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16/03/2010 - 00:01

American Idol: Top 12 Revelado!

Não há mais espaço para amadorismo. A última semana de apresentações no palco menor trouxe a separação entre os frontrunners da temporada e os que provavelmente tentarão chances em outros programas do gênero ou virarão cantores de bar de hotel. E por mais que eu gostaria de ver as inexpressivas Lacey Brown, Paige Miles ou Katie Stevens partindo no lugar de Lilly Scott, não posso reclamar que o resultado foi injusto. O nível desta temporada está baixíssimo, grande parte por culpa dos juízes que não souberam escolher direito os finalistas. Lembram-se das eliminações dos quartos? Pois é, me pergunto se não eliminaram um quarto inteiro errado por engano, pois das 8 mulheres que se apresentaram apenas Crystal Bowersox e Siobhan Magnus têm potencial para ir longe na competição (Didi Benami correndo por fora). Mas duvido que Siobhan, inclusive, se destacaria tanto nas temporadas anteriores que eram repletas de verdadeiras divas da música.

E os homens? Pra mim a situação deles foi apenas levemente melhor. Esta semana Michael Lynche até fez a Kara chorar, mas a trajetória dele me lembra muito a de Ruben Studdard na 2ª temporada. Constantemente elogiado pelos juízes após suas apresentações, Ruben fracassou em vendas (e esse é o objetivo da atração): ele cantava bem, mas num estilo pouco comercial. Lynche segue na mesma linha. Por isso eu aposto mais em Andrew Garcia que, apesar da equivocada decisão de cantar Genie in a Bottle de Christina Aguilera com um arranjo confuso (tentando reprisar sem sucesso o impacto do acústico que fez com uma música de Paula Abdul), mostra que é um artista contemporâneo, versátil e com um estilo de cantar sempre agradável, sem ficar gritando seu talento. Gostei sim também das apresentações de Tim Urban (Hallellujah), Casey James (You Think of Me) e, especialmente, Lee Dewyze, que pra mim foi o melhor da noite cantando Fireflies do Owl City.  O Top 12 foi formado, mais ainda sem grandes surpresas.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , ,
11/03/2010 - 00:01

American Idol: Top 20

A semana em American Idol começou com um drama offscreen bem do jeito que eles gostam: a finalista Crystal Bowersox precisou ser internada por complicações de diabetes e a turma dos homens se apresentou um dia antes. A mudança, contudo, não justificou mais uma rodada de performances abaixo do nível da atração para a maioria. As exceções vieram apenas com Big Mike, que certamente garantiu seu ticket no Top 12 cantando It’s a Man’s Man’s Man’s World e Andrew Garcia que foi tecnicamente correto com You Give Me Something, apesar desta não ter sido a melhor escolha de música. Na semana passada, inclusive, questionaram porque não mencionei Casey James, que havia copiado cantado Bryan Adams, e a resposta veio agora com a versão fraquíssima de I Don’t Wanna Be. Além de estar claro que ele não tem o star power necessário pra se destacar na competição, vale lembrar que Bo Bice cantou a mesma música num nível infinitamente superior naquele mesmo palco. Mas o pior, claro, veio com Todrick Hall e suas versões malucas de músicas, desta vez literalmente ofendendo o clássico de Tina Turner, What’s Love Got to Do With It e sua saída foi será mais do que merecida.

As mulheres, em sua maioria, também decepcionaram, com menções desonrosas, é claro, para as eliminadas Haeley Vaughn (que estraçalhou The Climb, de Miley Cyrus) e a péssima (péssima, péssima, péssima) Michelle Delamor que, além de ter ressucitado Creed em rede mundial (o que por si só já merecia a eliminação), conseguiu o impressionante feito de piorar a música. A temporada vai tomando forma com Crystal Bowersox à frente. Sua versão de Long as I Can See the Light foi a melhor performance da semana e ela ganhou de Simon, de quebra, uma justa comparação à evolução que a vencedora Kelly Clarkson teve na 1ª edição do programa. É sim hora de prestar atenção nela, ainda mais por conta de seu profissionalismo e autenticidade. Sim, Siobhan Magnus também surpreendeu, mas eu ainda não consigo imaginá-la indo longe. Ela é muito estranha, como apontaram os juízes. As outras frontrunners femininas são Lilly Scott e Katelyn Epperly, mas suas escolhas não me agradaram. Gosto também de Didi Benami, mas suas escolhas também a atrapalham. Os participantes precisam sair da zona de conforto para nos surpreender e isto está demorando acontecer. Ou será que somente quando começar o Top 12 esta temporada vai engrenar de vez?

P.S.: Sony, mais uma vez, 5 horas direto no sábado? Really? Já passou da hora de colocarem American Idol em um horário alternativo.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , , , , ,
18/02/2010 - 02:01

American Idol: Hollywood “Hell” Week

As audtions terminaram. Embora Simon estivesse claramente mais animado nas rodadas de Dallas e Denver (será que já é por causa do The X-Factor?), já era hora desse longo processo seletivo avançar. E de fato, a verdadeira competição em American Idol começa com a intensa e desgastante Hollywood Week (apelidada de “Hell Week”), quando os candidatos realmente precisam mostrar serviço e absolutamente ninguém está seguro. Mas das duas últimas temporadas pra cá é possível notar uma tendência para se destacar no reality: se mas pro início o que contava pontos era uma boa interpretação (Kelly Clarkson, Ruben) ou uma “voz unique” (Fantasia), hoje os juízes e o público exigentes valorizam mais o talento da criação dos competidores. O copycat sai de cena e o que vale mesmo é a capacidade de criar arranjos novos e diferentes de músicas conhecidas. Basta ver que nos últimos anos quem mais se destacou foram Kris Allen, Adam Lambert e David Cook – todos artistas mais completos e não apenas meros reprodutores de canções.

