Esta noite às 21h (horário de Brasília) o canal Sony finalmente estreia a 6ª e aguardadíssima temporada de Grey’s Anatomy com um episódio duplo que promete mudar o rumo de tudo no Seattle Grace! Confira o emocionante trailer e não perca por nada!
Dollhouse definitivamentenãoé uma série para a TV aberta norte-americana. Joss Whedon foi muito eficaz ao contar uma história interessante, rica e condensada em apenas doze episódios. Uma série sobre pessoas que não estão perdidas numa ilha ou no tempo, mas sim no meio de uma sociedade moderna e complicada. Não falo inicialmente de Caroline e dos vários “dolls” que se venderam para a obscura Casa de Bonecos. Falo de Paul, que através da obstinação em salvar alguém que nunca viu (e que não pedia pra ser salva), não conseguia perceber que era ele mesmo quem estava clamando por ajuda. É claro que não foi possível aparar todas as arestas neste episódio final, mas mesmo sem saber se a série iria continuar ou não, os principais pontos da história tiveram uma conclusão satisfatória e incluo aí o destino de Echo. Depois de toda a confusão com Alpha, a trama mergulhou na filosofia do que é feito por aquela organização através da ativação de Caroline no corpo de uma estranha, fazendo com que ela presenciasse qual foi o fruto do contrato que ela voluntariamente assinou. Afinal, o ser-humano tem o direito de dispor de seu lívre arbítrio, vendendo-se para uma corporação? Podem os direitos fundamentais que foram duramente conquistados ao longo da História serem alienados desta forma? Esta, invariavelmente, foi a pergunta que Dollhouse fez neste final, sem nem mencionar os escrúpulos (ou falta destes) da tal Casa. Às vezes penso que os mais beneficiados por tudo isso são os próprios “dolls”, mas a que preço? Existe um valor para o corpo, a mente e o livre direito de ir e vir? Embora lacônico, o fim desta primeira temporada deixou claro que uma boa história foi contada. Eu adormeci?
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×12: Omega” exibido em 29/10/2009 no FX Brasil.
Sempre soubemos que a Dollhouse estava a um passo à frente do Detetive Paul, por isso passei metade do episódio questionando a facilidade com que ele entrou e circulou pela casa, mesmo que guiado pelo tal designer da estrutura ambiental subterrânea onde estão localizadas as obscuras instalações da organização. O que eu não poderia imaginar, claro, é que não só a comandante Adelle estava observando o sujeito o tempo inteiro, como o tal cientista era o temido Alpha disfarçado e foi ele que usou o policial para infiltrar-se na casa. Mas a inesperada reviravolta não parou aí, pois o cara ainda demonstrou ter um profundo laço com Echo, deixando a briga imprevisível e ainda mais pessoal para o afastado agente Ballard. Pelo que vimos, imagino que este deva agora lutar lado a lado com a Casa no final de temporada, o que será inusitado. Desde o seu primeiro episódio a série vem crescendo exponencialmente à cada capítulo, desenvolvendo sua trama muito bem e, principalmente, mantendo-se fiel à sua premissa. Talvez este drama seja tão bom porque foi concebido como uma obra fechada desde o início pelo sagaz Joss Wheddon. 11 episódios se foram e agora resta apenas um para o derradeiro fim da primeira parte desta história. Subestimada, relegada à segundo plano e às vezes até incompreendida, Dollhouse chegou até aqui vencedora, com uma história peculiar, interessante e bastante contemporânea.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×11: Briar Rose” exibido em 22/10/2009 no FX Brasil.
Dollhouse continua como uma das séries mais subestimadas desta temporada (e nós continuaremos firmes aqui na cobertura deste intenso ano de estreia), ainda mais depois deste magnífico episódio Haunted, que levou o conceito da Casa de Bonecas para além de sua premissa. Surpreendentemente, em vez de usar um dos “bonecos” para satisfazer desejos momentâneos, a milionária cliente Margareth Bashford resolveu fazer “scans” mensais de seu próprio cérebro, pois suspeitava que corria risco de morte. Assim, uma nova utilidade para os serviços da companhia foi colocado em prática, já que a senhora acordou no corpo de Echo após ter falecido e decidiu investigar o seu próprio homicídio. Além de desenvolver-se muito bem, a trama conseguiu levantar intrigantes questões éticas e morais, ainda que ficcionais, sobre as possibilidades que aquela tecnologia pode trazer e as inevitáveis consequências, até mesmo de ordem jurídica. Em contraposto, vimos o programador Topher sendo manipulado por Adelle (a chefe), que anualmente permite que ele dê uma “escapada” daquela vida atribulada que leva para que ele se “ajuste” ao estilo de vida comprometido com o trabalho que leva. Funcionando bem como “série de casos semanais” e “novelinha”, Dollhouse permanece no pódium das melhores surpresas do ano (e é uma pena que a 2ª temporada esteja tão aquém desta).
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×10: Haunted” exibido em 15/10/2009 no FX Brasil.
