Muita gente me pediu pra falar pelo menos alguma coisa sobre Hung, comédia que estreou no último sábado na HBO. Inicialmente interessante, a série conta a história de um pai de família separado que, em face a diversas dificuldades econômicas, crise mundial, pensão, casa que pegou fogo etc., acaba virando um garoto de programa já que (supostamente) o cara é bem dotado. Se eu recomendo? Bom, depois de conferir toda a 1ª temporada que já passou lá fora, posso dizer que infelizmente tudo que Hung promete ser em seu episódio piloto, acaba não sendo. Ela desanda muito a partir de seu 4º episódio e perde-se num emaranhado de tramas aleatórias e avulsas que nunca se encontram e que não são encerradas satisfatoriamente. Embora já renovada para mais uma temporada, não é nem de longe uma série com a qualidade HBO que já estamos acostumados. Se você não tem nada pra ver, dá pra dar uma conferida. Tem a ótima Anne Heche no elenco e, se você se esforçar muito, consegue dar uma risada aqui e outra ali. Err… Nem tanto.
Finalmente os canais de séries estão se adaptando à demanda dos assinantes, conforme recentemente demonstrou o Universal Channel. Desta vez, segundo o colunista Daniel Castro da Folha de São Paulo, são os canais Sony e AXN que prepararam novidades bastante interessantes para o “SpringSeason” brasileiro. A maior delas diz respeito à aquisição pelo Grupo Sony do aguardado drama FlashForward, promovido pelo canal ABC americano como novo LOST, e com estreia marcada para Fevereiro de 2010. Mesmo a data parecendo um pouco distante, a boa nova é que as populares séries Grey’s Anatomy e Desperate Housewives chegarão ao Brasil meses antes do normalmente esperado, devendo pintar por aqui já em Novembro! No AXN a melhor surpresa é a estreia de LOST garantida para o mês de Fevereiro, o que é muito positivo, já que lá fora ela está anunciada para estrear no final de Janeiro de 2010. O intervado de exibição, então, será minúsculo e isso certamente contribuirá na diminuição da “circulação” de surpresas indesejadas por aí, principalmente considerando que será a última temporada do drama mais cultuado dos últimos tempos.
Das novas séries que foram adquiridas pelo grupo Sony estão o remake de Melrose Place da CW e Cougar Town, estrelada pela ex-Friends Courteney Cox. Além disso, eles já provisionaram a divertidíssima Royal Pains, comédia renovada para 2ª temporada que conta a história de um cirurgião que é despedido de um grande hospital de Nova York e acaba indo parar na poderosa região praiana dos Hamptons para se tornar um “médico conciérge”, que atende figurões em suas mansões. A nova produção de Ashton Kutcher com Mischa Barton, The Beautiful Life: TBL, também está no menu da emissora, assim como o drama Drop Dead Diva, a comédia estilo The Office intitulada Community e as sitcoms Accidentally on Purpose, que tem Jenna Elfman (Dharma & Gregg) no elenco, e 100 Questions. Há muito tempo não vemos uma temporada tão diversificada assim no Sony! Vale lembrar que ainda não foram divulgadas as datas exatas, pois a grande maioria destas produções sequer estreou lá fora. Contudo, isso demonstra a pró-atividade dos canais, que estão aos poucos resgatando a confiança do assinante. Tomara que perdure por mais outonos…
Há alguns anos o canal ABC americano vem tentando (ainda sem sucesso) repetir o sucesso estrondoso de LOST. Aliás, vários canais tentam este feito e muitos estão considerando que Flash Forward vai conseguir. Se depender da premissa, o novo drama estrelado por Joseph Fiennes e criado por Bannon Braga e David Goyer (Treshold) já tem a minha atenção: em um dia normal, durante 2 minutos e 17 segundos, todos os habitantes da terra desmaiam e enxergam o que parecem ser flashes de seis meses no futuro. Além disso, a série promete estrear com uma primeira temporada já inteiramente planejada, com enfoque não apenas nas causas científicas do tal fenômeno, mas também em diversas questões psicológicas, éticas e morais. Confira abaixo o trailer legendado de Flash Forward, que chegará na TV americana no dia 24 de Setembro deste ano:
A ocorrência e recorrência de certos fenômenos culturais em Hollywood é interessante. De repente, uma série musical é tida por muitos como a mais promissora estreia da próxima temporada, indo na onda dos sucessos High School Musical, Hanna Montana, Camp Rock e cia. Glee, ao meu ver, é apenas isso: uma tentativa de transportar para o mundo “adulto” as produções pré-adolescentes que abocanham milhões na TV e no cinema. Uma tentativa falha, diga-se de passagem, pois o foco é num público (pelo menos em tese) mais maduro. A premissa é bem simplória e mostra a obstinação de um professor colegial em colocar na marra um grupo de jovens esquisitinhos num grande campeonato de musicais intercolegial. As personagens são rasas, estigmatizadas e absolutamente tudo soa clichê e previsível, desde a parte do “casting”, passando pelo momento em que o futuro do projeto é questionado, até a hora em que o professor desistente volta batendo palmas num auditório vazio após ver sem querer o que seus pupilos criaram (como bem lembrou a Claudinha). Estrutura básica de qualquer história estilinho “volta por cima”, mas com muito pouca inventividade. Glee poderia muito bem se passar como um filme da Sessão da Tarde que você assiste com o canto do olho enquanto toma uma lanche. É despretensiosa, sim, mas aborrecida em diversos momentos. Aliás, é muito aborrecida e o que faz desta série não ser um fracasso total são os seus números musicais que acabam empolgando esporadicamente, pois relembram clássicos da década de 80 e que certamente agradarão o público que cresceu nesta época. O problema é que se você tirar as músicas sobra uma comédia rala e se deixarmos apenas as apresentações, se torna cansativa. Assim, não vejo como isso pode durar mais que seis episódios se o ritmo continuar como o desse piloto que foi exibido em forma de “tease” pela TV americana. Mais uma vez parafraseando o Legendado, se esta é considerada a maior aposta da próxima temporada, estamos seriamente perdidos.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 19/05/2009 na FOX americana.
Olha, eu juro que tentei. Assisti ao piloto de Mental do início ao fim e com muita boa vontade, sem esperar muito. Produzida pela Fox International e projetada para ser a primeira grande série “mundial”, com estreia simultânea esta noite em vários países, não consigo imaginar este drama emplacando. A premissa… Bem, é essa: um médico insubordinado utiliza métodos controversos e experimentais para tentar diagnosticar e tratar casos difíceis de seus pacientes, enquanto luta de forma silente com seus problemas pessoais e os desafios de conquistar o respeito de sua equipe (que inclui uma severa chefe). Ah, ele ainda invade a casa de seus pacientes à procura de pistas! Não, você não leu errado. Qualquer semelhança com House não é mera coincidência. Acontece que no lugar de um infectologista, temos um psiquiatra e em vez do talentoso ator britânico Hugh Laurie, temos o carismático, porém limitado, ator australiano Chris Vance (o Whistler de Prison Break). Absurdas, também, as comparações desta série rasa com a imensamente profunda In Treatment. O piloto de Mental, com apenas 42 minutos, parece ter umas três horas de duração.
Foi com muita surpresa que assisti ao episódio de estreia de uma série procedimental que fosse tão arrastado como este. A trama, que não é nada complexa e muito pouco técnica, simplesmente não flui. Recém contratado num grande hospital de Los Angeles, o Dr. Jack Gallager tem o desafio de assumir o cargo e já chega abalando, pois precisa ficar nu para acalmar o seu primeiro paciente que enxerga as pessoas como lagartos em suas crises. “Nossa, ele não tem medo de se expor ao ridículo no primeiro dia, tudo pela medicina“, aponta uma personagem constatando o óbvio e denotando o nível que o roteiro segue. Mas o pior de tudo é que Mental não tem identidade e soa vazia, assim como o apagado elenco coadjuvante e as igualmente insossas e nada inspiradas locações. O protagonista em si é fraco e Vance não convence com o excesso de maneirismos para mostrar o tempo todo que é “diferente” como se fosse o Patrick Jane de The Mentalist, mas sem sucesso. Enfim, por se tratar de uma série “mundial” com essa peculiaridade de produção, pode até ser que ela perdure, mas não no mercado americano. Numa primeira impressão, não recomendo. Existem milhares de dramas médicos e/ou procedimentais melhores pra se ver.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio será exibido esta noite, 03/06/2009, em todos os países da FOX International.
