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27/10/2009 - 06:01

CSI e a Cena Mais Cara da História da TV!

A franquia CSI é uma das mais bem sucedidas da TV mundial e nesta temporada eles resolveram que vão fazer todo esse sucesso valer a pena. Pra começar, eles programaram para novembro um crossover inédito que reunirá as três filiais (Las Vegas, Miami e Nova York), algo que William Petersen, o Gil Grissom da série original e produtor executivo, nunca aceitou fazer. Os episódios especiais serão exibidos em Novembro pelo canal americano CBS e devem passar por aqui apenas em 2010. Mas eles não ficaram só aí. Segundo uma reportagem da Época Negócios, a cena de abertura da 10ª temporada de CSI já é a mais cara da história da TV! A sequência captada com a tecnologia Bullet Time (desenvolvida em Matrix) custou impressionantes US$ 400.000,00! Pra você ter uma ideia do quanto isso é dispendioso, o episódio piloto inteiro de LOST, também um dos mais caros da telinha, custou aproximadamente US$ 10.000.000,00! A diferença é que o piloto da ABC tinha 80 minutos e a sequência de CSI, da CBS, pouco mais de 120 segundos! Confira então como ficou:

Aproveito a ocasião pra uma pergunta que nunca fiz aqui: qual dos 3 CSIs vocês gostam mais? Las Vegas, Miami ou NY?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): CSI Tags: , ,
01/10/2009 - 00:01

Como é a Gravação de Uma Sitcom?

Muita gente acha que as risadas que são ouvidas em comédias como Friends, Seinfeld, The Big Bang Theory etc. são “falsas”. Não é verdade. Na semana passada visitei os estúdios da Warner em Burbank, Califórnia, fui ao set de Two and a Half Men e assisti à gravação de um episódio da nova temporada The New Adventures of Old Christine. Sim, existe mesmo uma plateia in loco onde os convidados literalmente presenciam take a take todo o longo e cansativo processo que é realizado para por um episódio de 22 minutos no ar. Os convites são gratuitos e distribuídos de diversas formas, seja pela Internet ou através de empresas parceiras do estúdio. Qualquer pessoa pode participar, desde que maior de 16 anos. Após entrar no gigantesco lot da Warner, fomos encaminhados para uma fila improvisada no estacionamento (num calor infernal) e, em grupos pequenos, fomos conduzidos para o sound stage onde a série é gravada. Logo de cara a surpresa: tudo é incrivelmente menor do que aparece na TV. De frente para nós estava montado o set da casa da velha Christine e para os lados víamos a sala casa da nova Christine e o consultório do Matthew.

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Nosso grupo do InFilm chegou por volta de três e meia da tarde, mas a gravação em si começou somente depois das cinco. Neste ínterim, um comediante ficou animando a plateia e repassando algumas instruções (fotografias são totalmente proibidas e é quase impossível tirar uma foto sem ser repreendido) e depois passam um vídeo com o episódio anterior já gravado, para o público entender o contexto. Logo em seguida os atores são chamados um a um, deixando Julia Louis-Dreyfuss, a estrela da comédia, por último. O episódio que vi não teve a participação de Wanda Sykes e nem do filho de Christine, mas contou com a ilustre presença de Eric MacCormack (Will & Grace, Trust Me) interpretando um psicólogo colega de Matthew. A impressão dos atores foi muito positiva e eles foram simpáticos com a plateia (especialmente Julia), mas Hamish Linklater (o Matthew) é esquisitíssimo e ficava com uns tiques nervosos o tempo inteiro. Aí, após alguns retoques de maquiagem, remarcação de objetos cênicos de acordo com o padrão da série (continuísmo), as câmeras são posicionadas e a gravação finalmente começa.

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Mais uma vez fui surpreendido com a agilidade dos atores que já chegam com o texto e posicionamentos minimamente ensaiados, assim como pelos cortes de câmera que são realizados na hora, economizando um precioso tempo de pós-produção. Mas o aspecto mais interessante (e cansativo) da gravação de uma sitcom é a edição do roteiro no próprio estúdio. Explico: nem sempre o que está no papel agrada o público e, por isso, muita coisa é reescrita e repassada ao elenco ali mesmo. As mudanças no roteiro chegam a ser drásticas e quase sempre mudam para melhor. As alterações ocorrem desde o timing de algumas piadas até mesmo o corte ou modificação radical de alguns diálogos, o que faz com que cada cena seja gravada pelo menos três vezes para então as câmeras serem reposicionadas para um novo take em um cenário diferente. Quando não temos visibilidade do que está ocorrendo, monitores mostram toda a ação para a captação das nossas risadas e reações. Conversando com o page, confirmei que há sim alguma edição sonora das risadas do público, mas apenas para ajustar a intensidade de forma a não atrapalhar uma cena (mais alto ou mais baixo, somente). Até mesmo as externas pré-gravadas são exibidas lá para captarem a reação real do público.

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Tudo isso pode levar mais de oito horas (dependendo da sintonia de cada produção) e por isso eles distribuem água e comida para os presentes. Contudo, algo que me preocupou bastante foi a orientação do comediante no início para nós “rirmos bem alto de tudo”, já que assim menos cenas seriam reescritas e com isso seríamos liberados mais cedo. Ora, mas se forçássemos o riso apenas para tal fim, não estaríamos contribuindo para que um episódio com um roteiro mediano vá para o ar? Eu entendo que sim, mas depois de cinco horas lá eu já estava gargalhando de cada fala. No final, consegui conversar com a supervisora de roteiro e comentei que a série faz um considerável sucesso no Brasil. Ela então comentou isso com o diretor, que comentou com a criadora da série e a informação chegou aos ouvidos de Julia Louis-Dreyfuss, que estava a poucos metros de distância de nós. Ela respondeu: “É eu sei, nós fazemos mais sucesso na América Latina do que aqui“. Verdade. Enfim, participar de uma gravação dessas é uma experiência interessantíssima, mas bem maçante. Acho que até mesmo se fosse uma série que eu adorasse como The Big ang Theory, também ficaria entediado em determinados momentos. É sempre melhor ver tudo pronto, editado e com as nossas risadas na TV.

Alerta de Spoiler – No episódio que vimos, a velha Christine foi trabalhar como secretária de Matthew na clínica enquanto a academia estava fechada. Lá ela deu em cima da personagem de Eric MacCormack, um psicólogo que já foi condenado diversas vezes por “avançar” em suas clientes. No final ela acaba fazendo terapia com ele, pra felicidade de todos: “Christine finalmente está se tratando? Aleluia”, diz o ex-marido Richard. Aliás, foi neste episódio também que ele reatou o romance com a nova Christine.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LiGado em Série em Hollywood, Old Christine Tags: , , ,
16/06/2009 - 00:01

Season Pass: The Mentalist, 1ª Temporada

Quando eu escrevi sobre o segundo episódio de The Mentalist logo antes de interromper a cobertura semanal da série, afirmei que a estrutura engessada que o drama possuía (e que a maioria dos procedimentais seguem) eventualmente iria cansar, pois raramente um episódio trazia algo de novo para a trama global. Depois de conferir toda a temporada para este Season Pass, constatei que minha impressão inicial estava certa. Apesar de ter como cerne o mentalismo, interessante técnica que mistura artes cênicas com hipnose, lógica e inferência, além de um peculiar protagonista – o misterioso Patrick Jane – a série falhou consecutivamente em explorar bem o seu universo, apresentando capítulos quase sempre rasos e muito pouco inspirados. Fato é que se não fosse pela imponente persona do competente ator Simon Baker, duvido muito que The Mentalist teria virado o sucesso que virou. Fora isso, temos um elenco coadjuvante que é um dos piores que eu já vi em uma série, notadamente pela presença da sempre unidimensional e fraca Robin Tunney (de Prison Break) e das outras figuras insossas que nem merecem destaque.

Mas o que mais compromete esta produção, ao meu ver, é a incapacidade que o criador e roteirista Bruno Heller teve de explicar a metodologia por trás dos métodos investigativos de Jane, denotando que grande parte da resolução dos casos não passa apenas de meros “chutes” do praticante de mentalismo e consultor do tal CBI (o FBI do estado da Califórnia). Ora, até mesmo o reality-show do ilusionista Criss Angel, que nem roteirizado (direito) é, consegue aprofundar melhor no mentalismo do que este drama policial. Outro grande problema da série são as locações mal escolhidas que dá a reiterada sensação de estarmos assistindo a uma produção de baixíssimo orçamento. É claro que existem alguns elementos positivos, como é o caso da busca de Jane pelo assassino serial Red John, que matou toda sua família. Infelizmente essa storyline não foi sempre abordada e em vez da série crescer, a maior parte de seus episódios é desperdiçada com casos isolados, desinteressantes e muitas vezes óbvios. Cansei de descobrir quem era o assassino, pois quase sempre a própria série fazia questão de dar clarividentes close na cara do culpado logos nas cenas iniciais. Desse jeito qualquer um vira um “mentalista”. Por enquanto os truques de Criss Angel entretêm mais.

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
The Mentalist, 1ª temporada exibida em 2008/2009 na CBS americana e Warner Channel.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Season Pass, The Mentalist Tags: , , , ,
12/06/2009 - 06:01

The Big Bang Theory: O Ártico é dos Nerds!

Alerta de Spoiler - Brasil
Irreprovável. Essa palavra resume muito bem a 2ª temporada de The Big Bang Theory, uma comédia que começou quieta, cresceu muito em seu ano de estreia e se manteve em uma constante alta desde então. O sucesso da série é a inevitável consequência da perfeita combinação de um texto caprichado e inteligente com atores competentes. Eu já até mencionei isso antes, mas fato é que apenas um suspiro de Sheldon é capaz de fazer uma plateia inteira rir de tão bem composto é a personagem, como aconteceu no início deste finale. O episódio (que poderia ter sido duplo) focou-se na mudança dos geeks para um projeto de campo no pólo norte por três meses, incluindo uma série de testes e preparativos dos peculiares cientistas que envolveu até uma hilariante visita à geladeira da lanchonete de Penny. Muito bom também que o capítulo balanceou o foco que geralmente fica em Sheldon trazendo à tona a latente química amorosa entre a vizinha loira e Leonard – algo que precisa ser a main plot da próxima temporada. Mas o mais incrível do singelo final pra mim foi ver que mesmo tendo eles mudado completamente de abientação, de Los Angeles para o Ártico, a complexa e divertida dinâmica desse peculiar grupo se manteve, tendo sido apenas “adaptada”. Tudo ficou muito coeso, seja com Howard e seu impecável timing para tudo que é inapropriado (ele mexendo com o arpão no acampamento) ou com Sheldon e sua irritante sistemática com tudo, especialmente com a forma que sua comida tem que ser preparada. The Big Bang Theory definitivamente provou porque merece ficar no ar e tomara que seus vários méritos comecem a ser reconhecidos na próxima temporada de premiações. Será que Jim Parsons sai com um Emmy este ano? Eu gostaria de ver isso acontecendo.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/05/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Big Bang Theory Tags: , ,
05/06/2009 - 00:01

How I Met Your Mother: O Salto

Alerta de Spoiler - Brasil
Então, a irregular 4ª temporada de How I Met Your Mother chegou ao fim e está claro pra todo mundo que acompanhou que a série definitivamente está aquém do que era quando começou. O roteiro oscilou muito, ora apresentando uma carga dramática e sentimentalóide exarcebada para uma comédia e, em outros momentos, permitiu o desenvolvimento de situações implausíveis e até mesmo infantis. Essa inconsistência denota, ao meu ver, uma forte perda de foco. No início o descompromisso de How I Met Your Mother tornava a comédia genial, seja pela forma que brincava com os flashbacks e flashfowards ou pelo texto ágil com piadas eficientes. Hoje muita coisa soa auto-indulgente. O episódio deste final de temporada nem pareceu que foi um episódio final de tão “xoxo”! A historinha do bode foi desinteressante, a insegurança de Ted já não é mais engraçada e as piadas estão cada vez mais arrastadas e espassadas. O anti-clímax dominou a noite com a indefinição sobre o romance entre Barney e Robin, a estagnação do casal Lilly e Marshall e, é claro, a lacônica cena final sobre a “mãe” estar na sala de aula do novo Ted professor de faculdade (Ross Geller alert!). Enfim, é inegável que esta não é a How I Met Your Mother que conhecemos, ainda mais depois daquela metáfora clichê do tal “salto”. Todos os elementos para continuarem fazendo uma boa comédia estão ali, mas parece que este ano os roteiristas não souberam usar direito toda a potencialidade deste material. A indefinição sobre a quantidade de episódios ou de temporadas que a série terá certamente está influenciando no processo criativo, até mesmo pela peculiar estrutura narrativa e, obviamente, por terem que deixar a grande revelação de como Ted conheceu a mãe de seus filhos para o derradeiro final. Ironicamente, se continuarem desta forma, pode ser até mesmo que o tal final não chegue. Renovada a comédia está, mas já não é hora de pensarem em como terminar em alta?

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 18/05/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): How I Met Your Mother Tags: , , ,
26/05/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×22: Day 7: 05:00am – 06:00am”: Esta hora foi consideravelmente superior à anterior com a perseguição que Jack e Rene conduziram no metrô em cenas que imediatamente remeteram à grandes filmes de ação imediatistas como Velocidade Máxima e Duro de Matar: A Vingança. Uma coisa que 24 sabe fazer muito bem é criar constantes momentos de puro desespero, como quando a vítima do ataque terrorista pede ajuda ao guarda que, na verdade, fazia parte de toda a operação. Outra história paralela que está sendo muito bem desenvolvida é a de Olivia Taylor e a desconfiança do agente Aaron Pierce (que ela mesmo contratou) sobre seu envolvimento na morte de Jonas Hodges, algo que pode muito bem desmantelar toda a administração Taylor. Mas eis que chega o ato final com Jack salvando o dia e Kim Bauer caindo mais uma vez nas garras do inimigo, o que seria trágico se não fosse a ducentésima vez que isso acontece na série. Aquilo foi cômico, ainda mais quando descobrimos que o agente que ela achava que a estava perseguindo trabalhava (e mal) para sua proteção. Enfim, a hora chegou ao fim e Jack está mais uma vez na sinuca de bico sendo coagido para salvar o seu atual rival. Que pena que 24 deu uma ótima volta para então chegar no lugar onde já esteve.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/05/2009 na FOX americana.

