Entourage: Anotações Sobre Aaron Sorkin
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O ator Jeremy Piven disse que este foi o melhor episódio de Entourage, ever. Bom, ele exagerou (talvez ainda seja o excesso de mercúrio no sangue, sei lá), mas definitivamente The Sorkin Notes foi consideravelmente superior aos últimos e muito engraçado. O tema central, claro, foi todo o imbróglio que Andrew passou com a mulher que o expulsou de casa, somente pra tentar reaver suas anotações sobre o grande Aaron Sorkin (roteirista e showrunner de The West Wing e Studio 60) para sua grande reunião na MGA. Pra piorar, diante da crise pessoal do sujeito, Sorkin se recusou a falar com Barbara Miller ou com Ari, por não suportá-los. Nem precisamos saber o que aconteceu quando estamos falando desses dois, não é mesmo? Outro major point foi a incrível decisão de Eric em literalmente abandonar a indecisa e igualmente estonteante Sloane para ficar com Ashley.

Olha, por mais adorável e encantadora que a loirinha seja, esnobar aquela morena daquele jeito não deve ser uma tarefa fácil. Algo me diz que esse caso está beeeem longe de acabar. Por fim, o downside do episódio veio justamente com a entourage e aquela baboseira do esquema de segurança de Vince. A situação toda foi tratada de forma jocosa, desperdiçando o talento incrível do convidado especial Peter Stormare (o Abruzzi de Prison Break). Como eu disse no começo, Piven errou a mão em sua afirmação, pois só na 5ª temporada (consideravelmente superior a esta) posso enumerar sem titubear vários episódios melhores que este. Pelo menos a cena de Andrew entrando com carro e tudo em sua própria casa e o revelador momento na prisão (com a consequente contratação de Sorkin) compensaram bem os pontuais problemas desse capítulo. Um bom saldo, no final.
Cotação Bruno Carvalho: 


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Episódio “6×08: The Sorking Notes” exibido em 30/08/2009 HBO americana.


Estou “pouco” ansioso. E vocês?


Godric falhou. Seus conceitos que pregavam a tolerância para a convivência mútua das espécies era avançado demais para seres que conseguem ser tão rasteiros. Talvez ele tenha se purificado tanto ao longo dos milênios que perdeu completamente a maldade e foi ingênuo a ponto de acreditar que o seu plano iria dar certo. Não deu. Por isso mesmo ele preferiu se exilar completamente deste mundo que não o merece, deixando humanos e vampiros se digladiarem até o fim dos tempos. I Will Rise Up pôs fim à esperança de paz e parece mesmo que o caos vai imperar, ainda mais com a presença de Maryann, um demônio que se diverte servindo “deliciosos” guisados canibais. Mas além de estabelecer o clima dark que irá imperar, o episódio foi mais além mexendo com a estrutura principal da série fundada no romance Sookie e Bill. Se antes o velho vampiro Compton tinha uma forte ligação com a telepata, este laço acaba de se transformar num triângulo amoroso e sangrento depois daquela artimanha de Eric. Eu simplesmente adorei esta reviravolta, porque não é de hoje que o casal de protagonista não mais empolgava. Em Bon Temps estou cada vez mais impressionado com a situação que vem se formando ao redor de Sam com a busca implacável de Maryann. Afinal, o que raios essa moça quer com o nosso amigo shapeshifter? Por que Sam não some de vez daquele lugar, já que sua própria existência e seu maior segredo seguem ameaçados? Poxa, aquela cena no Merlotte’s foi dignamente assustadora! Enfim, com a cessação do “auto de Godric” e sua ascenção aos céus esse bizarro mundo ficou literalmente a Deus dará! True Blood chegou num ponto em que o próximo segundo em tela tornou-se imprevisível. Fang-tástico!
Dá pra dizer que o último Entourage esteve aquém de sua média, trazendo um episódio em que a história da temporada avançou muito pouco. Aliás, qual é mesmo a história da temporada? Ah, sim, o foco na vida pessoal de cada um dos integrantes da turma e o grande problema de Johnny Drama é que ele não tem uma. Kevin Dillon é excelente, mas às vezes parece que os roteiristas prejudicam Drama só porque ele tem que ser sempre o “burrildo” da galera, o que cada vez mais impede que ele nos surpreenda. Isso ficou explícito com a participação do produtor da série, Mark Whalberg, e o tratamento que o próprio deu à personagem. Não gostei. Até mesmo a piada da aposta no golfe ficou batida e previsível ao longo de todo o capítulo, soando forçada ao final. Pelo menos, para alegrar o ambiente, Sloane novamente apareceu deslumbrante colocando Eric em mais uma sinuca de bico. O pior é que apesar da morena ser incrivelmente estonteante, a jovem Ashley é adorável. Vamos combinar também que Sloane é areia demais até mesmo pra Vince e este segue num total ostracismo nesta temporada, passando em branco por todas as cenas. Ah, e Ari também já foi mais inspirado em outras ocasiões… Foi mesmo um episódio atípico, de Entourage mas que não compromete em nada esta grande comédia.