Apenas para constar, esta primeira temporada de Dollhouse terá 12 episódios, sendo que o capítulo 13 provavelmente não será exibido na TV pelo FX, já que não faz parte do plano original, sendo um “extra” produzido e gravado pelo criador Joss Wheddon como mero exercício sobre o que poderia acontecer num futuro não tão distante. E se depender do que vimos até agora, a série merece sim continuar, pois este Spy in the House of Love deixou claro que a trama vem sistematicamene. Echo está somatizando experiências e diante da ameaça de um espião dentro da própria “casa”, ela voluntariamente se ofereceu pra ajudar, o que deixou as coisas ainda mais interessantes. Mesmo assim, parece que algum estrago foi feito, já que November silentemente se revelou à Paul (é impressionante como que nada fica estático por muito tempo nessa série). O episódio ainda aprofundou ainda mais o universo vasto da série com a insinuação de que cada ativo é uma bomba-relógio que pode detonar a qualquer momento, mantendo o terreno sempre instável. De todas as novidades da meia-temporada americana, Dollhouse foi a que mais me deixou surpreso e, não obstante a baixa audiência (que deve mais em virtude do dia e horário em que foi exibida lá fora), o drama é excelente. Séries boas assim estão cada vez mais raras em nossa televisão.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×09: A Spy in the House of Love” exibido em 08/10/2009 no FX Brasil.
Muita gente me pediu pra falar pelo menos alguma coisa sobre Hung, comédia que estreou no último sábado na HBO. Inicialmente interessante, a série conta a história de um pai de família separado que, em face a diversas dificuldades econômicas, crise mundial, pensão, casa que pegou fogo etc., acaba virando um garoto de programa já que (supostamente) o cara é bem dotado. Se eu recomendo? Bom, depois de conferir toda a 1ª temporada que já passou lá fora, posso dizer que infelizmente tudo que Hung promete ser em seu episódio piloto, acaba não sendo. Ela desanda muito a partir de seu 4º episódio e perde-se num emaranhado de tramas aleatórias e avulsas que nunca se encontram e que não são encerradas satisfatoriamente. Embora já renovada para mais uma temporada, não é nem de longe uma série com a qualidade HBO que já estamos acostumados. Se você não tem nada pra ver, dá pra dar uma conferida. Tem a ótima Anne Heche no elenco e, se você se esforçar muito, consegue dar uma risada aqui e outra ali. Err… Nem tanto.
Que fabuloso este episódio de Dollhouse exibido quinta no FX! Aliás, o canal está de parabéns pela ótima campanha de divulgação, além da exibição non-stop com áudio original e legendas! Continuando muito bem o desenvolvimento da história, a poderosa organização identificou a falha em seus “bonecos” e tramaram um plano brilhante para fazer com que eles encontrassem o que estavam procurando subconscientemente, corrigindo a anomalia (inspiração em Matrix?). Enquanto os ativos pensaram que estavam agindo por sua conta, buscando as respostas do passado, a Dollhouse estava assistindo de perto, apenas aguardando o momento em que suas necessidades fossem satisfeitas, mantendo a constância e a serenidade na casa, como pretendido pela administradora. Embora prisioneiros e manipulados, não podemos esquecer que estar no projeto é uma manifestação unilateral de vontade dos contratantes que precisavam, de qualquer forma, esquecer o passado, fugirem do mundo e, como compensação dos serviços prestados, receber um generoso pagamento ao final. A “maléfica organização” não é nada mais que uma empresa que age de forma escusa, mas que no fim apenas satisfaz as vontades e necessidades de seus clientes, sejam os ativos dormentes ou os milionários que pagam caro para terem aventuras com essas pessoas. Cada vez mais próximo da verdade está também o detetive Paul e ficamos na esperança de que mais um encontro entre ele e Echo/Caroline logo venha. Dollhouse continua inovando a cada episódio e a considero uma das poucas novidades realmente boas da temporada passada.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×08: Needs” exibido em 01/10/2009 no FX Brasil.
Eu gostei muito dos primeiros minutos de Lie to Me, drama que estreou ontem na FOX, que tem como protagonista oDr. Cal Lightman, adequadamente interpretado pelo talentoso Tim Roth, dando uma palestra sobre as nuances do comportamento humano que são capazes de entregar, em quase cem por cento dos casos, se uma pessoa está mentindo, se está com raiva, com medo etc. Ele especializou-se em prestar consultoria neste ramo, contratando uma equipe de “polígrafos” para desvendar qualquer tipo de caso que demande sua expertise. Erroneamente comparada com The Mentalist, certo é que Lightman e Patrick Jane conseguem ver o que não está óbvio, mas estes utilizam métodos diversos. Não é porque eles desvendam crimes de forma peculiar que se enquadram na mesma categoria. Se assim fosse, Gil Grissom (CSI) e Brenda Leigh Johnson (The Closer) também entrariam nesse falho exemplo, pois muitas vezes eles também utilizam técnicas que outros colegas de séries semelhantes adotam, incluindo o mentalismo, a investigação forense e o estudo de expressões faciais. Mas o problema de Lie to Me reside justamente em sua mecanicidade, pois tudo parece tão fácil quanto a apresentação do keynote do especialista no início, como se o método fosse infalível (deixando o espectador sempre seguro). A série certamente desperta a nossa curiosidade (será que poderemos identificar mentirosos ao nosso redor?), mas me pergunto até onde eles conseguirão manter esta intrigante premissa sem se desgastarem.
