Cbs | LiGado em Série, com Bruno Carvalho
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04/08/2010 - 00:01

$#*! My Dad Says

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Após terminar com a namorada e sem ter um emprego estável, Justin Halpern teve que se mudar para a casa de seus pais em San Diego. Sem ter muito o que fazer, Justin resolveu abrir uma conta no Twitter escrevendo as pérolas que seu pai de 74 anos solta todos os dias. Em menos de um ano, a ideia lhe rendeu um livro publicado e uma sitcom na CBS, estrelada por William Shatner (Boston Legal, Star Trek). O que começou como um espaço para armazenar as frases “quase poéticas, se não fossem incrivelmente profanas” de seu pai virou uma das contas mais acessadas da rede social em apenas um mês de existência. A página começou a fazer sucesso depois de ser mencionada em tweets de personalidades como o comediante Rob Corddry (Childens’ Hospital) e a atriz Kristen Bell (Veronica Mars). Justin foi contatado por agentes e fechou umcontrato para a publicação de um livro e uma série produzida por David Kohan e Max Mutchnick, criadores de Will & Grace. A estreia de $#*! My Dad Says está prevista para o dia 23 de setembro na programação americana e a trama seguirá os passos da vida real: o relacionamento entre pai e filho com conselhos de sabedoria em palavras menos delicadas. Veja o trailer:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Shit My Dad Says Tags: , , ,
07/06/2010 - 00:01

The Good Wife

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Alerta de Spoiler - Brasil
The Good Wife (1×21: Unplugged; 1×22: Hybristophilia; 1×23: Running): A 1ª temporada de The Good Wife encerrou-se estabelecendo esta como a melhor surpresa do Fall Season 2009. A história das dificuldades de uma esposa ante às indiscrições públicas de seu marido acabou se revelando como um sóbrio drama jurídico que perseguiu e retratou assuntos polêmicos mesclados à competente narrativa sobre a família Florrick. Nos últimos episódios, a começar por Unplugged, a posição de sócio júnior no agora Lockhart & Gardner foi disputada por Alicia e Cary revelando o quão cruel é esse mundinho dos bastidores de grandes escritórios, que reduzem seus associados a números em uma planilha de horas cobráveis de clientes (trust me, I know). E foi aí que vimos mais uma das faces de Alicia, capaz de fazer o que for preciso em nome de sua família, inclusive utilizar suas influências. Em Hybristophilia o clima de mistério e suspense tomou conta quando o polêmico milionário Colin Sweeney (vivido com intensidade pelo ótimo Dylan Baker) retornou com outra morte suspeita à sua volta, o que trouxe mais um daqueles típicos jogos de barganha entre promotoria e defesa, fora a surpreendente revelação sobre o verdadeiro assassino de sua mulher – o próprio. Enfim, o ótimo Running veio com um positivo e inusitado desfecho à trama, trazendo Peter de volta aos holofotes do público enquanto sua esposa precisa decidir em apoiá-lo na nova campanha ou render-se ao romance com Will. E independente da resolução deste cliffhanger matador no próximo Fall SeasonThe Good Wife chega ao fim mantendo-se com classe fiel à sua premissa, o que hoje em dia é algo cada vez mais raro na televisão. Essa sem dúvida é uma excelente adição a qualquer lista de boas séries atuais.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Good Wife Tags: , , , , ,
28/05/2010 - 00:01

The Good Wife: Boom / Mock

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Alerta de Spoiler - Brasil
The Good Wife (1×19: Boom; 1×20: Mock): Seja abordando os conflitos do casal Florrick ou direcionando a narrativa para casos jurídicos isolados da trama principal, fato é que The Good Wife se mantém como uma série robusta, direta e sempre inteligente. E mesmo quando há um desequilíbrio entre estas distintas narrativas, o drama consegue manter-se interessante e fiel à sua proposta. O episódio Boom, por sua vez, misturou tudo isso de forma homogênea, primeiro discutindo com propriedade política, religião e extremismo através do caso da morte de um editor que publicou uma charge sobre um líder muçulmano, para depois enveredar-se no imbróglio particular nos aposentos de Alicia e Peter, até que este quebrou a prisão domiciliar para ir atrás da mulher. Logo em seguida, em Mock, a história adotou um ritmo mais tenso – em especial nas cenas que mostraram a tentativa de encobrir a violação de Peter – e tomou um rumo inesperado, deixando de lado o drama familiar instaurado (o que seria ruim em uma produção menos competente) para tratar da deportação do vizinho, numa crítica veemente às pesadas leis anti-imigratórias dos EUA e o falho processo de extradição, que tratam os estrangeiros residentes no país como criminosos. The Good Wife constroi, através de uma trama oscilante, uma série constantemente irrepreensível e indispensável.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Good Wife Tags: , , , , , , ,
20/05/2010 - 01:01

Fall Season 2010: O Upfront da CBS

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O canal CBS orgulha-se de sua posição de líder na audiência em várias noites do primetime americano, com atrações consolidadas notadamente nos segmentos de dramas investigativos e sitcoms. Assim, para o próximo fall season eles cancelaram sem dó produções antigas da casa cujos índices medianos valeriam ouro para concorrentes (tanto que a ABC está interessada em negociar os passes de Ghost Whisperer e Old Christine). A missão da CBS, portanto, é a de manter esta vantagem, o que a levou inclusive a mudar The Big Bang Theory das noites de segunda para competir com o bloco de comédia da NBC às quintas. Uma jogada que poucos previam, mas que deverá ser bem efetiva considerando que o mesmo dia contará com as sólidas CSI, The Mentalist e a aguardada $#*! My Dad Says, comédia baseada na famosa conta de Twitter e que será estrelada por William Shatner (Star TrekBoston Legal). Veja como ficou o lineup do canal:

Retornam na CBS: Two and a Half Men (8ª temporada), The Big Bang Theory (4ª temporada), How I Met Your Mother (6ª temporada), CSI (11ª temporada), CSI:Miami (9ª temporada), CSI:NY (7ª temporada), Criminal Minds (6ª temporada), NCIS (8ª temporada), NCIS: Los Angeles (2ª temporada), The Mentalist (3ª temporada), The Good Wife (2ª temporada), Medium (7ª temporada) e os realities The Amazing Race, Survivor e Undercover Boss.

Não retornam as séries Cold Case (7ª temporada), The New Adventures of Old Christine (5ª temporada), Ghost Whisperer (5ª temporada), Accidentally on Purpose (1ª temporada), Gary Unmaried (2ª temporada), Numb3rs (6ª temporada), Miami Medical (1ª temporada).

