages (3×08: I Look Like Frankenstein; 3×09: Drive It Through Hardcore): Por mais que eu goste do sempre ótimo Arthur Frobisher de Ted Danson, não entendi bem porque ele apareceu no meio do complicadíssimo escândalo Tobin com essa de “ventos da redenção” e filminho. E mesmo trazendo ótimos momentos, como aquele em que ele leva os produtores para conhecerem a “vilã” Patty Hewes, está na cara que isso é uma tática de enrolação. Aliás, nestes episódios, Damages perdeu um pouco seu foco, seja trazendo à tona o maçante Michael Hewes ou o das feridas de Patty “escondidas” na fachada de gesso e aquele cavalo. Mas basta um ou dois daqueles flashforwards com Tom Shayes para que fiquemos novamente de cabelo em pé. Na semana passada eu disse que Tom poderia muito bem ter sido, indiretamente, o arquiteto de sua própria morte. Aí vem Drive It Through Hardcore pra mais um soco no estômago, indicando que ele provavelmente cometerá suicídio. Ou não? Tenso.
Cotação Bruno Carvalho:

Grey's Anatomy (ABC)Grey’s Anatomy (6×18: Suicide is Painless): O suicídio assistido é um tema polêmico e é preciso muita coragem para tratá-lo de forma aberta numa série ou filme. E Shonda Rhimes o fez da forma que, claro, poderíamos sempre esperar: com sabedoria, isenção e muita sensibilidade. Quando uma paciente terminal da Dra. Teddy requisitou do Seattle Grace este trágico recurso – que é legalmente permitido no estado de Washington – e precisou da anuência de Owen, isso acabou despertando no ex-cirurgião de guerra uma trágica memória que o consome há anos. Ele teve que tomar a difícil decisão de deixar um colega de batalhão morrer no local do acidente para evitar o sofrimento que se arrastava por horas para logo em seguida o resgate chegar. E como viver com isso? Ele se atém à última expressão de alívio do amigo e tenta não ser consumido pelos inevitáveis pensamentos “e se?”. Suicide is Painless foi um dos episódios mais dramaticamente intensos desta excelente temporada da série.
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×11; 1×12: Revelation Zero; 1×13: Blowback): Então eis que Jericho FlashForward voltou. E não voltou tão mal quanto saiu, preciso fazer justiça com a série. Revelation Zero foi o melhor capítulo desde o seu piloto sem sombra de dúvidas, mesmo trazendo algumas sequências de efeitos bem questionáveis (fora o excesso absurdo do uso de chroma key). Mas relevemos. As respostas vieram (no meio do episódio duplo que pareceu quádruplo) trazendo finalmente um senso de “globalidade” para a história e descobrimos a identidade do “suspeito zero”. Mas e aí? A série começou a seguir um rumo, mas onde isso vai levar? Todo esse imbróglio com Simon, Lloyd, o experimento e tudo mais simplesmente não conseguem fazer com que nós nos importemos com a trama ou com essas pessoas. A comprovação disso veio no episódio seguinte, Blowback, que desperdiçou grande parte do tempo com os problemas pessoais desinteressantes de Demetri, Tracy e o líder da tal operação Jericho (nome apropriado, não?). Em resumo, Revelation Zero foi o sopro que precedeu o tapa na cara que Blowback nos deu, colocando FlashForward novamente no vagão descarrilado. Realmente, como o EW previu, essa série não dura.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Mais episódios comentados ainda esta semana! Fique liGado e deixe abaixo os seus comentários!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, Damages, FlashForward, Greys Anatomy, House, The Good Wife Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
19/03/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
b2424 (8×11: Day 8 2:00 AM – 3:00 AM): NA última semana a 8ª temporada de 24 atingiu o fundo do poço. Eu espero mesmo que a série comece a melhorar a partir de agora, pois pior do que isso eu não consigo imaginar. O que aconteceu nesta hora? NADA! Bauer ficou o tempo inteiro tentando tirar aquele terrorista do tanque gigante e quando ele finalmente saiu pra contar o que sabe, a bomba explodiu matando-o. Que atraso conveniente, não? A série anda dois passos e volta três. Mas mais frustrante ainda é perceber que aquela historinha de Dana não acabou, ainda mais agora que o agente da condicional de seu ex apareceu. Preguiça total disso. E que personagem estúpida Katte Sackhoff está interpretando, não? Torço para que ela suma desta temporada o quanto antes. Nas últimas “horas” 24 estava apenas um paradeiro que só. Agora passou a irritar.
Cotação Bruno Carvalho:

The Good Wife (CBS)The Good Wife (1×16: Fleas): Que show! Que show! The Good Wife resolveu vir com tudo num episódio que teve muita intriga, mistério e uma performance incrível de Will no tribunal, encarando a juíza no melhor estilo “Alan Shore”. Um caso complexo, delicado e muito lucrativo envolvendo o dono de uma firma de advocacia acabou sendo resolvido com sórdidos acordos extrajudiciais. Na residência dos Florrick a confusão se instaurou por causa de um pacote de camisinhas e uma conta anônima no Twitter criada para expor os segredos de Alicia (aliás, acho que nunca ouvi falar tanto em “tweets” num episódio como neste). Aquela amiguinha do filho de Alicia esconde algo e não é de hoje… E qual é a de Peter, querendo julgar sua esposa? Ainda que ela estivesse tendo um caso com Will (e tomara que isso ocorra), que moral o sujeito tem para questioná-la? Este drama vai ficando mais e mais interessante a cada capítulo, variando de leve e agradável como a excelente Boston Legal, mas também sabendo ser sisudo e intenso como Damages. O melhor dos dois mundos.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bhouseHouse (6×14: Private Lives): House está inconsistente de novo. Não está ruim, mas também não anda muito bem. O episódio desta semana apenas… foi. Um caso comum, sem surpresas. A série começou a dedicar boa parte de seu tempo contando mais sobre a vida pessoal dos médicos, algo que gosto muito. Porém, não curti aquela história do filme semi-pornô que Wilson participou, criada só para fazer uma graça momentânea, sem acrescentar nada de concreto à trama. Não foi orgânico e soou forçado e fora de contexto. E o que foi aquele “complexo de beleza” de Chase, hein? Deu dó dele, né? [NOT] Já o caso de House com o livro religioso escrito por seu pai biológico foi aborrecido. Se isso alavancar, bem, mas por enquando não aconteceu. Enfim, foi legal a participação da Donna de That ’70s Show como uma blogueira (bem estereotipada, diga-se), mas no final das contas Private Lives não conseguiu sair do linear. Episódios como este ofuscam os capítulos geniais que já tivemos nesta temporada, o que é uma pena.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Damages (3×07: You Haven’t Replaced Me): A cada flash do trágico futuro de Tom Shayes, por menor que seja, eu fico mais e mais intrigado sobre os fatores que culminaram naquele momento. Nós sabemos que Patty tem um dedo ali, mas tenho certeza de que tudo o que está acontecendo agora, ou seja, todo esse envolvimento do Hewes, Shayes & Associates no caso Tobin, também contribuirão para a morte do sujeito. A Teoria do Crime no Direito Penal fala sobre o Concurso de Pessoas, quando a pluralidade de agentes com condutas paralelas, convergentes e/ou contrapostas acabam atingindo um resultado tipificado, ou seja, um crime. E há, de fato, o crescimento exponencial de interessados no dinheiro sujo e ausente, desde o misterioso diretor do banco caribenho e até mesmo o próprio Shayes. Seria Tom também um partícipe de sua própria morte? Em Damages tudo é possível. E agora que Ellen finalmente se uniu a Patty, a coisa vai esquentar. Excelente episódio, como sempre!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bofficeThe Office (6×15: Manager and Salesman; 6×16-17: The Delivery, Parts 1 and 2): Eis então que a Dunder Mufflin vai ter que entrar na marra no sistema Sabre e em Manager and Salesman foi divertidíssima a disputa entre Michael e Jim pelo cargo menor de vendedor, já que as comissões dos novos produtos – impressoras e toners – são bem interessantes. Mas Michael não aguentou o tranco, ainda mais depois dos “odores” de Phyllis. Impecável, inusitada e muito bem-vinda também foi a participação da ótima Kathy Bates como a CEO da nova corporação. Há tempos Michael não tinha um superior assim e espero que ela retorne mais vezes. Mas a grande atração da temporada foi mesmo The Delivery, episódio duplo sobre o nascimento do bebê de Pam e Jim que teve de tudo: de Dwight destruindo a cozinha da Pam para eliminar mofo e até mesmo a nova mamãe amamentando o bebê alheio sem querer. The Office jamais demonstra sinais de desgaste, o que constantemente me impressiona.
Cotação Bruno Carvalho:

30 Rock (4×13: Anna Howard Shaw Day, 4×14: Future Husband): Vamos combinar que 30 Rock não está com o mesmo pique das temporadas iniciais, o que por um lado até é bom. Menos hype e mais chances para outras séries estreantes como Community e Modern Family (que serão comentadas em breve no Season Pass) se destacarem nas premiações. Anna Howard Shaw Day e Future Husband tiveram sim seus bons momentos, incluindo a participação especial de Jon Hamm no primeiro, mas algumas piadas falharam feio. Poxa, senti uma vergonha alheia tremenda de Kenneth com aquela da “maldição do porco burro”, que soou bem amadora (o que Jack MacBryer certamente não é, denotando uma grave falha de roteiro e direção). 30 Rock, claro, está longe de ser ruim, mas quem alcança uma posição de grande destaque está sujeito a pesadas críticas a qualquer deslize. Tina Fey, Lorne Michaels e cia. precisam recuperar a constante desta comédia.
Cotação Bruno Carvalho:

Grey's Anatomy (ABC)Grey’s Anatomy (6×17: Push): Adorei este episódio de Grey’s Anatomy indiretamente centrado nos dilemas emocionais de duas excelentes personagens: Miranda Bailey e Mark Sloane. O cuidado que os roteiristas tiveram para contar a história da doutora retornando ao “mercado amoroso” foi admirável e cheio de ótimos momentos como a conversa dela com Torres sobre depilação e, mais adiante, sobre quem deve fornecer os preservativos no encontro. Já o incorrigível McSteamy cresceu muito neste arco e, pelo visto, tornou-se… corrigível! Interessante essa virada de 180º em sua após o fim do romance dele com a pequena Grey. A temporada está agradável e, principalmente, sabendo alternar muito bem entre as várias histórias sem que uma se sobreponha às demais. O 6º ano definitivamente encontrou seu ritmo.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Sobre Big Love, não esqueci da série! Estou aguardando o final de temporada na HBO Brasil neste final de semana para comentar os últimos episódios, tamanho o impacto dos acontecimentos! Aguardo abaixo o seu comentário sobre as séries que assistiu nas últimas semanas!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, Damages, Greys Anatomy, House, The Good Wife, The Office Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
16/03/2010 - 00:01

American Idol: Top 12 Revelado!

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Não há mais espaço para amadorismo. A última semana de apresentações no palco menor trouxe a separação entre os frontrunners da temporada e os que provavelmente tentarão chances em outros programas do gênero ou virarão cantores de bar de hotel. E por mais que eu gostaria de ver as inexpressivas Lacey Brown, Paige Miles ou Katie Stevens partindo no lugar de Lilly Scott, não posso reclamar que o resultado foi injusto. O nível desta temporada está baixíssimo, grande parte por culpa dos juízes que não souberam escolher direito os finalistas. Lembram-se das eliminações dos quartos? Pois é, me pergunto se não eliminaram um quarto inteiro errado por engano, pois das 8 mulheres que se apresentaram apenas Crystal Bowersox e Siobhan Magnus têm potencial para ir longe na competição (Didi Benami correndo por fora). Mas duvido que Siobhan, inclusive, se destacaria tanto nas temporadas anteriores que eram repletas de verdadeiras divas da música.

E os homens? Pra mim a situação deles foi apenas levemente melhor. Esta semana Michael Lynche até fez a Kara chorar, mas a trajetória dele me lembra muito a de Ruben Studdard na 2ª temporada. Constantemente elogiado pelos juízes após suas apresentações, Ruben fracassou em vendas (e esse é o objetivo da atração): ele cantava bem, mas num estilo pouco comercial. Lynche segue na mesma linha. Por isso eu aposto mais em Andrew Garcia que, apesar da equivocada decisão de cantar Genie in a Bottle de Christina Aguilera com um arranjo confuso (tentando reprisar sem sucesso o impacto do acústico que fez com uma música de Paula Abdul), mostra que é um artista contemporâneo, versátil e com um estilo de cantar sempre agradável, sem ficar gritando seu talento. Gostei sim também das apresentações de Tim Urban (Hallellujah), Casey James (You Think of Me) e, especialmente, Lee Dewyze, que pra mim foi o melhor da noite cantando Fireflies do Owl City.  O Top 12 foi formado, mais ainda sem grandes surpresas.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , ,
12/03/2010 - 00:01

How I Met Your… Big Bang Theory!

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Alerta de Spoiler - Brasil
Conforme combinado, aqui vão alguns comentários sobre os episódios das últimas semanas nas comédias da CBS:

bmotherHow I Met Your Mother (5×15: Rabbit or Duck; 5×16: Hooked): How I Met Your Mother tem a às vezes agradável mania de erguer toda a narrativa de um episódio em torno de uma piada, como aconteceu em Rabbit or Duck. E digo “às vezes”, pois quando a piada é ineficiente, somos obrigados a aturar um capítulo inteiro com a mesma punchline. Adoro a sensibilidade que a comédia tem para fazer graça com relacionamentos, mas dessa vez não funcionou. Pelo menos Hooked conseguiu ser mais ágil com Ted bancando o “estepe” de uma representante comercial de medicamentos (a profissão atual que tem mais garotas gostosas, segundo Barney) interpretada por Carrie Underwood (American Idol). Mas e aí, duas semanas e nem uma menção sequer da “mãe”? Odeio bater nessa tecla, mas é fato que esta série é muito mais saborosa quando as referências da futura esposa de Ted aparecem aqui e ali. Am I right?
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×15: The Large Hadron Collision; 3×16: The Excelsior Acquisition): A boa fase de The Big Bang Theory simplesmente não acaba! Estes mencionados episódios foram excelentes, começando pela ótima dinâmica com Sheldon infernizando o insosso relacionamento entre Penny e Leonard com aquela viagem para ver o tão famoso colisor de partículas suíço em pleno Valentine’s Day. Texto afiado e cheio de sacadas a cada minuto. Mas quem acabou indo? Raj (agora, aquela “paisagem” com os alpes suíços no hotel ficou parecendo um projeto escolar da filha do cenógrafo – reveja)! Já o The Excelsior Acquisition elevou o nível com Sheldon desacatando o juiz, numa das cenas mais engraçadas da temporada que culminou na prisão do nerd. Eu só achei que poderiam ter tirado  mais da hilária situação, não? Adoraria vê-lo tirando um daqueles marginais do sério. O episódio ainda foi lotado de referências pop/cool/geeks graças à participação de Stan Lee. Semana após semana eles vêm dando um show de comédia!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Na próxima Semana em Série falarei dos últimos de The Office e 30 Rock!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , , ,
08/03/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
Grey's Anatomy (ABC)Grey’s Anatomy (6×16: Perfect Little Accident): Às vezes um acidente não é tão ruim quanto parece, como mostrou mais um excelente episódio de Grey’s Anatomy. Algo muito positivo vem acontecendo na série, que conseguiu se recuperar das baixas e confusões de elenco que tomaram conta das últimas temporadas. A turma está entrosada, as tramas estão orgânicas e o drama voltou a equilibrar muito bem os momentos tensos e impactantes com os descontraídos. Em Perfect Little Accident o Seattle Grace retornou ao foco da narrativa com casos interessantes que permitiram o desenvolvimento de importantes storylines como a de Richard e Sheppard, McSteamie e Lexy e também a da aproximação das Dras. Yang e Altman. Foi um filler bom e necessário.
Cotação Bruno Carvalho:

Parenthood (1×01: Pilot): Com o mesmo nome do filme homônimo estrelado por Steve Martin há mais de duas décadas, Parenthood logo se apresenta como um drama água-com-açúcar que se esforça até demais. A primeira parte do piloto é um interminável desfile de personagens que invadem a tela sem a devida preparação, dos quais apenas se destacam Peter Krause (Six Feet Under, Dirty Sexy Money) e Lauren Graham (Gilmore Girls). A premissa da série é a de discutir os constantes desafios da paternidade, o que eles fazem questão de deixar bem claro atropelando o espectador com o excesso de problemas dos jovens e velhos pais da série. Mas sabe o que faltou mesmo no piloto de Parenthood? Norah Walker. Ficou evidente que a grande vontade da NBC ao reunir o estelar elenco era tirar uma fatia no sucesso/novelinha da rival ABC. Mas o que sobra em Brothers & Sisters com dinâmica de elenco, construção de personagens e excelentes atuações, por enquanto falta aqui e por isso fico na dúvida se esta série vai conseguir sobreviver além do Mid Season. Vamos ver se melhora…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Damages (3×05: It’s Not My Birthday; 3×06: Don’t Forget to Thank Mr. Zedeck): A cada episódio, a 3ª temporada de Damages vai ficando mais e mais séria, numa trama que está sendo cozinhada com um rigor milimétrico. A morte de Louis Tobin apenas abriu caminho para que os outros vilões da família emergissem, estes sim buscando desesperadamente a estabilidade financeira e emocional que uma vez tiveram. No meio disso tudo, sem saber, está Tom Shayes. Ele indiretamente tinha investimentos com Tobin e foi um dos que perdeu tudo. It’s Not My Birthday e Don’t Forget to Thank Mr. Zedeck mostraram que o que move estas pessoas pra lá e pra cá é o dinheiro. Onde está o dinheiro? Como reaver o dinheiro? Dinheiro, dinheiro, dinheiro. É por causa dele que muitos, inclusive Danielle Marquetti, morreram e também será a ganância que inevitavelmente matará Shayes. Patty, por enquanto, está administrando tudo com certa distância e mal posso esperar para vê-la, mais uma vez, com as mãos sujas de sangue (ou melhor, sangue e dinheiro). A temporada está na metade e mesmo mostrando flashes do inevitável futuro, segue formidável e imprevisível.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

