iG

Publicidade

Publicidade

12/09/2009 - 01:01

Dollhouse: Crença Verdadeira

Compartilhe: Twitter

Eu estou realmente surpreso com o bom desenvolvimento de Dollhouse, a cada semana trazendo um caso curioso e diferente, porém sem desamarrar os nós que vão sendo atados à personalidade robótica de Echo. Talvez eu esteja achando isso porque Joss Whedon pediu para não criarmos expectativas com seu drama, mas até agora nada foi decepcionante ou sem coerência com o que foi proposto no piloto. Digo até mais: desde a primeira exibição o drama tem conseguido superar as espectativas lançadas pelo episódio anterior, o que está sendo bastante satisfatório. Em True Believer, vimos a Casa de Bonecos ajudando uma agência federal anti-armas como uma “contratada independente”, levando Echo diretamente para dentro de uma comunidade religiosa fechadíssima, que me lembrou inclusive a “compound” de Big Love (em determinados momentos eu até ficava esperando o Roman Grant aparecer). O capítulo foi repleto de ação, tensão e contou com ótimas atuações de todo o elenco que, apesar de desconhecidos em sua maior parte, nunca passam despercebidos. O bom é que quando este episódio foi exibido nos EUA, o criador veio a público dizendo que nem chegamos na melhor parte ainda. Que bom!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×05: True Believer” exibido em 10/09/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
04/09/2009 - 06:01

Dollhouse: A Pior Hora

Compartilhe: Twitter

Fato: Dollhouse não é nem a melhor, nem a pior série que eu ou vocês já vimos, mas até agora posso dizer que é uma das melhores novas estreias desta morna e parada temporada de séries. Joss Whedon, o criador da culturada Buffy, não prometeu nada que não cumpriu até agora e está contando uma interessante história que vai rapidamente se desenvolvendo e tomando interessantes caminhos. Neste 4º episódio, aconteceu o impensável para os administradores da organização Dollhouse, já que a personalidade ativa de Echo foi literalmente desligada no meio de um perigoso assalto à um cofre. Não podemos reclamar também de Eliza Dushku, que está fazendo um ótimo trabalho, tendo que interpretar tantos papéis de forma convincente. Embora este capítulo tenha sido mais do estilo “caso da semana”, em que a trama global fica relegada à segundo plano, ele foi repleto de tensão e reafirmou as características peculiares deste drama, notadamente com relação à sua ágil edição e ao constante clima imediatista das situações que são mostradas. Falta, contudo, que o agente do FBI Paul consiga avançar em sua investigação, fazendo com que a série receba um tom de urgência ainda mais impactante, como acontece com 24, por exemplo. De qualquer forma, este foi um bom episódio, inegavelmente.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×04: Gray Hour” exibido em 03/09/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
28/08/2009 - 00:01

Dollhouse: Medo do Holofote

Compartilhe: Twitter

A primeira parte deste novo capítulo de Dollhouse foi bem previsível e óbvia, com aquela história já batida da diva que se sentia “presa” e emocionalmente esgotada como se vivesse de fato na Dollhouse. Digo isso, pois em vez de apenas sugerir isso, o roteiro resolveu escancarar esta situação, tornando-a artificial e desinteressante, o que certamente achei que fosse comprometer as reviravoltas da segunda metade. Ainda bem que o episódio conseguiu dar a volta por cima. Designada como uma backing vocal que protegeria a cantora de R&B de sérias ameaças de morte, Echo acabou descobrindo que a suposta vítima era tão ou mais problemática que seu perseguidor, já que literalmente coordenou com este o seu próprio ataque. Não menos impressionante foi a capacidade de Echo de improvisar e abandonar sua missão de forma a atingir o objetivo esperado: proteger a vida da cliente. Ainda por fora de tudo, o agente Paul seguiu numa desastrosa busca por respostas, graças à dica dada por sua fonte que descobrimos ser mais um ativo que trabalha para a poderosa organização. Mesmo com alguns contratempos, com apenas três episódios no ar, Dollhouse mostrou uma evolução eme seu roteiro, especialmente ao abordar aquela somatização que mencionei anteriormente das experiências vividas à personalidade de Echo, que também cresce e aos poucos vai se libertando do programa que a mantém silente.

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio “1×03: Stage Fright” exibido em 27/08/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
21/08/2009 - 00:01

Dollhouse: O Alvo

Compartilhe: Twitter

Tirando as partes que lembraram muito a desastrosa Bionic Woman (as na floresta, especialmente), eu confesso que gostei muito deste segundo episódio de Dollhouse, graças ao inesperado “twist” na contratação de Echo pelo arqueiro, que no final das contas queria caçá-la como um animal. A edição criou um clima tenso e em determinados momentos cheguei mesmo a temer pela vida da garota e de seu agente designado. Isso é muito positivo, ainda que saibamos que ela não vai morrer por ser a estrela da atração. É claro que, como toda produção atual, a série tinha que acrescentar um mistério, que foi a matança que um dos ativos chamado “Alpha” promoveu no local. A investigação do agente Paul sobre a tal “Casa de Bonecas” ainda está muito marginal e não nos apresenta como uma ameaça concreta à poderosa organização. Mas o melhor do episódio (que é estendido como os de Fringe) foi mesmo o seu final, revelando que Echo não é apenas um produto com um cérebro vazio, como foi insinuado, já que alguns resquícios de suas aventuras estão sendo somatizados à sua latente personalidade. Com o tempo, isso vai ser muito interessante e tomara que saibam explorar este curioso aspecto.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×02: The Target” exibido em 20/08/2009 no canal FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
14/08/2009 - 00:01

Bem-Vindos à Dollhouse!

Compartilhe: Twitter

Episódios pilotos de séries são geralmente esquemáticos, de forma a possibilitar que o espectador compreenda um pouco sobre o universo que está sendo apresentado na nova produção. Mas isso, curiosamente, não é totalmente aplicável a Dollhouse, novo drama que estreou ontem no FX. Joss Whedon, cultuado showrunner criador de Buffy, Angel e Firefly, estava certo em pedir que os fãs diminuíssem a expectativa pela série, pois no início deste drama ele aprontou verdadeira bagunça (propositalmente), influenciada por diversas produções que vão de Alias à Matrix, passando por A Ilha1984 e, por coincidência (acredito), a fracassada My Own Worst Enemy. Não que este novo drama não seja interessante, pelo contrário, mas muita coisa foi apresentada de forma rápida, impedindo uma correta assimilação do que estávamos assistindo e este é um ponto negativo para o “espectador de ocasião”. À princípio, o projeto Dollhouse se apresenta como uma secreta organização que recruta garotas perdidas, como a estonteante Echo (Eliza Dushku) para se tornarem prostitutas de luxo voluntárias, mas programadas para satisfazerem ao máximo os seus clientes.