How I Met Your Mother “4×23: As Fast as She Can”: Depois do ótimo Right Place, Right Time da semana anterior, este episódio de How I Met Your Mother veio como um balde de água fria em todos os fãs da série, pois ignorou grande parte da storyline que fora desenvolvida, que dava a entender que após aquele momento os eventos que levaram Ted a conhecer a sua mulher seriam intensificados. Não. Em vez disso, a série descaradamente voltou ao lugar-comum com historinhas batidas (a tal aposta com as multas de trânsito, que se estendeu além da conta) e uma enrolação sem tamanho com o caso de Tony, o marido de Stella, tentando arrumar um emprego para o Mosby. Parece que trouxeram a loira de volta só para dar aquele cliffhanger, já que participação dela não teve o menor sentido e não serviu em nada para a trama. Isso sem contar na ceninha do “abatedouro” à la Hannibal Lecter, que soou como uma esquete barata de um humorístico de segunda linha. How I Met Your Mother perdeu o tom mais uma vez e os episódios bons agora passaram a ser a exceção, e não a regra, como antes eram.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 11/05/2009 na CBS americana.

Gossip Girl “2×24: Valley Girls”: O que a ganância de Hollywood não faz, não é mesmo? No desespero de extrair mais dinheiro de Gossip Girl, o canal CW encomendou uma espécie de “piloto” dentro da série original para derivar Valley Girls. Por sorte, parece que essa ideia não vai mais pra frente, porque este episódio foi completamente desperdiçado com uma historinha fraca e aborrecida sobre o passado de Lilly VanDer Woodsen, uma personagem sem carisma e nada relevante, no presente ou no passado. Tudo bem que a ambientação nos anos 80 ficou muito legal, mas somente a parte técnica foi positiva. Do ponto de vista criativo, tentaram fazer uma espécie de “link” entre mãe e filha como forma de justificar as impensadas atitudes de ambas, mas sem o menor sucesso. O episódio ainda estragou o acontecimento que deveria ser o ponto alto de qualquer série teen: a antecipada noite de formatura do colegial. No fim das contas, tudo ficou estagnado e o final prorrogado. A narração final da ótima Kristen Bell resumiu muito bem este insosso capítulo: “(…) às vezes o melhor a fazer é se desculpar e deixar o passado ficar pra trás (…)”. Depois deste dispensável episódio, isso o mínimo que eu espero do season finale.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/05/2009 na CW americana.

Com os anúncios do próximo Fall Season, os principais canais abertos encerraram a temporada e agora poucas séries mainstream permanecem no ar. Por isso, este será o último post Semana em Série do Mid Season. É claro que em breve começam as estreias do verão americano, com muita coisa boa voltando. Assim, a cobertura em blocos será interrompida até que as produções em volume retornem. Como teremos mais tempo a partir de agora, resolvi dedicar as próximas semanas para comentários mais completos dos Season Finales em posts separados, como vários de vocês pediram. Falarei nos próximos dias sobre os finais de temporada de 24, Fringe, Gossip Girl, Grey’s Anatomy, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office, 30 Rock e Prison Break (e do telefilme!). Ah, e conforme prometido o Season Pass 2009 está chegando! Fique ligado!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Gossip Girl, How I Met Your Mother Tags: , , , , ,
12/05/2009 - 00:01

Sitcoms em Série Duplo!

Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×21: The Three Days Rule / 4×22: Right Place Right Time”: Que bom que How I Met Your Mother voltou a empolgar, numa sequência de episódios que começou divertida e terminou de forma surpreendente! Em Three Days Rule, Barney foi o destaque com seus conceitos malucos que eventualmente dão certo, ainda mais depois de comparar os três dias que o homem deve esperar para ligar para uma mulher depois de sair com ela à ressurreição de Cristo, conforme narrada na Bíblia. Porém, foi constrangedora aquela participação de Kevin Richardson (The Knights of Prosperity), que foi batida, exagerada e mal aproveitada. Mas a grande surpresa da temporada (e de toda a série) veio no episódio seguinte, Right Place Right Time, onde a história de como Ted encontrou a mãe de seus filhos foi explorada de forma sem precedentes, com várias idas e vindas até chegar no momento em que encontramos… Stella? Pois é, mesmo depois de uma brilhante narrativa, não poderíamos esperar que eles iriam entregar tudo de bandeja, né? É claro que Stella não é a mãe (Ted já afirmou isso antes), mas certamente ela é o caminho para se chegar à mulher misteriosa. Tomara que esta revelação venha ainda nesta temporada, pois a série já está no ponto em que deveria terminar, mesmo rendendo bons momentos. É melhor acabar por cima e com chave de ouro.
Cotação Bruno Carvalho
: 4×21: Half Star4×22: Half Star
Episódios exibidos em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×21: The Vegas Renormalization / 2×22: The Classified Materials Turbulence”: Por estar confirmada por mais duas temporadas, a pressão sobre os roteiristas de The Big Bang Theory é menor, mas ainda assim eles continuam apresentando toda semana situações hilárias que aprofundam no universo geek destes quatro amigos (e Penny). Depois que Leslie deu o fora em Howard, os amigos seguiram para Las Vegas em vez de ficarem brincando do joguinho “Adivinhe a Personagem” (já que Sheldon é sempre Spock), e lá acabaram encontrando um “espécime” até então intocado pelos não tão jovem nerds: uma prostituta (interpretada pela ótima Jodo Lyn de Prison Break). Embora esta storyline não ter sido tão bem explorada como deveria, foi em Los Angeles onde o episódio trouxe seus melhores momentos, com Sheldon sendo obrigado a passar a noite na casa de Penny após ser trancado para fora de casa. Eu não gosto tanto assim da infantilização da personagem (que inevitavelmente o torna mais fraco), mas apenas aquela tirada no final valeu a pena. Já no The Classified Materials Turbulence, o humor continuou em alta e com muitas piadinhas escatológicas.  No final isso foi um pouco cansativo, a despeito da história ter girado em torno da privada espacial que Wolowitz construiu. Mesmo assim, foram duas ótimas semanas da comédia.
Cotação Bruno Carvalho: 2×21: - 2×22: Half Star
Episódios exibido em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.

The Office “5×24: Casual Friday / 5×25: Cafe Disco”: Depois de vários episódios centrados no “elenco principal”, The Office acertadamente dedicou praticamente todo o Casual Friday nos coadjuvantes, que são divertidos e bastante talentosos. Aliás, esta foi a prova de que eles deveriam sim focar mais nos “outros” (principalmente no pessoal do galpão). Cada personagem ali é extremamente bem construída, a despeito do tempo em tela: seja a inocência de Kevin, a falta de noção de Angela, os comentários assustadores de Creed ou a irreverência de Andy. Todos fazem um excelente trabalho e a guerrinha entre os vendedores foi demais, com Michael “virando a casaca” a todo momento. Mas foi em Cafe Disco que a comédia largou de vez o arco episódico da mudança estrutural na Dunder Mufflin e apresentou um capítulo extremamente hilário do início ao fim, quando Michael decidiu transformar a sede da antiga Michael Scott Paper Company num lounge com café expresso grátis onde os funcionários puderam, enfim, relaxar (até o pezinho de Angela balançou). Como eu queria ter um chefe assim!
Cotação Bruno Carvalho: 5×24: Half Star5×25: Half Star
Episódios exibidos em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×20: The Natural Order / 3×21: Mamma Mia”: O colega da Sociedade de Blogs Juliano Cavalca disse em seu Twitter que vai ser difícil tirarem o 3º Emmy seguido de 30 Rock e eu concordo plenamente com ele. Apesar de termos boas comédias por aí, por mais uma temporada esta série está se superando com  um texto impecável e ótimas atuações. A guerrinha entre Liz e Tracy sobre as responsabilidades de cada um foi impagável! Melhor ainda foi o arco de Jack com sua mãe que começou no The Natural Order e a descoberta sobre a identidade de seu verdadeiro pai em Mamma Mia, que além da agradável participação do mestre Alan Alda, ainda deixou para o final o melhor e mais inesperado cliffhanger da semana! O genitor de Jack precisa de um rim! Será que o egoísta CEO vai atender o pedido de seu “novo” pai ou ele vai tramar algo para fugir dessa? Quero muito ver como isso vai se desenrolar no Season Finale desta semana que tem o sugestivo título Kidney, Now! (Rim, Agora)!
Cotação Bruno Carvalho: 3×20: Half Star - 3×21:
Episódio exibido em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.

Foram duas ótimas semanas para as comédias, in deed!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , , ,
27/04/2009 - 00:01

Sitcoms em Série!

Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×20: Mosbious Designs”: How I Met Your Mother deixou de lado a infantilidade em seu roteiro, trazendo um episódio simpático que focou nas difíceis mudanças na vida de Ted Mosby, o que não acontecia há um bom tempo. Já a storyline de Barney e Marshall no GNB foi continuamente divertida, com todos aqueles estereótipos de colegas de trabalho aumentados. Falta, ainda, que a série engrene num arco que traga a premissa desse show de volta, pois o futuro da série é indefinido. Eles precisam caminhar numa mesma direção, para não deixar o público na mão caso um novo ano não se confirme.
Cotação Bruno Carvalho
: Half Star
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×19: The Hofstadter Isotope”: Sheldon já atingiu um nível peculiarmente cômico tão grande que apenas um suspiro da personagem, como aconteceu nos primeiros segundos do episódio, já é suficiente para fazer uma platéia inteira rir (e nós também), sem nem sabermos qual é o motivo – embora tenhamos certeza de que é algo fútil e que só incomoda ele. E sim, o fato de estarem comendo comida tailandesa numa quinta que tradicionalmente é dia de pizza, afeta-o severamente, mesmo tendo todos criado a regra de que na terceira quinta-feira de cada mês é o dia em que “tudo” pode acontecer. E também é sem nenhuma surpresa que no dia marcado para que qualquer coisa fora do comum aconteça, eles se rendam às constâncias de sempre, o que fortalece ainda mais este grupo de personalidades únicas que adoramos acompanhar. Adicione a talentosa Kaley Cuoco à esta mistura e está explicado porque o canal CBS encomendou duas temporadas completas desta comédia, de uma vez!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

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30 Rock “3×18: Jackie Jorm-Jomp”: Com a suspensão de Lemon de seu trabalho por causa do assédio sexual ao consultor da NBC, ela acabou descobrindo o novo mundo das dondocas que gastam o dia com futilidades – que a comédia retratou com um plano-sequência brilhante -, mas que no final das contas precisam pagar um alto preço por isso. Em contrapartida, na emissora tivemos mais uma forçada e sem graça situação envolvendo Jenna (que considero a mais desinteressante). O que me surpreendeu, contudo, foi a atuação contida de Tracy Morgan (que também não sou muito fã), mas que esteve no ponto adequado, notadamente nas cenas da “homenagem póstuma” à colega. Mais um bom episódio, apesar de tudo, como de costume.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

The Office “5×22: Heavy Competition”: Cada montagem inicial de The Office é brilhantemente desenhada para se tornar algo isolado e atemporal, e elas deveriam um dia serem compiladas e exibidas em sequência, de tão engraçadas! Essa última mostrando como os funcionários da Michael Scott Paper Company passam o dia aperfeiçoando a arte de jogar salgadinhos uns nos outros, foi demais! E, como eu disse na resenha anterior, eu acredito em Michael, queria ele como chefe, e vai ser lindo se até o fim desta temporada conseguirmos ver ele dando a volta por cima, à la Jerry McGuire! Esta é uma das melhores storylines que a série já teve.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , ,
08/04/2009 - 06:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
Trust Me “1×10: Thanks, I Needed That / 1×11: Norming”: É uma pena que o canal TNT está correndo com a exibição da série para acabar logo com a temporada, que encerrou-se ontem à noite nos EUA. Trust Me certamente não merecia todo este descaso da emissora e do público. O caso da propaganda da cerveja em Thanks, I Needed That trouxe à tona o passado de Tony com a diretora da RGM Denise e o porque dela sempre sabotar o time de Mason. A rivalidade, os conflitos e as emoções deste estressante emprego foram, contudo, evidenciadas no episódio subsequente, Norming, que encerrou-se com o melhor clffhanger da temporada e o anúncio da possível separação da dupla Conner e Mason. De qualquer forma, Trust Me é muito mais que um drama sobre uma agência de publicidade, assim como ocorre com Mad Men. Apesar de terem focos diametralmente opostos, essas produções se destacam pelo texto caprichado, ágil e sempre contemporâneo. Infelizmente o cancelamento é quase inevitável. Não sei porque, mas Trust Me sempre me lembra de Studio 60, outra série excelente que foi duramente injustiçada por conta de baixa audiência. Não há como querer colocar uma série estreante pra competir com American Idol num canal a cabo e esperar que tudo dê certo. Se for mesmo cancelada, os culpados serão os programadores da TNT que conseguiram por uma das melhores novidades do Mid Season no pior timeslot possível.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 31/03/2009 na TNT americana.

