iG

Publicidade

Publicidade

26/05/2010 - 00:01

American Idol: Crystal ou Lee?

Compartilhe: Twitter

Até que no final das contas tudo acabou dando certo, não? Depois das eliminações dos “Sanjayas” da temporada – Tim Urban e Aaron Kelly – era inevitável que Big Mike e Casey James seriam os próximos. A 9ª temporada de American Idol foi inteiramente dominada por Crystal Bowersox e Lee DeWyze. Mas a partir do Top 4 o jogo começou a virar e parece que Lee colocou em mente que vai ganhar esta competição e, se isso acontecer, será muito justo. Todos que acompanham as resenhas da temporada sabem que eu sempre indiquei Crystal como minha favorita. Porém, tenho que reconhecer o crescimento de Lee, que foi diretamente proporcional ao aumento de sua confiança no jogo. No Top 4 com temas de cinema ele fez uma versão incrível de Kiss From a Rose do Seal e, apesar da música já estar mais do que esgotada em American Idol, sendo alvo até de uma brincadeiras de Jack Black em um dos Idol Gives Back anteriores, ele trouxe algo de novo e superou todos os que já a interpretaram no programa. O mesmo pode ser dito da escolha de Simon pra ele no Top 3: Hallellujah foi sistematicamente cantada por competidores com ou sem talento, mas como apostou o próprio jurado, ele iria fazer algo especial com a canção e não duvido nada que esta será a apresentação pela qual o público poderá coroá-lo vencedor esta noite. Crystal, por outro lado, vem nas últimas semanas arriscando pouco com suas escolhas, apesar de sempre ter se mantido fiel ao seu estilo. Não gostei de vê-la sem seu tradicional instrumento em sua mais recente apresentação, pois ficou claro seu desconforto e ausência de presença de palco cantando Maybe I’m Amazed do Jem (apesar da versão em si ter ficado espetacular como sempre). O público considera tudo e qualquer descuido pode custar a vitória. Enfim, pela primeira vez veremos a final ao vivo com os EUA, a partir das 21h (Brasília) – antes, às 20h, será transmitido o episódio de ontem nos EUA -  e dessa vez acho que quem levar terá merecido bem. E aí, quem será o próximo American Idol na sua opinião?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , , , , , , ,
25/05/2010 - 00:01

Grey’s Anatomy: O Horror

Compartilhe: Twitter


Grey’s Anatomy (6×23: Sanctuary; 6×24: Death and All His Friends): Eu não estava preparado. Você não estava preparado. Ninguém estava. Intenso, desesperador, aterrorizante: os mesmos adjetivos que podem ser utilizados para descrever o season finale de Grey’s Anatomy também servem para falar de Gary Clark. O que alguém que não tem mais nada a perder é capaz de fazer? O sujeito que perdeu a mulher da sua vida nos domínios do Seattle Grace/Mercy West Hospital não entrou lá apenas por vingança. Dilacerado ante a irreversibilidade da decisão de Derek Shepherd em pôr fim à existência de sua amada, o atirador quis buscar sua versão de justiça a qualquer custo, colocando fim também à existência de todos que cruzavam a sua frente. Shonda Rhimes criou uma situação impensável em que absolutamente ninguém estava a salvo. A cada encontro do Sr. Clark com os cirurgiões que se tornaram partes de nossas vidas ao longo dos últimos 6 anos, nós espectadores também tomávamos um tiro. Foram duas horas em que era impossível não se sentir desconfortável e indignado com o que estávamos vendo.

Reed, Karev, Charles e Shepherd certamente não foram as únicas vítimas desta tragédia, independente de terem sobrevivido ou não. Direta ou indiretamente, todos ali (e aqui) foram afetados por aquele infeliz. Médicos perderam amigos, companheiros. Bailey perdeu sua estabilidade. Meredith perdeu seu filho. Justo agora que ela estava em paz com seu destino e com suas decisões. Foi tudo devastado. E se em Sanctuary nós tivemos um vilão e em Death and All His Friends Cristina Yang surgiu como a heroína. Mesmo sem ser capaz de remediar o que ocorreu, a Dra. Yang conseguiu resgatar a última gota de esperança naquelas instantes com Derek na mesa de cirurgia. Ela voou solo como nunca antes, sem Burke, Han ou Teddy. Ela devolveu os sonhos ao McDreamy e sua intérprete, Sandrah Oh, se superou mais uma vez. Foi inigualável, foi insuperável e a partir de agora será impossível falar de Grey’s Anatomy sem falar do arrebatador final desta excepcional temporada. Shonda Rhimes acabou de conquistar seu lugar definitivo na mesa em que sentam os maiores mestres da televisão.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Greys Anatomy Tags: , , , , , , ,
23/05/2010 - 10:01

