Michael Scott | LiGado em Série, com Bruno Carvalho
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06/07/2010 - 00:01

The Office Sem Michael Scott (!?)

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Pois é. Ano passado o intérprete do chefe mais ingênuo e querido das séries, Steve Carell, disse que provavelmente não iria continuar em The Office após o final de seu contrato e recentemente confirmou sua decisão em deixar a série para investir em sua carreira cinematográfica, que inclui sucessos como Uma Noite Fora de Série, Pequena Miss Sunshine e Agente 86. Até o final dos anos 90, Carell era um comediante pouco conhecido do grande público e fazia pequenas participações em atrações como The Dana Carvey Show e Just Shoot Me. Ele ganhou maior notoriedade como “correspondente humorístico” de Jon Stewart para o The Daily Show with Jon Stewart e em 2005 assinou com a NBC para dar vida à versão americana da aclamada série inglesa criada por Ricky Gervais, The Office, cuja curta 1ª temporada não foi bem de audiência. Contudo, graças ao sucesso do filme que estrelou no mesmo ano, O Virgem de 40 Anos, o canal renovou a comédia para a 2ª temporada e, a partir de então, ela passou a trazer um retorno satisfatório, alavancando ainda a retomada do bloco de comédia das quintas-feira.

A 7ª temporada de The Office, que deve estrear em Setembro na TV americana, provavelmente será a última com Carell no elenco, mas já há a indicação por parte dos executivos de que a série continuaria mesmo sem ele. O histórico de sitcoms que perderam seus protagonistas e seguiram em frente, no entanto, não é nada positivo. 8 Simple Rules, Scrubs e Spin City, por exemplo (como bem lembrou o colega Bruno Tapajós) duraram muito pouco sem John Ritter, Zach Braff e Michael J. Fox, respectivamente. Um dos primeiros nomes cogitados pela imprensa para substituir Carell seria o de Kathy Bates, que fez participações na 6ª temporada como a CEO da Sabre, companhia que adquire o controle acionário da fabricante de papeis Dunder Mufflin. Mas apesar de ser a escolha mais lógica pela trama, a atriz já está escalada para estrelar uma nova comédia na mesma emissora, Harry’s Law (de David E. Kelley). O substituto ideal seria o próprio criador da série, Ricky Gervais, interpretando o sarcástico David Brent da homônima inglesa, mas infelizmente não há nenhuma indicação de que o ator, roteirista e diretor assumiria a franquia. Será que The Office dura sem Michael Scott? Quem gostariam de ver no lugar dele?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias, The Office Tags: , ,
19/03/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
b2424 (8×11: Day 8 2:00 AM – 3:00 AM): NA última semana a 8ª temporada de 24 atingiu o fundo do poço. Eu espero mesmo que a série comece a melhorar a partir de agora, pois pior do que isso eu não consigo imaginar. O que aconteceu nesta hora? NADA! Bauer ficou o tempo inteiro tentando tirar aquele terrorista do tanque gigante e quando ele finalmente saiu pra contar o que sabe, a bomba explodiu matando-o. Que atraso conveniente, não? A série anda dois passos e volta três. Mas mais frustrante ainda é perceber que aquela historinha de Dana não acabou, ainda mais agora que o agente da condicional de seu ex apareceu. Preguiça total disso. E que personagem estúpida Katte Sackhoff está interpretando, não? Torço para que ela suma desta temporada o quanto antes. Nas últimas “horas” 24 estava apenas um paradeiro que só. Agora passou a irritar.
Cotação Bruno Carvalho:

The Good Wife (CBS)The Good Wife (1×16: Fleas): Que show! Que show! The Good Wife resolveu vir com tudo num episódio que teve muita intriga, mistério e uma performance incrível de Will no tribunal, encarando a juíza no melhor estilo “Alan Shore”. Um caso complexo, delicado e muito lucrativo envolvendo o dono de uma firma de advocacia acabou sendo resolvido com sórdidos acordos extrajudiciais. Na residência dos Florrick a confusão se instaurou por causa de um pacote de camisinhas e uma conta anônima no Twitter criada para expor os segredos de Alicia (aliás, acho que nunca ouvi falar tanto em “tweets” num episódio como neste). Aquela amiguinha do filho de Alicia esconde algo e não é de hoje… E qual é a de Peter, querendo julgar sua esposa? Ainda que ela estivesse tendo um caso com Will (e tomara que isso ocorra), que moral o sujeito tem para questioná-la? Este drama vai ficando mais e mais interessante a cada capítulo, variando de leve e agradável como a excelente Boston Legal, mas também sabendo ser sisudo e intenso como Damages. O melhor dos dois mundos.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bhouseHouse (6×14: Private Lives): House está inconsistente de novo. Não está ruim, mas também não anda muito bem. O episódio desta semana apenas… foi. Um caso comum, sem surpresas. A série começou a dedicar boa parte de seu tempo contando mais sobre a vida pessoal dos médicos, algo que gosto muito. Porém, não curti aquela história do filme semi-pornô que Wilson participou, criada só para fazer uma graça momentânea, sem acrescentar nada de concreto à trama. Não foi orgânico e soou forçado e fora de contexto. E o que foi aquele “complexo de beleza” de Chase, hein? Deu dó dele, né? [NOT] Já o caso de House com o livro religioso escrito por seu pai biológico foi aborrecido. Se isso alavancar, bem, mas por enquando não aconteceu. Enfim, foi legal a participação da Donna de That ’70s Show como uma blogueira (bem estereotipada, diga-se), mas no final das contas Private Lives não conseguiu sair do linear. Episódios como este ofuscam os capítulos geniais que já tivemos nesta temporada, o que é uma pena.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Damages (3×07: You Haven’t Replaced Me): A cada flash do trágico futuro de Tom Shayes, por menor que seja, eu fico mais e mais intrigado sobre os fatores que culminaram naquele momento. Nós sabemos que Patty tem um dedo ali, mas tenho certeza de que tudo o que está acontecendo agora, ou seja, todo esse envolvimento do Hewes, Shayes & Associates no caso Tobin, também contribuirão para a morte do sujeito. A Teoria do Crime no Direito Penal fala sobre o Concurso de Pessoas, quando a pluralidade de agentes com condutas paralelas, convergentes e/ou contrapostas acabam atingindo um resultado tipificado, ou seja, um crime. E há, de fato, o crescimento exponencial de interessados no dinheiro sujo e ausente, desde o misterioso diretor do banco caribenho e até mesmo o próprio Shayes. Seria Tom também um partícipe de sua própria morte? Em Damages tudo é possível. E agora que Ellen finalmente se uniu a Patty, a coisa vai esquentar. Excelente episódio, como sempre!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bofficeThe Office (6×15: Manager and Salesman; 6×16-17: The Delivery, Parts 1 and 2): Eis então que a Dunder Mufflin vai ter que entrar na marra no sistema Sabre e em Manager and Salesman foi divertidíssima a disputa entre Michael e Jim pelo cargo menor de vendedor, já que as comissões dos novos produtos – impressoras e toners – são bem interessantes. Mas Michael não aguentou o tranco, ainda mais depois dos “odores” de Phyllis. Impecável, inusitada e muito bem-vinda também foi a participação da ótima Kathy Bates como a CEO da nova corporação. Há tempos Michael não tinha um superior assim e espero que ela retorne mais vezes. Mas a grande atração da temporada foi mesmo The Delivery, episódio duplo sobre o nascimento do bebê de Pam e Jim que teve de tudo: de Dwight destruindo a cozinha da Pam para eliminar mofo e até mesmo a nova mamãe amamentando o bebê alheio sem querer. The Office jamais demonstra sinais de desgaste, o que constantemente me impressiona.
Cotação Bruno Carvalho:

30 Rock (4×13: Anna Howard Shaw Day, 4×14: Future Husband): Vamos combinar que 30 Rock não está com o mesmo pique das temporadas iniciais, o que por um lado até é bom. Menos hype e mais chances para outras séries estreantes como Community e Modern Family (que serão comentadas em breve no Season Pass) se destacarem nas premiações. Anna Howard Shaw Day e Future Husband tiveram sim seus bons momentos, incluindo a participação especial de Jon Hamm no primeiro, mas algumas piadas falharam feio. Poxa, senti uma vergonha alheia tremenda de Kenneth com aquela da “maldição do porco burro”, que soou bem amadora (o que Jack MacBryer certamente não é, denotando uma grave falha de roteiro e direção). 30 Rock, claro, está longe de ser ruim, mas quem alcança uma posição de grande destaque está sujeito a pesadas críticas a qualquer deslize. Tina Fey, Lorne Michaels e cia. precisam recuperar a constante desta comédia.
Cotação Bruno Carvalho:

Grey's Anatomy (ABC)Grey’s Anatomy (6×17: Push): Adorei este episódio de Grey’s Anatomy indiretamente centrado nos dilemas emocionais de duas excelentes personagens: Miranda Bailey e Mark Sloane. O cuidado que os roteiristas tiveram para contar a história da doutora retornando ao “mercado amoroso” foi admirável e cheio de ótimos momentos como a conversa dela com Torres sobre depilação e, mais adiante, sobre quem deve fornecer os preservativos no encontro. Já o incorrigível McSteamy cresceu muito neste arco e, pelo visto, tornou-se… corrigível! Interessante essa virada de 180º em sua após o fim do romance dele com a pequena Grey. A temporada está agradável e, principalmente, sabendo alternar muito bem entre as várias histórias sem que uma se sobreponha às demais. O 6º ano definitivamente encontrou seu ritmo.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Sobre Big Love, não esqueci da série! Estou aguardando o final de temporada na HBO Brasil neste final de semana para comentar os últimos episódios, tamanho o impacto dos acontecimentos! Aguardo abaixo o seu comentário sobre as séries que assistiu nas últimas semanas!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, Damages, Greys Anatomy, House, The Good Wife, The Office Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
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