A Semana em Série
![]()
24 (8×06: Day 8 9:00 PM – 10:00 PM): Bom, acho que não tenho como fugir: este episódio de 24 foi realmente fraco. São apenas 9h da noite em NY (aliás, é em NY mesmo?) e parece que estamos de madrugada, já que quase nada de relevante aconteceu! A introdução de mais um time de vilões, os russos, acabou se revelando precipitada e prejudicou a interessante trama com a negociação que vinha sendo travada entre o presidente Hassar e os EUA na ONU. Este é o segundo episódio seguido que Jack e Rene estão na “trilha” das armas nucleares, mas desta vez não avançaram bem na investigação, o que pode ser atribuído como uma séria preguiça dos roteiristas (aturamos Jack Bauer no carro semana passada, mas agora já é demais, não?). Na CTU tudo também está parado, com a ação concentrada nas escapadas de Dana para lidar com o ex-namorado criminoso (de novo). Eu estava bem empolgado até agora, mas esta hora deixou muito pouca coisa a repercutir e me decepcionou bastante.
Cotação Bruno Carvalho: 

![]()
Damages (3×02: The Dog is Happier Without Her): O segundo episódio desta temporada de Damages ainda está com a missão de estabelecer bem o mistério para depois começar a resolvê-lo e isso eles sempre souberam fazer muito bem. De longe, o mais interessante não é nem o comprometimento do misterioso Joe Tobin com o escândalo financeiro do pai, mas sim testemunhar o gradual envolvimento de Tom Shayes nesta sórdida história que, muito em reve, custará sua vida. Bom também ver o crescimento de Martin Short na trama como advogado da família, já que ele tem sempre que jogar em diversos lados sem mostrar que sabe mais do que mostra. Não gostei, contudo, dessa Patty Hewes menos “litigiosa” do que o comum, principalmente com relação ao seu infiel marido no processo de divórcio. The Dog is Happier Without Her, apesar de não ter sido um capítulo com a usual dose de cenas e revelações chocantes, acabou terminando muito bem com aquele cliffhanger. Afinal, quem realmente é Danielle Marquetti e qual será o envolvimento dela nisso tudo? Estou curioso.
Cotação Bruno Carvalho: 



Big Love (4×04: The Mighty and Strong): O que Bill queria? Sério! Qual é a dele? No momento em que ele escolhe viver segregado da sociedade com três esposas, filhos de várias idades com várias mulheres criados num lar onde há uma evidente subversão da noção de família, ele precisa ser mais flexível quando explode uma situação como a de seu filho mais velho apaixonado por uma das irmãs-esposas. Ora, se o próprio exige dos outros que o ciúme seja posto de lado e engolido num casamento plural, como ele pode ser tão rígido com Ben e Margene? Isso seria algo absurdo, sim, mas para uma família tradicional! Mas é claro que seu conservadorismo republicano e seu velado fundamentalismo religioso falariam mais alto e o sujeito praticamente expulsou o filho de casa – algo que seu próprio pai também o fizera. Mas isso é só um problema a mais pra Bill resolver, já que ele foi mesmo à diante com sua candidatura ao Senado Estadual. A temporada está apenas tomando forma: tem o caso do contrabando de aves silvestres de Lois, Don tendo que se expor para proteger o segredo do chefe, os escusos interesses de JJ “juntando-se” com a mãe de Nikki e ainda as escapadelas de Alby com o curador dos bens da Juniper Crrek. Big Love, que começou como um drama peculiar sobre uma família mórmon, agora está cada vez mais tensa e imperdível!
Cotação Bruno Carvalho: 



![]()
Grey’s Anatomy (6×13: State of Love and Trust): Shonda Rhimes está com tudo nesta 6ª temporada, não? Derek Sheppard finalmente assumiu o cargo de diretor interino do Seattle Grace Hospital enquanto o Chief está inepto a realizar seu trabalho em virtude do alcoolismo. Mas a atividade de chefiar a equipe se mostrou muito mais difícil do que poderíamos imaginar, pois tudo que poderia dar errado no 1º dia de McDreamy no comando deu, inclusive uma paciente acordar no meio de uma cirurgia e ficar traumatizada. E vamos combinar que o grande destaque da primeira metade do episódio foi o discurso de Miranda Bailey para o anestesista, digno dos tempos áureos da “Nazi”. No entanto, quem carregou mesmo o capítulo até o final foi Sandra Oh, mais uma vez com uma interpretação digna de vários Emmys, numa jornada emocionalmente desgastante em defesa de seu maior amor: a cirurgia. Ela, sem dúvida, resgatou seu brilho e grande parte da história da série, relembrando até mesmo Preston Burke. Christina Yang é a personagem mais forte de Grey’s Anatomy, merece todo este destaque e mais. E Izzie, hein? Alguém sentiu falta dela? Eu não.
Cotação Bruno Carvalho: 