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Assim, realmente me surpreendi com os talentos criativos como o de Andrew Garcia (que fez uma brilhante rendition de uma música de Paula Abdul, Straight Up), Michael “Big Mike” Lynche (com Waiting on the World to Change, de John Mayer) e  Janell Wheeler (que cantou muito bem American Boy de Estelle e Kanye West com o violão). Legal vê-los continuando e muita gente ruim indo embora sem dó. Por outro lado, a edição tendenciosa de American Idol (que sempre foi assim, reconheço), está irritando. Às vezes eles gastam mais tempo prometendo mostrar algo que será “chocante” dito por juízes (e que no final não é nada de mais) do que exibindo mesmo as performances. Gostei de Ellen DeGeneres como substituta definitiva de Paula Abdul. Seus comentários foram divertidos e sempre pertinentes e não sei o motivo de tanta crítica à moça só porque ela não chegou “causando”. Não é essa a proposta do programa. Sobre a sempre tensa Group Round, apenas achei que poucos foram eliminados pra tanto drama (de 96 caiu pra 71), mesmo que teremos mais uma rodada com as apresentações individuais.

Na última terça American Idol deu uma repaginada na forma de apresentar o drama da eliminação dos quartos, mesclando com um retrospecto dos melhores momentos de cada participante e o corte final (e ficou bem menos maçante). O Top 24 foi formado ontem à noite (achei justo) e agora o comando da atração está com o público, para o pavor de Simon Cowell. Chegou a hora de acompanhar Idol mais de perto e preparar os créditos para baixar as versões bacanas que saem no iTunes!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , , , , ,
16/02/2010 - 17:01

Prévia dos Novos Episódios de Glee!

Conforme expliquei, a 1ª temporada de Glee ainda não acabou, apesar da FOX brasileira insistir que sim em suas chamadas equivocadas. Como a série tem diversos números musicais elaborados, a produção de cada episódio é naturalmente mais demorada que das demais e por esta razão foi necessário dividir a temporada em duas partes. Nos EUA os 9 capítulos restantes deste ano serão exibidos a partir de 13 de Abril, enquanto a FOX daqui jogou o retorno para o 2º semestre. Confira então um matéria do Entertainment Tonight sobre o que veremos na 2ª parte de Glee:

Com Revista TV Séries e Entertainment Tonight.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee Tags: , , , , ,
09/02/2010 - 00:01

Fringe: Jacksonville

Alerta de Spoiler - Brasil
(Fringe “2×15: Jacksonville”) Magnífico, surpreendente e aterrorizante: certamente me faltarão adjetivos para descrever este episódio de Fringe, uma série que vem cuidadosamente construindo uma excelente história que acaba de atingir seu ápice. Pra começar, tivemos uma das cenas de abertura mais impactantes de toda a história do drama, com o choque de dois universos paralelos causando um cenário de terror e repulsa, com os corpos literalmente fundidos uns nos outros. E foi através da investigação desta enorme manifestação do Padrão que nós mergulhamos como nunca antes na mitologia da série, com direito a uma profunda olhada no passado de Olivia Dunham e nas experiências que Walter Bishop conduziu na moça. O dom que a agente do FBI desenvolvera quando jovem através do auxílio das drogas aplicadas por Bishop tornou-se obrigatório – ela precisava enxergar os objetos vindos “do além” o mais rápido possível, já que para contrabalancear a massa do prédio que invadira nosso mundo, outro inevitavelmente seria “levado”.

comment1266

Tudo isso pode soar bizarro e ilógico para um Observador de fora, alguém que não acompanha Fringe, mas um dos méritos da série é o de justamente fazer sentido neste fantástico universo (ou universos) criado. E digo mais: a ciência marginal de Fringe às vezes nem é tão absurda assim, já que muitas vezes ela não está tão longe assim de nossa realidade. E mesmo com um ritmo invejável, desde o retorno de Olivia à “cadeira” até a espetacular cena final com o desaparecimento do prédio sob os olhos de dezenas de pessoas (facilmente enganadas, segundo Broyles), foram mesmo os últimos segundos de Jacksonville que causaram arrepios. Agora novamente com o controle do dom de enxergar o que não pertence a este universo, Olivia descobriu o triste segredo que motivou Walter a realizar tantas atrocidades em sua vida – seu amor incondicional ao filho e o ato desesperado de trazer sua “versão” paralela para este mundo após precoce sua morte. Não há dúvidas que atingimos um ponto sem volta nesta emocionante história. Fringe lamentavelmente fará uma pausa agora, retornando em Abril na TV americana. Fará muita falta.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , , , , , , , ,
01/02/2010 - 00:01

24 Horas: 8:00 PM – 9:00 PM

Alerta de Spoiler - Brasil
24 (8×05: Day 8 8:00 PM – 9:00 PM): Ora ora, nada mal para um episódio em que Jack Bauer ficou praticamente o tempo inteiro dentro do carro, não? Na 5ª hora deste novo dia, a trama de 24 começa a ficar mais complicada à medida em que os minutos passam, já que a tentativa de ataque ao presidente Hassam foi mesmo apenas o início de um novo golpe arquitetado por traidores anti-reformistas em conluio com os russos. Bom também que o desenvolvimento dos acontecimentos das últimas horas tiveram um impacto mais coerente de Hassam, adotando uma postura mais passional e violenta – algo que havia me incomodado muito nos anteriores. E por falar em “coerência”, confesso que está sendo difícil ver “Kara Thrace”, a eterna Starbuck de Batthestar Galactica, agindo de forma submissa àquele ex-namorado bandido dela.

