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26/10/2009 - 00:01

The Office: Niagara

Alerta de Spoiler - Brasil
Fantástico! O casamento de Jim e Pam foi um evento único em toda a série, transformando-se num dos melhores (senão o melhor) episódio de The Office até hoje. Desde a escatológica cena de abertura, Niagara seguiu num ritmo frenético que misturou muito bom humor nonsense com momentos emocionantes. Aliás, esta é uma das poucas séries (principalmente de comédia) que conseguiu por tanto tempo construir uma história tão envolvente e empolgante como a do romance de Jim e Pam. Recentemente na TV, apenas me lembro do público torcendo tanto assim pelo casal Ross e Rachel de Friends (e, mesmo assim, apenas nas primeiras temporadas). Além disso, os roteiristas foram muito felizes mudando “a regra do jogo”, como na hora em que Jim, e não Michael, causou o momento de maior embaraço em uma reunião social, quando revelou sem querer para a avó conservadora que sua noiva estava grávida. E para variar, também vimos o lado inusitado e “pegador” de Dwight, com a melhor amiga de Pam.

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Mas o melhor ficou mesmo para a grande cerimônia, revelando que a produção criativa da série está em perfeita sintonia com o seu público, já que decidiu que a punchline do episódio estendido seria a recriação do vídeo viral da entrada do casamento que rodou a Internet há alguns meses. Não menos brilhante foi a decisão de colocar Jim pra fazer uma cerimônia privada e inesquecível para sua amada, pois ele sabia justamente o que poderia esperar daquela turma insana da filial Scranton. E foi com uma excelente montagem ao som do hip-hop de Chris Brown que os pombinhos casaram-se duas vezes, uma na crista das maravilhosas cataratas Niagara e a outra na capela da cidade com os amigos e familiares. The Office é uma série que se mantém com um nível de qualidade constante, sem mostrar qualquer sinal de desgaste ou esgotamento de sua trama. É uma comédia que certamente deveria ser muito mais reconhecida nas premiações do meio, seja por seus criativos roteiristas ou por seus talentosos intérpretes.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “6×04: Niagara” exibido em 08/10/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Office Tags: , ,
22/09/2009 - 01:36

Tonight Show com Conan O’Brien!

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Acabei de chegar da gravação do Tonight Show with Conan O’Brien que teve Ricky Gervais como convidado e a banda Lynyrd Skynrd lançando um novo álbum! Foi um dia longo, cansativo, mas extremamente satisfatório! Amanhã me junto ao programa do InFilm e irei à gravação de The New Adventures of Old Christine! Depois contarei tudo com detalhes. A comida acabou de chegar e a estreia de The Big Bang Theory começou agora! Fiquem, por enquanto, com algumas fotos do dia.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LiGado em Série em Hollywood Tags: , , ,
31/07/2009 - 09:01

Heroes Busca a Redenção com Nova Temporada

A 4ª temporada de Heroes que estreia no dia 21 de Setembro na TV americana (ainda sem data para o Brasil) terá a complicada missão de se redimir junto à crítica e aos fãs depois de duas temporadas (e três volumes) bem abaixo das expectativas que já eram baixas. O criador do drama Tim Kring realmente aprontou uma verdadeira bagunça com sua história e seu tempo pode estar se esgotando, já que o canal NBC reduziu a encomenda de episódios para o novo ano. Confira abaixo o trailer oficial da 4ª temporada (Volume V: Redemption) que traz novas faces como a de Robert Knepper, o T-Bag de Prison Break e Madeline Zima, a Mia de Californication:

A pergunta é: você dará mais uma chance à Heroes?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Heroes Tags: , , ,
23/06/2009 - 11:01

Season Pass: Chuck, 2ª Temporada

Alerta de Spoiler - Brasil
Sim, eu fui injusto com Chuck ao cancelar a cobertura da temporada após o aborrecido episódio 3D. Fato é que a série começou seu segundo ano com um ritmo admirável, mas rendeu-se, ainda que momentaneamente, à episódios com tramas vazias e que deixavam muito pouco a repercutir. Felizmente a segunda metade da temporada, notadamente após o episódio “Chuck Versus the Suburbs” que iniciou o desenvolvimento da trama entre Chuck e Sarah e o estabelecimento definitivo da organização Fulcrum como o grande desafio dos agentes, a série voltou a brilhar. Eles seguiram em uma crescente, não apenas explorando muito bem o universo geek/cool criado por Josh Schwartz e as constantes referências aos anos 80, como também entrando em um único arco narrativo até o final. Excelentes episódios como “Chuck Versus the Best Friend” e “Chuck Versus the Broken Heart” confirmaram o amadurecimento da narrativa, embora reiteradamente o núcleo Buy More tenha ficado em segundo ou às vezes em terceiro plano. Além disso, à medida que a trama central se desenvolvia, tornou-se inevitável o esmaecimento do pessoal da loja, que muitas vezes ficou envolvido em storylines bobinhas e dispensáveis, comprometendo (às vezes) o andamento da temporada. Ainda assim, Chuck terminou com um saldo muito positivo e seus episódios finais beiraram o sublime, ainda mais após a incrível participação de Chevy Chase  no papel de vilão e sua rivalidade com Steve Bartowski – o verdadeiro criador do Intersect.  Espetáculo à parte foi aquele final de temporada à la Matrix, que tornou imprescindível a necessidade de uma continuação. É curioso que a comédia de ação não apenas cresceu como conseguiu se reinventar completamente com apenas aquela última cena em que o novo Intersect elevou o atrapalhado protagonista à posição de um herói que jamais imaginaríamos ver. De despretensiosa e apenas divertidinha, Chuck saltou para o status de “must see” da TV, merecendo continuar por várias temporadas. A 3ª temporada de Chuck está prevista para retornar no início de 2010 pela NBC americana.

Cotação Bruno Carvalho:
Chuck, 2ª temporada exibida em 2008/2009 na NBC americana e atualmente em exibição pela Warner Channel no Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Chuck, Season Pass Tags: , , , , ,
09/06/2009 - 09:45

The Office: Família Reunida

Alerta de Spoiler - Brasil
The Office nunca foi uma série com episódios finais mega ultra elaborados, mas sempre mantiveram o nível da temporada. Company Picnic, que encerrou mais um excelente ano da série, não fez diferente ao trazer um episódio simpático, divertido e coerente. Foi bom, aliás, ver o pessoal da filial Scranton mais unido pra variar, sem as constantes intrigas e confusões que armam uns com os outros. Dessa vez, a ação principal ficou em um jogo de vôlei contra a matriz (vestida de preto) e até Jim e Dwight cooperaram. Outra boa surpresa foi a volta de Holly, mostrando que ela realmente é o par ideal de Michael Scott, e é uma pena que esta subtrama não foi melhor desenvolvida ao longo da temporada. O casal em potencial ficou com um final em aberto, mas não antes de apresentar a tal peça sobre a história da Dunder Mufflin seguindo a estrutura do filme Quem Quer Ser um Milionário. Foi uma das cenas mais divertidas da série, ainda mais pelo que eles aprontaram com a informação privilegiada de mais uma filial que se fechará! Hoje eu torço mais por esse casal do que por Jim e Pam e talvez por isso a grande revelação do final não causou o impacto desejado, porque já faz algum tempo que os dois não são mais tão geniais. Aliás, parece até que os dois funcionam melhor separados e com aquela constante tensão emocional entre eles. Independente disso, The Office é uma comédia sempre eficiente e promissora exatamente porque cada episódio conta uma história única, além de estar repleta de talentos cômicos. Poxa, basta constatar que a original teve apenas duas temporadas e nós já vamos para o 6º ano praticamente sem nenhum sinal de desgaste. Ricky Gervais criou uma excelente série que tem um universo próprio e repleto de possibilidades. Quero muito ver a equipe toda subindo no palco do Emmy esse ano. 30 Rock é excelente, mas três em seguida é demais, não?

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/05/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Office Tags: , , ,
08/06/2009 - 00:01

30 Rock: Tudo Por Um Rim!

Alerta de Spoiler - Brasil
Várias sitcoms tentam trazer convidados especiais, mas nem sempre isso é possível. 30 Rock, contudo, quebrou essa barreira e hoje atores, atrizes e cantores fazem fila para participar da comédia. Embora não conte com uma storyline constante e interligada, é a corrente de pequenos arcos episódicos que mais uma vez fez com que esta temporada não deixasse nada a desejar perante as anteriores, muitas vezes até superando-as. Esse ano, inclusive, acho que eles foram além, pois comecei a gostar muito mais das personagens Jenna e Tracy Jordan, especialmente este último. Em Kidney, Now! o foco continuou em Jack Donaghy e a sua relação com o recém-descoberto pai biológico Milton que precisa de um transplante de rim para sobreviver. Relutante e preocupado com sua integridade física, o CEO roubou a cena com a mega campanha estilo “USA for Africa” que criou para arranjar a qualquer custo o órgão. Outro bom investimento deste episódio foi trazer de volta os atritos entre Liz e Jenna, já que a talentosa escritora e criadora do bordão “that’s a dealbreaker, ladies” fica às sombras da limitada atriz de seu elenco. Mas é claro que Lemon exagera na dose com seu desespero (”I’m getting mine, Cerie! Suri“) e tudo toma uma proporção maior quando ela começa a dar conselhos errados para as esposas de seus colegas de trabalho. O ato final com Sheryl Crow, Mary J. Blige, Elvis Costello, Clay Aiken, Moby, Cindy Lauper, os Beastie Boys e cia. fechou com chave de ouro esta temporada e consagrou a eficiência desta comédia, que faz do nonsense o seu maior pilar, mas com um roteiro sempre afiado: “quando alguém começa a falar no meio de uma música, você sabe que é sério. Doe um rim para Milton Green“. Sim, apesar de estarmos apenas em Junho, eles tiveram um ótimo ano!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/05/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock Tags: , , ,
12/05/2009 - 00:01

Sitcoms em Série Duplo!

Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×21: The Three Days Rule / 4×22: Right Place Right Time”: Que bom que How I Met Your Mother voltou a empolgar, numa sequência de episódios que começou divertida e terminou de forma surpreendente! Em Three Days Rule, Barney foi o destaque com seus conceitos malucos que eventualmente dão certo, ainda mais depois de comparar os três dias que o homem deve esperar para ligar para uma mulher depois de sair com ela à ressurreição de Cristo, conforme narrada na Bíblia. Porém, foi constrangedora aquela participação de Kevin Richardson (The Knights of Prosperity), que foi batida, exagerada e mal aproveitada. Mas a grande surpresa da temporada (e de toda a série) veio no episódio seguinte, Right Place Right Time, onde a história de como Ted encontrou a mãe de seus filhos foi explorada de forma sem precedentes, com várias idas e vindas até chegar no momento em que encontramos… Stella? Pois é, mesmo depois de uma brilhante narrativa, não poderíamos esperar que eles iriam entregar tudo de bandeja, né? É claro que Stella não é a mãe (Ted já afirmou isso antes), mas certamente ela é o caminho para se chegar à mulher misteriosa. Tomara que esta revelação venha ainda nesta temporada, pois a série já está no ponto em que deveria terminar, mesmo rendendo bons momentos. É melhor acabar por cima e com chave de ouro.
Cotação Bruno Carvalho
: 4×21: Half Star4×22: Half Star
Episódios exibidos em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×21: The Vegas Renormalization / 2×22: The Classified Materials Turbulence”: Por estar confirmada por mais duas temporadas, a pressão sobre os roteiristas de The Big Bang Theory é menor, mas ainda assim eles continuam apresentando toda semana situações hilárias que aprofundam no universo geek destes quatro amigos (e Penny). Depois que Leslie deu o fora em Howard, os amigos seguiram para Las Vegas em vez de ficarem brincando do joguinho “Adivinhe a Personagem” (já que Sheldon é sempre Spock), e lá acabaram encontrando um “espécime” até então intocado pelos não tão jovem nerds: uma prostituta (interpretada pela ótima Jodo Lyn de Prison Break). Embora esta storyline não ter sido tão bem explorada como deveria, foi em Los Angeles onde o episódio trouxe seus melhores momentos, com Sheldon sendo obrigado a passar a noite na casa de Penny após ser trancado para fora de casa. Eu não gosto tanto assim da infantilização da personagem (que inevitavelmente o torna mais fraco), mas apenas aquela tirada no final valeu a pena. Já no The Classified Materials Turbulence, o humor continuou em alta e com muitas piadinhas escatológicas.  No final isso foi um pouco cansativo, a despeito da história ter girado em torno da privada espacial que Wolowitz construiu. Mesmo assim, foram duas ótimas semanas da comédia.
Cotação Bruno Carvalho: 2×21: - 2×22: Half Star
Episódios exibido em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.

The Office “5×24: Casual Friday / 5×25: Cafe Disco”: Depois de vários episódios centrados no “elenco principal”, The Office acertadamente dedicou praticamente todo o Casual Friday nos coadjuvantes, que são divertidos e bastante talentosos. Aliás, esta foi a prova de que eles deveriam sim focar mais nos “outros” (principalmente no pessoal do galpão). Cada personagem ali é extremamente bem construída, a despeito do tempo em tela: seja a inocência de Kevin, a falta de noção de Angela, os comentários assustadores de Creed ou a irreverência de Andy. Todos fazem um excelente trabalho e a guerrinha entre os vendedores foi demais, com Michael “virando a casaca” a todo momento. Mas foi em Cafe Disco que a comédia largou de vez o arco episódico da mudança estrutural na Dunder Mufflin e apresentou um capítulo extremamente hilário do início ao fim, quando Michael decidiu transformar a sede da antiga Michael Scott Paper Company num lounge com café expresso grátis onde os funcionários puderam, enfim, relaxar (até o pezinho de Angela balançou). Como eu queria ter um chefe assim!
Cotação Bruno Carvalho: 5×24: Half Star5×25: Half Star
Episódios exibidos em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×20: The Natural Order / 3×21: Mamma Mia”: O colega da Sociedade de Blogs Juliano Cavalca disse em seu Twitter que vai ser difícil tirarem o 3º Emmy seguido de 30 Rock e eu concordo plenamente com ele. Apesar de termos boas comédias por aí, por mais uma temporada esta série está se superando com  um texto impecável e ótimas atuações. A guerrinha entre Liz e Tracy sobre as responsabilidades de cada um foi impagável! Melhor ainda foi o arco de Jack com sua mãe que começou no The Natural Order e a descoberta sobre a identidade de seu verdadeiro pai em Mamma Mia, que além da agradável participação do mestre Alan Alda, ainda deixou para o final o melhor e mais inesperado cliffhanger da semana! O genitor de Jack precisa de um rim! Será que o egoísta CEO vai atender o pedido de seu “novo” pai ou ele vai tramar algo para fugir dessa? Quero muito ver como isso vai se desenrolar no Season Finale desta semana que tem o sugestivo título Kidney, Now! (Rim, Agora)!
Cotação Bruno Carvalho: 3×20: Half Star - 3×21:
Episódio exibido em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.

Foram duas ótimas semanas para as comédias, in deed!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , , ,
08/05/2009 - 13:12

Chuck Versus a TV Convencional

Numa recente entrevista ao canal CNN, o ator Zachary Levi abriu o jogo sobre o imbróglio que o estado de suspensão da renovação ou não de Chuck está causando, ainda mais depois que dedicam sangue, suor e lágrimas por tanto tempo em uma produção. Levi afirmou que o formato com o qual a TV americana está construída frequentemente causa as injustiças que vemos, com ótimas séries boas sendo unilateralmente canceladas por baixa audiência. Ele ainda completou que apesar dos números Nielsen (o Ibope americano) serem baixos para a transmissão ao vivo de algumas séries, milhares (ou até milhões) de espectadores hoje acompanham shows de forma legítima através do DVR (gravação digital TiVo, que pula comerciais), streaming (nos sites das emissoras e no popular Hulu.com), mas isso não é levado em consideração pelos grandes anunciantes. Ora, é fato que a forma de ver televisão mudou e, por isso, é imperioso que o mercado também se ajuste através de uma remuneração publicitária adequada ao que as outras mídias representam.

O grande problema é que o conservadorismo de alguns anunciantes e a dificuldade cada vez maior de chamar a atenção do espectador que tem acesso a um conteúdo personalizado e direto forçam o cancelamento de boas atrações que não são prestigiadas “ao vivo” e na forma habitual. Na reportagem, pessoas de todo o mundo mandaram vídeos para o canal de notícias (inclusive uma garota de Belo Horizonte) para a campanha intitulada #savechuck. A Greve dos Roteiristas e a ameaça da Greve dos Atores foram os termômetros que indicaram que já está mais do que na hora da indústria repensar conceitos. O que não pode mais ser mais aceitável e tolerável é a quantidade absurda de séries (boas ou ruins) que são sumariamente canceladas sem um final conclusivo, ou sequer com um letreiro em tela dando um desfecho à trama. Muitas vezes isso até pode ser culpa do showrunner (alô Rob Thomas), mas ultimamente estamos sendo obrigados a esperar que uma produção seja oficialmente confirmada para então começar a assisti-la, sob o risco de perdemos muitas horas de nossas vidas corridas com uma atração que irá embora do nada. Estou com Zachary Levi, torço pela renovação de Chuck e que todo esse movimento traga mudança à algumas mentes executivas pré-históricas das TVs.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Chuck, Notícias Tags: ,
05/05/2009 - 00:01

Heroes: Um Final Que Passou Batido

Alerta de Spoiler - Brasil
O inconsistente Volume IV de Heroes intitulado “Fugitivos” começou dando um bom reboot na saga dos heróis com a perseguição dos especiais como se fossem terroristas. A poderosa organização do Prédio 26 liderada por Denko era implacável e a história prometia, enfim, um grande confronto entre “bem x mal”. Mas bem na hora as portas se fecharam e a batalha dos irmãos Petrelli contra Sylar foi literalmente “economizada”. Assim como a pobre 3ª temporada, o Volume IV acabou com uma sequência de acontecimentos bastante questionável, digamos. An Invisible Thread foi um capítulo excessivamente burocrático, com pouca ação e mais uma vez deixou em aberto inúmeras situações e storylines (a de Hiro, por exemplo), provando de uma vez por todas que Tim Kring é mesmo uma enorme falácia. Tudo bem que a série já não tinha nenhuma credibilidade com os fãs, mas seguindo o ator Greg Grunberg (Matt Parkman) no Twitter, eu realmente não esperava algo tão baixo, pois ele vivia afirmando que o drama dava uma incrível volta e que o final seria arrebatador (unfollow now!).

Não foi. Em vez disso, tivemos que testemunhar aquela mutação forçada de Sylar no corpo de Nathan Petrelli como se o fato, por si só, resolvesse todos os problemas e furos do já retalhado roteiro. Reunidos em uma fogueira e queimando o corpo de um zé ninguém, os “heróis” que só criam confusões e não salvam ninguém se despedem para retornar somente no Fall Season. Pois é, Heroes está garantida para, pelo menos, mais uma temporada de 18 a 20 episódios. Não sei mais o que falar de uma série que, mesmo apresentando um nível constantemente baixo e sendo publicamente reconhecida como tal, é tão protegida assim. Ah, e o início do Volume V, com o “original” título de “Redemption” (Redenção), conseguiu ser ainda mais preguiçoso dando a entender que, por óbvio, Sylar vai voltar de uma forma ou de outra. Pena que o grande vilão desta série não é o problemático usurpador de poderes interpretado pelo talentoso e subutilizado Zachary Quinto, mas sim o ser que escreve essa desengonçada história. Pelo menos por alguns meses acabou. Ah, antes que perguntem: sim, continuarei acompanhando Heroes porque 1) já comecei e perdi muito tempo e; 2) tenho que ver até onde a incapacidade de Kring como roteirista e showrunner vai.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “5×25: An Invisible Thread” exibido em 27/04/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Heroes Tags: , ,
03/05/2009 - 03:32