Acho que apenas nunca vamos nos cansar quando do Dr. Lightman e sua equipe pegam alguém na mentira, principalmente numa situação inesperada e imprevisível. É igual ver Grissom resolvendo um crime. Ele faz a mesmíssima coisa há anos e ninguém queria que ele fosse embora de CSI. Além disso, a série foi muito feliz ao abordar logo de cara as limitações das máquinas detectoras mentira e como elas podem ser facilmente burladas, tornando o trabalho dos especialistas neste ramo de certa forma indispensável. Mas nem tudo são flores no drama, porque os roteiristas frequentemente contam histórias aborrecidas e que não despertam o interesse do espectador. Fora que os “investigados” ros recebem como se fosse a coisa mais normal do mundo: “Ah, vocês são os caras da mentira, legal”. Lie to Me é outra série tecnicamente impecável, desde sua instigante abertura até o momento em que comparam as expressões faciais e gestos dos mentirosos com a de pessoas famosas em situações semelhantes, denotando que tudo isso que vimos tem uma base científica e pode ser explicado (ao contrário de The Mentalist, por exemplo). Eu só acho uma pena ver todo esse potencial desperdiçado em tramas fracas (e o que o ótimo David Anders de Alias e Heroes estava fazendo numa ponta mínima?). Lie to Me não poderia ter começador deslizando assim, especialmente com uma montagem ineficiente, que bagunça a mente do espectador e impede sua identificação com as personagens que já não são tão carismáticas assim.
Veredicto LiGado em Série: Vale continuar a ver se você não tem mais nada para fazer no horário. Não chega a ser horrível como Mental, mas não é nenhuma obra-prima da TV.
Olá pessoal! Como sabem, cheguei ontem de Los Angeles, onde participei do programa InFilm “Como Filmes e Séries de TV São Realmente Feitos” e tenho muito material, fotos e vídeos para compilar e realizar a cobertura aqui no blog. A cada semana falarei um pouco das visitas a estúdios e gravações que participei, mas por enquanto tenho que me atualizar nas notícias, entrar no fuso brasileiro e assistir os milhares de episódios pendentes para o retorno da Semana em Série na próxima semana. Como tudo está acumulado, gostaria de saber quais estreias (séries novas) vocês mais gostaram para que eu possa dar prioridade. Tentarei falar sobre todas as novidades, claro, mas a opinião de vocês é muito importante para que eu possa me organizar. E aí, das séries novas, quais valem a pena assstir e comentar primeiro? Temoscomo exemplo FlashForward, Bored to Death, Trauma, Eastwick, Accidentally on Purpose, Cougar Town, Modern Family, The Forgotten, Community, além das antigas que retornarão, claro. As séries mais votadas serão comentadas primeiro, ok?
Mais uma vez Dollhouse surpreendeu e mostrou a versatilidade de seu texto, trazendo um episódio que, apesar de muito estranho, foi intenso e trouxe mais avanços à trama. Em Echoes nós conhecemos um pouco mais sobre passado de Caroline. Pela primeira vez, também, a organização Dollhouse perdeu completamente o controle de seus ativos por causa da disseminação de uma poderosa droga no campus da universidade. Isso sem contar na deplorável situação dentro da “empresa”, né? É claro que este capítulo não trouxe o impacto de acontecimentos que vimos na semana anterior, mas a série não está fazendo feio. Até agora não tivemos nenhum episódio que possa ser considerado “abaixo da média” ou que não fosse, no mínimo, interessante e revelador.
Aliás, esta era uma história que poderia muito bem cair naquele estigma de “caso da semana” (e até começou assim), mas acabou mostrando que existe mais do que simplesmente discorrer sobre as aventuras dos “bonecos” enquanto estão em suas missões. Interessante também, ao final, a abordagem da “Casa de Bonecos” para recrutar novos ativos (era o Eggs de True Blood, repararam!) Contudo, por ter sua duração estendida (lá fora é exibida quase sem comerciais), alguns diálogos são longos e sem foco, o que no fim das contas deixa algumas cenas um pouco maçantes, tenho que reconhecer. Nada que prejudique o resultado final, felizmente.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×07: Echoes” exibido em 24/09/2009 no FX Brasil.