Vivendo voluntariamente (mas sem consciência) em uma prisão de luxo, elas são submetidas a uma lavagem cerebral após cada missão, e recebem, em contrapartida, proteção e toda estrutura material para continuarem neste ramo, com direito a um bom pagamento ao final do contrato. Porém, o piloto avança e esta primeira impressão é subitamente modificada, quando vemos Echo sendo escalada para uma missão que envolve intermediar uma transação de resgate no sequestro de uma garotinha. Isso só é possível porque um programador implantou em seu cérebro tais expertises, minutos antes dela entrar em ação. Do lado de fora da “casa”, um policial chamado Paul (Tamon Penikhet) luta para descobrir a verdade sobre este projeto (tornando-se o maior clichê deste início). Como eu disse, Joss Whedon apronta uma bagunça que pode vir a ser difícil de limpar, criando uma série que tem início sem formar por completo uma identidade própria, como os fragmentos de personalidades que são implantados nas próprias “bonecas”. Pra saber se esta mistura dará certo, acompanharemos com o FX os 12 episódios desta 1ª temporada. Adianto que quem ainda não viu poderá se surpreender positivamente, pois a série tomará rumos inesperados e típicos de uma produção do universo Whedon.

Cotação Bruno Carvalho
Episódio “1×01: Ghost” exibido em 13/08/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
07/07/2009 - 00:01

Grey’s Anatomy: Agora ou Nunca!

Compartilhe: Twitter

Alerta: Matéria republicada a pedido dos leitores que acompanham Grey’s Anatomy pelo Sony. Contém spoilers sobre o final da 5ª temporada.
Os episódios finais de Grey’s Anatomy fecharam com chave de ouro uma de suas melhores temporadas e, principalmente, de forma coerente com o caminho percorrido pela trama nos últimos meses. Desta vez a crônica de Meredith foi sobre a incerteza e dos fatos inesperados da vida como, por exemplo, os companheiros de trabalho que acabam virando seus melhores amigos ou a one night stand com uma pessoa desconhecida que vem a se tornar o grande amor de sua vida. Este 5º ano no Seattle Grace definitivamente assentou e acertou os rumos e escolhas que aquelas personagens fizeram ao longo desta jornada. Mas a nossa existência não é marcada apenas pelo livre arbítrio e a execução de vontades: temos que adicionar à complexa equação os eventos que inevitavelmente chegam através da causalidade, seja ela provocada por alguém ou derivada de um fenômeno.

Todos nós, de uma forma ou outra, podemos ser vítimas de uma fatalidade. No caso de Izzie, a tragédia estava anunciada e precisava ser contida. No caso de George, ela foi súbita e precisava ser remediada. Em ambos os casos, nem toda a técnica, conhecimento e expertise do mundo foram suficientes para evitar o inevitável. Se para nós já foi um choque constatar a decisão de O’Maley em aliar-se ao exército em Here’s to the Future, vê-lo deitado e desfigurado após salvar a vida de uma desconhecida em Now or Never foi doloroso. E mesmo sabendo que o prognóstico de Izzie não era nada bom, agarramos até o último suspiro na esperança que a cirurgia de Sheppard fosse um sucesso (foi?). Grey’s Anatomy gritou com a revolta e o desespero de Alex, chorou através de Bailey e do fim de seu casamento, mas também deixou portas abertas com o início de uma nova fase para Callie, Hunt, Yang, Mark e para a jovem Grey. Foram duas horas emocionantes e intensas, como só Shonda Rhimes sabe escrever.

Spoiler – Quer saber o destino de Izzie e George? Passe o mouse: O’Maley morre com certeza; Izzie deve sobreviver, pois estará na 6ª temporada. E aí, gostou de saber ou não? Aos que não leram, cuidado que nos comentários os leitores podem revelar este spoiler.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódios “5×23: Here’s to the Future” e “5×24: Now or Never” exibidos em 06/06/2009 no Sony.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Greys Anatomy Tags: , , ,
30/06/2009 - 00:01

LOST no AXN: O Incidente

Compartilhe: Twitter

Alerta: Matéria republicada a pedido dos espectadores que acompanham LOST pelo canal AXN. Contém spoilers sobre o final da 5ª temporada da série.
“O que aconteceu, aconteceu”; “estar morto é estar morto”; “o que está feito, está feito”; “a pedra branca representa a luz e a preta a escuridão”. Assim como Benjamin Linus, passamos muito tempo ouvindo falar de Jacob, recebendo listas com nomes e orientações sem jamais vê-lo. E é por conta de toda esta aura de mistério criada em torno desta entidade, me surpreendi horrores com a primeira cena do último episódio desta temporada de LOST, onde encontramos um ser simples, de carne e osso, trabalhando no seu tear aos poucos como se tivesse todo o tempo do mundo e, logo em seguida, pescando para alimentar-se enquanto avistava a chegada do Black Rock até a ilha. A partir daí, The Incident começou com seus inúmeros atos, fechando algumas histórias de forma definitiva e satisfatória e outras, nem tanto. Temos muito assunto a tratar, não é mesmo?

Jacob e Seu Antagonista: A enigmática conversa entre o nosso amigo de branco com a figura desconhecida de negro evidenciou que desde os primórdios da ilha aqueles seres passam a sua existência tentando provar que o outro está errado. Enquanto Jacob acredita que o ser-humano é capaz de mudar e que as inúmeras tentativas constituem o progresso, o “anti-Jacob” é mais fatalístico e afirma que o ciclo sempre terá o mesmo fim: “eles chegam, lutam, destroem e se corrompem”. E com a maior cordialidade do mundo, o “amigo” de Jacob afirma que um dia irá encontrar uma brecha no ciclo e irá matá-lo. Ora, o que o impede de pegar a peixeira e acabar com tudo ali mesmo? Obviamente estamos falando de algo muito maior que, por exemplo, a rixa entre Charled Widmore e Ben Linus. Especula-se que eles sejam uma representação bíblica de Jacó e Esaú: dois irmãos que possuem crenças distintas, sendo que um deles – o que acredita na bondade do homem – é favorecido por sua mãe. Seria a ilha o maior tabuleiro de gamão do mundo?

Jacob e os Sobreviventes do Vôo 815: Mais uma vez a “teoria do recrutamento” apareceu – uma das mais antigas da série e que afirma que os passageiros do vôo 815 não estão ali por acaso – só que agora tomando proporções ainda maiores (como, aliás, aconteceu em todo episódio): antes mesmo dos Outros aparentemente conspirarem para que aquelas pessoas estivessem a bordo do avião da Oceanic, Jacob prestou uma inusitada visita a vários deles, algumas delas em momentos que não foram de extrema importância para colocá-los na aeronave, mas que de certa forma colaboraram (em maior ou menor escala) para que eles um dia chegassem onde chegaram. Mais importante ainda foi perceber, como apontou o astuto Davi Garcia do blog Dude We Are Lost!, que Jacob fez questão de tocar em todos eles. Essa, parece clara, é a forma com que ele “leva” as pessoas até a ilha, na tentativa de provar a sua tese.

A Iniciativa Dharma: A presença da organização financiada por Alvar Hanso e idealizada pelos DeGroots seria o ápice da corrupção mencionada pelo algoz de Jacob? Me parece que sim. Aliás, a ciência avançada, os perigosos armamentos e todos aqueles recursos utilizados para explorar o local de forma nunca antes imaginada pelos Outros, acabaram tornando-os hostis, e no fim foram obrigados a viver sobre uma silente e interminável trégua para sobreviverem. A obstinação em extrair daquele abençoado local o máximo a ponto de tornar-se o “Thomas Edison” do magnetismo, fez com que Radzinski deixasse de lado a razão, comprometendo a segurança de seus companheiros. Nesse sentido, ponto para o “anti-Jacob”, que já antecipava este resultado sem precisar levar ninguém para lá.