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×19: Day 7: 02:00am – 03:00am”: Na 19ª hora deste complicado dia de 24, a segunda reviravolta de Tony Almeida continua uma incógnita pra mim, porque ao mesmo tempo em que vemos o vilão deixando Jack sofrer a sua convulsão, ele sai sem certificar que o companheiro não é mais uma ameaça – e algo que Tony tem absoluta certeza é a de que Jack Bauer nunca deve ser subestimado. O problema é se a partir daí descobrirmos que ele novamente bancou o vilão jogando com o inimigo para então novamente mostrar-se um herói. Isso, definitivamente, prejudicaria e muito a integridade desta temporada. Fora isso, esta hora foi um bom filler que trouxe uma nova perspectiva com relação à magnitude da organização por trás dos ataques, pois colocou o perigosíssimo Jonas Hodges numa posição de mero “intermediário”. Talvez ele tenha sido até mesmo usado, pois após o diálogo que ele teve com um soldado, deu pra perceber claramente que, embora inescusável, sua convicção de que a Starkwood era a salvação do país, assim como o orgulho que sentiu ao ouvir que seus homens foram “bem treinados, soaram verdadeiros. O dia acaba em cinco horas e, apesar desta indefinição com a situação de Almeida, 24 entrou muito bem num promissor arco final.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/04/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×21: Sedar Anything”: Gossip Girl retornou para sua reta final, mas ainda não posso dizer que em sua boa forma de sempre. Sedar Anything focou demais suas atenções no insosso casal Blair e Nate, que não convencem ninguém nem de longe. Os draminhas da família Humphrey também continuam desinteressantes, parte graças à falta de expressividade do ator Matthew Seller, que interpreta o patriarca Rufus, e da igualmente aborrecida relação dele com Lilly. Não sei como que este vai ser o tema do spin-off prequel da série… Felizmente as trapalhadas de Serena serviram aqui como o alívio dramático que faltava, pois descobrimos que ela casou-se (ainda que de mentirinha) com o loirinho na Espanha, e o cara aparentemente mantém um outro relacionamento. Só quero saber como essa história vai virar o cerne dos próximos e derradeiros capítulos, porque essa simples traição é mais do que batida. A 2ª temporada de Gossip Girl até agora foi muito boa, mas é sempre bom ficar com o pé atrás depois de um mediano episódio como este.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 20/04/2009 na CW americana.

The Office “5×23: Broke”: Ah, não importa quão costumeiras são as histórias de “volta por cima” em filmes e séries: fato é que elas geralmente são muito boas pra quem assiste e torce pelas personagens e, no caso de The Office, foi sensacional! Depois de descobrir que a Michael Scott Paper Company estava no vermelho (e dificilmente sairia de lá), Michael iniciou uma série de atitudes errantes na tentativa de minimizar o seu prejuízo e, no final das contas, com uma importante ajuda de Jim – parte por vingança contra o novo chefe e parte por saber que Scotty tem uma boa índole – a matriz sucumbiu ao grandioso blefe que criaram, culminando no melhor momento de toda a temporada. Agora, o que eu realmente quero ver é como Michael vai se comportar daqui pra frente com relação àqueles que o deixaram na mão quando ele mais precisou. E The Office ainda não chegou ao fim, a temporada foi estendida e terá 26 episódios!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/04/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×19: The Ones”: É muito positivo perceber o amadurecimento do texto de 30 Rock (que já era bom), notadamente com a utilização de piadas racistas que servem muito bem como uma crítica implícita, mas real, até chegar em Tina Fey tirando sarro dela mesma ao escrever sobre sua forma física. The Ones concluíu muito bem a ótima participação de Selma Hayek (e “What a Frak” foi aquela camisa?), contando ainda com piadas inesperadamente boas envolvendo Jenna, um paramédico e a divertida incógnita que é Kenneth. Não me surpreenderia nem um pouco se 30 Rock novamente for indicada às principais categorias cômicas no Emmy e abocanhar todas. Gosto muito das outras comédias da TV, mas esta continua em seu melhor momento.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/04/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×10: Haunted”: Provavelmente Dollhouse é uma das séries mais subestimadas desta temporada, ainda mais depois deste magnífico episódio Haunted, que levou o conceito da Casa de Bonecas para além de sua premissa. Ao invés de usar um dos “bonecos” para satisfazer desejos momentâneos, a milionária Margareth Bashford resolveu fazer “scans” mensais próprios, pois suspeitava que corria risco de morte. Assim, foi com enorme surpresa (para nós e para ela, certamente) que a senhora acordou no corpo de Echo após ter falecido e decidiu investigar o seu próprio homicídio. Além de desenvolver-se muito bem, a trama conseguiu levantar intrigantes questões éticas e morais, ainda que ficcionais, sobre as possibilidades que aquela tecnologia pode trazer. Em contraposto, vimos o programador Topher sendo manipulado por Adelle, que anualmente permite que ele dê uma “escapada” daquela vida atribulada que leva. Funcionando bem como “série de casos semanais” e “novelinha”, Dollhouse permanece no pódium das melhores surpresas do ano.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/04/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Dollhouse, Gossip Girl, The Office Tags: , , , , ,
29/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
Heroes “3×24: I Am Sylar”: Ele é Norman Bates, digo, Sylar, e é a única coisa positiva que restou de mais uma temporada de grandes erros e pequenos acertos do nosso querido e intrépido amigo Tim Kring: o homem que fala demais e faz de menos. Somente Zachary Quinto pode chegar diariamente no set de filmagens e dizer que está realmente fazendo diferença. O vilão que ás vezes é herói detém o título da única personagem que manteve certa constância e coerência ao longo destes três anos e que ainda é capaz de despertar a curiosidade de quem (como eu) continua assistindo esta série. Se não fosse ele, este seria mais um episódio de voltas e mais voltas que acabam levando ao mesmo lugar: o eterno vazio que é a mente de Kring. Foi pra isso que serviu este penúltimo capítulo do volume Fugitives, enrolar mais um pouco o espectador, porque nada de tão extraordinário assim aconteceu. Pelo menos, no final das contas, Sylar não morreu. Se ele morrer algum dia, Heroes morre junto.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/04/2009 na NBC americana.

Fringe “1×17: Bad Dreams”: Muitos me disseram na última Semana em Série que este episódio de Fringe traria uma boa quantidade de respostas. Eu discordo. O fato de Olivia ter sido alvo de experimentos com uma droga na cidade de Jacksonville já foi abordado pela série e nem o envolvimento do Dr. Bishop pode ser considerado algo surpreendente, já que ele está sempre envolvido em todos os assuntos relacionados à ciência marginal. Mesmo assim, posso dizer com convicção que este foi um dos melhores episódios da série, justamente porque nos evidenciou a escuridão que o velho vive e que, por algum motivo, ele não lembra linearmente de tudo que fez ou criou. A história do sujeito que servia como uma espécie de conduíte emocional para todos que estavam ao redor e com uma forte ligação com a agente Dunham destoou do que presenciamos nos capítulos anteriores, mas conseguiu ser igualmente (ou até mais) fascinante. Cada episódio de Fringe é como um pequeno e ótimo filme de mistério, sempre com desfechos satisfatórios e cliffhangers matadores!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 21/04/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×20: Sweet Surrender”: Não tem jeito. Quando Shonda Rhimes quer arrancar lágrimas de todos os seus espectadores, ela o faz sem pestanejar. Sweet Surrender foi cruel, intensamente dramático e covardemente triste ao abordar o desespero de um pai de família que precisou testemunhar os últimos momentos de sua criança sem poder fazer nada e de Izzie, que está perdendo a terrível batalha contra o câncer. Pena que o episódio não foi impecável, já que aquela história do pai de Torres tentando “comprá-la” do Chief foi bem forçada e  soou até ridícula, apenas para extrair a clássica performance “nervosinha” do ator Hector Elizondo. Mas eles deram a volta por cima com a ajuda de Derek Sheppard (mais ácido do que nunca), Mark Sloane (no tom adequado) e o grande ápice do episódio que foi a briga de O’Maley com Alex (e aquela chocante sequência de queda). Sweet Surrender fechou com mais um apoteótico monólogo de Grey e a temporada vai se encerrando colocando à série de volta ao seu melhor momento. Merecido, Shonda!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 23/04/2009 na ABC americana.

Prison Break “4×18: VS”: Levemente superior ao capítulo anterior, VS pelo menos conseguiu colocar um pouco mais de rumo neste final de temporada (e da série) de Prison Break, graças ao novo paradigma que o roteiro silentemente construiu nos últimos episódios: se antes vimos Michael Salvando seu irmão Burrows e vice-versa, agora parece que os dois se enfrentarão num jogo de gato e rato. Ainda assim, fica a sensação de que a série está se repetindo, com T-Bag conspirando contra o grupo e aquela invasão com Mahone na embaixada Indiana. Pelo menos ficou definido o papel da mãe dos fugitivos – ela quer vender Scylla pra outro país – e ainda tivemos outros fatos marcantes como a gravidez de Sara e o retorno do Coronel à ativa. A ação e a indicação de prováveis reviravoltas são bem-vindas, mas falta ainda um foco à “big picture” da série, que logo precisa vir. Continuaremos aguardando ansiosamente.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/04/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Fringe, Greys Anatomy, Heroes, Prison Break Tags: , , , , ,
27/04/2009 - 00:01

Sitcoms em Série!

Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×20: Mosbious Designs”: How I Met Your Mother deixou de lado a infantilidade em seu roteiro, trazendo um episódio simpático que focou nas difíceis mudanças na vida de Ted Mosby, o que não acontecia há um bom tempo. Já a storyline de Barney e Marshall no GNB foi continuamente divertida, com todos aqueles estereótipos de colegas de trabalho aumentados. Falta, ainda, que a série engrene num arco que traga a premissa desse show de volta, pois o futuro da série é indefinido. Eles precisam caminhar numa mesma direção, para não deixar o público na mão caso um novo ano não se confirme.
Cotação Bruno Carvalho
: Half Star
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×19: The Hofstadter Isotope”: Sheldon já atingiu um nível peculiarmente cômico tão grande que apenas um suspiro da personagem, como aconteceu nos primeiros segundos do episódio, já é suficiente para fazer uma platéia inteira rir (e nós também), sem nem sabermos qual é o motivo – embora tenhamos certeza de que é algo fútil e que só incomoda ele. E sim, o fato de estarem comendo comida tailandesa numa quinta que tradicionalmente é dia de pizza, afeta-o severamente, mesmo tendo todos criado a regra de que na terceira quinta-feira de cada mês é o dia em que “tudo” pode acontecer. E também é sem nenhuma surpresa que no dia marcado para que qualquer coisa fora do comum aconteça, eles se rendam às constâncias de sempre, o que fortalece ainda mais este grupo de personalidades únicas que adoramos acompanhar. Adicione a talentosa Kaley Cuoco à esta mistura e está explicado porque o canal CBS encomendou duas temporadas completas desta comédia, de uma vez!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

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30 Rock “3×18: Jackie Jorm-Jomp”: Com a suspensão de Lemon de seu trabalho por causa do assédio sexual ao consultor da NBC, ela acabou descobrindo o novo mundo das dondocas que gastam o dia com futilidades – que a comédia retratou com um plano-sequência brilhante -, mas que no final das contas precisam pagar um alto preço por isso. Em contrapartida, na emissora tivemos mais uma forçada e sem graça situação envolvendo Jenna (que considero a mais desinteressante). O que me surpreendeu, contudo, foi a atuação contida de Tracy Morgan (que também não sou muito fã), mas que esteve no ponto adequado, notadamente nas cenas da “homenagem póstuma” à colega. Mais um bom episódio, apesar de tudo, como de costume.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

The Office “5×22: Heavy Competition”: Cada montagem inicial de The Office é brilhantemente desenhada para se tornar algo isolado e atemporal, e elas deveriam um dia serem compiladas e exibidas em sequência, de tão engraçadas! Essa última mostrando como os funcionários da Michael Scott Paper Company passam o dia aperfeiçoando a arte de jogar salgadinhos uns nos outros, foi demais! E, como eu disse na resenha anterior, eu acredito em Michael, queria ele como chefe, e vai ser lindo se até o fim desta temporada conseguirmos ver ele dando a volta por cima, à la Jerry McGuire! Esta é uma das melhores storylines que a série já teve.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , ,
24/04/2009 - 00:01

A Semana em Série!

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×18: Day 7: 01:00am – 02:00am”: Eu ainda não processei se esta nova virada em 24, com Tony Almeida de volta à posição de vilão, é ou não interessante para a série. Primeiro eles vendem o cara como mau, depois descobrimos que ele é bom, aí ele faz de tudo para ajudar Jack e impedir a detonação da arma biológica, para então sair com apenas um último contêiner? E isso, segundo o suicida Jonas Hodges é “algo maior” por quê? Sinceramente, eu estou boiando agora, porque depois de tudo que vimos nesta temporada, a trama aparentemente ficou sem coerência! É claro que o episódio teve mais, como o reencontro de Kim com seu pai, o Jack negando a ajuda da própria filha e a morte de Larry Moss. Mas e aí? Como fica? Se Tony é mesmo bom, ele quer desmascarar os responsáveis por tudo, a custo da morte de inocentes (importantes)? E se e é mesmo mau, é um péssimo bandido, porque ele agiu sozinho para impedir o ataque que poderia ter acabado com tudo. Realmente esse episódio me deixou sem saída e tomara muito que o próximo traga um sentido a tudo isso. Darei o benefício da dúvida, por conta do cliffhanger matador.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/04/2009 na FOX americana.

Heroes “3×23: 1961″: Tim Kring já aprontou uma bagunça tão grande com essa série, que já não importa mais quanto ele volte ou avance no tempo para que ela engrene. A bem da verdade é que este drama nunca passou da promessa, às vezes trazendo episódios excelentes para o que propõe, sem conseguir fugir da esporacidade. Lembram-se do Hiro voltando do futuro e conversando com ele mesmo da primeira vez no metrô? Pois bem, cadê aquele Hiro? Aquele futuro dele com a espada Samurai e o cabelo style foi mudado e ele foi condenado a ser um bocó pra sempre? Mas Faraday não disse que… Ops, isso é sobre uma série com viagens no tempo que é bem escrita. Em resumo, 1961 foi dar umas voltas em… 1961, mostrando o passado de Angela Petrelli e que ela teve uma irmã bonitinha que virou uma velha louca que foi deixada para trás. O que isso serve à história do volume intitulado “Fugitivos”? Nada! O único “núcleo” que vai bem nesta série é o de Sylar com seu novo poder de virar quem quer e pena que ele só apareceu nos segundos finais. Ah, sim, nos segundos finais do antepenúltimo episódio de uma temporada que só não foi pior que a 2ª, porque isso é humanamente impossível até pra Tim Kring.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/04/2009 na NBC americana.

Fringe “1×16: Unleashed”: Ainda sem trazer respostas, Fringe segue num bom ritmo. A série tem uma fórmula constante para a resolução de casos, mas ela muito bem diluída na trama, pois a cada capítulo envereda-se para um campo diferente da ciência marginal. Com uma maior intensidade ficcional neste Unleashed, conhecemos o padrão manifestado na criação de um brutal animal que foi geneticamente modificado com partes de vários seres. Embora o Dr. Noble ou Olívia estejam SEMPRE no meio de tudo, o drama vem revelando aos poucos que há um motivo pra isso e que não é mera coincidência como, por um exemplo extrapolado, o fato de todos os pacientes problemáticos de House aparecerem no mesmo hospital New Jersey (isso faria muito sentido em Fringe, pensando). O padrão cerca estes dois e acaba levando Peter junto pelo mesmo motivo desconhecido que o Observador está sempre presente em cada evento. Fringe mais uma vez não precisou revelar seus segredos ou a criatura logo no início do episódio para construir uma narrativa que é deliciosamente tensa e intrigante. Mas considerando que já estamos no episódio 16, não me incomodaria que os próximos começassem a entrar mais na mitologia do drama, notadamente com relação à Massive Dynamics e à John Scot, não é mesmo?
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/04/2009 na FOX americana.

Prison Break “4×17: The Mother Lode”: Infelizmente a reta final de Prison Break parece sofrer do mesmo problema de 24 que citei mais acima. Na busca por constantes reviravoltas narrativas, a série vai perdendo a sua identidade e o seu foco, tornando-se genérica. Se antes, em cada temporada, havia a certeza de um objetivo ser atingido, agora a tal “busca da verdade” já não é tão interessante quando o lado oposto muda de face e de objetivos o tempo inteiro. Nem vou questionar o ato final, com a mãe de Burrows mandando matá-lo, pois sabemos que no início do próximo episódio tudo pode mudar. Eu repito aqui o que disse várias vezes nas resenhas desta temporada e o que até expliquei para um leitor nos comentários: eu gosto muito de Prison Break e, por isso mesmo, fico triste quando a série sai do trilho. Não dá pra conceber que além da temporada, será necessário um telefilme pra amarrar toda a história, quando em muita parte do tempo tenhamos que admitir que eles deram voltas. A diferença é que antes era legal e divertido ver o que Scofield iria fazer para driblar um difícil obstáculo e agora isso se tornou algo cansativo. Fica, contudo, a minha torcida (e a dos fãs que ainda resistem bravamente) para que terminem de forma digna.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 17/04/2009 na FOX americana.

Na semana passada não tivemos episódios inéditos de LOST, Grey’s Anatomy, Gossip Girl e Dollhouse. Dirty Sexy Money vai pro Season Pass por conta dos PÉSSIMOS horários do AXN, que não programa reprises decentes e prefere passar Mercadão Persa de jóias na hora do Second Chance. Falarei das sitcoms neste final de semana (pois elas que salvaram os sériemaníacos) num encore mais tarde. Obrigado pela enorme audiência e quantidade de comentários nesta semana!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Fringe, Heroes, Prison Break Tags: , , ,
15/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×17: Day 7: 12:00am – 01:00am”: A madrugada chegou e os acontecimentos a partir de agora serão cada vez mais decisivos para moldar o final deste estressante dia. Logo de cara tivemos a surpresa da primeira aparição de Jonas Hodges perante os seus inimigos, dando continuidade à brilhante e visceral atuação que Jon Voight vem conduzindo nesta temporada, desde o telefilme Redemption. Agora, o que realmente me surpreendeu foi a subtrama com a filha da presidente e o repórter, pois parecia que ela seria um problema para a administração e acabou resolvendo o caso do vazamento da notícia muito bem (aliás, bem até demais). A ação com Tony Almeida invadindo a Starkwood lembrou muito os clássicos filmes de espionagem, mas o que não deu pra engolir foi aquela sugestão de que Kim Bauer pode trazer a cura para Jack, que foi infectado pela arma biológica. Ainda assim, com um excelente ritmo que não pára desde o primeiro episódio, 24 entra na sua fase final em um de seus melhores momentos de todos os dias que já vimos. Bom que o oitavo dia fechará a saga de Jack Bauer em Nova York, vejam só! Inevitavelmente, isso é um sinal que o antídoto de sua prole irá funcionar…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 06/04/2009 na FOX americana.

30 Rock “3×17: Cutbacks”: Não ia demorar para que a crise econômica fosse retratada pelos olhos dos sempre sagazes roteiristas de 30 Rock. Cutbacks foi incisivo em suas críticas e piadas durante todo o episódio, combinando com ótimas piadas como a da saída de Johnatan (e sua declaração musical), o keynote à la Steve Jobs que Lemon fez e as brilhantes interrupções de Kenneth na sala de Donaghy. 30 Rock mais uma vez apresentou um episódio ácido e delicioso, com exceção apenas nas poucas cenas centradas em Tracy e Jenna, que reiteradamente representam o “núcleo” mais fraco da comédia. Seja pelas situações infantis em que se metem ou pela limitação de seus intérpretes, fato é que os dois sempre estão aquém dos outros integrantes. A série não precisava deles pra ser uma das melhores comédias no ar.
Cotação Bruno Carvalho:

Episódios exibidos em 09/04/2009 na NBC americana.