The Good Wife (CBS)The Good Wife (1×15: Bang): Depois de uma invejável sequência de episódios, esta semana The Good Wife deu uma respirada. Bang foi um filler que emendou o capítulo anterior com a chegada de Peter à atual residência dos Florrick para aguardar seu novo julgamento em prisão domiciliar. Mas pragmático que é, ele já armou um verdadeiro QG em sua própria cozinha e contratou o verborrágico estrategista Eli Gold (Allan Cumming) para cuidar dos revides políticos. O caso da semana, ainda não finalizado, também conseguiu trazer ótimos momentos, incluindo aqueles protagonizados entre a democrata Diane e o republicano perito em balística, sem contar no momento, digamos, quase-íntimo entre Alicia e Will que promete. Como eu disse, este não foi um daqueles episódios bombásticos de The Good Wife, pois a série precisava desse tempo para reposicionar as peças neste sempre mutável jogo de intrigas e decepção.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

b2424 (8×09: Day 8 12:00 AM – 01:00 AM; 8×10: Day 8 01:00 AM – 02:00 AM): Não é por nada não, mas 24 literalmente desafiou a inteligência e a paciência do espectador com aquele cliffhanger de Dana e Cole. A trama já não está lá das melhores e aí o episódio simplesmente acaba com uma historinha que, além de não ter a menor ligação com o que está acontecendo no “dia”, ninguém dá a mínima. A constante alternação entre vilões também não está ajudando: uma hora são os russos, depois é Farhad, depois são os russos de novo, aí vem a turminha de Farhad de novo. Ficam pra lá e pra cá com aquelas cargas nucleares e ameaça à NY não se concretiza. Assim, a série não alcança a intensidade dramática necessária para prender nossa atenção. Nem mesmo a perseguição à Renee Walker pelo assessor da Casa Branca através de Hastings funcionou. A última hora, pelo menos, teve mais ação, mas ainda assim falhou em estabelecer o clima de urgência que a série demanda. 24, no geral, está um paradeiro.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Esta semana teremos mais comentários, incluindo das comédias The Office, The Big Bang Theory e How I Met Your Mother, que voltaram com tudo! Big Love encerrou sua 4ª temporada ontem nos EUA e, por isso, farei uma matéria especial sobre os últimos episódios em breve! Aguardo agora o SEU comentário aqui abaixo sobre as séries e episódios que assistiram nas últimas semanas.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, Damages, Greys Anatomy, Parenthood, The Good Wife Tags: , ,
25/02/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
Grey's Anatomy (ABC)Grey’s Anatomy (6×14: Valentine’s Day Massacre; 6×15: The Time Warp): Há semanas Grey’s Anatomy vem numa agradável constância de ótimos episódios, que continuou com Valentine’s Day Massacre. O capítulo voltou a focar no relacionamento de Grey e Derek em boa hora, colocando a moça na difícil posição de questionar seu papel como cirurgiã para estar ao lado do marido em uma ocasião política. Mas foi através de um caso médico que ela viu o quanto estava ficando igual sua mãe e finalmente passou a aceitar as escolhas que fez, o que permitiu um raro crescimento da personagem. Mas foi Time Warp a pièce de resistance desta temporada – um capítulo atípico que voltou em diversas épocas do Seatle Grace Hospital com um singelo e particular olhar nos momentos que definiram o rumo e o caráter de importantes figuras como Torres e, especialmente Miranda Bailey. Quem diria que a “Nazi” chegou quietinha e de forma quase imperceptível? Submissa a uma péssima e imponente residente, ela cavou seu lugar ao sol e aprendeu na marra a se postar e a literalmente gritar para que seu inigualável talento seja ouvido. Gostei também do flashback do Chief (tirando as perucas horríveis que arrumaram, inclusive a do Joe do bar) que o tornou menos antipático. Impecável a atuação de Sarah Paulson como a lendária Ellis Grey, que certamente construiu a personagem em cima da atuação de Kate Burton. Espero ver mais episódios assim em Grey’s Anatomy. Agora, só um detalhe bem off: quem estava cuidando do sempre agitado hospital e das cirurgias com TODO MUNDO na palestra, hein?
Cotação Bruno Carvalho:

The Good Wife (CBS)The Good Wife (1×14: Hi): Em 14 episódios é notória e admirável a evolução de The Good Wife. Como poucas séries procedimentais atuais, este drama consegue dosar de forma perfeita os casos isolados com a história principal sem deixar uma prejudicar a outra. Em Hi o escritório precisou entrar num verdadeiro lockdown para cuidarem de um caso em que um importante casal era o principal suspeito do homicídio de uma babá, o que foi perfeito para Alicia, poupada de ter que testemunhar os golpes baixos de Childs no caso de Peter Florrick. Eu apenas não gosto muito quando The Good Wife vira uma série de detetives através das descobertas de Kalinda, pois prefiro ver os casos sendo resolvidos em sessão na corte do através de investigações nas ruas, pois permite que o bom roteiro seja apreciado em sua melhor forma. Enfim, Peter conseguiu o que queria e aguardará seu novo julgamento em prisão domiciliar e já não posso mais esperar pra ver como será a dinâmica entre a boa esposa e o mau marido sem os vidros, as grades e as paredes da prisão.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bhouseHouse (6×13: 5 to 9) Eu já disse aqui que quando a equipe por trás de House quer fazer um episódio realmente bom eles fazem. Com a qualidade do elenco que têm e com as ótimas personagens que criaram, não precisam gastar meses pesquisando complexos casos médicos para serem resolvidos (como acontece). Isso nós já vimos e revimos aos montes. Nesta 6ª temporada os melhores capítulos foram aqueles que direcionaram suas atenções  em House (Broken), Wilson (Wilson) e agora em Cuddy neste excelente 5 to 9. Quem vê a diretora do hospital dando suas costumeiras broncas em House jamais poderia imaginar como cada dia para ela é uma verdadeira batalha que precisa ser vencida, desde o momento em que acorda às 5 da manhã para cuidar da filha até a hora em que finalmente consegue deixar o trabalho, exausta, às 9 da noite. O roteiro foi sensível e inteligente o bastante para não martirizá-la apenas por ser uma working mom. Ao mesmo tempo intenso e agitado, o episódio revelou ainda a quantidade de pequenos e grandes desafios administrativos que a médica enfrenta em sua pesada rotina, justificando ainda aquele aliviador grito de “yes” ao final de mais um dia de trabalho. Talvez House daria um descanso pra ela se assistisse este excelente 5 to 9.
Cotação Bruno Carvalho:

b2424 (8×07: Day 8 10:00 PM – 11:00 PM; 8×08: Day 8 11:00 – 12:00 AM): A estrutura narrativa de 24 sempre foi uma faca de dois gumes para a série, mas a fascinação pelo nível técnico do “tempo real” e do imediatismo das tramas foi dando lugar, ao longo de oito temporadas, para o esgotamento de histórias e das formas com que a série pode nos surpreender. Hoje os intermináveis minutos são os maiores vilões de Jack Bauer e todo espectador consegue enxergar que o drama não segue com o mesmo pique de seu início. Estas duas últimas horas continuaram no “lenga-lenga” que tomou conta deste 8º dia, a ponto dos capítulos serem amorfos e sem identidade. O que aconteceu desde as 11h da noite foi tão irrelevante que qualquer outra produção não gastaria mais do que alguns instantes em tela revelando tais acontecimentos para nós. 24, por ser 24, teve que gastar dois episódios inteiros. Jack nadou, nadou e morreu na praia, pois a grande “reviravolta” deste primeiro terço da temporada virou um tremendo anti-clímax. O “Sr. Sark” sequestrou os nukes de seu próprio pai? Oh, não! E agora? Agora é torcer pra que a temporada engrene, que não percam mais tempo com a historinha cada vez mais atrapalhada da “Starbuck” na CTU ou até mesmo que explodam logo as cargas. Alguma coisa precisa acontecer de verdade pra agitar esta série.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Damages (3×03: Flight’s at 11:08; 3×04: Don’t Throw That at the Chicken): Pra uma coisa o episódio Flight’s at 11:08 serviu: estabelecer de uma vez por todas que Damages não se desenvolve bem sem seus já característicos saltos temporais, flashbacks e flashforwards. Passando-se no ínterim de apenas uma noite, raramente vi tamanha perda de tempo na história da série apenas para trazer à tona o caso do vôo de Danielle Marquetti. Felizmente este “experimento” dos produtores não foi pra frente no incrível Don’t Throw That at the Chicken, que trouxe momentos explosivos como a decisão ultimada do patricarca da família Tobin sendo interceptada por seu filho Joe, que por sua vez emergiu definitivamente como o vilão da temporada. Isso fora o crescimento cada vez mais interessante do Tio Lenny na trama e o gradual envolvimento de Ellen e Shayes em toda essa lambança. Agora, quem é que não estava completamente simpatizado por Patty na delegacia perante a perda do amigo e não deu um pulo naqueles milésimos finais? Damages recupera o seu primor neste 4º capítulo com este soco no estômago pra acordar o espectador. Fenomenal!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Na próxima semana falarei dos pendentes de Big Love e Friday Night Lights! As comédias deram uma pausa nos EUA e retomarei os comentários assim que novos episódios forem exibidos lá, já que estou comentando-os de 2 em 2. Aguardo seu comentário!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, Damages, Greys Anatomy, House, The Good Wife Tags: , , , , , , , ,
05/02/2010 - 04:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
Damages (3×01: Your Secrets Are Safe): Paty Hewes está de volta e posso dizer que apenas este primeiro episódio de Damages me empolgou bem mais que a 2ª temporada inteira. Quase um ano após os obscuros eventos que separaram Ellen e Patty, a poderosa litigante está agora envolvida em mais um caso high profile, desta vez como curadora dos bens bloqueados de um empresário que deu o famoso golpe da pirâmide financeira (sim, igualzinho Bernie Madoff). E como sempre, o jogo de bastidores já começa intenso, com uma família devastada, troca de acusações, polícia e muita mentira. Mas o que sempre chamou a atenção em Damages é o fato de sua narrativa fazer um salto de seis meses no futuro para revelar um trágico e misterioso acontecimento. Pois é, ver Tom Shayes morto em uma lixeira não foi nada fácil. Your Secrets Are Safe inicia, então, a colcha de retalhos com ações, omissões e muito dolo. Ah, sim, o dolo! Desde quando Patty Hewes levanta da cadeira sem ter uma segunda intenção em mente? Colocar o nome de Shayes na porta? Ótimo, mas ela é capaz de ter causado tudo isso apenas porque não gostou do formato do novo logotipo. Não estou dizendo que ela é a culpada, mas sim que ela pode (e deve) ter algo a ver com a morte do sócio. Aí temos um mendigo, um celular, e a bolsa da Ellen. É curiosíssimo ver Damages costurar esses flashbacks e flashforwards com um elenco afiado (destaque para Martin Short!) e um texto sinistro, cru e sempre surpreendente. Bring it on, Hewes!
Cotação Bruno Carvalho:

bbigloveBig Love (4×03: Strange Bedfellows): Meu Pai Celestial! Esta 4ª temporada de Big Love mal começou e já está impressionante, a começar pelo envolvimento amoroso intenso entre Alby e Dale, o que ele hipocritamente chama de “mera diversão”. O filho de Roman Grant é tão amarrado ao credo em que foi criado, que não apenas não se aceita, como também se condena através da projeção do julgamento de seu pai. Já Bill decidiu mesmo que vai iniciar sua perigrinação ao Senado. Mas a “bomba” do episódio não foi Barb atropelando uma nativo-americana, nem a prisão de Nikki com uma 38 num prédio federal ou o ex-marido dela emergindo como o vilão da série. Nem de longe. Quem roubou este episódio com um beijo foi Margene em Ben, numa das cenas mais “WTF” de toda a série! Ora, sempre soubemos que pela aproximação de idade os dois tinham uma ligação maior, mas que momento que escolheram, não? Em rede nacional! Minha cara ficou igual a da Barb, pois eu jamais esperava algo do tipo com tanta confusão na família dos Henrickson. Big Love, que inclusive está garantida por mais uma temporada (valeu HBO!), é um drama comportamental obrigatório e corajoso, com uma crítica sócio-religiosa escancarada e muito incisiva.
Cotação Bruno Carvalho:

bcapricaCaprica (1×02: Rebirth): Depois que assisti ao piloto de Caprica há 8 meses, disse que esta era a única série de 2010 por qual eu realmente esperava, não só pelo fato dela ser ambientada no universo da finada Battlestar Galactica. E mesmo com esta grande expectativa, a série conseguiu surpreender. A falecida Zoe Graystone desenvolveu o avatar perfeito, uma cópia virtual de si que permitiu a criação do primeiro Cylon e abriu as portas para uma infinidade de questões éticas e morais que terão a ex-integrante do grupo monoteísta Soldados do Um como principal protagonista. Seu pecado original deu início a uma relação antes inexistente entre humanos e máquinas, que em Caprica se apresenta em seu estágio mais primitivo. Foi magnífica, inclusive, a decisão da série em “humanizar” Zoe para nós quando ela está “presa” no corpo do guerreiro metálico, o que não apenas faz um enorme sentido em termos narrativos, como também é uma bonus feature tremenda para os fãs da saga estelar. Caprica deixou claro que não será um drama fácil que entregará tudo mastigado ao espectador. O ponto alto do episódio, claro, foi a mãe de Zoe expondo ao mundo que sua filha era uma terrorista (e não era), apenas para desesperadamente poder dizer que sabe algo sobre ela, por pior que seja. Existem muitas camadas sobre a curiosa sociedade de Caprica City antes da “primeira queda” que precisamos desvendar, como os casamentos plurais, as religiões conflitantes e o fundamentalismo do grupo Soldados do Um e qual será sua participação nos bombásticos eventos que um dia virão. Sem dúvida alguma, Caprica é a melhor surpresa de 2010 até agora. (ah, e obrigado Alessandra Torresani – a Zoe em pessoa – pelo RT!)
Cotação Bruno Carvalho:

comment1263

bfnlFriday Night Lights (4×10: I Can’t; 4×11: Injury List): É sempre bom poder elogiar uma série quando ela merece, mas também existe a hora de puxar a orelha. Friday Night Lights passou grande parte de suas 4 temporadas sem demonstrar qualquer sinal de desgaste, pois sempre soube trazer tramas interessantes para a telinha, mesmo quando as baixas e trocas no elenco eram inevitáveis. Pois eis que esta reta final o drama realmente andou me desapontando. O novo elenco não está dando liga. O drama de Vince com a bandidagem e sua mãe drogada; a ameaça ao time com a lesão de Luke e até mesmo Julie com essa de construir casas para a caridade não empolgam. Nem a volta de Matt Saracen foi interessante. De fato, além de Eric e Tami Taylor, somente o “núcleo” Riggins tem rendido bons momentos, o que é triste já que ele também é um que vai abandonar a série. A poucos episódios do final, Friday Night Lights precisa colocar a cabeça de volta no jogo literalmente. A série precisa de fôlego para manter sua qualidade e continuar, mesmo estando garantida por, pelo menos, mais uma temporada.
Cotação Bruno Carvalho:

Fringe (FOX)Fringe (2×14: The Bishop Revival): Eu ando rasgando elogios à Fringe há alguns episódios não é à toa. A série conseguiu sobreviver ao estigma da “2ª temporada” sem deixar a peteca cair, constantemente aprimorando-se de um capítulo para o outro. Mas eu achei que iria gostar de The Bishop Revival bem mais do que eu gostei, já que o episódio veio para estabelecer algo que já estava muito bem arraigado: a família é importante para Walter. Assim, a plot com esta ameaça nazista surgiu como um pano de fundo para que a série novamente batesse na tecla desta proposta, tornando-se um filler tão dispensável quanto aquele que fora exibido fora de ordem pela FOX americana há algumas semanas. É uma pena que Fringe não quis inovar quando poderia muito bem fazê-lo, mas uma coisa é certa: eles têm muito crédito conosco e o episódio passou longe de ser ruim. Foi interessante e tenso com a trama do nazista e seu experimento para o “controle de raças”, apenas não tanto quanto eu esperava.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bhouseHouse (6×11: Remorse): House é o tipo da série que sabe muito bem quais elementos deve utilizar para criar uma boa história e eles o fazem introduzindo uma personagem capaz de deixar Greg naturalmente mais interessado por um caso do que o normal (pena que com menos frequência, ultimamente). E quando o bom doutor se importa, nós nos importamos, pois ele vai fazer de tudo para se aprofundar em cada célula do novo problema apresentado. Uma paciente psicopata que cospe na moral e nos bons costumes e ainda provoca o desejo de vingança na Thirteen? Ora, um win-win! É bom também quando um caso interfere diretamente na vida pessoal do médico, o que culminou na história do pedido de desculpas a um colega de faculdade que ele prejudicou com uma de suas peças, revelando um pouco mais do que se passa em sua perturbada cabeça. Ainda assim, House continua com uma temporada irregular e bastante aquém das anteriores. A cada novo capítulo eu fico na esperança de que a estrutura narrativa se altere para a que vimos no início deste 6º ano. Ah, e poderiam tirar o Foreman logo. Não está fazendo a menor falta.
Cotação Bruno Carvalho:

blifeunexLife UneXpected (1×02: Home Inspected): Eu dei mais uma chance a Life UneXpected para vocês não ficarem dizendo que eu abandono as séries no episódio piloto por má vontade. O segundo episódio deu o tom de como deve ser a série: um vai e volta sem fim e com algumas incoerências que já começaram a me incomodar. Vou dar um exemplo: Lux cria uma celeuma sobre como vai pra escola, apesar de sempre ter se virado e juntado não sei quantos mil dólares para morar sozinha. Ela acaba fazendo com que o pai dela vá de táxi com a turma de bêbados levá-la. Ora, tudo isso para que ela chegue na escola e saia escondida para ir pra “república” com o namorado e com os outros órfãos abandonados/descolados? Ah, gente, fala sério! Se ela queria sair escondida, porque não o fez logo? Ah, sim: porque o roteiro é fraco. A estrutura dos episódios também é bem pobrinha. Tudo está bem, aí criam novos problemas e no final fica tudo bem de novo, todos se abraçam, ela ganha um quarto com iPod, pôsteres bacanas e pronto. Andei dando uma olhada no episode guide e o próximo se chama Rent Uncollected, ou seja, a “ameaça” da vez deve ter algo a ver com a cobrança do aluguel. Isso já foi muito bem desenvolvido em Chaves. Não estou dizendo que Life UneXpected não tenha lá seus méritos, como ressaltei na resenha do piloto. Ela é agradável, divertidinha e possui alguns diálogos legaiszinhos. Mas é dispensável. Continuarei acompanhando em off e , se melhorar, ganha um Season Pass, fechado?
Cotação Bruno Carvalho:

Faltou comentar as comédias, eu sei. Vou deixar para o início da próxima semana. Aguardo seu comentário!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Big Love, Caprica, Friday Night Lights, Fringe, House Tags: , , , , , , , , , ,
26/01/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bbigloveBig Love (4×01: Free at Last): Se Bill Henrickson achava que seus problemas acabariam com a morte de Roman Grant, ele estava muito enganado. Até porque seria bom se ele só precisasse lidar com o velho profeta em vez de nadar no mar de percalços que ele mesmo consegue trazer para seus três lares. E se já não bastava a perseguição religiosa que sua família sofria, ele agora é o fundador de uma nova igreja, sócio de um novo empreendimento de alto risco e cúmplice de diversas contravenções penais, incluindo vilipêndio a cadáver. E o líder da comunidade, Alby e suas, digamos “indiscriçõs”? Quem diria, foi se envolver logo com o curador estadual dos bens da Juniper Creek. Ora, só eu achei isso coincidência demais? Espero que o roteiro nos surpreenda, pois do contrário a trama ficará muito conveniente. Tirando este pequeno problema, Big Love conseguiu retornar muito bem depois da apoteótica 3ª temporada e, embora ter iniciado o ano com um episódio ligeiramente atribulado, tenho certeza de que vem muita coisa sórdida e boa por aí.
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×08: The Toilet Bowl, 4×09: The Lights of Carrol Park): Estou um pouco atrasado com as resenhas de Friday Night Lights, mas pretendo ficar em dia até o final desta semana. The Toilet Bowl foi um episódio mediano, que em parte seguiu Tami e Julie numa cansativa trama sobre carreira, universidade, escolhas… Enfim, tudo aquilo que é clichê nas outras séries adolescentes e que não precisam ser repetidas aqui. Felizmente a narrativa deste drama não é construída em volta de apenas um núcleo e, por isso, acompanhamos as dificuldades da família Riggins e sua inevitável tendência à contravenção. Tim trabalhando no desmonte clandestino com seu irmão certamente não vai terminar bem. Já dando mais atenção ao futebol, The Lights of Carrol Park decidiu mostrar um pouco mais do lado abandonado de East Dillon e a preocupação do treinador Taylor em mudar o espírito da comunidade pobre da região, o que indireta e inevitavelmente afetará a moral de seu time. Curiosa a contradição entre os Riggins e os Taylors, entre o “dinheiro fácil” e a perseverança. Friday Night Lights ainda falou sobre índole, aborto e recomeço. E o melhor: sempre com muita propriedade.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1257

bgreysGrey’s Anatomy (6×11: Blink): Uau, onde está o Emmy de Sandra Oh? Eu me pergunto isso após grande parte dos episódios de Grey’s Anatomy, mas ainda mais depois deste. Não, não falo só pela explosão emocional de Christina Yang no final, quando ela disse no calor do momento que entregaria Owen de bandeja para a Dra. Altman em troca da permanência dela como mentora. Falo da brilhante construção de personagem que a atriz faz justamente para que momentos como este soem não apenas de forma crível, como até aceitável e esperado. Esse é o tipo de texto que nas mãos de uma atriz mais limitada (cof cof, Ellen Pompeo) não atingiria um décimo da intensidade almejada. Mas Blink também trouxe Addison de volta para dar uma consulta sobre a gravidez “filhinha” de Sloane, que escolheu-a quando pressionado por Lexie (e esta acabou indo pra cama com Karev). São escolhas feitas num piscar de olhos que têm o potencial de trazer mudanças definitivas. Ah, e como elas serão bem-vindas caso se concretizem, Shonda Rhimes! Eu sei que o episódio continuou em Private Practice, mas não acompanho a série. Tenho certeza de que Addison vai dar um jeito no bebê  e que as coisas tendem a esquentar na Califórnia… Quem assistiu conta aí embaixo como foi.
Cotação Bruno Carvalho:

blifeunexLife UneXpected (1×01: Pilot): Se por uma lado é bom que a CW apostou em um novo drama adolescente que sai do eixo LA/NY/high school/garotos riquinhos, por outro esta nova Life UneXpected já se apresenta como “docinha” demais e com uma premissa apenas razoável. Lux é uma garota de 15 anos que passou toda sua vida em lares adotivos até decidir se emancipar e, para isso, teve que ir atrás dos genitores que a entregaram por serem jovens demais à época. O pai, Nate, é um comerciante que nunca cresceu  e a mãe, Cate, é uma radialista que afasta todos à sua volta, inclusive seu noivo e colega de trabalho Ryan. O piloto todo se desenvolve no estilo “conto de fadas”. Lux, mesmo tendo sido abandonada, sofrido um problema cardíaco na infância e crescido com pais adotivos traficantes que não a querem, é estilosa, descolada e bem-humorada até demais a ponto de não apenas soar implausível, como às vezes irritante. Poxa, em certo momento ela ouve da mãe biológica que esta nunca cogitou ficar com ela e ainda solta um “não é culpa sua” momentos depois? Inconsistente. Porém, devo ressaltar que o episódio é, no geral, agradável de se assitir como um descompromissado filme de Sessão da Tarde e tem seus bons momentos (como pai e filha se emocionando com um vídeo no YouTube). O final, então, com toda a família reunida depois que Nate e Cate decidiram “ficar” com a filha não deixa praticamente nada pendente. E exatamente por isso, Life UneXpected poderia ter sido um bom filme estilo Juno, já que como série logo irá se esgotar, caindo no lugar-comum de praticamente todas as produções do gênero. CW, prove me wrong pra variar.
Cotação Bruno Carvalho:

Outras Cotações

Human Target (1×01: Pilot): Muita ação e pouco conteúdo resumem bem o novo drama da FOX estrelado por Mark Valley (Boston Legal, Fringe), ator que já surge sem conseguir convencer que será o “próximo herói da TV”. Os primeiros 40 minutos desta produção sem identidade me fizeram ter saudades de Alias, 24 e, especialmente, de Burn Notice. Não se apeguem, porque não vai durar.
Cotação Bruno Carvalho: starhalf

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Big Love, Friday Night Lights, Greys Anatomy, Human Target, Life UneXpected Tags: , , , , , , , ,
25/01/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
b2424 (8×01 a 8×04: Day 8 4:00 PM – 8:00 PM): Eu confesso que as duas primeiras horas desta 8ª temporada de 24 não me fizeram “entrar no clima”, por mais que eu estivesse empolgado com a volta de Jack Bauer. De fato, toda essa história de proteger o presidente bonzinho (até demais) do Oriente Médio, assim como Chloe O’Brien tendo que ouvir desaforos daquele povinho esquisito da CTU NY (e incluo a Starbuck nessa lista) me encheu. Foi somente quando o relógio marcou 6 da tarde que as coisas começaram a fluir, com a traição do irmão de Hassan (apesar de óbvia) e quase sucesso do plano terrorista logo de cara. Mas a melhor e mais surpreendente parte destas horas iniciais foi o retorno de Renee Walker e o quanto a mulher está pirada. Cortar a mão do informante russo? Ora, ela elevou o parâmetro da tortura para um nível que talvez nem Jack consiga atingir. Sim, concordo com a maioria das críticas que já li a respeito, de que 24 não conseguiu fugir do “mais do mesmo”. Até eu que vi todas as temporadas em um curto espaço de tempo já não consigo lembrar quantas ameaças nucleares, traições e presidentes de todos os tipos que já passaram pela tela. Pode ser que inovem, pode ser que não, mas eu já nem ligo mais. Começou divertido, mesmo se repetindo.
Cotação Bruno Carvalho:

bhouseHouse (6×10: The Down Low): House retornou de seu hiato com um episódio como preguiçoso. O caso da semana não empolgou nem de longe, com a história daquele traficante (que depois descobrimos ser policial) e que no final tinha uma doença incurável. Não entendi toda aquela “comoção” com a morte dele no terceiro ato, sendo que não houve tempo suficiente para desenvolvermos empatia com o sujeito, ainda mais depois que ele mandou seu “parceiro” no crime (mas que ficou ao seu lado nos piores momentos) para a emboscada. Isso sem contar em Foreman, que sobe cada vez mais no ranking de personagens insuportáveis de séries. Parte do episódio foi salva com as “aventuras paralelas de House e Wilson, vivendo altas trapalhadas para descolar aquela gata, numa verdadeira confusão“. É o melhor que conseguem fazer? Sério? Eu não queria concordar com os que dizem que House está se perdendo no caminho, mas está ficando difícil…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

comment1256

Fringe (FOX)Fringe (2×13: What Lies Below): Eu sou fascinado pelo universo de Fringe, não só pela ciência bizarra como também pelas personagens – o que em grande parte é fruto do excelente trabalho de interpretação de John Noble, Joshua Jackson e Anna Torv. Por isso, eu nem me importo quando a série ignora grande parte dos mistérios principais para trazer um episódio com um caso isolado, mas extremamente edificante. Em determinados momentos, parecia que estávamos vendo o desfecho de uma temporada de 24, com aquela ameaça biológica, Peter infectado, CDC on site e tudo mais. É ótimo também ver uma storyline potencialmente bombástica se construindo com cuidado e aos poucos. Falo, claro, do relacionamento entre Walter e Peter e da inevitável revelação sobre a “primeira” morte do garoto e todos os sacrifícios que seu velho fez para literalmente trazê-lo de outra dimensão. Eu aguento esperar para descobrir os mistérios sobre Massive Dynamic, William Bell, Nina Sharp e o padrão, desde que Fringe continue neste nível de excelência.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