Hawaii 5-0: Remake da série clássica dos 60, este drama policial terá Alex O’Loughlin (Moonlight, Three Rivers), Grace Park (Battlestar Galactica) e Daniel Dae Kim (LOST) como policiais estaduais à serviço da ilha e da governadora do Hawaii. (trailer)

Mike & Molly: Nova produção de Chuck Lorre (Two and a Half Men, The Big Bang Theory) em formato de sitcom com plateia sobre um casal de gordinhos que decide perder peso juntos após se conhecerem em uma reunião dos vigilantes do peso. (trailer)

$#*! My Dad Says: Também vendida como ‘Bleep My Dad Says‘, esta também será uma sitcom com plateia com o diferencial de ser a primeira produção totalmente baseada em um perfil de Twitter, o Shit My Dad Says, criado por Justin Harpern. William Shatner será o pai desbocado que tem uma opinião pra tudo e promete levar à loucura seu filho blogueiro e aspirante a roteirista enquanto este não tem grana pra morar sozinho. (trailer)

The Defenders: Série jurídica que terá Jim Belushi (Accordim to Jim) e Jerry O’Connell (Carpoolers, Do Not Disturb) em papeis semi-dramáticos como advogados de um grande escritório na badalada cidade de Las Vegas que fazem de tudo para defender seus clientes. (trailer)

Blue Bloods: É a investida de Tom Selleck (Magnum PI, Friends) neste drama policial/familiar que será focado no trabalho da corregedoria. (trailer)

Por enquanto a CBS não divulgou as séries de mid season (início de 2011), mas o deve fazer nas próximas semanas. Foi indicado apenas que o canal encomendará a produção de um spin-off (série derivada) de Criminal Minds, estrelado por Forest Whitaker, ainda sem subtítulo/enredo.

Leia Mais Sobre os Upfronts dos canais e sinopses das novas séries da temporada 2010/2011:

- Fall Season 2010: O Upfront da NBC
- Fall Season 2010: O Upfront da FOX
- Fall Season 2010: O Upfront da ABC
- Fall Season 2010: O Upfront da CBS
- Fall Season 2010: O Upfront da CW
- Fall Season 2010: Renovações e Cancelamentos [lista completa]

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Blue Bloods, Cancelamentos, Fall Season, Hawaii 5-0, Mid Season, Mike & Molly, Notícias, Shit My Dad Says, The Defenders Tags: , , , ,
23/04/2010 - 16:01

The Good Wife: Doubt

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The Good Wife (1×18: Doubt): Eu gosto muito de comparar o desempenho de The Good Wife com o de Boston Legal, drama jurídico da ABC que seguia uma narrativa completamente diferente deste show da CBS. No final das contas, ambas séries cumprem um papel extremamente importante: o de incisivamente criticar o sistema jurídico americano que não isoladamente é o palco de pequenas e grandes injustiças. Em Doubt praticamente saíram de cena os casos pessoais de Alicia e família para dar lugar a um interessantíssimo litígio que deflagrou uma notória falha do julgamento por júri, mormente quando é permitida a transação das partes. Durante quase todo o episódio o espectador foi uma espécie de silente 13º jurado naquela sala de deliberações e acompanhamos, ainda que de forma romantizada, o longo, exaustivo e relevante trabalho de determinar o destino de uma pessoa com base na apreciação de provas e, claro, no convencimento da persuasão de advogados de defesa e promotores. Mas o tapa na cara do Sistema veio naquele último close na lixeira, acima retratado na foto, com o resultado da inocência da moça obtido por unanimidade e que nunca virá à tona em face do acordo de última hora entre os litigantes. Eu não tenho dúvida que isso acontece em tribunais de todo o mundo. Afinal, como fica o compromisso do Estado com o processo e a busca pela verdade? Infelizmente The Good Wife evidencia de forma corajosa e com um mero take numa lata de lixo que hoje tudo é negociável. O medo e a incerteza do veredicto vira uma moeda de barganha comprada pelo desespero nos fóruns da vida. A justiça por natureza é injusta e isso é uma triste e inafastável realidade.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Good Wife Tags: , , , ,
12/03/2010 - 00:01

How I Met Your… Big Bang Theory!

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Alerta de Spoiler - Brasil
Conforme combinado, aqui vão alguns comentários sobre os episódios das últimas semanas nas comédias da CBS:

bmotherHow I Met Your Mother (5×15: Rabbit or Duck; 5×16: Hooked): How I Met Your Mother tem a às vezes agradável mania de erguer toda a narrativa de um episódio em torno de uma piada, como aconteceu em Rabbit or Duck. E digo “às vezes”, pois quando a piada é ineficiente, somos obrigados a aturar um capítulo inteiro com a mesma punchline. Adoro a sensibilidade que a comédia tem para fazer graça com relacionamentos, mas dessa vez não funcionou. Pelo menos Hooked conseguiu ser mais ágil com Ted bancando o “estepe” de uma representante comercial de medicamentos (a profissão atual que tem mais garotas gostosas, segundo Barney) interpretada por Carrie Underwood (American Idol). Mas e aí, duas semanas e nem uma menção sequer da “mãe”? Odeio bater nessa tecla, mas é fato que esta série é muito mais saborosa quando as referências da futura esposa de Ted aparecem aqui e ali. Am I right?
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×15: The Large Hadron Collision; 3×16: The Excelsior Acquisition): A boa fase de The Big Bang Theory simplesmente não acaba! Estes mencionados episódios foram excelentes, começando pela ótima dinâmica com Sheldon infernizando o insosso relacionamento entre Penny e Leonard com aquela viagem para ver o tão famoso colisor de partículas suíço em pleno Valentine’s Day. Texto afiado e cheio de sacadas a cada minuto. Mas quem acabou indo? Raj (agora, aquela “paisagem” com os alpes suíços no hotel ficou parecendo um projeto escolar da filha do cenógrafo – reveja)! Já o The Excelsior Acquisition elevou o nível com Sheldon desacatando o juiz, numa das cenas mais engraçadas da temporada que culminou na prisão do nerd. Eu só achei que poderiam ter tirado  mais da hilária situação, não? Adoraria vê-lo tirando um daqueles marginais do sério. O episódio ainda foi lotado de referências pop/cool/geeks graças à participação de Stan Lee. Semana após semana eles vêm dando um show de comédia!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Na próxima Semana em Série falarei dos últimos de The Office e 30 Rock!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , , ,
22/02/2010 - 00:01

Undercover Boss: O Chefe no Chão de Fábrica

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comment1272No imenso mar de reality-shows instantâneos e descartáveis produzidos pela TV americana destaca-se Undercover Boss, da CBS, programa que tem uma premissa simples, interessante e efetiva: altos executivos de grandes empresas passam uma semana disfarçados de empregados de “chão de fábrica” e relatam suas experiências. No mundo corporativista de hoje, é muito comum que a distância entre a “linha de frente” das empresas e a diretoria seja cada vez maior e não dificilmente vemos decisões, políticas e programas serem ditados apenas com bases em números em uma planilha, sem sequer considerar o impacto que causarão na vida dos que realmente colocam a mão na massa. No episódio piloto de Undercover Boss, o presidente e chefe de operações da maior companhia privada de limpeza dos EUA, a Waste Management, viveu na pele as particularidades de várias subsidiárias, catou lixo, limpou banheiros químicos e conheceu as histórias e dificuldades que seus empregados passam no dia a dia. O maior choque veio logo de cara, quando testemunhou sua supervisora interromper o almoço e sair correndo bater o ponto, já que para cada minuto de atraso do já curto intervalo de meia hora, a empresa descontava dois. Já quando fazia a rota no caminhão de lixo com uma motorista, fomos surpreendidos com a revelação de que a senhora precisava fazer suas necessidades numa lata, pois a pausa para usar o banheiro afetaria a escala de produtividade imposta pelos gerentes. Mas o que mais me chamou atenção em Undercover Boss foi mesmo a “realidade” da atração. Após cumprir a jornada semanal, o CEO revela sua verdadeira identidade às pessoas com quem trabalhou e traça metas para corrigir as falhas operacionais e até mesmo rever as decisões. E mesmo ninguém saindo com um prêmio milionário, é tocante ver como estas pequenas mudanças causam um impacto tão significativo na vida destas pessoas. Mais que um show de entretenimento – afinal, é divertido ver o grande chefão da empresa de lixo ser despedido por um encarregado, pois não conseguiu catar papel direito – este reality deveria se tornar a política de grandes, médias e até pequenas empresas, de tão simples é a sua implementação. Undercover Boss foi exibido nos EUA após o Super Bowl, continua com novos capítulos a cada domingo, e ainda não tem previsão para estrear no Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Undercover Boss Tags: , , ,
21/01/2010 - 00:01

How I Met Your… Big Bang Theory!