Joss Whedon prometeu e cumpriu! Dollhouse, que já estava boa e seguindo um promissor ritmo, ficou excelente de uma hora pra outra com aquele encontro totalmente imprevisível entre Echo e Paul, logo no meio de uma “missão” da moça. Se estava faltando que o agente chegasse mais perto de descobrir evidências mais contundentes sobre a existência da tal Casa de Bonecos, agora não podemos mais reclamar. Da mesma forma que aconteceu com a personagem, tomei um imenso susto quando a dormente Caroline apareceu e fiquei totalmente sem imaginar como essa situação poderia ser desenvolvida daí pra frente. Foi aí que descobrimos que essa poderosa organização está mais infiltrada em tudo do que imaginamos, já que até mesmo a vizinha do policial é uma das “bonecas” da casa e programada para ficar de olho no agente. O que ficou claro neste episódio é que Paul está vivendo uma mentira imensa, sendo manipulado pela organização da forma que bem entendem, como se ele mesmo fosse um dos “ativos”. Já falei antes que Dollhouse pode não ser o melhor drama que você já viu, mas até agora ele continua sólido, entregando episódios concisos e interessantes. É claro que poderiam ter evitado aquela ceninha à lá Bionic Woman no restaurante chinês (de repente todo mundo desapareceu da cozinha?), e também a produção das entrevistas no início do episódio, que deu um tom bem amador à série. Mas no fim das contas isso não comprometeu muito este revelador episódio, que conseguiu deixar o espectador completamente ansioso pelo próximo!
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×06: Man on the Street” exibido em 17/09/2009 no FX Brasil.
Eu estou realmente surpreso com o bom desenvolvimento de Dollhouse, a cada semana trazendo um caso curioso e diferente, porém sem desamarrar os nós que vão sendo atados à personalidade robótica de Echo. Talvez eu esteja achando isso porque Joss Whedon pediu para não criarmos expectativas com seu drama, mas até agora nada foi decepcionante ou sem coerência com o que foi proposto no piloto. Digo até mais: desde a primeira exibição o drama tem conseguido superar as espectativas lançadas pelo episódio anterior, o que está sendo bastante satisfatório. Em True Believer, vimos a Casa de Bonecos ajudando uma agência federal anti-armas como uma “contratada independente”, levando Echo diretamente para dentro de uma comunidade religiosa fechadíssima, que me lembrou inclusive a “compound” de Big Love (em determinados momentos eu até ficava esperando o Roman Grant aparecer). O capítulo foi repleto de ação, tensão e contou com ótimas atuações de todo o elenco que, apesar de desconhecidos em sua maior parte, nunca passam despercebidos. O bom é que quando este episódio foi exibido nos EUA, o criador veio a público dizendo que nem chegamos na melhor parte ainda. Que bom!
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×05: True Believer” exibido em 10/09/2009 no FX Brasil.
Fato: Dollhouse não é nem a melhor, nem a pior série que eu ou vocês já vimos, mas até agora posso dizer que é uma das melhores novas estreias desta morna e parada temporada de séries. Joss Whedon, o criador da culturada Buffy, não prometeu nada que não cumpriu até agora e está contando uma interessante história que vai rapidamente se desenvolvendo e tomando interessantes caminhos. Neste 4º episódio, aconteceu o impensável para os administradores da organização Dollhouse, já que a personalidade ativa de Echo foi literalmente desligada no meio de um perigoso assalto à um cofre. Não podemos reclamar também de Eliza Dushku, que está fazendo um ótimo trabalho, tendo que interpretar tantos papéis de forma convincente. Embora este capítulo tenha sido mais do estilo “caso da semana”, em que a trama global fica relegada à segundo plano, ele foi repleto de tensão e reafirmou as características peculiares deste drama, notadamente com relação à sua ágil edição e ao constante clima imediatista das situações que são mostradas. Falta, contudo, que o agente do FBI Paul consiga avançar em sua investigação, fazendo com que a série receba um tom de urgência ainda mais impactante, como acontece com 24, por exemplo. De qualquer forma, este foi um bom episódio, inegavelmente.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×04: Gray Hour” exibido em 03/09/2009 no FX Brasil.
A primeira parte deste novo capítulo de Dollhouse foi bem previsível e óbvia, com aquela história já batida da diva que se sentia “presa” e emocionalmente esgotada como se vivesse de fato na Dollhouse. Digo isso, pois em vez de apenas sugerir isso, o roteiro resolveu escancarar esta situação, tornando-a artificial e desinteressante, o que certamente achei que fosse comprometer as reviravoltas da segunda metade. Ainda bem que o episódio conseguiu dar a volta por cima. Designada como uma backingvocal que protegeria a cantora de R&B de sérias ameaças de morte, Echo acabou descobrindo que a suposta vítima era tão ou mais problemática que seu perseguidor, já que literalmente coordenou com este o seu próprio ataque. Não menos impressionante foi a capacidade de Echo de improvisar e abandonar sua missão de forma a atingir o objetivo esperado: proteger a vida da cliente. Ainda por fora de tudo, o agente Paul seguiu numa desastrosa busca por respostas, graças à dica dada por sua fonte que descobrimos ser mais um ativo que trabalha para a poderosa organização. Mesmo com alguns contratempos, com apenas três episódios no ar, Dollhouse mostrou uma evolução eme seu roteiro, especialmente ao abordar aquela somatização que mencionei anteriormente das experiências vividas à personalidade de Echo, que também cresce e aos poucos vai se libertando do programa que a mantém silente.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×03: Stage Fright” exibido em 27/08/2009 no FX Brasil.
