American Idol: Semana Disco e Top 5 Revelado!
A semana da “Era Disco” sempre foi um problema para os participantes do American Idol, pois as músicas são muito características e é muito difícil fugir do original. Mesmo assim, alguns poucos conseguiram sobressair-se justamente evitando este estigma e criando algo diferente em cima das canções que marcaram toda uma geração. Os grandes destaques ficaram com Adam Lambert (“que novidade”), desta vez contido, mas com uma bela versão balada de If Can’t Have You (Bee Gees) e Kris Allen, que desta vez foi o meu favorito da semana, com um arranjo super moderno de She Works Hard For the Money (da Donna Summer). É possível ver que estes dois têm um cuidado especial com seus shows, fazendo adequadas modificações nas melodias e palpitando até nos efeitos de luz, instrumentos utilizados e enquadramentos de câmera (especialmente Adam). Por outro lado, afundando cada vez mais está Danny Gokey, que não inovou nas últimas semanas e acha que fazer uma performance espalhafatosa resolverá o seu problema. Foi assim com Taylor Hicks, que hoje sumiu da mídia por ser um cantor “genérico” e sem identidade. Gokey, de fato, chamou a minha atenção quando cantou Kiss From a Rose, mas hoje ele segue como um discípulo do copycat. Não curti nem um pouco a Hot Stuff de Allisson Iraheta, que ficou com um ritmo estranho como se ela sempre estivesse um tom à frente da melodia. Nesta 8ª temporada de Idol não adianta só apenas uma boa voz. Por isso mesmo que o público despachou Lil’ Rounds, que não evoluiu absolutamente nada desde a sua chegada na atração (e ela merecia ter ido antes de Megan Joy, por exemplo) e o limitado Anoop DeSai, que teve seus bons momentos, mas não conseguiu sair disso. Ah, e depois da desajeitada apresentação de Matt Giraud, acho que os juízes se arrependeram demais de ter usado o “colar do anjo” com ele. Foi sofrível aquele Stayin’ Alive. Top 5 formado, eliminações justíssimas e na semana que vem os “Idols” cantarão músicas do Rat Pack. Isso vai ser interessante…

Hoje eu vou direto ao ponto: a utilização da “Cláusula Daughtry” pra salvar Matt Giraud da eliminação foi totalmente precipitada, impensada e a decisão incoerente de Simon e dos juízes tirou boa parte de credibilidade do programa. Primeiramente, porque Matt Giraud não é nenhum Chris Daughtry. Apesar de cantar bem, ele constantemente desliza e não tem grandes chances de ganhar esta competição. Assim, o tão aguardado momento em que um concorrente seria salvo pelo auto dos julgadores foi mais pra constar do que pra valer, pois dificilmente os realmente bons cairão pro Bottom 3 este ano. A “América” aprendeu a votar, tanto que as figurinhas da noite de eliminação estão sempre lá: Anoop e Lil’. A semana com trilhas-sonoras e o inusitado mentor Quentin Tarantino (ele entende de músicas para seus filmes, mas não é um bom técnico vocal) denotou mais uma vez que este Idol é de Adam Lambert (sorry por bater nesta mesma tecla, mas nesta altura é inevitável) e que a grande surpresa da atração será quem ficará com o posto de segundo lugar. Eu apostava muito minhas fichas em Danny Gokey, mas ultimamente ele anda tão apagado que até mesmo a melosidade de Anoop ou os exageros de Iraheta estão superando-o em certas apresentações. Outro candidato pra se prestar muita atenção é Kris Allen, que mais uma vez foi um dos melhores, apesar daquela crítica absurda de Randy, de que “ele foi desafinado desde o início”. Não só Kara e Paula discordaram dele, como Simon aproveitou a oportunidade na noite seguinte para reafirmar que ele foi brilhante. Aliás, essa idéia do julgamento em pares foi tão ruim que na próxima semana eles voltarão ao método original. O problema aí é a presença de um quarto elemento, que quebra todo o ritmo da hora de julgar. Enfim, ao salvar Matt, Idol criou um problemão para a semana Disco, onde duas pessoas terão que ser eliminadas – sem a possibilidade de salvamento – o que aí sim pode vir a ser muito injusto dependendo de quem fique no Bottom 2. A produção precisa parar de inventar formas de se sabotar. No geral, esta foi uma noite fraca, com performances esquecíveis de quase todo o grupo. Era melhor terem exibido o Acústico MTV Bryan Adams no lugar.