O Iminente Fim

Compartilhe: Twitter

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
03/05/2010 - 00:01

Damages: Se Arrependimento Matasse…

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Damages (3×11 – 3×13): Provavelmente o final de temporada de Damages foi o final de uma das melhores séries da atualidade. E se confirmado o cancelamento pelo FX americano, eu ficaria completamente satisfeito com o desfecho da trama. Desde o início do 3º ano a série vem preparando o terreno para este final, e não me  refiro somente à morte de Shayes. Ao longo de vários episódios o drama plantou elementos sobre as personagens Patty e Ellen até que a verdade viesse à tona. E tudo nesta temporada esteve relacionado à família, inclusive a dos mesquinhos e perigosos Tobin que foram responsáveis pelas tragédias pessoais e coletivas que testemunhamos, numa sequência interminavelmente errática de tristes acontecimentos. E tudo pra quê? Por quê? Pelo dinheiro. A ganância dos Tobin foi geneticamente partilhada por Louis, sua  mulher e pelo filho Joe, que de inocentes nesta história nunca tiveram nada. Foi pra cobrir os erros do pródigo filho que o pai se enrascou e, encurralada, Marylin fez com que o primogênito matasse Tessa, sem saber que dela era pai. Uma pena que Patty, Tom e Ellen precisaram ser arrastados para esse antro. Mas uma grande virtude de Damages foi a de nunca romantizar seus protagonistas, sempre apresentando suas diversas falhas de caráter, tornando-os ainda mais fascinantes. Por isso, quando Michael Hewes afirma que quem cruza o caminho de sua mãe acaba deixando-a ou morrendo e, logo depois, quando sobrevém a revelação de como a brilhante advogada perdeu sua filha, um ciclo de culpa e tristeza se fecha e imediatamente conseguimos compreender as controversas decisões e atitudes que a arrependida Patty tomou em sua vida. A cada conquista de Patricia Hewes veio a sucumbência: a lembrança do preço que ela pagou pela ambição. Em Damages não existe sorte ou azar. Todos ali direta ou indiretamente, querendo ou não, acabaram contribuindo para seu destino, incluindo Tom, Ellen, Frobisher, Wes e Leo Winstone. Eu não queria este incrível drama cancelado por nada. Mas por mais que eu goste desta série, é inegável que este foi o final ideal e perfeito.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Damages Tags: , , , , , ,
13/09/2009 - 04:01

Preparação Psicológica

Compartilhe: Twitter

comment1133Estou “pouco” ansioso. E vocês?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , , , , ,
08/09/2009 - 00:01

Weeds: O Filho da Fêmea Alfa

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Da mesma forma que ocorreu na 4ª temporada de Weeds, o episódio final veio para redimir completamente os percalços no texto de Jenji Kohan. Eu também já havia mencionado nas resenhas deste ano que a personagem Shane começou a tomar mais importância na trama e agora, com aquele inesperado e dramático golpe no final, o filho mais novo de Nancy Botwin mudou o destino de praticamente todo um Estado. Mas se formos analisar o que foi a cena dele com Pilar, aparentemente morta na própria piscina, temos que voltar bastante no tempo para constatar que o garoto vem sofrendo uma deturpação em seu caráter desde quando sua inconsequente mãe começou a expor ele ao estilo de vida criminoso, sem qualquer ética e moral. Tudo se intensificou ainda mais depois do tiroteio, já que ele começou a beber indiscriminadamente e, sob efeito de champagne naquela noite, inadvertidamente golpeou a algoz de Nancy (lembrem-se do Complexo de Elektra Édipo que ele também sofre).

Novamente Weeds conseguiu dar um giro de 180º em sua história, pois quando estávamos imaginando que o foco da próxima temorada seria a disputa de Estebán por Nancy e Pilar, tudo tomou um novo e imprevisível rumo. Como ela vai sair dessa com a casa lotada de convidados? E olha que ainda tem a situação de Guillermo e Andy para serem resolvidas e eu nem falei da espetacular gangue liderada pela jovem Izabelle. Subversiva, politicamente e totalmente incorreta, a comédia Weeds mais uma vez deu a volta por cima com excelentes cliffhangers. Vale ressaltar também a excelente atuação de Alexanger Gould, que conseguiu retratar de forma impecável toda a ausência emocional de Shane na cena do golpe, como se executá-la daquela forma fosse a coisa mais certa a fazer frente as ameaças à sua mãe. Pena que o desdobrar disso só será exibido no verão americano de 2010…

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “5×13: All About My Mom” exibido em 31/08/2009 no Showtime americano.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Weeds Tags: , , ,
07/07/2009 - 00:01

Grey’s Anatomy: Agora ou Nunca!

Compartilhe: Twitter

Alerta: Matéria republicada a pedido dos leitores que acompanham Grey’s Anatomy pelo Sony. Contém spoilers sobre o final da 5ª temporada.
Os episódios finais de Grey’s Anatomy fecharam com chave de ouro uma de suas melhores temporadas e, principalmente, de forma coerente com o caminho percorrido pela trama nos últimos meses. Desta vez a crônica de Meredith foi sobre a incerteza e dos fatos inesperados da vida como, por exemplo, os companheiros de trabalho que acabam virando seus melhores amigos ou a one night stand com uma pessoa desconhecida que vem a se tornar o grande amor de sua vida. Este 5º ano no Seattle Grace definitivamente assentou e acertou os rumos e escolhas que aquelas personagens fizeram ao longo desta jornada. Mas a nossa existência não é marcada apenas pelo livre arbítrio e a execução de vontades: temos que adicionar à complexa equação os eventos que inevitavelmente chegam através da causalidade, seja ela provocada por alguém ou derivada de um fenômeno.