The Office “5×20: Dream Team / 5×21 The Michael Scott Paper Company”: “It’s Britney bitch“! Ao som de Lady GaGa, Michael Scott chegou com tudo para trabalhar em sua nova empreitada: a Michael Scott Paper Company! Antes disso, ele recrutou o seu “melhor amigo” Ryan e junto a Pam no porão do Scranton Business Center, o episódio deslanchou. Já na Dunder Mufflin, as coisas andaram de mal a pior, com a exigência brutal do novo chefe, especialmente sobre Jim, que em breve deve se juntar ao time “rival” do andar de baixo. Os melhores momentos “bizarros” dos capítulos  ficaram com Dwight e Andy (dois das melhores personagens da série) num dueto de John Denver para a nova secretária. The Office já está numa bela sequência de episódios e muita coisa vai mudar. Eu já mandei meu currículo para a Michael Scott Paper Company, Inc. porque eu acredito no potencial de seu CEO!
Cotação Bruno Carvalho:
Half Star
Episódios exibidos em 09/04/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×09: Spy in the House of Love”: Apenas para constar, a temporada atual de Dollhouse terá 12 episódios, sendo que o capítulo que não será exibido na TV americana não faz parte do plano original, sendo um “extra” produzido e gravado pelo criador Joss Wheddon, já preparando caminho para uma possível 2ª temporada. E se depender do que vimos até agora, a série merece sim continuar, pois este Spy in the House of Love deixou claro que até agora a trama só avança. Echo está somatizando experiências e diante da ameaça de um espião interno, ela voluntariamente se ofereceu pra ajudar, o que deixou as coisas ainda mais interessantes. Mesmo assim, parece que algum estrago foi feito, já que November silentemente se revelou à Paul (é impressionante como que nada fica estático por muito tempo nessa série). De todas as novidades deste Mid Season, Dollhouse foi a que mais me deixou surpreso e, não obstante a baixa audiência (que deve mais em virtude do dia e horário em que é exibida lá fora), o drama é excelente. Séries boas assim estão cada vez mais raras em nossa televisão.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 10/04/2009 na FOX americana.

E cadê os comentários das estreantes Parks and Recreation, Southland, Harper’s Island, In the Motherhood e The Unusuals? Falarei sobre elas especificamente numa matéria sobre a qualidade desse nosso Mid Season 2009. Acho que já entenderam o que eu quis dizer…

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Dollhouse, The Office Tags: , , , ,
14/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
Heroes “3×22: Turn and Face the Strange”: Em mais uma semana Heroes continua medíocre. A trama boba em que Hiro e Ando se meteram com o filho de Matt Parkman deixa cristalino o quanto o roteiro de Tim Kring é vazio e sem foco. As caretas de Ando, as interlocuções de Hiro e a resolução do casinho beiraram o improviso, de tão mal escritos. Nem o novo poder de Sylar foi usado à sua capacidade, pois a todo o momento em que ele estava transformado em uma pessoa, foi possível perceber e até mesmo antever o que sairia dali. Desnecessária também a inclusão de mais uma história, desta vez envolvendo o lado “sentimental” de Denko, que só prestou pra postergar ainda mais o nada que virou a série. Heroes tem sim uma história, mas que só é contada no início e fim de cada capítulo ou volume. O recheio é pura enrolação. Faltando três capítulos para o fim, um tal “cemitério” no meio do nada foi revelado. A pergunta que fica sobre esse novo mistério é: quem se importa?
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 06/04/2009 na NBC americana.

Trust Me “1×12: You Got Chocolate in my Peanut Butter / 1×13: The More Things Change”: Acabou, e da pior maneira possível. Trust Me despediu-se da TV sem um final digno, já que foi sumariamente cancelada pelo canal americano TNT. Segundo os executivos, a série não era “acessível ao público”. Ora, colocar uma produção tão caprichada e seleta como esta no horário do blockbuster American Idol denota, no mínimo, a estupidez dos programadores e o descaso com que o drama foi tratado desde o início. Enfim, nos episódios finais Mason, Conner e Tony Mink conseguiram dar a volta por cima na agência, resgatando de seu rival uma conta da qual não davam atenção – a Buick – e cobrindo o déficit deixado pela saída da Arc Mobile. Conectando muito bem o episódio anterior sobre o passado de Tony com Denise com os acontecimentos deste Series Finale em que foi oferecido à Mason o cargo do amigo, Trust Me encerrou-se de forma real, com um cliffhanger interessantíssimo para a ótima história que vinha sendo desenvolvida. Infelizmente não saberemos como a dupla de publicitários superará o desafio de ser liderada pelo pretensioso e arrogante Culligan. Tom Cavanagh e Erick McCormick estavam confortáveis e em perfeita sintonia em seus papéis, numa série descompromissada e pouco dispendiosa (pois, inclusive, era muito bem patrocinada). Grande vacilo da TNT não ter segurado a onda deste promissor drama.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 07/04/2009 na TNT americana.

Fringe “1×15: Inner Child”: Sem revelar uma gota sequer de seus segredos, Fringe voltou de forma arrasadora com um episódio redondo, curiosíssimo e com uma história cativante. Desta vez o padrão se manifestou em uma criança que foi descoberta nos escombros lacrados há décadas de um prédio a ser demolido. Com uma aparência que lembrou inicialmente um ET (pois estava branco, magro e com os olhos arregalados), o menino foi levado aos cuidados da divisão especial do FBI, onde desenvolveu uma conexão quase imediata com Olivia Dunham e com o caso que ela estava investigando (às vezes eu fiquei com muito medo da reação do garoto, pois esperava a todo tempo algo animalesco). Funcionando como uma espécie de conduíte emocional, ficou claro que o menino fazia parte de um experimento que pode, inclusive, ter a ver com o Observador (notem a semelhança física dos dois). Como eu disse, Fringe não precisou responder nenhuma pergunta para trazer um dos melhores capítulos de sua temporada, graças ao alto nível do roteiro que foi brilhantemente crescendo com a condução do talentoso diretor Frederick Toyle dentro da forte e característica aura de mistério da série. Se você não segue Fringe, comece imediatamente porque vale a pena.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 07/04/2009 na FOX americana.

Dirty Sexy Money “2×10: The Facts”: Agora eu entendi porque o canal ABC simplesmente engavetou Dirty Sexy Money até o verão americano. O episódio The Facts, exibido antes no Brasil, foi uma incompreensível sucessão de absurdos, que culminou num dos piores anti-clímaxes já vistos em uma série. A grande “idéia” dos roteiristas foi a de colocar uma repórter batendo na casa dos Darling fazendo perguntas indiscretas ao motorista que cuidava da casa sozinho enquanto a família havia saído da cidade para o feriado. Claramente mostrando que o sujeito estava mentindo desde o primeiro segundo, o episódio continuou com a “brincadeira” como se o público fosse tão ou mais estúpido que a inexperiente repórter que acreditava em tudo que ouvia. No fim, ao conseguir um escândalo sobre o livro de Patrick Darling que mancharia a integridade do político, o chofer pediu que o caso fosse abafado em troca de virar fonte para fofocas ainda maiores. Que contradição, não? Ora, se ele fez de tudo para abafar algo menor, como ele se escoaria segredos mais sórdidos? Pra piorar, no final a série ainda foi capaz de apresentar uma óbvia montagem “evidenciando” para nós que tudo aquilo que fora dito nos últimos 40 minutos não passava de uma mentira! Sinceramente, Dirty Sexy Money trouxe não só o pior episódio de sua série, como de toda a temporada de séries 2008/2009.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 07/04/2009 no AXN.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Dirty Sexy Money, Fringe, Heroes, Trust Me Tags: , , , , , , ,
08/04/2009 - 06:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
Trust Me “1×10: Thanks, I Needed That / 1×11: Norming”: É uma pena que o canal TNT está correndo com a exibição da série para acabar logo com a temporada, que encerrou-se ontem à noite nos EUA. Trust Me certamente não merecia todo este descaso da emissora e do público. O caso da propaganda da cerveja em Thanks, I Needed That trouxe à tona o passado de Tony com a diretora da RGM Denise e o porque dela sempre sabotar o time de Mason. A rivalidade, os conflitos e as emoções deste estressante emprego foram, contudo, evidenciadas no episódio subsequente, Norming, que encerrou-se com o melhor clffhanger da temporada e o anúncio da possível separação da dupla Conner e Mason. De qualquer forma, Trust Me é muito mais que um drama sobre uma agência de publicidade, assim como ocorre com Mad Men. Apesar de terem focos diametralmente opostos, essas produções se destacam pelo texto caprichado, ágil e sempre contemporâneo. Infelizmente o cancelamento é quase inevitável. Não sei porque, mas Trust Me sempre me lembra de Studio 60, outra série excelente que foi duramente injustiçada por conta de baixa audiência. Não há como querer colocar uma série estreante pra competir com American Idol num canal a cabo e esperar que tudo dê certo. Se for mesmo cancelada, os culpados serão os programadores da TNT que conseguiram por uma das melhores novidades do Mid Season no pior timeslot possível.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 31/03/2009 na TNT americana.

United States of Tara “1×11: Snow / 1×12: Miracle”: O que aconteceu de relevante no 11º episódio de Tara, além do fato dela ter sido internada em uma clínica para um tratamento? Nada! Buck apareceu na instituição, causou um burburinho e só! O grande breakthrough de toda a série até agora somente veio quando a perturbada moça resolveu procurar pelo suposto responsável por seu transtorno mental. No final das contas, a resposta não foi encontrada, já que descobrimos que Tara já sofria de múltipla personalidade antes mesmo do tal estupro, e a temporada encerrou-se como a maioria dos episódios: de forma lacônica, inconclusiva e com uma montagem ou musiquinha no final para dar um clima “indie” à la Juno. Toda história foi apresentada, desenvolvida e encerrada de forma incompleta. Há quem adore as lacunas em United States of Tara ou o fato da série ser, no mínimo, agradável. Infelizmente nada disso segurará esta produção por muito tempo, a menos que Steven Spielberg continue bancando a inexperiência de Diablo Cody por mais temporadas além da próxima, que já está garantida.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 29/03/2009 e 05/04/2009 no Showtime americano.