comment1258

Até quando essa Dana vai tolerar estes abusos, ainda mais considerando que ele pode abrir a boca sobre seu passado dark? Tem uma boa história sendo construída aí. Mas vamos combinar que quem não só segurou o episódio, como também se destacou, foi Renee Walker dando continuidade à sua incursão disfarçada pela máfia russa, gerando mais uma vez os momentos mais “WTF” deste início de temporada. Poxa, até mesmo Jack já precisou passar por uma cota gritante de situações extremas pra ficar 1/3 do que a mulher está pirada e com tendências suicidas que dão medo. MVP total para a atriz Annie Wersching, que se revela como a melhor adição ao elenco da série nos últimos anos. Teve ainda muito jogo político na ONU, Chloe com suas suspeitas na CTU e o russo Josef desobedecendo as ordens do pai e levando o irmão doente para o médico. Esta hora foi um filler, sim, mas dos bons e promissores! Tomara que a temporada se sustente assim!
Cotação Bruno Carvalho:

Ainda esta semana no blog, comentários de Damages, LOST, Big Love, Caprica, Friday Night Lights, Fringe, House, Life UneXpected e muito mais! Fique LiGado!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas Tags: , , , , ,
20/01/2010 - 00:01

Fringe: A Fronteira do Possível

Alerta de Spoiler - Brasil
comment1250Fringe (2×12: Johari Window): Antes de falar do episódio da semana passada, cabe ressaltar aqui que o canal FOX americano tomou uma decisão infeliz, de exibir um episódio de Fringe produzido na 1ª temporada, chamado Unearthed, como um tapa-buracos da programação. Essa bagunça acabou confundindo os fãs da série ao mostrar o agente Charlie ainda vivo (além de outras inconsistências) atrapalhando, ainda, todos os guias de episódios da 2ª temporada. E apesar de interessante, contando a sinistra história de uma garota que era “possuída” pela energia radioativa de um soldado morto, o capítulo não avançou em nada na história, tanto que foi descartado da cronologia da série. O drama voltou mesmo foi com o incrível Johari Window, episódio amedontrador e muito bem construído que teve em seu cerne a aparição de humanos deformados na pacata cidade de Edina. O mistério bem ao estilo Arquivo X colocou mais uma vez Walter Bishop como um dos responsáveis diretos por esta nova manifestação do padrão, já que mais uma vez descobrimos seu envolvimento com um experimento bizarro que almejava buscar a invisibilidade, enganando os olhos humanos com ondas eletromagnéticas. E apesar de sempre absurda, a ciência das descobertas do doutor continua sendo fascinante. Foi com surpresa que a história da “metamorfose” dos habitantes de Edina chegou a um inusitado desfecho, já que não havia transformação coisa alguma, mas sim o uso da mesma tecnologia eletromagnética empregada na tentativa de conseguir a camuflagem perfeita para esconder os afetados pela enorme carga de radiação que aquele povo fora exposto em prol da ciência militar. Assim, ainda que de forma indireta, o estudo de Walter acabou ajudando aquelas pessoas a se tornarem invisíveis perante os olhos da sociedade cruel e impiedosa.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , , , , , , ,
19/01/2010 - 00:01

American Idol: Fase Inicial

comment1249Simon Cowell fez é muito bem em deixar American Idol enquanto o reality ainda está em alta, assim como Paula Abdul. Mas mesmo com uma audiência monstruosa de 30 milhões de espectadores na estreia, não é de hoje que o formato está desgastado e menos empolgante. Tanto é que nos últimos anos registrei exatamente isso nas resenhas das temporadas que cada vez parecem estar mais longas. De fato, estes episódios em Boston e Atlanta não conseguiram ir além do esperado para a fase inicial, trazendo os testes que misturam performances boas com as horríveis apenas para um leve entretenimento – especialmente daqueles que acham, ou melhor, têm a certeza de que cantam bem e na verdade não cantam nada. Senti certo cansaço também da edição, que estava menos ágil e apurada como de costume e a falta de disposição de Simon Cowell é evidente. Outro fator que não contribuiu muito para esta nova temporada, pelo menos até agora, foram as dispensáveis participações de Victoria Beckham e Mary J. Blige como juradas substitutas de Paula Abdul até a chegada de Ellen (que só entrana Semana Hollywood). Pouco carismáticas, frias e dando a constante impressão de estarem ali forçadas, as cantoras não souberam fazer a diferença como a embriagada coreógrafa fazia. Ainda assim, Idol consegue divertir em diversos momentos, mas gastar quatro horas inteiras para mostrar as audições em apenas duas cidades hoje já é muito por todos os fatores que mencionei. Pra piorar, uma suposta lista com 20 nomes do Top 24 da atração, que somente é revelado depois da fase Hollywood, torna tudo ainda mais sem sentido e procastinatório, se confirmado. American Idol precisa justamente do que o Simon adora: “a breath of fresh air“, ou seja, algo novo e refrescante. Porém, sinto que isso somente vai vir com The X-Factor em 2011 nesta altura do campeonato. E enquanto o novo reality não chega, o melhor a fazer é dar umas risadas com o sujeito do “pants on the ground“:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , , , , , ,
12/01/2010 - 00:01