Todos nós, de uma forma ou outra, podemos ser vítimas de uma fatalidade. No caso de Izzie, a tragédia estava anunciada e precisava ser contida. No caso de George, ela foi súbita e precisava ser remediada. Em ambos os casos, nem toda a técnica, conhecimento e expertise do mundo foram suficientes para evitar o inevitável. Se para nós já foi um choque constatar a decisão de O’Maley em aliar-se ao exército em Here’s to the Future, vê-lo deitado e desfigurado após salvar a vida de uma desconhecida em Now or Never foi doloroso. E mesmo sabendo que o prognóstico de Izzie não era nada bom, agarramos até o último suspiro na esperança que a cirurgia de Sheppard fosse um sucesso (foi?). Grey’s Anatomy gritou com a revolta e o desespero de Alex, chorou através de Bailey e do fim de seu casamento, mas também deixou portas abertas com o início de uma nova fase para Callie, Hunt, Yang, Mark e para a jovem Grey. Foram duas horas emocionantes e intensas, como só Shonda Rhimes sabe escrever.

Spoiler – Quer saber o destino de Izzie e George? Passe o mouse: O’Maley morre com certeza; Izzie deve sobreviver, pois estará na 6ª temporada. E aí, gostou de saber ou não? Aos que não leram, cuidado que nos comentários os leitores podem revelar este spoiler.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódios “5×23: Here’s to the Future” e “5×24: Now or Never” exibidos em 06/06/2009 no Sony.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Greys Anatomy Tags: , , ,
15/06/2009 - 00:01

Prison Break: O Fim

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Existe uma razão porque demorei para escrever sobre o final de Prison Break: como um fã saudosista das primeiras temporadas, foi muito difícil ter que me despedir de Scofield e companhia, tendo que reconhecer os erros que a série cometeu. É claro que por ser uma produção com um roteiro imediatista e aberto, os roteiristas precisavam sempre passar batido em certos pontos para que a história se desenvolvesse. Neste ponto eu até concordo com as diversas “omissões” (vamos colocar assim) ao longo dos anos, pois tudo foi feito em prol da diversão e isso era inegável que Prison Break sempre proporcionava. A 3ª temporada veio seguida da greve, colocando o drama em uma delicada situação que precisava de qualquer jeito ser resolvida neste derradeiro ano, por bem ou por mal. Isso não quer dizer, contudo, que os episódios finais foram ruins.

Em Rate of Exchange a narrativa focou no resgate de Sarah e Lincoln, que contou ainda com as usuais reviravoltas e traições, mas mostrando uma Companhia já enfraquecida pelos últimos acontecimentos. Isso foi positivo, já que soaria muito forçado caso a organização fosse desmantelada de uma vez nos instantes finais. Sinal que o roteiro evoluiu e ficou mais equilibrado, mas às custas de um episódio menos impactante e tenso do que o de costume. Felizmente Killing Your Number conseguiu não apenas reverter essa situação, como deu um desfecho satisfatório para inúmeras personagens (incluindo alguns rostos antigos como Sucre, C-Note e até mesmo Kellerman, que não havia morrido como eu suspeitei na época) antes de revelar o que o destino reservou para nossos heróis principais.

O ato final se iniciou com a morte da mãe de Scofield pelas mãos de Sarah e trouxe, enfim, a redenção dos irmãos e a exposição da tal “verdade”, cuja busca custou um incrível número de mortes e sacrifícios. Mas foi o final de tudo que mereceu destaque pela coragem dos showrunners em encerrarem com Scofield morto, trazendo coerência à história depois de muitos anos de pequenas e grandes inconstâncias. A montagem que fizeram, com flashes tristes e alegres misturados, foi tocante e colocou um ponto final e definitivo na saga de forma verdadeiramente satisfatória. Pra mim (e para o canal FOX americano) a série se encerrou aí e desta forma, sem considerar o telefilme que foi produzido e lançado direto em DVD. Teria sido muito melhor deixar a causa mortis de Scofield intocada para nós preenchermos as lacunas sozinhos, já que toda aquela trama sobre a prisão de Sarah foi desnecessária.

Prison Break foi um bom drama de ação. Está longe de ser o melhor que já vimos, mas igualmente distante de ser o pior. O importante é que apesar de tudo eles entregaram o que prometeram, às vezes decepcionando, claro, mas na maioria acertando e surpreendendo a cada “break“.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódios exibidos em 15/05/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Prison Break Tags: , , ,
12/06/2009 - 06:01

The Big Bang Theory: O Ártico é dos Nerds!

