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13/01/2009 - 00:01

Primeiras Impressões: Supernatural

Conforme eu prometi pra vocês no ano novo, conferi os primeiros episódios da série Supernatural, que muitos pedem para que eu comente aqui no blog. A primeira impressão que tive do drama dos irmãos Winchester foi até boa, pois apesar do piloto esquemático e da aparente arbitrariedade das situações apresentadas, a série no geral conseguiu criar em seu episódio inicial uma interessante aura de suspense e mistério que só vai aumentando com o passar do tempo. Isso vai ficando evidente à medida que Sam e Dean buscam pelo próprio pai que está supostamente desaparecido, mas ainda ativo na “caça ao mal” nos interiores dos EUA, num clima interessante que me lembrou um pouco de Os Goonies. Gostei muito do caso do Wendingo no segundo episódio, que foi bastante tenso com as criaturas que se alimentavam de gente e, mais tarde, descobrimos serem antigos humanos canibais que sofreram uma mutação.

Supernatural Pilot

Contudo, notei que, recorridamente, todo o mistério construído no início de cada episódio é subitamente substituído por um desfecho simplório e deveras afetado com a exagerada utilização de efeitos especiais de segunda linha, que lembraram muito os vistos na série-trash Charmed. Enquanto dá pra levar o drama a sério na primeira metade de seus capítulos, ele logo se torna uma versão caricata de si mesmo na segunda parte, revelando de forma escancarada o que estava apenas sugerindo (até então de forma brilhante), como acontecia, por exemplo, nos primeiros filmes de M. Night Shymalan. Aqui a aparição de um fantasma, um demônio ou até de uma criatura corpórea no final acaba atingindo um objetivo diametralmente oposto do almejado, de forma até mesmo risível. Este, por exemplo, é um erro que séries como The X-Files ou Fringe evitaram cometer e que inevitavelmente roubam a legitimidade de Superatural, tornando a série previsível e (perdoem os fãs) boba.

Muitos leitores me disseram pelo Twitter que a série realmente melhora a partir da 3ª temporada, atingindo o seu ápice no 4º ano, que atualmente está em exibição, com a inclusão de tramas em arcos. Não obstante, esta foi a primeira impressão que tive do drama e sei que posso estar errado. Também odiei o início de True Blood e hoje sou fã incondicional da série. Só não sei se dou conta de aguentar temporadas inteiras  com tudo isso que narrei pra ver Supernatural começar a melhorar… Aguardo argumentos dos fãs incondicionais da série (que são muitos) para me convencer a dar uma chance e também dos que se tornaram “incrédulos” com a saga dos Winchester, confirmando ou complementando a minha impressão. Alguém?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Supernatural Tags: , , ,
12/09/2007 - 11:11

Primeiras Impressões: Lipstick Jungle

Utilizando uma obra de Candance Bushnell, a mesma autora do livro Sex and the City, chega em breve aos lares americanos mais uma desastrosa tentativa de reviver a antológica série protagonizada por Sarah Jessica Parker. Lipstick Jungle apenas mostra a vida de três executivas bem sucedidas na busca pelo “amor perfeito” (mais clichê, impossível) enquanto lutam para sobreviverem na concorrida cidade grande. O piloto já falha ao tentar estabelecer sua premissa básica, que inclusive remete ao título da série: a idéia da tal “selva do batom” somente é estabelecida no final do episódio (com um bom cliffhanger, diga-se de passagem). Porém, os primeiros 40 minutos foram uma perfeita “encheção de lingüiça”, lembrando demais a cancelada (e igualmente vazia) Six Degrees.