Quando eu soube que o canal SyFy havia encomendado a produção de um prequel para Battlestar Galactica, intitulado Caprica, eu fiquei preocupado que o ótimo remake da série homônima de 78 virasse um caça níquel, para render um pouco mais de dinheiro com o fim da saga estelar. Eu não poderia estar mais errado. O telefilme que abrirá o caminho para uma futura série foi uma das melhores surpresas que tive nos últimos anos. Ambientada 58 anos antes do piloto de Battlestar Galactica, o novo drama nos apresenta logo de cara à jovem Zoe Graystone que está aparentemente perdida em uma rave onde tudo acontece sem o menor pudor gráfico: sexo explícito, drogas à vontade, mortes e até o sacrifício de virgens. Passado o susto, percebemos que ela está em um tipo de simulação virtual através de um aparelho chamado Holoband, desenvolvido por seu rico e inteligente pai Daniel Graystone, um desenvolvedor da maior empresa de tecnologia do planeta.
O Holoband é uma espécie de Second Life holográfico frequentemente invadido por hackers que criam as tais “festas liberadas” em locais clandestinos dos servidores. Apesar de tudo isso lembrar muito o filme Matrix, arrisco-me à dizer que Caprica consegue ir mais além em sua premissa. Pouco a pouco, vamos conhecendo os amigos de Zoe que fazem parte de um grupo religioso que contesta a pluralidade de Deuses e a forma com que a sociedade capricaniana vive. A trama em si tem início em um ataque terrorista no metrô de Caprica City, que acaba matando Zoe e a família do advogado Joseph Adama e este encontra no pai da falecida garota um ombro amigo. Contudo, Daniel Graystone percebe que sua filha estava longe de ser uma adolescente comum, pois não só estava conduzindo uma revolução e uma fuga para outra colônia junto ao grupo “Soldados do Um” (uma organização religiosa/social monoteísta), como também conseguiu criar uma “cópia virtual” cognitiva de si mesma na tal Internet Holoband. Sem saber, a menina fez um perfeito avatar com inteligência artificial, que se tornará a maior descoberta tecnológica do século.
É aí que mergulhamos com esses dois pais de família com ideais completamente diferentes no que virá a se tornar o escopo do início da destruição do planeta e de quase toda a raça humana. Obstinado por ter sua filha de volta, Daniel conclui o seu projeto de defesa cibernética com o avatar da menina, dando luz ao primeiro módulo cibernético life-form, batizado de Cylon! Com uma cenografia caprichada, design de arte que remete sempre ao retrô, uma bela trilha-sonora e um texto denso, corajoso e deveras interessante, Caprica já chegou mostrando que tem tudo para ser uma das melhores produções da próxima temporada. Discutindo questões morais, éticas, religiosas e científicas totalmente pertinentes nos dias de hoje, coloco todas as minhas fichas nesta série que pode ser capaz até de superar a original. Destaque para as excelentes atuações de Eric Stoltz, Esai Morales e da garota Alessandra Toreson no papel duplo. Vale/valerá muito a pena conferir.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×00: Pilot” disponível em DVD nos EUA e sem previsão exata de estreia na TV brasileira ou americana.
Finalmente a espera acabou para fãs de muitas séries que acompanham pela TV paga! Em Março, os principais canais do gênero programaram o retorno de várias produções e a estreia de novos dramas e comédias que são muito aguardados. Entre os principais destaques, estão a 5ª temporada de LOST (dia 9, 21h no AXN), o último ano de Prison Break, que voltará a ser exibido legendado no FX (dia 12, 22h) e, claro, a 2ª temporada de Damages (dia 10, 21h no AXN). Entre as novidades, temos a estreia de Fringe, série de J.J. Abrams sobre a ciência marginal (dia 17, 22h na Warner) e a divertida Leverage, que infelizmente estreará no pouco conhecido canal Space (só pra assinantes Sky, dia 17, 21h).
Voltam também ao FX as comédias My Name Is Earl e The Office com suas novas temporadas (dia 15, 20h e 20h30, respectivamente) e o A&E anunciou a 3ª temporada de Numb3rs e a estreia de The Beast (drama policial com Patrick Swayze) em sequencia no dia 8, a partir das 20h. Infelizmente chegando dublados à programação, no canal da Raposa, a última temporada de Boston Legal (dia 11, 21h), o telefilme 24 Horas: Redenção (dia 31, 21h), o 2º e provavelmente último ano de Lipstick Jungle (dia 5, 21h). A FOX ainda vai trazer a nova e fraquinha The Listener (dia 2, 21h). O Universal Channel, por fim, chegará com as temporadas de Psych e Monk a partir do dia 29, às 18h e 19h, respectivamente, e a 3ª temporada de Brothers & Sisters só retornará no dia 15 de Abril. Vai ser um mês agitado! Programem-se!