30 Rock (4×09: Klaus and Greta, 4×10: Black Light Attack): Eu estava receoso com esta 4ª temporada de 30 Rock até ver o que a turma do TGS aprontou nesta estrondosa volta. Liz, Jack, Tracy, Jenna e Kenneth retornaram mais afiados e provando que a comédia ainda consegue se manter em alta, digna da constante atenção que continua recebendo nesta temporada de premiações. Em Klaus e Greta vimos a impecável sintonia entre Alec Baldwin e Jack McBrayer na visita à casa de Nancy , além de um show de roteiro com o cameo do ator James Franco como um maníaco sexual por travesseiros anime e seu acordo com Jenna para encobrir a situação! E embora as piadas de Tracy e suas epifanias após descobrir que será pai de uma filha em Black Light Attack tenham saturado, o episódio funcionou muito bem colocando Liz e Donaghy disputando a atenção do novo castmember. Um bom retorno, sem dúvida alguma.
Cotação Bruno Carvalho:

The Good Wife (CBS)The Good Wife (1×12: Painkiller): Dramaticamente menos intenso que o episódio anterior, este Painkiller conseguiu ainda assim manter a constância que The Good Wife vem mantendo desde a sua estreia. Esta semana os recursos do Stern, Lockhart & Gardner estavam focados na defesa de um hospital num suposto caso de negligência médica que culminou na morte por overdose de Vicodin de um proeminente quarterback. E mesmo contando com um inusitado desfecho – a pessoa negligente fora a própria mãe do garoto – a “ação” estava mesmo no caso Florrick e o jogo de gato e rato nos bastidores contra o promotor Childs. Achei bastante curioso também aquela babá/psicóloga contratada, que tinha um interesse muito perturbador sobre os filhos de Alicia (espero que o caso seja melhor desenvolvido). Funcionando como um bom filler do que está por vir, Painkiller atinge a metade desta temporada de estreia com um saldo positivo.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Outras Cotações:

The Deep End (1×01: Pilot): Uma série sobre advogados afetados que falam rápido e que não foi criada por David E. Kelley? Passo. The Deep End é um dos piores pilotos jurídicos que vi desde o da cancelada Raising the Bar. O texto é bagunçado, desinteressante e o drama é repleto de atuações mecânicas de um elenco inexpressivo. Esta série vai ser cancelada em 5, 4, 3…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Amanhã mais séries comentadas em série! Aguardo sua opinião!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, Fringe, House, The Deep End, The Good Wife Tags: , , , , , , , , ,
21/01/2010 - 00:01

How I Met Your… Big Bang Theory!

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Alerta de Spoiler - Brasil
bmotherHow I Met Your Mother (5×12: Girls vs. Suits): Sem dúvidas How I Met Your Mother comemorou seus 100 episódios em grande estilo! E não me refiro somente ao mega musical sobre ternos versus garotas protagonizado por Barney Stinson e pela turma, mas sim à importante e agradável participação da estonteante Rachel Bilson (The OC) como a amiga e colega de quarto da mãe dos filhos de Ted. E neste capítulo especial, pela primeira vez a série chegou ao mais próximo de sua derradeira revelação. Mas mais do que isso, o capítulo fluiu muito bem contanto histórias inteligentes e interessantes, que infelizmente estão cada vez mais escassas nesta comédia, tenho que ressaltar. Uma pena, ainda, que Bilson não tenha se revelado como a “prometida” de Ted como se esperava, pois seria muito bom vê-la neste papel! O mistério continua! De qualquer forma, espero que este excelente episódio não se torne a exceção da temporada ou fique apenas naquele “pé”.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1251

bteoryThe Big Bang Theory (3×12: The Psychic Vortex): A cada episódio de The Big Bang Theory eu fico com mais antipatia de Leonard. Sério. Não sei se é pela interpretação linear de Johnny Galecki ou se esta é a intenção dos criadores e roteiristas Chuck Lorre e Bill Prady. Enquanto todos os outros nerds, especialmente Sheldon, apresentam falhas de caráter que são compensadas pela autenticidade de suas personagens (tornando-os divertidos), o mesmo não acontece com Leonard e seu papel na trama não anda mais servindo nem como escada cômica. Pra piorar, isso acaba ainda enfraquecendo Penny, que tem que aguentar as mesquinharias irritantes dele. Me lembra às vezes o Ross de Friends e sua mania de querer sempre ser o “certo”, mas só que Leonard é chato. Torço para o fim deste casal insosso, cujas storylines parecem ter se esgotado. Por fim, mais uma vez o episódio precisou ser salvo por Sheldon e sua já característica falta de tato com o sexo oposto. A cena em que ele literalmente deixa uma garota excitada em sua própria cama e vai dormir no quarto ao lado chegou a ser inexplicável de tão absurda (e hilária)! Afinal, será que o “nerd mor” vai um dia arrumar uma namorada?
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Amanhã Na próxima semana, a volta da Semana em Série em edição dupla e com as estrelas (atendendo a pedidos)!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , ,
22/12/2009 - 03:21

A Última ‘Semana em Série’ de 2009 no Ar!

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Alerta de Spoiler - Brasil
O ano chegou ao fim, assim como a nossa cobertura semanal do Fall Season! Seguem os comentários dos últimos episódios de 2009 e agora é só começar a contagem regressiva para o Mid Season 2010! Agradeço sua visita e, por que não, o seu comentário! Bora?

