A Semana em Série
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Grey’s Anatomy (6×14: Valentine’s Day Massacre; 6×15: The Time Warp): Há semanas Grey’s Anatomy vem numa agradável constância de ótimos episódios, que continuou com Valentine’s Day Massacre. O capítulo voltou a focar no relacionamento de Grey e Derek em boa hora, colocando a moça na difícil posição de questionar seu papel como cirurgiã para estar ao lado do marido em uma ocasião política. Mas foi através de um caso médico que ela viu o quanto estava ficando igual sua mãe e finalmente passou a aceitar as escolhas que fez, o que permitiu um raro crescimento da personagem. Mas foi Time Warp a pièce de resistance desta temporada – um capítulo atípico que voltou em diversas épocas do Seatle Grace Hospital com um singelo e particular olhar nos momentos que definiram o rumo e o caráter de importantes figuras como Torres e, especialmente Miranda Bailey. Quem diria que a “Nazi” chegou quietinha e de forma quase imperceptível? Submissa a uma péssima e imponente residente, ela cavou seu lugar ao sol e aprendeu na marra a se postar e a literalmente gritar para que seu inigualável talento seja ouvido. Gostei também do flashback do Chief (tirando as perucas horríveis que arrumaram, inclusive a do Joe do bar) que o tornou menos antipático. Impecável a atuação de Sarah Paulson como a lendária Ellis Grey, que certamente construiu a personagem em cima da atuação de Kate Burton. Espero ver mais episódios assim em Grey’s Anatomy. Agora, só um detalhe bem off: quem estava cuidando do sempre agitado hospital e das cirurgias com TODO MUNDO na palestra, hein?
Cotação Bruno Carvalho: 




The Good Wife (1×14: Hi): Em 14 episódios é notória e admirável a evolução de The Good Wife. Como poucas séries procedimentais atuais, este drama consegue dosar de forma perfeita os casos isolados com a história principal sem deixar uma prejudicar a outra. Em Hi o escritório precisou entrar num verdadeiro lockdown para cuidarem de um caso em que um importante casal era o principal suspeito do homicídio de uma babá, o que foi perfeito para Alicia, poupada de ter que testemunhar os golpes baixos de Childs no caso de Peter Florrick. Eu apenas não gosto muito quando The Good Wife vira uma série de detetives através das descobertas de Kalinda, pois prefiro ver os casos sendo resolvidos em sessão na corte do através de investigações nas ruas, pois permite que o bom roteiro seja apreciado em sua melhor forma. Enfim, Peter conseguiu o que queria e aguardará seu novo julgamento em prisão domiciliar e já não posso mais esperar pra ver como será a dinâmica entre a boa esposa e o mau marido sem os vidros, as grades e as paredes da prisão.
Cotação Bruno Carvalho: 



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House (6×13: 5 to 9) Eu já disse aqui que quando a equipe por trás de House quer fazer um episódio realmente bom eles fazem. Com a qualidade do elenco que têm e com as ótimas personagens que criaram, não precisam gastar meses pesquisando complexos casos médicos para serem resolvidos (como acontece). Isso nós já vimos e revimos aos montes. Nesta 6ª temporada os melhores capítulos foram aqueles que direcionaram suas atenções em House (Broken), Wilson (Wilson) e agora em Cuddy neste excelente 5 to 9. Quem vê a diretora do hospital dando suas costumeiras broncas em House jamais poderia imaginar como cada dia para ela é uma verdadeira batalha que precisa ser vencida, desde o momento em que acorda às 5 da manhã para cuidar da filha até a hora em que finalmente consegue deixar o trabalho, exausta, às 9 da noite. O roteiro foi sensível e inteligente o bastante para não martirizá-la apenas por ser uma working mom. Ao mesmo tempo intenso e agitado, o episódio revelou ainda a quantidade de pequenos e grandes desafios administrativos que a médica enfrenta em sua pesada rotina, justificando ainda aquele aliviador grito de “yes” ao final de mais um dia de trabalho. Talvez House daria um descanso pra ela se assistisse este excelente 5 to 9.
Cotação Bruno Carvalho: 




24 (8×07: Day 8 10:00 PM – 11:00 PM; 8×08: Day 8 11:00 – 12:00 AM): A estrutura narrativa de 24 sempre foi uma faca de dois gumes para a série, mas a fascinação pelo nível técnico do “tempo real” e do imediatismo das tramas foi dando lugar, ao longo de oito temporadas, para o esgotamento de histórias e das formas com que a série pode nos surpreender. Hoje os intermináveis minutos são os maiores vilões de Jack Bauer e todo espectador consegue enxergar que o drama não segue com o mesmo pique de seu início. Estas duas últimas horas continuaram no “lenga-lenga” que tomou conta deste 8º dia, a ponto dos capítulos serem amorfos e sem identidade. O que aconteceu desde as 11h da noite foi tão irrelevante que qualquer outra produção não gastaria mais do que alguns instantes em tela revelando tais acontecimentos para nós. 24, por ser 24, teve que gastar dois episódios inteiros. Jack nadou, nadou e morreu na praia, pois a grande “reviravolta” deste primeiro terço da temporada virou um tremendo anti-clímax. O “Sr. Sark” sequestrou os nukes de seu próprio pai? Oh, não! E agora? Agora é torcer pra que a temporada engrene, que não percam mais tempo com a historinha cada vez mais atrapalhada da “Starbuck” na CTU ou até mesmo que explodam logo as cargas. Alguma coisa precisa acontecer de verdade pra agitar esta série.
Cotação Bruno Carvalho: 
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Damages (3×03: Flight’s at 11:08; 3×04: Don’t Throw That at the Chicken): Pra uma coisa o episódio Flight’s at 11:08 serviu: estabelecer de uma vez por todas que Damages não se desenvolve bem sem seus já característicos saltos temporais, flashbacks e flashforwards. Passando-se no ínterim de apenas uma noite, raramente vi tamanha perda de tempo na história da série apenas para trazer à tona o caso do vôo de Danielle Marquetti. Felizmente este “experimento” dos produtores não foi pra frente no incrível Don’t Throw That at the Chicken, que trouxe momentos explosivos como a decisão ultimada do patricarca da família Tobin sendo interceptada por seu filho Joe, que por sua vez emergiu definitivamente como o vilão da temporada. Isso fora o crescimento cada vez mais interessante do Tio Lenny na trama e o gradual envolvimento de Ellen e Shayes em toda essa lambança. Agora, quem é que não estava completamente simpatizado por Patty na delegacia perante a perda do amigo e não deu um pulo naqueles milésimos finais? Damages recupera o seu primor neste 4º capítulo com este soco no estômago pra acordar o espectador. Fenomenal!
Cotação Bruno Carvalho: 



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Na próxima semana falarei dos pendentes de Big Love e Friday Night Lights! As comédias deram uma pausa nos EUA e retomarei os comentários assim que novos episódios forem exibidos lá, já que estou comentando-os de 2 em 2. Aguardo seu comentário!