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Irreprovável. Essa palavra resume muito bem a 2ª temporada de The Big Bang Theory, uma comédia que começou quieta, cresceu muito em seu ano de estreia e se manteve em uma constante alta desde então. O sucesso da série é a inevitável consequência da perfeita combinação de um texto caprichado e inteligente com atores competentes. Eu já até mencionei isso antes, mas fato é que apenas um suspiro de Sheldon é capaz de fazer uma plateia inteira rir de tão bem composto é a personagem, como aconteceu no início deste finale. O episódio (que poderia ter sido duplo) focou-se na mudança dos geeks para um projeto de campo no pólo norte por três meses, incluindo uma série de testes e preparativos dos peculiares cientistas que envolveu até uma hilariante visita à geladeira da lanchonete de Penny. Muito bom também que o capítulo balanceou o foco que geralmente fica em Sheldon trazendo à tona a latente química amorosa entre a vizinha loira e Leonard – algo que precisa ser a main plot da próxima temporada. Mas o mais incrível do singelo final pra mim foi ver que mesmo tendo eles mudado completamente de abientação, de Los Angeles para o Ártico, a complexa e divertida dinâmica desse peculiar grupo se manteve, tendo sido apenas “adaptada”. Tudo ficou muito coeso, seja com Howard e seu impecável timing para tudo que é inapropriado (ele mexendo com o arpão no acampamento) ou com Sheldon e sua irritante sistemática com tudo, especialmente com a forma que sua comida tem que ser preparada. The Big Bang Theory definitivamente provou porque merece ficar no ar e tomara que seus vários méritos comecem a ser reconhecidos na próxima temporada de premiações. Será que Jim Parsons sai com um Emmy este ano? Eu gostaria de ver isso acontecendo.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/05/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Big Bang Theory Tags: , ,
09/06/2009 - 09:45

The Office: Família Reunida

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
The Office nunca foi uma série com episódios finais mega ultra elaborados, mas sempre mantiveram o nível da temporada. Company Picnic, que encerrou mais um excelente ano da série, não fez diferente ao trazer um episódio simpático, divertido e coerente. Foi bom, aliás, ver o pessoal da filial Scranton mais unido pra variar, sem as constantes intrigas e confusões que armam uns com os outros. Dessa vez, a ação principal ficou em um jogo de vôlei contra a matriz (vestida de preto) e até Jim e Dwight cooperaram. Outra boa surpresa foi a volta de Holly, mostrando que ela realmente é o par ideal de Michael Scott, e é uma pena que esta subtrama não foi melhor desenvolvida ao longo da temporada. O casal em potencial ficou com um final em aberto, mas não antes de apresentar a tal peça sobre a história da Dunder Mufflin seguindo a estrutura do filme Quem Quer Ser um Milionário. Foi uma das cenas mais divertidas da série, ainda mais pelo que eles aprontaram com a informação privilegiada de mais uma filial que se fechará! Hoje eu torço mais por esse casal do que por Jim e Pam e talvez por isso a grande revelação do final não causou o impacto desejado, porque já faz algum tempo que os dois não são mais tão geniais. Aliás, parece até que os dois funcionam melhor separados e com aquela constante tensão emocional entre eles. Independente disso, The Office é uma comédia sempre eficiente e promissora exatamente porque cada episódio conta uma história única, além de estar repleta de talentos cômicos. Poxa, basta constatar que a original teve apenas duas temporadas e nós já vamos para o 6º ano praticamente sem nenhum sinal de desgaste. Ricky Gervais criou uma excelente série que tem um universo próprio e repleto de possibilidades. Quero muito ver a equipe toda subindo no palco do Emmy esse ano. 30 Rock é excelente, mas três em seguida é demais, não?

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/05/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Office Tags: , , ,
08/06/2009 - 00:01

30 Rock: Tudo Por Um Rim!

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Várias sitcoms tentam trazer convidados especiais, mas nem sempre isso é possível. 30 Rock, contudo, quebrou essa barreira e hoje atores, atrizes e cantores fazem fila para participar da comédia. Embora não conte com uma storyline constante e interligada, é a corrente de pequenos arcos episódicos que mais uma vez fez com que esta temporada não deixasse nada a desejar perante as anteriores, muitas vezes até superando-as. Esse ano, inclusive, acho que eles foram além, pois comecei a gostar muito mais das personagens Jenna e Tracy Jordan, especialmente este último. Em Kidney, Now! o foco continuou em Jack Donaghy e a sua relação com o recém-descoberto pai biológico Milton que precisa de um transplante de rim para sobreviver. Relutante e preocupado com sua integridade física, o CEO roubou a cena com a mega campanha estilo “USA for Africa” que criou para arranjar a qualquer custo o órgão. Outro bom investimento deste episódio foi trazer de volta os atritos entre Liz e Jenna, já que a talentosa escritora e criadora do bordão “that’s a dealbreaker, ladies” fica às sombras da limitada atriz de seu elenco. Mas é claro que Lemon exagera na dose com seu desespero (“I’m getting mine, Cerie! Suri“) e tudo toma uma proporção maior quando ela começa a dar conselhos errados para as esposas de seus colegas de trabalho. O ato final com Sheryl Crow, Mary J. Blige, Elvis Costello, Clay Aiken, Moby, Cindy Lauper, os Beastie Boys e cia. fechou com chave de ouro esta temporada e consagrou a eficiência desta comédia, que faz do nonsense o seu maior pilar, mas com um roteiro sempre afiado: “quando alguém começa a falar no meio de uma música, você sabe que é sério. Doe um rim para Milton Green“. Sim, apesar de estarmos apenas em Junho, eles tiveram um ótimo ano!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/05/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock Tags: , , ,
05/06/2009 - 00:01