O Grupo de Ilana: De todas as “partes” que chegaram na ilha, o grupo liderado por Ilana (mais “bonzinhos”), e que recebeu pouco destaque nesta temporada, até agora é o que parece mais sensato e ciente do que está acontecendo naquele local, já que a moça recebeu do próprio Jacob um pedido de ajuda. Foram eles, também, que trouxeram os novos questionamentos da série, ao introduzirem conceitos como um possível “candidato”, pois Frank Lapidus não é um dos que sabe a resposta da pergunta “o que descansa na sobra da estátua?”. A resposta disso, como veríamos mais à frente, é “aquele que salvará a todos”, em latim. E por falar em mistérios, aquela cena na cabana foi bastante curiosa, considerando o que já vimos. Afinal, aquela seria uma espécie de “prisão”?

Reencarnação? Esta era a palavra que estava escrita na forma de anagrama na van que transportava o caixão com Locke por Los Angeles até ele retornar à ilha. Mas ninguém reencarnou no corpo de Locke, pois vimos ele morto na caixa trazida por Ilana para provar que o ser que anda por aí vestido como o velho jamais pode ser ele, o que nos remete à tal brecha que o “anti-Jacob” conseguiu. “Você não tem ideia do que eu passei para chegar até aqui”, disse. Locke já era e apenas a sua forma fora assumida, assim como aparentemente aconteceu com Christian Sheppard. Estar morto é estar morto. Ninguém ressuscitou ou reencarnou. Na minha opinião, primeiro o “anti-Jacob” se apoderou da forma do pai de Jack para fazer com que Locke saísse da ilha e voltasse morto, como de fato aconteceu (lembram-se da cena na roda?). Do lado de fora, o sujeito ainda teve a ajuda da mãe de Faraday, que da mesma forma conspirou para que os Oceanic 6 voltassem para desencadear todos os eventos que levaram ao homicídio do “bom filho da ilha”.

Benjamin Linus: Quem diria que o mestre da manipulação seria manipulado de forma tão caprichadamente maquiavélica? Todos naquela ilha são peças de gamão no grande jogo conduzido por não apenas um, mas dois homens por trás da cortina. O “novo Locke” soube usar muito bem o fato de Linus ter sido o mandatário desprezado de Jacob desde que foi “convertido” no templo. Ele mentiu, matou e se sacrificou muito pela ilha a troco de quê? Não sabemos. Quem garante que ter contato constante com Jacob é algo “bom”? Assim como muitos ali, o desespero de fazer com que sua existência tenha um significado maior do que realmente é acaba levando as pessoas a tomarem medidas extremas, deixando a razão subverter-se à emoção e à inevitabilidade do destino em vez do pragmatismo e do livre arbítrio. E outra, quem garante também que as ordens estavam vindo mesmo de Jacob e nao da outra entidade? Poderia o “outro” estar se passando por Jacob e este estivesse preso na cabana? Lembram quando uma voz pediu ajuda na cabana?

O Quadrilátero Amoroso e o Incidente: Da mesma forma, quem garante que ao levar a ogiva Jughead para o local da Cisne, Jack não estaria provocando exatamente o incidente que fora por todos antecipado, conforme bem apontou Miles? Se o que aconteceu, aconteceu e o destino tem uma forma de corrigir tudo, não seria Jack um mero condutor? Com isso retorno à segunda temporada, quando os então desconhecidos Outros apresentaram a tal lista de Jacob que continha exatamente os nomes de algumas das pessoas que estariam diretamente envolvidas na consecução do evento: Jack, Sawyer e Kate, que na ilha Hydra iniciariam o quadrilátero amoroso com Juliet. Apesar destas cenas que antecederam o incidente terem sido o ponto fraco do episódio, a presença daqueles quatro ali foi fundamental para que o resultado final fosse atingido. O fim, então, justificou os meios.

Este, certamente não foi o episódio que todos nós esperávamos. Algumas surpresas foram muito boas, indiscutivelmente, mas outros fatos apresentados necessariamente levaram à série para um caminho mais etéreo e menos empírico. Contudo, LOST esteve mais fiel à sua premissa neste final de temporada do que em todos os outros. Todas as temporadas acabaram da mesma forma, nos deixando completamente perdidos. O problema é que o final da 3ª temporada introduziu o inédito conceito dos flash fowards e desde então sempre esperamos algo bombástico do tipo. The Incident foi lotado de repetições poéticas, desde o movimento de câmera que revelou o corpo sem vida de Locke (bem lembrado por Pablo Villaça), passando pelas varias vezes em que a velha Kombi Dharma salvou o dia, até o início do incidente que imediatamente remeteu ao mesmo acontecimento na escotilha Cisne já construída, três décadas mais tarde.

As cenas na sombra da estátua revelaram boa parte do tom que a série adotará a partir de agora até o seu final, com a indicação da tão falada “guerra” que está por vir. Afinal, quem está chegando? Quem são os bonzinhos? O final em branco (literalmente) foi desesperador e, por isso, não deverá agradar a maioria. Na hora que acabou eu simplesmente detestei, mas só na hora. E aí? Eles foram para o futuro? Morreram como Alpert falou? Será que tudo será anulado assim como Faraday previu e os sobreviventes do vôo 815 acordarão em plena aeronave no aeroporto de Los Angeles como se tudo não tivesse passado de um sonho? A 5ª temporada contou uma história completa, enriqueceu ainda mais esta primorosa trama e definitivamente pôs fim à viagem no tempo. Só não sabemos como e vai demorar muito tempo para retornarmos e descobrirmos o que vai acontecer. Este foi o único e grande problema de The Incident. Um clarão que vai demorar pra se apagar.

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar FullStar FullStar Full
Comentários dos episódios “5×16: The Incident (Part 1)” e 5×17: The Incident (Part 2)” . Matéria originalmente publicada em 18/05/2009.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
23/06/2009 - 11:01

Season Pass: Chuck, 2ª Temporada

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Sim, eu fui injusto com Chuck ao cancelar a cobertura da temporada após o aborrecido episódio 3D. Fato é que a série começou seu segundo ano com um ritmo admirável, mas rendeu-se, ainda que momentaneamente, à episódios com tramas vazias e que deixavam muito pouco a repercutir. Felizmente a segunda metade da temporada, notadamente após o episódio “Chuck Versus the Suburbs” que iniciou o desenvolvimento da trama entre Chuck e Sarah e o estabelecimento definitivo da organização Fulcrum como o grande desafio dos agentes, a série voltou a brilhar. Eles seguiram em uma crescente, não apenas explorando muito bem o universo geek/cool criado por Josh Schwartz e as constantes referências aos anos 80, como também entrando em um único arco narrativo até o final. Excelentes episódios como “Chuck Versus the Best Friend” e “Chuck Versus the Broken Heart” confirmaram o amadurecimento da narrativa, embora reiteradamente o núcleo Buy More tenha ficado em segundo ou às vezes em terceiro plano. Além disso, à medida que a trama central se desenvolvia, tornou-se inevitável o esmaecimento do pessoal da loja, que muitas vezes ficou envolvido em storylines bobinhas e dispensáveis, comprometendo (às vezes) o andamento da temporada. Ainda assim, Chuck terminou com um saldo muito positivo e seus episódios finais beiraram o sublime, ainda mais após a incrível participação de Chevy Chase  no papel de vilão e sua rivalidade com Steve Bartowski – o verdadeiro criador do Intersect.  Espetáculo à parte foi aquele final de temporada à la Matrix, que tornou imprescindível a necessidade de uma continuação. É curioso que a comédia de ação não apenas cresceu como conseguiu se reinventar completamente com apenas aquela última cena em que o novo Intersect elevou o atrapalhado protagonista à posição de um herói que jamais imaginaríamos ver. De despretensiosa e apenas divertidinha, Chuck saltou para o status de “must see” da TV, merecendo continuar por várias temporadas. A 3ª temporada de Chuck está prevista para retornar no início de 2010 pela NBC americana.