United States of Tara “1×11: Snow / 1×12: Miracle”: O que aconteceu de relevante no 11º episódio de Tara, além do fato dela ter sido internada em uma clínica para um tratamento? Nada! Buck apareceu na instituição, causou um burburinho e só! O grande breakthrough de toda a série até agora somente veio quando a perturbada moça resolveu procurar pelo suposto responsável por seu transtorno mental. No final das contas, a resposta não foi encontrada, já que descobrimos que Tara já sofria de múltipla personalidade antes mesmo do tal estupro, e a temporada encerrou-se como a maioria dos episódios: de forma lacônica, inconclusiva e com uma montagem ou musiquinha no final para dar um clima “indie” à la Juno. Toda história foi apresentada, desenvolvida e encerrada de forma incompleta. Há quem adore as lacunas em United States of Tara ou o fato da série ser, no mínimo, agradável. Infelizmente nada disso segurará esta produção por muito tempo, a menos que Steven Spielberg continue bancando a inexperiência de Diablo Cody por mais temporadas além da próxima, que já está garantida.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 29/03/2009 e 05/04/2009 no Showtime americano.

Heroes “3×21: Into Asylum”: Não, não dá pra elogiar muito Heroes, porque sempre tem um capítulo à frente para deletar tudo de bom que foi feito pelo anterior. Desperdiçando muito tempo de tela, o episódio da semana mais uma vez foi praticamente sobre o nada, começando por aquele asilo idiota de Nathan Petrelli e Claire no México. Os dois voaram pra lá, arrumaram uns trocados, discutiram a relação pai-filha e retornaram do mesmo jeito! O mesmo pode ser dito daquelas cenas entre Peter e Angela na igreja, que foram de dar sono de tão repetitivas e desnecessárias. Se não fosse pela inusitada parceria entre Sylar e Denko, Into Asylum mereceria a nota mínima da semana, mas o caso desenvolvido nesta trama paralela não só foi interessante, como se tornou um dos melhores da temporada (o que, repito, não é algo muito difícil de atingir). Muito me espanta ler no início o nome de Bryan Fuller como “Consultant Producer“, já que sua atuação na série claramente está limitada às patacoadas de Tim Kring. A 3ª temporada novamente voltou a desestabilizar-se, como era previsível esperar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 30/03/2009 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×19: Murtaugh”: Eu pensei que How I Met Your Mother subitamente havia recuperado a sua genialidade com a tal lista “Murtaugh“, baseada no personagem de Danny Glover da clássica série Máquina Mortífera, que sempre dizia estar velho demais pra fazer aquelas coisas. Assim, nasceu a aposta entre Ted e Barney, que rapidamente foi substituída pelo excesso de absurdos quando o “desafio” foi elevado, fazendo com que Ted tivesse que viver igual um velho. Tivemos também aquela historinha igualmente sem graça de Lilly e Marshall na escola, que foi o ponto mais baixo da temporada! Cadê a How I Met Your Mother que conhecemos? Quem está escrevendo a série agora, uma criança de 8 anos? The Big Bang Theory “2×19: The Dead Hooker Juxtaposition”: Chuck Lorre e Bill Prady vieram com mais uma sacada genial com a nova vizinha de cima do apartamento dos geeks, evidenciando que Penny é tão emocionalmente dependente daquele grupo como o contrário. A grande piada, contudo, foi a de Wollowitz e sua dificuldade em sair de casa, mesmo sendo praticamente expulso por sua mãe (que nunca aparece!). TBBT dominou a noite de segunda-feira com seu texto sempre afiado, adulto e contemporâneo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother
The Big Bang Theory Half Star
Episódios exibidos em 30/03/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Heroes, The Big Bang Theory, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , ,
05/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×18: Old King Clancy”: Sinceramente, eu acho que o auge de How I Met Your Mother passou e que a série nunca mais vai ser genial como foi em suas primeiras temporadas. A comédia segue num ritmo esquisito com uma indefinição pairando nas vidas de Ted, Barney, Robin e do casal Marshall e Lilly, fazendo com que os capítulos sejam sobre o “nada”, mas um “nada” ruim diferentemente do de Seinfeld, por exemplo. As piadas estão infantis e as tramas desinteressantes, como essa com o projeto de Ted no GNB (e que coincidentemente me lembrou cenas da horrível Better Off Ted). É uma pena, pois eu endossei esta comédia desde o início e hoje ela não é nem metade do que já foi.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na CBS americana.

Grey’s Anatomy “5×19: Elevator Love Letter”: Não foi pelo pedido de casamento de Derek à Grey e nem pelo avanço no caso de Izzie que este episódio de Grey’s Anatomy foi espetacular. A série readquiriu a sua simplicidade e delicadeza ao contar as suas histórias, provando que Shonda Rhimes amadureceu o seu texto após ter cometido os deslizes das temporadas anteriores. As personagens também amadureceram com isso e o noivado que se iniciou naquela tocante e peculiar cena do elevador foi só a confirmação de tudo isso. Alex cresceu, assim como Yang, O’Maley e, especialmente Izzie. A doença da loira já virou o acontecimento mais marcante da temporada, porque tornou-se o cerne de muitas questões importantes. O caso da semana também revelou o crescimento da série nesta reta final, surpreendendo com o seu desfecho: no início certamente condenamos aquelas pessoas que estavam aguardando a morte da tia doente para seguirem com suas vidas, mas depois vimos que nem sempre a realidade é o preto no branco. Esse também é o caso de Hunt, que abriu o episódio enforcando Yang, numa trama que pode ser muito bem-vinda – a das sequelas psicológicas que uma guerra pode deixar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 26/03/2009 na ABC americana.

Damages “2×12: Look What He Dug Up This Time”: Voltando a focar em Daniel Purcell, o que deveria ter sido feito há vários episódios atrás, Damages deixou um pouco a desejar porque até agora não conseguiu (ou não quis) amarrar as incontáveis pontas soltas do roteiro, deixando tudo para o episódio final que precisará ser estendido. Obviamente, o fato tira a força dramática da temporada, fazendo-a esmaecer perante o primeiro ano que sempre trazia uma revelação nova e chocante a cada episódio. Certo é que o fato da mulher de Purcell ter sobrevivido ao ataque de fúria que ele teve (sendo verdadeiramente assassinada pelo capanga) não compromete sua falta de integridade em nada, ainda que sua culpabilidade pelo homicídio em si possa eventualmente ser excluída. Imersa no drama pessoal que Patty vive com seu marido, ela ainda perdeu seu companheiro de trabalho Tom e deu um show de atuação (certamente este episódio vai para a seleção do Emmy). Ainda assim, faltou mais. Look What He Dug Up This Time veio e foi sem um cerne. Não tenho dúvidas da capacidade dos roteiristas deste drama, mas questiono se a intenção de deixar a bomba estourar para o fim é realmente interessante pra esta série. O equilíbrio, como ocorreu na primeira parte desta intrigante história, seria o mais ideal.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 25/03/2009 no FX americano.

30 Rock “3×16: Apollo, Apollo”: Não tem jeito. 30 Rock é a comédia mais nonsense de todas no ar e mesmo exibindo sempre acontecimentos implausíveis, como a “viagem espacial” de Tracy, tudo faz sentido em seu contexto. Genial também foi a forma que todas aquelas personagens do Rockefeller Center, nº 30 enxergam o mundo, resultando numa das idéias mais bem sacadas da temporada. Enquanto Kenneth enxerga a vida como se estivesse na Vila Sésamo, o egocêntrico Tracy vê tudo girando em torno de si e Jack só consegue ver valores em sua frente. 30 Rock sempre me ganha pelos detalhes, como no momento em que Liz Lemon continua andando feito uma boneca de pano, mesmo depois que a cena voltou para o “mundo real”. Formidável! The Office “5×19: Two Weeks”: Depois de entregar o episódio impecável que precedeu este Two Weeks, The Office parece ter exagerado um pouco na dose “Michael Scott”, tornando o capítulo forçado e pouco crível, ainda que saibamos que a série se passa num “universo paralelo”. Apesar de corente com algumas atitudes pregressas de sua persona, o final do capítulo anterior deu a entender que ele iria ter um de seus (raros) insights pra provar a Scott que a idéia do novo superior regional era desnecessária, já que a filial de Scranton foi a única que, inexplicavelmente, trouxe lucro nos tempos de crise. A decisão de Pam também soou pouco natural, pois Michael não é nenhum Jerry Maguire. Sabemos que com esse novo chefe na cidade a casa vai cair, mas tudo poderia ter sido conduzido de forma mais sutil como a série costuma ser.
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office
Episódios exibidos em 26/03/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×07: Echoes”: Mais uma vez Dollhouse surpreendeu e mostrou a versatilidade de seu texto, trazendo um episódio que, apesar de muito estranho, foi intenso e trouxe mais avanços à trama, pois conhecemos um pouco mais do passado de Echo como Caroline. Pela primeira vez também a organização Dollhouse perdeu significativamente o controle de seus ativos por causa da disseminação da droga no campus da universidade. É claro que este capítulo não teve o impacto da semana anterior, mas a série não está fazendo feio. Até agora não vimos nenhum episódio abaixo da média ou que não fosse, no mínimo, interessante e revelador. Esta era uma história que poderia muito bem cair naquele estigma de “caso da semana” (e até começou assim), mas acabou mostrando que existe mais do que simplesmente discorrer sobre as aventuras dos “bonecos” enquanto estão em suas missões. Contudo, por ter sua duração estendida (lá fora é exibida quase sem comerciais), alguns diálogos são longos e sem foco, o que no fim das contas deixa algumas cenas pouco maçantes. Nada que prejudique o resultado final, felizmente.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 27/03/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Damages, Dollhouse, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Notícias, The Office Tags: , , , , , , ,
25/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×14: Day 7: 9:00pm – 10:00pm”:A temporada já estava caminhando muito bem e agora que Jack Bauer está sendo implacavelmente caçado por todos os lados deste jogo, a coisa só tende a melhorar. Os roteiristas criaram uma situação praticamente impossível dele sair, pois o timing do FBI está sempre atrasado e mais nosso herói segue praticamente sozinho no meio dessa luta, sem Bill ou Chloe para ajudá-lo. Discordo de quem disse que a hora deu uma “respirada” na série, pois é agora que a situação ficou verdadeiramente alarmante. Em alguns momentos 24 me lembrou até mesmo os bons momentos em que Lincoln Burrows e Michael Scofield eram caçados em Prison Break, com intermináveis cenas de ação e tensão. Eu pulei quando vi Jack naquele trator revirando o trailer de cabeça pra baixo com seu caçador dentro e mesmo que eu queria este momento postergado (afinal, ele encontrou um inimigo à sua altura), vibrei com a vitória do “lado bom”. Sem esquecer do texto, 24 ainda nos presenteou com ótimos diálogos sobre arrependimento na casa do Senador Myers. Ah, e com relação à ajuda dele e do governo, ninguém achou que isso seria tão fácil assim, não? São 10 da noite! Como o tempo voa!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/03/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×18: The Age of Dissonance”: Eu confesso a vocês que desde o início desta série eu procuro motivos para abandoná-la, por causa de sua temática adolescente e, às vezes, frívola. Mas acontece que os Upper East Siders conquistaram o seu espaço no blog e hoje eu anseio por cada novo episódio. Ainda assim, eu não imaginaria que The Age of Dissonance teria uma narrativa tão rica, bem construída e desenvolvida. Centrada numa peça escolar baseada no livro (e filme) A Época da Inocência, os jovens talentos deram um belo show tanto em cima quanto em baixo do tablado. Da mesma forma que ocorrem na clássica história, os acontecimentos nesta sociedade estão restritos à seleta elite e é curioso notar que com poucos “agentes externos” e utilizando basicamente o “rearranjo de peças”, Gossip Girl atinge momentos que seriam twittados como “WTF” nos blackberries dos adolescentes. Eu já não me preocupo tanto mais com as histórias Serena (e o crush com o professor gay), Dan (e a professorinha) e Nate com Vanessa (inexpressivos, eles se merecem), porque neste drama quem reina são Chuck e Blair. Um casal problemático, inusitado e que provavelmente nunca vai emplacar. Ambos fazem um do outro seu céu e inferno ao mesmo tempo, e é por isso que com eles a tragédia sempre irá imperar. Estavam faltando em nossa tela!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/03/2009 na CW americana.

Damages “2×11: London, of Course”: Pronto. Agora Damages ficou realmente séria e não dá pra piscar o olho enquanto assistimos para não perder nenhum detalhe sequer. O fato de Ellen atirar em Patty vinha sendo sugerido nos últimos capítulos, mas agora parece que é exatamente isso que aconteceu. Ou não? Eu não consigo me conformar com aquela cena de jeito algum e acho que existe ainda um fator desconhecido que pode indicar, inclusive, que tudo aquilo não passou de uma tramóia entre a dona do Hewes & Associados e sua “mais exemplar” funcionária (quem sabe sem as aspas?). Em um mês muita coisa pode acontecer, e quem nos garante que não é Ellen que está “brincando” com a polícia? No fim das contas, sejamos práticos: Patty não pode morrer, simplesmente porque Damages esta série não seria nada sem sua protagonista. O restante do episódio, que mostrou os desenrolares do caso da UNR, a virada de lado da advogada de Walter e tudo mais, foram bastidores comparado ao que está por vir. Só saberemos mesmo daqui a duas semanas…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/03/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×18: Stand By Me”: Incrível o trabalho de maquiagem realizado neste episódio de Grey’s Anatomy, que apresentou o chocante e comovente caso do “homem sem face”, uma das coisas mais angustiantes que vi nesta temporada de séries. Mas deixando de lado o caso, que teve um desfecho feliz nas mãos de Marc Sloane (lembrando muito o filme A Outra Face), Stand By Me continuou dividindo suas principais atenções entre Izzie e Sheppard, curiosamente interpretados por dois atores que publicamente se dizem insatisfeitos com o destino de suas personagens no drama. Coincidência ou não, fato é que a reclamação funcionou e as storylines de ambos estão igualmente impecáveis. Enquanto Derek foi desconstruído e recondicionado a ser o médico que o hospital precisa, Stevens precisou abandonar o posto para tornar-se a paciente, ainda que às custas de eventuais risadas e piadas dos cruéis cirurgiões. Apesar da vontade racional que ela tinha em não obter tratamento para seu câncer – pois as chances de vida são de apenas 5% -  no final prevaleceu a emoção de sua amiga Yang, contando a todos o seu segredo e ajudando a salvá-la. É certo que já estamos em um grande arco episódico, que trará um final de temporada arrebatador como nos velhos tempos. Excelente trabalho, Shonda!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/03/2009 na ABC americana.