Heroes “3×21: Into Asylum”: Não, não dá pra elogiar muito Heroes, porque sempre tem um capítulo à frente para deletar tudo de bom que foi feito pelo anterior. Desperdiçando muito tempo de tela, o episódio da semana mais uma vez foi praticamente sobre o nada, começando por aquele asilo idiota de Nathan Petrelli e Claire no México. Os dois voaram pra lá, arrumaram uns trocados, discutiram a relação pai-filha e retornaram do mesmo jeito! O mesmo pode ser dito daquelas cenas entre Peter e Angela na igreja, que foram de dar sono de tão repetitivas e desnecessárias. Se não fosse pela inusitada parceria entre Sylar e Denko, Into Asylum mereceria a nota mínima da semana, mas o caso desenvolvido nesta trama paralela não só foi interessante, como se tornou um dos melhores da temporada (o que, repito, não é algo muito difícil de atingir). Muito me espanta ler no início o nome de Bryan Fuller como “Consultant Producer“, já que sua atuação na série claramente está limitada às patacoadas de Tim Kring. A 3ª temporada novamente voltou a desestabilizar-se, como era previsível esperar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 30/03/2009 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×19: Murtaugh”: Eu pensei que How I Met Your Mother subitamente havia recuperado a sua genialidade com a tal lista “Murtaugh“, baseada no personagem de Danny Glover da clássica série Máquina Mortífera, que sempre dizia estar velho demais pra fazer aquelas coisas. Assim, nasceu a aposta entre Ted e Barney, que rapidamente foi substituída pelo excesso de absurdos quando o “desafio” foi elevado, fazendo com que Ted tivesse que viver igual um velho. Tivemos também aquela historinha igualmente sem graça de Lilly e Marshall na escola, que foi o ponto mais baixo da temporada! Cadê a How I Met Your Mother que conhecemos? Quem está escrevendo a série agora, uma criança de 8 anos? The Big Bang Theory “2×19: The Dead Hooker Juxtaposition”: Chuck Lorre e Bill Prady vieram com mais uma sacada genial com a nova vizinha de cima do apartamento dos geeks, evidenciando que Penny é tão emocionalmente dependente daquele grupo como o contrário. A grande piada, contudo, foi a de Wollowitz e sua dificuldade em sair de casa, mesmo sendo praticamente expulso por sua mãe (que nunca aparece!). TBBT dominou a noite de segunda-feira com seu texto sempre afiado, adulto e contemporâneo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother
The Big Bang Theory Half Star
Episódios exibidos em 30/03/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Heroes, The Big Bang Theory, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , ,
05/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×18: Old King Clancy”: Sinceramente, eu acho que o auge de How I Met Your Mother passou e que a série nunca mais vai ser genial como foi em suas primeiras temporadas. A comédia segue num ritmo esquisito com uma indefinição pairando nas vidas de Ted, Barney, Robin e do casal Marshall e Lilly, fazendo com que os capítulos sejam sobre o “nada”, mas um “nada” ruim diferentemente do de Seinfeld, por exemplo. As piadas estão infantis e as tramas desinteressantes, como essa com o projeto de Ted no GNB (e que coincidentemente me lembrou cenas da horrível Better Off Ted). É uma pena, pois eu endossei esta comédia desde o início e hoje ela não é nem metade do que já foi.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na CBS americana.

Grey’s Anatomy “5×19: Elevator Love Letter”: Não foi pelo pedido de casamento de Derek à Grey e nem pelo avanço no caso de Izzie que este episódio de Grey’s Anatomy foi espetacular. A série readquiriu a sua simplicidade e delicadeza ao contar as suas histórias, provando que Shonda Rhimes amadureceu o seu texto após ter cometido os deslizes das temporadas anteriores. As personagens também amadureceram com isso e o noivado que se iniciou naquela tocante e peculiar cena do elevador foi só a confirmação de tudo isso. Alex cresceu, assim como Yang, O’Maley e, especialmente Izzie. A doença da loira já virou o acontecimento mais marcante da temporada, porque tornou-se o cerne de muitas questões importantes. O caso da semana também revelou o crescimento da série nesta reta final, surpreendendo com o seu desfecho: no início certamente condenamos aquelas pessoas que estavam aguardando a morte da tia doente para seguirem com suas vidas, mas depois vimos que nem sempre a realidade é o preto no branco. Esse também é o caso de Hunt, que abriu o episódio enforcando Yang, numa trama que pode ser muito bem-vinda – a das sequelas psicológicas que uma guerra pode deixar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 26/03/2009 na ABC americana.

Damages “2×12: Look What He Dug Up This Time”: Voltando a focar em Daniel Purcell, o que deveria ter sido feito há vários episódios atrás, Damages deixou um pouco a desejar porque até agora não conseguiu (ou não quis) amarrar as incontáveis pontas soltas do roteiro, deixando tudo para o episódio final que precisará ser estendido. Obviamente, o fato tira a força dramática da temporada, fazendo-a esmaecer perante o primeiro ano que sempre trazia uma revelação nova e chocante a cada episódio. Certo é que o fato da mulher de Purcell ter sobrevivido ao ataque de fúria que ele teve (sendo verdadeiramente assassinada pelo capanga) não compromete sua falta de integridade em nada, ainda que sua culpabilidade pelo homicídio em si possa eventualmente ser excluída. Imersa no drama pessoal que Patty vive com seu marido, ela ainda perdeu seu companheiro de trabalho Tom e deu um show de atuação (certamente este episódio vai para a seleção do Emmy). Ainda assim, faltou mais. Look What He Dug Up This Time veio e foi sem um cerne. Não tenho dúvidas da capacidade dos roteiristas deste drama, mas questiono se a intenção de deixar a bomba estourar para o fim é realmente interessante pra esta série. O equilíbrio, como ocorreu na primeira parte desta intrigante história, seria o mais ideal.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 25/03/2009 no FX americano.

30 Rock “3×16: Apollo, Apollo”: Não tem jeito. 30 Rock é a comédia mais nonsense de todas no ar e mesmo exibindo sempre acontecimentos implausíveis, como a “viagem espacial” de Tracy, tudo faz sentido em seu contexto. Genial também foi a forma que todas aquelas personagens do Rockefeller Center, nº 30 enxergam o mundo, resultando numa das idéias mais bem sacadas da temporada. Enquanto Kenneth enxerga a vida como se estivesse na Vila Sésamo, o egocêntrico Tracy vê tudo girando em torno de si e Jack só consegue ver valores em sua frente. 30 Rock sempre me ganha pelos detalhes, como no momento em que Liz Lemon continua andando feito uma boneca de pano, mesmo depois que a cena voltou para o “mundo real”. Formidável! The Office “5×19: Two Weeks”: Depois de entregar o episódio impecável que precedeu este Two Weeks, The Office parece ter exagerado um pouco na dose “Michael Scott”, tornando o capítulo forçado e pouco crível, ainda que saibamos que a série se passa num “universo paralelo”. Apesar de corente com algumas atitudes pregressas de sua persona, o final do capítulo anterior deu a entender que ele iria ter um de seus (raros) insights pra provar a Scott que a idéia do novo superior regional era desnecessária, já que a filial de Scranton foi a única que, inexplicavelmente, trouxe lucro nos tempos de crise. A decisão de Pam também soou pouco natural, pois Michael não é nenhum Jerry Maguire. Sabemos que com esse novo chefe na cidade a casa vai cair, mas tudo poderia ter sido conduzido de forma mais sutil como a série costuma ser.
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office
Episódios exibidos em 26/03/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×07: Echoes”: Mais uma vez Dollhouse surpreendeu e mostrou a versatilidade de seu texto, trazendo um episódio que, apesar de muito estranho, foi intenso e trouxe mais avanços à trama, pois conhecemos um pouco mais do passado de Echo como Caroline. Pela primeira vez também a organização Dollhouse perdeu significativamente o controle de seus ativos por causa da disseminação da droga no campus da universidade. É claro que este capítulo não teve o impacto da semana anterior, mas a série não está fazendo feio. Até agora não vimos nenhum episódio abaixo da média ou que não fosse, no mínimo, interessante e revelador. Esta era uma história que poderia muito bem cair naquele estigma de “caso da semana” (e até começou assim), mas acabou mostrando que existe mais do que simplesmente discorrer sobre as aventuras dos “bonecos” enquanto estão em suas missões. Contudo, por ter sua duração estendida (lá fora é exibida quase sem comerciais), alguns diálogos são longos e sem foco, o que no fim das contas deixa algumas cenas pouco maçantes. Nada que prejudique o resultado final, felizmente.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 27/03/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Damages, Dollhouse, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Notícias, The Office Tags: , , , , , , ,
01/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I (Sem Mentiras!)

Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×10: Sacrament (Season Finale)”: Que incrível final, não? Big Love definitivamente sacramentou (perdão pelo trocadilho) o alto nível dessa série, alinhando perfeitamente o roteiro, a edição, a trilha imediatista e as impecáveis atuações de todo o elenco. No topo da lista está a morte de Roman pelas mãos vingativas de Joey, mas o destaque foi mesmo a sordidez de Albie e Nikki, com um dos diálogos mais perturbadores da série enquanto discutiam formas de explodir os próprios pais. Pra minha surpresa, o que parecia ser apenas uma idealização, acabou sendo levado à cabo pelo filho do profeta, ainda que sem sucesso. O sequestro chegou ao fim, os Green escaparam novamente e a volúvel Nikki retornou à casa com sua primeira filha, hoje com 14 anos (o pai era quem, Zelko Ivanek, o especialista em ser coadjuvante). Foi positiva, também, a plot com Margene e seu negócio que rendeu bons frutos, depois de ser subestimada pelo marido. Quero muito ver o desenrolar disso na próxima temporada que, claro, já está garantida pela HBO. A cena final com a comunhão de Bill Henricksson foi marcante, evidenciando o quão perdido o sujeito está. Já é certo dizer que esta é a melhor temporada de Big Love, que avança significativamente a cada episódio, surpreendendo e indo sempre além da sua premissa. Prestem mais atenção a esta série e quem nunca viu ou parou de ver, reafirmo, comecem ou retomem. #ficadica
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/02/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×10: Betrayal”: Eu concordo com todos os comentários que afirmaram que esta série não me “pegou”. Inevitavelmente o gosto influencia na análise de determinadas produções, pois a opinião é parcial e nunca foi meu propósito comentar séries com isenção. Foi gerada muita expectativa com United States of Tara e isso fatalmente foi um erro ao meu ver. Em quase uma temporada, Diablo Cody provou que não sabe segurar o espectador, já que seu texto muitas vezes é vazio e sem propósito, que nem de longe lembra o seu trabalho anterior (Juno), este sim digno de prêmios. O único trunfo desta produção é mesmo a interpretação quádrupla de Toni Collete, que cada vez mais foi se adaptando aos papéis, atingindo ótimos momentos (muitos deles que não dependem do texto). Infelizmente (ou felizmente, não sei), somente agora depois de 10 episódios é que a série deu uma boa guinada com a tal “traição” da mãe com o pretendente do filho, enquanto esta estava agindo como a adolescente de 17 anos T. O final fechou muito bem o mediano episódio com aquele incêndio provocado pelo garoto na cabana da “guria”.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/03/2009 no Showtime americano.