Cotação Bruno Carvalho:
Chuck, 2ª temporada exibida em 2008/2009 na NBC americana e atualmente em exibição pela Warner Channel no Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Chuck, Season Pass Tags: , , , , ,
19/06/2009 - 10:37

FOX Estreia Canal On Demand na Internet

Compartilhe: Twitter

Enfim uma notícia boa para os fãs de séries brasileiros! A FOX International Channels apresentou esta semana a sua TV online com conteúdo on demand chamada Mundo FOX. Embora não seja uma inovação tecnológica, o portal de entretenimento online próprio de uma emissora é novidade no Brasil, já que os grandes sites estrangeiros como o Hulu.com não permitem acesso fora dos EUA. Com o Mundo FOX qualquer usuário da internet poderá assistir gratuitamente e a qualquer momento várias produções dos canais do grupo (FOX, FX, Speed e NatGeo). Os destaques, claro, estão com as séries 24, Prison Break, American Dad, Family Guy, Burn Notice, My name is Earl, Life on Mars, dentre outras, e o melhor é que o conteúdo não está dublado! Eu conferi o streaming e a qualidade de áudio e vídeo é muito boa, apesar de não estar em alta definição. Segundo o executivo de operações da FOX, o serviço ainda permite ao usuário várias funções: desde incorporar o conteúdo em redes sociais até adaptar o fundo da tela, equilibrando a luz e e proporcionando uma melhor experiência ao assistir os vídeos. Além disto, o sistema adapta o vídeo automaticamente conforme a velocidade de conexão do usuário. A iniciativa é muito positiva e, embora esteja longe de derrubar o download não permitido de séries, mostra que o grupo está antenado na tendência do mercado. Seria bom, contudo, que o gap de exibição com os EUA fosse diminuído, pois é completamente inadmissível o público nacional ter que esperar tanto para ver a temporada da série que gosta com a velocidade de transmissão das informações. Ah, embora esta não seja a situação ideal para os olhos da ABTA (a Associação Brasileira das Empresas de TV a Cabo), o site somente exibe reprises das produções e o material inédito deve continuar a ser exibido primeiro na TV. De qualquer forma, vale a pena conferir.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Canais, Notícias Tags: , , ,
18/06/2009 - 00:34

LiGado em Série no Podcast ‘Dude News’!

Compartilhe: Twitter

coment1067 O pessoal do blog Dude News me convidou esta semana para participar do podcast especial que é ancorado pelos especialistas em LOST Davi Garcia e Juliana Ramanzini! Durante mais de uma hora discutimos e comentamos a concorrida temporada 2008/2009 das séries de TV: de top 5 às maiores surpresas e decepções, passando pelos melhores e piores finais de temporada, falamos de praticamente todas as séries (comédias e dramas) junto com o colega Michel Arouca do blog Série Maníacos. Apesar da gripe que eu estava, foi uma honra participar e o papo fluiu muito bem via Skype. Quem sabe também começamos um podcast por aqui, hein? Bom, mas por enquanto fique com o programa que gravamos que você pode baixar o arquivo em formato mp3 aqui (58 MB) (Alerta: o áudio contém spoilers das séries que se encerraram na temporada). Ah, e depois de escutar deixe o seu comentário! Concordou com as opiniões dos colegas? Discordou? Deixe as suas listas de melhores séries da temporada, surpresas e decepções!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags: , ,
17/06/2009 - 10:41

Season Pass: 90210, 1ª Temporada

Compartilhe: Twitter

Eu interrompi a cobertura de 90210 no 5º episódio deste ano de estreia, porque a série que começou muito bem abraçou a pieguice e a artificialidade em seu roteiro, deixando pouco a se comentar ao final de cada capítulo. Mas eu prometi que assistiria tudo para dar um veredicto completo e o que pensei que seria uma tarefa árdua acabou revelando uma agradável surpresa. Apesar de estar muito longe de ser uma obra-prima da televisão, 90210 superou suas limitações a partir da segunda metade da temporada trazendo um texto mais denso e coerente, menos hipócrita e até interessante. Dando lugar aos típicos conflitos adolescentes já explorados exaustivamente em outras produções do gênero, o drama abordou com muita eficiência a doença do transtorno bipolar do humor através da personagem Silver, numa trama muito bem construída ao longo de um intenso arco episódico e que pra mim foi o highlight da temporada, com direito a um ótimo cliffhanger. Drogas e gravidez na adolescência, temas não tão originais assim, também foram retratados no relacionamento entre Adrianna e Navid, mas com um enfoque diferenciado. Curiosamente o ponto mais fraco de 90210 nem foi o elenco inexperiente (algo até comum em séries teens hoje em dia – à exceção de Friday Night Lights), mas sim a insistência em trazerem de volta os integrantes da série original que sempre apareciam destacados e de forma nada sutil, apenas pra constar. Seria muito mais interessante se a tal Donna (pois é, nunca assisti a original), Brenda e Brandom não fossem nem mencionados, porque ficou patético e nada orgânico, como se fosse uma obrigação. Ah, sim, igualmente insossa é a família de “protagonistas” que foram se tornando coadjuvantes até a reta final, já que o foco estava constantemente em Naomi, Silver e Adrianna. 90210 foi uma surpresa por não ter sido a bomba que eu imaginava que seria e a série cumpriu aquilo que prometeu, apesar de dificilmente vir a ser um “must see” da nossa TV. Dá pra passar o tempo e às vezes só isso basta.

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar Full
90210, 1ª temporada exibida em 2008/2009 na CW americana e Sony Entertainment Television.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 90210, Season Pass Tags: , , , ,
16/06/2009 - 00:01

Season Pass: The Mentalist, 1ª Temporada

Compartilhe: Twitter

Quando eu escrevi sobre o segundo episódio de The Mentalist logo antes de interromper a cobertura semanal da série, afirmei que a estrutura engessada que o drama possuía (e que a maioria dos procedimentais seguem) eventualmente iria cansar, pois raramente um episódio trazia algo de novo para a trama global. Depois de conferir toda a temporada para este Season Pass, constatei que minha impressão inicial estava certa. Apesar de ter como cerne o mentalismo, interessante técnica que mistura artes cênicas com hipnose, lógica e inferência, além de um peculiar protagonista – o misterioso Patrick Jane – a série falhou consecutivamente em explorar bem o seu universo, apresentando capítulos quase sempre rasos e muito pouco inspirados. Fato é que se não fosse pela imponente persona do competente ator Simon Baker, duvido muito que The Mentalist teria virado o sucesso que virou. Fora isso, temos um elenco coadjuvante que é um dos piores que eu já vi em uma série, notadamente pela presença da sempre unidimensional e fraca Robin Tunney (de Prison Break) e das outras figuras insossas que nem merecem destaque.