How I Met Your Mother “4×17: The Front Porch”: Sim, How I Met Your Mother ficou indulgente com sua estrutura narrativa, utilizado-a muitas vezes porque podem (preguiça de roteirista) e não porque servem à história como deveriam. Se à esta altura do campeonato cutucar o longínquo e aborrecido romance de Ted e Robin é o melhor que podem fazer (se pelo menos fossem um Ross e Rachel da vida), é sinal que HIMYM deve mesmo começar a preparar-se para o fim. As cenas na tal “varanda do futuro” foram aborrecidas e nada inspiradas. Afinal, só queremos saber como ele conheceu a mãe de seus filhos! The Big Bang Theory “2×18: Em contrapartida à colega de emissora, The Big Bang Theory mostrou porque foi renovada por duas temporadas de uma vez, algo que é raríssimo na TV aberta americana. O talento cômico de Chuck Lorre e Bill Prady junto ao excelente e afiado elenco fazem semanalmente um score em nossa tela. O bom é que esta comédia não precisa de grandes acontecimentos para “acontecer”. Uma simples produção de presilhas para cabelo por Penny foi capaz de virar uma enorme celeuma quando os geeks vizinhos tomam parte. Renovação dupla merecidíssima!
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother Half Star
The Big Bang Theory
Episódios exibidos em 16/03/2009 na CBS americana.

Amanhã tem LOST e na sexta volto falando de Trust Me, United States of Tara, Dollhouse, Big Love, 30 Rock, The Office (que teve o melhor cliffhanger da semana!), Party Down, Better off Ted e Kings (se eu conseguir terminar de ver o aborrecido piloto). Obrigado a todos pela companhia diária aqui e no Twitter e  também pelos ótimos comentários abaixo!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Damages, Gossip Girl, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , ,
17/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
Castle “1×01: Flowers For Your Grave”: Que tal juntar um monte de clichês sobre dramas forenses, policiais femininas amarguradas com um passado obscuro, literatura e um protagonista canastrão e cheio de si numa série abarrotada de metalinguagem? Temos aí a receita de Castle, novo draminha água-com-açúcar e com comédia da ABC americana que traz Nathan Fillion (Firefly, Drive) no papel de um escritor de romances policiais dark cujas histórias estão sendo executadas por um serial killer na vida real. Mas ao invés de continuar essa premissa nada original, porém interessante, o episódio piloto já traz a resolução do tal caso e no fim fica a deixa de que o escritor bam-bam-bam que não tem limites ou pudores vai trabalhar com a detetive bonita, sexy, mas (f)rígida, apenas porque ele pediu isso para seu amigo e prefeito de NY. Só de pensar no que deve vir pela frente dá preguiça, não? Eu aposto com vocês que esta será mais uma produção que será cancelada antes do fim e nem Season Pass dela precisarei fazer, quanto mais comentá-la semanalmente neste espaço. Rua!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/03/2009 na ABC americana.

Heroes “3×19: Shades of Gray”: Será que Bryan Fuller (Pushing Daisies) já começou a por a mão na massa em Heroes? É o que parece, pois é a segunda semana consecutiva que o drama dos heróis apresenta um episódio, digamos, satisfatório. É claro que o agente Danko gastou um tempo absurdo para perceber o que era óbvio após ouvir os gritos de Tracy (cof cof, Nathan pode voar, cof cof), mas nem tudo poderia ser perfeito. Já bastou, contudo, a determinação de Claire em ajudar os foragidos, a resolução (finally!) de Sylar com relação ao seu passado, permitindo que o vilão (?) avance na trama e até mesmo a aliviante participação ativa de Angela Petrelli no meio de toda a bagunça criada por seus filhos. Por óbvio, Heroes precisa mostrar muito mais para merecer retomar a atenção do grande público que a abandonou e espero muito que isso se torne uma realidade na confirmada 4ª temporada. Valeu o esforço, por enquanto.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/03/2009 na NBC americana.

Trust Me “1×07: Damage Control”: Agora sim, Trust Me emplacou de vez, trazendo um inusitado, mas bem-vindo flashback do caso relâmpago entre Mason e Sarah há anos, justamente quando seu casamento vive uma sensível crise! Além dele ter ajudado a publicitária com a campanha Dove, bem como escolhendo o trabalho dela para ser o único apresentado ao cliente, McGuire vive em um constante estado de tensão em casa, sem saber lidar com os anseios de sua mulher e só isso já é o prelúdio de coisa boa (leia-se “traição” e “relacionamento no trabalho”). Este foi um episódio redondinho, que focou bem em diversas situações, incluindo na parte técnica da série, notadamente com relação ao processo criativo de uma campanha publicitária, como mencionei que estava faltando no episódio anterior. Adicione isto aos conflitos com Conner e temos a fórmula perfeita para esta reta final da temporada! Trust Me se confirma como uma das surpresas mais agradáveis deste Mid Season. Eu confiei!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/03/2009 na TNT americana.

Damages “2×10: Uh Oh, Out Com The Skeletons”: Eu vou desconsiderar que faltando apenas três capítulos para o fim da temporada, Damages continua com uma sequência de cenas esparsas que não fazem muito sentido, e vou passar a falar logo daquele final de fazer cair o queixo de qualquer um (à primeira vista). Ora, com base em tudo que já vimos daquele momento, temos subsídios suficientes pra dizer que Patty saiu dali baleada por Ellen? Claro que não. Primeiro porque se Ellen fosse atirar em sua chefe, depois de muita prática de tiro à distância, ela o faria pra matar. Segundo porque em nenhum momento (pelo menos até agora) vimos Patty realmente ferida. O tiro é dado, a cena é cortada e depois ela apareceu saindo de lá com sangue na mão e extremamente abalada, sangue esse que poderia muito bem ter sido projetado de outro corpo (valeu 8 anos de CSI!). No resumo da ópera, eu acho que a vítima foi outra e só nos resta saber quem. Em termos de edição, eu daria uma nota baixa para o episódio, mas realmente a cena final salvou tudo. Damages parece estar aprendendo com Battlestar Galactica (ou com novelas brasileiras), deixando tudo para ser resolvido no último capítulo. Pena. Na primeira temporada eles foram capazes de muito mais.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/03/2009 no FX americano.

How I Met Your Mother “4×16: Sorry, Bro”: Esta é exatamente o tipo de comédia que precisa se preocupar muito pra não ficar indulgente com sua peculiar forma de contar histórias, indo e voltando no tempo em narrativas que nem sempre são reais. Em Sorry, Bro foi possível antever grande parte das piadas, justo porque a série adora trilhar certos caminhos, como a da história de Ted com sua ex (a linda Laura Prepon de That ’70s Show), que ficará para um arco episódico. Só me interessará se ela for a “mãe”, o que não acredito ser o caso. Já passou da hora de enrolarem tanto para mostrar como Ted conheceu sua mulher. Deveriam marcar data pra acabar, que nem LOST fez. The Big Bang Theory “2×17: The Terminator Decoupling”: A bem da verdade é que esse episódio de The Big Bang Theory parece ter sido escrito às pressas com a notícia de que Summer Glau (Firefly, The Sarah Connor Chronicles) iria fazer uma participação na série geek (ambas da Warner). Ora, com o universo de piadas sobre o fato dela interpretar uma andróide na mitologia do Exterminador do Futuro, o que vimos foi apenas uma tentativa de criar humor diante de situações constrangedoras e das bem ralinhas. Robótica (perdoe o trocadilho) também foi a atuação da menina, pois só conheço o trabalho dela como a exterminadora Cameron e juro que ela interpretou o mesmo papel. Ou ela é bastante limitada ou o diretor e os roteiristas foram extremamente falhos, não aproveitando o potencial da situação que tinham em mãos. Episódio bobo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother
The Big Bang Theory
Episódios exibidos em 09/03/2009 na CBS americana.

Passa aqui todo dia e nunca comenta? Tire um tempo, dê um alô e troque uma ideias sobre suas opiniões dos episódios da semana! Sabemos que existe uma falha pra quem tenta usar o Internet Explorer, mas a dica é só usar o Firefox ou então mandar pra mim no Twitter, que eu lanço aqui! O importante é não deixar passar em branco!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Castle, Damages, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, Trust Me Tags: , , , , , , ,
12/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×07: Fight or Flight”: Big Love é hoje uma das produções mais corajosas, por cutucar com força igreja Mórmon norte-americana, e não apenas a vertente fundamentalista. Continuando no bom ritmo que a série está seguindo, Fight or Flight trouxe à tona a revelação de um documento histórico dos Santos dos Últimos Dias que seria a prova definitiva de que a ordenação nunca quis ter banido o casamento plural na realidade, o que seria um escândalo internacional. Me espanta, contudo, a mesquinharia de Albie Grant, que simplesmente vendeu o papel por verdadeiros trocados (deve ter uma explicação, claro). Mas o fato mais bombástico deste episódio (até mais que o evento final) ocorreu na família Henricksson, com o já esperado, mas não menos intrigante, envolvimento de Nikki com seu chefe. Ela não apenas está indo contra seu marido Bill, pois ela acha que este não a deseja mais, como também contra seu próprio pai, já que o sujeito que ela publicamente beijou foi o promotor de todo o caso contra o Profeta. O casamento interrompido por Roman e sua nova aliança trouxe aquele final chocante, mas não tanto quanto o que deve acontecer diariamente nos domínios daquela perversa “comunidade”.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/03/2009 na HBO americana.

Heroes “3×18: Exposed”: Finalmente Heroes apresentou um episódio que não beirou o desastroso, porém não podemos dizer que a série se recuperou de sua má fase. Exposed trouxe alguns avanços na história, coisa que raramente acontecia neste 4º volume. A melhor delas diz respeito ao Building 26, a agência secreta do governo que persegue os especiais, notadamente com relação ao seu comandante Danko interpretado pelo ótimo Zeljko Ivanek, que já se especializou em interpretar tipos temporariamente marcantes em diversas séries. Paralelamente a tudo isso, Sylar seguiu em sua missão de encontrar o pai, parando em um diner onde obteve uma importante revelação de seu passado, tornando-o ainda mais complexo e interessante. Ah, e invasão que Matt e Peter conduziram em D.C. também foi legal, embora fazendo com que os “mocinhos” perdessem mais um de seus patetas. O cliffhanger com Matt e os explosivos, embora ineficiente, mostrou que a história não vai mais ficar estagnada. Só me pergunto o quanto as pinturas que ele faz tornam-se reais porque ele as pintou e não porque “estava escrito”. Acredito que os próximos episódios terão a “mãozinha” de Bryan Fuller, o que será positivo para Heroes. Já que a serie está garantida por mais uma temporada, pelo menos que ela seja conduzida (ainda que através de colaboração) por um showrunner mais competente que Tim Kring.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/03/2009 na NBC americana.

Damages “2×09: You Got Your Prom Date Pregnant”: Potencialmente, esta  temporada de Damages tinha tudo para superar a primeira com a promessa de uma verdadeira guerra entre Ellen e Patty. Mas o que estamos vendo semana a semana, embora ser uma produção sempre interessante, é algo aquém ao que já vimos. É preciso admitir que Damages ficou um pouco indulgente, com um excesso de subtramas que estão demorando demais para se conectarem, trazendo um suspense vazio e, muitas vezes, falho. Depois do excelente cliffhanger da semana passada, que mostrou Patty na mira da arma de Ellen, este episódio foi moroso e com um desfecho insatisfatório, pois sabemos que o policial corrupto já estava atrás de Parsons desde outros carnavais. Poucas cenas, aliás, puderam ser salvas, como a de Tom observando a tramóia com o GPS do veículo e, num flashfoward, ele totalmente transtornado pela aparente demissão sem justa causa da Hewes & Associates. O mistério isoladamente é insustentável em uma produção que já nos mostrou ser capaz de muito mais.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 04/03/2009 no FX americano.

Battlestar Galactica “4×18: Islanded In a Stream of Stars”: Seria esse mesmo um bom episódio de Battlestar Galactica se não estivéssemos a apenas dois capítulos do final de toda a série? Eu elogiei há algumas semanas que o drama foi se tornando cada vez mais simbólico com o passar dos tempos, deixando de ser uma mera fantasia de guerra espacial. Porém, ultimamente eles andaram abusando na dose de enigmas, profecias e mitologias. Islanded In a Stream of Stars gastou muito tempo com “o nada”, apenas despertando ainda mais dúvidas sobre o que realmente aconteceu com Kara e relutou demais (junto com Adama) para tomar a decisão final de abandonar a velha nave de combate. Visões, projeções de Cylons e tudo aquilo que aconteceu com Sam, Boomer e Hera seriam muito bem-vindos há alguns episódios ou temporadas atrás, mas não faltando horas para todo o fim! Restou claro que o melhor vai ter que ser condensado nos dois últimos e derradeiros episódios de Battlestar Galactica, o que, por si só, já é uma pena.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 06/03/2009 no Sci-Fi americano.

How I Met Your Mother “4×15: The Stinsons”: Uau! The Stinsons conseguiu ser um dos episódios mais “nonsense” de How I Met Your Mother, ever! Logo de cara ficou a surpresa de que Barney tinha uma família secreta, mulher e filhos e, mais tarde, o impacto foi ainda maior quando descobrimos que eles eram atores contratados para encenar que o mulherengo estava bem encaminhado para sua própria mãe (a sempre ótima Frances Conroy, de Six Feet Under). A turma esteve bem afiada esta semana. The Big Bang Theory “2×16: The Cushion Saturation”: Chuck Lorre e Bill Prady trouxeram apenas um capítulo satisfatório que mais uma vez explorou as neuroses de Sheldon para criar divertidos momentos. Curiosamente, o destaque do episódio desta vez ficou com Wolowitz e seu “pega” com Leslie Winkle, rendendo as melhores tiradas, especialmente as vindas de Penny. Apesar de sempre agradável, acho que está na hora de The Big Bang Theory engajar em algum arco episódico, para evitar a repetição.

Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother
The Big Bang Theory Half Star
Episódios exibidos em 02/03/2009 na CBS americana.

Amanhã Sábado tem mais! Amanhã tem uma surpresa para os que lotam minha caixa de e-mails com pedidos.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Battlestar Galactica, Big Love, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , , ,
16/02/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I e a Estreia de ‘Dollhouse’!

Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×04: On Trial”: Enfim chegou o tão esperado dia do julgamento de Roman Grant e a expectativa de toda a Salt Lake City que o “profeta” seja condenado pelos crimes de cárcere privado, estupro e tráfico de menores e poligamia, é claro. Mas é exatamente por isso que os mórmons fundamentalistas se organizam em comunidades fechadas: para controlar o seu rebanho. Até mesmo Nikki, que tem uma conturbadíssima relação com o pai, estava trabalhando no escritório responsável pelo caso contra Roman, bem debaixo do nariz de seu esposo, e ela foi uma peça fundamental em toda a tramóia que foi armada para libertar o líder comunitário. Bill tem que aprender com o pessoal da Juniper Creek sobre como agir na surdina, porque aquela atitude de tentar destronar Grant através do confuso Albie foi tão infantil quanto inútil. Em mais um excelente episódio, o ator Harry Dean Stanton roubou a cena, cada vez mais à vontade no controverso papel  do “polígamo mor” que interpreta (a cena dele cantando na prisão foi de arrepiar!). Ah, e fora de toda esta confusão, vimos a “família” Henricksson propondo casamento à Ana. Isso significa, segundo o dogma polígamo, que ao atingir quatro esposas, Bill terá que chegar a sete para atingir uma graça divina ainda maior. Sim, sete.
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 08/02/2009 na HBO americana.

Heroes “3×15: Trust and Blood”: Eu juro que só continuo assistindo e cobrindo Heroes porque comecei e porque já estamos na 3ª temporada. É uma questão de honra ver o que Tim Kring vai aprontar a cada semana e quando ele vai finalmente desistir de tentar entregar algo que não consegue. Mesmo reiniciando a trama de forma promissora no volume “Fugitives”, conforme apontei semana passada, este segundo capítulo já mostrou que o roteiro está em frangalhos (Brian Fuller ainda não se juntou à série nesta altura). Ah, e vou abrir um parênteses aqui pra ressaltar algo que não faz o menor sentido, ainda considerando que esta é uma série “em quadrinhos”: quando Daphne corre e “leva” alguém, a pessoa do nada consegue andar na mesma velocidade que ela, o que é um absurdo total, já que apenas Peter e Sylar têm esta habilidade de assimilar poderes dos outros. Ainda bem que ela se foi, mas ao mesmo tempo que a série tenta se “enxugar” do excesso de personagens, um novo é apresentado (o garoto de Aliens in America), sem o menor propósito dramático. Heroes continua incoerente. Matt Parkam desenha o futuro, mas não consegue impedí-lo. Os poderes de Peter foram removidos, mas do nada ele passou a absorver uma habilidade de cada vez, algo que é evidente ter sido uma atitude de desespero de Kring, para impedir que sey “herói” seja invencível. Trust and Blood foi um episódio fraco, que encheu linguiça e que não conseguiu justificar as atitudes de Nathan Petrelli de maneira convincente. Está muito cansativo, mas como eu disse no início, continuar agora é uma questão de honra.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/02/2009 na NBC americana.

The Big Bang Theory “2×15: The Maternal Capacitance”: É notável a boa forma de The Big Bang Theory nesta segunda temporada, ainda mais depois deste incrível The Maternal Capacitance, onde ficamos conhecendo a mãe de Leonard que é uma espécie de Sheldon 5.0! Dizem que as manias das pessoas só pioram com o tempo e a química perfeita estabelecida entre Sheldon e Beverly mostrou que ele trilhará os mesmos caminhos, tornando-se um sujeito robotizado e extremamente incapaz de manter um relacionamento normal. O que não decepcionou esta semana foi o restante do elenco, que conseguiu ficar à altura do “protagonista” com as subtramas de Leonard e Penny (ambos com problemas com seus genitores) e a bizarra relação que a mãe de Sheldon identificou em Raj e Wollowitz, que está presente em toda essa turma. Não é à toa que este episódio marcou mais um recorde de audiência da série. Geeks rocks!
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 09/02/2009 na CBS americana.

Fringe “1×14: Ability”: Eu não disse na resenha anterior que valia a pena voltar as atenções para Fringe? No último episódio antes de um longo hiatus, retomaram o caso do Sr. Jones, o sujeito que se teletransportou de uma prisão na Alemanha para Boston com o único objetivo de recrutar Olivia para um exército de especiais, obrigando-a a realizar testes, sob pena da morte de milhares. Mas naquela cena em que ela desarma a bomba apenas olhando para um quadro de luzes, será que não foi Peter quem realmente o fez? Penso nesta hipótese, pois ele divide DNA com a conturbada, mas brilhante mente de Walter, que descobrimos implicitamente ser o autor de um manuscrito que é a bíblia da ciência marginal e é o que motiva os responsáveis pelo Padrão a movimentarem-se em prol de uma inevitável guerra com o mundo. Não é à toa que o velho sempre teve a chave para desvendar os mistérios apresentados. Fringe retorna somente no dia 7 de Abril, mas a série finalmente nos deixou ansiosos para os novos capítulos que prometem responder muitas perguntas e espero que uma delas seja sobre o Observador, que sempre aparece em algum frame de cada capítulo. Uma guerra entre a ciência e natureza será imperdível!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 10/02/2009 na FOX americana.

Dollhouse “1×01: Ghost”: Episódios pilotos de séries são geralmente esquemáticos, permitindo que o espectador compreenda um pouco sobre o universo que está sendo apresentado na nova produção. Mas isso não é 100% aplicável a Dollhouse. Joss Whedon estava certo em pedir que os fãs diminuíssem a expectativa pela série, pois ele criou uma verdadeira bagunça, influenciada por diversas produções que vão de Alias à Matrix, passando por A Ilha, 1984 e, por coincidência (acredito), a fracassada My Own Worst Enemy. Não que este novo drama não seja interessante, pelo contrário, mas muita coisa foi apresentada de forma rápida, impedindo uma correta assimilação do que estávamos assistindo. À princípio, o projeto Dollhouse se mostra como uma secreta organização que recruta garotas perdidas, como a estonteante Echo (Eliza Dushku) para se tornarem prostitutas de luxo programadas para satisfazerem ao máximo os seus clientes. Vivendo em uma prisão de luxo, elas são submetidas a uma lavagem cerebral após cada missão, mas recebem, em contrapartida, proteção e toda estrutura material para continuarem neste ramo. Porém, o piloto avança e esta primeira impressão é subitamente modificada, quando vemos Echo sendo escalada para uma missão que envolve intermediar uma transação de resgate no sequestro de uma garotinha. Isso só é possível porque um programador implantou em seu cérebro tais expertises, minutos antes dela entrar em ação. Do lado de fora da “casa”, um policial chamado Paul (Tamon Penikhet) luta para descobrir a verdade sobre este projeto (tornando-se o maior clichê até agora). Como eu disse, Whedon apronta uma bagunça que pode vir a ser difícil de limpar, criando uma série ainda sem identidade própria, como os fragmentos de personalidades que são implantados nas próprias “bonecas”. Só resta saber se esta mistura dará certo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/02/2009 na FOX americana.

Battlestar Galactica “4×15: No Exit”: Se você está atordoado com o excesso de informações que este episódio trouxe, eu não o culpo. Com cinco partes faltantes para o final de toda a saga de Galactica, a série literalmente nos contou, através das recém chegadas memórias de Sam, tudo aquilo que já cogitamos perguntar sobre a história. Em resumo, a verdade é que a 13ª tribo de Kobol era constituída de Cylons humanóides que os próprios humanos criaram e estes foram colonizar a Terra milhares de anos atrás. Contudo, quando esta tribo criou robôs serventes, estes rebelaram-se e os Últimos Cinco desenvolveram a tecnologia de ressurreição e voltaram para as 12 colônias com o intuito de alertá-los sobre os perigos de fazerem o mesmo. Como os drives FTL não haviam sido desenvolvidos, a viagem demorou mlhares de anos, os Últimos Cinco chegaram no meio da Guerra e precisaram barganhar com os Cylons híbridos utilizando a tecnologia de ressurreição e criação de humanóides  em troca de paz e acabaram sendo alienados em Caprica com falsas memórias. Ufa! Ainda precisamos de tempo para processar tudo isso, justo agora que vimos o péssimo estado de conservação de Galactica, que está pronta para ser invadida pela tecnologia do inimigo para sobreviver à sucumbência de seu metal ao tempo. Quem diria que apenas algumas lembranças de um Cylon ferido mudariam a perspectiva de toda a série, mas me pergunto se tudo isso não poderia ter sido nos apresentado de forma mais orgânica. Tomara que os próximos episódios dosem melhor a quantidade de informações, do contrário meu cérebro irá literalmente fritar, mesmo eu não sendo um Cylon. A reta final de Battlestar Galactica está imperdível e se você está atrasado, corra logo porque está perdendo uma incrível aventura!
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 13/02/2009 no Sci-Fi americano.

Amanhã a nossa cobertura continua com United States of Tara, The Office, 30 Rock, Damages, Trust Me e Grey’s Anatomy! Falarei das horas pendentes de 24 na quarta! Fique liGado e deixe seu comentários sobre os capítulos da semana? O que acharam da estreia de Dollhouse?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Battlestar Galactica, Big Love, Dollhouse, Fringe, Heroes, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , ,
09/02/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×03: Prom Queen”: Por ser filha de Roman Grant, nunca imaginaria que Nikki passou por tantas dificuldades em sua juventude, antes de casar-se com Bill. Aliás, que ser asqueroso este velho que permitiu que sua filha entrasse para uma espécie de “book” de esposas, prontas para serem escolhidas pelos seus “donos”. E que timing em que a mãe de Margene foi morrer, não? Apesar da forma curiosa como ela processou o fato, isso foi relegado à segundo plano, já que a pilha de problemas de Bill não para de crescer: a irmã de Barb está no comitê anti jogatina do município, sua futura 4ª esposa está saindo por aí com o ex e, sem saber, sua mãe provavelmente o deixou orfão de seu pai, numa das sequencias mais bizarras de toda a série. Ah, e eu já ia me esquecendo que a filha mais velha (e solteira) está grávida – algo que deve ser um pecado mais que mortal pra essa gente. Mas o que mais me impressiona é a submissão destas mulheres aos dogmas desta facção “religiosa” e a mais decadente de todas é a jovem e controversa Rhonda, que acabou voltando para os braços do poderoso Profeta. “And the plot thickens…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×03: Work”: Bom, então parece que esta série vai seguir um ritmo devagar, quase parando, pois foi isso que vimos no terceiro episódio de United States of Tara. Até o momento, Diablo Cody apenas conseguiu nos vender o drama de uma família desunida que aparentemente gosta de ser bizarra, colocando todas as suas fichas na protagonista com múltiplas personalidades, como se isso bastasse. As demais personagens não cativam, impedindo uma boa identificação do público: desde a filha emo que vive provocando o irmão gay até o pai de família que adora ser a vítima da conturbada relação que ele mantém. Fora isso, o único atrativo deste episódio foi a pequenina “reviravolta” no final, quando a vida sexual do casal voltaria à ativa caso Buck não tivesse aparecido. Ok, eles têm problemas quando Tara vira um de seus “alters”, sabemos disso. O texto, até o momento, me parece preguiçoso, já que eles têm um material e uma premissa tão boa. Diablo Cody tem um currículo pequeno e muita expectativa ao seu redor, graças à explosão de Juno e a parceria com Spielberg. Tomara que ela saiba lidar bem com isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 no Showtime americano.

The Office “5×13: Stress Relief”: Eles conseguiram se superar de novo! Também pudera, com um episódio pós-Super Bowl, era certo que coisa boa viria. Dwight resolveu criar uma simulação de segurança contra incêndio na filial (passando dos limites, é claro) e criou uma contenda generalizada, um infarto em Stanley e uma das cenas mais hilárias de todos os tempos da série. Apesar disso, ele não aceitou a culpa na reunião com a matriz e chegou ao cúmulo de dizer que o responsável pelo ataque do colega “foi o próprio coração dele”. Dright Schrute é impagável. Ainda assim, o episódio estendido trouxe uma pancada de momentos embaraçosos, já que Michael resolveu organizar uma espécie de reunião para aliviar o estresse que ele descobriu que causa em seus funcionários. The Office, além de apresentar um dos melhores textos na TV, possui um elenco unido e em perfeita sincronia, desde o seu protagonista até os coadjuvantes lá da contabilidade. Eu só não gostei da participação inútil de Cloris Leachman, Jessica Alba e Jack Black, que funcionou apenas como uma “piada interna” com as aborrecidas cenas daquele filme. Seria melhor se eles tivessem participado ativamente do episódio.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 na NBC americana.

coment936

Heroes “3×14: A Clear and Present Danger”: Embora ainda sem fazer nenhum sentido, essa “revolta” de Nathan Petrelli contra a sua própria “raça” foi a melhor coisa que aconteceu nesta temporada de Heroes, com o início do Volume IV. Não que isso seja um grande feito, porque a série estava sem luz e em um constante declínio. Mas trazendo de fato um perigo real e imediato, este pode ser considerado o primeiro episódio realmente bom do 3º ano. Ainda assim, algumas coisas não convencem, como essa súbita vontade de Peter Petrelli em ter seus poderes pra “salvar” vidas. Ora, como paramédico, tenho certeza que ele já salvou mais vidas do que em sua carreira como herói, porque ele raramente agia diretamente para salvar pessoas. Ao invés disso, todos os ditos “heróis” passavam o tempo todo resolvendo os problemas que eles ou seus antecessores criaram, causando ainda mais alarte e destruição. Seria muito bom ver as habilidades de cada um sendo usadas para o bem imediato, como Parkman resolvendo crimes com sua leitura mental ou a Daphne impedindo assaltos, por exemplo. De fato, o que salvou o episódio foi aquele final bem Con-Air, que vai mesmo dar início à fuga dos “especiais”. Vamos só ver até onde eles vão chegar com isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na NBC americana.