![]()
The Good Wife (1×13: Bad): Se você não começou a dar a devida atenção a The Good Wife, comece. A série vem num bom ritmo desde a sua estreia, e este capítulo conseguiu contar e concluir muito bem dois casos, sem esquecer também da história principal envolvendo o julgamento de Peter. Na trama que envolvia a defesa do empresário que supostamente assassinou sua esposa, o episódio trouxe diversas reviravoltas – ora apontando a filha do casal como a verdadeira responsável e ora indicando que Alicia e o Stern, Lockhart & Gardner ajudaram o marido criminoso a se safar. Outro ponto positivo foi o de não estereotipar Diane – uma autêntica democrata – ao colocá-la não apenas considerando a possibilidade de adquirir uma arma de fogo para se defender de um criminoso que a persegue, como também ligeiramente seduzida pela ideia, ainda que publicamente contra. Mas o que eu gostei mesmo de ver foi a movimentação entre Childs e Florrick, explicando melhor os fatos que levaram a condenação deste (a receptação de favores sexuais em troca do arquivamento de alguns casos que o promotor cuidava) e as diversas inconsistências que apontam uma conspiração que se aproveitou das indiscrições do marido da boa esposa. Bad, por todos estes motivos, foi um episódio admirável, que trouxe grandes avanços na trama e se desenvolveu de forma fluida e nada atribulada. O melhor da série até agora.
Cotação Bruno Carvalho: 




House (6×12: Moving the Chains): Poxa, o que aconteceu com House? Que temporada inconsistente! Começou muito bem, piorou, melhorou e agora piorou de novo. Parece que eles não definiram que linha seguirão este ano e nós espectadores acabamos sendo punidos por conta disso. O caso médico foi isolado e aborrecido, a introdução de uma nova personagem – o irmão de Foreman – foi desnecessária e nem mesmo o tal mistério sobre as pegadinhas na casa de Wilson e House foi interessante. Enfim, temos grandes intérpretes, ótimos papeis e um roteiro fraco. E nós sabemos que eles são capazes de mais! Poxa, cadê as histórias bacanas que vimos em Broken e Epic Fail ou nos episódios criativos que brincam com a estrutura narrativa da série como o lendário Three Stories? Às vezes acho que House poderia ser um drama médico infinitamente melhor se tivesse menos episódios como uma série de TV paga americana, pois este me pareceu pura preguiça e enrolação. O pior é que eu já vi o próximo (5 to 9) e sei o quanto eles podem ser fenomenais quando querem, o que torna ter que ver capítulos como este ainda mais frustrante.
Cotação Bruno Carvalho: 
Outras Cotações:
The Big Bang Theory (3×13: The Bozeman Reaction; 3×14: The Einstein Approximation) Estes dois episódios mantiveram a série em seu ótimo momento e descobrimos mais uma paranoia de Sheldon, desta vez com a segurança de seu apartamento que fora roubado em The Bozeman Reaction. Mas The Einstein Approximation superou as expectativas como um dos melhores da temporada, retratando o “bloqueio mental” do nerd mor e a impagável cena do Bazinga na piscina de bolinhas.
Cotação Bruno Carvalho: 



![]()
How I Met Your Mother (5×13: Jenkins; 5×14: The Perfect Week): Para um episódio que seguiu o ótimo Girls Vs. Suits, Jenkins foi satisfatório, contando ainda com a agradável participação de Amanda Peet (Studio 60) atormentando o já bizarro relacionamento entre Lilly e Marshall. Eu gostei mais de The Perfect Week, que trouxe Barney em mais uma de suas aventuras sexuais (ficar com uma garota por noite durante uma semana), já que o elenco estava mais afiado e entrosado. É uma pena, contudo, que deixaram de lado a história da “mãe” mais uma vez, conforme esperado.
Cotação Bruno Carvalho: 



The Office (6×13: The Banker; 6×14: Sabre): Eu sinceramente não entendi o motivo de um episódio de recap no meio da temporada, como foi o The Banker. Soou preguiçoso da parte deles, ainda mais que esta aquisição da empresa Sabre ainda não colou. De qualquer forma, vai ser interessante a Dunder Mufflin tendo que se adaptar à rotina dos novos donos, ainda mais com a excelente Kathy Bates como nova CEO. Por enquanto, o episódio Sabre deixou apenas a promessa.
Cotação Bruno Carvalho: 


30 Rock (4×11: Winter Madness; 4×12 Verna): 3o Rock trouxe dois bons episódios nas últimas semanas, mas nada de excepcional. Winter Madness foi divertidinho, mas não curto muito as storylines centradas em convidados especiais como esta com Julianne Moore, pois sabemos que não vão durar. Melhor quando o guest star vira um mero “acessório” da série, como já ocorreu diversas vezes. Verna foi mais divertido com a história da mãe louca de Jenna (o que explica muito como ela é) e aquela excelente paródia do filme Atividade Paranormal no apartamento de Liz. MVP para Judah Friedlander, que é uma espécie de “Creed” de 30 Rock.
Cotação Bruno Carvalho: 


Bom carnaval pra todos!

Fringe (2×13: What Lies Below): Eu sou fascinado pelo universo de Fringe, não só pela ciência bizarra como também pelas personagens – o que em grande parte é fruto do excelente trabalho de interpretação de John Noble, Joshua Jackson e Anna Torv. Por isso, eu nem me importo quando a série ignora grande parte dos mistérios principais para trazer um episódio com um caso isolado, mas extremamente edificante. Em determinados momentos, parecia que estávamos vendo o desfecho de uma temporada de 24, com aquela ameaça biológica, Peter infectado, CDC on site e tudo mais. É ótimo também ver uma storyline potencialmente bombástica se construindo com cuidado e aos poucos. Falo, claro, do relacionamento entre Walter e Peter e da inevitável revelação sobre a “primeira” morte do garoto e todos os sacrifícios que seu velho fez para literalmente trazê-lo de outra dimensão. Eu aguento esperar para descobrir os mistérios sobre Massive Dynamic, William Bell, Nina Sharp e o padrão, desde que Fringe continue neste nível de excelência.