Mas o que mais compromete esta produção, ao meu ver, é a incapacidade que o criador e roteirista Bruno Heller teve de explicar a metodologia por trás dos métodos investigativos de Jane, denotando que grande parte da resolução dos casos não passa apenas de meros “chutes” do praticante de mentalismo e consultor do tal CBI (o FBI do estado da Califórnia). Ora, até mesmo o reality-show do ilusionista Criss Angel, que nem roteirizado (direito) é, consegue aprofundar melhor no mentalismo do que este drama policial. Outro grande problema da série são as locações mal escolhidas que dá a reiterada sensação de estarmos assistindo a uma produção de baixíssimo orçamento. É claro que existem alguns elementos positivos, como é o caso da busca de Jane pelo assassino serial Red John, que matou toda sua família. Infelizmente essa storyline não foi sempre abordada e em vez da série crescer, a maior parte de seus episódios é desperdiçada com casos isolados, desinteressantes e muitas vezes óbvios. Cansei de descobrir quem era o assassino, pois quase sempre a própria série fazia questão de dar clarividentes close na cara do culpado logos nas cenas iniciais. Desse jeito qualquer um vira um “mentalista”. Por enquanto os truques de Criss Angel entretêm mais.

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
The Mentalist, 1ª temporada exibida em 2008/2009 na CBS americana e Warner Channel.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Season Pass, The Mentalist Tags: , , , ,
03/06/2009 - 00:01

Primeiras Impressões: Mental

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler US
Olha, eu juro que tentei. Assisti ao piloto de Mental do início ao fim e com muita boa vontade, sem esperar muito. Produzida pela Fox International e projetada para ser a primeira grande série “mundial”, com estreia simultânea esta noite em vários países, não consigo imaginar este drama emplacando. A premissa… Bem, é essa: um médico insubordinado utiliza métodos controversos e experimentais para tentar diagnosticar e tratar casos difíceis de seus pacientes, enquanto luta de forma silente com seus problemas pessoais e os desafios de conquistar o respeito de sua equipe (que inclui uma severa chefe). Ah, ele ainda invade a casa de seus pacientes à procura de pistas! Não, você não leu errado. Qualquer semelhança com House não é mera coincidência. Acontece que no lugar de um infectologista, temos um psiquiatra e em vez do talentoso ator britânico Hugh Laurie, temos o carismático, porém limitado, ator australiano Chris Vance (o Whistler de Prison Break). Absurdas, também, as comparações desta série rasa com a imensamente profunda In Treatment. O piloto de Mental, com apenas 42 minutos, parece ter umas três horas de duração.

Foi com muita surpresa que assisti ao episódio de estreia de uma série procedimental que fosse tão arrastado como este. A trama, que não é nada complexa e muito pouco técnica, simplesmente não flui. Recém contratado num grande hospital de Los Angeles, o Dr. Jack Gallager tem o desafio de assumir o cargo e já chega abalando, pois precisa ficar nu para acalmar o seu primeiro paciente que enxerga as pessoas como lagartos em suas crises. “Nossa, ele não tem medo de se expor ao ridículo no primeiro dia, tudo pela medicina“, aponta uma personagem constatando o óbvio e denotando o nível que o roteiro segue. Mas o pior de tudo é que Mental não tem identidade e soa vazia, assim como o apagado elenco coadjuvante e as igualmente insossas e nada inspiradas locações. O protagonista em si é fraco e Vance não convence com o excesso de maneirismos para mostrar o tempo todo que é “diferente” como se fosse o Patrick Jane de The Mentalist, mas sem sucesso. Enfim, por se tratar de uma série “mundial” com essa peculiaridade de produção, pode até ser que ela perdure, mas não no mercado americano. Numa primeira impressão, não recomendo. Existem milhares de dramas médicos e/ou procedimentais melhores pra se ver.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio será exibido esta noite, 03/06/2009, em todos os países da FOX International.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Mental Tags: , , ,
29/05/2009 - 00:01

HDTV Paga: Já Vale a Pena Aderir?

Compartilhe: Twitter

pouco mais de um ano escrevi aqui no blog sobre o lançamento da HDTV paga pela NET que, até então, era inédita no mercado e trazia apenas um canal em seu pacote, o Globosat HD, que nada mais é do que uma emissora que transmite o sinal de alta definição com reprises de atrações da rede. Hoje alguns outros canais além dos abertos começaram a pipocar e por isso muitos me perguntam se já está valendo a pena aderir. Vale lembrar, inicialmente, que no caso da NET é preciso desembolsar R$ 799,00 para ativar o serviço e ter o decodificador digital comodatado, além de pagar R$ 19,90 a mais por mês pelo serviço de gravação (uma espécie de TiVo 1.0). Caso você opte por não utilizar o serviço, a adesão ao sistema sai por R$ 999,00. Pois bem, e a programação? Toda ela fica em alta definição? Não. A maioria dos canais continua em SD, ou seja, Standard Definition digital. Atualmente temos cerca de 10 canais pagos transmitindo em alta definição: Globosat HD, Telecine HD, FOX HD+Nat Geo HD (que dividem o mesmo slot), Discovery Theater HD, HBO HD, MGM HD, Space HD, TNT HD, Voom HD e ESPN HD. Na NET, por exemplo, apenas estão disponíveis o Globosat HD, FOX HD+Nat Geo HD e o Telecine HD. Estes dois últimos, aliás, constam como “em regime de degustação”. Isso quer dizer que não bastará apenas aderir ao sistema: será necessário assinar novos combos, cujos valores até o momento não foram divulgados.

A SKY recentemente lançou a programação em alta definição com mais canais (todos que citei acima menos Telecine HD e Globosat HD, que permanecem exclusivos na NET) e custo de adesão zero. O “porém” é que as mensalidades da SKY são relativamente mais caras que as da NET (chegando a custar mais de R$ 250,00 só pelo sinal de TV). Segundo o CEO da HBO, grupo que lançou este ano os canais em alta definição da rede, o foco de comercialização são para os “early adopters” (leia-se: tontos afobados como eu). Eu testei o NET HD Max e ratifico que a imagem (com suporte de até 1080i de resolução) e o som (5.1) realmente são excelentes. O sistema de gravação também é muito interessante e mais intuitivo e útil do que eu imaginava. Contudo, a pouca variedade de canais e a indefinição sobre os custos desses pacotes ainda são os pontos negativos (só depois de aderir eu descobri lendo a letra miúda no site da NET que os canais estão em degustação). Fato é que a tendência global é a da migração, ainda que lenta, para o novo formato. No Brasil, por exemplo, várias capitais já transmitem o sinal aberto desta forma, sendo igualmente necessário realizar um investimento inicial com o conversor digital, antena e mão-de-obra, que no fim chega quase perto do preço de uma adesão na TV paga. Pra quem já é assinante, o ideal é contratar o serviço com sua operadora, para não incorrer em vários custos. Se você é um “early adopter“, prepare o bolso e entre na onda da alta definição! Do contrário, recomendo esperar até existirem mais canais e/ou pacotes com preços mais atraentes.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Canais, Notícias Tags: , ,
25/05/2009 - 00:01