Tirando as partes que lembraram muito a desastrosa Bionic Woman (as na floresta, especialmente), eu confesso que gostei muito deste segundo episódio de Dollhouse, graças ao inesperado “twist” na contratação de Echo pelo arqueiro, que no final das contas queria caçá-la como um animal. A edição criou um clima tenso e em determinados momentos cheguei mesmo a temer pela vida da garota e de seu agente designado. Isso é muito positivo, ainda que saibamos que ela não vai morrer por ser a estrela da atração. É claro que, como toda produção atual, a série tinha que acrescentar um mistério, que foi a matança que um dos ativos chamado “Alpha” promoveu no local. A investigação do agente Paul sobre a tal “Casa de Bonecas” ainda está muito marginal e não nos apresenta como uma ameaça concreta à poderosa organização. Mas o melhor do episódio (que é estendido como os de Fringe) foi mesmo o seu final, revelando que Echo não é apenas um produto com um cérebro vazio, como foi insinuado, já que alguns resquícios de suas aventuras estão sendo somatizados à sua latente personalidade. Com o tempo, isso vai ser muito interessante e tomara que saibam explorar este curioso aspecto.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×02: The Target” exibido em 20/08/2009 no canal FX Brasil.
Episódios pilotos de séries são geralmente esquemáticos, de forma a possibilitar que o espectador compreenda um pouco sobre o universo que está sendo apresentado na nova produção. Mas isso, curiosamente, não é totalmente aplicável a Dollhouse, novo drama que estreou ontem no FX. Joss Whedon, cultuado showrunner criador de Buffy, Angel e Firefly, estava certo em pedir que os fãs diminuíssem a expectativa pela série, pois no início deste drama ele aprontou verdadeira bagunça (propositalmente), influenciada por diversas produções que vão de Alias à Matrix, passando por A Ilha, 1984 e, por coincidência (acredito), a fracassada My Own Worst Enemy. Não que este novo drama não seja interessante, pelo contrário, mas muita coisa foi apresentada de forma rápida, impedindo uma correta assimilação do que estávamos assistindo e este é um ponto negativo para o “espectador de ocasião”. À princípio, o projeto Dollhouse se apresenta como uma secreta organização que recruta garotas perdidas, como a estonteante Echo (Eliza Dushku) para se tornarem prostitutas de luxo voluntárias, mas programadas para satisfazerem ao máximo os seus clientes.
Vivendo voluntariamente (mas sem consciência) em uma prisão de luxo, elas são submetidas a uma lavagem cerebral após cada missão, e recebem, em contrapartida, proteção e toda estrutura material para continuarem neste ramo, com direito a um bom pagamento ao final do contrato. Porém, o piloto avança e esta primeira impressão é subitamente modificada, quando vemos Echo sendo escalada para uma missão que envolve intermediar uma transação de resgate no sequestro de uma garotinha. Isso só é possível porque um programador implantou em seu cérebro tais expertises, minutos antes dela entrar em ação. Do lado de fora da “casa”, um policial chamado Paul (Tamon Penikhet) luta para descobrir a verdade sobre este projeto (tornando-se o maior clichê deste início). Como eu disse, Joss Whedon apronta uma bagunça que pode vir a ser difícil de limpar, criando uma série que tem início sem formar por completo uma identidade própria, como os fragmentos de personalidades que são implantados nas próprias “bonecas”. Pra saber se esta mistura dará certo, acompanharemos com o FX os 12 episódios desta 1ª temporada. Adianto que quem ainda não viu poderá se surpreender positivamente, pois a série tomará rumos inesperados e típicos de uma produção do universo Whedon.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×01: Ghost” exibido em 13/08/2009 no FX Brasil.
Alerta: Matéria republicada a pedido dos leitores que acompanham Grey’s Anatomy pelo Sony. Contém spoilers sobre o final da 5ª temporada. Os episódios finais de Grey’s Anatomy fecharam com chave de ouro uma de suas melhores temporadas e, principalmente, de forma coerente com o caminho percorrido pela trama nos últimos meses. Desta vez a crônica de Meredith foi sobre a incerteza e dos fatos inesperados da vida como, por exemplo, os companheiros de trabalho que acabam virando seus melhores amigos ou a one night stand com uma pessoa desconhecida que vem a se tornar o grande amor de sua vida. Este 5º ano no Seattle Grace definitivamente assentou e acertou os rumos e escolhas que aquelas personagens fizeram ao longo desta jornada. Mas a nossa existência não é marcada apenas pelo livre arbítrio e a execução de vontades: temos que adicionar à complexa equação os eventos que inevitavelmente chegam através da causalidade, seja ela provocada por alguém ou derivada de um fenômeno.