Quanto às mulheres: Victory (critativos, não?) é uma designer de moda espirituosa, Wendy é uma “executiva do cinema” frustrada no casamento e Nico é uma importante e reclusa editora de moda. Parecem todos aqueles filmes de Kate Hudson, Jennifer Lopez e Meg Ryan juntos, mas focando somente na parte sentimentalóide e sem graça. É uma pena que a TV em Hollywood também adora “requentar” sucessos, na esperança de um retorno financeiro fácil e rápido. Veredicto LiGado em Série: Cansativo e pouco inspirado, Lipstick Jungle é um retrocesso desnecessário para o canal NBC e nem a ótima Brooke Shields vai conseguir salvar este drama do cancelamento precoce, caso o piloto não seja severamente readaptado. Como dizia Simon Cowell, “falta o fator IT” para essa série. Off we go…

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Lipstick Jungle Tags: , ,
30/08/2007 - 11:28

Primeiras Impressões: Reaper

A nova aposta do canal CW pode ser descrita como uma mistura de Dead Like Me com o filme Little Nikki, Um Diabo Diferente. Na história conhecemos Sam (Brett Harrison, de Grounded for Life), um jovem que aos 21 anos de idade descobriu que seus pais venderam sua alma ao diabo quando ele nasceu! Por isso, ele agora se vê obrigado a coletar almas para o “belzebu” utilizando métodos bastante peculiares (o portal do Inferno na Terra, por exemplo, é um filial do Detran). Divertido e surreal ao extremo, o piloto ainda traz uma abordagem muito interessante: o Diabo (interpretado com maestria por Ray Wise, de 24) só é mau para aqueles que são maus e é dever dele manter as almas penadas confinadas no fogo da eternidade.

Porém, não espere ver muita coerência na trama: as tais “almas penadas” aparentam humanas e interagem sem restrições com o “mundo físico” e muita coisa acontece sem um critério pré-estabelecido, dando a entender que as “regras do jogo” podem mudar sem aviso, da mesma forma que acontece com a igualmente fantasiosa Pushing Daisies. Esse é, infelizmente, um elemento que pode afastar a audiência a médio prazo, por não criar um vínculo lógico da mitologia da série com o espectador, algo que deve ser alcançado por uma produção do tipo para garantir o sucesso por mais de uma temporada. Veredicto LiGado em Série: Se conseguirem manter a aura “hype” do piloto por mais tempo, Reaper pode virar um sucesso “teen cult” do CW, mas desde que não a levem à sério demais.

No especial “Primeiras Impressões” já falamos de: Bionic Woman, Chuck, Cavemen, Pushing Daises, The Big Bang Theory e Aliens in America.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Reaper Tags: , ,
21/08/2007 - 05:35

Primeiras Impressões: Novas Comédias

Este ano os canais americanos estão apostando menos nas séries de comédia, por causa de alguns percalços ocorridos na última temporada de estréias. Falaremos primeiro de Aliens in America, um singelo seriado de câmera móvel que lembra bastante o sucesso Malcom In the Middle. A premissa é bem simples e mostra o dia a dia de um adolescente geek que recebe um aluno de intercâmbio em sua casa. Só que para surpresa dele e de toda a família, enviaram um garoto do oriente-médio e a série será focada nas diferenças culturais entre os povos. Mas ao contrário do texto da horrível Cavemen, o divertido roteiro de David Guarascio (de The IT Crowd US) lida com o tema de forma respeitosa e sem cair em clihês baratos e gratuitos. O único problema do piloto ocorre no ato final, quando um sentimentalismo bobo interfere no ritmo descontraído que a série vinha levando. Tomara que corrijam isso na versão definitiva, que estréia em 1º de Outubro. Veredicto LiGado em Série: Com alguns ajustes na temática esta série poderá ajudar a levantar a moral abalada do canal CW.