Kris Allen, o American Idol 2009

Compartilhe: Twitter

Incoerente. Essa é uma boa palavra pra resumir o resultado final de American Idol, que consagrou Kris Allen como o vencedor. Ao longo dos últimos meses testemunhamos o surgimento e ascensão de um verdadeiro astro da música, Adam Lambert, que nos surpreendeu semana após semana com apresentações versáteis, criativas, inovadoras e com um vozeirão que não faz feio nem perto de grandes lendas do rock como Freddie Mercury, Steven Tyler, Brian Johnson e Robert Plant. Ora, quando o próprio vencedor da atração vira e diz que ele não deveria ter ganhado, é porque tem alguma coisa muito errada aí. Este resultado praticamente anulou um ótimo ano de American Idol, como não víamos há muito tempo. Repleta de bons talentos vocais, desde a unique Megan Joy até o simpático Danny Gokey, a temporada seguiu numa crescente indicando sempre o óbvio: o troféu era do Adam. Mas então o que aconteceu? Muitos colunistas disseram que a final seria decidida por uma legião de pré-adolescentes encantadas com o rostinho bonito de Allen e o próprio Adam chegou a dizer em uma coletiva que sua orientação sexual e a exposição de seu passado drag provavelmente podem ter influenciado a votação. Teria a chamada “middle America” preterido-o por ser homossexual? Só podemos especular, pois até a porcentagem de votos que anualmente é revelada, este ano está sendo mantida sob sigilo.

Com relação à final em si, notadamente sobre a parte técnica, a atração foi impecável e irrepreensível. Os diversos números musicais com os finalistas evidenciaram o cuidado da produção em pareá-los vocalmente com os artistas convidados, fora Kara DioGuardi de biquini… Foram excelentes os pocket shows como os de Fergie e os Black-Eyed Peas, Carlos Santana, Jason Mraz, mas é claro que o grande destaque da noite foi a mega apresentação do Kiss com Adam Lambert. A direção foi eficiente, os quadros (incluindo os divertidos Golden Idols) foram fluídos – o que raramente acontece em programas ao vivo – e a noite foi apoteótica e grandiosa como nunca. É uma pena que todos os ensaios, as luzes, os efeitos e recursos utilizados no final foram em vão, porque coroaram o ídolo errado mais uma vez. Não acho que foi nenhum demérito do Kris ter levado, pelo contrário. A incoerência veio do povo. Kris conseguiu vencer o favorito considerado por Simon o melhor cantor a subir naquele palco. Foi esperto, soube escolher bem as suas músicas e encontrar o seu nicho com suas versões acústicas de sucessos. Ele é talentoso, mas sua vitória explicitou o que eu venho dizendo há várias temporadas: há uma falha no processo do American Idol que por diversas vezes compromete a integridade da atração. Desde a vitória de Ruben Studdard na segunda temporada sou um defensor de que os juízes deveriam ter um poder decisório maior, de forma a guiar melhor todo o processo. Clay Aiken, Katherine McPhee e, agora, Adam Lambert agradeceriam.

Gene Simmons Quer Adam Lambert em Turnê com o KISS!

O American Idol mal acabou e Adam Lambert já recebeu uma proposta praticamente irrecusável. Gene Simmons, o vocalista da antológica banda KISS convidou o ex-participante para realizar uma turnê com a banda. E não é um gig para simplesmente abrir os shows, não. Simmons quer que Adam coloque armadura e maquiagem como se fosse um novo integrante, do jeito que os fãs da banda gostam: “tem que ser grandioso, forte, tem que ir com tudo“, revelou. O vocalista ainda disse que o convite está de pé pra quando ele quiser, pois sabe que Adam estará comprometido nos próximos meses com a turnê American Idol Top 10 Live, que percorre todos os EUA. “Ele pode começar quando ele quiser“, completou. Adam disse em resposta que adoraria participar e que seria uma honra pra ele. Ele ainda agradeceu muito o convite, mas por enquanto nenhum acordo foi oficializado.

Queen Também Almeja Adam Lambert nos Vocais!

É mole? Mesmo sem vencer a atração, duas das maiores bandas de rock do mundo estão querendo Adam Lambert. Com a anunciada saída de Paul Rodgers, que temporariamente retornou para uma turnê mundial, o guitarrista Bryan May e o bateirista Roger Taylor disseram formalmente que querem o jovem cantor no mesmo posto que um dia foi de Freddie Mercury. A fonte da notícia é a revista especializada Rolling Stone, que reportou com exclusividade o interesse dos integrantes remanescentes da banda no “vice-Ídolo”: “definitivamente queremos ter uma conversa significativa com ele“, afirmou May. Nada contra Kris Allen, mas duas ofertas desse nível não é pra qualquer um…

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , ,
19/05/2009 - 06:01

American Idol: Adam x Kris

Compartilhe: Twitter

Apesar de ter uma boa voz e uma personalidade agradável, Danny Gokey artisticamente era o mais limitado dos concorrentes que sobraram nesta reta final de American Idol e sua eliminação não apenas foi justa, como esperada. Sem seguir um estilo musical conciso, Danny saiu atirando para todos os lados, acertando em certos momentos, mas dançando (desesperadamente) em vários outros. Sua participação, enfim, foi irregular e depois da música que ele “sofreu” de Paula Abdul combinado com aquela versão enfadonha de You Are So Beautiful, não teve mais jeito. Kris Allen, por exemplo, não tem uma voz tecnicamente melhor que a de Gokey, mas o jovem consegue trazer semana após semana performances que entretêm, especialmente quando ele interpreta a música ao invés de simplesmente cantá-la com arranjo de fanfarra como seu colega mais velho fazia. Idol não é um simples show de calouros e sim um concurso que busca pelo ídolo pop da música. Por falar nisso, por mais que eu goste de Adam, reconheço que essa semana ele não brilhou da forma costumeira e suas apresentações foram ligeiramente indulgentes (sendo que Cryin’ foi tão copycat quanto Apologize). Ainda assim, ele continua sendo meu favorito pra vencer, mas a primeira música que corri pra baixar no iTunes foi a versão de Kris para Heartless. Aliás, total bola fora de Randy Jackson ao dizer que ele foi melhor que o original de Kanye West e que a rendition que o The Fray recentemente fez. Além de ser desrespeitoso com os intérpretes (inclusive com Kris, deixando-o numa situação complicada), a comparação que Randy fez foi esdrúxula, pois a música apenas foi cantada em um estilo diferente e com uma pegada “acústico pop” que nada lembra o Hip Hop. O Top 2 foi justo, Kris e Adam conquistaram este lugar por mérito e não por sorte e a batalha promete ser interessante. Hoje à noite darei um jeito de saber os números para votar em Adam, já que amanhã (ou domingo, para os que acompanham com o Brasil) quero vê-lo como o American Idol. E vocês, quem querem que vença?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , ,
13/05/2009 - 00:01

LiGado em Série Responde: LOST Sem Mistérios!