Todos nós, de uma forma ou outra, podemos ser vítimas de uma fatalidade. No caso de Izzie, a tragédia estava anunciada e precisava ser contida. No caso de George, ela foi súbita e precisava ser remediada. Em ambos os casos, nem toda a técnica, conhecimento e expertise do mundo foram suficientes para evitar o inevitável. Se para nós já foi um choque constatar a decisão de O’Maley em aliar-se ao exército em Here’s to the Future, vê-lo deitado e desfigurado após salvar a vida de uma desconhecida em Now or Never foi doloroso. E mesmo sabendo que o prognóstico de Izzie não era nada bom, agarramos até o último suspiro na esperança que a cirurgia de Sheppard fosse um sucesso (foi?). Grey’s Anatomy gritou com a revolta e o desespero de Alex, chorou através de Bailey e do fim de seu casamento, mas também deixou portas abertas com o início de uma nova fase para Callie, Hunt, Yang, Mark e para a jovem Grey. Foram duas horas emocionantes e intensas, como só Shonda Rhimes sabe escrever.
Spoiler – Quer saber o destino de Izzie e George? Passe o mouse: O’Maley morre com certeza; Izzie deve sobreviver, pois estará na 6ª temporada. E aí, gostou de saber ou não? Aos que não leram, cuidado que nos comentários os leitores podem revelar este spoiler.
Cotação Bruno Carvalho: Episódios “5×23: Here’s to the Future” e “5×24: Now or Never” exibidos em 06/06/2009 no Sony.
Alerta: Matéria republicada a pedido dos espectadores que acompanham LOST pelo canal AXN. Contém spoilers sobre o final da 5ª temporada dasérie.
“O que aconteceu, aconteceu”; “estar morto é estar morto”; “o que está feito, está feito”; “a pedra branca representa a luz e a preta a escuridão”. Assim como Benjamin Linus, passamos muito tempo ouvindo falar de Jacob, recebendo listas com nomes e orientações sem jamais vê-lo. E é por conta de toda esta aura de mistério criada em torno desta entidade, me surpreendi horrores com a primeira cena do último episódio desta temporada de LOST, onde encontramos um ser simples, de carne e osso, trabalhando no seu tear aos poucos como se tivesse todo o tempo do mundo e, logo em seguida, pescando para alimentar-se enquanto avistava a chegada do Black Rock até a ilha. A partir daí, The Incident começou com seus inúmeros atos, fechando algumas histórias de forma definitiva e satisfatória e outras, nem tanto. Temos muito assunto a tratar, não é mesmo?
Jacob e Seu Antagonista: A enigmática conversa entre o nosso amigo de branco com a figura desconhecida de negro evidenciou que desde os primórdios da ilha aqueles seres passam a sua existência tentando provar que o outro está errado. Enquanto Jacob acredita que o ser-humano é capaz de mudar e que as inúmeras tentativas constituem o progresso, o “anti-Jacob” é mais fatalístico e afirma que o ciclo sempre terá o mesmo fim: “eles chegam, lutam, destroem e se corrompem”. E com a maior cordialidade do mundo, o “amigo” de Jacob afirma que um dia irá encontrar uma brecha no ciclo e irá matá-lo. Ora, o que o impede de pegar a peixeira e acabar com tudo ali mesmo? Obviamente estamos falando de algo muito maior que, por exemplo, a rixa entre Charled Widmore e Ben Linus. Especula-se que eles sejam uma representação bíblica de Jacó e Esaú: dois irmãos que possuem crenças distintas, sendo que um deles – o que acredita na bondade do homem – é favorecido por sua mãe. Seria a ilha o maior tabuleiro de gamão do mundo?
Jacob e os Sobreviventes do Vôo 815: Mais uma vez a “teoria do recrutamento” apareceu – uma das mais antigas da série e que afirma que os passageiros do vôo 815 não estão ali por acaso – só que agora tomando proporções ainda maiores (como, aliás, aconteceu em todo episódio): antes mesmo dos Outros aparentemente conspirarem para que aquelas pessoas estivessem a bordo do avião da Oceanic, Jacob prestou uma inusitada visita a vários deles, algumas delas em momentos que não foram de extrema importância para colocá-los na aeronave, mas que de certa forma colaboraram (em maior ou menor escala) para que eles um dia chegassem onde chegaram. Mais importante ainda foi perceber, como apontou o astuto Davi Garcia do blog Dude We Are Lost!, que Jacob fez questão de tocar em todos eles. Essa, parece clara, é a forma com que ele “leva” as pessoas até a ilha, na tentativa de provar a sua tese.
A Iniciativa Dharma: A presença da organização financiada por Alvar Hanso e idealizada pelos DeGroots seria o ápice da corrupção mencionada pelo algoz de Jacob? Me parece que sim. Aliás, a ciência avançada, os perigosos armamentos e todos aqueles recursos utilizados para explorar o local de forma nunca antes imaginada pelos Outros, acabaram tornando-os hostis, e no fim foram obrigados a viver sobre uma silente e interminável trégua para sobreviverem. A obstinação em extrair daquele abençoado local o máximo a ponto de tornar-se o “Thomas Edison” do magnetismo, fez com que Radzinski deixasse de lado a razão, comprometendo a segurança de seus companheiros. Nesse sentido, ponto para o “anti-Jacob”, que já antecipava este resultado sem precisar levar ninguém para lá.