Esta semana o programa Dharma Special Access da dupla Carlton Cuse e Damon Lindelof trouxe novidades incríveis sobre a 5ª temporada de LOST, incluindo mais um sneakpeek que veremos adiante. Primeiro, os produtores tiraram um tempo para responder algumas perguntas de internautas e, de longe, a mais interessante delas diz respeito ao monstro de fumaça. Questionados sobre quem chegou na ilha primeiro: se a Iniciativa Dharma ou o misterioso esfumaçado, Lindelof rapida e categoricamente respondeu que foi este último, dando a entender que nesta temporada deveremos ter um conhecimento maior da vida na ilha pré-Dharma (ele não soltaria isso à toa justamente agora). Já Carlton disse a um espectador que não devemos mais ver ou ouvir falar daquela pista (de pouso ou decolagem) que estavam construindo no início da 3ª temporada, mas seu colega brincou ela pode vir a ser fundamental à trama. Quem está certo?
Pra terminar, a dupla soltou mais uma incrível cena do episódio duplo de estreia da 5ª temporada, que vai ao ar no dia 21 de Janeiro de 2009 na rede americana ABC. O curto, mas interessantíssimo vídeo, traz logo de cara Jack e Ben Linus dividindo um quarto de hotel e discutindo sobre o que farão para reunir os Oceanic 6. Mas à medida em que os dois conversam, Ben toca num intrigante ponto: o que tornou Jack uma pessoa tão crédula? É aí que eles falam de Locke, dos últimos momentos que tiveram com ele e especulam sobre o destino dos outros sobreviventes que foram deixados para trás na ilha. Repito, é impressionante a quantidade de informações e perguntas que pouco mais de um minuto de LOST é capaz de trazer. Confia então o segundo sneak peek:
Eu nunca acompanhei Beverly Hills 90210 religiosamente, então minha análise do remake evita qualquer tipo de comparação. Como um produto novo, confesso que 90210 inicialmente não decepciona. A produção trouxe uma mistura de gêneros e tendências que lembraram diversas séries como The OC, Gossip Girl, Veronica Mars e até um quê de High School Musical. O drama conseguiu estabelecer seus personagens que, em sua maioria, não são unidimensionais (como poderíamos esperar) e com uma protagonista bonitinha e interessante. Outro fator positivo foram os pais, que aqui não se comportam como adolescentes bobos, embora muitos ainda não parecem ter mais de 29 anos. O fator “picante” também deu as caras já nas primeiras cenas, mas a longo prazo fica por isso.
O visual plastificado, o excesso de cores e a frenética trilha sonora até podem incomodar em alguns momentos, mas vale lembrar que estamos assistindo a uma série sobre o “universo” de Beverly Hills e isso eles conseguiram retratar muito bem. Infelizmente o ótimo piloto de 90210 é uma coisa e o restante da série, como vocês verão ao longo das próximas semanas, é outro. As chamadas do Sony são empolgantes, a vontade de retornar ao West Beverly High é enorme, mas o fato é que a série vai caindo vertiginosamente em qualidade, rendendo-se ao puritanismo, ao politicamente correto e à cafonice, especialmente nas cenas envolvendo Annie. A história não é envolvente e em muitos momentos o roteiro peca até em ser coerente.
Não duvido que 90210 possa emplacar a longo prazo, mas por enquanto a expectativa superou o resultado. Nos EUA a série está em seu 9º episódio e o meu veredicto, após conferir todos eles, é esse: assista Gossip Girl e Friday Night Lights. Estas sim são ótimas series teens.
Na semana passada mostramos aqui o trailer de Redemption, o telefilme de 24 que trará pela primeira vez Jack Bauer fora do continente americano para uma eletrizante missão. Mas tudo isso será apenas o prólogo para os bombásticos acontecimentos que virão na 7ª temporada da série, aguardada ansiosamente por todo mundo.