Compartilhe: Twitter

Semanalmente recebo e-mails com perguntas de leitores e leio em fóruns e orkuts da vida  dúvidas sobre diversos aspectos de LOST. Muitas destes questionamentos ou declarações são inverdades propagadas pelos “intrigas da oposição” ou até conceitos que foram deturpados ao longo das temporadas e que são publicados, retuitados e propagados pela Internet indiscriminadamente. Por isso, aproveitando que hoje é o grande dia da exibição dos últimos episódios da 5ª temporada do drama, abri um espaço para um LiGado em Série Responde com o intuito de desmistificar alguns pontos da parte técnica e criativa da série. Não abordarei aqui nada sobre a trama, sendo este um texto livre de spoilers.

Eis aqui algumas frases e/ou perguntas que recebo, escuto ou leio por aí e a versão oficial sobre elas:

“J.J. Abrams ainda escreve LOST? Como ele arruma tempo no meio de tantos projetos?” O showrunner J.J. Abrams criou LOST junto a Damon Lindelof, Jeffrey Lieber e Lloyd Brown, roteirizou e dirigiu o episódio piloto da série. Depois de “encomendado” pelo canal ABC, Abrams continuou apenas como produtor executivo envolvido em diversos aspectos do show, mas não é roteirista. LOST é escrito por uma grande equipe com cerca de 30 roteiristas, encabeçada por Carlton Cuse e Damon Lindelof (apelidados em conjunto de “Darlton”), que também são produtores. Por isso, J.J. pode se dedicar a outros projetos como Fringe e o recente blockbuster Star Trek, sem perder de vista de sua mais ilustre criação.

“É pura mentira que LOST está escrita do início ao fim, já que, por exemplo, a personagem Benjamin Linus inicialmente entraria para uma ponta e acabou ficando por temporadas.” Verdade. Mas em nenhum momento os produtores ou roteiristas afirmaram que LOST estaria escrita do início ao fim como muitos fãs xiitas defendem, até porque esta é uma obra aberta (ao contrário de uma mini-série), que sofre alterações ao longo das temporadas, seja por questões criativas ou por fatores externos ao controle da produção. Um exemplo disso foi a greve dos roteiristas e problemas de renovação contratual com alguns atores.

“Carlton Cuse e Damon Lindelof não sabem de nada e enrolarão o espectador até o fim”.
Essa é uma falácia, pois mesmo que a série não esteja totalmente roteirizada, há sim um plano diretriz que as temporadas seguem e se interligam. Várias provas disso já foram apresentadas em diversos episódios. “Dalrton” revelou que eles têm um norte sobre quais são os mistérios que vão propor e revelar a cada temporada, bem como quais serão os temas centrais abordados em cada uma delas. Como ter certeza disso? Assistindo e tendo fé em Jacob!

“LOST vai ser infinitamente renovada por várias temporadas, pois é um caça-níquel”. No final da segunda temporada, os produtores perceberam a insatisfação do público sobre o aparente estado de estagnação da trama (afinal, não sabiam a quota de mistérios que podiam revelar), já que o destino do show depende da vontade do canal em continuar encomendando temporadas ou não. Por isso, eles propuseram um acordo para pôr um fim nestas preocupações, de forma a agradar tanto os executivos da Disney/ABC, quanto o público. Assim, nasceu um contrato em que a série seria confirmada até a 6ª temporada e depois derradeiramente cancelada, sem chances de voltar, permitindo maior controle criativo dos escritores.

“É preciso acompanhar jogos de realidade alternativa e assistir vídeos secretos na Internet e em celulares pra entender LOST”. Esta é mais uma informação deturpada. De acordo com a produção, a história oficial do drama dos sobreviventes é aquela exibida na televisão e ponto. Contudo, como forma de instigar (ou confundir ainda mais) os fãs, foram lançados em outras mídias vários tipos de conteúdos que remetem à mitologia da série, mas que não são fundamentais ou indispensáveis para compreendê-la. Assim, joga o jogo e assiste os webisódios e vídeos secretos quem quer imegir e interagir mais com o show.

“LOST vai acabar com um filme no cinema”. Desde o estouro da série este é um assunto que vem e vai a todo tempo na mídia, mas recentemente Damon Lindelof concedeu uma entrevista ao The Hollywood Reporter afirmando veementemente que não há nenhum interesse criativo em encerrar a história num longa-metragem para o cinema ou TV: “Para nós, a série sempre foi sobre aquele grupo de pessoas, e quando chegarmos ao final da 6ª temporada, todos os personagens terão suas histórias concluídas. Seria um grande erro deixar mistérios em aberto obrigando o público a ter que gastar mais dinheiro para ver como a história acabaria.” É claro que há a possibilidade dos detentores dos direitos comerciais da série (Disney/ABC) lançarem mais produtos, filmes e DVDs na tentativa de capitalizar sobre este estrondoso sucesso, mas Lindelof garantiu que a trama realmente acabará por volta de Maio de 2010, com todos os pingos nos “is”.

“No final vamos descobrir que tudo não se passou de um sonho de Hurley chapadão ou de um Jack bêbado no sofá junto ao seu pai Christian Shepard”. Falso! LOST não terá um final no estilo tudo foi um sonho, uma viagem ou se passou em uma realidade alternativa, garantiu “Dalton”. Quanto a isso, não se preocupem!

Eu sei que muitos de vocês estão carecas como Locke de saber alguns dos fatos acima, mas não custa nada colocar tudo a limpo para os que deixaram de assistir esta incrível história por conta de rumores ou por falta de informação possam tirar suas próprias conclusões. Se você gosta da série e parou de assistir por algum destes motivos, fica a dica do blog para que retome-a e garanto que a grande maioria não vai se arrepender. Compre os DVDs, alugue ou peça emprestado. Aos que continuam firme e forte, preparem o traje de gala porque a final de hoje à noite promete! Estão animados?

As referências para embasar este artigo foram encontradas em importantes e idôneas publicações como o TV Guide, Lost in Lost, Dude! We Are Lost e LostPedia.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST, LiGado em Série Responde Tags: , , , , ,
11/05/2009 - 00:01

American Idol: Semana Rock e Top 3!