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Alerta de Spoiler - Brasil
bmotherHow I Met Your Mother (5×12: Girls vs. Suits): Sem dúvidas How I Met Your Mother comemorou seus 100 episódios em grande estilo! E não me refiro somente ao mega musical sobre ternos versus garotas protagonizado por Barney Stinson e pela turma, mas sim à importante e agradável participação da estonteante Rachel Bilson (The OC) como a amiga e colega de quarto da mãe dos filhos de Ted. E neste capítulo especial, pela primeira vez a série chegou ao mais próximo de sua derradeira revelação. Mas mais do que isso, o capítulo fluiu muito bem contanto histórias inteligentes e interessantes, que infelizmente estão cada vez mais escassas nesta comédia, tenho que ressaltar. Uma pena, ainda, que Bilson não tenha se revelado como a “prometida” de Ted como se esperava, pois seria muito bom vê-la neste papel! O mistério continua! De qualquer forma, espero que este excelente episódio não se torne a exceção da temporada ou fique apenas naquele “pé”.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1251

bteoryThe Big Bang Theory (3×12: The Psychic Vortex): A cada episódio de The Big Bang Theory eu fico com mais antipatia de Leonard. Sério. Não sei se é pela interpretação linear de Johnny Galecki ou se esta é a intenção dos criadores e roteiristas Chuck Lorre e Bill Prady. Enquanto todos os outros nerds, especialmente Sheldon, apresentam falhas de caráter que são compensadas pela autenticidade de suas personagens (tornando-os divertidos), o mesmo não acontece com Leonard e seu papel na trama não anda mais servindo nem como escada cômica. Pra piorar, isso acaba ainda enfraquecendo Penny, que tem que aguentar as mesquinharias irritantes dele. Me lembra às vezes o Ross de Friends e sua mania de querer sempre ser o “certo”, mas só que Leonard é chato. Torço para o fim deste casal insosso, cujas storylines parecem ter se esgotado. Por fim, mais uma vez o episódio precisou ser salvo por Sheldon e sua já característica falta de tato com o sexo oposto. A cena em que ele literalmente deixa uma garota excitada em sua própria cama e vai dormir no quarto ao lado chegou a ser inexplicável de tão absurda (e hilária)! Afinal, será que o “nerd mor” vai um dia arrumar uma namorada?
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Amanhã Na próxima semana, a volta da Semana em Série em edição dupla e com as estrelas (atendendo a pedidos)!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , ,
04/01/2010 - 00:01

Minta Pra Mim, Mentalista

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Neste feriadão andei assistindo às novas temporadas de dois dramas investigativos semelhantes: Lie to Me e The Mentalist. Digo semelhantes, pois ambos têm como protagonistas figuras interessantes, inteligentes e que adotam curiosos métodos empíricos para desvendar crimes: o estudo de expressões faciais e o mentalismo, respectivamente. Porém, o que sobra na ótima construção das personagens principais, falta para a criação de séries instigantes e indispensáveis. Em Lie to Me é comum vermos casos desinteressantes e sem emoção, o que torna o processo de solução do mistério da semana cansativo e mecânico. Existem algumas exceções aqui e ali, principalmente quando Cal Lightman está pessoalmente envolvido, mas via de regra a série peca em estabelecer uma conexão mais profunda com o espectador. O método em si é legal, mas apenas a parte “técnica” não é suficiente para segurar uma produção assim. Os problemas que me incomodam em The Mentalist também não têm a ver com o sempre divertido Patrick Jane, e sim com a falta de sintonia do restante do elenco coadjuvante, em especial da fraca Robin Tunney como a líder do grupo Theresa Lisbon.

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Os casos, inclusive, muitas vezes soam genéricos (CBI, really?) e repetidos, ainda mais que a investigação sobre o assassino da família de Jane, o Red John, tende sempre a ficar em segundo plano. Nesta leva de 10 episódios do segundo ano apenas um retomou a história. Outra característica comum nas duas produções é a ausência de uma figura feminina forte ou de um interesse romântico para os “especialistas”, o que torna tudo ainda menos estimulante. Acredito que isso, de certa forma, seja herança da ótima House. Bruno Heller e Samuel Baun quiseram criar figuras fortes e pluridimensionais como Greg, mas acabaram se esquecendo do restante, que é fundamental. Concordo que Lie to Me e The Mentalist muitas vezes funcionam como um bom e ligeiro passatempo de 40 minutos, mas ao longo de uma temporada inteira (ou meia temporada, que seja) as séries esmaecem perante outros dramas investigativos atuais como The Closer e Law & Order: SVU, por exemplo. Aliás, se for para indicar duas séries policiais com ótimos casos, protagonistas interessantes, métodos distintos e intrigantes, fico com as histórias de Brenda Leigh Johnson e Olivia Benson, que dão de dez a zero em todos os aspectos.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Lie to Me, The Mentalist Tags: , , ,
01/12/2009 - 00:30

Fim da Linha Para Three Rivers e Raising the Bar

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O fraco drama sobre transplantes de órgãos Three Rivers e a série jurídica insossa e inexpressiva Raising the Bar foram oficialmente cancelados na noite de ontem, pelos canais CBS e TNT, respectivamente. Sem identidade, com uma montagem confusa e casos desinteressantes, a produção médica estrelada por Alex O’Loughlin (da também cancelada Moonlight) já não empolgou público e crítica desde o dia um. Eu, por exemplo, nem me dei ao trabalho de terminar de assistir o primeiro episódio, de tão ruim. Aliás, o piloto de Three Rivers, na verdade, foi o segundo episódio, já que o canal inverteu a ordem de exibição no início. Ou seja, já entrou no ar com problemas. Raising the Bar conseguiu durar duas temporadas, pois no início era ajudada pelo lead in do megasucesso da TNT, The Closer. Porém, sua audiência foi caindo vertiginosamente até atingir níveis inaceitáveis até mesmo para a TV a cabo americana, que mormente é menor. Three Rivers deve ter, contudo, os 13 primeiros episódios encomendados produzidos para que seja possível encerrar a trama e não prejudicar a exibição internacional que foi vendida antecipadamente (inclusive para o Brasil, pelo Universal Channel). Já Raising the Bar se despede no fim de sua segunda temporada. Não sei por vocês, mas pra mim, já vão tarde.

comment1190

Longe de serem até “boazinhas”, Three Rivers e Raising the Bar se juntam à lista de losers da temporada 2009/2010, que inclui The Beautiful Life, Dollhouse, Hank, Trauma e Eastwick.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Raising the Bar, Three Rivers Tags: , , ,
27/10/2009 - 06:01

CSI e a Cena Mais Cara da História da TV!