No início do novo dia, veremos o nosso herói sendo julgado pelo governo americano por conta de suas controversas atitudes, especialmente em interrogatórios, mas é subitamente salvo pelo FBI para ajudar a conter uma grave ameaça internacional, liderada por Tony Almeida! Sim, ele está vivo e ninguém ainda sabe como… Confira, então, o trailer do 7º dia na vida de Jack Bauer, que ainda traz Jon Voight como um dos novos vilões:
Enquanto as filmagens estão acontecendo com força total em Oahu, Havaí, as informações sobre a 5ª temporada de LOST não param de chegar em sites e blogs especializados. Por isso, é hora de fazermos mais uma atualização em nosso intersect com as últimas e principais notícias que foram divulgadas nas últimas semanas! Shall we?
- Os Retornos: Antigos personagens da série estão com retorno marcado à ilha. Lance Reddik (Fringe) foi recentemente visto nas gravações da série e deverá reprisar o seu papel como Matthew Abbadon. Mãe e filha, Danielle e Alex Russeau também devem reaparecer neste novo ano e especula-se que finalmente veremos o flashback da francesa. Outra enigmática figura que vai retornar é Ms. Hawking, a senhora de idade que vimos no passado de Desmond Hume.
- Os Novatos: Pelo menos 5 novos personagens aparecerão no sétimo episódio da nova temporada: Hal será um trambiqueiro velho, bem sucedido e com um “brilho no olhar”; Mike, um cientista tcheco com idade entre 30 e 40 anos tem uma importante descoberta para mostrar ao seu chefe e acha que pode ser o início de algo grandioso; Vicki é uma atraente moça que tem a habilidade de conhecer bem um homem e que passou a vida em bares; Rupa é uma jovem indiana simpática que pode ser mais durona do que aparece e por último temos Nandi, outro indiano, que trabalha com pessoas muito complicadas e que por isso desenvolveu um comportamento delicado, mas firme.
Embora já tenhamos estes detalhes sobre os novos personagens, ainda não se sabe em que contexto ou em qual época eles vão entrar (flashback, presente ou flashfoward). Outras informações gerais compiladas revelaram que a personagem Charlotte terá uma participação maior na nova temporada e Richard Alpert deverá se tornar o mentor de John Locke, ensinando ao novo líder tudo sobre a ilha. Por fim, com os rumores de realização de um filme de LOST, os produtores afirmaram que tal hipótese seria bem remota e que não há nada de concreto neste sentido. Confira, então, o primeiríssimo trailer da 5ª e penúltima temporada que estréia no início de 2009 nos EUA:
Depois de mais de um ano sem Jack Bauer, está tudo pronto para o evento de 2 horas que irá ao ar no próximo dia 23 de Novembro nos EUA. Trata-se de Redemption telefilme que servirá de prólogo para a 7ª temporada de 24. Curiosamente o filme não será totalmente em tempo real e isso permitirá que a série viaje até o continente Africano, onde o nosso herói estará envolvido num incidente internacional, com direito a um golpe militar. Confira, então, o trailer com mais de 3 minutos de cenas inéditas:
Ontem à noite o canal FX finalmente estreou a aguardada 2ª temporada de Dexter e nós faremos a cobertura semanal para vocês que ainda não assistiram (calma, a cobertura do 3º ano continua na Semana em Série). Pela primeira vez em sua vida adulta, Dexter perdeu completamente o impulso de matar e essa nova “condição” do assassino reinventou o personagem de forma perfeita para este começo. Saíram as facas de cena e entraram bolas de boliche e um desconfiado e perseverante sargento Doakes. Mas visivelmente abalado, Dexter não conseguia nem realizar direito suas tarefas diurnas até que um extraordinário evento balançou toda a baía de Miami: a polícia encontrou todos os corpos que ele mandou para o fundo do mar na sua já longa carreira de despachante do bem! De perseguidor à perseguido por toda a sociedade, isso ironicamente era exatamente o que ele precisava para se sentir vivo novamente! Um desafio para fazê-lo esquecer de vez do gélido Ice Truck Killer. Mas por mais que agente esqueça, Dexter é e nunca deixou de ser um psicopata. Eu só quero é ver quando descobrirem que todos aqueles mortos eram pessoas que mereciam muito estar ali. Miami tem um novo super-herói e ele se chama Bay Harbor Butcher.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “2×01: It’s Alive!” exibido em 09/10/2008 no canal FX.