O Último American Idol com Simon Cowell

comment1241É hoje que a overdose episódica do American Idol retorna à TV nos EUA e este será o primeiro sem Paula Abdul e o último com Simon Cowell. É isso mesmo. Ontem o jurado mais famoso do mundo anunciou que a 9ª temporada do reality será sua última, pois ele estará comprometido a trazer da Inglaterra outro show de competição pela fama: o X-Factor, em 2011. Há anos vemos notícias da iminente saída dele da atração, ainda mais quando ele começou a deixar claro publicamente seus problemas com o formato, que dão ao público total poder de decisão  sobre o vencedor. No X-Factor, programa que ele mesmo criou, a influência dos juízes é maior – daí o motivo dele estar tão envolvido com esta nova versão americana, que deve ser sediada em Las Vegas. Todo ano ao final de uma cobertura eu prometo a mim mesmo que será a última, mas logo que o ciclo reinicia eu volto atrás. Desta vez não vai ter jeito. Simon Cowell é a alma do programa e sem ele a atração vira uma disputa de calouros como qualquer outra que existe aos rodos pelo mundo afora. Os outros jurados, infelizmente, não conseguirão segurar o rojão sozinhos com a mesma categoria, mesmo com Idol garantido por, no mínimo, mais três temporadas (e a FOX já confirmou que elas serão exibidas mesmo sem ele). Pelo menos este ano temos a presença da talentosa e divertida Ellen DeGeneres no lugar de Paula Abdul, que deve entrar na fase conhecida como Hollywood Week. No início grandes nomes da música e do entretenimento revezarão na cadeira que Abdul deixou vaga (detalhes no vídeo abaixo). Como eu já falei aqui, esta primeira fase é empolgante e a edição é impecável. Para vocês terem uma ideia, o trabalho pra colocar uma temporada de Idol no ar a partir de Janeiro de um ano começa em Julho/Agosto do ano anterior! O programa percorre várias cidades em todo país e os produtores e juízes ouvem os milhares de selecionados para os testes. Como sempre, meus comentários sobre este início de temporada serão esporádicos e com base nos principais acontecimentos e lá para a Semana Hollywood, quando as coisas esquentarem, farei comentários mais frequentes. No Brasil, o Sony começa a transmissão a partir deste sábado 16/01, às 21h.

De qualquer forma, já deixo avisado que esta será a última cobertura de American Idol no blog. Ah, e antes de começarmos, queria fazer um balanço das 8 temporadas anteriores e saber de vocês: quem foi o melhor vencedor até hoje? (Kelly, Ruben, Fantasia, Carrie, Taylor, Jordin, Cook ou Kris?) e vocês continuarão assistindo American Idol sem Simon Cowell?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , ,
04/01/2010 - 00:01

Minta Pra Mim, Mentalista

Neste feriadão andei assistindo às novas temporadas de dois dramas investigativos semelhantes: Lie to Me e The Mentalist. Digo semelhantes, pois ambos têm como protagonistas figuras interessantes, inteligentes e que adotam curiosos métodos empíricos para desvendar crimes: o estudo de expressões faciais e o mentalismo, respectivamente. Porém, o que sobra na ótima construção das personagens principais, falta para a criação de séries instigantes e indispensáveis. Em Lie to Me é comum vermos casos desinteressantes e sem emoção, o que torna o processo de solução do mistério da semana cansativo e mecânico. Existem algumas exceções aqui e ali, principalmente quando Cal Lightman está pessoalmente envolvido, mas via de regra a série peca em estabelecer uma conexão mais profunda com o espectador. O método em si é legal, mas apenas a parte “técnica” não é suficiente para segurar uma produção assim. Os problemas que me incomodam em The Mentalist também não têm a ver com o sempre divertido Patrick Jane, e sim com a falta de sintonia do restante do elenco coadjuvante, em especial da fraca Robin Tunney como a líder do grupo Theresa Lisbon.

comment1230

Os casos, inclusive, muitas vezes soam genéricos (CBI, really?) e repetidos, ainda mais que a investigação sobre o assassino da família de Jane, o Red John, tende sempre a ficar em segundo plano. Nesta leva de 10 episódios do segundo ano apenas um retomou a história. Outra característica comum nas duas produções é a ausência de uma figura feminina forte ou de um interesse romântico para os “especialistas”, o que torna tudo ainda menos estimulante. Acredito que isso, de certa forma, seja herança da ótima House. Bruno Heller e Samuel Baun quiseram criar figuras fortes e pluridimensionais como Greg, mas acabaram se esquecendo do restante, que é fundamental. Concordo que Lie to Me e The Mentalist muitas vezes funcionam como um bom e ligeiro passatempo de 40 minutos, mas ao longo de uma temporada inteira (ou meia temporada, que seja) as séries esmaecem perante outros dramas investigativos atuais como The Closer e Law & Order: SVU, por exemplo. Aliás, se for para indicar duas séries policiais com ótimos casos, protagonistas interessantes, métodos distintos e intrigantes, fico com as histórias de Brenda Leigh Johnson e Olivia Benson, que dão de dez a zero em todos os aspectos.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Lie to Me, The Mentalist Tags: , , ,
26/11/2009 - 20:31

1.440 Minutos

Sem delongas, eis o novo e eletrizante trailer da 8ª temporada de 24, ao som de Jay-Z e Rihanna, e em alta definição:

Esta deve ser a última temporada da série, que estreia nos EUA em 17 de Janeiro de 2010. No Brasil a FOX ainda não soltou a previsão de início, mas sabemos que eles sempre atrasam em virtude da dublagem. Além do elenco regular, o novo dia terá a participação de Freddie Prize Jr. e Katee Sackhoff, a Starbuck de Battlestar GalacticaJack Bauer is gonna run this town! Mais novidades no nosso Twitter! Siga lá!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas Tags: , ,
24/11/2009 - 00:01

Fringe: Agosto

Alerta de Spoiler - Brasil
comment1184“Existem cópias de tudo”, relembrou o início de mais um fabuloso episódio de Fringe. Tal afirmação também se aplica ao nosso amigo misterioso Observador, pois logo de cara nos deparamos com um que, bem, não se limitou apenas a observar. Após sequestrar uma garota aparentemente normal, fomos descobrindo aos poucos mais sobre estes “seres” que, pelo visto, estiveram sempre próximos e presentes nos acontecimentos mais marcantes da Humanidade. Desde sempre. Eis então que a abdução da tal garota que deveria ser vítima de um grande acidente aéreo começou a levantar questionamentos não apenas em Peter e Olivia, mas também nos outros Observadores. Por que raios o estranho sujeito desobedeceu ordens expressas de sua “espécie” para impedir a morte de uma simples escultora? Seria ela uma peça importante na iminente guerra entre as realidades? Salvá-la era algo extremamente necessário e que impediria uma enorme tragédia ou coisa do tipo? Certamente todos nós cogitamos algo parecido ao longo do episódio, mas foi aí que Fringe mais uma vez nos pegou de surpresa. O Observador sentia algo por ela. “Talvez até amor”, exclamou. Ora, isso é motivo justo para quebrar um código de conduta que transcende o tempo e as várias dimensões? Claro que sim! Por óbvio esse não foi o episódio que esperávamos, mas através desta singela história nós conhecemos detalhes imprescindíveis sobre este grupo que está aí por alguma razão. Semana após semana o drama continua provando o quanto sua mitologia é rica, densa e muito bem construída. E olha que de quebra tivemos um show de interpretação de John Noble como o sempre fantástico e enigmático Walter Bishop e seu comovente passado que manifesta o incondicional amor que ele sente pro seu filho Peter. Mais um excelente episódio!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “2×08: August” exibido em 19/11/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , ,
18/11/2009 - 00:01

Fringe: Ação Humana

Alerta de Spoiler - Brasil
comment1182Fraco, inócuo e incoerente. Estes seriam os adjetivos justos para descrever o sétimo episódio de Fringe. Seriam se não fosse pela revelação (ou revolução, eu diria) trazida pelos seus instantes finais com Nina Sharp “teclando”, que mudaram toda a visão que tínhamos não apenas do capítulo, como também de toda a série até agora. Abordando um caso envolvendo controle mental, a divisão de ciência marginal do FBI se deparou com um inimigo desconhecido, que revelou ser o filho de um cientista da Massive Dynamic que usou o experimento de seu pai para sair numa rota de morte e destruição em busca de sua mãe biológica. O que não fazia sentido algum, contudo, era a forma com que Tyler “acidentalmente” havia se tornado um poderoso controlador de mentes – numa rara combinação entre um distúrbio cognitivo e acesso ocasional a um super medicamento – e ainda um inescrupuloso assassino. Eu estava achando que Fringe havia passado dos limites, pois o episódio não traria nada de concreto à série se tudo fosse um acidente e não uma manifestação do Padrão. Olivia, quem diria, estava certa, já que todas as pistas acabam apontando de volta para a poderosa organização. E eis que, pela primeira vez, a série explicitamente colocou a corporação de William Bell por trás deste e de vários outros casos como a principal fomentadora dos bizarros experimentos que assolam o mundo. Tyler, então, foi apenas um dos “clones” gerados através de barriga-de-aluguel, biologicamente preparado para atingir o objetivo almejado. O problema é que as coisas saíram do controle justamente porque este “surtou” e, mental e quimicamente desiquilibrado, resolveu investigar seu passado a qualquer custo. Com Of Human Action o drama atinge mais um de seus ápices e prepara o terreno para intrigantes possibilidades que observaremos com muita atenção no próximo episódio.

Cotação Bruno Carvalho: starhalf
Episódio “2×07: Of Human Action” exibido em 12/11/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , ,
11/11/2009 - 06:41

2012 Traz Música de Adam Lambert!

Ontem conferi a cabine de 2012 (filme catástrofe divertido e muito bem feito, mas só), e fiquei muito feliz ao ouvir a música de estreia do CD de Adam Lambert, o candidato à American Idol que perdeu o título para o Kris Allen (que é bom, mas não tanto), simplesmente é a trilha principal que encerra o longa de Rolland Emmerich! O clipe também é muito bacana e prova que Adam tem um talento nato. Ele é um astro da música vocalmente e conta ainda com uma presença em cena invejável. Até hoje não sei como o outro levou. Confira então o clipe de Time For Miracles:

Aproveitando, o apagão bagunçou meu cronograma e assim que der envio a continuação da Semana em Série, ok? Tentarei mandar mais tarde. Ah, e o Adam Lambert está lançando CD, clipe e anda fazendo aparições nos principais programas e talk-shows americanos. Err… E cadê o Kris Allen, hein?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , ,
02/11/2009 - 00:01

24 Horas: Um Novo Dia Vem Aí

Um novo dia na vida de Jack Bauer já tem data de estreia: 17 de Janeiro na FOX americana. Depois da série trocar Los Angeles por Washington, a ação mudará novamente de cenário e se passará em Nova York. A 8ª temporada, inclusive, deve ser a última da série. Confira o primeiro trailer:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas Tags: , ,
30/09/2009 - 00:01