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A franquia CSI é uma das mais bem sucedidas da TV mundial e nesta temporada eles resolveram que vão fazer todo esse sucesso valer a pena. Pra começar, eles programaram para novembro um crossover inédito que reunirá as três filiais (Las Vegas, Miami e Nova York), algo que William Petersen, o Gil Grissom da série original e produtor executivo, nunca aceitou fazer. Os episódios especiais serão exibidos em Novembro pelo canal americano CBS e devem passar por aqui apenas em 2010. Mas eles não ficaram só aí. Segundo uma reportagem da Época Negócios, a cena de abertura da 10ª temporada de CSI já é a mais cara da história da TV! A sequência captada com a tecnologia Bullet Time (desenvolvida em Matrix) custou impressionantes US$ 400.000,00! Pra você ter uma ideia do quanto isso é dispendioso, o episódio piloto inteiro de LOST, também um dos mais caros da telinha, custou aproximadamente US$ 10.000.000,00! A diferença é que o piloto da ABC tinha 80 minutos e a sequência de CSI, da CBS, pouco mais de 120 segundos! Confira então como ficou:

Aproveito a ocasião pra uma pergunta que nunca fiz aqui: qual dos 3 CSIs vocês gostam mais? Las Vegas, Miami ou NY?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): CSI Tags: , ,
01/10/2009 - 00:01

Como é a Gravação de Uma Sitcom?

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Muita gente acha que as risadas que são ouvidas em comédias como Friends, Seinfeld, The Big Bang Theory etc. são “falsas”. Não é verdade. Na semana passada visitei os estúdios da Warner em Burbank, Califórnia, fui ao set de Two and a Half Men e assisti à gravação de um episódio da nova temporada The New Adventures of Old Christine. Sim, existe mesmo uma plateia in loco onde os convidados literalmente presenciam take a take todo o longo e cansativo processo que é realizado para por um episódio de 22 minutos no ar. Os convites são gratuitos e distribuídos de diversas formas, seja pela Internet ou através de empresas parceiras do estúdio. Qualquer pessoa pode participar, desde que maior de 16 anos. Após entrar no gigantesco lot da Warner, fomos encaminhados para uma fila improvisada no estacionamento (num calor infernal) e, em grupos pequenos, fomos conduzidos para o sound stage onde a série é gravada. Logo de cara a surpresa: tudo é incrivelmente menor do que aparece na TV. De frente para nós estava montado o set da casa da velha Christine e para os lados víamos a sala casa da nova Christine e o consultório do Matthew.

comment1152

Nosso grupo do InFilm chegou por volta de três e meia da tarde, mas a gravação em si começou somente depois das cinco. Neste ínterim, um comediante ficou animando a plateia e repassando algumas instruções (fotografias são totalmente proibidas e é quase impossível tirar uma foto sem ser repreendido) e depois passam um vídeo com o episódio anterior já gravado, para o público entender o contexto. Logo em seguida os atores são chamados um a um, deixando Julia Louis-Dreyfuss, a estrela da comédia, por último. O episódio que vi não teve a participação de Wanda Sykes e nem do filho de Christine, mas contou com a ilustre presença de Eric MacCormack (Will & Grace, Trust Me) interpretando um psicólogo colega de Matthew. A impressão dos atores foi muito positiva e eles foram simpáticos com a plateia (especialmente Julia), mas Hamish Linklater (o Matthew) é esquisitíssimo e ficava com uns tiques nervosos o tempo inteiro. Aí, após alguns retoques de maquiagem, remarcação de objetos cênicos de acordo com o padrão da série (continuísmo), as câmeras são posicionadas e a gravação finalmente começa.

comment1153

Mais uma vez fui surpreendido com a agilidade dos atores que já chegam com o texto e posicionamentos minimamente ensaiados, assim como pelos cortes de câmera que são realizados na hora, economizando um precioso tempo de pós-produção. Mas o aspecto mais interessante (e cansativo) da gravação de uma sitcom é a edição do roteiro no próprio estúdio. Explico: nem sempre o que está no papel agrada o público e, por isso, muita coisa é reescrita e repassada ao elenco ali mesmo. As mudanças no roteiro chegam a ser drásticas e quase sempre mudam para melhor. As alterações ocorrem desde o timing de algumas piadas até mesmo o corte ou modificação radical de alguns diálogos, o que faz com que cada cena seja gravada pelo menos três vezes para então as câmeras serem reposicionadas para um novo take em um cenário diferente. Quando não temos visibilidade do que está ocorrendo, monitores mostram toda a ação para a captação das nossas risadas e reações. Conversando com o page, confirmei que há sim alguma edição sonora das risadas do público, mas apenas para ajustar a intensidade de forma a não atrapalhar uma cena (mais alto ou mais baixo, somente). Até mesmo as externas pré-gravadas são exibidas lá para captarem a reação real do público.

comment1151

Tudo isso pode levar mais de oito horas (dependendo da sintonia de cada produção) e por isso eles distribuem água e comida para os presentes. Contudo, algo que me preocupou bastante foi a orientação do comediante no início para nós “rirmos bem alto de tudo”, já que assim menos cenas seriam reescritas e com isso seríamos liberados mais cedo. Ora, mas se forçássemos o riso apenas para tal fim, não estaríamos contribuindo para que um episódio com um roteiro mediano vá para o ar? Eu entendo que sim, mas depois de cinco horas lá eu já estava gargalhando de cada fala. No final, consegui conversar com a supervisora de roteiro e comentei que a série faz um considerável sucesso no Brasil. Ela então comentou isso com o diretor, que comentou com a criadora da série e a informação chegou aos ouvidos de Julia Louis-Dreyfuss, que estava a poucos metros de distância de nós. Ela respondeu: “É eu sei, nós fazemos mais sucesso na América Latina do que aqui“. Verdade. Enfim, participar de uma gravação dessas é uma experiência interessantíssima, mas bem maçante. Acho que até mesmo se fosse uma série que eu adorasse como The Big ang Theory, também ficaria entediado em determinados momentos. É sempre melhor ver tudo pronto, editado e com as nossas risadas na TV.

Alerta de Spoiler – No episódio que vimos, a velha Christine foi trabalhar como secretária de Matthew na clínica enquanto a academia estava fechada. Lá ela deu em cima da personagem de Eric MacCormack, um psicólogo que já foi condenado diversas vezes por “avançar” em suas clientes. No final ela acaba fazendo terapia com ele, pra felicidade de todos: “Christine finalmente está se tratando? Aleluia”, diz o ex-marido Richard. Aliás, foi neste episódio também que ele reatou o romance com a nova Christine.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LiGado em Série em Hollywood, Old Christine Tags: , , ,
16/06/2009 - 00:01

Season Pass: The Mentalist, 1ª Temporada

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Quando eu escrevi sobre o segundo episódio de The Mentalist logo antes de interromper a cobertura semanal da série, afirmei que a estrutura engessada que o drama possuía (e que a maioria dos procedimentais seguem) eventualmente iria cansar, pois raramente um episódio trazia algo de novo para a trama global. Depois de conferir toda a temporada para este Season Pass, constatei que minha impressão inicial estava certa. Apesar de ter como cerne o mentalismo, interessante técnica que mistura artes cênicas com hipnose, lógica e inferência, além de um peculiar protagonista – o misterioso Patrick Jane – a série falhou consecutivamente em explorar bem o seu universo, apresentando capítulos quase sempre rasos e muito pouco inspirados. Fato é que se não fosse pela imponente persona do competente ator Simon Baker, duvido muito que The Mentalist teria virado o sucesso que virou. Fora isso, temos um elenco coadjuvante que é um dos piores que eu já vi em uma série, notadamente pela presença da sempre unidimensional e fraca Robin Tunney (de Prison Break) e das outras figuras insossas que nem merecem destaque.