Chuck “2×12: Chuck Versus the Third Dimension”: Chuck deixa a nossa cobertura semanal e vai para o Season Pass, depois de um episódio fraquíssimo e que destoou completamente do bom ritmo adotado pelo início desta temporada. Em segunda ou em terceira dimensão, a superficialidade da trama cansou e não dá pra ficar semana por semana discutindo as “coisinhas engraçadinhas” que aconteccem na Buy More ou as missões sem perigo que os agentes se metem. Ao invés disso, a série se rendeu ao merchan barato, com esse ridículo lance do 3D e uma embaraçosa participação de Dominic Monagham (LOST). Eu gosto das personagens, mas não do que a série virou, por isso falaremos mais de Chuck em uma versão global de nossos comentários quando a temporada se encerrar. Apenas cinco minutos de LOST, 24 ou até mesmo de 30 Rock rendem mais assunto que uma hora inteira de como essa que vimos. Sorry, guys.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×14: The Possimpible”: Muito bom o vídeo currículo de Barney, mas achei boba essa traminha de Robin ser deportada, quando sabemos que isso é algo que não vai acontecer. Melhor se explorassem mais o amor de Barney por ela. Quanto a Ted e os outros, foi divertidinho aquele lance do “let go“, criando mais uma crônica atemporal sobre nossas atividades “curriculares”. The Big Bang Theory “2×14: The Financial Permeability”: Interessante conhecer um novo lado de Sheldon que é completamente “non-freak”: o seu desgarramento com dinheiro. Isso, por outro lado, denotou o quão Penny e ele são extremos opostos em tudo, já que ela simplesmente é neurótica com grana. A história paralela com Leonard cobrando a dívida do ex de Penny só serviu pra mostrar que o foco desta série deve sempre ficar em Sheldon.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother:
The Big Bang Theory
:
Episódios exibidos em 02/02/2009 na CBS americana.

American Idol Hollywood Week: Chegamos em uma das melhores fases do programa, a Hollywood Week, que foi completamente destroçada pela edição deste ano em prol da expectativa de draminhas baratos. Ao invés de vermos mais apresentações boas e ruins no pomposo Kodak Theory, o programa resolveu mostrar mais os resultados e as ceninhas de bastidores do que realmente aconteceu no palco. Isso ficou ainda mais evidente no segundo episódio da semana com as apresentações em grupo que quase não foram mostradas. No lugar, passamos quase metade do capítulo testemunhando uma interminável briguinha de “drama queens“. Eu até entendo que eles querem “segurar” um pouco mais o que será mostrado, pois este ano ao invés do Top 24, teremos Top 36! Pois é, e eu achava que a superxposição de Idol não poderia mais aumentar… Enfim, a melhor semana de toda a atração, conhecida como “Hell Week” ficou só na promessa. American Idol quer ser, nesta primeira parte, mais uma novela do que um reality show sobre música. Que pena.
Episódios exibidos nos dias 03/02/2009 e 04/02/2009 na FOX americana.

Amanhã teremos mais comentários, incluindo Damages, Lie to Me, Fringe, Grey’s Anatomy, Trust Me, mais um The Office, 30 Rock e Battlestar Galactica!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Big Love, Chuck, Dexter, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , ,
27/01/2009 - 02:14

A Semana em Série: 18/01 a 24/01

Alerta de Spoiler - Brasil
Estou finalmente em dia com a exibição dos episódios da semana e espero que curtam os comentários das antigas e das novas produções:

Big Love “3×01: Block Party”: Depois de uma morna 2ª temporada, parece que Big Love decidiu voltar com tudo! Bill Henrickson é um ser tão peculiar e complexo, que às vezes faz Dexter Morgan (Dexter) ou David Fisher (Six Feet Under) parecerem sujeitos normais. Eu nunca canso de apontar a facilidade com que ele adora colecionar problemas, mas Bill parece se superar a cada temporada que passa. É muito conveniente pra ele acreditar nos dogmas de sua religião, acolhendo o que quer (ter várias mulheres) e simplesmente virando as costas para o que não o interessa (entrar em certos ramos de trabalho).  No meio disso tudo, Barb, Margene e Nikki sofrem, especialmente esta última, que teve sua identidade exposta em todo o bairro por causa da prisão de seu pai Roman Grant e agora vive sendo ridicularizada pela vizinhança e espionando no escritório que cuida do caso do velho. Já Barb, coitada, aceitou “namorar” uma 4ª esposa, pois ela acredita que ao questionar os peculiares ensinamentos dos dissidentes da igreja Mórmon de Utah, sua doença voltou. Para estas pessoas (e isso não é ficção), o tamanho da família plural dita a quantidade de “felicidade” no reino eterno. Coitado também de Alby Grant, então. O novo “profeta” foi pego com as calças abaixadas solicitando sexo em um banheiro masculino nos arredores da UEB. Eu só quero saber quanto tempo mais os segredos desta gente, que envolve cárcere privado, pedofilia  e agressão doméstica, continuarão indenes. Esta promete ser uma ótima temporada!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/01/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×01: Pilot”: Quando comecei a ver o piloto de United States of Tara, minha primeira reação foi a de não entender por que tanta gente estava falando bem desta criação de Diablo Cody (Juno), que tem produção executiva de Steven Spielberg. Ora, a história de uma mãe de família que sofre do distúrbio de múltipla personalidade é até interessante, mas nos minutos iniciais desta comédia o tom extremo e caricato que chegou a tomar conta da tela realmente me incomodou. Mas é logo após conhecermos Tara e uma de suas personalidades, a jovem “T”, somos gradativamente inseridos no universo peculiar de uma família que não apenas aceita conviver com uma pessoa neste estado, como de fato até se acostumou em serem diferentes (pessoas acostumam-se com tudo). Basta ver no final quando o marido e a filha constataram o quão estranho o fato de Buck, o mais divertido dos alter-egos, ser canhoto. Foi como se isso fosse a parte mais bizarra de toda essa história. O destaque, claro, vai para a atuação de Toni Collete, que está surpreendente e irreconhecível em seus vários papéis. E olha que ainda nem conhecemos Alice, a dona-de-casa dos anos 50, que deve aparecer no próximo capítulo. United States of Tara pode não ser genial ou brilhante por enquanto, mas é deveras divertida e interessante. Mais um ponto para o canal Showtime!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/01/2009 no Showtime americano.

Gossip Girl “2×16: You’ve Got Yale!”: Às vezes eu quase perco a fé em Gossip Girl. Eu sinceramente não aguento mais esse draminha de séries teen sobre quem entrou em qual faculdade, quais casais vão se separar e por aí vai. Desde Dawson’s Creek, OC etc., essa conversinha nunca acaba. Com Gossip Girl eu achei que seria diferente, já que havia a indicação de que todos iriam pra Yale e de lá a série continuaria numa boa. Não, os roteiristas têm que criar dúvidas e esse vai e volta de admissões, reitores e cia. que só eles entendem. Eu disse “quase” perco a fé, porque o episódio no final traz várias reviravoltas, como Chuck sendo adotado por Lilly, Blair declarando uma guerra fria à nova professorinha ninfeta e Jack Bass perdendo a linha e partindo para o estupro após perder o controle acionário das Indústrias Bass (aliás, indústria de quê, hein?). Os bons elementos da trama estão aí, eles só precisam reorganizá-los e fugirem dos clichês, o que geralmente constumam fazer. Continuarei dando chace aos Upper East Siders, por enquanto.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CW americana.

How I Met Your Mother “4×13: Three Days of Snow”: Ah, que delicioso episódio de Mother! Three Days of Snow funcionou justamente como a crônica que mencionei na resenha anterior, brincando de forma genial com sua narrativa, como em seus tempos de glória na 2ª temporada. Todas as histórias foram singelas, com piadas orgânicas à trama, especialmente o caso das tradições de Marshall e Lilly, culminando naquele apoteótico momento no aeroporto. Foi um episódio redondinho, cheio de excelentes momentos e atuações. Não precisou de mais nada, nem de guarda-chuva, nem de cabra e nem da tal mãe.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×13: The Friendship Algorithim”: Com Sheldon de volta ao centro das atenções, fico cada vez mais surpreso como que todas as relações sociais para ele são um mero experimento científico do qual ele está sempre conduzindo. Ao sentir a necessidade de arrumar um amigo apenas com o objetivo de ter acesso aos recursos de um departamento na faculdade, o geek elevou a sua incapacidade de ser e apresentar-se de forma normal, inclusive ao travar uma inocente conversa com uma menininha na biblioteca, conversa esta que poderia facilmente acabar em um tribunal caso Leonard não tivesse intervido. Em suma, Sheldon é sim uma criança muito inteligente que desenvolveu apenas a parte de seu cérebro reservada ao conhecimento empírico, mas é assim que ele faz desta uma das melhores sitcoms da TV. The Big Bang Theory precisa urgentemente ser mais reconhecida de tão boa que é. Ou pelo menos Jim Parsons.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.

Fringe “1×11: Bound”: Uau! Que retorno foi esse, não? Olivia surpreendeu logo nos minutos iniciais, escapando de seu cárcere em uma cena eletrizante e mais uma caso bizarríssimo foi alvo das investigações de Walter e Peter (a criação de organismos unicelulares gigantes dentro do corpo de pessoas). Mas o melhor deste episódio foi, é claro, o confronto de Dunham om Mitchell e Samantha Loeb, que não apenas fazem parte da conspiração, como também estavam infiltrados bem debaixo do nariz do FBI. Pra complicar, o departamento Fringe Science está sendo investigado pela corregedoria (um pouco de clichê aí, mas tudo bem) e todo o capítulo seguiu no já característico clima de mistério, intrigas e insinuações. Pena que Fringe é sempre aquela série promissora que não acontece, pois até agora não podemos falar com orgulho de determinado episódio, como um The Constant de LOST, por exemplo. É só isso que está faltando pra essa série estourar e vez.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/01/2009 na FOX americana.

Damages “2×03: I Knew Your Pig”: Eu tenho a leve impressão que Damages jogou cartas demais na mesa neste início de temporada, mas não sei até que ponto isso é proposital. Estamos com um excesso de tramas paralelas que (i) confundem o espectador e; (ii) ainda não estão ligadas. Isso, à longo prazo, pode até ser solucionado com brilhantismo, mas os roteiristas precisam jogar algo mais contundente pra nós além do fato de Danny Purcell ser pai do filho de Patty e pequenas coisinhas aqui e ali. Sim, os dois têm uma história e isso já foi muito bem estabelecido desde o início, mas e daí? Damages perde sim alguns pontos por não encaixar bem suas histórias secundárias e nos deixar totalmente no vácuo das artimanhas que só Patty Hewes sabe que está fazendo. Eu fico vidrado em cada frame de Damages, mas este início de temporada está pra lá de confuso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 21/01/2009 no FX americano.

Lie to Me “1×01: Pilot”: Eu simplesmente adorei os primeiros minutos de Lie to Me, em que o Dr. Cal Lightman, adequadamente interpretado pelo talentoso Tim Roth, dá uma palestra sobre as nuances do comportamento humano que são capazes de entregar, em quase 100% dos casos, se uma pessoa está mentindo,  com raiva, com medo etc. Ele especializou-se em prestar consultoria neste ramo, contratando uma equipe de “polígrafos humanos” para desvendar qualquer tipo de caso que demande sua expertise. Erroneamente comparada com The Mentalist, certo é que Lightman e Patrick Jane conseguem ver o que não está óbvio, mas estes utilizam métodos diversos. Não é porque eles desvendam crimes de forma peculiar que se enquadram na mesma categoria. Se assim fosse, Gil Grissom (CSI) e Brenda Leigh Johnson (The Closer) também entrariam nesse falho exemplo, pois muitas vezes utilizam técnicas que outros colegas de séries semelhantes também adotam, incluindo o mentalismo, a investigação forense e o estudo de expressões faciais. Mas o problema de Lie to Me reside em sua mecanicidade, pois tudo parece tão fácil quanto a apresentação do keynote do especialista no início. A série certamente desperta a nossa curiosidade (será que poderemos identificar mentirosos ao nosso redor?), mas me pergunto até onde eles conseguirão manter esta intrigante premissa sem se desgastarem. Este é um desafio que irei acompanhar a partir de agora e vamos ver até onde vão.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 21/01/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×13: Stairway to Heaven”: Meus comentários sobre este episódios serão breves, pois ele traz a conclusão do caso que vínhamos acompanhando nas últimas resenhas. Que bom que Shonda Rhimes não rendeu-se ao sentimentalismo barato, evitando que os órgãos do serial killer fossem para o menininho e que, ao final, Grey foi lá testemunhar a execução do criminoso. Foi tudo muito bom, a cena final com Sheppard e Christina foi legal e tudo mais, mas é sério que eles precisavam daquela história do pênis quebrado de Mark Sloane? Sério mesmo? Poxa, Grey’s Anatomy estava indo tão bem sem essas bobagens e isso só serviu pra que o campeão de buscas no Google na semana fosse a expressão “broken penis”, com homens de todo o mundo morrendo de medo de que isso aconteça com eles. Pois é, eu pesquisei. 1) o pênis não é um osso. 2) A fratura peniana acontece no corpo cavernoso e é raro de acontecer. 3) Podemos seguir adiante, por favor, Shonda? Quem sabe com um final para o romance fantasma de Izzie e Denny que certamente já durou bastante tempo. Quero saber logo qual doença que ela tem pra eu pesquisar no Google se realmente é possível ela beijar e tocar um ente querido falecido na porta de um hospital.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na ABC americana.