“Fringe Science” ou ciência marginal é um estabelecido método de pesquisa que foge completamente do ortodoxo, introduzindo conceitos avançados que não são oficialmente reconhecidos como “boa ciência” por falta de provas ou confirmação de sua existência. Podemos citar regeneração avançada de tecidos, telecinese, clarificação de células, controle de mente e até mesmo reanimação de cadáveres como estudos exemplares. Esta semana a mega produção de J.J. Abrams estreou na TV americana com início em um horripilante incidente ocorrido no vôo 627 que seguia de Hamburgo para Boston, onde todos os 147 passageiros apareceram literalmente derretidos e desintegrados. Na tentativa de descobrir o que aconteceu, são acionados os agentes do FBI Olivia Dunham (a estreante Anna Torv) e John Scott (Mark Valley, Boston Legal), pois aparentemente o caso se tratava de um ataque biológico terrorista.
Mas no avançar da investigação descobrimos junto com Olivia que outras ocorrências bizarras como esta vêm acontecendo ao redor do mundo, no que é referido como o padrão: desde um paciente que acorda do coma revelando segredos militares até mesmo crianças que desapareceram por anos e reapareceram sem envelhecerem um só dia. Por isso, ela precisará da ajuda do Dr. Walter Bishop (John Noble), um cientista acadêmico que está internado há 17 anos em um manicômio, mas que em sua melhor época especializou-se justamente em realizar experiências no campo da ciência oculta. Para isso, ela se vê obrigada a persuadir o único parente do doutor: seu filho Peter (Joshua Jackson, Dawson’s Creek), que ressente o obscuro passado de seu pai, mas é o único que pode dar acesso a ele. Com óbvias semelhanças a LOST, a série tem um interessante começo, mas que inevitavelmente esbarra em um dos mais recorrentes clichês do gênero “drama de mistério”: uma poderosa companhia que está por trás de tudo.
A Massive Dinamics em Fringe é uma espécie de Hanso Foundation moderna e ainda mais poderosa, que sob a fachada de uma empresa bem sucedida e multibilionária, desenvolve diversas soluções médicas e esconde informações mais sigilosas que as do próprio governo americano. Por isso, se você não gosta de “série sem respostas” passe longe deste drama, pois durante todo o piloto, restou imperiosa a noção de que sempre estaremos presenciando “a ponta do iceberg”. Também não teremos aqui personagens carismáticos ou doses de descontração como ocorre na ilha dos perdidos. Fringe segue um ritmo frenético, mas completamente voltado para a obscuridade, sempre com cenas intimistas e visualmente carregadas. Felizmente a versão que foi ao ar na TV distanciou-se um pouco do preair vazado em Maio deste ano, tornando a história mais envolvente, embora a trama permaneça praticamente intacta. Os episódios serão parcialmente independentes uns dos outros, permitindo que o espectador possa assitir capítulos esparsados sem perder o fio da meada. Contudo, J.J. Abrams garantiu que ao longo da temporada a trama se encaixará, formando “algo maior”.
Mesmo assim a direção de Alex Graves continua com a tendência de ser esquemática e mecânica, mostrando sempre o que nós esperaríamos ver (inclusive na nada original seqüência estilo A Cela que se passa em um “sonho controlado”), com exceção da excelente cena inicial do incidente no avião e das perseguições. A série estreou com uma audiência apenas razoável (9 milhões), mas dá pra esperar que Fringe seja um grande sucesso da próxima temporada, pois possui elementos positivos suficientes para agradar e criar uma aura de cultuação – a concepção gráfica dos caracteres na tela é brilhante – e com um clima de mistério similar ao de The X-Files. Tirando a temática extraterrestre (que não deverá ser abordada aqui) a série poderia até mesmo ser um spin-off do clássico de Chris Carter, pois assumidamente segue seus passos. Fringe deverá estrear no início de 2009 no Brasil (pela Warner), mas terá cobertura na Semana em Série a partir da exibição do 2º episódio nos EUA.
Cotação Bruno Carvalho: Fringe “1×01: Pilot” exibido em 09/09/2008 na FOX americana, com aumento de cotação de 3,5 estrelas para 4 estrelas em virtude das mudanças introduzidas. Texto adaptado da matéria originalmente publicada em Maio/2008.