Mas o que mais compromete esta produção, ao meu ver, é a incapacidade que o criador e roteirista Bruno Heller teve de explicar a metodologia por trás dos métodos investigativos de Jane, denotando que grande parte da resolução dos casos não passa apenas de meros “chutes” do praticante de mentalismo e consultor do tal CBI (o FBI do estado da Califórnia). Ora, até mesmo o reality-show do ilusionista Criss Angel, que nem roteirizado (direito) é, consegue aprofundar melhor no mentalismo do que este drama policial. Outro grande problema da série são as locações mal escolhidas que dá a reiterada sensação de estarmos assistindo a uma produção de baixíssimo orçamento. É claro que existem alguns elementos positivos, como é o caso da busca de Jane pelo assassino serial Red John, que matou toda sua família. Infelizmente essa storyline não foi sempre abordada e em vez da série crescer, a maior parte de seus episódios é desperdiçada com casos isolados, desinteressantes e muitas vezes óbvios. Cansei de descobrir quem era o assassino, pois quase sempre a própria série fazia questão de dar clarividentes close na cara do culpado logos nas cenas iniciais. Desse jeito qualquer um vira um “mentalista”. Por enquanto os truques de Criss Angel entretêm mais.

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
The Mentalist, 1ª temporada exibida em 2008/2009 na CBS americana e Warner Channel.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Season Pass, The Mentalist Tags: , , , ,
12/06/2009 - 06:01

The Big Bang Theory: O Ártico é dos Nerds!

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Alerta de Spoiler - Brasil
Irreprovável. Essa palavra resume muito bem a 2ª temporada de The Big Bang Theory, uma comédia que começou quieta, cresceu muito em seu ano de estreia e se manteve em uma constante alta desde então. O sucesso da série é a inevitável consequência da perfeita combinação de um texto caprichado e inteligente com atores competentes. Eu já até mencionei isso antes, mas fato é que apenas um suspiro de Sheldon é capaz de fazer uma plateia inteira rir de tão bem composto é a personagem, como aconteceu no início deste finale. O episódio (que poderia ter sido duplo) focou-se na mudança dos geeks para um projeto de campo no pólo norte por três meses, incluindo uma série de testes e preparativos dos peculiares cientistas que envolveu até uma hilariante visita à geladeira da lanchonete de Penny. Muito bom também que o capítulo balanceou o foco que geralmente fica em Sheldon trazendo à tona a latente química amorosa entre a vizinha loira e Leonard – algo que precisa ser a main plot da próxima temporada. Mas o mais incrível do singelo final pra mim foi ver que mesmo tendo eles mudado completamente de abientação, de Los Angeles para o Ártico, a complexa e divertida dinâmica desse peculiar grupo se manteve, tendo sido apenas “adaptada”. Tudo ficou muito coeso, seja com Howard e seu impecável timing para tudo que é inapropriado (ele mexendo com o arpão no acampamento) ou com Sheldon e sua irritante sistemática com tudo, especialmente com a forma que sua comida tem que ser preparada. The Big Bang Theory definitivamente provou porque merece ficar no ar e tomara que seus vários méritos comecem a ser reconhecidos na próxima temporada de premiações. Será que Jim Parsons sai com um Emmy este ano? Eu gostaria de ver isso acontecendo.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/05/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Big Bang Theory Tags: , ,
05/06/2009 - 00:01

How I Met Your Mother: O Salto

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Alerta de Spoiler - Brasil
Então, a irregular 4ª temporada de How I Met Your Mother chegou ao fim e está claro pra todo mundo que acompanhou que a série definitivamente está aquém do que era quando começou. O roteiro oscilou muito, ora apresentando uma carga dramática e sentimentalóide exarcebada para uma comédia e, em outros momentos, permitiu o desenvolvimento de situações implausíveis e até mesmo infantis. Essa inconsistência denota, ao meu ver, uma forte perda de foco. No início o descompromisso de How I Met Your Mother tornava a comédia genial, seja pela forma que brincava com os flashbacks e flashfowards ou pelo texto ágil com piadas eficientes. Hoje muita coisa soa auto-indulgente. O episódio deste final de temporada nem pareceu que foi um episódio final de tão “xoxo”! A historinha do bode foi desinteressante, a insegurança de Ted já não é mais engraçada e as piadas estão cada vez mais arrastadas e espassadas. O anti-clímax dominou a noite com a indefinição sobre o romance entre Barney e Robin, a estagnação do casal Lilly e Marshall e, é claro, a lacônica cena final sobre a “mãe” estar na sala de aula do novo Ted professor de faculdade (Ross Geller alert!). Enfim, é inegável que esta não é a How I Met Your Mother que conhecemos, ainda mais depois daquela metáfora clichê do tal “salto”. Todos os elementos para continuarem fazendo uma boa comédia estão ali, mas parece que este ano os roteiristas não souberam usar direito toda a potencialidade deste material. A indefinição sobre a quantidade de episódios ou de temporadas que a série terá certamente está influenciando no processo criativo, até mesmo pela peculiar estrutura narrativa e, obviamente, por terem que deixar a grande revelação de como Ted conheceu a mãe de seus filhos para o derradeiro final. Ironicamente, se continuarem desta forma, pode ser até mesmo que o tal final não chegue. Renovada a comédia está, mas já não é hora de pensarem em como terminar em alta?

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 18/05/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): How I Met Your Mother Tags: , , ,
26/05/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×22: Day 7: 05:00am – 06:00am”: Esta hora foi consideravelmente superior à anterior com a perseguição que Jack e Rene conduziram no metrô em cenas que imediatamente remeteram à grandes filmes de ação imediatistas como Velocidade Máxima e Duro de Matar: A Vingança. Uma coisa que 24 sabe fazer muito bem é criar constantes momentos de puro desespero, como quando a vítima do ataque terrorista pede ajuda ao guarda que, na verdade, fazia parte de toda a operação. Outra história paralela que está sendo muito bem desenvolvida é a de Olivia Taylor e a desconfiança do agente Aaron Pierce (que ela mesmo contratou) sobre seu envolvimento na morte de Jonas Hodges, algo que pode muito bem desmantelar toda a administração Taylor. Mas eis que chega o ato final com Jack salvando o dia e Kim Bauer caindo mais uma vez nas garras do inimigo, o que seria trágico se não fosse a ducentésima vez que isso acontece na série. Aquilo foi cômico, ainda mais quando descobrimos que o agente que ela achava que a estava perseguindo trabalhava (e mal) para sua proteção. Enfim, a hora chegou ao fim e Jack está mais uma vez na sinuca de bico sendo coagido para salvar o seu atual rival. Que pena que 24 deu uma ótima volta para então chegar no lugar onde já esteve.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/05/2009 na FOX americana.

How I Met Your Mother “4×23: As Fast as She Can”: Depois do ótimo Right Place, Right Time da semana anterior, este episódio de How I Met Your Mother veio como um balde de água fria em todos os fãs da série, pois ignorou grande parte da storyline que fora desenvolvida, que dava a entender que após aquele momento os eventos que levaram Ted a conhecer a sua mulher seriam intensificados. Não. Em vez disso, a série descaradamente voltou ao lugar-comum com historinhas batidas (a tal aposta com as multas de trânsito, que se estendeu além da conta) e uma enrolação sem tamanho com o caso de Tony, o marido de Stella, tentando arrumar um emprego para o Mosby. Parece que trouxeram a loira de volta só para dar aquele cliffhanger, já que participação dela não teve o menor sentido e não serviu em nada para a trama. Isso sem contar na ceninha do “abatedouro” à la Hannibal Lecter, que soou como uma esquete barata de um humorístico de segunda linha. How I Met Your Mother perdeu o tom mais uma vez e os episódios bons agora passaram a ser a exceção, e não a regra, como antes eram.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 11/05/2009 na CBS americana.