O Grupo de Ilana: De todas as “partes” que chegaram na ilha, o grupo liderado por Ilana (mais “bonzinhos”), e que recebeu pouco destaque nesta temporada, até agora é o que parece mais sensato e ciente do que está acontecendo naquele local, já que a moça recebeu do próprio Jacob um pedido de ajuda. Foram eles, também, que trouxeram os novos questionamentos da série, ao introduzirem conceitos como um possível “candidato”, pois Frank Lapidus não é um dos que sabe a resposta da pergunta “o que descansa na sobra da estátua?”. A resposta disso, como veríamos mais à frente, é “aquele que salvará a todos”, em latim. E por falar em mistérios, aquela cena na cabana foi bastante curiosa, considerando o que já vimos. Afinal, aquela seria uma espécie de “prisão”?
Reencarnação? Esta era a palavra que estava escrita na forma de anagrama na van que transportava o caixão com Locke por Los Angeles até ele retornar à ilha. Mas ninguém reencarnou no corpo de Locke, pois vimos ele morto na caixa trazida por Ilana para provar que o ser que anda por aí vestido como o velho jamais pode ser ele, o que nos remete à tal brecha que o “anti-Jacob” conseguiu. “Você não tem ideia do que eu passei para chegar até aqui”, disse. Locke já era e apenas a sua forma fora assumida, assim como aparentemente aconteceu com Christian Sheppard. Estar morto é estar morto. Ninguém ressuscitou ou reencarnou. Na minha opinião, primeiro o “anti-Jacob” se apoderou da forma do pai de Jack para fazer com que Locke saísse da ilha e voltasse morto, como de fato aconteceu (lembram-se da cena na roda?). Do lado de fora, o sujeito ainda teve a ajuda da mãe de Faraday, que da mesma forma conspirou para que os Oceanic 6 voltassem para desencadear todos os eventos que levaram ao homicídio do “bom filho da ilha”.
Benjamin Linus: Quem diria que o mestre da manipulação seria manipulado de forma tão caprichadamente maquiavélica? Todos naquela ilha são peças de gamão no grande jogo conduzido por não apenas um, mas dois homens por trás da cortina. O “novo Locke” soube usar muito bem o fato de Linus ter sido o mandatário desprezado de Jacob desde que foi “convertido” no templo. Ele mentiu, matou e se sacrificou muito pela ilha a troco de quê? Não sabemos. Quem garante que ter contato constante com Jacob é algo “bom”? Assim como muitos ali, o desespero de fazer com que sua existência tenha um significado maior do que realmente é acaba levando as pessoas a tomarem medidas extremas, deixando a razão subverter-se à emoção e à inevitabilidade do destino em vez do pragmatismo e do livre arbítrio. E outra, quem garante também que as ordens estavam vindo mesmo de Jacob e nao da outra entidade? Poderia o “outro” estar se passando por Jacob e este estivesse preso na cabana? Lembram quando uma voz pediu ajuda na cabana?
O Quadrilátero Amoroso e o Incidente:Da mesma forma, quem garante que ao levar a ogiva Jughead para o local da Cisne, Jack não estaria provocando exatamente o incidente que fora por todos antecipado, conforme bem apontou Miles? Se o que aconteceu, aconteceu e o destino tem uma forma de corrigir tudo, não seria Jack um mero condutor? Com isso retorno à segunda temporada, quando os então desconhecidos Outros apresentaram a tal lista de Jacob que continha exatamente os nomes de algumas das pessoas que estariam diretamente envolvidas na consecução do evento: Jack, Sawyer e Kate, que na ilha Hydra iniciariam o quadrilátero amoroso com Juliet. Apesar destas cenas que antecederam o incidente terem sido o ponto fraco do episódio, a presença daqueles quatro ali foi fundamental para que o resultado final fosse atingido. O fim, então, justificou os meios.
Este, certamente não foi o episódio que todos nós esperávamos. Algumas surpresas foram muito boas, indiscutivelmente, mas outros fatos apresentados necessariamente levaram à série para um caminho mais etéreo e menos empírico. Contudo, LOST esteve mais fiel à sua premissa neste final de temporada do que em todos os outros. Todas as temporadas acabaram da mesma forma, nos deixando completamente perdidos. O problema é que o final da 3ª temporada introduziu o inédito conceito dos flash fowards e desde então sempre esperamos algo bombástico do tipo. The Incident foi lotado de repetições poéticas, desde o movimento de câmera que revelou o corpo sem vida de Locke (bem lembrado por Pablo Villaça), passando pelas varias vezes em que a velha Kombi Dharma salvou o dia, até o início do incidente que imediatamente remeteu ao mesmo acontecimento na escotilha Cisne já construída, três décadas mais tarde.
As cenas na sombra da estátua revelaram boa parte do tom que a série adotará a partir de agora até o seu final, com a indicação da tão falada “guerra” que está por vir. Afinal, quem está chegando? Quem são os bonzinhos? O final em branco (literalmente) foi desesperador e, por isso, não deverá agradar a maioria. Na hora que acabou eu simplesmente detestei, mas só na hora. E aí? Eles foram para o futuro? Morreram como Alpert falou? Será que tudo será anulado assim como Faraday previu e os sobreviventes do vôo 815 acordarão em plena aeronave no aeroporto de Los Angeles como se tudo não tivesse passado de um sonho? A 5ª temporada contou uma história completa, enriqueceu ainda mais esta primorosa trama e definitivamente pôs fim à viagem no tempo. Só não sabemos como e vai demorar muito tempo para retornarmos e descobrirmos o que vai acontecer. Este foi o único e grande problema de The Incident. Um clarão que vai demorar pra se apagar.