How I Met Your Mother: O Salto

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Então, a irregular 4ª temporada de How I Met Your Mother chegou ao fim e está claro pra todo mundo que acompanhou que a série definitivamente está aquém do que era quando começou. O roteiro oscilou muito, ora apresentando uma carga dramática e sentimentalóide exarcebada para uma comédia e, em outros momentos, permitiu o desenvolvimento de situações implausíveis e até mesmo infantis. Essa inconsistência denota, ao meu ver, uma forte perda de foco. No início o descompromisso de How I Met Your Mother tornava a comédia genial, seja pela forma que brincava com os flashbacks e flashfowards ou pelo texto ágil com piadas eficientes. Hoje muita coisa soa auto-indulgente. O episódio deste final de temporada nem pareceu que foi um episódio final de tão “xoxo”! A historinha do bode foi desinteressante, a insegurança de Ted já não é mais engraçada e as piadas estão cada vez mais arrastadas e espassadas. O anti-clímax dominou a noite com a indefinição sobre o romance entre Barney e Robin, a estagnação do casal Lilly e Marshall e, é claro, a lacônica cena final sobre a “mãe” estar na sala de aula do novo Ted professor de faculdade (Ross Geller alert!). Enfim, é inegável que esta não é a How I Met Your Mother que conhecemos, ainda mais depois daquela metáfora clichê do tal “salto”. Todos os elementos para continuarem fazendo uma boa comédia estão ali, mas parece que este ano os roteiristas não souberam usar direito toda a potencialidade deste material. A indefinição sobre a quantidade de episódios ou de temporadas que a série terá certamente está influenciando no processo criativo, até mesmo pela peculiar estrutura narrativa e, obviamente, por terem que deixar a grande revelação de como Ted conheceu a mãe de seus filhos para o derradeiro final. Ironicamente, se continuarem desta forma, pode ser até mesmo que o tal final não chegue. Renovada a comédia está, mas já não é hora de pensarem em como terminar em alta?

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 18/05/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): How I Met Your Mother Tags: , , ,
02/06/2009 - 00:01

Gossip Girl: Enfim, Graduados

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Poxa, o que está acontecendo com estes finais de temporada, hein? Gossip Girl é mais uma exemplo de uma série que teve uma temporada forte, para no final derrapar feio e encerrar por baixo. Ora, este ano não teve greve dos roteiristas, não! A parte boa (e menor) foi que o episódio finalmente deu mais destaque à personagem que dá título à série e que resultou num dos poucos bons momentos que foi a blogueira mostrando que está mais perto dos Upper East Siders do que eles imaginavam, além de ter feito aquela listinha negra sobre cada um. Mas tudo parou por aí. O restante foi aquele interminável “vai e volta” e intriguinhas bobas sobre quem vai ser a rainha do colégio agora que Blair vai pra faculdade, a traminha batida de Lilly com Rufus e, por derradeiro, a lacônica e incompreensível participação de Georgina Sparks numa rápida cena ao telefone. Ah sim, e o caso do tal filho que não morreu do casal mala foi introduzido, desenvolvido e ficou por isso mesmo, como se fosse “o” cliffhanger. Esta nem parece a mesma série que há apenas alguns episódios empolgava com um texto bem mais maduro e condizente com a juventude preppie atual. Este season finale só não foi um desastre total graças à cena de encerramento com Chuck se declarando para Blair, que não apenas foi o ponto alto do episódio, como também representou um marco de crescimento efetivo destas personagens, abrindo espaço para interessantes possibilidades. Até o momento Gossip Girl foi uma montanha russa: na primeira temporada foi subindo, chegou ao topo este ano e agora caiu de uma vez. Resta esperar que a próxima curva seja uma ascendente.

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 18/05/2009 na CW americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Gossip Girl Tags: , , ,
01/06/2009 - 00:01

24 Horas: 06:00am – 8:00am

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
As duas últimas horas de mais um dia de Jack Bauer transpareceram o desgaste da temporada nesta reta final, que definitivamente não correspondeu ao nível que começou. Se nos primeiros capítulos a repetição de fatos não incomodava pelo empolgante e promissor ritmo que estava sendo desenvolvido, mas Jack passando mal apenas nos momentos “convenientes” e a participação risível de Kim Bauer conseguiu eliminar toda a força dramática que fora criada. Afinal, sabemos que o herói não vai morrer e usar o debilitado estado de saúde dele como um “major cliffhanger” é um tremendo anti-clímax. De fato, as coisas começaram a desengrenar com a morte de Jonas Hodges, que personificava muito bem um dos melhores vilões que a série já teve. A partir daí a ameaça ficou sem nome e a súbita ascensão de Tony Almeida como bad boy não convenceu ninguém. Este final de temporada passou batido, porque de uma hora pra outra o novo “chefão” apareceu e logo foi capturado, sem dar tempo para que a tensão tomasse conta, tendo em vista o cronômetro que inevitavelmente marcaria o fim.