Gossip Girl “2×24: Valley Girls”: O que a ganância de Hollywood não faz, não é mesmo? No desespero de extrair mais dinheiro de Gossip Girl, o canal CW encomendou uma espécie de “piloto” dentro da série original para derivar Valley Girls. Por sorte, parece que essa ideia não vai mais pra frente, porque este episódio foi completamente desperdiçado com uma historinha fraca e aborrecida sobre o passado de Lilly VanDer Woodsen, uma personagem sem carisma e nada relevante, no presente ou no passado. Tudo bem que a ambientação nos anos 80 ficou muito legal, mas somente a parte técnica foi positiva. Do ponto de vista criativo, tentaram fazer uma espécie de “link” entre mãe e filha como forma de justificar as impensadas atitudes de ambas, mas sem o menor sucesso. O episódio ainda estragou o acontecimento que deveria ser o ponto alto de qualquer série teen: a antecipada noite de formatura do colegial. No fim das contas, tudo ficou estagnado e o final prorrogado. A narração final da ótima Kristen Bell resumiu muito bem este insosso capítulo: “(…) às vezes o melhor a fazer é se desculpar e deixar o passado ficar pra trás (…)”. Depois deste dispensável episódio, isso o mínimo que eu espero do season finale.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/05/2009 na CW americana.

Com os anúncios do próximo Fall Season, os principais canais abertos encerraram a temporada e agora poucas séries mainstream permanecem no ar. Por isso, este será o último post Semana em Série do Mid Season. É claro que em breve começam as estreias do verão americano, com muita coisa boa voltando. Assim, a cobertura em blocos será interrompida até que as produções em volume retornem. Como teremos mais tempo a partir de agora, resolvi dedicar as próximas semanas para comentários mais completos dos Season Finales em posts separados, como vários de vocês pediram. Falarei nos próximos dias sobre os finais de temporada de 24, Fringe, Gossip Girl, Grey’s Anatomy, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office, 30 Rock e Prison Break (e do telefilme!). Ah, e conforme prometido o Season Pass 2009 está chegando! Fique ligado!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Gossip Girl, How I Met Your Mother Tags: , , , , ,
12/05/2009 - 00:01

Sitcoms em Série Duplo!

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Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×21: The Three Days Rule / 4×22: Right Place Right Time”: Que bom que How I Met Your Mother voltou a empolgar, numa sequência de episódios que começou divertida e terminou de forma surpreendente! Em Three Days Rule, Barney foi o destaque com seus conceitos malucos que eventualmente dão certo, ainda mais depois de comparar os três dias que o homem deve esperar para ligar para uma mulher depois de sair com ela à ressurreição de Cristo, conforme narrada na Bíblia. Porém, foi constrangedora aquela participação de Kevin Richardson (The Knights of Prosperity), que foi batida, exagerada e mal aproveitada. Mas a grande surpresa da temporada (e de toda a série) veio no episódio seguinte, Right Place Right Time, onde a história de como Ted encontrou a mãe de seus filhos foi explorada de forma sem precedentes, com várias idas e vindas até chegar no momento em que encontramos… Stella? Pois é, mesmo depois de uma brilhante narrativa, não poderíamos esperar que eles iriam entregar tudo de bandeja, né? É claro que Stella não é a mãe (Ted já afirmou isso antes), mas certamente ela é o caminho para se chegar à mulher misteriosa. Tomara que esta revelação venha ainda nesta temporada, pois a série já está no ponto em que deveria terminar, mesmo rendendo bons momentos. É melhor acabar por cima e com chave de ouro.
Cotação Bruno Carvalho
: 4×21: Half Star4×22: Half Star
Episódios exibidos em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×21: The Vegas Renormalization / 2×22: The Classified Materials Turbulence”: Por estar confirmada por mais duas temporadas, a pressão sobre os roteiristas de The Big Bang Theory é menor, mas ainda assim eles continuam apresentando toda semana situações hilárias que aprofundam no universo geek destes quatro amigos (e Penny). Depois que Leslie deu o fora em Howard, os amigos seguiram para Las Vegas em vez de ficarem brincando do joguinho “Adivinhe a Personagem” (já que Sheldon é sempre Spock), e lá acabaram encontrando um “espécime” até então intocado pelos não tão jovem nerds: uma prostituta (interpretada pela ótima Jodo Lyn de Prison Break). Embora esta storyline não ter sido tão bem explorada como deveria, foi em Los Angeles onde o episódio trouxe seus melhores momentos, com Sheldon sendo obrigado a passar a noite na casa de Penny após ser trancado para fora de casa. Eu não gosto tanto assim da infantilização da personagem (que inevitavelmente o torna mais fraco), mas apenas aquela tirada no final valeu a pena. Já no The Classified Materials Turbulence, o humor continuou em alta e com muitas piadinhas escatológicas.  No final isso foi um pouco cansativo, a despeito da história ter girado em torno da privada espacial que Wolowitz construiu. Mesmo assim, foram duas ótimas semanas da comédia.
Cotação Bruno Carvalho: 2×21: - 2×22: Half Star
Episódios exibido em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.

The Office “5×24: Casual Friday / 5×25: Cafe Disco”: Depois de vários episódios centrados no “elenco principal”, The Office acertadamente dedicou praticamente todo o Casual Friday nos coadjuvantes, que são divertidos e bastante talentosos. Aliás, esta foi a prova de que eles deveriam sim focar mais nos “outros” (principalmente no pessoal do galpão). Cada personagem ali é extremamente bem construída, a despeito do tempo em tela: seja a inocência de Kevin, a falta de noção de Angela, os comentários assustadores de Creed ou a irreverência de Andy. Todos fazem um excelente trabalho e a guerrinha entre os vendedores foi demais, com Michael “virando a casaca” a todo momento. Mas foi em Cafe Disco que a comédia largou de vez o arco episódico da mudança estrutural na Dunder Mufflin e apresentou um capítulo extremamente hilário do início ao fim, quando Michael decidiu transformar a sede da antiga Michael Scott Paper Company num lounge com café expresso grátis onde os funcionários puderam, enfim, relaxar (até o pezinho de Angela balançou). Como eu queria ter um chefe assim!
Cotação Bruno Carvalho: 5×24: Half Star5×25: Half Star
Episódios exibidos em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×20: The Natural Order / 3×21: Mamma Mia”: O colega da Sociedade de Blogs Juliano Cavalca disse em seu Twitter que vai ser difícil tirarem o 3º Emmy seguido de 30 Rock e eu concordo plenamente com ele. Apesar de termos boas comédias por aí, por mais uma temporada esta série está se superando com  um texto impecável e ótimas atuações. A guerrinha entre Liz e Tracy sobre as responsabilidades de cada um foi impagável! Melhor ainda foi o arco de Jack com sua mãe que começou no The Natural Order e a descoberta sobre a identidade de seu verdadeiro pai em Mamma Mia, que além da agradável participação do mestre Alan Alda, ainda deixou para o final o melhor e mais inesperado cliffhanger da semana! O genitor de Jack precisa de um rim! Será que o egoísta CEO vai atender o pedido de seu “novo” pai ou ele vai tramar algo para fugir dessa? Quero muito ver como isso vai se desenrolar no Season Finale desta semana que tem o sugestivo título Kidney, Now! (Rim, Agora)!
Cotação Bruno Carvalho: 3×20: Half Star - 3×21:
Episódio exibido em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.