Na semana onde cada participante poderia escolher a melhor música que reflete seu estilo, já que o tema era livre (Top Downloads no iTunes), a maioria provou mais uma vez que não sabe o tipo de artista que quer ser, utilizando a maior plataforma da música mundial para “brincar de aprender a ser artista”. Isso vem acontecendo com Lil’ Rounds, Scott McIntyre, Anoop DeSai e até com Matt Giraud. Esse último já entregou ótimas performances quando ficou no R&B, mas decepcionou quando resolveu cantar seus “ídolos”, como fez esta semana com You Found Me, do The Fray e trilha da 5ª temporada de LOST. O que Randy Jackson afirmou em sua crítica foi muito pertinente: não é porque você gosta da música ou do artista, que necessariamente deve cantá-los. Os poucos que sabem o que querem ser e vender são os favoritos para levar o título de ídolo – Adam Lambert, Kris Allen e Danny Gokey. Allison Iraheta é até boazinha, mas os exageros dela como “roqueira” não a levarão muito longe nesta competição, tanto que ficou no Bottom 3 esta semana. Ah, e apesar de considerá-lo o melhor de todos, Adam decepcionou cantando Play That Funky Music do Wild Cherry (banda de uma música só), o que foi sua pior escolha até hoje – e nisso incluo a bizarrice que ele fez na Semana Country. Ah, e com relação às apresentações em grupo, deu pra ver claramente que elas são parcialmente dubladas e isso, independente do motivo (dizem que é pra não atrapalhar a coreografia), compromete demais a integridade uma competição pra encontrar o favorito da música. Enfim, chegamos no momento mais delicado da semana que foi a eliminação de Megan Joy. Ela é diferente, sabe cantar bem, mas concordo que sua apresentação foi insuportável. Poxa, quando ela tinha a chance de cantar músicas de qualquer artista que favorecesse seus dotes vocais (Amy Winehouse, Feist ou até Nelly Furtado), ela me aparece com uma versão paupérrima de Turn Your Lights Down Low, de Bob Marley? Não dá! Simon poderia ter salvado-a, mas ela foi não humilde ao receber as críticas, o que custou sua saída antecipada da atração. Esta foi uma semana de altos e (muitos) baixos. Na próxima eles cantarão músicas do ano em que nasceram.
Surpreendentemente a semana com o tema da gravadora Motown foi ainda mais fraca do que a da rádio country e a grande maioria dos finalistas entregou performances esquecíveis. Quem deveria ter nadado de braçadas foi Lil’ Rounds e mais uma vez a moça provou que tem apenas uma voz boa e mais nada. Ora, claramente ela é uma cantora de R&B e nem na noite cujo tema era exatamente esse ela conseguiu escolher uma música boa para explorar o seu talento. O que os juízes ressaltaram sem parar durante as apresentações é que eles estão procurando um artista completo, capaz de escolher bem as músicas, seguir um estilo próprio e autêntico para tornar-se o ídolo americano. De todos, foi fácil perceber que apenas Adam Lambert trilha esse rumo, confirmando o que eu venho dizendo há várias semanas de que ele é quem deve vencer esta competição. Top 10 é ainda aquela coisa de peneirar os bons, já que ainda tem muita coisa ruim no pacote, notadamente Scott McIntyre (que não dá uma dentro há semanas), Lil’ (pelos motivos já expostos), Anoop (que canta bem, mas não tem “star quality”) e Allison. Apesar desta última ter o vozeirão e tudo mais, muitas vezes o que ela canta é incompreensível, compensando suas limitações musicais gritando as canções de forma cansativa. Eu não aguentaria um CD inteiro com músicas dela, ao contrário de Megan Joy, por exemplo, que esteve longe de ser o “train wreck” que Randy afirmou. Michael Sarver foi embora depois daquele teatrinho dos juízes se iriam salvá-lo ou não, mas o que realmente me preocupou foi Matt Giraud – um dos melhores talentos do grupo – estar no Bottom 2 faltando ainda muitas semanas para as etapas finais. Não defendo que ele deva ser o vencedor, mas certamente ele não merecia estar ali naquela constrangedora posição. O Top 9 está formado e eu continuo perguntando pra vocês: quem deve ser o próximo American Idol?