Compartilhe: Twitter

Quem acompanha minhas resenhas sobre esta oitava temporada de American Idol sabe que eu não sou muito fã de Allison Iraheta, pois a considero pouco versátil e com uma diccção comprometida pelo excesso de maneirismos (e talvez falta de maturidade vocal). Mas com base exclusivamente nas apresentações desta semana, merecia ela sair? Não, apesar de eu ter ficado feliz com sua eliminação que uma hora seria inevitável. Aliás, isso está acontecendo muito este ano, com participantes sendo eliminados após suas melhores apresentações. A rendition de Iraheta ao clássico Cry Baby de Janis Joplin e o dueto com Adam não deixaram nada a desejar, afinal este é o estilo dela! Da mesma forma que não considero-a digna de ser a American Idol – como de fato não será – também não acho que ela deveria ter sido eliminada logo após uma de suas melhores performances no programa. Com isso eu cutuco Kris Allen, que vinha desempenhando um sólido papel ao longo de semanas e acabou com a Come Together dos Beatles (horrível escolha dele, num catálogo tão vasto). Por fim deu pra perceber  que o público pesou o desempenho dos participantes ao longo da temporada e acabou preterindo a moça e no final das contas isso foi justo, pois ela era a única que merecia sair pelo conjunto da obra. Mas uma coisa que não desce foi a condescendência dos juízes  Kara e Randy ao dizerem para Kris e Danny (especialmente este último, que fez Dream On do Aerosmith se tornar algo insuportável de ouvir) que eles foram “razoavelmente bem considerando que este não é o estilo deles”. Ora, em diversas semanas Adam cantou completamente fora de seu estilo musical e se saiu muito bem em todos! Nada impedia de Kris e Danny terem feito uma versão adequada a seus estilos com uma canção do gênero, assim como Lambert fez na semana com os temas Grand Ole Opry, Rat Pack e, obviamente, no tema de Músicas da Infância com a espetacular Mad World. Esta derradeira semana provou o que venho dizendo há mais de 10 resenhas: Adam  é o único ali com a qualidade técnica vocal e artística necessárias para vencer esta competição. Nunca, em nenhuma temporada, o nível foi tão alto. Como disse Simon, vai ser muito difícil superá-lo tão cedo. Agora, o que falar da noite de ontem com as apresentações de Paula Abdul, que usou dois microfones, dublagem e auto-tune (um software que corrige desafinos e dá um som metálico) ao mesmo tempo?! Esta participação dela seria muito adequada no So You Think You Can Dance, reality-show de dança, mas nunca no American Idol. Estranhos também estiveram Slash e Gwen Stefani (com o No Doubt agora) totalmente desconfortáveis naquele palco. Ironicamente o que salvou a noite foi a banda Daughtry e seu novo single.

Está acabando, na próxima semana entraremos na reta final e a pergunta ainda está de pé: quem você acha que será o próximo American Idol?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , ,
04/05/2009 - 00:01

American Idol: Rat Pack e a Revelação do Top 4

Compartilhe: Twitter

Os rostos de Danny Gokey e Allison Iraheta ao verem o Bottom 3 não mentem. Afinal, ainda que nas semanas finais de qualquer reality-show até mesmo os favoritos acabam indo pra berlinda, era impossível imaginar que Adam Lambert estaria num nível tão baixo. O problema é que ele nunca amargou esta posição e sua estreia no time dos menos votados foi logo na penúltima colocação. Era óbvio que ele não merecia estar ali e começo a ficar preocupado que os motivos que fizeram ele cair tanto assim sejam outros além da música. É possível que, por ele ser tão elogiado semana após semana, seus fãs sentiram que ele sempre estará salvo – o que não é verdade – e deixaram de votar. Mas pode ser também que a disseminação de fotos e vídeos da carreira pregressa do cantor, que frequentemente apresentava-se como drag queen em pequenos palcos, pode ter influenciado a conservador sociedade norte-americana, que não aceitaria eleger um ídolo gay. Será? Não há nenhum dado que aponte o que realmente aconteceu (falei por pura especulação) e pode até ser que a “América” tenha gostado pouco de sua performance na semana. Exagerado? Teatral? Ora, ele é sim, mas a Broadway já foi o destino de vários participantes e ganhadores, inclusive Fantasia Barrino. Isso nunca foi problema. Pra mim, independente do que ele fazia ou faz dentro e fora dos palcos, Adam é o finalista que tem a melhor voz e o que está mais preparado artisticamente para o mercado fonográfico.

Eu só não consegui compreender como Allison foi uma das preferidas da noite, porque sinceramente eu não entendo nada que ela canta. As palavras parecem embolar a cada frase e o som que ela produz me soa forçado. O próprio Simon disse que ela estaria correndo sérios problemas depois daquela apresentação… Estranho. Concordo que Danny melhorou significativamente e que Kris é constantemente feliz em suas escolhas musicais e apresentações, mas não consigo enxergar o potencial de estrelas da música ali. Sobre Matt, discordo que ele merecia ter saído por esta versão de My Funny Valentine – tecnicamente adequada -, mas a vontade do público prevaleceu novamente e aquele salvamento dos juízes tornou-se inócuo, adiando o inevitável. Se American Idol quer ter mais controle sobre quem saiu ou não, o salvamento ou a concessão de algum tipo de “colar do anjo” deveria ser semanal. No geral, nestes programas com o tema Rat Pack ficou claro que os talentos desta temporada são infinitamente superiores aos dos anos anteriores. Basta ver a horrível performance do vencedor da quinta temporada Taylor Hicks no palco. Esta semana o Top 4 cantará rock e teremos a presença de Slash e a reunião do No Doubt.

Repercuta: Você acha que a carreira drag de Adam Lambert pode prejudicar seu desempenho com o público votante? Quem, na sua opinião, deve ser o próximo American Idol?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , ,
28/04/2009 - 00:01

American Idol: Semana Disco e Top 5 Revelado!

Compartilhe: Twitter

A semana da “Era Disco” sempre foi um problema para os participantes do American Idol, pois as músicas são muito características e é muito difícil fugir do original. Mesmo assim, alguns poucos conseguiram sobressair-se justamente evitando este estigma e criando algo diferente em cima das canções que marcaram toda uma geração. Os grandes destaques ficaram com Adam Lambert (“que novidade”), desta vez contido, mas com uma bela versão balada de If Can’t Have You (Bee Gees) e Kris Allen, que desta vez foi o meu favorito da semana, com um arranjo super moderno de She Works Hard For the Money (da Donna Summer). É possível ver que estes dois têm um cuidado especial com seus shows, fazendo adequadas modificações nas melodias e palpitando até nos efeitos de luz, instrumentos utilizados e enquadramentos de câmera (especialmente Adam). Por outro lado, afundando cada vez mais está Danny Gokey, que não inovou  nas últimas semanas e acha que fazer uma performance espalhafatosa resolverá o seu problema. Foi assim com Taylor Hicks, que hoje sumiu da mídia por ser um cantor “genérico” e sem identidade. Gokey, de fato, chamou a minha atenção quando cantou Kiss From a Rose, mas hoje ele segue como um discípulo do copycat. Não curti nem um pouco a Hot Stuff de Allisson Iraheta, que ficou com um ritmo estranho como se ela sempre estivesse um tom à frente da melodia. Nesta 8ª temporada de Idol não adianta só apenas uma boa voz. Por isso mesmo que o público despachou Lil’ Rounds, que não evoluiu absolutamente nada desde a sua chegada na atração (e ela merecia ter ido antes de Megan Joy, por exemplo) e o limitado Anoop DeSai, que teve seus bons momentos, mas não conseguiu sair disso. Ah, e depois da desajeitada apresentação de Matt Giraud, acho que os juízes se arrependeram demais de ter usado o “colar do anjo” com ele. Foi sofrível aquele Stayin’ Alive. Top 5 formado, eliminações justíssimas e na semana que vem os “Idols” cantarão músicas do Rat Pack. Isso vai ser interessante…

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , , ,
Voltar ao topo