Foram duas ótimas semanas para as comédias, in deed!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , , ,
27/04/2009 - 00:01

Sitcoms em Série!

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Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×20: Mosbious Designs”: How I Met Your Mother deixou de lado a infantilidade em seu roteiro, trazendo um episódio simpático que focou nas difíceis mudanças na vida de Ted Mosby, o que não acontecia há um bom tempo. Já a storyline de Barney e Marshall no GNB foi continuamente divertida, com todos aqueles estereótipos de colegas de trabalho aumentados. Falta, ainda, que a série engrene num arco que traga a premissa desse show de volta, pois o futuro da série é indefinido. Eles precisam caminhar numa mesma direção, para não deixar o público na mão caso um novo ano não se confirme.
Cotação Bruno Carvalho
: Half Star
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×19: The Hofstadter Isotope”: Sheldon já atingiu um nível peculiarmente cômico tão grande que apenas um suspiro da personagem, como aconteceu nos primeiros segundos do episódio, já é suficiente para fazer uma platéia inteira rir (e nós também), sem nem sabermos qual é o motivo – embora tenhamos certeza de que é algo fútil e que só incomoda ele. E sim, o fato de estarem comendo comida tailandesa numa quinta que tradicionalmente é dia de pizza, afeta-o severamente, mesmo tendo todos criado a regra de que na terceira quinta-feira de cada mês é o dia em que “tudo” pode acontecer. E também é sem nenhuma surpresa que no dia marcado para que qualquer coisa fora do comum aconteça, eles se rendam às constâncias de sempre, o que fortalece ainda mais este grupo de personalidades únicas que adoramos acompanhar. Adicione a talentosa Kaley Cuoco à esta mistura e está explicado porque o canal CBS encomendou duas temporadas completas desta comédia, de uma vez!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

coment1008

30 Rock “3×18: Jackie Jorm-Jomp”: Com a suspensão de Lemon de seu trabalho por causa do assédio sexual ao consultor da NBC, ela acabou descobrindo o novo mundo das dondocas que gastam o dia com futilidades – que a comédia retratou com um plano-sequência brilhante -, mas que no final das contas precisam pagar um alto preço por isso. Em contrapartida, na emissora tivemos mais uma forçada e sem graça situação envolvendo Jenna (que considero a mais desinteressante). O que me surpreendeu, contudo, foi a atuação contida de Tracy Morgan (que também não sou muito fã), mas que esteve no ponto adequado, notadamente nas cenas da “homenagem póstuma” à colega. Mais um bom episódio, apesar de tudo, como de costume.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

The Office “5×22: Heavy Competition”: Cada montagem inicial de The Office é brilhantemente desenhada para se tornar algo isolado e atemporal, e elas deveriam um dia serem compiladas e exibidas em sequência, de tão engraçadas! Essa última mostrando como os funcionários da Michael Scott Paper Company passam o dia aperfeiçoando a arte de jogar salgadinhos uns nos outros, foi demais! E, como eu disse na resenha anterior, eu acredito em Michael, queria ele como chefe, e vai ser lindo se até o fim desta temporada conseguirmos ver ele dando a volta por cima, à la Jerry McGuire! Esta é uma das melhores storylines que a série já teve.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , ,
08/04/2009 - 06:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
Trust Me “1×10: Thanks, I Needed That / 1×11: Norming”: É uma pena que o canal TNT está correndo com a exibição da série para acabar logo com a temporada, que encerrou-se ontem à noite nos EUA. Trust Me certamente não merecia todo este descaso da emissora e do público. O caso da propaganda da cerveja em Thanks, I Needed That trouxe à tona o passado de Tony com a diretora da RGM Denise e o porque dela sempre sabotar o time de Mason. A rivalidade, os conflitos e as emoções deste estressante emprego foram, contudo, evidenciadas no episódio subsequente, Norming, que encerrou-se com o melhor clffhanger da temporada e o anúncio da possível separação da dupla Conner e Mason. De qualquer forma, Trust Me é muito mais que um drama sobre uma agência de publicidade, assim como ocorre com Mad Men. Apesar de terem focos diametralmente opostos, essas produções se destacam pelo texto caprichado, ágil e sempre contemporâneo. Infelizmente o cancelamento é quase inevitável. Não sei porque, mas Trust Me sempre me lembra de Studio 60, outra série excelente que foi duramente injustiçada por conta de baixa audiência. Não há como querer colocar uma série estreante pra competir com American Idol num canal a cabo e esperar que tudo dê certo. Se for mesmo cancelada, os culpados serão os programadores da TNT que conseguiram por uma das melhores novidades do Mid Season no pior timeslot possível.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 31/03/2009 na TNT americana.

United States of Tara “1×11: Snow / 1×12: Miracle”: O que aconteceu de relevante no 11º episódio de Tara, além do fato dela ter sido internada em uma clínica para um tratamento? Nada! Buck apareceu na instituição, causou um burburinho e só! O grande breakthrough de toda a série até agora somente veio quando a perturbada moça resolveu procurar pelo suposto responsável por seu transtorno mental. No final das contas, a resposta não foi encontrada, já que descobrimos que Tara já sofria de múltipla personalidade antes mesmo do tal estupro, e a temporada encerrou-se como a maioria dos episódios: de forma lacônica, inconclusiva e com uma montagem ou musiquinha no final para dar um clima “indie” à la Juno. Toda história foi apresentada, desenvolvida e encerrada de forma incompleta. Há quem adore as lacunas em United States of Tara ou o fato da série ser, no mínimo, agradável. Infelizmente nada disso segurará esta produção por muito tempo, a menos que Steven Spielberg continue bancando a inexperiência de Diablo Cody por mais temporadas além da próxima, que já está garantida.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 29/03/2009 e 05/04/2009 no Showtime americano.