Historicamente estes episódios da Semana Country quase sempre trazem algumas das apresentações mais caídas de Idol e, de fato, nesta 8ª temporada poucos foram os que realmente sobressaíram. Aliás, apenas as apresentações de Matt Giraud, Danny Gokey e Adam Lambert – nesta ordem – valeram a pena (e este último apenas por demonstrar sua versatilidade). Os homens estão ganhando de lavada, já que começaram em número maior e pela segunda semana consecutiva uma mulher é eliminada da atração. As que restaram também não podem ser consideradas como grandes favoritas, porque somente Megan Joy é realmente “unique” e interessante pra atração. Lil’ Rounds revelou que é uma boa cantora, mas não é nem um pouco “artista”, ficando totalmente limitada ao tentar cantar fora de sua área de especialidade, o R&B. É claro que Simon e os demais juízes não deixaram barato e a entupiram de críticas. Allison ainda é muito jovem (às vezes nem consigo entender o que ela fala) e era certo que Alexis não iria longe. Mas eu queria destacar um aspecto desta temporada que vem desagradando muita gente: Kara DioGuardi. Apresentada com muita expectativa para trazer igualitária presença feminina e comentários mais embasados (já que ela é cantora e Paula, coreógrafa), Kara fica totalmente perdida ao falar – muitas vezes criticando de forma genérica e vaga – e quase toda vez que ela é a primeira da fila comete gafes e chega ao ponto de tornar Paula uma juíza sensata. Enfim, ela não serve pra nada, pois quando ela consegue construir uma frase que não contenha as palacras “riffs” e “chops”, limita-se a repetir o que os outros já estabeleceram. A dinâmica construída ao longo de 8 temporadas foi desnecessariamente quebrada. Existe explicação para ela estar ali, que é a preparação para a saída de Paula, que já revelou publicamente estar incomodada em permanecer na atração. Ah, e um participante que precisa sair e que provavelmente está aí também por outras razões é Scott McIntyre. A história dele é comovente e tal, por ser deficiente visual igual sua irmã, mas pra cantar não dá. Enfim, desculpe 



A impressão que deu foi a de que a sexta temporada de American Idol acabou e não “aconteceu”. Jordin Sparks? Ela nunca foi original, nunca teve aquele fator “it”, como dizia Simon, e só chegou a final por uma falha estrutural no formato programa. Até agora não consigo entender como Melinda saiu. “É o público que vota”, sim, eu sei. Mas será que o mesmo público que deu a ela o título de Idol vai comprar seus CDs? Isso não aconteceu com Taylor Hicks, que “ganhou” no ano passado. Todo mundo preferiu os álbums de Katharine McPhee e Chris Daughtry (o quarto colocado). Aliás, a música dele já está nas rádios brasileiras, um feito até hoje conquistado apenas por Kelly Clarkson, vencedora da primeira temporada. A queda na audiência este ano foi evidente e não deve passar despercebida pelos produtores. Tentaram disfarçar com um excesso de convidados e programas especiais, mas o fato é que Idol está perdendo a credibilidade. Também ficou cansativo o tanto que os juízes ficaram reafirmando que o programa ainda é o melhor e mais assistido. Afinal, você compraria o CD de Jordin Sparks? Baixaria as músicas dela? Eu não.