Com uma abertura mega estilzada e após muito hype gerado, o canal CW americano estreou e comemorou a audiência de 90210 na última terça, o remake de Beverly Hills 90210 (a eterna Barrados no Baile, para nós brasileiros). Criado por Rob Thomas, Gabe Sachs e Jeff Juddah, a partir do argumento original de Darren Star, o novo drama chegou fazendo barulho. Não só foi simplesmente a melhor estréia do ano no canal CW, como conseguiu bater todos os recordes e previsões tornando-se a melhor estréia da história da emissora para uma série roteirizada. Também pudera, o piloto guardado a sete chaves não foi exibido para nenhum jornalista, fazendo com que a expectativa fosse ainda maior.
Mais de 5 milhões de espectadores ao todo sintonizaram para ver esta refilmagem, com um share expressivo entre o público de 18-49 anos e ainda massacrou a concorrência entre os mais jovens, na faixa de 18-34 anos. Aliás, o episódio duplo chamou mais audiência à medida que foi sendo exibido, algo também difícil de acontecer. Tudo bem que estamos no início da temporada e muitas séries ainda não estrearam nos outros canais, mas o fato é que 90210 é boa, apesar de ainda precisar de alguns ajustes para virar um sucesso. Contrariando todas as (baixas) expectativas da crítica, a série veio para causar e soube explorar bem até mesmo os inevitáveis clichês do gênero. Nós faremos a cobertura do drama junto com os EUA a partir de segunda na nossa Semana em Série! Enquanto isso, vá se familiarizando com os rostos dos seus novos amiguinhos milionários de Beverly Hills:
90210 chega no Brasil em Novembro pelo canal Sony
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s):90210Tags:cw, estreia
As gravações da 5ª e penúltima temporada de LOST começaram no dia 17 de Agosto no Havaí e as notícias sobre a série não param de pipocar pela Internet! Mas pra você que não está ligado no que anda acontecendo, resumiremos aqui as principais manchetes das últimas semanas, para trazer aquele clima de saudade e expectativa para os novos e derradeiros acontecimentos que virão! Seguem as últimas, com pequenos spoilers:- O primeiro episódio da 5ª temporada já tem nome! Se chamará “Because You Left” e poderá ter todos os Oceanic 6 como personagens centrais, mostrando os sobreviventes enfrentando diversas dificuldades no “mundo exterior” e constatando cada vez mais a urgência de retornarem à ilha.
- Tem gente morta retornando a LOST! A atriz Michelle Rodrigues está com aparição marcada para o 2º episódio (que deverá ser centrado em Hurley), provavelmente em um flashback! Ainda assim, o site EW não descartou a possibilidade desta aparição ocorrer em forma de alucinação ou até mesmo através de uma visão do mediúnico Miles, que supostamente teria sido preso por Ana no passado (ela era policial)!
- Outros mortos cotados a retornar são: Mr. Eko, que no episódio final da 4ª temporada ganhou uma menção de Hurley, e o temido Ethan! Rumores também apontam que o personagem Locke não estará no início da temporada, pois o ator Terry O’Quinn foi visto no Canadá nas últimas semanas (vale lembrar que os episódios de LOST são gravados em seqüência).
- Outras informações (não confirmadas, claro) dão conta que no próximo ano veremos uma boa quantidade de mistérios revelados. Já de cara dizem que a trama principal será mesmo o retorno do Oceanic 6 à ilha e que isso (infelizmente, penso) poderá gastar vários episódios para acontecer. Poderemos saber também o que realmente ocorreu com Claire, além de detalhes sobre o passado de Danielle Russeau e Richard Alpert. Especula-se ainda que será finalmente mostrada a história de Libby e como ela foi parar na clínica em que Hurley esteve internado.
- A última e mais contundente revelação vem do Hawaii Blog, pois o intrépido Ryan conseguiu imagens das gravações de uma cena da série onde participam os atores Jorge Garcia e Naveen Andrews. A locação foi em um complexo de apartamentos de Honolulu onde Sayid acompanha Hurley logo após o momento em que eles fogem da clínica no final da temporada passada, já que eles estão com o mesmo figurino.
LOST volta em 2009 nos EUA (sem data certa ainda) e não tem previsão de estréia no Brasil. Os DVDs da 4ª temporada da série serão lançados aqui no próximo dia 24 de Setembro. Qual é a expectativa de vocês para o penúltimo ano?