Heroes “3×20: Cold Snap”: Faltando poucos episódios para o fim, Heroes entrou em uma bem-vinda curva ascendente, mesmo com um episódio que não podemos considerar “fantástico”. Acho que nunca mais poderemos falar isso da série sem se preocupar se o que está por vir será uma nova bomba. Afinal, apesar de Bryan Fuller ter voltado, as mãos de Tim Kring continuam no teclado. Mas Cold Snap foi bom, trouxe a inesperada revelação de que Micah é o Rebel, o que é totalmente coerente com os poderes que o garoto tem (coerência em Heroes? Raridade). As cenas de ação também voltaram a empolgar. Aquele auto-congelamento/suicídio (?) de Tracy no estacionamento ficou bem “Matrix”, mas foi legal. Eu só não valido o que Hiro se tornou na série: um grande bocó. Ficou claro também que “retiraram” (de forma porca) o poder dele de viajar como bem quer, assim como fizeram com Peter Petrelli, que agora tem habilidades limitadas (uma de cada vez). Vítima de seu próprio roteiro, Tim Kring está rebolando pra dar conta de terminar esse volume num nível aceitável, e até que está conseguindo. Só espero que ele não deixe a peteca cair nos próximos, pra justificar a renovação para a 4ª temporada.
Cotação Bruno Carvalho: (por muito pouco seriam quatro)
Episódio exibido em 23/03/2009 na NBC americana.

24 “7×15: Day 7: 10:00pm – 11:00pm”: É muito aliviante este momento em 24 em que as autoridades (in) competentes começam a tomar ciência da grave situação que se formou ao longo do dia, finalmente crendo em Bauer. Repleta de tiroteios e ação, esta hora focou no estabelecimento do problema que tomará conta da madrugada: a ameaça doméstica e biológica conduzida pelo Sr. Hodges (Jon Voight como um vilão que realmente põe medo por sua frieza), que possui uma agenda pessoal para aumentar a sub-contratação de mão-de-obra militar – a especialidade de sua empresa. Enfraquecida, porém, está a situação na Casa Branca com o desinteressante draminha entre a filha da presidente e o chefe de gabinete, que foi obrigado a se demitir. Funcionando como uma boa ponte entre o dia e a noite, a hora chegou ao fim com mais um de seus tensos cliffhangers, já que o nosso herói foi exposto aos agentes nocivos da arma. Ainda faltam 9 horas para o fim deste dia… Força, Jack!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×19: The Grandfather”: Nate nunca foi um personagem digno de merecer um episódio de destaque, tanto pela limitação do ator quanto por sua inexpressiva passagem dramática ao longo destas quase duas temporadas. Mais eis que do nada, como uma Fênix, o romance dele com Blair emergiu das cinzas em mais um final “OMFG” já característico na série. Gossip Girl é mestre em rearranjar as mesmas peças de seu tabuleiro, conforme já mencionei em diversas resenhas, mas por essa acho que ninguém esperava. Isso já afetou diretamente Chuck e indiretamente atingirá todos os Upper East Siders, o que certamente trará muito material para a misteriosa blogueira. O que o drama precisa deixar de lado, contudo, são os casos dos adultos que de longe são os mais desinteressantes, perdendo, inclusive, para as traminhas bobas de Vanessa (alguém gosta dela?). O episódio foi um filler, claro, mas dos bons. Esta temporada terá 24 episódios, ou seja, ainda tem muita coisa pra acontecer.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na CW americana.

Amanhã tem LOST e sexta tem mais episódios comentados em sequência! Obrigado por sua visita e (espero) seu comentário!

Ah, nosso 1º de Abril será no Twitter! Siga para rir durante todo o dia com notícias, digamos, improváveis!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Big Love, Enquete, Gossip Girl, Heroes, United States of Tara Tags: , , , ,
27/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×09: Outer Darkness”: A fé de Bill Henrickson está sendo fortemente testada, na a família, nos negócios, nas relações interpessoais e a casa literalmente caiu para o sujeito que, como já disse aqui, é um mestre em postergar problemas. Mas Outer Darkness foi além da trama e mergulhou de cabeça nas entranhas da Igreja Mórmon, com uma cena que ocorre dentro de um dos rituais fechados da instituição (aquele que Barb infiltrou), o que incomodou muito os fervorosos Santos dos Últimos Dias, que chegaram até a exigir uma retratação do canal HBO. A série já havia forçado a barra cutucando alguma das controversas crenças mormonistas, como o fato deles terem que usar uma espécie de “roupa íntima” especial chamada Garmet. Detalhes à parte, o estranho conluio de Bill com Roman só evidencia o tamanho de seu desespero, revelando que as amarras dele com seu povo dificilmente serão rompidas. Funcionando como um bom filler, este episódio preparou o terreno para a reta final da série que, conforme prometeram, será bombástica.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/02/2009 na HBO americana.

bstatestaraUnited States of Tara “1×09: Possibility”: Quisera eu que United States of Tara ficasse somente em sua premissa e com aquela linda abertura, porque faltando apenas três episódios para o final de temporada a comédia de Diablo Cody ainda não consegue empolgar. Este nono episódio melhorou a ponto de não deixar a série insuportável, mas há um longo caminho pela frente até ela tornar-se merecedora de nadar no mar das grandes produções. Não se enganem com a montagem final com musiquinha e tudo mais, porque todo o capítulo se baseou inteiramente no romance adolescente homossexual de Marshall, quando o cerne de tudo deveria ser as disfunções de Tara e o reflexo dela na vida de sua família. Às vezes parece que criaram incongruentes núcleos dramáticos dentro  e, pelo que vimos até agora, não acho que seja proposital, denotando falta de controle da roteirista. Enfim, Diablo Cody, espero que me prove errado até o 12º episódio…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/03/2009 no Showtime americano.

btrustmeTrust Me “1×08: What’s the Rush / 1×09: Odd Man Out”: Ironicamente estes foram episódios sobre a quebra de confiança nas relações de Mason e Conner, a despeito do título da série. Apesar de eu ainda não entender bem a estrutura organizacional daquela agência (afinal, quem manda em quem?), o drama continuou a explorar bons momentos e conflitos quando descobrimos mais sobre o passado dos dois publicitários e o que eles passaram para chegar onde hoje estão. Sem querer martirizá-los ou mostrá-los sempre como os camaradas cool do lugar, a série foi feliz em ressaltar os defeitos de cada um permitindo que o público julgue-os não por suas ações ou omissões, mas sim pelo que eles fazem para contornar os obstáculos que muitas vezes criaram. Foi assim com Mason e sua filha e Connor e seu ex-parceiro de trabalho. Embora saindo sem empolgar muito, os capítulos marcaram o momento de transição na trama para o final de temporada que chegará em breve. É uma pena que a temporada é tão curta.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódios exibidos em 17/03/2009 na TNT americana.

Dollhouse “1×06: Man on the Street”: Joss Whedon prometeu e cumpriu! Dollhouse , que já era boa, ficou muito boa de uma hora pra outra com aquele inesperado encontro entre Echo e Paul, logo no meio de uma “missão”. Se estava faltando que o agente chegasse mais perto de descobrir evidências contundentes sobre a Casa de Bonecos, agora não podemos mais reclamar. Da mesma forma que ele, tomei um susto quando a dormente Caroline apareceu e fiquei totalmente sem imaginar como essa situação poderia ser desenvolvida. Foi aí que descobrimos que essa poderosa organização está mais infiltrada em tudo do que imaginamos, já que até mesmo a vizinha do policial é uma de suas bonecas. Na verdade, Paul está vivendo uma mentira tão grande, sendo manipulado por eles da forma que bem entendem, que ele é praticamente um dos “ativos”. Já falei antes que Dollhouse pode não ser o melhor drama que você já viu, mas até agora ele continua sólido, entregando episódios concisos e interessantes. É claro que poderiam ter evitado aquela ceninha à lá Bionic Woman no restaurante chinês (de repente todo mundo desapareceu da cozinha?), mas isso não comprometeu muito este revelador episódio.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 20/03/2009 na FOX americana.

30 Rock “3×15: The Bubble”: Bom episódio de 30 Rock com o tema específico da “bolha”, mostrando (em um nível cômico absurdamente hilário) como a sociedade tende a favorecer os mais bonitos, dando continuação, ainda, à ótima participação de Jon Hamm (Mad Men). Divertido também foi o caso da renovação de contrato de Tracy e mais uma vez Kenneth salvou o dia, já que o astro não consegue viver sem o seu servente: “eu tenho que ir na casa do Sr. Jordan segurar sua mão enquanto ele assiste LOST“. Genial! The Office “5×18: New Boss”: Uau! Que episódio tenso e que cliffhanger foi aquele? A chegada do novo coordenador da região abalou as estruturas da Dunder Mufflin Scranton e sobrou até pro Jim, que não conseguiu dar uma dentro o dia inteiro. Afinal, ele começou com o pé esquerdo chegando fantasiado de smoking só para importunar Dwight. É óbvio que essa demissão de Michael não vai muito pra frente, mas o final me deixou mais tenso do que o de 24. E se o gerente regional que está na empresa há 15 anos é estúpido e faz as coisas do seu jeito, o novo chefe foi igualmente irracional impondo métodos e políticas sem o mínimo de sensibilidade. Enfim, poucas vezes tivemos um capítulo tão dramático assim, e foi muito bom!
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office
Episódios exibidos em 19/03/2009 na NBC americana.

Considerações sobre algumas estreias que não vão entrar em nossa cobertura de forma alguma:

Better Off Ted “1×01 Pilot”: : Esta nova série  da ABC estrelada por Jay Harrington (Private Practice) e Portia de Rossi (Arrested Development) mostra o quanto o canal só vem piorando no quesito comédia, desde o fiasco  triplo Cavemen/Carpoolers/Miss Guided da temporada 2007/2008. A história é centrada no executivo de uma empresa “especializada” em desenvolver produtos de todo e qualquer gênero, de preferência os mais absurdos e maléficos possíveis, e seus “desafios” no dia a dia com a chefe inescrupulosa e exigente. Com um roteiro absurdamente mal escrito e lotado de “piadas” que não funcionam, Better Off Ted só é bem sucedida em criar um humor besta, datado e extremamente caricato, que deveria envergonhar os envolvidos nesta produção, até mesmo os contra-regras (juro que em determinados momentos me lembrei de Zorra Total). ABC deveria ser judicialmente compelida a parar de produzir comédias. Tenho convicção de que esta atrocidade será logo cancelada. Podem apostar e não percam tempo.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 18/03/2009 na ABC americana.