The Office “5×12: Prince Family Paper”: Todo episódio de The Office que começa com uma das “pegadinhas” de Jim com Dwight já eleva o nível logo de cara (e essa foi uma das mais elaboradas de todas), mas ao contrário do capítulo anterior, o que veio em seguida não decepcionou. Na verdade, até surpreendeu. Enquanto Michael e Dwight saíram numa missão de espionagem empresarial, a ociosa filial de Scranton passou todo o episódio num inusitado jogo chamado: “Hillary Swank É Gostosa ou Não?”. Eu queria saber qual é o processo criativo dos roteiristas para atingirem algo tão brilhante e específico. Contadores e vendedores de papel travaram uma interminável discussão que envolveu até mesmo a utilização dos recursos do escritório para chegarem num veredicto. Já na Prince Family Paper, tivemos mais uma demonstração de que, apesar de estúpido, Michael tem um coração puro e(e que Dwight é o bronco de sempre). Provavelmente este foi melhor episódio da temporada! E afinal, a Menina de Ouro é gostosa ou não? Quero a opinião de vocês!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×09: Retreat to Move Foward”: 30 Rock segue num ritmo de altos e baixos nesta temporada, conseguindo arrancar enormes gargalhadas esparsas em episódios como esse, mas deixando um vazio entre elas. Eu já mencionei aqui que a trama anda muito desconexa e ao invés da piada funcionar dentro de um contexto, muitas vezes as “punchlines” entram sem tom, como se Tina Fey estivesse escrevendo um quadro para o Saturday Night Live. Muitas vezes, inclusive, eles passam tempo demais desenvolvendo uma esquete, que no final não tem uma conclusão satisfatória, como aconteceu com o caso da diabetes de Tracy. Gastaram preciosos minutos com uma embaraçosa atuação de Jack McBryer e os já cansativos exageros de Jane Krakowski, pra entregarem um final à lá Chaves. Desculpe Tina, mas dessa vez não deu de novo pra entrar no hype.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.

Battlestar Galactica “4×12: A Disquiet Follows My Soul”: É justo que uma população inteira esteja constantemente à mercê de um governo militar e totalitarista? Este retorno de Battlestar Galactica, além de quebrar importantes paradigmas, inevitavelmente nos faz pensar: e se Adama e sua cúpula estiverem errados? Onde está a Justiça nisso tudo? Se um estado de exceção perdura por um período de tempo excessivamente longo, tornando a convivência diária insuportável, uma reorganização de poderes e responsabilidade é sim bem vinda e necess[aria. Por isso, eu não culpo as atitudes de Felix Gaeta e dos vários rebeldes que estão prestes a iniciar uma revolução na frota, numa aliança com Tom Zarek. Se não foi dada a palavra a estas pessoas (ou elas não foram levadas à sério), infelizmente não há outro jeito de conseguir atenção, senão com violência e rebeldia. A história nos mostra isso de forma incontestável. Nosso mundo foi feito assim e parece que o deles também será. Isso infelizmente acontece numa época em que o bebê híbrido some para dar lugar ao fruto cilônico que pode perpetuar a raça máquinas sem a nave da Ressurreição. O jogo está virando, crenças foram abandonadas e nos corredores de Galactica é possível trombar com Laura Roslin correndo contra o tempo que ficou alienada a uma vã profecia. É hora de reconstruírem a história e faltam só 8 episódios! Que série maravilhosa!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/01/2009 no Sci-Fi americano.

Se você procura os comentários da incrível estreia de LOST, fazemos a cobertura toda madrugada de quarta pra quinta, imediatamente após a exibição do episódio nos EUA. Clique aqui para conferir os comentários de 5×01: Because You Left e 5×02: The Lie! Não deixe também de mandar a sua opinião, comentários e teorias sobre a 5ª temporada da série, que é a penúltima!

Certamente notaram a ausência dos comentários sobre a 5ª hora de 24 aqui. Mas eu explico: a cada temporada, eu escolho algumas séries para seguir fora da Semana em Série, de forma que ela receba mais destaque. Assim, separarei um dia só pra falar das aventuras de Jack Bauer, assim como já faço com LOST! Ainda esta semana eu solto as minhas impressões sobre “7×05: 12:00pm-13:00pm“. E vocês, o que acharam dos episódios da semana passada e das estreias de United States of Tara e Lie to Me? Aguardo a opinião de todos os leitores, inclusive os que passam aqui diariamente e não comentam, ok?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Big Love, Damages, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Lie to Me, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , , , , , ,
23/12/2008 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
Prison Break “4×15: Going Under”: Neste episódio tivemos a prova definitiva de que Prison Break está em sobretempo. Ora, eles resolveram apelar pra ceninhas mentais à la Fringe? Isso foi sério? Tudo bem que o recurso é interessante em muitas produções, mas pra uma série que sempre foi do estilo “aquilo que vemos é o que é”, aquela visita de Charles Westmoreland à Scofield na cela imaginária de Fox River foi absolutamente ridícula. O motivo, então, foi absurdo, já que durante uma operação de alta complexidade Michael simplesmente “resolveu” o mistério de Scylla, que  no final das contas não é o livro negro da Companhia, mas sim “algo bom”. Eu gosto muito de Prison Break, mas já estou perdendo a paciência com esse excesso de viagem do roteiro. Os únicos pontos positivos deste episódio, ao meu ver, foram Burrows trabalhando com os recursos da Companhia e Mahone fugindo do cárcere de seus ex-colegas do FBI. Espero muito que no próximo e último episódio do ano,a série volte a por os pés no chão.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/12/2008 na FOX americana.

Chuck “2×11: Chuck Versus Santa Clauss”: Chuck encerrou o ano com um episódio tenso e carregado, bem diferente do que estávamos acostumados. O capítulo já começou de forma estranha, dando a entender que daríamos um tempo nas missões semanais com aquela história da perseguição. Contudo, descobrimos depois com os nossos heróis que tudo era parte de um elaborado plano para encontrar o paradeiro de Bryce Larkin, que culminou na revelação do segredo de Estado sobre o que realmente é o Intersect. Mas mesmo enveredando para um lado mais dramático, a série ainda assim foi eficiente e o gancho com Sarah eliminando o agente Fulcrum para proteger Chuck, enquanto este pensa que ela se tornou uma assassina fria, foi incrível. Chuck entrega esta half season no auge de sua forma e estabelece-se como um das melhores surpresas desta temporada.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/12/2008 na NBC americana.

Going Under - Devil\'s Lube

Two and a Half Men “6×11: The Devil’s Lube”: Foi pequena, mas decisiva a participação de Emilio Estevez, irmão de Charlie Sheen, neste ótimo episódio de Two and a Half Men. Não importa que no final Charlie voltou a ser o “bastard” de sempre, já que com a morte de um grande amigo ele passou a questionar o seu promíscuo estilo de vida, considerando até mesmo casar-se com sua perseguidora Rose, que após muitos episódios retorna à comédia de forma fenomenal! As piadas de humor negro de Berta, a amargura de Alan e os comentários impertinentes de Jake contribuíram para que este fosse o ponto alto da temporada. Two and a Half Men e as comédias da CBS voltam somente a partir de 12 de Janeiro agora e vão fazer falta!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/12/2008 na CBS americana.

Dirty Sexy Money “2×09: The Organ Donor”: A segunda (e última) temporada de Dirty Sexy Money começou de forma espetacular, com a exposição dos Darlings após a prisão de Letitia, no que indicava ser um conturbado ano para os queridinhos da América. Mas ao longo dos episódios a série perdeu o seu foco e o roteiro tornou-se conveniente e covarde demais, notadamente quando algum membro da bilionária família está em apuros. Nove episódios depois, todos permaneceram indenes aos abalos e deram até um jeito na pobre Carmelita. Enquanto a multipolaridade de vilões antes era o principal atrativo deste drama, a incoerente ascensão maquiavélica de Simon Elder vem se tornando cada vez mais decepcionante de acompanhar. Ainda que surgiram neste The Organ Donor as suspeitas de que Dutch George possa de fato estar vivo, não me surpreenderia se no final descobríssemos que ele realmente morreu e que o responsável foi Elder. Espero estar errado.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 17/12/2008 na ABC americana.

Friday Night Lights “3×11: A Hard Rain’s Gonna Fall”: Apesar dos Panthers estarem indo rumo ao Estadual mais uma vez, fora dos gramados o clima está pesadíssimo, a começar pelo projeto de reorganização distrital da cidade de Dillon, que é bom para o orçamento do município, mas é péssimo para o futebol (que por anos sustentou a moral da cidade). Com a divisão East Dillon e West Dillon, metade do time vai embora, o que está deixando apoiadores como Buddy Garrity loucos da vida. Afinal, depois de perder a filha, o esporte é a única coisa que lhe resta. Mas a tempestade também é forte na casa dos McCoy, já que o controlador Joe espancou seu único filho por um mal desempenho no decisivo jogo, mesmo tendo conquistado a vitória com o time. A cena foi forte (e tecnicamente impecável), evidenciando a doença do sujeito, já que sua obstinação pelo sucesso do filho ultrapassa todos os limites do razoável. Por fim tivemos o triste caso de Lorraine Saracem, cuja debilidade mental só agrava, fazendo com que Matt considere interná-la. Como eu sempre disse, Friday Night Lights não é uma série sobre futebol americano, pois este é apenas o pano de fundo para uma história infinitamente mais complexa e apaixonante. Eles voltam em Janeiro para os últimos dois episódios da temporada, que segue de forma impecável.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 17/12/2008 no canal The 101 da DirecTV americana.

O ano está acabando e na próxima semana temos poucas séries para comentar em nossa cobertura. Mas muita coisa boa ainda está por vir. Fiquem liGados!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Chuck, Dirty Sexy Money, Friday Night Lights, Prison Break, Two and a Half Men Tags: , , , , , ,
22/12/2008 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
Dexter “3×12: Do You Take Dexter Morgan?”: Eu não entendo onde esteve toda essa “controvérsia” no season finale de Dexter, conforme muita gente anda discutindo em blogs e fóruns por aí. Esperavam ver a morte do personagem principal ou sua exposição como psicopata, era isso? Pois se for, esta é uma esperança muito ingênua, já que sabemos que a série terá, no mínimo, mais duas temporadas e a ocorrência de qualquer destes fatores é decisiva para o fim da trama. Vimos aqui um episódio fenomenal, que encerrou de forma categórica a história desta temporada, que foi a da aceitação de uma vida normal por parte de Dexter, com mulher e um filho à caminho. O dito “final feliz Manoel Carlos” com casamento e tudo funcionou de forma orgânica à trama. Não houve muito combate físico entre Dexter e o Skinner, mas sim um confronto emocional entre dois serial killers, sendo que o vencedor foi quem soube agir com a frieza e controle que sempre demonstrou, desestruturando o seu adversário antes do bote final. Além disso, apenas o ato de clemência (e manipulação) que Dexter teve com o “animal ferido” Ramon mereceu por si só o destaque absoluto do episódio. Outros queridos nossos, LaGuerta, Batista, Deb, todos eles encerraram importantes ciclos e a série fecha o ano de forma espetacular. Aquela mancha de sangue no vestido branco de Rita foi o sinal de que tem muito mais por vir. Dexter deve retornar agora somente a partir de meados de 2009, sem previsão de estreia no FX.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/12/2008 no Showtime americano.

How I Met Your Mother “4×11: Little Minesota”: Foi um episódio divertidinho, engraçadinho, legalzinho, mas… bobinho! How I Met Your Mother está “inho” demais e fechou essa metade de temporada bem abaixo da média do que eles costumam entregar. As histórias estão muito esparsas, envolvendo “núcleos” de um elenco que funciona melhor junto. Não entendi essa de Marshall e Robin no bar Minesota de um lado e Ted, Lilly e Barney de outro naquela chatíssima história com a tal irmã. É uma pena ver uma série que começou bem e desenvolveu-se por três temporadas com tanto potencial desperdiçar essa quantidade de episódios com assuntos bobos e textos pouco inspirados.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/12/2008 na CBS americana.

Dexter

Heroes “3×13: Dual”: Se Tim Kring fosse um aluno numa escola onde eu desse aula, ele estaria neste exato momento sentado na sala esperando uma bronca, porque é isso que ele merece após este inconsistente e desanimador Volume 3 “Villains“. Ora, se a série até hoje não conseguiu estabelecer-se bem contando uma história de heróis que não salvam ninguém, seria bom demais para ser verdade se em 13 episódios o roteirista conseguisse contar a saga daqueles que viraram vilões. O que passou em nossa tela foi uma verdadeira bagunça com Sylar perseguindo aquele pessoal na Primatech enquanto Nathan assumia o posto de comando deixado pelo seu pai enquanto Peter e outros vilões que, de uma hora pra outra viraram heróis, destruíam a Pinehearst. Com isso, a única forma que arrumaram para dar uma “zerada” nesta história toda foi a de simplesmente terminar o volume de novo com a “morte” de Sylar (mesmo sabendo que ele não morreu) e iniciar a 4ª parte de forma blazé indicando uma “perseguição” aos especiais. Então Nathan não conseguiu criar um exército de “super-heróis” e, como retaliação, vai perseguir os que hoje existem? Que lógica George Bush é essa? O maior vilão de Heroes chama-se Tim Kring, que agora vai precisar fazer aulas de recuperação com seu coleguinha “mais inteligente” Bryan Fuller. Por enquanto a nota é baixa.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/12/2008 na NBC americana.