Parece até que faltou tempo para concluir de forma satisfatória os vários arcos. Apenas gostei muito do desfecho da história de Olivia Taylor e a atitude corajosa que a presidente tomou, com um destaque para a excepcional interpretação da atriz Cherry Jones. Mas com relação à “vitória” em si, as cenas do combate derradeiro soaram improvisadas e apressadas. Mesmo assim, preciso reconhecer os méritos desta temporada, que no geral conseguiu manter o nível das demais. 24 nunca foi aquela produção com um texto “brilhante” ou diálogos profundos e isso não é algo necessariamente ruim quando existem outros atributos que se destacam. Este continua sendo um bom drama de ação imediatista que, no entanto, provou ao longo dos anos ter uma fórmula linear, com tendência à repetição e pontuais altos e baixos que no fim se compensam. Sem dúvida é uma boa diversão, mas já não anseio tanto assim por mais uma longa jornada como essa. Quem sabe já está na hora de Bauer pensar num plano de aposentadoria… Será que o governo dos EUA cobre?

Cotação Bruno Carvalho:
Episódios “Day 7: 06:00am – 07:00am” e “Day 7: 07:00am – 8:00am” exibidos em 18/05/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas Tags: , , ,
28/05/2009 - 06:01

Grey’s Anatomy: Agora ou Nunca

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Os episódios finais de Grey’s Anatomy fecharam com chave de ouro uma de suas melhores temporadas e, principalmente, de forma coerente com o caminho percorrido pela trama nos últimos meses. Desta vez a crônica de Meredith foi sobre a incerteza e dos fatos inesperados da vida como, por exemplo, os companheiros de trabalho que acabam virando seus melhores amigos ou a one night stand com uma pessoa desconhecida que vem a se tornar o grande amor de sua vida. Este 5º ano no Seattle Grace definitivamente assentou e acertou os rumos e escolhas que aquelas personagens fizeram ao longo desta jornada. Mas a nossa existência não é marcada apenas pelo livre arbítrio e a execução de vontades: temos que adicionar à complexa equação os eventos que inevitavelmente chegam através da causalidade, seja ela provocada por alguém ou derivada de um fenômeno.

Todos nós, de uma forma ou outra, podemos ser vítimas de uma fatalidade. No caso de Izzie, a tragédia estava anunciada e precisava ser contida. No caso de George, ela foi súbita e precisava ser remediada. Em ambos os casos, nem toda a técnica, conhecimento e expertise do mundo foram suficientes para evitar o inevitável. Se para nós já foi um choque constatar a decisão de O’Maley em aliar-se ao exército em Here’s to the Future, vê-lo deitado e desfigurado após salvar a vida de uma desconhecida em Now or Never foi doloroso. E mesmo sabendo que o prognóstico de Izzie não era nada bom, agarramos até o último suspiro na esperança que a cirurgia de Sheppard fosse um sucesso. Grey’s Anatomy gritou com a revolta e o desespero de Alex, chorou através de Bailey e do fim de seu casamento, mas também deixou portas abertas com o início de uma nova fase para Callie, Hunt, Yang, Mark e para a jovem Grey. Foram duas horas emocionantes e intensas, como só Shonda Rhimes sabe escrever.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódios “5×23: Here’s to the Future” e “5×24: Now or Never” exibidos em 14/05/2009 na ABC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Greys Anatomy Tags: , , ,
27/05/2009 - 00:01

Fringe: Admirável Mundo Novo

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Desde a sua concepção, Fringe é uma série convictamente de ficção científica com profundas raízes na parte empírica, mesmo quando exibe as situações mais bizarras que são investigadas pela Divisão de Ciência Marginal do FBI. Acontecimentos impossíveis e fenômenos improváveis ocorreram neste bizarro universo e formam o tal padrão, que até então atribuíamos à poderosa Massive Dynamic. Mas o atentado à vida de Nina Sharp mudou muita coisa e começou a desencadear uma série de situações reveladoras. A resposta para a grande maioria dos chocantes mistérios é ao mesmo tempo simples e intrigante: existe mais de um de tudo. “Todos os dias a vida nos apresenta a uma variedade de escolhas e cada escolha que fazemos cria uma nova realidade”, revelou Walter Bishop. O que acontece, então, com o caminho que não escolhemos? Em Fringe a resposta não está num flash do passado ou do futuro, e sim num quase inacessível presente de uma realidade alternativa. O perigoso Robert Jones quis desesperadamente saber, embora seus motivos ainda sejam desconhecidos.

Mas quem garante que o tal vilão, que agora parece ser o homem por trás do padrão, não está movido por algo tão nobre como o amor de um pai que perdeu um filho de apenas sete anos? Pra mim a maior revelação desde incrível capítulo foi a da precoce morte de Peter, transparecendo todo o sacrifício que Walter fez em sua vida para resgatar uma “versão alternativa” do garoto que adoecera severamente quando criança. O ato final da temporada transcendeu a barreira do factível e foi além de uma forma que sinceramente eu jamais esperava. Olivia Dunham já mostrou ser uma espécie de condutora especial devido ao tratamento que foi submetida quando ainda jovem pelo próprio Dr. Bishop, e foi com a mesma admiração que ela que eu e provavelmente grande parte dos espectadores e fãs desta série ficaram quando a vimos de frente para William Bell em pessoa num andar do World Trade Center. Não, ela não voltou no tempo: simplesmente está num lugar onde o destino tomou um novo rumo. Um lugar que não é necessariamente melhor do que o mundo que ela veio. É apenas diferente.