Party Down “1×01: Willow Canyon Homeowner’s Annual: Não entendo por que Rob Thomas foi aventurar-se nesta comédia pouco inspirada num canal a cabo mal difundido nos EUA chamado Starz. Party Down poderia ser descrita como um The Office sobre buffets de festa, mas as semelhanças com a comédia da NBC ficariam só na intenção. Apesar de longa, aborrecida e até deprimente demais em alguns momentos, o principal problema desta série é que ela chega e vai embora sem despertar o mínimo de interesse no público ou empatia de nós por suas personagens (nem comento a ridícula atuação da usualmente talentosa Constance Carmell). No fim das contas, ela é simplesmente esquecível, não servindo nem como um passatempo descompromissado, pois temos séries melhores até pra isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/03/2009 na Starz americana.

Kings “1×01/1×02″: Goliath: Depois de finalmente terminar de ver este piloto estendido com muito custo, concluí que este pomposo drama da NBC não só é previsível (um plebeu que deve virar rei, oh) e pretensioso demais para ir longe num canal aberto, como também não serve nem como uma obra de crítica política e social (como foi Battlestar Galactica) de tão escancarada que é em seus objetivos (vide as cenas no tal parlamento de vidro). A produção é até caprichada, tem cara de ser despendiosa, mas por isso mesmo não vejo muito futuro nesta monarquia moderna e lúdica concebida por co-produtores de Heroes e Smallville. Estes foram alguns dos episódios mais enjoativos que assisti há um bom tempo, mesmo depois de ter visto estas duas comédias que comentei aí em cima. Como estamos em época de crise, não recomendo a devoção (com o perdão do trocadilho) a este drama antes de saber se ele realmente estará garantido por, pelo menos, o reinado de uma temporada completa.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/03/2009 na NBC americana.

Aff, que Mid Season fraco!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Better Off Ted, Big Love, Dollhouse, Kings, Party Down, The Office, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , , , ,
21/03/2009 - 01:20

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×08: Rough Edges”: Se você parou de assistir Big Love por qualquer motivo, ou nunca assistiu, volte ou comece (e pare de ler, porque tem spoiler). Esta 3ª temporada segue de forma irrepreensível e em mais um episódio com chocantes acontecimentos, notadamente com relação à exposição da traição de Nikki com seu ex-chefe. Me admira, contudo, a passividade com que Bill tratou a questão, da mesma forma que ele lidou com a gravidez e aborto da filha. Agora, será que ele está agindo assim porque é o “herói” da série (o que denotaria covardia dos roteiristas) ou porque ele realmente está passando por um momento de contestação de suas crenças? Eu aposto nesta segunda hipótese, pois é notório que Bill tem uma mania de postergar seus problemas até que eles se tornam algo insuportável para toda a sua família. Logo ele deve dar o grito. Sinto, contudo, que as histórias de Barb e Margene andam muito paradas, o que é negativo, já que com toda as atenções voltadas para as polêmicas da venda da carta Mórmon e a aquisição do cassino, vamos ficando cada vez mais afastados do dia a dia da família plural que, pra mim, já é suficientemente interessante.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 08/03/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×08: Abundance”: Só continuo assistindo e comentando United States of Tara por pura inércia e porque a temporada é curta. Diablo Cody prometeu, chegou com Tara e seus alters, não estabeleceu bem a que propósito tudo veio, gerou hype e até agora a série segue em um ritmo que não fede nem cheira. Alice apareceu, Marshall continuou com sua quedinha pelo amigo, teve um previsível encontro com o pai do garoto e pacatamente mais um episódio se encerrou de forma lacônica, como todos. O “nome na porta” de Steven Spielberg como produtor executivo já nem soa tão pomposo, porque recordo-me que ele também esteve por trás de Indiana Jones IV, Transformers, Homens de Preto II e A Lenda do Zorro. Vamos ver se e quando esta “comédia” irá emplacar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/03/2009 no Showtime americano.

24 “7×13: Day 7: 8:00pm – 9:00pm”: O relógio mudo, o sacrifício de Bill, a tomada da Casa Branca por Juma e a dura restituição do poder fizeram com que esta fosse uma das horas mais emocionalmente desgastantes de toda a série, ainda que eu não seja tão fã do patriotismo republicano que muitas vezes impera no drama. Bastou ver os rostos esgotados e cansados de Jack, Taylor, Pierce e equipe para despertar nossa empatia com toda aquela aura de derrota que foi cuidadosamente criada num dos locais mais protegidos do mundo. Abro parêntesis aqui para elogiar a correta direção de arte, que recriou muito bem a edificação com base em fotografias e vídeos da verdadeira, fazendo com que a experiência fosse ainda mais enriquecedora. Efeitos, cenografia e atuação de qualidade (seja de qualquer época ou contexto) é aquela que você não questiona e às vezes até faz você esquecer que está vendo um mero programa de TV. Este episódio me fez esquecer isso diversas vezes e este é um mérito que poucas produções hoje conseguem. 24 traz momentos absurdos que são tratados de forma real por um roteiro sempre sensato. Já são 9 da noite, Bauer está sozinho novamente e caçado pela polícia e o drama segue imprevisivelmente delirante!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/03/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×17: I Will Follow You Into the Dark”: Intenso, emocionante e promissor. É assim que foi a volta de Grey’s Anatomy para esta reta final, explorando muito bem todo o potencial dramático que esta produção sempre teve, mas que às vezes ficou ofuscado (alô, 4ª temporada). Quase no centro das atenções ficou Izzie e sua árdua aceitação de que a paciente X – que é ela – não tem muito tempo de vida, levando-a apreciar as pequenas coisas que corriqueiramente todos nós ignoramos. Mas este foi o episódio de Sheppard, que estourou no trabalho depois de tantos anos acumulando as inevitáveis perdas que sua especialidade médica traz. O estresse, o esgotamento e o erro foram os catalisadores de sua versão dark e imprevisível que nos foi apresentada naquele final. Eu acredito que, no fim das contas, ele não jogará a toalha como fez com o anel de noivado de Grey, mas a cena em si já valeu. Foi uma interessante e inesperada mudança na personagem. Shonda Rhimes está caprichando este ano…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/03/2009 na ABC americana.

Battlestar Galactica “4×19: Daybreak, Part I”: Eu adoro Battlestar Galactica, todos sabem, considero uma das melhores séries recentemente produzidas (que os Deuses do SyFy a tenham), mas este episódio foi aquém do que o mais otimista dos fãs poderia esperar (estou certo, Cavalca?). Começou muito bem, com os curiosos flashbacks em Caprica City, mas depois de ver Laura Roslin de pijama numa fonte de praça ou Baltar pra cima e pra baixo com a Número 6, notei que eles estavam ali pra preencher tempo, como uma tradicional novela brasileira faz, deixando tudo para o derradeiro capítulo. Até mesmo na nave a narrativa foi arrastada, cheia de pausas e simbolismos para no fim chegarmos ao maior anti-clímax de toda a temporada. Eu tenho certeza de que a segunda parte será estrondosa (ainda não vi, está passando neste momento em que escrevo esta resenha), mas por enquanto este primeiro Daybreak só serviu como um longo e cansativo prólogo do fim, sem acrescentar muito à tudo que já foi muito bem dito e feito. Fraking sorry, fans!
Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 13/03/2009 no SyFy.

Dollhouse “1×05: True Believer”: Eu estou realmente surpreso com o bom desenvolvimento de Dollhouse, a cada semana trazendo um caso curioso e diferente, porém sem desamarrar os nós que vão desconstruindo a personalidade robótica de Echo. Talvez eu esteja achando isso porque Joss Whedon pediu para não criarmos expectativas com seu drama, mas até agora nada foi decepcionante ou sem coesão com o que foi proposto no piloto. Pelo contrário, em True Believer, vimos a Casa de Bonecos ajudando uma agência federal anti-armas como uma “contratada independente”, levando Echo diretamente para dentro de uma comunidade religiosa fechadíssima, que me lembrou inclusive a “compound” de Big Love, repleto de ação, tensão e com ótimas atuações de todo o elenco. Recentemente o criador veio a público dizendo que nem chegamos na melhor parte ainda. Que bom!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/03/2009 na FOX americana.

b30office 30 Rock “3×14: The Funcooker”: Eu geralmente não gosto de Tracy Jordan e Jenna, mas neste episódio eles foram excepcionalmente hilários, com as propagandas que o astro do TGS comprou na TV e a determinação da atriz em permanecer acordada para lidar com os trabalhos na TV e cinema. Sinto falta de mais aparições do Dr. Leo Spaceman, que são sempre brilhantes. Em contrapartida, as histórias paralelas de Liz e Donaghy foram desanimadoras (especialmente a de Liz no tribunal). Não foi dos melhores, nem dos piores. The Office “5×17: Golden Ticket”: Embora tenha sido possível antever o twist do final do episódio, a história da promoção Willy Wonka que Michael “bolou” foi uma das melhores desta temporada! Quando ele percebeu o estrago, – já que apenas um cliente recebeu todos os tíquetes dourados que davam milhares de dólares em descontos – impensadamente colocou toda a culpa em Dwight para depois assumir o crédito ao descobrir que o resultado havia sido positivo. Genial, também, foi a obstinação de Dwight em manter a história como uma justa punição ao seu superior, com a ajuda de Jim. The Office rotineiramente eleva o próprio nível, graças também às excelentes atuações de Steve Carell e Rainn Wilson.
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office Half Star
Episódios exibidos em 12/03/2009 na NBC americana.

É isso! Demorou, mas chegou. Não falei de Kings (nova série da NBC) porque simplesmente não consegui chegar ao final do piloto até agora. Tirem suas conclusões daí. Bom final de semana para todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Battlestar Galactica, Big Love, Dollhouse, Greys Anatomy, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , , ,

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