The Big Bang Theory “2×11: The Bath Item Gift Hypothesis”: The Big Bang Theory registrou novamente a maior audiência da história da série e não foi por acaso: The Bath Item Gift Hypothesis foi um episódio interiramente hilário, que prova porque esta está sendo considerada uma das melhores sitcoms da temporada. Todas as “teorias” sociais de Sheldon são interessantíssimas, mas com esta do Natal ele se superou. O geek odeia receber presentes, pois isso cria uma “obrigação” moral de presentear o colega com um item da mesma qualidade e preço, só que ele nunca poderia prever que Penny o traria o maior de todos os presentes: um guardanapo usado e autografado por Leonard Nimoy, o eterno Spock de Star Trek! Só isso já rendeu a melhor piada da temporada, agora que ele tem nas mãos o poder de criar pequenos Leonard Nimoys a partir do DNA do ator! O texto de The Big Bang Theory é tão brilhante quanto o intelecto de seus protagonistas!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/12/2008 na CBS americana.

Amanhã tem Two and a Half Men, Friday Night Lights, Dirty Sexy Money, Chuck e Prison Break! Este ano não teremos mais episódios inéditos de The Office, 30 Rock, Gossip Girl, Fringe e Grey’s Anatomy, que retornam a partir de Janeiro.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Dexter, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , ,
17/12/2008 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
Dexter “3×11: I Had a Dream”: O penúltimo episódio desta agitada temporada de Dexter já começou com a surpresa sobre o sequestro do nosso herói, que na verdade estava sendo levado para sua despedida de solteiro. Mesmo assim, sua “estadia” no porta-malas trouxe uma das reflexões mais interessantes já vistas na série, com Dexter aceitando o seu destino (até então ser esfolado pelo Skinner) de forma natural, como se morrer pelas mãos de um serial killer como ele fosse o certo, em sua concepção de justiça. Na festa, um velado discurso de Miguel publicamente provocou o seu rival, embora ninguém mais soubesse do que ele realmente estava falando e é exatamente com relação à Prado que temos mais um ponto de discórdia entre os fãs da série. Ele deveria mesmo ter morrido? Foi clichê Dexter matá-lo? Ora, sim e não. Nos últimos episódios o póprio protagonista vem questionando esse inevitável destino do amigo, mas diante das novas circunstâncias, com o promotor pronto para matar novamente uma pessoa inocente isso era inafastável. Porém, enquanto muitos imaginavam que o final da temporada seria esse que vimos, agora é que temos muito chão pela frente e nem sei como farão para colocar tudo no próximo e último episódio. O que Dexter fez para tirar LaGuerta de casa? Por que ele não levou sua “presa” para ser executada em outro local? Estas perguntas serão até simples de responder perto da dúvida que pairará por toda Miami, que acordará sem seu enérgico e passional promotor. Mais uma vez, Dexter se torna imprevisível após uma invejável sequencia de episódios. Que venha o season finale!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 07/12/2008 no Showtime americano.

Chuck “2×10: Chuck Versus the DeLorean”: Chuck está cada vez mais legal e essa da série sempre colocar casos envolvendo o passado dos personagens é uma jogada muito sábia. Eu notei que o roteiro é bem orgânico, já que há vários episódios atrás descobrimos que Sarah era filha de um golpista para, semanas depois, sermos apresentados ao velho trambiqueiro. Espero em breve ver o pai de Chuck e qual a ligação dele com algum alvo do Intersect. Neste ótimo Chuck Versus the Delorean, os espiões ajudaram o pai de Sarah num elaborado golpe cuja vítima era um perigoso bandido procurado do governo. Mas no final das contas, quem salvou o dia foi o DeLorean de Morgan que somente andava a pouco mais de 40km/h. As referências pop continuaram e, além da clássica homenagem à De Volta Para o Futuro (eles poderiam ter brincado mais com o carro, não), apareceu também no final uma réplica do General Lee, o veículo dos Dukes of Hazzard! Chuck vem dando um show nesta temporada, com episódios sempre deliciosos de assistir e ainda bem que não estamos nem na metade!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/12/2008 na NBC americana.

Two and a Half Men “6×10: He Smelled the Ham, He Got Excited”: Felizmente o retorno da atriz Holland Taylor foi a coisa mais positiva desta temporada, pois a dinâmica de Charlie e Alan com sua mãe Evellyn é sempre uma caixinha de surpresas. O roteiro fica mais ácido quando ela está em cena, já que ela retrata muito bem a figura da “megera”, despertando os sentimentos mais controversos que um filho pode ter com relação à sua própria mãe. Jake também esteve inspiradíssimo com a história do carro e com a descoberta de sua vocação culinária, depois de praticamente fazer uma faculdade assistindo o Food Channel e suas várias mídias. Tomara que explorem mais isso!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/12/2008 na CBS americana.

Prison Break “4×14: Just Business”: Além de ter 22 episódios nesta temporada, Prison Break pode ganhar duas horas adicionais do canal FOX, num possível telefilme. Essa notícia é boa e ruim ao mesmo tempo, já que embora esta “prorrogação” signifique que o canal quer que a série vá embora com um final digno (e é isso que se imagina que aconteça), o fato denota que a temporada não foi planejada para dar um desfecho conclusivo à trama. Eu sinceramente não sei o que pensar dos fatos que vimos neste Just Business. Mesmo com ação de tirar o fôlego, ver Michael e Burrows capturados pela Companhia me deu uma preguiça enorme, pois mais uma vez estamos de volta a um marco zero na trama, agora que Self e Gretchen estão com Scylla completo e pronto para uma nova venda. Prison Break continua boa em diversos quesitos, não discordo, mas está cada vez mais desgastante de ver, porque toda hora temos a sensação de que tudo vai ser resolvido para, segundos mais tarde, nos frustrarmos novamente. Entendo que isso é o que aconteceu com Mahone, Sucre, Sarah e com os irmãos, mas não precisava acontecer tanto com a gente.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/12/2008 na FOX americana.

How I Met Your Mother “4×10: The Fight”: Vocês estão curtindo esta temporada de Mother? Eu não. A comédia já deu mais do que o suficiente de indícios que está desgastada, com piadas longas e que não funcionam, como esse lance da briga do barman em mais um mediano episódio. Os roteiristas parecem menos sagazes do que o de costume e sequer se ouve o Ted do futuro falando a palavra “mãe”, ainda que para aguçar a nossa curiosidade. De uma inspirada e sempre contagiante comédia, How I Met Your Mother está virando simplesmene uma… comédia. Nem Barney está mais salvando o dia.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/12/2008 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×10: The Vartabedian Conundrum”: Eu não paro de me surpreender com o talento de Jim Parsons e seu magnífico Sheldon, que desta vez trouxe à tona a existtência de um contrato de convivência no apartamento, com cláusulas absurdas do tipo: “se Leonard ganhar super poderes, eu poderei ser seu fiel ajudante”. Passei mal de rir! Ah, e recentemente o ator declarou não saber nada sobre esse universo dos quadrinhos que sua personagem tanto cultua e em nenhum momento eu cogitaria tal possibilidade, tamanha a credibilidade que ele nos passa quando está caracterizado. Leonard também esteve excelente neste episódio, com os desafios de manter o seu relacionamento com a Dra. Stephanie e o turnpoint dela sendo totalmente carente e emocionalmente dependente mostrou que o roteiro é capaz de fugir dos clichês sobre nerds, ainda que estes também sejam sempre ótimos.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/12/2008 na CBS americana.

Amanhã continuamos com Gossip Girl, Friday Night Lights, Dirty Sexy Money, 30 Rock, The Office e Heroes! Na semana passada não tivemos inéditos de Grey’s Anatomy e Fringe! Quais séries vocês acompanharam na semana passada? Deixe abaixo os seus comentários!

* Notas do Editor.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Chuck, Dexter, How I Met Your Mother, Prison Break, The Big Bang Theory, Two and a Half Men Tags: , , , , , , ,
08/12/2008 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
Dexter “3×10: Go Your Own Way”: Esta reta final de Dexter não poderia estar mais emocionante com a guerra travada contra Miguel Prado. Dexter não conseguiu levar a delicada situação adiante e iniciou um perigoso jogo de gato e rato com o importante promotor público de Miami. Mas foi no meio dos ataques e contra-ataques que envolveram invasão de domicílio, ameaça, extorsão que a mulher de Prado inadvertidamente soltou a informação do desaparecimento de seu marido na noite do crime contra Ellen, que certamente não passou despercebida pela sagaz tenente LaGuerta. Eu só espero que a verdade fique logo clara como os faróis de xenon da SUV preta de Miguel, já que de predador Dexter passou a ser a vítima. O episódio teve como destaque absoluto as atuações de Michael C. Hall e Jimmy Smits dando um show incrível naquela cena no telhado. Eu queria muito que essa “parceria” durasse mais, mas parece que Prado cansou de aliar-se aos serial killers do bem. Contrariando todas as apostas de que estaria previsível, Dexter conseguiu surpreender com um texto original que, mais uma vez, me deixou boquiaberto.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 30/11/2008 no Showtime americano.

Chuck “2×09: Chuck Versus the Sensei”: Poxa, foi legal ver o Dixon de Alias novamente em ação, desta vez como o sensei de Casey que “traiu o movimento”. De uns tempos pra cá também as missões em Chuck estão mais claras e objetivas, curiosamente trazendo o clima imediatista da já citada série de Sydney Bristow. Mas neste episódio, contudo, eu gostei mais dos acontecimentos na loja Buy More. O sub-gerente Emmet (Tony Hale, da excelente Arrested Development) instituiu o concurso de funcionário do mês e sem querer Morgan ortientou seus colegas a irem na contra-mão da premiação, tudo por conta de um mal entendido com Chuck. Este foi um episódio aparentemente isolado e já comentei aqui que Chuck brilha muito mais quando entra em arcos. De qualquer forma, a temporada continua com um saldo mais que positivo e se prepara para encerrar o ano em alto estilo com o aguardado Chuck Versus the Delorean, que vai ao ar hoje nos EUA!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/12/2008 na NBC americana.

Prison Break “4×13: Deal or No Deal”: Eu continuo achando que eles não deveriam ter conseguido obter Scylla tão cedo na temporada, porque agora Scofield e Self vão ficar nesse batido jogo de vantagem e desvantagem, que tem a tendência de se tornar cansativo. Felizmente a série tem outros trunfos como Gretchen e T-Bag, que podem apimentar as coisas enquanto uma resolução para o conflito de mentes não vem. O episódio também fechou a porta do auxílio e estrutura que poderia ser providenciada pelo governo por conta das artemanhas de Self em encobrir a operação. Os irmãos agora precisarão reunir o grupo para recuperarem o restante do artefato e derrubarem por conta própria a implacável Companhia. A reviravolta final, embora pudesse ser facilmente antecipada, reafirmou a posição de superioridade de Michael e deu o gás que a série precisava para seguir adiante por mais alguns capítulos. Vamos ver no que dá!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/12/2008 na FOX americana.

Fringe, Prison Break, Heroes

Heroes “3×11: The Eclipse, Part II”: Levemente superior à primeira parte do arco Eclipse, esta continuação serviu apenas para retornar as principais tramas ao status quo ante, sem trazer qualquer tipo de avanço significativo. Mohinder voltou a ser a mosca, Parkman e Daphne não progrediram em nada e Arthur e Angela Petrelli mal deram as caras. Sim, Elle sucumbiu à sede de poderes de Sylar, mas que ele é (ou voltou a ser) um vilão não é nenhuma novidade (e nem que a presença de Kristen Bell seria duradoura). A série segue com um draminha existencialista muito superficial e poucos momentos prestam, como aquele confronto de Peter e Nathan contra o general Baron na floresta e, mais tarde, Hiro salvando o dia transportando Elle e Sylar para longe. Fato é que a história continua desconexa demais e todo aquele prólogo que vimos em Villains há algumas semanas até agora não se integrou ao roteiro. Eu não me importaria nada se Heroes fosse cancelada esta temporada, e vocês?
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/12/2008 na NBC americana.

Fringe “1×10: Safe”: Apesar de absurda e faticamente impossível, a ciência de Fringe seguia, até o início deste episódio, com uma certa fundamentação que dava um leve tom de plausibilidade aos absurdos que testemunhamos com Olivia e Peter. Até mesmo a máquina que permite que pessoas atravessem corpos sólidos teve uma simples e convincente explicação de Walter Bishop com relação ao comportamento da matéria que é largamente composta de espaços vazios (e o ator John Noble passa muita credibilidade ao explicar a “lógica” de Walter). Mas tudo mudou a partir deste Safe, com a introdução do experimento mais controverso do padrão: o teletransporte. Por conta disso, Fringe deixa o ano de 2008 com uma grande incógnita sobre como eles irão fundamentar o acontecimento, o que certamente irá demandar a queima de muito fosfato por parte dos roteitistas, que já perderam a atenção dos mais céticos. Sim, pois há quem espere ver em Fringe uma ligação sempre direta com a realidade, como se a ficção científica não possa existir por si. Estes primeiros 10 episódios mostraram que esta é uma série com identidade e muito conteúdo. Não tivemos nada de conclusivo até agora, mas já sabemos que esse é o modus operandi de J.J. Abrams, que prefere jogar as peças na mesa para depois montá-las. Em 2009 eles precisam começar a revelar as arestas desta bizarra, mas intrigante imagem.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/12/2008 na FOX americana.

Amanhã continuamos com Gossip Girl, Friday Night Lights, Dirty Sexy Money, 30 Rock, The Office e Grey’s Anatomy! Na semana passada não tivemos inéditos de The Big Bang Theory, How I Met Your Mother, Gary Unmaried e Two and a Half Men. Os comentários dos últimos Boston Legal serão feitos em uma matéria especial sobre o final da série, em breve. Aproveite e deixe também as suas impressões abaixo!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Chuck, Dexter, Fringe, Heroes, Prison Break Tags: , , , , , , , , ,
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