Cotação Bruno Carvalho: Comentários dos episódios “5×16: The Incident (Part 1)” e 5×17: The Incident (Part 2)” . Matéria originalmente publicada em 18/05/2009.
Sim, eu fui injusto com Chuck ao cancelar a cobertura da temporada após o aborrecido episódio 3D. Fato é que a série começou seu segundo ano com um ritmo admirável, mas rendeu-se, ainda que momentaneamente, à episódios com tramas vazias e que deixavam muito pouco a repercutir. Felizmente a segunda metade da temporada, notadamente após o episódio “Chuck Versus the Suburbs” que iniciou o desenvolvimento da trama entre Chuck e Sarah e o estabelecimento definitivo da organização Fulcrum como o grande desafio dos agentes, a série voltou a brilhar. Eles seguiram em uma crescente, não apenas explorando muito bem o universo geek/cool criado por Josh Schwartz e as constantes referências aos anos 80, como também entrando em um único arco narrativo até o final. Excelentes episódios como “Chuck Versus the Best Friend” e “Chuck Versus the Broken Heart” confirmaram o amadurecimento da narrativa, embora reiteradamente o núcleo Buy More tenha ficado em segundo ou às vezes em terceiro plano. Além disso, à medida que a trama central se desenvolvia, tornou-se inevitável o esmaecimento do pessoal da loja, que muitas vezes ficou envolvido em storylines bobinhas e dispensáveis, comprometendo (às vezes) o andamento da temporada. Ainda assim, Chuck terminou com um saldo muito positivo e seus episódios finais beiraram o sublime, ainda mais após a incrível participação de Chevy Chase no papel de vilão e sua rivalidade com Steve Bartowski – o verdadeiro criador do Intersect. Espetáculo à parte foi aquele final de temporada à laMatrix, que tornou imprescindível a necessidade de uma continuação. É curioso que a comédia de ação não apenas cresceu como conseguiu se reinventar completamente com apenas aquela última cena em que o novo Intersect elevou o atrapalhado protagonista à posição de um herói que jamais imaginaríamos ver. De despretensiosa e apenas divertidinha, Chuck saltou para o status de “must see” da TV, merecendo continuar por várias temporadas. A 3ª temporada de Chuck está prevista para retornar no início de 2010 pela NBC americana.
Cotação Bruno Carvalho: Chuck, 2ª temporada exibida em 2008/2009 na NBC americana e atualmente em exibição pela Warner Channel no Brasil.
Enfim uma notícia boa para os fãs de séries brasileiros! A FOX International Channels apresentou esta semana a sua TV online com conteúdo on demand chamada Mundo FOX. Embora não seja uma inovação tecnológica, o portal de entretenimento online próprio de uma emissora é novidade no Brasil, já que os grandes sites estrangeiros como o Hulu.com não permitem acesso fora dos EUA. Com o Mundo FOX qualquer usuário da internet poderá assistir gratuitamente e a qualquer momento várias produções dos canais do grupo (FOX, FX, Speed e NatGeo). Os destaques, claro, estão com as séries 24, Prison Break, American Dad, Family Guy, Burn Notice, My name is Earl, Life on Mars, dentre outras, e o melhor é que o conteúdo não está dublado! Eu conferi o streaming e a qualidade de áudio e vídeo é muito boa, apesar de não estar em alta definição. Segundo o executivo de operações da FOX, o serviço ainda permite ao usuário várias funções: desde incorporar o conteúdo em redes sociais até adaptar o fundo da tela, equilibrando a luz e e proporcionando uma melhor experiência ao assistir os vídeos. Além disto, o sistema adapta o vídeo automaticamente conforme a velocidade de conexão do usuário. A iniciativa é muito positiva e, embora esteja longe de derrubar o download não permitido de séries, mostra que o grupo está antenado na tendência do mercado. Seria bom, contudo, que o gap de exibição com os EUA fosse diminuído, pois é completamente inadmissível o público nacional ter que esperar tanto para ver a temporada da série que gosta com a velocidade de transmissão das informações. Ah, embora esta não seja a situação ideal para os olhos da ABTA (a Associação Brasileira das Empresas de TV a Cabo), o site somente exibe reprises das produções e o material inédito deve continuar a ser exibido primeiro na TV. De qualquer forma, vale a pena conferir.
é comentarista de TV, tradutor, advogado e fã incondicional de séries desde que foi fisgado por Friends em 1994. Hoje assistir aos melhores dramas e comédias da TV tornou-se um compromisso sério e diário. Fique liGado nas notícias, resenhas e novidades mais quentes do mundo das séries e participe com seus comentários! Não perca um só post!