Heroes “3×21: Into Asylum”: Não, não dá pra elogiar muito Heroes, porque sempre tem um capítulo à frente para deletar tudo de bom que foi feito pelo anterior. Desperdiçando muito tempo de tela, o episódio da semana mais uma vez foi praticamente sobre o nada, começando por aquele asilo idiota de Nathan Petrelli e Claire no México. Os dois voaram pra lá, arrumaram uns trocados, discutiram a relação pai-filha e retornaram do mesmo jeito! O mesmo pode ser dito daquelas cenas entre Peter e Angela na igreja, que foram de dar sono de tão repetitivas e desnecessárias. Se não fosse pela inusitada parceria entre Sylar e Denko, Into Asylum mereceria a nota mínima da semana, mas o caso desenvolvido nesta trama paralela não só foi interessante, como se tornou um dos melhores da temporada (o que, repito, não é algo muito difícil de atingir). Muito me espanta ler no início o nome de Bryan Fuller como “Consultant Producer“, já que sua atuação na série claramente está limitada às patacoadas de Tim Kring. A 3ª temporada novamente voltou a desestabilizar-se, como era previsível esperar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 30/03/2009 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×19: Murtaugh”: Eu pensei que How I Met Your Mother subitamente havia recuperado a sua genialidade com a tal lista “Murtaugh“, baseada no personagem de Danny Glover da clássica série Máquina Mortífera, que sempre dizia estar velho demais pra fazer aquelas coisas. Assim, nasceu a aposta entre Ted e Barney, que rapidamente foi substituída pelo excesso de absurdos quando o “desafio” foi elevado, fazendo com que Ted tivesse que viver igual um velho. Tivemos também aquela historinha igualmente sem graça de Lilly e Marshall na escola, que foi o ponto mais baixo da temporada! Cadê a How I Met Your Mother que conhecemos? Quem está escrevendo a série agora, uma criança de 8 anos? The Big Bang Theory “2×19: The Dead Hooker Juxtaposition”: Chuck Lorre e Bill Prady vieram com mais uma sacada genial com a nova vizinha de cima do apartamento dos geeks, evidenciando que Penny é tão emocionalmente dependente daquele grupo como o contrário. A grande piada, contudo, foi a de Wollowitz e sua dificuldade em sair de casa, mesmo sendo praticamente expulso por sua mãe (que nunca aparece!). TBBT dominou a noite de segunda-feira com seu texto sempre afiado, adulto e contemporâneo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother
The Big Bang Theory Half Star
Episódios exibidos em 30/03/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Heroes, The Big Bang Theory, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , ,
05/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×18: Old King Clancy”: Sinceramente, eu acho que o auge de How I Met Your Mother passou e que a série nunca mais vai ser genial como foi em suas primeiras temporadas. A comédia segue num ritmo esquisito com uma indefinição pairando nas vidas de Ted, Barney, Robin e do casal Marshall e Lilly, fazendo com que os capítulos sejam sobre o “nada”, mas um “nada” ruim diferentemente do de Seinfeld, por exemplo. As piadas estão infantis e as tramas desinteressantes, como essa com o projeto de Ted no GNB (e que coincidentemente me lembrou cenas da horrível Better Off Ted). É uma pena, pois eu endossei esta comédia desde o início e hoje ela não é nem metade do que já foi.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na CBS americana.

Grey’s Anatomy “5×19: Elevator Love Letter”: Não foi pelo pedido de casamento de Derek à Grey e nem pelo avanço no caso de Izzie que este episódio de Grey’s Anatomy foi espetacular. A série readquiriu a sua simplicidade e delicadeza ao contar as suas histórias, provando que Shonda Rhimes amadureceu o seu texto após ter cometido os deslizes das temporadas anteriores. As personagens também amadureceram com isso e o noivado que se iniciou naquela tocante e peculiar cena do elevador foi só a confirmação de tudo isso. Alex cresceu, assim como Yang, O’Maley e, especialmente Izzie. A doença da loira já virou o acontecimento mais marcante da temporada, porque tornou-se o cerne de muitas questões importantes. O caso da semana também revelou o crescimento da série nesta reta final, surpreendendo com o seu desfecho: no início certamente condenamos aquelas pessoas que estavam aguardando a morte da tia doente para seguirem com suas vidas, mas depois vimos que nem sempre a realidade é o preto no branco. Esse também é o caso de Hunt, que abriu o episódio enforcando Yang, numa trama que pode ser muito bem-vinda – a das sequelas psicológicas que uma guerra pode deixar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 26/03/2009 na ABC americana.

Damages “2×12: Look What He Dug Up This Time”: Voltando a focar em Daniel Purcell, o que deveria ter sido feito há vários episódios atrás, Damages deixou um pouco a desejar porque até agora não conseguiu (ou não quis) amarrar as incontáveis pontas soltas do roteiro, deixando tudo para o episódio final que precisará ser estendido. Obviamente, o fato tira a força dramática da temporada, fazendo-a esmaecer perante o primeiro ano que sempre trazia uma revelação nova e chocante a cada episódio. Certo é que o fato da mulher de Purcell ter sobrevivido ao ataque de fúria que ele teve (sendo verdadeiramente assassinada pelo capanga) não compromete sua falta de integridade em nada, ainda que sua culpabilidade pelo homicídio em si possa eventualmente ser excluída. Imersa no drama pessoal que Patty vive com seu marido, ela ainda perdeu seu companheiro de trabalho Tom e deu um show de atuação (certamente este episódio vai para a seleção do Emmy). Ainda assim, faltou mais. Look What He Dug Up This Time veio e foi sem um cerne. Não tenho dúvidas da capacidade dos roteiristas deste drama, mas questiono se a intenção de deixar a bomba estourar para o fim é realmente interessante pra esta série. O equilíbrio, como ocorreu na primeira parte desta intrigante história, seria o mais ideal.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 25/03/2009 no FX americano.

30 Rock “3×16: Apollo, Apollo”: Não tem jeito. 30 Rock é a comédia mais nonsense de todas no ar e mesmo exibindo sempre acontecimentos implausíveis, como a “viagem espacial” de Tracy, tudo faz sentido em seu contexto. Genial também foi a forma que todas aquelas personagens do Rockefeller Center, nº 30 enxergam o mundo, resultando numa das idéias mais bem sacadas da temporada. Enquanto Kenneth enxerga a vida como se estivesse na Vila Sésamo, o egocêntrico Tracy vê tudo girando em torno de si e Jack só consegue ver valores em sua frente. 30 Rock sempre me ganha pelos detalhes, como no momento em que Liz Lemon continua andando feito uma boneca de pano, mesmo depois que a cena voltou para o “mundo real”. Formidável! The Office “5×19: Two Weeks”: Depois de entregar o episódio impecável que precedeu este Two Weeks, The Office parece ter exagerado um pouco na dose “Michael Scott”, tornando o capítulo forçado e pouco crível, ainda que saibamos que a série se passa num “universo paralelo”. Apesar de corente com algumas atitudes pregressas de sua persona, o final do capítulo anterior deu a entender que ele iria ter um de seus (raros) insights pra provar a Scott que a idéia do novo superior regional era desnecessária, já que a filial de Scranton foi a única que, inexplicavelmente, trouxe lucro nos tempos de crise. A decisão de Pam também soou pouco natural, pois Michael não é nenhum Jerry Maguire. Sabemos que com esse novo chefe na cidade a casa vai cair, mas tudo poderia ter sido conduzido de forma mais sutil como a série costuma ser.
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office
Episódios exibidos em 26/03/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×07: Echoes”: Mais uma vez Dollhouse surpreendeu e mostrou a versatilidade de seu texto, trazendo um episódio que, apesar de muito estranho, foi intenso e trouxe mais avanços à trama, pois conhecemos um pouco mais do passado de Echo como Caroline. Pela primeira vez também a organização Dollhouse perdeu significativamente o controle de seus ativos por causa da disseminação da droga no campus da universidade. É claro que este capítulo não teve o impacto da semana anterior, mas a série não está fazendo feio. Até agora não vimos nenhum episódio abaixo da média ou que não fosse, no mínimo, interessante e revelador. Esta era uma história que poderia muito bem cair naquele estigma de “caso da semana” (e até começou assim), mas acabou mostrando que existe mais do que simplesmente discorrer sobre as aventuras dos “bonecos” enquanto estão em suas missões. Contudo, por ter sua duração estendida (lá fora é exibida quase sem comerciais), alguns diálogos são longos e sem foco, o que no fim das contas deixa algumas cenas pouco maçantes. Nada que prejudique o resultado final, felizmente.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 27/03/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Damages, Dollhouse, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Notícias, The Office Tags: , , , , , , ,
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