Terminator: The Sarah Connor Chronicles é uma série potencialmente boa, mas que não teve tempo para mostrar a que veio graças à greve. Faltando menos de 1 mês para a estréia, a FOX americana soltou um cartaz promo muito bacana, bem ao estilo Thelma & Louise. Se a série for adotar esse clima de road movie, vai ser bem legal.
Sarah e John Connor voltam no dia 8 de Setembro nos EUA e ainda não têm previsão de estréia na Warner. A dica do pôster foi do TV Séries
Abruptamente encerrada pela greve dos roteiristas, a 1ª temporada de Pushing Daisies estava muito promissora, mas conseguiu ficar só nisso. É uma pena que o ano em Coeur d’Coeurs acabou sem uma conclusão satisfatória e a nova temporada só chega em 01/10 nos EUA. Mesmo faltando muito ainda, soltaram um excelente trailer na última Comic-Con. Confira: Leia mais »
Depois de muita espera, o impensável aconteceu e Prison Break chegou à sua eletrizante terceira temporada, que trouxe a série de volta às suas origens. Porém, se antes Scofield precisava salvar a vida do irmão preso, agora a história se inverteu completamente. Além disso, da mesma forma que Burrows, Michael está condenado à morte, pois da horripilante penitenciária panamenha Sona só se sai de lá morto. O lugar faz Fox River parecer um hotel de luxo ou uma colônia de férias. Comandado por traficantes, o local hospeda os piores criminosos do país que estão há um ano em constante rebelião. O governo somente fornece os subsídios básicos e age mantendo uma considerável distância.
Também pudera, não existem regras ou agentes carcerários e tudo é resolvido com base nas leis da selva: os leais são recompensados (T-Bag), os fracos humilhados (Bellick, vivendo seu inferno pessoal) e o “superstar” Scofield precisa dormir quase em pé e sempre com um olho aberto. A estréia do terceiro ano foi incrivelmente tensa e muito, mas muito promissora (isso claro, se você pôde acompanhar legendado, porque ninguém merece aquela dublagem da FOX). Mahone e Bellick encarcerados também trará uma dinâmica interessante, mas senti falta de saber um pouco mais sobre o que ocorreu com Sucre. Lincoln, finalmente exonerado, parece ser apenas um joguete no meio disso tudo. Com a falta “cérebro”, ele apenas conseguiu ser um garoto de recados da “Companhia”.
Aliás, no final do episódio percebemos que a presença de Michael ali é parte da estratégia da poderosa organização para libertar certa pessoa de interesse deles, respondendo à maior pergunta que ficou pendente da segunda temporada (e chocante também o fato de usarem L.J. e Sara – que não apareceu no episódio – para conseguirem o que querem). Uma semana: este é o prazo que nosso herói tem para literalmente escapar do inferno e nós ficaremos liGados a cada episódio. Um ótimo começo, sem dúvidas!
Cotação Bruno Carvalho: Resenha de “3×01: Orientación” exibido em 31/07/2008 na FOX Brasil.
O painel de Prison Break na Comic-Con trouxe muitas novidades sobre a 4ª temporada e a grande revelação: este ano não teremos uma prisão! A série continuará a storyline que vinha sendo desenvolvida, sem grandes saltos temporais, mostrando a determinação de Michael Scofield em se vingar da Companhia pela morte de Sara. O que ele não sabe é que a garota está viva e que sofreu um grande trauma enquanto esteve nas mãos da poderosa organização. Os produtores, contudo, não revelaram as circunstâncias do retorno da doutora, mas a própria atriz garantiu que relembraremos Sara já no primeiro episódio e que ela irá voltar mais forte do que nunca.
A boa notícia que soltaram é a de que Gretchen, Mahone, Whistler, T-Bag, Bellick e Sucre estarão de volta como regulares. Será que eles finalmente derrubarão a Companhia? Começaremos a saber do possível fim de toda a saga de Burrows e Scofield a partir de 1º de Setembro, pela exibição americana, com um episódio de 2 horas! No Brasil, como comentamos, a exibição de Prison Break segue defasada em 1 ano, fazendo com que esta 4ª temporada só chegue por aqui lá pro meio de 2009.
é comentarista de TV, tradutor, advogado e fã incondicional de séries desde que foi fisgado por Friends em 1994. Hoje assistir aos melhores dramas e comédias da TV tornou-se um compromisso sério e diário. Fique liGado nas notícias, resenhas e novidades mais quentes do mundo das séries e participe com seus comentários! Não perca um só post!