Uma coisa em Entourage me irrita profundamente: a série é tão boa que os episódios passam rápido demais e parece que cada capítulo traz apenas uma dose homeopática e aquém de seu potencial. Running on E falou do ócio de Eric e Vince, que estão em um tremendo “hiatus” em suas vidas: enquanto o pseudo-empresário não emplaca uma na indústria de Hollywood, o mimado astro está entediado e sem ter como gastar todo o dinheiro que ganhou com Gatsby. “Pobre menino rico”. Esta situação, embora frívola e superficial, me lembrou muito o filme Na Natureza Selvagem e a descoberta máxima do protagonista da película que, podemos dizer, viveu o extremo oposto de Vince. De uma forma ou de outra, os dois se deram conta de que “a felicidade precisa ser compartilhada”. Assim, não adianta em nada ter toda aquela estrutura disponível sem os amigos por perto, já que a trupe está cada vez mais separada. Por outro lado, na MGA Ari está com trabalho até demais, tendo que passar o dia apagando os incêndios causados pelo seu sócio Andrew, que inclusive quase colocou tudo a perder na reunião com o cliente David Schwimmer. Foi uma ponta divertidíssima como um “ator de sitcoms que quer achar um piloto diferente, em que ele não esteja interpretando uma versão do Ross Geller de Friends“. Ora, qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência, não é mesmo? Entourage é mestre em retratar situações extremamente corriqueiras em Hollywood como uma forma de crítica bastante simples e indireta. Como eu disse no início deste texto: é uma pena que passa tão rápido.
Turtle, Turtle… Ganhou de uma vez uma Ferrari e um Porsche em seu aniversário de 30 anos! Mas os presentes não poderiam ter vindo numa hora mais inoportuna: uma baita crise de identidade o impede de aproveitar bem os novos mimos (se bem que pra mim isso não seria problema algum). Também pudera, ele passou anos na sombra de Vince e até de Eric e Drama, não emplacou uma carreira e foi zoado até pelo 50 Cent! O que ele fez? Sentiu a necessidade de “fazer algo da vida” e foi pedir ajuda à pessoa certa! Ari Gold. Certa no sentido que o cara deu uma incrível aula de negócios em forma de um sermão nada contido! Turtle mereceu. Talvez ele achou que Ari traria a solução de seus problemas, indicando alguém para investir na “grande ideia” do não tão jovem motorista da turma e foi por isso que adorei este “reality-check” brusco que a comédia trouxe. Nem tudo é o conto de fadas que Vince vive! Piven continua insuperável. O outro foco do episódio foi o estranho “E”. Ele é uma incógnita pra mim, desde a cena onde ele manda a belíssima Ashley subir porque estava de calcinha (e ele mora sozinho!) até o momento em que ele muda completamente a opinião sobre a garota sem motivo aparente. Não sei porque, mas eu não consigo torcer pelo Eric justamente porque ele não tem a garra do Sr. Gold ao conduzir seus negócios e sua vida. De toda forma, esta temporada de Entourage continua sim centralizando na vida pessoal de cada um dos integrantes da turma, mas começo a achar que falta um fio condutor para carregar a trama como um todo. E Vince (Adrian Greenier) continua como o maior coadjuvante na série em que (apenas teoricamente) é o protagonista.