Minta Para Mim

Eu gostei muito dos primeiros minutos de Lie to Me, drama que estreou ontem na FOX, que tem como protagonista oDr. Cal Lightman, adequadamente interpretado pelo talentoso Tim Roth, dando uma palestra sobre as nuances do comportamento humano que são capazes de entregar, em quase cem por cento dos casos, se uma pessoa está mentindo, se está com raiva, com medo etc. Ele especializou-se em prestar consultoria neste ramo, contratando uma equipe de “polígrafos” para desvendar qualquer tipo de caso que demande sua expertise. Erroneamente comparada com The Mentalist, certo é que Lightman e Patrick Jane conseguem ver o que não está óbvio, mas estes utilizam métodos diversos. Não é porque eles desvendam crimes de forma peculiar que se enquadram na mesma categoria. Se assim fosse, Gil Grissom (CSI) e Brenda Leigh Johnson (The Closer) também entrariam nesse falho exemplo, pois muitas vezes eles também utilizam técnicas que outros colegas de séries semelhantes adotam, incluindo o mentalismo, a investigação forense e o estudo de expressões faciais. Mas o problema de Lie to Me reside justamente em sua mecanicidade, pois tudo parece tão fácil quanto a apresentação do keynote do especialista no início, como se o método fosse infalível (deixando o espectador sempre seguro). A série certamente desperta a nossa curiosidade (será que poderemos identificar mentirosos ao nosso redor?), mas me pergunto até onde eles conseguirão manter esta intrigante premissa sem se desgastarem.

comment1150

Acho que apenas nunca vamos nos cansar quando do Dr. Lightman e sua equipe pegam alguém na mentira, principalmente numa situação inesperada e imprevisível. É igual ver Grissom resolvendo um crime. Ele faz a mesmíssima coisa há anos e ninguém queria que ele fosse embora de CSI. Além disso, a série foi muito feliz ao abordar logo de cara as limitações das máquinas detectoras mentira e como elas podem ser facilmente burladas, tornando o trabalho dos especialistas neste ramo de certa forma indispensável. Mas nem tudo são flores no drama, porque os roteiristas frequentemente contam histórias aborrecidas e que não despertam o interesse do espectador. Fora que os “investigados” ros recebem como se fosse a coisa mais normal do mundo: “Ah, vocês são os caras da mentira, legal”. Lie to Me é outra série tecnicamente impecável, desde sua instigante abertura até o momento em que comparam as expressões faciais e gestos dos mentirosos com a de pessoas famosas em situações semelhantes, denotando que tudo isso que vimos tem uma base científica e pode ser explicado (ao contrário de The Mentalist, por exemplo). Eu só acho uma pena ver todo esse potencial desperdiçado em tramas fracas (e o que o ótimo David Anders de Alias e Heroes estava fazendo numa ponta mínima?). Lie to Me não poderia ter começador deslizando assim, especialmente com uma montagem ineficiente, que bagunça a mente do espectador e impede sua identificação com as personagens que já não são tão carismáticas assim.

Veredicto LiGado em Série: Vale continuar a ver se você não tem mais nada para fazer no horário. Não chega a ser horrível como Mental, mas não é nenhuma obra-prima da TV.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Lie to Me Tags: , ,
19/09/2009 - 17:19

Fringe em Hollywood! Uau!

comment1138

Acabei de por os pés no hotel aqui no maravilhoso bairro West Hollywood e antes de sair para o tour inicial não posso deixar de comentar com vocês a campanha maciça de divulgação da 2ª temporada de Fringe que vi por toda Los Angeles no caminho (não pude tirar fotos, pois estava dirigindo na freeway). São prédios inteiramente plotados com pôsteres como esse aí em cima e logo que liguei a TV do quarto para zapear os canais, vi um comercial bacanérrimo da série na FOX que me deixou louco! Ainda não vi o episódio de estreia do 2º ano (foi tão bom assim? digam aí!), mas estou muito ansioso. Pena que só terei tempo de ver tudo quando retornar ao Brasil. De qualquer forma, fica aqui o registro de que esta é “a” série destaque na cidade e estou embasbacado com a (merecida) importância que eles dão com cinema e TV aqui na capital de entretenimento do mundo! P.S.: F***ing jet lag.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe, LiGado em Série em Hollywood Tags: , ,
16/09/2009 - 00:01

A Semana em Série: 90210, Melrose Place e Glee!

Alerta de Spoiler - Brasil
b90210290210 “2×01: To New Beginings!”: Eu não entendo. 90210 custou pra atingir sua “maioridade” ao longo da primeira temporada (tanto que ressaltei exatamente esta qualidade no Season Pass que fiz), e agora a série se vangloria de ter dado um “reboot” na trama, praticamente desperdiçando boa parte do que foi conquistado. Tudo bem, a nova abertura ficou excelente, mas em termos dramáticos os principais cliffhangers que ficaram do ano anterior foram muito mal explorados. Primeiro que a situação entre Naveed e Adrianna não evoluiu em nada e segundo que as novas “BFFs” ficaram andando pra cima e pra baixo de biquini sem rumo, como se isso bastasse para a estreia emplacar (bom, em parte, as roupas mínimas de Silver ajudaram, vai). Naomi perdeu aquele quê de femme fatale, Dixon continua um bocó e todo aquele mistério envolvendo o acidente hit and run com Annie foi totalmente relegado à segundo plano (será que ela matou mesmo? Tenho minhas dúvidas). O final, OK, foi legal a Naomi com a foto da filha do diretor pelada, mas até quando isso vai render assunto? 90210 voltou bem morna e tomara que não demore para esquentar novamente.
Cotação Bruno Carvalho: starfullstarfullstarhalf
Episódio exibido em 08/09/2009 na CW americana.