bfringeFringe (2×10: Grey Matters): Como era esperado, Fringe encerra a primeira parte desta temporada com um episódio não menos do que espetacular, cujo protagonista foi justamente o enigmático cérebro do Dr. Walter Bishop. Sórdido? Isso é pouco para este drama, já que descobrimos que para preservar o segredo da construção do portal dimensional, o velho doutor teve pedaços de sua massa encefálica cirurgicamente retirados e preservados na cabeça de terceiros. E como peças de quebra-cabeça, as partes do cérebro de Bishop quando juntas começaram a formar uma imagem mais clara não só do que está por vir, como também do que acontecera com sua própria sanidade. O clima de tensão, o sequestro e a quase morte de uma das personagens mais queridas da TV foram apenas um plus neste capítulo rico e carregado da mitologia da série. E justo quando pensávamos que não podemos mais ser surpreendidos, William Bell faz mais uma de suas incríveis aparições para dar mais um giro de 180º na trama. Fall finale perfeito para uma série que só cresce!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bmotherHow I Met Your Mother (5×10: The Window; 5×11: Last Cigarette): Antes inteligentes, oportunos e divertidos, os episódios com contos isolados de How I Met Your Mother ultimamente vêm chovendo no molhado. Estes dois últimos foram ótimos exemplos disso: o primeiro com um caso bobo da “janela de oportunidade” para Ted conquistar uma garota (num total desperdício da linda atriz Joanna Garcia) e o outro com a desnecessária e repetitiva historinha do “último cigarro”, numa piada que, mais uma vez, se estendeu por tempo demais até o ponto de ficar insuportável. Já está na hora da comédia engatar em mais um arco episódico e, quem sabe, começar a falar pra valer sobre a “mãe” de forma mais direta sem ser sobre o tal guarda-chuva que passa ou a classe que ela frequenta… Quero muito ver esta série terminar enquanto ainda é capaz de despertar nosso interesse e simpatia.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×10: The Gorilla Experiment; 3×11: The Maternal Congruence): Estes dois excelentes episódios de The Big Bang Theory provaram que a série não precisa de nada mirabolante para funcionar. No primeiro, apenas a interação Sheldon + Penny foi suficiente para render ótimos momentos explorando um novo tipo de relacionamento entre os dois: professor e aluna. E mesmo como a constante da “burrilda” da turma, Penny está se integrando melhor (graças ao roteiro, claro) deixando de lado as simples “caras e bocas”, participando de forma mais ativa e orgânica nas histórias. A atriz Kaley Cuoco, inclusive, vem dando um show de interpretação ao lado de Jim Parsons e Simon Helberg, demonstrando crescimento. Mas o melhor, claro, foi a volta de Christine Baranski (de The Good Wife) no infame e genial papel de Beverly, a mãe de Leonard. Pena que não renderam mais aquele beijio entre ela e Sheldon…
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×10: Lifeguard): O que motiva as diversas ações dos seres humanos, ainda mais quando estes estão agindo em nome do Estado? Foi esta a pergunta que o episódio Lifeguard propôs ao retratar o caso de um juiz que supostamente sentenciava utilizando-se da seleção racial, impondo penas mais severas a adolescentes contraventores negros. E mesmo com todos os indícios apontando para esta inevitável conclusão, foi o arrogante associado Cary Agos que conseguiu olhar além das evidências óbvias para achar a verdadeira motivação do comportamento do magistrado: dinheiro. Acertadamente, a série também desvencilhou-se do “investigativo” para apresentar, ainda, um subtexto sobre os bastidores obscuros e nada amigáveis que envolvem a indicação de juízes de condado nos EUA. MVP para Christine Baranski que vem provando ser uma atriz versátil e com recursos, seja vivendo papeis cômicos e descolados (como o de The Big Bang Theory que mencionei acima), e aqui como a sênior e justa sócia Diane. The Good Wife encerra o fall como uma positiva surpresa nesta fraca temporada de boas novidades.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×10: Dogtown; 3×11: Comings & Goings, 3×12: Mia Culpa): É uma pena que a 3ª temporada de Californication se desenvolveu num ritmo tão bom apenas até chegar no episódio The Apartment, quando Hank foi confrontado por todas as “suas” mulheres. De lá para o finale, a comédia perdeu o foco, entrou em storylines caídas como a Charlie e Marcy (ignorando completamente a ótima Kathleen Turner), além dessa da família Moody se mudar pra NY, que nunca convenceu (afinal, a série não se chama “NYnication“). Pior de tudo é a enrolação com episódios vazios para que, apenas no último, a personagem Mia retornar colocando tudo de pernas pro ar. Realmente o capítulo Mia Culpa foi intenso e atípico, mas por que esperar tanto para que a história da a verdade sobre o livro plagiado na 1ª temporada emergisse? Foi uma jogada preguiçosa e arriscada dos roteiristas, pois em nenhum momento a série caminhava para esse desfecho. Os laços de Hank com sua família estão por um fio e o futuro é imprevisível. Um bom final, sem dúvidas, mas para uma mediana temporada.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bhouseHouse (6×09: Wilson): Este último episódio de House do ano funcionou mais como um curioso exercício narrativo do que como um capítulo verdadeiramente essencial para a trama. Focada completamente em Wilson e no ponto de vista desta querida personagem, a série contou uma história sensível sobre o envolvimento visceral que o profissional tem com seus pacientes, quase como um “anti-House”. Interessante, inclusive, foi testemunharmos que a equipe do infectologista parece ainda mais louca se observada fora de um contexto, seja quando Foreman, Taub e Chase passam correndo com um paciente após um diagnóstico errado ou quando House inexplicavelmente aparece completamente ensopado (e não estava “chovendo no corredor”). Ainda assim, o episódio Wilson quis comover de forma forçada e inorgânica com aquele transplante no terceiro ato. Sim, tudo bem que Wilson é um altruísta por natureza, mas talvez eles poderiam ter inserido este grande gesto sob um prisma diferente e em um momento mais importante para esta (ótima) série.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bofficeThe Office (6×11: Scott’s Tots; 6×12: Secret Santa): Eu sempre me impressiono com a capacidade que The Office tem de manter não apenas sua qualidade e a sua essência sem jamais se desgastar. Scott’s Tots trouxe à baila a promessa que Michael fez de forma absurdamente impensada e impulsiva a um grupo de crianças há 10 anos. Imaginando seu futuro como um importante executivo (e não como um gerente da filial de uma empresa à beira da falência), ele garantiu custear o ensino superior de uma turma inteira e agora teve que literalmente dar a cara à tapa e contar a verdade. Impagável vê-lo, ainda, tentar compensar a falta distribuindo baterias econômicas para notebook! Já Secret Santa veio como um dos melhores especiais de natal da série, trazendo um excelente desfecho para os 12 primeiros episódios da temporada, com direito a um festival de piadas politicamente incorretas (a maioria envolvendo religião) e muita vergonha alheia como só esta série sabe fazer. The Office pode facilmente durar mais de 10 temporadas com uma equipe tão talentosa como esta!
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×10: A561984): Eu estou muito surpreso com FlashForward. Surpreso ao constatar como uma grande equipe de roteiristas e produtores conseguiu estragar uma série com uma premissa tão interessante em apenas dez episódios. Ora, até o mago do “tiro no pé” Tim Kring (Heroes) levou mais tempo que isso. A561984 foi risível, a começar por aquela entrevista coletiva “esclarecendo” o apagão global cuja execução denotou claramente a falta de refinamento do texto e conseguiu remover o (pouco de) mistério que ainda circundava a (não mais) enigmática organização. Mas eles conseguiram ir além no quesito “fundo do poço”: os agentes Mark e Dimitri, no meio de toda essa confusão, largaram a investigação e voaram para Hong Kong portando apenas uma gravação de voz, para cuidar de um assunto extremamente pessoal (o assassinato deste último). E como bem apontou a colunista Claudia Croitor, em 10 minutos em uma das maiores megalópoles do mundo eles acharam a tal responsável pela ligação. Também tivemos o incompreensível caso da mulher de Dimitri que, de um episódio pro outro, descobre que estava no velório de seu marido e não em seu próprio casamento. Chamar isso de barra forçada é pouco. Se eu continuar a enumerar tudo que está errado em FlashForward, a resenha não terá fim, tamanhos os furos na peneira destes roteiristas. Eu posso dizer, contudo, o que está certo na série: pararem a produção para tentar salvar este naufrágio criativo, se der tempo. Eles têm até Março, quando o canal retornará com inéditos.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgleeGlee (1×13: Sectionals): Até que enfim, não? Em seu fall finale, Glee nos lembrou novamente a que veio com um capítulo empolgante, justamente porque focou no campeonato musical em vez de gastar linhas com bobagens, como vinha reiteradamente fazendo. Além disso, os arcos que estavam se arrastando tiveram boas conclusões, como a descoberta do verdadeiro pai do bebê de Quinn, o fim do relacionamento-incógnita de Emma com o professor de educação física e o início pra valer do romance entre esta e o Sr. Schuester, apesar dos clichês. Mas o destaque de Sectionals foi mesmo a música e os números bem produzidos e ensaiados que, no final, acabam compensando os problemas narrativos que a série tem. O destaque, claro, ficou com Lea Michelle e seu talento musical, apesar da dublagem e excessiva pós-produção de voz (que continuo achando desnecessárias). Glee, pelo visto, não passará de uma boa comédia musical com seus momentos catárticos e um texto linear (longe de ser medíocre, mas igualmente longe de ser genial). Às vezes isso é o suficiente para garantir uma prazerosa diversão, não é mesmo? A série cumpriu o que propôs, mas infelizmente só volta no dia 13 de Abril nos EUA.
Cotação Bruno Carvalho:

30 Rock (4×06: Sun Tea, 4×07: Dealbreakers Talk Show #0001, 4×08: Secret Santa): Essa review tríplice de 30 Rock me despertou para um fato: a comédia não está conseguindo me empolgar e eu simplesmente esqueci de comentá-la na última Semana em Série. Sun Tea foi um episódio atribulado, com várias tramas paralelas que, no final, não funcionaram, especialmente a do tal chá de Frank. Os momentos geniais, claro, estão presentes, como a sitcom no sonho de Tracy e a das imagens em HD, mas cada vez mais escassos. E se a participação de Al Gore foi legal em Greenzo, ela foi completamente sem graça agora, repetindo a mesma piada (ainda que assumidamente). Mas meu problema maior foi com o talk-show de Liz Lemmon, que poderia ter rendido um belo arco nesta temporada e foi extremamente sub-aproveitado, tal qual ocorreu com a ponta que a atriz Julianne Moore fez como interesse romântico de Donaghy. A cada semana 30 Rock está atirando para todos os lados e, pior, sem precisar disso. Pelo menos Kenneth conseguiu salvar o dia com seu “amigo secreto” e a vingança divina. Tina Fey já esteve em dias melhores…
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×06: Stay, 4×07: In the Bag): Não é possível que uma série apresente episódios de qualidade tão alta como Friday Night Lights e seja completamente ignorada pelas premiações do ramo. Mesmo após chegar ao ápice dramático com o excelente The Son, o drama desenvolvido para a TV por Peter Berg tem a audácia (não achei palavra melhor) de se superar. Stay encerrou com honras a jornada de Matt Saracen na série, novamente me lembrando dos emocionantes momentos de Six Feet Under. Poxa, o que foi aquele final com o carro rumo ao horizonte ao som de Bob Dylan? E o mais fantástico é que mesmo dando adeus a uma grande personagem e a um grande intérprete, as outras tramas não deixam nada a desejar e continuam sendo muito bem construídas, seja com Tami Taylor na escola, com os desafios de Eric nos Lions ou retratando as dificuldades dos que foram “deixados para trás” como Landry e Julie. Todos são importantes em Friday Night Lights e praticamente não existe a figura do “escada”. Em In the Bagfoi a vez de Tim Riggins iniciar de vez o seu arco e sua ascensão na série será (ainda mais) notável. Tenho absoluta certeza disso.
Cotação Bruno Carvalho:

Foi muito bom ter vocês aqui acompanhando as resenhas semanalmente! Os comentários voltarão após a primeira semana de estreias do Mid Season. Fique de olho em nosso calendário pra saber quando a sua produção favorita vai retornar! Hasta luego!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Californication, FlashForward, Friday Night Lights, Fringe, Glee, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife, The Office Tags: , ,
09/12/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bfringeFringe (2×09: Snakehead): Mesmo adotando uma sequência de episódios sempre inconsistente com relação ao tema e ao nível de aprofundamento na história central da série, Fringe mantém constante a qualidade de seus episódios. Snakehead, apesar de não avançar com mais um caso isolado, conseguiu estreitar ainda mais os laços que unem Peter Bishop e Walter. A despeito das criaturas nojentas e das mortes, o capítulo trouxe à baila o que acredito ser o cerne da série: o relacionamento entre pai e filho, que cresce cada vez mais à medida em que Peter vai percebendo os sacrifícios de vida que seu velho fez e este sempre surpreendendo com seus momentos de pura humanidade e lucidez. Não tenho dúvidas que é exatamente esta storyline que vem se desenvolvendo muitas vezes de forma despercebida que vai ter uma importância fundamental nesta crescente e excelente segunda temporada.
Cotação Bruno Carvalho:

bdexterDexter (4×10: Lost Boys): Estavam todos errados. Lundy, Debra, Dexter e todos aqueles que acreditavam que Trinity – apelido que agora perde todo o sentido – matava em ciclos de três. Não, o ritual de morte do sinistro Arthur Mitchell começa com um inocente garoto, tão perdido como o próprio assassino esteve em sua infância, já que tenta desesperadamente revivê-la através de projeções. O pior: quando seu obscuro objetivo é atingido, o cara ainda chega ao cúmulo de cimentar as crianças mortas nas próprias casas que constrói para a ONG que fomenta. Pra aumentar mais ainda o estrago, a repórter Christine, filha do monstro, emerge como a responsável pela morte de Lundy, tudo para acobertar as ondas de matança do pai. E o diálogo que se passa em um estacionamento mostra o quão doentios ambos são. Mas é claro que neste episódio o confronto entre os dois algozes no terceiro ato se destacou, intensificando ainda mais o senso de urgência da série, que já ultrapassou o nível do insustentável. Mas o que mais me deixou tenso em todo episódio foi a cena final com Dexter e Rita calmos no sofá. Ele não pode relaxar numa hora destas e muito menos subestimar Arthur… Esta reta final vai ser turbulenta…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

comment1199

bgleeGlee (1×12: Mattress): Glee diverte, sem dúvida alguma, mas com 12 episódios exibidos a comédia ainda está longe de ser “genial” ou “espetacular” como muitos a pintam. Seus episódios seguem basicamente a mesma fórmula até agora: a cada semana o Glee Club é “ameaçado” de ser encerrado por alguma coisa ou alguém e assim a série vai caminhando. Esta semana foi o Sr. Schuester que quase pôs tudo a perder, pois tacitamente aceitou um colchão como cachê por uma performance comercial que os garotos fizeram para uma loja local, o que é proibido. Ora, mesmo sabendo que inevitavelmente os cantores vão chegar até o campeonato, a série insiste nestas historinhas batidas em vez de desenvolver melhor, por exemplo, o romance entre Will e Emma, agora que ele descobriu que sua esposa vinha mentindo sobre a gravidez. Nesta semana nem os números musicais salvaram, já que logo no início a performance de Smile por Rachel nivelou bem por baixo com aquela dublagem exagerada e fora de sincronia. Glee precisa empolgar com números apoteóticos para se destacar, ainda mais quando o restante da série não ajuda. Enfim, Sectionals vem aí e tomara que engrenando de vez na competição estes problemas passem despercebidos.
Cotação Bruno Carvalho: starhalf

bfnlFriday Night Lights (4×05: The Son): Eu tenho certeza que vão me faltar palavras para descrever este maravilhoso episódio de Friday Night Lights e a emocionante história de Matt Saracen, o garoto que desde pequeno sofreu uma carga brutal de responsabilidades e que nunca teve sequer a oportunidade de viver fora de sua triste realidade. Magnifíca a construção de personagem que o talentosíssimo ator Zach Gilford trouxe desde a primeira temporada, empregando sempre uma expressão sempre contida ao garoto, justamente retratando o comportamento que o mundo sempre exigiu dele. Incompreendido por praticamente todos à sua volta, talvez apenas reconhecido por Eric Taylor, Saracen viveu às sombras da ausência do pai e nunca teve a oportunidade de confrontá-lo, tendo em vista a precoce morte do sujeito na guerra. The Son foi o episódio mais carregado de emoções de toda a série, mais até do que quando os Panthers ganharam o campeonato. Em alguns momentos eu pensei estar assistindo um capítulo inédito e nunca exibido de Six Feet Under, tamanha a sensibilidade e qualidade do roteiro e das interpretações em tela. É hora de começarmos a nos despedir do herói do estadual, já que assim como aconteceu com Jason Street, sua história também chegou ao fim. Fecha-se, com certeza, um grande arco na história, abrindo possibilidades para nos emocionarmos com inúmeras outras, como sempre aconteceu com este espetacular drama.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter, Friday Night Lights, Fringe, Glee Tags: , ,
03/12/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×09: Hungry Man): Pronto. Os laços entre Dexter e Trinity se estreitaram a um ponto crítico e sem volta. Cada vez mais surpreso com o velho assassino, o sagaz analista sanqguíneo tratou logo de infiltrar-se mais uma vez no terreno do inimigo, bem no feriado de Ação de Graças. E esta “boa ação” dele de proteger o filho do tríplice matador respingou consequências nas duas famílias. Está claro que Dexter utilizou a defesa do primogênito como uma desculpa e a revelação de sua verdadeira face vai lhe causar sérios danos. Contudo, o que mais despertou minha curiosidade foi a reação de Trinity, que imediatamente largou a fachada que oprimia sua família e deu pra ver nitidamente o rosto de uma criança terrivelmente amedrontada. Na delegacia Debra descobriu uma importante pista com relação ao homicídio de Lundy que certamente deve estar ligada àquele inesperado parentesco. Teria o velho louco coagido sua filha mais velha para protegê-lo? Estaria explicado o súbito interesse da repórter em Quinn, Debra e no precinto de LaGuerta? Perguntas, perguntas e mais perguntas que vão ecoar em nossas cabeças. Por enquanto apenas dá pra saber com certeza que este foi mais um episódio fenomenal de Dexter!
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×04: A Sort of Homecoming): Em mais um excelente e emocionante episódio de Friday Night Lights nós tivemos uma noção ainda maior da dimensão do desafio que o treinador Eric Taylor tem pela frente. Quando ele assumiu os Panthers, por mais em baixa que o time estava, já existiam os apoiadores, o culto à camisa e a noção verdadeira de time. Com os Lions, até mesmo pagar os uniformes do próprio bolso ele precisou, já que a esquecida Dillon do Leste não está nem aí para o time que prosperou pela última vez há mais de duas décadas. Comovente, ainda, foi a atitude do líder de dar dinheiro do próprio bolso para a vaquinha que organizara pelas ruas do decadente distrito municipal. É um trabalho louvável, desgastante e que tem grandes chances de não ser reconhecido por ninguém. Parte do episódio também deu atenção à Matt Saracen, o underdog da primeira temporada que em breve deve se despedir da série, ainda mais com a morte de seu pai na guerra. Mesmo aquém dos capítulos anteriores, Friday Night Lights continua como um drama adolescente que opera num nível próprio e único, sempre se mostrando promissora.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

comment1193

bmotherHow I Met Your Mother (5×08: The Playbook; 5×09: Slapsgiving 2: Revenge of the Slap): A maioria dos episódios de How I Met Your Mother precisam ser encarados como uma crônica narrada pelo Ted do futuro em vez de uma mera descrição de fatos que aconteceram no passado. Esse é o ponto de partida para não condenarmos The Playbook, capítulo que foi sim exagerado demais em alguns momentos, mas extremamente divertido ao percorrer as diversas e absurdas “cantadas” que Barney Stinson acumulou ao longo dos anos de solteiro. Inverossímil, mas muito bem sacado. Pena que não posso dizer o mesmo de Slapsgiving 2 que ficou na parte “mala” dos episódios de Ação de Graças desse ano, com a desinteressante história do relacionamento de Lilly com seu pai que empalideceu o tão aguardado 4º tapa de Marshall. No fim ficou a impressão de que foi feito “muito barulho por pouco”. Essa era uma situação “legendária” que merecia ter sido muito melhor aproveitada pelo roteiro. É uma pena quando esta ótima comédia começa a ficar inconstante.
Cotação Bruno Carvalho:

bteoryThe Big Bang Theory (3×08: The Adhesive Duck Deficiency; 3×09: The Vengeance Formulation): Esta comédia é sempre divertida? É. Usa e abusa da mesma fórmula que a tornou um sucesso? Sem dúvidas. Aos poucos começo a perceber em The Big Bang Theory certa estagnação das personagens, algo que já é característico dos produtores e roteiristas Chuck Lorre e Bill Prady, responsáveis pela também constante Two and a Half Men. Na terceira temporada os pontuais sinais de desgaste começam a aparecer à medida em que as piadas e sacadas geniais vão ficando cada vez mais espaçadas. Estes dois últimos episódios foram bons, claro, mas ao final de cada um deles não fica uma vontade incontrolável de ver o próximo, pois mesmo sabendo que vem algo decente, seus episódios não fecham com cliffhangers instigantes. Depois que Sheldon fez sua vingança que acabou envolvendo a alta cúpula da universidade, seu emprego ficou ameaçado? Alguma consequência foi vislumbrada? Não. O episódio encerrou-se em si, ainda que facilmente poderiam ter encaixado algo ali para despertar no público um gostinho de “quero que venha o próximo logo”. Acredito que falta isso nesta série.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Fecharei a semana com os comentários dos últimos V do ano, amanhã (vai ficar pra semana que vem, apagão em BH)!  Por enquanto, aguardo o seu comentário, como de costume!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Dexter, Friday Night Lights, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , ,
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