Com apenas alguns frames, Fringe não só respondeu uma enorme quantidade de perguntas, como abriu espaço para novas e interessantíssimas possibilidades para a 2ª temporada, como se a série realmente tivesse magicamente saltado do 12º para o 14º andar de um prédio. Em Nova York, muitas edificações são construídas sem fazer menção ao 13º pavimento por pura superstição. Isso, contudo, não quer dizer que ele não existe. Como eu disse acima, é bem simples: estávamos diante dele o tempo todo e apenas não sabíamos.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×20: There’s More Than One of Everything” exibido em 12/05/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , , ,
10/05/2009 - 03:46

O Último Trailer de LOST da Temporada!

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler US
Está chegando a hora! Na próxima quarta o mundo inteiro poderá testemunhar as duas horas que encerrarão a 5ª e penúltima temporada de LOST! Nas palavras do ator Michael Emmerson durante uma entrevista, ele disse ao repórter que depois de assistirmos aos episódios, “os fãs terão vontade de comer suas próprias almas”! Será que é bom ele levantar a bola da série tão alto assim? Qual será a grande surpresa deste season finale? Veja o trailer oficial de The Incident, Parts 1 & 2 aqui:


E aí, qual é a sua teoria? O que você acha que Carlton Cuse e Damon Lindelof prepararam para nos deixar sem rumo?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , ,
02/10/2008 - 00:01

Enfim, Weeds

Compartilhe: Twitter


A criadora e roteirista de Weeds Jenji Kohan arriscou mais do que deveria na 4ª temporada da série. Fato é que a controversa “queima” dos condomínios Majestic e Agrestic, com o conseguinte “restart” feito na trama acabou deixando muito a desejar. O ano começou até bem com a proposta de novos ares, mas aos poucos o roteiro necessitou de alguns ajustes como a chegada de Doug, Celia e Izabelle e isso acabou tornando a comédia insustentável. Afinal, as diversas histórias paralelas na nova cidade demoraram demais para se encaixarem, o que somente foi atingido neste último If You Work For a Living, Then Why Do You Kill Yourself Working? (que nome enorme para um episódio, não? Apesar de lento em algumas partes, especialmente nos aborrecidos insights de Nancy sobre seu primogênito Silas (que também não é lá flor que se cheire), o capítulo final apresentou uma saída simples e brilhante para a impossível situação que a matriarca se envolveu: ela está grávida de Esteban. Planejado ou não, ela agora carrega em seu ventre uma apólice de seguro de vida e os desdobramentos desta história abrirão interessantes possibilidades para as duas próximas temporadas, que já estão garantidas. Ah, e igualmente chocante foi o destino de Shane, que já começou a demonstrar interesse no “negócio da família”. Mas o que realmente deu o que falar foi o controverso destino de Celia Hodes. Quem se perguntava onde tinha ido parar a sua filha mais velha Quinn, acabou descobrindo que ela se mudou para o México e durante todo esse tempo planejou o sequestro da própria mãe! Eu sinceramente não consegui engolir essa storyline, porque soou incoerente e implausível até mesmo com a própria série (talvez pela forma artificial com que tudo foi conduzido pela direção). Esta foi uma temporada irregular, longe de figurar como a melhor da série e espero que Weeds aprenda com seus erros e volte mais forte no ano que vem. Tomara que voltem com as aberturas antigas também. Little boxes, on the hillside…

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “4×013: If You Work For a Living, Then Why Do You Kill Yourself Working?” exibido em 15/09/2008 no canal americano Showtime.

Temporada Completa Para ‘Fringe’!

Mais um home run para J.J. Abrams! O mago por trás dos megasucessos LOST e Alias emplaca a temporada completa para o seu thriller de suspense, Fringe. Exibida pela FOX americana, o drama é a segunda série deste fall season a receber a encomenda total. Fringe deverá estrear no Brasil pela Warner até o início de 2009.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe, Weeds Tags: , ,
01/07/2008 - 06:53

LOST no AXN: É Hora de Voltar

Compartilhe: Twitter

É um pouco chato bater nesta tecla, mas há 4 anos LOST é uma série de mistérios e perguntas que geralmente tem algumas de suas respostas entregues nos finais de temporada. Por isso, após mais um incrível ano, era perfeitamente aceitável que todos nós estivéssemos ávidos por algumas migalhas de informações sobre a natureza da ilha, seus habitantes originais e sua curiosa mitologia. Sob esse prisma, exclusivamente, não posso ignorar que o final deixou muito, mas muito a desejar. Os produtores falam demais, muito hype é gerado em convenções, fóruns e afins e pouca coisa é efetivamente materializada. Parte desta sensação negativa que impera em quem terminou de assistir um ótimo episódio (olha que ironia) é culpa dos recém introduzidos flashfowards, que muitas vezes fazem com que certos acontecimentos pudessem ser facilmente inferidos ou esperados por todos nós, afastando completamente o elemento surpresa. Dito isso, reconheço que toda a seqüência de acontecimentos desencadeada já no início foi de tirar o fôlego, desde a impressionante luta de Sayid com Keamy, até a complicada jornada dos Oceanic 6 para fora da ilha, que envolveu o barco de Penny e encerrou de forma singela o importante arco de Desmond com sua amada.