bmelroseplaceMelrose Place “1×01: Pilot”: Eu não conferi a Melrose Place original, por isso meus comentários serão estritamente focados neste novo remake da CW, sem realizar comparações. Confesso que eu comecei a assistir esta série com certo preconceito, já que é tendência do canal produzir enlatados para consumo imediato, mas acabei me surpreendendo com alguns pontos positivos desta atração, como o clima de mistério meio Twin Peaks já no início com o homicídio de Sydney, a proprietária do condomínio Melrose Place em Los Angeles. O destaque do elenco vai para o cineasta independente Jonah (o mais carismático) e os desafios para tentar um lugar ao sol de Hollywood. A série também tem um quê de Dirty Sexy Money onde cada um parece esconder um segredo sórdido, como a jovem estudante de medicina que se posta como “íntegra”, mas acaba se prostituindo para pagar as dívidas de seu curso já no final do primeiro episódio. Enfim, achei aquela montagem no final complicada, ainda mais que não estamos tão familiarizados com nomes e rostos. É, sem dúvida, uma alternativa mais “adulta” aos dramas teen que a CW andava produzindo (tipo Privileged e a própria 90210), mas ainda faltam subsídios para dar um veredicto sobre o sucesso ou não desta série.
Cotação Bruno Carvalho: starfullstarfullstarfull
Episódio exibido em 08/09/2009 na CW americana.

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bgleeGlee “1×02: Showmance”: Certamente Glee é uma série que vai dividir opiniões e não passará despercebida, seja por bem ou por mal. Eu mesmo, quando vi o piloto que foi exibido meses atrás, afirmei que a série adotou um clima aborrecido e até mesmo esquemático na forma de apresentar suas personagens. Contudo, as melhorias daquele episódio para este Showmance foram notórias. Se antes a trama soava bobinha, agora vimos que existem elementos que podem sim alavancar este peculiar musical, como a professora de educação física que faz de tudo para acabar com o Glee Club, chegando ao cúmulo de “denunciar” gastos não autorizados com 17 fotocópias de panfletos do grupo musical na máquina privativa da escola. A subtrama envolvendo a vida pessoal do professor Will é interessante e os números musicais, apesar de às vezes serem oviamente overs, conseguem fazer desta uma série única. O que continua de certa forma “intragável” é o excesso de doçura da personagem Rachel (embora Lea Michelle seja uma cantora extremamente talentosa) e sua paixonite besta com o esportista Finn, além dos momentos em que a série gasta um precioso tempo em tela com trivialidades. Tanto que se Glee fosse uma produção de 30 minutos, acho que estouraria fácil. Em suma, em virtude do considerável avanço após o episódio piloto, continuarei dando uma chance aos esquisitinhos do coral da escola. Melhor performance do episódio: Glee Cast cantando Take a Bow, de Rihanna. As músicas da série estão disponíveis para compra na iTunes Store ($)!
Cotação Bruno Carvalho: starfullstarfullstarfullstarhalf
Episódio exibido em 09/09/2009 na CW americana.

Na próxima Semana em Série (que deve demorar um pouco em virtude da minha viagem) falarei da volta de Gossip Girl, Fringe, The Office e das estreias de Community e The Beautiful Life: TBL.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 90210, Glee, Melrose Place Tags: , , ,
29/08/2009 - 21:55

Nublado, Sujeito a Vicodin…

Genial a campanha de divulgação da 6ª temporada de House!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): House Tags: , ,
24/08/2009 - 00:01

O Marginal e o Real na Ciência de Fringe

Vários casos, infinitas impossibilidades. A ciência marginal de Fringe concebida no universo criado por J.J. Abrams é realmente fantástica. Muitas vezes misturando o real com o imaginário e com o absurdo, um dos maiores méritos desta produção é o de justamente adotar um tom sóbrio e de plausibilidade para as situações mais bizarras que são objeto de investigação por Olivia Dunham, Peter e Walter Bishop. Mas por incrível que pareça, muitos dos conceitos que podemos atribuir logo de cara como pura ficção, na verdade tem sim certo fundamento real e, quem sabe, algum dia podem até ter uma aplicabilidade prática em nosso mundo. É isso que a sagaz colega Camila Picheth descobriu após uma considerável pesquisa que ela gentilmente cedeu para publicação aqui no blog. Afinal, o que são aqueles conceitos que aparecem na abertura de Fringe?

Psicocinesia

É a habilidade de mover e/ou afetar objetos físicos usando apenas o poder da mente. Teoricamente, a psicocinese (ou telecinese) pode se manifestar em qualquer pessoa. Todos possuem faculdades parapsicológicas, mas poucos a desenvolvem. No entanto, a maioria dos parapsicólogos afirmam que tais fenômenos seriam espontâneos, involuntários e incontroláveis, diferente do que acontece, por exemplo, com o Sylar de Heroes. Alguns cientistas já tentaram, e ainda tentam, provar que existem pessoas com essa capacidade, como o cientista Garret Moddel. O que é realidade por enquanto é uma nova tecnologia que pode tornar as pessoas eletronicamente telecinéticas. O projeto consiste em um capacete com eletrodos capaz de captar ondas cerebrais para influenciar o ambiente virtual de alguma forma.