Este está sendo o ano das revelações bombásticas em True Blood e olha que a temporada mal começou! Como assim Daphne, a nova garçonete do Merlotte’s, também é uma shapeshifter? Uma chocante cena pra abrir o episódio logo de cara, o que as outras séries geralmente deixam pra mostrar no cliffhanger. A história de Sam que já era interessante acabou de ficar mais curiosa ainda com esse envolvimento amoroso dos dois da “mesma espécie”. Só espero que eles nos poupem de uma cena de amor com os dois transformados, não é mesmo? Quem também encontrou outro de seu tipo foi Sookie, mas continuo achando que a saga dela com Bill na cidade está maçante. É a pior das tramas, de longe. Na Sociedade do Sol não me surpreendeu nada que a Igreja está preparando soldados para uma verdadeira guerra santa contra os vampiros, recrutando Jason com a desculpa de que o tal exército de iluminados é para “defesa”. Aham, fingiremos acreditar no rapaz. Poxa, a imagem do irmão de Sookie segurando um lança mísseis no porão da igreja lotado de armas e dizendo “amém” deu o tom de como essa temporada vai ser promissora. Confesso que este não foi um dos melhores episódios (mas sem exagerar, né
A imagem que ilustra esta resenha diz muito mais do que uma simples conversa na agência MGA entre os sócios: ela mostra como Ari Gold sempre domina um ambiente ou uma situação, desde o momento que entra até sair. Note a postura levemente inclinada para trás de Andrew Klein, como se estivesse rendido à imponência do colega e é assim que esta brilhante personagem de Entourage age quando o talentoso ator Jeremy Piven a encarna. Ari é encrenquinha, invocado e mestre na arte da persuasão para conseguir o que for. No fim das contas, todos se rendem: Lloyd, Shauna, sua mulher ou quem quer que cruze o seu caminho. Ele é o dono desta comédia, sem dúvida alguma. Na vida dos garotos, foi acertadíssima a retomada com força total do (não) romance entre Eric e a belíssima Sloan, pois os dois têm uma inegável química juntos, chegando até a ofuscar a grande noite da premiére de Gatsby. Aliás, esta temporada (pelo menos até agora) está falando menos de “trabalho” e está focando na vida pessoal não só de Vinny, mas como de todos da entourage, o que não deixa de ser bastante interessante. Tomara que o cerne desta temporada seja justamente esse, colocando os rapazes no spotlight sem estarem às sombras de alguma produção ou de algum fracasso (como foi com Aquaman e Medelin) . Este é o momento ideal para isso: com eles entre amigos curtindo esta positiva guinada na carreira de Vince, mas que, ao mesmo tempo, está evidenciando o natural distanciamento da trupe à medida que todos vão amadurecendo. E como série, Entourage também nunca esteve tão madura e ciente de seu potencial.
Uau! Este agitado episódio de True Blood deixou claro que a série não está para brincadeiras, não só avançando significativamente na trama, como também levantando questões interessantíssimas e que enriqueceram ainda mais esta surpreendente série. O ponto mais alto e genial desta temporada, pra mim, continua sendo o enquadramento religioso do vampirismo, intensificado ainda mais com a suscitação de que Jesus Cristo seria um vampiro, já que ele ressuscitou dos mortos e até hoje a igreja oferece o sangue do filho de Deus na eucaristia. Ora, como Lafayette bem constatou, o sangue de um vampiro tem poder! Mas a história toma uma dimensão ainda maior quando o drama evidencia a crítica severa às “igrejas” que usam o sagrado para atingir objetivos mundanos e pra lá de escusos. Ora, ou você não percebeu a imagem abaixo como destaque do pay-per-view de “Seu Primeiro Fangbang” não assemelha-se muito ao líder máximo da Igreja Luz do Dia? Será que Steve Newlin teve um passado sombrio nas mãos dos não-mortos? Tal fato, ainda que em mera especulação, explicaria muito bem o ódio que o sujeito nutre pelos seres da noite e sua motivação para construir o tal “Exército da Luz” e sequestrar um de seus líderes. Agora, o que eu realmente me pergunto é se o cara não está usando sua mulher (se for mulher dele mesmo) para atrair Jason Stackhouse, que é bem susceptível à sedução… Em Bon Temps o assunto foi um só: MaryAnn e suas festas e a maior revelação até o momento: ela é a besta que atacou Sookie e a garçonete. Pelo que deu para perceber, ela incita as orgias para criar o clima perfeito de sua mutação, mas ainda persiste a dúvida sobre qual é o objetivo da criatura. True Blood trouxe mais um episódio irrepreensível em todos os sentidos e terminou com um excelente cliffhanger no hotel onde Sookie e Bill estão hospedados. Aliás, que style toda a estrutura envolvida para “servir” e acomodar vampiros em suas viagens, não? A besta revelada, a busca pelo vampiro desaparecido a caminho e o surgimento de um novo telepata: mal posso esperar pelo próximo!