Já no início da próxima fall season, em 24 de Setembro, o canal CBS estréia uma nova sitcom (comédia de situação com câmeras fixas e platéia) intitulada The Big Bang Theory. Vale lembrar que este é um dos poucos canais que ainda investem nesse formato e obtém sucesso (eles também transmitem as ótimas Two and a Half Men e The New Adventures of Old Christine). A série conta a história de dois “gênios” aficionados por física e matemática que ficam amigos da vizinha gostosa, interpretada Kaley Cuoco (de 8 Simple Rules). A produção é divertidinha e é focada na falta de tato dos garotos com mulheres, algo que já foi excessivamente explorado na TV. Algumas piadas são boas, mas outras soam extremamente forçadas e as situações pouco naturais (isso sempre foi um mal deste gênero). Lembra muito a britânica The IT Crowd, que é exibida no Brasil pelo Sony, e tem poucos momentos verdadeiramente inspirados. Veredicto LiGado em Série: No meio de tantas estréias e retornos, acho bastante improvável que The Big Bang Theory sobreviva até o final da primeira temporada.

No especial “Primeiras Impressões” já falamos de: Bionic Woman, Chuck, Cavemen e Pushing Daises. Em breve teremos resenhas de Lipstick Jungle, Cane, Reaper e The Sarah Connor Chronicles.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Aliens in America, The Big Bang Theory Tags: , , , ,
13/08/2007 - 05:06

Primeiras Impressões: Pushing Daisies


Do produtor de Dead Like Me e Heroes, Bryan Fuller, e dirigida por Barry Sonnenfeld (MiB, A Família Addams) a nova aposta do canal americano ABC no segmento dramático, intitulada Pushing Daisies, é bastante arriscada. No piloto conhecemos Ned, um sujeito que quando criança descobriu que era capaz de trazer os mortos de volta à vida com apenas um toque. Não “apenas” isso: com outro toque, ele também devolve a morte a esta pessoa e o tem que fazer em menos de um minuto, senão outro morre no lugar. Uma premissa sem dúvida muito peculiar. Para contradizer o clima mórbido que rege a série, utilizaram cores vivas e enquadramentos frontais em praticamente todas as cenas. Já adulto Ned trabalha fazendo tortas e nas horas vagas ajuda um detetive particular resolvendo homicídios e coletando recompensas.

Ele literalmente acorda as vítimas, pergunta quem foi o assassino e depois as coloca para “dormir”. Mas esta vida aparentemente tranqüila e estagnada muda quando ele se vê obrigado a trazer sua antiga paixão de infância, que fora assassinada em uma viagem de barco. Sem ter coragem de matá-la novamente, Ned agora tem que desvendar o crime vivendo um eterno dilema, já que ele não pode encostar em sua amada nunca mais. É tudo muito confuso, claro, e o piloto lembra demais filmes como Peixe Grande e Os Excêntricos Tenembaums. A direção de arte é primorosa e tudo parece acontecer em um universo paralelo. As atuações são singelas e uma insistente (e às vezes irritante) narração britânica toma boa parte do tempo de exibição, explicando cada detalhe de cada ação dos personagens: “este é Ned depois de 19 anos, 34 semanas, 1 dia e 59 minutos”.

Veredicto LiGado em Série: Infelizmente, o maior trunfo de Pushing Daisies poderá ser a sua ruína: o excesso de fantasia. A série não possui quase nenhum elemento “mundano” que estabeleça um tom de plausibilidade no que está sendo mostrado, deixando transparecer que tudo pode mudar a qualquer tempo de acordo com a vontade do roteirista. Isso inevitavelmente irá afastar o telespectador médio, fazendo com que a série caia rapidamente no ostracismo do concorrido primetime norte-americano. Eu sinceramente não gostei e nem desgostei do que vi, apenas não fiquei empolgado para continuar a assistir (e sei que minha opinião é um pouco isolada). Acontece que eu realmente não consigo imaginar uma segunda ou terceira temporada, ou quem sabe até uma primeira completa. Sim, Pushing Daisies é artística ao extremo e tecnicamente impecável nesse quesito, mas acho que exageraram na dose de liberdade poética.

A resenha é uma análise fria e inicial do piloto da série que foi divulgado pelo canal ABC e podem ocorrer mudanças na versão definitiva, que estréia somente em 3 de Outubro nos EUA.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fall Season, Pushing Daisies Tags: ,
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