Teletransporte

É a transferência de um objeto de um lugar para outro, de maneira rápida e sem precisar percorrer o caminho normal. Antes idealizado em clássicas séries de ficção, e em Fringe com o incidente envolvendo o Sr. Jones, o teletransporte já se tornou algo real de certa forma. Em 1998, físicos do Caltech (California Institute of Technology), junto a dois grupos europeus, conseguiram teleportar uma partícula de energia que carrega luz, o fóton. No começo de 2009 ano, outro grupo de pesquisadores norte-americanos na Universidade de Maryland teve sucesso em transmitir, pela primeira vez, um átomo pela distância de um metro. Isso quer dizer que em pouco tempo o novo meio de transporte será o teletransporte? Na verdade não. Para chegar no ponto que vimos em Fringe, existe um longo caminho a ser percorrido. Mesmo se os pesquisadores desenvolverem a capacidade de teletransportar um ser humano a vários metros, isso ainda gera um problema maior: quando uma partícula é teleportada, uma cópia identica do objeto é criada no ponto de destino, destruindo o original. Se fôssemos os teletransportados, o que estaria andando pelas cidades seriam nossos clones, pois o original seria, em tese, destruído.

Nanotecnologia

Em uma simples definição, a nanotecnologia consiste no uso de átomos para a construção de estruturas e novos materiais. Hoje diversas áreas como a medicina, a química e a biologia estão associadas com esta nova tecnologia. Ela foi desenvolvida no Japão e já se mostra promissora mesmo em seus primeiros passos, como na produção de biomateriais, chips e nanocompósitos. Um exemplo do que a nanotecnologia pode ser capaz no futuro é um aparelho parecido com um microondas. A nanotecnologia tem o potencial de trazer benefícios em áreas, como nas construções (rodovias ou túneis se autoconstruindo), na alimentação (recriar alimentos a partir do ar e de alguns resíduos), na medicina (nanorobôs capazes de destruir agentes infecciosos ou mesmo reparar o DNA danificado), na ecologia (a limpeza de todo o lixo acumulado no planeta), no espaço (fabricação de foguetes e estações orbitais e até permitir a habitação de outros planetas). Infelizmente, toda essa pesquisa pode ser usada também no armamento de um país. Podem ser criados milhões de mínusculos robôs voadores capazes de se infiltrar em qualquer ambiente e nanovírus capazes de fazer um estrago inimaginável.

Inteligência Artificial

É uma área que busca desenvolver métodos ou dispositivos que tornem sistemas computacionais capazes de simular ou possuir a capacidade humana de raciocinar e resolver problemas. Já existem programas que possuem certo nível de inteligência, como A.L.I.C.E e Allan – alguns chatterbots (programa que responde a perguntas como se fosse um humano); ELIZA (programa que simula um psicoterapeuta) e outro que aprende ao ler textos e jornais públicos, o Córtex. Vários games também utilizam softwares com aplicações desta tecnologia. No entanto, ainda não foi criado (ou anunciado) nenhum programa com total inteligência artificial. Isso implicaria, certamente, em várias questões, até mesmo de ordem ética e moral.

Animação Suspensa

Consiste numa técnica em que o corpo de um organismo vivo é esfriado até que suas funções vitais parem de funcionar e depois retorne a vida sem nenhum tipo de dano. Em 2006, cientistas norte-americanos fizeram um experimento com porcos, simulando um episódio grave que poderia acontecer com seres humanos na mesa de cirurgia. A temperatura corpórea dos porcos foi reduzida até 10ºC com uma solução salina fria, durante vinte minutos. No ano passado, pesquisadores de Massachusetts induziram ratos a animação suspensa durante vários minutos usando sulfeto de hidrogênio. Ambos casos com porcos e ratos foram bem-sucedidos ao reanimarem os animais sem danos. Em 2001, no Canadá, existe o registro de um bebê de apenas um ano de idade que engatinhou para fora de casa numa noite que fazia 0ºC. Sua mãe a encontrou duas horas depois, congelado e sem sinais vitais. Quando chegou ao hospital, foi aquecida e ressuscitada, sem qualquer sequela do acidente. Já em 2006, foi um homem de 35 anos que se congelou durante uma escalada nos arredores do Japão. Ele foi resgatado 24 horas depois, foi considerado morto por não possuir sinal vital, mas ao chegar ao hospital ele simplesmente acordou, novamente sem nenhuma sequela. Todas essas pesquisas fazem que em um futuro talvez não tão distante essa técnica possa ser utilizada em hospitais e no espaço (a Agência Espacial Européia pretende viabilizar tal técnica para uma viajem até Marte prevista para 2030). Atualmente existem algumas indústrias que oferecem uma criogenização após a morte, caso uma cura seja criada para a doença que o matou. Isso não lembra Vanilla Sky?

Matéria Negra

É a matéria que representa em torno de 90% do universo e é responsável pela gravidade necessária para mantê-lo unido. Os outros 10% são a matéria normal, que podemos ver e tocar. Durante muito tempo, a matéria negra (ou matéria escura) não passou de uma teoria, mas em 2006 cientistas norte-americanos conseguiram provar sua existência. Vislumbra-se que tal elemento pode ser decisivo no destino do nosso universo. Observações recentes mostram que o universo está aumentando, o que sugere a possibilidade que todas as galáxias se afastarão umas das outras, tornando o espaço cada vez mais frio e escuro.

Curioso, não é mesmo? Camila Picheth, que compilou estes dados, escreve para o SérieManíacos e recentemente publicou outra matéria interessantíssima sobre os “CSIs Brasileiros“.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe, Notícias Tags: ,
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