Mas tomara que história do casal que começou bem antes da queda do vôo 815 (e a causou) tome novos rumos, já que o sobrenome Widmore ainda deve dar muito o que falar nos próximos 2 anos que temos pela frente. Na ilha como nós a conhecíamos uma importante mudança de poder ocorreu e a ascensão de John Locke em detrimento de Benjamin Linus, embora anunciada, não deixou de ser marcante. Foi curioso perceber também que a partir daquele momento em que Ben girou a “alavanca” da ilha ele acabou indo parar fora dela no deserto onde futuramente iria encontrar Sayid para iniciar uma nova e sombria empreitada. Mesmo com um episódio lotado de histórias que se convergeram, muita coisa ainda ficou pendente, como a situação de Claire, a missão especial de Sun e a promessa de que veríamos o Dr. Marvin Candle (ou Edgar Halliwax) na ilha e um flashback com o piloto original do avião, denotando certa falta de competência dos produtores em amarrar as pontas que eles deixaram soltas.

Contudo, vários elementos característicos de um final de temporada foram mantidos: a fumaça negra no horizonte (aqui representada pela explosão do cargueiro), um evento geológico inexplicável e algumas referências históricas como a de Hurley sobre o Sr. Eko. De volta ao futuro, a principal revelação de There’s No Place Like Home foi mesmo a do morto do caixão, John Locke. Isso sim foi chocante, já que a sua última aparição vivo demonstrava que um novo e promissor caminho estava à sua frente. Foi igualmente impactante saber também que após a saída dos Oceanic 6, coisas horríveis aconteceram na ilha, mesmo depois da destruição do cargueiro e da morte de Keamy e seu grupo de mercenários. Ainda é cedo para avaliar tudo que vimos (principalmente a controversa cena do desaparecimento da ínsula), mas reitero que este não foi um final que fez jus à 4ª temporada, apesar dos episódios em si terem sido ótimos. Felizmente o chamado de Jack deverá se concretizar e daqui a 8 longos meses estaremos todos (necessariamente) de volta à ilha. É bom mesmo que Benjamin Linus tenha um ótimo plano na manga.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódios “4×13: There’s No Place Like Home, Part II” e “4×14: There’s No Place Like Home, Part III” exibidos em 30/06/2008 no AXN.

Repercutindo os Episódios:

O Crescimento de Walt: Finalmente foi explicado o mistério envolvendo a previsão dos produtores sobre o crescimento de Walt na série. Depois de muita especulação se ele seria especial, se viajou no tempo etc. a resposta veio de forma simples: ele apenas será visto nos flashfowards, que acontecem 3 anos após o acidente, justificando a aparência de velho dele.

O “Searcher”: Revelado também a natureza da missão de Penelope Widmore e seu grupo de “portugueses”: ela buscava sinais de Desmond através do navio “Searcher”, que aparentemente nada tem a ver com a missão que seu pai Charles Widmore encomendou.

Nascida na Ilha: Como Miles insinuou, esta não foi a primeira vez que Charlotte Lewis pisou na ilha. Ao que tudo indica, ela é nativa do local e passou anos buscando o retorno. Provavelmente sua mãe fazia parte da Iniciativa Dharma e engravidou fora da ilha, da mesma forma que aconteceu com Claire.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
11/06/2007 - 00:02

Jordin Sparks? Sério?

Compartilhe: Twitter

A impressão que deu foi a de que a sexta temporada de American Idol acabou e não “aconteceu”. Jordin Sparks? Ela nunca foi original, nunca teve aquele fator “it”, como dizia Simon, e só chegou a final por uma falha estrutural no formato programa. Até agora não consigo entender como Melinda saiu. “É o público que vota”, sim, eu sei. Mas será que o mesmo público que deu a ela o título de Idol vai comprar seus CDs? Isso não aconteceu com Taylor Hicks, que “ganhou” no ano passado. Todo mundo preferiu os álbums de Katharine McPhee e Chris Daughtry (o quarto colocado). Aliás, a música dele já está nas rádios brasileiras, um feito até hoje conquistado apenas por Kelly Clarkson, vencedora da primeira temporada. A queda na audiência este ano foi evidente e não deve passar despercebida pelos produtores. Tentaram disfarçar com um excesso de convidados e programas especiais, mas o fato é que Idol está perdendo a credibilidade. Também ficou cansativo o tanto que os juízes ficaram reafirmando que o programa ainda é o melhor e mais assistido. Afinal, você compraria o CD de Jordin Sparks? Baixaria as músicas dela? Eu não.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , ,
Voltar ao topo